quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Poeta da noite, cantor de boemia

 


 





Anda, poeta da noite, cantor de boemia
Procura a forma de dizer a poesia...

Anda... Procura a dona desta noite: a prostituta
Não te preocupes com moral ou com conduta!

Afinal...
A noite é o dia, a noite é o claro do cantor
E a viola, é a glória do incansável tocador!

Anda...Anda, menestrel de nosso tempo moderno
Dize aos ouvintes que teu canto é eterno!

Que o amor é a rima, a rima do teu verso
E que no mundo, só o poeta escreve o certo...

Afinal...
O poeta, pra ser rei, só se for rei pobre
Pois se o rei é poeta, esse rei é nobre!

Anda, tocador de viola, em seu bom repente
Nas praças e palcos faze-te presente
Leva a alegria ao coração partido...
E não ter aborreças com o amor perdido!

Pois, se hoje és tu e amanhã não és
Pode vir um louco e beijar teus pés...

Vai, Anda...Cavaleiro andante das estradas
Cantando em bares, clubes e pousadas.
Sê mais guerreiro do que foi o romano
E não te intimides com o soberano!

Afinal...
De que vale o ouro, esse vil metal
Se a vida rica é sempre tão banal?

Anda, soldado bravo, anda pelo mundo!
Cabelos longos, barba espessa, olhar profundo.
Grita pra todos que esta vida é uma grande festa
E que não há outra cidade como esta!

Afinal...
Onde se encontram os tesouros que procuras?
Aquelas almas sem pecados, brancas, puras?
Busca teu caminho entre os bons e o bem...
Busca teu caminho sem o mal!

Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Aos meus mestres, com todo o meu carinho!

 

 


       Os professores sempre me ajudaram desde minha infância. Tirei deles as letras, os números, as vivências múltiplas. As primeiras letras, aprendi em casa, com meu próprio pai, aos sete anos. Também, nessa idade, vi algumas aulas em Linha Bonita, Distrito de Ouro, no município de Capinzal. com o professor Ebenezer Brasil. Eu estava morando uns tempos com meus nonnos maternos, Severina Coltro e Victório Baretta.   Não fui mais do que uma semana para entender o que seria uma escola. Isso depois de ter vivido minha infância em Leãozinho, com meus padrinhos, Rachele Vitorazzi e João (Joanin) Frank. Ainda aos sete, na casa de meus pais, em Ouro, fui com meu velho Guerino acompanhá-lo na escola de Linha Savóia, em Capinzal, algumas vezes. Íamos e voltávamos a pé, pelos trilhos de trem, em direção ao Avaí, hoje Ricardópolis. Em 1961, com oito anos feitos e indo para os nove, matricularam-me no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal. 

       Em meu primeiro ano escolar, tive como professora a interna Judite Marcon, pois o colégio Mater Dolorum  era mantido pelas Irmãs Servas de Maria Reparadoras. No mesmo ano, passei por Mariza Calza e Noemi Zuanazzi; no segundo, por umas quatro professoras (Marlene Mattos, Tarcila Boff, uma Enderle e uma Stares). No terceiro ano, dividi o primeiro lugar da sala com o saudoso Vitalino Buselatto, tivemos a Marli Sartori (Sobreira) como professora. No quarto ano, Marilene Lando. A todas elas devoto gratidão sincera e muito carinho. 

       No antigo Ginásio Padre Anchieta, fiz minhas duas primeiras séries. Lembro de Frei Gilberto (Giovanni Tolu - Matemática e Ciências), Wanda Meyer (Inglês, Geografia), Lorena Moraes ( História), Vanda Faggion Bazzo (Português). Eles acumulavam também outras matérias, como Desenho e Geografia. No Ginásio Normal  Juçá Barbosa Callado, que funcionava junto ao Grupo Escolar Belisário Penna, a terceira e a quarta série do ginásio. Ali tive Holga Maria Siviero Brancher como professora de Matemática, Português e Didática; Vera Lúcia Bazzo, com Português; Waldemar Baréa com Ciências; Dioni Maestri e depois Paulo Bragatto Filho com Psicologia e Desenho Pedagógico; Íria Flâmia com Desenho Geométrico; João Bronze Filho com História e Inglês, Frei Adelino Frigo com Religião. 

       Fiz meu equivalente ao Ensino Médio no curso de Técnico em Contabilidade na Escola Técnica de Comércio Capinzal. Elba Andrioni (Baretta) com Português; Wolfgang Behling e Roberto (Bolinha) Boratti com Matemática; Vilamil Sbardelotto com Ciências; Luiz Siviero Sobrinho com Contabilidade Geral; Normélio Masson e Ricardo Kozak  com Contabilidade Pública; Antônio Maliska Sobrinho com Elementos de Economia; Ênio Gregório Bonissoni e Benoni Zóccoli com Direito Usual; Ilton Maestri com Contabilidade Bancária; João Bronze Filho com Inglês. 

       Vejam que, tanto no antigo ginásio como no secundário eu tive uma variedade grande de matérias, convivendo com professores que nos traziam as suas experiências da atividade profissional privada. Isso me ajudou muito em minha vida!

       Na FAFI, em Uni]ao da Vitória, de 1972 a 1975, fiz minha faculdade de Lestras-Inglês. Guardo muito carinho de meus professores: Nelson Sicuro, de Língua Portuguesa; Francisco Filipak, Abílio Heiss de Teoria Literária; Nilvaldo Oliveira, de Literatura Brasileira; Fahena Porto Horbatiuk, Literatura e Língua Portuguesa; Geraldo Feltrin, de Língua Inglesa; Francisco Boni, de Literatura Inglesa e Norte-americana; os padres Leo Horst, de Latim e Leopoldo Meltz, de Linguística; Professora Abigail, de Didática e afins; Rosa Maria da Maia Filha, nas áreas ligadas ao Civismo, e Delci Hausen Christ, de Psicologia. 

       No meu curso de Inglês do Yázigy, no edifício Jacobs, em União da Vitória, Geraldo Feltrin, que também me deu a primeira oportunidade de ministrar aulas de Inglês em seu curso. 

        E, por fim, ao Professor multi-titulado Wálter Medeiros, do Rio de Janeiro, na minha especialização em Língua Portuguesa, na Fauldade Plínio Augusto do Amaral, em 1994, em Amparo - SP. Conhecia e dominava quase que uma centena de línguas entre entre as mater e os dialetos. Era diretor do Museu Histórico do Rio de Janeiro.

       Fui privilegiado, sim! Todos deixaram em mim um pouco de seus conhecimentos, experiências e exemplos.  Tudo o que somei guardei para a avida e empreguei ensinando. Então, aos meus queridos mestres, meu carinho e gratidão sempre!

Euclides Riquetti

15-10-2021

Escuta minha voz

 



 



Pensa em mim, que eu pensarei em ti
Escuta minha voz, que escutarei a tua
Reza por mim, que eu rezarei por ti
E te ouvirei ao sol e te ouvirei à lua...

Pensa em mim, vê os versos que te escrevo
Sente  meus poemas como eu sinto os teus
Quando penso em ti, me empolgo e me atrevo
A querer te levar todos os beijos meus.

Pensa em mim, com toda a força do teu sentimento
Abre teu coração em toda a tua singeleza
Que eu penso em ti, com a força de meu pensamento.

Pensa em mim, com toda a tua energia
E eu te direi, com todo o carinho e sutileza
Que eu te amo em todas as horas de meu dia.

Euclides Riquetti

Sofrência - uma dor aguda

 


 



É até bom ser acometido de sofrência

Uma dor aguda que só me atrapalha

Uma canção perdida em fogo em palha

Minha alma ferve em alta turbulência.


Busco rimas e palavras pra compor

Um poema de amor assim sem musa

Versos escritos pra bordar na blusa

Um poema fácil, leve e sedutor!


Procuro o sono, pois quero descansar

Mas há questões difíceis de resolver

Bom mesmo seria dormir e sonhar.


Mas a vida nos prega peças e nos judia

Por isso me demora tudo para acontecer

Então, rezar e esperar por um novo dia. 


Euclides Riquetti

06-11-2021

Olhe para o universo estrelado

 


 


 




Olhe para o universo vasto e estrelado
Contemple a beleza deste nosso céu
Olhe para o teto imenso e enluarado
Que se veste  com este santo véu.

Olhe para a beleza do medalhão prateado
Que compõe o cenário que nos cobre
Olhe todo este mundo santo e encantado
Que nos presenteia com seu retrato nobre.

Olhe, intensamente, para nunca mais esquecer
E marque cada canto de nosso belo espaço
Guarde, carinhosamente, enquanto você viver.

Abra sua janela, busque-me em algum lugar
Receba, com toda a paixão,  meu carinhoso abraço
Que lhe mando num poema, no brilho do luar.

Euclides Riquetti

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Quando, de novo, o sol brilhar

 








Quando, de novo, o belo sol nos voltar a brilhar
E pudermos ouvir o coro dos canários e pardais
Quando o doce canto das gaivotas nos acordar
Como nas manhãs de que não esquecerei jamais
E Deus, com suas Divinas Mãos nos abençoar
Entenderei que o pouco é melhor que nada mais!

Talvez nosso desejo de possuir nos torne exigentes
Desperte em nós a vontade do mais ter e do querer
Renunciar a bens preciosos nos deixa descontentes
Quando nos acostumamos a ganhar é difícil perder
E não haverá nada que nos possa deixar contentes
Se não abrirmos mãos de nossa vontade de vencer!

E, quando chegamos ao ponto de sentir pena e dor
De nos martirizarmos por causa de vãs desilusões
É porque dentro de nós ainda existe muito amor.
Mas, quando aprendermos a dominar as emoções
E buscarmos um mundo de beleza e de muita cor
Poderemos brindar à alegria e paz nos corações!

Euclides Riquetti

O homem que matutava e os ombros da Letícia Sabatella

 


 


 Replay...






          O Apolinário matutava. Não era jeca, não era analfabeto. Tinha até pós-alguma coisa, acho que graduação, mas matutava. De vez em quando matutava e falava, baixinho, que era para que ninguém percebesse e não o achasse louco. Louco não era. Era normal como todos os outros meio anormais que estão por aí, matutando. Pensava no seu time que andava perdendo muitas. Não havia treinador que desse certo. O caso era de pouco sebo nas canelas. E a gurizada não quer mais saber de por o sangue nos olhos. Todo mundo quer sombra e água fresca, mesmo que seja à noite.
 
          Matutava o Apolinário. Não que matutar fosse sua predileção. matutava por matutar. E, enquanto matutava, contava. Não era o "contar causo", era o contar de fazer contas, contas "de mais" como a professora ensinou muito bem na primeira série. Na segunda, já as contas eram bem maiores, com mais algarismos. Algarismos são aqueles pequenos desenhos que hoje chamam de dígitos. E, matuta vai, matuta vem, e nada de respostas para suas indagações. Pensava na novela do horário das sete, "Sangue Bom". E constatava em sua matutice que pouco havia de bom no sangue daquela tropinha chamada elenco. Não nas pessoas deles, mas de suas personagens. Ah, que vontade de dar uma surra na Damáris. Podia ser na Gládis, aquela desavergonhada da irmã dela que está tentando o Lucindo...Não! Esses três fazem a parte boa, a engraçada da novela. Não merecem nehum castigo. Seria um sortilégio fazer isso, Santo Deus!

          Estava o Apolinário a matutar. Não havia outra coisa a fazer enquanto caminhava. As moçoilas e os rapazotes passavam, iam pra frente, pra trás. Certamente que não matutavam, não precisavam disso, nem tinham tempo para isso, tinham que falar ao telefone celular: " E aí, mano?! Vamos fazê umas quebrada na náite?! O Apôli não entendeu nada. Nem queria entender aquela falação sem graça. As "mâna", então, grudadas no seu Infinity-pré, também de nhém nhem:  "Oooooiiiii, lindaaaaa! Como cê tá massa!  - e o Apolinário, definitivamemente, nem queria ficar perto de gente assim. Continuava a pensar na novela: Quanta gente aquela Maiara/Amora, Amora/Maiara enganou antes de descobrirem todas as sacanagens que aprontou na novela! Pior que ela, só a mãe dela, a Bárbara Hellen. Elas são duas tranqueiras, bem que se merecem. Bonitinhas, mas ordinárias, como diria o Nélson Rodrigues... Mas tem o Bento que é gente boa. Tem sangue bom!

         Tendo matutato já um tantão,  o Apolinário pensou em virar o pensamento para outro lado. Uma psicóloga, uma vez, dissera para sua namorada que,  quando ela tivesse um pensamento runho,  era pra tentar pensar num pensamento bom, algo que deleitasse, que desse prazer. Então, ele começou a pensar nas personagens boas da novela e fixou-se na Verônica. A verônica, pra quem não sabe, é a mesma Palmira Valente que deixa seus afazeres de publicitária para exercitar seu hobby, cantar no Cantaí. E como ela canta! Com certeza seu vídeo vai bombar na internet. Mas a parte melhor, mesmo, a que mais toca o coração desapegado do amigo fica por conta dos ombros da Letícia Sabatella. Ah, que ombros! Você já reparou? Não? Então veja a novela e depois você vai ver se o Apolinário não tem razão. É um navio de areia para o seu caminhãozinho. Ah, se é! Como são belos os ombros da Letícia Sabatella.

Euclides Riquetti
20-10-2013

Nuvens que escondem as estrelas

 


 


  


Nuvens que escondem as estrelas


Nuvens de breu escondem as estrelas de prata

Do piano o maestro tira as suaves melodias 

Os casais se embalam na dança na pista da sala

Os vocais entoam canções da maior nostalgia.


O vento adentra o lugar pela larga veneziana 

Vai soprar o dorso desnudo da senhora gentil

A sutileza dos gestos e modos ilustram a dama

Um cavalheiro conduz os passos de modo sutil.


Os garçons carregam bandejas elegantemente

Taças de espumante rosé procuram por lábios

A sede do meu desejo a procura contentemente.


Vai-se a noite, vem a chuva, e você me ignora

E já não ouço sinos tocarem lá no campanário

Nada mais me resta a não ser chorar e ir embora. 


Euclides Riquetti


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Na agenda fugaz do tempo...

 




                    
                                                                                       Foto: A. Canela Castela



Caminhos por nós percorridos não mais se repetem
Quando nós não quisermos que eles se repitam
Perdem-se na poeira e na agenda fugaz do tempo:
Amizades voltam como vem e como vai o vento.
Fascinam-nos os corações agitados que palpitam
Doem os corpos cansados quando doem as almas
Catalisam-se as dores agudas nas noites calmas
Plena harmonia vem nos sonhos que se refletem.

Pagam-se os pecados quando não forem perdoados
Sorriem os rostos das antes moças, agora senhoras.
Toadas antigas invadem as casas pelas janelas
Paz contagiante vem das flores suaves e singelas
Fazem-nos lembrar dos belos dias, das boas horas.
Sei de teu amor, de teus abraços, tudo foi desejo
Provas de amor que me oferecem teu gostoso beijo
Materializam-se em versos com cuidado forjados.
Primores que escrevo, bela, apenas para te encantar
Cantados pra ti na solidão da praça, ou na beira do mar.

Doces lembranças me fazem sentir doces saudades
Prazerosamente, elas me reanimam e me deleitam.
Talvez que nossos caminhos possam ainda se cruzar
Vales e montanhas que os raios de sol os enfeitam.
Mais do que tudo, na vida, triunfam as verdades
Suaves notas das canções que te chegam  pelo ar:
Mares, oceanos e imensidões suscitam emoções
Alimentam-nos para a vida, nos reacendem paixões.

Euclides Riquetti

Jogo de sedução

 




Não quero que me vejas como um fútil galanteador
Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão
Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador
Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...

Não imagino que possamos dar luz a uma realidade
Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão
Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade
Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...

Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti
Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer
Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...

Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão
Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder
Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Riquetti

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Está chovendo agora, amor!

 

Resultado de imagem para imagem mulher dormindo na chuva


Está chovendo agora, amor
Enquanto você dorme...
E eu não quero que você acorde
Quero apenas que sonhe comigo
Um sonho de fantasia e de cor!

Estou pensando agora, amor
Enquanto a chuva cai de mansinho
E eu estou aqui sozinho
Desejando estar ali contigo
Pra lhe entregar uma flor...

Estou sonhando agora, é quase dia
E imaginando apenas nós dois
Uma cuia de chimarrão e depois
Um abraço bem mais que de amigo
E então nos perdermos, guria!

Veja, está chovendo muito, amor...
E eu estou escrevendo este poema
Cujo teor, cujo tema
O tema que eu tanto persigo
É o romance, sem sofrimento, sem dor!

Euclides Riquetti

O suave barulho da chuva




Há um suave  barulho na chuva que cai lá fora
E que afaga suavemente meu pensamento
Enquanto o tempo segue  frágil e lento
Levando meus versos jogados ao relento
Na noite  fagueira que se vai  embora...

Há um barulho terno na chuva que cai
E um mergulhar no mar da imaginação
Que me transporta ao porto solidão
Ao cais do oceano da grande ilusão
Na busca do sonho que vem e que vai...

Ah, chuva que molha minha saudade
Chuva que apaga as marcas da nossa  vaidade
Que deixa seus cabelos úmidos e sensuais

Chuva que banha sua pele queimada
Que  refresca o cair da doce madrugada
Vem curar a dor dos meus ais!!!

Euclides Riquetti

Você, as flores e o mar!



 


 

Você, as flores e o mar!


Tu adornas as flores coloridas e elas te adornam
São belezas que se encontram e se harmonizam
Tu és emoldurada pelas flores que te contornam
Sois imagens que em minha mente se eternizam.

Não importa qual seja o dia ou seja a distância
O que conta é o que tu fazes e o que representas
Para mim, cada minúcia tem forte importância
Cada gesto teu tem sua relevância e sua essência.

Teu rosto vem a mim em meio às nuvens claras
Sobrepõe-se à calmaria e exuberância dos mares
A imensidão se reveste de uma dimensão ignara.

Teu pensamento vem a mim e o meu te encontra
Como num encontro romântico de dois olhares
Sem obstáculos, com amor, alma aberta e pronta.

Euclides Riquetti

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A perda muito sentida de Daiane Guerra Dalbosco - um legado de empatia e amor!

 



       O sábado, 31, foi coberto de comoção e luto em Joaçaba. Perdemos a jovem esposa e mãe Daiane Guerra Dalbosco, 40 anos, que deixou no desespero o marido Juliano Souza e os amados filhos, Joaquim, de 14, e Matteo, de 9 anos. 

       A notícia do falecimento de Dai se espalhou rapidamente, as pessoas comentavam em todos os ambientes reais. Sua irmã, Camila, foi a primeira a sentir os baque, depois os demais familiares. Logo após o almoço, eu estava em contato com o primo Valdir Souza, pai do Juliano,  quando ele, com voz trêmula, embargada, emocionada e perceptível estado de choque, me relatava que perdera a amada nora, Daiane, esposa de seu filho e mãe de seus netos. Chorava copiosamente, sensível que sempre foi. Parecia inacreditável que uma jovem tão cheia de vida tivesse deixado a vida terrena para ir para outro campo espiritual. 

       A perda da jovem de espírito altivo, líder das mulheres das cavalgadas, colocou-nos em pranto. Centenas e centenas de pessoas passaram na capela onde estava sendo velada para se despedir dela.  Pessoas de todas as idades, de todas as classes, de todas as religiões. As amizades que cultivou em vida, seu poder de empatia e sua simpatia, a capacidade de gerar energia e influenciar as pessoas de suas relações chamou tantos para a celebração cristã de sua partida. Houve muito choro e lamento. Sua irmã, seus pais, tios, primos e os descendentes desses lá estiveram. O carinho, as flores, os cantos, s merecidas homenagens. 

       "Fica sempre, um pouco de perfume, nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas... É a mensagem da canção que vai ficar. O semblante triste dos familiares, o choro de Joaquim e Matteo, de Juliano, de Camila, do Valdir, dos pais dela, tudo vai ficar no coração de todos. E precisamos de orações para ela e para os que ficam. Certamente que Deus a alçou para um lugar onde ficará bem, e de lá olhará pelos seus entes tão queridos. 

Que Deus abençoe a todos e que a dor da família seja amenizada pelo conforto dos amigos aos familiares mais próximos. 

Euclides Riquetti

02-02-2025

O mesmo sol que queimou tua pele






A mesma água que banhou teus pés
Molhou também os meus...
Veio, trazida pela maré
Alisando as areias no balé
Das ondas do oceano teu!

As nuvens brancas que povoaram
O céu azulado do outono
Nos abençoaram
E voltaram de novo...
Enquanto as gaivotas voavam!

O mesmo sol que queimou tua pele
Também queimou a minha
(E deixou aquela marquinha...)
Então, espere-me sempre, me espere
Tanto quanto o sol brilha...
Tanto quanto tu caminhas!

Euclides Riquetti