terça-feira, 26 de maio de 2026

Poetar com o coração, compor com o coração!

 


 


Poetar com o coração!


Poetar é arte

E faz parte

Do jeito de amar

De saber sentir

De saber sorrir

Com o coração!


Poetar é amar

A beleza da flor

A lisura do amor...

Palavras, rimas

Versos e estrofes

Para quem goste!


Poetar é arte

Em toda a parte

Em qualquer lugar

Na terra ou no mar

Sonetos rimados

Tercetos, redondilhas

Música, canção

O que vale mesmo

É compor com o coração!


Euclides Riquetti

Corações de areia

 


 


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Corações de areia se despedaçam
Com um simples sopro de vento
Mesmo quando destinos se traçam
E teimam em lutar contra o tempo...

Corações aflitos são fragilizados
Perdem toda a sua força e energia
Sofrem os tormentos desalmados
Perdem de ver o sol e sua alegria.

Os  seres que buscam na utopia
E no imaginário toda a solução
Afogam-se no mar da melancolia.

Pois há uma lógica a pautar a vida:
Seres precisam de amor com razão
E a vida só existe para ser vivida!

Euclides Riquetti

Lembranças do Mater Dolorum



 

 
 
          O Mater Dolorum chegou há 6 décadas e pouco...  Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.

          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Perdi o luar

 





Perdi o luar

Na noite em que choveu, perdi o luar
Perdi as estrelas, perdi a estrada
Só não perdi a madrugada
Que ficou para me afagar...

Afagaram-me o miados da gata
Os latidos da fêmea desconsolada
Os  relinchos da zaina domada
Na noite chuvosa e... ingrata!

Afagou-me a mulher sem nome
Que me desejou bons sonhos
Leves, coloridos, rionhos
Que falou-me ao telefone

Mas, sobretudo, afagou-me quem me acariciou
Me abraçou, beijou, amou
E me fez feliz!


Euclides Riquetti

Amor Radical

 


 


 

Amor Radical


Eu queria que tu arrancasses meu coração
E o colocasses dentro do teu.

E eu ficaria sem vida,
Sem sensibilidade,
Sem sentir saudade...

E tu terias para sempre o meu coração.

No céu, eu viraria um anjo alado
Que ficaria sobrevoando-te
Onde quer que estivesses
Para onde quer que fosses...

Assim, eu sempre estaria por perto
Protegendo-te
Guiando-te...

E continuaria a compor meus versos
Que virariam sonetos românticos.

E continuaria a rezar
A  pedir perdão
A declarar ao mundo que tu és meu grande amor.

E, no dia em que precisasses de minha presença
Apenas me acenaria
E eu viria
Com todo aquele amor que tenho em mim
Que guardo em mim.

E nós continuaríamos  felizes
Tu e eu.

Te amo demais!!!

Euclides Riquetti

Meu corpo ainda sente!

 



Você esteve presente 

Foi atração fatal

Foi tudo muito natural

E meu corpo ainda sente!


Foi um sonho proibido

Algo inimaginável

Um momento agradável

Sonhei estar consigo...


Sonho a ser realizado

Uma perdição total

Um corpo escultural 

Há tanto desejado!


Eu e você, enfim

Entre quatro paredes

Matando a minha sede

E se entregando pra mim!


Amor, paixão, desejo

Tudo muito, muito bom

Claro, é alma e coração

Um beijo doce e outro beijo!


Euclides Riquetti

25-05-2025

www.blogdoriquetti.blogspot.com

Acesse!



















Não há tempo que possa apagar


 


 



Não há tempo que possa apagar

Algo que possa ter existido
Algo que se queira lembrar
Não importa quando  tenha acontecido
Mas que até hoje nos faz sonhar...

Não há tempo que apague
Memórias que estão registradas
Como não há luz que não se propague
Pela imensidão das estradas
Quando a saudade nos invade...

Nada há  que possa impedir
Que os corações pulsem eternamente
Enquanto ainda houver um sentir
Ou uma lembrança latente
Que nos resgate um pequeno sorrir...

Nada há que extinga da nossa  mente
Bons momentos que nós vivemos
Que estarão  sempre presentes
Nos sentimentos que ainda temos
Doces, ternos e envolventes...

Euclides Riquetti

Traga-me seus braços para me abraçar


 




Ártico, Mar, Oceano, Água, Antártica, Inverno, Neve



Leve pra você todo o meu carinho
Traga-me seus braços para me abraçar
Cante uma canção bem de mansinho
Todo mundo que ouvir você cantar
Sua canção doce, canção de ninar...

Pra você todos os meus novos versos
Por você os meus  cândidos delírios
Bato palmas aos corações dispersos
Mais do que rosas, mais do que lírios
Fico a contemplar  todo o universo
Adoro beijar seus lábios cor de vinho...

Campos de flores brancas e amarelas
Brilho de sol quente em céu cor de anil
Lenços brancos adornam mãos singelas
Olhar que me encanta, olhar bem gentil
Toadas são cantadas no Sul do Brasil.

Fogem das águias as aves pequenas
Planam nos ares as gaivotas brancas
Batem suas asas sobre as matas serenas
Não há nenhuma alma tão bela e franca.
Canta  a canária suas melodias amenas
Voa a garça seu voo na planície santa...

E eu penso em você!


Euclides Riquetti

Do outro lado do universo (você sorri)

 


 

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Me vale sentir que você sorri
Do outro lado do universo
O sorriso que eu posso sentir
Quando me perco nos versos.

No universo de um  romance
Apenas um distância a limitar
Pois  não há o que não alcance
O sonho que nos faz sonhar...

Por sobre pedras e arvoredos
Voa distante a  imaginação 
Vai libertar-se daqueles medos
Que afligem o meu coração...

Me vale sentir que você sorri
Do outro lado do universo
É aquele sorriso que eu senti
Quando lhe fiz estes versos!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

domingo, 24 de maio de 2026

Quero te amar no fim da noite


 



Quero te amar no fim da noite

Sentir teus lábios gosto de cereja

Sorver das taças em tua bandeja

O vinho que me excita e dá coragem.


Quero te amar no fim da noite

Como amei outrora, há tanto tempo

Nutrir de novo os nossos sentimentos

Ler com alegria tuas mensagens.


Quero te amar todos os dias

Não importa a hora ou o lugar

O que vale é te beijar, querer amar

Ler a poesia que vem da tua alma.


Quero te amar todos os dias

Devotar-te toda a minha devoção

Entregar-me com toda a paixão:

O fogo que queima, a água que lava!


Euclides Riquetti

Traga-me seus braços para me abraçar


 




Ártico, Mar, Oceano, Água, Antártica, Inverno, Neve



Leve pra você todo o meu carinho
Traga-me seus braços para me abraçar
Cante uma canção bem de mansinho
Todo mundo que ouvir você cantar
Sua canção doce, canção de ninar...

Pra você todos os meus novos versos
Por você os meus  cândidos delírios
Bato palmas aos corações dispersos
Mais do que rosas, mais do que lírios
Fico a contemplar  todo o universo
Adoro beijar seus lábios cor de vinho...

Campos de flores brancas e amarelas
Brilho de sol quente em céu cor de anil
Lenços brancos adornam mãos singelas
Olhar que me encanta, olhar bem gentil
Toadas são cantadas no Sul do Brasil.

Fogem das águias as aves pequenas
Planam nos ares as gaivotas brancas
Batem suas asas sobre as matas serenas
Não há nenhuma alma tão bela e franca.
Canta  a canária suas melodias amenas
Voa a garça seu voo na planície santa...

E eu penso em você!


Euclides Riquetti

Quando eu ouço aquela canção (vontade de chorar)

 

 



Quando eu ouço aquela canção

Que você cantava

E, com meu frágil coração

Eu a escutava...


Quando eu ando pela rua sinuosa

Em que você andava

Batendo seus tamancos de cortiça

Com cara de freirinha noviça

Mas eu já a amava!


Quando escrevia  palavras desconexas

Versos sem métrica

Poesia romântica ou tétrica

Pouco importava a semântica ou a léxica

Mas eu a amava...


Então, agora, quando me sinto solitário



Mas dedilho os teclados com certa habilidade

Eu sinto algumas...  muitas saudades

E os sentimentos já não fervilham em meu ideário

Como no tempo em que eu... eu...simplesmente a amava!


Ah, e isso era muito bom

Pois que agora a canção volta pelo ar

Talvez venha das montanhas

Talvez venha do mar

E entre pela janela ou pela porta

(Mas isso pouco importa)

E eu tenho vontade de chorar!


Pois eu..eu.. eu já a amava..


Euclides Riquetti

Abençoai, Senhor, todas as mães

 


 


 



Abençoai, Senhor, as mães que perderam seus filhos
As que os tiveram nascidos em berços com ouros
As que os tiveram em leitos pobres e  maltrapilhos
Dai a todas elas  uma coroa com louros.

Abençoai, Senhor, todas as mães que choraram
As que os viram partir para ganhar o mundo
As que os viram  partir e que não mais voltaram
Mas levaram a certeza de  seu  amor profundo.

Abençoai-as , Senhor, com suas sagradas dádivas
Todas as mães que velaram em vigília
Abençoai as que derramaram rios de  lágrimas
E que em todos os momentos honraram a  família.

Abnçoai, Senhor, aquelas que tiveram filhos adotados
E que os amaram como seus, incondicionalmente 
Que foram gerados em outros ventres abençoados
Mas que os amaram, sempre, verdadeiramente.

Abençoai, Senhor
Todas as mães do mundo!

Euclides Riquetti

Anda, na chuva



 
 

 
 
 


 
 

Anda, na chuva
Caminha, na curva
Anda, no dia desensolarado
Cinzento, nublado
Mas anda na chuva!

Deixa que a água fresca encantarada
Molhe tua alma esbranquiçada.
Deixa que teu  pensamento navegue,  solto
Sobre um mar confuso e revolto
Mas anda na chuva!

Anda, na chuva da tarde, da noite, da madrugada
Caminha na manhã, esperançada.
Abre tua alma (alva) jazida em incertezas
Pensa em mim, pensa com leveza.
Pensa em mim, na curva, na chuva.

Mas pensa em mim!

Euclides Riquetti

Palavras perfumadas de veludo


 



Falam as rosas
Palavras perfumadas de veludo
Rosas formosas
Que dizem que eu te amo,  sobretudo.
Falam as rosas
E eu as escuto com o coração aberto
Pois que, ao certo
Elas me dizem muito, dizem tudo...

Falam as rosas
E dizem das canções que já ouvimos
Sobre nossos destinos
Sobre outras flores perfumosas
Que tocam nossos corações cheios de ternura.

Falam-nos as rosas
Delicadas, brancas,  cor-de-rosa...
Mas falam as rosas
Vermelhas, amarelas, delicadas
Como o som da brisa
Ou o brilho das estrelas prateadas
Falam as rosas!

Falam do amor
Que o destino resolveu manter distante
Das lágrimas que se transformaram em diamantes
Das mãos que tocaram minhas mãos
E dos lábios que beijaram os meus lábios
Como nunca antes!

Falam as rosas o ano inteiro
Como estas que falam em janeiro
E as que virão, certamente, encher-nos de perfume
Para acalmar a consciência que nos pune
No calor de todas as tardes de fevereiro:
Falam, suavemente
Falam, delicadamente
Falam as rosas!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com