quinta-feira, 30 de maio de 2024

Eu te espero pro café da manhã.

 


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Eu te espero pro café da manhã
Eu e as uvas e minhas maçãs
Quero ouvir de baladas a tangos
Quero tortas, biscoitos, morangos.

Eu te espero porque eu preciso
Reencontrar o teu doce sorriso
Quero sentir teu perfume frutado
Quero morder o teu lábio rosado.

Eu te espero porque sinto saudades
Eu te quero com virtudes e defeitos
Quero viver nosso amor de verdade
Quero olhar pros teus olhos perfeitos.

Eu te espero pro café da manhã
Eu, meus versos e meus poemas
Vem meu sol, vem meu talismã
Vem tornar minhas horas amenas!

Euclides Riquetti

Um poema universal

 





Emolduram-se no amanhecer as flores do pessegueiro
E as brancas das laranjeiras exalam seus olores
Perfumam meu dia, tornam-no claro e  prazenteiro
Infundem, em todo o meu ser, o encantamento das cores.

Celebram o dia bonito as orquídeas matizadas
Ilustram as horas as singelas flores do campo
Cinzem os jardins as rosas vermelhas e as rosadas
O sol abençoa a terra azul com seu dourado manto.

Expande-se,  pelo universo, a força de teu pensamento
Vai navegar por entre estrelas, meteoros e cometas
Vai para me encontrar em algum lugar do firmamento.

Coaduna-se, no cosmos, toda a energia sideral
Que vai sensibilizar os seres em todos os planetas
E que me inspira a te escrever um poema universal!

Euclides Riquetti

Quando o silêncio da madrugada nos acorda

 


 

 




Quando o silêncio da madrugada nos acorda
E nos mergulha numa insólita inquietude
Ficamos como a taça de vinho que transborda
Tristeza na alma, coração em plena solitude.

Quando o silêncio da madrugada nos invade
E nos incita ao desejo do abraço amoroso
Há uma força que me induz e me persuade
A buscar seu  beijo doce, quente e prazeroso.

Quando chega a manhã clara de céu límpido
E se tem a certeza de que o sol vai brilhar
Uma sensação de alegria me invade o íntimo.

Então, veremos que tudo na vida vale a pena
Enquanto  se tiver algo bom por que se lutar
Enquanto vier inspiração para meus poemas.

Euclides Riquetti

Fale de sol

 



Fale de sol

Fale de cores

Fale de amores

Fale de mar!


Fale de sol

Fale de flores

Não fale de dores

Fale de amar!


Fale de sol

Fale de nostalgia

Fale de alegria

Não de despedida!


Fale de sol

Fale de céu azul

Fale bem do Sul

Fale de viver a vida


Euclides Riquetti

30-05-2024

Se um dia... a gente se reencontrar


 



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Se um dia
A gente se reencontrar
Numa estrada estreita
Ou mesmo na beira do mar
Então te pedirei perdão
Por te querer, por te amar!

Se um dia
Nosso caminho se cruzar
Onde quer que seja
Que ele se entrelaçar
É provável que me ignores
Por que já não me queres mais!

Mas se um dia
A gente quiser sonhar
Mesmo com o sonho distante
Pelo universo a navegar
Talvez a gente se entenda
E possa de novo se amar!

Euclides Riquetti

Vem, abre tuas asas

 


 


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Vem, abre tuas asas, voa, vem
Sobrevoa as nuvens, banha-te ao sol, vem
Traze teu corpo, teu charme, tua elegância
Vem me acariciar, vem me fazer sonhar!

Vem, com tua magnitude e exuberância
Vem pra me seduzir
Vem pra e fazer sentir
Vem pra me querer, vem pra me amar!

Vem, supera os obstáculos, as montanhas, as florestas
Sobrevoa as planícies e os desertos
Vem pra escutar a voz das ondas, o ruído do mar
Vem pousar nas areias brancas a te esperar!

Deita-te na maciez da areia clara
Morena-te sob os raios dourados
Curte a singeleza desta paisagem rara
E deixa-me admirar teu corpo bronzeado!

Vem...


Euclides Riquetti

Anjinho

 


 

 

Brincando com o neto Ângelo em janeiro, em São José dos Pinhais,
quando ele completou 2 anos de idade, em 2020. 


Com os pais, Fabrício e Luana, e a irmã, Beatriz - foto atual


Abri a janela devagarinho
Fui olhar para meu quintal
Ouvir aquele passarinho
Que canta alegre e jovial...

Abri a janela com cuidado
Para ver os passarinhos
Mostrei-os ao Ângelo amado
Meu belo e querido netinho!

Abri a janela sorridente
Fui olhando as plantinhas
Ah, fiquei muito contente
Pois elas estão crescidinhas.

Toda a vez que eu olho
Pela janela, bem quietinho
Lembro de quem eu adoro:
De você, querido netinho!

Euclides Riquetti
15-10-2018

(Ao meu neto Ângelo Fagundes dos
Passos Riquetti - aos 9 meses, meu
querido "Anjinho")

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Um outro sol

 


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Um outro sol

Há um outro sol em nossos dias, pois...
É aquele que na tarde vai embora
Que no inverno vai antes da hora
E, no verão, um pouco depois...

Termina o dia amarelado
(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado)
Quando o céu deixa de ser azul
E se torna acinzentado
No leste e no sul.

Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente
E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!
Vem do Leste
Vai para o Oeste
(Eu digo que é para o Sudoeste).

Como acredito em ti
No google e no  dicionário
E nas doutrinas de Astronomia que já li
Nada posso dizer... em contrário!

Nosso Astro é um Rei
É uma divindade de escol
Cumpre, no universo, sua natural Lei:
Apenas ser um imponente astro-rei:
Nosso Rei Sol!

Sol da meia/noite lá,
Sol do meio/dia cá...

Euclides Riquetti

Quero ver você sorrindo

 


 





Quero ver você sempre sorrindo
Feliz, alegre, contente
O seu sorriso é tão lindo
Que não pode se apagar num repente...

Quero ver você cantando
Apenas canções de bom gosto
Ouvirei você e sonhando
Esperarei que venha agosto...

Quero ver seus olhos brilharem
Irradiando felicidade
E quando as luzes se apagarem
Dormirei sentindo saudade...

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Palavras bonitas...

 




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Não vou poder te dizer palavras bonitas
Não vou poder atiçar a tua imaginação
Não vou entender as palavras já ditas
Não vou alimentar uma doce ilusão.

Não vou poder dizer dos teus olhos bonitos
Não vou poder elogiar dos cabelos a cor
Não vou rimar co´s  teus doces conflitos
E nem te dizer mil palavras de amor.

Não vou entender o que se passa comigo
E nem o que vai em teu pensamento
Não quero mudar o caminho que sigo...
Só quero teus beijos, teu corpo moreno
Nem que seja por um breve, curto momento
Quero sentir os teus lábios que tanto desejo...

Euclides Riquetti

Os últimos ventos do outono



 

Os últimos ventos do outono


Sopram os últimos ventos do outono
Talvez o mais melancólico de todos os tempos
Descrevê-los,  me parece que nem sei como
Faltam-me à alma os afagos e os alentos.

Sopram e trazem lembranças que entristecem
Talvez por causa das nossas incertezas
Agora os gramados já não mais crescem
Ficam os jardins sem as cores e as belezas.

Soprarão no inverno até o mês de agosto
Quando, perigosamente, podem causar-nos danos
Para nossa maior tristeza e muito desgosto...

Soprarão até os renovados dias de setembro
Quando nos voltarão os pensamentos mundanos
Enquanto isso, nossa vida vamos vivendo!

Euclides Riquetti

Quero uma manhã ensolarada

 



Quero só uma manhã ensolarada

Uma que chegue com céu azulado

Quero que no Sul, a terra amada

A  vida possa ser normalizada.


Quero que as tardes sejam quentes

Que sejam como foram no verão

A terra volte a receber sementes

A paz reine no flagelado coração.


Devolvam a você a vida preciosa

Floresçam campos, sorriem na rua

E que uma Mão Divina, caridosa

Devolva-lhe o sol e a Prata da Lua. 


Então, quanto tudo já tiver passado

As águas correrem azuis e calmas

Possa o ânimo ser reencontrado

E todas as almas ressurjam salvas!

Euclides Riquetti

29-05-2024







Um jogo de sedução

 


 


 

Um jogo de sedução

Não quero que me vejas como um fútil galanteador

Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão

Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador

Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...


Não imagino que possamos dar luz a uma realidade

Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão

Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade

Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...


Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti

Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer

Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...


Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão

Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder

Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Riquetti

O Biluca e sua maneira divertida de viver...


 

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Arabutã Futebol Clube - Campeão Catarinense de Futebol Amador - 1995 - Biluca - o oitavo jogador da fila em pé - moreno - de cavanhaque - amigão meu!

           Há 24 anos atrás chegava em Capinzal/Ouro um jovem de 28 anos, cheio de energia, muita vitalidade e com um sorriso permanente no rosto: Biluca! Vinha para jogar futebol. Da mesma forma apareceram Jaguari, Carlos Augusto, Serjão, Tarcício, Deco. Juntaram-se a Claudinho Assis, Dinho, Pneu, Mídio, Paulinho Frighetto,   e outros "nativos" e concordienses na formação do Arabutã Futebol Clube, comandados por Osmar Reese, o "Cavalo Velho". Este, secundado pelo Doutor Hugo Riffel, formaram um esquadrão que se tornou Vice-campeão estadual de futebol amador em Santa Catarina. Mas adiante, já com Antônio Nunes, o Lico, que fora Campeão Mundial Interclues pelo CR Flamengo, do Rio de Janeiro, o Arabutã, ainda com a presença de Biluca, e alguns remanescentes, tornou-se Campeão Estadual.

          Descrever o Biluca para quem o conheceu é muito fácil. Difícil é transmitir o que ele reaalmente era para quem  só soube dele agora, após a sua morte, ocorrida no dia 29 último.

          Conheci o Biluca quando eu era Prefeito em Ouro. Chegou ao meu gabinete porque precisava que eu o ajudasse a resolver uma pequena pendência junto ao Nacional de Muriaé, Clube de Futebol de Minas Gerais. Eu já o aplaudira nos jogos do Arabutã, na Baixada Rubra, nosso estádio em Ouro. Apresentou-se, falei meu nome, e ele: "Muito prazer, Sebastião Malaquias"!

          Falamos muito de futebol, contou-me sobre sua carreira. Perguntei-lhe se jogara com o Osmar Guarnielli, que fora do Bofatogo e da Seleção Brasileira, disse que foram parceiros na defesa do Galo. Agora ele estava trabalhando na Prefeitura de Capinzal, cozinhava no refeitório dos funcionários, junto à Garagem Municipal e jogava no Arabutã. Sua esposa, Maria Auxiliadora, uma morena muito caprichosa e também simpática, tornou-se professora em Pinheiro Alto.

         Por duas décadas moraram numa casa do Município, ali atrás da Prefeitura. Lia, como era conhecida, efetivou-se no quadro de servidores do Município, tornou-se Pedagoga. Antes, cursara, parcialmente, Letras. O pessoal do Pinheiro Alto, de origem italiana, gostava muito dela. O Casal Biluca e Lia tinham duas filhas, Gabriela e Carolina, que levavam a todos os jogos do Arabutã, todos vestidos com a camisa rubra, as duas menininhas com os cabelos bem arrumados, bonias, sempre com algum leve adereço bem disposto pela mãe lia.

          Voltando atrás, quando o Biluca me procurou, pediu-me se eu podia falar com o Presidente do Nacional de Muriaé, por telefone, pedindo o atestado liberatório dele, uma vez que era jogador de futebol profissional e estava vinculado àquele clube. Precisava disso para jogar no futebol amador, no Arabutã Futebol Clube. Liguei para o Presidente, identifiquei-me, falei que estava com o Biluca, pedi que liberasse o jogador, passei o telefone para o jogador e voltei, depois,  a conversar com o homem. Disse-me: "Cuide bem desse menino, que é  meu compadre, que é muito bom de bola e muito boa pessoa"!

          Biluca contou-me de sua trajetória no futebol: Foi profissionalizado no Clube Atlético Mineiro, onde, em 1982, jogou seis jogos como titular e depois foi para o Vitória, da Bahia. Jogou no Galícia, no Leônico, era lateral direito, mas jogava também na esquerda, na quarta-zaga, como zagueiro central. No Arabutã, até atuou com  a 10. Tinha muita habilidade, alto sentido de marcação e ocupação dos espaços em campo. Conhecia muito bem o "tempo da bola" e isso o tornava um craque. Viera para jogar pelo Joaçaba, mas as inscrições para o estadual já haviam fechado. Então, ele e alguns companheiros, vieram parar todos o Arabutã, um clube amador com características de profissional. Adiante, tornou-se nosso treinador e também companheiro de equipe, no "Veteranos do Arabutã", onde jogamos juntos dezenas de vezes. Era um grande incentivador de todos nós, muito educado, dava oportunidade a todos para atuarem.

          Biluca, com o tempo, tornou-se pintor de paredes. A esposa lecionava e as filhas estudavam. Ficaram aqui até que as meninas cresceram e voltaram para a Bahia, onde a mais velha, inicialmente, entrou para a Universidade. Há um tempo não muito distante, quiçá uns três anos, o Biluca esteve de novo em nossa terra. Conversei com ele, estava animado. Gostava muito daqui, mas também gostava da Bahia, embora nascido em Muriaé, em 04 de abril de 1961. Na quinta-feira, 29, meu irmão Hiroito, o Piro, ligou-me para dizer que estavam noticiando sobre o falecimento do Biluca. Publiquei sobre isso, muitas pessoas se manifestaram. Ele era muito bem querido em Capinzal e Ouro. Era respeitado como atleta, como ser humano. Mesmo não sendo nosso conterrâneo, deixou sua marca registrada aqui.

          Uma de suas marcas era o gosto pelo samba. Batucava muito bem, costumava fazer churrascos na sua casa e convidar o Dinho e outros sambistas para tocarem sambas. Mas também preparava deliciosos peixes. Nos jogos do Arabutã, reuniam-se as esposas e filhos fdos atletas do Arabuã e, na arquibancada, cantavam: "Madalena, Madalena..." E criavam músicas e gritos de gerrua para incentivar os atletas.


          Lamentamos a prtida do mesmo, aos 53 anos, muito jovem ainda. Sinta-se homenageado, amigo Biluca, por toda a família Riquetti. E desejamos que a Lia e as meninas possa levar adiante sua vida proativamente, buscando realizar, com êxito, todos os seus projetos pessoais e profissionais.

          Um grande abraço, Biluca, que se junta a quase que duas dezenas de jogadores que atuaram conosco, e que estão jogando, agora, lá no céu.

Euclides Riquetti
02-06-2014

De braços dados com seu sorriso

 


 


 




De mãos e de braços dados com seu sorriso

Dize-me que me amas e eu direi que te amo
Dize-me que me queres e eu direi que te quero
Dize-me que precisas de mim e direi que preciso de ti
Porque, na noite longa,  eu te procuro e te chamo
No dia claro eu te busco  e com saudades te espero
Adoro quando vibras, quando, alegre, me sorris!

Dize-me que não há espaço para as lamentações
E que em cada novo dia esperas por mais uma vitória
Dize-me que nossas almas e nossos corações
Já têm um caminho juntos, compartilham uma história
Dize-me que nossos caminhos levam-nos sempre a um lugar
Onde possamos nos termos e nosso desejo saciar.

E, se tudo o que desejarmos se tornar verdadeiro
Se nossos sonhos puderem  ser compartilhados
Se nos pudermos entregar  um ao outro por inteiro
E nossos ideais puderem,  sempre,  serem alcançados
Viveremos ainda dias muito animados e prazenteiros
E caminharemos  juntos, de mãos e de braços dados.

Euclides Riquetti