segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Ansiedade

 


 




Resultado de imagem para imagens pessoas ansiosas


Ansiedade
Sofrimento por antecipação
Realidade
Sentimento de frustração
Ou apenas falta de... solução??

Ansiedade
Causa dores morais
Abalos emocionais
Atitudes anormais
Por quê?

Ansiedade
Como curar?
Ler, correr, rezar?
Ou apenas pensar
Que dá para superar...

Mas, de que forma?

Ansiedade
Constante preocupação
Emoção
Escuridão
O que fazer?
Para onde ir?
Como fugir?

Ansiedade
Só a buca da verdade
Só o tempo das descobertas
É que podem ajudar-me!

Euclides Riquetti

Lembranças dos desfiles de Sete de Setembro - memórias de minha juventude em Capinzal e Ouro

 



À esquerda, Capinzal; à direita, Ouro. Gêmeas do Vale do Rio do Peixe - SC
Créditos para os "Caçadores de Imagens", gente talentosa de minha cidade natal



          Meu imaginário saudosista me leva de volta à infância em Capinzal. Anos: 1961 a 1964 - Os ensaios de marcha lá no Mater Dolorum, pela Rua Carmelo Zóccoli, em direção ao Sul, para os lados da Pagnoncelli & Hachmann, até as imediações da Fundição. Muitos ensaios, não havia professores de Educação Física ainda. As professoras nos orientavam e as freiras comandavam. E havia o José Carlos Souza que não pisava com o pé esquerdo na batida do Bumbo. A Irmã Terezinha ia à loucura, a professora Marilene Lando tentava insistir para que ele aprendesse. Acho que ele fazia de propósito para zoar com elas...

          Desfile pela Rua Felip Schmidt, no Distrito de Ouro, saindo do Posto de Gasolina que se localizava no meio da Rua da Praia, que depois virou Governador Jorge Lacerda. Indo em direção à Ponte Nova. Havia calçamento apenas até defronte à casa do Amélio Dalsasso. Depois, marchávamos no pó (ou no barro): Soldado que se prezava e amava  o Brasil era corajoso, valente,  e com muito garbo e peito firme marchava, sem olhar para os lados, sem piscar os olhos: "A fronte erguida, o olhar brilhante..." - como no Hino a Capinzal!

          Passávamos pela ponte, dobrávamos à direita defronte ao Cine Glória e íamos até o Campo de Futebol. Ali, um palco especialmente feito com tábuas cedidas pelos Hachmann, os alunos ouvindo os discuros. Uma menina magrela, cabelos escuros, saia azul e camisa social branca com uma logomarca à esquerda, na posição do bolso: BP, de Beliário Pena! A jovem Inelvis, filha do Joanin Serena, lia um texto enaltecendo nossa Pátria, pela qual deveríamos morrer se necessário fosse... E, garbosamente, cantávamos o Hino Nacional.

          Os alunos do Belisário Pena com seu uniforme azul e branco. Num daqueles anos fizeram-lhes umas camisas de brim Santista, azul marinho, com aquelas "golas de padres". O Rosito Masson, o Ademar Miqueloto, O Irenito, o Olino Neis, todos  com aquelas camisas bonitas. Nós, do Mater, também no azul e branco. Mas as Normalistas, ah, essas, sim, com aquelas saias bordô e as camisas marfim/beje, encantadoras. Meu pai, único homem em meio a elas, calça social preta e camisa branca... Mas, muito bonito, era o uniforme do Ginásio Padre Anchieta, com calça social preta ou azul marinho (bem escuro), e aquele uniforme paramilitar, com uns babados na frentes, umas franjas, e  quepe igualmente em azul-marinho. Simplesmente espetacular!

          Todos os estudantes eram obrigados a marchar. Nos anos anteriores ao Governo Militar e também durante. O espírito cívico era algo sagrado que havia em nós. Claro que isso não era unanimidade. Mas havia o respeito pela Pátria em cada um de nós. Podíamos não concordar com os governos, mas queríamos o melhor para nosso país... E querer o melhor para o Brasil era querer o melhor para nós mesmos, nossas famílias.

          E os alunos do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado: Calça de Tergal verde e camisa branca. A maioria pessoas já adultas, que viram no ginásio noturno a oportunidade de estudar. Ah, para todos os uniformes, de todos os colégios, sapatos pretos. Em algumas situações, congas brancas, para algumas alas, especificamente.

          Minhas últimas lembranças de desfiles como estudante me remetem ao ano de 1971, quando concluí meu Técnico em Contabilidade pela então Escola Técnica de Comércio Capinzal: calças pretas e camisa social manga longa vermelho royal. A escola não costumava desfilar, mas convidada que foi, não queria recusar e a sugestão do Diretor Professor Antônio Maliska foi aceita: "Se é para aparecer, então vamos aparecer". E fomos com aquela roupa bem chamativa. Orgulhosos!

          E as fanfarras, muito bem ensaiadas, com os bumbos, caixas, taróis, pratos e cornetas. Lembro, com muita saudade. E, quando vejo fotos antigas daqueles tempos, sinto uma inefável saudade... não sei se dos sentimentos cívicos ou... da força de nossa juventude!

Euclides Riquetti

Asfalto molhado

 


 

 


Resultado de imagem para fotos no asfalto novo


Alfalto molhado, acinzentado
Palco de alegrias e de dilemas
Alfalto de brilho prateado
Inspira-me cantos e poemas.

Alfalto que se perde nas longas curvas
Onde somem  carros e vagam  os conflitos
Os corações despedaçados as almas turvas
As perdas, os abalos, os  aflitos.

Asfalto alongado a se perder de vista
É o vai-e-vem nas faixas de cada  pista
É o desafio ousado  e sedutor

É a provocação, a incerteza presente
É um palco de tragédias inclementes
É a vida ceifada de tanto sonhador...

Euclides Riquetti

Te quero...

 






Te quero e não tenho nenhuma dúvida disso
Deixei-te isso bem claro, já faz muito tempo
És dona de meu corpo e do meu pensamento
Sou um poeta, apenas, sempre a teu serviço!

Te quero muito e nada há que possa me mudar
Digo-te agora, já te disse antes e ainda direi
Em ti me inspiro, em ti sempre me inspirarei
És um bom motivo por quem viver e sonhar!

Te quero e creio que também tanto me queres
E isso é tão verdadeiro como existe a terra
Te espero e acredito que também me esperas...

Te quero e conto que me digas se tu me quiseres
Isso é o que há de melhor da condição humana
Te esperamos eu, a noite e minha alma profana.

Euclides Riquetti

domingo, 6 de setembro de 2026

Quando nossos sonhos se encontram

 


 


 



Quando nossos sonhos se encontram
Na madrugada
Prenunciam a chegada do dia
Da manhã azulada
Do céu cor de anil
No Sul do Brasil
Da vida dourada!

Quando nossos sonhos se encontram
Na hora marcada
Na busca do encontro do dia
Nos caminhos do acaso
O seu  rosto transpira alegria
E sua alma que tanto sorria
Deixa a minha extasiada.

Quando meus sonhos a procuram
E vagam no céu, não importando a hora
Indo buscar o seu corpo onde estiver
Para ter você aqui,  bem agora
Bem do jeito que a gente quer
Em  devaneios de homem e de mulher
Meu coração chama para que venha embora.

Euclides Riquetti

Viver e ser feliz!

 


 


Medos
Segredos
Anseios
Devaneios!

Dizer
Ver
Crer
Viver!

Dizer segredos
Ver devaneios
Crer nos anseios
Viver  sem os medos.

Viver aqui
Viver ali
Viver em ti
Viver por ti.

Viver, viver, viver
Viver e acreditar
E poder dizer, dizer:
Perto de ti ... ficar, ficar!
Ficar, bem perto de ti, sem medo!
E ser feliz!

Euclides Riquetti 

Na noite serenada

 


 




Na noite serenada
Bem de madrugada
Eu te encontrei.

Estavas caminhando
Quem sabe procurando
Me encontrar na estrada
Bem de madrugada
Na noite serenada.

Na noite serenada de março
Também te procurei
E eu não disfarço...

Viramos dois caminhantes
Duas almas errantes
Que vagavam naquela estrada
Divinamente serenada.

Naquele sábado de março
De baixo para cima
E de cima para baixo
Com os pés descalços.

Era um corpo desnudo
De mãos dadas e pensamentos afinados
Sintonizados
Despidos de tudo.

Apenas vestidos de amor e de paixão
Andávamos sem destino
Procurando abrigo
No nada
Na noite estrelada
Mas serenada!
.
Euclides Riquetti

sábado, 5 de setembro de 2026

Desnude sua alma

 




Desnude sua alma, dispa-se de seus conflitos existenciais
Fale com o coração aquilo que seu pensamento lhe dita
Faça com as mãos graciosas  o que sua mente premedita
Como se cada momento que vive não lhe volte jamais.

Desnude sua alma, seu corpo,  e abra seu afável coração
Deixe que eu mergulhe neles com a força de meu ser
Mostre ao mundo as cores da vida vivida com paixão
E que nada pode apagar esse  imenso desejo de viver.

Ou, cubra-se com o manto que esconde todas as inquietudes
No anular-se da vida, na composição de seu grande cenário
No entregar-se aos infortúnios que dissipam as belas virtudes.

Ou,  entre numa redoma do vidro mais espesso e inviolável
No proteger-se contra todo o inimigo de seu imaginário
Mas nunca deixe de ser a senhora do ânimo inabalável.

Euclides Riquetti

Na agenda fugaz do tempo...

 


 



Na agenda fugaz do tempo...            (Poema para Marisete 
Graziotin Calliari) União da Vitória - PR
                                                


Caminhos por nós percorridos não mais se repetem
Quando nós não quisermos que eles se repitam
Perdem-se na poeira e na agenda fugaz do tempo:
Amizades voltam como vem e como vai o vento.
Fascinam-nos os corações agitados que palpitam
Doem os corpos cansados quando doem as almas
Catalisam-se as dores agudas nas noites calmas
Plena harmonia vem nos sonhos que se refletem.

Pagam-se os pecados quando não forem perdoados
Sorriem os rostos das antes moças, agora senhoras.
Toadas antigas invadem as casas pelas janelas
Paz contagiante vem das flores suaves e singelas
Fazem-nos lembrar dos belos dias, das boas horas.
Sei de teu amor, de teus abraços, tudo foi desejo
Provas de amor que me oferecem teu gostoso beijo
Materializam-se em versos com cuidado forjados.
Primores que escrevo, bela, apenas para te encantar
Cantados pra ti na solidão da praça, ou na beira do mar.

Doces lembranças me fazem sentir doces saudades
Prazerosamente, elas me reanimam e me deleitam.
Talvez que nossos caminhos possam ainda se cruzar
Vales e montanhas que os raios de sol os enfeitam.
Mais do que tudo, na vida, triunfam as verdades
Suaves notas das canções que te chegam  pelo ar:
Mares, oceanos e imensidões suscitam emoções
Alimentam-nos para a vida, nos reacendem paixões.

Euclides Riquetti

Haicai para Mariscal = Areia Macia


 


 



Areia macia

Bordada pelo vento

Meu pé acaricia.


A ilha distante

Desperta minha atenção

Vista deslumbrante.


Ondas verdejantes

Natureza em movimento

Águas espumantes.


O sol que me aquece

Atiça o meu coração

Que a Deus agradece.


Euclides Riquetti

Tu tens a mim e eu tenho a ti

 


 


 

Tu tens a mim e eu tenho a ti


Entrego-te meu corpo e minha alma
Sem ressalvas
Para que os uses
E abuses.
Reservo-me a parte negra,  e dou-te a alva...

E te ofereço  meus beijos
Que se perdem com os teus
Que satisfazem teus desejos
E os desejos meus
Os que se avivam agora e os que hão de vir:
Tu tens a mim e eu tenho a ti!

Entrego-te,  de olhos fechados
Meu coração flechado
Despido
Livre, ou
Atingido
Pelo cupido!

Entrego-me o que tenho de mais sagrado:
A parte de min´alma sem pecado
E fico com o lado carvão.
(O lado escuridão)!

Entrego-te o melhor de mim:
Entrego-te meus versos, minhas estrofes e meus sonetos
Os limitados e os perfeitos
Os livres e os alexandrinos
Que só têm um destino:
Dizer que tu podes ter a mim
E que eu posso ter a ti!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Uma oração para você

 


 


Resultado de imagem para imagens homem muito triste


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).

Rosas vermelhas de fim de inverno

 


 



Rosas vermelhas de fim de inverno - do meu próprio jardim


Rebrotam as roseiras após sua dormência

Irrompem seus botões avermelhados

Perfumam meu jardim com suas essências

Encantam os olhares dos namorados.


Em poucos dias, restarão ali as rosas 

Por alguns meses ansiosamente esperadas 

Realezas cultivadas pelas mãos dadivosas

Pelos sais da terra escura energizadas. 


Dias de sol, céu azul, com nuvens claras

Tempos de esperança, alegria, fascinação

E os poemas que tu lês, declamas, narras.


Brilho nos olhos admirados dos passantes

Fértil é o solo, verde a folha, afável o coração

Estão voltando as rosas tão belas como antes!


Euclides Riquetti

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Muito mais que flores

 


 



Quero abraçar-te na manhã discreta
Beijar teus lábios, doce namorada
Poder dizer-te de forma direta
Que meu coração de escritor poeta
Pensou em ti durante a madrugada.

Quero escrever-te versos alinhados
Colocar romance nas palavras ditas
Poder dizer dos sonhos projetados
Que são aqueles por nós esperados
Pra nossas almas sempre tão aflitas.

Quero sentir-te em  noites prateadas
Pousar no telhado de nosso castelo
Voar com asas brancas emplumadas
Andar nas nuvens das manhãs douradas
Botar amor no teu amor singelo.

Quero sonhar os sonhos mais bonitos
Amor eterno, firme e  sem temores
Fazer poemas longos, belos e  infinitos
Viver o amor sem riscos ou conflitos
Dar-te carinho muito mais que  flores.

Euclides Riquetti

Futebol - dos tempos dos pés no chão! Crônica em homenagem aos atletas do Esporte Clube Coxilha Seca -Penharol e outros - Ouro - SC -

 



 


1. Guerino Riquetti - Treinador e líder do grupo; 2. Ernesto Riguel; 3. Defendente Morosini; 4 - Itacir Savaris; 5. Ivo Santo  Guerra, o Bode Branco. 6. Adelino Baretta, o Nené; 7. Não identificado; 8. Juca de Tal; 9. Raimundo Pissoli. 10. Não identificado; 11. Rivaldino Faccin; 12. ...Adami. 

Ficarei muito agradecido se algum amigo puder identificar os que não consegui apurar o seu nome para que eu possa escrever aqui. 

       O futebol, hoje, movimenta bilhões de dólares no mundo. Tudo isso alimentado e incentivado por uma mídia ousada e esperta, que ajuda os clubes famosos a tomarem o dinheiro dos torcedores e dos apaixonados pelo esporte bretão. Há lavagem de dinheiro na jogada, muito mais do que o verdadeiro futebol. Clubes endividados e falidos, de uma hora para outra parecem nada mais deverem e contratam jogadores por valores bem acima do que vale seu passe e com salários fora da realidade brasileira. Além de receberem patrocínios de grandes empresas mundiais. No Brasil, foi histórico o investimento da Caixa Econômica Federal no futebol profissional e do Banco do Brasil em outras modalidades esportivas. Sempre achei um absurdo um banco estatal patrocinar futebol. Menos mal o BB, que ajudava modalidades onde o esporte é mais praticado com devoção e os salários dos atletas muitas vezes são muito ínfimos.

    Mas, meu propósito, hoje, é dizer que, nas cidades de colonização italiana e germânica, no Vale do Rio do Peixe, o futebol amador sempre foi muito ativo. Nas comunidades rurais, cada uma delas tinha o seu time. Trocavam visitas com as lindeiras e iam jogar embarcados em carroceria de caminhão. Vilson Ársego, Antônio Biarzi, José Formentão, Davi Andreis, Rozimbo Baretta, Gabriel Penso, Davi João Seben, Ivalino Maziero, Naudi Buselato, Selvino Savaris e seus filhos Vítor, Hilario e Ivo,  Fernande Maziero, Santo Baldasso, Zitro Brum, Agenor Jacob Dalla Costa, Neivo Bortoli, Nelson Andrioni, Olino Neis e seus filhos, Umberto Andrioni, Ivo Brol, Nézio Zanol, Osvaldo Tessaro, Aristides Tieppo, Carlos Baretta, Celito Baretta, Aquiles Masson, Rosalino Mauli, Claudino Moresco, Celito Riguel, João Rech Sobrinho, Nízio Dal Piva, Valdemar Masson, Ulisses Masson, Benjamim Miqujeloto, Sadi Domingo Brancher, Adelar Baretta, e muitos outros, muito fizeram pelo esporte no território do Município de Ouro. 

       Com o passar do tempo, veículos menores passaram a realizar o transporte de jogadores, ônibus,  vans, kombis e caminhonetes diversas foram sendo utilizados. Hoje, praticamente todos os jogadores têm carros, há campos desativados por falta de jogadores, pois as pessoas foram saindo da área rural para as cidades e o futebol praticamente morreu. 

       Mas levo-me  a homenagear esses colaboradores, bem como aqueles que iam no sábado à tarde ou domingo de manhã aos campos para marcar as linhas do gramado com cal ou mesmo serragem de madeiras, receber e pôr as bebidas para serem geladas, espetar e assar churrasco e outros afazeres. Tudo pelo bem dos amigos, deles mesmos e das comunidades.  E, para representar os que gostavam, verdadeiramente, de jogar futebol, escolhi colocar aqui a foto que está comigo e me foi emprestada pelo amigo Dr. Pedro Morosini, meu colega de Mater Dolorum, ex-sargento da PMSC e vereador, em Ouro,  e atualmente advogado. Visitei-o nos primeiros dias de março do ano passado para entregar-lhe o convite para o lançamento de meu novo livro de crônicas e prometi-lhe que buscaria encontrar a foto para devolver-lhe. 

       Data e mesma do final da década de 1960, quando, em uma oportunidade, reuniram-se alguns moradores da Coxilha Seca para transformar um potreiro em campo de futebol e formar um time. Meu pai foi convidado a ajudá-los a se organizarem. Num domingo pela manhã, roçaram e limparam o terreno, colocaram as traves, fizeram o campo e ainda jogaram uma partida de futebol. Difícil foi livrarem-se de alguns estrepes que judiaram de seus pés. Mais jogaram bola. Adiante, o campo foi ocupado pelo Boca Juniors, time organizado pelo Valdovino Masson e amigos. E, na sequência, organizaram o Penharol, liderado por diversos jovens, entre eles o Maurício Dambrós, principal jogador do time e verdadeiro craque. 



       O idealismo das pessoas e sua história precisam de reconhecimento. Uma pena que nos falte a reativação do Museu Professor Guerino Riquetti e o registro, ao menos fotográfico, de tanta história que nos deu o futebol. Então, acima, postei a foto do Esporte Clube Coxilhaa Seca.  Que os descendentes de cada um dos jogadores, ou os próprios que ainda existirem, possam ver todos homenageados.




Euclides Riquetti - Praia de Mariscal -  Bombinhas - SC

20-05-2021