segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A falta de engajamento de algumas entidades no desenvolvimento de Joaçaba


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       Joaçaba desenvolveu e cultivou hábitos de participação comunitária aquém de a maioria das outras cidades. E isso é uma constatação! Ainda, verifico que muitas entidades e organismos que foram beneficiados, ao longo doa anos, com recursos ou outros tipos de apoio do Poder Público, não deram ao Município, e consequentemente à comunidade, a contrapartida devida e necessária. Porém, temos muitas entidades filantrópicas, bem lideradas, que fazem excelente trabalho em favor de pessoas que precisam de apoio humano e mesmo material.

       Poucas vezes entrei no gabinete do Prefeito Municipal em uma década de residência em Joaçaba. Para falar com o Prefeito, nenhuma vez em 10 anos. Fui duas vezes convidado pelo amigo Bolinha Pereira, por ocasião da organização das festividades do aniversário do centésimo ano de emancipa

ção do Município. Acho que numa outra oportunidade estive lá nas imediações e havia uma solenidade e fui convidado a entrar. Tenho dito que, por muitos anos, ocupei e frequentei gabinetes. E que tenho alguma vergonha de me fazer presente, pois me dá a impressão de que estou lá para pedir algo para mim. E isso é resultado de ter presenciado, durante três décadas, que há pessoas que não desgrudam do Poder. Parece que não conseguem viver sem estar grudadas nos administradores públicos, são excessivamente dependentes. Falando mais claramente: parasitas!

       Na atual administração, entrei umas vezes no Gabinete do Vice Jucelino  Ferraz, com quem cultivo amizade desde o tempo em que ele era Publicitário e eu era Prefeito em Ouro, e isso faz quase que 30 anos. No ambiente geral, sempre tive sérios reparos a fazer, e já expus isso ao Ferraz, que sempre me atendeu bem e vejo que há encaminhamentos bem adiantados nas questões que eu contestava, como o Plano Diretor, que parecia “copiado” de outra cidade e prejudicava muito a possibilidade de nosso desenvolvimento. Tenho acompanhado de perto as mudanças no quesito e vejo uma evolução firme nisso.

       Nesta semana, na terça, 28, fui convidado pelo Vice-prefeito a participar de breve reunião com o Prefeito Ragnini e alguns assessores. O objetivo era dialogar sobre a necessidade de melhorar a arborização do Parque Central e ainda efetuar melhorias para que atenda também, e adequadamente, as crianças. Há severas críticas em relação ao Parque. Os próprios vereadores estiveram lá e divulgaram suas observações e sugestões para que este melhore sua estrutura. Falei sobre o que ouço da população, manifestei minhas posições a respeito e fui além, abordei as questões do desenvolvimento da atividade turística.

       Um Plano Municipal de Turismo está sendo formulado pelo Município, através do Senac. De quatro reuniões que aconteceram, participei de uma porque fui indicado pelo Jornal Cidadela. Agora fiquei sabendo de outra na semana e vou participar. É um assunto de que gosto e de que tenho um pouco de conhecimento. Mas na reunião em que estive, pude constatar que entidades que recebem benefícios da Prefeitura não estavam lá. Onde trabalhei no serviço público, esse tipo de organismo era convocado a participar. Não apenas convidado. E verificávamos resultados positivos e a melhoria da cultura da participação.

       Saí da reunião com a convicção de que árvores, sejam nativas, exóticas ou outras plantas, serão plantadas no lugar onde havia a arquibancada do estádio Oscar Rodrigues da Nova. E vou passar para o Prefeito, por escrito, uma síntese das sugestões e observações que fiz na reunião. Citei exemplos de boas práticas que acontecem em cidades pequenas e que podem acontecer também aqui.

Euclides Riquetti – Escritor – Membro da ALB/SC  www.blogdoriquetti.blogspot.com






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