quarta-feira, 24 de junho de 2026

Confiança -capital moral!

 


 


Confiança - capital moral!


Confiança é um bem de capital moral

Que o Ser acumula ao longo da vida

Se quebrada, esse patrimônio se esvai

Se cuidada, tem o valor de uma jazida.


Confiança é um ouro que não se acaba 

Um filão que se verte com seu tempo 

Não é um sentimento que nos embriaga

É mais que o vasto azul do firmamento.


Confiança é um bem de volume e tanto

Não há envelope onde se possa guardar

Plante nos jardins, espalhe pelos campos

Plante nas mentes e em todo o lugar.


Colha, com ela, o fruto mais saudável

E os distribua para quem lhe faz bem

Reciprocidade é um campo irrigável

Hoje você planta e a colhe também! 


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Eu queria ser os pingos da chuva

 

 




Eu queria ser os pingos da chuva
Que molham você
Que escorrem pelo seu corpo
Que alisam seus cabelos pretos
E que beijam seus lábios vermelhos!

Eu queria ser o sol que seca sua roupa
Os lábios que enfeitam sua boca
E que você admira no espelho
E que a tornam uma bela mulher
Mas você não me quer...

Eu queria ser a letra da canção
Ser também o seu repetido refrão
Mas você não me quer

Eu queria ser a noite de lua
A parreira onde você colhe as uvas
Mas você não me quer...

Então só me resta pensar
Desejar
Escrever
E ser os pingos da chuva
Que refrescam a uva
Que você colhe!

Euclides Riquetti

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As imagens de um cenário espetacular

 


 


As imagens de um cenário espetacular


Some seus anos e some os meus

Veja quantos encontros e desencontros

Somados os meus anos e os seus

De nossa árvore formamos forte tronco.


Veja quantas vitórias conquistamos

Descontemos todos os nossos revezes

Cuidemos bem dos êxitos que somamos

E computemos apenas os sonhos leves.


Meçamos os caminhos percorridos

E consideremos a trajetória acumulada

Relembremos dos obstáculos vencidos

Durante esta nossa vida abençoada...


Ouçamos a voz que nos vem com o vento

A melodia suave que ele aqui nos traz 

Guardemos em nossa alma e pensamento

As imagens de um cenário espetacular!


Euclides Riquetti

Há uma loba voraz dentro de ti!

 



 


Há uma loba voraz dentro de ti

Capaz de atacar e de ferir...
Há uma alma oprimida e  assustada
Esperando a hora de ser libertada
Para buscar o teu "Ser Feliz":
Sim, há uma loba faminta dentro de ti!

Garras e  dentes afiados
Um coração que não quer ser domesticado
Mas que procura a desejada  liberdade:
O direito de ter o amor puro e verdadeiro
E de sentir a merecida felicidade
Em todos os dias ...  e no ano  inteiro.

Solta um uivo forte e assustador
E liberta-te do mundo opressor!
Exercita até mesmo a tua vaidade
Distribui sorrisos, abraços,  beldade!

Faze valer a tua capacidade infinita
De ser mulher poderosa e loba  bonita
De amar, de querer e de ser desejada!

Solta teu uivo, corajosa mulher
Há uma  loba voraz dentro de ti
Pois só  queres amar e também ser amada!

Euclides Riquetti

terça-feira, 23 de junho de 2026

Ângelo risca, Ângelo rabisca! ( de 5 anos atrás)

 


 


 

Dizer que é levado

Seria chover no molhado.

Melhor dizer que é inquieto

Que vive contente

Muito esperto

O menino da gente!


O Ângelo é assim:

Gosta de movimento

De ver aviões na janela

Que voam pelo firmamento.

Gosta de flor amarela

De nadar em água barrenta

De correr pelas calçadas

De comer carne assada!


Ah, menino Ângelo

Irmãozinho da Beatriz

Uma menina muito feliz.

Ele tem nome de anjo

Faz suas peraltices

As mais doces criancices

Para alegria do papai Fabrício

E da mamãe Luana. 


Beatriz engatinha pelo chão

Ângelo risca e rabisca

De sua janela

Uma bela de uma vista

Crianças lindas

Do meu coração!


Fabrício e Beatriz

Gente pequenina

Mas muito feliz!


Vovô Euclides 

17-02-2021

Lufadas de ar fresco

 


 



Lufadas de ar fresco


 Lufadas de ar fresco 

Invadem minha casa

Pela porta da frente

E pela janela do lado

Correm pelas salas

E vão se perder

No muro alto e caiado!


Meu pensamento 

Levemente incomodado

Se refaz de repente

E busca forças emergentes

Para a superação

Mesmo que na lentidão

Do tempo que não passa.


Mas horas melhores virão

E poderemos comemorar

O êxito alcançado.

Então, sempre que o sino tocar

Ouvirei os acordes do mar

Lá onde o vento sopra animado

Onde há garças e gaivotas 

Virando cambalhotas

E rodopiando no ar!


E eu, aqui, só pensando em você!


Euclides Riquetti

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Amor do inverno bravio

 



 




O amor do inverno bravio

No inverno bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinalizam-se a tempos de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

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Eu queria saber o que seu coração sente

 






Eu queria saber o que seu coração sente
Quando você se lembra de mim
Se há a dor de um amor ausente
Ou nada mais resta, nada mais, enfim...

Eu queria saber se há alguma razão
Algum motivo simples, aparente
Algo que pode lhe tirar o chão
Ou você não me quer mais, simplesmente...

Eu queria saber, apenas por saber
Se o seu coração ainda tem sentimentos
Ou se resolveu apenas me esquecer
 Para ativar ainda mais meu sofrimento...

Eu queria saber se é apenas bem assim...

Euclides Riquetti

As últimas rosas de outono

 



Foram-se as últimas rosas de outono
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas  que imergiram na calmaria...

Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.

Deixou-me  deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento,  mutilado
Que  deixou-te maltratar meu coração.

E,  enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.

Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...

Euclides Riquetti

Como a luz de um farol (inspiradora musa...)

 

 

 


Mulher ao Sol.png


Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!

Também brilha na noite
Com sua roupa platinada
E, na madrugada
Brilha intensamente!

Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!


Como um raio de luz
Você me seduz
E eu me encanto
Com seu sonho santo!

Como a luz de um farol
Você brilha
No domingo de sol
Você brilha!

E o seu brilho dourado
Que na noite é prateado
Torna você minha musa
Inspiradora musa!

Euclides Riquetti

Não menospreze sua capacidade de amar

 


 



Não menospreze sua capacidade de amar

Nem a de fazer o seu coração sentir

Não se culpe por tanto resistir

Muito menos a de desejar!


Não se deixe intimidar pelas circunstâncias

Nem se acanhe diante de certas situações

Não limite ou reprima suas paixões

Libere os instintos com elegância!


Cuide de se redescobrir, de se reencontrar

Talvez que o tempo a tenha refreado 

Mas que ele possa ser um aliado

Um fator positivo a lhe ajudar! 


Euclides Riquetti

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O voo da garça

 


 


 


O voo da garça


A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.

E, no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.

Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa e pousa a garça.

E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhinho, o passante
E voa de novo a garça.

Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.

E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!



          (A garça povoa os meus sonhos,
orienta minha vida.
          A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
          É minha emoção transmitida no papel...
Euclides Riquetti)

Lembranças do Mater Dolorum - reedição

 



 


Capinzal - década de 1950 - Observe-se o casarão atrás da Igreja de São Paulo Apóstolo, na parte frontal: era nosso Mater Dolorum.

          O Mater Dolorum completou 65 anos (em 2014, agora está com 71). Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.


Aos fundos da Igreja Matriz, o majestoso Mater Dolorum - Capinzal - SC
          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

Para repousar nos deixarão um ninho

 






Anciãos, todos seremos, sim, um dia

Porque nosso tempo, sutilmente passa

Pois, se fizer sol, ou se  noite se faça

Continuamos vivendo com ousadia.


Vamos ser uns velhinhos engraçados

Andar, ignorados, segurando bengala

Nossa casa será uma pequena senzala

E nossos modos serão controlados!


No mercado, aquela fila prioritária

No ônibus, nossos assentos marcados

Na praia, sob guarda-sol guardados

Relembrando a juventude imaginária.


Rápidos correm os ponteiros das horas

Lentos são os passos que nós damos

Distantes os  sonhos que já sonhamos

Criaram asas, voaram, foram embora!


Esperanças sempre haveremos de ter

Ouviremos as mais saudosas canções

Que fizeram balançar nossos corações

Que nos fizeram fortes para viver.


Assim vamos seguir nossos caminhos

E andando pelas curvas das estradas 

Boas amizades serão rememoradas

Para repousar nos deixarão um ninho!


Euclides Riquetti (Celito)

domingo, 21 de junho de 2026

Quero ser o poema perfumado

 



Quero ser o poema perfumado que você devora
A rima preferida que me abandonou
O soneto alexandrino que se foi embora
A alça da blusinha que a gente rasgou...

Quero ser o poema inspirado que você deseja
Ou a canção romântica que você cantava
Que escrevo e apago antes que você o veja
Ou as toalhas enroladas que você guardava...

Quero ser o sonho doce  que nós dividimos
A ousadia vivida, o perigo iminente
Não quero acreditar que nós  desistimos
Que lutamos muito, mas não o suficiente.

Quero ser o futuro que sorri muito contente
Que ri do passado sem lógica ou explicação
Quero ser o reencontro que volta neste presente
Que me embala no sonho das notas de sua canção.

Euclides Riquetti