Há situações em que alguns perdem e outros ganham. Há, também, aquelas em que todos perdem. E, numa falsa avaliação, apenas ilusória, até aqueles que ganham, perdem. Pessoas têm perdas materiais, que se recuperam, se recompõem. As perdas do coração, parecem-nos irreparáveis. As perdas humanas, as definitivas, quando vidas são ceifadas, são as mais sentidas. Em seu lugar, restam as lembranças, muitas boas lembranças.
Ontem, perdemos mais uma pessoa amiga, desta vez a já saudosa Noemi Pontim, que conhecemos desde duas décadas atrás. A nossa nutricionista, parceira em projetos de nosso trabalho no serviço público, na saúde e na educação. Moramos na mesma cidade, Ouro, alguns anos. Depois ela foi para Joaçaba. Nós fomos também. Muitas e muitas vezes nos encontrávamos em eventos, cursos. Além de uma amizade simples, mas verdadeira, o respeito profissional mútuo. No campo do trabalho, deixou-me duas lições:
A primeira, foi quando desenvolveu sua pesquisa para o Mestrado, lá na Escola Sílvio Santos, quando eu era professor. Constatou que os jovens estudantes de Ensino Médio, rapazes, filhos de agricultores, eram muito altos e magros, longelíneos. As garotas tinham a estatura normal para a idade, mas estavam, muitas delas, com sobrepeso. E buscou saber as causas: Os rapazes, em casa, no período da tarde e até noite, tinham que trabalhar muito na lavoura e no trato das criações, porque o número de filhos em cada família estava cada vez menor, havia menos mão-de-obra. . As garotas, por sua vez, eram poupadas do trabalho pelas mães, porque não queriam que as filhas passassem pelos mesmos sacrifícios por que elas passaram em sua juventude. Então, as próprias mães faziam os afazeres da casa e da propriedade, dispensando-lhes o tempo para que estudassem.
A segunda, foi numa entrega de certificados para proprietários de estabelecimentos alimentícios, padarias, bares, lanchonetes e restaurantes. Num vídeo, nos mostrava as incoerências em muitos estabelecimentos do gênero, em que, na hora da limpeza, viravam as cadeiras e colocavam-nas sobre a mesa onde servem alimentos para os clientes. Outra, que em cozinhas aparentemente bem cuidadas e organizadas, armazenavam caixas com verduras, que vinham das granjas, sobre a pia ou a mesa da cozinha. No primeiro caso, era uma grande falta de respeito para com o cliente. (Até hoje, quando passo em frente a um restaurante e vejo cadeiras postadas com as pernas para cima, sobre as mesas, perco a vontade de frequentar o estabelecimento, com repulsa). No caso das caixas sobre as mesas, balcões e pias, trazem em sua base bactérias, que contaminam os alimentos.
Então, quando se perde em ente querido, há a perda irreparável, pois nada repõe a tamanho da perda. Mas, podem ficar bons exemplos, se a pessoa que partiu nos deixou algum legado cultural ou pessoal, como no caso da amiga.
Minha homenagem à nutricionista Noemi Pontim e seus familiares. Ela nos deixou, no primeiro dia de junho de 2012, antes do meio-dia, em trágico acidente na BR 282, juntamente com o Valmir, do HUST, seu colega de trabalho.
Euclides Riquetti
02-06-2012
sábado, 2 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Dura Lex
Nesta semana, estive visitando um órgão ambiental oficial em Joaçaba, onde costumo acompanhar projetos em licenciamento, e não pude deixar de sair de lá pensando no quanto o emaranhado de leis e normativas engessa ou dificulta a vida das pessoas. Há tantas, tantas leis, que se não houvesse a possibilidade de acesso a elas através da redenet, os profissinais da área jurídica teriam muitas dificuldades em trabalhar suas teses. Comentavam dois profissionais de nível superior, uma Engenheira Ambiental e um Biólogo, sobre algumas barbaridades que têm que encarar em seu trabalho de conceder licenciamentos para instalação ou operação de alguns empreendimentos. Eu mesmo vi um Processo de Licenciamento de um local para venda de botijões gás de cozinha, em que, para armazenar 10 botijões de gás que um comerciante tenha em estoque, precisa pagar uma taxa de cerca de R$ 2.300,00 e ainda contratar um escritório especializado para encaminhar e acompanhar o licenciamento.
Bem, você pode imaginar: Se alguém se propõe a vender gás, precisa estar na conformidade com as leis e normas. Tudo bem. Então, indago-me: Alguns botijões de gás armazenados, uma dezena, oferecem mais riscos ambientais, ou riscos de incêndio? Claro que um pouco de gás vazando, numa gaiola feita com algumas barras de ferro de construção soldadas, oferece mais risco de incêndio do que a possibilidade de um desastre ambiental. Concluímos, juntos, que deveriam, sim, ser observadas todas as normas de segurança, toda a orientação dos bombeiros. Ah, e quantos botijões o comerciante terá que vender para poder sobrar todo aquele dinheiro que investiu no licenciamento? E quem vai pagar esse custo? Naturalmente que você e eu, caro (a) leitor (a).
Ainda, quando ia para casa, fui pensando num artigo que li na Resvista "Fique de Olho", ali de Curitibanos, escrito por um juiz, que descrevia a cena constrangedora de ver uma senhora aparentando considerável idade, mostrando ser "da paz" e não "da guerra", que tinha que se apresentar no Fórum da Justiça, todos os meses, porque fora condenada por ter mandado cortar uma árvore ao lado de sua casa, pois tinha medo que caísse sobre ela. E o próprio magistrado achava isso um absurdo, uma senhora inofensiva, frágil, envergonhada, ter que passar por tamanha humilhação. Não fora ele a condená-la, mas, se o processo tivesse ido às suas mãos, deveria ter a mesma atitude que o colega, pois sua função é fazer cumprir a Lei. E, pela Lei Ambiental Brasileira, ela é uma criminosa. Lamentável, essa "Dura Lex, Sed Lex" (A Lei é Dura, mas é Lei), quando se vê tanto críme ambiental acontecendo no Norte do Brasil e em todo o mundo. E nós, brasileiros, há alguns anos estamos aí divergindo sobre nosso "Código Ambiental/Florestal Brasileiro", sem chegarmos a um entendimento.
Há alguns meses lamentei a queda de um pinheiro sobre o aviário de um agricultor, ali em Ouro, que havia me procurado, em meu trabalho, para pedir autorização para cortar o pinheiro, antes que caísse sobre sua casa. Quem era eu, na ordem do dia, que poder eu poderia ter, perante a Lei, para "autorizá-lo" a derrubar o Pinheiro, antes que caísse? E, graças a Deus, o Pinheiro, na hora do vendaval, pendeu sobre o aviário, não sobre a casa, evitanto que alguém perdesse a vida. E, parece-me, não havia frangos alojados naquele momento...Apenas um ex-aviário!
E, vem aí a Rio+20, neste mês. Teremos um Código Ambiental para apresntar na Conferência? E os outros países, o que já fizeram para a preservação do planeta? Parece que a conta está ficando apenas para os brasileiros...
Euclides Riquetti
01-06-2012
Bem, você pode imaginar: Se alguém se propõe a vender gás, precisa estar na conformidade com as leis e normas. Tudo bem. Então, indago-me: Alguns botijões de gás armazenados, uma dezena, oferecem mais riscos ambientais, ou riscos de incêndio? Claro que um pouco de gás vazando, numa gaiola feita com algumas barras de ferro de construção soldadas, oferece mais risco de incêndio do que a possibilidade de um desastre ambiental. Concluímos, juntos, que deveriam, sim, ser observadas todas as normas de segurança, toda a orientação dos bombeiros. Ah, e quantos botijões o comerciante terá que vender para poder sobrar todo aquele dinheiro que investiu no licenciamento? E quem vai pagar esse custo? Naturalmente que você e eu, caro (a) leitor (a).
Ainda, quando ia para casa, fui pensando num artigo que li na Resvista "Fique de Olho", ali de Curitibanos, escrito por um juiz, que descrevia a cena constrangedora de ver uma senhora aparentando considerável idade, mostrando ser "da paz" e não "da guerra", que tinha que se apresentar no Fórum da Justiça, todos os meses, porque fora condenada por ter mandado cortar uma árvore ao lado de sua casa, pois tinha medo que caísse sobre ela. E o próprio magistrado achava isso um absurdo, uma senhora inofensiva, frágil, envergonhada, ter que passar por tamanha humilhação. Não fora ele a condená-la, mas, se o processo tivesse ido às suas mãos, deveria ter a mesma atitude que o colega, pois sua função é fazer cumprir a Lei. E, pela Lei Ambiental Brasileira, ela é uma criminosa. Lamentável, essa "Dura Lex, Sed Lex" (A Lei é Dura, mas é Lei), quando se vê tanto críme ambiental acontecendo no Norte do Brasil e em todo o mundo. E nós, brasileiros, há alguns anos estamos aí divergindo sobre nosso "Código Ambiental/Florestal Brasileiro", sem chegarmos a um entendimento.
Há alguns meses lamentei a queda de um pinheiro sobre o aviário de um agricultor, ali em Ouro, que havia me procurado, em meu trabalho, para pedir autorização para cortar o pinheiro, antes que caísse sobre sua casa. Quem era eu, na ordem do dia, que poder eu poderia ter, perante a Lei, para "autorizá-lo" a derrubar o Pinheiro, antes que caísse? E, graças a Deus, o Pinheiro, na hora do vendaval, pendeu sobre o aviário, não sobre a casa, evitanto que alguém perdesse a vida. E, parece-me, não havia frangos alojados naquele momento...Apenas um ex-aviário!
E, vem aí a Rio+20, neste mês. Teremos um Código Ambiental para apresntar na Conferência? E os outros países, o que já fizeram para a preservação do planeta? Parece que a conta está ficando apenas para os brasileiros...
Euclides Riquetti
01-06-2012
domingo, 27 de maio de 2012
Sol de Outono
Sol de outono
Resteia no teu acanhado e belo corpo
Secando o orvalho do gramado
Reativa teu pensamento absorto
E reconforta teu ânimo abalado.
Sol de outono
Não é apenas mais um sol que brilha
Não é um sol comum do verão:
Reanima uma alma maltrapilha
Aquece o frágil e tímido coração.
Sol de outono
Sol de dimensão universal
Astro Rei semi-hibernado
Da natureza és o Deus maioral
Tu clareias o Universo iluminado.
Sol de outono
Oculto nas frias manhãs de inverno
Reinarás na primavera ainda ameno
E, no verão, com teu Poder Eterno
Virás de novo: Rei-Deus, Soberano Extremo!
Euclides Riquetti
27-05-2012
Resteia no teu acanhado e belo corpo
Secando o orvalho do gramado
Reativa teu pensamento absorto
E reconforta teu ânimo abalado.
Sol de outono
Não é apenas mais um sol que brilha
Não é um sol comum do verão:
Reanima uma alma maltrapilha
Aquece o frágil e tímido coração.
Sol de outono
Sol de dimensão universal
Astro Rei semi-hibernado
Da natureza és o Deus maioral
Tu clareias o Universo iluminado.
Sol de outono
Oculto nas frias manhãs de inverno
Reinarás na primavera ainda ameno
E, no verão, com teu Poder Eterno
Virás de novo: Rei-Deus, Soberano Extremo!
Euclides Riquetti
27-05-2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Era uma vez, a casa...
Treze Tílias é uma cidade encantadora. Lá, a maioria das edificações segue o padrão da arquitetura austríaca, pois a cidade foi fundada pelo Andreas Thaler, Ministro da Agricultura desginado pelo Governo do Tirol, no início do século passado. Vejam bem: Treze Tílias era uma colônia Tirolesa, aqui no Brasil. O Ministro da Agricultura do Estado do Tirol veio fundar a cidade e, adiante, morreu afogado no rio que a corta, tentando salvar uma ponte que construíra, e que a enchente queria levar, e levou, juntamente com ele.
Mas a cidade foi-se firmando como destino turístico do Meio Oeste de Santa Catarina, pois é a que tem uma identidade cultural bem definida: música, arte, com predomínio da escultura, arquitetura característica, amabilidade, limpeza nas áreas públicas, muitas flores nas casas. E também a poderosa Tirol, laticínio que está com muitas boas novidades no mercado.
O jornalista Moacir Pereira, do Diário Catarinense, com quem várias vezes tive contato pessoalmente, inclusive com sua gentil esposa, é um grande fã da cidade. Já recebeu o Título de Cidadão Honorário Trezetiliense. Contou-me que ficou muitíssimo honrado com o título, e que gosta muito de fazer-se presente por lá. Admira, por demais, o capricho e a cultura dos tirolezes.
Meus contatos com aquela cidade vêm de mais de duas décadas, quando passei por ali algumas vezes vindo de ônibus de Porto União, estrada de chão, cidade acanhada. Depois, no início da década de 70, fiz-me presente muitas vezes, inclusive no Baile dos Artistas, quando filmavam ali a novela da TV Machete, a "História de Ana Raio e Zé Trovão". Ana Raio, interpretada por Ingra Liberado, então mulher do Diretor Jaime Monjardim; Zé Trovão, por Almir Satter. E havia outros, como o Carlos Eduardo Dolabella, o Rui Rezende, o Roberto Bomtempo e outros que conhecemos na época. Pois não é que agora, neste domingo, dia 27 de maio de 2012, o Almir Satter vai estar ali, sem cobrar cachê, para ajudar na recuperação de uma edificação histórica (igreja???), da Linha Pinhal, onde filmaram a novela? Ali esteve em 1991 e volta agora, já mais famoso, bem sucedido, ...
Na quinta-feira, 24, estivemos lá para prestigiar o evento produzido pela Vanessa Schultz, mestre em Artes Visuais, uma "mostra" destinada a crianças, que acontece no porão do Castelinho de Treze Tílias e em pátio gramado. A mostra vai até o dia 17 de junho e cerca de 2.000 crianças da região, 40 de cada escola pública, estarão por lá. Eventos do gênero, a princípio, podem parecer apenas "brincadeira de criança", mas há muito mais por trás disso: são crianças que estarão falando para os pais, irmãos, amigos e parentes, sobre os encantos daquela cidade. E é assim que o Turismo de Treze Tília cresce sustentável: quem vai para lá, sai falando bem do que viu, e a propaganda acontece, assim, de graça. E o turismo se fortalece.
Tivemos a surpresa de encontrarmos por lá a Dirlene Bonato, Diretora do Recanto dos Anjos, lá de Ouro, com suas colaboradoras, levando crianças para visitar a cidade. E acabaram lá no Castelinho, por acaso, conhecendo o projeto Era uma vez, a casa... Parabéns, Treze Tílias, e a você, Vanessa, por trazerem algo novo para as crianças de nossa região.
Euclides Riquetti
25-05-2012
Mas a cidade foi-se firmando como destino turístico do Meio Oeste de Santa Catarina, pois é a que tem uma identidade cultural bem definida: música, arte, com predomínio da escultura, arquitetura característica, amabilidade, limpeza nas áreas públicas, muitas flores nas casas. E também a poderosa Tirol, laticínio que está com muitas boas novidades no mercado.
O jornalista Moacir Pereira, do Diário Catarinense, com quem várias vezes tive contato pessoalmente, inclusive com sua gentil esposa, é um grande fã da cidade. Já recebeu o Título de Cidadão Honorário Trezetiliense. Contou-me que ficou muitíssimo honrado com o título, e que gosta muito de fazer-se presente por lá. Admira, por demais, o capricho e a cultura dos tirolezes.
Meus contatos com aquela cidade vêm de mais de duas décadas, quando passei por ali algumas vezes vindo de ônibus de Porto União, estrada de chão, cidade acanhada. Depois, no início da década de 70, fiz-me presente muitas vezes, inclusive no Baile dos Artistas, quando filmavam ali a novela da TV Machete, a "História de Ana Raio e Zé Trovão". Ana Raio, interpretada por Ingra Liberado, então mulher do Diretor Jaime Monjardim; Zé Trovão, por Almir Satter. E havia outros, como o Carlos Eduardo Dolabella, o Rui Rezende, o Roberto Bomtempo e outros que conhecemos na época. Pois não é que agora, neste domingo, dia 27 de maio de 2012, o Almir Satter vai estar ali, sem cobrar cachê, para ajudar na recuperação de uma edificação histórica (igreja???), da Linha Pinhal, onde filmaram a novela? Ali esteve em 1991 e volta agora, já mais famoso, bem sucedido, ...
Na quinta-feira, 24, estivemos lá para prestigiar o evento produzido pela Vanessa Schultz, mestre em Artes Visuais, uma "mostra" destinada a crianças, que acontece no porão do Castelinho de Treze Tílias e em pátio gramado. A mostra vai até o dia 17 de junho e cerca de 2.000 crianças da região, 40 de cada escola pública, estarão por lá. Eventos do gênero, a princípio, podem parecer apenas "brincadeira de criança", mas há muito mais por trás disso: são crianças que estarão falando para os pais, irmãos, amigos e parentes, sobre os encantos daquela cidade. E é assim que o Turismo de Treze Tília cresce sustentável: quem vai para lá, sai falando bem do que viu, e a propaganda acontece, assim, de graça. E o turismo se fortalece.
Tivemos a surpresa de encontrarmos por lá a Dirlene Bonato, Diretora do Recanto dos Anjos, lá de Ouro, com suas colaboradoras, levando crianças para visitar a cidade. E acabaram lá no Castelinho, por acaso, conhecendo o projeto Era uma vez, a casa... Parabéns, Treze Tílias, e a você, Vanessa, por trazerem algo novo para as crianças de nossa região.
Euclides Riquetti
25-05-2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
Abraçar-te - (Dia do Abraço)
Abraçar alguém é poder transmitir nosso mais sublime sentimento de amizade, é poder dividir nossas emoções. Hoje, Dia do Abraço, quero abraçar-te, amigo, amiga, e quero que tu sintas a emoção que eu sinto: a de saber que tu existes, o que é gratificante, e quero compartilhar isso contigo!
Poder abraçar-te significa ter alguém com quem contar, e isso nos remete a relembrar bons momentos que tivemos com pessoas a quem amamos, muitas vezes entes queridos que partiram e de quem, talvez, nem tenhamos tido a oportunidade de nos despedirmos.
É dito que o tempo apaga lembranças mas, certamente, não nos esquecemos, nunca, dos melhores e dos piores eventos que se sucederam em nossa vida. É impossível deletar lembranças que nos marcaram, positiva ou negativamente. Assim, reservo o "Dia do Abraço", para render-te minha homenagem, a ti que, em qualquer momento de minha vida, pude abraçar, ou dividir contigo momentos felizes. Abraça-me e sê feliz, amigo, amiga!
Euclides Riquetti
22-05-2012
Poder abraçar-te significa ter alguém com quem contar, e isso nos remete a relembrar bons momentos que tivemos com pessoas a quem amamos, muitas vezes entes queridos que partiram e de quem, talvez, nem tenhamos tido a oportunidade de nos despedirmos.
É dito que o tempo apaga lembranças mas, certamente, não nos esquecemos, nunca, dos melhores e dos piores eventos que se sucederam em nossa vida. É impossível deletar lembranças que nos marcaram, positiva ou negativamente. Assim, reservo o "Dia do Abraço", para render-te minha homenagem, a ti que, em qualquer momento de minha vida, pude abraçar, ou dividir contigo momentos felizes. Abraça-me e sê feliz, amigo, amiga!
Euclides Riquetti
22-05-2012
sábado, 19 de maio de 2012
O Kifas e Mr. Safik
Em abril de 2007, li um artigo no Jornal A Semana, assinado por um certo Mr. Safik, em que abordava situações saudosistas e acontecimentos de Capinzal e Ouro, fazia indagações sobre pessoas conhecidas dele. Descobri, com o amigo Belotto, que se tratava do Derlico, de quem eu muito ouvira falar em minha infância, e que seria amigo de diversos amigos meus, mas que eu era um pouco mais jovem que ele e eu fazia parte dos "da Rua da Cadeia", e não dos "Da Turma dos Bazzo". Nós, da Rua da Cadeia, éramos meus irmão Ironi, os Coquiara (Ivanir, Valdir e Altivir Souza), os Miqueloto (Irineu, Nito e Neri), os Masson (Rosito, Heitor, Zé Raul, Félix e Aquiles), os Dambrós (Luiz Alberto e José Anibal), os Oliveira (Nereu e Irineu, pioneiros do Navegantes)), os Lucietti (Anildo e Adelir Paulo, depois o Darci e o Nego), os Campioni (Ermindo e Vicente), e os primos "Richetti", Moacir e Cosme, o Bianco (Ivan Casagrande). Depois veio o Alcedir Bernardi e o Ademir, e o Sidnei Surdi. Até o Gilmar Rinaldi (o Mêti), ex -goleiro que agora é empresário do Adriano Imperador, do Danilo, do Washington Coração Valente e mais outros craques, e jogou no Inter, São Paulo Udinese e Flamengo, foi reserva do Taffarel no Tetra, fazia parte de nossa tribo, quando vinha para a casa da mana Matilde. Toda essa tropinha "mandava" lá pelos lados da Cadeia, em Ouro.
Da turminha dos Bazzo faziam parte o Vilmar Matté, o Ivoney Bazzo, o Ivan Maestri, o Nelito Colombo, o Alcedir (Sebinho) Dambrós, O Rubens e o Edson Bazzo, o Hélio Novelo, o Castanha (Clóvis Maliska) o Rogério Caldart e o Roberto, o Antoninho Sartori, o Areia, o Homero, o Rômulo e o Egomar Sartori, o Ademar Miqueloto, possivelmente o Adilson Montanari e muitos outros, como os dois Mários, o Pina e o Lebrão, Morosini e Fávero.
Mas, ao ler o texto do "Mr. Safik", fui buscar saber quem ele era e, sabendo ser o Derlico, compus uma resposta, em que assinei com o pseudônimo "Touareg", e que foi publicada n´A Semana, no dia 25 de abril de 2007, um dia após ele completar 56 anos. Passados alguns dias, o Belotto ligou-me para saber se eu o autorizava a informar para o Mr. Safik que o Touareg era eu. (Em algumas oportunidades de minha vida, escrevi textos com pseudônimos). Autorizado, Mr. Safik ligou-me e conversamos muito, por telefone, ficamos "amigos de telefone". Voltamos a conversar mais duas vezes e os encontros esperados não deram certo.
Mas, no início desta semana, o amigo Antoninho Sartori me comunicou que o Derlico estaria lançando o livro "Camponovenses", na sexta-feira, na Casa da Cultura, em Campos Novos. Ah, recusei convites para um belo jantar com o amigo Neca Deitos e os amigos, pois não poderia deixar de ir buscar o livro do Derlico.
Fomos, eu e a Mirian. Lá, encontrei o Teco Ronsani, o Vilmar Matté e a Ilce, a Maíra Almeida e diversos outros conhecidos.
Cumprimentamo-nos, efusivamente, eu e o Derlico, que tem nome Derly Pedro de Souza, e que lá eles o chamam de "Kifas". E assim foi saudado pelo Dr. Enéias Athanázio, que prefaciou o livro, e é renomado escritor catarinense, bem como pelo Ex-Senador Dirceu Carneiro, que representou as famílias enfocadas no livro.
Foi uma noite cultural simples, mas de alto nível, sem os enfadonhos e demagógicos discursos de políticos, houve apresentações de violinistas jovens e adolescentes de Campos Novos, algo muito sublime e elegante.
De início, fiz minha análise: Kifas é resultado da inversão das letras de Safik. Foi de seu apelido que ele tirou seu pseudônimo. Mas não tive tempo de perguntar-lhe o porquê do apelido Kifas. Mas, por outro lado, adquiri o livro e coloquei-me bem à frente da mesa de autógrafos, com o livro aberto e caneta pronta: Tive a honra de ser o primeiro a ter seu livro autografado no lançamento. Aliás, este é o segundo livro dele.
Dando uma olhadela no exemplar, já me foi possível localizar muitos amigos e conhecidos, inclusive o Dr. Edson Ubaldo, eminente jurista, que tive a honra de ter como assessor jurídico nos meus dois últimos anos de mandato como Prefeito em Ouro. Ele, que também, como nós, é escritor.
Agora é ler todo o livro para curtir uma viagem em nossa História, pois, Campos Novos foi município-mãe da maioria dos municípios das microrregiões da Ammoc e da Amplasc.
Euclides Riquetti
19-04-3012
Da turminha dos Bazzo faziam parte o Vilmar Matté, o Ivoney Bazzo, o Ivan Maestri, o Nelito Colombo, o Alcedir (Sebinho) Dambrós, O Rubens e o Edson Bazzo, o Hélio Novelo, o Castanha (Clóvis Maliska) o Rogério Caldart e o Roberto, o Antoninho Sartori, o Areia, o Homero, o Rômulo e o Egomar Sartori, o Ademar Miqueloto, possivelmente o Adilson Montanari e muitos outros, como os dois Mários, o Pina e o Lebrão, Morosini e Fávero.
Mas, ao ler o texto do "Mr. Safik", fui buscar saber quem ele era e, sabendo ser o Derlico, compus uma resposta, em que assinei com o pseudônimo "Touareg", e que foi publicada n´A Semana, no dia 25 de abril de 2007, um dia após ele completar 56 anos. Passados alguns dias, o Belotto ligou-me para saber se eu o autorizava a informar para o Mr. Safik que o Touareg era eu. (Em algumas oportunidades de minha vida, escrevi textos com pseudônimos). Autorizado, Mr. Safik ligou-me e conversamos muito, por telefone, ficamos "amigos de telefone". Voltamos a conversar mais duas vezes e os encontros esperados não deram certo.
Mas, no início desta semana, o amigo Antoninho Sartori me comunicou que o Derlico estaria lançando o livro "Camponovenses", na sexta-feira, na Casa da Cultura, em Campos Novos. Ah, recusei convites para um belo jantar com o amigo Neca Deitos e os amigos, pois não poderia deixar de ir buscar o livro do Derlico.
Fomos, eu e a Mirian. Lá, encontrei o Teco Ronsani, o Vilmar Matté e a Ilce, a Maíra Almeida e diversos outros conhecidos.
Cumprimentamo-nos, efusivamente, eu e o Derlico, que tem nome Derly Pedro de Souza, e que lá eles o chamam de "Kifas". E assim foi saudado pelo Dr. Enéias Athanázio, que prefaciou o livro, e é renomado escritor catarinense, bem como pelo Ex-Senador Dirceu Carneiro, que representou as famílias enfocadas no livro.
Foi uma noite cultural simples, mas de alto nível, sem os enfadonhos e demagógicos discursos de políticos, houve apresentações de violinistas jovens e adolescentes de Campos Novos, algo muito sublime e elegante.
De início, fiz minha análise: Kifas é resultado da inversão das letras de Safik. Foi de seu apelido que ele tirou seu pseudônimo. Mas não tive tempo de perguntar-lhe o porquê do apelido Kifas. Mas, por outro lado, adquiri o livro e coloquei-me bem à frente da mesa de autógrafos, com o livro aberto e caneta pronta: Tive a honra de ser o primeiro a ter seu livro autografado no lançamento. Aliás, este é o segundo livro dele.
Dando uma olhadela no exemplar, já me foi possível localizar muitos amigos e conhecidos, inclusive o Dr. Edson Ubaldo, eminente jurista, que tive a honra de ter como assessor jurídico nos meus dois últimos anos de mandato como Prefeito em Ouro. Ele, que também, como nós, é escritor.
Agora é ler todo o livro para curtir uma viagem em nossa História, pois, Campos Novos foi município-mãe da maioria dos municípios das microrregiões da Ammoc e da Amplasc.
Euclides Riquetti
19-04-3012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Décima Sétima Crônica do Antigamente
Adora lembrar de coisas de antigamente, minha infância, adolescência e juventude.
Ontem, pela manhã, ao chegar em Ouro, em frente à antiga Sorveteria Vó Mirian, hoje Sorveteria do Grezele, encontrei o Sinaleira. Ele me olhou, limpou duas vezes a mão direita nas pernas de suas calças e estendeu-ma. Estendi-lhe a minha, apertei a sua e falei: "Não precisa limpar sua mão para me cumprimentar. Você não me conhece?" Ele olhgou-me, reolhou-me, mediu-me, iu-me, iu-me, iu-me e, depois lascou: "Não lembro de você!".
Bem, eu encontro o sinaleira seguidamente em Joaçaba, andando nas ruas centrais. Nem sei se ele me vê, mas eu o vejo. Ontem, disse que queria um "particular" comigo, queria R$ 1,00 emprestado. Dei-lhe R$ 5,00, não para gastar naquilo que é acostumado, mas para que comprasse comida. Ele disse que gastaria R$ 4,00 em comida e o outro reaal para aquela finalidade a que me pedira emprtestado. Eu não incentivo o consumo de bebida alcóolica, pois perdi muitos amigos e alguns familiares por causa dela e do cigarro. E censurei-o por ter limpado a mão para estender-me. A um amigo, dá-se a mão em qualquer circuntância e eu tive muito prazer e alegria em ter sido cumprimentado por ele.
Mas, voltando ao Sinaleira, que encontrei bem em frente à sinaleira da Felip Schmidt, na esquina com a Professor Guerino Riquetti, mais conhecida como a Esquina do Posto Esso (que já não é Esso, é Shell, mas que vai continuar a ser Esso por uma questão de hábito mental e linguístico, e que para alguns é Posto Dambrós), falei-lhe que eu o conhecia bem, que ele era irmão do Lauro, e do falecido Castelinho. Perguntei-lhe se ele conhecia o "Pisca" e ele disse-me que o Pisca era ele mesmo. Respondi-lhe: "O Pisca era eu, você era o Sinaleira!. Lembrei-lhe que jogávamos bolicas (que muitos de vocês chamam de bolinhas de gude), ali, ao lado da casa do Adelino Casara, em Capinzal, num terreno bom, plano, com sombra de laranjeira e tudo. E ele lembrou-se de mim...
Ser antigo, já escrevi, me permite lembrar mais, curtir mais, navegar mais num passado mais longo do que o de muitos de meus leitores, que têm a vantagem de estarem com menos idade. Mas, hoje pela manhã, ao vir de Joaçaba dirigindo, calmamente, até meu trabalho, comecei a lembrar-me de amigos que tínhamos na época e que, por serem de cor diferente da minha, alguns achavam que eu não deveria misturar-me com eles. Quando saí do Juvenil do Arabutã e fui jogar no "Time dos Engraxates", passei a ser meio rejeitado por algumas pessoas, que achavam que aquilo era demérito. Mas, lá, convivi com muitos que já se foram e que foram meus companheiros. Tinha o Pelé, filho do Caetano, que fazia panca; o Ferrugem, que só queria jogar com a 10, mas o Pelé queria para ele.O Castelinho, só conseguia jogar bolicas, mas nada de futebol. Lembrei-me do Chuchu, craque que só jogava bem com os pés descalços, e morreu num incêndio em Piratuba; o Thclule, que jogava bem e tocava bateria nos Fraudsom... e todos eles já foram para o céu.
Mas conheci também muitas pessoas que já eram adultas na época, até idosos: A Tia Bena, mulher do Sapeca; a Nega Júlia, que diziam ter sido escrava e tinha mais de 100 anos; o João Maria, que queimava a barba com o fogo do isqueiro pra não precisar cortar; o Zé de Amargá, que foi pioneiro no Navegantes, trabalhou no pesado até o fim da vida, e dizia que comia carne e verdura pra ter energia pra trabalhar bastante; o Sebastião Félix da Rosa, conhecido como "Velho Borges" e "Champanhe", que morreu sentado embaixo de uma árvore, no Navegantes, e que filosofava: "Não cai uma folha de uma laranjeira sem que Deus queira"; seus filho João, Dário e Mário, este último que passou a maior parte de sua vida usando camisa do Arabutã, e vinha em minha casa de madrugada, para saber como estavam as "geminhas", minhas filhas Michele e Caroline; a Dona Júlia, que benzia as pessoas para que não ficasse doentes e que viveu seus últimos dias lá no Alvorada, vizinha das irmãs Clementina e Jurema, todas já idas lá pra cima, juntamente com a Patroa do Pedro Lima. Todos esses amigos foram pro céu, tenho muitas boas lembranças deles.
Os tempos mudaram. Agora, as oportunidades que o Sinaleira não aproveitou, continuam a existir para quem quiser aproveitar. Há boas escolas públicas, transporte gratuito, apoio dos órgãos públicos para quem quiser estudar e poder buscar um caminho talvez que não traga mais felicidade, mas melhor padrão de vida. Só não estuda quem não quer. Mas, o Poder Público precisa oferecer ao cidadão aquilo que a familha muitas vezes não lhe oderece: proteção social.
Então, posso dizer que tenho muito orgulho em ter sido amigo dessas pessoas todas. E que o Sinaleira continua sendo tão admirado quanto admiro a Thaís Araújo, a Maria da Penha da novela das 19 horas na Globo.
Euclides Riquetti
18-05-2012
Ontem, pela manhã, ao chegar em Ouro, em frente à antiga Sorveteria Vó Mirian, hoje Sorveteria do Grezele, encontrei o Sinaleira. Ele me olhou, limpou duas vezes a mão direita nas pernas de suas calças e estendeu-ma. Estendi-lhe a minha, apertei a sua e falei: "Não precisa limpar sua mão para me cumprimentar. Você não me conhece?" Ele olhgou-me, reolhou-me, mediu-me, iu-me, iu-me, iu-me e, depois lascou: "Não lembro de você!".
Bem, eu encontro o sinaleira seguidamente em Joaçaba, andando nas ruas centrais. Nem sei se ele me vê, mas eu o vejo. Ontem, disse que queria um "particular" comigo, queria R$ 1,00 emprestado. Dei-lhe R$ 5,00, não para gastar naquilo que é acostumado, mas para que comprasse comida. Ele disse que gastaria R$ 4,00 em comida e o outro reaal para aquela finalidade a que me pedira emprtestado. Eu não incentivo o consumo de bebida alcóolica, pois perdi muitos amigos e alguns familiares por causa dela e do cigarro. E censurei-o por ter limpado a mão para estender-me. A um amigo, dá-se a mão em qualquer circuntância e eu tive muito prazer e alegria em ter sido cumprimentado por ele.
Mas, voltando ao Sinaleira, que encontrei bem em frente à sinaleira da Felip Schmidt, na esquina com a Professor Guerino Riquetti, mais conhecida como a Esquina do Posto Esso (que já não é Esso, é Shell, mas que vai continuar a ser Esso por uma questão de hábito mental e linguístico, e que para alguns é Posto Dambrós), falei-lhe que eu o conhecia bem, que ele era irmão do Lauro, e do falecido Castelinho. Perguntei-lhe se ele conhecia o "Pisca" e ele disse-me que o Pisca era ele mesmo. Respondi-lhe: "O Pisca era eu, você era o Sinaleira!. Lembrei-lhe que jogávamos bolicas (que muitos de vocês chamam de bolinhas de gude), ali, ao lado da casa do Adelino Casara, em Capinzal, num terreno bom, plano, com sombra de laranjeira e tudo. E ele lembrou-se de mim...
Ser antigo, já escrevi, me permite lembrar mais, curtir mais, navegar mais num passado mais longo do que o de muitos de meus leitores, que têm a vantagem de estarem com menos idade. Mas, hoje pela manhã, ao vir de Joaçaba dirigindo, calmamente, até meu trabalho, comecei a lembrar-me de amigos que tínhamos na época e que, por serem de cor diferente da minha, alguns achavam que eu não deveria misturar-me com eles. Quando saí do Juvenil do Arabutã e fui jogar no "Time dos Engraxates", passei a ser meio rejeitado por algumas pessoas, que achavam que aquilo era demérito. Mas, lá, convivi com muitos que já se foram e que foram meus companheiros. Tinha o Pelé, filho do Caetano, que fazia panca; o Ferrugem, que só queria jogar com a 10, mas o Pelé queria para ele.O Castelinho, só conseguia jogar bolicas, mas nada de futebol. Lembrei-me do Chuchu, craque que só jogava bem com os pés descalços, e morreu num incêndio em Piratuba; o Thclule, que jogava bem e tocava bateria nos Fraudsom... e todos eles já foram para o céu.
Mas conheci também muitas pessoas que já eram adultas na época, até idosos: A Tia Bena, mulher do Sapeca; a Nega Júlia, que diziam ter sido escrava e tinha mais de 100 anos; o João Maria, que queimava a barba com o fogo do isqueiro pra não precisar cortar; o Zé de Amargá, que foi pioneiro no Navegantes, trabalhou no pesado até o fim da vida, e dizia que comia carne e verdura pra ter energia pra trabalhar bastante; o Sebastião Félix da Rosa, conhecido como "Velho Borges" e "Champanhe", que morreu sentado embaixo de uma árvore, no Navegantes, e que filosofava: "Não cai uma folha de uma laranjeira sem que Deus queira"; seus filho João, Dário e Mário, este último que passou a maior parte de sua vida usando camisa do Arabutã, e vinha em minha casa de madrugada, para saber como estavam as "geminhas", minhas filhas Michele e Caroline; a Dona Júlia, que benzia as pessoas para que não ficasse doentes e que viveu seus últimos dias lá no Alvorada, vizinha das irmãs Clementina e Jurema, todas já idas lá pra cima, juntamente com a Patroa do Pedro Lima. Todos esses amigos foram pro céu, tenho muitas boas lembranças deles.
Os tempos mudaram. Agora, as oportunidades que o Sinaleira não aproveitou, continuam a existir para quem quiser aproveitar. Há boas escolas públicas, transporte gratuito, apoio dos órgãos públicos para quem quiser estudar e poder buscar um caminho talvez que não traga mais felicidade, mas melhor padrão de vida. Só não estuda quem não quer. Mas, o Poder Público precisa oferecer ao cidadão aquilo que a familha muitas vezes não lhe oderece: proteção social.
Então, posso dizer que tenho muito orgulho em ter sido amigo dessas pessoas todas. E que o Sinaleira continua sendo tão admirado quanto admiro a Thaís Araújo, a Maria da Penha da novela das 19 horas na Globo.
Euclides Riquetti
18-05-2012
domingo, 13 de maio de 2012
Nowhere Boy
Nowhere Boy é o título de um filme que, no Brasil, recebeu o nome de "O Garoto de Liverpool" e conta a história do Vocalista/Guitarrista dos "The Beatles", John Lennon. É vivenciado no famoso Bairro de Londres, Inglaterra, na década de 60, e retrada a vida conturbada de Lennon em seu período de infância e adolescência, dos 5 aos 17 anos. Nowhere Boy poderia ser traduzido como "Menino de lugar algum". O título combina com a história dele, embora, mais adiante, ele passou a ser um "menino de todos os lugares", conquistando o mundo pela música, sendo condecorado pela Rainha da Inglaterra, juntamente com seus outros companheiros, Paul Mac Cartney, Ringo Star e George Harrison.
O filme é de 2009, tendo Aaron Johnson interpretando-o, e mostra o quanto ele era rebelde, tanto na escola quanto na casa da Tia Mimi, que o criou. Mimi Smith é interpretada por Kristin Scott Thomas, bela atriz britânica com dezenas de filmes na carreira, inclusive "Tle English Patient", ou "O Paciente Inglês". Anne Marie Duff faz o papel de sua mãe, Júlia Lennon. É outra bela e notável atriz britânica, protagonista de filmes e de séries para a TV. Júlia é irmã de Mimi. É uma roqueira que, enquanto o marido estava na Segunda Guerra Mundial, teve pelo menos dois romances com outros, e acabou casando com um terceiro, com quem tinha duas filhas. Mais tarde, vem à tona que Lennon teria uma outra irmã, fruto de um dos "casos" que manteve durante a ausência do marido, a quem rejeita quando a Guerra termina.
Lennon vive o drama de morar com a Tia e enfrentar muitos problemas na escola, onde é suspenso por uma semana, por ter mostrado uma revista pronográfica para uma senhora no ônibus que o levava à aula. Era um garoto terrível.
Sua mãe, Júlia, concordou abrigá-lo em sua casa durante o período de suspensão, sem que a Tia soubesse. Lá, ela, roqueira que fora, lhe ensina a tocar violão, e ele se propõe a constituir uma banda de rock. A Tia Mimi lhe compra um violão, usado, por sete libras esterlinas, que daria, na época, uns R$ 25,00. Mais adiante, quando ele se une a Paul Mac Cartney para formar a banda Quarrymen, ela o presenteia com uma legítima "Hofner", uma das guitarras mais cobiçadas da época. E a banda começa tocando numa quermesse, com uma canção que sua mãe lhe ensinara.
Os seus conflitos existenciais são muitos e, somente quando está em vias de formar a banda The Beatles, é que sua mãe, ele e sua tia se entendem, se compreendem. Ele fica muito feliz, mas, em seguida, sua bela mãe é atropelada por um carro e morre. E ele se desespera, pois recentemente tinha começado a compreendê-la.
Então, Lennon comunica à tia que irá com seus companheiros para Hamburgo, na Alemanha, onde os Beatles começam a marcar sua presença internacional. Por ser menor, a tia lhe concede autorização.
Nowhere Boy vale a pena ser visto. É uma drama que retrata uma história verdadeira, de um dos maiores ídolos da história do rock. Ah, em tempo: Ele, que imaginava, inicialmente odiar sua mãe, por abandoná-lo aos cinco anos, mais tarde coloca o nome de "Julian", a seu filho, também cantor. Se você procurar fotos, verá que Julian é a cara do pai.
Adoro The Beatles. Tenho um MP3 com todos os seus sucessos, que escuto frequentemente. Adoro eles, desde minha adolescência, quando minha irmã, Iradi, falou-me deles, e eu fui ao Cine Glória assistir ao "Help". (I need somebody... Help!)
Euclides Riquetti
13-05-2012
O filme é de 2009, tendo Aaron Johnson interpretando-o, e mostra o quanto ele era rebelde, tanto na escola quanto na casa da Tia Mimi, que o criou. Mimi Smith é interpretada por Kristin Scott Thomas, bela atriz britânica com dezenas de filmes na carreira, inclusive "Tle English Patient", ou "O Paciente Inglês". Anne Marie Duff faz o papel de sua mãe, Júlia Lennon. É outra bela e notável atriz britânica, protagonista de filmes e de séries para a TV. Júlia é irmã de Mimi. É uma roqueira que, enquanto o marido estava na Segunda Guerra Mundial, teve pelo menos dois romances com outros, e acabou casando com um terceiro, com quem tinha duas filhas. Mais tarde, vem à tona que Lennon teria uma outra irmã, fruto de um dos "casos" que manteve durante a ausência do marido, a quem rejeita quando a Guerra termina.
Lennon vive o drama de morar com a Tia e enfrentar muitos problemas na escola, onde é suspenso por uma semana, por ter mostrado uma revista pronográfica para uma senhora no ônibus que o levava à aula. Era um garoto terrível.
Sua mãe, Júlia, concordou abrigá-lo em sua casa durante o período de suspensão, sem que a Tia soubesse. Lá, ela, roqueira que fora, lhe ensina a tocar violão, e ele se propõe a constituir uma banda de rock. A Tia Mimi lhe compra um violão, usado, por sete libras esterlinas, que daria, na época, uns R$ 25,00. Mais adiante, quando ele se une a Paul Mac Cartney para formar a banda Quarrymen, ela o presenteia com uma legítima "Hofner", uma das guitarras mais cobiçadas da época. E a banda começa tocando numa quermesse, com uma canção que sua mãe lhe ensinara.
Os seus conflitos existenciais são muitos e, somente quando está em vias de formar a banda The Beatles, é que sua mãe, ele e sua tia se entendem, se compreendem. Ele fica muito feliz, mas, em seguida, sua bela mãe é atropelada por um carro e morre. E ele se desespera, pois recentemente tinha começado a compreendê-la.
Então, Lennon comunica à tia que irá com seus companheiros para Hamburgo, na Alemanha, onde os Beatles começam a marcar sua presença internacional. Por ser menor, a tia lhe concede autorização.
Nowhere Boy vale a pena ser visto. É uma drama que retrata uma história verdadeira, de um dos maiores ídolos da história do rock. Ah, em tempo: Ele, que imaginava, inicialmente odiar sua mãe, por abandoná-lo aos cinco anos, mais tarde coloca o nome de "Julian", a seu filho, também cantor. Se você procurar fotos, verá que Julian é a cara do pai.
Adoro The Beatles. Tenho um MP3 com todos os seus sucessos, que escuto frequentemente. Adoro eles, desde minha adolescência, quando minha irmã, Iradi, falou-me deles, e eu fui ao Cine Glória assistir ao "Help". (I need somebody... Help!)
Euclides Riquetti
13-05-2012
Dia das (minhas) Mães
Mesmo com a sedução comercial, que enseja presentes a serem dados ( e esperados), precisamos ver o Dia das Mães como uma das maiores (e para muitos, melhores), comemorações de nosso calendário civil. Por ser no segundo domingo de maio, não é um feriado, mas, se fosse uma data fixa, e ocorresse em dia útil, mereceria sê-lo, muito mais que o 21 de abril ou o 7 de setembro. E, a condição ecumênica, nos coloca dúvidas quanto a feriados oficiais comemorativos a datas como, por exemplo, o Dia de Corpus Christi, que ocorre numa quinta-feira do mês de junho. Mas, com relação às mães, há quase que uma unanimidade: todos somos filhos de uma!
Então, oportunamente, quero lembrar e agradecer minha mãe, nascida Dorvalina Adélia Baretta, que cuidou de todos nós, 6 filhos, e que muito chorou quando perdeu meu pai, Guerino, com 55 anos (1976), e meu irmão Ironi, com 51 anos (1998). Ela lavou muitas roupas de outras famílias de para nos ajudar e, quando fui para a Faculdade, mandava-me blusas bonitas e gorros de lã, para que eu não passasse muito frio no nevoento inverno de União da Vitória. E também à Dona Anita, que virou minha sogra, e que me dava um prato de sopa bem quente, nas tardes/noites muito frias, quando ia para a casa dela. Também à Mirian, mãe de nossos filhos, Michele, Caroline, Fabrício, que sempre me compreendeu e apoiou.
Mas há também aquelas outras mães que todos nós temos e que as outras pessoas têm. A Doutora Zilda Arns, que morreu no Haiti, e pode ser considerada a "Mãe das Crianças Carentes do Brasil", que tive o prazer de conhecer e conversar com ela pessoalmente, e isso é um dos maiores orgulhos que eu tenho. Foi uma "mãe" engajada, médica, bonita, simpática, bondosa, caridosa, orgulho não só meu, mas de todos os brasileiros.
Também à Comadre Vitória, que nos apoiou muito quando morávamos em Zortea, e nos apoiou e ajudou na orientação de como lidar com nossas gêmeas. Ainda à Dona Ézide, nossa vizinha, que com seu olhar protetor ajudáva-nos a cuidar de nossos filhos.
E vou escolher outra mãe, para que represente, em meu íntimo, todas as outras mães, a quem considero dever e devo devotar o maior respeito: A "Vó Preta", mãe da Ilerene, , que, com seu Noninho Valduga, sempre foi muito simpática, afetiva, querida por todos.
Não me esqueço de ti, ainda, que não tem filhos bioplógicos, mas que também te tornas mãe de sobrinhos, afilhados ou outras muitas crianças: teus gestos te dignificam e te tornam uma verdadeira mãe.
E, num dia em que todas as mães choram, algumas de alegria por poderem abraçar ou receber o telefonema dos filhos ( e-mail não vale muito nesse caso...), e outras de tristeza, porque o mundo violento e desajustado levou seus filhos, rezo algumas orações e volto meu pensamento para a imagem de minha mãe, que era minha fã, que chorou e que vibrou comigo em muitos momentos de minha vida.
Euclides Riquetti
13/05/2012
Então, oportunamente, quero lembrar e agradecer minha mãe, nascida Dorvalina Adélia Baretta, que cuidou de todos nós, 6 filhos, e que muito chorou quando perdeu meu pai, Guerino, com 55 anos (1976), e meu irmão Ironi, com 51 anos (1998). Ela lavou muitas roupas de outras famílias de para nos ajudar e, quando fui para a Faculdade, mandava-me blusas bonitas e gorros de lã, para que eu não passasse muito frio no nevoento inverno de União da Vitória. E também à Dona Anita, que virou minha sogra, e que me dava um prato de sopa bem quente, nas tardes/noites muito frias, quando ia para a casa dela. Também à Mirian, mãe de nossos filhos, Michele, Caroline, Fabrício, que sempre me compreendeu e apoiou.
Mas há também aquelas outras mães que todos nós temos e que as outras pessoas têm. A Doutora Zilda Arns, que morreu no Haiti, e pode ser considerada a "Mãe das Crianças Carentes do Brasil", que tive o prazer de conhecer e conversar com ela pessoalmente, e isso é um dos maiores orgulhos que eu tenho. Foi uma "mãe" engajada, médica, bonita, simpática, bondosa, caridosa, orgulho não só meu, mas de todos os brasileiros.
Também à Comadre Vitória, que nos apoiou muito quando morávamos em Zortea, e nos apoiou e ajudou na orientação de como lidar com nossas gêmeas. Ainda à Dona Ézide, nossa vizinha, que com seu olhar protetor ajudáva-nos a cuidar de nossos filhos.
E vou escolher outra mãe, para que represente, em meu íntimo, todas as outras mães, a quem considero dever e devo devotar o maior respeito: A "Vó Preta", mãe da Ilerene, , que, com seu Noninho Valduga, sempre foi muito simpática, afetiva, querida por todos.
Não me esqueço de ti, ainda, que não tem filhos bioplógicos, mas que também te tornas mãe de sobrinhos, afilhados ou outras muitas crianças: teus gestos te dignificam e te tornam uma verdadeira mãe.
E, num dia em que todas as mães choram, algumas de alegria por poderem abraçar ou receber o telefonema dos filhos ( e-mail não vale muito nesse caso...), e outras de tristeza, porque o mundo violento e desajustado levou seus filhos, rezo algumas orações e volto meu pensamento para a imagem de minha mãe, que era minha fã, que chorou e que vibrou comigo em muitos momentos de minha vida.
Euclides Riquetti
13/05/2012
sábado, 12 de maio de 2012
Soneto da Madrugada
No inerte vaso, amarelos cravos em macetos
Cujo perfume em nenhum lugar do mundo há
Meus versos se emparelham em dóceis sonetos
Nos lanços de palavras que se embalam no ar.
Na madrugada, vagam pensamentos desconexos
A mente voa, vai campear em algum lugar
Buscar espelhos planos, côncavos, convexos
Em mil faces, mil sorrisos se espelhar.
E eu me ambalo nesses sonhos encantados
E neles abraço o teu corpo desejado
Enquanto beijo os teus lábios delicados.
E nas manhãs de sol, vento ou calmaria
Em todos os momentos, noite tarde, ou mesmo dia
Espero-te: vem juntar-te aos meus pecados.
Euclides Riquetti
25-09-2004
Revisado em 12-05-2012.
Cujo perfume em nenhum lugar do mundo há
Meus versos se emparelham em dóceis sonetos
Nos lanços de palavras que se embalam no ar.
Na madrugada, vagam pensamentos desconexos
A mente voa, vai campear em algum lugar
Buscar espelhos planos, côncavos, convexos
Em mil faces, mil sorrisos se espelhar.
E eu me ambalo nesses sonhos encantados
E neles abraço o teu corpo desejado
Enquanto beijo os teus lábios delicados.
E nas manhãs de sol, vento ou calmaria
Em todos os momentos, noite tarde, ou mesmo dia
Espero-te: vem juntar-te aos meus pecados.
Euclides Riquetti
25-09-2004
Revisado em 12-05-2012.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Mãe
Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.
Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.
Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.
Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.
Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.
Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.
Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.
Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.
Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.
Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.
Euclides Riquetti
09-04-2012
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.
Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.
Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.
Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.
Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.
Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.
Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.
Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.
Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.
Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.
Euclides Riquetti
09-04-2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Re-ação
Pensamentos vãos
Povoam mentes insanas
Mancham almas mundanas
Pensamentos vãos.
Argumentos vãos
Defendem causas perdidas
Ladeiam-se com forças vencidas
Argumentos vãos.
Pensamentos e argumentos
Calcados em causas perdidas
Aliados às forças vencidas
Restam-se inúteis ordenamentos.
Porém, mesmo os frágeis elementos
Com a soma dos infortúnios da vida
Podem reagir e tornar-se, em momentos
Medalhistas na empreitada aguerrida.
Euclides Riquetti
09-05-2012
Povoam mentes insanas
Mancham almas mundanas
Pensamentos vãos.
Argumentos vãos
Defendem causas perdidas
Ladeiam-se com forças vencidas
Argumentos vãos.
Pensamentos e argumentos
Calcados em causas perdidas
Aliados às forças vencidas
Restam-se inúteis ordenamentos.
Porém, mesmo os frágeis elementos
Com a soma dos infortúnios da vida
Podem reagir e tornar-se, em momentos
Medalhistas na empreitada aguerrida.
Euclides Riquetti
09-05-2012
domingo, 6 de maio de 2012
Filme da Semana
Na semana, com feriadão e tudo o mais, foi-me possível, dentre outras coisas, assistir a vários filmes. Hoje, os canais que recebemos em nossas casas "por assinatura", nos permitem ver filmes extraordinários, ler as sinopses, verificar os nomes dos diretores e atores, enfim, com o contole remoto você opera muitas regalias que os que contam somente com a TV aberta não podem contar. (Sem nos esquecermos que a TV aberta nos dita o que quer ) e, com as pouquíssimas boas opções de programação, acabamos buscando outras formas de entetenimento.
Justamente há cerca de uma hora, acabei de ver "Amizade Colorida". Na minha juventude, quando se falava esse termo, nos vinha à mente algo escandaloso, uma coisa descabida, um despudor. Com os anos passando, nossos conceitos sobre os seres também mudaram, não é possível determinar se para melhor ou pior, pois isso vai ficar no entendimento de cada um de nós, leitora.
Mas, "Amizade Colorida" somou-se a outros bons filmes que vi e este selecionei como o melhor deles nesta semana. É um filme atualíssimo e que nos traz o Justin Timberlake e a Mila Kunis como protagonistas. Aliás, a Kunis, nascida Mila Kurkovna Kunis, é ucraniana desde 14/08/1983, quando veio ao mundo, belíssima, mas radicou-se nos EUA. Namorou o problemático Macaulay Culkin, de "Esqueceram de Mim" que, como o "Lagoa Azul", já nos cansaram de tantas reprises na TV (aberta). Mas Mila Kunis é demais. Tem um rosto e corpo de Juliana Paes, um olhar de Angelina Jolie e algo de Rummer Willis, a filha da Demi Moore com o Bruce Willis. Mila Kunis, mesmo jovem, 29 anos, já tem uma filmografia para Cinema e TV de mais de 20 produções, em que participa como atriz, desde seus 11 anos. Pessoas talentosas são assim mesmo. Não basta ser um corpo e um rosto bonitos. Tem que ter o talento, e ela tem de sobra. Aliás, talento têm os americanos, os franceses e os italianos para produzirem bons filmes. Alguns canais "por assinatura", que passam filmes brasileiros, são uma lástima. Quanta porcaria já se produziu no Brasil. E quanto patrocínio oficial ajudou a queimar dinheiro público financiando produções que nem se nos pagassem nos dariam a coragem de assistir a elas.
Ah, a belíssima "love sotory" entre as personagens da Kunis e do Timberlake, deixarei para que você encontre uma maneira de ver também. Não lhe tiro esse prazeroso privilégio.
Euclides Riquetti
06/-5/2012.
Justamente há cerca de uma hora, acabei de ver "Amizade Colorida". Na minha juventude, quando se falava esse termo, nos vinha à mente algo escandaloso, uma coisa descabida, um despudor. Com os anos passando, nossos conceitos sobre os seres também mudaram, não é possível determinar se para melhor ou pior, pois isso vai ficar no entendimento de cada um de nós, leitora.
Mas, "Amizade Colorida" somou-se a outros bons filmes que vi e este selecionei como o melhor deles nesta semana. É um filme atualíssimo e que nos traz o Justin Timberlake e a Mila Kunis como protagonistas. Aliás, a Kunis, nascida Mila Kurkovna Kunis, é ucraniana desde 14/08/1983, quando veio ao mundo, belíssima, mas radicou-se nos EUA. Namorou o problemático Macaulay Culkin, de "Esqueceram de Mim" que, como o "Lagoa Azul", já nos cansaram de tantas reprises na TV (aberta). Mas Mila Kunis é demais. Tem um rosto e corpo de Juliana Paes, um olhar de Angelina Jolie e algo de Rummer Willis, a filha da Demi Moore com o Bruce Willis. Mila Kunis, mesmo jovem, 29 anos, já tem uma filmografia para Cinema e TV de mais de 20 produções, em que participa como atriz, desde seus 11 anos. Pessoas talentosas são assim mesmo. Não basta ser um corpo e um rosto bonitos. Tem que ter o talento, e ela tem de sobra. Aliás, talento têm os americanos, os franceses e os italianos para produzirem bons filmes. Alguns canais "por assinatura", que passam filmes brasileiros, são uma lástima. Quanta porcaria já se produziu no Brasil. E quanto patrocínio oficial ajudou a queimar dinheiro público financiando produções que nem se nos pagassem nos dariam a coragem de assistir a elas.
Ah, a belíssima "love sotory" entre as personagens da Kunis e do Timberlake, deixarei para que você encontre uma maneira de ver também. Não lhe tiro esse prazeroso privilégio.
Euclides Riquetti
06/-5/2012.
sábado, 5 de maio de 2012
Dia Muito Feliz
O dia 05 de maio nos traz as melhores lembranças. Foi em 1979, num sábado, como hoje, que, às 3,00 e 3,05 horas, respectivamente, nasceram nossas filhas gêmeas, Michele e Caroline.
Na sexta-feira à noite, depois de dar aulas na Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida, no então Distrito de Duas Pontes, Campos Novos, hoje Zortea, uma notícia: estava para nascer nosso filho, meu e da Mirian. Naquele tempo só uma minoria tinha acesso aos exames de ultrassom, não se sabendo, assim, se seria menino ou menina que viria. Foi uma confusão: pegamos o Fusca, descemos para o Hospital Nossa Senhora das Dores, onde chegamos quase à meia-noite para a internação. O Dr. Acióli Viecelli, que realizou o pré-natal, dizia que o parto seria no dia do aniversário dele, e que ele estaria viajando, e isso se confirmou.
As mãos habilidosas do então jovem médico, Dr. Tatin, cuidaram de fazer com que o bebê nascesse saudável e que nada acontecesse com a mãe. O pai, nervoso, (Eu), sapateava de um lugar para outro, no corredor. A enfermeira vem e pergunta: "Onde está a faixinha, que não tem nenhuma na sacola?". Bah, começou a agradável confusãozinha: pegamos uma emprestada da mulher de um amigo, o Bérgamo. Logo depois, voltou e avisou: "É uma menina!" Fiquei contentíssimo. Minha mãe já estava por lá e vibramos muito. Daí a pouco, volta a enfermeira: "Precisamos de mais uma faixinha, pois tem mais um bebê!" E veio outro bebê. E foi assim, pegamos uma segunda faixinha, com a mulher do Bérgamo. Era uma segunda menina.
Mais tarde, nasceram, no mesmo hospital, a Gisele Bérgamo, a quem já ficamos devendo obrigação antes mesmo de ter nascido, e a Sionara Formentão.
Ao amanhecer, fui para as Casas Pernambucanas comprar faixinhas, fraldas de algodão, cueiros, toucas, babeiros, etc., pois eram duas lindas meninas, com 2,9 kg cada uma. E o Marcos Ceigol, que me vendeu as roupinhas, e seus colegas de trabalho, inclusive o Vilmar, meu querido irmão, vibraram muito, lá nasd Pernambucanas, em Capinzal.
E, depois, começou a tarefa de definir os nomes: A Mirian tinha sugerido Michele. O tio Vilmar dizia que tinha que ser Caroline, por causa da Princesa de Mônaco, que era bonita. Mas, como vieram duas, tudo foi muito fácil: a primeira a nascer foi a Michele e a senda, Caroline.
Hoje, numa tarde e noite especial, estamos comemorando, aqui em Joaçaba, em nossa casa, juntamente com a Fabrício e a Luana. o Daniel, marido da Michele, o Buja, da Caroline, e a adorável Júlia, filha destes e nossa netinha. (Vai ter churrasco no porão!!!).
Longa vida às duas e a todos nós!!!
Euclides Riquetti
05-05-2012
Na sexta-feira à noite, depois de dar aulas na Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida, no então Distrito de Duas Pontes, Campos Novos, hoje Zortea, uma notícia: estava para nascer nosso filho, meu e da Mirian. Naquele tempo só uma minoria tinha acesso aos exames de ultrassom, não se sabendo, assim, se seria menino ou menina que viria. Foi uma confusão: pegamos o Fusca, descemos para o Hospital Nossa Senhora das Dores, onde chegamos quase à meia-noite para a internação. O Dr. Acióli Viecelli, que realizou o pré-natal, dizia que o parto seria no dia do aniversário dele, e que ele estaria viajando, e isso se confirmou.
As mãos habilidosas do então jovem médico, Dr. Tatin, cuidaram de fazer com que o bebê nascesse saudável e que nada acontecesse com a mãe. O pai, nervoso, (Eu), sapateava de um lugar para outro, no corredor. A enfermeira vem e pergunta: "Onde está a faixinha, que não tem nenhuma na sacola?". Bah, começou a agradável confusãozinha: pegamos uma emprestada da mulher de um amigo, o Bérgamo. Logo depois, voltou e avisou: "É uma menina!" Fiquei contentíssimo. Minha mãe já estava por lá e vibramos muito. Daí a pouco, volta a enfermeira: "Precisamos de mais uma faixinha, pois tem mais um bebê!" E veio outro bebê. E foi assim, pegamos uma segunda faixinha, com a mulher do Bérgamo. Era uma segunda menina.
Mais tarde, nasceram, no mesmo hospital, a Gisele Bérgamo, a quem já ficamos devendo obrigação antes mesmo de ter nascido, e a Sionara Formentão.
Ao amanhecer, fui para as Casas Pernambucanas comprar faixinhas, fraldas de algodão, cueiros, toucas, babeiros, etc., pois eram duas lindas meninas, com 2,9 kg cada uma. E o Marcos Ceigol, que me vendeu as roupinhas, e seus colegas de trabalho, inclusive o Vilmar, meu querido irmão, vibraram muito, lá nasd Pernambucanas, em Capinzal.
E, depois, começou a tarefa de definir os nomes: A Mirian tinha sugerido Michele. O tio Vilmar dizia que tinha que ser Caroline, por causa da Princesa de Mônaco, que era bonita. Mas, como vieram duas, tudo foi muito fácil: a primeira a nascer foi a Michele e a senda, Caroline.
Hoje, numa tarde e noite especial, estamos comemorando, aqui em Joaçaba, em nossa casa, juntamente com a Fabrício e a Luana. o Daniel, marido da Michele, o Buja, da Caroline, e a adorável Júlia, filha destes e nossa netinha. (Vai ter churrasco no porão!!!).
Longa vida às duas e a todos nós!!!
Euclides Riquetti
05-05-2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Obra-prima
Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que marcasse, que ficasse eternizada.
Quem sabe uma poesia com boa rima
Quem sabe uma foto envernizada.
Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que ninguém houvesse ainda feito.
Podia ser uma escultura pequenina
Podia ser um monumento perfeito.
Pensei em buscar uma obra-prima
Algo raro, quem sabe inimaginável.
Podia ser uma composição divina
Uma ópera de lírica admirável.
Pensei, repensei, tentei, retentei...
Busquei tirar algo de minha inspiração
Fui longe, longe, mas sabes quem eu encontrei?
Foste tu, bem escondida...no fundo de meu coração!
Euclides Riquetti
03-04-2012
Algo que marcasse, que ficasse eternizada.
Quem sabe uma poesia com boa rima
Quem sabe uma foto envernizada.
Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que ninguém houvesse ainda feito.
Podia ser uma escultura pequenina
Podia ser um monumento perfeito.
Pensei em buscar uma obra-prima
Algo raro, quem sabe inimaginável.
Podia ser uma composição divina
Uma ópera de lírica admirável.
Pensei, repensei, tentei, retentei...
Busquei tirar algo de minha inspiração
Fui longe, longe, mas sabes quem eu encontrei?
Foste tu, bem escondida...no fundo de meu coração!
Euclides Riquetti
03-04-2012
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