sábado, 26 de agosto de 2023

Doce pecado de amar

 


 


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Doce pecado de amar


Doce pecado
Da maçã vermelha
Da lingerie preta
Do beijo roubado

Doce pecado
Do sangue  quente
Dos labios ardentes
Do desejo malvado

Doce pecado do corpo  molhado...
Da gula que teima
Do fogo que queima
Da incontrolável  paixão.

Doce pecado
Da mente mundana
Na alma insana
Do prazer desregrado, indecente, impensado...


Doce pecado que não tem dor
Doce pecado de sexo, com ou  sem  amor
Na noite sem cor...

Doce pecado que não quer perdão
Doce pecado da doida  ilusão
Que arde no peito...

Apenas um suave e delicioso pecado
Sem apego
Sem medo
Sem punição
Assim, desse jeito
Escrachado, largado
Mas apena pecado....

Doce e eterno pecado de sonhar
Pecado de gostar
Pecado de amar!

Pecado...

Euclides Riquetti

Poema de fim de noite

 


 



Poema de fim de noite

Talvez alguma nostalgia

Não é chicote de açoite

Apenas saudades, guria!


Poema de fim de semana

Letras e versos incertos

Solidão na quente cama

Coração já bem desértico. 


Poema de fim de sábado

A deserção da inspiração

Cada um foi pro seu lado

Nada de amor no coração.


Último poema publicado

Amanhã é ficar dormindo

Curtir o dia mais sagrado

O dia de paz do domingo!


Euclides Riquetti

Noites românticas de agosto

 



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Agradáveis noites de agosto
Escondem corpos alados
Que abrigam corações almados
Amados,  no mês de agosto...

Agradáveis noites estreladas
Dos amantes e dos apaixonados
Dos namorados e namoradas
Dos sonhos acalentados.

Agradáveis noites das nuvens que flutuam
De Alpha e de Centauro, e do Cruzeiro do Sul
Do sol escondido que prateia a lua
Da negritude que sombreia  o universo azul.

Agradáveis noites dos sonhos relembrados
Dos nossos, (dos meus, dos teus...)
De nossos sonhos e pecados
Dos sonhos das Julietas e Romeus...

Euclides Riquetti

Agosto...






Agosto...

É agosto!
Dormem as sementes na terra
Escondem na umidade escura
Sementes de pele e de alma pura
Esperando pela primavera.

É agosto!
A espera por setembro
A espera pelos dias ensolarados
De nuvens brancas... e de céu azulado
Antes de outubro, antes de novembro!

É agosto
Das noites estreladas
Dos corações palpitantes
Dos namorados exultantes
E das cações entoadas.

....

Agosto, quase dia...vinte nove...
E não chove!
E as pessoas se reúnem 
Em todos os lugares
Em todas as nossas cidades.
Sim, há um motivo, um porquê

É gente que se quer rever
É gente que há muito se conhece
É gente que muito merece
O aplauso carinhoso
O abraço afetuoso
Que fizeram por merecer.

Obrigado, amantes da poesia!
É uma alegria ser amigo de vocês.
Vivamos, todos
Por muitos e muitos anos.
Vivamos cada dia
Vivamos com alegria...

Euclides Riquetti

Quando me deste o céu

 



 

Quando me deste o céu


Quando me deste o céu, eu te dei o mar
Quando me  deste o sol, eu te dei meu sorriso
Quando me deste as estrelas, eu te dei o luar
E descobri que tu és tudo de que eu tanto preciso.

Quando me propuseste sonhos, eu te permiti sonhar
Quando me disseste adeus, eu permiti o teu retorno
Quando me ofereceste carícias, te permiti me amar
E vi que tu és mais do que um simples adorno...

Quando a chuva molha as gramíneas e as plantas
Quando a chuva molha as pétalas das roseiras
Quando a chuva molha o corpo com que me encantas

Eu me entrego em divagações ternas e saudosas
Eu me inspiro em suas risadas doces e faceiras
Eu me perco em suas curvas belas e formosas.

Euclides Riquetti

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Num sábado de sol e de cor

 


 

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Sábado de sol e de cor
Dia de alegria desmedida
De andar livre na vida
Nada de trizteza, nem dor.

Sábado com muita euforia
Dia das doces sensações
De dar asas às emoções
Nada de melancolia.

Sábado dos corpos sarados
Dos corações atirando setas
Dos corações sendo flechados.

Dia de comemoração
Nas almas de todos os poetas
Que escrevem com amor e paixão!

Euclides Riquetti

Um sorriso em seu rosto...



 





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Não vejo um sorriso em seu rosto
O que será que aconteceu?
Será que é tristeza ou desgosto
E seu sorriso, então, desapareceu?

Não vejo mais a alegria costumeira
Nem ouço as palavras animadas
Você, que era sempre tão faceira
Não solta mais suas gargalhadas...

Cuide de ter, de novo, seu sorriso
Aquele olhar tão contagiante
O seu sorrir, que era tão divino
Precisa voltar bonito e  triunfante...

Cuide de ser feliz, felizmente
Cuide de animar-se, animadamente
Cuide de se amar, amadamente
E a cuidarei, carinhosamente!

Euclides Riquetti

Nada é mais claro na vida da gente...




 

Nada é mais claro na vida da gente...



Nada é mais claro na vida da gente
Do que o desejo de seguir em frente
Refazer as coisas que não deram certo
Retomar o caminho inverso
Daquele que já se percorreu...

Nada deve impedir-nos de realizar
Os sonhos que nós desejamos
Alquilo que almejamos
Aquilo que pode nos fazer bem
Que é estar feliz também...

Nada no mundo nos deveria abalar
Nada no mundo nos deveria fazer sofrer
Nem  nos impedir de querer
Amar e ser muito amado
Viver o amor mais ousado...

Nada é mais claro
Do que a paixão que se sente
Do que o amor presente
Nada é mais claro...

Bem assim!

Euclides Riquetti

Um tributo a Dona Aurora Moro Bressan

 



Um tributo a Dona Aurora Moro Bressan

       Tomei conhecimento, bem cedo, do falecimento da professora Aurora Moro Bressan, viúva de Antônio Bressan e mãe de dois amigos meus, Leonir e Almir. Pelo respeito que sempre nutri por ela, sempre a tratei  como Dona Aurora, a professora da Linha Galdina, interior de Campos Novos, mas próxima da cidade de Capinzal, e pela atividade voluntária dela como catequista e depois domo Coordenadora da Pastoral da Catequese, na Paróquia São Paulo Apóstolo, de Capinzal. Fomos parceiros em diversas atividades, uma vez que fui integrante de equipe litúrgica, palestrante em cursos de noivos, vice e depois presidente do Conselho Administrativo Paroquial, tendo o Nadilce Dambrós como vice. Adiante, este me sucedeu na Presidência do Conselho.

       Dona Aurora e Nadilce são personagens que tenho guardadas com muito carinho em minha memória, pois fomos estudantes à mesma época e guardamos a amizade para sempre. O Nadilce era meu colega de turma, em 1965 e 1966, nas primeira e segunda série do curso ginasial, do Ginásio Padre Anchieta, de Capinzal. Dona Aurora era normalista, frequentava, pela manhã, a Escola Normal Mater Dolorum, no colégio do mesmo nome. Mas, o que me conecta tão grandemente a eles?

       A vida, naqueles tempos, não era tão fácil como é hoje, não havia carros disponíveis, poucas pessoas tinham condições de comprar um jeep Willys, uma Rural ou o que quer que fosse. Então, ambos vinham de suas comunidades montados em seus cavalos. Dona Aurora vinha de Linha Galdina, interior de Campos Novos, comunidade localizada à margem esquerda do Rio do Peixe, mas fronteiriça com Capinzal. Amarrava a montaria ali abaixo di Mater Dolorum, retirados os arreiames, e o animal ficava pastando nos capins Na mesma quadra havia uma pequena casa das irmãs servas de Maria Reparadoras, onde chegou a funcionar a Escola Profissional Madre Fabiana de Fabiani. A minha colega do Ginásio Juçá Barbosa Callado, 1966 e 1968, Erondina, é irmã dela, e foi a pessoa responsável por me apresentar à Senhora Vitória Leda Brancher Formighieri, em 1976, viabilizando, no ano seguinte, minha vinda para Zortéa como professor. 

       O Nadilce vinha de Linha Dambrós e deixava o cavalo ali atrás de onde funcionava o lojão das Indústrias Reunidas Ouro, hoje imóvel da família D ´Agostini. Havia um bom espaço ali, onde ficava a sua montaria. Hoje é utilizado para estacionamento de veículos. Depois de trabalhar no setor administrativo do antigo Frigorífico Ouro, atuou na Perdigão Agroindustrial , hoje BRF, em Capinzal.

       Carinhosamente, quero homenagear a bondosa e atuante Senhora que parte e deixa uma descendência honrada. Uma história bonita, uma atuação marcante, dentro das características de humildade, dignidade e severidade. Uma pessoa do bem!

       Sempre com a Proteção de Deus!


Euclides Riquetti

26-08-2023


  

O dia está nublado:: Eu te amo!

 




 
  
 
  
 
  
 
  
 
  
 
O dia está nublado:
Eu te amo!
O dia parece encantado:
Eu te amo.
O dia parece emburrado:
Eu te amo...

O dia promete ser quente:
Eu te amo!
O dia é dia da gente:
Eu te amo.
O dia é o que a alma sente:
Eu te amo...

Cada dia é sempre um dia:
Eu te amo...
Cada dia é uma ousadia:
Eu te amo.
Cada dia é amor e alegria:
Eu te amo!

O dia, e cada dia, cada dia
Remetem a uma nova lembrança
A um mundo mágico, (uma dança)
Uma gostosa nostalgia...


Euclides Riquetti

Gotinhas de orvalho

 




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Gotinhas de orvalho


Gotinhas de orvalho queimam
Quando caem na madrugada
São como princesinhas que reinam
Na terra dos sonhos e encantada.

Gotinhas de orvalho tão delicadas
Também podem causar avarias
Podem ser como pedras nas estradas
Ou como espinhos nas cercanias.

Gotinhas de orvalho também ferem
Ferem de dor, ferem  uma paixão
São como flechas que se desferem
E podem machucar meu coração.

Gotinhas de orvalho, ora inofensivas
Outras vezes vorazes e impetuosas
Caíram nas relvas de minha vida
Transformadas em gotas lacrimosas!

Bem assim...

Euclides Riquetti 

Liberta-te

 




 
 

Liberta-te


 Liberta-te das amarras que te prendem
De quem te sufoca, de quem te reprime
Livra-te das almas que não te entendem
De quem te confunde e também  te divide.

Busca encontrar quem te dê afeto
Quem te compreenda e te valorize
Busca encontrar o lugar certo
Onde possa ver que o céu azul existe...

Procura alguém  na multidão imensa
Que possa ter um belíssimo coração
Onde possa colocar tua energia intensa

Alguém que possa compreender teus sonhos
Que possa te dar amor e viver a paixão
E conquistar teus belos olhos... e teus  lábios risonhos...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

O valor da amizade - poema

 











Eu quero que tu sintas
Sinceramente
O valor da amizade
Que existe entre a  gente.
Eu quero que tu sintas que me preocupo
E se eu tiver algumas falhas
Aqui me desculpo!

Eu quero que tu sintas
Que sou teu amigo
Que tenho um coração
Bastante afetivo.
Eu quero que tu sintas que podes confiar
Que eu sou teu companheiro
Em todo dia e lugar!

Minha amizade é como a tua
Leal, firme, verdadeira
Tem o encanto da lua
A fidelidade companheira.
Minha amizade é simples mas sincera
É amizade o ano inteiro
E tão pura como o ar... na Primavera!
 
Bem assim...

 Euclides Riquetti

Guardo em mim o direito de sonhar

 



Angela Silva

Andas em busca de algo perdido
Não tens rumo certo, és um barco já sem  direção
Apenas te resta um coração partido
Um par de pés que caminham sem ter chão.

Restam-te, também, lembranças antigas
Bons e maus momentos no diário
Passagens que registram conflitos e brigas
Que podes guardar em mil chaves no armário.

Ora, cada um teu sua história, seus segredos
A tua eu bem posso imaginar
Guardas em ti tuas glórias e teus medos
E eu guardo em mim... o direito de sonhar!

Sonhar contigo
Com teus beijos
E com meu desejo:
Apenas sonhar!

Euclides Riquetti

O Voo dos Condores no Vale Nevado

 



Condor andino Banco de Imagem | k33395678 | Fotosearch

O Voo dos Condores no Vale Nevado



Sobrevoam os condores os altos e montanhosos Andes
Onde a neve colore as rochas com sua espuma branca
Onde o cobre mineral cinge de verde os pétreos gigantes
E os esquis deslizam céleres por sobre a nívea manta.

Os condores voam e revoam em bandos sobre o casario
Poucos prédios que alojam os curiosos visitantes
O sol queima aqui fora, lá dentro impera o gélido frio
E eu contemplo a paisagem branquicenta à nossa jusante!

Ficam pra trás as marcas fundas de meus curtos passos
Ficaram para trás as marcas profundas de minha vivência
Histórias que envelhecem meu rosto, cansam meus braços...

Olho para o futuro enquanto admiro o extenso vale nevado:
O que será de mim no contexto da efêmera existência?
Miro o futuro revendo todo o contexto do meu passado!

Euclides Riquetti

Levanta-te

 


 

Levanta-te


Acorda-te

Levanta-te

Ontem foi dia de feira

De andar na tua esteira.

Hoje, de arrastar o sári no mercado!


Leva tuas moedas

Cartões de crédito e cédulas

Celular com pix

Para ser feliz

Comprando coisas novas ou antigas

Coisas de que nem precisas

Mas que te deixam contente.

Então, gaste livremente!


Vai e recarrega tuas baterias

Aproveita bem este dia

Pois outros ainda

Nem sabes quantos virão.

Então, com muito amor no coração

Sorria para todos, todas 

Mas não deixes de pagar tuas velhas contas!


Euclides Riquetti

Tempos de Juventude em Porto União da Vitória

 


              A foto é de  meados da década de 1970, na Churrascaria Dois Estados, de União da Vitória - PR. Somos a turma da seção de peças e vendas de veículos (caminhões) da marca Mercebes-Benz. Trabalhávamos na concessionária Álvaro Mallon e Filhos (Álvaro e os filhos Jorge e Carlos Alberto). Uma confraternização entre colegas de trabalho, possivelmente no Dia do Trabalhador, 1974. 

      À esquerda, camisa xadrez, Vilson Vilanova, Carlos Roberto Clausen (de branco), atrás, segurando as garrafas deve ser o Vilmar Teixeira. Japonês do Bamerindus (calça clara e camisa xadrez). Euclides Riquetti (eu mesmo), com calça bordô e camisa de malha colada, barbudo e cabeludo.  O saudoso Jair, as colegas Noeli e Suely. Atrás, entre as garotas, nosso chefe, Silvestre Schepansky.

    Uma juventude alegre, despreocupada, mas preocupada com o trabalho e os estudos. Gente que cresceu, progrediu, constituiu suas famílias, deixaram legados importantes. Saudades de todos eles e orações ao Jair!

       Grande abraços em todos!


Euclides Riquetti

25-08-2023

Pão e circo – eu quero, eu também quero! Também quero trabalho, criatividade, desenvolvimento!

 


                                                       Joaçaba - SC = créditos :PMJ


Pão e circo – eu quero, eu também quero! Também quero trabalho, criatividade, desenvolvimento!

       Não quero que minha vida se torne chata. Nem a sua! Quero ver gente sorrindo, animada, tendo o prazer de viver e curtir a vida. Gente entusiasmada, que presenteia a todos com sua alegria, que contagia crianças, adultos e velhos. Quero gente que olha pra frente, sem desprezar o passado.

        Mas, como situar-se num contexto em que tudo conspira em favor do chato, do piegas, do supérfluo, do modorrento e do inconsequente? Por que se  teima em não nos divertir e, por conseguinte, dar-nos doses cavalares, não homeopáticas, de raiva e decepção? É difícil suportar os lixos com que somos presenteados. Aliás, a televisão, principalmente, consegue nos proporcionar tanta merda que até o BBB se torna atrativo, se estabelecermos uma razoável comparação. Quero pão, quero circo, quero alegria, quero vida, quero diversão, quero gente vibrante, que gosta da música, do canto, da poesia!

       Não, não quero fugir da realidade presente. Mas apenas refletir um pouco sobre o que nos tem sido oferecido pelos meios de comunicação, a quantidade de informações inúteis que nos chegam, a tolice que é representada pela chatice dos políticos de Brasília, as CPIs que não levam e não levarão a nada, a não ser expor ao ridículo algumas pessoas que, no intuito de fazer aquilo que julgam ser o bem, atentam contra si próprios.

       Nossa vida poderia ser bem melhor, se não tivéssemos que ficar sabendo de tanta porcaria, de tanto oportunismo, da canalhice, do ativismo político de quem deveria cuidar de seu ofício e não do dos outros. E, ainda, temos contra nós o confisco, legal, de nossos dinheiros. IPTU com valor exagerado, agora o imposto sobre as heranças, sobre o que o cidadão aufere quando perde os pais, que já pagaram imposto a vida toda e agora, ao morrerem, deixam um quinhão com um fardo para seus herdeiros. E  viver a ilusão de que o Governo faz pela sociedade mais do que lhe dar esmolas, uma sequência do “tudo pelo social”, do poeta dos Marimbondos de Fogo, José Sarney, aquém  os políticos ainda consultam antes de tomar muitas de suas decisões.

       Joaçaba comemora seus 106 anos! O território em que nasci, no dia 23  de novembro de 1952, prestimosa data em que também nasceram meus dois amigos Joventino de Marco e Dom Mário Marquese, o Ouro também fez parte do antigo Cruzeiro, chamando-se Distrito de Abelardo Luz, entre 1920 e 1929. Joaçaba era um grande território, e tem a mesma idade que Chapecó. E eu falava, nesta semana, com um grande empreendedor que veio de cidade vizinha para investir em Joaçaba, e que se deu bem, pela sua criatividade e força de seu trabalho e dedicação ao seu negócio. Falava ele: “Olhe bem para Chapecó e compare com Joaçaba. A mesma idade, uma colonização semelhante, lá uma cidade industrializada e aqui uma em que a indústria só foi para trás”! Nós precisamos de indústrias, de oferta de habitações populares, sermos mais práticos e menos elitistas. E isso é uma verdade incontestável. Fomos perdendo o circo e também aquilo que nos garantia, de maneira muito sustentável, o pão! E grande parte das observações valem também para Herval d ´Oeste, excetuando-se Luzerna.

       Chapecó foi governada, alternadamente, pela direita e a esquerda, mas por lá aconteceram coisas que não aconteceram aqui. Nossa sociedade é pacífica, nos falta a pluralidade da comunicação, as coisas demoram para acontecer, a espoleta falha ou demora muito para estourar. E, agora, daqui a um ano, estaremos presenciando mais uma campanha eleitoral visando à eleição de prefeito e vereadores. Será que teremos uma eleição tipo “mais do mesmo?”. Precisamos da ousadia que nos tem faltado, da liderança forte, do otimismo, do arrojo, da busca pelo que nos é de direito... Precisamos que nos volte uma parte ao menos razoável dos tributos que pagamos em nível municipal, estadual e federal.

       Com a carruagem andando do jeito que tem andado, em uma geração Capinzal terá ultrapassado, com larga vantagem, o município de Joaçaba. Busquem a história, vejam Chapecó, Concórdia, Videira, Xanxerê, Caçador e Capinzal, estabeleçam comparativos e depois tirem as próprias conclusões.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

      

      

Enquanto ouço teus mantras

 




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Chove na tarde cinzenta
Uma chuvinha entristecida
Que cai leve e lenta
Com cheiro de despedida.

Chove a chuva esperada
Para mais um mês de inverno
Uma garoinha abençoada
Como um abraço fraterno.

Uma chuvinha discreta
Sem ventos, na calmaria
Para animar o poeta
A escrever sua poesia.

Uma chuvinha deliciosa
Que me inspira a poetar
Pensar na mulher carinhosa
Que me faz sentir e  sonhar.

Chove, sim, a chuva redentora
Que reanima almas e plantas
Que torna a vida promissora
Enquanto ouço teus mantras...

Euclides Riquetti

A generosidade que me encanta

 



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A generosidade que me encanta


A sua generosidade não me surpreende, me encanta
Assim como me encanta o céu na negritude estrelada
E isso provém de quem tem uma alma doce e santa
Porque você é digna, nobre, divinamente abençoada!

A generosidade que vem da sua alma bondosa e pura
Atribui-lhe as virtudes singelas que eu mais aprecio
Os seus gestos de amor trazem-me carinho e ternura
Quando você me sorri feliz, igualmente eu lhe sorrio!

Em tempos de Natal e das suas festas tão esperadas
Algo ainda maior toma conta de seu belíssimo ser
E sua bondade deixa as pessoas ainda mais animadas.

Então, o filme da vida me reprisa todos os momentos
E me mostra como é bom poder cantar, sorrir e viver
E ver nossos sonhos se eternizando através do tempo!

Euclides Riquetti

Lenda de São João Maria, o monge andante

 



A fé no Monge João Maria – E a Canonização popular | Click Riomafra

      Ao longo dos dois últimos séculos, era normal se verificarem pessoas andantes das estradas, a maioria sem identificação, que levavam em si segredos os mais diversos. Eu mesmo conheci algumas, em minha adolescência. Despertavam a curiosidade dos moradores das cidades e mesmo das comunidades interioranas. Além desses, outras figuras religiosas marcaram época no Vale do Rio do Peixe, como Frei Bruno, na região de Joaçaba; e Frei Crespin Baldo, no antigo Rio Capinzal, em Linha Sete de Setembro, no local onde está instalado hoje do Distrito de Santa Lúcia, em Ouro.
       Tanto Frei Bruno como Frei Crespin têm atribuído a si a prática de milagres, especialmente pela realização de curas. Sobre Frei Bruno, é dito que ele andava pelas ruas com seu cajado, cumprimentando a todos e dando conselhos a quem os pedisse. Era um andante urbano. Contam que, deslocando-se entre Joaçaba e Luzerna, seguia sem interromper a viagem em que se aprofundava a meditar, e era possível que fosse localizado em ambos os lugares ao mesmo tempo.  Depois de sua morte, as pessoas passaram a pedir a ele a intercessão para operar curas de seres portadores de doenças graves, quando que em estado quase que terminal. Relatos nos dão conta de que muitas foram as graças alcançadas por seus fiéis seguidores que, cada vez mais, lhe devotam a Fé.
       Frei Crespin, morreu num acidente de jipe, na Linha Entrada, em Capinzal, quando ia com outros frades a Curitiba para um encontro religioso. O jipe tombou sobre ele e sua boca acabou calcada num pequeno buraco de uma valeta, tendo morrido afogado, após a ingestão de água e barro. Igualmente, é venerado por todos os que o conheceram. Eu mesmo fui abençoado por ele quando criança, nas proximidades da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, em Leãozinho, Ouro, quando este ainda pertencia a Capinzal. O processo de canonização de Frei Bruno está em fase bem adiantada, enquanto que, com relação a Frei Crespin, há uma tentativa inicial, ainda incipiente.
       Mas é certo que, muito além do que consta nos relatórios escritos, há muitas histórias sobre ambos andando de boca em boca, de coração em coração. Algumas revestidas de acréscimos em razão do entusiasmo de pessoas que acreditam em ambos, e no seu poder de curar.
       Lá em Leãozinho, Ouro, uma vez, ainda à época de Crespin, um andarilho esteve na gruta de Nossa Senhora de Lourdes e, por ser época de inverno, ao final da década de 1950, ele se alojou numa benfeitoria da Capela local, um pequeno galpão perto do rio que dá nome à comunidade, acendendo um fogo, de repente com alguma técnica que conhecia, uma vez que não portava fósforos nem isqueiros. Estive lá com uma das filhas de meu padrinho, João Frank, que me criou a partir de meus 13 meses de vida, até meus oito anos, quando voltei à família de meus pais, para frequentar a escola rudimentar. À época, houve muita especulação sobre a identidade daquele homem, que nada pedia, pouco falava, e muito rezava. Um saco velho de algodão, com alguns pertences, era tudo o que possuía. Meu padrinho, um homem justo e de bom coração, mandou-nos que lhe levássemos comida, frutas, açúcar mascavo, pão, vinho, salame e café com leite. Fomos lá, entregamos e percebemos uma tênue alegria no rosto sofrido daquele senhor, que nos agradeceu e abençoou.
       Histórias de andantes pelas estradas também ouvi de meu avô, Victório Baretta, em Linha Bonita, em minha adolescência. Ele era bodegueiro no interior de Rio Capinzal, no Distrito de Ouro, e recebia pessoas em seu casarão de nove quartos, uma sala comercial e duas outras, um escritório, uma cozinha e o compartimento do lavador de louças. O banheiro ficava instalado num galpão à parte, onde se localizava o tanque de lavar roupas, que recebia água de bica. Um chuveiro de campanha, em zinco galvanizado, um paiol capaz de armazenar mais de mil sacas de milho em espigas, cerca de três mil dessas, um considerável armazém, estábulos e chiqueiros completavam o conjunto da propriedade. Era normal ver andantes de alojando em alguma das benfeitorias. Os viajantes, mascates, que deixavam seus animais na casa de pasto, eram acomodados em quartos do casarão. Eu mesmo vi muitos desses andarilhos, que andavam me parecia sem rumo, mas que todos sabiam rezar e agradeciam, respeitosamente, pelo abrigo e comida que nossa família lhes dava.
       No início dos anos setenta, me deparei com um volume de histórias muito interessantes sobre um monge que teria vivido no Vale do Rio Iguaçu, que andou pela região da Lapa, Ponta Grossa, Guarapuava, e Porto União da Vitória, na região em que fervilhou a Guerra do Contestado, e vindo mais ao Sul, propriamente em Lages, Curitibanos e Campos Novos, e no Norte do Rio Grande do Sul. O Monge João Maria, como era chamado, que pode ter sido apenas um homem ou dois, ou mesmo três, segundo contam, certamente que com o sobrenome de Agostini, depois Agostinho; ou João Maria de Jesus. As informações, no entanto, nos levam a crer que era o mesmo homem, com características bem peculiares. Seria um curandeiro, um místico, um conselheiro, um contador de histórias, um religioso, ou um fugitivo da Lei? Imagino, pelo que ouvi sobre ele, ao longo de minha vida, ser um misto de tudo isso, um ser humano de grande alma e coração, capaz de operar milagres, de influenciar positivamente e psicologicamente as pessoas que acreditavam nele, um receitador de chás de ervas, incentivador de que rezassem a Jesus, um andarilho capaz de fazer andarem os paralíticos e de repor o sorriso no rosto dos deprimidos. E assim é construída uma aura em torno dele. É o herói humilde, com muito caráter, o benfeitor e defensor dos fracos e oprimidos, muitas vezes adorado, e por alguns rejeitado, pois representaria perigo para os poderosos, em razão de verdades pronunciadas em suas palavras.
       Por outro lado, é dito que, nos lugares onde era mal recebido, lançava pragas que, em pouco tempo, se concretizavam. Monge ou profeta, predisse muitas coisas que calaram na mente das pessoas, em especial dos sertanejos do Sul do Brasil, e que foram sendo passadas adiante, oralmente. Um monge leigo, que usava roupas velhas, talvez uma túnica de sacerdote muito desgastada, um gorro na cabeça, sandálias muito rústicas, um saco velho, de algodão encardido, uma velha Bíblia e um cajado. Seus discursos ou sermões encantavam os ouvintes, humildes, falando do fim do mundo, de coisas que iriam acontecer. Profetizou: “Chegará um tempo em que ninguém saberá quando será inverno nem verão”, e isso se verifica, hoje, nas constantes anormalidades climáticas.  “Plantem o que dá debaixo da terra”. “As mulheres tomarão uso da vestimenta dos homens”. “Filhos e filhas não obedecerão seus pais, haverá filhos contra os pais e pais contra filhos”. “Haverá uma águia de aço carregando gente” (avião). “Haverá um burro preto carregando gente” (carro). “Um gafanhoto de aço roncador destruirá as florestas” (motosserra). “Uma cobra preta cruzará toda a região e engolirá muita gente, por ela só caminharão pés de borracha” (asfalto e carros).
       Também é dito que, quando das tempestades, o Monge ficava sentado ao relento, mas não se molhava. Ainda, que era capaz de estar, ao mesmo tempo, em dois lugares, rezando numa gruta e curando um doente numa casa. Jamais os índios ou os animais selvagens o atacavam. Fazia surgir olhos d´água nos lugares em que pousava. Curava doentes com infusões da planta conhecida como vassourinha, e suas rezas. Ainda, dizem que, uma vez, após jejuar por dois dias, dois anjos o levaram para o céu. No entanto, muitas são as versões sobre a data e o local de seu desaparecimento.
       As histórias contadas sobre o Monge são muitas e são propagadas ao longo dos últimos dois séculos. A mais recente, surgiu em União da Vitória, após a Enchente de 1983, que fez subirem muito as águas de três rios que banham Santa Catarina: Iguaçu, na divisa de nosso estado com o Paraná; Rio do Peixe, que corre de Norte a Sul; e Rio Itajaí, que vai do Planalto ao leste, desaguando no Atlântico. Dizem que, numa das passagens de João Maria por União da Vitória e Porto União, passou pela casa do Coronel Amazonas Mendes Marques, proprietário de embarcações que transportavam gente e mercadorias pelo Rio Iguaçu. Com sede e fome, foi recebido pelo Coronel, que residia à margem Norte da Ferrovia denominada, à época, Rede Viação Paraná-Santa Catarina, no hoje Bairro São Cristóvão. Recebeu da família do Coronel Amazonas comida para matar sua fome e água para saciar sua sede. Disse, então, ao Coronel, que um dia haveria uma grande inundação, e que as cidades gêmeas, Porto União e União da Vitória, iriam ficar submersas às águas do Rio Iguaçu, parando de subir quando chegasse ao último degrau da escada com que as pessoas chegavam a sua residência. Pois, na Enchente de 1983, a maior da história e que causou danos irreparáveis a catarinense e paranaenses, isso se concretizou: quando a água chegou ao último degrau, seu nível parou de subir. E, dias depois, foi lentamente se normalizando, com o Iguaçu voltando, normalmente, ao seu leito. Visitei, pessoalmente, algumas das fontes abençoadas pelo Monge, que costumava acampar-se ao lado delas: a da Água Santa, em Zortéa; uma num mato no acesso à fazenda Nossa Senhora de Belém, de Alceu Saporite, nos campos de Água Doce; e o “pocinho” de “São João Maria”, no Morro da Cruz, em Porto União. Ali, muitas crianças são até hoje batizadas, inclusive alguns de meus familiares o foram.
       Sempre que conduzo turistas para o Vale do Rio Iguaçu, na condição de condutor cultural, tenho passagem obrigatória pelo Pocinho de São João Maria, onde pelo menos duas esculturas talhadas em madeira o mostram com a imagem com que as pessoas verdadeiramente o conhecem. Ali são feitas orações e há muitas imagens de santos levadas a ele. São a simbologia dos supostos milagres que ele realiza. Eu mesmo compus a “Oração do Monge São João Maria”, que tem sido espalhada para o mundo através da internet:

       Oração ao Monge São João Maria


Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençoe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!

       São João Maria, líder espiritual do sertanejo sul-brasileiro, para onde quer que tenha ido parar seu corpo, em algum lugar da América do Sul, deixou sua alma vagando para alojar-se em muitas das fontes onde repousou. Um curandeiro, milagreiro ou um místico andarilho, o Monge Andante, a quem respeito como Santo, por quem já rezei, a quem já pedi proteção, abençoa o povo brasileiro!

Euclides Riquetti – Joaçaba – SC – novembro de 2018 - publicado somente em 03-09-2020

Mimosa

 



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Mimosa potranca buenaça
Baita chinoca, macanuda, conservada
Tu me levas a afundar-me na cachaça
Mimosa potranca buenaça.

Tu que jogas no meu corpo o vil cansaço
Tu que espantas a tristeza do galpão
Espreitas o manejo de meu laço
Mas recusas entregar-me o coração.

Tu bem sabes que és a dona do pedaço
Sabes ser de qualquer taura a perdição
Teu olhar reprovador é um talagaço
Fere mais do que o tapa de tua mão.

Gauchona pra ti olho e te tenteio
Gauchona olha pra mim, deixa de estória
Vem me abraçar, vem pra mim sem mais rodeio
Vem me querer, ou te pego qua gibóia.

Sou um cabra atucanado e provocado
Pelos olhos da gaúcha mui viçosa
Essa potranca vai levar todo o meu gado
Vai me deixar coçando a pança essa mimosa.

Vai embora, vai mulher de tentação
Vai te  fartar com outro trouxa que não eu
Suma, te percas na cinzenta imensidão
Deixa que a paz venha seivar meu coração.


Euclides Riquetti