quarta-feira, 22 de abril de 2026

O meu anjo bateu asas

 




O meu anjo bateu asas

Foi voar em outro céu

Lá é bem perto da praia

Lá tem nuvens cor de véu.


O meu anjo foi embora

Queria um lugar bacana

 Agora minha alma chora

E meu coração reclama.


O meu anjo anjo ia buscar

Um lugar de calmaria

Onde houvesse muita paz

Sol e mar em todo o dia.


Deixou atrás as amizades

O jardins com suas flores

Agora sente saudades

Dos perfumes e sabores.


Dou-te então este poema

Pra que o leias devagar

Pra que todos os dilemas

Se percam nas águas do mar.


Euclides Riquetti

22-04-2026










Quero ver você sorrindo

 


 


 


Quero ver você sempre sorrindo
Feliz, alegre, contente
O seu sorriso é tão lindo
Que não pode se apagar num repente...

Quero ver você cantando
Apenas canções de bom gosto
Ouvirei você e sonhando
Esperarei que venha agosto...

Quero ver seus olhos brilharem
Irradiando felicidade
E quando as luzes se apagarem
Dormirei sentindo saudade...

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

www.blogddoriquetti.blogspot.com 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Se olhares para o céu

 


 


 



 
 
 
 

 
 
 
 
Se olhares para o céu e enxergares estrelas
Mesmo que poucas delas, difícil de vê-las
Se as estrelas do céu estiverem escondidas
Na noite escura, na noite sofrida
É melhor não estares lá...

Se olhares para o mar e as águas estiverem turbulentas
Mesmo que sem vento, nas manhãs cinzentas
Se as águas do mar não estiverem em calmaria
E teu coração sentir uma indizível nostalgia
É melhor não estares lá...

Se olhares para o vale e não avistares florestas
Mesmo que que ouças pássaros fazendo festa
Se não houver um rio, houver apenas deserto
Volta para trás, este não é o lugar certo
É melhor não ires para lá...

Mas se olhares para qualquer campo florido
De todos os matizes colorido
Um campo verde, com flores amarelas e discretas
E avistares nele um poeta...
Serei eu que estarei lá...

A te esperar!

Euclides Riquetti

Me deu vontade de dizer " te amo"!

 





Me deu vontade de dizer "te amo!"
Não sei se isso é saudosismo
Se é um mero proselitismo
Ou se é coisa de início de ano.

Me deu vontade de dizer isso, agorinha
E de transformar tudo em poesia
Algo sem dramas, sem melancolia
Mas que sai da alma minha!

Me deu vontade e por isso eu fiz
Fiz pra ti este soneto de amor
Amor de amar e de ser feliz!

Então, abraça meus versos com jeitinho
E escreve-os numa pétala de flor
E guarda-a com todo o teu carinho!

Euclides Riquetti

Me deu vontade de dizer "te amo!"

 




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Me deu vontade de dizer "te amo!"
Não sei se isso é saudosismo
Se é um mero proselitismo
Ou se é coisa de início de ano.

Me deu vontade de dizer isso, agorinha
E de transformar tudo em poesia
Algo sem dramas, sem melancolia
Mas que sai da alma minha!

Me deu vontade e por isso eu fiz
Fiz pra ti este soneto de amor
Amor de amar e de ser feliz!

Então, abraça meus versos com jeitinho
E escreve-os numa pétala de flor
E guarda-a com todo o teu carinho!

Euclides Riquetti

É nossa toda a imensidão

 





 

É nossa toda essa imensidão
É nosso o vento que acaricia minha pele
É nossa toda essa imensidão
É nosso o luar que prateia a madrugada
É nossa toda essa imensidão
É nosso o poema que a alma concebe
É nossa toda essa imensidão
É nosso o canto, sinfonia da passarada.

É nosso o infinito do céu matizado
E também são as cores do arco-íris
É nosso o desenho da planta, articulado
E também o sorriso dos rostos felizes.

É nosso esse mundo de verde, de azul, de infinito
É nosso o frescor no dia que amanhece
É nosso esse vale encantado, bonito
É nosso o sonho que a alma aquece...

São nossos a alma, o sonho, o sorriso
É meu, muito meu, o prazer de estar contigo!
 
Euclides Riquetti

O menino- aranha - na beira do mar

 


 


                                           Foto do autor, com autorização do pai.


O menino aranha

Brinca de brincar

Na beira do mar.


Areia e água salgada

Na tarde ensolarada

Hora de se banhar. 


A mão protetora

Suave e redentora

A acompanhar


Proteção paterna

E a condução Divina

A abençoar!


Menino-aranha

Que o pai acompanha

Na areia do mar!


Euclides Riquetti

19-03-2022

Brilhou, de novo, o sol...

 


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Brilhou, de novo, o sol que se ofuscara
Que se escondera ao final da Primavera
O sol fugidio  que  tanto me preocupara
Que me torturou pela angustiante espera.

Seu brilho pôs-me alegria no meu coração
Deu entusiasmo a este ser que se abalara
Reconduziu-o ao caminho da inspiração
Ao verso romântico que já se ausentara.

Brilhou o sol, brilharam a estrela e o luar
Fizeram com que voltasse toda a alegria
Depois que a busquei  para me confortar.

Então, os últimos dias do ano se salvaram
E vi dissipar-se a dúvida que me afligia 
E voltaram-me os sonhos que me faltaram.

Euclides Riquetti

Olhar discreto

 


 


 




Olhas-me com teu olhar discreto

Desconfiado

Pareces querer me vigiar

De meus pecados...

Disfarças-te, finges não me olhar

E vais virando-te

Para o outro lado.


Meus atos são transparentes

Meus pensamentos ocultos

Meu corpo aqui presente

Sob os olhares de teu vulto

Que me amedronta

E me afronta

Porque atrás de ti

Desse teu jeito de modesto

Há algo muito secreto

A querer me dizer:

Cuidado, fique bem esperto!


E eu, aqui acordado e desperto

Componho-te este poema improvisado

Até medianamente rimado

Em rede macia deitado!


Euclides Riquetti

O toque de suas mãos...

 


 


 



O toque de suas mãos carinhosas
O beijo nos seus lábios vermelhos
O seu corpo refletido no espelho
O doce  sabor de nossos desejos
As minhas intenções pecaminosas.

O silêncio que vem depois
A quietude que toma lugar
O pensamento a duvidar
A água a se derramar
A inundar o caminho de nós dois.

O toque de minhas mãos em seus ombros morenos
A chama do amor que arde incessantemente
O meu olhar no seu olhar de veneno
A chama do amor que arde vorazmente
A rejeição da dor que mata lentamente...

Ah, lentas noites dos enamorados!
Do toque de nossas mãos, sensual
Do nosso envolvimento frágil mas  real
(Porque a vida não é banal...)
A vida é dos corações apaixonados!

Euclides Riquetti

Anda, na chuva!

 



 



Anda, na chuva
Caminha, na curva
Anda, no dia desensolarado
Cinzento, nublado
Mas anda na chuva!

Deixa que a água fresca acantarada
Molhe tua alma esbranquiçada.
Deixa que teu  pensamento navegue,  solto
Sobre um mar confuso e revolto
Mas anda na chuva!

Anda, na chuva da tarde, da noite, da madrugada
Caminha na manhã, esperançada.
Abre tua alma (alva) jazida em incertezas
Pensa em mim, pensa com leveza.
Pensa em mim, na curva, na chuva.

Mas pensa em mim!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Primeiros dias de outono

 




Foto: Jardim Botânico de Faxinal do Céu - PR


O outono nos trouxe suas primeiras manhãs
Acanhadas, tímidas, ventosas
Levemente chuvosas
Mas também manhãs.

E nos trouxe as tardes amenas
As nuvens claras e cautelosas
Quietinhas , dengosas...
Apenas nuvens, nuvens apenas...

O outono nos traz lembranças
Das pessoinhas  agasalhadas
Luvas nas mãos, jaquetinhas bordadas:
Adoráveis e belas crianças.

O outono nos leva ao passado
Aos momentos mais sentidos
Aos abraços mais comovidos
Recebidos e dados: lembrados!

Ah, outono, quantas e quantas saudades...

Euclides Riquetti

Me dê um motivo decente

 


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Me dê um motivo decente
Apenas um, qualquer que seja
Mas algo que me convença
Que não me quer, nem me deseja...

Me dê um motivo plausível
Uma prova incontestável
Para algo tão impossível
Que não seja refutável...

Me dê um motivo sério
Algo que possa ser aceito
Não quero nenhum mistério
Talvez seja meu defeito...

Então, apenas me dê um motivo
Um argumento bem forte
Talvez seja algo proibido
Ou apenas falta de sorte...

Apenas um..
Apenas isso...
Não é nada demais!

Euclides Riquett

O luar da madrugada

 




Quando o luar da longa madrugada
Cobrir de prata toda esta  imensidão
Se eu estiver percorrendo uma estrada
Mesmo que sem rumo ou direção
Meu inefável pensamento e minha alma
Buscarão em ti o prazer da perdição.

Buscarei  encontrar caminhos que conduzem
Para além de onde se possa imaginar
Buscarei encontrar corpos que seduzem
Talvez jazendo na beira do mar...

Quando os primeiros raios de sol fulgurarem
E adentrarem pelas portas e pelas janelas
Banhando os seres nas ruas a desfilarem
Energizando as florinhas brancas e  amarelas
Será hora de nossos pensamentos se buscarem
E andarem de mãos dadas nas íngremes ruelas.

Buscarei encontrar-te onde quer que estejas
Não me importa a distância nem o tempo
Buscarei encontrar teus doces lábios de cerejas
E sentir teu perfume que me traz o vento!

Euclides Riquetti

Tu és meu melhor poema

 


 



Preciso e quero te asseverar

Que tu és meu melhor poema

Tão certo como um teorema

Uma fração inteira a partilhar

Em sílabas ou em morfemas. 


Para eu poder te conquistar 

Poemas em sonetos versados

Sejam concretos ou abstratos

Escritos ali bem perto do mar

Escritos e no blog publicados.


Poemas em versos reveladores

Subtraídos de minha mente sana

Da minha exacerbação mundana 

De minha timidez e dos pudores

E até de minha alma profana. 


Mas o melhor dos meus frutos

O  poema mais simples e casual

Aquele ousado,  de atração fatal

É aquele que em ti eu busco

A minha inspiração natural!


Euclides Riquetti