sábado, 2 de outubro de 2021

Aquela estrela que cintila no céu

 


 

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Aquela estrela que cintila no céu e me vê
Que me olha mansamente
Com seu olhar sensual
Com seu brilho atraente
Que me faz sentir-me contente
Feliz, disposto, jovial
É você! Só pode ser você...

Aquela estrela por quem me importo
Com a  qual me preocupo sempre e  sempre
E que diz importar-se comigo também
Que está sempre presente em minha mente
Para quem declamo meus repentes
Precisa ser minha e de mais ninguém
Pois nela me animo, revivo e conforto...

Aquela estrela que faz brotar a faísca da paixão
Aquela estrela deixa o perfume no ar
Aquela estrela que mexe com meu coração
Que vai e que volta mas vem me encontrar...

Aquela estrela vem no pensamento e não sai
Aquela estrela que chega até mim e não passa
Aquela estrela pendurada no céu que não cai
Que me olha, me beija, me encanta e me abraça...

Euclides Riquetti

O Futebol -num poema

 


Seleção Tri-campeã - Copa 1970 - México 




O futebol é a grande paixão do brasileiro.
A paixão que move os corações
É a mesma que move os pés
Que faz com que as pessoas, de todas as idades
Busquem, com determinação
A conquista da vitória!

No verde gramado dançam
Harmonicamente
Os corpos dos atletas.

Nas arquibancadas desenham-se
As mais espetaculares coreografias
E o grito de gol,  incontido
Sai das gargantas dos aficcionados
Pelo esporte bretão
Que encanta e envolve as multidões.

Este, está presente em todos os lugares, a toda a hora
Em todos os pensamentos!

É um Brasil de chuteiras
Para um povo
Onde todos somos técnicos em futebol!

Empunhamos nossas bandeiras
E levamos as cores de nossos times pelas ruas
Pelas fachadas dos prédios
Pelas janelas de nossos carros.

E, neste contexto, desenha-se o cenário do sonho
Da busca da glória
Do vencer
Da superação!...

Euclides Riquetti
(A pedido da Michele, em 02-07-2003)

Sejam as estrelas no céu minha inspiração





Sejam as estrelas no céu minha inspiração

Aqui a nos desafiarem estejam as roseiras

Nas manhãs ensolaradas, uma doce ilusão

Das almas que se entregam bem faceiras

Quando o fogo aquece todo meu coração.

Tardes em que me perco em pensamentos

Tua face risonha alimenta meus sentimentos.


Sinceras palavras vêm do íntimo do poeta

Trôpegas, ousadas, mas muito encantadoras

Mares de paixão fervilham na face discreta

Suavemente me afagam, belas e sedutoras.


Depois do êxtase, do meu mergulho em ti

Suave frescor toma conta de todo o meu ser

Cai do céu a tua beleza de que não esqueci

Tempos que nos motivam a amar e a viver!




Euclides Riquetti


Um outro sol

 


 


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Há um outro sol em nossos dias, pois...
É aquele que na tarde vai embora
Que no inverno vai antes da hora
E, no verão, um pouco depois...

Termina o dia amarelado
(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado)
Quando o céu deixa de ser azul
E se torna acinzentado
No leste e no sul.

Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente
E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!
Vem do Leste
Vai para o Oeste
(Eu digo que é para o Sudoeste).

Como acredito em ti
No google e no  dicionário
E nas doutrinas de Astronomia que já li
Nada posso dizer... em contrário!

Nosso Astro é um Rei
É uma divindade de escol
Cumpre, no universo, sua natural Lei:
Apenas ser um imponente astro-rei:
Nosso Rei Sol!

Sol da meia/noite lá,
Sol do meio/dia cá...

Euclides Riquetti

Preciso do vento que vem do mar

 


 




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Eu preciso do vento que vem do mar
Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti nas tardes e manhãs
E no sonho tenro que a noite me traz.

Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...

Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os simetricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!

Mas preciso de ti para formatá-los
E só para ti lê-los decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Tu tens a mim e eu tenho a ti

 


 


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Entrego-te meu corpo e minha alma
Sem ressalvas
Para que os uses
E abuses.
Reservo-me a parte negra,  e dou-te a alva...

E te ofereço  meus beijos
Que se perdem com os teus
Que satisfazem teus desejos
E os desejos meus
Os que se avivam agora e os que hão de vir:
Tu tens a mim e eu tenho a ti!

Entrego-te,  de olhos fechados
Meu coração flechado
Despido
Livre, ou
Atingido
Pelo cupido!

Entrego-me o que tenho de mais sagrado:
A parte de min´alma sem pecado
E fico com o lado carvão.
(O lado escuridão)!

Entrego-te o melhor de mim:
Entrego-te meus versos, minhas estrofes e meus sonetos
Os limitados e os perfeitos
Os livres e os alexandrinos
Que só têm um destino:
Dizer que tu podes ter a mim
E que eu posso ter a ti!

Euclides Riquetti

Amo as estrelas no céu

 





Amo as estrelas no céu, cintilantes
Estrelas prateadas em noites de luar
Penduradas no céu, sobrevoam o mar
Inspiram poetas, excitam os amantes.

Amo-as, verdadeiramente, como amo
Da mesma forma que você as ama
Espreito-as pela janela, desde a cama
Admiro seu brilho discreto e soberano.

Sendo amar um verbo tão expressivo
Com ele expresso a minha devoção
Com sua força de verbo transitivo...

Sendo o luar companheiro das estrelas
Vejo-o com amor, sinto-o com paixão
E em todas as noites, quero revê-las!

Euclides Riquetti

Uma canção para você

 


 



Pensei em  compor uma canção só  pra você
Uma canção que tivesse versos bem rimados
Que chegassem até você vagando compassados
Uma canção de amor para meu bem-querer.

Tentei com o seu nome, tentei com seu olhar
Compor uma canção que a contagiasse
Mas não encontrei nada que a você levasse
Os versos que eu queria com você compartilhar.

Compus uma canção que você não escutou
Porque rasguei a letra e esqueci  a melodia
Agora me arrependo fui um bobo aquele dia
Nada tenho a lhe mostrar, pois nada mais me restou.

/ Não tenho uma canção ou algo pra lhe dar
Mas tenho um coração disposto a lhe amar
Não tenho mais poemas, perdi a inspiração
Como vou fazer, então,  para ter seu coração? /

Euclides Riquetti

Quero ser o poema perfumado

 




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Quero ser o poema perfumado que você devora
A rima preferida que me abandonou
O soneto alexandrino que se foi embora
A alça da blusinha que a gente rasgou...

Quero ser o poema inspirado que você deseja
Ou a canção romântica que você cantava
Que escrevo e apago antes que você o veja
Ou as toalhas enroladas que você guardava...

Quero ser o sonho doce  que nós dividimos
A ousadia vivida, o perigo iminente
Não quero acreditar que nós  desistimos
Que lutamos muito, mas não o suficiente.

Quero ser o futuro que sorri muito contente
Que ri do passado sem lógica ou explicação
Quero ser o reencontro que volta neste presente
Que me embala no sonho das notas de sua canção.

Euclides Riquetti

Sonhar

 


                                                                 Foto: Guia Floripa


Sonhar...
Andar com pés descalços nas dunas
Buscar o aconchego das brumas
E encontrar o mar!

Poder sonhar, sim, o sonho infinito
Sonhar com um mundo agradável e bonito
Pisar por sobre as areias e as folhas
São nossas escolhas!

Sonhar, apenas sonhar e nada mais
Buscar horizontes azulados
Que cobrem os mares ondulados
Não desanimar jamais!

Imaginar canções
ler poemas
Ter emoções
Enfrentar os dilemas
E os problemas, enfim...

Bem assim!

Euclides Riquetti

Um inimigo invisível

 





Há, por aí, um inimigo bem invisível
Que sabemos existir, mas que se esconde
Oculta-se no corpo de maneira incrível
É letal, perigoso, e rápido se expande!

Causa desânimos, depressão e temores
Desentendimento entre seres que coabitam
Sob um mesmo teto, conflitos e dores
Descompasso em corações que palpitam.

Tal elemento agressivo, matador sagaz
Que tira o sossego do ser humano indefeso
Provoca a discórdia o agressor contumaz

Com calma, cuidado, e muita sabedoria
Precisamos superar os momentos de medo
Para que nos volte ao rosto a alegria!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Deixe que o vento leve as folhas








Deixe que o vento leve as folhas embora
Mas que não leve junto o seu belo sorriso
Deixe que eu acarinhe seu cabelo liso
E que ele acalme meu coração que chora.

Deixe  que o vento leve as folhas já caídas
Aquelas que secaram e se desprenderam
As que eram verdes e, de dor, já feneceram
As folhas marrons e aquelas amarelecidas.

Que leve as folhas,  mas não leve a vida
Que nos deixe o tempo que nos envelhece
Que  reanime a voz quando ela emudece
Que reacenda a chama do amor esquecida.

E,  que quando os anos já tiverem passado
Quando a história for maior que o porvir
Que nossas almas  possam sempre sentir
Que o amor vivido possa ser relembrado!

Euclides Riquetti
26-05-2016

Frango na Cerveja (dell Capocuoco Richetto)

 


     


       O frango ou galinha na cerveja é um prato muito delicioso e de baixíssimo custo. Você vai encontrar muitas receitas e até orientações no you tube. Formulei uma receita e fiz no domingo passado. Você precisará dos seguintes ingredientes para a sua preparação:

- 4 coxas de galinha com sobrecoxas (entre 1,5 e 1,7 Kg).
- 1 cerveja clara,  de latão (473 ml)
- 1 cebola grande
- 12 batatinhas pequenas
- 5  dentes de alho
-  3 folhas de loro
- 5 folhas de manjericão
- 2 colheres de sal temperado
- vinagre branco para lavar a carne
- orégano a gosto
- salsa
- sálvia
- papel alunínio
- 1 pirex grande, untado com margarina ou manteiga


a) Corte  as coxas e sobrecoxas, tornando-as em 8 pedaços. Lave-as com água e vinagre branco. Drene e coloque numa vasilha, tempere-as com o sal temperado e regue com cerca de 250 ml de cerveja. Deixe em descanso, cobertas.

b) No liquidificador, coloque a cebola já em pedaços, o alho, as folhas de loro, o manjericão, a salsa, a sálvia e o restante da cerveja.  Bata e obterá um molho esverdeado e bastante consistente. Coloque num vasilhame.

c) Pegue casa um dos pedaços de frango e mergulhe no molho e vá dispondo no pirex. Pegue as batatinhas e faça o mesmo, dispondo-as sobre os pedaços de frango. Em seguida, pegue o molho que sobrou e vá jogando sobre tudo, mesmo o que sobrar no pirex. Espalhe o orégano por cima de tudo.

d) Envolva o pirex e o conteúdo em papel alumínio, com a parte fosca por fora. Leve ao forno previamente aquecido e deixe por 80 minutos (1 h 15 min).

e) Vá lavando os utensílios para não arrumar encrenca com a patroa e, se for ansioso, pegue um livro e leia. Pode escutar rádio enquanto espera, ou bisbilhote na internet.

f) Tudo cozido, retire do forno, retire o papel alumínio, drene o líquido gerado deixando apenas 1 cm de altura o restante. As batatinhas, retire-as e coloque numa forminha em separado para dourar tudo  no mesmo forno. Coloque de volta para dourar por até meia hora. Recomenda-se o forno  a 280 graus. Depois, retire e faça a festa. Com arroz branco e tudo o mais que você tiver direito.
Vai ficar muito "delicious" e o custo ficará entre dez e doze reais, dependo da sua habilidade em comprar as coisas nas promoções dos supermercados.

Capocuoco Richetto - Euclides Riquetti

23-05-2020

Tempo de amar: É primavera!

 



Tempo de primavera, tempo de amar
Tempo de sentir, tempo de paixão
Tempo de viver, tempo de sonhar
Tempo de sorrir, chorar de emoção!

Primavera dos sonhos e dos sabores
Dos rostos risonhos, olhos brilhantes
Primavera do sol dourado e das flores
Das tardes encantadas e dos amantes!

Vida de alegria, da natureza cantante
Vida de harmonia e das belas cores
Vida muito feliz, crianças saltitantes
Vida para viver paixões e amores!

Tempo de amar o amor verdadeiro
Tempo de sonhar os sonhos da gente
Tempo de beijar teus lábios faceiros
Tempo de me perder perdidamente!

Euclides Riquetti

Desafie-se






Desafie-se!
Não deixe que a abominável letargia paire sobre você
Nem que as digitais severas do tempo se lhe imprimam
Não aceite as imposições das inconveniências
Cuide de evitar as adversidades quando se aproximam.

Desafie-se!
Não se deixe dominar por eventual acomodação
Nem que a podem as facilidades do conformismo
Não rejeite a ajuda das pessoas bem intencionadas
Procure exalar o carisma que brota de seu sorriso.

Desafie-se!
Saiba angariar as amizades que lhe  fazem tanto bem
Rejeite e repudie as conversas que ensejem pessimismo
Veja que há pequenas coisas que você pode fazer
Que podem alegrar a vida sem atos de heroísmos.

Desafie-se!
Leve em conta que os obstáculos podem ser transpostos
Contabilize tudo o que fez de bom em toda a sua jornada
Considere todas as vitórias e todas as suas conquistas
Cuja soma é bem maior do que as pedras encontradas.

Desafie-se!
Perceba que muitas  pessoas gostariam de ser como você
Mostre-lhes toda a sua fibra de mulher forte e guerreira
Olhe para o céu e agradeça por tudo aquilo que já tem
Comemore por ter propagado o bem  em sua vida inteira.

Então, vai...

Vai estender a mão a quem tanto a quer
Vai lançar seu olhar a quem a valoriza
Vai sorrir-lhe seu belo sorriso de mulher
O sorriso que me encanta e a eterniza!

Vai, com todo o meu afeto e meu carinho
Vai!

Euclides Riquetti

O Sabonete e a Orora - crônica de humor... (De meus tempos de Porto União da Vitória)

 



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           O ano era 1972. Plena juventude, cidade nova, novos amigos, morada nova. A vontade de conhecer novos lugares, novos ambientes. Fiz grande amizade com o Sabonete, meu colega de República Esquadrão da Vida e de Letras na  Fafi. Ex-seminarista e muito bem empregado, costumávamos sair juntos nos finais de semana para "explorar a cidade". Fomos ao Aeroporto José Cleto e conseguimos tirar fotos ao lado de um avião. Fomos ver o "Cristo", no alto do Morro, em União da Vitória, que estendia seus braços e olhar sobre o Rio Iguaçu e as cidades gêmeas. Andávamos a pé, gastávamos nossos sapatos.

        Mas também gostávamos de ir a Bailes no Clube Apollo, do qual ficamos sócios. E, nos domingos, tarde dançante no 25 de Julho. Imperdível.  De vez em quando, uma saidinha para São Miguel, em Porto União. E, naquele tempo, só entrávamos lá de terno e gravata. Ainda bem que tínhamos nossos ternos fa formatura do então Segundo Grau. No final do domingo, o Cine Ópera. Tudo para compensar a semana de muito estudo na Faculdade e no Yázigy, onde fazíamos Inglês para desenvolver nossa fluência na conversação.

          Mas tínhamos tambérm nosso lado "sinistro" das coisas. Só que o sinistro da época era bem light, soft. Era um sinistrinho brando... No domingo, iamos ao Estádio Enéas Muniz de Queiroz ver o Iguaçu, torcer. " Chuta, Joaquim! Corre, Rotta! Corta, Chavala! Defende, Roque! Juiz ladrão!!! Muita gritaria, reclamação com o juiz. E, em muitos de nossos sábados, a ida para as gafieiras, levados pelos "mais antigos", que sabiam tudo disso, eram experientes no assunto e na ára.  Tinham lá o Primavera, que era um "meia-boca", o Farinha Seca, o Boneca do Iguaçu, ao lado da ponte férrea, e o Poeira. Estes três eram "boca inteira". 

          Éramos muito tímidos, mas nossos companheiros nos encorajavam e acabávamos indo para "dar uma espiadinha". Lembro bem de uma vez que nos levaram para o Boneca do Iguaçu. O Sabonete, que era muito "liso", tinha alta formação religiosa. O apelido, uma conformação fonética e semântica, contando seu sobrenome e sua inteligência. Como bom de "argumento", sabia Latim e Grego,   ia na frente e pedia para que deixassem "dar uma olhadinha", sem pagar entrada. Cheio de falas,  prometia que se gostássamos pagaríamos ingresso e ficaríamos, viraríamos fregueses. Ao contrário, iríamos para casa.

          Pois que em nossa primeira incursão, tão logo passamos por uma cortina de fumantes, adentramos ao salão e lá tinha de tudo. Cheiro de cerveja e conhaque. Cadeiras de várias cores e modelos, mesas de múltiplas cores e estampas. E genrosas senhoras,  de todos os padrões: altas, baixas, esquálidas, obesas, loiras, morenas, ruivas. E os homens: de todos os padrões: pobres, ricos, feios, bem feios, mais feios, carecas, mais carecas, obesos, bem obesos, solteiros (nós e mais alguns) e... casados! Mais casados do que solteiros! Todos tinham bons motivos para ali starem.

          Até aí tudo bem não fosse o susto do Sabonete: "Vamos sair já daqui! Não podemos ficar! Tá louco, cara!... O meu chefe tá aqui. O que ele vai pensar de mim? Vai pensar que eu sou um depravado. E estou no estágio probatório... - Argumentei que quem tinha que se preocupar era o chefe dele, "bem casado", que estava ali fazendo festa, amassando uma "bem fornida, teúda e manteúda". Mas não teve jeito, o Sabonete ficou apavorado, dando graças a Deus que o chefe não o viu. Ainda bem que entramos na "condi"!sem pagar o ingresso!

          Passado o susto, demos umas caminhadas pelas ruas centrais,  olhamos as vitrinas da Loja do Zípperer, da Loja Olga, dos Domit, das lojas do Magazine Jacobs, passamos pelo Bar do Bolívar no outro lado dos trilhos, vimos os cartazes dos filmes do Odeon, do Ópera e do Luz, este bem perto de casa. Ainda passamos pela  Willy Reich, bem pertinho de casa. Era época do "Sesquitecentenário da Independência" e estavam inaugurando a transmissão de TV em cores no Brasil, até transmitindo a "Mini Copa" de Futebol. Nos embasbacamos com a beleza das imagens coloridas no aparelho.

          Chegamos em casa e contamos para o Frarom sobre a decepção que o Sabonete teve ao encontrar seu chefe, um exemplo de chefe, um homem honrado, lá com sua teúda amarrada ao pescoço no "Boneca".
E ele veio  com essa: "Olha, cheguei agorinha. Fui dar uma olhadinha no "Poeira", mas nem entrei. Só dei uma esticada de pescoço pela porta.  Estava no intervalo, porque lá a dança já começa pelas oito horas. E o vocalista da bandinha estava dando um aviso: "Queremos dizer para a sociedade portuniense que aqui comparece  que temos em nossas mãos uma aliança de casamento que foi encontrada no chão de nosso tradicional salão, tendo se grudado na sola do sapato de borracha daquele amigo ali, ó..." E ninguém se manifestou, ninguém que estava lá queria mostrar seu verdadeiro estado civil, "casado". Com  o precioso objeto  na mão, pegou-o entre os dedos  e foi adiante: "Olha, aqui estão  gravadas  as iniciais da dona dessa preciosa jóia: Começa com " Ó", deve ser da... "Órora"! E lá não havia Ororas nem Auroras...

          Nem precisou ele continuar com a história. Ríamos mais do jeito com que ele nos contava das histórias do que com a graça que traziam.  E começava uma rodada de histórias e piadas que nos faziam esquecer das tristezas. Tudo muito divertido. Melhor que ter ido ao bailinho! Diversão com economia de dez cruzeiros. Dava para pagar a lavadeira na semana.

          E o respeito entre o Sabonete e o Chefe dele nunca foi abalado...

Euclides Riquetti
17-05-2013

Pra dizer simplesmente que eu te amo

 


 



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Quero teu abraço carinhoso bem carinhoso
E o teu beijo gostoso quero muito gostoso...

Quero ver teu sorriso bonito bem bonito
E teu semblante tão sublime quanto o infinito...

Quero ouvir tuas palavras doces bem suaves
E tuas palavras suaves, ouvi-las bem doces...

Quero sentir o magnetismo de tua alma branca
E que tua alma franca me traga paz e conformismo...

Quero descrever a flor que te seduz e encanta
E, quando tu cantas, jurar-te meu amor...

Quero que meus versos em ti se eternizem
E que nossos sonhos dispersos se realizem...

E, em abraços, sorrisos e beijos
Despertam-se os instintos e os desejos...

Então eu te invoco, te provoco, te chamo
Pra dizer simplesmente que eu te amo!

Euclides Riquetti

Sonhos errados

 




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Sonhos errados que se tornam pesadelos
Sempre que sejam por nós sonhados
E, depois, não haverá como desfazê-los
Não haverá como serem apagados...

Sonhos errados, caminhos e rumos errados
Trajetória incerta, viagem sem direção
Decepção nos corações já abandonados
Perda da lógica, do equilíbrio, da razão...

Sonhos errados,  geram o arrependimento
Como fincarem-se estacas em areia movediça
Confusão nas ideias e nos pensamentos.

Sonhos errados, que geram os lamentos
Prisão perpétua com janelas de treliça
Sonhos herdados que nos legam sofrimentos!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Transcendendo

 





 

 
 
Transcendo
Saio do conforto daqui
Liberto-me de meu céu imaginário
Navego no mundo, solitário
E vou pra perto de ti., de ti, de ti...

Transcendo
Busco as respostas que ainda não tenho
Volto no tenro  passado
Projeto-me o  futuro desejado
Viajo, vou e venho...

Transcendo
Porque acomodar-me é covardia
Porque omitir-me  é vergonhoso
Não combina com meu ser impetuoso
Há a desafiar-me, sempre, a ousadia.

Transcendo
É a maneira que tenho para estar contigo
De tocar tuas mãos e beijar teus lábios
De dizer-te os versos mais raros
De chorar em teu ombro amigo.

Transcendo
Para exercitar minha rebeldia
Para dizer-te de meu encantamento
Para, com todo o arrebatamento
Abrir-te minha  alma, guria...

Transcendo...

Euclides Riquetti

Nas ondas do sonho

 


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Nas ondas do sonho
Ganhei  teu abraço
Um beijo gostoso
Um olhar carinhoso
Depois do cansaço...

Nas ondas do sonho
Enrolaste-me em laço
Entreguei-me de todo
A teu corpo cheiroso
Perdi-me em seus braços!

Mulher carinhosa
Na tarde de verão
Na tarde gostosa
Me atacas fogosa
Roubas meu coração.

E nas ondas do sonho
Me levas embora
Com teus beijos de fogo
De amor e de gozo
Me levas, senhora
Me levas embora.

E eu
Por minha própria vontade
Me deixo levar!

Leva-me
Para algum lugar
Onde possas me amar
E me fazer sonhar.
Leva-me
E não me deixes voltar!

Euclides Riquetti

Há uma voz que vem do céu

 






Há uma voz que vem do céu do Oeste
Uma voz muito natural
Ou será que vem do Leste
Do Ocidente global?

Há uma voz que pousa nos corpos celestiais
E que carrega consigo tristezas ou lamentos
Mas prefiro que pouse nos jardins colossais
Nada de dor, nada de lamentos!

E, se a dita vier do Norte
A dita que saiu do Sul
E foi buscar a própria sorte
Mas o céu de lá não foi azul?

A voz que vem de não sei onde
Certamente que vem de algum lugar
E, se pousa por aqui, e aqui se esconde
É porque há um porto pra pousar...

Mas,  se vai uma voz para lhe sussurrar no ouvido
Se vai minha voz pra te levar o alento
Versos românticos, ou de gozo um gemido
Agarre-a com a força de seu pensamento...

Apenas isso:
Leva-lhe os versos que saem de dentro de mim
Que carpintei para lhe mandar assim...

Euclides Riquetti

Apanhar estrelas, semear sonhos

 








Vou sair por aí para apanhar estrelas
Eu e meus pensamentos medonhos
Apanhá-las-ei em toda a sua realeza
E as distribuirei nos meus sonhos...

Vou apanhar quase todas as estrelas
As prateadas, as grandes, as cadentes
Mas eu não saberei onde escondê-las
Tampouco aceito vê-las descontentes!

Quando já for pego um bom punhado
Escolherei a mais  dócil e mais catita
E voaremos, eu e meu  coração alado
Para deixar para você, mulher bonita.

Então, você poderá distribuir estrelas
Dar a todos os que lhe querem bem
Dê-lhes também sonhos em centelhas
Amar a todos eles e a mim também!

Euclides Riquetti

Pele com cheiro de avelã

 






Paira algo  muito doce e  gostoso  no ar
É algo tão terno, difícil de se descrever
Talvez um verso novo para me encantar
Talvez uma estrofe que você possa ler.

Um poema de luz no céu é derramado
Com que eu  a proclamo e abençoo
No vasto universo de estrelas decorado
O céu abre lugar para seu cândido voo.

Venha, espalhe  pelos ares seu perfume
Traga-me suas palavras e sua candura
Seja no dia meu norte, na noite meu lume.

Traga seus lábios com gosto de hortelã
E a sua voz com aromas e com doçura
Quero beijar sua pele com cheiro de avelã.

Euclides Riquetti


Abra sua alma encantadora

 





Abra sua alma encantadora
E deixe-me chegar...
Brilhe em sua aura sedutora
E deixe-me entrar...
Espalhe seu largo sorriso
Por todo o caminho...
Deixe que eu lhe proporcione
Todo o meu carinho!

Abra seu sempre afável coração
E deixe o amor chegar...
Abra para a forte paixão
E deixe-a  entrar...
Estenda-me sua mão delicada
Para que eu a pegue...
Quero ternamente segurá-la
Apalpá-la de leve...

Deixe-me fazer isso!
Apenas quero fazer isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Eu, você e a chuva

 



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Eu, você e a chuva fina
Saímos para passear de mãos dadas
Na manhã por Deus abençoada
Nós e seu rosto de menina...

Saímos à rua calma e silenciosa
Rua com cara de feriado, de dia santo
E, dos passarinhos ouvindo o canto
Na caminhada de mãos dadas, prazerosa...

Eu e você andando na chuva fresca
Rindo, sorrindo, cantando
Você me ouvindo e eu apenas poetando
Poemas da lírica  romântica, novelesca.

Sim: eu, você e a chuva fina
Em abraços, beijos, eternas juras
Apenas eu, você e a chuva fina
Em abraços, beijos e eternas juras!

Euclides Riquetti

Diga-me apenas por que rua vai voltar

 


 


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Diga-me apenas por que rua vai voltar...
Se é pela que vem com o sol,  ou a com que ele vai
Diga-me se vem pelas areias do mar
Ou vem das montanhas que me fazem pensar
No seu rosto bonito que de minha mente não sai...

Diga-me apenas que não vai me esquecer
Que bons momentos são doces lembranças  que se eternizam
Diga-me que no mundo não há razões para o sofrer
Se estivermos dispostos a tentar  compreender
As angústias e  a ansiedade que nos martirizam.

E, na simplicidade de meus versos e de minhas pobres rimas
Um recado que brota de meu coração cigano
Palavras que elevem seu ânimo e a estima
Na tarde cansativa ou na noite mal dormida
Na manhã do pecado e do meu beijo profano...

Euclides Riquetti

Azul é o mar





Azul é o mar


Azul é o mar
Dos pensamentos leves e  morenos
Dos olhos pequenos
Que me fazem sonhar
Porque o céu é azul
E azul é o mar!

Desfilam na orla
Os corpos sensuais
Correndo em si as almas
Que me confortam
Porque os corpos tais
Se banham e se queimam na orla!

Pecam-se em pecados os pensamentos
Que sobrevoam as ondas
E se perdem com o vento
E a água na vastidão da planície
É tudo como se tu existisses
Em todos os lugares do firmamento...

Porque azul é o mar!

Euclides Riquetti

Rosas de Setembro

 





E setembro chegou...
O arvoredo ficou bem tinturado de verde natural
Os ipês amarelos coloriram a primeira tarde da pré-primavera
O roxos contrastaram com o alaranjado das corticeiras
O outono esqueceu-se de derrubar algumas folhas que já feneceram
E o perfume das flores das pereiras, laranjeiras e pessegueiros colore cada quintal:
Setembro chegou!

E, com ele, as roseiras abriram seus brotos e nos contemplaram com as rosas
Seus espinhos desapareceram, ficaram ocultos atrás de pétalas e folhas
Rosas champanhe, vermelhas, rosadas e majentas
Cravos vinhos, brancos, rosa-branco matizados
Azaleias rosa-vivas,  brancas e  beijos multicores
Cravilhas  e  calanchuês esperam, ansiosos, pelas margaridas!

Já vieram as florinhas amarelas do campo, as sempre-vivas
As orquídeas se grudaram nos troncos apodrecidos
Os copos-de-leite se avolumaram junto aos agriões do riacho...
Calêndulas e crisântemos enfeitam jardins e girâneos as floreiras das sacadas
Mas  eu espero os girassóis, os girassóis são meus sóis...

É setembro
É tempo de alegria, vibração
É tempo de agitar o coração
Setembro, é apenas setembro
O meu setembro, o teu setembro, o nosso setembro...


Euclides Riquetti

Uma forma romântica de dizer "te amo!"

 






Preciso encontrar uma forma romântica de dizer "te amo!"
Um jeito simples, que não sei encontrar
Eu quero te dizer isso, mas não sei como
Pois você não quer me ver, nem me quer ouvir, escutar!

Preciso buscar o melhor jeito pra te dizer "te quero!"
Não sei com quais palavras poderei dizer
Mas que leias atenta é o que mais espero
Meus poemas românticos que eu consegui te escrever!

Preciso, definitivamente, que tu me compreendas
Que me dê uma chance de eu me explicar
Quero apenas que me ouças e me entendas
Eu sempre te amei e quero continuar a te amar!

Euclides Riquetti