sábado, 4 de abril de 2026

Nos limites do universo

 


 


 




Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fronteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

Sexta-feira da Paixão - lembranças... De Capinzal e Ouro e de Porto União da Vitória

 


 



         Tenho toda a sorte de possíveis lembranças dos dias de Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão. Vivi entre famílias muito religiosas: a de meu padrinho, João Franck, em Leãozinho, na época pertencente ao município de Capinzal, hoje Ouro; na de meu avô, o nono  Victório Baretta, na Linha Bonita; e na de meus pais, Guerino e Dorvalina, primeiro em Linha Bonita e depois em Capinzal, e no então distrito de Ouro. Imagino que você também, leitor, leitora, neste dia muito especial, esteja revolvendo seu passado e com sua mente navegando até pontos que estão registrados em sua saudosa memória.

          No Leãozinho, costumávamos ir à capela de Santa Catarina, onde as imagens dos santos encontravam-se cobertas por panos roxos e brilhosos. Ali, cidadãos como Victório Gusso, Danilo Pissoli, Primo Biarzi, os Tonini, Reina, Seganfredo, Andrioni, Santini, e outros, oganizavam a adoração ao senhor morto a via sacra e as rezas. Na Linha Bonita, na Capela de São José, Joaquim Casara era nosso capitão dos ofícios, auxiliado pelos Bressan, Baretta, Maziero, Dambrós, Viganó, Bazzo e outros.

          Mas é de quando passei a me entender como "gente', a partir dos oito anos, e voltei a morar com meus pais, ali em Ouro, que tenho as lembranças mais vivas. Passei a frequentar a catequese na Igreja Matriz, onde fiz meus primeiros amigos. Além das catequistas, venerandas criaturas, havia o temível Frei Lourenço, que nos metia muito medo. Frei Gilberto (Giovanni Tolu), era muito bem quisto por todos e Frei Tido o mais paizão e amigão de todos. Mas, quem mandava, era o terrível Frei Lourenço. Com este, tive uma grande decepção, uma vez que, na catequese, nos ensinaram que, quando encontrássemos um sacerdote na rua, devíamos dizer: "Viva Cristo!", ao que ele responderia "Rei". Pois que um dia encontrei-o ali na atual Rua Ernesto Hachman, em Capinzal, ele e sua batina marrom que combinava com a cor de sua barba castanha, falei o "Viva Cristo!", e ele nem me deu bola. Fiquei me punindo: "Será que fiz algo errado?!".

          Não, era apenas minha ingenuidade, minha infantil capacidade de perceber que as pessoas são diferentes uma das outras. Assim como os médicos são diferentes,  os médicos, os engenheiros, os policiais, os estivadores, os professores e as professoras, os políticos, os motoristas, as enfermeiras, as freiras, as putanas, as pessoas, enfim, são muito diferentes umas das outras, os sacerdotes também o são. Não há como classificar igualmente, todos os seres, masculinos ou femininos. E esse Frei Lourenço era osso duro de roer. Mas sobrevivemos...

          Hoje, volvi-me a refletir e a lembrar... lembrei-me, com certa tristeza, do último feriadão de Páscoa, o de 1972, que se iniciou na quinta-feira, dia 30, e findou no domingo, dia 02. Na quinta, saí às 6 horas da manhã de Porto União, em trem, e cheguei em Capinzal ao anoitecer. Fiquei ali três dias e, na segunda pela manhã, tomei o trem de volta para ir para ir à  Faculdade, em União da Vitória. São 54 anos já passados. Foi-se a juventude, foram-se os cabelos longos, veio o conhecimento, a família, a maturidade. Aquele feriadão foi um profundo divisor de águas em minha vida. Tive que tomar decisões importantes, nem sei se as melhores ou as mais certas, mas tive que tomar. Precisava trabalhar, não teria mais como dar-me ao luxo de ir passear na casa dos meus pais quando em bem quisesse, dar um rumo definitivo na vida...

           Então, nesta sexta-feira maior, muita reflexão... para mim, para vocês, para todos. E muitas orações também!

Euclides Riquetti

O moço de olho azul

 


 


 



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O moço de olho azul

Foi há muitos, muitos anos
Um moço loiro, de olho azul
Por entre sacros e profanos
Disse "amai", de norte a sul.

Foi no tempo de Maria
Foi no tempo de José
Em Belém, um certo dia
Nasceu Jesus de Nazaré.

Fio no tempo dos  Reis Magos
Um moço forte, inteligente
Que pregou por entre os lagos
"Amai a toda, toda a gente".

Foi há muito, muito tempo
Que Jesus apareceu
Palestrando no relento
Seu rebanho convenceu.

Foi aquela Madalena
Que roubou o seu olhar
Mas o moço que é meu tema
Preferiu lhe perdoar.

Foi assim que o jovem nobre
Que morreu naquela cruz
Preferiu ser moço pobre
E se tornou raio de luz.

Foi a voz do bom profeta
Que Jesus anunciou
Foi o verso do poeta
Que Jesus eternizou.

Foi com o sangue derramado
Que do vinho Ele tirou
Jesus Cristo,  tanto amado
A Humanidade Ele salvou!
Euclides Riquetti

Abençoa, Meu Deus, as pessoas de bem

 



 
 
 
 

 
 

Plantarei flores por você

 



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Plantarei milhares de flores por você
Das mais lindas cores pra você gostar
Plantarei rosas brancas e mesmo  rosé
E outras champanhe para lhe encantar.

Plantarei dálias, beijos e margaridas
Gerânios bordô e cravos matizados 
Antúrios e gérberas em casas floridas
Flores nos jardins e terraços rosados.

E, se de alguma delas eu me esquecer
Por alguma razão, não por vontade
Replantá-las-ei com imedível prazer
Apenas para agradar  Sua Majestade!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Abrace a luz que vem do seu sorriso





Abrace a luz que vem do seu sorriso
E dê-lhe sua jovialidade sempre eterna
Leve-os para passear na estrada certa
E, quem sabe, possa se encontrar comigo...

Abrace a luz do sol do amanhecer
Carregue-a em seu íntimo exultante
Enfeite-se com ela, mulher exuberante
Adorne-se até que chegar o anoitecer...

Espere minhas flores, meus poemas
Sonetos, cartas, contos, redondilhas
Refute os infortúnios e os dilemas
E as palavras que parecem maltrapilhas.

Espere por mim em todos os momentos
Quem sabe você possa se surpreender
Mas espalhe a luz de seu sorriso intenso
Sorriso que me convida, que me faz viver...

Pra você!

Euclides Riquetti

Rui Maliska - uma perda lamentável... para relembrar, pois amigos jamais devem ser esquecidos.

 


 



          Às vezes a gente fica sem jeito para dizer o que se quer. Ou se vê na situação de que se deveria calar. Mas, dividir com os outros o que se sente também é uma necessidade premente no ser humano. E, neste momento, acabei de receber a notícia de que o Rui Maliska deixou nossa vida terrena. Fomos vizinhos na infância, lá no Ouro, quando ele morou no casarão construído pela família Penso, na Rua Pinheiro Machado. É aquele casarão amarelo com janelas azuis, imponente, onde moram hoje a Helena Antunes de Souza e sua mãe. Olhando de Capinzal para o Ouro é o casarão que mais nos chama a atenção. Depois,  eles foram morar numa casa ao lado, que seu pai construiu. Ele não tinha mais a mãe.

          Lembro-me de quando a mãe dele faleceu. Ele era bem menino. Ficou arrasado.  A Gráfica imprimiu convites para que as pessoas pudessem participar da celebração religiosa de sua despedida. Fomos com alguns colegas de casa em casa entregá-los. A cidade ficou de extremo luto porque ela era ainda jovem. A família do seu José Masliska Sobrinho tinha ótimo conceito perante a comunidade. Muitas pessoas foram despedir-se dela, pois era muito querida por todos.

          Quando nos tornamos vizinhos, ele deveria ter uns 8 anos. Brincávamos numa serragem de madeira que havia sido depositada na rua, perto da casa em que ele viera morar. Jogávamos bola com um bola de plástico junto com outros meninos. Também desenhávamos no chão, fazíamos algumas coisas que uma cidade devesse ter. E ele falou que iria fazer um estádio. Eu não sabia  o que era um estádio e ele me disse que era um campo de futebol com arquibancadas. Lá em Capinzal havia um campo de futebol. Disse que não era mais estádio porque tinham desmanchado a arquibancada. Mas ele disse que construiria um estádio, então. Ele sabia que existia o Maracanã, seu pai lhe falara.

         Nossas brincadeiras eram respeitosas, ele era muito bem educado. Ia para o Colégio com calça cáqui e camisa azul turquesa. Era um menino aplicado, estudioso, simples. Lembro quando ele e o Aliomar vinham abastecer seu carro no Posto Esso. Cabelo comprido e calça boca-de-sino. Costumavam ir para Piratuba, que era o principal destino dos jovens nos sábados à noite.

         Depois tomamos rumos diferentes, cada um buscando uma cidade para estudar. Adiante, já atuando em nossas profissões, ele dentista e eu professor, nos reencontramos. Ele costumava, nos últimos anos, ir a pé para o trabalho. Também fazia caminhadas na área de Lazer, em Capinzal. Na última vez que nos encontramos, lá, disse-me que havia lido uns poemas meus que foram publicados em jornal e que ele tinha o desejo de escrever um livro. Tinha sua opinião sobre as coisas, bastante sensibilidade. Era avesso às badalações. Incentivei-o a que escrevesse seu livro.

          No segundo semestre do ano que findou começaram os rumores de que o estado  de saúde dele era muito grave, fora tratar-se em Florianópolis. Os irmãos o estavam monitorando. Falei com um deles aqui em Joaçaba, ele disse que estavam bastante otimistas com as possibilidades de ele se recuperar. Neste início de ano amigos me disseram que a situação estava crítica. Agora, a notícia de sua partida...

          A partida de pessoas como ele, prematuramente para os tempos atuais, é sempre muito sentida. Mas, para os que ficam, ele deixa lembranças muito singelas. Foi correto em seu trabalho, para com as amizades, para com sua cidade. Era muito querido pelos seus familiares e pelas pessoas de suas relações. Capinzal e Ouro estão de luto. É mais um amigo que se vai...

Euclides Riquetti
05-01-2013

Perdas ensejam saudades...

 


 


 




Perdas são sempre sentidas
Ensejam  as saudades
Aguçam a sensibilidade
Ferem os corações e as almas doridas...

As perdas dilaceram os ânimos
E mutilam os pensamentos
Fazem a mente viajar pelo tempo
Perder-se em dias, meses e anos...

As perdas deixam marcas que não se apagam
Que ficam conosco eternamente
E que nos destroem  lentamente.

As perdas acontecem e as vidas passam
Fica a dor a matar quem já tanto sofreu
Fica o tempo a lembrar-nos de quem se perdeu...

Euclides Riquetti

Buscar-te e... beijar-te!

 


 


 





Buscar viver
Perto de ti
Perto de um rio
Perto de um mar.

Buscar viver
Buscar sorrir
Tornar a ti
Tornar a amar.

Buscar-te incessantemente
Perdidamente
Desesperadamente
Esperançosamente.

Apenas buscar-te
Estar perto de ti.
Apenas abraçar-te
Ver-te sorrir.

Encontrar-te:
Suavemente
Carinhosamente
Amorosamente...

E beijar-te!

Euclides Riquetti

Um menestrel a cantar o amor


 


 


Um menestrel a cantar o amor


Situo-me numa profunda dimensão poética

Poeta liberal, não sigo nenhuma vã filosofia

Não me iludo com breves nuances de euforia

Nem me adapto a nenhuma profusão dialética.


Sou como a matiz consistente do jacarandá

O olor concentrado da essência do carvalho

Pelos ares eu voo e os meus versos espalho

E inspiro o doce perfume do fruto do araçá.


Talvez seja como o surdo sonoro do tambor

A nostálgica melodia romântica do violino

Um menestrel sem rumo a te cantar o amor.


Mas, firmemente, tenho claros os propósitos

De em teu coração ser permanente inquilino

Para teus tímpanos, ser um acorde melódico!


Euclides (Celito) Riquetti

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Flor-de-lis

 


 




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Um dia você sonhou que era livre
Que voava como o pássaro feliz
Que seu mundo era tão grande, era infinito
Era paz, amor tão puro, Flor-de-lis...

Um dia você sonhou que era feliz
E andou pelos caminhos da paixão
De repente veio a sua decepção
E deixou murchar a bela Flor-de-lis.

Um dia você sonhou o impossível
Para um tempo em que convinham certas normas
E tornou sua vida um sonho tão sofrivel
E deixou que Flor-de-lis caísse fora.

Flor-de-lis foi das paixões a mais querida
Que tomou caminhos novos, diferentes
E a paixão que foi outrora amor ardente
Virou cinza, virou mágoa tão sentida.

Seus caminhos, Flor-de-lis, são diferentes
Mas alguma coisa forte ainda os prende
Ainda acende o seu romance tão bonito
Amor de amor, amor de sonho, sem conflito...

E eu, que nessa história tenho um pouco
Não me conformo em ver o rumo que tomou
Onde um amor de juventude, muito louco
Virou apenas a lembrança que ficou.

Euclides Riquetti
18-08-1993
(Poema para Sheila)

Na manhã de amanhã

 


 


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Na manhã de amanhã
Vou abrir a janela do meu quarto
Vou abrir as portas de meu coração
E, sem nenhum lapso
Vou lembrar de o quanto foi bom
Ter conhecido você
E poder me lembrar de você
Na manhã de amanhã...

Na manhã de amanhã
O sol vai brilhar o brilho discreto
E eu vou compor um poema modesto   (pra você...)
Na manhã de amanhã!

Na manhã de amanhã
Depois que as horas da noite tiverem passado
Vou pretender que o novo dia chegado
Me traga os odores das flores silvestres
Que crescem em meio aos ciprestes
Que eu mesmo plantei
E que cresceram e me dão sombra
Nas tardes quentes
E também na manhã de amanhã...

Na manhã de amanhã
As estrelas já estarão escondidas
E muitas almas já estarão arrependidas   (por você...)
Na manhã de amanhã!

E, então, na manhã de amanhã
Todas as almas serão perdoadas
E todas as esperanças estarão renovadas
Porque vem um dia e virão outros ainda
E nós precisamos viver a vida
Porque o tempo passa enquanto dormimos
Enquanto sonhamos e ouvimos
Canções de anjos vestidos de branco
Canções de ninar e acalanto
Que nos animam para uma nova amanhã!

Sim, na manhã de amanhã
Vamos celebrar, com toda a alegria
A chegada de um novo dia    (com você...)
Na manhã de amanhã!

Euclides Riquetti

As comemorações de Páscoa antecipadas - Padre Fábio de Mello em Joaçaba




       O show do Padre Fábio de Mello – Milhares de pessoas se posicionaram na quadra da avenida XV de Novembro, em frente à Prefeitura de Joaçaba, na sexta-feira, 20, para prestigiar o Padre Fábio de Mello, que se apresentou ao público graças ao patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina, Prefeitura de Joaçaba e algumas empresas locais. A estrutura armada na avenida central foi de um verdadeiro show nacional, tendo mobilizado uma grande equipe da empresa fornecedora de palco e torres de iluminação e sustentação de caixaria de som. O secretário Paulo Krauze coordenou a execução do evento, que teve discursos do prefeito Vilson Sartori, de presidente da Câmara de  Vereadores Jaqueline De Marco e do bispo Dom Mário.

       O público presente foi formado por pessoas adultas, com muitas avós e avôs levando seus filhos  e netos. Padre Fábio de Melo pode ser um líder capaz de ajudar a levar a juventude de volta à Igreja, que vem perdendo adeptos no presente milênio, principalmente pela posição das altas autoridades eclesiásticas brasileiras, que não se posicionam, severamente, em favor da família e dos costumes cristãos. Alguns conceitos precisam ser revistos pela CNBB, que não recebe muitas críticas, mais por medo de “ofenderem a Deus”, do que por respeito.

       Maior ainda do que sua performance como showman, o sacerdote da Igreja Católica mostrou seu elevado carisma, energia, e sobretudo empatia para com as pessoas que o procuraram, na área do show. Hospedado no Hotel Joaçaba, com sua nova banda, chegou ali às 18 horas e ficou até às 15 horas de sábado, com café no hotel, almoço e jantar em restaurantes de ali perto.

       A tragédia política e de gestão do Banco Master e do INSS - Os casos Banco Master e dos velhinhos surrupiados pelos sugadores do seu dinheiro das aposentadorias do INSS vem provocando um fortíssimo desgaste nas altas esferas dos três poderes em Brasília, compreendendo pessoas do Executivo, do Legislativo e do judiciário, diga-se STF. Daniel Vorcaro, que está preso na Polícia Federal, em Brasília, vem negociando, através de seu advogado, a firmação de compromisso de delação premiada. PF e PGR. Conjuntamente, deverão dar as definições, após constatarem que há muitas novas informações que poderão ser fornecidas pelo banqueiro.

      Sabe Vorcaro, que teve relações promíscuas com pessoas dos três poderes e alguns familiares, que a única possibilidade de livrar-se de muitos anos de cadeia, deve colaborar para que a podridão que já veio à tona possa ser comprovada, e isso vai causar severos danos à classe dominante no Brasil.

       Lula criticando Trump – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está com seus níveis de aprovação sendo reduzidos e, em contrapartida, procura pronunciar-se, em seus discursos, contra o que os Estados Unidos faz, em termos de guerra e intervenção em países que classifica como ditaduras e apoiadores de terroristas.  O modo Estados Unidos de governar, é quase sempre o mesmo, seja por republicanos, seja por democratas. Ilude-se quem pensa que eles estão sinceramente, querendo ajuda alguém. Costumam ajudar a si mesmo, fornecem material bélico para os combates, fica com créditos bilionários, em dólares norte-americanos, e depois vai cobrando a conta. Com sua astúcia, vai enrolando direita e esquerda, cria amigos interesseiros e novos inimigos, mas ao final acaba conseguindo atingir seus objetivos econômicos. Lula tem tentado compensar seu desgaste no âmbito interno com discursos relacionados à política externa de Donald Trump.

       As comemorações de aniversários em comunidades fundadas por italianos e alemães no Sul do Brasil – Seguidamente, toma-se conhecimento de eventos que marcam o centenário de construção de capelas e igrejas, principalmente da Católica Apostólica Romana. No fim de semana, participei das comemorações do Centenário da Comunidade Católica em Linha Vitória, Ouro. A programação seguiu o padrão já tradicional, com missa em capela, almoço com churrasco de gado bovino e suíno, acompanhamentos e a tradicional cuca e os bolos muito bem confeccionados pelas senhoras do comunidade, ricamente decorados. Linha Vitória recebeu famílias descendentes de imigrantes italianos que vieram da Serra Gaúcha, em especial de São João de Montenegro e Casca.  Na oportunidade, reencontrei centenas de amigos e ex-alunos.

       A partida de Faustino Panceri – Prefeito por duas vezes em Tangará, Faustino Panceri, o Fausto, originariamente produtor de vinhos, faleceu no último fim de semana. Ele apresentava problemas de saúde frequentemente, e já tinha algumas limitações em sua capacidade de andar.  O marido da simpática Eneri deixa filho e filha, com seus respectivos cônjuges, e netos.

       Estivemos no velório na tarde de sábado, acontecido no auditório da Câmara de Vereadores. Parentes e amigos de longa data estiveram presentes. Com ele tivemos sincera amizade e partilhamos da mesma posição política por quase quatro décadas. Aos familiares e amigos, as mais sentidas condolências.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Publicado no Jornal Cidadela - Joaçaba - em 27-03-2025

   

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Gatosa, felina, cheirosa

 


Gatosa, Felina, Cheirosa

Gatosa, catita, cheirosa

Elegantemente feminina

Perfumadamente felina

Ladina, esbelta, estilosa!


Você é assim, atraente

Capaz de atrair a atenção

Desafiar o meu coração

E minha alma ferve quente. 


Meu corpo tanto lhe quer 

No seu há fogo, há brasa

Sou o telhado e você a casa

Amada, desejada, mulher.


Penso em você noite e dia

Busco palavras pra dizer:

Você me enche de prazer

Retribuo com esta poesia!


Euclides Riquetti

(Noite de 01 de abril de 2026)










Sou água, sou mar, sou fonte


 


 


 



Sou água, sou mar, sou fonte

Sou como o céu  azul do horizonte...

Sou a energia que brota 

Sou o plano voo da alva gaivota

Sou o raio de sol que te bronzeia!


Sou planta verde, sou terra madura

Sou os olhos que te olham com ternura

Sou a frase curta, o verso longo

Atrás de meus versos eu me escondo

Sou alma negra que tua branca tenteia!


Sou o teu terno mas ousado afeto

O homem muito discreto

Mas que tem na mente a ousadia

E cujo rosto o sorriso irradia

E busca o ensolarado sorriso teu

Descrito em estrofes de poema meu:

Sou a semente que tu semeias!


Euclides Riquetti

Em busca do nada...

 


 



O sol causticante e o céu anil azulam o mar

Na manhã quente do início de dezembro

Enquanto fico aqui, absorto, a relembrar 

E, quanto mais eu penso, mais eu relembro.


O verão está prestes a anunciar sua chegada

Virá trazendo os carroceis de Papai Noel

E a paisagem, certamente, vai ser mudada

Pelo verniz das tintas postas pelos pincéis. 


Andam muitas pessoas por todos os lados

Como que fossem procurar  o tempo perdido

Devem haver remédios a serem buscados.


E eu, que também ando em busca do nada

Para reencontrar os melhores tempos vividos

Aqueles que restaram ao longo da estrada!


Euclides Riquetti

Eu vim te ver de madrugada

 






Transpus muralhas e paredes
Pra vir te ver de madrugada
Eu vim matar a minha sede
Voltei sedento, ganhei nada...

Não ganhei beijo, nem abraço
Nem o frescor de teu perfume
Vim e voltei com meu cansaço
Voando qual um vaga-lume...

Agora quero a compensação
Um "sim te quero, sim te amo"
Pra amainar minha frustração
Pra alegrar meu fim de ano!

Porque as muralhas e paredes
Não serão barreiras a impedir
Passá-las-ei por muitas vezes
Nada me impedir[a de vir!

Volto a  te ver de madrugada
Venho pra poder ficar contigo
Morena atraente, bronzeada
É só de ti que eu tanto preciso!

Euclides Riquetti
28-12-2016

Liberte sua alma

 







Liberte sua alma das incertezas
Das mazelas que afligem seu ser
Não deixe que suas dores se somatizem
Dê-lhe a paz necessária e a leveza
Para que suas angústias se cicatrizem.

Liberte-a daquilo que lhe fez mal
Recupere o que a posa tornar feliz
Não vire as costas para o viver!

Liberte sua alma das impurezas
Das cinzas  que possam atingir seu ser
Permita que nossos sonhos se realizem
Que possam navegar nos mares das singelezas
Veja o que meus versos cantam e predizem.


Liberte-a daquilo que lhe fez mal
Recupere o que a posa tornar feliz
Não vire as costas para o viver!

Euclides Riquetti

terça-feira, 31 de março de 2026

Há algo especial em você

 





Há algo muito especial em você
Não sei se é o brilho no seu olhar
Ou o seu modo de sorrir e de falar
E isso é bem difícil de descrever
Mas há algo muito especial em você.

Inexplicável, indizível, diferente
Impossível de não ser percebido
Talvez um segredo bem escondido
Que a torna assim tão atraente
Encantadora, sedutora, envolvente.

Mas, o que pode a alma esconder
Num corpo que busca afagos, busca abrigo
Que espera meu abraço ensandecido
Meus beijos, meu desejo, meu querer
E ser o algo especial que há em você?

Euclides Riquetti

segunda-feira, 30 de março de 2026

Sorriem as rosas e cantam as roseiras

 







Sorriem as rosas e cantam as roseiras

Na manhã tranquila, jovial e prazenteira

Na manhã em que os pássaros se alegram

E as plantinhas verdejam e se amedram

Porque a primavera veio alvissareira...


A primavera tem a cor da vida táctil

O encanto e a energia da natureza grácil

Traz os perfumes que nos embevecem 

Apaga os dissabores que nos entristecem

Torna a luta diária mais doce, mais fácil!


A primavera nos vem como uma âncora

Onde nos agarrarmos para dias de bonança

Para a volta dos ânimos e do entusiasmo

Para o adeus aos medos e ao  marasmo

Para o reencontro com a paz e a esperança.


Euclides Riquetti

Antônio Vicente Hachmann Gramázzio - "o Piti" - Meu caro amigo da adolescência - Memórias e homenagem

 


       

                                                Foto de Rádio Capinzal - Jornal A Semana

       Na década de 1960, um jovem estudante e aluno do Ginásio Padre Anchieta nos encantava pela habilidade com que jogava futebol, atuando no Botafoguinho, de Capinzal, no campo municipal, que pertencia à RFFSA. Aos 12 anos, já mostrava grande intimidade com a bola,  uma das maiores promessas daquela geração, junto com outros amigos meus, como o Vilmar Pedro Matté, o Ademar Miquelotto (Motorzinho), o Luiz Alberto Dambrós (Motorzinho), Rubens Bazzo, Ivan Casagrande (Bianco) , Juventino (Bichacreta) Vergani, hoje meu vizinho aqui em Joaçaba. Eram jogadores diferenciados, atuando no Juvenil do Grêmio Esportivo São José, no Palmeirinhas (Ouro), ou no Botafoguinho (Capinzal),  mas o talentoso e habilidoso atleta , o craque,  era chamado de "Pitchas", que mais tarde tornou-se o "Píti",  o policial civil e cidadão muito honrado Antônio Vicente Hachmann Gramázzio, pai da saudosa Carina e do jovem Kléber. 

       Uma vez, em 1965, jogando nos aspirantes do Palmeirinhas, marquei dois gols contra os aspirantes do Botafoghuinho, que tinha o Claudir da Silva, (o gasolina), como goleiro. À noite, na missa, o Pitchas olhou pra mim, fez uma careta de admiração e indicou com dois dedos de sua mão direita, o número de gols que eu tinha feito. Fiquei lisonjeado pelo reconhecimento!

       Pitchas, aos 14 anos, já era titular na equipe da Associação Esportiva Vasco da Gama, de Capinzal. Lembro que, na época,  num jogo contra o Arabutã FC, no estádio da Baixada Rubra, ele estava com o domínio da bola e o Emir, o camisa  "dez" do Vasco, seu companheiro, tomou-lha, empurrando para o lado, tamanha ela e vontade que tinham de armar ataque contra o adversário, resultando em uma luxação no braço do jovem craque. 

       Com o tempo, foi morar em Curitiba, ia estudar. O Filho do Vitório Gramázzio, que também foi craque, ia jogar na base do Athetico Paranaense, mas acabaou indo para o Rio de Janeiro, onde tinha um irmão, Rui Lacerda, o rapaz que aparecia nos cartazes das propagandas dos cigarros Arizona. 

       Em 1972, ao ingressar na FAFI, para cursar Letras-Inglês, em União da Vitória, tive a alegria de ter a sua irmã Diva Hachmann de Lacerda como como colega, mas, depois de utempo, ela mudou-se para o Rio de Janeiro, voltando, adiante, casada e com filhos, para morar em Ouro. 

       Na metade da década de 1980, estava o Pitchas de volta a nossa cidade, ele a a filha Carina, uma torcedora do Vasco, como eu, mas que faleceu bem jovem, sendo professora, minha colega, na Escola Sílvio Santos, em Ouro. Então, ele veio para jogar nos veteranos do Arabutã, contribuindo para a melhoria técnica de nosso time. Mas,logo depois, foi requisitado para atuar na equipe principal do Clube. Era capaz de cobrar uma falta com precisão e força, a 55 metros de distância, e colocar o goleiro adversário em apuros, indo buscar a bola no fundo das redes. 

       Ingressou na Polícia Civil de Santa Catarina em 1985. Com várias funções exercidas na mesma, chegou a ser responsável pela Delegacia de Polícia do Município de Ouro. Um servidor correto, íntegro e exemplar. 

       Por dezenas e dezenas de vezes, nos encontramos no Bar e Restaurante do Willy Lamb, no Parque e Jardim Ouro, em almoços onde nos eram servidas comidas deliciosas, como coelho, costelão, feijoada e buchada. Jogar um bilhar, um baralhinho, tomar uma caipirinha, jogar conversa fora, comer bem. Só isso e o cultivo de uma verdadeira amizade. O chef Willy e Vinícius Golin, saudosos, eram de nosso grupo, assim como Guiomedes Proner, Beto Bazzo, Alfeu Volpato, Sérgio Durigon, e outros.

       Com atuação em Ouro, Capinzal e Zortéa, Antônio foi criando uma legião extraordinária de amigos. Sobre ele, em razão de seu passamento, nosso conterrâneo e  delegado regional de Polícia Civil, Gilmar Antônio Bonamigo, e seus colegas de trabalho prestaram homenagens a Piti, ressaltando sua inabalável dedicação à família Polícia Civil ao longo de quase quatro décadas. Assim foi a manifestação: 

"Um lutador e apaixonado pela família Polícia Civil, resistindo às atrações da aposentadoria para continuar servindo a comunidade, representando a Polícia Civil. Nossas homenagens ao Piti que sempre nos serviu, foi parceiro, desbravador, pois é do tempo da raiz, tempo que a força prevalecia sobre a inteligência e muito contribuiu para o nosso crescimento como instituição. É da força e da origem de pessoas igual ao Piti que viemos e crescemos. É dele e outros tantos de seu tempo que formamos nossa história. O Piti há de receber as homenagens de todos nós. Que Deus o receba em seu infinito amor e conforte familiares e amigos."


     Aos familiares, em especial ao Kléber e à esposa, nosso especial carinho e as mais sentidas condolências.


Euclides Riquetti e família

09-09-2023

Se os seus sonhos não se realizam

 




Se os seus sonhos não se realizam

Saia por aí

Busque respostas para suas dúvidas

Para amenizar as suas angústias

Saia por aí!


Se nos seus dias o sol não brilha tanto

Talvez que ele tenha se escondido

Quem sabe atrás das montanha se metido

No meio dos mas, porém e entretanto...


Se as coisas não acontecem como você quer

Procure por aí

Tente encontrar saídas para os problemas

Não se perca em tristezas e dilemas

Procure por aí...


Se os dias não estão como você quer

Imagine que outros melhores virão

Que novos fatos, certamente, acontecerão

Use seu charme e inteligência de mulher!


E, se nada do que digo a satisfizer

Conforme-se com o que já tem

A vida é boa e não pode ser desperdiçada

Mesmo que, no momento, ela esteja freada

Então reze pra que tudo volte a ficar bem!


Euclides Riquetti

Vasco da Gama - do meu coração!

 



 


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Vasco da Gama - do meu coração!
Vasco
Apenas Vasco
Na alegria e na dor
Sempre Vasco!

Vasco do meu coração
Minha grande paixão!
Vasco que me faz sofrer
Algo que faz doer...

Vasco é palavra exclusiva
Que me inspira
É meu preferido tema
Para um novo poema!

Mas, paixão é sempre assim
Acontece pra você
Acontece pra mim
É amor que permanece
É amor sem fim!



Euclides Riquetti

Vascaíno de Joaçaba - SC

Visite o www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Descem os anjos do céu...

 


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Descem os anjos do céu com seus clarinetes dourados
Deixando nas nuvens seu rastro largo e intenso de luz.
Sorrisos se espalham nos rostos dos seres encantados
Celebrando a alegria da música suave que nos seduz
Elevando minh´alma a um plano de inefável felicidade
Alimentada pela paixão que nos move com afabilidade!

Doce canção embala meu coração que sai para buscar
Sua bela imagem que se esconde no fundo do meu ser
Calmamente, procurando pelos belos olhos cor de mar
Fazendo com que me tome uma forte vontade de viver
Amadamente, carinhosamente, sonho que quero sonhar.

O lindo sol nos desafia a sorvermos seus raios dourados
O amor a ser celebrado nos convida para a grande festa
O querido novo dia me impele a buscar o sonho sonhado.
Todas as estrelas me guiam ao navegar sobre as florestas
Preciso ir até você, perder-me em você, querer, desejar
Para nos envolvermos com ardor, querer, cantar, amar!

Então, enquanto as horas do tempo vão-se pelas ladeiras
Os sabores da paixão invadem meu corpo e minha alma
E odores de perfumes exalam-se em cravos e em roseiras.
Vai-se o dia e vem a noite após a tarde tranquila e calma
Vem a nova manhã, uma nova aurora muito prazenteira!

Euclides Riquetti