segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Flor-de-lis

 



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Um dia você sonhou que era livre
Que voava como o pássaro feliz
Que seu mundo era tão grande, era infinito
Era paz, amor tão puro, Flor-de-lis...

Um dia você sonhou que era feliz
E andou pelos caminhos da paixão
De repente veio a sua decepção
E deixou murchar a bela Flor-de-lis.

Um dia você sonhou o impossível
Para um tempo em que convinham certas normas
E tornou sua vida um sonho tão sofrivel
E deixou que Flor-de-lis caísse fora.

Flor-de-lis foi das paixões a mais querida
Que tomou caminhos novos, diferentes
E a paixão que foi outrora amor ardente
Virou cinza, virou mágoa tão sentida.

Seus caminhos, Flor-de-lis, são diferentes
Mas alguma coisa forte ainda os prende
Ainda acende o seu romance tão bonito
Amor de amor, amor de sonho, sem conflito...

E eu, que nessa história tenho um pouco
Não me conformo em ver o rumo que tomou
Onde um amor de juventude, muito louco
Virou apenas a lembrança que ficou.

Euclides Riquetti
18-08-1993
(Poema para Sheila)

Prefeitos eleitos em 1988– (Capinzal - Ouro e microrregião da AMMOC)

 



       Em 15 de novembro de 1988 fui eleito Prefeito Municipal em Ouro, aos 35 anos. Fiz 57% dos votos válidos. Gastei duas semanas de meu primeiro ordenado para pagar toda a campanha. Com adversário, sem ser em eleição com candidato único, fui o mais jovem eleito prefeito daquele Município. Eleito no ano de promulgação da Constituição Cidadã, fizemos parte da transição para uma nova edição desta, devidamente aprovada e sancionada. Ainda, a Constituição Estadual e a Lei Orgânica do Município. Uma grande mudança na vida dos cidadãos, em todos os níveis.

       Um deputado me dizia: “Vocês vão ter muito dinheiro para administrar!” Só não falou que iriamos receber muitos encargos que antes eram de competência dos governos estadual e federal. Principalmente na Educação e na Saúde. Para quem gosta do Poder, de dominar pessoas e orçamentos, maravilha! Mas para quem gosta de situações de normalidade, uma fardo. Porém, quem se candidata e é eleito, não adianta reclamar nem choramingar. Tem que mostrar capacidade de gestão, de liderança, de articulação.

        Tive, oito anos antes de o início de minha gestão, a experiência de atuar como “secretário do prefeito”, único. Era nomeado como Diretor da Divisão Administrativa. Tinha muitas responsabilidades e adicionei a minha experiência como gerente de filial de concessionária de caminhões e administrador de empresa industrial, num universo de 550 funcionários, algo muito forte para a década de 1970. Professor em escolas particulares e estaduais, muita experiência em lidar com o ser humano.

       Trabalhando desde criança, na roça, em engenho de cana e em alambique, na adolescência fui balconista de armazém, lavador e lubrificador de veículos, ajudante de açougueiro, servente de pedreiro, auxiliar de lavanderia, e outras coisinhas mais. Não perdi nenhum pedaço de mim...Listar aqui as entidades que dirigi antes de ser eleito prefeito soaria como prepotência.

       Nas eleições municiais de 1988, na microrregião da Ammoc, tivemos grande mudança na política. Figuras tradicionais, as velhas raposas, deram lugar a uma outra geração de políticos. O mesmo aconteceu com as câmaras de vereadores. Posso classificar nossa geração de prefeitos em degraus. No primeiro, os mais jovens, em idades entre 34 e 36 anos: Euclides Riquetti (PDS) , em Ouro; Ari Ferrari (MDB), em Ibicaré; Euclides Miazzi (MDB), em Lacerdópolis; Rudi Ohlwailer (PDS), Treze Tílias; Noveli Sganzerla (MDB), em Água Doce. Depois, um degrau acima (em idade): Nelson Primo (MDB), Herval d´Oeste; Saul Leovegildo de Souza (PDS), Catanduvas; Faustino Panceri (PDS), Tangará; Ozires Randon (PFL), Pinheiro Preto. Um terceiro time, com Raul Furlan (MDB), Joaçaba; Agenor Piovezan (MDB), Erval Velho; Iirineu Maestri (MDB), Capinzal.  Um ano depois, em Abdon  Batista, elegeu-se Santin Palavro Júnior, pelo MDB.

          Administrar há quase quatro décadas, e hoje, tem diferença? – Tem e não tem! – Em nossa época, um prefeito precisava ter a sorte de pertencer ao partido do Governador. As verbas eram garantidas, os deputados da base governista traziam recursos. Os dois primeiros anos, com Pedro Ivo Campos e Casildo Maldaner (MDB). Dos dois subsequentes, com Vilson Kleinubing (PFL). Em Brasília, José Sarney (MDB), que seus companheiros diziam “O povo não esquece, Sarney é PDS!”. Depois Fernando Collor e Itamar Franco. Os deputados federais e senadores não tinham os privilégios que os atuais têm. Mas, as tetas da viúva davam muito pouco leite!

       Os prefeitos se viravam como podiam. O dinheiro era mais curto, mas não havia tantos compromissos com a Educação e a Saúde, nem com o social. Havia quem comprasse caminhão caçamba com dinheiro da Educação e quem construísse os ginásios de esportes com recursos daquela pasta. Caminhão com caçamba para transportar merenda escolar, ponte para os alunos chegarem até as escolas, etc, etc...

       Agora, os compromissos são maiores, as despesas aumentaram, mas o dinheiro também. Administrar uma cidade é fácil, pois o dinheiro entra nos cofres públicos, mais facilmente do que entra nas empresas.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Água que te bebo na sede

 



 




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Água que te bebo na sede

Água incolor, água inodora
E divinamente saborosa
Sempre que agredida chora
Água puramente deliciosa.

Água molemente gostosa
Ou em plena efervescência
Que mata minha sede gulosa
Presto-lhe toda a reverência.

Água de março a fevereiro
O ano todo água saudável
Que corre no rio altaneiro
Ou brota na fonte potável.

Água que te bebo na sede´
Ou que me lava no banho
Água do mar recebe a rede
E molha seu cabelo castanho.

A mesma água que acaricia
Que teu corpo massageia
Que hidrata tua pele macia
E minha alma incendeia.

Água que respeito e quero
Quero saudar-te em teu dia
Que cuidem de ti eu espero
Para te sorver com alegria!

Euclides Riquetti

Remove os entulhos de tua alma

 


 




Remove os entulhos de tua alma 

E vai depositar em outra freguesia

Escolhe uma ilha desnuda e calma

Onde dispensar a tua melancolia...


Usa toda a força de tua imaginação

Leva uma pessoa por ti idealizada

Alguém que afague o teu coração

Nas manhãs quentes e ensolaradas.


Mas, se porém ainda não encontrares

O sentido do amar e do ser amada 

Voltemos para casa, para nossos pares

Para viver a vida que nos foi legada!


Busca a paz que pode restar em ti!


Euclides Riquetti

domingo, 23 de novembro de 2025

Dê-me um abraço


 



 


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Dê-me um abraço gostoso
Deliciosamente perfumado
Um abraço calmo, silencioso
Mas muito prazeroso e apertado...

Um cândido e doce abraço
Que a nossa angústia ameniza
Que alivia a dor e o cansaço
Que o bom momento eterniza...

Dê-me um abraço casual
Ou mesmo com frenesi
Entusiasmado ou sensual
Algo como eu nunca senti...

Um abraço e seu sorriso meigo
A ousadia de seu olhar fatal
Que adorna  seu sorriso meigo
Belo sorriso, sem igual...

Euclides Riquetti

sábado, 22 de novembro de 2025

Beijo de sorvete trufado




Beijo de sorvete trufado 


Me dá um seu beijo bem gostoso

Mas nada de sabor mentolado

Eu quero algo muito delicioso

Sabor capuccino ou creme trufado.


Um beijo quente com gosto gelatto

Daqueles de tirar o fôlego da gente

Desafiando o meu instinto sensato

Atiçando a paixão da alma quente.


Um beijo sabor sorvete cremoso

Da Chantilly, Sabrina ou Italiana

Ou mesmo Dihêlo, tão saboroso.


Beijar teus lábios deliciosamente

Amar-te sob os lençóis de tua cama

Abraçar teu corpo perdidamente!


Euclides Riquetti (Elyseo Dechamps)

Amor de paixão

 


 




Bem sei onde moras, bem sei o teu nome
Bem sei como és, como são o teus olhos
Sei a cor de tua pele, o sabor  de teus lábios
Sei do vinho que bebes, dos doces que comes.

Sei sobre tudo o que pensas e tudo o que escreves
És um livro aberto, uma casa sem portas
Sobre  os versos que escrevo, longos ou breves
Sei quanto que os lês, e com quantos te importas.

Bem conheço tua alma e  teu corpo sensual
És a perfeição que não se encontra num lugar qualquer
A dama que transborda de perfume magistral.

Não quero mais chamar-te de  amiga do coração
Mulher linda e poderosa, mulher, bela mulher
Quero apenas que sejas meu amor de paixão.

Euclides Riquetti

Lembranças do Mater Dolorum - reedição

 



 


Capinzal - década de 1950 - Observe-se o casarão atrás da Igreja de São Paulo Apóstolo, na parte frontal: era nosso Mater Dolorum.

          O Mater Dolorum completou 65 anos (em 2014, agora está com 76). Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.


Aos fundos da Igreja Matriz, o majestoso Mater Dolorum - Capinzal - SC
          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

CAMINHAR JUNTOS


 


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Caminhar juntos

 Caminhar juntos, depois afastar-se
Lembrar do sorriso, e  imaginar...
E então...   reencontrar-se!
Rever-se, entender-se,  com  apenas  um olhar
Caminhar juntos, em direção ao nada!
Caminhar juntos, pensar, sonhar..
E mais nada!

Sorrir o sorriso que diz tudo
Acenar o aceno da alma leve
Dar falas ternas ao coração que está  mudo
Não dizer adeus, pois a despedida fere...
Ver-nos-emos de novo, ao longo da estrada
Ver-nos-emos de novo, num momento breve
Em alguma estrada...

E, no encontro de todos os caminhos
Nos aclives e declives, com ou sem espinhos:
Você!
Mesmo quando tudo parecer longe, distante
A silhueta divina, doce, elegante:
De novo você!  Para caminharmos juntos
De novo
Eu e você! Só nós dois...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Um poema de primavera



No poema da primavera, a exaltação
A sensibilidade em observar e sentir
As palavras simples, beleza, discrição
Harmonia e cores que haverão de vir.

O cedo da manhã clara, bela natureza
O murmúrio das aves, o som do vento
As folhas que se movem na delicadeza
A vontade de propagar os sentimentos.

As manhãs primaveris estão chegando
Com o céu azul, com seu sol dourado
Os perfumes exalados se espalhando...

Tardes com a alegria de um pré-verão
Mais do que um novo dia ensolarado
Meu ser indo em busca de seu coração!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Um sábado belíssimo: fique bem...

 


 





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Tenha um sábado belíssimo
Um dia levemente ensolarado
Um céu azul com matizado
De nuvens brancas, lindíssimo!

Tenha um sábado de alegria
Muita jovialidade e animação
Muita paz no seu coração
E o prazer de viver este dia!

Tenha um sábado diferente
Com suas coisas dando certo
E meu espírito estará perto
Cuidando de você, certamente!

Tenha um sábado gracioso
Muita motivação para a vida
Reencontros sem despedidas
Um dia simplesmente gostoso!

Pois vou fazer-lhe uma oração
Pedir pra todos muita saúde
Equilíbrio com amplitude
Muito carinho no coração.

Fique bem, fique muito bem!

Euclides Riquetti

Na harmonia do universo

 





Pássaros azuis prateados vagam na noite enluarada

Seguem o caminho onde passam os cavalos alados

A estrela maior cintila soberana na manta sagrada

Que cobre o sol ausente e o esconde no outro lado.


Cantigas saudosas flutuam em leves ondas sonoras

E em alfa e centauro flertam com o cruzeiro do sul

Navegam, discretas, nas mentes ágeis e prodigiosas

E afagam as almas puras que rondam todo céu azul.


Partículas estáticas se desprendem dos astros soltos

Que se perdem no ar e se espalham pelo céu infinito

E se curvam diante das divindades e ídolos revoltos.


E, na harmonia do universo meus olhos te procuram

Buscam encontrar teu corpo moreno e o rosto bonito

Pois no leste e no oeste os sonhos nascem e perduram!


Euclides Riquetti

Nas incertezas de nosso tempo

 



 



Nas incertezas de nosso tempo

Tu também te perdes, mulher...

Tudo foge à lógica no momento

As coisas não são como se quer.


Visão de tristeza, de melancolia

Muito desânimo e até depressão

E esperar que nos volte a alegria

O sentir da vida, o amor, a paixão.


Que nos venha, logo, a esperança

O raiar da bela e colorida aurora

Energia pueril no rosto da criança.


Que a ciência nos dê os remédios

Que fiquemos aqui, sem ir embora

E a imaginação nos livre do tédio!


Euclides Riquetti

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

O vento sutil que afaga o rosto


 


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(O vento sutil que afaga o rosto)

Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.

Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares  e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que  delira.

Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos  já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem  animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!

Euclides Riquetti

Silêncio no Asfalto - soneto undecassílabo


 









Euclides Riquetti recebendo premiação das mãos de Jucelino Ferraz, Prefeito em Exercício de Joaçaba, pelo primeiro lugar no "Concurso de Poesias Dr. Miguel Russoswsky", em 20-12-2018, por obter  Primeiro Lugar na categoria Soneto. O concurso foi promovido pela Gerência  da "Casa da Cultura Rogério Sganzerla" 



Silêncio no asfalto


O asfalto liso, azul-cinza matizado
É palco de nostalgias e de dilemas
O asfalto que tem o brilho prateado
É canteiro de meus prantos e poemas.

O asfalto escuro vai perdido na curva
Onde morre o sonho e vagam os atritos
Coração dilacerado em alma turva
Na sentida dor, abalos e conflitos.

O asfalto inóspito se alonga na vista
Duas faixas douradas decoram a pista
No desafio sutil, terno e sedutor.

É um instigar e uma dúvida presente
Tétrico palco da tragédia iminente:
Calou-se a voz do poeta sonhador...



Euclides Riquetti