sábado, 29 de julho de 2023

Meu primeiro poema (para ti...)

 


 





Meu primeiro poema
Tinha que ser surpreendente
Tinha que contagiar num repente
Tinha que ter alma de gente
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que ter versos singelos
Como os lírios amarelos
Como os belos castelos
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que começar às onze horas
Para continuar até agora
Antes de nos irmos embora
Meu primeiro poema.

Seria um poema divino
Da alma branca lavada
Da noite abençoada
E da nova manhã esperada (da madrugada)
Ah, sim, seria um poema divino!

(Seria um poema perfeito
Sem nehum defeito)

Mas, como sou imperfeito
Como minhas métricas e rimas
Só consegui escrever
As palavras acima...

Para ti!

Euclides Riquetti

Como as garças


 


As garças brancas do Pantanal

Sobrevoam os campos aguados

Onde pantaneiros abençoados

Protegem o imenso manancial.


Pousam, leves, nos alagados

Fogem dos bichos predadores

Riscam seus céus protetores

É o branco a riscar o azulado.


Voam as garças sobre as casas 

Entre o Amazonas e o Cerrado

No bioma do Porto Carcado

Lá se vão elas batendo as asas.


E, sob telhados enegrecidos

Entre as paredes, sobre leitos

Dormem virtudes ou defeitos

Enquanto eu sonho contigo!


Euclides Riquetti

Todos os pecados de minha alma... peguei-os de você!

 


 

 



Todos os pecados de minha alma

Peguei-os de você...

Pequei no abraço e nos beijos

Nos poemas que te faço

Com todo o meu desejo

Na noite calma...


Todas as minhas alegrias

Busquei-as em você...

Nas horas de euforia

No tempo e no espaço

No descanso do cansaço

E até nas de melancolia,


No sucesso ou nas derrotas

Sempe encontro você...

Estas a gente suporta

Aquele comemoro com glórias

Somamos o êxito e as vitórias

E isso é o que mais importa!


Euclides Riquetti

Um poema romântico

 







Eu queria te fazer um poema romântico
Que pudesse ser lido em todo o mundo
Desde o Oceano Pacífico até o Atlântico
Em que eu te falasse de amor profundo...

Nele colocaria as palavras selecionadas
Escolhidas com zelo, carinhosamente
Em versos com rimas simples e ousadas
Talvez falar de teus olhos, simplesmente.

Eu queria que meu poema te encantasse
Que fosse uma forma sutil de te atrair
Um belo poema em que eu  te exaltasse

Mas, se eu não conseguir  o meu intento
Se eu não conseguir fazer-te me ouvir
Sentirás apenas meu pranto,  meu lamento!

Euclides Riquetti

Escrevi meus versos na areia branca


 



Escrevi meus versos na areia branca

Daquela praia onde você molhou seus pés

Depois copiei-os numa folha de papel

E quando os leio minha dor se espanta...


Escrevi meus versos inspirado em recordações

Dos bons momentos em que juntos nós vivemos

E as boas lembranças é o que de melhor nós temos

Dos afagos, dos carinhos e das muitas  emoções...


Escrevi meus versos pra poder eternizar

Pra que os leia e guarde sempre na memória

E, através deles, meu carinho registrar .


Eles são a prova de um amor que existe

E fazem parte de nossa bela história

Quanto mais o tempo passa, mais ele resiste!


Euclides Riquetti

Como um amor do outono bravio


 





No outono bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinaliza-se a vinda de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

A felicidades existe

 



 


Há felicidade existe


Há um ditado que diz

Que todo o filme pra ser bom

Tem que ter um final feliz.


Concordo com isso plenamente

Pois, se alguém disser o contrário

Certamente que ele mente!


Nunca ouvi tal ditado

Mas, como fui eu que inventei

Não pode estar errado...


Então, se você esperou

Aqui encontrar um poema triste

Errou: Não encontrou!


Por isso mesmo, acredite

Não espere por tristezas

Pois a  felicidade existe


E eu acredito nela!


Euclides Riquetti

A Festa do Colono em Ouro - acontece hoje -conheça sua história





          Início do ano de 1981.  Era Prefeito em Ouro o Sr. Ivo Luiz Bazzo. Era também  época de fazer realizar um sonho que ele vinha acalentando há um bom tempo: realizar uma festa que viesse a tornar-se tradicional naquele município, cuja base de sustentação econômica era a atividade agropecuária. Trocou umas ideias com sua equipe, e formou uma Comissão Organizadora para fazer com que tudo pudesse ser planejado e executado a baixo custo e desse um bom resultado. Seria a oportunidade de o Poder Público e os cidadãos renderem suas homenagens aos colonos, que foram os grandes responsáveis pela consolidacão de Ouro como referência em agricultura e pecuária.

             A Primeira Festa do Colono do Município de Ouro seria promovida em Pinheiro do Meio, a comunidade geograficamente melhor situada no seu território. Tinha um bom campo de futebol, a comunidade estava construindo o primeiro ginásio de esportes rural,  havia o prédio escolar também disponível.  E era a comunidade com menor número de  famílias. Mas os sócios da comunidade foram briosos e investiram dinheiro próprio para que pudessem ter seu ginásio de esportes onde os filhos pudessem jogar. Iriam tomar empréstimos pessoais junto a bancos e emprestar para a sociedade. Depois, com os lucros auferidos no evento, devolveriam os valores a cada um.

          Foram então convidadas para uma reunião algumas lideranças representativas que poderiam ajudar na organização da festa: Carlos Tessaro, Presidente da Cooperzal; Carmelino Morosini, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ouro; Mauro Brancher, chefe local do escritório da Acaresc; Delmar Antônio Zanela, Gerente do Banco do Brasil; Édio Brusco, Gerente da Perdigão Ouro S/A; Carlos Baretta, vereador da comunidade de Linha Caçador, que representava aquela região do Município; Sérgio Riquetti, Vice-prefeito;  Euclides Riquetti, Secretário Municipal de Administração.  Feita a primeira reunião, programou-se uma maior, já com outras lideranças que foram sendo incorporadas, como Ozíris D 'Agostini, empresário;  Celita Colombo, Supervisora Local de Educação; Álvaro de Oliveira, locutor da Rádio Capinzal Ltda, Nolberto Zulian, contador da Prefeitura; Nízio Dal Pivo, Líder da Comunidade de Pinheiro do Meio e outros.

          Definiu-se que a festa, basicamente, teria a seguinte programação: Pela manhã, Missa Celebrada pelo Frei Victorino Prando, no interior do Ginásio com inauguração do mesmo em ato cívico; Serviço  de Som, a cargo de Celso Farina;  de Serviço de Cozinha durante a manhã e meio-dia pelas senhoras da comunidade; Churrasco ao Meio-dia; Jogo de Futebol entre a Seleção o Interior do Ouro e o Arabutã Futebol Clube à  tarde. Os jogadores da Seleção  foram convocados pelo Alduir Silva, conhecido como Binde, com ajuda de Eurides Baretta.  Estes venceram o Arabutã, do Técnico Valdomiro Correa, por 1 a 0.  E, à noite, um grande baile.

          No período da tarde, antes do jogo de futebol, foram sorteados brindes arrecadados junto ao comércio de Capinzal e Ouro.

          O movimento de pessoas foi muito grande durante todo o dia. Toda a programação foi um sucesso e houve grande sobra financeira, a qual permitiu que as contas fossem pagas. À noite foi oferecido em gostoso e variado Café Colonial, organizado pela então extensionista da Acaresc, Sônia Mônica Webber, que mais tarde casou-se com Sérgio Durigon. 

         No ano seguinte, após uma avaliação da Comissão Organizadora,  que constatou que a população aprovou o formato do evento, aconteceu a Segunda Festa do Colono, em Pinheiro Baixo. E, com exceção da edição de 1983, que teve que ser suspensa por causa das calamidades decorrentes das enchentes, em todos os anos veio sendo realizada. Até uma década atrás era realizada cada ano em uma comunidade e passou, depois da construção do Centro de Eventos de Nossa Senhora do Caravággio, a ser realizada ali,  onde há uma boa estrutura para acomodação das pessoas, estacionameto de veículos, exposição de equipamentos agrícolas e a Capela de Nossa Senhora do Caravággio para celebração de missa. Ainda há a realização de shows e bailes. O Café Colonial, ao final do dia, é sempre um atrativo muito esperado. O formato inicial não teve grandes mudanças nas três décadas de realização.

A Festa do Colono em Ouro é a que comporta o maior número de participantes para eventos desse gênero no Vale do Rio do Peixe.

Euclides Riquetti

O frio chegou

 


 

O frio chegou

O frio chegou
Quando a tarde começou
Chuvosa.

O frio veio lentamente
Anunciando-se sutilmente
Porque estava com saudades!

Queria apenas reencontrar
O seu velho lugar
Na minha mente saudosa.

Ele veio e pra ficar
E no inverno respirar
Nossos perfumes e nossos ares.

Quer apenas acariciar
E seu rosto beijar
Na tarde chuvosa
De lembranças, de saudades
Das saudades mais saudosas...
Das nossas saudosas saudades
Dos tempos eternos
Dos outros invernos.

Veio, como vieram outros tantos
De todos os nortes e de todos os cantos:

Ele veio de mansinho
Quietinho
Devagarinho
E quer apenas ficar!

Euclides Riquetti

Quero meu sol de volta!

    


                                                              Meu amanhecer de sábado...

         Quero meu sol de volta!


Quero meu sol de volta

Aquele mesmo que me foi roubado

Que venha trazido com escolta

Sob este céu cinzento, nublado

Quero meu sol de volta!


Quero que ele venha, mesmo que atrasado

Para me dar energia, alegrar meu sábado

Meu sol cor de sol, cor da vida...


Quero que volte, depressinha

Para animar a tarde minha

Pois... a tarde convida!


Quero meu sol de volta

Para me ajudar a compor com poesia

Sem dor, sem nenhuma revolta

Uma canção de nostalgia

Então, me dê agora, me dê meu sol de volta!


Quero que ele venha dourado

Meu sol do presente, meu sol do passado

Um sol divinamente...acalentador!


Quero um sol causticante

Deliciosamente gostoso e fascinante:

Estimulante, lindo, encantador!


Euclides Riquetti

25-08-2018


sexta-feira, 28 de julho de 2023

É como se minha alma cantasse

 



É como se minha alma cantasse

Como se fosse primavera

Como se nosso tempo passasse

Depois de anos de espera!


É como se o céu não escurecesse

E o firmamento ficasse azulado

O trigo já não mais crescesse

E o relógio jazesse parado!


É como se você tivesse lido 

Todos os poemas que eu compus

Não quero ser um amor bandido

Mas apenas seu raio de luz!


Euclides Riquetti

28-07-2023

www.blogdoriquetti.blogspot.com 









Vem, vamos dançar

 





Vem, vamos dançar
A valsa dos namorados
Vamos, precisamos comemorar
Como dois apaixonados...

Embarca na nave dos sonhos e vem
Encosta teu corpo em mim
Teus lábios nos meus também
Bem assim!

Vem, ao menos um valsar
Com nossos olhos bem fechados
Um terno e doce bailar
Passos em harmonia cadenciados!

Junta teus ideais aos meus
E que nossos pensamentos naveguem
Para buscar os horizontes teus
Porque nossas vidas seguem...

Vem...

Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...

 

 


 



O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

Um luar ao amanhecer

 


 




Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã de pré- inverno, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento...

Até você!



Euclides Riquetti

Descem os anjos do céu...

 


 

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Descem os anjos do céu com seus clarinetes dourados
Deixando nas nuvens seu rastro largo e intenso de luz.
Sorrisos se espalham nos rostos dos seres encantados
Celebrando a alegria da música suave que nos seduz
Elevando minh´alma a um plano de inefável felicidade
Alimentada pela paixão que nos move com afabilidade!

Doce canção embala meu coração que sai para buscar
Sua bela imagem que se esconde no fundo do meu ser
Calmamente, procurando pelos belos olhos cor de mar
Fazendo com que me tome uma forte vontade de viver
Amadamente, carinhosamente, sonho que quero sonhar.

O lindo sol nos desafia a sorvermos seus raios dourados
O amor a ser celebrado nos convida para a grande festa
O querido novo dia me impele a buscar o sonho sonhado.
Todas as estrelas me guiam ao navegar sobre as florestas
Preciso ir até você, perder-me em você, querer, desejar
Para nos envolvermos com ardor, querer, cantar, amar!

Então, enquanto as horas do tempo vão-se pelas ladeiras
Os sabores da paixão invadem meu corpo e minha alma
E odores de perfumes exalam-se em cravos e em roseiras.
Vai-se o dia e vem a noite após a tarde tranquila e calma
Vem a nova manhã, uma nova aurora muito prazenteira!

Euclides Riquetti

Como uma bomba! (Há coisas que caem...)

 


 







Há coisas que caem como uma bomba
E nos dão sustos aterradores
Faz estragos aquilo que tomba
Deixa cenários de medo e assustadores...

O cair de uma rosa danifica suas pétalas
O cair de uma estrela causa-nos emoção
O levantar do sol nas manhãs discretas
Colore o céu em sua azul imensidão...

As quedas são a precedência das vitórias
O renascer depende de nossas atitudes
Se nem tudo é êxito, nem tudo vitórias
À ingratidão responder com solicitudes...

Nas gangorras da vida, buscar a felicidade
Recolocar as coisas em seu devido lugar
Que Deus nos proteja em nossa humildade
E tenhamos lugares onde ter que chegar!

Euclides Riquetti

Deixe que o vento leve as folhas

 


 


Deixe que o vento leve as folhas


Deixe que o vento leve as folhas embora
Mas que não leve junto o seu belo sorriso
Deixe que eu acarinhe seu cabelo liso
E que ele acalme meu coração que chora.

Deixe  que o vento leve as folhas já caídas
Aquelas que secaram e se desprenderam
As que eram verdes e, de dor, já feneceram
As folhas marrons e aquelas amarelecidas.

Que leve as folhas,  mas não leve a vida
Que nos deixe o tempo que nos envelhece
Que  reanime a voz quando ela emudece
Que reacenda a chama do amor esquecida.

E,  que quando os anos já tiverem passado
Quando a história for maior que o porvir
Que nossas almas  possam sempre sentir
Que o amor vivido possa ser relembrado!

Euclides Riquetti

José Maliska Sobrinho - o cidadão, o poeta! - reeditando...


 



          Li, recentemente, o livro "José Maliska Sobrinho - Biografia". Valeu a pena ter lido!

          Conheci o Sr.  José Maliska Sobrinho quando ele vizinhou conosco no Distrito de Ouro, pouco antes de este emancipar-se de Capinzal. Mas ouvira falar dele no inverno de 1960, quando sua esposa, Pierina Motter Maliska veio a falecer e eles moravam nas proximidades da Prefeitura Municipal. A Sede da Prefeitura de Capinzal se localizava em Ouro, seu distrito,  e não no local onde hoje há a sede daquele município. Coisas da política, das velhas rivalidades entre UDN e PSD.

        Meu primeiro contato com os Maliska veio na semana seguinte ao falecimento de Dona Pierina, que deixou nosso mundo ao dar à luz uma filha, a Maristela, em 10 de julho de1960. Um parto muito difícil, em que as opções do médico eram entre a de salvar a mãe ou a filha. Dona Pierina, com 36 anos, sugeriu que salvassem a bebê. Achava que tinha vivido bastante e que a menina é que precisava ser contemplada com a vida. Apesar de todos os esforços do médico e das auxiliares, naquela madrugada de sábado para domingo,  nasceu a Maristela e sua mãe foi pro céu. Eu e o Moacir Richetti, meu primo, fomos entregar os convites para a missa de sétimo dia de casa em casa. A saudosa Tia Maria Lucietti, segunda esposa do Tio Victório, era amiga deles e fomos atender a um pedido de pessoas ligadas à família Maliska.

           Quando eles vieram morar no casarão que fora construído pelo Sr. Marcos Penso, na Rua Senador Pinheiro Machado, e que hoje pertence aos herdeiros de Idalécio Antunes, fiz amizade com os filhos, especialmente o Rui. O Rui era um menino educadíssimo e que parecia frágil, mas muito inteligente. Ensinou-me o que era um estádio de futebol, quando fazia um deles num monte se serragem que havia perto do casarão, na rua, onde brincávamos ao final das tardes.  Naquele tempo,  era normal que, num dia inteiro, nenhum carro passasse pela rua, uma vez que estes eram raros. Antes, era utilizada pelos caminhões da família Penso. Depois, poucos por ali transitavam.

          A História de José Maliska Sobrinho e toda a sua família é contada pelos filhos de seu segundo casamento, com Celina Miqueloto, os amigos Marcos Augusto Maliska e Maurício Eugênio Maliska, num livro biográfico que publicaram através da Juruá Editora, de Curitiba, em 2012 e que no ano seguinte passou a chegar às mãos dos amigos da família. Fui presenteado pelo meu ex-aluno Marcos e pelo seu mano Maurício. Agradeço de coração!

          Emocionei-me diversas vezes ao ler a história dos Maliska. Já considerava o Sr. José pela fineza  e amabilidade com que tratava as pessoas na época em que eu era um adolescente. E eu admirava aquela caligrafia dele, inconfundível, nos documentos em que escrevia no seu Cartório, em Capinzal. Um verdadeiro gentleman, elegante no vestir-se, no andar e no falar calmo, equilibrado e pausado. O Maliska, além de todas as virtudes e atributos como bom pai e marido, também cidadão muito responsável nas suas atividades públicas e profissionais, era ainda um exímio atirador. O amigo Nelito Francisco Colombo sempre me contava das façanhas do "Venho Maliska", com seu 38.

          José era um dos melhores amigos de meu pai. Formavam um grupinho de amigos em que ele, meu velho Guerino, o Luiz Gonzaga Bonissoni, o Werner da Silva, o Giavarino (Bijuja) Andrioni e meu primo Rozimbo Baretta se reuniam num bar, ali defronte à Ponte Irineu Bornhausen, no Ouro, e ficavam tomando umas pinguinhas e contando histórias e causos. Agora, lendo o livro, pude reviver algumas das que meu pai nos contava... E passei a entender o porquê de seu entendimento fácil com o Maliska e o Bonissoni, pois  tinham o mesmo perfil cultural e intelectual, foram grandes leitores e pesquisadores, aprendiam a fazer as coisas com facilidade, tinham ótima expressão oral e escrita. Tudo beirando à perfeição!

           Toda a vida da família Maliska, começando pela narração da  vinda deles para o Brasil, quando o pai de José, Francisco, veio da Polônia,  e casou-se no navio com Júlia Romanowski, alemã, que nele conheceu está relatada no livro biográfico. As dificuldades desse casal e dos filhos, se aventurando por terras do Rio Grande do Sul, as cartas trocadas entre a parentada e seus descendentes, tudo é informação digna do maior crédito e constam nas paginas da edição.

         Não vou aqui fazer uma resenha de tudo o que está na obra,  mas li cada linha, observei e analisei cada detalhe do que está escrito. Tenho muitas lembranças do José, da Isabel, da Eleonor (que mora aqui em Joaçaba e que seguidamente a encontro na rua)  do Luiz, que é advogado aqui em Joaçaba e com quem costumo me deparar na fila de um banco, do Aliomar que andava com aquele Corcel  branco de 4 portas, em 1970,  e vinha com o Rui para abasctecer no Posto Dambrós, e da pequena Maristela, que foi criada pelo tio Dr. Antônio Maliska e pela Delfa,( irmão e cunhada de José). Da Carmen, que foi embora quando eu era criança, poucas lembranças tenho.

          Descobri, no livro, o lado poético do Sr. José. Um romântico autêntico, que escrevia palavras bonitas, que sabia amar e fazer-se amar. Retirei, da página 85, parte do que escreveu numa carta à amada Pierina, quando ela tinha ainda 15 anos:

          "Para mim, apesar de ser pequenino, tenho o coração grande para te amar; eu julgo que tu terás pena de mim, sem teu amor a flor logo há de morrer: conforme florescem as plantas, e a lua vai se ostentando cada vez maior, uma força poderosa em mim vai se alastrando. Qual será o coração que vendo as maravilhas da natureza não sinta vontade? Alta noite enluarada, minha alma triste e abandonada vive sempre a pensar!... Moreninha, tu és uma jabuticaba, madurinha a valer. Enquanto não proseamos, meu coração não para de bater..."

        Que bom constar isso e  poder me referir de maneira carinhosa a uma pessoa que nos deixou em 23 de junho de 1979, e  que seus filhos hoje resgatam sua história de generosidade e cidadania através de um livro, onde se resgata a história de um cidadão honrado e que nos deixou belos exemplos.

Parabéns!

17-01-2016

Chove...

 

 







Chove...
E entre uma chuvinha e outra, vem o sol
Que reanima as plantinhas e os gramados
Enquanto meu pensamento retroage
Aos antigos sonhos sonhados!

Chove...
E pingos finos que escorregam pelo corpo
Eles que vão bailar nas pedras das ruas
Nos caminhos por onde você anda
Enquanto eu sorvo as lembranças suas!

Chove...
Enquanto mais horas passam e envelhecemos
Fazemos nossa história, e perseguimos ideais
Porque somos seres ansiosos e queremos
Perpetuar a vida e não morrer jamais!

Chove...
Caem pingos espaçados, caem levemente
Molham os rostos tristes e os semblantes risonhos
Somos todos iguais diante do imenso sol
Seres andantes que buscam realizar seus sonhos
Enquanto chove!

Euclides Riquetti

Quando rezo por você


 


 

Quando rezo por você


Quando rezo por você, peço que tenha saúde
Que tenha paz e alegria, que viva com satisfação
Que continue a crescer em você o dom da virtude
A pureza de alma, a grandeza de seu coração...

Se eu rezo, é porque penso, porque me preocupo
É porque quero o seu melhor, seu sucesso pessoal
Para o êxito em seus projetos, um plano maduro
Vislumbrando um horizonte belo e magistral.

Rezo porque acredito em Deus e Nossa Senhora
Porque tenho muita confiança na força do bem
Porque onde houver amor, haverá em toda a hora
A harmonia constante e paz de espírito também.

Quando peço aos céus que a proteja e ilumine
Faço-o com toda a convicção de meu íntimo ser
Peço a Deus que a abençoe e que lhe determine
Que seu caminho tenha a luz para seu viver...

Euclides Riquetti

Perto de teu belo sorriso

 


  

 

 
Não tenhas medo, tu sabes que eu preciso
Ver melhor teu rosto, sentir teu perfume
Olhar nos teus olhos, que me condenam e punem
Mas preciso chegar  perto de teu belo sorriso!

Não te preocupes, não sou um bandido
Nem te justifiques, não dê explicações
Peço-te que entendas  as minhas razões
Eu apenas tenho um coração ferido!

Não me rejeites, procura me entender
Sou apenas um homem que tem sangue nas veias
Que tem fogo na alma para te aquecer.

Mais uma vez eu te imploro e eu te digo
Quero ser só teu, espero que  creias
Que preciso estar perto de teu lindo sorriso!

Euclides Riquetti

Quando vier, de novo, a primavera

 



Quando vier, de novo, a tão esperada primavera 
Depois de um outono e um inverno de incertezas
Quando as flores voltarem a colorir todas as terras
E as águas amainarem-se em suas corredeiras
Espero que os cenários se apresentem com clareza!

Quando se dissiparem todas as nuvens escuras
E as dúvidas que pairam nas mentes diminuírem
E os olhos puderem buscar a esperança nas alturas
Quando o pânico e os medos, enfim, se reduzirem
Espero que todos os campos voltem a se colorirem. 

E, então, renovados os ânimos, todos voltarão à vida
O sorriso voltará aos rostos agora entristecidos
A energia que nos move voltará a nos dar guarida.
E os trigais, agora verdes, já restarão amarelecidos
Mas nossos temores ainda não estarão esquecidos!

Buscaremos, novamente, retomar nossas rotinas
Amar, novamente, com a força do amor e da paixão
Promover o elevar de nossa combalida autoestima 
Pisar, com firmeza em cada canto deste nosso chão
Reviver nossos sonhos, alimentar a força do coração!

Euclides Riquetti
 
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quinta-feira, 27 de julho de 2023

Olhe para o universo estrelado

 


 




Olhe para o universo vasto e estrelado
Contemple a beleza deste nosso céu
Olhe para o teto imenso e enluarado
Que se veste  com este santo véu.

Olhe para a beleza do medalhão prateado
Que compõe o cenário que nos cobre
Olhe todo este mundo santo e encantado
Que nos presenteia com seu retrato nobre.

Olhe, intensamente, para nunca mais esquecer
E marque cada canto de nosso belo espaço
Guarde, carinhosamente, enquanto você viver.

Abra sua janela, busque-me em algum lugar
Receba, com toda a paixão,  meu carinhoso abraço
Que lhe mando num poema, no brilho do luar.

Euclides Riquetti

Escuta minha voz


 



Pensa em mim, que eu pensarei em ti
Escuta minha voz, que escutarei a tua
Reza por mim, que eu rezarei por ti
E te ouvirei ao sol e te ouvirei à lua...

Pensa em mim, vê os versos que te escrevo
Sente  meus poemas como eu sinto os teus
Quando penso em ti, me empolgo e me atrevo
A querer te levar todos os beijos meus.

Pensa em mim, com toda a força do teu sentimento
Abre teu coração em toda a tua singeleza
Que eu penso em ti, com a força de meu pensamento.

Pensa em mim, com toda a tua energia
E eu te direi, com todo o carinho e sutileza
Que eu te amo em todas as horas de meu dia.

Euclides Riquetti


Nuvens que escondem as estrelas

 


 


 



Nuvens de breu escondem as estrelas de prata

Do piano o maestro tira as suaves melodias 

Os casais se embalam na dança na pista da sala

Os vocais entoam canções da maior nostalgia.


O vento adentra o lugar pela larga veneziana 

Vai soprar o dorso desnudo da senhora gentil

A sutileza dos gestos e modos ilustram a dama

Um cavalheiro conduz os passos de modo sutil.


Os garçons carregam bandejas elegantemente

Taças de espumante rosé procuram por lábios

A sede do meu desejo a procura contentemente.


Vai-se a noite, vem a chuva, e você me ignora

E já não ouço sinos tocarem lá no campanário

Nada mais me resta a não ser chorar e ir embora. 


Euclides Riquetti