quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

O dia em que eu conheci "A Peste" de Albert Camus

 

 


     
Albert Camus

Ou, um breve ensaio sobre os dias atuais...

      Há exatos 36 anos completados neste dia 22, ou seja, em 22 de julho de 1984, no dia mais frio daquele ano, tive um grave acidente jogando futebol, no Estádio da baixada Rubra, em Ouro, pelo Arabutã FC. Uma fratura grave na Tíbia e duas no Perônio!  O fato resultou em minha crônica "O dia em que minha vida virou ao avesso", que tenho no blog e num de meus livros.
   
       Nos primeiros dias subsequentes, o amigo professor e então Diretor da Escola de Educação Básica Belisário Penna, José Mauro Lehmkhul, foi visitar-me em minha casa, lá no Ouro. Levou-me dois livro do escritor Albert Camus, "O estrangeiro" e "A Peste". Devorei-os, assim como outros e ainda a revista de circulação semanal "Isto É" e o jornal "A Notícia", de Joinville. Canais de TV disponíveis, na época, eram a TV Piratini, da Rede Tupi, de Porto Alegre; e a TV Coligadas, afiliada à Globo, de Blumenau. (Noventa dias de gesso, muita dor, inclusiva com injeções de morfina. Fui atendido no hoje HUST. Dr. Tanaka foi o médico que me atendeu, fez o trabalho como tinha que fazer. Em casa, quando o efeito da anestesia passou, senti dores horríveis).

       O Argelino Albert Camus nasceu em 07 de novembro de 1913, na Argélia, e faleceu aos 46 anos, em 04 de janeiro de 1960, na França. Trabalhou como tanoeiro, mas, mesmo de família pobre, cursou o Ensino Médio, a Faculdade, e concluiu Mestrado e Doutorado. Foi goleiro de futebol da seleção universitária da França, é renomado escritor, e ganhou o Prêmio Nobel da Literatura em 1957. Sugiro a você, caro leitor, que procure ler sobre a vida desse fenômeno da Literatura Mundial, inclusive sobre suas posições políticas e filosóficas.

      Além dos dois livros já mencionados, foi bem sucedido em "O Mito de Sísifo" e "O Homem Revoltado". Foi autor de diversas obras. Hoje, se você pesquisar no google sobre "Albert Camus - A Peste", vai encontrar 1.820.000 resultados. Em razão da pandemia do novo coronavírus, "A Peste" tem sido buscado constantemente por leitores muito qualificados, que buscam entender o que se passa hoje, assustadoramente, no mundo. No Brasil, a partir da segunda quinzena do mês de março deste ano, Camus passou a ser pesquisado intensamente em razão do que escreveu em 1947.

Veja o que foi escrito por Amanda Liliany, aluna de RelaçõesInternacionais do UniCeub:
 A peste, de Albert Camus, é uma história que se passa em uma cidade pacata, mais conhecida como Orã, em que se mostra como um surto de Peste Negra mudou e influenciou a vida dos habitantes. Como é narrado no inicio, Orã é uma cidade tranquila, cinzenta e muito industrializada, em que os cidadãos viviam para trabalhar e formar suas famílias. Bernardo Rieux, o médico e narrador dessa história, acompanhou o aparecimento de números cada vez maiores de ratos mortos e coincidentemente pessoas doentes por toda a cidade. Com o grande número de baixas de seus pacientes, Rieux, apesar de não querer acreditar, convoca uma reunião com a prefeitura e surpreende a todos dizendo que o que realmente estava acontecendo, em Orã, era uma epidemia de peste bubônica e que se não houvesse o controle da doença em dois meses poderia matar metade da população. A peste chegou de repente e não havia explicações concretas, os personagens principais nem tentam especular, vivem um dia de cada vez, sem procurar significados e fazem o que podem, são pessoas comuns tentando sobreviver ao acontecimento.
A obra de Camus é muito impactante, pois deixa evidente o sofrimento que a população passa desde as mortes até o momento que ocorre a quarentena na cidade. A quarentena foi abordada como uma fase difícil para todos os moradores, pois viviam tristes e indolentes, separados dos entes queridos e também, por terem a convicção de que eram prisioneiros. A cidade foi fechada para o resto do mundo, até mesmo o envio de cartas foi proibido por ser um possível meio de transmissão da doença. A todo o momento, o livro, sugere reflexão e nos faz levantar sérios questionamentos acerca de como nos colocamos diante dos outros, principalmente quando esses estão em situação de risco. Rieux foi uma peça chave, pois ele por um lado abriu mão de sua vida pessoal pois sua mulher estava fora, numa casa de saúde, para se dedicar inteiramente à população daquele local, e os outros médicos que aplicavam-se 24horas por dia para tentar salvar a população dessa peste que estava carregando consigo varias vidas.
A descrição do hospital é chocante, no chão havia um lago desinfetante e no centro um conjunto de tijolos que formava uma ilha, nesta ilha, o doente era examinado por Rieux, despido, lavado e depois locado para outra sala. Os pátios das escolas eram usados como leitos, onde quase quinhentos já estavam ocupados. Até que em certo momento, as pessoas começaram a ficar violentas tentando burlar a segurança nas barreiras para fugir, e Rambert, um jornalista que havia pedido um atestado para sair e se encontrar com sua amada estava entre eles. Com isso, os jornais publicaram novos decretos sobre a proibição ao tentar sair da cidade e guardas a cavalo e patrulhas faziam a ronda no local, matando cães e gatos que poderiam transmitir pulgas contaminadas.
Passado o mês, as coisas tomaram uma proporção maior e Rieux em uma conversa com sua mãe lhe diz que o soro vindo de Paris parecia ter menos eficácia que o primeiro, e que uma nova forma de epidemia havia aparecido, a peste pulmonar. Rieux foi interrompido por Tarrou, que trouxe a notícia de que todos os homens válidos serviriam para ajudar a combater a peste. Separados em grupos, eles fizeram o melhor que podiam para reduzir a doença. O que não significa que o contágio cessou, as mortes chegaram a passar de 700 por dia e os enterros aconteciam o mais rápido possível com o mínimo de riscos para os outros, o que deixavam as famílias tristes e ofendidas, mas no momento em que se vivia em Orã, não existia mais a capacidade de se pensar em como os outros morriam.
Um dos momentos mais impactante da obra, é quando Camus dita que a prefeitura decidiu afastar os parentes dos enterros, pois com a falta de caixões e panos para mortalha, covas foram feitas para que homens e mulheres fossem enterrados sem nenhuma distinção e cobriam-nos de cal e terra, deixando espaço para corpos futuros. Em um trecho diz que a diferença que pode haver entre os homens e os cães, por exemplo: o registro ainda era possível; essa comparação do homem ao animal é algo que choca o leitor, porém é valido por conta do cenário vivido naquela época.
Em dezembro, os casos de melhora começaram a aparecer, dados pela injeção de soro que Castel preparara a peste perdia com rapidez a sua força. A doença partiu assim como tinha chegado, misteriosa e quieta. Após perder seu amigo Tarrou e saber por telegrama que sua esposa também se foi, meses depois os portões foram abertos e organizaram-se festejos para o tão esperado dia do encontro.
Rieux finaliza o livro dizendo que a peste não morre e não desaparece, ela simplesmente dorme e espero com paciência chegar o dia em que acordará os ratos e os mandará morrer numa cidade feliz.
       Amigo leitor, amiga leitora, tire suas conclusões, veja tudo o que vem acontecendo no mundo e no Brasil, faça sua parte, cuide-se, pois só o tempo vai dissipar a nuvem negra que paira sobre nós!
Abraços    -   Euclides Riquetti - 23-07-2020

Meu sorriso foi-se com o vento

 


 



Foi-se embora meu sorriso, foi-se com o vento
Saiu de mim e foi-se de repente
Deixou-me no infortúnio e no lamento
Foi-se, assim, infelizmente!

Não sei onde meu sorriso foi campear
Mas sei que não voltou, desapareceu
Nada mais que me leve a comemorar
Onde será que ele se escondeu?

Foi-se meu sorriso, foi-se pra chorar
Ausente, oculto, sem a maior reação
Talvez buscando novo porto pra ancorar
Buscando um novo porto-coração!

Não sei se é ainda é possível recobrá-lo
O que fazer para que retorne, enfim
Mas bem que eu pretendia recuperá-lo
E tê-lo aqui bem junto a mim!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Amor radical

 


Resultado de imagem para imagem de coração pulsando


Amor radical

Eu queria que tu arrancasses meu coração
E o colocasses dentro do teu.

E eu ficaria sem vida,
Sem sensibilidade,
Sem sentir saudade...

E tu terias para sempre o meu coração.

No céu, eu viraria um anjo alado
Que ficaria sobrevoando-te
Onde quer que estivesses
Para onde quer que fosses...

Assim, eu sempre estaria por perto
Protegendo-te
Guiando-te...

E continuaria a compor meus versos
Que virariam sonetos românticos.

E continuaria a rezar
A  pedir perdão
A declarar ao mundo que tu és meu grande amor.

E, no dia em que precisasses de minha presença
Apenas me acenaria
E eu viria
Com todo aquele amor que tenho em mim
Que guardo em mim.

E nós continuaríamos  felizes
Tu e eu.

Te amo demais!!!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

Na harmonia do universo

 


 



Resultado de imagem para imagens pássaros na noite



Na harmonia do universo

Pássaros azuis prateados vagam na noite enluarada
Seguem o caminho onde passam os cavalos alados
A estrela maior cintila soberana na manta sagrada
Que cobre o sol ausente e o esconde no outro lado.

Cantigas saudosas flutuam em leves ondas sonoras
E em alfa e centauro flertam com o cruzeiro do sul
Navegam, discretas, nas mentes ágeis e prodigiosas
E afagam as almas puras que rondam todo céu azul.

Partículas estáticas se desprendem dos astros soltos
Que se perdem no ar e se espalham pelo céu infinito
E se curvam diante das divindades e ídolos revoltos.

E, na harmonia do universo meus olhos te procuram
Buscam encontrar teu corpo moreno e o rosto bonito
Pois no leste e no oeste os sonhos nascem e perduram!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

Acesse pelo link ou pelo google (Blog do Riquetti Euclides)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Procure a felicidade ... com a força de seu coração


 



Procure a felicidade com a força de seu coração
Busque-a nos lugares mais simples e escondidos
Busque-a nas praias, nas praças e nos caminhos
Busque-a com os meios que lhe oferece a razão...

Procure a felicidade nas horas do seu dia
Desde os primeiros  claros  da manhã
Faça dessa sua busca uma tarefa bem sã
Refute as tristezas e enalteça a  alegria.

Busque, em todos os invernos e  todos os verões
Busque  a sua felicidade que você tanto procura
Viva as mais belas de todas as emoções;

E, ao encontrar as respostas que você tanto quer
Retribua com carinho e com toda a sua doçura
Com seu jeito formoso de menina  e de mulher...

Euclides Riquetti

Preciso encontrar o sonho

 


 


Resultado de imagem para imagem homem sonhando com mulher


Preciso encontrar o sonho que não consegui sonhar
Aquele que desejei, mas não voltou na noite passada
E todos os outros antigos sonhos eu preciso resgatar
Todos os que eu sonhei ao longo de minha estrada.

Todos os sonhos bonitos eu os sonhei intensamente
Criei jardins onde coloquei você, jardins imaginários
Pintei-os com as cores mais lindas, pintei suavemente
Idealizei e coloquei você em todos os meus cenários.

Relembro com muito carinho dos sonhos e da realidade
Revivo cada momento em minha imaginação atiçada
Revivo beijos e abraços,  de tudo tenho muita saudade.

Relembro e quero a sonhar, ter sonhos simplesmente
Revivo porque quero sentir a emoção já vivenciada
Revivo porque quero sonhar, amar você eternamente!

(Bem assim...)

Euclides Riquetti

Houve um dia um sol


Resultado de imagem para imagem mulher com sorriso de sol




Houve um dia um sol que brilhou em você
Mas que, talvez, por alguma razão
Com o tempo apagou-se e foi embora
Um sol que nasceu em seu coração
Isso já faz tanto tempo, é coisa de outrora...

Houve um dia um sol que cativou você
Mas que se traduziu apenas numa mera ilusão
Talvez seus raios não fossem tão fortes
E acabaram deixando-a sem chão
Assim perdida, sem rumo e sem norte...

Acho que foi um sol de inverno com raios tímidos
Ou de verão com os raios agressivos
Só não foi o sol que aqueceu você...

Acho que foi um sol falso, sem firmeza, nem cor
Não foi o da beleza, nem  o da franqueza
Que não lhe deu amor, que não lhe deu amor
Apenas dor, decepção,  muita dor...

Mas poderão vir outros dias de sol e de fulgor
Trazendo alegria, carinho e  afeto
Nas manhas amenas e nas tardes de calor!
O carinho esperado, o afago certo:
O sol que vai merecer você!

Euclides Riquetti

Beijo mentolado

 







Um beijo mentolado
Qualquer beijo que seja
Pode ser adocicado
Com sabor de cereja
O que importa é ser seu
Pra animar o meu eu...

O beijo esperado
Na manhã muito quente
Que seja dado ou roubado
Mas que seja da gente
O que importa é ganhar
Beijar, amar, beijar...

Um beijo prolongado
De amor, de perdição
O beijo desejado
Com muita excitação
Um beijo pra não esquecer
Que me faz sentir, faz viver!

Euclides Riquetti

Em busca do nada...

 


 



O sol causticante e o céu anil azulam o mar

Na manhã quente do início de dezembro

Enquanto fico aqui, absorto, a relembrar 

E, quanto mais eu penso, mais eu relembro.


O verão está prestes a anunciar sua chegada

Virá trazendo os carroceis de Papai Noel

E a paisagem, certamente, vai ser mudada

Pelo verniz das tintas postas pelos pincéis. 


Andam muitas pessoas por todos os lados

Como que fossem procurar  o tempo perdido

Devem haver remédios a serem buscados.


E eu, que também ando em busca do nada

Para reencontrar os melhores tempos vividos

Aqueles que restaram ao longo da estrada!


Euclides Riquetti

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Frias madrugadas

 


 






Frias madrugadas 

Frias madrugadas do inverno gelado
Das geadas brancas
Do sol que se levanta
E vem agigantado...

Frias madrugadas que precedem
O céu azulado
O dia ensolarado
As bênçãos que as mães nos conferem...

Frias madrugadas dos pensamentos
Das cândidas orações
Das singelas recordações
Que nos traz o som do vento...

Frias madrugadas dos aflitos
Que esperam que o dia venha claro
Que esperam pelo nosso amparo
Que esperam por um futuro mais bonito...

Frias madrugadas
Em que permaneço acordado
Esperando pelo dia abençoado
Rezando para que sejas...abençoada!

Enquanto espero que amanhã
Seja, para você, um grande e alegre novo dia!

Euclides Riquetti

Noite de inquietude



 



É noite...
Noite de inquietude
De  escuridão, sem cor
Da perdição e de amor
Cor de negritude.
É noite dos corpos deitados
Nus, quentes, colados!

É noite dos amantes
Das vontades insaciáveis
Noite dos poetas e pensadores
Das almas vulneráveis.

É noite dos corações errantes
Que se despem sem pudores 
Que expõem suas fragilidades
E que buscam a felicidade
Ardentemente...
Incessantemente!

É a noite dos pecados
Que sucede as tardes e precede as  manhãs
Das negras almas vãs
Dos beijos trocados
Do corpo desejado
Noite, apenas mais uma noite
Em que eu me perco infinitamente
Ardorosamente
Em você!

Euclides Riquetti

Amar com paixão

 


 




Busco, não sei onde, a resposta de que eu preciso
Para a pergunta simples, algo me parece faltar
Talvez uma nuvem clara, quem sabe o teu sorriso
Pois sinto-me um notívago, um andante a vagar.

Procuro nas estrelas, talvez nos vastos oceanos
Nas montanhas marrom-cinza, talvez nos verdes vales
Na perdição dos corpos, dos pensamentos mundanos
O remédio para minha dor, a cura para  meus males.

Busco, procuro, mas não encontro nenhuma resposta
Procuro, procuro, mas não tenho um endereço certo
A vida não é apenas um jogo, nem uma simples aposta.

A vida é sentir com os olhos, é ver com o coração
É perceber o calor no inverno, e ver água no deserto
É a entrega da alma e do corpo, é amar com paixão!

Euclides Riquetti

No rastro do teu perfume

 


 





No rastro do teu perfume

Eu me desloquei

E, no iluminar do vagalume

Eu te procurei...


No ritmo de tua canção

Eu me embalei

E, com toda a minha paixão

Eu te busquei...


Era no pretérito imperfeito

Que eu me apaixonava

Mas é no presente perfeito

Que eu tenho, defititivamente

Te amado...como eu já te amava!

Infinitamente...


Euclides Riquetti 

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Derrama teu brilho prateado


 



Derrama, ó lua, teu brilho prateado
Faze  soprarem os ventos da inspiração
Madrinha dos namorados enamorados
Dos poetas e dos cantadores apaixonados
Vem me acalentar  com uma bela canção.

Abençoa-nos em nossos bons momentos
Anima-nos a ver o que os olhos não veem
Protege-nos dos males e dos sofrimentos
Livra-nos dos infortúnios e dos desalentos
Conforta nossa alma e o coração também.

Senhora, dona da noite, abençoada
Traze-me de volta os versos dispersados
Ajuda-me a encarar uma nova jornada
Quero reencontrar minha eterna namorada
Quero beijar teus lábios doces e rosados.

Euclides Riquetti

Um coração num papel de seda

 


 




Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti