sábado, 8 de maio de 2021

Para as mães, todas as flores

 


Para as mães, todas as flores

Todas as rosas de todas as cores

Brancas, vermelhas, azuis, amarelas

Porque todas as flores são singelas!


Para as mães, os abraços dos filhos

Dos abastados aos mais maltrapilhos

Porque são, sempre, os filhos amados

Não importando os seus predicados!


Para as mães, o carinho imedível

Todos os gestos do amor possível

As homenagens mais sinceras 

Por todas as noites de longa espera!


Para as mães, o amor incondicional

O abraço de afeto mais fraternal

E o ideal para este momento

Do filho amado o reconhecimento!


Para a minha mãe que está lá no céu

Um arranjo de flores envoltas em véu

À minha mulher-mãe me resta aplaudir

Meu beijo ardoroso com ela dividir!


Para a mãe-filha e a mãe-nora parabéns

Para as mães amigas o aplauso também

E, que no dia que a todas é consagrado

O meu fraterno abraço apertado!


Euclides Riquetti

08-05-2021





 


Poesia, a canção da alma

 





Poesia, a canção da alma

Vai procurar praias e mares

Talvez encontre encantamento

Ou, quem sabe, apenas o vento

Que se movimenta pelos ares...


Poesia, a canção da alma

E de todas as poesias que te fiz

Das escritas e das publicadas

Nas páginas a elas dedicadas

Que me deixam contente e feliz!


Poesia, a canção da alma

Dos corpos e das almas pecadoras

Em toda a sua universalidade

Vai pousar em outras cidades

Vai buscar águas promissoras. 



Poesia, a canção da alma

Dos sonhos feitos, dos sonhos desfeitos

Da fuga da possível felicidade

Na razão, o acreditar na realidade

Em cada ser há virtudes e há defeitos!


Euclides Riquetti

08-05-2021






Pecados, eu quisera tê-los

 



Pecados, eu até já quisera tê-los

Muito mais do que eu já os tenho

Tenho-os tantos, mas não posso vê-los

E outros já foram perdoados pelo tempo...


Pecados, os comuns e os sofisticados

Todos eles serão pesados na balança

Por Deus, devidamente analisados

Nas contas da bem-aventurança!


Pecados importantes e os levinhos

Mas de simples e pouca consequência

Os do pensar fraco, os regados a vinho

Os que precisam de sua indulgência.


Ah, não me esquecerei dos existenciais

Aqueles que as boas pessoas cometem

Imagino serem menores que os venais

E que involuntariamente nos acontecem!


Euclides Riquetti

08-05-2021











Meus pecados saíram para passear...

 




Meus pecados saíram para passear
Foram buscar outros deles na tardinha
Quase que se esqueceram de voltar
Acho que deram uma "escapadinha".

Foram encontrar os pecados seus
Que com os meus têm afinidades
Todos aqueles que você cometeu
E de que lembramos com tantas saudades.

Meus pecados saíram para passear
Foram cupidar no seu coraçãozinho
Demoraram muito para retornar...

Voltaram, sim, é verdade, pois!
Foram e voltaram juntos, juntinhos
Voltaram namorando como nós dois!

Euclides Riquetti

Feliz Dia das Mães - não importa onde estejam!


 

   
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       Felicidades em seu Dia, a você que é mãe, que teve seus filhos, que cuidou deles, que rezou por eles, e que ainda se preocupa com eles! À minha mãe, Dorvalina, em especial, que nos deixou há 18 anos, por ter feito o melhor que pode por mim e pelos meus irmãos. Por nos ter ensinado o caminho que julgava ser o melhor para que seguíssemos. Que esteja bem, no Plano de Deus, onde quer que este esteja e como quer que ele seja.

       À mãe de meus filhos, Miriam,  que me permitiu ter os filhos amáveis, bonitos, inteligentes e dignos: Michele, Caroline e Fabrício. E que os educou para que vivam com respeito e muito dignidade, vencendo na vida pelo trabalho.

       À minha querida sogra, que lutou muito para que os filhos tivessem bom encaminhamento. Que os criou para a vida do bem. À nora Luana, que nos deu o Ângelo, nosso neto que está com 4 meses e já nos sorri com alegria. E ainda cuida bem do Fabrício.  À Caroline por nos  ter dado a adorável Júlia, uma garotinha linda e inteligente, que nos abraça em todos os dias. À Michele, que é a segunda mãe da Júlia.

       À minha madrinha, Raquel Frank, que me criou lá no Leãozinho,  com quem fui morar com um ano de idade, e devolveu-me para minha mãe quando fiz 8 anos. E a todas as mães de nosso círculo familiar, bem como a todas as que foram nossas vizinhas e nos apoiaram nos momentos em que nossos filhos  conviviam com os filhos delas, em especial a Dona Ézide Miqueloto, que lá em Ouro, cuidava para que todas as crianças da vizinhança fossem protegidas dos perigos.

       Parabéns a todas as mães, principalmente àquelas que, muitas vezes, renunciaram ao seu conforto e bem-estar para dar o melhor e permanecer o mais próximo dos seus filhos.

Grande e carinhoso abraço em todas!

Euclides Riquetti

Que legado sua mãe lhe deixou?

 


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          "Que legado uma mãe pode deixar para uma filha? Que tipo de lembranças, de lições, ensinamentos?"

          Imagino que a amiga leitora deve estar  remetendo seu pensamento de volta ao seu tempo de criança. Às   saudosas lembranças daquele ser que a pôs  no mundo, deu-lhe educação, orientou-a, ajudou-a  de alguma fora. Até a amparou na hora em que teve  filhos. Muitas, felizmente, ainda as têm por perto, muitas vezes dividindo  com elas o mesmo teto. Mas mesmo meninos e  rapazes seguem os ensinamentos de suas mães, pois são elas que estão presentes na maioria do nosso "tempo de criança".

          Perguntei a uma jovem senhora que lembranças ela tinha de sua mãe, que hoje já está velhinha:

         "Minha mãe teve uma presença muito forte e marcante em minha vida, embora eu tenha saído de casa muito jovem, antes de meus dezoito anos. Ela me deixou alguns princípios e valores que sempre procuro seguir. Respeitar as pessoas e dar-lhes o devido valor. Não ter nada do que não é legitimamente nosso. E, se alguém nos der algo, fazer um serviço para retribuir. Oferecer-se para fazer-lhe alguma coisa. Todos podem pagar por aquilo que recebem".

          Certamente que, seguindo essas orientações, ela se deu bem, constituiu sua família, estudou, trabalhou e pode-se considerar uma pessoa realizada e feliz.  Claro que também aprendeu os afazeres do lar, os cuidados com a casa, com a comida, com as roupas. E, aquilo que se aprende com a mãe se internaliza, fixa, preserva-se.

          Ora, como é bonito ver uma pessoa dizer:  "Esta cuca me faz lembrar das cucas que minha nona fazia. E que, depois, minha mãe também fazia!"  E, agora, certamente que esta mãe, que pode já estar também sendo avó, ensinará suas filhas ou netas a fazer. Mas também poderia dizer em relação à macarronada  com seu delicioso e incomparável molho, o bolo de aniversário carinhosamente preparado ou enfeitado, a bolacha pintada com açúcar cristal colorido ou  com aqueles chumbinhos de confeitos. Ou a toalha bordada, o jogo de cama bordado e crocheteado, a blusa tricoteada, a toalha franjeada.

           Por falar em toalha, quando fui para a Faculdade e mudei-me para Porto União, minha mãe me fez uma toalha de algodão com uma belas franjas bem  trabalhadas. Era macia, gostosa, linda! Mas, naquele tempo, eu não entendia muito desse valor que as coisas têm, que trazem na sua elaboração o carinho das mãos dadivosas ou mesmo as lágrimas de uma saudade que ainda virá... E, para mim, veio, muitas, muitas vezes, fazendo brotarem-me lágrimas de saudades!

          Ah, cara leitora, que bom ter tido uma mãe presente, mesmo que morando longe dela!  Ou podido partilhar com ela todas as emoções de ter gerado os filhos, ver chegarem  os netos!

          Pois convido você a meditar. A voltar ao passado. A lembrar, relembrar. A analisar, com profundidade, quantas e quantas belas lições ela lhe deixou. Quantas vezes foi ombro para você chorar e, com sabedoria, ensinou-lhe a dar tempo ao tempo, aguardar a chegada de soluções para os problemas, respostas para suas angústias?  E, se ela não está mais aqui, faça-lhe uma bela e silenciosa oração. Deixe seu coração rezar por você. Se ainda vive, ligue pra ela, agradeça por aquilo que ela lhe deixou e lhe ensinou. Ou, se ela está perto de você, dê-lhe um abraço, entregue-lhe uma flor, deixe que ela perceba que você é aquela filha que ela quis ter.

          Hoje, em especial, da forma que for possível, dê-lhe seu mais profundo carinho!

Euclides Riquetti

Sonhei porque você me permitiu sonhar...

 



Sonhei com você na noite estrelada
Sonhei o sonho que meu coração ditava
Foi desde o anoitecer, até de madrugada
E acho que você também sonhava...

Sonhei o sonho do fogo e da perdição
Sonhei com você que me queria demais
Foi um sonho de amor, de verdadeira paixão
Como eu nunca sonhara jamais....

Alimentamos nossos sonhos neste verão
E juntos bailamos um gostoso bailar
Embalados na melodia da doce canção.

Sonhei com você o sonho do meu desejo
Sonhei porque você me permitiu sonhar
Sonhei  com a alma, com o corpo e com beijos...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Se o seu rosto estiver triste...

 






Se o seu rosto estiver triste, estará o meu certamente
Se, no entanto, ele estiver feliz, o meu também sorrirá
E, se os seus olhos estiverem brilhando intensamente
Brilharão os meus também como o sol lhe brilhará.

Se a sua voz estiver meiga e docemente carinhosa
A minha esperará por suas palavras tão divertidas
Mas se o seu perfume me atrair de forma contagiosa
Me perderei nos desejos e nas ideias pervertidas....

Se você exercitar a bondade que se esconde em sua alma
Verá que isso fará muito bem pra você e para mim
E você encontrará o universo da harmonia e da calma
Um mar de alegria e felicidade que nunca terá fim.

Euclides Riquetti

No dourado da tarde...

 



Na última noite de lua cheia de novembro
Ela veio correndo
E tomou o lugar do sol.
Trazia estampado o seu sorriso
Aquele de que eu tanto preciso.
E era muito bonito
Do tamanho do infinito
Tão largo como o do girassol.

Na noite da lua plena
Minha alma me ordena
A escrever-lhe algo encantador:
Pode ser um verso, simplesmente
Mas tem que ser bem caliente...
Ou um poema inteiro
Bem real e verdadeiro
Com centenas de  palavras de amor.

E, nas outras noites,  quando andar pelas ruas
Verá que em todas as luas
Há beleza e charme.
Sim, porque elas nos trazem belas lembranças
De seu sorriso maroto, ou de criança
Dos sorrisos e de canções cantadas
Das amenidades e das gargalhadas
Na manhã azul, ou no dourado da tarde.

Apenas isso..
Bem assim!

Euclides Riquetti

Quando doerem em nossos braços

 





Quando doerem em nossos  braços
As dores dos anos que passaram
Tomados de fadiga e de cansaço
Por tudo aquilo que já suportaram...
Quando doer nossa alma nevoenta
Que perdeu o branco por pecados
A beleza da manhã estiver cinzenta
E sonhos forem marcas do passado...
Quando o horizonte se encurtar
E se alongar a história já vivida
E não tivermos por quem esperar
Porque já foi passado a nossa vida...
Quando os olhos não verem beleza
Nas paisagens antes coloridas
E o frio só nos trazer a tristeza
Nas madrugadas antes divertidas...
Precisaremos relembrar dos anos
Em que vivemos tudo intensamente
Dos momentos sacros e profanos
Que fizeram nossa alma tão contente.
Precisamos ver que valeu a pena
E que a vida nos fez muito bem
Que vivemos glórias e dilemas
E que me fez feliz  como ninguém!
Euclides Riquetti

Brilho para teus olhos

 

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Peço a Deus que o sol te aqueça nas manhãs de inverno
E que o vento fresco venha te afagar nas tardes de verão
Assim como peço que as estrelas, num movimento eterno
Te abençoem nas noites longas e protejam o teu coração...

Peço que as andorinhas te tragam os melhores recados
Ao sobrevoarem o telhado de tua casa, trazendo alegria
E que,  nas horas em que teu coração se sentir desolado
Tu te lembres de meus versos, de todas as nossas poesias.

Peço que as chuvas lavem os caminhos onde que tu pisas
Que o belo colorido das flores nas plantas sempre te anime
E Deus te dê tudo o que for bom e do que tanto precisas:
Brilho  para teus belos olhos, força contra o que te deprime.

Euclides Riquetti

Que eu gosto de você!

 


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Deixe-me ser
Seu perfume floral e amadeirado
Ou a chuva que cai em gotas orvalhadas
O ser desejável que quer ser desejado
O sonho das vitórias conquistadas
Deixe-me ser!

Deixe que eu seja
A canção que você canta e que me encanta
O sorriso na manhã prazenteira
A folha da árvore que balança...
A personagem autêntica e verdadeira!

Dei-me ser
O desejo que leva ao perder-se
O sentimento do fazer e do envolver-se
A canção nova e a canção velha que diz
Que é preciso viver para ser feliz...

Deixe que eu seja:
Que eu seja eu mesmo, como você é você
Que eu seja o amor que vive e que faz viver
Que eu seja o eu
Que eu seja seu
E que eu possa dizer
Que gosto de você!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Até as plantas choram

 


Até as plantas choram

Porque

Os tempos estão muito difíceis

Há incertezas

Perdas

Desolação...


Os sorrisos estão escondidos

Apagados

Ocultos

Decepção...


Vidas são perdidas

Ficam as saudades

Sonhos são destruídos

Há a impotência para a reação..


Só a fragilidade

Uma falta de perspectivas

Muitos Enganos

Difícil realidade...


Bem assim!


Euclides Riquetti

06-05-2021


Mãe...

 




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Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.

Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.

Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.

Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.

Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.

Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.

Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.

Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.

Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.

Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.

Euclides Riquetti

Euclides Riquetti (Entrevista e Poema: O Voo da Garça)

 

Replay: Concedida há uma década...


O professor Euclides Riquetti recebeu, no auditório do Praia de Palmas Beach Resort, em Governador Celso Ramos, na região da Grande Florianópolis, a Medalha do Mérito de Literatura professor Lauro Junckes e uma placa em sua homenagem pela conquista do 10º lugar no concurso nacional de poesias Prêmio Mário Carabajal.
O Tempo – Como foi isso?
Riquetti – Bem, Eu compus um poema denominado O Voo da Garça, em 1997, que já foi publicado em O Tempo – e ainda na capa do jornal O Balainho, da Unoesc, de Joaçaba. Quando tomei conhecimento do concurso, mesmo sabendo que ia concorrer com escritores habilidosos, apostei neste poema, pois acreditava que ele iria ficar entre os 100 primeiros colocados, que poderiam ser selecionados. Mas, sinceramente, sentia que ele tinha condições de ficar entre os dez melhores, e isso acabou acontecendo. É um poema que foge da linha convencional, em suma, é um poema diferente. Se eu fosse cantor, diria que seria minha “música de trabalho”. Mas é apenas um poema, mas que tem seu valor, lá isso tem.
O Tempo – Há quanto tempo compõe?
Riquetti – Componho poemas desde minha adolescência. Lia muito e admirava Olavo Bilac, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e muitos outros, principalmente os românticos. Isso levou-me a optar pelo curso de Letras/Inglês. Estudei muito as Literaturas Portuguesa, Brasileira, Inglesa e Norteamericana. Na juventude, época de faculdade, lia pelo menos um romance em português e dois ou três em inglês por semana. Eu era fanático por literatura. Houve semana em que cheguei a ler cinco romances, de mais de 100 páginas cada um, em inglês. Admirava Júlio Verne, Charles Dickens, Camilo Castelo Branco, Shakespeare, Alexandre Herculano, Eça de Queiroz e outros grandes. Mas também li muitos brasileiros, de Machado de Assis a José de Alencar. Bem, isso significa que para compor é preciso conhecer. E, para conhecer, é preciso ler, mergulhar no maravilhoso mundo dos livros.
O Tempo – Tem poemas publicados?
Riquetti – Nunca fui muito dado publicar, embora contribuí com dois poemas no livro Primas, volume IV, da Coleção Vale do Iguaçu, em União da Vitória, Paraná, ainda em 1976. No ano passado emplaquei cinco poemas na coletânea “Santa Catarina Meu Amor”. Há outras publicações em jornais, inclusive em O Tempo.
O Tempo – Pretende publicar livros?
Riquetti – Tenho poemas prontos para editar dois ou três livros. Mas, com o passar do tempo, vou ficando mais exigente comigo mesmo. Tenho algumas crônicas e tenho, praticamente, a História do Município de Ouro. Tenho, também, uma visão das questões dos limites à época do Contestado. Mas, História, é compromisso, você não pode sair aí escrevendo aquilo de que não tem comprovação, só porque alguém falou… Mas pretendo escrever uma história meio leve, não com cunho épico, nem demagógico…
O Tempo – Como foi receber uma homenagem lá em outra cidade?
Riquetti – Bem, recebi a medalha, das mãos do presidente da Academia de Letras de Santa Catarina, professor Miguel Simão, juntamente com outros cerca de 50 escritores presentes. Mas minha emoção maior foi ter recebido do Doutor Mário Carabajal a placa pela conquista do décimo lugar no concurso em homenagem a ele. Foi um concurso em que os dez primeiros colocados são das cidades de Itararé (SP), São Vicente (SP), Divinópolis (MG), Florianópolis (SC), Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Pirapetinga (MG), Congonhal (MG) e Ouro (SC), no meu caso.
O Tempo – O que tem a dizer para outras pessoas que escrevem?
Riquetti – Vejo que há, em nossas cidades, muitas pessoas que escrevem anonimamente, e que não costumam, por alguma razão, expor o que escrevem. Mas temos pessoas, de todas as idades, que escrevem muito bem. Mas, também, há muitos publicando em jornal. A Internet é um meio barato de propagar a literatura. Tenho poesias, comentários e crônicas em meu blog na internet: http://www.blogdoriquetti.blogspot.com . Quem acessar, clica nos números que estão à sua direita e vai encontrar minhas postagens. E até podem postar comentários.
O VOO DA GARÇA 
A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.
E no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.
Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a garça…
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa pousa a garça.
E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhinho, o passante
E voa de novo a garça.
Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.
E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol…
E descansa outra vez a garça!
(A garça povoa os meus sonhos, orienta minha vida.
A garça é meu ser, é você, sou eu…
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração…
É minha emoção transmitida no papel…
Euclides Riquetti)

Depois da chuva...

 


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Depois da chuva veio um sol adocicado
Com gosto forte de canela e cravo...
O sol que veio com os seus raios dourados
Falou-me pra ficar sempre ao teu lado...

Depois da chuva ele foi voltando de mansinho
Mas atiçou deveras minha mente...
E mesmo por chegar assim devagarinho
Causou em mim um rebuliço de repente...

E cada vez que chove e cai aquela chuva fina
Eu olho para as nuvens e fico pensando
Então eu lembro de teu corpo de mulher menina.

E, depois que volta o sol com rosto de menino
Meu coração continua te procurando
Porque ser teu e seres minha é nosso destino!

Euclides Riquetti

Os verdadeiros sentidos do amor

 



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Busque encontrar os verdadeiros sentidos do amor
Aqueles que nos fazem bem, nos animam
Aqueles que nossos passos conduzem e determinam
Fuja do que lhe faça sofrer, do que lhe traga dor...

Procure encontrar os verdadeiros motivos para a vida
E veja quanta beleza que ela pode nos oferecer
Que mesmo os momentos em que nos faltar o prazer
Ela precisa ser desfrutada e ser bem vivida...

Almeje encontrar aquele que lhe sorri e canta
Que lhe escreve poemas ou versos encantadores
Que, mesmo que não lhe mande maços de flores
Pensa em você desde a hora  em que se levanta...

Espere ficar com quem lhe quer verdadeiramente
Não às ilusões fúteis, frágeis ou passageiras
A mão estendida, o abraço, as palavras alvissareiras
De tudo você precisa para viver intensamente!

Euclides Riquetti

Bom dia, mamãe...

 


 






Bom dia, mamãe!
Bom dia pra você que cuidou de seus filhos, que os educou com carinho, que teve o apoio do esposo com quem dividir as tarefas de cuidar, educar e prover...

Bom dia pra você que, por uma ou outra razão, teve que cuidar deles sozinha, sem um companheiro leal e digno com quem dividir as responsabilidades (porém com quem não precisou dividir o mérito e o êxito da tarefa bem cumprida...), foi mãe e pai...

Bom dia pra você, que não teve como ficar junto ao filho ou à filha, não por questões de preferência, mas por causa de circunstâncias que levaram a isso, causando-lhe dor e sofrimento...

Bom dia pra você, que perdeu seus filhos, cuja vida tornou-se um recordar de bons momentos, sem a condição da presença deles, mas que sabe que os amou e foi por eles amada, e que um dia se reencontrarão num outro plano...

Bom dia pra você que teve que ralar, teve que trabalhar desde o amanhecer de cada dia, até tarde da noite, mas que o fez sem queixar-se, sabendo que como resposta e prêmio terá sempre o amor incondicional de filhos e dos demais descendentes...

Bom dia pra você que partiu cedo, foi morar com Deus, mas que ficou confortada pelas orações dos filhos que ficaram, e que sempre sentirão saudades...

Bom dia pra você que abre mão de seu conforto, de seu próprio lazer, para dedicar aos filhos e netos o seu tempo, provendo-os de amor e, muitas vezes, de seu sustento...

Bom dia pra você que pode orgulhar-se de seus filhos, de tê-los amado sempre, lhes dado a maior atenção e digno apoio, e que os viu seguirem seus ensinamentos e buscado propagar o bem...

Bom dia a você, criatura adorável, que teve o coração do tamanho do mundo, que fez caber neles tanta gente, que conseguiu dar-lhes amor incondicional e sem tamanho, foi uma verdadeira mãe...

Bom dia a você, que de alguma forma, com sua  complexidade ou simplicidade, com seu orgulho ou sua humildade, com sua força ou fraqueza, com sua determinação ou timidez, mas que, sempre, foi uma verdadeira mãe!

Parabéns a vocês, queridas Mães!

Euclides Riquetti

Plantarei flores por você

 




Plantarei milhares de flores por você
Das mais lindas cores pra você gostar
Plantarei rosas brancas e mesmo  rosé
E outras champanhe para lhe encantar.

Plantarei dálias, beijos e margaridas
Gerânios bordô e cravos matizados 
Antúrios e gérberas em casas floridas
Flores nos jardins e terraços rosados.

E, se de alguma delas eu me esquecer
Por alguma razão, não por vontade
Replantá-las-ei com imedível prazer
Apenas para agradar  Sua Majestade!

Euclides Riquetti

Cineasta Rogério Sganzerla: um joaçabense bem brasileiro

 







Cineasta Rogério Sganzerla: um joaçabense bem brasileiro - no dia 04 de maio faria 75 anos se estivesse ainda vivo!
          O Curso de Comunicação  da Unoesc de Joaçaba promoveu, em 04-06-2012, mais uma "Noite da Pipoca", em que teve no seu clímax a apresentação do filme produzido e dirigido pela atriz Helena Ignez (que esteve presente no auditório Afonso Dresch), "Luz nas Trevas - A Revolda da Luz Vermelha".
          O evento teve como escopo enfocar o próprio Rogério Esganzerla, cineasta nascido em Joaçaba, sagitariano de 26 de novembro de 1946, ( e falecido em 2004), a apresentação do filme dirigido pela atriz  Helena Ignez, que fora sua musa em toda a sua vida e ex do não menos renomado Glauber Rocha. No mais famoso filme de Sganzerla,  "O Bandido da Luz Vermelha", de 1968, quando ele tinha apenas 22 anos, estrelaram, dentre outros, Paulo Villaça, Renato Consorte, Sônia Braga, Ítala Nandi, Sérgio Mamberti e ela, sua musa Helena Ignez". O filme foi um sucesso na época, quando o jovem cineasta joaçabense, após 4 anos escrevendo sobre cinema no jornal O Estado de São Paulo, assumiu sua verdadeira vocação: a de dirigir filmes.

          Honrosamente, acompanhei a vida de Sganzerla desde 1966, quando eu lia alguma coisa sobre ele no Jornal O Vale, que era produzido em Videira e circulava também em Capinzal e Ouro. Ainda, ouvia as polêmicas sobre ele nas Rádios Herval  D´Oeste e Sociedade Catarinense, de Joaçaba.

          Como todo o jovem contestador, uma declaração de arroubo do cineasta, quando devia  ter cerca de 20 anos, causou a maior polêmica em sua cidade natal: teria dito que Joaçaba era o "ânus (mas usando aquela outra palavra horrorosa, de uma sílaba que a substitui), do mundo". Ser o " c...  do mundo" era um qualificativo horrível, e a classe política de Joaçaba se mobilizou, a Câmara Municipal de Vereadores queria que fosse considerada "persona non grata" de Joaçaba (não sei se conseguiram, mas ainda descobrirei bem isso...). Bem, isso o promoveu ainda mais, pois sendo bem conhecido no eixo Rio-São Paulo, por aqui era apenas o filho do comerciante Albino Sganzerla e de Dona Zenaide Clementina, uma senhora simpática que aqui vive. Está atualmente com 97 anos, completamente lúcida, costumo conversar com ela na rua. Afinal, como eu e tantos amigos, ela estudou no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal, minha terra natal.   O Angelo Clemente, irmão do Rogério, que produziu o filme "Aos Espanhóis Conphinantes",  me confessou que seu sonho é filmar "A Guerra do Contestado", que era um sonho do Rogério e do falecido ex-Governador/Senador Vilson Pedro  Kleinubing, que queriam o Anthony Queen com ator principal, vivendo a personagem Monje João Maria. E ainda restam aí sua irmã, Zenaide,( nossa colega no SESC),  e um outro irmão,  Albininho, que moram na casa da matriarca.  O pai, Albino, virou nome da Rua que passa ao lado de minha casa,  em Joaçaba...

          Mas, voltando ao cinema, Helena Ignez veio apresentar o filme cujo roteiro ganhou de presente do marido, quando ele estava doente, com um tumor no cérebro, e só agora  foi possível colocá-lo no mercado brasileiro. A filha de Ignez e Rogério, Djin Sganzerla, contracena com seu marido, o ator André Guerreiro Lopes, e a fita está rodando no Rio e em São Paulo, sendo que em poucos dias deverá estar nas salas de cinema dos shopping-centers do Brasil.

          Ah, para lembrar aos amigos leitores,  o diretor Rogério Sganzerla  foi marcante na geração pop brasileira dos anos 60. Produziu, mais adiante "O Signo do Caos" e quase duas dezenas de filmes. Veja parte da letra da música que foi o maior sucesso da cantora Gal Costa, gravada em 1969, em que ele é mencionado, juntamente com as feras da "Jovem Guarda" brasileira:

"Meu nome é Gal, tenho 24 anos
Nasci na Barra Avenida, Bahia
Todo dia eu sonho alguém pra mim
Acredito em Deus, gosto de baile, cinema
Admiro Caetano, Gil, Roberto, Erasmo, Macalé
Paulinho da Viola, Lanny, ROGÉRIO SGANZERLA,
Jorge Ben, Rogério Duprat, Wally,
Dircinho, Nando
E o pessoal da pesada.
E seu um dia em tiver alguém com bastante amor pra me dar
Não precisa sobrenome
Pois é o amor que faz o homem"

Rogério foi um de meus ídolos de juventude.

Euclides Riquetti

Não permitas que não te deixem sonhar...

 



Não permitas que não te deixem sonhar
Nem que te impeçam de viver a tua infância
Vive este tempo que jamais voltará
Vive, intensamente, a alegria de ser criança.

Sempre que puderes abrir o teu sorriso franco
Faze-o com toda a tua amável sutileza
Distribui-nos teu carinho e teu encanto
Que de tua alma brotam com nobreza.

Ama teu pai, tua mãe e  quem te protege
Respeita teus professores e teus colegas
Reza por Deus que te ilumina e rege...

Tem em ti a proteção do anjo que não falha
E que retribui pela oração com que te entregas
O anjo que te ama e que te guarda!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Nesta noite de chuva outonal

 



Nesta noite de chuva outonal

Banham-se as rosas nos canteiros

Também  as aves nos poleiros

E os arvoredos do quintal...


Caem pingos suaves e esparsos

Que molham os tímidos gramados

Até os pensamentos ficam molhados

Como os gerânios nos vasos...


E você, em seu descanso inquieto

Inquieta-se na cama macia

À espera de quem lhe propicia

Carinho e afeto.


E eu, tão longe mas tão perto

Me perco a dedilhar um teclado

Para fazer-lhe este poema inspirado

Com estes versos discretos!


Euclides Riquetti

05-05-2021








Mulher guerreira

 



(Mulher Guerreira)

Mulher decididamente guerreira
Alma bondosa, bela, carinhosa
Vence obstáculos e as barreiras
No caminho e na estrada sinuosa.

Doa o coração aos entes amados
Canta-lhe doces canções de ninar
Espera realizar o sonho sonhado
E banha os pés nas águas do mar.

Musa a inflamar versos ao poeta
Ao atiçar a sua mente criativa
Mulher segura, firme e discreta.

Musa mulher, tema de canção
Modelo emoldurada na pintura
Leva meu sonho na imensidão!

Euclides Celito Riquetti

Poeta  - cronista - articulista de jornal - Joaçaba - SC
Administrador do Blog do Riquetti (Poemas-crônicas-artigos de opinião)

Talvez da Torre Eiffel...

 



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Que tal subirmos a torre infinitamente alta
E olhar para o horizonte na tarde de céu anil?
Que tal olharmos para as luzes da ribalta
E nos deliciarmos com a noite fresca e gentil?
Ou, da Torre Eiffel, admirarmos a cidade em calmaria
Depois dos desatinos que a assolaram no outro dia?

Importa, sim, olharmos para a mesma direção
Sentirmos no coração a saudade ou a alegria
Sentirmos,  em cada momento,  uma terna emoção
Um doce lembrar, uma doce nostalgia...
Ou, se olharmos para planos diferentes
Recostarmos nossos corpos efervescentes!

E, se não houver um tal que muito importe
Que não haja nada que possa nos entristecer
Se não houver uma emoção terna, mas muito forte
Que haja um piano a nos brindar e a nos sorver
Com as melodias dos cancioneiros universais
Pra que nosso amor não morra  jamais!

E, como diria Lennon: Living life in peace, you too!

Euclides Riquetti