sábado, 7 de julho de 2012
Ousadia
O toque gentil de tuas mãos em meu rosto
O toque sutil de minhas mãos em teus ombros
O toque melódico de tuas palavras em meus ouvidos
O toque romântico de meu ser em teus sentidos...
O toque delicado de teus braços em meu corpo
O toque suave de minha pele em tua pele alva
O toque perfumado de teu peito em meu peito
O toque dadivoso de meu olhar em teu olhar.
O toque de teus beijos ardorosos em meus lábios
O toque de meus beijos em teus lábios rosados.
O toque sensível do tudo de mim em ti
O toque inimaginável do tudo de ti em mim
A perdição do momento desejado
A perdição no pecado
O amor consumado
Sem fim...
Tu estás em mim e eu estou em ti
Sem nenhum medo:
Apenas paixão, amor segredo!
Desejo de mim por ti, por ti, por ti
Desejo de ti por mim, por mim
Desejo imedível, ousado
Pecado, imersão, pecado!
Euclides Riquetti
07-07-2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Love Stories (Minha Índole Romântica)
Histórias de amor, quem não gosta de ouvi-las? Histórias de todas as eras, buscadas nos livros os vistas nos filmes, sempre me encataram e, acredito firmemente, até o mais rude ( e fingido) dos mortais, tem o seu lado romântico. Por conveniência, (ou por machismo), alguns o escondem, disfarçam, mas isso sempre acaba vindo à percepção das pessoas.
Ah, quantos livros tu leste, leitor (a), em tua juventude, em que o foco romântico estava presente, em primeiro plano? Quantas revistas compraste ou trocaste, como as "Capricho", "Ilusão", ou "Sétimo Céu"? Depois, adiante, quantas garotas não leram "Sabrina"? E, quantos de nós, não lemos os livros de Camilo Castelo Branco, José de Alencar, ou os apimentados romances de Jorge Amado? Tu vais, certamente, lembrar de dezenas, centenas de outros autores...
Mas, as histórias que vimos nos filmes, em nossa juventude, jamais esqueceremos. Além daqueles românticos musicais, normalmente estrelados por jovens atores/cantores italianos, tu lembrarás de outros dois grandes sucessos do cinema: Romeo and Juliet (1968) e Love Story (1970), que viste no Cine Glória, de Capinzal, no Odeon ou no Ópera, de Porto União, no Avenida ou no Vitória, de Joaçaba, ou ainda no Marrocos, de Lages, nas salas de cinema de Curitiba ou Florianópolis. Que belas histórias de amor esses cinemas nos ofereceram! Esses e outros, que em sua maioria viraram templos, lojas, supermercados ou até hotéis...
Hoje, porém, quero indicar-te um filme muito bonito, para ti que gostas de romance, de paixões arrebatadoras, ou mesmo de tenros contos românticos: Assisti, há instantes, ao filme do diretor franco-americano Iann Samuell, uma das revelações do gênero, a "My Sassy Girl", que tem tradução em Português como "Ironias do Amor", mas que poderia ser mais ou menos assim: "minha garota doidinha".
"Ironias do Amor", de 2008, é mais uma daquelas produções que os americanos fazem para encantar o mundo. Conta a história de Jordan (Elisha Cuthbert - 30-11-1982, canadense), e Charlie (Jesse Bradford - 28-05-1979, norteamericano). Charlie salva Jordan de morrer, atropelada por um trem de metrô, fazem uma amizade de 33 dias e, depois, pactuam afastar-se por um ano... Depois de um ano e um dia, encontram-se, e vem uma grande surpresa. Apesar de muito jovens, a bela Elisha e o tímido Jesse, têm uma filmografia que inclui mais de 20 trabalhos cada um entre cinena e TV.
Entretanto, a história romântica vivida pelos dois, não vou tirar o prazer de que a descubras, tu mesmo (a), no google ou nas locadoras. É de mexer com os corações mais duros, e de roubar lágrimas de todas as que ao filme assistirem.
É, os tempos passam para todos nós. Mas as coisas bonitas ficam. Alguém, numa poesia que escrever, num romance que editar, num filme que produzir, vai remeter-te ao sensível e profundo mundo do amor, do sentimento, da percepção romântica. Eu, estou nessa há muito, muito tempo...
Euclides Riquetti
02-07-2012
Ah, quantos livros tu leste, leitor (a), em tua juventude, em que o foco romântico estava presente, em primeiro plano? Quantas revistas compraste ou trocaste, como as "Capricho", "Ilusão", ou "Sétimo Céu"? Depois, adiante, quantas garotas não leram "Sabrina"? E, quantos de nós, não lemos os livros de Camilo Castelo Branco, José de Alencar, ou os apimentados romances de Jorge Amado? Tu vais, certamente, lembrar de dezenas, centenas de outros autores...
Mas, as histórias que vimos nos filmes, em nossa juventude, jamais esqueceremos. Além daqueles românticos musicais, normalmente estrelados por jovens atores/cantores italianos, tu lembrarás de outros dois grandes sucessos do cinema: Romeo and Juliet (1968) e Love Story (1970), que viste no Cine Glória, de Capinzal, no Odeon ou no Ópera, de Porto União, no Avenida ou no Vitória, de Joaçaba, ou ainda no Marrocos, de Lages, nas salas de cinema de Curitiba ou Florianópolis. Que belas histórias de amor esses cinemas nos ofereceram! Esses e outros, que em sua maioria viraram templos, lojas, supermercados ou até hotéis...
Hoje, porém, quero indicar-te um filme muito bonito, para ti que gostas de romance, de paixões arrebatadoras, ou mesmo de tenros contos românticos: Assisti, há instantes, ao filme do diretor franco-americano Iann Samuell, uma das revelações do gênero, a "My Sassy Girl", que tem tradução em Português como "Ironias do Amor", mas que poderia ser mais ou menos assim: "minha garota doidinha".
"Ironias do Amor", de 2008, é mais uma daquelas produções que os americanos fazem para encantar o mundo. Conta a história de Jordan (Elisha Cuthbert - 30-11-1982, canadense), e Charlie (Jesse Bradford - 28-05-1979, norteamericano). Charlie salva Jordan de morrer, atropelada por um trem de metrô, fazem uma amizade de 33 dias e, depois, pactuam afastar-se por um ano... Depois de um ano e um dia, encontram-se, e vem uma grande surpresa. Apesar de muito jovens, a bela Elisha e o tímido Jesse, têm uma filmografia que inclui mais de 20 trabalhos cada um entre cinena e TV.
Entretanto, a história romântica vivida pelos dois, não vou tirar o prazer de que a descubras, tu mesmo (a), no google ou nas locadoras. É de mexer com os corações mais duros, e de roubar lágrimas de todas as que ao filme assistirem.
É, os tempos passam para todos nós. Mas as coisas bonitas ficam. Alguém, numa poesia que escrever, num romance que editar, num filme que produzir, vai remeter-te ao sensível e profundo mundo do amor, do sentimento, da percepção romântica. Eu, estou nessa há muito, muito tempo...
Euclides Riquetti
02-07-2012
domingo, 1 de julho de 2012
Natureza Colossal
Eu amo as plantas verdes de meu vale
Os belos girassóis, os cândidos cinamomos
Contemplo as águas dos riachos e das sangas
Que vagam entre as pedras rumo ao rio.
Encanto-me com os pássaros que cantam
E as borboletas entre as flores coloridas
Me perco em ver crianças que sorriem
Com seus rostos inocentes feitas anjos.
Admiro os jovens belos e sadios
Que buscam ideais de vida pura
A nobreza da alma das pessoas
Os rostos que irradiam muita alegria.
A natureza é a vida plena , é colossal.
É a dança harmônica do Universo
Que se move consoante a grande orquestra
Sem rimas, só com notas musicais.
Euclides Riquetti
01-06-2012
Os belos girassóis, os cândidos cinamomos
Contemplo as águas dos riachos e das sangas
Que vagam entre as pedras rumo ao rio.
Encanto-me com os pássaros que cantam
E as borboletas entre as flores coloridas
Me perco em ver crianças que sorriem
Com seus rostos inocentes feitas anjos.
Admiro os jovens belos e sadios
Que buscam ideais de vida pura
A nobreza da alma das pessoas
Os rostos que irradiam muita alegria.
A natureza é a vida plena , é colossal.
É a dança harmônica do Universo
Que se move consoante a grande orquestra
Sem rimas, só com notas musicais.
Euclides Riquetti
01-06-2012
Cruzeiros em Canasvieiras?
Conheço Cansveiras há quase 30 anos. A bela e então pouco poluída praia de Florianópolis tinha, na década de 1980, alguns prédios, casas e pousadas. Alguns restaurantes meio acanhados e poucas "barracas" perto do mar, onde costumavam batucar um samba, tomar umas caipirinhas, umas cervejinhas. umas "cubra-libres". Reuniam-se, ali, pessoas das mais variadas procedências, já despontando os argentinos como principais frequentadores. Lembro que a família Bonissoni/Goulart tinha residências ali para aluguel, o Ênio e o Ernâni falavam-me sobre isso.
Adiante, vinham as notícias de que o "Doutor Sócrates" (Corínthians) e seu irmão Iraí (São Paulo), tinham casa perto do mar, construíram uma rampa para levar a lancha até a praia e foram notificados a rtetirá-la por causa dos danos ao Meio Ambiente. Também, falavam muito do metalúrgico Lula da Silva e de Vicentinho, seu sucessor na liderança sindical metalúrgica, Líder da CUT, que ali compareciam para "recarregar as baterias", após as greves que lideravam. Um virou Presidente e o outro, Deputado.
Mas, ao longo dos anos, a bela baía foi sendo ocupada por toda a sorte de gente, a maioria de boa índole, mas também por muitos malandros e "malas". Projetaram para o local um shopping que não deu certo, um Centro de Eventos que levou uma grana alta e que não se consolidou, realizaram corridas de kart com famosos da Fórmula 1, inclusive Michael Schmumacher e Fepipe Massa atuando. Mas aquele Distrito andou mais, mesmo, pela força dos empreendedores privados, que foram construindo seus hotéis, mercados, comércios, farmácias, uns poucos pontos de recreação. Recreação, mesmo, só a praia... (Vamos omitir-nos de falar dos cães que campeiam por ali!!)
Em todas as primaveras e verões, observam-se as escunas Piratas deslocando-se para ilhas próximas, para pontos turísticos históricos, levando gente para passar algumas horas em lugares diferentes. ( O que não anima muito é ver que as músicas utilizadas para animação da galera são sempre as mesmas, ano após ano, e até as piadas se repetem. É programa para uma única vez.
Entre 2007 e 2009, observamos alguns navios fundeados na baía, os barcos trazendo turistas para o trapiche, e estes espalhando-se pela ilha/capital, outros passando algumas horas por ali mesmo, almoçando, gastando uma granona nas imediações.
Todo esse intróito de minha prolixidade vem para dizer que li, no DC de ontem, que poderão ser criandas novas rotas de cruzeiros para a Ilha, que a italiana MSC poderia estar muito interessada em investir um pouco na melhoria do trapiche (aquele ali, de onde saem as escunas, em Canasvierias), para que os turistas pudessem acessar à praia. Os interessados (brasileiros), falaram em alargar o trapiche, outros argumentaram que isso causaria "demandas ambientais", etc., etc. (A MSC é dona do "Armonia" e do "Musica", entre outros, que foram notícia pela perda das tripulantes, respectivamente Fabiana dos Santos Pasquarelli, em 17/02/2012, acometida da Ingluenza "B", e Camilla Peixoto Bandeira, em 10/01/2010, estrangulada com um lençol...).
Ora, leitor (a), é de rir quando se ouve tanto alarde (há mais de 10 anos), sobre a estrutura que precisa ser disponibilizada para que os navios busquem a "mais bela ilha" do Brasil, as maravilhas naturais que nossas mais de 50 praias oferecem.
Só para mencionar algo, quem já esteve em Ilha Bela ( próximo a Santos), pode ver quão fraca é a estrutura lá disponível, e os navios da MSC, da Concórdia e da Royal Caribean (Splendour of the Seas), estão sempre por lá. E a "bagunça" que é a chegada a Salvador, a espelunca que é o Elevador Lacerda e todas aquelas barracas na parte baixa da Capital Bahiana, entre o ponto de desembarque e a ida para o Pelourinho. E quantos bêbados dormem embaixo das árvores, em Maceió, e que seus equipamentos históricos estão sempre fechados, simplesmente porque não há quem os abra, ou porque estão fazendo alguma reforminha.
Nós, catarinenses, temos a mania de colocar nossas riquezas naturais e históricas abaixo que que elas representam na realidade. Achamos que somos uns "malpreparados", isso e aquilo. E acabamos pondo-nos numa imagem ruim. E isso é uma pena...
Mas, voltando à questão dos Cruzeiros, Canasveiras é, sim, um lugar dos melhores para receber os grandes navios, que podem trasladar os turistas para a praia em suas "tenders". E olha que há, na Ilha, muitos atrativos que os outros estados e cidades não oferecem: Logo ali, perto, Jurerê Internacional e Daniela e os fortes; Praia Brava e Costão do Santinho, no Leste; Um shopping que (Floripa Shopping", que você chega em 20 minutos. Uma área central com muitos pontos históricos que você chega em meia hora. Uma Lagoa da Conceição, uma São Francisco de Lisboa, uma Joaquina... uma bela ponte histórica... Bah, acho melhor parar. Mas, os invstimentos públicos, são irrisórios perto do volume de dinheiro que os visitrantes deixarão aqui.
E ainda não podemos esquecer da importânbcia que tem a duplicação da Rodovia que liga o Norte ao Centro, e que já na "Semana dos Uruguaios", em abril último, nos deixou muito contentes por não precisarmos ficar estressados quando a utilizamos. Certamente, este empreendimento, a Rodovia duplicada, foi o melhor que as autoridades fizeram para os turistas e os nativos, na última década. Mérito para o atual Governador, Colombo.
Então, todos esses diirigentes que gostam de participar de evntos em Buenos Aires, Montrevidéo, Nova York, Roma, e em muitos lugares do mundo, para falar de nosso Turismo, será que não tiraram um tempinho razoável para sentar junto aos proprietários das grandes armadas e mostrar quão é viável, para o Turista, chegar a nossa Ilha da Magia? Quanto ele pode curtir aqui?
Como diria aquele comentarista da madrgada do SBT, o negócio é ir "direto ao assunto": Fazemos investimentos que demandam muito dinheiro e deixamos de fazer o "básico". Mas, vamos torcer para que venham o que chegam pelo mar, que não causam muita confusão em nossas pontes!
Euclides Riquetti
01-07-2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Vale soberano
A névoa alva nivela os montes no vale soberano
Torna-se uma imensidão de algodão desfiado
Como se Deus o tivesse num sopro criado
Para que os anjos pudessem caminhar sobre o plano.
O Rio do Peixe se oculta calmo e sinuoso
Até o ruído das aves some , esconde-se nas plantas
As mães protegem seus filhotes com as asas santas
A natureza repousa seu concerto mudo, silencioso.
Vale encantado de nosso Rio do Peixe, que orgulho!
Venho do planalto e te contemplo em todas as manhãs
Mergulham em ti os vindos das paisagens chãs
E eu também mergulho, nesta tenra manhã de julho.
Euclides Riquetti
28-06-2012
Torna-se uma imensidão de algodão desfiado
Como se Deus o tivesse num sopro criado
Para que os anjos pudessem caminhar sobre o plano.
O Rio do Peixe se oculta calmo e sinuoso
Até o ruído das aves some , esconde-se nas plantas
As mães protegem seus filhotes com as asas santas
A natureza repousa seu concerto mudo, silencioso.
Vale encantado de nosso Rio do Peixe, que orgulho!
Venho do planalto e te contemplo em todas as manhãs
Mergulham em ti os vindos das paisagens chãs
E eu também mergulho, nesta tenra manhã de julho.
Euclides Riquetti
28-06-2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Conhecendo melhor...
Ao logo da vida, vamos formando conceitos sobre pessoas segundo o que lemos sobre elas ou delas ouvimos falar. Na verdade, somos induzidos a preconceitos por alguma razão e, sem que percebamos, acabamos por fazer um juízo nada verdadeiro, nada correto sobre pessoas, principalmente quando somos jovens e ainda muito influenciáveis. Há pessoas que imaginamos serem magníficas, pois de alguma forma nos seduzem e, com o tempo, nos decepcionamos por atitudes que vemos nelas e partindo delas. Mas, da mesma forma, há pessoas que, por não as conhecê-las, imaginamos que elas detenham determinado um tipo de personalidade, tenham características pelas quais foram ou são rotuladas e, na verdade, são diferentes disso. Hoje, em minha razoável maturidade, aprendi a admirar pessoas pelo que elas me mostram ser quando tenho contato pessoal com elas. Vou pela minha percepção e minha lógica, que me permitem fazer um melhor juízo de valor. .
Quando conheci a Dra. Zilda Arns, lá em Brasília, e ela me perguntava como era minha cidade, Ouro, e me dizia sobre a sua, Forquilhinha, fiquei pasmo com a simplicidade daquela médica denentora de muitas honrarias, que não era famosa por ser irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, mas pelo que pensava e o que fazia pela criança brasileira. Encantei-me com aquela figura humana humilde, simplória, querida, que até me deu ser cartão, ditou-me o número do seu celular para por nele, para ligar quando precisasse. Perdi-o com minha carteira, mas ficou em meu coração aquela expressão de bondade acolhedora que transbordava de seu coração e de seu semblante. Deus a tenha no céu, Lady Arns, mãe das crianças brasileiras.
Ah, mas onde eu quero chegar é ao endreço de outra pessoa, a quem aprendi a admirar ao longo dos anos, mas que, nos "anos de chumbo" tentavam transmitir uma falsa imagem dela, como se representasse um "perigo" para nós, catarinenses. Ah, quanto engano!
Certa vez, em Floripa, num barzinho da área central, vi aquela figura de camisa branca, mangas curtas, calça escura, barba espessa, tomando um cafezinho, "na dele". Percebi ser o Professor Sérgio Grando, da Universidade Federal, o "jogador de dominó", muito admirado pelos seus alunos, e fiquei observando-o: era uma criatura tranquila, parecia que seu pensamento andava longe, longe... Depois, vejo-o Prefeito da Capital, Deputado, Diretor da FATMA e, agora, Diretor Geral da Agesan, a Agência de Saneamento de Santa catarina, eleito que foi. E, com os anos se passando, fui aprendendo a conhecer melhor o Grando, lendo sobre sua capacidade intelectual elevada, seu excelente nível de compreensão da cultura, suas posições políticas éticas, sobre seu entendimento "lógico e físico" da vida e das coisas que movem o Universo.
Mas, o grande conhecimento sobre ele, auferi há uns três meses, quando esteve na Prefeitura do Município de Ouro. Aquele cidadão que eu parecia conhecer entrou em minha sala, foi pedindo licença, estendeu-me a mão, pediu-me onde tomaria um café e, quando fiz um movimento para buscar-lhe um café, perguntou: "Onde fica a cozinha?". Apontei com o dedo indicador e ele foi lá, pegou seu copinho no armário, tirou café da garrafa térmica, e voltou para minha sala. Num átimo pecebi que era ele, o Professor Grando, que tanto vira na TV e nos jornais. Não havia sido anunciado, veio fazer seu trabalho, à sua maneira. Reunimo-nos com o Dr. Dirceu Andrade, Advogado, e com o Sidney Penso, também Advogado e Diretor do SIMAE, e o Grando passou a dar-nos uma aula sobre Meio Ambiente. Que pessoa admirável! Rápido e objetivo, nos mostrou os caminhos para a filiação dos Municípios à AGESAN e depois começou a falar-nos sobre as pessoas de nossa cidade que trabalharam com ele, outros que foram seus alunos na UFSC, etc. Falou-nos que o Engenheiro Rubens Bazzo trabalhou com ele na Prefeitura da Capital, que eram muito amigos, que o Dr. Clóvis (Castanha) Maliska é um grande estudioso e foi descrevendo muitos de nossos amigos e colegas de infância que foram-se mudando para Florianópolis e com os quais conviveu.
Bem, na semana passada, novamente esteve conosco, Deixou-nos um documento que será assinado pelo Prefeito Miqueloto e encaminhado para ele e, depois, começamos a falar sobre cultura, história, etc, etc. Ele é uma das pessoas como o Dr. Alexandre Dittrich Buhr, juiz e escritor, que quando conversamos com eles só temos a aprender. E, depois, presenteou-me, autografando, com o livro "Dominó - Meu Sistema", do Fernando Coruja Agustini, prefaciado pelo Esperidião Amin e posfaciado pelo Sérgio José Grando. Em retribuição, dei-lhe o CD que foi gravado pelo grupo "Pìccola Itàlia Del ´Oro", com 12 músicas do cancioneiro italiano.
É, foi muito bom ter compartilhado bons momentos com o Professor Grando, amigo de tantos amigos da gente, um bom exemplo de ética a ser seguido!
Euclides Riquetti
27-06-2012
Quando conheci a Dra. Zilda Arns, lá em Brasília, e ela me perguntava como era minha cidade, Ouro, e me dizia sobre a sua, Forquilhinha, fiquei pasmo com a simplicidade daquela médica denentora de muitas honrarias, que não era famosa por ser irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, mas pelo que pensava e o que fazia pela criança brasileira. Encantei-me com aquela figura humana humilde, simplória, querida, que até me deu ser cartão, ditou-me o número do seu celular para por nele, para ligar quando precisasse. Perdi-o com minha carteira, mas ficou em meu coração aquela expressão de bondade acolhedora que transbordava de seu coração e de seu semblante. Deus a tenha no céu, Lady Arns, mãe das crianças brasileiras.
Ah, mas onde eu quero chegar é ao endreço de outra pessoa, a quem aprendi a admirar ao longo dos anos, mas que, nos "anos de chumbo" tentavam transmitir uma falsa imagem dela, como se representasse um "perigo" para nós, catarinenses. Ah, quanto engano!
Certa vez, em Floripa, num barzinho da área central, vi aquela figura de camisa branca, mangas curtas, calça escura, barba espessa, tomando um cafezinho, "na dele". Percebi ser o Professor Sérgio Grando, da Universidade Federal, o "jogador de dominó", muito admirado pelos seus alunos, e fiquei observando-o: era uma criatura tranquila, parecia que seu pensamento andava longe, longe... Depois, vejo-o Prefeito da Capital, Deputado, Diretor da FATMA e, agora, Diretor Geral da Agesan, a Agência de Saneamento de Santa catarina, eleito que foi. E, com os anos se passando, fui aprendendo a conhecer melhor o Grando, lendo sobre sua capacidade intelectual elevada, seu excelente nível de compreensão da cultura, suas posições políticas éticas, sobre seu entendimento "lógico e físico" da vida e das coisas que movem o Universo.
Mas, o grande conhecimento sobre ele, auferi há uns três meses, quando esteve na Prefeitura do Município de Ouro. Aquele cidadão que eu parecia conhecer entrou em minha sala, foi pedindo licença, estendeu-me a mão, pediu-me onde tomaria um café e, quando fiz um movimento para buscar-lhe um café, perguntou: "Onde fica a cozinha?". Apontei com o dedo indicador e ele foi lá, pegou seu copinho no armário, tirou café da garrafa térmica, e voltou para minha sala. Num átimo pecebi que era ele, o Professor Grando, que tanto vira na TV e nos jornais. Não havia sido anunciado, veio fazer seu trabalho, à sua maneira. Reunimo-nos com o Dr. Dirceu Andrade, Advogado, e com o Sidney Penso, também Advogado e Diretor do SIMAE, e o Grando passou a dar-nos uma aula sobre Meio Ambiente. Que pessoa admirável! Rápido e objetivo, nos mostrou os caminhos para a filiação dos Municípios à AGESAN e depois começou a falar-nos sobre as pessoas de nossa cidade que trabalharam com ele, outros que foram seus alunos na UFSC, etc. Falou-nos que o Engenheiro Rubens Bazzo trabalhou com ele na Prefeitura da Capital, que eram muito amigos, que o Dr. Clóvis (Castanha) Maliska é um grande estudioso e foi descrevendo muitos de nossos amigos e colegas de infância que foram-se mudando para Florianópolis e com os quais conviveu.
Bem, na semana passada, novamente esteve conosco, Deixou-nos um documento que será assinado pelo Prefeito Miqueloto e encaminhado para ele e, depois, começamos a falar sobre cultura, história, etc, etc. Ele é uma das pessoas como o Dr. Alexandre Dittrich Buhr, juiz e escritor, que quando conversamos com eles só temos a aprender. E, depois, presenteou-me, autografando, com o livro "Dominó - Meu Sistema", do Fernando Coruja Agustini, prefaciado pelo Esperidião Amin e posfaciado pelo Sérgio José Grando. Em retribuição, dei-lhe o CD que foi gravado pelo grupo "Pìccola Itàlia Del ´Oro", com 12 músicas do cancioneiro italiano.
É, foi muito bom ter compartilhado bons momentos com o Professor Grando, amigo de tantos amigos da gente, um bom exemplo de ética a ser seguido!
Euclides Riquetti
27-06-2012
domingo, 24 de junho de 2012
Voltando a Porto União
Nesta sexta-feira, 22, estivemos em Porto União da Vitória para cumprir tarefas da atividade pública, juntamente com o prefeito Miqueloto. Eram 12 Prefeitos da microrregião da AMMOC que estiveram recebendo retroescavadeiras doadas pelo MDA para ações de agricultura nos Municípios inclusos no Programa Território da Cidadania. O evento aconteceu na Praça Hercílio Luz, a mais antiga e central de Porto União. Cursei letras e morei do início de 1972 ao de 1977 nas duas cidades gêmeas do Iguaçu.
Voltar a uma cidade onde se viveu parte de nossa juventude, a melhor de nossa vida, é muito gratificante, para qualquer pessoa, de qualquer idade, e isso nos devolve ao saudosismo, um sentimento sempre muito presente na minha vida, em particular.
Conheci aquela cidade ao final de 1971, quando fiz minha inscrição ao vestibular para o curso de Letras/Inglês, na FAFI, hoje Universidade do Vale do Iguaçu. Fui levado pelo professor Teófillo Proner, de História, que era nascido em Lacerdópolis, fora seminarista e viera para lecionar no Belisário Pena, no Sílvio Santos e, parece-me, no Mater Dolorum. Hospedamo-nos no Hotel Central, ali próximo à estrada de ferro, apenas uma rua separando-nos. Do outro lado da via férrea, outra cidade, outro estado, fronteira entre Porto União e União da Vitória, Santa Catarina e PARANÁ.
Apenas meia dúzia de horas e muitas lembranças na cabeça. Almoçamos no Restaurante X-Burger, que já em 1972 era o point da galera que saía da Faculdade para comer o "X-salada", uma novidade para a época. O "X" foi pioneiro no Sul do Paraná em termos de "fast-food". O Sérgio Ghidini, filho da Dona Honorina, com mais o Luiz Fernando, hoje marido da Iradi, minha irmã, era o "chef". Naquele tempo,o Sérgio andava com um Opala preto, coupê, zero quilometro, fazendo inveja para todos nós, que andávamos de bicicleta e que, no máximo, os acadêmicos que trabalhavam no Banco do Brasil, na Caixa ou na Petrobrás podiam andar com fuscas e, nos anos seguintes, com Brasílias, chevetes ou corcéis. Esses, sim, eram uns verdadeiros privilegiados, tinham bom emprego, carros bonitos, e muita moral junto às moçoilas. Quantas belas lembranças tenho disso. Ainda escreverei um texto apenas sobre isso.
Mas, voltando à Praça Hercílio Luz, ali se situavam o Cine Odeon, o Cine Ópera, o Bar e Lanchonete do Bolívar, um grande salão de jogos de mesa, que ficava aberto a noite toda, e as damas da noite faziam ponto, o Bradesco na esquina, e o primeiro supermercado de que tive notícias e era novidade, aí por 1973, o Supermercado Passos. Não era de acreditar que as pessoas podiam pegar as próprias mercadorias nas gôndolas e depois passar no caixa e pagar. E que havia muitas marcas de sabonetes, desodorantes, cremes dentais, balas, biscoitos, chocolates, que eram os produtos que os jovens das repúblicas de estudantes costumavam comprar. E, do outro lado dos trilhos, o Cine Luz, aquele em que passsavam os filmes de bang-bang. O Ópera, era o cinema da elite, entrava-se pela frente, enxergando o rosto de quem chegara primeiro.
E, ali bem à frente da bela Praça, numa esquina, o Hotel Lux. Mais adiante, defronte à Estação Ferroviária, o Hotel Internacional, onde, daquela sacada acanhada, bem ao seu centro, o revolucionário Getúlio Vargas, em 16 de outubro de 1930, proferiu inflamado discurso para milhares de trabalhadores. Afinal, ele era o "Pai dos Trabalhadores Brasileiros", venerado e idolatrado pelos mesmos.
Hoje, a estação do trem, magnífica edificação que cobria o leito das estrada de ferro, e que tinha uma frente para o Paraná e outra para Santa Catarina, abriga a Câmara de Vereadores, e um Departamento de Cultura da Prefeitura de Porto União. Nas galerias da Câmara, fotos de seus ex-vereadores: Lá vi, com saudades a foto o Professor Abílio Heiss, que me lecionou literatura; do Álvaro Gaspre, (que morreu no domingo passado), e que foi nosso adversário nas lutas pelo controle do Diretório Acadêmico Alvir Riesemberg, da FAFI; o Frederico Slomp, hoje advogado bem sucedido, que foi meu aluno em1976, quando estava no último ano do Ensino de Segundo Grau, e já nos mostrava que tinha talento para a política e era um verdadeiro líder. Ainda, o Alvir Galle, que foi meu companheiro de Diretório na FAFI, quando tínhamos o saudoso Munir Cador como Presidente.
Ah, certamente escreverei muito ainda sobre aquelas duas cidades históricas, sobre a "República Esquadrão da Vida", ali da Rua Professora Amazília, sobre meus colegas de faculdade, de trabalho e de república.
Ah, quantas saudades...
Euclides Riquetti
24-06-2012
Voltar a uma cidade onde se viveu parte de nossa juventude, a melhor de nossa vida, é muito gratificante, para qualquer pessoa, de qualquer idade, e isso nos devolve ao saudosismo, um sentimento sempre muito presente na minha vida, em particular.
Conheci aquela cidade ao final de 1971, quando fiz minha inscrição ao vestibular para o curso de Letras/Inglês, na FAFI, hoje Universidade do Vale do Iguaçu. Fui levado pelo professor Teófillo Proner, de História, que era nascido em Lacerdópolis, fora seminarista e viera para lecionar no Belisário Pena, no Sílvio Santos e, parece-me, no Mater Dolorum. Hospedamo-nos no Hotel Central, ali próximo à estrada de ferro, apenas uma rua separando-nos. Do outro lado da via férrea, outra cidade, outro estado, fronteira entre Porto União e União da Vitória, Santa Catarina e PARANÁ.
Apenas meia dúzia de horas e muitas lembranças na cabeça. Almoçamos no Restaurante X-Burger, que já em 1972 era o point da galera que saía da Faculdade para comer o "X-salada", uma novidade para a época. O "X" foi pioneiro no Sul do Paraná em termos de "fast-food". O Sérgio Ghidini, filho da Dona Honorina, com mais o Luiz Fernando, hoje marido da Iradi, minha irmã, era o "chef". Naquele tempo,o Sérgio andava com um Opala preto, coupê, zero quilometro, fazendo inveja para todos nós, que andávamos de bicicleta e que, no máximo, os acadêmicos que trabalhavam no Banco do Brasil, na Caixa ou na Petrobrás podiam andar com fuscas e, nos anos seguintes, com Brasílias, chevetes ou corcéis. Esses, sim, eram uns verdadeiros privilegiados, tinham bom emprego, carros bonitos, e muita moral junto às moçoilas. Quantas belas lembranças tenho disso. Ainda escreverei um texto apenas sobre isso.
Mas, voltando à Praça Hercílio Luz, ali se situavam o Cine Odeon, o Cine Ópera, o Bar e Lanchonete do Bolívar, um grande salão de jogos de mesa, que ficava aberto a noite toda, e as damas da noite faziam ponto, o Bradesco na esquina, e o primeiro supermercado de que tive notícias e era novidade, aí por 1973, o Supermercado Passos. Não era de acreditar que as pessoas podiam pegar as próprias mercadorias nas gôndolas e depois passar no caixa e pagar. E que havia muitas marcas de sabonetes, desodorantes, cremes dentais, balas, biscoitos, chocolates, que eram os produtos que os jovens das repúblicas de estudantes costumavam comprar. E, do outro lado dos trilhos, o Cine Luz, aquele em que passsavam os filmes de bang-bang. O Ópera, era o cinema da elite, entrava-se pela frente, enxergando o rosto de quem chegara primeiro.
E, ali bem à frente da bela Praça, numa esquina, o Hotel Lux. Mais adiante, defronte à Estação Ferroviária, o Hotel Internacional, onde, daquela sacada acanhada, bem ao seu centro, o revolucionário Getúlio Vargas, em 16 de outubro de 1930, proferiu inflamado discurso para milhares de trabalhadores. Afinal, ele era o "Pai dos Trabalhadores Brasileiros", venerado e idolatrado pelos mesmos.
Hoje, a estação do trem, magnífica edificação que cobria o leito das estrada de ferro, e que tinha uma frente para o Paraná e outra para Santa Catarina, abriga a Câmara de Vereadores, e um Departamento de Cultura da Prefeitura de Porto União. Nas galerias da Câmara, fotos de seus ex-vereadores: Lá vi, com saudades a foto o Professor Abílio Heiss, que me lecionou literatura; do Álvaro Gaspre, (que morreu no domingo passado), e que foi nosso adversário nas lutas pelo controle do Diretório Acadêmico Alvir Riesemberg, da FAFI; o Frederico Slomp, hoje advogado bem sucedido, que foi meu aluno em1976, quando estava no último ano do Ensino de Segundo Grau, e já nos mostrava que tinha talento para a política e era um verdadeiro líder. Ainda, o Alvir Galle, que foi meu companheiro de Diretório na FAFI, quando tínhamos o saudoso Munir Cador como Presidente.
Ah, certamente escreverei muito ainda sobre aquelas duas cidades históricas, sobre a "República Esquadrão da Vida", ali da Rua Professora Amazília, sobre meus colegas de faculdade, de trabalho e de república.
Ah, quantas saudades...
Euclides Riquetti
24-06-2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Décima Oitava Crônica do Antigamente
Já me referi, anteriormente, aos périplos de meu pai, Guerino, no final da década de 30 e início da de 40 do Século Passado, em São Paulo, depois de ter fugido do Seminário São Camilo, onde era noviço e cursava Filosofia, já usando batina.
Bem, como relatei, um mascate português prometeu-lhe que, se reunisse algum dinheiro, o traria de volta a Santa Catarina, ao Distrito de Ouro, em Linha Bonita, onde seus pais deveriam estar residindo. Conseguido o dinheiro para a viagem, vieram de trem, pela Rede Viação Paraná Santa Catarina, atravessaram o Rio do Peixe em balsa existente na Estação Avaí, 10 Km ao Sul da Estação Rio Capinzal. Foram a pé, carregando suas malas, retangulares, duas para cada um. Atravessaram o Passo do Rio do Peixe, passando pelas propriedades dos Teixeira Andrade, de Victório Baretta (que mais tarde se tornou meu avô), Serafim Baretta, Ambrósio Baretta, Francisco Zanini, Constantino Bressan, Abramo Colombo, Joaquim Casara, Angelim Baretta, Elias Baretta e, finalmente chegaram à de Frederico Richetti, seu pai, depois meu avô paterno. As pessoas olhavam curiosas para aquele mascate e o rapaz, que parecia conhecido, um moço de olhos castanhos esverdeados, magro, alto, de caminhar firme, gestos elegantes. Algumas informações buscadas com pessoas que encontrava, das quais nem mais lembrava direito, e os locais não se atreviam a perguntar-lhe quem era, embora imaginassem ser Guerino, o seminarista.
E então, 11 anos depois de ter saído de casa, chegam ao portão da propriedade cercada de taipas capichosamente feitas com pedras irregulares manualmente assentadas e alinhadas, que seguiam pelo plano próximo ao riacho e se estendiam morro acima, perdendo-se por entre as árvores verdes de um capão ao alto, onde os animais costumavam franquear-se, fazendo inveja aos mortais que tinham que trabalhar de sol a sol. O portão de madeiras falquejadas, com ferragens malhadas numa ferraria colonial da Coxilha Seca, foi transposto com expectativa, com os olhos do jovem buscando descobrir algum familiar, possivelmente Dona Genoveva Píccolli Richetti, a mãe. Após uns 150 metros caminhados, foi possível visualizar sua mãe, magra, rosto sofrido, olhos fundos, meigos, lenço amarrado na cabeça, protegendo os cabelos castanhos. Foi de muita emoção o encontro dos dois: o abraço, as lágrimas de alegria, " l´era lo figlio perduto que a casa ritorneva". Alegria incontida, a "corneta" berrando para atrair para casa o pai e os irmãos que estavam na roça, os gritos de alegria ecoando pelo vale e chamando a atenção da vizinhança.
A "Mama Genoeffa", que era a pronúncia italiana para Genoveva, mal pode acreditar que o filho retornara, pois quando este figiu do seminário e dele não mais teve notícias, julgava que estivesse ido para a Itália, na Força Expedicionária Brasileira, e que lá tivesse perecido. Uma vez lera uma reportagem n´O Correio Riograndense, jornal que ainda hoje circula no meio rural, editado em Caxias do Sul, sobre um "figlio perduto", em que uma mãe chorava sua perda na Guerra. Ela pensara que o mesmo havia se sucedido com seu Guerino.
Foi uma semana de festa na propriedade, lá onde hoje mora o primo Nelson Baretta, irmão do Chascove. Ninguém trabalhou naqueles dias, apenas tiravam o leite das vacas e alimentavam os animais. Abateram-se porcos, ovelhas e até bois. A comunidade foi convidada a festejar a volta do filho. Muito vinho e muita gasosa. Dizem que por lá esteve uma filha do Victório Baretta, comerciante, de olhos bem verdes, bonita, dois anos mais jovem do que ele, e que foi "amor à primeira vista". Foi, sim, minha mãe, Dorvalina, casou-se com ele um ano depois, e tiveram seis filhos, sendo eu o segundo deles. Ah, posso parodiar um renomado escritor e dizer: "fui fruto de uma maretada que um noviço deu no dedão do pé de um colega de seminário"... Ainda bem!
Euclides Riquetti
19-06-2012
Bem, como relatei, um mascate português prometeu-lhe que, se reunisse algum dinheiro, o traria de volta a Santa Catarina, ao Distrito de Ouro, em Linha Bonita, onde seus pais deveriam estar residindo. Conseguido o dinheiro para a viagem, vieram de trem, pela Rede Viação Paraná Santa Catarina, atravessaram o Rio do Peixe em balsa existente na Estação Avaí, 10 Km ao Sul da Estação Rio Capinzal. Foram a pé, carregando suas malas, retangulares, duas para cada um. Atravessaram o Passo do Rio do Peixe, passando pelas propriedades dos Teixeira Andrade, de Victório Baretta (que mais tarde se tornou meu avô), Serafim Baretta, Ambrósio Baretta, Francisco Zanini, Constantino Bressan, Abramo Colombo, Joaquim Casara, Angelim Baretta, Elias Baretta e, finalmente chegaram à de Frederico Richetti, seu pai, depois meu avô paterno. As pessoas olhavam curiosas para aquele mascate e o rapaz, que parecia conhecido, um moço de olhos castanhos esverdeados, magro, alto, de caminhar firme, gestos elegantes. Algumas informações buscadas com pessoas que encontrava, das quais nem mais lembrava direito, e os locais não se atreviam a perguntar-lhe quem era, embora imaginassem ser Guerino, o seminarista.
E então, 11 anos depois de ter saído de casa, chegam ao portão da propriedade cercada de taipas capichosamente feitas com pedras irregulares manualmente assentadas e alinhadas, que seguiam pelo plano próximo ao riacho e se estendiam morro acima, perdendo-se por entre as árvores verdes de um capão ao alto, onde os animais costumavam franquear-se, fazendo inveja aos mortais que tinham que trabalhar de sol a sol. O portão de madeiras falquejadas, com ferragens malhadas numa ferraria colonial da Coxilha Seca, foi transposto com expectativa, com os olhos do jovem buscando descobrir algum familiar, possivelmente Dona Genoveva Píccolli Richetti, a mãe. Após uns 150 metros caminhados, foi possível visualizar sua mãe, magra, rosto sofrido, olhos fundos, meigos, lenço amarrado na cabeça, protegendo os cabelos castanhos. Foi de muita emoção o encontro dos dois: o abraço, as lágrimas de alegria, " l´era lo figlio perduto que a casa ritorneva". Alegria incontida, a "corneta" berrando para atrair para casa o pai e os irmãos que estavam na roça, os gritos de alegria ecoando pelo vale e chamando a atenção da vizinhança.
A "Mama Genoeffa", que era a pronúncia italiana para Genoveva, mal pode acreditar que o filho retornara, pois quando este figiu do seminário e dele não mais teve notícias, julgava que estivesse ido para a Itália, na Força Expedicionária Brasileira, e que lá tivesse perecido. Uma vez lera uma reportagem n´O Correio Riograndense, jornal que ainda hoje circula no meio rural, editado em Caxias do Sul, sobre um "figlio perduto", em que uma mãe chorava sua perda na Guerra. Ela pensara que o mesmo havia se sucedido com seu Guerino.
Foi uma semana de festa na propriedade, lá onde hoje mora o primo Nelson Baretta, irmão do Chascove. Ninguém trabalhou naqueles dias, apenas tiravam o leite das vacas e alimentavam os animais. Abateram-se porcos, ovelhas e até bois. A comunidade foi convidada a festejar a volta do filho. Muito vinho e muita gasosa. Dizem que por lá esteve uma filha do Victório Baretta, comerciante, de olhos bem verdes, bonita, dois anos mais jovem do que ele, e que foi "amor à primeira vista". Foi, sim, minha mãe, Dorvalina, casou-se com ele um ano depois, e tiveram seis filhos, sendo eu o segundo deles. Ah, posso parodiar um renomado escritor e dizer: "fui fruto de uma maretada que um noviço deu no dedão do pé de um colega de seminário"... Ainda bem!
Euclides Riquetti
19-06-2012
domingo, 17 de junho de 2012
Quindicesima Notte del Formaggio e del Vino - Ouro - SC
Participamos, neste sábado, 16 de junho de 2012, da Décima-quinta Noite do Queijo e do Vinho, que nossos oriundi, em seu dialeto "Talian", muito próximo do Vêneto, chamam de "Note del Formaio e del Vin", evento que vem sendo promovido desde 1998, e que, naquela época, foi sugerido ao Grupo Pìccola Itàlia del Oro pelo então Prefeito Sérgio Durigon. É o principal evento no gênero em Ouro e acontece no Clube Esportivo Floresta.
No Meio Oeste Catarinense, Vale do Rio do Peixe, acontecem muitos jantares e bailies italianos, todos os anos. Mas cada um tem suas próprias características: Capinzal tem sua Noite Italiana, ou Festa Italiana, concebida pelo saudoso Prefeito Celso Farina, que acontece em julho. Luzerna tem seu Baile/Jantar Italiano, promovido sempre em meados de junho. No ano passado, participei do de Arroio Trinta, convidado pelo Prefeito Cláudio Sprícigo.
Arroio Trinta é a Capital Catarinense da Cultura Italiana. Tem um mirante com vista fabulosa, menos em dias com neblina, por causa da considerável altitude. Tem sua Casa da Cultura, uma réplica de um casarão construído pelos colonizadores. Tem um portal que reproduz a arquitetura de Veneza, sobre um riacho que corta a cidade, e o prédio da Preferitura, em estilo italiano, é muito bonito. Um bom Hotel, com ótimo café da manhã. A cidade está consolidando seu "gemelaio" com uma cidade da Região da Emília Romana, na Itália. Seu Prefeito, o Sprícigo, costumo dizer-lhe, é um sósia do ator Giuseppe Oristânio, que fez algumas novelas na TV Globo. Aliás, já pediram até autografo ao Prefeito, num aeroporto, certa ocasião, achando que era o ator.
Essas manifestações culturais dos descendentes de italianos, filhos, netos e bisnmetos de italianos que chegaram à Serra Gaúcha a partir de 1875, ajudam a resgatar a cultura das cidades e possibilitam muito entretenimento, com variada gastronomia, danças típicas, vinhos coloniais ou de parreiras viníferas de altitude, e muita música.
A Noite do Queijo e do Vinho deste ano seguiu o padrão das demais, com muita comida toda a noite(não é jantar). A decoração do ambiente é bem característica e harmoniosa. Os integrantes do Píccola Itàlia vestem-se impecavelmente, preaticamente com novo figurino a cada ano. De início, um grupo de 7 casais de adolescentes, coreografados pela Professora Tatiane Viganó, faz sua apresentação inicial e depois os casais de adultos também apresentam suas coreografias e canções. O Ildo Cicconet dirige a parte de cantos e o Valdir Bonato, com sua gaita, executa as músicas. O baile ficou a cargo do grupo Ragazzi dei Monti, de Monte Bello, RS. Aliás, é uma forma repetida, mas solicitada pelos participantes, uma vez que atingem em cheio o gosto dos que frequentam a festa. Álvaro e Mara, os dois líderes e vocalistas, interagem com muitas piadas divertidas, durante todo o evento. É o grupo ideal para animar e fazer-nos rir, muito, muito.
Uma inovação neste ano foi a apresentação de um vídeo, na abertura, com um resumo de toda a história dos bailes que aconteceram no Floresta, por eles organizado. E é aí que somos remetidos à saudade. Observamos que algumas pessoas amigas, que aparecem na tela, não estão mais entre nós: A Edite Zanini, o Zacarias Tessaro, o Pedro Zaleski, o Olivo Zanini, o Rozimbo Baretta, que aturaram nos primeiros anos. Também sentimos a falta de outras pessoas que, por causa da idade ou outros motivos, ficam em casa, apenas lembrando: a Dona Mirian Doin, o Reinaldo Durigon e sua Esposa, e a Dona Ida Caldart, mãe do Renô, Rogério e Roberto, que no ano passado lá esteve, cabelinhos brancos, sem aquela "força" que sempre teve, mas esteve lá. E há aqueles que, por uma ou outra razão, afastaram-se do grupo, tomando outros rumos. Todos, de alguma forma, fazem falta...
Foi uma noite maravilhosa, as pessoas dançaram muito, todos os gêneros. Mas vem a hora do tango, e sobram poucos casais: sempre os primeiros a adentrarem a pista, o Adelir e a Elba Baretta, o Darci Baretta e a Iraci, e mais uma meia dúzia de pessoas corajosas. O Vilson Dambrós e a Ruth já haviam saído. Nesses momentos lembramos de quantas vezes vimos o saudoso João Fontes e a Dona Léa, o Plauto Dambrós e a Selvina, no passado, dançando tango. O Severino Dambrós e a Marília também mandaram muito bem nesse gênero ao longo da história do Ateneu e do Floresta.
Muitos dos presentes vieram de outras cidades, para onde foram, mas que escolhem momentos assim para rever seus familiares, amigos, e fazer MUITA FESTA, QUE NINGUÉM É DE FERRO.
Parabéns ao pessoal do Píccola pela beleza e nível de organização!
Euclides Riquetti
17-06-2012
No Meio Oeste Catarinense, Vale do Rio do Peixe, acontecem muitos jantares e bailies italianos, todos os anos. Mas cada um tem suas próprias características: Capinzal tem sua Noite Italiana, ou Festa Italiana, concebida pelo saudoso Prefeito Celso Farina, que acontece em julho. Luzerna tem seu Baile/Jantar Italiano, promovido sempre em meados de junho. No ano passado, participei do de Arroio Trinta, convidado pelo Prefeito Cláudio Sprícigo.
Arroio Trinta é a Capital Catarinense da Cultura Italiana. Tem um mirante com vista fabulosa, menos em dias com neblina, por causa da considerável altitude. Tem sua Casa da Cultura, uma réplica de um casarão construído pelos colonizadores. Tem um portal que reproduz a arquitetura de Veneza, sobre um riacho que corta a cidade, e o prédio da Preferitura, em estilo italiano, é muito bonito. Um bom Hotel, com ótimo café da manhã. A cidade está consolidando seu "gemelaio" com uma cidade da Região da Emília Romana, na Itália. Seu Prefeito, o Sprícigo, costumo dizer-lhe, é um sósia do ator Giuseppe Oristânio, que fez algumas novelas na TV Globo. Aliás, já pediram até autografo ao Prefeito, num aeroporto, certa ocasião, achando que era o ator.
Essas manifestações culturais dos descendentes de italianos, filhos, netos e bisnmetos de italianos que chegaram à Serra Gaúcha a partir de 1875, ajudam a resgatar a cultura das cidades e possibilitam muito entretenimento, com variada gastronomia, danças típicas, vinhos coloniais ou de parreiras viníferas de altitude, e muita música.
A Noite do Queijo e do Vinho deste ano seguiu o padrão das demais, com muita comida toda a noite(não é jantar). A decoração do ambiente é bem característica e harmoniosa. Os integrantes do Píccola Itàlia vestem-se impecavelmente, preaticamente com novo figurino a cada ano. De início, um grupo de 7 casais de adolescentes, coreografados pela Professora Tatiane Viganó, faz sua apresentação inicial e depois os casais de adultos também apresentam suas coreografias e canções. O Ildo Cicconet dirige a parte de cantos e o Valdir Bonato, com sua gaita, executa as músicas. O baile ficou a cargo do grupo Ragazzi dei Monti, de Monte Bello, RS. Aliás, é uma forma repetida, mas solicitada pelos participantes, uma vez que atingem em cheio o gosto dos que frequentam a festa. Álvaro e Mara, os dois líderes e vocalistas, interagem com muitas piadas divertidas, durante todo o evento. É o grupo ideal para animar e fazer-nos rir, muito, muito.
Uma inovação neste ano foi a apresentação de um vídeo, na abertura, com um resumo de toda a história dos bailes que aconteceram no Floresta, por eles organizado. E é aí que somos remetidos à saudade. Observamos que algumas pessoas amigas, que aparecem na tela, não estão mais entre nós: A Edite Zanini, o Zacarias Tessaro, o Pedro Zaleski, o Olivo Zanini, o Rozimbo Baretta, que aturaram nos primeiros anos. Também sentimos a falta de outras pessoas que, por causa da idade ou outros motivos, ficam em casa, apenas lembrando: a Dona Mirian Doin, o Reinaldo Durigon e sua Esposa, e a Dona Ida Caldart, mãe do Renô, Rogério e Roberto, que no ano passado lá esteve, cabelinhos brancos, sem aquela "força" que sempre teve, mas esteve lá. E há aqueles que, por uma ou outra razão, afastaram-se do grupo, tomando outros rumos. Todos, de alguma forma, fazem falta...
Foi uma noite maravilhosa, as pessoas dançaram muito, todos os gêneros. Mas vem a hora do tango, e sobram poucos casais: sempre os primeiros a adentrarem a pista, o Adelir e a Elba Baretta, o Darci Baretta e a Iraci, e mais uma meia dúzia de pessoas corajosas. O Vilson Dambrós e a Ruth já haviam saído. Nesses momentos lembramos de quantas vezes vimos o saudoso João Fontes e a Dona Léa, o Plauto Dambrós e a Selvina, no passado, dançando tango. O Severino Dambrós e a Marília também mandaram muito bem nesse gênero ao longo da história do Ateneu e do Floresta.
Muitos dos presentes vieram de outras cidades, para onde foram, mas que escolhem momentos assim para rever seus familiares, amigos, e fazer MUITA FESTA, QUE NINGUÉM É DE FERRO.
Parabéns ao pessoal do Píccola pela beleza e nível de organização!
Euclides Riquetti
17-06-2012
sábado, 16 de junho de 2012
Vidas idas - saudades e histórias com colegas
Na sexta-feira, 15, recebi a notícia de que no dia anterior falecera, em Chapecó, meu antigo colega de infância, Vitalino Buselatto. Estudei com ele meu curso primário, no Mater Dolorum, em Capinzal. Em 1963 frequentamos o terceiro ano. Ele era Seminarista e naquele ano estivemos em salas separadas. Um na turma "A" e outro na "B". Lembro que eu sentava na fila à direita, perto da porta, na primeira carteira. A Anamar Brancher sentava na segunda carteira. Tínhamos em comum o costume de estar com os dedos e o lado da boca sempre sujos de tinta de caneta azul, pois ficávamos mordendo as ponteiras das canetas, umas porcarias que comprávamos na "Loja do Turco", que era de origem Jordaniana, ali no prédio do Clemente Zortéa. Nós éramos praticamente separados dos outros, nós e os demais da mesma fila, porque não éramos o padrão de "bom aluno", que a Escola queria produzir. A filha do saudoso "Seu Sadi Brancher", este uma figura de altíssima sensibilidade ( que chorou no jantar que tivenos no Grêmio Lírio, em 1979, porque o Hilarinho Zortéa estava se despedindo de nós para ir dirigir a filial da Zortéa Brancher em Gi-Paraná-Rondônia) virou médica. E eu... estou aqui a escrever para que tu leias!
Mas, voltando ao amigo Vitalino, tenho ótimas lembranças dele: a primeira, que os dois tiramos primeiro lugar, cada um em sua turma, eu na "A" e ele na "B". Nossa professora, a excelente Marli Sartori, depois Sobreira, bem apessoada, inteligentíssima, nos presenteou cada um com uma camisa da marca "Mafisa", a dele em tonalidade azul, e a minha marron. A Dona Marli, adiante, casou com o "bom partido" Vilela, do Banco do Brasil, ambos tinham o mesmo jeito de ser, calmos, demonstrando equilíbrio e tranquilidade. No ano seguinte, no quarto ano, na mesma sala os dois, eu e o Buselatto, com a professora (interna do Mater), Marilene Lando. E, em 1965, estudamos no Ginásio Padre Anchieta.
Nossas professoras de português foram, ali, respectivamente, a Lorena Moraes e depois, na segunda série, a Dona Vanda Faggion Bazzo, esposa do ex-expedicionário Vítor Bazzo, que trabalhava na Agência dos Correios e Telégrafos, que tinha filhos muito inteligentes. A Vânia foi minha colega no primário e a Vera Lúcia lecionou-me na quarta do Ginásio, noturno, o Juçá Barbosa Callado. A Vera foi a primeira pessoa que gostou de um texto meu. Antes, ninguém via nada de útil naquilo que eu fazia ou escrevesse. Como dizem os caras da "Siap", era um "pranada", ou seja, alguém que não serve para nada. E, o pior, é que eu era um "pranada mesmo", um preguiça.
Voltando ao Vitalino, uma vez que a Dona Vanda nos mandou pesquisar sinônimos de palavras no dicionário, como tarefa de casa. Ele morava na casa dos pais do Adilson Montanari, ali na Rua Pinheiro Machado, no Ouro. Fui ali à noite e choveu, aconteceram trovoadas e relâmpagos, faltou luz ( o que era normal), e fui para casa na estrada barrenta, apenas guiado pelos "relâmpios", com metade do trabalho por fazer. Ah, poucos tinham dicionário naquele tempo. Lembro que o Ademar Miqueloto tinha um também...
A segunda lembrança básica vem de uma vez em que, estudando ainda no Anchieta, como o recreio era de meia hora, durante esse tempo íamos comprar doces no bananeiro Augusto Hoch, ali na esquina onde se situa o BB/BESC. Ao voltarmos, os alunos mais ousados (sacanas mesmo...), tinham o costume de "inticar" com um senhor que descia a Rua (hoje Dr. Vilson Bordin), com seu jipe Willys 51, gritanto: "Engata o ré, engata o ré!!!" E todos corriam. E, num daqueles dias, todos correram, menos o Vitalino, porque ele não inticara com o homem, pois era quieto, educado. E o senhor desceu do jipe e deu um chute no braço do amigo, fraturando-o. Não fugira porque nada devia, era inocente, e pagou pelos muitos pecados dos outros. E tudo virou uma grande encrenca. O Giovanni Tolu (Frei Gilberto), Diretor, foi à loucura conosco. Queria bater em todos nós... E o Vitalino tinha um tio, Delegado de Polícia em Herval D ´Oeste, que comprou suas dores, e a história virou processo no Fórum da Comarca.
Ele foi para o Colégio Agrícola de Ponta Grossa. Eu estudei Contabilidade na CNEC, do diretor Dr. Antônio Maliska, que gostava muito de mim, e eu o respeitava muito. Ele foi trabalhar no IBAMA, eu fui me virar na vida, cursar letras, trabalhar para o Jorge Mallon, na Mercedes de União da Vitória. Depois disso, eu o revi apenas há uns 20 anos, no Novo Porto Alegre, numa festa. As pessoas de quem a gente gosta, não precisam estar sempre perto da gente. Basta que estejam perto de nosso coração, de nossa imaginação.
Minha homenagem ao "Gordo", que foi lá pra cima, encontrar-se com outro colega de turma, o Ézio Andrioni, o Bijujinha, que se foi em 05-05-1979, no dia em que tivemos a felicidade de termos a Michele e a Caroline, nossas filhas gêmeas. Saudades, Vitalino...
Euclides Riquetti
16-06-2012
Mas, voltando ao amigo Vitalino, tenho ótimas lembranças dele: a primeira, que os dois tiramos primeiro lugar, cada um em sua turma, eu na "A" e ele na "B". Nossa professora, a excelente Marli Sartori, depois Sobreira, bem apessoada, inteligentíssima, nos presenteou cada um com uma camisa da marca "Mafisa", a dele em tonalidade azul, e a minha marron. A Dona Marli, adiante, casou com o "bom partido" Vilela, do Banco do Brasil, ambos tinham o mesmo jeito de ser, calmos, demonstrando equilíbrio e tranquilidade. No ano seguinte, no quarto ano, na mesma sala os dois, eu e o Buselatto, com a professora (interna do Mater), Marilene Lando. E, em 1965, estudamos no Ginásio Padre Anchieta.
Nossas professoras de português foram, ali, respectivamente, a Lorena Moraes e depois, na segunda série, a Dona Vanda Faggion Bazzo, esposa do ex-expedicionário Vítor Bazzo, que trabalhava na Agência dos Correios e Telégrafos, que tinha filhos muito inteligentes. A Vânia foi minha colega no primário e a Vera Lúcia lecionou-me na quarta do Ginásio, noturno, o Juçá Barbosa Callado. A Vera foi a primeira pessoa que gostou de um texto meu. Antes, ninguém via nada de útil naquilo que eu fazia ou escrevesse. Como dizem os caras da "Siap", era um "pranada", ou seja, alguém que não serve para nada. E, o pior, é que eu era um "pranada mesmo", um preguiça.
Voltando ao Vitalino, uma vez que a Dona Vanda nos mandou pesquisar sinônimos de palavras no dicionário, como tarefa de casa. Ele morava na casa dos pais do Adilson Montanari, ali na Rua Pinheiro Machado, no Ouro. Fui ali à noite e choveu, aconteceram trovoadas e relâmpagos, faltou luz ( o que era normal), e fui para casa na estrada barrenta, apenas guiado pelos "relâmpios", com metade do trabalho por fazer. Ah, poucos tinham dicionário naquele tempo. Lembro que o Ademar Miqueloto tinha um também...
A segunda lembrança básica vem de uma vez em que, estudando ainda no Anchieta, como o recreio era de meia hora, durante esse tempo íamos comprar doces no bananeiro Augusto Hoch, ali na esquina onde se situa o BB/BESC. Ao voltarmos, os alunos mais ousados (sacanas mesmo...), tinham o costume de "inticar" com um senhor que descia a Rua (hoje Dr. Vilson Bordin), com seu jipe Willys 51, gritanto: "Engata o ré, engata o ré!!!" E todos corriam. E, num daqueles dias, todos correram, menos o Vitalino, porque ele não inticara com o homem, pois era quieto, educado. E o senhor desceu do jipe e deu um chute no braço do amigo, fraturando-o. Não fugira porque nada devia, era inocente, e pagou pelos muitos pecados dos outros. E tudo virou uma grande encrenca. O Giovanni Tolu (Frei Gilberto), Diretor, foi à loucura conosco. Queria bater em todos nós... E o Vitalino tinha um tio, Delegado de Polícia em Herval D ´Oeste, que comprou suas dores, e a história virou processo no Fórum da Comarca.
Ele foi para o Colégio Agrícola de Ponta Grossa. Eu estudei Contabilidade na CNEC, do diretor Dr. Antônio Maliska, que gostava muito de mim, e eu o respeitava muito. Ele foi trabalhar no IBAMA, eu fui me virar na vida, cursar letras, trabalhar para o Jorge Mallon, na Mercedes de União da Vitória. Depois disso, eu o revi apenas há uns 20 anos, no Novo Porto Alegre, numa festa. As pessoas de quem a gente gosta, não precisam estar sempre perto da gente. Basta que estejam perto de nosso coração, de nossa imaginação.
Minha homenagem ao "Gordo", que foi lá pra cima, encontrar-se com outro colega de turma, o Ézio Andrioni, o Bijujinha, que se foi em 05-05-1979, no dia em que tivemos a felicidade de termos a Michele e a Caroline, nossas filhas gêmeas. Saudades, Vitalino...
Euclides Riquetti
16-06-2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Geração Jovem Guarda
No início da década de 60, o então jovem município de Capinzal, no Baixo Vale do Rio do Peixe, era composto também pelos territórios de seus distritos de Ouro, Dois Irmãos e Barra Fria. Em 1963, no dia 23 de janeiro, Ouro emancipou-se de Capinzal, abrangendo em seu território os outros dois distritos. No mesmo ano, no dia 11 de novembro, concedeu emancipação aos mesmos, que se tornaram, respectivamente, Dois Irmãos e Lacerdópolis, sendo que o primeiro, adiante, passou a chamar-se Presidente Castelo Branco.
Naquela metade da década, logo após esses acontecimentos políticos, surgia no Brasil a Jovem Guarda, começando a aparecer no cenário musical Roberto Carlos (o "Brasamora"), Erasmo Carlos ( o "Tremendão") , Vanderléa ( a "Ternurinha"), Vanderley Cardoso (o "Bom Rapaz"), Jerry Adriani (o "Coração de Cristal"), e Martinha, como principais expressões. Havia o Agnaldo Rayol (o "Rei da Voz"), o Agnaldo Timóteo, que fazia sucesso com "Meu Grito", o Caetano Veloso, que adiante saiu-se bem com "Alegria, Alegria", o Chico Buarque, com "A Banda", e o Ronie Von (o "Pequeno Príncipe"), com "A Praça". O Sérgio Reis, também da mesma geração, projetava-se com "Coração de Papel". Depois, virou cantor sertanejo. Havia outros, os preferidos pelos adultos, que nós, teenagers, chamávamos de "Velha Guarda".
A Juventude e os teens curtiam muito as feras daquela hora, deixávamos os cabelos bem compridos, usávamos calças "boca-de-sino", uma camisas xadrez, de gola bem alta. As mulheres usavam "bomlon", arrumavam os cabelos à La Doris Day, e a charmosa Leila Diniz saiu para a praia grávida usando biquini, uma afronta aos costumes da época. Ah, leitor (a), tu deves ter sabido de todos esses acontecimentos, ou tomastes conhecimento deles algum dia. Foi uma época marcante de minha vida e da maioria de meus amigos.
Pois bem, naquela época, o Colégio Mater Dolorum apresentava o seu novo e imponente prédio. Nós estudávamos lá, a sua quadra de esportes era um terrão com pedras, onde se jogava caçador e vôlei. Lembro bem que o colega Milvo Ceigol, irmão do Neivo, perdeu parte de seus dedos numa serra elétrica, na Marcenaria de seu tio Orestes Albino Fávero e, com os dedos cheios de mercúrio, gaze e esparadrapo, teimava em ser escalado para jogar vôlei. Depois, havia uma mesa de pingue-pongue, onde estrelavam a Vênus Siviero, a Marlene de Lima, a Ana Shiley Bragatto (agora Fávero, que quando perdia uma jogada esboçaba um sorrisinho delicado e afastava-se suavemente da mesa). Havia uma interna, a Rita, que era muito bonita, e que o pai a visitava de vez em quando, com um jipão. Os alunos de primário usavam calça de cor cáqui e camisa azul, as meninas saia e blusa dessas cores. As alunas do Normal usavam saias bordô e camisas marfim. No Padre Anchieta, estudavam somente rapazes, camisa branca e calça azul. E a onda, na época, erta ouvier "iê, iê, iê". No ginasial, os rapazes no Anchieta e da garotas no Mater. É, não podia misturar menino com menina. E, no primário, quando alguém fazia bagunça, a primeira pena era ser colocado a sentar-se ao lado de uma menina.(Que humilhação, que vergonha...). E, os casos mais graves, eram levados para terem seu nome registrado no "Livro Negro" (Que medo!...). E diziam que os mais "fortes e disciplinados", iriam assinar o "Livro de Ouro". Nunca vi nem um nem outro, mas acho que existiam, não sei se sob as chaves da Irmã Marinela, da Irmã Fermina, da Irmã Terezinha. Esta, diziam que iriam dirigir a caçamba Ford, amarela, comprada para o transporte do material da construção do novo prédio. Mas o motorista acabou sendo, mesmo, o Lóide Viecelli.
Enfim, nós, que vivemos e nos encantamos com nossos ídolos da época, também fizemos parte da história de nossas escolas, de nossas cidades. E, agora, espalhados pelo Brasil, vemos a geração que nos sucedeu buscando espaços também em outros países. Cada um vai fazer sua história onde acha que deve fazer. O mundo mudou mais do que podíamos imaginar. Mas as tecnologias permitem que nos aproximemos.
É impossível esquecer de uma época tão boa de minha vida. E, certamente, também tua, leitor (a)!
Euclides Riquetti
15-06-2012
sábado, 9 de junho de 2012
Degraus de junho
Saí por aí, ao longo da estrada
Câmera digital em punho
(Uma câmera digital empunho)
Paisagem branca/prateada
Beleza ímpar na manhã de junho!
Saí por aí, subindo degraus
"Menos dois" é a temperatura
Plantas cobertas de alvura
(Eu e meus óculos de grau)
Tudo é branco, alma pura.
O sol da manhã em plenitude
Flecha a manhã gelada, gelada
Pelo frio que veio na madrugada
E doura a paisagem na planitude.
Torna ouro a prata da geada.
E eu volto pelos mesmos degraus
Eu e meus óculos de grau.
Euclides Riquetti
09-06-2012
Câmera digital em punho
(Uma câmera digital empunho)
Paisagem branca/prateada
Beleza ímpar na manhã de junho!
Saí por aí, subindo degraus
"Menos dois" é a temperatura
Plantas cobertas de alvura
(Eu e meus óculos de grau)
Tudo é branco, alma pura.
O sol da manhã em plenitude
Flecha a manhã gelada, gelada
Pelo frio que veio na madrugada
E doura a paisagem na planitude.
Torna ouro a prata da geada.
E eu volto pelos mesmos degraus
Eu e meus óculos de grau.
Euclides Riquetti
09-06-2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
As maravilhas do passado no facebook - Time Ouro-Capinzal
Não tenho as habilidades digitais que muitos de meus amigos têm, mas procuro pessoas e informações no Doctor Google regularmente. Foi assim que redescobri o colega Francisco Samonek, que atua junto aos seringueiros, no Norte. É o Chico Mendes da hora. A comadre Vitória Brancher, madrinha da filha Caroline, no Mato Grosso do Sul. Até ex-alunos no exterior. E, de cada pessoa, sempre tenho uma lembrança.
Neste feriado do Corpo de Cristo, entrei no facebook e comecei a ver algumas fotos da turminha Capinzal-Ouro. Fiquei maravilhado com as mudanças das pessoas. A maioria nós, antigos magricelos, restamos um pouco maiores, com nossas nossas pretuberâncias abdominais, nossas calvícies ou cabelos agrisalhados (aqueles que ainda os têm). As colegas antigas, hoje senhoras, conseguem um desempenho sempre acima da média, pois cuidam-se melhor que os homens, investem mais nos cuidados com sua presença pessoal. Têm os belos cabelos, o rosto mais liso, a leveza de seu olhar mais suave, o corpo mais privilegiado. Parabéns a elas, todas. E, nós homens, que precisamos reconhecer que elas têm talentos e habilidades profissionais imedíveis, precisamos aplaudi-las.
Mas, pela ordem das fotos que vi, vou mensionar a característica que mais me faz lembrar de cada um (a):
Eluíza Andreoni (Santana), morava ali acima do Belisário Pena, tinha os cabelos bem encaracolados e me dizia que não tinha mais pai. Ela devia ter uns 8 ou 9 anos de idade e me perguntava porque eu carregava aquelas sacolas pesadas, até a casa do Bazzi, seu viznho.
Márcia Dambrós (Peixer): andava no banco de trás do DKW, do Olávio, no banco traseiro, ajudando a carregar a máquina fotográfica e o flash, incomodada pelo Romulado (Momo) e o Renato. A Dona Iolanda, ´no banco da frente. Também, antes, andavam no fusquinha.
Silvinho Santos: tinha uma bicicleta Monark, sem paralamas. Era um privilegiado. Poucos tinham uma Monark daquelas que o pedal não estragava. Jogava futebol n´Os Porcos.
Hilarinho Zortéa: era goleiro, jogou até no Loanbra (Lourenço Antônio Brancher), mas as pessoas achavam que era muito franzino e por isso deveria jogar na linha. Os grandalhões não gostavam de chutar bolas de futsal contra um goleiro mini-jovem.
Rubens Estêvão Bazzo: jogava futebol no juvenil da São José e chamavam-no de "Tevo". Batia pênaltis para seu lado esquerdo e direito do goleiro. Nós éramos do Palmeirinhas e dizíamos para meu primo Cosme, nosso goleiro: Ele bate o pênalti na sua direita. O Cosme ia para a esquerda, e o Rubens fazia gol.
Eloí Elisabeth Santos, agora Bocheco: poderia ter virado protética, mas gostava de poesias. E virou escritora bem conhecida. Carregava seus cadernos na frente do peito, como se fosse para se proteger, ou proteger suas poesias, contos, crônicas.
Paulo Eliseu Santos: jogava no Juvenil do Vasco, cabeça de área, com a camisa nº 5. Tirava os óculos para jogar, pois, nas outras horas, sempre o víamos de óculos.
Edi Pecinatto, esposa do Paulinho: a ruivinha, que veio da Carmelinda, estudava no Mater Dolorum e era muito agitada. E tinha forte espírito de liderança.
Denize Sartori: era fortinha, jogava bem caçador. Na hora de escolherem para o caçador e o volei, era a primeira a ser escolhida. Ajudou a pintar as camisetas SMR50. Fiz sucesso com uma dessas camisetas quando estudei em Porto União da Vitória.
Maria Luíza Morosini: jogava vôlei no Floresta, era tímida. No Baile da Formatura da CNEC, em 1971, estava de conjuntinho xadrez.
Meire Pelegrini, era a mais delicada ( e dedicada) aluna do Segundo Grau Magistério no Mater. Virou professora lá mesmo, cheia de moral com a Irmã Ignez, depois foi para Curitibanos. Era uma fera.
Sônia Módena: coitada daquela Brasília verde do Américo Módena. Todos dirigiam, mesmo sem habilitação... Fazia sucesso nos JECOs. Até fisgou o Polaco. Seria pelo futebol ou pelo violão?
Idnei Baretta: quietinho, falava pouco, mas pensava muito. Seu pai tinha uma Ford F-100 azul, que está lá na casa do Pedro Rech, em Linha Sagrado.
Jane Serena: Por trás daquela menina delicada sempre havia uma grande fera. Casou-se com o rapaz que veio fazer o cadastro imobiliário das prefeituras. Não sei qual era mais podferosa, se ela ou sua irmã Inelvis.
Darcy Callai: quando trabalhava no BB era sempre muito atencioso. Uma vez encostei um pouquino meu carro na lateral de seu Monza e fiquei preocupado. Nem estragou, mas eu lhe disse que arrumaria e ele falou: Nada disso. Não foi nada, amigo. Foi um gesto bonito de parte dele e passei admirá-lo. Aconteceu bem ali na frente da ótica do Callai, seu irmão.
Antônio Carlos Belotto: No Mater, eu nunca sabia se era ele ou o irmão gêmeo dele que estava na minha frente. Ajudou-nos na implantação do curso de Informática no Colégio Sílvio Santos. Ensinou-me o CDir (Change Directory) e o MD (make Directory. É que naquele tempo não havia sequer o mouse e só quem viveu a informática dos anos 80 sabe bem o que isso representa.
Ah, e tem a Vera C.B. Zortéa: ela era a "Moça Bradesco", usava camiseta branca com o nome do Banco escrito em vermelho no peito e calça comprida ou saia, ambas de um "vermelho ferrari". Tinha os cabelos escuros com franjas e casou-se com o Caio, grande amigão que nos deixou antes da hora.
Ah, lembrar dos costumes das pessoas é, para mim, motivo de alegria. Espero que compreendam que meu objetivo não é expô-las, mas sim homenageá-las. Foi bom, um dia de minha vida, tê-las conhecido. Abraços...
Euclides Riquetti
07-06-2012.
Neste feriado do Corpo de Cristo, entrei no facebook e comecei a ver algumas fotos da turminha Capinzal-Ouro. Fiquei maravilhado com as mudanças das pessoas. A maioria nós, antigos magricelos, restamos um pouco maiores, com nossas nossas pretuberâncias abdominais, nossas calvícies ou cabelos agrisalhados (aqueles que ainda os têm). As colegas antigas, hoje senhoras, conseguem um desempenho sempre acima da média, pois cuidam-se melhor que os homens, investem mais nos cuidados com sua presença pessoal. Têm os belos cabelos, o rosto mais liso, a leveza de seu olhar mais suave, o corpo mais privilegiado. Parabéns a elas, todas. E, nós homens, que precisamos reconhecer que elas têm talentos e habilidades profissionais imedíveis, precisamos aplaudi-las.
Mas, pela ordem das fotos que vi, vou mensionar a característica que mais me faz lembrar de cada um (a):
Eluíza Andreoni (Santana), morava ali acima do Belisário Pena, tinha os cabelos bem encaracolados e me dizia que não tinha mais pai. Ela devia ter uns 8 ou 9 anos de idade e me perguntava porque eu carregava aquelas sacolas pesadas, até a casa do Bazzi, seu viznho.
Márcia Dambrós (Peixer): andava no banco de trás do DKW, do Olávio, no banco traseiro, ajudando a carregar a máquina fotográfica e o flash, incomodada pelo Romulado (Momo) e o Renato. A Dona Iolanda, ´no banco da frente. Também, antes, andavam no fusquinha.
Silvinho Santos: tinha uma bicicleta Monark, sem paralamas. Era um privilegiado. Poucos tinham uma Monark daquelas que o pedal não estragava. Jogava futebol n´Os Porcos.
Hilarinho Zortéa: era goleiro, jogou até no Loanbra (Lourenço Antônio Brancher), mas as pessoas achavam que era muito franzino e por isso deveria jogar na linha. Os grandalhões não gostavam de chutar bolas de futsal contra um goleiro mini-jovem.
Rubens Estêvão Bazzo: jogava futebol no juvenil da São José e chamavam-no de "Tevo". Batia pênaltis para seu lado esquerdo e direito do goleiro. Nós éramos do Palmeirinhas e dizíamos para meu primo Cosme, nosso goleiro: Ele bate o pênalti na sua direita. O Cosme ia para a esquerda, e o Rubens fazia gol.
Eloí Elisabeth Santos, agora Bocheco: poderia ter virado protética, mas gostava de poesias. E virou escritora bem conhecida. Carregava seus cadernos na frente do peito, como se fosse para se proteger, ou proteger suas poesias, contos, crônicas.
Paulo Eliseu Santos: jogava no Juvenil do Vasco, cabeça de área, com a camisa nº 5. Tirava os óculos para jogar, pois, nas outras horas, sempre o víamos de óculos.
Edi Pecinatto, esposa do Paulinho: a ruivinha, que veio da Carmelinda, estudava no Mater Dolorum e era muito agitada. E tinha forte espírito de liderança.
Denize Sartori: era fortinha, jogava bem caçador. Na hora de escolherem para o caçador e o volei, era a primeira a ser escolhida. Ajudou a pintar as camisetas SMR50. Fiz sucesso com uma dessas camisetas quando estudei em Porto União da Vitória.
Maria Luíza Morosini: jogava vôlei no Floresta, era tímida. No Baile da Formatura da CNEC, em 1971, estava de conjuntinho xadrez.
Meire Pelegrini, era a mais delicada ( e dedicada) aluna do Segundo Grau Magistério no Mater. Virou professora lá mesmo, cheia de moral com a Irmã Ignez, depois foi para Curitibanos. Era uma fera.
Sônia Módena: coitada daquela Brasília verde do Américo Módena. Todos dirigiam, mesmo sem habilitação... Fazia sucesso nos JECOs. Até fisgou o Polaco. Seria pelo futebol ou pelo violão?
Idnei Baretta: quietinho, falava pouco, mas pensava muito. Seu pai tinha uma Ford F-100 azul, que está lá na casa do Pedro Rech, em Linha Sagrado.
Jane Serena: Por trás daquela menina delicada sempre havia uma grande fera. Casou-se com o rapaz que veio fazer o cadastro imobiliário das prefeituras. Não sei qual era mais podferosa, se ela ou sua irmã Inelvis.
Darcy Callai: quando trabalhava no BB era sempre muito atencioso. Uma vez encostei um pouquino meu carro na lateral de seu Monza e fiquei preocupado. Nem estragou, mas eu lhe disse que arrumaria e ele falou: Nada disso. Não foi nada, amigo. Foi um gesto bonito de parte dele e passei admirá-lo. Aconteceu bem ali na frente da ótica do Callai, seu irmão.
Antônio Carlos Belotto: No Mater, eu nunca sabia se era ele ou o irmão gêmeo dele que estava na minha frente. Ajudou-nos na implantação do curso de Informática no Colégio Sílvio Santos. Ensinou-me o CDir (Change Directory) e o MD (make Directory. É que naquele tempo não havia sequer o mouse e só quem viveu a informática dos anos 80 sabe bem o que isso representa.
Ah, e tem a Vera C.B. Zortéa: ela era a "Moça Bradesco", usava camiseta branca com o nome do Banco escrito em vermelho no peito e calça comprida ou saia, ambas de um "vermelho ferrari". Tinha os cabelos escuros com franjas e casou-se com o Caio, grande amigão que nos deixou antes da hora.
Ah, lembrar dos costumes das pessoas é, para mim, motivo de alegria. Espero que compreendam que meu objetivo não é expô-las, mas sim homenageá-las. Foi bom, um dia de minha vida, tê-las conhecido. Abraços...
Euclides Riquetti
07-06-2012.
Lembrar do Passado
Ah, relembrar do passado é coisa que muito me atrai. Todo dia, quando saio de Joaçaba para o Ouro, onde trabalho, bem cedinho, dirijo devagar e vou escutando o rádio, noticiários. Ou escutando meus MP3s, com The Beatles, Bee Gees, Lobo, Nazareth, Credence, Clearwater Revival e muitos outros de minha geração, também sua, leitor(a). E, escutar músicas do passado, leva meu pensamento para os tempos já idos...
À tarde, na volta, venho escutando o Rádio Saudade, na Rádio Catarinense, onde ouço muitas músicas boas, que me trazem as melhores lembranças, da época em que era "fininho", magricela, cabeludo. E, à noite, entro em meia dúzia de sites que trazem notícias da região: vejaovale.com.br (de amigos, alguns meus ex-alunos de Capinzal e Ouro, como o Júnior Gotardo e o Marlon Matiello, o Vilmar Rebelato, cantor de Rock, e outros amigos); o ederluiz.com (o Éder foi nosso aluno no Sílvio Santos, em Ouro, e depois estudou no Belisário Pena, em Capinzal, trabalhou nas TVs Record e RBS, em Santa Catarina, e atua em Joaçaba); o radiocatarinense.com.br (Joaçaba); o rcidade.fm.br (de Ouro, comandado pelo amigo Alex, junto à Cidade FM, da Associação de Difusão Comunitária Prefeito Luiz Gonzaga Bonissoni).
Tem também o radiobarrigaverde.am.br e o radiocapinzal.am.br (conectado com o Jornal A Semana); e o jornalotempo.com.br, estes de Capinzal. Bem, se você acessar uma parte deles, já fica sabendo tudo o que acontece no Baixo e Médio Vale do Rio do Peixe. Mas, o que tem isso a ver com "lembrar do passado?" Ah, tem sim! É que um dia as pessoas que organizam esses sites ou fazem parte dos noticiários que se lê neles, de uma ou outra forma, fizeram parte de nossa vida. E, hoje, de alguma maneira, nos ajudam, mesmo na ausência, sabermos de como vão as coisas em nossas ciddes.
Mas, quando entro nesse caminho de lembrar dos meios de comunicação, remeto-me ao tempo da Rádio Clube, sucessora da Rádio Sulina Ltda., de Capinzal: do Márcio Rodrigues ( o Pimba), do Chaves, do Vilmar Matté, do Lourenço de Lima, do Válter Bazzo, do Aderbal Meyer (Barzinho), da Alda Viecelli (Meyer), da Mariza Calza (que atuava na Administração), que no ano de 1971971, rodavam aqueles bolachões de vinil, pretos ( e que a professora Valdomira Zortéa dizia que eram feitos, muitos deles, com cera de Carnaúba...). E até o Ênio Bonissoni fazia, de vez em quando, uns comentários no Jornal do Meio Dia.
Depois, vinha aquele sargento da PM com a "Ronda Policial", usando, ao final, o bordão: "Se você não que que apareça, não deixe que aconteça!!! E, todos nós, nos comportávamos na "Cabana", no "Primeiro de Maio", ou no "Clube União, de Piratuba", para que nossas baladas fossem normais e não caíssemos na Ronda. E, no final da tarde, o Terto (Tertolino Silva), com aquelas saudosas gauchescas em sua gaita. Naquele tempo eu achava isso "cafona". Agora, alguns diriam que isso é "brega". Hoje, acho que é uma página de nossa cultura que merece ser lembrada, até mesmo dos recados que o Joanin Rech mandava na "Hora dos Avisos", ao meio dia, para a esposa, lá da Linha Sagrado: "João Rech Sobrinho avisa sua esposa, em Linha Sagrado, que volta para casa só de tarde e que vai ficar almoçando na Churrascaria do Chascove". Tenho lembrado. E tenho dito.
Euclides Riquetti
07-06-2012
À tarde, na volta, venho escutando o Rádio Saudade, na Rádio Catarinense, onde ouço muitas músicas boas, que me trazem as melhores lembranças, da época em que era "fininho", magricela, cabeludo. E, à noite, entro em meia dúzia de sites que trazem notícias da região: vejaovale.com.br (de amigos, alguns meus ex-alunos de Capinzal e Ouro, como o Júnior Gotardo e o Marlon Matiello, o Vilmar Rebelato, cantor de Rock, e outros amigos); o ederluiz.com (o Éder foi nosso aluno no Sílvio Santos, em Ouro, e depois estudou no Belisário Pena, em Capinzal, trabalhou nas TVs Record e RBS, em Santa Catarina, e atua em Joaçaba); o radiocatarinense.com.br (Joaçaba); o rcidade.fm.br (de Ouro, comandado pelo amigo Alex, junto à Cidade FM, da Associação de Difusão Comunitária Prefeito Luiz Gonzaga Bonissoni).
Tem também o radiobarrigaverde.am.br e o radiocapinzal.am.br (conectado com o Jornal A Semana); e o jornalotempo.com.br, estes de Capinzal. Bem, se você acessar uma parte deles, já fica sabendo tudo o que acontece no Baixo e Médio Vale do Rio do Peixe. Mas, o que tem isso a ver com "lembrar do passado?" Ah, tem sim! É que um dia as pessoas que organizam esses sites ou fazem parte dos noticiários que se lê neles, de uma ou outra forma, fizeram parte de nossa vida. E, hoje, de alguma maneira, nos ajudam, mesmo na ausência, sabermos de como vão as coisas em nossas ciddes.
Mas, quando entro nesse caminho de lembrar dos meios de comunicação, remeto-me ao tempo da Rádio Clube, sucessora da Rádio Sulina Ltda., de Capinzal: do Márcio Rodrigues ( o Pimba), do Chaves, do Vilmar Matté, do Lourenço de Lima, do Válter Bazzo, do Aderbal Meyer (Barzinho), da Alda Viecelli (Meyer), da Mariza Calza (que atuava na Administração), que no ano de 1971971, rodavam aqueles bolachões de vinil, pretos ( e que a professora Valdomira Zortéa dizia que eram feitos, muitos deles, com cera de Carnaúba...). E até o Ênio Bonissoni fazia, de vez em quando, uns comentários no Jornal do Meio Dia.
Depois, vinha aquele sargento da PM com a "Ronda Policial", usando, ao final, o bordão: "Se você não que que apareça, não deixe que aconteça!!! E, todos nós, nos comportávamos na "Cabana", no "Primeiro de Maio", ou no "Clube União, de Piratuba", para que nossas baladas fossem normais e não caíssemos na Ronda. E, no final da tarde, o Terto (Tertolino Silva), com aquelas saudosas gauchescas em sua gaita. Naquele tempo eu achava isso "cafona". Agora, alguns diriam que isso é "brega". Hoje, acho que é uma página de nossa cultura que merece ser lembrada, até mesmo dos recados que o Joanin Rech mandava na "Hora dos Avisos", ao meio dia, para a esposa, lá da Linha Sagrado: "João Rech Sobrinho avisa sua esposa, em Linha Sagrado, que volta para casa só de tarde e que vai ficar almoçando na Churrascaria do Chascove". Tenho lembrado. E tenho dito.
Euclides Riquetti
07-06-2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Cumplicidade
Há uma cumplicidade entre nós dois:
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade.
Euclides Riquetti
Reeditada em 05-06-2012
"Especial para o Dia dos namorados"
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade.
Euclides Riquetti
Reeditada em 05-06-2012
"Especial para o Dia dos namorados"
Assinar:
Postagens (Atom)