terça-feira, 12 de setembro de 2017

Qual o foco da Administração de Joaçaba?





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A Acesso Rodoviário Adolfo Ziguelli se constitui na
melhor obra de Rafael Laske para a cidade.



       Todo o gestor deve ter amplo conhecimento do empreendimento que administra. E ter um time que jogue junto com ele. Na área privada, ninguém paga salários a pessoas que não produzem o que o empregador espera delas. Se não serve, manda embora! Na área pública, as coisas não acontecem da mesma forma. O gestor acaba tendo que manter em sua equipe pessoas despreparadas, muitas vezes até esforçadas, mas que não conseguem dar conta de seu próprio serviço.
      Quando tem uma equipe de assessores bem engajada e articulada, esta mesma lhe leva sugestões de como operacionalizar as ações propostas, ajuda a encontrar soluções criativas para resolver os problemas que surgem, a adiantar-se diante de problemas que eventualmente possam surgir. Habilidades em perceber e em resolver são essenciais na figura do servidor que, realmente, deseja fazer o melhor pelo seu município, estado ou país.
       O prefeito Rafael Laske tinha alguns focos: a) Construir um Parque Municipal; b) Construir um Ginásio de Esportes no Santa Teresa; c) Melhorar o acesso à cidade pelo acesso Adolfo Ziguelli. Seu time mais atrapalhou do que ajudou. Não foram bons conselheiros, faltou maturidade.
       Iniciou o Parque e não o concluiu. Devia ter iniciado ao menos um campo de futebol em local de fácil acesso, preferencialmente próximo à BR 282, antes de demolir o Oscar Rodrigues da Nova. Poderia ter plantado “muitas árvores” no local do parque, tão logo foi planejado. Elas teriam vingado e dariam ao mesmo uma característica que precisa ter: lugar aprazível e sombreado para descanso de quem o utiliza. O parque poderia ter sido mais modesto, com menos concreto de cimento e mais atrativos naturais. Teria sido concluído e ficaria com os louros da vitória. O Prefeito Bigode tem alegado isso e aquilo sobre o parque. Está dando créditos ao Mamão e se desgastando perante os que querem usar o local para lazer.
      Laske iniciou um Ginásio de Esportes e não conseguiu concluí-lo. Havia a promessa de emenda parlamentar e a garantia de recursos alocados pelo Município. A crítica é muito severa em relação a não ter local suficiente para estacionamento dos carros em dias de jogos. Demoliu o Silveirão e não devolveu à comunidade algo utilizável. Ficou o sonho e não aconteceu a realidade.
       O Adolfo Ziguelli foi a grande obra do Mamão. Teve o apoio do Governo do Estado, que colocou o principal dos recursos, sem o que não teria sido construído. A própria entrada da Havan e do Supermercado Caitá nas imediações não aconteceria se não houvesse o acesso adequado. Agora temos e isso é possível.
       O Prefeito Dioclésio precisa dizer à comunidade ao que veio. Apoiadores seus, do Comércio, me confidenciaram que não viram ainda a “administração profissional” que iria implantar. O time é considerado fraco, com poucas exceções. Está despontado o trabalho do Secretário Sartori, que vem trabalhando muito e que melhorou muito a sua comunicação, transparecendo sinceridade. Dos demais, há um bom projeto para a Educação, que vem sendo construído pela Maria Helena Detoni.  O Jorge Dresch segura as pontas nas finanças e o Jucelino Ferraz tem clareza do que quer na área social. Outros secretários mostram boa intenção, mas a comunidade está aguardando por resultados práticos. Lembro que o tempo passa, sutilmente passa. Qual o foco da administração atual?
Euclides Riquetti – Escritor – Membro da ALB/SC

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