quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Por pourri

 

Amor radical


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Amor radical

Eu queria que tu arrancasses meu coração
E o colocasses dentro do teu.

E eu ficaria sem vida,
Sem sensibilidade,
Sem sentir saudade...

E tu terias para sempre o meu coração.

No céu, eu viraria um anjo alado
Que ficaria sobrevoando-te
Onde quer que estivesses
Para onde quer que fosses...

Assim, eu sempre estaria por perto
Protegendo-te
Guiando-te...

E continuaria a compor meus versos
Que virariam sonetos românticos.

E continuaria a rezar
A  pedir perdão
A declarar ao mundo que tu és meu grande amor.

E, no dia em que precisasses de minha presença
Apenas me acenaria
E eu viria
Com todo aquele amor que tenho em mim
Que guardo em mim.

E nós continuaríamos  felizes
Tu e eu.

Te amo demais!!!

Euclides Riquetti


Lembranças... (é fácil falar do vento)

 



É fácil falar do vento, que rima com o pensamento
Do ar, que vem do mar
Da flor, que revela o amor
Do sentimento, que remete no tempo...

É fácil falar do inverno, do amor eterno
Da desmedida paixão
Que explode no coração
E que leva do céu ao inferno!...

É fácil falar da terra, da alegria da primavera
Da planta que cresce
Do broto que floresce
Dos longos anos de espera!

É fácil falar de um porto e de um olhar absorto
Do dia do verão quente
Que queima a pele da gente
E do cansaço que mata o corpo!

É tudo muito belo !!!
Formosa inspiração !!!

Difícil
É lembrar de cada estação
Dia, mês, ano...
De cada beijo profano
De cada momento mundano
De corpo e alma em profusão...

E em cada olhar
Em cada pensar
Em cada lembrar
Querer que tu voltes
E não te ver voltar!...

Euclides Riquetti

Todos os meus pecados

 

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Espero  por um novo tempo, um terno  novo dia
Uma nova e bela manhã, uma nova esperança
Um tempo de muito  amor, um tempo de alegria
Um tempo de colher, um  tempo de bonança...

Um belo novo ano, com êxito e sucesso
Saúde, paz e flores, rosas perfumadas
Poemas sem dilemas, versos e mais versos
Pecados absolvidos, almas perdoadas.

Um novo ano feliz,  com abraços e muitos beijos
Uma rosa vermelha, champanhe ou amarela
Lábios de cereja, de doce e de desejo...

Manhãs ensolaradas, tardes de céu azulado
Pensamentos profanos passando pela janela
Indo juntar aos teus, todos os meus pecados...

Euclides Riquetti

A chama da paixão que arde





Quando a chama da paixão arde
Não importa se é noite, dia, ou fim de tarde....
Quando um coração transborda amor
Pouco conta se faz frio, neva ou faz calor...

Quando um sorriso num rosto se estampa
Porque a alegria vem dele brotando...
Quando, na manhã azul, o sol se levanta
 E seus raios as areias da praia vão bordando...

Quando os namorados fazem juramentos
E querem  misturar pra sempre os sentimentos...
Quando a poeira estiver se assentando na estrada
Depois do trote galopante da boiada...

Quando minhas rimas facilmente se combinam
Porque as palavras se foram campear ao vento...
Quando a melodia das canções nos fascinam
Mesmo que a alma se fira em sofrimento...

O coração arde em paixão
Sim, de verdade, é  a chama da paixão que arde!

Euclides Riquetti

Acredite no amanhã

 


 








Acredite, sempre, no amanhã
Pois, em cada novo dia,  são-nos oferecidas novas possibilidades
Há em cada ser humano um afã
O ímpeto da superação
A força que brota do coração
E que torna guerreira a mulher que tem forte personalidade.

Eu também acredito nas novas jornadas
Das pessoas que vão à luta
Que têm firme a sua conduta...

Acredito, firmemente, nos bons propósitos
Nos ideais a serem alcançados
Para que os obstáculos sejam superados!

Confio na força de Deus e na fibra de vencedores e vencedoras.
Confio no desejo de vitória que há em cada ser.
Confio nas pessoas dignas e defensoras
Do direito de amar e de bem viver.

Por isso mesmo, eu acredito
Eu acredito em você!

Euclides Riquetti

Momentos mágicos do amor:

 


 


 


Momentos mágicos do amor:



O amor nos traz os momentos mágicos

Nele, o inimaginável pode ser realizado

Mas também já ensejou eventos trágicos

Afinal, o imprevisível nunca é o esperado.


O amor pode ser simples ou  idealizado

Pode brotar em meio à aragem matinal

Ou vir na mente de um poeta apaixonado

Ou é o triunfo do bem na luta contra o mal.


O amor é a razão da existência humana

Está acima de todas as vãs filosofias

Sob o céu, na pele sacra ou na mundana.


O amor habita a alma do poeta sensível

A sonetar nas casas, palácios ou cercanias

Para quem ama, nada jamais é impossível. 

Euclides Riquetti

A chuva da manhã

 


 






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Na manhã chuvosa de outono me chega a canção
Que me vem trazida pelo vento
Pousa, suavemente, em meu pensamento
E se aloja em meu frágil  coração.

Vem, num carrossel de anjos que vêm
Com sua melodia indescritível
Canção de sabor aprazível
Vem me deliciar também.

Na manhã chuvosa de outono vem a canção que me afaga
A canção da noite, que você repete
E que me acalenta, me confunde e me embriaga.

Na manhã chuvosa de outono meu coração silencia
Enquanto se acalma, pensa, reflete:
Quer esperar você, cheio de uma doce  nostalgia.

Euclides Riquetti

terça-feira, 30 de setembro de 2025

liberdade é poder... sonhar!






Liberdade é poder... sonhar!


A liberdade é como o vento:
Sopra, ora para esta, ora para outra direção...
Liberdade é o fogo que queima a lenha, vira brasa e aquece a água e as almas.
É como o pássaro que voa no ar
A água que corre pelo vale
O canto da gaivota que plana, sem cansar
Sobre o mar.

Liberdade é um dia de sol:
É quando as nuvens  se escondem atrás do azul infinito
Ou a noite matizada por estrelas.
E, quando perco o rumo de meus olhos para vê-las
Se perdem na imensidão.

Liberdade é como o grito da vitória
O Soco no ar
O abraço comovido.
É o olhar sobre o vasto campo florido
Colorido!

Liberdade é poder não ter que  levantar-se cedo
É poder deslizar os pés descalços
No verde gramado
É poder sentar no banco da praça e dizer: Este lugar é meu, aqui é o meu lugar!

Liberdade é andar com a pessoa que se ama
Sem ter hora pra chegar
Em nenhum lugar.
E apenas poder...
Continuar a sonhar!

Euclides Riquetti

Sentir o teu perfume no ar

 


 



Na manhã,  depois da tempestade
Volta o vento calmo do Sul
E lembro-me,  com muita saudade
De teu rosto de divindade
De teu  olhar verde-azul...

Na manhã, depois da tormenta
Volta-me toda a alegria
Meu coração já não  lamenta
E minha alma deseja, sedenta
Navegar nesta calmaria...

Na manhã do dia que chega
O canto dos pássaros a me alegrar
Para mandar embora a tristeza
E, no despertar da natureza
Sentir teu perfume no ar...

Euclides Riquetti

Somente eu te amo o suficiente - Only me love you enough...

 





Somente eu te amo o suficiente
Pra te oferecer um poema e uma rosa
Pra te dizer que o inverno que chega agora
Inspira-me a te compô-lo assim de repente!

Somente eu sei o valor que tu tens
Sei de teus dotes e de tua determinação
E do quanto sabes amar com tua devoção
Entendo tuas angústias, ter compreendo bem!

E, na gradação rítmica, te componho
Um soneto novo, simples, delicadamente
Amar-te sempre é o melhor que te proponho.

E, na gradação silábica, eu o declamo
Para que tu o ouças no ouvir de tua mente
Para que sintas o quanto eu te quero e te amo!

Euclides Riquetti

Você, as flores e o mar!

 


 




Tu adornas as flores coloridas e elas te adornam
São belezas que se encontram e se harmonizam
Tu és emoldurada pelas flores que te contornam
Sois imagens que em minha mente se eternizam.

Não importa qual seja o dia ou seja a distância
O que conta é o que tu fazes e o que representas
Para mim, cada minúcia tem forte importância
Cada gesto teu tem sua relevância e sua essência.

Teu rosto vem a mim em meio às nuvens claras
Sobrepõe-se à calmaria e exuberância dos mares
A imensidão se reveste de uma dimensão ignara.

Teu pensamento vem a mim e o meu te encontra
Como num encontro romântico de dois olhares
Sem obstáculos, com amor, alma aberta e pronta.

Euclides Riquetti

Beijar seus pés... com sedução!

 


 






Eu queria beijar seus pés com devoção
Acariciar sua pele com sedução
Causar-lhe desejo e emoção
Sim, desejo e sedução
Apaixonadamente!

Eu queria ser aqueles grãozinhos de areia
Que se grudam em seus pés
E os massageiam
Num ritual terno e suave
Que se juntam aos demais
Para pousar nas praias colossais...

Eu queria, docemente, beijar seus pés
Fazer-lhes carinho
E, devagarinho
Acariciá-los!


Sim, docemente
Suavemente
Desejosamente...
Com muita sedução!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Como uma tarde quente de verão


 



Como uma tarde quente de dia de verão 

Desconforto, ojeriza, até inconformismo...

Que venham os dias melhores que virão

A primavera animadora, alegria, otimismo.


Noites de insônia, inquietação, devaneios

O desejo de te desejar com toda a volúpia

O querer de te querer, o amor sem rodeios

O prazer de cuidar como ursinha de pelúcia. 


Novos tempos, depois de tantas incertezas

Agora o alento, o ânimo e toda a superação 

Sonhar com as flores, os jardins de belezas.


Um novo porvir, depois da noite enluarada

Um vento matinal a soprar em meu coração

E a paz renascida, a esperança já renovada.


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza (liga Capinzal e Ouro) - crônica de memórias - vale a pena ler de novo!

 




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          Os Distritos de Ouro e Rio Capinzal, na terceira década do Século XX, pertenciam ao Município de Campos Novos, de vasto território envolvendo o Planalto Catarinense e o Vale do Rio do Peixe.

           Um fator de dificultava a vida da população dos mesmos, principalmente dos moradores da margem direita do Rio do Peixe, era a falta de conexão entre os dois povoados, uma vez que apenas o serviço de balsa e botes era disponível para o transporte de pessoas e produtos de um para o outro. No lado Rio Capinzal,  havia a Estrada de Ferro, inaugurada em 20 de outubro de 1910,  ainda diversas indústrias, hospital,  um comércio bem organizado e até hotéis. No lado de  Ouro, o comércio era bem ativo e a produção agrícola muito forte, até por causa da vocação de seus colonizadores, descendentes de italianos originários da Serra Gaúcha.

          Em 1932, estando em bom estágio de desenvolvimento, precisavam construir uma ligação fixa entre os dois povoados. Então as comunidades, lideradas pelo Sr. José Zortéa, uma pessoa de alto espírito empreendedor, com grande agilidade e muito criativo, fez projetar uma ponte de madeira, sustentada por cabos de aço assentados em pilastras também de madeira. Coube aos Srs. Otávio Ferro e Aníbal Ferro formarem a equipe de trabalho e executarem a obra, pois tinham grandes conhecimentos em carpintaria e marcenaria.

          Para financiar a obra obtiveram, através do Município, uma pequena ajuda do Governo do Estado, mas o custos maiores foram bancados pelos moradores dos dois Distritos. Depois de quase dois anos desde a concepção do projeto, a ponte ficou pronta e teve sua inauguração em 1934, numa concorrida solenidade, quando o Padre Mathias Michelizza, um dos grandes incentivadores da obra, atravessou-a a cavalo. Na parte localizada em Rio Capinzal, havia sobre ela uma Casa de Pedágio, onde os usuários pagavam para passar de um lado a outro. À época,  era considerada a terceira ponte do gênero no mundo.

         Porém, por ocasião da grande enchente de 21 de junho de 1939, ela veio a ruir pela força das águas do Rio do Peixe, que atingiram, inclusive, a Rua da Praia, hoje Rua Governador Jorge Lacerda, e a Felip Schmidt. O local onde se situa a Praça Pio XII foi totalmente inundado. Fora uma enchente sem precedentes. Também houve alagamento na área central da Rio Capinzal.

          Mas nossa comunidade, muito unida e determinada, contratou um responsável técnico, o Engenheiro Austríaco Máximo Azinel, que também teve o apoio do prático,  também austríaco,  Antônio Holzmann, e conseguiram reconstruí-la, agora com pilastras de concreto e com um vão central de 84,50 metros e ainda a parte de extensão imóvel. Hoje, na totalidade, atinge 142 metros. A segunda ponte exigiu um investimento de Cr$ 200.000,00 (Duzentos mil cruzeiros), e houve a participação do estado com Cr$ 90.000,00. Os Cr$ 110.000,00 faltantes e ainda muitos serviços, foram bancados pelos moradores dos Distritos de Capinzal e Ouro. Foi inaugurada em 1945. Os nossos benfeitores guardam, até hoje, plaquetas metálicas em que consta serem "sócios" do empreendimento.

          Cabe mencionar que tinha uma largura de 3,5 metros, o que possibilitava a passagem de carroças com tração animal e de pequenos caminhões, os quais transportavam artigos de consumo de Capinzal para o Ouro,  e suínos deste para serem abatidos no Frigorífico Ouro, mas que era localizado em Rio Capinzal, ali próximo da Estrada de Ferro.

         Alguns anos depois da inauguração da Ponte Irineu Bornhausen, a chamada "Ponte Nova",  inaugurada em 06 de janeiro de 1955, a pista da Ponte Pênsil foi estreitada, ficando na largura atual, apenas permitindo-se a passagem de pedestres.

          Na enchente de 07 de julho de 1983, ela foi parcialmente destruída, sendo reconstruída pela ação dos Prefeitos de Capinzal, Celso Farina, e de Ouro, Domingos Antônio Boff. Entretanto, na segunda metade do ano de 1984, pouco tempo após a sua reconstrução, um violento vendaval seguido de ciclone atingiu a área central de Ouro, levando parte da cobertura de alumínio do Ginásio Municipal de Esportes André Colombo e derrubando a ponte.

         Foi uma cena horrível: A cidade escureceu na meia tarde, virou tudo noite, vieram fortíssimas rajadas de vento, o ar frio misturava-se ao quente, formava redemoinhos, as pessoas se agarravam aos postes e mesmo aos pneus dos carros estacionados na rua Felip Schmidt para não serem levadas pela sua força. E, num dado momento, os cabos laterais de segurança foram rompidos, a plataforma de madeira foi lançada ao ar sentido Sul/Norte, até a altura do topo das colunas altas que sustentavam os cabos de aço.

          Com o represamento do vento, foi tanta a força exercida, que as pilastras de concreto quebraram-se ao meio, na altura da plataforma, caindo tudo dentro do Rio do Peixe. Custou-me acreditar que isso tivesse acontecido. Presenciei a cena da janela da sala do Pré-escolar da Escola Prefeito Sílvio Santos, para onde corri quando percebi que vinha a escuridão. Preocupei-me porque esta era uma casinha de madeira, ao lado do prédio principal da Escola.  Com calma incentivei as crianças da Professora Neusa Bonamigo a "brincarem de se esconder" debaixo de suas mesinhas. Formulei uma brincadeira de nos escondermos, pois tive medo de que a edificação também desabasse sobre eles. A professora logo entendeu o que eu estava fazendo e o porquê. . Eu apontava o dedo para a janela sugerindo que fosse olhar sem as crianças notarem aquele cenário desolador. Fazia sinais e ela não imaginava a cena de horror que se passava lá fora. Eu não queria que as crianças se assustassem, mas entendeu que algo se passava e alojou os pequenos sob suas mesinhas.  Evitamos  que as crianças percebessem o que se passava. . Felizmente, nada de mal  lhes aconteceu.

          Alguns minutos  depois, a ocorrência de chuva. Um aluno nosso e o filho de uma professora, nossa colega, estavam sobre a ponte, mas conseguiram escapar de cair no rio ou serem atingidos pelos materiais da ponte. Caíram fora das águas. Tudo terminou bem. Mas as águas subiram e levaram todas as madeiras embora, de novo...

          No ano seguinte, 1985, foi reconstruída, com o aproveitamento das bases dos pilares e a fixação dos pórticos de sustentação dos cabos de aço sobre essas. Fizeram furações verticais nas pilastras restantes e conseguiram "chumbar" as colunas sobre elas. Tudo ficou bem novamente. Houve substituição do madeiramento por duas vezes, desde então, em 1991 e em 2005, , ficando no mesmo padrão, com o objetivo de preservar seu modelo arquitetônico, uma verdadeira obra de arte. Está ali, impondo sua simplicidade histórica, majestosamente, sobre o nosso Rio do Peixe!


Euclides Riquetti
24-05-2013

O naufrágio dos sonhos

 


 



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Quando nossos sonhos nos dão sinal de naufragar
Quando nossas esperanças começam a sucumbir
Nossa mente plana, desesperadamente, baila no ar
Desaparece, de nosso semblante, o simples sorrir.

Quando nossos sonhos nos dão indícios de fenecer
Quando nossas esperanças se dissipam e evaporam
Nossa alma pede por socorro, quer outro alvorecer
Intimida-se nosso corpo, e nossos olhos choram...

Porém, quando se deseja lutar, buscar a superação
Novos horizontes podem vir ao nosso encontro
Podem nos presentear com o ânimo e a motivação.

E, se tivermos deixado espaços para receber a flor
Se estivermos com nosso coração aberto e pronto
Poderemos, com renovada alegria, celebrar o amor!

Euclides Riquetti

Na noite da super lua

 


 









Na noite da super lua
Tentei agarrá-la
Delicadamente
Deliciosamente
Com minhas mãos segurá-la...

Queria que ela me dissesse
Algo que me comovesse
Algo que me convencesse
Como o sol que me incandesce...

Na noite em que ela desfilou
Bela, maliciosa, altaneira
Bela, majestosa, faceira
Sobre as areias de Canasvieiras
Eu a beijei com minha alma ditosa...

E ela, branca, prateada, caprichosa
Me fez buscar palavras
Em minhas lavras
Para compor o tema
Deste meu poema
Que fiz e guardei para você
Pra você!

Euclides Riquetti

domingo, 28 de setembro de 2025

Sonetos da beira do mar...


 





Desconecte-se, completamente,  da sua realidade
Saia pra  fora de si, de seu mundo real
Embarque  no seu pensamento e viaje
Navegue pelo espaço sideral...

Vá, em nau imaginária, para os outros planetas
Tente encontrar neles os poetas e escritores
Abrace-se aos satélites e aos cometas
Mergulhe nos seus perfumes e colores.

E, em cada porto celestial, em cada estação
Em cada lugar em que estiver me procurando
Deixe-se entregar pela desmedida paixão

E, se outros poetas,  você não encontrar
Volte para mim, pois estou aqui esperando
Compondo meus sonetos na beira do mar.

Euclides Riquetti

Mas não se esqueça de falar de amor...







Fale de negócios, fale de arte, fale de futebol
Fale das plantas, fale dos jardins, fale da flor
Fale de dias cinzentos, chuvosos, ou de sol
Mas não se esqueça de falar de amor!

Fale de lugares, fale de vales, fale de viagens
Fale dos montes, do por do sol, de sua bela cor
Fale dos rios e dos riachos, fale das paisagens
Mas não se esqueça de falar de amor!

Fale de amor, porque só ele constrói pontes
Fale de amor, amor de homem, amor de mulher
Fale de amor, porque ele alisa os horizontes.

Fale de flores, não fale das lágrimas de dor
Fale de todos os assuntos que você quiser
Mas não se esqueça de falar de amor!

Euclides Riquetti