sábado, 30 de outubro de 2021

Quando me despedi das águas do mar




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Quando me despedi das águas do mar
Molhei meus pés nas suas espumas
E, na estrada me perdi entre brumas
Com o chuvisco frio a me incomodar.

E, nas areias macias que acariciavam
Meus pés ansiosos para te reencontrar
Desenhei corações que se buscavam
Que se fundiam na vontade de amar.

Nas horas que se seguem desde então
Meu pensamento vai encontrar o teu
Buscar em ti a mais doce ilusão...

E, nos outros dias que ainda virão
Buscar-te-ei para vir ao mundo meu
Para vivermos nossa grande paixão!

Euclides Riquetti

Dorme, dorme, menina! (Dorme, mulher!)

 



Dorme, dorme, menina
Vive o sonho ali perto do mar
Pede a Deus a Sua bênção Divina
Pra que vele teu dormir e sonhar.

Dorme sonhando com anjos
Mas reserva um espaço pra mim
Escutando o coro de arcanjos
Secundados por harpas e clarins.

Enquanto eu rezo por ti, leio salmos
E orações que eu mesmo compus
Pra teus ânimos ficarem bem calmos
Também peço ao Menino Jesus.

Sempre eu torço para teu sucesso
Pra que consigas tudo na vida
Por isso mesmo é que eu sempre peço
Por tua saúde, e energia desmedida!

Então dorme, dorme, menina
Dorme o sonho e me deixa sonhar
É o poeta que tanto te estima
E que só quer te ver ali perto do mar!

Euclides Riquetti

Sensação de liberdade

 



Sensação de liberdade

De andar na rua ao encontro do nada

De poder ver rostos expressivos

Talvez fazer novas amizades!


Sensação de liberdade

De esperar solitário pela madrugada

De rosto coberto com máscara de tecido

E ficar esperando pela mulher amada!


Sensação de liberdade

De poder viver a vida intensamente

E poder vagar por todas as ruas da cidade

Calmamente!


Euclides Riquetti

30-2-2021






Amor e versos...

 

 



Cada vez que escuto a  canção do  vento
Entendo porque as pessoas são diferentes
Indago-me se estou certo ou estou  errado
Livre é o meu, também é o seu pensamento
E não sei se estão certas todas as outras gentes.

Prefiro acreditar  que o destino foi traçado
Em linhas planas,  mas na terra arredondada
Riscado sem se saber por qual estrada
Ou por qual raio de sol se deve andar
Na busca por um porto sem se ter um mar.

Talvez seja maior o meu, o seu querer
Imagino quão difícil lhe deve ser.

Inspira-me a compor meus versos e canções
Nas noites estreladas e nas madrugadas
Sempre a imaginar dois belos corações
Presentes um no outro, as mãos dadas
Instantes de avivar nossas paixões...

Radiantes, alegres, sorrisos eternos
Almas cruzadas, vozes cativantes
Dias de turbulência, outros doces, ternos
Onde quer que esteja, sonhos consoantes
Rumos incertos, com pouca clareza
Amor  e versos, nossa a única certeza!

Euclides Riquetti

Gol contra...gol a favor - Zortéa, muitos anos depois! (memórias)

 



  
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Desejo homenagear os zorteenses através dos 
amigos Olivo e Elízio Susin. E todos os amigos
com quem jogamos lá no Grêmio Esportivo
Lírio e que, infelizmente, não se encontram mais 
conosco! Orações para eles e abraços nos que
restaram e espalharam-se pelo Brasil!

Área onde se localizava o campo de futebol do
Grêmio Esportivo Lírio, em Zortéa, deu lugar a
uma garagem/oficina e, agora, ao Paço Munici-
pal.

       Era o dia 16 de março de 1969, um domingo, com tarde bonita de sol outonal. Reuni-me com um grupo de amigos ali de Capinzal e Ouro.  Eu tinha 16 anos, estava no primeiro ano do curso de Técnico em Contabilidade, na antiga Escola Técnica de Comércio Capinzal, que pertencia ao sistema CNEC brasileiro, a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade e fomos jogar futebol em Zortéa.

       Arrendamos a pick-up Willys da Marcenaria São José para nos levar. O motorista, Manoel Sartori, o Manoelito, que estava no Exército, no 5BE, de Porto União, levou atrás do assento uma leiteira de alumínio com água e pedras de gelo, pois o radiador da caminhonete costumava esquentar porque estava com um pequeno vazamento. O pai dele, o saudoso e simpático Waldemar, nos fizera um grande favor em deixar que ele nos levasse de caminhonete.

       Nosso grupo era formado por jovens que não tinham nenhum prestigio nas cidades de Capinzal e Ouro. Eu havia levado uma bronca do treinador Orestes Francisco Antunes, nosso treinador no juvenil do Arabutá Futebol Clube, num treino lá no estádio da Baixada Rubra, na antiga SIAP, hoje Parque e Jardim Ouro. Não gostei e passei a jogar para o time da Siap, que tinha o João Machado, o Joãozinho da Dona Berta (neto dela), como "Presidente Faz Tudo". Jogávamos num campinho que se situava ao norte de onde há o trevinho de acesso ao estádio do Arabutã, no Parque e Jardim Ouro. Ao lado dele havia a casa do saudoso amigo e adiante colega de trabalho, Antenor Rodrigues. Na ponta direita do campo, no sentido campo do Arabutã para a atual Escola Municipal Felisberto Vilarino Dutra, havia uma palmeira. O Joãozinho da Berta, que adiante casou-se com a saudosa Ivone Thomé,
e era um ponteiro muito veloz, mas que corria com a cabeça abaixada, de vez em quando driblava aquela palmeira, para não chocar-se contra ela.

       Pois bem, chegamos em Zortéa para o jogo preliminar. O Grêmio Lírio, onde atuei como lateral direito de 1977 ao início de 1980, estava sonhando com um belo estádio, que seria inaugurado adiante, num memorável jogo contra o Ipiranga de Erechim. Elízio Susin e Olivo Susin  já jogavam com muita classe e habilidade no time adulto de lá. Mas, naquela tarde, durante a partida de fundo, por alguma razão, o Olivo, que vira nosso jogo,  vira nosso jogo,  ficou ali, conosco, ao lado do campo, na parte Sul, enquanto algumas pessoas ouviam, no rádio, um jogo do Vasco da Gama contra o Bangu, no Rio de Janeiro. Adiante, esse local sediou a Garagem e o Almoxarifado a Zortéa Brancher - Compensados e Esquadrias - e agora a Prefeitura Municipal de Zortéa.

       Bem, o jogo contra o juvenil do Lírio, nós vencemos por um a zero. Joguei de centroavante, acho que foi porque eu era alto, já beirando 1,80 m de altura, chagando, adiante, aos 1,83. E marquei o gol da vitória contra o time do Armando Susin, do Hermes, do Tarugo Ulisses Gonçalves), e do Neco Susin. Eles tinham um goleiro "de enxerto", o Ascelide Parizotto, que era do Ouro e morava de pensão no casarão que pertenceu ao Marcos Fortunato Penso, depois ao Idalécio Antunes. Pois me passaram a bola e eu driblei dois zagueiros e olhei ameacei chutar no canto esquerdo do goleiro Parizotto, que tinha o apelido de "Bonitão", que gostava de jogar com o cabelo bem arrumado, como o elegante Heleno, que jogou no Botafogo do Rio. Ele foi para o canto esquerdo dele e eu apenas tive o trabalho fácil de tocar no outro canto, fazendo o gol da vitória.

       Naquele tarde, aprendi que, além das calças Lee, importadas, que eram o sonho de todo o jovem, existiam as calças Levi´s, jeans com uma textura excelente, que quando desbotavam ficavam com umas linhas dos entrelaçados de algodão na vertical mais aparentes, dando a ideia de listras naturais. Pois o Olivo Susin estava usando uma delas. Era motorista de um caminhão Mercedes-Benz L-1111, cor azul, predecessor de L-1113 e viajava para Cascavel e Foz do Iguaçu, de onde dava uma escapada ao Paraguay e de lá trazia, vez por outra, alguma encomenda. Ele foi o pioneiro no uso da famosa Levi´s no Baixo Vale do rio do Peixe.

       Bem, mas voltando ao caso do jogo do Vasco com o Bangu, (para quem o Vasco perdeu ontem, 23-03-2019, por 2 a 1, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro), naquele dia o placar foi de 1 a 1. Isso porque o goleiro Valdir Appel, do Vasco, de baixa estatura mas muito bom entre os arcos, ao tentar arremessar a bola para o ataque, para que chegasse ao jogador "Dé Aranha", acabou se arrependendo e arremessando a bola contra suas próprias redes. Esse fato foi marcante e relembrado na noite de ontem, durante o jogo contra o Bangu.

       Joguei no Grêmio Esportivo Lírio de 1977 ao início de 1980, como lateral direito, uma das melhores épocas de minha vida!

       Em 1977 voltei ao Zortéa para atuar como professor de Inglês e Português na Escola Básica Major Ciprano Rodrigues Almeida, levado pelos compadres Aníbal Bess Formighieri e Vitória Brancher. onde morei por três anos. De lá, guardo excelentes lembranças, pois ali tivemos  nossas filhas, gêmeas Michele e Caroline. Jamais imaginaria, no dia daquele jogo, que o mundo desse tantas voltas, e que aquele lugar viesse a se tornar palco de tantas outras cenas por mim vividas!

Euclides Riquetti

Quatro paredes

 



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Eu estou aqui, bem onde você está
E estarei sempre onde você estiver.
Eu estou aqui, sim, aqui neste lugar
E ficarei  presente, se você me quiser.

Sim, eu, você, nós e seu belo rosto
Com seu corpo feito de moça mulher
E eu fico com você, com muito gosto
Se você diz que me ama e me quer.

Aqui, nós dois, quatro paredes e nós
O romantismo que o ambiente requer
O prazer de estarmos juntos e sós
E as palavras doces que você disser.

Sim, apenas as quatro paredes brancas
Muito amor, romance, muita sedução
Palavras de carinho, sinceras e francas
E o pulsar do meu e do seu coração!

Euclides Riquetti

Apenas a palavra certa... e esta rosa!

 


 





Eu queria, sinceramente
Que viesse a minha mente
A palavra certa:
Uma nova palavra descoberta
Que pudesse descrever meus sentimentos.

Uma palavra apenas
Mas uma palavra diferente
Uma palavra, simplesmente
Daquelas que nem estão no glossário.

Uma palavra nova
Supreendentemente nova
Que levasse em sua semântica
Minha índole romântica
Guardada dentro de um sacrário...

E eu também quisera
Que brotasse da terra
Um grande roseiral.

E que eu pudesse regar cada planta
Com a água natural e santa
Do orvalho matinal.

E que eu pudesse dar-te meus versos
Escritos em pétalas de rosas amarelas
Rosas champanhe ou matizadas
Rosas vermelhas singelas
E todo o carinho do universo!

Euclides Riquetti

Oração ao Monge São João Maria

 


 

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Estátua de João Maria, no Morro da Cruz, em Porto União - SC

Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençõe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

Teu sorriso de sol





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Quando teu sorriso de sol apareceu em meu caminho
Dentro de teus olhos, duas pérolas verdes cintilaram
Logo, o astro-rei fulgiu seus raios, veio de mansinho
Aventurando-se a reanimar as folhas que congelaram
Calmamente, derretendo os gelos que cobrem ninhos
Uma fantástica visão de anjo que os deuses criaram.

Andas pelos caminhos azuis das estradas celestiais
Diamante lapidado, joia rara, ornamento encantador
Dália colorida a espalhar perfumes leves e naturais
Vela que incandesce e clareia as trevas com fulgor
 Uma musa inspiradora que eu quero mais e mais.

Doce sorriso largo que brota de teu rosto angelical
Elo de amor entre o céu claro e os cenários pintados
Rosto de deusa, de anjo, um rubi valioso e colossal
Determinada mulher que luta pelos ideais sonhados
Prazer que envolve, dama deslumbrante, adorno real!

Sedutora alma, coração vibrante, corpo belo, sedutor
Criação perfeita do ideal mais perfeito do universo
Divindade a reinar no paraíso da terra, dama do amor
Seiva a alimentar a inspiração com que faço os versos
Linda persona que dá ao mundo mais alegria e cor
Amadamente inspiradora de meus poemas  dispersos!


Euclides Riquetti

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Perdi o poema...

 

 




Perdi o poema, não sei onde coloquei
Eu não o jogaria fora, certamente
Mas já não me lembro se o guardei
Ou se me desfiz dele, simplesmente.

Quem sabe ele não tinha importância
Ou não lhe foi dado o devido valor
Ou ele tinha apenas pouca substância
Não expressava um verdadeiro amor.

Mas, certamente, que está perdido
E já não tenho como o encontrar
A não ser que estivesse num arquivo
Ou  se espalhado nas águas do mar.

Não, não tenho o poema na memória
Ali guardo apenas as boas lembranças
Se algo me entristece, na vida inglória
Procuro trocar por bem-aventuranças.

Perdi o poema, faço outro, bem bonito
Que possa encantar um terno coração
Jogo palavras no papel ou no infinito
Tudo o que faço, faço com  paixão...

Apenas isso
Bem assim!

Euclides Riquetti

Os bancos vão bem! E nós, como vamos?

 



Os bancos vão bem! E nós, como vamos?

       Se você pesquisar sobre quem tem ganhado muito dinheiro e aumentado seu capital no Brasil no presente milênio, verá que as instituições financeiras estão cada vez mais fortes e ricas. Há várias revistas especializadas que fazem registros e pesquisa, divulgando os resultados. Pouco diferem os resultados de uma para outra. Numa média geral, conjuminando as ideias, teremos mais ou menos isso se procurarmos pelas 11empresas mais ricas:

       Pela ordem, aparecem:  1. Vale do Rio Doce – mineradora; 2. Itaú – Banco ; 3. Petrobras – petrolífera; 4. Bradesco – Banco; 5. Magazine Luíza – Lojas de departamentos; 6.  Ambev – Bebidas; 7. Banco do Brasil – Banco; 8. B3 – financeira (Bolsa de Valores); 9. BG Pactual -  Banco; 10. JBS – indústria de alimentos; 11. Santander – Banco.

Resumo da ópera – 4 empresas industriais, 1 comercial, 6 instituições financeiras. O que você acha disso? É possível entender por que o brasileiro vai muito mal e uns poucos ficam cada vez mais ricos? E os discursos? Ah, todos iguais, mas na hora H, nós, dos andares de baixo, continuamos pagando a conta. E os dos andares de cima, cada vez mais ricos e fortes. A fala só muda de endereço! É o mercado financeiro sufocando o trabalhador e o setor produtivo.

       Enquanto isso, depois de seis meses, fecham-se (parcialmente) as cortinas do palco da CPI da Covid. Há muitas opiniões desencontradas sobre os possíveis resultados da mesma. Muita judicialização, encrenca, acusações. Deveriam ter seguido o caminho do dinheiro e se omitiram nisso. E condenações, sobrarão para quem? Minha opinião é a de que todos os que devem precisam pagar, mas que lhes seja assegurado amplo direito de defesa, o que é próprio do estado Democrático de Direito, este tão invocando jargão que povoa os meios políticos e jurídicos desde os tempos dos processos de Lula até o período de governo de Bolsonaro.

       Até o presidente da República foi indiciado. Merecido? Sim! Fez por merecer: Fez ações importantes para tentar salvar a economia, mas pisou na bola com sua maneira de se comunicar, com autênticos e condenáveis deboches. O último, que é o fim da picada, foi o de conectar HIV com vacinas, uma coisa que ninguém entendeu. Acho que tudo o que ele diz é proposital, faz para criar polêmica e manter sua militância animada. Mas não condiz com o nível do cargo que ele ocupa, é uma tremenda irresponsabilidade. Mesmo os senadores governistas reprovam seu comportamento. É um mau exemplo em termos de comportamento em relação à pandemia. As bobagens que diz apagaram as boas ações que fez.

       Dentre os indiciados, Pazuello foi um atrapalhado, cão fiel ao seu patrão. Fez algumas ações boas, iniciou o PNI, contratou a compra de vacinas. Vai se incomodar por repetir muito a fala e a intenção do chefe. Queiroga foi eficiente, conseguiu sobreviver ao comando do chefe, cometeu pequenas gafes, mas não comprometeu. A vacinação está acontecendo e é o que temos de melhor, além dos cuidados recomendados pelos profissionais da saúde.  O indiciamento de outras pessoas, por causa da disseminação de notícias falsas, não vai dar em nada. Devia ser assunto para outras investigações, que já estão acontecendo pelo MPF, PF e STF. Inchou o processo e vai ser tanta coisa a ser analisada, tanta acusação e tanta defesa, que andará a passos de tartaruga.

       Outros assuntos, como a recomendação de medicamentos cuja eficiência não foi comprovada, virarão em nada. Haverá o contraponto por quem consegue defender a sua utilização em determinados estágios. Não se deve defender nada com paixão e sim aguardar para ver o que o tempo nos mostrará sobre essa questão.

       Santa Catarina azul e amarela – O mapa da Covid 19 em Santa Catarina aponta algumas regiões em azul e as demais em amarelo. Nada mais na cor laranja ou na vermelha. Os números estão melhorando, com a redução dos óbitos e dos casos ativos. Precisamos, no entanto, continuar a nos cuidar. Pessoalmente, a máscara vai continuar fazendo parte de meu Kit de cuidados para a sobrevivência, como já faz o protetor solar, que uso intensamente há duas décadas. A higienização com álcool ou a lavação com água limpa e detergente certamente que se tornará hábito das famílias mesmo no pós-pandemia.

       Privatização da Petrobras -  Acho que não vai acontecer. Mas ter uma estatal que em nada nos ajuda, que é um instrumento para enriquecer especuladores financeiros, tê-la ou não tê-la pouca diferença faz. O Brasil vem errando ao incentivar a aquisição de carros, ao não dar a devida atenção às formas de energia não fósseis, e mesmo ao refino de nosso próprio petróleo. Acompanho a questão desde 1972, na aula magna de minha faculdade, quando diretores da Petrobras em São Mateus do Sul, da Usina de Industrialização do Xisto, diziam que o Brasil tinha reservas conhecidas para mais 10 anos e outras prováveis para outros 10. E já se passaram praticamente 4 décadas!

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

 

Choveu na madrugada

 





Choveu na madrugada
Um chuvinha fresca
Bem pitoresca
Que molhou minha calçada
Quando choveu
Na noite de breu
Na madrugada...

Choveu e molhou os gramados
Molhou as plantinhas
Mesmo as ervas daninhas...

Molhou os telhados
Molhou as florinhas
Todas as plantas minhas...

E, enquanto chovia
Alimentei os sonhos meus...
Senti saudades
De andar pela cidade
Buscando reencontrar
Os olhos seus!

Choveu a chuva do alento
Que mexeu com meu pensamento
Irrequieto
Mas discreto:

Aquele que a procura
Na noite escura
Apenas porque
Quer reencontrar você...

Choveu na madrugada

Mas, depois, veio, de novo, o sol
O bendito e abençoado sol!

Euclides Riquetti

Dia Nacional do Livro - minha homenagem aos meus amigos escritores conterrâneos de União da Vitória-Capinzal-Ouro-Joaçaba e arredores



      Estou indignado comigo mesmo! Reservei as horas desta tarde de sexta-feira, 29 de outubro de 2021, aqui no Mariscal, em Bombinhas, enquanto chove uma chuvinha fresca e ouço, da varanda, o barulho das ondas do mar. Um cenário perfeito para escrever. Trabalhei um tempão para registrar fatos e opinião sobre pessoas com quem convivi, escritores do cenário Porto União da Vitória, Capinzal-Ouro-Zortéa, Joaçaba-Herval d´Oeste e arredores. Lembrei-me de passagens importantes da vida deles, de suas obras, de seus talentos em escrever Histórias, Crônicas e Poemas.  Capichei! Porém, por um descuido, quando estava finalizando minha crônica, bati em alguma tecla de meu notebook e lá se foi tudo... 

       Salvou? Sim, fui salvando. Mas não escrevo os textos no word. Crio-os diretamente em página do blog e vou salvando. Depois seleciono uma imagem e publico. Mas, desta vez, foi tudo pro beléu! Não quero dizer que, de repente, possa o texto aparecer em algum lugar, mas tentei todas as formas possíveis de reverter a situação, e nada!

      Eu vinha homenageando, pela ordem, Nelson Sicuro, Francisco Filipak, Ivonnisch Furlani,  Holga Brancher, Dr. Vítor Almeida, Dr. Alexandre Dittrhich Buhr, Anna Schirley Bragatto Fávero, Evani Marichen Riffel, Maria Helena Dambrós, Eloí Elisabeth Bocheco, Almir Isganzella, Cornélio Ângelo Macon, Hilário Zortéa Filho, Dr, Aluar de Oliveira Pinto, José Waldomiro Silva, Ramiro Vieira Neto e Mirian Carmignan. e outros. Meu cérebro, renegado e revoltado, nem consegue lidar com clareza sobre todos os nomes. 

       De qualquer forma, oportunamente, reescreverei tudo. Mas, tenho a compreensão de que a segunda jamais será igual e verdadeira quanto a primeira. 

       Fica aqui minha homenagem especial a todos eles. E até aos que eu havia selecionado e de que não consigo me lembrar agora. Continuem a escrever. Vocês são pessoas dignas, idealistas e talentosas. Estão fazendo um bem à Humanidade. Então, no Dia Nacional do Livro, aceitem minha sincera homenagem. Aprendi um pouco com cada um de vocês!

Deslumbrante cenário

 


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Deslumbrante é o imenso cenário natural
Que se perde na vastidão do horizonte
Tem como pano de fundo o mar colossal
E o som das ondas à minha voz responde...

Águas verdes, infinitas, quando amanhece
Azuladas quando o sol as ilumina
Escuras quando a cor da noite as enegrece
Como um longa rota que nunca termina!

Ao sabor do sol e da quentura das areias
Desfilam as gentes descontraídas e felizes
No dia que se acinzenta e depois clareia...

Ao cheiro dos perfumes os mais diversos
Dos corpos esbeltos e cheios de vida
Contemplo este mar e componho meus versos!

Mar de Canasvieiras

Beatriz

 





Veio com as honras de uma princesinha
Menina linda, fragilmente delicada
Uma criança tão carinhosamente esperada
Beatriz - bela, doce, pequenininha...

Veio num momento de adversidades
Pânico e medo no mundo instalados
Um vírus letal que está propagado
Não poupando países, estados e cidades...

Beatriz - corpo pequeno - alma aguerrida
Nas mãos mágicas de seres iluminados
Ousadia e grandeza, olhos determinados...

Abençoados pais que tanto se importam
Esperanças são forças que nunca se esgotam
Que Deus os fortaleça por toda a vida!

       Beatriz, com um ano, entre a prima Júlia e o mano Ângelo


Euclides Riquetti
22-04-2020

Agarra-te aos teus sonhos...

 


 





Agarra-te aos teus sonhos,  firmemente
Não permitas que eles se afastem de ti
Sonha-os, nas tuas noites, alegremente
Transforma-os em realidade, docemente
Em abraços com todo o frenesi.

Lembra-te de que o tempo anda depressa
E que um novo dia pode não se repetir
Poderás não ver outra manhã como esta
A vida não é apenas um teatro, uma peça
Agarre o mundo que está a te sorrir.

Vive, com intensidade e emoção,  cada bom momento
Cada instante, cada hora, todos os dias.
Quisera eu que o tempo andasse muito lento
E que meus versos chegassem a ti através do vento
Levando-te meu amor, meu carinho, minha alegria.

Somente isso!

Euclides Riquetti

Eu sou o vento





Eu sou o vento

Que acaricia seu rosto

Que alisa seus cabelos

E afaga seu pensamento.


Eu sou um  vento profeta

Que venta em todas as estações

Que sopra em toas as direções

Sou um  vento que se disfarça de poeta...


Eu sou o vento que sabe o que você pensa e  diz

Que se porta como um mago  adivinho

Que vem e vai de mansinho

E que, sendo profeta, prediz!


Sou vento, sim, apenas um vento assim

Assim,  com mãos para acariciar

Com lábios para te beijar

E coração pra te querer pra mim...


Euclides Riquetti

Apenas tons florais

 





Mergulho meu ser num paraíso de cores
Flutuo em espaços românticos e colossais
Me perco a deleitar-me entre plantas e flores
Nos perfumes mais doces e nos tons florais.

Apalpo os ramos das flores brancas do perdão
Da lealdade, da paz, da inocência e da pureza
Nas margaridas, orquídeas e lírios em profusão
Nas tulipas e nas rosas em toda a sua beleza.

Me encanto com as flores  na vermelha cor
As gérberas que denotam fidelidade e atração
Pelos cravos e os crisântemos devoto amor
Pois todas elas me despertam intensa  paixão.

Excitam minha memória as flores amarelas
Da amizade, da alegria, do calor do verão, do sol
Me lembram os campos com as flores singelas
O nosso sucesso, a felicidade a beleza do girassol.

O azul que me vem do céu, o azul cor do mar
O azul da confiança e da verdadeira harmonia
O azul das hortênsias, o azul índigo e sem par
Da íris e das violetas que me enchem de alegria.

Na cor roxa das flores respiro dignidade
Relembro dos dramas e do que quero esquecer
Pressinto o mistério, mas busco a liberdade
A calmaria que me atrai e meu ânimo a crescer.

As flores verdes me trazem o alento e a esperança
Dão a minha vida o mais harmônico esplendor
Da natureza pródiga me trazem a doce  lembrança
São a força da juventude, do desejo e do vigor...

O carinho, a doçura, o entusiasmo e a gratidão
Tudo posso expressar com as azaleias e bromélias
Dou-lhe tudo o que possa conter em meu coração
Amo dálias, sempre-vivas, beijos, e camélias.

Flores cor-de-rosa, dou-lhas, carinhosamente
Elas, com todo o seu charme e com toda a afeição
Para que as admire e aspire-as graciosamente
Aceite-as como minha marca, eterna devoção.

Flores, não importa sua cor, mas sua beleza
Rainhas dos jardins, princesas engalanadas
Desde as mais simples às de maior beleza
Me fazem lembrar de você, mulher amada!

Euclides Riquetti

Degustar teu sorriso de mulher bonita!

 




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Bom dia, beijos, com todo o carinho!
Um bom dia de sol e de céu azulado
Um calorzinho de verão disfarçado
Num inverno com charme, quentinho!

Um inverno gostoso, bem diferente
Sol nos aquecendo, momentos felizes
Plantas seivando-se pelas suas raízes
E minh'alma vibrante, alegre, contente!

Esperando a primavera florida e bendita
Colorida como não poderia deixar de ser!
E toda  a vontade de te sentir e te querer
Degustar teu sorriso de mulher bonita!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Dê-me um abraço

 


 


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Dê-me um abraço gostoso
Deliciosamente perfumado
Um abraço calmo, silencioso
Mas muito prazeroso e apertado...

Um cândido e doce abraço
Que a nossa angústia ameniza
Que alivia a dor e o cansaço
Que o bom momento eterniza...

Dê-me um abraço casual
Ou mesmo com frenesi
Entusiasmado ou sensual
Algo como eu nunca senti...

Um abraço e seu sorriso meigo
A ousadia de seu olhar fatal
Que adorna  seu sorriso meigo
Belo sorriso, sem igual...

Euclides Riquetti

À deusa adormecida

 


 



 

Repousa, qual deusa, qual princesa adormecida
Jazendo além das areias, além do casario
Como que a sonhar um sonho de menina
Na chuva do inverno, e no verão do estio
Repousa, majestosa, distante e altaneira
Moldurando a paisagem santa e praieira.

Estendida, inerte, plácida e soberana
Um  corpo  a se banhar ao sol que nos aquece
Uma alma a compor um ser que nos emana
A sensação de prazer  que nos enternece
Estendida, a esperar pela clara  noite de luar
Pelas estrelas no céu, pela brisa que vem do mar.

Nem o tempo a extingue, nem o frio a abala
Nem a chuva a destrói ou mesmo a amedronta
Nem mesmo o vento que as folhas  embala
Lhe ousam  desafiar com a mínima afronta
Enquanto que atiças, senhora,  os meus dilemas
Senhora que inspira meus versos, meus poemas.

 Euclides Riquetti

Homenagem a você, mulher!

 


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Homenagem a você, mulher!


      "A mulher foi concebida naturalmente tão perfeita, que se fosse uma árvore e perdesse as flores ainda continuaria charmosa; se perdesse as folhas,  tornar-se-ia  um corpo sublime; se perdesse os galhos, permaneceria sendo mulher; se lhe tomassem as raízes, restaria como um anjo, divina,  flutuante, elegante, frágil mas  forte,  exalando  amor e esperando respostas. Almas não se destroem: recompõem imagens, corpos, seres. Mulheres serão sempre perfeitas. Mulheres serão sempre mulheres, acima de tudo. E de todos!"

Minha homenagem a você, mulher!

Euclides Riquetti

Euclides Celito Riquetti
Letras - Inglês - FAFI - 1975 - União da Vitória - PR
Prefeito Municipal em Ouro de 1989 1 1992
Colunista do Jornal Cidadela - Joaçaba - SC

Novos ventos, novos alentos

 



Novos ventos, novos alentos
Trouxe-me o vento na morna noite novos alentos
A doce paz que meu coração há tanto procurava
Na verdade, eles amainaram meus sentimentos
Trouxeram conforto a uma alma que os buscava.

E os alentos que me revigoraram e me devolveram
Aquela energia que por dias havia desaparecido
Foram os bálsamos que de novo me fortaleceram
E me transportam a ti para novos sonhos revividos.

E, com eles, voltaram-me as esperanças ausentes
Que estavam navegando em estranhos universos
E me inspiraram a cantos românticos e repentes.

Ah, suaves alentos inebriantes que nesse novo dia
Me repõem toda a inspiração para meus versos
Obrigado por tanta  paz e pela renovada alegria!

Euclides Celito Riquetti

Poeta e cronista 
Letras - Inglês - FAFI 1975- União da Vitória - PR
Visite o Blog do Riquetti (vai pelo google)
Capinzal-Ouro-Joaçaba-SC


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

De corpo e de alma

 




 

 

 

Passam os dias
Passam outros e outros
Vem nova semana
Vem outra, outra ainda
Longa, morosa, infinda:
Só tu não vens!

E chega um novo mês
Para animar
Meu coração já insano
Enquanto fico a  esperar
Que comece um novo ano
Que venham outros, muitos talvez, outra vez.

Passa o tempo, inclemente
Num repente!
Só não passa a dor no coração
De  quem  perdeu  algo precioso
Forte, imedível, inimaginável...
Passa simplesmente.

A vida corre  e o tempo passa
Enquanto sento na praça
Na espera da sorte
Que deveria vir do norte
Mas não vem...
Nem do Sul, nem de lá, nem de cá!

Todo o meu conforto
É imaginar-te em mim pensando
Acreditar que não me esqueceste
Que não te arrependeste
De ter sido minha de alma...
E de corpo!

Euclides Riquetti