sexta-feira, 3 de maio de 2024

Por que buscas o sol?

 



Por que buscas o sol

Tão intensamente

Se ele está sempre

Bem perto de ti?


Por que navegas por mares

Sobre montanhas e vales

Se tu bem sabes

Que tens todos os luares?


Por que buscas o vento

Assim, desesperadamente

Se ele está dentro 

De teu pensamento?


Então, por que buscas o sol?


Euclides Riquetti

03-05-2024



Você e o mar! ( e as águas das chuvas)

 


 







Todas as águas das chuvas da manhã airosa
Que tomam as valas, as correntes, as baixadas
E as que jorram nas fontes da natureza silenciosa
As águas santas, límpidas, por Deus abençoadas
Até as das brancuras das montanhas  sagradas
Todas elas vão para o mar...

Todas as águas que banham as areias  no verão
Trazidas pelo balanço da inconstância do oceano
E as que brotam nas campinas e na imensidão
Na paisagem harmônica do horizonte soberano
Além  do que possa medir meu imaginário humano
Todas elas vão pro mar...

Todas as que já banharam o  seu corpo escultural
Todas as que já mataram sua sede na tarde de sol
Todas as que já lavaram os pecados de minha alma
Todas aquelas que, gélidas, fazem-se em neve alva
Me impelem e animam a compor-lhe meus poemas
Me inspiram a lhe  poetar:

Elas, você... e o mar!

Euclides Riquetti

Trilhas no céu

 


 


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Trilhas no céu


As estrelas no céu marcam as trilhas
Pelas quais eu deva passar
Para andar muitas milhas
Para eu poder te encontrar!

O sol esconde todas as estrelas
Que esperam a noite chegar
Para que possamos vê-las
Quando a noite de novo voltar!

A noite esconde as incertezas
Que habitam a alma bendita
E o dia mostra tua beleza
O teu corpo de mulher bonita!

Mas em todos os minutos e horas
Meu pensamento te procura
Pois minha alma te busca e chora
No dia claro como na  noite escura!

Euclides Riquetti

Gosto de você

 


 


 


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Gosto de você desde há muito tempo
De quando você tinha cabelos compridos
De quando nos chamávamos por apelidos
De quando tínhamos leves pensamentos.

Gosto, sim, como que no céu há estrelas
Nas noites agradáveis,  muito inspiradoras
Porque temos manhãs azuis e promissoras
Que nos valem pelo prazer de tê-las.

Gosto de você porque você gosta de mar
De ondas, de areias, de águas espumosas
De sol, de sereias, de tardes glamorosas
De ternos perfumes que flutuam no ar.

Gosto de você, gosto muito...bem assim
Gosto de você pelo que você foi e pelo que é
Gosto de você, porque é uma bela mulher
Gosto de você porque você gosta de mim!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Como um mar imenso

 


 







Como um mar verde e  imenso
Como se fosse o sol gigante
Seguindo os odores do incenso
Busco aquela musa galante...

Como se eu fosse um selvagem
Ou um monstro ferido e atiçado
Jogo-me numa eterna viagem
Buscando ser compensado...

Como uma grande embarcação
Que veleja sem rumo, sem norte
Navego sem qualquer direção
Relegado a minha própria sorte...

E, no mar bravio das incertezas
Me deixo conduzir no balançar
Me deixo levar pelas correntezas
Me deixo conduzir pelo mar...

Para chegar até você...

Euclides Riquetti

Sorria...

 




Sorria pra mim, que eu preciso disso
Sorria quando você caminha na beira do mar
Sorria na noite, sob a luz do luar
Sorria o sorriso do jovial bulício.

Sorria com a chegada de março
Sorria com as manhãs ainda ensolaradas
Sorria com sua alma encantada
Sorria e me dê um sensual abraço.

Sorria, porque é sempre tempo de sorrir
Tempo de sorrir é tempo de cantar
E da alegria com todos dividir.

Sorria, pois o sorriso embeleza
O sorriso que vem para o rosto adornar
Viva a vida intensa que o tempo lhe reserva!

Euclides Riquetti

É preciso dizer... e é preciso assustar-se, de novo!

 


                                           Chuvas causam estragos em Capinzal - Alertei sobre isso há 13 anos"


É preciso dizer... e é preciso assustar-se, de novo!


Porque insistir com o óbvio e o previsível é pedagógico. Então...

        Em 23 de fevereiro de 2011, em artigo meu que foi publicado na coluna do saudoso  Ademir Pedro Beloto, no Jornal A Semana, de Capinzal,  com o título "É preciso dizer... e é preciso assustar-se", referi-me às catástrofes ocasionadas pelas inconstâncias climático- ambientais que acontecem no Brasil, e mencionei sobre riscos ambientais em razão de eventos climáticos adversos. Escrevi:   

        "Vivemos em cidades charmosas, colonizadas por descendentes de italianos ou germânicos, com declives e aclives acentuados, numa topografia altamente irregular. É assim nosso Vale do Rio do Peixe. Matas exuberantes cobrem os morros e formam os cílios dos riachos e de nosso majestoso rio, outrora piscoso, cujas águas já foram muito cristalinas, depois tornaram-se turvas (e turbulentas).
       Ouro e Capinzal não fogem à regra. São belas e prósperas. Por aqui já aconteceu "de tudo", coisas boas e muitas barbaridades. São cidades onde acontecimentos tristes têm ocupado as notícias no âmbito microrregional ou até estadual. Tivemos perdas humanas que jamais serão compensadas, até porque a vida é irrecuperável. Coisas insignificantes, recorrentemente, ocupam os noticiários.
       Mas os temas verdadeiramente sérios e importantes não têm sido debatidos. Meio ambiente e mobilidade urbana têm ficado em plano secundário. Deveriam ser discutidos à exaustão. Nas conferências das cidades estiveram na pauta, mas a participação popular não foi expressiva."
          Desde 1983, quando tivemos a devastadora Enchente de Sete de Julho,  tenho observado, analisado  e avaliado todos os eventos climáticos adversos e suas consequências, bem como parte de suas causas. No nosso caso, não é o desmatamento, uma vez que todo o vale do Rio do Peixe melhorou em termos de cobertura verde,  não pelo amor mas pela dor que a Lei impõe, mas acontecem as cheias do Rio do Peixe e do Rio Capinzal, bem como do Leão, no interior de Campos Novos, do Tigre, em Joaçaba, do Nair, em Lacerdópolis, do Leãozinho e do Ribeirão Doze Passos, em Ouro, e outros. Não, não é isso! Atribuo, em grande parte, à ocupação dos seus vales, principalmente nos que cortam as áreas urbanas, onde se construíram  casas e se pavimentaram as ruas, estas na maioria das vezes com drenagem insuficiente para comportar as precipitações irregulares de chuvas. Se, na área rural temos mais florestas e preservação, nas cidades, devastação!

       Os morros de nossas cidades vinham sendo ocupados gradativamente. A Legislação era frouxa e os loteadores realizavam projetos de partilhamento do solo em locais com alta declividade, pouca proteção vegetal ciliar, onde de faziam escavações à rodo e com as chuvas as terras eram levadas para o leito dos riachos que se iam assoreando. A ocupação de grandes frações dos terrenos com as edificações e pavimentações  foram reduzindo a capacidade de permeabilização, e isso ocasiona que as águas busquem seu caminho até o Rio do Peixe em velocidade, carregando entulhos, obstruindo bueiros e galerias, e assim por diante. E as inundações causando prejuízos mesmo a quem mora em lugares em que, teoricamente, estariam livres da fúria das águas pluviais e fluviais.

       A ocupação irregular ou inadequada pode ter acontecido por ganância ou por ignorância, mas os resultados disso podem ser os riscos a que as cidades e as pessoas ficam sujeitas. Então, por que preocupar-se? Por que assustar-se? Porque os exemplos da Bahia e de São Paulo nos sugerem isso. E precisamos ter sorte para que nada nos aconteça, pois a geografia e a geologia das cidades do vale do Rio do Peixe nos dizem isso. O debate precisa ser trazido à pauta. A sociedade deve propor e cobrar soluções, tanto do Poder Público como dela mesma!

       Ilhas de prosperidade mobiliária e mais sustentáveis – Até por conta da Legislação Ambiental, pelos Planos Diretores e mesmo em razão da concorrência do mercado imobiliário, nossas cidades estão sendo contempladas com formidáveis ilhas de prosperidade imobiliária, que também decorre da prosperidade social e econômica dos proprietários e dos empreendedores. Belíssimos loteamentos, com excelente infra-estrutura, contemplaram nossas cidades no presente milênio. Mais recentemente, Joaçaba e Herval d ´Oeste, Capinzal e Ouro, onde há excelentes opções para quem deseja ter seu imóvel próprio, fugindo do aluguel, e morar em lugares limpos e bem-organizados, com boa estrutura urbana. Parabéns pelas ações empreendedoras e pela criatividade!


Euclides Riquetti - reeditado em 02-05-2023

Caminhe nas areias

 




Ande pelas águas, caminhe nas areias
Busque encontrar o que você procura
Quem sabe o carinho e minha ternura
Busque o sol na praia de Canasvieiras.

Busque o pôr-do-sol ao final da tarde
Busque o seu nascer em cada novo dia
Procure alargar o seu sorriso de alegria
Ao sol alaranjado que como fogo arde.

Procure em todas essas ruas paralelas
Procure também naquelas transversais
Encontre os meus poemas universais
Onde canto o amor com cores singelas.

Ande, banhe seus pés nas águas frias
Liberte-os do calor que o sol semeia
Vá buscar o abrigo que você campeia
Vá lembrando de mim com nostalgia!

Euclides Riquetti

Um coração num papel de seda

 


Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti

Um rosto fascinante

 




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Procuro, nos céus, um precioso elemento
Algo que me substancie e me reenergize
Busco, nas ondas infinitas do firmamento
Um rosto fascinante que te identifique!

Vasculho, por entre as estrelas e meteoros
O semblante sutil do rosto bem delineado
Sai-me o suor de tenro odor de meus poros
Para colar-se na pele de teu corpo molhado.

Procuro, nos mergulhos das vãs procuras
Mergulho no universo da paixão exacerbada
Anseio pela frágil ilusão em noites impuras.

E te encontro nas respostas de sonetos líricos
De versos nas estrofes por mim declamadas
E eu te abraço e beijo os teus lábios lívidos!

Euclides Riquetti

O inefável silêncio do amor

 



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O amor é inefavelmente silencioso
Difícil de ser descrito ou definido
É um sentimento que se fortalece
Que vem pequeno e depois cresce
Vai tomando uns rumos incontidos
E vai se tornando grande e formoso!

O amor é sentimento que encoraja
É capaz de tornar um fraco valente
E acalmar o mais intrépido humano
Torna humilde o poderoso soberano
Ou alegra o ser triste e descontente
Desafia um acomodado pra que aja!

O amor pode agir com leve sutileza
Ou nas atitudes muito barulhentas
Navegar em mares de total calmaria.
Para agir não escolhe hora nem dia
Nem manhãs azuis e tardes cinzentas
Na tenda da plebeia ou da princesa.

Euclides Riquetti
13-02-2019








Noite - dos pensamentos sem dono!

 


 






É noite, dos pensamentos sem dono
É noite de novo...
É noite das estrelas prateadas
Das almas condenadas (perdoadas??).
Mas é noite!

É a noite dos namorados
É a noite dos sonhos encantados...
É a noite das orações
Das dores nos corações...
É, sim, é a noite!

A noite é  dos amantes
Dos beijos provocantes
A noite é dos aflitos
Dos versos escritos e ditos
A noite é apenas a noite...

E, atrás daquela  janela
Alguém se esconde.
Atrás da cortina singela
Uma voz responde:
Estou aqui...
Pensando em ti!
Somente em ti.
Em ti...
(Aqui...)

Euclides Riquetti

Como os doces ventos

 


 






Os doces ventos de março voltaram
E, com eles, as belas recordações
E, por aqui, parece que ficaram
Trazendo-nos as ternas emoções...

Os doces ventos de março sopraram
E animaram as brasas certas
Aquelas que antes se ocultaram
Em praias distantes e desertas...

Os doces ventos de março reacenderam
Paixões há muito adormecidas
As almas frias se reaqueceram
E as noites tristes foram banidas...

Porque nos voltaram os doces ventos
Que há muito deixaram de soprar
E apagaram velhos ressentimentos
Que foram se extinguir no mar!

Euclides Riquetti

Voltou minha rosa champanhe


 



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Voltou minha rosa champanhe


Voltou minha rosa champanhe, voltou, sim
E eu a recebi com alegria, com muito gosto
Crescida ali num cantinho de meu jardim
Veio para enfeitar os dias do mês de agosto.

Uma rosa bonita, rosa linda, simplesmente
Que se ampara em galho verde e espinhoso
Foi plantada com carinho, verdadeiramente
Rosa delicada, com seu cheiro perfumoso...

Voltou, tinha que voltar, pois eu a esperava
E eu a abençoei com todo o  meu carinho
Veio me trazer o amor com que eu contava.

Uma rosa sublime, levemente encantadora
Seivada pelo amor, defendida pelo espinho
Rosa champanhe, sim, fortemente sedutora.

Euclides Riquetti

A chuva da manhã de outono

 


 




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Na manhã chuvosa de outono me chega a canção
Que me vem trazida pelo vento
Pousa, suavemente, em meu pensamento
E se aloja em meu frágil  coração.

Vem, num carrossel de anjos que vêm
Com sua melodia indescritível
Canção de sabor aprazível
Vem me deliciar também.

Na manhã chuvosa de outono vem a canção que me afaga
A canção da noite, que você repete
E que me acalenta, me confunde e me embriaga.

Na manhã chuvosa de outono meu coração silencia
Enquanto se acalma, pensa, reflete:
Quer esperar você, cheio de uma doce  nostalgia.

Euclides Riquetti