quarta-feira, 20 de maio de 2026

Sinto, em ti, o sabor da uva madura

 


 






Sinto, em ti, o sabor da uva madura
Há, em ti, a energia do sol dourado
A força que brota do vinho tinto
A destreza de um animal alado
Um anjo de docilidade e formosura.

Sinto, em ti, o calor das areias do deserto
A calmaria da nuvem embranquecida
O perfume do lençol bem limpo
O aroma da baunilha  amarelecida
E o frescor do intenso vento do inverno.

Vejo, em ti, a agilidade de uma andorinha
A singeleza e a esperteza de uma criança
A beleza e a realeza da princesinha.

Então...
Reúno todos os teus predicativos
Os teus sabores e a tua energia
As qualidades, todas em harmonia
Todos os melhores dos adjetivos
Para te dizer, com toda a alegria
Que me inspiras no meu dia a dia!

Euclides Riquetti

Esperando você passar!


 



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Fico esperando você passar
Seus pés marcando-se na areia
Molhando-se na água do mar
Inspiradora musa qual sereia
E eu, aqui, esperando você voltar...

Fico rezando pra que volte logo
E espalhe pelo vento seu perfume
Você é o jogo que eu mais jogo
Na noite escura é o vagalume
Por você não sei se canto ou choro!

E, na minha breguice mulamba
Vou escrevendo este poema novo
Pra reordenar a minha mente bamba
Pra que eu não me torne um louco
E possa navegar em onda branda.

Penso em você e olho pras galés
Que flutuam segurando os sonhos
Meu coração já não suporta um revés
Nem comportamentos medonhos
Apenas quer você, quer muito, quer!

Euclides Riquetti

Eu queria que o sol brilhasse...

 


 



Eu queria que o sol brilhasse (todos os dias)
Principalmente nas manhãs e tardes de inverno
E que no verão, inclemente e severo
Fosse mais ameno, nos desse alegria
E também  o ânimo por que eu tanto espero.

Eu queria que o sol nos cobrisse com seus raios dourados
Para que pudéssemos andar pelas ruas distribuindo sorrisos
E que todos ficassem contentes por serem escolhidos
A andar pelas calçadas com os braços enlaçados
Nos caminhos traçados neste meu paraíso.

Mas tem sido turbulenta nossa primavera
Turbulenta nas intempéries e nas almas fragilizadas
Tem sido a expectativa simplesmente frustrada
E não a dos dias que há muito se espera
De ver a estação das flores definitivamente chegada.

Ah, eu queria, sim, que o sol brilhasse
E que por aqui ficasse para nos acalentar.
Trazendo de Deus sua energia estelar.
Que viesse, nos aquecesse e nos animasse
Viesse radiante, brilhante,  para nos confortar...

Euclides Riquetti

terça-feira, 19 de maio de 2026

O POETA SONHADOR

 


 


 



Morreu o poeta

Morreu o sonhador
Que foi, um dia, profeta
Que foi semeador.

Morreu o poeta
E levou consigo os seus sonhos
Os seu versos risonhos
As estrofes certas.

Morreu o poeta
Foi poetar em outro lugar
Quem sabe numa janela
Vendo a amada passar.

Morreu o poeta sonhador:
Silenciaram suas palavras, versos e estrofes
Restaram apenas das canções os acordes
Das canções que pensou compor ...


Euclides Riquetti

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Amor do outono bravio

 




Amor do outono bravio

No outono bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinaliza-se a vinda de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

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Champanhe


 


 


Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...

Champanhe

Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Meus muitos medos

 


 

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Meu primeiro medo: Medo de te perder.
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.

Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...

Euclides Riquetti

Sobre um Pioneiro do Oeste Catarinense - Cenários de Ouro-Capinzal-Joaçaba-Irani-itá...

 









Joaçaba - 1942


          Já me referi ao cidadão José Waldomiro Silva, que nasceu no interior de Campos Novos, em 21 de junho de 1902, na fazenda do avô paterno, Jordão Francisco da Silva. Silva é um exemplo de pessoa simples, que deu a volta por cima, que podemos considerar um vencedor, com méritos. Um menino de fibra, que tornou-se um homem de fibra, um líder incontestável. Exerceu, em sua vida,  mais de uma dezena de ocupações. O menino que, aos 12 anos,  ajudava a defender o povoado de Rio Capinzal empunhando uma Winchester 44, mesmo pobre, conseguiu, pela sua maneira simples a carismática de ser, eleger-se duas vezes prefeito de Joaçaba e duas vezes Deputado Estadual. Mas sua biografia vale mais pela maneira como conduziu sua vida simples mas de sucesso do que pela carreira política.


          Aos sete anos mudou-se para as proximidades do Rio Pelotas, poróximo da hoje Zortea e em 1910 a família foi para Rio Uruguai, ali próximo de Marcelino Ramos. Acompanhou a chegada da linha férrea, sendo que seu pai vendia carne para os trabalhadores da mesma. Ficaram pobres depois que revolucionários que vinham do Rio Grande do Sul passaram pela propriedade da família e saquearam seus bens.  Viu a construção da ponte sobre o Rio Uruguai, ligando Santa catarina ao Rio Grande, em Marcelino Ramos.

          Em seu livro, "O Oeste Catyarinense - Memórias de um Pioneiro", ele conta toda a história de sua vida, com riqueza de detalhes sobre a construção da estrada-de-ferro, a enchente de 1911, o assalto ao trem pagador pelo grupo liderado por Zeca Vacariano e Manoel Francisco Vieira. Em 1912 foi  morar em São João do Triunfo (Paraná), voltando, em 1914, aos 12 anos, para Rio Capinzal.

          Sobre essa época,  faz uma minunciosa descrição do centro de Capinzal e dos acontecimentos de então,  sobre os conflitos entre os revoltosos do Contestado e os homens da madeireira Lumber. Conta sobre o acampamento de 500 soldados de uma Força Federal que ficaram acampados nas proximidades da estação Férrea de Rio Capinzal, para guarnecê-la,  na época. Interessante é saber que, naquele tempo,  a área situada à  margem esquerda do Rio do Peixe, chamada Rio Capinzal era ligada por uma balsa de Afonsinho da Silva à do lado direito, o então Distrito de Abelardo Luz, onde havia somente a rua central povoada, e hoje se localiza a cidade de Ouro, que pertencia ao Paraná, enquanto que a outra, Rio Capinzal,  pertencia a Santa Catarina.

           Vale muito a pena conhecer as descrições e narrações de José Waldomiro Silva, pois foi uma testemunha presencial dos conflitos em nossa região contestada.

          Das descrições em seu livro, citarei uma que julgo importante para todo o capinzalense conhecer, às páginas 21 e 22:   "O nome de Rio Capinzal se originou do seguinte fato: Segundo voz corrente na época, o fazendeiro-proprietário das terras de Capinzalo, de nome Antônio Lopes, cuja fazenda de campos e matos fazia fundos com o Rio do peixe na barra do rio que levou o nome de Capinzal. Para fazer pastagens e invernar suas criações, fez grande desmatação à  margem do Rio do peixe, da barra do lajeado ali existente, acima e, depois da queima, semeou capim melado ou capim gordura, cuja semente trouxe de São Paulo, para onde viajava seguidamente com tropas de muares que vendia em Itapetininga, tendo assim formado uma grande pastagem (capinzal)"

          Em 1917, quando da criação e instalação de Cruzeiro, no povoado de Limeira (hoje Joaçaba), eles foram morar ali, onde exerceu diversos ofícios, inclusive o de balseiro. Em 1921, morou em Rio do Peixe (Piratuba), depois em Irani, e voltando para Limeira 9Joaçaba), ao final de 1924 para exercer a função de Escrivão de Paz. No ano seguinte, foi para Itá como cartorário, voltando a Limeira em 1927.

         Em suas memórias, José Waldomiro Silva fala da Revolução de 1930, da Construção da Ponte Emílio Baungharten, entre Joaçaba e Herval, sobre a passagens dos comboios de trem, sobre a fundação do Clube 10 de maio, de Joaçaba, sobre a morte do pioneiro de Treze Tílias Andreas Thaler, sobre a fundação do Município de Concórdia, o Tiro de Guerra, a enchente de 1951, e outros fatos marcantes.

          Em 1947, já aposentado, foi morar em Ponta Grossa, mas foi convidado a voltar a Joaçaba para concorrer a Prefeito, tendo sido derrotado por oscar Rodrigues da Nova. Fez sua campanha montado em lombo de cavas emprestados pelos seus correligionários, visitando as fazendas de Herciliópolis e Irani.

            Novamente candidato, foi eleito Prefeito de Joaçaba, assumindo em 31 de janeiro de 1951, ficando até 1954, ano em que se elegeu Deputado estadual, sendo o mais votado do Estado, reelegendo-se em 1958. E, em 1960, elegeu-se novamente Prefeito de Joaçaba, vencendo ao jovem Paulo Stuart Wright por uma diferença de apenas 9 votos. Ao final da década de 1960 foi morar em Florianópolis e em 1987 lançou o seu livro de memórias.

           José Waldomiro Silva foi propriamente um cigano. Nas cidades onde morou frequentou escolas do antigo primário, mas sua evolução na escrita veio em razão de tê-la praticado muito na atividades cartoriais. Seu livro de memórias nos traz muitas informações valiosas, incluisive citando os nomes dos primeiros moradores dos povoados onde residiu. Vale a pena ler!






Joaçaba - foto atual - aos fundos, Herval d ´Oeste


Euclides Riquetti
14-09-2013

É tão importante a vida!

 




É tão importante a  vida: viva!

Cuide de cada pequeno detalhe

Veja que ela muito, muito vale

Então precisa ser bem vivida!


Algumas coisas não importam

Outras têm grande significação

Preserve, assim, o seu coração

Só mentes boas nos confortam.


Compor poemas, sorrir, sonetar

Escrever palavras não belicosas

Alinhar estrofes tão fabulosas

Que lhe possam fazer sonhar!


Acarinhar os tecidos da alma

É uma tarefa sutil e deliciosa 

Poetar a madrugada silenciosa

Tornará a manhã mais calma.


Não preciso nem de inspiração

Basta que faça a mente pensar

A poesia é arte que faz navegar

Amar o amor com toda a paixão!


Euclides Riquetti

Amanhecer de 18-05-2026


Sim, é! Por isso escrevo, 

componho e divido minhas

emoções com você.

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Sim, pra você!

 


 



Sim, pra você!


Termina mais um dia ensolarado

Daqui a pouco vem um new one

Quererei ver o sorriso de someone

E, preferencialmente, acariciado.


Procuro novos temas para compor

Sob um velho telhado de amianto

Queria era ser apena um romântico 

Um poema leve, um naco de isopor.


E, se não encontro as palavras certas

Ao menos tento me fazer entender

Escrevendo um poema fácil pra você

Abrir meu coração em multivértices!


(Sim, pra você!)


Euclides Riquetti

Ecoam cânticos angelicais

 


 










Ecoam nos céus os cânticos angelicais
Secundados pelas clarinetas dos serafins
Ecoam nos céus os cantos universais
E perdem-se nas imensidões e nos confins.

Festejam os anjos as glórias triunfais
As vitórias do bem sobre o vil e o mal
Festejam os anjos com perfumes e florais
A vida eterna no paraíso celestial.

E, quando as carruagens flutuam ao vento
Levadas pelo trotear dos cavalos brancos
As gaivotas brancas  plainam no firmamento.

Vai, meu coração, pelas celestiais savanas
Vai para te encontrar, vai juntar-se a tantos
Parceirar-se  aos anjos em suas caravanas...

Euclides Riquetti

Viciei-me em você

 


 


 




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Viciei-me em você

Viciei-me em você
Deliciosamente
Freneticamente
Viciadamente!

Viciei-me em você
Com toda a energia
Com a sua alegria
Com sua maestria!

Viciei-me em você
Não devia ser assim
Deveria gostar de mim
Gostar, amar,  enfim!

Viciei-me em você
Viciei-me errado
O vicio do pecado
Desalmado!

Deliciosamente
Freneticamente
Viciadamente!

Euclides Riquetti

domingo, 17 de maio de 2026

Palavras certas

 


 



Palavras certas podem ser apenas palavras
Se estaticamente colocadas, linearmente dispostas
Mas, quando escritas ou faladas
Na conformidade em que são pronunciadas
Ferem, matam, pelo peito, pelas costas...

Palavras podem ser amargas como o fel
Por-nos em caminhos tortos, sem dar-nos um norte
Mas também doces, assim como o mel
Ter tons de azul, de rosa ou pastel
Ou terem a cor negra da temível morte.

Palavras jogadas ao vento
Perdem-se no firmamento
E não voltam mais.
Mas palavras certas, com destino certo
Não importa onde, não importa quais
Se o teu coração estiver por perto
Tu não as esquecerás jamais!

Euclides Riquetti

Pinte a sua casa

 


 



Pinte a sua casa

Com sua cor preferida

Dê-lhe jeito de vida

Nada que seja cinzento

Nem da cor do vento...


Pinte a sua casa

Coloque flores no jardim

Vai pensando em mim

Neste outono tão frio

Pré-inverno tão bravio.


Pinte a sua casa

Antes da nova primavera

Quando a praia nos espera

Para o nado no mar

Para a pele bronzear. 


Pinte sua casa

Deixe-a bonita e juvenil

Mande-me um poema sutil

Eu mando um soneto que diz

Venha me fazer feliz!


Euclides Riquetti

Me deu vontade de dizer "te amo!"

 


Me deu vontade de dizer "te amo!"
Não sei se isso é saudosismo
Se é um mero proselitismo
Ou se é coisa de início de ano.

Me deu vontade de dizer isso, agorinha
E de transformar tudo em poesia
Algo sem dramas, sem melancolia
Mas que sai da alma minha!

Me deu vontade e por isso eu fiz
Fiz pra ti este soneto de amor
Amor de amar e de ser feliz!

Então, abraça meus versos com jeitinho
E escreve-os numa pétala de flor
E guarda-a com todo o teu carinho!

Euclides Riquetti

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