sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Padre Anchieta - agora, sim!




"Eia colega, sempre avante
Pelo bem, pela verdade
E que noss ´alma exulte e cante
Ao florir da mocidade..."

          Era assim que começava o Hino de nosso Ginásio Padre Anchieta, em Capinzal, em 1965, quando eu cursava a primeira série do ginasial. Nossas professoras, principalmente Dona Vanda Bazzo e Dona Lorena Moraes nos motivavam a cantar. O próprio Frei Gilberto, padre italiano nosso Diretor, cujo nome civil era Giovanni Tolu, também cobrava-nos saber o Hino. E também o Nacional, o da Bandeira, o da Independência.  Mas o que nos orgulhava e encantava, mesmo, era o moderníssimo hino de nosso Ginásio.

          Pois justamente neste 3 de abril de 2014, quando o papa Francisco decreta a Santidade do Apóstolo do Brasil, José de Anchieta, tornando-o "São José de Anchieta", meu pensamento volta para meus 12 anos de idade. Nossa escola tinha um uniforme bastante singular, belíssimo, e nos eventos cívicos ficagvamos engalanados, verdadeiramente...

           O Padre Anchieta era nosso patrono. Conhecíamos a história dele. Chegou ao Brasil com apenas 19 anos de idade. Era um Missionário Jesuíta, da Companhia de Juseus, nascido na Ilha de Tenerife, no Arquipélado das Canárias, descendente de judeus. Da nobreza, não tinha força nem saúde suficiente para as armas, então, aos quatorze anos, entrou para a Companhia de Jesus, liderada pelo seu primo Santo Inácio de Loyola. Inteligente e criativo, fundador da cidade de São Paulo, foi ordenado padre aos 32 anos. Falava e escrevia em quatro línguas: Português, Castelhano, Latim e Tupi Guarani, a língua do Brasil, sobre a qual editou uma gramática.

          Seu "Poema à Virgem", com 4.172 versos de quatro estrofes, foi o primeiro épico, ainda antes de Camões escrever "Os Lusíadas", dizem os estudiosos. Escreveu-o nas areias da Praia de Iperoig, em Ubatuba. Era um exímio poeta, sendo assim o início do seu poema:

          "Minha alma, por que tu te abandonas ao profundo sono?
          Por que no pesado sono, tão fundo ressonas?
          Não te move à aflição dessa mãe, toda em pranto,
          Onde a morte tão cruel do Filho chora tanto?"

          Dezenove anos! A mesma idade em que cheguei a União da Vitória para cursar Letras. E onde me iniciei como poeta, timidamente. Uma idade em que tudo nos é novo. E que temos uma energia a nmos propulsionar para a conquista de nossos sonhos...

         Salve Padre Anchieta, agora "São José de Anchieta",  nosso Apóstolo do Brasil!

Euclides Riquetti
03-04-2014

Rosas vermelhas também choram

Rosas vermelhas também choram
Quando não são recebidas com amor
E quando dadas nos momentos de dor
As rosas vermelhas também choram.

Choram por causa do coração  incompreendido
Choram pelo amor não correspondido
Apenas choram...

Rosas vermelhas da conquista
Rosas vermelhas da comemoração
Rosas do dia dos namorados
Do pedido de perdão pelos pecados.

Choram porque existem as distâncias
Choram por causa da intolerância
Mas choram...

Choram as rosas vermelhas, choram tanto
Choram o leve e o copioso pranto
Choram a pureza, choram o mundano
Enquanto esperam, como eu, pelo novo ano.

Algumas rosas riem
Outras comemoram...
Enquanto algumas delas...
Apenas choram!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Um novo tempo



Espero  por um novo tempo, um terno  novo dia
Uma nova e bela manhã, uma nova esperança
Um tempo de muito  amor, um tempo de alegria
Um tempo de colher, um  tempo de bonança...

Um belo novo ano, com êxito e sucesso
Saúde, paz e flores, rosas perfumadas
Poemas sem dilemas, versos e mais versos
Pecados absolvidos, almas perdoadas.

Um novo ano feliz,  com abraços e muitos beijos
Uma rosa vermelha, champanhe ou amarela
Lábios de cereja, de doce e de desejo...

Manhãs ensolaradas, tardes de céu azulado
Pensamentos profanos passando pela janela
Indo juntar aos teus, todos os meus pecados...

Euclides Riquetti

Chora minha alma, chora meu coração: "Vamos lá, Verdão!, Vamos, vamos, Chapêêê!"







Chora minha alma, chora meu coração
Lágrimas rolam no meu rosto entristecido
E todo o meu íntimo doloroso e sofrido...
Choramos a perda do nosso time paixão.

Choram todos os queridos chapecoenses
Os catarinenses e todos os brasileiros
Os nossos olhos já não brilham faceiros
Choramos todos nós, bravos catarinenses.

Choramos porque perdemos nossa Chape
O Verdão do Oeste que nos dava alegria
Chora a noite longa, chora nosso novo dia
E oramos a Deus para que a força não falte.

Não creio que Deus tire aquilo que nos dá
Porque o mundo precisa ser de felicidade
Sem espaço para  para tristeza e fatalidade
Silenciou a alegria em nossa Arena Condá.

Não é possível acreditar no que aconteceu
Com os jogadores,  jornalistas e dirigentes
Agora choram as almas de todos os viventes
Morreu o corpo, mas sua alma não morreu.

Ecoa, nos estádios, o seu grito de guerra:
"Vamos lá,  Verdão!!, Vamos lá, Verdão!!
Ecoa, no mundo todo, nos cantos da Terra:
"Vamos lá, Verdão!, Vamos lá, Verdão!
"Vamos, vamos, Chapêêê!
Vamos, vamos, Chapêêê!"

Euclides Riquetti


Homenagem às famílias dos desaparecidos
e a todos os que choram a dolorosa perda.










quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Com meu corpo e minha alma



Amar-te com meu corpo e minha alma
Querer-te com a força do desejo
Beijar teus lábios com meu doce beijo
Andar de mãos dadas pela praia calma...

Entregar-te os sonhos e os sentimentos
Tudo aquilo que já acumulamos
Alimentarmos tudo o que amamos
Eternizar todos os bons momentos...

Ganhar de ti o melhor dos abraços
Sentir teus dedos me acariciando o rosto
Fazer de teus seios meu porto de encosto
Buscando em ti alento ao meu cansaço...

E em cada música que eu ouvir no dia
Em cada verso que eu te escrever
Mostrar-te o quanto invades meu ser
E eu me embriago de tanta euforia...

Porque há mil razões para eu dizer "te amo"!

Euclides Riquetti

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Mãe

Para homenagear as mães de todos os que perderam a vida no

desastre aéreo com a delegação da Chapecoense em Medellín,  

na Colômbia.


Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.

Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.

Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.

Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.

Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.

Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.

Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.

Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.

Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.

Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Desolador: 76 mortos...Avião que transportava jogadores da Chapecoense cai na Colômbia

 

 Delegação da Chape...
 Avião que transportava a delegação da Chape

          A notícia chegou madrugada e está tomando conta dos meios televisivos brasileiros e colombianos: Caiu, na madrugada desta terça-feira, o avião que transportava os jogadores da Associação Chapecoense de Futebol, após decolar no aeroporto José Maria Córdova, entre La Ceja e Abejorral, na região de Antióquia, na Colombia. O avião caiu há cerca de 50 Km de Medellin. Jogadores, dirigentes e jornalistas, compunham um grupo de 72 pessoas que iriam acompanhar o jogo da Chape na primeira partida para a final da Copa Sul Americana.havia ainda 9 tripulantes, totalizando 81 pessoas.

         Até às 5, 15 horas desta manhã tinha-se a informação de que nenhuma morte foi confirmada.  O Corpo de Bombeiros do local vinha informando que há muitos sobreviventes. Nada de informações concretas ainda.  A região é montanhosa e de difícil acesso.Já se sabe que Alan Ruschell,  o goleiro Danilo e o goleiro reserva Follmann estão entre os sobreviventes resgatados. Os resgatados estão sento atendidos no Hospital  San Juan de Dios , em La Ceja.

          Nós, catarinenses, principalmente os vizinhos de Chapecó, distante 160 Km de minha casa, estamos desolados. Pela primeira vez uma equipe de futebol de nosso Estado chegava à decisão de uma competição internacional de futebol. O jogo, que seria nesta quarta-feira, contra o Atlético Nacional, foi cancelado. 

           Esperamos que logo venham informações mais concretas, pois lá é ainda alta madrugada e somente daqui a umas 4 horas virá o claro do dia. Ainda por cima, chove em Medelín no momento, o que dificulta a ação dos socorristas com helicópteros.

Deus proteja todas essas pessoas para que sobrevivam. Neste momento, suas vidas contam muito mais que qualquer resultado de jogo.

Euclides Riquetti
madrugada de 29-11-2016

Atualização: Frederico Guttierrez, Prefeito de Medelín, declara que há pelo menos 25 mortos dentre os integrantes da comitiva. 

Segunda atualização: 76 mortos e 5 sobreviventes, informa a Polícia de Medellín. 7,30 horas.

O drama dos professores ao final do ano




          A chegada do fim de ano e as férias escolares para professores e alunos deveriam sempre ser comemoradas por todos eles. Afinal, alunos têm a oportunidade de livrar-se do compromisso de levantar cedo, de sair de casa logo após o almoço ou, ainda, chegarem tarde e cansados em seu lar,  após um dia em que, normalmente, consorciam trabalho e estudo. Vêm as formaturas, a entrega de boletins para os demais, a comemoração pela aprovação ou a decepção de pais e alunos quando da perda do ano. É gente cansada e esperando pelas festas de Natal e Ano Novo,  o dar e receber presentes, as festas com os amigos, os banhos nos balneários, a ida à praia, os bailinhos, a bebidinha bem gelada (que deve ser consumida com muita moderação, muita, mesmo!).

          Alguns professores, por força das circunstâncias, no dia em que iniciam as férias passam a ser os "novos desempregados do pedaço"! Que triste isso!

          Nos 31 anos em que atuei em sala de aula, já a partir de outubro, quando iniciava a revisão de todos os conteúdos do ano, eu utilizava muito o quadro-negro e isso me deixou com algumas dores no braço direito, das quais nunca mais me livrei. Movimentos repetitivos por três décadas, apertar aquele giz duro no quadro, até segurar, com a mão esquerda, o braço direito levantado,  para poder escrever. E, mesmo agora, cinco anos depois de haver-me aposentado como professor, o mesmo desconforto. Mas isso pouco representa quando comparado ao drama dos professores ACTs que, ao final de cada ano, ficam desempregados. Você parabeniza um colega pelas férias e ele já está demitido! Assim é o serviço público, cercado por suas leis e suas características peculiares.

          Todo o ano, o Estado e os Municípios lançam editais de processos seletivos para a contratação de professores para atuar em caráter temporário, em razão de que há a necessidade de substituir os que entram em Licença para Tratamento de Saúde, Licença-prêmio, os afastados para ocupar cargos de confiança ou em funções gratificadas. Quando chega lá pelo mês de março ou abril, praticamente todos eles já estão empregados. Alguns conseguem contratos temporários para 20 horas, outros para 40 horas semanais de trabalho. E ficam esperando os concursos, que muitas vezes demoram para a contecer. Angustiados, não há outra coisa a fazer.

         A Legislação assim prevê. Se os procedimentos não forem realizados na conformidade com as normas, tornam-se ilegais. Mas já houve um tempo em que era possível a prorrogação dos contratos por mais anos. E os que tivessem trabalhado por cinco anos ininterruptos ou 10 intercalados, adquiriam estabilidade.  É uma pena que não possa ser assim, pois seriam reduzidas as despesas, as escolas teriam profissionais já adaptados com elas e com o perfil dos alunos. E a vida de quem estudou e se preparou para o exercício do magistério ficaria facilitada.

          Como isso difícilmente irá acontecer, o negócio é os que desejam tornar-se profissionais na Educação ir estudando muito, preparando-se, conhecendo os conteúdos de suas disciplinas, as normatizações e a leis relativamente à mesma.

          Então, quero manifestar-me solidariamente aos professores ACTs, pois que, além de enfrentarem todas as situações adversas do próprio sistema educacional, ainda têm que amargar a angústia e muitas vezes a depressão. Só quem conhece o drama deles é que pode avaliar o quanto são sofredores.

Um forte abraço e o desejo de que todos possam ter seu trabalho no ano que vem, pois sei que vontade de trabalhar não lhes falta.

A todos, enfim, uma férias bem "auspiciosas"!

Euclides Riquetti

Então me abrace


Então me abrace, carinhosamente
Só um pouquinho...
De mansinho...
Me afague e me abrace!

Então me abrace, sutilmente
E, com ímpetos leves de desejo
Me dê um beijo...
Me beije e me abrace!

Então me abrace com seu abraço sensual
Encoste seu peito no meu
Deixe-me sentir que não morreu
O amor que sentimos
E que por muito tempo nutrimos
Um pelo outro...

Então me abrace com seu abraço legal
E me faça sonhar
E me faça cantar
Uma canção de ninar
Sem nenhum disfarce...

Então me abrace, doce e desejável mulher
E faça comigo o que você quiser:
Uma, duas, três
Mais uma vez
Nós e nossa nudez...
Mas me abrace!

E me faça voar
Como se eu fosse planar
Até alcançar
Você....

Mas me abrace!!!

Euclides Riquetti

domingo, 27 de novembro de 2016

As tragédias do Poço do Zucchelo

 

  Revendo...

 

          O "Poço do Zucchello", localizado em Ouro, no Rio do Peixe, que o separa de Capinzal, está localizado a aproximadamente 4 Km ao sul da área central das cidades. O nome deve-se a que terras próximas do local pertenciam, nos primeiros anos da existência do Distrito de Ouro, à família Zucchelo. Ali também residiam as famílias Parizotto e Scopel, bem como funcionava o "chiqueirão" de Severino Baretta, conhecido como Silvério, primo de meu avô Victório. O Poço do Zucchello é um gigante adormecido e, quando acorda, pode ceifar vidas que não conhecem os perigos que ele representa.

         No último sábado, ao final da tarde, pode ter protagonizado a tragédia que vitimou os jovens Ângelo Cesar Luiz Ferreira (23), cujo corpo foi encontrado na manhã de terça, 06;  Marcelo Ricardo Costa Silva (22), localizado começo da manhã de quarta-feira; e Luan dos Santos (18), cujo corpo foi encontrado nesta quinta-feira, 08, todos nas margens do Rio do Peixe, em Ouro, cidade da qual eram moradores, residentes no Bairro Kleinubing.

          As pessoas que não conhecem o comportamento traiçoeiro de suas águas e o frequentam para pesca ou banho não sabem do alto risco que correm. Sempre que as águas têm elevação de seu nível, forma-se, no dito poço, um redemoinho, um movimento rotatório das águas. E, no meu leigo entender, acredito que isso se deva a duas razões: a) o rio tem baixo nível desde as imediações da ponte pênsil Padre Mathias Michelizza, bem como abaixo do citado poço e, quando as águas atingem o local, que tem mais do que 20 metros de profundidade e pode chegar a mais de 30 quando das enchentes, mudam seu comportamento. b) o poço está localizado na curva do rio. Ao meu ver, a conjugação destes dois fatores é que ocasiona o violento redemoinho.

         Nossa geração, que foi criada nas barrancas do Rio do Peixe, conhece razoavelmente os pontos perigosos do mesmo na região de Capinzal e Ouro. Há um poço muito perigoso na parte Norte do Parque e Jardim Ouro, outro não muito profundo, mas também perigoso,  logo abaixo da ilha; ainda um semelhante pouco acima da ponte pênsil; pelo menos dois poços nas imediações de Linha Bonita e Maziero, e o afamado e perigoso Poço do Zucchello. Em todos eles já tivemos vitimas de pessoas amigas ou conhecidas, por afogamento. Acompanho os tristes acontecimentos nas últimas 5 décadas.

         Os pescadores conhecem muito bem o potencial de perigo do rio. Domingos Antônio Boff, que foi prefeito em Ouro por duas vezes,´além de grande conhecedor do comportamento do Rio do Peixe, quando ainda não existiam os bombeiros na cidade, era chamado a localizar corpos. Fazia isso com maestria. Inclusive, uma vez, foi chamado a localizar o corpo de um rapaz, da família Riguel, que foi meu aluno, e que morreu no Rio Pelotas quando fez a travessia do rio por uma balsa ali existente.

           No Poço do Zucchello, o mínimo que uma pessoa deve fazer, mesmo que exímio nadador, deve estar utilizando colete salva-vidas. E ainda assim, se o rio estiver com nível elevado, há sérios riscos de acidente. Há uns cinco anos, um familiar meu e amigos, descendo pelo Rio do Peixe num barco inflável, numa aventura perigosa em razão do alto nível e correnteza das águas, E foram tragados pelo redemoinho do Poço do Zucchello. Estavam com coletes salva-vidas e, mesmo assim, não se tivessem agarrado às cordas do barco, que girou por tempo considerável dentro do redemoinho, sendo, depois, expelidos. Abaixo do poço, abandonaram o barco que se foi e, estando com coletes, conseguiram salvar-se.

          Então, sempre que converso com frequentadores do rio, recomendo muita cautela. Mais do que saberem nadar, devem ter o cuidado de utilizarem os coletes quando saem em embarcações. Ainda assim, é necessário ter um bom conhecimento sobre o comportamento de suas águas por ocasião das cheias.

         É muito lamentável o que aconteceu com os rapazes no último sábado. Que sejam felizes na eternidade e que Deus conforte as famílias que os perderam.

Euclides Riquetti
09-10-2015

Menino matreiro

Minha homenagem ao Fabrício Guilherme, nosso amado filho, que mora em Marigá - PR, junto com a esposa Luana. Parabéns pelo seu 29° aniversário!





Corre pra lá
Vira pra cá
Pula que pula
Volta a pular
Criança marota
Criança feliz
Adora nas plantas
Fazer seu xixi.

Sobe que sobe
Desce que desce
A noite vem logo
O céu escurece
Sorri como o sol
Sorriso matreiro
Mordendo o lençol
E o seu travesseiro.

Canta que canta
Cantigas de roda
Se finge de santa
Criança dengosa
Me conte  piada
Me conte menino
Você vai traçando
Seu jeito ladino.

Dorme que dorme
Bonito menino
Come que come
Vagar, vagarinho
Você é o anjo
Que me faz feliz
Você é o sonho
Que eu construí!

(Composta quando o Fabrício
tinha 8 anos)
Euclides Riquetti
09-03-1995

Fala quem quem sabe... em homenagem a Edgar Lancini, Vítor Almeida e Ivo L. Bazzo

         



 Fala quem sabe. E, quem não sabe, faz o quê?

           Diz o amigo e "patrão", Mário Serafim, do Jornal Cidadela,  aqui de Joaçaba, onde escrevo minha coluna "Euclides Riquetti"  que, nos primeiros tempos, se intitulava "Do Alto da Cidade": "Se não entendeu, posso desenhar"! Sem querer ser arrogante, imagino que, quem não consegue interpretar, não interpreta nem desenhos. Então...

         O que me leva a escrever sobre a capacidade de as pessoas falarem em público é um certo nível de indignação com o que dizem as pessoas em suas entrevistas no rádio aqui em nossa região, a maioria políticos e muitos funcionários públicos. Aliás, os noticiários dão pelo menos 80% de seus espaços para os políticos. Há uns 10% para as notícias policiais e o espaço restante é dividido entre entidades e, raramente, para a manifestação do cidadão comum, o vivente que vive os dias de insegurança, inquietação, até necessidades...

          Alguns que se estão colocando como "soldados a serviço do partido", olhando para o cargo de prefeito, não conseguem pronunciar os "esses" dos plurais. E tropeçam nos "as" e nos "es" dos subjuntivos e dos imperativos. Falam muito o tal de "a nível de", em vez de "em nível de"... Imagino pessoas assim falando na televisão em campanha eleitoral e nos debates e a gurizada copiando e espalhando pela internet para os amigos, zoando de tudo...

        Falar que gostam de dizer "de encontro" em vez de "ao encontro é redundância. E muitos jornalistas, formados, também cometem os mesmos erros. As locuções verbais, agora, estão ficando 
mais longas: o evento "vai estar acontecendo" na Praça tal e nós "vamos estar distribuindo" pipocas às crianças que "poderão estar brincando" nos brinquedos que "estarão sendo instalados" para que elas possam "estar se divertindo". Hummmmmmm!!!  Tal comportamento linguístico é peculiar em profissionais que atuam na área da saúde e ação social, envolvendo toda a sorte de gente diplomada,  pós-graduada, concursada e devidamente nomeada". Acho que, nos próximos anos, "deveremos estar convivendo" com esse tipo de linguagem.

         Toda a proposta de reflexão aqui "colocada" (antigamente eu diria "exposta"), é para eu dizer ( e não para "mim dizer"), que cada um assassina o vernáculo da maneira que mais lhe apraz. De minha parte, faço isso para me divertir.

         Ora, não ter um razoável domínio da língua oficial é perdoável. Tivemos até um presidente que dizia que não gostava de livros, temos jogadores de futebol que mal sabem escrever o nome e desfilam nas ruas com seus carrões (mas não jogam nada, são apenas produtos da mídia), alguns tais de ex-BBBs que pouca massa encefálica têm (há exceções, claro!), e todos recebem aplausos e ganham bem para mostrar-se em público, quer dando palestras, quer mostrando seus cortes e tinturas de cabelos exóticos, suas tatuagens "muito massas" quer desfilando modelitos, ou apelando pra algum tipo muito fácil de se promover. Mas, para as pessoas se apresentarem como candidatos a algum cargo público que, além de currículo bom, também que se apresentem com elevado padrão de caráter e um nível mínimo de boa comunicação. Principalmente combinando os plurais dos substantivos com o dos adjetivos.

          Há dois anos e meio, publiquei este comentário num portal que trazia matéria sobre um curso de oratória em Caínzal:

       "   Euclides Riquetti
16/04/2013 - 23:24:47
Uma vez um cidadão pediu-me para que eu o ajudasse a aprender a falar em público. Indaguei-o sobre que tipo de leitura fazia habitualmente, se lia livros, revistas, jornais. Disse-me que não. Então, falei-lhe que eu não tinha tempo e que ele deveria procurar outra pessoa. Ora, se alguém que aprender a falar, primeiro precisa desenvolver um bom domínio da língua e isso se conquista com muita leitura. Não adianta apenas obter níveis de estudos básicos ou graduação se não houver a necessária busca do saber e do desenvolvimento da linguagem através dos livros. Vou dar dois exemplos de excelentes oradores que não tiveram elevada graduação,  mas dominavam muito bem a fala e a escrita: Edgar Lancini e Ivo Luiz Bazzo. Acho que os cursos servem para que o orador consiga um determinado nível de autoconfiança. Mas o mérito da oratória está na inteligência e no interesse pela leitura e a escrita."

Então, fica minha homenagem sincera a dois homens públicos com quem convivi, que viveram com humildade, que "nunca frequentaram faculdade", mas que detinham conhecimento e eram idealistas de nossa política: Edgar Lancini (grande orador) e Ivo Luz Bazzo (excelente administrador). E estendo minha homenagem ao saudoso advogado, político e escritor Dr. Vítor Almeida também.

Deixe-me abraçá-la




Deixe-me abraçá-la bem de mansinho
Com toda a suavidade possível
Abraçar seu corpo irresistível
Bem assim: terno e  devagarinho!

Deixe-me abraçar seu corpo divino
Correr minhas mãos por todo ele
Sentir o calor que brota dele
Fazer dele meu porto de destino..

Deixe-me dizer de sua elegância
Dos gestos graciosos e dos carinhos
De sua beleza e exuberância...

E, depois de tudo dito, tudo escrito
E de trilharmos os mesmos caminhos
Demo-nos um beijo gostoso e infinito...

Euclides Riquetti