sábado, 30 de janeiro de 2021

A perda da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio - para relembrar

 



          Ao retornarmos de uma viagem, na sexta-feira, tomamos conhecimento da partida definitiva da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio, na quinta-feira, 17. Nas comunidades de Capinzal e Ouro era conhecida como "Clarice".  Sempre foi assim, desde jovem era assim chamada. Fomos funcionários da mesma empresa em 1971, a Pagnoncelli Hachmann, de Capinzal. Ela atuava no escritório e eu no Posto Ipiranga, de propriedade da mesma. À época nos tornamos amigos. Antes eu a conhecia "de vista".

          Esse "conhecer de vista" consistia em que ela costumava passear, nas tardes de domingo, pela Rua Felíp Schmidt, em Ouro, dirigindo a pick up Willys de uma cor entre o gelo e o marfim, da família. "Passeava" devagar, com a  atenção focada na pista.  Na época, 1968, havia no vidro traseiro da caminhonete,  um adesivo em que estava escrito "Homelite", cuja pronúncia é "homeláite". Era a marca de uma motosserra muito utilizada na época para a derrubada de árvores para alimentar as serrarias. O pai dela, o Herbert Hachmann, comandava tal serviço na empresa.

         Uma coisa de que lembro bem é que as garotas da época diziam: "Lá vem a Homelite", com o i pronunciado como em português. Parecia-nos uma pessoa insensível e como se não tivesse amigos.

          Em 1971, quando eu trabalhava no Ipiranga, ela vinha, no início do mês, para trazer nosso envelope de pagamento  dos ordenados. Trazia os valores em cédulas de cruzeiros. Como eram muitos os funcionários da empresa, preferiam pagar em dinheiro, poupando o serviço de datilografar uma grande quantidade de cheques. Ainda, vinha semanalmente abastecer o Opala do seu pai e "passar um ar" e realizar uma limpezinha na parte interna, ou mesmo uma lavagem no carro. Foi nessa época que descobri que ela era bem diferente do que imaginava. Era simpática, atenciosa e cordata.

          Os anos se passaram, saí para estudar em União da Vitória e depois trabalhar em Zortéa,  e quando voltei ela já era esposa do Odilon Pizzamiglio, que adquiriu a Livraria Central, em Capinzal, a mesma que, alguns anos antes, pertencera ao Alfredo Casagrande. A Clarice trabalhava com o marido e cuidava dos filhos pequenos.

        A Clarice e o Odilon tiveram dois filhos: o Thales, casado com a Edsangla,  que lhe deram um neto e uma neta. E o Arlon, que casou-se com a Laura e lhes deram uma neta. O Thales foi colega de minhas filhas no Mater Dolorum. Nessa época, a partir de 1984, passei a encontrá-la muitas vezes, quando ela ia buscar os meninos naquela escola, ao final das aulas, no período da tarde. Adiante, tivemos uma convivência social com o casal.

           No início deste ano, infelizmente, constatou-se que estava gravemente doente. Foi levada para tratamento no Hospital do Câncer de Barretos. Em junho,  retornou,  e seu estado de saúde estava muito agravado. Passou a ser atendida no Hospital São José e, depois, no Nossa Senhora das Dores, de Capinzal. Tinha dores fortes, mas o pleno apoio do familiares e das amigas, que lhe dispensavam os melhores cuidados.

          Agora, resta-nos lembrar com carinho de uma esposa e mãe dedicada e muito orgulhosa de seus filhos e netos.  Que Deus a tenha em seu Jardim Celestial,  onde possa reencontrar suas muitas amigas que a precederam no caminho para a Eternidade. Que tenha as devidas compensações pelo bem que praticou em sua vida terrena.  E, aos familiares, nossas mais sentidas condolências.

Com um afetuoso abraço em todos!

Euclides Riquetti
19-07-2014

Com aquele olhar envolvente

 




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Não gosto de ver você chateada
Prefiro vê-la calma e serena
Com um ar de mulher suprema
Com a alegria no rosto estampada.

Você calada fica misteriosa
Escondendo muitas verdades
Se se ausenta, me dá saudades
Prefiro-a sorridente e formosa.

Quero você sempre contente
Exalando seu perfume natural
Com seu sorriso habitual
Com aquele olhar envolvente!

Euclides Riquetti

Conversa de ponto de ônibus



Replay: 

             Escutar conversas através da porta ou das paredes é muito feio. Mas, quando você está num ônibus ou ponto de ônibus, cruz credo! Você escuta cada uma!...

          Pois que dias desses eu estava me abrigando num desses pontos de ônibus. Desses que os malandros picham, que têm apenas a parede traseira e, com sorte, o passageiro encontra um que tem as proteções nas laterais. Mas que as pessoas se obrigam a ficar ali, muitas vezes infinitamente, à espera de um coletivo. Há, porém,  uma coisa muito atraente em todos esses locais onde se reúnem pessoas, por força das circunstâncias, e acabam fazendo amizade. Assim como existem os amigos de escola, da mesma rua, do campinho, e até do facebook, existem os amigos dos pontos de ônibus.

          Idosos com suas carteirinhas que lhes permitem andar sem pagar as tarifas.  Mães que estão indo visitar familiares nas clínicas. Estudantes que voltam da aula. Diaristas que vão e voltam. E um monte de meninas penduradas nos  seus celulares. No tempo em que eu pegava ônibus, ali naquela Praça no Centro de União da Vitória, para ir trabalhar na Mercedes, nem se sonhava que um dia viessem a existir os celulares, os indispensáveis aparelhinhos que se grudam nos ouvidos das pessoas, desde Xangai até a Linha Maziero, ali no Ouro. Naquele tempo eu chegava cedo e ficava lendo romances, as joias da nossa literatura.

          Então, como eu dizia, o papo vai longe, ali no ponto. O assunto da hora é a dissimulação que, traduzida na conversinha coloquial da hora, é a falsidade. E, uma jovem, com sua frente única e alguns pneuzinhos, falava das novelas, inconformada com algumas que acontecem:

          "Você viu, amiga, quanto falsa é aquela Bárbara Helen, da novela das sete, na Globo! Imagine que até tá torcendo que seu filho adotivo seja desorientado só pra dizer que é uma mãe moderna e compreensiva... Quem não te conhece que te compre!"

          Sua amiga de ponto: "É, ela é muito falsa, vive aprontando. Até roubou o Natan da Verônica. Coitada da Verônica! E a Amora, igualzinha à mãe!"

          "Tudo bem! Só que a Amora ainda vai endireitar no fim da novela. Aposto que vai ficar com o Bento. E a Malu vai acabar ficando com o Maurício, estou torcendo por isso! O Maurício  é um baita menino. Mas o pai!... E,  na Flor do Caribe, você já viu o Hélio? Pura ambição! Ontem ele "desconvidou" a mãe dele para a sua festa de aniversário. Falso que só ele! É pura ambição e falsidade. Até deixou o pai um tempão na cadeia, inocente. Ele era o culpado, mas deixou o pai pagar em seu lugar"

          Então, um velhinho muito gente boa, aqui do Bairro Clara Adélia, se mete na conversa: "Concordo! Isso tudo é uma perdição. A Globo fica botando todos esses picaretas nas novelas e nós temos que assistir!  Tanto a Bárbara Helen como o Hélio são dois falsos. Piores que a Carminha, que enganava o Tufão! Mas o Hélio, esse, é mais falso do que nota de três reais...

          E você, amigo (a)  leitor (a), quantas histórias parecidas você já não ouviu? Aposto uma nota de seis reais que você já ouviu também...


Euclides Riquetti
13-06-2013

Segure-se no céu azul

 


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Segure-se no céu azul, agarre-se no firmamento
Deixe-se levar pelo pensamento
Deixe seu corpo levar-se, transportar-se
Pelas ondas do ar, pelas asas do vento...

Jogue um pedaço dessa imensidão azul para colorir o mar
Jogue os raios do sol para azular a água
Jogue a morenice de sua pele para colorir a areia
Use o calor de minhas mãos para enxugar suas lágrimas...

Escute a música  que vem de meu coração
Sinta o sabor dos beijos que eu lhe dei um dia
Transforme meus versos numa bela canção
Seja os acordes de minha melodia.

E então, pouse como a gaivota sobre a areia quente
Mergulhe seus pés nas vagas turbulentas
E ouça  o poema que eu lhe disse num repente
Inspirado em almas brancas, mas  vorazes e sedentas.

Euclides Riquetti

Quando nasce uma nova flor

 



Quando nasce uma nova flor
Meu  jardim se enche de alegria
E um divino mundo de cor
Nos cerca de encanto e magia.

Flores são dádivas abençoadas
Que amo com verdadeira paixão
Brancas, vermelhas ou rosadas
A acalentar meu coração.

Quando nasce uma nova flor
Mesmo que em canteiro acanhado
Não importa  onde for
Dê-se-lhe amor e cuidado.

Ah, flores, muitas flores
Nas praças e nas avenidas
Cravos e rosas multicores
Para alegrar nossa vida!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Chape Campeã da Série B do Campeonato Brasileiro de 2021

 





Alan Ruschel - sobrevivente da Tragédia com o avião da Lamia, na Colômbia, em 2016, levante a Taça de Campeão Brasileiro da Série B 2020, em 2021.

       A Chapecoense é incrível. às 23 horas e 30 minutos desta sexta-feira, 29 de janeiro de 2021, vencendo a equipe do Confiança, de Sergipe, por 3 a 1, sagrou-se Campeã Brasileira de Futebol da Série B. Um jogo emocionante. Para isso, precisou que o América de  Minas Gerais não fizesse mais do que 2 a 1 no Avaí, de Santa Catarina, em Belo Horizonte.

       A Chape é treinada pelo jovem Umberto Louzer, que foi colega de trabalho de Luiz Carlos Di Lorenzi, o "Lisca Louco", que de louco não tem nada. Louzer chegou para a Chape em fevereiro e recusou, inclusive, proposta de treinar o Cruzeiro de Minas Gerais, para fazer sucesso aqui. Os dois times foram iguais praticamente em tudo no Campeonato, mas um gol a mais no último jogo, anotado por Anselmo Ramón, aos 50 minutos do segundo tempo, no Estádio Índio Condá, em Chapecó, 165 Km distante de minha casa. Moro em Joaçaba - Meio Oeste Catarinense. O ano foi muito profícuo para o Verdão do Oeste, que estava na lanterna do Campeonato Catarinense e, ao final, sagrou-se campeã. 

       A Festa, mesmo sem público presente ao estádio, foi muito bonita. Uma comemoração estupenda, após uma campanha vitoriosa, com 20 vitórias, 13 empates e apenas 5 derrotas. Anselmo Ramón foi o artilheiro do time, anotando 10 tentos. Um outro astro, Paulinho Mocelin, ficou de fora dos últimos jogos, m virtude de grave contusão sofrida em campo. Alan Ruschel, sobrevivente da tragédia de 2016 é um dos destaques do elenco. Neto, jogador também sobrevivente, trabalha como Diretor de Futebol. 

       O América de Minas, conhecido como "Coelho", fez uma campanha irreparável. A Chape, que em 29 de novembro de 2016 perdeu quase todo seu elenco e dirigentes, naquele voo famigerado em que o avião da Lamia os transportava para a Colômbia, superou muitas adversidades. Inclusive, perdeu seu presidente, Paulo Magro,  há poucos dias, em 30-12-2021, vitimado pela Covid 19.

Parabéns ao povo de Chapecó e de Santa Catarina. Estamos, de novo, com um clube nosso na Série A em 2021. 

Euclides Riquetti

29-01-2021

Confesso-te que sonhei

 




Confesso-te que sonhei
Confesso-te que me lembrei
De ti...

Mas, se no meu sonho tu estavas presente
E eu te queria, apaixonadamente
Não ficavas perto de mim...

E eu,  que senti saudades
Que te esperei por uma eternidade
Não consegui
Me aproximar de ti!

Confesso-te que chorei
Confesso-te que eu lamentei
Por não poder ficar contigo
Aqui...

Então eu me perguntei
Será que foi o que pensei?:
Te perdi para o inimigo
O trágico destino
Perdi?

Quem será que foi o bandido
Esse ser tão atrevido
Que te tirou de mim?

Confesso-te que sonhei
Confesso-te que lembrei
Mas te perdi...
Sim, eu te perdi!

Euclides Riquetti

Adoção: A arte de amar!

 



Adotar é uma arte, é a arte do amor
A adoção é a nobre arte de amar
É como preservar uma pequena flor
É como ter-se toda a água do mar!

Adoção, uma atitude que dignifica
Adotar é estender a mão dadivosa
É como dar luz a quem muito precisa
É conduta de amor muito preciosa!

Adoção é gesto da maior grandeza
Adotar é estender seu grande coração
Para abrigar um ser com realeza!

Adoção, uma arte bela e vívida
Adotar: uma santíssima realização:
É permitir que um novo ser  reviva!

Euclides Riquetti

Cuide do meu coração!

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Bela senhora dos olhos encantadores

Do sorriso envolvente
Do corpo atraente
Dos lábios rosados e desejados
De deliciosos beijos e sabores...

Bela senhora angelical
Que desperta meus desejos
Que acalma meus medos
Que afaga meu rosto amedrontado
E  me atiça com seu jeito  sensual...

Bela senhora que povoa meus sonhos de inverno
Que, elegante e divina  agita minha mente
Com seus olhos que me fitam docemente
Cuide de meu coração, não o deixe maltratado
Que em troca eu lhe darei o amor eterno...

Euclides Riquetti

A chama da paixão que arde

 





Quando a chama da paixão arde
Não importa se é noite, dia, ou fim de tarde....
Quando um coração transborda amor
Pouco conta se faz frio, neva ou faz calor...

Quando um sorriso num rosto se estampa
Porque a alegria vem dele brotando...
Quando, na manhã azul, o sol se levanta
 E seus raios as areias da praia vão bordando...

Quando os namorados fazem juramentos
E querem  misturar pra sempre os sentimentos...
Quando a poeira estiver se assentando na estrada
Depois do trote galopante da boiada...

Quando minhas rimas facilmente se combinam
Porque as palavras se foram campear ao vento...
Quando a melodia das canções nos fascinam
Mesmo que a alma se fira em sofrimento...

O coração arde em paixão
Sim, de verdade, é  a chama da paixão que arde!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Coloque sua alma dentro de meu coração

 






Coloque sua alma dentro do meu coração
Levemente
Suavemente
Sutilmente...

Feche seus olhos e apenas me abrace
Gentilmente
Carinhosamente
Firmemente...

Traga seus lábios vermelhos para junto dos meus
E me beije
Deliciosamente
Perdidamente
Amadamente...

Apenas porque
O lugar de sua alma é estar em mim
O lugar de meus lábios é estarem em você
Juntos de novo... sempre...bem assim!


Euclides Riquetti

Enquanto o sereno cai...

 




Nascer Do Sol, Nuvens, Céu, Manhã, Natureza, Humor


Cai o sereno na gélida  madrugada
Na turbulência das negras almas
Vai serenar os corpos que andam na estrada
E caem gotículas nas suas peles alvas.

Cai para amainar as desavenças
Das mentes ávidas e atiçadas
Para abrandar,  tornar crianças
Mulheres de saias já  alongadas.

Cai o sereno e vem acalmar
Todos os corações aflitados
Para que se abram no esperar
Pelo Dia dos Namorados.

E enquanto o sereno cai
Faço pra ti minha oração
Meu pensamento navega, vai
Vai morar dentro do teu coração!

Euclides Riquetti

Depois dos girassóis

 




Depois dos girassóis vieram as rosas vermelhas

Plantadas e cultivadas em parelhas

Depois que os girassóis gigantes

Com suas flores exuberantes

Foram-se embora!


Passou seu ciclo anual, primavera e parte do verão

Embelezaram as margens de meus caminhos

Dos seus e dos meus!

Encantaram meus olhos, afagaram meu coração

A chuva lhes deu água com carinho

E eu recebi os carinhos seus!


Depois das rosas imperiais

Virão outras flores no inverno rigoroso

As palmas brancas, as amarelas, as rosadas

Os cravos cheirosos deliciosamente naturais

E, de novo, o girassol alto e garboso

Para me alegrar nas manhãs e tardes ensolaradas!






Nas areias claras dos desertos

 




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Porei as letras de teu nome em meu diário
Quem sabe bordadas em pano de algodão
Que eu  guardarei com zelo extraordinário
Para utilizar na letra de uma nova canção.

Um nome dissílabo, talvez até paroxítono
E quem sabe uma silhueta em frente ao mar
Um nome que eu pronunciarei em uníssono
Uma tela que eu pintei apenas pra te retratar...

E, se as letras não formarem a combinação
As palavras para que eu componha os versos
Procurarei nas areias claras a inspiração:

Com uma varinha mágica  eu configurarei
Teu rosto nas areias claras dos desertos
E, se o vento o apagar, de novo eu o farei.

Euclides Riquetti

Raios de Sol

 


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Raios de sol propulsionam pensamentos
Que flutuam no firmamento
Que pairam na leveza do ar
A vagar,  divagar,  de vagar.

Raios de sol incitam anseios  remotos
Escondidos nas mentes e corpos
Que andam a esmo nas ruas
Com as almas frias,  nuas.

Raios de sol são a vitamina do poeta
São a adrenalina discreta
Que movem o ideal compositor
E que fazem de mim um mero escritor.

Escrevo, sim, porque no céu há azul e sol brilhante
Escrevo, sim, porque sou apenas um corpo errante
Mas tenho uma alma que me inspira e impulsiona
E um há um coração que me anima e amociona.

Escrevo, sim, porque raios de sol iluminam meu pensamento
Que divaga em si
Que vaga até ti
Até ti...
Por isso escrevo, sim!

Euclides Riquetti

Ansiedade - sofrer por antecipação...

 


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Ansiedade
Sofrimento por antecipação
Realidade
Sentimento de frustração
Ou apenas falta de... solução??

Ansiedade
Causa dores morais
Abalos emocionais
Atitudes anormais
Por quê?

Ansiedade
Como curar?
Ler, correr, rezar?
Ou apenas pensar
Que dá para superar...

Mas, de que forma?

Ansiedade
Constante preocupação
Emoção
Escuridão
O que fazer?
Para onde ir?
Como fugir?

Ansiedade
Só a buca da verdade
Só o tempo das descobertas
É que podem ajudar-me!

Euclides Riquetti

Estender as mãos!

 



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Entenda suas mãos a quem precisa
Àqueles que têm alguma limitação
Àqueles cuja vida não é favorecida
Àqueles que tiveram menos atenção!

A vida pode nos dar oportunidades
Mas nem sempre as podemos segurar
Às vezes faltam-nos as habilidades
Cada ser é um ser - há de se pensar!

Incentive as pessoas para resolver
A buscarem a luz ao que as aflige
Mostre-lhes como a vida pode ser.

Guie-as para que busquem solução
É isso que o mundo ordena e exige:
Agir rápido, com firme determinação!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Poder sonhar

 


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A liberdade é como o vento:
Sopra, ora para esta, ora para outra direção...
Liberdade é o fogo que queima a lenha, vira brasa e aquece a água e as almas.
É como o pássaro que voa no ar
A água que corre pelo vale
O canto da gaivota que plana, sem cansar
Sobre o mar.

Liberdade é um dia de sol:
É quando as nuvens  se escondem atrás do azul infinito
Ou a noite matizada por estrelas.
E, quando perco o rumo de meus olhos para vê-las
Se perdem na imensidão.

Liberdade é como o grito da vitória
O Soco no ar
O abraço comovido.
É o olhar sobre o vasto campo florido
Colorido!

Liberdade é poder não ter que  levantar-se cedo
É poder deslizar os pés descalços
No verde gramado
É poder sentar no banco da praça e dizer: Este lugar é meu, aqui é o meu lugar!

Liberdade é andar com a pessoa que se ama
Sem ter hora pra chegar
Em nenhum lugar.
E apenas poder...
Continuar a sonhar!

Euclides Riquetti

Você me seduz

 



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Você me seduz
Com o seu jeito imponente e importante  de ser
Você me reduz
A um ninguém maltratado, largado outra vez.

Você é assim
A mais bela mulher que eu já vi  por aí
Você é pra mim
A mais formidável senhora que já conheci.

Procuro compor
Um poema com lindas palavras e rimas para lhe agradar
E sinto uma dor
Quando percebo que busco e não tenho o que encontrar.

Procuro pensar
Que você já sentiu quanto amo seus olhos castanhos
E me conformar
Pois não há como ser de você, que me vê como estranho.

Você  me seduz
E maltrata o meu coração perdido e incontido em desejo
Você me reduz
A um frangalho, um  rejeito sem coragem de olhar-se no espelho.

Você é assim
Eu não sei se é maldade, se é medo, ou pura vaidade
Você é pra mim
A deusa distante que finge e me esnoba assim sem piedade.

Procuro compor
As canções mais sensíveis com com letra romântica e melhor  melodia
E sinto uma dor
Que faz com que eu sofra por não receber nem um simples "bom dia"!

Um bom dia
Um aceno
Um olhar...

Apenas um olhar
Disfarçado que seja.
Como a noite sem luz
Você me seduz!


Euclides Riquetti

Eu e meus pecados

 




Aqui estou, meu Senhor
Eu e meus pecados
Não queremos muito, não
Apenas sermos perdoados.

Eu, por havê-los cometido
Por ter perdido,  às vezes,  a razão
Por não ter escutado meu coração.
Eles, por me terem seduzido.

Somos,  ambos,  duas almas descuidadas
Merecemos, assim, o incondicional  o perdão
Não somos da história o vilão
Queremos nossas culpas deletadas!

Preciso em minh' alma toda a alvura
Iniciar,  cada mês,   novinho em folha
Então, peço perdão, não tenho escolha
Perdoa-me, Bom Senhor lá das Alturas!

Falo por mim e por meus pecados
E por isso mesmo já vou escrevendo
Não podemos chegar em dezembro
Sem que sejamos perdoados
Eu... e meus pecados...

Perdão, Senhor, perdão!!!
Euclides Riquetti

A canção do vento sul

 






Aqui pertinho do mar azul
Limito-me a olhar com olhos de andorinha
A gaivota que  voa de mansinho
Que pousa na areia branquinha
( É um indefeso animalzinho...)
Enquanto escuto o  murmúrio do vento
Que sopra muito atento
E que vem do sul!

Aqui no mar de Canasvieiras
Passa a germânica de olhos de cristal
A morena nativa e sensual
A portenha dos cabelos crespos e castanhos
A uguguaia do rosto mais risonho
A mulata de corpo magistral
(Mulheres de todos os tamanhos)
E a as gaúchas mais guapas e faceiras.

E, enquanto me enterneço deliciosamente
Enquanto a água me banha carinhosamente
A canção que o vento sul me traz
Me traz sossego, enseja amor e me dá paz.

Euclides Riquetti

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

A noite está escura: Eu te amo!


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A noite está escura: Eu te amo!
Então minha alma te procura: eu te amo!
Porque a noite é de quem ama
E eu te amo...
Porque a noite é a hora das lembranças
E de renovar a esperança
E dizer para o mundo
De um jeito simples, mas profundo
Que eu te amo!

A noite repõe energia: Eu te amo!
Eu te amo com alegria
Te amo à noite, te quero de dia
Porque eu simplesmente te quero
Te quero sem restrições
Sem impor condições
Sim, simplesmente te quero
Ah, te quero tanto, sim, te quero
Te quero porque te amo!

A noite é o melhor momento
Pra dizer "te amo"!

Euclides Riquetti

O dia está nublado: Eu te amo!

 




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O dia está nublado:
Eu te amo!
O dia parece encantado:
Eu te amo.
O dia parece emburrado:
Eu te amo...

O dia promete ser quente:
Eu te amo!
O dia é dia da gente:
Eu te amo.
O dia é o que a alma sente:
Eu te amo...

Cada dia é sempre um dia:
Eu te amo...
Cada dia é uma ousadia:
Eu te amo.
Cada dia é amor e alegria:
Eu te amo!

O dia, e cada dia, cada dia
Remetem a uma nova lembrança
A um mundo mágico, (uma dança)
Uma gostosa nostalgia...


Euclides Riquetti

Champanhe

 



Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...



Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

Quatro anos de uma tragédia (As lembranças de Dona Noeli)

 



          Conheci a Dona Noeli Lorenzetti Gabriel num jogo de "voleibol câmbio", na Colônia de Férias do Hotel SESC do Cacupé, em Florianópolis, na tarde do dia 07 de novembro deste ano. Estava ali, ao lado da quadra, vendo o jogo. Convidei-a a entrar no jogo, pelo nosso time. Justificou-se, disse que não estava acostumada a jogar. Era educada, demonstrava ser uma pessoa muito respeitosa e sensível. Acabou aceitando o convite e participou das brincadeiras que nos eram oferecidas pelos recreadores do SESC. No seu crachá, o nome: Noeli. As amigas a chamavam de Noila!

          No dia 9, sábado,  nos encontramos na fila do Restaurante, na hora do almoço. Já havíamos retirado as bagagens dos alojamentos, deveríamos voltar a Joaçaba logo depois.  E, nessas ocasiões, costumamos fazer amizades com pessoas que trazem si  seus segredos, suas histórias, seus dramas.  E, assim, nem me lembro como, começamos a conversar, eu e a Noila,  como se fôssemos amigos de longa data. Foi imediata empatia. Falamos de família, de filhos. Ela é de Concórdia, eu disse que morava em Joaçaba, então  passou a me relatar sobre um filho que morara em Joaçaba quando ele tinha 22 anos, era piloto de aviões e instrutor de voo. Viera para Joaçaba para dar aulas de voo no Aeroclube.

          Dona Noila falava-me com alegria do filho, com muito orgulho. Disse-me que aqui ele viera jovem e surpreendeu os Srs. Beló e Avelino Dorini Primo, pois estes não imaginavam que alguém tão jovem pudesse vir ensiná-los a pilotar aviões.

          Perguntei-lhe onde ele estava e seu rosto serenou, mas sem perder o brilho do semblante de uma mãe que fala com orgulho do filho: "Meu filho morreu, foi em 23 de dezembro de 2009, no Maranhão. Ele estava pilotando um helicóptero, que caiu numa mata. Ele e o co-piloto morreram  só foram achados quatro dias depois... "

          Fiquei enternecido. Aquela senhora bondosa, que deixava simpatia transbordar de seu coração, falava com alegria do filho que perdera. Contou-me sobre o drama de esperar, por quatro dias,  notícias sobre a localização do filho desaparecido nos céus de Carolina, uma cidade do Maranhão, para onde fora pilotar depois que foi embora de Joaçaba.  E, quando a notícia veio, apenas a confirmação de que ele, Enndel Gabriel, e seu co-piloto Aloysio, havia perdido a vida, seus corpos foram encontrados carbonizados.

          Imaginei o sofrimento daquela mãe, que tudo fez para que seu filho tivesse uma boa educação, apoiando-o na realização de seus sonhos. E ela me dizia que não estava triste, pois sabia que ele estava fazendo aquilo de que gostava. Disse que ele estava num grande momento da vida, muito feliz com o relacionamento que mantinha com a noiva, Daniele Leite, e com o seu trabalho. Pediu-me que quando encontrasse o Primo lhe falasse que a conhecera, perguntasse sobre a vida o  Enndel Gabriel aqui em Joaçaba.

          Pois tive contato com o Primo, meu amigo dos tempos de adolescência, lá de Capinzal. Encontrei-o nesta semana numa loja no centro de Joaçaba, ele mora e trabalha aqui.  Disse-me que o piloto era formidável, que foi o melhor instrutor que conhecera. Que o rapaz morou no centro de Joaçaba, tinha muitos amigos por aqui. Aprendera muito sobre aviões com ele. Fez seu serviço e depois foi embora..,

          Uma das coisas que muito me marcou foi o reconhecimento de Dona Noeli com relação ao pessoal aqui de Joaçaba. Disse que, mesmo depois de mais de uma década, foram lá confortar a família quando da tragédia. E reafirmava-me que, mesmo tendo perdido o filho, aos 36 anos, tinha saudades, mas estava feliz, pois sabia que ele fora um piloto feliz e realizado.

          Na viagem de volta, conversamos sobre outros assuntos, sobre "viver a vida", sobre ter família, sobre gostar das pessoas, admirá-las. Pois, que este Natal seja para ela e seus familiares um belo momento, o de celebrar as lembranças boas que lhe ficaram no coração.

Abraço bem afetuoso, Noila!

Euclides Riquetti
23-12-2013