Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.
Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que delira.
Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!
Euclides Riquetti
19-10-2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Ouro do Sol e dos Trigais
Ouro do sol e dos trigais/Ouro dos nossos laranjais... Os dois versos que iniciam o Hino do Município de Ouro bem refletem o que ele sempre representou em termos de cultura, força de trabalho e grande celeiro agropecuário do Vale do Rio do Peixe, onde se localiza, em território catarinense.
Já no início do Século XX, começou a receber corajosas famílias de descendentes de italianos que vinham da Serra Gaúcha, grande parte deles de Caxias do Sul e Farroupilha, e foi-se constituindo num lugar próspero que muito os atraía, em razão das características topográficas semelhantes às de seus lugares de origem, tanto na Itália como no Rio Grande do Sul. Era uma paisagem que lhes trazia sempre as mais saudosas lembranças.
A vila que originou a cidade foi fundada em 20 de outubro de 1906, mas a ocupação das terras deu-se ainda antes, existindo aqui muitas famílias de caboclos, que eram chamados de “brasileiros”, sendo que alguns deles chegaram a possuir grandes áreas de cultivo. Depois vieram os colonos, que desbravaram seu território montanhoso.
Hoje, a cidade com pouco mais de sete mil habitantes e que está comemorando seu cinqüentenário, tem sua economia assentada na produção de frangos, suínos, bovinos, milho, leite e erva-mate. Pequenas manufaturas e agroindústrias, em sistemas associativos, tornaram Ouro a Capital Catarinense do Associativismo. O Turismo é uma atividade com crescente importância no contexto local. Um balneário com águas termais e a belíssima e verdejante paisagem rural são fortes atrativos.
Com bons índices em Educação e Saúde, sua população é alegre e acolhedora, uma gente que trabalha com afinco e que busca sempre o melhor. A religiosidade, com predominância católica, é representada pela Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes..
Vale a pena conhecer Ouro, uma cidade que tem grande importância no contexto histórico, social e econômico do Meio-oeste Catarinense.
Colaborou: Euclides Riquetti
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
É noite...
É noite...
Uma noite qualquer
Como tantas outras:
Com sofá
Com janela
Com luar...
É a noite mais bela
Com um homem pensando...
Numa linda mulher: você!
É noite...
Noite da saída discreta
Secreta!
Noite dos pecados perdoáveis
Imagináveis
Confessáveis
Mas pecados
Pelos corpos desejados
Pelos beijos roubados
Pecados!
Apenas pecados... perdoáveis... perdoados!
E, balançam no céu as estrelas prateadas
Com fios transparentes
Estrelamente estreladas
No teto do céu... penduradas.
Esperando que termine esta noite
Que voltem as manhãs azuis
E as tardes douradas
E, de novo, a noite
Prateada...
Euclides Riquetti
17-10-2013
Uma noite qualquer
Como tantas outras:
Com sofá
Com janela
Com luar...
É a noite mais bela
Com um homem pensando...
Numa linda mulher: você!
É noite...
Noite da saída discreta
Secreta!
Noite dos pecados perdoáveis
Imagináveis
Confessáveis
Mas pecados
Pelos corpos desejados
Pelos beijos roubados
Pecados!
Apenas pecados... perdoáveis... perdoados!
E, balançam no céu as estrelas prateadas
Com fios transparentes
Estrelamente estreladas
No teto do céu... penduradas.
Esperando que termine esta noite
Que voltem as manhãs azuis
E as tardes douradas
E, de novo, a noite
Prateada...
Euclides Riquetti
17-10-2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Voltando às aulas!
Dei um tempo em minhas lides de trabalho. Optei por viver bem minha vida e cuidar melhor de mim. Passei a escrever sistematicamente, compondo poemas e crônicas, publicando no meu blog. E emitindo muitos comentários em portais e blogs de outros. Escrever no Jornal Cidadela, que nas sextas-feiras traz meu artigo na coluna "Do Alto da Cidade", também me entretém. Gosto do que faço!
Porém, eu estava precisando desafiar-me, buscar algo que me permitisse ocupar minha mente ativamente, mas recebendo algo para agregação de conhecimentos. Fui matricular-me no SESC, aqui em Joaçaba. Agora estou fazendo parte do projeto "Idoso Empreendedor" Estou-me deliciando com minhas aulas. Nunca pensei que voltasse a frequentar uma escola, de qualquer espécie que fosse, mas surgiu a oportunidade e estou aproveitando. Preciso aprender algumas técnicas em Informática, melhorar meu domínio sobre a máquina computador para que esta não venha a exercer seu poderoso domínio sobre mim.
Em minha aula experimental assisti a uma contação de histórias com a professora Rita Baratieri. Fiquei contente em ver que muitas coisas que eu fiz há trinta anos, agora são colocadas em prática sistematicamente e efusivamente. Ficamos lá, todos, vendo-a contar, em seu monólogo, pelo menos três belas histórias. Até lembrei-me de uma ocasião em que fui com meus colegas da Mercedes-Benz vem uma “peça de teatro” no Cine Ópera, em Porto União. O “patrão”, Jorge Mallon, tinha adquirido ingressos para todos os funcionários e deu-nos gratuitamente. Éramos vendedores de peças, de caminhões, escriturários e mecânicos. Mais de 2/3 não tinha mais que o primário. Todos foram ao Ópera imaginando divertir-se, rirem muito.
Ocorre que não havia um grande elenco para representar. O artista era um senhor madurão, que falava portunhol, mas perfeitamente compreensível para nós. Ao passarem os minutos, lá pelos 20, no máximo, alguns de nós começaram a cochilar. Alguns nem sequer viram ou ouviram o final da história. Quando tudo terminou, saímos, educadamente, todos dizendo que haviam gostado. Porém, no dia seguinte, no intervalo do almoço, antes de pegar no pesado, quando costumávamos nos reunir na sombra do pátio para trocar bobagens, o mecânico Padilha perguntou-nos o que tínhamos achado do teatro. Foi uma chiadeira geral. O que assistíramos era apenas um monólogo, com um narrador que recitava. Não havia personagens, a história não era interessante, era muito enfadonha. Então, um a um os presentes começaram a malhar o programa que lhes foi gentilmente patrocinado.
De minha parte, eu até hoje estou sem opinião sobre isso, pois duvido que minha maturidade, na época, me pudesse levar a entender aquilo. Não sei se o cunho do monólogo era político, social, literário ou histórico. Para mim, apenas me serviu para aprender o que era um “monólogo”. Agora, quando vejo que há algum monólogo sendo apresentado em algum lugar, mantenho distância. Sou de interagir, de ver pessoas interagirem, movimentar-se, representar, fazerem acontecer. Meu perfil pessoal é assim. Não sou um parado, tanto que estou voltando a freqüentar aulas no campo da informática. Como diria o saudoso Ivo Luiz Bazzo, o que sei aprendi “a facón” e agora preciso receber método de trabalho.
Mas, como disse, estou-me engajando num novo desafio. E já estou colhendo os resultados. Reencontrei amigos de longa data, como a Liliane D'Agostini, que é uma das "more" ali na Instituição. Tenho como professoras a Tatiane Ferreira e a Simone França. E novos amigos: o Waldemar Caldart, o Sr. Irado Schinato, a Rosita Wieser, a Lourdes Bortoli, a Joana Trombetta, a Lurdes Persch, o casal Domingo Dassi, e a Zenaide Sganzerla, irmã de nosso saudoso cineasta brasileiro/joaçabense Rogério Sganzerla, produtor e diretor do consagrado "O Bandido da Luz Vermelha". A equipe do SESC é muito competente e amável.
Mas, como disse, estou-me engajando num novo desafio. E já estou colhendo os resultados. Reencontrei amigos de longa data, como a Liliane D'Agostini, que é uma das "more" ali na Instituição. Tenho como professoras a Tatiane Ferreira e a Simone França. E novos amigos: o Waldemar Caldart, o Sr. Irado Schinato, a Rosita Wieser, a Lourdes Bortoli, a Joana Trombetta, a Lurdes Persch, o casal Domingo Dassi, e a Zenaide Sganzerla, irmã de nosso saudoso cineasta brasileiro/joaçabense Rogério Sganzerla, produtor e diretor do consagrado "O Bandido da Luz Vermelha". A equipe do SESC é muito competente e amável.
Estou muito contente em fazer parte da família SESC, onde tenho colegas com quem convivo e troco idéias. Bem, agora tenho que sair para ler o e e-mail com o "tema de casa" para fazer minha obrigação de aluno. Preciso sforça-me para ser exemplar. Não posso decepcionar minha profe!
Euclides Riquetti
16-10-2013
Euclides Riquetti
16-10-2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Professor, cuide de cada criança como se fosse um filho seu!
Defenda com severidade aquilo que você faz
Cuide de cada criança como se fosse um filho seu
Busque aperfeiçoar-se naquilo que lhe apraz
Faça pelos outros tudo de que for capaz
Exerce o que no juramento um dia prometeu.
Coloque seu saber em favor de quem precisa
E ofereça-lhes todas as suas habilidades
Seja claro como o sol que o energiza
(Não espere reconhecimento de quem não o valoriza...)
Faça pelo justo e pela sua vontade.
O reconhecimento virá em forma de gratidão
Pelas mãos e palavras de quem você ajudou
A quem se dedicou com toda a devoção
E os anos vão mostrar-lhe com muita exatidão
O quanto de bom você neles já plantou.
Euclides Riquetti
15-10-2013
Cuide de cada criança como se fosse um filho seu
Busque aperfeiçoar-se naquilo que lhe apraz
Faça pelos outros tudo de que for capaz
Exerce o que no juramento um dia prometeu.
Coloque seu saber em favor de quem precisa
E ofereça-lhes todas as suas habilidades
Seja claro como o sol que o energiza
(Não espere reconhecimento de quem não o valoriza...)
Faça pelo justo e pela sua vontade.
O reconhecimento virá em forma de gratidão
Pelas mãos e palavras de quem você ajudou
A quem se dedicou com toda a devoção
E os anos vão mostrar-lhe com muita exatidão
O quanto de bom você neles já plantou.
Euclides Riquetti
15-10-2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
A Branca Flor da minha Primavera
Repousa, uma palma branca, solitariamente
Em meio a um vasto campo, abandonada
Por entre os cachos de granos da cevada
Repousa, dócil e serena, docemente.
Espera, com seu gladíolo verde,a branca palma
Que venha contemplá-la a andorinha
Ou que lhe toquem os dedos da menininha
Espera, placidamente, terna e calma.
Ser uma flor, apenas uma flor perdida em meio ao pasto
Uma flor a exalar o seu perfume
Longe do mundo vil, mundo nefasto.
Ah, como são gloriosas as manhãs de espera
Em que jaz ali, na paz e na quietude
A branca flor que adorna minha primavera.
Euclides Riquetti
14-10-2013
Em meio a um vasto campo, abandonada
Por entre os cachos de granos da cevada
Repousa, dócil e serena, docemente.
Espera, com seu gladíolo verde,a branca palma
Que venha contemplá-la a andorinha
Ou que lhe toquem os dedos da menininha
Espera, placidamente, terna e calma.
Ser uma flor, apenas uma flor perdida em meio ao pasto
Uma flor a exalar o seu perfume
Longe do mundo vil, mundo nefasto.
Ah, como são gloriosas as manhãs de espera
Em que jaz ali, na paz e na quietude
A branca flor que adorna minha primavera.
Euclides Riquetti
14-10-2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Feche os olhos sinta (o cheiro do vento...)
Feche os olhos e sinta
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que a natureza se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!
Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura, dê-me sua mão
Frágil, mas terna, elegante e macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota do seu coração!
Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...
Euclides Riquetti
13-10-2013
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que a natureza se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!
Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura, dê-me sua mão
Frágil, mas terna, elegante e macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota do seu coração!
Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...
Euclides Riquetti
13-10-2013
sábado, 12 de outubro de 2013
Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças
Os brsileiros comemoram, em 12 de outubro, dois eventos muito importantes em seu calendário: o Dia da Criança e o Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Tanto que a data se constitui en feriado nacional.
Comemorar, com alegria, o Dia da Criança, distribuindo doces, presentes e, ainda lembrando de Cosme e Damião, deixa todo mundo contente, não apenas as crianças mas também todos nós, que guardamos, em nosso interior, algo muito sublime, que é nosso espírito de criança. Só quem o tem e o percebe sabe de sua importância.
Crescemos comemorando a data, mas precisávamos de que ela se tornasse "um dia de folga", coisa de que muito gostamos. E, a partir de 1980, através da Lei nº 6.802/80, nosso país pode comemorar num belo feriado, em razão de ser também consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
O Dia da Criança está-se transformando num grande evenmto comercial. Antigamente, davam doces de presente. Hoje os catarinenses pretendem, segundo pesquisas dos lojistas, gastarem R$ 150,00 em média para presentar seus filhos. Técnicamente e legalmente, são consideradas crianças, no Brasil, as pessoinhas que ainda não completaram 12 anos, que passam, a partir de então, a ser tratados como adolescentes. Meu amigo Frei Luiz Wolf, que foi vigário em Capinzal, me dizia que que ninguém gosta de ser considerado "adolescente", então ele os chamava de mini-jovens. Uma saída inteligente e criativa de nosso Frei que, com maestria tocava seu violão na Matriz e com sua bela voz nos encantava em suas missas.
Aqui na região, em Ouro acontece a procissão Motorizada, que costumeiramente sai de Capinzal e vai até Linha Sul, com sua imagem conduzida num caminhão do Corpo de Bombeiros. Ali é celebrada uma missa muito concorrida e, após, ocorrem os festejos, com gostoso churrasco ao meio-dia.
As famílias Viganó, Maté, Baretta e Dambrós são as mais antigas dali e lideram a organização do evento. Os moradores mais recentemente chegados também fazem parte do grupo que faz acontecer a bela festa.
Mas a maior procissão que acontece em Santa Catarina é realizada em Campo Novos, no Planalto Catarinense, onde cerca de 70.000 fiéis de todo o Brasil se fazem presentes, num percurso de 4 Km desde a Matriz, no Centro, até seu Santuário, no Bairro Nossa Senhora Aparecida.
A devoção dos brasileiros para com Nossa Senhora Aparecida é muito forte. Nossa "Mãe do Céu Morena", como é cantada, teve sua imagem encontrada no Rio Paraíba, em 1717, por três pescadores. e foi declarada e proclamada, em 16 de julho de 1980, como Padroeira do Brasil, pelo Papa Pio XI.
Então, com muita alegria, comemoremos nosso "Dia das Crianças" e o "Dia de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil", com nossa homenagem a nossas "crianças grandes", Michele, Caroline e Fabrício. Também às crianças de nossa rua, Pietra, Maria Eduarda, José Antônio, Mariane e Maria Clara.
E, em especial, a nossa neta Júlia!
Euclides Riquetti
12-10-2013
Comemorar, com alegria, o Dia da Criança, distribuindo doces, presentes e, ainda lembrando de Cosme e Damião, deixa todo mundo contente, não apenas as crianças mas também todos nós, que guardamos, em nosso interior, algo muito sublime, que é nosso espírito de criança. Só quem o tem e o percebe sabe de sua importância.
Crescemos comemorando a data, mas precisávamos de que ela se tornasse "um dia de folga", coisa de que muito gostamos. E, a partir de 1980, através da Lei nº 6.802/80, nosso país pode comemorar num belo feriado, em razão de ser também consagrado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
O Dia da Criança está-se transformando num grande evenmto comercial. Antigamente, davam doces de presente. Hoje os catarinenses pretendem, segundo pesquisas dos lojistas, gastarem R$ 150,00 em média para presentar seus filhos. Técnicamente e legalmente, são consideradas crianças, no Brasil, as pessoinhas que ainda não completaram 12 anos, que passam, a partir de então, a ser tratados como adolescentes. Meu amigo Frei Luiz Wolf, que foi vigário em Capinzal, me dizia que que ninguém gosta de ser considerado "adolescente", então ele os chamava de mini-jovens. Uma saída inteligente e criativa de nosso Frei que, com maestria tocava seu violão na Matriz e com sua bela voz nos encantava em suas missas.
Aqui na região, em Ouro acontece a procissão Motorizada, que costumeiramente sai de Capinzal e vai até Linha Sul, com sua imagem conduzida num caminhão do Corpo de Bombeiros. Ali é celebrada uma missa muito concorrida e, após, ocorrem os festejos, com gostoso churrasco ao meio-dia.
As famílias Viganó, Maté, Baretta e Dambrós são as mais antigas dali e lideram a organização do evento. Os moradores mais recentemente chegados também fazem parte do grupo que faz acontecer a bela festa.
Mas a maior procissão que acontece em Santa Catarina é realizada em Campo Novos, no Planalto Catarinense, onde cerca de 70.000 fiéis de todo o Brasil se fazem presentes, num percurso de 4 Km desde a Matriz, no Centro, até seu Santuário, no Bairro Nossa Senhora Aparecida.
A devoção dos brasileiros para com Nossa Senhora Aparecida é muito forte. Nossa "Mãe do Céu Morena", como é cantada, teve sua imagem encontrada no Rio Paraíba, em 1717, por três pescadores. e foi declarada e proclamada, em 16 de julho de 1980, como Padroeira do Brasil, pelo Papa Pio XI.
Então, com muita alegria, comemoremos nosso "Dia das Crianças" e o "Dia de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil", com nossa homenagem a nossas "crianças grandes", Michele, Caroline e Fabrício. Também às crianças de nossa rua, Pietra, Maria Eduarda, José Antônio, Mariane e Maria Clara.
E, em especial, a nossa neta Júlia!
Euclides Riquetti
12-10-2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Não permitas que não te deixem sonhar
Não permitas que não te deixem sonhar
Nem que te impeçam de viver a tua infância
Vive este tempo que jamais voltará
Vive, intensamente, a alegria de ser criança.
Sempre que puderes abrir o teu sorriso franco
Faze-o com toda a tua amável sutileza
Distribui-nos teu carinho e teu encanto
Que de tua alma brotam com nobreza.
Ama teu pai, tua mãe e quem te protege
Respeita teus professores e teus colegas
Reza por Deus que te ilumina e rege...
Tem em ti a proteção do anjo que não falha
E que retribui pela oração com que te entregas
O anjo que te ama e que te guarda!
Euclides Riquetti
Nem que te impeçam de viver a tua infância
Vive este tempo que jamais voltará
Vive, intensamente, a alegria de ser criança.
Sempre que puderes abrir o teu sorriso franco
Faze-o com toda a tua amável sutileza
Distribui-nos teu carinho e teu encanto
Que de tua alma brotam com nobreza.
Ama teu pai, tua mãe e quem te protege
Respeita teus professores e teus colegas
Reza por Deus que te ilumina e rege...
Tem em ti a proteção do anjo que não falha
E que retribui pela oração com que te entregas
O anjo que te ama e que te guarda!
Euclides Riquetti
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A cama do Amílcar
O Amílcar estava indignado ontem. Dormiu quase que a tarde inteira. Quase chegando a hora de tomar "cimarrón" e veio a véia e lascou;" Levante, véio! Num vê que a loça tá tuda incima da pia pra lavá?!" Ele estava curando a ressaca de ontem, por causa de umas caipirinhas do fim de tarde anterior...
Houve muita revolta no coração dele. Só não dá pra dizer que "houve choro e ranger de dentes" porque isso seria plagiar uma máxima já bem difundida, mas que, certamente, houve ranger de dentes e um pouco de chororô, ah, isso houve! Quando tinha que trabalhar, era porque tinha que trabalhar, pagar a Fafi pra filha, o aparelho para os dentes dela, o celular "cum internética" e outras mordomias. Agora que todo mundo está encaminhado, ninguém está rico, mas dá pra ir levando sem muito "istresse" vem a Véia Nena e começa a pegaçón no pé.
" Me dá um sussego, Nena! Dá um táime aí que mais tem Deus pra dá do que o diabo pra tirá, Nena! I o mundo num foi feito tudo num dia. Foi sete dia pra fazê o mundo!"
Dia antes ele tinha ido com o "zenro" pro Porto. Enquanto este ia entregar erva-mate, o Amílcar foi ver uma cama nova que disseram que é muito boa, que nem dor na coluna não deixa dar. Viu muitas camas. Não sabia que tinham criado tantos modelos e tantas cores de camas. Telefonou para sua Nena muito admirado:
"Óia, Nena! O mundo tá virado num cumunismo de bom! Num é mais como antigamente, que a zente tinha que desfiá as páia do milho pra enche o paión e de manhan tinha que revirá ele pra dá volume. Agora tem as "cama bósqui" que son uma beleza. Umas cama de dois andar que despois de uma semana a zente vai zirando o andar de cima pra non intortá, nun ficá uma valeta no meio. Dizem que tem até material da Nasa, mais eu num acredito, imazine que a Nasa vai dexá eles pôrim as ispuma deles na cama dos brasilero. Os brasilero eles querem só ispiá no satélite e mais nada."
E o Amílcar foi contando para a sua Nena de como foi bom voltar lá pro Porto e rever alguns amigos, comprar uns Steinhagger Doble W, dar uma olhadinha na estação do trem, que agora virou Câmara de Vereadores porque nem trem mas passa por lá. Também comprou uns remédios numa farmácia e voltou para o posto de gasolina onde tinha marcado encontrar-se com o genro. Voltaram para General Carneiro na casa da filha e de lá rumou para Palmas. A Nena estava esperando com os limões, o acúcar e o gelo para fazer a deliciosa caipirinha com o Steinhager Doble W.
Retirou a carteira do bolso, colocou em cima da geladeira, entregou para a Nena os remédios que comprou. Uma dúzia de frascos de plástico com Omeprazol Genérico. A véia foi ä loucura:
"Pra que tanto remédio pro istômego, seu asno?
"Pra tu, Nena! Tu sabe que tem aquela gastura no istômego, sua potranca! Tava in promoçón por R$ 9,90 cada cacinha. Intón fiz bem in comprá, né, véia? I me faça a caipira que hoze tô pro crime!"
Esse é nosso Amílcar!
Euclides Riquetti
10-10-2013
Houve muita revolta no coração dele. Só não dá pra dizer que "houve choro e ranger de dentes" porque isso seria plagiar uma máxima já bem difundida, mas que, certamente, houve ranger de dentes e um pouco de chororô, ah, isso houve! Quando tinha que trabalhar, era porque tinha que trabalhar, pagar a Fafi pra filha, o aparelho para os dentes dela, o celular "cum internética" e outras mordomias. Agora que todo mundo está encaminhado, ninguém está rico, mas dá pra ir levando sem muito "istresse" vem a Véia Nena e começa a pegaçón no pé.
" Me dá um sussego, Nena! Dá um táime aí que mais tem Deus pra dá do que o diabo pra tirá, Nena! I o mundo num foi feito tudo num dia. Foi sete dia pra fazê o mundo!"
Dia antes ele tinha ido com o "zenro" pro Porto. Enquanto este ia entregar erva-mate, o Amílcar foi ver uma cama nova que disseram que é muito boa, que nem dor na coluna não deixa dar. Viu muitas camas. Não sabia que tinham criado tantos modelos e tantas cores de camas. Telefonou para sua Nena muito admirado:
"Óia, Nena! O mundo tá virado num cumunismo de bom! Num é mais como antigamente, que a zente tinha que desfiá as páia do milho pra enche o paión e de manhan tinha que revirá ele pra dá volume. Agora tem as "cama bósqui" que son uma beleza. Umas cama de dois andar que despois de uma semana a zente vai zirando o andar de cima pra non intortá, nun ficá uma valeta no meio. Dizem que tem até material da Nasa, mais eu num acredito, imazine que a Nasa vai dexá eles pôrim as ispuma deles na cama dos brasilero. Os brasilero eles querem só ispiá no satélite e mais nada."
E o Amílcar foi contando para a sua Nena de como foi bom voltar lá pro Porto e rever alguns amigos, comprar uns Steinhagger Doble W, dar uma olhadinha na estação do trem, que agora virou Câmara de Vereadores porque nem trem mas passa por lá. Também comprou uns remédios numa farmácia e voltou para o posto de gasolina onde tinha marcado encontrar-se com o genro. Voltaram para General Carneiro na casa da filha e de lá rumou para Palmas. A Nena estava esperando com os limões, o acúcar e o gelo para fazer a deliciosa caipirinha com o Steinhager Doble W.
Retirou a carteira do bolso, colocou em cima da geladeira, entregou para a Nena os remédios que comprou. Uma dúzia de frascos de plástico com Omeprazol Genérico. A véia foi ä loucura:
"Pra que tanto remédio pro istômego, seu asno?
"Pra tu, Nena! Tu sabe que tem aquela gastura no istômego, sua potranca! Tava in promoçón por R$ 9,90 cada cacinha. Intón fiz bem in comprá, né, véia? I me faça a caipira que hoze tô pro crime!"
Esse é nosso Amílcar!
Euclides Riquetti
10-10-2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Apenas um raio de sol no seu caminho
Permita-me ser um raio de sol no seu caminho
Apenas um, mesmo que tímido e acanhado.
Um pequeno esplendor, bem pequenininho
Um raio luminoso em sua pele jogado.
Um raio de sol como outro raio qualquer
Singelo, dourado, simplesmente fenomenal
A brilhar sobre seu corpo perfeito de mulher
Algo terno, admirável, sublime e sensual.
E que seus olhos de esmeralda possam me encontrar
Em horizontes plácidos nas paisagens airosas
Enquanto beijo a brisa suave que vem do mar.
E, nesta primavera e verão sulinos
Que os ventos nos tragam os aromas das rosas
E as notas emanadas das cordas de um violino.
Euclides Riquetti
09-10-2013
Apenas um, mesmo que tímido e acanhado.
Um pequeno esplendor, bem pequenininho
Um raio luminoso em sua pele jogado.
Um raio de sol como outro raio qualquer
Singelo, dourado, simplesmente fenomenal
A brilhar sobre seu corpo perfeito de mulher
Algo terno, admirável, sublime e sensual.
E que seus olhos de esmeralda possam me encontrar
Em horizontes plácidos nas paisagens airosas
Enquanto beijo a brisa suave que vem do mar.
E, nesta primavera e verão sulinos
Que os ventos nos tragam os aromas das rosas
E as notas emanadas das cordas de um violino.
Euclides Riquetti
09-10-2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Um recado
Recebi um recado
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!
Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!
Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria
Vou, sim. Vou com você, querida!
Euclides Riquetti
08-10-2013
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!
Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!
Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria
Vou, sim. Vou com você, querida!
Euclides Riquetti
08-10-2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Revendo os paraatletas da ARAD em Herval
Sabe, leitor, quando você sai de casa no domingo para um almoço e ao voltar para casa pode dizer que valeu a pena?! Pois sim amigos, fomos ontem almoçar com os amigos e paraatletas da Associação Regional dos Atletas com Deficiência - a ARAD, evento que aconteceu no galpão da Associação dos Moradores do Bairro São Vicente, em Herval d ´Oeste. É um espaço físico que tem muita semelhança com o do CTG de Capinzal, localizado na Área de lazer Dr. Arnaldo Favorito. Construído em estrutura de madeira roliça, a diferença consiste em que o de Herval não possui paredes laterais. Muito espaço para estacionamento, igualmente à margem esquerda do Rio do Peixe, com um campinho de futebol suíço logo ao lado. A mesma distância do mesmo rio. Muitas árvores, deliciosa sombra, paisagem encantadora.
O Costelão da Arad estava uma delícia! Comandados pelo mestre Antônio Zulian, os churrasqueiros fazem do assadouro uma casa de artes em que preparar o costelão e a carne de leitão passa por todos os rituais, desde os cortes, passando pelo assar e chegando até o buffet, trazendo aquele aroma que atrai todos os passantes da redondeza. O outro Zulian, Luiz Carlos, e o Jardelino Danielli, que lideram a comunidade, fazem sua parte com maestria, cuidando da organização geral. Uma equipe de senhoras, na retaguarda, garante que tudo saia de maneira perfeita, Parabéns!
Ao chegarmos ao local, fomos recepcionados pelas amigas Eva Maria da Fonseca e a Meri Nunz, e logo pudemos abraçar nossa parceira de nossas novas jornadas por aqui, a educadora Josefina Boscia.
Com muita simpatia e a capacidade de atenção que lhes é peculiar, receberam-nos o treinador Fernando Orso e a paraatleta e Presidente da ARAD, nossa medalhista Aline Rocha, e a Maristela Orso, mãe do Fernando, sempre presente, o que faz já há oito anos. Também abraçamos a Aline Valmórbida e sua mãe e protetora Dona Irani Noel. Revimos o Daluan, o Valdir, a Regina, a Nádia e o marido, e outros. E, na sequência, fomos revendo todos os nossos queridos paraatletas, cada uma lá fazendo sua parte, todos receptivos, dóceis e simpáticos.
A forma como a ARAD vem crescendo e a força de seus componentes é surprendente. Começaram do nada, com a Maristela transportando paraatletas em seu próprio carro, mas hoje estão-se estruturando melhor do que muitas entidades que apenas sugam dinheiro do Poder Público. A comunidade os apoia porque sabe da seriedade com que os líderes estão conduzindo a educação e os treinamentos dos integrantes.
No aspecto técnico, a entidade vem preparando seus atletas para os PARAJASC 2013, que acontecerão na pista olímpica do Clube Comercial, aqui em Joaçaba, de 22 a 27 de outubro, e vai particiar nas modalidades de atletismo para pessoas com deficiência física, masculino e feminino, bocha paraolímpica e atletismo para deficiente visual masculino. O projeto "Pequenos Guerreiros" vem atendendo 9 crianças com deficiência física e 3 com deficiência visual de nossa região. Os deficientes visuais estão, agora, sendo integrados como atletas.
Ora, como é bom poder dizer que passamos momentos agradáveis e prazerosos ali, conhecendo novas pessoas, revendo antigos amigos e fazendo novos deles. E, estar presente, sentir que eles também ficam contentes com a presença de 400 pessoas que foram lá para prestigiá-los, partilhar de sua alegria e satisfação, ouvir os causos que nos contam, é, mesmo, muito gratificante. E ver que a Associação dos Moradores do Bairro São Vicente fez uma parceria "bem camarada" com nossos paraatletas para que o evento acontecesse, possibilita-nos ver que há muitas pessoas em que o sentimento de fraternidade e o calor humano dizem muito mais do que o dinheiro.
Um grande abraço a todos os paraatletas da ARAD!
Euclides Riquetti
07-10-2013
O Costelão da Arad estava uma delícia! Comandados pelo mestre Antônio Zulian, os churrasqueiros fazem do assadouro uma casa de artes em que preparar o costelão e a carne de leitão passa por todos os rituais, desde os cortes, passando pelo assar e chegando até o buffet, trazendo aquele aroma que atrai todos os passantes da redondeza. O outro Zulian, Luiz Carlos, e o Jardelino Danielli, que lideram a comunidade, fazem sua parte com maestria, cuidando da organização geral. Uma equipe de senhoras, na retaguarda, garante que tudo saia de maneira perfeita, Parabéns!
Ao chegarmos ao local, fomos recepcionados pelas amigas Eva Maria da Fonseca e a Meri Nunz, e logo pudemos abraçar nossa parceira de nossas novas jornadas por aqui, a educadora Josefina Boscia.
Com muita simpatia e a capacidade de atenção que lhes é peculiar, receberam-nos o treinador Fernando Orso e a paraatleta e Presidente da ARAD, nossa medalhista Aline Rocha, e a Maristela Orso, mãe do Fernando, sempre presente, o que faz já há oito anos. Também abraçamos a Aline Valmórbida e sua mãe e protetora Dona Irani Noel. Revimos o Daluan, o Valdir, a Regina, a Nádia e o marido, e outros. E, na sequência, fomos revendo todos os nossos queridos paraatletas, cada uma lá fazendo sua parte, todos receptivos, dóceis e simpáticos.
A forma como a ARAD vem crescendo e a força de seus componentes é surprendente. Começaram do nada, com a Maristela transportando paraatletas em seu próprio carro, mas hoje estão-se estruturando melhor do que muitas entidades que apenas sugam dinheiro do Poder Público. A comunidade os apoia porque sabe da seriedade com que os líderes estão conduzindo a educação e os treinamentos dos integrantes.
No aspecto técnico, a entidade vem preparando seus atletas para os PARAJASC 2013, que acontecerão na pista olímpica do Clube Comercial, aqui em Joaçaba, de 22 a 27 de outubro, e vai particiar nas modalidades de atletismo para pessoas com deficiência física, masculino e feminino, bocha paraolímpica e atletismo para deficiente visual masculino. O projeto "Pequenos Guerreiros" vem atendendo 9 crianças com deficiência física e 3 com deficiência visual de nossa região. Os deficientes visuais estão, agora, sendo integrados como atletas.
Ora, como é bom poder dizer que passamos momentos agradáveis e prazerosos ali, conhecendo novas pessoas, revendo antigos amigos e fazendo novos deles. E, estar presente, sentir que eles também ficam contentes com a presença de 400 pessoas que foram lá para prestigiá-los, partilhar de sua alegria e satisfação, ouvir os causos que nos contam, é, mesmo, muito gratificante. E ver que a Associação dos Moradores do Bairro São Vicente fez uma parceria "bem camarada" com nossos paraatletas para que o evento acontecesse, possibilita-nos ver que há muitas pessoas em que o sentimento de fraternidade e o calor humano dizem muito mais do que o dinheiro.
Um grande abraço a todos os paraatletas da ARAD!
Euclides Riquetti
07-10-2013
domingo, 6 de outubro de 2013
Faltou luz. Que bom!
No final da ensolarada tarde de sábado, o som da gaita do Adriano atravessava a rua, sobrepunha-se às roseiras que dão um especial e singelo colorido ao jardinzinho da frente de minha casa, varava as janelas, a porta da frente, a área de passagem lateral, e ia parar lá no quintal, onde os sabiás, pardais e canários estão dividindo os galhos de minhas fruteiras para (re)pousarem, e o gramado para ciscar.
A melodia me transporava para as estâncias gaúchas, para nossos pampas sulinos, onde as patas dos cavalos sulcam os carreiros em direção ao gado que pasta. O sol está-se escondendo atrás do morro, tornando nosso céu decorado por cores de indescritíveis matizes. Cada um de nós se ocupa com o que tem à mão: TV, telefone celular, computador, forno de microondas... De repente, tudo escurece e alguém gita: "Faltou luz!" - É a Jujuba, que ainda pouco presenciou em sua vida essa questão de "faltar luz".
Em poucos segundos, todos os recursos disponíveis acionados: fósforos, velas, lanterninha de celular, pires para grudar as velas. (Duvido que, em sua casa, você nunca tenha usado um pires ou um cinzeiro para colar uma vela nessas ocasiões...) E a volta à normalidade (ou anormalidade?) - sem luz nas lâmpadas! Hora de ir ao encontro da realidade!
A Jujuba ensaiou um pequeno choro, na verdade um resmunguinho de nada, fui logo imitando alguns animais, latindo, uivando, miando, fazendo "óinc", e ela foi adivinhando qual animal era. A Mama Ine e a Vó Mi começaram a mover as mãos, formatando e projetando sombras e bichos nas paredes, e ela, rindo, adivinhava que bicho era aquele. E falava: "Ih, sem luz não dá para ver desenho na TV! Nem dá pra tomar banho!" E, em poucos minutos, uma "brain storm" já estava instalada em nosso ambiente familiar. E a Jujuba, espreitando pelo janelão do poço de luz: "Olha lá, tem uma estrelinha lá no céu! Como é bonita!"
Pela sacada, pude ver que na parte baixa da cidade e nas bandas da Unoesc a luz retornara. Comentei: " É só aqui no alto que está faltando luz. Algum carro deve ter batido num poste. Quando isso acontece, ficamos sem luz por um tempo, mas logo ela volta!"
E a Julinha, com aquele seu jeitinho bem opinativo, me vem com essa: "Sabe, vovô, nas ruas tem muita gente comendo banana e jogando casca no chão. Se as pessoas pisam na casca, elas escorregam e caem. O pneu do carro deve ter escorregado na banana, derrubado o poste e daí ficamos sem luz!"
E agora, velho?! Bem, rimos, vivemos meia hora de encantos, de diálogo, de alegria, coisa inexplicável. E lembrei-me das vezes em que faltava luz em minha infância, quando eu, meus irmãos e meus pais ficávamos na varanda defronte de nossa casa, lá no tempo em que tudo era Capinzal, olhando para a ponte, esperando que algum carro passasse e nos trouxesse luz. Naquela época, naquela mesma ponte onde agora passam dezenas de carros por minuto, tínhamos que esperar, muitas vezes, até meia hora para que passasse um. E nós acreditávamos que os caminhões, principalmente o F-600 do Rozimbo Baretta, meu primo, nos traria de volta a luz, que muitas vezes demorava até dois dias para voltar. Mas, coincidência ou não, logo depois que o caminhão apontava lá perto do Cine Glória, no máximo quando se perdia lá na rua da cadeia, retornava a luz. Saudades disso também...
Bendita a falta de luz no anoitecer de ontem. Apenas meia hora, mas tempo suficiente para vermos que há outros modos de se viver mesmo sem termos à mão nossas comodidades e tecnologias. Como antigamente!
Euclides Riquetti
06-10-2013
A melodia me transporava para as estâncias gaúchas, para nossos pampas sulinos, onde as patas dos cavalos sulcam os carreiros em direção ao gado que pasta. O sol está-se escondendo atrás do morro, tornando nosso céu decorado por cores de indescritíveis matizes. Cada um de nós se ocupa com o que tem à mão: TV, telefone celular, computador, forno de microondas... De repente, tudo escurece e alguém gita: "Faltou luz!" - É a Jujuba, que ainda pouco presenciou em sua vida essa questão de "faltar luz".
Em poucos segundos, todos os recursos disponíveis acionados: fósforos, velas, lanterninha de celular, pires para grudar as velas. (Duvido que, em sua casa, você nunca tenha usado um pires ou um cinzeiro para colar uma vela nessas ocasiões...) E a volta à normalidade (ou anormalidade?) - sem luz nas lâmpadas! Hora de ir ao encontro da realidade!
A Jujuba ensaiou um pequeno choro, na verdade um resmunguinho de nada, fui logo imitando alguns animais, latindo, uivando, miando, fazendo "óinc", e ela foi adivinhando qual animal era. A Mama Ine e a Vó Mi começaram a mover as mãos, formatando e projetando sombras e bichos nas paredes, e ela, rindo, adivinhava que bicho era aquele. E falava: "Ih, sem luz não dá para ver desenho na TV! Nem dá pra tomar banho!" E, em poucos minutos, uma "brain storm" já estava instalada em nosso ambiente familiar. E a Jujuba, espreitando pelo janelão do poço de luz: "Olha lá, tem uma estrelinha lá no céu! Como é bonita!"
Pela sacada, pude ver que na parte baixa da cidade e nas bandas da Unoesc a luz retornara. Comentei: " É só aqui no alto que está faltando luz. Algum carro deve ter batido num poste. Quando isso acontece, ficamos sem luz por um tempo, mas logo ela volta!"
E a Julinha, com aquele seu jeitinho bem opinativo, me vem com essa: "Sabe, vovô, nas ruas tem muita gente comendo banana e jogando casca no chão. Se as pessoas pisam na casca, elas escorregam e caem. O pneu do carro deve ter escorregado na banana, derrubado o poste e daí ficamos sem luz!"
E agora, velho?! Bem, rimos, vivemos meia hora de encantos, de diálogo, de alegria, coisa inexplicável. E lembrei-me das vezes em que faltava luz em minha infância, quando eu, meus irmãos e meus pais ficávamos na varanda defronte de nossa casa, lá no tempo em que tudo era Capinzal, olhando para a ponte, esperando que algum carro passasse e nos trouxesse luz. Naquela época, naquela mesma ponte onde agora passam dezenas de carros por minuto, tínhamos que esperar, muitas vezes, até meia hora para que passasse um. E nós acreditávamos que os caminhões, principalmente o F-600 do Rozimbo Baretta, meu primo, nos traria de volta a luz, que muitas vezes demorava até dois dias para voltar. Mas, coincidência ou não, logo depois que o caminhão apontava lá perto do Cine Glória, no máximo quando se perdia lá na rua da cadeia, retornava a luz. Saudades disso também...
Bendita a falta de luz no anoitecer de ontem. Apenas meia hora, mas tempo suficiente para vermos que há outros modos de se viver mesmo sem termos à mão nossas comodidades e tecnologias. Como antigamente!
Euclides Riquetti
06-10-2013
sábado, 5 de outubro de 2013
Meu primeiro texto - meu 500º texto!
Eu estava no último ano do antigo Ginásio, em Capinzal, ano de 1968. Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado, formava professores para ensinar no Ensino Primário. Meus professores, em sua maioria, eram profissionais liberais. Outros haviam cursado o Segundo Ciclo Secundário, era assim que chamavam o antigo "Normal", hoje Magistério em nível de Ensino Médio.
Uma jovem professora fora contratada para nos ensinar Português. Não havia professores licenciados na cadeira naquela época na cidade. A professora era mais jovem do que a maioria dos alunos, uma vez que boa parte deles havia retomado os estudos com a introdução de uma Ginásio Noturno. Antes disso, apenas o Padre Anchieta e o Mater Dolorum ofereciam o ensino secundário em seus primeiro e segundo ciclos, ambos no período matutino. O início do ensino à noite abriu possibilidades para aqueles que precisavam trabalhar durante o dia. Eu fui um deles.
Acostumado a morder as pontas das canetas esferográficas, (que anos depois o professor Geraldo Feltrin ensinou-me que era uma "ball-point-pen", ou seja, uma caneta com ponta de bola, daí esferográfica), eu ficava com os lábios e a língua sujos de tinta azul. E os dedos da mão direita também. As canetas-tinteiro, então, faziam estragos em mim, inclusive nas roupas. Mas houve um dia daquele mês de março de 1968 em que algo mudou, definitivamente, em minha maneira de ser, e isso resultou no perfil que conservo até hoje: um apaixonado por ler e por escrever!
Minha mente remeteu-me, hoje, ao tempo de minha adolescência, fazendo-me voltar 45 anos atrás, às carteiras de Ginásio, ali onde hoje está nossa majestosa Escola de Educação Básica Belisário Pena. Aos professores João Bronze Filho, Paulo Bragatto Filho, Deoni Maestri, Adelino Frigo, Waldemar Baréa, Iria Flâmia, Holga Brancher, e à jovem e dinâmica Vera Lúcia Bazzo, estreante em ensinar-nos nosso Português.
Falou-nos a Vera da importância de as pessoas escreverem, dizerem o que sentiam, colocar no papel a opinião sobre as coisas e os fatos, escrever histórias. E nos deu um tema para que fizéssemos uma redação, não importando a modalidade, podia ser narração, descrição, dissertação, poesia, desde que dentro do tema indicado.
Peguei uma dupla folha de papel almaço, mentalizei uma história, narrei, descrevi ambientes e personagens, dei um cunho relativamente moral, fiz o bem sobrepor-se ao mal e lasquei-lhe um final feliz! Eu lera muitos livros, fotonovelas, gibis, revistinhas do Walt Disney, gostava de ler. Então encorpei uma espécie de conto utilizando as quatro páginas. Caprichei na letra, coloquei travessões nas interlocuções, respeitei o distanciamento na margem esquerda da página para indicar cada parágrafo, respeitei o traço de uma margem imaginária de uns dois centímetros à direita e três à esquerda, distribuí bem a matéria na página. Ficou bonitinho. Eu nunca entregara uma redação ou trabalho razoavelmente organizado em toda minha vida escolar. Mas, naquele dia, consegui!
Na aula seguinte, a professora foi devolvendo as redações aos alunos, tecendo comentários elogiosos a uns, fazendo observações pertinentes e pontuais a outros, tudo de maneira muito sutil, educada, jeitosa. E, por último, a minha redação. Eu já estava ficando assustado. Era acostumado a ver colegas zoando de mim, não ganhar elogios. ( E nem os merecia...)
"De onde você tirou isso, Euclides?" - "Ih, lá vem bomba de novo, pensei!" - Os colegas olhavam-me e eu estava apreensivo. A professora Vera começou a fazer as observações sobre a organização do meu texto, sobre a verossimilhança que nele havia, pois a história, embora inventada, parecia verdadeira, cativante, atrativa. Ortografia perfeita, pontuação ideal, uma ótima composição, uma nota que eu jamais ganhara na área. Mas, mais do que a nota, foi-me prazeroso ouvir, pela primeira vez, um elogio por algo que eu mesmo criei, que era meu, só meu, defitivivamente meu! E nunca mais parei. Este é meu 500º texto que estou publicando no meu blog. Escrevo porque gosto!
Obrigado, professora Vera!
Euclides Riquetti
05-10-2013
Uma jovem professora fora contratada para nos ensinar Português. Não havia professores licenciados na cadeira naquela época na cidade. A professora era mais jovem do que a maioria dos alunos, uma vez que boa parte deles havia retomado os estudos com a introdução de uma Ginásio Noturno. Antes disso, apenas o Padre Anchieta e o Mater Dolorum ofereciam o ensino secundário em seus primeiro e segundo ciclos, ambos no período matutino. O início do ensino à noite abriu possibilidades para aqueles que precisavam trabalhar durante o dia. Eu fui um deles.
Acostumado a morder as pontas das canetas esferográficas, (que anos depois o professor Geraldo Feltrin ensinou-me que era uma "ball-point-pen", ou seja, uma caneta com ponta de bola, daí esferográfica), eu ficava com os lábios e a língua sujos de tinta azul. E os dedos da mão direita também. As canetas-tinteiro, então, faziam estragos em mim, inclusive nas roupas. Mas houve um dia daquele mês de março de 1968 em que algo mudou, definitivamente, em minha maneira de ser, e isso resultou no perfil que conservo até hoje: um apaixonado por ler e por escrever!
Minha mente remeteu-me, hoje, ao tempo de minha adolescência, fazendo-me voltar 45 anos atrás, às carteiras de Ginásio, ali onde hoje está nossa majestosa Escola de Educação Básica Belisário Pena. Aos professores João Bronze Filho, Paulo Bragatto Filho, Deoni Maestri, Adelino Frigo, Waldemar Baréa, Iria Flâmia, Holga Brancher, e à jovem e dinâmica Vera Lúcia Bazzo, estreante em ensinar-nos nosso Português.
Falou-nos a Vera da importância de as pessoas escreverem, dizerem o que sentiam, colocar no papel a opinião sobre as coisas e os fatos, escrever histórias. E nos deu um tema para que fizéssemos uma redação, não importando a modalidade, podia ser narração, descrição, dissertação, poesia, desde que dentro do tema indicado.
Peguei uma dupla folha de papel almaço, mentalizei uma história, narrei, descrevi ambientes e personagens, dei um cunho relativamente moral, fiz o bem sobrepor-se ao mal e lasquei-lhe um final feliz! Eu lera muitos livros, fotonovelas, gibis, revistinhas do Walt Disney, gostava de ler. Então encorpei uma espécie de conto utilizando as quatro páginas. Caprichei na letra, coloquei travessões nas interlocuções, respeitei o distanciamento na margem esquerda da página para indicar cada parágrafo, respeitei o traço de uma margem imaginária de uns dois centímetros à direita e três à esquerda, distribuí bem a matéria na página. Ficou bonitinho. Eu nunca entregara uma redação ou trabalho razoavelmente organizado em toda minha vida escolar. Mas, naquele dia, consegui!
Na aula seguinte, a professora foi devolvendo as redações aos alunos, tecendo comentários elogiosos a uns, fazendo observações pertinentes e pontuais a outros, tudo de maneira muito sutil, educada, jeitosa. E, por último, a minha redação. Eu já estava ficando assustado. Era acostumado a ver colegas zoando de mim, não ganhar elogios. ( E nem os merecia...)
"De onde você tirou isso, Euclides?" - "Ih, lá vem bomba de novo, pensei!" - Os colegas olhavam-me e eu estava apreensivo. A professora Vera começou a fazer as observações sobre a organização do meu texto, sobre a verossimilhança que nele havia, pois a história, embora inventada, parecia verdadeira, cativante, atrativa. Ortografia perfeita, pontuação ideal, uma ótima composição, uma nota que eu jamais ganhara na área. Mas, mais do que a nota, foi-me prazeroso ouvir, pela primeira vez, um elogio por algo que eu mesmo criei, que era meu, só meu, defitivivamente meu! E nunca mais parei. Este é meu 500º texto que estou publicando no meu blog. Escrevo porque gosto!
Obrigado, professora Vera!
Euclides Riquetti
05-10-2013
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