sábado, 27 de junho de 2026

Quando a chuva molhou as roseiras







Quando a chuva molhou as tuas roseiras

E as gotículas pousaram sobre a tenra folha

Os  cravos bailaram, serenos, nas fileiras

Ali dispostos, solitários, sem ter quem os colha.


Jazem, felizes e exalam seu perfume masculino

A excitar o mais erótico pensamento

A mesclar-se em meio ao frescor matutino

Com seu doce aroma de encantamento.


Cravos e rosas, uma comunhão singular

Na manhã que chegou um tanto acabrunhada

Rosas e cravos, lembranças sutis a me atiçar.


Sonhos, lembranças, paixão e beleza

Na tarde que te deixa deslumbrada

Lembranças, sonhos, majestosa realeza.


Euclides Riquetti

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