domingo, 15 de dezembro de 2019

Estamos produzindo uma geração de mal-educados?


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       É vergonhoso, lamentável, mas verdadeiro, infelizmente. O Brasil regredindo em sua qualidade de ensino, especialmente em matemática e ciências. Em leitura, estamos entre os 10 piores do mundo num contexto de 80 países avaliados. A constatação vem pelos resultados do Pisa divulgados nesta semana,  que é um Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Estabilizamos em leitura no fundo do poço e nas outras duas disciplinas estamos indo de marcha à ré.

       Isso nos remete a refletir sobre o assunto e relembrar de o quanto já perdemos de tempo sentados nos bancos escolares no presente Milênio, aprendendo menos do que deveríamos. Foi muita balela, muito discurso ideológico, muita filosofia, muito papo inútil e aprendizagem evolutiva, que é bom, nada! Muitos especialistas, mestres e doutores aparecendo no ensino privado ou no público, muita titulação, mas os resultados decepcionantes. Muitos diretores de escolas fracos, sem liderança sobre professores e alunos, incapazes de encontrarem meios de trazerem os pais para o âmbito dos educandários. Imagino que apenas metade deles ainda consegue ter o controle da situação em sua escola. E não vejo como que isso vá melhorar! Dirigentes precisam ter capacidade de gestão e também conhecimento da psicologia, da didática, o técnico na sua área de formação, geral nas outras áreas, capacidade de liderar equipes e pessoas, e vontade de tornar-se um bom gestor.  Os alunos precisam ter mais vontade de estudar e aprender e os pais mais seriedade na cobrança dos estudos a seus filhos.

       A educação precisa acontecer na escola, preferencialmente na sala de aula e em todo o âmbito da escola, não nos gabinetes ou nos escritórios. Os educadores precisam tornar-se grandes leitores, buscarem incessantemente a ampliação de seu leque de conhecimento, tornarem-se exemplos a serem seguidos. A conduta dos educadores diante dos alunos é avaliada constantemente, pelos mesmos. Sabemos que os alunos são exímios observadores e, se não sentirem que estão sendo conduzidos à aprendizagem por gente competente, passam a dirigir sua mente a outras coisas de seu interesse, que lhes causam maior prazer.

       Se compararmos a situação das escolas com três décadas atrás, veremos que hoje as condições de trabalho são melhores, há razoável ambiente físico de trabalho, os recursos tecnológicos são maiores e melhores. Então, todos precisam colocar o corpo e a mente para andarem, agirem, oportunizarem e EXIGIREM que tudo seja levado muito a sério para a aprendizagem dos alunos e o êxito das escolas.

       Para complementar, registro aqui que, quando vou ao mercado comprar algo, tenho meus próprios critérios pessoais para a escolha dos produtos que coloco no carrinho. Leio todos os rótulos dos produtos, não compro pela marca, não sou adepto de marcas famosas. Primeiro, vejo se há a qualidade sanitária, o modo como são embalados e conservados, as datas de validade. Depois, meu critério de seleção contempla: a) O produto de produção ou fabricação local; b) o de produção ou fabricação microrregional; c) o produto de Santa Catarina. Depois, o produto nacional, e o importado somente se não houver similar disponível. Com isso, ajudo minha cidade, minha microrregião, minha região e meu estado a se desenvolverem mais, a obterem melhor arrecadação de impostos, mais geração de trabalho e renda perto de mim. Também, ajudo a quem me paga a aposentadoria a ter dinheiro para me pagar e mesmo para investir naquilo de que a população precisa. Muito simples! E as escolas podem trabalhar isso muito bem, levando alunos, professores e comunidade escolar a ajudarem a si mesmos!

Euclides Riquetti – Escritor em fase de produção do seu novo livro “Crônicas de Rio Capinzal, Abelardo Luz/Ouro e arredores” (título provisório).  

Publicado em 06-12-2019

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