O caso “Banco
Master” está produzindo muitas vítimas. E, pelo andar da carruagem, as
melancias não conseguirão de acomodar na carroça. A coisa é séria e está indo
para muito além das simples narrativas. Já não é um jogo de comunicação, mas a
denúncia de um lamaçal que pode afundar gente muito graúda. As ligações muito
perigosas de Daniel Vorcaro, que foi preso de depois liberado, estão pipocando
na panela. E, a última, do início desta semana, envolve o Ministro do STF,
Alexandre de Moraes. O “dono do inquérito das fake news” ganhou poder e, em
nome da democracia, questionada, tem tomado decisões monocráticas que afundam
pessoas que nunca cometeram crimes. Agora, parece que as coisas estão tomando
outros rumos. Aquela de o ministro ter mantido contatos com o presidente do
Banco Central, Galípolo, colocou-o na ciranda da crítica até dos jornalistas de
esquerda. Pode dançar!
As eleições de
2026, em que se elegerão deputados estaduais, federais, senadores, governadores
e presidente da república, estão provocando discussões que até há um mês,
estavam fora de cogitação. E, na sua esteira, aparecem com força a questão de
impeachment de membros do STF. Um dos mais lúcidos políticos do Brasil é
Alessando Vieira, senador pelo MDB-SE. As discussões estão vindo a partir de
políticos que não aceitam mais a promiscuidade na Justiça. Contra os
políticos, sempre há bombas, denúncias, investigações e até prisões. Contra os togados supremos, absolutamente nada.
Ligações perigosas entre Alexandre de Moraes e o Banco Master, o próprio Banco, mais as
questões dos aposentados do INSS, o rombo dos correios, e um leque importante
de denúncias de corrupção nos três poderes estão na boca do povo e nos canais
da mídia. A situação é insustentável e as cobranças da sociedade são muitas. O
próprio Ministro Luiz Edson Fachin está tentando implantar um código de
conduta. Moraes, Gilmar Mendes e Dias Tóffoli, estão até o pescoço. Flávio
Dino, por sua atuação política, longe do que deveria ser a postura de um juiz,
também é saco de pancadas. A proteção a uns e a pressão sobre outros está
longe de evidenciar o senso de justiça e igualdade de todos perante a Lei.
Tentando
desentortar as sandálias da burrinha – Aquela atriz que se tornou famosa no
rastro do talento da mãe dela revelou-se a burrinha da hora. E acabou
protagonizando um fim de semana de turbulência nas hostes políticas e nos meios
publicitários. Mesmo que não intencional, uma campanha publicitária da
Havaianas, produto da Alpargatas, foi tão infeliz que já vem causando prejuízos
à empresa. Perda de 3% no valor de mercado de suas ações na bolsa de valores. A
atriz de esquerda gravou um comercial que nem vou descrever porque isso já está
enchendo o saco, passando a fala de que não é para iniciar o ano com o pé
direito. E iniciou-se um grande boicote de consumidores. O que produziu a peça
publicitária precisaria indenizar a contratante. E a atriz, ou é burrinha ou mal
intencionada. Se fosse realmente inteligente, teria sugerido a alteração da
redação do texto.
O meu chefe na
Mercedes-Benz de União da Vitória, em 1972, me dizia: “Meu pai me ensinou que a
gente não desentorta um preço. A gente precisa dizer que endireita o prego. (Sem
desenho!). A falta de prudência ocasionou um forte impacto econômico e
reputacional na Alpargatas.
A verdade é que
a marca de sandálias Ipanema, muito bonitas, confortáveis e bem mais baratas do
que a famosa da Alpargatas, acabou sendo
comentada e evidenciada. O mesmo aconteceu com as da nossa Mormaii.
Temporariamente, vai levar chumbo, como levaram as filhas de Sílvio Santos, do
SBT, na semana passada. Como se tem dito “quem lacra, não lucra”!
Euclides Riquetti – escritor – www.blogdoriquetti.blogsport.com