quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Sob o céu anilado

 


 


 






Repouse:

Deite-se, tranquilamente, sob o céu anilado

Doure seu corpo em canela e bronze

Coloque no rosto seu sorriso encantado

E no corpo, a energia que vem do sol dourado e...

Se tiver que ousar, então... simplesmente ouse!


Ouse desafiar todas as convenções

Use seus dotes e toda a sua inteligência

A vida é feita de sentimentos e emoções

Não haverá vida se não houver chuva nos sertões

E até as sementes ficarão em eterna dormência...


Recrie-se

Saia de sua radical linha de conforto

Projete-se para a vida na atenção aos ideais

Não esmoreça nunca ,jamais

Procure ancorar-se em seguro e vasto porto

Mas não deixe de cuidar da mente e de seu corpo!


Repouse sempre quando necessário for

Sonhe com  pétalas de rosas e com humildes passantes

Pinte paisagens de pastos verdes e montes claros

Castanhos pedregados ou brancos nevados

Busque a alegria e refute qualquer forma de dor.


Reinvente-se, vá à luta, lute e vença

Erga seu braço comemorando cada vitória

Porque, homens e mulheres talentosos

Seres humanos destemidos e corajosos

Defendem com ardor seus propósitos e suas crenças!


Euclides Riquetti

Tributo a um Campeão - Homenagem ao professor Nelson Sicuro e outros...Geraldo Feltrin, Francisco Filipak, Abílio Heis, Francisco Boni, todos de saudosa memória!

 


 



          Não, não me refiro ao Aírton Senna, nem ao Guga Kurten, embora tenha sido  fã deles, nas memoráveis conquistas, nas pistas de Fórmula 1 e na Quadra de Roland Garros. O Rei de Mônaco foi num fatídico domingo de maio. O Rei do Saibro está ali, em Floripa, esperando o dia da chegada de um filho. Cada um Rei em seu Reino. Reinado construído sobre as bases da dedicação, do esforço, dos treinos.

          Minha personagem, como ele mesmo me ensinou, chama-se Nelson. Mas há tantos Nelsons por aí: O lendário Nelson Rodrigues, das crônicas; o Nelson Mandela, ficura carismática e legendária na África. O Nelson Piquet, trouxe-nos importantes títulos no Automobilismo, mesmo com seu sorriso-limão. O Nelson do Cavaquino, o "Nerso da Tapitinga",  e outros  "nelsons e nersons", que nos fizeram rir ou chorar.

          Falo do Nelson Sicuro, que no verdor de minha juventude foi meu professor, meu mestre na Faculdade, a FAFI, lá em União da Vitória. O professor Nelson Sicuro, marido da Neli, também professora universitária, ambos idealistas, carismáticos, bonachões. São daquelas almas que se encontram, se amam, se respeitam, e se propõem a superar todos os obstáculos que surgem em sua caminhada. Mencionei seu nome neste blog, no dia 06 de janeiro, Dia de reis, Dia da Gratidão. E eu nem sabia que ele partira em 28 de novembro último, dia do aniversário de meu filho, Fabrício, dia de aniversário do Ivan Casagrande, a quem telefonamos para parabenizar, pois que este sempre me ligava, parabenizando-me, em meus aniversários. A mim a aos nossos amigos. Obrigado,  Bianco...

          Nos últimos dias, resolvi buscar alguns de meus poemas 'perdidos". Liguei para a antiga FAFI, onde, solicitamente, a Rosane Torres enviou-me, escaneados, os meus primeiros poemas publicados, com ilustrações, em 1976, no livro Prismas, volume IV, da Coleção Vale do Iguaçu, organizado, articulado e publicado pelo Professor Nelson Sicuro. Não se pode dizer apenas "Professor Nelson", ou apenas "Professor Sicuro", tem que ser "Nelson Sicuro", nomes que se combinam, que combinam com a Literatura, a Gramática da Língua Portuguesa, a Fonética, a flauta, o francês, o latim, o inglês, o desenho... Nelson Sicuro foi juntar-se à amada Neli, que fora antes, em 25 de janeiro de 2010, exatos dois anos hoje, lá em cima....

          Há alguns anos convidei-o a vir palestrar-nos no Sílvio Santos, ali em Ouro. Veio ele e a Neli. Não quiseram cobrar nada, apenas amizade... O professor que  vem para atender um pedido de um ex-aluno, de quase duas décadas antes, para falar da língua portuguesa, mesmo depois de ter sofrido um derrame, do qual vinha se recuperando. Mas, mesmo assim, veio e deu o seu recado.

          Não posso deixar de dizer o quanto foi importante para mim e meus colegas: ao final do curso de Letras, costumava convidar os acadêmicos a entregar-lhe uns poemas para editar um livro... Certamente, mais de 200 ex-acadêmicos iniciaram-se nas letras por suas mãos. E eu, orgulhosamente, desde o dia em que selecionou "Uma Oração para Você" e "Tu", para fazerem parte do livro "Prismas  - volume IV",  senti que eu poderia, sim, tornar-me escritor. E, com hiatos temporários, continuo a escrever até hoje. Aprendi com ele a importância de "sentir" a poesia, a escrever sonetos, compor versos livres e brancos, alexandrinos, redondilhas maiores e menores. Que,  lá no céu,  junte-se ao Boni, o Geraldo Feltrin, o Abílio Heis,  e ao Filipak, que também está por lá... Que ele, com sua Neli, enturme-se com anjos e arcanjos! O mundo das artes literárias ficou menor sem o querido Nelson Sicuro, meu verdadeiro campeão. Minha sincera homenagem com o último verso de um poema que lhe entreguei, em 1975: "Ouço anjos cantando uma canção de acalanto"

Euclides Riquetti - Um seu criado!...
         
25-01-2012

Alimentar a alma

 



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Alimentar os pássaros eufóricos
Nas madrugadas melancólicas
Com seu canto de alento...

Alimentar as crianças indefesas
Colocar comida na mesa
Prover-lhes o sustento...

Mas, sobretudo, alimentar a alma
Com a meditação que acalma
Que ameniza o sofrimento...

E dar amor desmedido
A quem tenha sempre mantido
E preservado o sentimento...

Dar à vida o valor mais sagrado
Tê-la com todo o cuidado
Viver cada momento...

Enfim, amar quem nos  ama
Quem  mantém acesa a chama
Quem vive em nosso pensamento!

Euclides Riquetti

Crianças que se perdem em praias - aconteceu em Canasvieiras num sábado - memórias

 


 







     As praias catarinenses estiveram apinhadas de turistas na temporada 2023/2024. A de Canasvieiras, a qual frequento algumas vezes por ano, recebeu muitos deles, brasileiros e estrangeiros,  em dezembro e janeiro. Agora, está invadida por argentinos. Na Semana Santa, chegam os uruguaios. Já estou bem habituado aos costumes deles, sua língua e sua maneira de ser. 

      Entre 11 e 12 horas desde sábado de céu nublado e clima mornamente abafado, duas ocorrências me envolveram emocionalmente: Duas belas meninas, Josefina, de origem argentina, e Laís, filha dos brasileiros Djalma e Bethânia, afastaram-se de seus pais e extraviaram-se em meio à multidão. Bateu o desespero em todos os que estavam nas imediações. Alguém começou batendo palmas, que é o sinal para que todos saibam que alguém se perdeu. Eu estava em meu lugar costumeiro, defronte ao barracão-sede da Associação dos Pescadores de Canasvieiras quando um senhor passou avisando que uma menina se encontrava perdida e que todos deveriam ajudar a encontrá-la. Imediatamente, saí andando no sentido sul da praia, em direção a um Posto de Salva-Vidas. 

       Eu gritava que uma menina de três anos e pouco, vestida em cor-de-rosa e com cabelos claros estava perdida, e ia batendo palmas. Em cada grupo que eu passava, eu dizia, em voz muito alta: "Menina de três anos, vestida de rosa, está perdida"! Passei por mais de 10 grupos de pessoas que se assetavam nas cadeiras sob os guarda-sóis. O outro, ia pela beira da água fazendo a mesma coisa. E os seguidores se multiplicavam, todos chamando por Josefina, a menina vestida de rosa... Em poucos minutos, alguém gritou: "Foi achada"!. E, num átimo, dirigi-me para aquela multidão, uns 20 metros do posto de observação dos bombeiros, onde estão os salva-vidas. 

       A bela menina, de olhos claros e cabelos longos, já estava amparada pela mãe, que a enxugava com uma toalha. Conversei com a mãe e pessoas que estavam com ela. Eu chorava... Primeiro, num misto de preocupação e instinto de pai e avô que há em mim!

Menos de 3 minutos depois, uma nova gritaria e palmas batidas soando no caminho que eu já havia percorrido. Fui ao posto vermelho e amarelo e falei que uma menina se perdera. Disseram-me que ela já havia sido encontrada e eu falei que não. Uma feminina me dizia que uma pessoa da família é que tinha que comunicar a eles. Um masculino falava comigo em espanhol. Então comecei a responder a ele em Inglês. Havia muito barulho e não nos entendíamos. Em um minuto chegou a mãe da segunda criança que precisava ser encontrada. Ela viu que eu era um dos hóspedes da  Pousada Jéssi,  da ACP, e me mostrou a pulseirinha de identificação. Voltei correndo para o lugar de onde eu vim, gritando e pedindo para que todos batessem palmas. Eu gritava: "Menina Laís, quatro anos, vestindo rosa e cabelo enrolado, está desaparecida. Precisamos ajudar a encontrar. E eu não conseguia me conter, chorava... Brasileiros e argentinos, todos quantos tomavam conhecimento da situação, batiam palmas e procuravam. 

      Eu imaginei que ela pudesse ter voltado para a pousada e saí em disparada para lá. Mas lá ela não estava. Um minuto após retornar à praia, alguém gritou: "Encontraram a menina"! 

       Corri em direção da população que se aglomerara e lá estava o pai, Djalma, feliz e sorridente, com a menina postada em seu pescoço, na situação que costumamos chamar de "cavalinho". A mãe logo atrás, a avó, todos felizes...

       Após isso, fui ao posto de salva-vidas para entregar meu cartão pessoal ao Rodrigo, um dos integrantes, que é de Buenos Aires mas trabalha no salvamento. Pedi a gentileza de que me passasse algumas informações, mesmo que não oficiais, e aqui vai: Na alta temporada, extraviam-se em média seis crianças por dia, umas três pela manhã e outras tantas pela tarde. Cinco pessoas idosas, já com alguma dificuldade de se relocalizarem, perderam-se na temporada aqui em Canasvieiras. Houve um afogamento, na Cachoeira do Bom Jesus, mas que foi causado um um mal súbito enquanto o cidadão mergulhava no mar. Ana Júlia, uma jovem salva-vidas, tem os familiares em Campo Novos. Tive uma uma conversa proveitosa tanto com o Rodrigo como com a Ana Júlia. Todas as pessoas que se perderam durante esta temporada de veraneio  foram encontradas em poucos minutos. Já é costume que, quando alguém localize alguém perdido, conduza até o posto controlado pelos bombeiros. E quem perde, se dirige ao local para esperar pela volta do familiar querido. 

       Pouco antes das 20 horas, saí do apartamento e vim para o saguão do refeitório: Encontrei a família feliz, conversei com os pais Djalma e Bethânia, que são moradores de Biguaçu e vieram passar umas horas com os seus familiares aqui hospedados. 

      O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina distribui pulseiras de identificação que os pais podem retirar e colocar nos punhos dos filhos pequenos e mesmo de  pessoas idosas com  limitação da identificação de sua localização. Recomendam que os pais brinquem com os filhos pequenos no limite entre a água e a areia, onde o risco de perder-se é menor. Todo o cuidado é pouco! 

       Que bom que os pais da Josefina e da Laís puderam voltar para suas casas felizes!

Carinhosamente,

Euclides Riquetti

Praia de Canasvieiras, em 17 de fevereiro de 2024. 

Bonjour, mon amour!

 


 


 







Bom dia, meu amor
Bonjour, mon amour
Amo você
Quero você
Com todo o seu glamour!

Gosto muito de você
Gosto muito de tu
Gosto muito de ti
I love you!

Bom dia,com carinho
E diga que me quer
Que me quer todinho
Quer ser minha mulher!

Bom dia, meu amor
Bonjour, mon amour
Amo você
Quero você
Com todo o seu glamour!

Gosto muito de você
Gosto muito de tu
Gosto muito de ti
I love you!


Gosto tanto de ti
Que me atrapalho com pronomes
Mas eu nunca me esqueci
De como escrever teu nome!

Bom dia, meu amor
Bon jour, mon amour
Amo você
Quero você
Com todo o seu glamour!

Gosto muito de você
Gosto muito de tu
Gosto muito de ti
I love you!

Euclides Riquetti

Um coração num papel de seda

 


 



Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti

 



Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti

Tá chovendo no Rio Grande, tchê!

 



 





Tá chovendo no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo chuva nova, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Tá chovendo no Rio Grande, tchê!

Chove em minha sesmaria, tchê!
Que chova também na tua, tchê!
Porque em noite de lua, tchê!
Chove em minha sesmaria, tchê!

Tá chovendo no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo chuva nova, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Tá chovendo no Rio Grande, tchê!


Que venha a chuva muito boa, tchê!
Vem molhar a nossa terra, tchê!
É o que mais a gente espera, tchê!
Que venha a chuva muito boa, tchê!



Euclides Riquetti

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Flor-de-lis - Um poema para Sheila


 




Flor - de - lis - um poema para Sheila


Um dia você sonhou que era livre

Que voava como o pássaro feliz

Que seu mundo era tão grande, era infinito

Era paz, amor tão puro, Flor-de-lis...


Um dia você sonhou que era feliz

E andou pelos caminhos da paixão

De repente veio a sua decepção

E deixou murchar a bela Flor-de-lis.


Um dia você sonhou o impossível

Para um tempo em que convinham certas normas

E tornou sua vida um sonho tão sofrivel

E deixou que Flor-de-lis caísse fora.


Flor-de-lis foi das paixões a mais querida

Que tomou caminhos novos, diferentes

E a paixão que foi outrora amor ardente

Virou cinza, virou mágoa tão sentida.


Seus caminhos, Flor-de-lis, são diferentes

Mas alguma coisa forte ainda os prende

Ainda acende o seu romance tão bonito

Amor de amor, amor de sonho, sem conflito...


E eu, que nessa história tenho um pouco

Não me conformo em ver o rumo que tomou

Onde um amor de juventude, muito louco

Virou apenas a lembrança que ficou.


Euclides Riquetti

18-08-1993

(Poema para Sheila)


Quando os sonhos se desfazem

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Quando os sonhos se desfazem
Não há mais razões para edificar
Não há mais motivos para cantar
Quando os sonhos se desfazem!

Porque os sonhos se desfazem
Nosso mundo perde o sentido
Nosso castelo parece ter ruído
Porque os sonhos se desfazem!

Se nossos sonhos se desfazem
De nada adianta termos o mar
De nada adianta ainda respirar
Se nossos sonhos se desfazem

Sempre que eles se desfazem
Deve haver outro recomeçar
Deve haver por quem sonhar
Sempre que eles se desfazem!

Eu falo dos sonhos do sonhar
Falo das perdas mais sentidas
Porque as almas mais sofridas
Não conseguem se recuperar!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Na letra daquela canção

 

 









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Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti

Quando nasce uma flor


 







Quando nasce uma nova flor
Meu  jardim se enche de alegria
E um divino mundo de cor
Nos cerca de encanto e magia.

Flores são dádivas abençoadas
Que amo com verdadeira paixão
Brancas, vermelhas ou rosadas
A acalentar meu coração.

Quando nasce uma nova flor
Mesmo que em canteiro acanhado
Não importa  onde for
Dê-se-lhe amor e cuidado.

Ah, flores, muitas flores
Nas praças e nas avenidas
Cravos e rosas multicores
Para alegrar nossa vida!

Euclides Riquetti

Menino matreiro...(De quando o filho Fabrício tinha 7 anos - agora pai de Ângelo e Beatriz

 


 




Fabrício com a esposa Luana - filho e nora


Corre pra lá
Vira pra cá
Pula que pula
Volta a pular
Criança marota
Criança feliz
Adora nas plantas
Fazer seu xixi.

 Sobe que sobe
Desce que desce
A noite vem logo
O céu escurece
Sorri como o sol
Sorriso matreiro
Mordendo o lençol
E o seu travesseiro.

Canta que canta
Cantigas de roda
Se finge de santa
Criança dengosa
Me conte  piada
Me conte menino
Você vai traçando
Seu jeito ladino.

Dorme que dorme
Bonito menino
Come que come
Vagar, vagarinho
Você é o anjo
Que me faz feliz
Você é o sonho
Que eu construí.

(Composta quando o Fabrício
tinha 7 anos)
Euclides Riquetti
09-03-1995

Sorriso de criança

 


 


 


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                                Júlia, em seu tempo de criança

Nada é mais autêntico que o sorriso da criança
Pois nele há singeleza, beleza, ingenuidade
Suas palavras simples  denotam sinceridade
Tempo do qual se guarda a mais saudosa lembrança.

Gestos muito simples, modos sempre delicados
Olhar sutil, bondade no seu coraçãozinho
A proteção materna que a atende com carinho
A segurança ao ter sues pais presentes e dedicados.

Sorriso de criança,  enternecedor e contagiante
Belíssima transpiração de inocência e de docilidade
Sorriso de criança, encantador e  deslumbrante.

Sorriso de criança, dos sorrisos o mais risonho
Inspiração para o poeta, para os pais felicidade
Sorriso de criança, um mundo de amor e de sonho.

Euclides Riquetti

Como se não existisse paz!

 



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O mundo está virando... já virou
E ficou virado!
Parece-me que já não há tantas verdades
Há desamor, atrocidades
E que tudo mudou.
Mutilaram-se as cidades
Apedrejou-se o céu, assassinaram os rios
Indefiniu-se o comportamento
Do tempo.
Ora chuvas descontroladas
Ora assolador estio.

Quisera que houvesse menos tragédias
E que a realidade não seja travestida de comédias.

Quisera que imperasse o senso da honestidade
E que as pessoas agissem com mais seriedade.

Quisera que nascessem flores ao longo das estradas
Mas estas precisariam terem sido plantadas.

Quisera que os males tivessem a devida cura
E que as almas pudessem pintar-se de brancura.

Precisamos que a mão da Divina Providência
Nos abençoe com sua força e excelência
Pois:

É como se não existisse mais amor
É como se não existisse paz!

Euclides Riquetti

Lábios com sabor de cereja

 



 

Lábios com sabor de cereja



Deixe-me ver seus olhos bem de perto
Fitá-los um pouco, um pouco que seja
E poder tocar seus lábios,  por certo
Sentir seu delicioso sabor de cereja.

Deixe-me tocar a pele de seu rosto
Sentir de perto o perfume que atrai
Acariciar  seu dorso e seu pescoço
Sentir seu corpo que se descontrai.

Deixe-me abraçá-la com leveza
Envolvê-la com carinho e sedução
Admirar, com os olhos, sua beleza
Sentir o pulsar de seu coração.

Deixe-me ficar o tempo que preciso
O suficiente para tê-la com paixão
O necessário para absorver o sorriso
Para amá-la com ardor e devoção...

Apenas isso...
Nada mais que isso!

Euclides Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com