domingo, 1 de novembro de 2026

Quando o sol voltou

 









Quando o sol voltou
Depois das nuvens e das tormentas
Todo o oceano se acalmou
Ausentaram-se as águas violentas.

Quando a tarde serenou
E as nuvens alvas voltaram
E o céu, de novo, se azulou
Apenas saudades restaram.

Porque, depois das turbulências
Volta a paz
E a normalidade se refaz.
Porque, depois dos conflitos
Tudo de apazigua no infinito!

Euclides  Riquetti

sábado, 31 de outubro de 2026

Primeiro Dia de Finados de Hebe Camargo no Céu Para relembrar, 14 anos depois...

 

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         Passou-se pouco mais de um mês desde que Hebe Camargo subiu ao Céu. Viveu momentos encantados ao reencontrar amigos e, em especial, seu esposo Nélio, único homem que diz realmente ter amado em sua vida. Deram-se uns amassos discretos, uma beijoca  (que é a instância entre o selinho e o beijo apaixonado). Nada que pudesse ser interpretado como mau exemplo, pois o Nélio, lá em cima, está ainda mais maduro e discreto. Discretíssimo... Ambos consideram que são uma casal-referência e não podem influenciar a comunidade celestial a tomar muitas liberdades por lá!

          Na sala reservada para ela (privilegiada, como nos tempos de SBT...), Hebe assistiu às comemorações do Dia de Finados através da Globo Intercelestial, único canal brasileiro que detinha direitos de transmissão ao vivo para o Céu. (Depois da bobeada em que a Globo perdeu a concorrência para a Record para transmitir as Olimpíadas de Londres, os Marinho não se descuidam mais e estão investindo em novos mercados potenciais. E, a constatação é de que, depois da Terceira Idade, da China e da Índia, o mercado mais promissor é o Celestial). Os outros canais, só umas inserçõezinhas nos jornais.

          A Globo Celestial tinha vários repórteres espalhados (espiritualmente) pelos principais cemnitérios do Brasil. Destaques para  o Costa Manso, que se foi há 37 anos,  e o  Tim Lopes, que foi morto no Rio de Janeiro, e outros. E pode ver a sensacional cobertura dada ao evento que mais desperta audiência no céu, que é quando todos os moradores de lá ficam esperando para ver o que a mídia noticia sobre eles no Brasil.

           Hebe viu que os túmulos de Leonel Brisola e Getúlio Vargas não têm mais aquela significativa visitação que costumavam ter.  Agora,  há outros que são mais atrativos: O do Ayrton Senna, do Leandro, irmão do Leonardo; o do João Paulo, parceiro do Daniel; o do Roberto Marinho, considerado o Todo-poderoso; o do Chico Anísio, que é visitado pelos filhos de todos os seus casamentos; o do Paulo Autran, porque sempre foi muito simpático e atencioso com os colegas e fãs. O do cantor Paulo Sérgio ainda recebe alguns fãs que vão lá para entoar "A ùltima Canção": (Esta é, a última canção, que faço pra você...Já cansei, de viver iludido...) Até o da Clara Nunes ainda recebe visita de fãs. E o da Hebe Camargo também foi muito visitado. Colocavam-lhe flores, umas gracinhas. Ficou contente, pois considera isso uma demonstração inequívoca de que os brasileiros, em especial paulistas e paulistanos,  a admiravam muito.

          Hebe considerou que passar um Dia de Finados em condição irreversível de finada não é tão ruim assim. Principalmente porque passou bons momentos junto com o seu Nélio, vendo a telona LED da Globo...

Euclides Riquetti
04-11-2012

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A perda da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio - para relembrar

 


 



          Ao retornarmos de uma viagem, na sexta-feira, tomamos conhecimento da partida definitiva da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio, na quinta-feira, 17. Nas comunidades de Capinzal e Ouro era conhecida como "Clarice".  Sempre foi assim, desde jovem era assim chamada. Fomos funcionários da mesma empresa em 1971, a Pagnoncelli Hachmann, de Capinzal. Ela atuava no escritório e eu no Posto Ipiranga, de propriedade da mesma. À época nos tornamos amigos. Antes eu a conhecia "de vista".

          Esse "conhecer de vista" consistia em que ela costumava passear, nas tardes de domingo, pela Rua Felíp Schmidt, em Ouro, dirigindo a pick up Willys de uma cor entre o gelo e o marfim, da família. "Passeava" devagar, com a  atenção focada na pista.  Na época, 1968, havia no vidro traseiro da caminhonete,  um adesivo em que estava escrito "Homelite", cuja pronúncia é "homeláite". Era a marca de uma motosserra muito utilizada na época para a derrubada de árvores para alimentar as serrarias. O pai dela, o Herbert Hachmann, comandava tal serviço na empresa.

         Uma coisa de que lembro bem é que as garotas da época diziam: "Lá vem a Homelite", com o i pronunciado como em português. Parecia-nos uma pessoa insensível e como se não tivesse amigos.

          Em 1971, quando eu trabalhava no Ipiranga, ela vinha, no início do mês, para trazer nosso envelope de pagamento  dos ordenados. Trazia os valores em cédulas de cruzeiros. Como eram muitos os funcionários da empresa, preferiam pagar em dinheiro, poupando o serviço de datilografar uma grande quantidade de cheques. Ainda, vinha semanalmente abastecer o Opala do seu pai e "passar um ar" e realizar uma limpezinha na parte interna, ou mesmo uma lavagem no carro. Foi nessa época que descobri que ela era bem diferente do que imaginava. Era simpática, atenciosa e cordata.

          Os anos se passaram, saí para estudar em União da Vitória e depois trabalhar em Zortéa,  e quando voltei ela já era esposa do Odilon Pizzamiglio, que adquiriu a Livraria Central, em Capinzal, a mesma que, alguns anos antes, pertencera ao Alfredo Casagrande. A Clarice trabalhava com o marido e cuidava dos filhos pequenos.

        A Clarice e o Odilon tiveram dois filhos: o Thales, casado com a Edsangla,  que lhe deram um neto e uma neta. E o Arlon, que casou-se com a Laura e lhes deram uma neta. O Thales foi colega de minhas filhas no Mater Dolorum. Nessa época, a partir de 1984, passei a encontrá-la muitas vezes, quando ela ia buscar os meninos naquela escola, ao final das aulas, no período da tarde. Adiante, tivemos uma convivência social com o casal.

           No início deste ano, infelizmente, constatou-se que estava gravemente doente. Foi levada para tratamento no Hospital do Câncer de Barretos. Em junho,  retornou,  e seu estado de saúde estava muito agravado. Passou a ser atendida no Hospital São José e, depois, no Nossa Senhora das Dores, de Capinzal. Tinha dores fortes, mas o pleno apoio do familiares e das amigas, que lhe dispensavam os melhores cuidados.

          Agora, resta-nos lembrar com carinho de uma esposa e mãe dedicada e muito orgulhosa de seus filhos e netos.  Que Deus a tenha em seu Jardim Celestial,  onde possa reencontrar suas muitas amigas que a precederam no caminho para a Eternidade. Que tenha as devidas compensações pelo bem que praticou em sua vida terrena.  E, aos familiares, nossas mais sentidas condolências.

Com um afetuoso abraço em todos!

Euclides Riquetti
19-07-2014

Alegria, sonho, vida

 



 



Alegria, sonho, vida

Tempos novos que hão de vir

Um Primavera que vai chegar

Tempos que virão para vibrar

Tempos novos para sonhar

Novos tempos para sorrir!


Alegria, sonho, vida

A vontade de voltar a viver

A busca da normalidade perdida

O desejo de retomar a rotina...


Alegria, vida, sonho

O querer de novo

O poder andar no meio do povo

O futuro melhor, risonho

O sonho, a vida, a alegria

Em cada novo dia!


Sim, a alegria de voltar a sonhar

Andar na rua, na calçada

De mãos dadas...

A alegria de dançar

Abraçar

Ou, simplesmente, sonhar!


Euclides Riquetti

Nos campos de flores de alfazema

 


 


 



Far-te-ei os poemas mais alentadores
Aqueles românticos que te deleitarão
Falarei de gerânios, falarei de flores
De tempos que foram e dos que virão.

Dar-te-ei os versos de minhas lavras
Esculpidos com formão ou com pena
Os cultivados com minhas palavras
Nos campos das flores de alfazema.

Declamá-los-ei com o ardor da voz
Com toda minha energia e a emoção
Que brota de mim ao pensar em nós
Que sai do íntimo de meu coração...

Registrá-los-ei para se eternizarem
Para que se alojem dentro de teu ser
Versos escolhidos que farei rimarem
Versos simples que me fazem viver!!

Euclides Riquetti

Um sábado belíssimo? fique bem!

 


 


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Tenha um sábado belíssimo
Um dia levemente ensolarado
Um céu azul com matizado
De nuvens brancas, lindíssimo!

Tenha um sábado de alegria
Muita jovialidade e animação
Muita paz no seu coração
E o prazer de viver este dia!

Tenha um sábado diferente
Com suas coisas dando certo
E meu espírito estará perto
Cuidando de você, certamente!

Tenha um sábado gracioso
Muita motivação para a vida
Reencontros sem despedidas
Um dia simplesmente gostoso!

Pois vou fazer-lhe uma oração
Pedir pra todos muita saúde
Equilíbrio com amplitude
Muito carinho no coração.

Fique bem, fique muito bem!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Melancolia

 



 



Melancolia, aqui estou de volta
Venho apenas para te ver de novo
Eu e meu coração bobo
Sem rancor, nem revolta...

Melancolia, por que me persegues
Sou apenas um poeta
Que pede em letra discreta
Se tu ainda me queres...

Melancolia, afasta-te de mim
Vai te alojar em outro ser
Deixa-me apenas viver
Um amor que não tenha fim...

Melancolia, permite-me chorar
Deixa que me apene em  mim mesmo
Caminhar sem rumo e a esmo
Viver e acordado sonhar...

Melancolia, vai embora pra outro lugar
Vai procurar outro abrigo
Não quero nada contigo
Deixa apenas que eu viva a cantar.

Euclides Riquetti

Um poeta sem versos...

 


 


 



Sinto-me como algo perdido em meio à escuridão
Da noite em que o luar se ausentou
Nada a chamar tua atenção
Apenas um pontinho de prata na imensidão.

Sinto-me como um grãozinho de areia nos desertos
Ou uma andorinha que o frio da noite dizimou
Como um andante sem rumo certo
Um poeta que não consegue articular seus versos.

Sinto-me como um comandante que perdeu seu  navio
Que a tempestade violenta arrebentou
Que deixou dentro dele um grande vazio
Indo à deriva pelo oceano violento e bravio.

Algo perdido  na escuridão
Um grãozinho de areia no deserto
Um comandante sem navio
Uma dor de paixão
Um poeta sem versos
Um coração vazio...

Bem assim!

Euclides Riquetti

O amor sempre vence

 






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O amor sempre vence
E isso é mesmo preciso
Quando ele convence
Reconquista o sorriso!

O amor que enobrece
Traz a alegria pra nós
O coração não padece
Se não ficarmos sós!

O amor que embriaga
Nos impele a lutar
Nos anima e encoraja
A amar, amar, amar!

O amor nos enternece
E nos deixa extasiados
A gente até rejuvenesce
Quando  apaixonados!

Bem assim!

Euclides Riquetti

Oração ao Monge São João Maria

 


 


 




Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençoe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

Sabe, amor...

 


 

9 dicas românticas para escrever uma carta de amor | Familia



Sabe, amor...
Quando você disse que já não me amava
Desabaram sobre mim todas as tormentas
Foi como se eu tivesse uma febre virulenta
Foi como se o mundo já não me importava.

Sabe, amor...
Se eu aprendi a escrever poemas rimados
Eu também aprendi a escrever belas prosas
Que se você ler, verá que são minhas provas
De que eu ainda vivo em tempos abençoados.

Sabe, amor...
Esta canção eu fiz pra que você me entenda
Que há a vida me convidando a ir vivendo
Que há flores frágeis no campo a ir colhendo
Pra sentir que me importo e me compreenda...

Sabe, amor...
O ser humano não é dono de nada, nada
Nem mesmo pode dominar seus sentimentos
Muito menos controlar os vãos pensamentos
E não há como se desligar da vida passada!

Euclides Riquetti

Um luar ao amanhecer

 


 


 



Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã de inverno, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Tremula a bandeira brasileira

 




Tremula, na ponta do mastro, a bandeira brasileira

Ou estendida e exibida nas vidraças do edifício

À direita da autoridade, por dever de ofício

Também exposta nas decorações das vitrines

Ou garbosamente, sobre o capô da limosine.


Traz a verde cor da folha da frondosa laranjeira

O amarelo do sol, do ouro lustro, o metal dourado 

Do céu azul, o globo rotundo, de um royal anilado

Traz o branco das espumas do mar que tanto se agita

E s estrelas espalhadas num universo que palpita. 


Símbolo a ser respeitado em nossa nação inteira

Nosso orgulho nos esportes e nas maiores paradas

Á frente nos vivas às vitórias conquistadas.

Cumpre-me honrá-la  em quaisquer das situações

A força que nos motiva e une os nossos corações.


Euclides Riquetti

29-10-2026


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Amor do inverno bravio (em tempos de primavera)



 





No inverno bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinalizam-se a tempos de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

Fitar teus olhos , beijar teus lábios

 


 


 





Fitar teus olhos, com toda a doçura que há dentro de mim
Beijar teus lábios, com toda a candura e o amor sem fim!

Ensejar para que o meu pensamento chegue até ti
Desejar que teu coração esteja aberto pra mim!

Voar, pelos ares do infinito azul, até teu quarto
Perder-me em devaneios nos teus braços!

Reencontrar-me no teu corpo, abraçar-te, sutilmente
Afagar-te o rosto, perder-me em ti, deliciosamente!

Querer-te, louvar-te,  pretender-te
Prender-te, segurar-te, deliciar-te
Querer-te, amar-te, bendizer-te!

Querer que tu sejas feliz!

Euclides Riquetti