domingo, 22 de fevereiro de 2026

Atrás da luz do sol




Atrás da luz do sol está o seu sorriso
Estão seus olhos meigos e brilhantes
Uma mulher muito doce e cativante
Com rosto de fada, com cabelo liso

A luz do sol me provoca e me atiça
Com seu inefável fogo de esplendor
Traz  essências de perfume e de flor
Cheiro de mulher, de mulher noviça.

Luz que se esconde atrás da luz solar
Luz que se embaralha no astro-rei
Luz que vem a mim para me beijar...

Atrás do astro sol há uma outra luz
Muito mais forte do que eu imaginei
Uma luz eu me atrai e que me seduz!

Euclides Riquetti

Amar intensamente

 


 


Um homem feliz - Jornal da Orla

Amar intensamente

Velocidade presente
Inquietação
Mas nada de acomodação...
Muito buscar
Muito querer
Agir com determinação!

Agitação moderada
Controle da ansiedade
Busca da felicidade...
Amar pra ser amado
Ter alguém ao seu lado
Sentir saudade!

Lutar incansavelmente
Liderar
Calcular
Sentir o que o coração sente
E, invariavelmente...
Amar intensamente!

Simplesmente...assim!

Euclides Riquetti

Apenas ganhar teu abraço


 



 


 

Eu quero apenas ganhar teu abraço carinhoso
E compartilhar de teus segredos
Para afastar todos os medos
Com um abraço bem gostoso...

Eu quero apenas sentir o calor do teu corpo
E viajar contigo pelas nuvens claras
Imaginar-te em  minhas rimas raras
Me sentir ancorado no teu porto...

Eu quero apenas que me beijes, que me abraces
Me perder contigo sem ter hora
Não pensar no ontem,  nem no agora
Acariciar teus cabelos,  acariciar tuas faces.

Eu quero apenas que acredite no que eu digo
Que viva a vida de verdade
Quero buscar em ti a felicidade
Viver em plena sintonia contigo!

Euclides Riquetti

Aquele céu de final de tarde


 


 




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Aquele céu de final de tarde é encantador
Tão belo como nosso amanhecer colorido
Parece um Deus  no firmamento esculpido
Ou desenhado com pinceladas de amor...

O céu de final de tarde do sábado de inverno
Até parecia ser de o de uma plena  primavera
Parece até aquele poema que eu lhe dissera
Parece  ser a descrição do pensamento eterno...

O céu,  que foi colorido pela mão Divina
Me transporta pela vastidão universal
Até sua alma que me encanta e que me anima.

É o nosso céu, céu de nosso mais belo sonho
Algo que nos aproxima, algo sem igual
É a descrição do amor em seu rosto risonho....

Euclides Riquetti

Verdes folhas

 


 




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Verdes folhas
Do ramo da rosa
Flutuam solitárias
Sobre as incertezas.

Pequenas bolhas
Na água inodora
Emergem crisálidas
Em sua leveza.

Nuvens densas
Confundem o dia
Mudam o céu
Escondem o sol.

Tardes imensas
Nos dão nostalgia
Da noite, do véu
Do céu arrebol.

Pequenas lembranças
As folhas nos trazem
Do tempo passado
Do longo caminho.

A vida balança
Na verde ramagem
No ramo quebrado
Na ponta do espinho.

E eu
Que sou eu
Que sou teu
Quero o amor que foi meu
E que nunca morreu.

Euclides Riquetti

Republicação do poema que consta no livro:
"Santa Catarina Meu Amor"-
Da ALB-SC em 2010.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Quem ama só quer o bem

 


 


 






Quem ama só quer o bem
Quer ser amado
E quer amar também.

Desejar que o outro seja feliz
Do amor ser um adepto
Professor e aprendiz...

Quem ama o faz porque quer
Faz de caso (im) pensado
Em lugar qualquer...

Deseja dar alegria e contentamento
E que tudo aconteça do jeito certo
Tão certo como há sol e vento...

Quem ama só quer o bem!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

O inexplicável em tempos de carnaval - Não se pode normalizar o ilícito

 



       Temos vivido tempos de turbulência no presente milênio, com grandes mudanças havidas no sistema político brasileiro. Os meios de comunicação digital avançaram grandemente em todo o planeta. Os costumes estão mudando e os interesses também. Mas há algo que nos perturba, incomoda, e que é de uma total canalhice: a ousadia de indivíduos que se apoderam do que é nosso, que tomam nosso dinheiro, que nos abusam na cobrança dos impostos e pouco ou nada nos entregam. Fazem-nos de trouxas e ainda há quem passe pano ou aceita passivamente e bovinamente.

       Falemos da roubalheira! Vejam como falam em desvios, em roubos, em apoderação indevida de muito dinheiro. O termo milhares já desapareceu faz tempo. O cidadão aposentado ganha um milhar e meio. Na média, quem trabalha efetivamente em trabalhos simples, mas que lhe roubam grande quantidade de energia, leva três ou quatro milhares. Artistas ainda ganham muitos milhares por mês. Jogadores de futebol chegam a milhões. Mas  os roubos institucionalizados chegam a bilhões de reais, bilhões de dólares ou euros.

       O cidadão comum, que só costumava ver montões de dinheiro em filmes, agora nem mais isso consegue. Claro, o dinheiro virou coisa virtual. Sempre aprendi que o dinheiro em circulação num país tinha que ter lastro em ouro no banco central. Podem ter certeza de que isso é coisa do passado. E os milhões de que falam, nas fraudes contra o povo, nos bancos, como é o caso do Banco Master, em que se falam em bilhões de reais. E nos fundos de aplicação financeira e nos previdenciários, com cifras mencionadas em milhões, e que são dinheiro de pessoas que contribuíram e que aquilo garante o recebimento de sua aposentadoria?

       Não pode ser banalizado nem tornado comum aceitar-se que uma assessoria ou consultoria para um banco ou para qualquer instituição custe tanto como se tem verificado. Normal a esposa do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, os parentes do outro, Ministro Dias Toffoli, ou os de Ricardo Lewandowski, em STF e Ministro da Justiça, Guido Mantega, a turminha da Bahia, do Amapá, do Fio de Janeiro e outros lugares, estarem envolvidas em contratos ou desvios tão volumosos? E as roubalheiras havidas e comprovadas em sindicatos que se apossam do dinheiro de seus associados?

       Dizem algumas autoridades e, inclusive o Presidente da República: Tudo precisa ser investigado! A Justiça “maior” é um Deus-nos-acuda! E nós, devemos acreditar em quem? Uma imprensa isenta e clara em suas notícias e na opinião dos jornalistas é extremamente necessária. Mas, a partir do momento em que as universidades, em sua maioria, estão tão mergulhadas em política, esperar o quê? Você, leitor, precisa mais do que indignar-se com o que está acontecendo. Precisa cobrar, veementemente e severamente, de todas as autoridades, querer que se faça algo para que tudo o que é roubado seja restituído.

       E, voltando a falar em lastro garantidor do dinheiro, será que todos os bilhões que circulam nos meios virtuais têm lastro? E, se uma hecatombe cair sobre todos os sistemas de conexão digital, quem vai garantir que os “donos dos dinheiros” possam ser ressarcidos?

       Nossa realidade é que vivemos no irreal, não no palpável, no identificável. Os brasileiros não podem continuar a viver de esmolas de governos travestidas de benefício sociais. Quem tem saúde, precisa estudar e trabalhar. Que a prioridade, de fato, sejam as pessoas que não têm boa saúde. Que o SUS, que um grande programa de saúde, seja transparente. Que os valores pagos pelos serviços prestados não sejam tão vergonhosos. Que os estados e municípios não precisem pagar aquilo que é de obrigação do Governo Federal. Que se reforme a mente e a moral dos gestores públicos, que se cobre comprometimento dos que estão nos poderes Executivo, Legislativo e judiciário, especialmente em Brasília. Lá onde se vive numa verdadeira Ilha da Fantasia, enquanto que o que coloca a mão na massa fique se ferrando por aqui.

       Nosso carnaval está de volta – O  Carnaval é uma atividade importante para a população de Joaçaba. As cidades do entorno, principalmente Herval d ´Oeste, têm grande engajamento. Há transtornos para os comerciantes da área central de Joaçaba, que deixam de faturar. A reclamação vem e muitas pessoas deixam a cidade e tomam o rumo das praias e dos balneários porque querem ficar longe da bagunça. Gosto de dar uma olhadinha nas escolas que se perfilam para o desfile. Já se foi o tempo em que eu tinha energia e paciência para suportar o estrelismo de alguns.

        Têm plena razão os que reclamam que o vácuo dos verdadeiros hiatos entre a passagem de uma escola e outra é descomunal e que as pessoas  não suportam mais o estrelismo. Parabéns aos que se dedicam para que suas escolas possam estar na avenida. Vocês proporcionam um belo espetáculo e colocam nossa cidade na vitrine nacional.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

      

Nascem as flores

 


 



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Nascem as flores  nos canteiros
Nos vasos, jardins e floreiros
Nascem nos campos as flores
De todos os matizes e cores.

Nascem as flores em setembro
Também nas margens dos ribeiros
Nascem em outubro e novembro
Enfeitam a vida em fevereiro....


Nascem flores muito belas
Rosas brancas, vermelhas, amarelas
Nascem nos montes  as flores
Vêm nos perfumar seus olores.

Nasceram em botões e se abriram
E meus olhos as contemplam (e admiram!).

E as flores em janeiro nascidas
Ali estão, formosas e coloridas
A conquistar os transeuntes embasbacados
A conquistar meus olhos abrilhantados.

Ah, flores frágeis e esplendorosas
Mas também  belas, singelas  e viçosas.

Mas apenas flores
A povoar os vasos
Os jardins:
A encantar você
A encantar a mim!

Euclides Riquetti

Ouro - de nossas laranjeiras e dos vastos trigais

 


                                                           Balneário Thermas de Ouro


Ouro - do intenso brilho do metal polido

Terra onde cresceram os nossos laranjais

Valor que é registrado na letra de seu hino

Terra onde se plantaram os vastos trigais.


Ouro cresceu com a força de um menino

Com energia de rapaz, tornou-se gigante

Os homens audazes traçaram um destino

Com braços vigorosos ele seguiu avante.


Ouro - das belas mulheres com os filhos

Vindas do Sul com todos os seus amados

Sementes plantadas em paralelo aos trilhos. 


Das videiras, figueiros, palmeiras e ervais

Natureza verdejante em montes ondulados

Onde nasceu gente com mentes colossais..


Euclides Riquetti

20-02-2025









Ouro do sol e dos trigais ...

 



 


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          Ouro do sol e dos trigais/Ouro dos nossos laranjais... Os dois versos que iniciam o Hino do Município de Ouro bem refletem o que ele sempre representou em termos de cultura,  força de trabalho e grande celeiro agropecuário do Vale do Rio do Peixe, onde se localiza,  em território catarinense.
          Já no início do Século XX, começou a receber corajosas famílias de descendentes de italianos que vinham  da Serra Gaúcha, grande parte deles de Caxias do Sul e Farroupilha, e foi-se constituindo num lugar próspero que muito os atraía, em razão das características topográficas  semelhantes  às de seus lugares de origem, tanto na Itália como no Rio Grande do Sul.  Era uma paisagem que lhes trazia sempre as mais  saudosas lembranças.
          A vila que originou a cidade foi fundada em 20 de outubro de 1906, mas a ocupação das terras deu-se ainda antes, existindo aqui muitas famílias de caboclos, que eram chamados de “brasileiros”, sendo que alguns deles chegaram a possuir grandes áreas de cultivo. Depois  vieram os colonos, que desbravaram seu território montanhoso.
          Hoje, a cidade com pouco mais de sete mil habitantes e que está comemorando seu cinqüentenário,  tem sua economia assentada na produção de frangos, suínos,  bovinos, milho, leite e erva-mate. Pequenas manufaturas e agroindústrias, em sistemas associativos, tornaram Ouro a Capital Catarinense do Associativismo. O Turismo é uma atividade  com crescente importância no contexto local. Um balneário com águas termais e a belíssima e verdejante paisagem rural são fortes atrativos.
          Com bons índices em Educação e Saúde, sua população é alegre e acolhedora, uma  gente que trabalha com afinco e que busca sempre o melhor. A religiosidade, com predominância católica, é representada pela  Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes..
          Vale a pena conhecer Ouro, uma cidade que tem grande importância no contexto histórico, social e econômico do Meio-oeste Catarinense.
Colaborou: Euclides Riquetti
Matéria publicada no Diário Catarinense, 
no Caderno Especial para o Meio-oeste
Catarinense, em 29-07-2013

Euclides Riquetti foi prefeito em Ouro de 1989n a 1992. Eleito 
aos 35 anos, foi o mais jovem eleito naquele município em eleição com 
mais de um candidato. 

Atualmente é morador de Joaçaba - SC - articulista de política, economia e
gestão pública do Jornal Cidadela. Presidente da Associação de Moradores 
do Bairro Jardim Cidade Alta, também é lenhador. Diverte-se e se entretém 
escrevendo poemas e crônicas que publica no seu www.blogdoriquetti.blogspot.com 
Visite!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Um luar ao amanhecer

 





 

Um luar ao amanhecer

Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã escura, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento...

Até você!



Euclides Riquetti

Pioneiros do Navegantes - Ouro - SC

 




Pioneiros do Navegantes em Ouro SC
          O Bairro Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, surgiu em decorrência de o ex-Prefeito de Capinzal, Sr. Sílvio Santos, através de sua Urbanizadora Nossa Senhora dos Navegantes, tê-lo idealizado. O loteamento, em si, já existia na década de 1960, com as ruas longitudinais abertas, porém com um mínimo de habitantes.

           Uma descrição simplificada nos remete a dizer que, onde hoje se situa a Rua Formosa, que faz sua ligação com a Felip Schmidt, havia basicamente duas famílias residindo:  a primeira, Família Scapini, ocupava uma casa de madeira no lado direito no sentido sentido de ida do Centro para o Bairro, defronte à propriedade da família do Sr. Biaggio Spada, ali onde há atualmente o casarão azul, com janelas brancas, que foi construído lá atrás, como casa do Cartorário David Cruz. A segunda, após o entroncamento com a Rua Brasil, também do lado direito, onde funcionava um misto de residência e clube de bailes do Sr. João Fontoura. Pejorativamente, os populares o denominavam de "Sete Facadas", embora o nome oficial fosse Salão do Fontoura. Mais adiante a família do Sivo Molitetti veio para ali e está até hoje.

          Ali próximo da Capela de Nossa Senhora Aparecida, logo abaixo, onde reside a família Ribeiro e outros  descendentes, havia a residência do Sr. José Ferreira, que tornou-se conhecido como o "Zé de Amargá". O Vovô Zé  obteve esse apelido porque, para tudo o que as pessoas lhe falavam, dizia: ´"É de amargá" (amargar)!  Era um moreno escuro bem alto, magro,  simpático, forte, e muito trabalhador. Foi trabalhador da Prefeitura Municipal de Ouro, emprego pelo qual se aposentou. Antes, trabalhou para os padres na construção do Seminário Nossa Senhora dos Navegantes.  Foi um dos primeiros funcionários da Prefeitura. Ajudava na confecção de calçamentos e conservação de estradas, tinha muita energia e habilidade para com a pá, a marreta  e a picareta. Após aposentado, continuou a realizar serviços de escavações e remoção de terras, sendo excelente cavador. Com cerca de 80 anos ainda trabalhava como um gigante. Dizia-me: "Preciso trabalhar para comprar carne. Comer feijão, arroz, carne, polente e radici, que isso me dá forças para continuar trabalhando". Morreu com idade avançada e sempre foi um digno pai de família, religioso e  muito respeitado.

          Bem ao centro do morro, próximo de onde se situa a Escola Professor Guerino Riquetti e o Centro de Educação Infantil Raio de Sol, residia o Sr. Sebastião Félix da Rosa, conhecido como "Véio Borges" e também por "Champanhe". Tinha muitos filhos, que eram exímios roçadores de matos e capoeiras. Tinham grande habilidade no manejo das foices e  enxadas. Faziam empreitadas em todas as bandas, tinham resistência para o trabalho. De descendente direto dele ainda temos a Dona Lurdes, casada com o Francisco da Silva, que está ali, rodeada de sobrinhos e netos, até hoje. É uma senhora muito simpática, trabalhou muito em sua Juventude. Quando ofendida, por causa de sua cor, partia pra cima do mal educado e o fazia correr. Não levava desaforo pra casa. Numa casa ao lado, residia o Alípio, conhecido como "Rancheira", um pedreiro entroncado, que cultivava um bigidão. Sua irmã, Dona Jandira Pedroso, é que ficou morando ali na casa da família.

          E, ao final da Rua Agenor Jacob Dalla Costa, morava o Sr. Abílio de Oliveira, com dois filhos, o Nereu e o Irineu, que foram embora para Porto União. Uma filha, antes ainda de ele ir  morar ali, fora dada em adoção, no Engenho Novo, Capinzal. O Nereu era um bom jogador de futebol, tanto na linha como no gol.  Hilário da Rosa, o Chuchu, filho do Sebastião da Rosa, também era um verdadeiro craque de futebol. Era muito habilidoso mas gostava de jogar sem chuteiras. Com estas  nos pés, tinha dificuldades, pois acostumara-se a driblar nos campinhos, sempre de pé no chão. No início da década de 1960,  veio a família do Sr. Olino Lucietti, fixando residência na mesma propriedade, onde até hoje está sua esposa e descendentes.

          Nos primeiros anos da década de 1980 já havia outras famílias morando no Bairro: Os Freitas, lá próximo da casa do Zé Ferreira, os Esganzela, vizinhos do Lucietti, a Dona Aurora Tonini, o Caetano Rech, a Família dos Anjos. O Agnaldo de Souza, que trabalhava como Agente da Estação Ferroviária, tinha uma casa ali, mas estava alugada para um terceiro.

          Como algumas dessas famílias estavam desmembradas, no recenseamento de 1980 contei ali 16 domicílios, pois em algumas unidades havia uma família no pavimento principal e outra no porão das casas. Em 1981 não havia ainda  rede de fornecimento de água nas residências. Nos períodos de estiagem, um caminhão da Prefeitura levava água para as famílias. Esta era despejada nos poços, caixas, tonéis  ou fontes. Na época, o Sr. Vilson Surdi organizou um documento manuscrito, com a assinatura de um representante de cada uma das famílias que ali moravam, menos de 20, solicitando a consrução de rede de águas, sendo que foi atendido pelo Prefeito Ivo Luiz Bazzo. O Sr. Sílvio Santos cedeu um terreno para que o SIMAE instalasse ali o primeiro reservatório de águas. Também doou o terreno para a construção da Capela e de uma cancha de bochas, o que foi possível com o apoio do Prefeito Domingos Antônio Boff. Boff também iniciou a construção da creche local, que foi concluída pelo Prefeito Euclides Riquetti. Este construiu a escola Professor Guerino Riquetti.

          Hoje o Bairro é muito bem estruturado, tendo um bom comércio instalado, bom nível de ensino na Escola, um ginásio de Esportes construído na gestão do Prefeito Sérgio Durigon. A pavimentação de suas ruas foi realizada, gradativamente, por todos os prefeitos que atuaram a partir de 1983. Também comporta, em sua parte mais elevada, as torres repetidoras para retransmissão local das imagens dos principais canais de TV brasileiros. Uma emissora de rádio Comunitária, a Rádio Cidade FM, perrtencente à Associação de Difusão Comunitária Prefeito Luiz Gonzaga Bonissoni ali se situa.

          Do alto do Bairro Nossa Senhora dos Navegantes é possível avistar-se toda a cidade de Capinzal. Uma paisagem encantadora, com o Rio do Peixe dividindo os dois pequenos Municípios. Vale a pena fazer-lhe uma visita.

Euclides Riquetti
23-04-2013

Mulheres do Sul

 


Mulheres do Sul

Lá, no Sul, onde sopra o vento minuano
Onde vicejam os vastos e verdes gramados
Onde nasce o sol mais garboso e soberano
E ali capeiam rostos bonitos e abençoados
Nascem as mais belas mulheres!

Lá, no Sul, onde se estendem as campinas
E as manhãs azuladas são alvissareiras
E as prendas se revelam desde meninas
Instruídas nas singelas artes campeiras
Nascem as mais belas mulheres!

Mulher sulista, gaúcha de alma e coração
Beleza de rainha, simpatia de realeza
Mulher sulista, mulher do fogo e da paixão
Beleza de senhora, corpo de princesa
Nascida para amar e ser amada!

Mulher sulista, que guarda bons sentimentos
Divina inspiradora de meus versos
Mulher com que divido os meus momentos
Divina inspiradora de meus versos
Nascida para amar e ser amada!

Euclides Riquetti

Capinzal - terna, doce, amada, sedutora...

 








Capinzal - terna, doce, amada...

Capinzal - terna, doce, amada, sedutora
Palco da harmonia nas veredas matizada
Repousa em paisagem sutil, encantadora
Nos lábios de teus rios, és musa abençoada.

Capinzal - mãe a abrigar todas as gentes
Palco em teto de céu anil, de um paraíso
Magnífica urbe sob raios reluzentes
Bendiz a todos com teu vívido sorriso.

Capinzal - formidável, real e altaneira
Em tuas artérias se movem corpos e almas
Do teu âmago emerge a história verdadeira.

Capinzal - Rainha Nossa, do abraço franco
Reverenciada Senhora, serena e calma
Protege-nos, todos, com teu Divino Manto.

Euclides Riquetti





(Soneto que compus especialmente para a contracapa do meu livro "Crônicas dos Antigos Rio Capinzal, Abelardo Luz/Ouro e Arredores" - edição de 2020 
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quem ama só quer o bem


 


 






Quem ama só quer o bem
Quer ser amado
E quer amar também.

Desejar que o outro seja feliz
Do amor ser um adepto
Professor e aprendiz...

Quem ama o faz porque quer
Faz de caso (im) pensado
Em lugar qualquer...

Deseja dar alegria e contentamento
E que tudo aconteça do jeito certo
Tão certo como há sol e vento...

Quem ama só quer o bem!

Euclides Riquetti