quarta-feira, 8 de abril de 2026

O amor é infinito

 



O amor é infinitamente infinito

Delicadamente doce, encantador

Mais ainda,  se for arrebatador

Ou, de per si, divinamente bonito.


O amor é algo que te aproxima, atrai

Cega homens, velhos e mulheres

Então, dize-me se ainda me queres

Lembra-te que o tempo corre e se vai!


O amor é o quadro belo e perfeito 

Saído das mãos mágicas do pintor

Do sol é o brilho, da estrela fulgor

Da prata do luar, do soneto feito...


Ele foge das regras e convenções

Dribla, hábil, as chicanes e curvas

Confunde as mentes frágeis e turvas

Aloja-se, sutilmente, nos corações. 


Euclides Riquetti

08-04-2025

(Sim, fiz agora, madrugadinha...)










A turbulência continua em Brasília

 



      Brasília continua em turbulência na política, na justiça e na economia. Sessões vergonhosas têm acontecido no Congresso Nacional, como a que procedeu ao enterro da CPMI do INSS. O relatório apresentado pelo seu relator, Deputado Alfredo Gaspar,  incriminava figuras influentes e apontou os nomes de todos os que se aproveitaram dos aposentados por aquele Instituto. Detalhado e longo, apontava políticos e uma troupe de suas conexões como criminosos. Em síntese, ladrões! Foi rejeitado por 19 a 12 votos.  Cenas grotescas e vergonhosas foram presenciadas, principalmente com uma protagonizada pelo Líder do Governo, Lindberg Faria, deputado federal do PT, que acusou o relator de estupro, o que foi provado na mesma hora ser uma informação falsa, pois nem sequer fora ele o acusado e sim um primo, e que houve uma relação consensual entre dos jovens à época, sendo que a paternidade foi assumida, nada que implicasse o relator. Uma atitude vergonhosa que lhe ocasionará um processo no Conselho de Ética.

       Também  algumas atitudes de ministros do STF, principalmente envolvendo Alexandre de Moraaes, Dias tóffoli e Gilmar Mendes, têm recebido críticas de todos os lados. Pesquisas indicam que o Supremo está com sua credibilidade em plena queda livre. O tempo e o espaço de nossa Capital têm sido palco de situações vexatórias e condenáveis pelos brasileiros.

       No país dos endividados, prega-se uma falsa moral e vive-se em ilusória fantasia.

        Kassab enrolou Eduardo Leite – O PSD, liderado por Gilberto Kassab, escolheu o governador bem avaliado de Goiás, médico Ronaldo Caiado, para candidato a Presidente da República. Havia três governadores buscando a pré-candidaura a Presidente da República: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite (governadores de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul). Os dois últimos deixaram seus partidos, União Brasil e PSDB, para se filiarem ao PSD. Caiado foi estratégico, Ratinho esperto e Leite muito ingênuo, ou pretensioso.  A raposa mais velha e conhecedora da política, com longa experiência administrativa, é o pré-candidato.

       Educação calcada na Ciência da Aprendizagem – A Suíça acaba de abolir todo o sistema de ensino por meio de tecnologias digitais. Agora é retomado o uso de livro físico em 100 % das atividades de ensino e aprendizagem. No Brasil, o nível de aproveitamento dos alunos nas escolas não é dos melhores. E não adianta ficar achando defeito ou virtudes nos governos em nível federal. Muita politicagem, ideologias, discursos de valorização dos professores e assim por diante. Resultado: Avaliações muito ruins para o desempenho em nível de Ensino Fundamental e Médio. Atuei por mais de 30 anos no magistério público estadual. O interesse dos alunos não era absoluto, mas garanto que bem maior do que atualmente. A aprendizagem é uma ciência que tem suas particularidades, pouco estudadas e têm a ver com a capacidade de retenção cognitiva.

       Alunos até ganham (pé de meia) para irem para a escola. Bolsas disso e daquilo, pouco incentivo ao trabalho e muita lacração. E se compararmos os salários dos professores com os trabalhadores de outras áreas, perdemos de goleada. Muito discurso, pouca valorização.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

De minha coluna no Jornal Cidadela - Joaçaba SC - em  02-04-2026


























do: Avaliações muito ruins para o desempenho em nível de Ensino Fundamental e Médio. Atuei por mais de 30 anos no magistério público estadual. O interesse dos alunos não era absoluto, mas garanto que bem maior do que atualmente. A aprendizagem é uma ciência que tem suas particularidades, pouco estudadas e têm a ver com a capacidade de retenção cognitiva.

       Alunos até ganham (pé de meia) para irem para a escola. Bolsas disso e daquilo, pouco incentivo ao trabalho e muita lacração. E se compararmos os salários dos professores com os trabalhadores de outras áreas, perdemos de goleada. Muito discurso, pouca valorização.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Sejam as estrelas no céu minha inspiração...






Sejam as estrelas no céu minha inspiração
Aqui a nos desafiarem estejam as roseiras
Nas manhãs ensolaradas, uma doce ilusão
Das almas que se entregam bem faceiras
Quando o fogo aquece todo meu coração.
Tardes em que me perco em pensamentos
Tua face risonha alimenta meus sentimentos.

Sinceras palavras vêm do íntimo do poeta
Trôpegas, ousadas, mas muito encantadoras
Mares de paixão fervilham na face discreta
Suavemente me afagam, belas e sedutoras.

Depois do êxtase, do meu mergulho em ti
Suave frescor toma conta de todo o meu ser
Cai do céu a tua beleza de que não esqueci
Tempos que nos motivam a amar e a viver!



Euclides Riquetti

As roseiras se embonitaram


 







As roseiras se embonitaram
Para esperar o outubro prazenteiro
Para esperar o mês fagueiro
Que as flores projetaram.

As roseiras novamente se enfeitaram
Para colorir minha noite e meu dia
Para me animar com sua alegria
E acalantar os sonhos que ficaram.

As roseiras me trazem as mais belas rosas
As flores que aromatizam meu jardim
Formosas, lindas, apetitosas
Quero-as todas pra você e pra mim!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Nas ondas do sonho

 


 


 



Nas ondas do sonho
Ganhei  teu abraço
Um beijo gostoso
Um olhar carinhoso
Depois do cansaço...

Nas ondas do sonho
Enrolaste-me em laço
Entreguei-me de todo
A teu corpo cheiroso
Perdi-me em seus braços!

Mulher carinhosa
Na tarde de verão
Na tarde gostosa
Me atacas fogosa
Roubas meu coração.

E nas ondas do sonho
Me levas embora
Com teus beijos de fogo
De amor e de gozo
Me levas, senhora
Me levas embora.

E eu
Por minha própria vontade
Me deixo levar!

Leva-me
Para algum lugar
Onde possas me amar
E me fazer sonhar.
Leva-me
E não me deixes voltar!

Euclides Riquetti

A liberdade e o vento

 



 




A liberdade é como o vento:
Sopra, ora para esta, ora para outra direção...
Liberdade é o fogo que queima a lenha, vira brasa e aquece a água e as almas.
É como o pássaro que voa no ar
A água que corre pelo vale
O canto da gaivota que plana, sem cansar
Sobre o mar.

Liberdade é um dia de sol:
É quando as nuvens  se escondem atrás do azul infinito
Ou a noite matizada por estrelas.
E, quando perco o rumo de meus olhos para vê-las
Se perdem na imensidão.

Liberdade é como o grito da vitória
O Soco no ar
O abraço comovido.
É o olhar sobre o vasto campo florido
Colorido!

Liberdade é poder não ter que  levantar-se cedo
É poder deslizar os pés descalços
No verde gramado
É poder sentar no banco da praça e dizer: Este lugar é meu, aqui é o meu lugar!

Liberdade é andar com a pessoa que se ama
Sem ter hora pra chegar
Em nenhum lugar.
E apenas poder...
Continuar a sonhar!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Homenagem ao Professor





Defende, com toda a honra,  a profissão que escolheste

Orgulha-te de pode ajudar a melhorar tantas vidas

E, mesmo que não te valorizem, lembra-te que venceste

Que superaste obstáculos, que virtudes foram colhidas.

Plantaste sementes boas, ajudaste a quebrar os espinhos

Permitiste colherem flores, a saborearem os frutos

E os ensinamentos deixados ao lado do longo caminho

Dar-te-ão toda a certeza de ter formado homens astutos.


O valor de teu digno trabalho, nem todos reconhecerão

Mas ajudaste a formar mestres, quantas senhoras e senhores

E se no mundo há progresso, é porque houve  tua mão

Houve a luz que tu acendeste, na mente de tantos doutores.


Relembra com muita alegria de quantas almas conduzistes

Anima-te pelo dever cumprido, por todos os bons exemplos

Que Deus te abençoe e guarde, nos momentos mais tristes

E que te abra todas as portas dos palácios e dos templos.


Aceita esta homenagem sincera deste que é um teu igual

Tenha saúde e colha o êxito em todos os teus  projetos

E que a nobreza de teu caráter torne-se ampla e  universal

Conta sempre com meu incentivo, meu carinho e meu afeto!



Euclides Riquetti

Que as gaivotas continuem a planar

 




Que as leves gaivotas continuem a planar
Com suas asas negras e seu peito branco.
Ao longo do horizonte deste verde mar
As águas densas engolem os meus prantos.

Que elas sejam as minhas mensageiras
A te levarem meus tímidos recados
E que minhas mágoas sejam passageiras
E que essas águas enfeitem os dias claros.

As espumas  lavam as areias mais finas
Que massageiam  os pés das senhoras
Onde deitam os seus corpos de meninas.

As águas que nos deleitam vão e voltam
E nos encantam em todas as nossas horas
Como geleiras que derretem  e se soltam.

Euclides Riquetti

De sapateiros e de sapatos (Homenagem aos sapateiros de Rio Capinzal)

 




         






          Sapateiros estiveram presentes na vida das pessoas desde que inventaram as sandálias, os primeiros calçados disponíveis ao homem. O objetivo, primordialmente, era o de proteger as solas dos pés, não o de adorno. Isso há mais de 10.000 anos. Depois vieram as botas, os botinões, as botinas, os coturnos,  os sapatos. A proteção aos pés, nas marchas para as guerras, era um fator de sobrevivência. Quem tinha os pés mais protegidos, conseguia encurtar as distâncias. Nos desertos, as sandálias,  nas montanhas nevadas, os mocassins. Em minha adolescência, todo o cara "bacana" tinha um sapato "Passo Doble", da Vulcabrás.

          Naquela época  eu gostava de frequentar alfaiatarias e sapatarias. Tinha parentes alfaiates e amigos sapateiros. Aliás, quando eu morava no Leãozinho, na época que tinha  anos, um filho de meu padrinho, o Aristides, era sapateiro. E eu ficava entretido em ver que as pessoas traziam seus sapatos gastos para por uma meia-sola. Em Capinzal, os mais tradicionais, de que me lembro, eram o Guido Betinardi e os Zuanazzi. Adiante, na sapataria do Oneide Andrioni, em Capinzal, ele, os irmãos Severino e Antoninho, mais seu cunhado Valdir Souza, o Coquiarinha, tinham uma sapataria muito forte. Os fazendeiros e os colonos traziam suas botas velhas para fazer um remonte. Agora, o Tata Dambrós, ali ao lado da Praça Pio XII é meu "shoe assistant".

          O  remonte, numa bota, consistia em substituir todo "sapato" da mesma, aproveitando-se apenas o cano do par velho. E, com uma boa pintura, daquela tinta a pincel que só o sapateiro tinha, ficava novinha. Meu sonho era ter uma bota, nem que fosse de remonte. Acho que nunca tive um par delas, só botinas.

          O Riciere Caldart, conhecido como "Seu Nini", era uma fera na área, ali no Ouro. Assim como os Surdi, em Capinzal, os Andrioni, na Linha São Paulo, os Tonini, em Novo Porto Alegre, os Frank, na Linha Sete, o Valduga, na Barra do Leão, e outros. Todas as cidades e vilas tinham que ter uma boa sapataria, pelo menos, e em algumas comunidades rurais. Na verdade, nestas, além de lidar com calçados cuidavam dos arreiames dos cavalos, das selas e dos selins. E as mulheres levavam seus sapatos para trocar o salto, conforme a moda exigia. "Quero cortar meu salto e por um médio!"  "Quero que tire esse salto grosso e coloque um mais alto, que tenho que ir a um casamento no sábado!"
         
          Era tão bonito ver as mulheres com os cabelos bem arrumados, roupas elegantes, alçadas sobre belos sapatos de salto.

          E os sapatos foram ganhando importância tamanha na vida das pessoas que hoje existem de todos os tipos, de todos os materiais e para todos os  gostos. Pode-se dizer que, para a mulher, as bolsas, igualmente, situam-se não mais como acessórios, mas sim como componente básico da vida diária. E a combinação sapato-bolsa-cinto, quando bem articulada, lhes atribui um elevadíssimo grau de charme e elegância. É encantador  ver uma mulher que sabe vestir-se e harmonizar suas vestes com os seus acessórios.

          E nós, homens, também fomos aprendendo com elas. Aprendemos a combinar as cores das cintas com a dos sapatos. Às vezes, até com a carteira. Eu, particularmente, não dispenso isso. Mas o grande consumo em termos de calçados, hoje, é o tênis, que na minha infância  chamavam de "sneakers". As primeiras marcas mundiais foram, sucessivamente, Reebok, Puma/Adidas e Nike. Estão há quase 100 anos protegendo e dando conforto aos pés dos atletas.

          Em termos de sapatos femininos, várias atrizes, a exemplo de Sofia Loren, cultivaram belas coleções de sapatos. Mas, o que mais chamou a atenção do mundo, nesse quesito, foi o que aconteceu com a esposa do Presidente Ferdinando Marcos, hoje viúva,  ditador das Filipinas, que chegou a possuir 3.000 pares de luxuosos exemplares, enquanto que os compatriotas filipinos passavam fome.

          Ainda,  bem recentemente, o investidor financeiro norteamericano Daniel Shak teve uma baita querela na Justiça de seu país em razão de ter descoberto que sua belíssima ex-esposa, Beth Shak,  armazenava, num apartamento, uma coleção de luxuosos1.200 pares de sapatos, avaliada em mais de sete mil e quinhentos dólares, comprada com dinheiro dele. A gata, jogadora profissional de poker, possui até um blog sobre sapatos.

          E você, já teve muitos pares? Então, convido  a lembrar dos primeiros calçados que lhe deram quando criança. Vale contar também aqueles com número bem maior, para que não lhe escapassem e pudesse usar durante pelo menos dois anos. E das congas que usou para ir ao seu Colégio. E das bambas. E dos kichutes.

          E, hoje, quando você passar pela vitrine de uma  loja e embasbacar-se com os tênis de marca,  mocassins, sandálias, peep toes e scarpins, ou quando olhar para aquele Valentino, Louis Vitton, Chanel, Prada, Christian Loubatin, Charlotte Olympia, Dior, Arezzo e tantos outros, e você puder comprar pelo menos um, lembre-se daqueles senhores que um dia, no seu anonimato, ajudaram seus pés a fazer sucesso no bailinho ou na festinha de aniversário.

Euclides Riquetti
03-02-2013
Reedição em 06-04-2026

E, se eu te der um abraço...

 






E, se eu te der um abraço
Terno, gostoso, apertado
Para aliviar o teu cansaço
Um abraço bem dado?...

Quero, com muito carinho
Te dar meu abraço, sim!
Talvez bem devagarinho
Eu abraço a ti e tu a mim...

Melhor se teu abraço vier
Acompanhado de sorriso
Do teu sorriso de mulher
Bem aquele de que preciso...

Preciso de teu meigo olhar
Talvez de beijo adocicado
E, quem sabe te possa dar
Um abraço comportado!

Euclides Riquetti

Loba Mulher

 



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Loba mulher dos sonhos cor-de-rosa
Loba mulher dos pensamentos que anuem
Dos lábios que me retribuem
Dos pecados que os meus diluem.

Loba mulher dos cabelos molhados
Desalinhados
Perfumados...

Loba mulher de cabelos e olhos encastanhados
Delicados
Encantados...

Loba mulher
Dos sonhos e encantos
Que provocam meus prantos
(Prantos nada santos...)

Loba mulher fervilhosa
Deliciosa
Dos sonhos azuis, dos sonhos cor-de-rosa:
Loba mulher!


Euclides Riquetti

domingo, 5 de abril de 2026

Respostas

 





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Fragrância que perfuma belas rosas
Tantas quantas habitem os jardins
Presenças marcantes e perfumosas
Calêndulas misturadas aos jasmins
Alimentos para as almas generosas
Nascidas do amor entre os corações
Que se afinam em desejos e paixões.

Nas horas tristes, um consolo pleno
Doces lembranças daquelas felizes
Trazidas à mente em noite de sereno.
Sal do mar, seiva que vem de raízes
Castiçal que me ilumina para a vida.
Duas mãos estendidas me procuram
Levam ao céu uma esperança perdida
Amando-me nos anos que perduram:
Marcas deixadas em cada semblante
Acariciadas pelo vento contagiante!

Siga os sinais que vêm do horizonte
Quando os dias estiverem bem claros
Rotas do hoje, do amanhã e do ontem
Elos entre os espíritos ignotos e raros:
Tentativa de amar e ser muito amada
Prazer que se esconde atrás do nada!

Busque encontrar a força escondida
Que se vai por causa dos infortúnios
Revigore-se sempre, ousada e atrevida
Navegue sobre as águas dos dilúvios.
E, lá no horizonte azulado e distante
Onde voam garças brancas e gaivotas
Onde quer que sua vista agora alcance
Encontrará  às perguntas as respostas!

Euclides Riquetti

Não me confunda com o vento

 



 


 


 



Não me confunda com o vento terno, sutil

Aquele que traz o frescor e a suavidade

Que, como eu, afaga seu rosto juvenil

Enquanto você dorme seu sonho de beldade.


Não me confunda com o vento da tarde 

Aquele que lhe traz as saudosas lembranças

Que vem abraçado à solidão e a invade

Que a faz lembrar de seu tempo de criança.


Não me confunda com o vento do ar soprado

Mas apenas me sinta como um anjo de acalanto

Aquele que vem voando com seu corpo alado.


Apenas me acolha, me acaricie e me abrace

Nem precisa nem entender que eu a quero tanto

Só viver cada hora e evitar que o tempo passe!


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

sábado, 4 de abril de 2026

Nos limites do universo

 


 


 




Sintonizam-se pensamentos lado a lado 
Na transposição dos limites do universo
No sobrepor-se às fronteiras das paredes
Onde se escondem os corpos e o pecado
Nos  desejos, nos afagos  tão diversos.

Para o amor, não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite"-

Sintonizam-se almas gêmeas que se buscam
Dos parceiros na  distância imensurável
Nas fontes de prazer apenas saciar as sedes.
Nem as trevas e tempestades os ofuscam
Porque há um  amor puro, um sentimento inabalável.

Para o amor não há fronteiras, acredite
Para nosso amor, só o céu é o limite!


Euclides Riquetti

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Sexta-feira da Paixão - lembranças... De Capinzal e Ouro e de Porto União da Vitória

 


 



         Tenho toda a sorte de possíveis lembranças dos dias de Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão. Vivi entre famílias muito religiosas: a de meu padrinho, João Franck, em Leãozinho, na época pertencente ao município de Capinzal, hoje Ouro; na de meu avô, o nono  Victório Baretta, na Linha Bonita; e na de meus pais, Guerino e Dorvalina, primeiro em Linha Bonita e depois em Capinzal, e no então distrito de Ouro. Imagino que você também, leitor, leitora, neste dia muito especial, esteja revolvendo seu passado e com sua mente navegando até pontos que estão registrados em sua saudosa memória.

          No Leãozinho, costumávamos ir à capela de Santa Catarina, onde as imagens dos santos encontravam-se cobertas por panos roxos e brilhosos. Ali, cidadãos como Victório Gusso, Danilo Pissoli, Primo Biarzi, os Tonini, Reina, Seganfredo, Andrioni, Santini, e outros, oganizavam a adoração ao senhor morto a via sacra e as rezas. Na Linha Bonita, na Capela de São José, Joaquim Casara era nosso capitão dos ofícios, auxiliado pelos Bressan, Baretta, Maziero, Dambrós, Viganó, Bazzo e outros.

          Mas é de quando passei a me entender como "gente', a partir dos oito anos, e voltei a morar com meus pais, ali em Ouro, que tenho as lembranças mais vivas. Passei a frequentar a catequese na Igreja Matriz, onde fiz meus primeiros amigos. Além das catequistas, venerandas criaturas, havia o temível Frei Lourenço, que nos metia muito medo. Frei Gilberto (Giovanni Tolu), era muito bem quisto por todos e Frei Tido o mais paizão e amigão de todos. Mas, quem mandava, era o terrível Frei Lourenço. Com este, tive uma grande decepção, uma vez que, na catequese, nos ensinaram que, quando encontrássemos um sacerdote na rua, devíamos dizer: "Viva Cristo!", ao que ele responderia "Rei". Pois que um dia encontrei-o ali na atual Rua Ernesto Hachman, em Capinzal, ele e sua batina marrom que combinava com a cor de sua barba castanha, falei o "Viva Cristo!", e ele nem me deu bola. Fiquei me punindo: "Será que fiz algo errado?!".

          Não, era apenas minha ingenuidade, minha infantil capacidade de perceber que as pessoas são diferentes uma das outras. Assim como os médicos são diferentes,  os médicos, os engenheiros, os policiais, os estivadores, os professores e as professoras, os políticos, os motoristas, as enfermeiras, as freiras, as putanas, as pessoas, enfim, são muito diferentes umas das outras, os sacerdotes também o são. Não há como classificar igualmente, todos os seres, masculinos ou femininos. E esse Frei Lourenço era osso duro de roer. Mas sobrevivemos...

          Hoje, volvi-me a refletir e a lembrar... lembrei-me, com certa tristeza, do último feriadão de Páscoa, o de 1972, que se iniciou na quinta-feira, dia 30, e findou no domingo, dia 02. Na quinta, saí às 6 horas da manhã de Porto União, em trem, e cheguei em Capinzal ao anoitecer. Fiquei ali três dias e, na segunda pela manhã, tomei o trem de volta para ir para ir à  Faculdade, em União da Vitória. São 54 anos já passados. Foi-se a juventude, foram-se os cabelos longos, veio o conhecimento, a família, a maturidade. Aquele feriadão foi um profundo divisor de águas em minha vida. Tive que tomar decisões importantes, nem sei se as melhores ou as mais certas, mas tive que tomar. Precisava trabalhar, não teria mais como dar-me ao luxo de ir passear na casa dos meus pais quando em bem quisesse, dar um rumo definitivo na vida...

           Então, nesta sexta-feira maior, muita reflexão... para mim, para vocês, para todos. E muitas orações também!

Euclides Riquetti