sábado, 28 de novembro de 2015

É noite...

É noite...
Noite de inquietude
De  escuridão, sem cor
Da perdição e de amor
Cor de negritude.
É noite dos corpos deitados
Nus, quentes, colados!

É noite dos amantes
Das vontades insaciáveis
Noite dos poetas e pensadores
Das almas vulneráveis.

É noite dos corações errantes
Que se despem sem pudores 
Que expõem suas fragilidades
E que buscam a felicidade
Ardentemente...
Incessantemente!

É a noite dos pecados
Que sucede as tardes e precede as  manhãs
Das negras almas vãs
Dos beijos trocados
Do corpo desejado
Noite, apenas mais uma noite
Em que eu me perco infinitamente
Ardorosamente
Em você!

Euclides Riquetti

Zé Ramalho já está em Joaçaba!

         O cantor Zé Ramalho estará realizando show neste sábado, 28, às 23,59 h,  no Centro de Eventos da Escola de Samba Unidos do Herval, em Herval d ´Oeste, aqui no Baixo Vale do Rio do Peixe. Zé chegou em Joaçaba durante esta tarde e está hospedado "aqui pertinho de casa". Veio em ônibus da Floripatur, procedente de Florianópolis com sua Banda Z. Pessoa muito simples, desejou apenas um quarto com banheiro e que tivesse uma mesa e cadeira. Nada daquelas exigências dos "estrelas", cujo estrelismo é fruto de muito marketing e o talento está pouco presente. Tive a alegria de cumprimentá-lo e dizer-lhe que nossa família e muitos amigos estarão no show dele logo mais à noite. Sua voz marcante, ao entrar no local onde se hospeda permitia identificar a presença dele mesmo que de olhos fechados.

           José Ramalho  nasceu em 3 de outubro de 1949 (66 anos) em Brejo do Cruz, na Paraíba. O pai era seresteiro e a mãe professora. O pai afogou-se quando ele tinha apenas dois anos, numa represa, sendo então dado aos cuidados do avô,  a quem homenageia com a canção "Avôhai". Viveu parte da infância em Campina Grande, mudando-se, depois, para a capital João Pessoa.

                  O show com Zé Ramalho vai reunir gente de toda a região, pois goza de grande prestígio por aqui. Pudera,  o cantor tem um repertório apuradíssimo e, além de excelente intérprete, é considerado um dos grandes compositores da música popular brasileira, com os temas mais variados e as mais variadas influências.

                    Estaremos participando do evento juntamente com familiares, oportunidade em que comemoraremos o aniversário de 28 anos de nosso querido filho Fabrício.

          O Zé tirou fotos com as pessoas que estavam lá (somente amanhã direi onde isso aconteceu, quando me reportarei sobre sua performance desta noite.

         Valeu a pena conhecer um dos ícones de nossa música e testemunhar aqui sobre sua simpatia e simplicidade.

Euclides Riquetti
28-11-2015

         

Bons exemplos


Relembrando... 

          Vivemos um dos momentos mais conturbados da História da Humanidade. Não é o pior porque temos os registros de duas Grandes Guerras, a de 1914 a 1918,  e a de 1939 a 1945. Não fosse isso, poderíamos,  com facilidade, afirmar que estamos num momento dos piores ou, no mínimo,  muito delicado.

          Diariamente,  os noticiários nos trazem notícias de barbaridades, como o que acontecem em Boston, no início da semana, durante uma competição esportiva.  Nos meios brasileiros, confusões  de toda a sorte, algumas que poderiam ser evitadas facilmente,  como é o caso daquele Deputado, Marco Feliciano,  que não quer abrir mão do direito de presidir a Comissão que trata dos direitos humanos na Câmara dos Deputados. Direito ele adquiriu, tem o legítimo direito de ter suas convicções, mas teimar em estar num posto de relevância como este ao qual foi alçado é muito ambição ou pura burrice.  E portar-se da maneira como se porta, uma canalhice!!!

         Os tempos atuais não permitem que pessoas radicais e que falam tudo o que lhes vem em mente possam liderar situações polêmicas. Se fosse intligente, nem teria  assumido o cargo. Na condição de presidente, deveria propor o equillíbrio, atuar num nível de magistrado, e não tomando partido de posições como as que defende. Pode defender suas ideias e ideais, mas não da maneira como o faz. Aquela em que ele faz alusão, num vídeo, sobre o assassinato do John Lennon,  é a coisa mais louca que já vi na minha vida.

          Mas meu propósito, hoje, é falar de bons exemplos. Não muitos, embora haja muitos deles, em todas as cidades. Vou apenas lembrar de minha professora Wanda Meyer, que mantinha um lar para meninas abandonadas, em sua própria casa, em Capinzal, dando-lhes abrigo, proteção e encaminhando-as na vida. Vou falar do Joanin Serena, que vendia bilhetes de loteria, no centro de Capinzal, em sua cadeira de rodas, juntamente com o Sr. Frizo, que sem nenhum dos braços, fazia o mesmo ofício. E que, ambos, jogavam dominó no Bar do Canhoto, ou no do Arlindo Henrique, onde também ia o Sr. Erny Edgar Fleck, com suas muletas, ele que fora Delegado de Polícia e  empresário, convivendo com sua deficiência, escorado num par de muletas. Vou mencionar o Egídio Balduíno Bazzo, o "Titi Primeiro", que quando o Tite do Corínthians nem havia nascido ainda, já treinava o Sneakes, ensinava a jogar xadrez , e fazia locução na Rádio Clube de Capinzal. Todos esses, indistintamente, conseguiram dar sentido à sua vida e não se tornaram farodos para suas famílias.

          Nelson da Silva, o Nelsinho, que mora no Parque e Jardim Ouro há duas décadas, teve um acidente pela queda de uma árvore sobre si e foi parar na cadeira de rodas. Tentou todas as formas de recuperação, mas isso não foi possível. Já há muito tempo liedra uma Associação de Portadores de Ncessidades Especiais e atua como emnpresário de bandas e músicos regionais. De sua casa, com o telefone, liga para as entidades e oferece os serviços de seus artistas. É o mais forte no Baixo Vale do Rio do Peixe, tendo em sua carteiras as melhores bandas regionais do Sul do Brasil.

          Também vou-me referir ao Neto Baretta, que em sua cadeira de rodas era uma ótima companhia para os que o visitavam, sabia de tudo, tinha informação sobre tudo e, quando morreu, não faz muito, seus órgãos foram doados e permitiram que 5 pessoas os recebessem e dessem normalidade a sua vida.

          Ora, exemplos bons temos em todos os lugares, ainda bem. E bobos e loucos também, infelizmente. Então, lembro mais uma vez da frase socratiana que está na lápide do túmulo de meu pai e da qual ele era fâ: "In medio virtus", ou seja, No meio, no equilíbrio, a virtude!  Vejam, leitores (as), que citei pessoas que, mesmo com as limitações impostas por acidentes, encontravam meios de serem úteis, ao contrário de muitos malas que há por aí. A Professora Wanda Meyer, buscava dar um equilíbrio na vida de jovens desfavorecidas, repartindo sua casa,  seu alimento e seus conhecimentos (muitos, muitos...), com elas. Atletas com deficiências, aqui em Joaçaba, integram uma entidade, a ARAD, que os tem treinado e conduzido até a participar, com muito êxito, de competições em nível nacional.

Enquanto isso, um montão de gente fazendo confusão no mundo todo. Como diria o Totó, naquela novela: Figurate!

Euclides Riquetti
21-04-2013

Doces palavras

Doces palavras, é bom ouvir
Como é bom sonhar acordado
Como é bom o luar prateado
Como é bom ver-te sorrir.

Adoráveis carícias, é bom sentir
Como é bom sentir o afago
Como é bom nadar no lago
Como é bom ficar perto de ti.

Tua voz que na noite me chama
Que vem no sonho bem real
Vem para animar meu astral
Vem pra me dizer que me amas.

Receber teu amor, como o poeta diz
Me ajuda   a viver contente
Me faz sentir-te sempre presente
É estimula a  viver e ser feliz!

Euclides Riquetti
28-11-2015



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Enquanto você dorme...


Enquanto você dorme
As estrelas alçadas no céu decoram a noite
O brilho do luar encanta os namorados apaixonados
Enquanto você dorme...

Enquanto você dorme
O vento move as folhas e com seu suave delicado açoite
O universo abre-se para abrigar os seus sonhos alados
Enquanto você dorme...

Dorme como uma princesa encantada
Com sua beleza de mulher amada
Cortejada
Desejada...

Dorme como uma princesa já rainha
Um corpo de mulher
O sono de uma menina
Uma alma que diz que me quer
Que deseja ser minha...

Dorme e sonha o sonho do amor
Da mulher que espera pela flor
No dia do aniversário
Da aliança no noivado
E do beijo do enamorado
Enquanto dorme!

Euclides Riquetti

Black Friday da enganação?

          Os brasileiros adoram uma "promoção". Também são fissurados numa "liquidação". Tanto que, mostra um canal de TV, numa loja, dois clientes se agrediram a ponto de rolarem pelo chão, para disputar a compra de um produto. Acho que isso foi nos Estados Unidos da América. Então quer dizer que lá, também, gostam de comprar na Black Friday?

           E não é para menos! As emissoras de tv e de rádio passaram a semana criando expectativas em relação ao "dia do consumidor", a "sexta-feira negra", em que o comércio coloca mercadorias à disposição da clientela com descontos significativos. Algumas anunciam descontos de até 80% em alguns produtos. Houve quem antecipasse o Friday para o Thursday, outras vão para o Black Saturday, outras ainda terão a Black Week, and so on...

           O Procon está tentando ajudar os compradores a se orientarem melhor. Muitos consumidores fizeram pesquisam e até fotografaram anúncios de lojas na semana passada. Eu mesmo andei "cuidando" disso aqui em Joaçaba e em alguns sites na internet. Numa loja de rede nacional, abordei um vendedor e pedi se o preço de R$ 1.049 por uma TV de Led era de promoção. Mostrou-me que o "real" era de 1.499. Que estava com desconto...Falei-lhe que, há uma ano, a mesma tv era anunciada a R$ 699,00. Até lhe disse que entendia que houve uma elevação do preço do dólar e que muitos dos componíveis são importados, mas que o produto fabricado na Zona Franca de Manaus não poderia, mesmo assim, ter um reajuste em seu valor de tamanha monta.

          Me disse uma vez um amigo e bem sucedido empresário, que as pessoas compram, quando nas ditas promoções, muitas coisas de eu nem precisam, porque "está barato". E ele tem razão. De minha parte, costumo comprar tudo quando convém, com antecipação, muita calma e muita pesquisa. E, se vejo que um produto está caro, costumo, respeitosamente, dizer ao vendedor que está caro e que sigo a "lei da oferta e da procura", sobre  a qual  meu professor Luiz Siviero Sobrinho me ensinou no Curso Técnico de Contabilidade, na CNEC de Capinzal, entre  1969 e 1971. E que, se as pessoas não comprarem, os preços terão que cair, pois é melhor para a empresa vender com menos lucro do que ficar com o produto encalhado.

          Ainda, ouvi muito rádio hoje pela manhã. Muitas chamadas, muitos preços razoáveis anunciados nos supermercados, mas não diferentes dos anunciados nas semanas anteriores. Não há, portanto, milagres a acontecerem, principalmente no que se refere aos alimentos e material de limpeza. No caso destes, vá ao supermercado e confira que os valores nas promoções não está pelo menos 25 ou 30% acima do que os anunciados há 14 meses atrás, antes das eleições. Tem preço alto da energia e do combustível na parada, além, claro, da elevação do preço do dólar. Mas nem todos os produtos são essencialmente embasados nesses itens, né?!

          Quero que minhas sextas-feiras sejam claras, com céu azul, com sol brilhando, e que terminem com céu estrelado ou com a bela lua cheia dos últimos dias. Apenas isso!

Euclides Riquetti
27-11-2015

       

         

A eleição dos diretores das escolas catarinenses onde estudei ou trabalhei

          Aconteceram, nesta quinta, 26, as eleições para a direção das escolas públicas da rede estadual em Santa Catarina. O Governador  Raimundo Colombo está cumprindo um propósito dele e que vem ao encontro dos anseios, muito antigos, de professores, alunos e pais. Já vivemos uma experiência, antes, em 1986, no Governo de Esperidião Amin, quando os diretores foram eleitos e empossados, porém, no mandado de Pedro Ivo Campos e Casildo Maldaner, que o sucederam, muitos diretores foram exonerados e, em lugar deles, foram nomeados outros, mais afinados com o Governo de então. Na época, as eleições foram muito concorridas e bastante politizadas. As chances de candidatos mais populares entre os alunos foram grandes.

          Para o evento atual, os candidatos tiveram que se preparar através de treinamentos e apresentar um Plano de Gestão para a escola, para ser executado num mandato de 4 anos. A ideia propagada foi a de que os eleitores (alunos, professores e pais), deveriam votar no Plano de Gestão apresentado, mais do que no próprio candidato. Na abrangência da 7ª GERED de Joaçaba, há 23 escolas da rede estadual de ensino, sendo que em duas não houve candidatos inscritos e em outras duas houve mais de um candidato.

           A grande maioria dos atuais diretores candidatou-se. Aqui na nossa região, em poucas escolas houve disputa com mais de um candidato, ocorrendo acirrada disputa. Em um caso, pelo menos, a Gerência Regional de Educação teve que se fazer presente, há poucos dias, para serenar os ânimos, que estavam muito acirrados. Isso se deve, muito, por causa do envolvimento da comunidade escolar no embate. Lembro-me que, após as eleições, os entes envolvidos terão que continuar convivendo na mesma escola, e feridas abertas podem ter dificuldades para cicatrizarem.

Nas escolas em que estudei, ou nas em que trabalhei durante minha  carreira, houve os seguintes eleitos:

Belisário Pena (Capinzal): Neivo Ceigol;
Mater Dolorum (Capinzal): Giana Martins;
Sílvio Santos (Ouro): Lúcia de Giacometti.

Na Major Cipriano Rodrigues Almeida (Zortéa): Márcio Mattos - eleição sendo realizada hoje, dia 27.

No Coronel Cid Gonzaga (Porto União): As eleições foram adiadas sine die em razão de recurso da candidata Vilma Burlek. Concorrem ainda: Edson Twardowski, Rosália Maria Prochera, e Viviane Cristina  Madeira.

Parabéns aos diretores eleitos e o desejo de que possam, da maneira mais democrática e eficiente possível, desenvolver seu Plano de Gestão.

Euclides Riquetti
27-11-2015



A formaturinha da Jujubinha

          A Jujubinha e mais uma penca de meninotes e meninotas, na faixa "before teen" no verdor de seus cinco anos, deram adeus ao pré-escolar na noite de quarta-feira, 25. Gatinhas e gatinhos, todos bonitos e bem arrumados, fizeram sucesso no auditório da Escola Girassol, aqui em Joaçaba. Vestidos com os paramentos de formandos, como se universitários fossem, apresentaram-se aos pais, avôs e convidados, de forma engalanada. Alegria estampada em seus olhares, orgulho no rosto dos familiares!

          Em 2016, os egressos das turmas Quero-quero e Rouxinol irão para as fileiras do "primeiro ano" do Ensino Fundamental. Estão muito bem preparados, advindos de uma formação de base montessoriana, com a dedicação de suas professoras, de seu professor de música e da coordenação do curso.  A Júlia, nossa neta, já consegue ler a maioria das palavras e isso nos deixa orgulhosos.
           
          O evento estava muito bem organizado e diversos alunos fizeram homenagem, por exemplo, aos pais, aos professores, à coordenação do curso, aos presentes. Coube à Jujubinha proferir o discurso  em homenagem aos pais. Ela é uma menina falante (puxou pra quem?...), gosta de ler e escrever palavras. A Carol a vestiu com um belo vestido e ela esteve muito querida e bonita durante os 60 minutos de duração de toda a programação.

           Para as crianças e seus familiares, esse tipo de procedimento (formatura), representa algo muito marcante. O rostinho delas mostrava inocência e alegria, a delícia de viver despreocupadamente, sem submeter-se a muitas das inconveniências a que as pessoas são submetidas em sua infância. Imagino que para a Jujubinha e a Carol, foi algo inesquecível. Parabéns!

Euclides Riquetti
27-11-2015

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Doces lábios de morango



Beijo seus lábios doces de morango
De divina pele avermelhada
O delicioso aroma vai-me contagiando
Com o gosto de sua  essência adocicada.

Sorver seus lábios e sentir  seus olhos distanciados
Perdidos na planície que se estende  ao longe
Sentir seu coração aberto aos meus afagos
Tentando me levar pra não sei onde.

Ah, doces lábios de morango que me seduzem
Ah, corpo grácil que me aquece nesta tarde fria
Ah, mãos suaves que nas noites me conduzem

Morangos que bailam na música da grande orquestra
Que devolvem a minh' alma a nostalgia
Que fazem minha vida ser u'a grande festa!

Euclides Riquetti

Torcedores Encrencados

Para matar saudades...
          Em setembro de 2011, durante a realização do Campeonato Brasileiro de Futebol, assisti, com meu irmão Edimar, o sobrinho Guilherme, o Neri Miqueloto, o Kiko Michelotto, e três amigos deste, ao jogo do Avaí contra o Palmeiras, na Ressacada, na Capital Catarinense.  Empate, 1 a 1, o goleiro Marcos tomando seu último gol como profissional. Apelidado de São Marcos, teve grande importância para o Palmeiras e a Seleção Brasileira.

          O time do Palmeiras era limitadíssimo. Na frente, Kléber, o Gladiador, estava isolado, a bola pouco chegava até ele. O Treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, nosso treinador Pentacampeão Mundial, sendo vaiado pela torcida "Mancha Verde". A cada jogada errada do time, medíocre, vaiavam o treinador. Ao final do jogo, quando se dirigia aos vestiários, a saída para os mesmos ficava bem embaixo do lugar onde os torcedors da Mancha se acotovelavam. Bebiam cerveja, muita, agitavam suas bandeiras, diziam palavrões. Estávamos a menos de 10 metros deles, daí ser muito fácil ouvir as bobagens que diziam e observar os seus  gestos obcenos. A linguagem deles impublicável. vergonhosa!  O treinador, impaciente, apontou-lhes o indicador direito, bem em riste, e disse: "Eu sei bem o que vocês vieram fazer aqui. Sei até quem pagou as suas despesas e a serviço de quem você estão. Conheço-os bem".  Pois que o consagrado treinador não teve vida fácil naquele clube e teve que sair.

          Há dois meses, no jogo do Corínthians contra o São José, de Oruro, na Bolívia, do meio de uma dúzia de tocedores corinthianos foi disparado um sinalizador direcionado à torcida adversária, alvejando o jovem Kevin Beltrán Espada,  14 anos, que veio a falecer. Doze torcedores foram presos, estão na Penitenciária de San Pedro. Aqui no Brasil, dias depois, um jovem de 17 anos assumiu a autoria do disparo, disse que fez isso sem intenção. Manifestações nas redes sociais indicam que os netistas não estão acreditando nessa história. As autoridades bolivianas desejam a sua extradição, mas a Lei Brasileira não possibilita isso em razão de ser menor em idade. Querendo fazer com a Justiça de lá o que costumam fazer com a Justiça daqui...

          No Brasil, nos meios políticos, diplomáticos, jurídicos e até na imprensa, a constatação é de que os bolivianos sabem muito bem que não são os doze torcedores que cometeram o delito, e que não seria difícil identificar os verdadeiros responsáveis, liberando os demais. Aqui, a opinião que prevalece, é a de que a confissão do menor soa como algo bem orquestrado, justamente por sua condição de idade e os privilégios que a Lei Brasileira faculta aos menores. E que a atitude das autoridades do país de Evo Morales têm uma grande mágoa diplomática em relação ao Brasil, por ter dado abrigo ao refugiado senador Roger Pinto, dos quadros da oposição boliviana. Aguardar para ver...

          Você, leitor, com  apenas dois exemplos, deve ter-se lembrado de quanta confusão já presenciou entre torcidas. Estádios com boa segurança não são suficientes para a contenção da fúria do torcedor quando presencia a derrota de seu time do coração ou quando é contrariado. Quantas vezes já invadiram os vestiários, não do adversários, mas de seu próprio clube, para agredir jogadores de quem se tornam desafetos. Quantas vezes treinos precisam ser interrompidos para que os seguranças possam retirar das arquibancadas torcedores que lá estão para xingar treinador, jogadores e dirigentes!

          Na europa, estádios com maior capacidade de público que os nossos, sem fossos e sem alambrados, apresentam espetáculos que nos encantam em termos de futebol. Tanto é que os canais de TV por assinatura que transmitem jogos da Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e França têm elevada audiência. Jogadores, aqui, são venerados como verdadeiros santos. Alguns moleques, nem bem ainda conseguem lugar como titular em seus times e já começam a mostrar sua "panca", enchem-se de tatuagens, fazem cortes de cabelos exóticos... Nada contra isso, mas primeiro mostrem serviço e só depois virem "artistas". Jogadores de lá, em termos de seriedade e responsabilidade,  estão bem acima dos nossos. E, a grande capacidade de jogar, a grande diferença, a dita supremacia que tínhamos em relação aos outros países, diluiu-se faz tempo.

          Agora, famílias em casa sofrendo por causa de uns doidos. Tiveram, recentemente, um exemplo horrível com sinalizador, que ocasionou o devastador incêndio na boate de Santa maria. Pois não aprenderam. Foram exercitar sua imbecilidade lá fora. pensam que em todos os lugares tudo vale. Não imaginavam que aprontando lá num país mais pobre fossem ter consequências assim. Agora, que se defendam. Sem mentiras. Se dissessem a verdade, qualquer que fosse, desde o início, certamente que a maioria deles não teria ficado lá, detida. Usaram uma estratégia que se vê em filmes, mas a realidade é diferente da ficção.

               Enquanto isso, é aguardar para ver que desfecho vai ter o caso desses  12 corinthianos presos na Bolívia.

Euclides Riquetti
18-04-2013

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

No dourado da tarde...

Na última noite de lua cheia de novembro
Ela veio correndo
E tomou o lugar do sol.
Trazia estampado o seu sorriso
Aquele de que eu tanto preciso.
E era muito bonito
Do tamanho do infinito
Tão largo como o do girassol.

Na noite da lua plena
Minha alma me ordena
A escrever-lhe algo encantador:
Pode ser um verso, simplesmente
Mas tem que ser bem caliente...
Ou um poema inteiro
Bem real e verdadeiro
Com centenas de  palavras de amor.

E, nas outras noites,  quando andar pelas ruas
Verá que em todas as luas
Há beleza e charme.
Sim, porque elas nos trazem belas lembranças
De seu sorriso maroto, ou de criança
Dos sorrisos e de canções cantadas
Das amenidades e das gargalhadas
Na manhã azul, ou no dourado da tarde.

Apenas isso..
Bem assim!

Euclides Riquetti
26-11-2015




Bom dia, Silvestre! Memórias da juventude...

          Trabalhei com o Silvestre Schepanski na Rua Clotário Portugal, 974, em União da Vitória (PR), na concessionária da Mercedes-Benz, então Álvaro Mallon e Filhos, de 1972 até o início de 1977, quando fui morar em Zortéa. Eu estava em meu primeiro ano de faculdade, na FAFI. Trabalhei na seção de peças e, nos dois últimos anos, fui gerente da filial, na Avenida Manoel Ribas, na antiga sede da Transiguaçu, próxima ao Posto Ipiranga, dos irmãos Ravanello.

           Silvestre era meu chefe. Estudava à noite, fazia o "ginásio" no Túlio de França, estava na sexta série do então Segundo Grau, em 1972. Não gostava de novelas. Dizia que tinha um cunhado que ficava vidrado com a "Selva de Pedras", em que a Simone (Regina Duarte), fazia par com outro jovem ator, Francisco Cuoco. Achava que isso era uma extrema perda de tempo. Anos depois, converteu-se a noveleiro também.

          O Silvestre tinha uma Sinca Chambord e uma bicicleta. Não raro, alguém tinha que empurrar a Sinca, pois a bateria dela não era lá essas coisas. A bicicleta nunca o deixava na mão. Ah, bem que eu gostaria de ter aquela Chambord branca e vermelha, hoje. Ou a Sinca Jangada, do meu professor de Direito usual na CNEC, em Capinzal, Benoni Zóccoli. Hoje, o Silvestre está com os filhos bem encaminhados, anda de caminhonete poderosa, é um empresário bem sucedido, tem uma fazendinha, imóveis, e é dono da "Auto Peças Silvestre", na Marechal, em União da Vitória, uns 500 metros abaixo do Estádio Enéas Muniz de Queirós, do Ferroviário.

          A grande virtude do Silvestre era defender os seus subordinados perante os chefes das outras sessões. Ele era muito bem dado com o Romeu da Silva, que era vendedor de caminhões, e a quem ainda me referirei numa crônica. Quando alguém da oficina mecânica da concessionária pegava no nosso pé por alguma razão, ele nos defendia. Depois, em particular, mostrava nossos pontos certos e nossos pontos errados. defendia, arduamente, os interesses da empresa. Aprendi muito com ele.

          O Silvestre era natural de Canoinhas, jogou no Santa Cruz, tinha intimidade com a bola, isso nós percebíamos quando de jogos da nossa turma da Mercedes. Magrão e alto, bigode bem arrumado, era um zagueiro que sabia sair jogando para distribuir a bola ao ataque.  Lembro que, na época, ele tinha dois filhos: o Gérson e a Mari. Hoje, eles tocam as negócios do pai. Na última vez que estive na loja de peças deles, conversei com todos. o atendimento é bom e fornecem peças até mesmo para concessionárias, tão variado e organizado é seu estoque.

           Deixo aqui meu reconhecimento a ele, ao Altamiro Beckert, ao Mauro (Iwankio?), à Sandra  Probst (Bogus), a saudoso Solon Carlos Dondeo e a todos os que, de alguma forma, me ensinaram alguma coisa em 1972, quando iniciei meu trabalho lá. Tudo o que aprendi na Mercedes, muito me ajudou em minhas atividades comerciais e mesmo públicas, em minha vida profissional.

Grande abraço em todos!

Euclides Riquetti
25-11-2015

         

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Perda do "Doutor Bruno" (replay...)


 

          Conheci o Bruno da Silva quando eu era criança e ele adolescente. Trabalhava na Farmácia São Pedro, em Capinzal. Os pais e as irmãs moravam ali perto da casa da Professora Vanda Meyer. Depois o Bruno se mandou da cidade e demorou para reaparecer.

          Fui revê-lo quando eu já estava com a vida encaminhada e morando em Duas Pontes, hoje Zortéa. Eu trabalhava no financeiro da Empresa Zortéa Brancher S/A - Compensados e Esquadrias, e também fazia traduções de correspondências e emissão de proformas para exportação. Ele apareceu lá, esteve com o Dr. Lourenço Brancher Diretor Comercial, e com o Presidente da empresa, Hilário Zortéa. Estava com compradores europeus. Ele fazia a função de intérprete bilíngue. Trabalhara com Turismo e aprendera Inglês.

          Depois sumiu de novo. Só fui revê-lo quando o Sr. Werner, seu pai, faleceu, no início da década de 1980, lá na casa deles, agora no Parque e Jardim Ouro. O pai foi o empreendedor do melhor bairro da cidade de Ouro, o Parque Jardim, onde era uma vez a SIAP - Sociedade Industrial Agro Pecuária.  Estava morando em Belo Horizonte, então, e com a perda do pai veio morar em Ouro para cuidar da mãe, Dona Alma, uma senhora imponentemente germânica, com sotaque. Passou a trabalhar novamente numa farmácia.

          Conhecia tudo. Era nosso prático farmacêutico, enfermeiro, médico, psicólogo: um baita autididata.   As pessoas acreditavam muito nele e em suas recomendações. E era brincalhão, sempre tinha um belo causo para contar. Quando passava defronte a casa onde morou nas últimas duas décadas, ali ao lado da Ponte Pênsil, abordava-me: "A Vera Fischer está muito bem. Está arrumadona, cada vez melhor, mais bonita".

          Achava que nossa inflação era sempre de mentirinha, que os americanos iam governar o mundo, que iam descobrir remédios para todas as doenças e que os japoneses sabiam inventar de tudo.

         Na farmácia, uma vez disse para uma senhora: "Dona......, a Senhora não quer levar umas camisinhas? Tenho daquelas bem lisas, maias, suaves, saborosas, sabor morango, menta, de todos os tipos e para todos os gostos." E a Senhora, pessoa religiosa e respeitável: "Tá louco, Bruno? Você pensa que eu sou dessas coisas?" E ele: Leva três e paga só duas... Pois a Senhora, em vez de ficar brava, acabou rindo pela maneira carinhosa com que ele a tratava.

          Contava-me confidências, tinha uma namorada "muito secreta" numa cidade vizinha, não aquela do outro lado do rio. E olhava para ter a certeza de que ninguém estava escutando. Era um caso perigooooso!...

          Posso dizer que foi um de meus melhores amigos. Nós nos entendíamos, tínhamos opiniões muito parecidas sobre muitas coisas.

          Uma vez liguei-lhe porque um médico receitara algo para uma pessoa e ela quria saber se o medicamento estava correto. Diante da resposta afirmativa, a pessoa tomou o remédio. Tinha muita credibilidade, nosso Bruno.


          Pois o Bruno foi encontrado sem vida, no sofá de sua casa, na tarde desta terça-feira. Tinha 69 anos e muitas histórias.

          Ah, não posso esquecer: A Vera Fischer era a mãe dele. Era com esse carinhoso apelido que ele a chamava! Agora, vão encontrar-se lá no céu: A Dona Alma e a alma do "Doutor Bruno".


Euclides Riquetti
26-03-2013

Como um leão faminto

Muitas vezes eu me sinto
Tal qual pássaro sem voar
Ou como um leão faminto
Sedento por se alimentar.

Talvez como o cachorrinho
Que não recebeu teu afago
Ou como o medroso gatinho
Que espera pelo teu agrado.

Outras como o beija-flor
Que plana sobre o pomar
Que vai buscar em cada flor
O néctar pra se saciar.

Quero ser a águia poderosa
Que voa para te raptar
Com as garras portentosas
Que te leva pra te devorar.

Ou, simplesmente o ursinho
Que seguras para o ninar
Para te dar meu carinho
Que é meu jeito de te amar.

Te amar, adorar, te querer
Como um animal carente
Te desejar, beijar e te ter
Assim: perdidamente!

Euclides Riquetti
24-11-2015




















Nosso Frei Bruno de Deus

Mais reprise...
          As rádios de Joaçaba e Herval D ´Oeste,  no período que se sucedeu ao carnaval e, acentuadamente nesta semana, massificaram a população regional com chamadas para a 23ª Romaria Penitencial de Frei Bruno. E, o fundo musical delas, muito  motivador,  não poderia ser outro: "Nosso Frei Bruuuuno de Deeeeus!"

          Fiquei encantado com as chamadas e motivado a presenciar, pela primeira vez, da Procissão que acontece na manhã deste domingo, saindo da Praça da Catedral, aqui de Joaçaba,  para o Cemitério Frei Edgar, onde se localiza o jazigo de Frei Bruno. Ao mesmo tempo, vem uma comitiva grandiosa da cidade de Luzerna e se encontram todos no cemitério. Espera-se que 50.000  pessoas se façam presentes, vindas de todo o Brasil. Frei Bruno está com processo de beatificação em andamento, pois há relatos de que tenha operado verdadeiros milagres e concedido milhares de graças.  A cidade tem o Monumento Frei bruno localizado no alto de um morro, no Bairro do Trigo. Está lá, com seu cajado, abençoando nossas duas cidades.

          Aliás, assim como no Nordeste Brasileiro é comum dar-se  nomes como  Severino ou Raimnudo para os filhos, aqui já é comum nomear-se os nascidos como Bruna ou Bruno, principalmente aqueles cujas mães tiveram muitos problemas na gravidez ou no parto. Acreditam que a intercessão do sacerdote as tenha protegido nos momentos difíceis.

          Frei Bruno foi nascido Hubert Linden, em Dusseldorf, na Alemanha, em 08-09-1876 e faleceu em Joaçaba em 25 de fevereiro de 1960.  Chegou ao Brasil, na Bahia, antes mesmo de completar os 18 anos. Depois foi para Petrópolis e, já sacerdote, veio para Santa Catarina, ao Vale do Itajaí. Em 1945 esteve exercendo seus ofícios religiosos aqui em Esteves Júnior, no Município de Piratuba. Depois foi a Xaxim e veio a Joaçaba com quase 80 anos. Era um sacerdote que não esperava as pessoas o procurarem, ele andava a pé, com um guarda-chuva grande e desbotado, indo de casa em casa para levar suas bênçãos. Quando debilitou-se, recebia cartas que respondia, pois não tinha mais condições físicas para deslocamentos.
        Na noite de sexta  foi realizada a Segunda Serenata a Frei Bruno, no grande Pavilhão que leva o seu nome e se localiza ao lado da Catedral Santa Terezinha. O locutor e animador cultural Jaime Telles conduziu o evento, que teve a participação de diversos cantores da região que entoaram hinos sacros m louvor a Ele. Aliás, o Hino a Frei Bruno foi composto pelo Telles, com quem tivemos várias parcerias, já, pois somos detentores de cadeiras junto à Academia de Letras de Santa Catarina. Admiro seu trabalho também como compositor e declamador. Situo entre os melhores declamadores que já conheci. É um paranaense talentoso que veio para nossas cidades e hoje está perfeitamente entrosado com as comunidades. É criterioso em seus comentários, muito respeitado por isso mesmo. Mas, o melhor de sua produção está justamente em poemas e no Hino a Frei Bruno. Escutá-lo interpretando aquilo que ele mesmo compôs faz bem  a nosso espírito.

Reverenciemos, neste domingo, com o fervor de nossas orções, "Noooosso Frei Bruno de Deuuus!!!

Euclides Riquetti
24-02-2013

Esvazia teu coração


Esvazia teu coração do que não te faz bem
Joga fora tudo o que não serve pra ti
Despe-o de tudo o que acumulaste ali
Livra-te de tudo conforme te convém.

Esvazia teu coração cumulado de erros
Joga para a terra as experiências inservíveis
Despe-o das lembranças frágeis e sofríveis
Livra-te de tudo o que te causa os medos.

Coloca  dentro dele os  meus versos francos
Sinceros mensageiros que te levam conforto
Mistura-os com teus dotes e teus encantos.

E, quando constatares que já raiou a aurora
Quando perceberes que ele não está mais morto
Abre-o para receber novas  paixões de agora.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Que eu gosto de você!

Deixe-me ser
Seu perfume floral e amadeirado
Ou a chuva que cai em gotas orvalhadas
O ser desejável que quer ser desejado
O sonho das vitórias conquistadas
Deixe-me ser!

Deixe que eu seja
A canção que você canta e que me encanta
O sorriso na manhã prazenteira
A folha da árvore que balança...
A personagem autêntica e verdadeira!

Dei-me ser
O desejo que leva ao perder-se
O sentimento do fazer e do envolver-se
A canção nova e a canção velha que diz
Que é preciso viver para ser feliz...

Deixe que eu seja:
Que eu seja eu mesmo, como você é você
Que eu seja o amor que vive e que faz viver
Que eu seja o eu
Que eu seja seu
E que eu possa dizer
Que gosto de você!

Euclides Riquetti
23-11-2015




Da Fajo à Unoesc - Acadêmicos Pioneiros

          O ano era 1972. Havíamos concluído o curso equivalente ao atual Ensino Médio no ano anterior, na Escola Técnica de Comércio Capinzal, como Técnico em Contabilidade. Representávamos uma geração de trabalhadores, a maioria do serviço pesado. Eu trabalhava como frentista no Posto Ipiranga, de Capinzal. Antes, fora lavador de carros noutro, serviço que me causou uma pneumonia e interamento hospitalar por uma semana. Tínhamos que tomar algum rumo, mas todos tínhamos uma determinação: Deveríamos continuar a estudar.

          Alguns colegas iriam para Florianópolis, outros para Curitiba. Muitos não queriam deixar a cidade, tinham conseguido empregos em escritórios contábeis ou  em empresas e estavam com a vida pessoal encaminhada, não desejavam mudar de cidade. Cogitei estudar Economia em Lages, mas gostava de ler, de escrever, não tinha nenhuma definição ainda sobre o que cursar. Costumava ler biografias de grandes vultos nacionais e percebia que, a maioria deles, tinha formação jurídica ou em letras. Encantava-me. Queria ser como eles, queria escrever, compor poesias, contos, crônicas até.

          Meu pai, Guerino, professor, disse-me que entre ser professor e economista eu deveria ser professor. Certamente que não ficaria rico, mas que ganharia o suficiente para me sustentar. Então, o professor Teófilo Proner ajudou-me na decisão. Disse-me que em União da Vitória havia a Fafi, onde eu poderia estudar Letras/Inglês. Foi na medida pra mim. Iria buscar meus fundamentos para escrever, iria conhecer novas pessoas e matar quem me matava: o Inglês. Eu era uma calamidade  em Inglês. Mas fui.

          Alguns dos colegas que permaneceram em nossa cidade também tiveram ótimas perspectivas:  Em Joaçaba, distante apenas 35 Km, iria começar a funcionar um curso Administração de Empresas. Estavam criando, há quase a 4 anos, a FAJO, Faculdade de Admistração de Joaçaba. Começou com 9 professores.  Foi a salvação da lavoura para aqueles jovens determinados e estudiosos. De nossa "Rio Capinzal" tivemos e exitoso colega Osvaldo Federle, o Machadinho, hoje um dos proprietários da Êxito Contadores. Começou na primeira turma, a de 1972. Mas, por falta de condução para locomover-se a Joaçaba, trancou matrícula e esperou o segundo semestre, quando também foram acadêmicos o Adauto Francisco Colombo e o Benoni Zóccolli (filho).

        Esses foram os três primeiros acadêmicos de nossa cidade a fequentarem a FAJO, que funcionou nos dois primiros anos junto ao Colégio Marista Frei Rogério. Depois foi transferida para o Colégio Celso Ramos, na sequência para o Pavilhão Frei Bruno e para o Colégio Cristo Rei, onde permaneceu até a inauguração da sede atual.

        O amigo Machadinho conta que o  primeiro transportador de alunos para Joaçaba foi o Ludovino Baretta, popular Chascove, meu primo e compadre, com uma de suas Kombis. Depois o Zeca Almeida e um funcionário do Banco do Brasil, o Rogério, conhecido como "Desligado", comprou uma Kombi e continuou a realizar o serviço. Os custos de transporte eram bancados pelos próprios acadêmicos. A Rodovia Estrada da Amizade não tinha nenhuma pavimentação. Muitas vezes tiveram que empurrar as Kombis nos dias de barro. Ou desviar por Linha Sete de Setembro, aumentando em muito o tempo da viagem.
          A Fajo foi transformada em FUOC, Fundação Universitária do Oeste Catarinense. Em 1992 já era transformada em  Universidade do Oeste Catarinense e,  em 1996,  reconhecida como Universidade. O grande comandante de toda a sua evolução foi, sem dúvida alguma, o Professor e Doutor Aristides Cimadon. Coordenou toda a sua implantação. E, desde 2004 é seu Reitor. Tem mandato até 2016. É difícil imaginar a Instituição sem a figura do Aristides.

          Na década de 1970 trabalhou como educador em Capinzal. Em 1978 ingressou nos quadros do Estado de Santa Catarina através de concurso, tendo obtido o primeiro lugar na área de sua formação. É um cidadão muito inteligente. Suas entrevistas, no rádio, seguem um extraordinário padrão didático. Ouvi-lo, é a mesma coisa que estar tendo uma aula.

          Ingressei no magistério em outra área, no mesmo concurso. Cruzamo-nos muitas vezes em encontros da educação e nos jogos de futebol. É muito elegante no falar e tem elevado carisma. Quando ele saiu de Capinzal, preocupamo-nos, pois perdíamos um grande professor. Mas agora vemos que não foi uma perda, foi um ganho. Nossa região ganhou muito com ele. Só o campus da Unoesc em Joaçaba tem 6.000 alunos. E ele é um dos principais protagonistas da sua  ascensão. Homens determinados implantaram a FAJO há 4 décadas. Sua semente foi a que proporcionou os melhores frutos para a nossa região. Permitiu que tivéssemos um grande impulso de dsenvolvimento. Graças a isso, hoje, nossa iniciativa privada é muito forte e segura, efetivamente, a economia da região, com excelência na qualidade dos serviços e produtos.

Euclides Riquetti
26-03-2013

domingo, 22 de novembro de 2015

Sabor showkinho!

Ainda dividirei com alguém
Um beijo sabor showkinho
Pra que possa me sentir bem
Feliz tal qual um passarinho...

Sabor gostoso de chocolate
Aroma doce que dá o prazer
Com gosto de lábio escarlate
E com vontade de te querer.

Um beijo pra nunca esquecer
Pra gravar e deixar guardado
Algo que nos ajude a viver
Ardente, infinito e desejado!

Que seja showkinho já agora
E que seja também cedinho
Pra deliciar-me não tem hora
Desde que tenha showkinho!

Euclides Riquetti
23-11-2015











De Pato Donald e de Madame Mim


Porque essas personagens me divertiam...

          Acordei numa manhã com muito sol adentrando minha janela. Vinha do Mar de Canasvieiras. Na rua,  passando pessoas que conversavam. Uruguaios, argentinos, chilenos. mas, sobretudo, muitos uruguaios, milhares deles. Invadiram as praias de Santa Catarina por ocasião da Semana do Turismo no Uruguai. Os uruguaios são muito educados e simpáticos. Há muita gente bonita. Trazem junto os filhos pequenos e isso me faz voltar à infância, quando costumávamos levar nossas crianças para as férias nessa praia. E, como novidades, africanos do Senegal, alguns com  cabelos jamaicanos, vendendo bojouterias. Mas tem gente de todo o tipo.

          E então  lembrei-me de meu sonho da noite: Sonhei com a "Madame Mim", a simpática bruxa velhinha que vivia incomodada com os Irmãos Metralha e o Mancha Negra.  Isso mesmo, ela mesma, quase  que uma concorrente da "Maga Patalógica", a feiticeira personagem do Walt Disney. E, por conseguinte, comecei a lembrar-me do Pato Donaldo, dos sobrinhos dele,  Huguinho, Zezinho e Luisinho.

         Fazia muito tempo que não lembrava deles, mas foram figuras marcantes na minha, tua, nossa infância. Lembrei-me que meu pai pegava os nossos gibis emprestados para ler. Uma vez ia prestar concurso para Diretor de Grupo Escolar, a prova era em Florianópolis. Disse-me que queria todos os gibis que tivesse,  pois eram para ele estudar para o concurso. Imaginei: "O velho tá doido!" Estudar nos gibis, ora essa!

          O fato é que ele tinha muito conhecimento, lia muito, estudava muito. Aprendeu muito no Seminário São Camilo, em São Paulo, onde chegou ao curso de Filosofia. Passou no concurso, efetivando-se como Diretor no Grupo escolar André Rebouças, da Barra do Leão.

          Só mais adiante entendi da importância de as pessoas que têm uma base de conhecimento  apenas descansarem a cuca antes das provas dos concursos. Tem aquele ditado: "Marmelada na hora da morte, mata". Então a preparação precisa ser prévia.

         E, lembrando de minhas queridas personagens, do Mickey, do Pateta, dos Irmãos Metralha, do Gastão, primo sortudo do Pato Donald, fui para uma livraria, ali na Rua Madre Villac.

          Encontrei uns almanaques do Tio Patinhos, do Mickey, do Pato Donald. Comprei dois e fui para casa ler. Era uma história daquelas padrão: O Tio Patinhas mergulhando no seu rico dinheirinho, perdendo-o, todo ele, diante das armadilhas do rival Patacôncio e recuperando tudo três páginas adiante. E o Donald sempre sonhando, querendo ter a sorte do Gastão.

          Ri muito. E já decidi, vou começar a frequentar os sebos para comprar aqueles almanaques que têm muitas histórias que nos reconfortam e animam. Curtas e sempre com um final feliz, com o bem triunfando sobre o mal. Viva as personagens maravilhosas que o Disney nos deixou!

          Viva o Donald. Viva o Pato mais legal do mundo!

Euclides Riquetti
03-03-2013

Sentir-te na noite, desejar-te no dia...

Navegar por águas claras e tranquilas
Velejar por mares de amor e de paixão
Reviver todas as emoções e repeti-las
Mergulhar nesse  paraíso à exaustão...

Sonhar com flores, com anjos e sereias
Perder a vista no azul que borda o céu
Deitar-se no calor dos grãos de areia
Inspirar-se em leves nuvens cor de véu...

E, depois dos sonhos e de teus alentos
De teus abraços e dos teus carinhos
Entregar-nos ao doce frescor dos ventos.

Então, guardar o teu perfume e tua magia
Desviar-se  das pedras vis e dos espinhos
Poder sentir-te na noite, desejar-te no dia...

Euclides Riquetti
22-11-2015



 

Uma oração para você


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).