terça-feira, 7 de maio de 2019

Dia do Trabalhador: Comemorar o quê?




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       A cada ano que passa, o trabalhador brasileiro tem menos a comemorar. Os níveis de desemprego altíssimos, chegando à casa dos 14 milhões de desempregados, as perspectivas nada alentadoras. No momento, jogam-se todas as esperanças na reforma da Previdência Social. Defendida pelas forças da grande imprensa, a reforma já nos mostra que, mais uma vez, o toma-lá-dá-cá vai funcionar. Acredito que no terceiro semestre ela estará definitivamente homologada, mesmo que com alguma desidratação. Mas...

      É vergonhoso o sistema de distribuição de renda brasileiro. Temos um sistema altamente viciado, em que os funcionários públicos são privilegiadíssimos, principalmente os do Legislativo. Mas não ficam pra trás os do Judiciário e do Executivo. Neste último, a calamidade vem em todos os níveis: federal, estadual e municipal.

       A ação demagógica e interesseira dos legisladores nos tem levado a presenciar as discrepâncias entre os salários da classe realmente trabalhadora, constantemente manobrada pela elitizada, que leva o grande quinhão. A média salarial do setor público é infinitamente superior à do setor privado., algo que precisa ser corrigido.

       Aqui em Joaçaba, a classe trabalhadora tem dois pontos para se queixar: Não houve, nas duas últimas décadas, nenhum plano de construção de unidades habitacionais para pessoas de pouca renda.  Nem se criou a possibilidade de se implantar um Distrito Industrial, capaz de oferecer áreas para a instalação de indústrias. Tanto na habitação quando na implantação de áreas industriais pouco ou nada se fez desde a administração de Evandro Santos Magalhães de Freitas, que, há 38 anos inaugurou o conjunto Clara Adélia e lançou o Distrito Industrial às margens da BR 282, na ida em direção ao oeste catarinense.

       Enquanto isso, vemos algumas cidades da microrregião com programas efetivos de desenvolvimento no setor social e no de produção, notadamente Capinzal e Luzerna. Em ambas, experimentaram pequena mudança de mãos no Poder, mas cada um fez um pouco, e os resultados são visíveis.

       Joaçaba continua sendo um ótimo lugar para se viver, pois a iniciativa privada é muito forte. No lado da administração pública, ainda se olha muito para o próprio umbigo, as coisas acontecem porque tudo nos favorece, nossa localização é estratégica, temos um capital intelectual instalado de dar inveja. Na infra-estrutura urbana, o ex-Prefeito Rafael Laske nos deixou o contorno viário, iniciou um parque central que foi concluído na atual administração. Não temos mais um estádio de futebol, demoliu-se o Silveirão e não houve a conclusão do Ginásio do Santa Tereza.

       Não temos nenhum avanço na questão do contorno viário, e no turismo, embora as ações de elaboração do Plano Municipal de Turismo tenham acontecido, na prática não se tem notado ações efetivas. Com relação à Educação e à Saúde, estamos em mar de calmaria, e isso é bom, pois quando não há polêmica é porque as coisas estão funcionando, senão perfeitamente, mas estão dentro do que se espera do Poder Público. No Planejamento, houve um árduo trabalho para a elaboração do novo Plano Diretor, que se aguarda a sua homologação. A população aplaude ( e eu também!), o trabalho do secretário Vilson Sartori, que já mostrou que é possível deixar as estradas rurais e as ruas dos bairros em boas condições de tráfego, e ainda vem implantando infra-estrutura de esgotamento sanitário e drenagem pluvial a contento na área periférica. Ainda, se comunica muito bem em rádio, está de parabéns! O Sartori nem imagina a força política que detém, pois é um secretário excelentemente operacional. Créditos também ao Alexandre Chimaru, que está se dedicando à Cultura com muito afinco.  De qualquer forma, ser trabalhador em Joaçaba ainda é melhor do que sê-lo em muitas outras cidades.

Euclides Riquetti – Autor do livro  “Crônicas do vale do Rio do Peixe e outros lugares” – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Um comentário:

  1. Richetti, o culpado de tudo isso é o Getúlio Vargas como diziam em seus discursos inflamados Carlos Lacerda e a velha UDN na década de 1950 ou como cansou de repetir, nos dias presentes, a mídia hegemônica comandada pela rede Globo, quando, cansados da arquibancada demonizavam Dilma, Lula e o PT.
    Não se importaram em destruir a nação. Quem não lembra do Aécio, logo após a derrota de 2014, em seu primeiro pronunciamento no senado pedindo para obstruir todos os trabalhos legislativos, até o país quebrar. Porém a coisa havia começado bem antes.
    O segundo governo Dilma foi dificílimo (é só lembrar do impeachment comandado pelo Cunha. Eu disse Eduardo Cunha) - quem não lembra do Mensalão, primeiro golpe profundo no progressemo que deliberadamente liquidou sua as principais lideranças .
    Some-se a isso o "não vai ter copa", depois "ão vai ter olimpíada". e por fim a Operação Lava Jato que pregava o fim da corrupção (só do PT, é claro), que culminou com a prisão vergonhosa de Lula, para que não ganhasse a eleição.
    Toda essa pelagra aconteceu com a bênção da classe média mais ignorante do mundo. Acreditou em tudo e por fim elegeu um monstro.
    O pior é que muitos ainda não conseguem se dar conta do mal que produziram.
    Faltou inteligência, faltou paciência... era só esperar terminar o governo Dilma e ganhar limpamente nas urnas.
    Essa tragédia toda, para mim, foi urdida pelo tio Sam.
    A elite financeira do Brasil, os poderes constituídos e a mídia venal detonaram a frágil democracia. Me parece que a sociedade em geral, desgraçadamente, desistiu da ideia de Nação livre e soberana.
    Não dá para concordar com tamanho desmonte. Esse time, comandado pelo charlatão Olavo de Carvalho, que me parece "cidadão americano", ainda fará muito estrago.
    Deu no que deu acreditar no Fernando Henrique, na Aécio...?

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