segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Sonhar

 

 



                                                                


Sonhar...

Andar com pés descalços nas dunas

Buscar o aconchego das brumas

E encontrar o mar!


Poder sonhar, sim, o sonho infinito

Sonhar com um mundo agradável e bonito

Pisar por sobre as areias e as folhas

São nossas escolhas!


Sonhar, apenas sonhar e nada mais

Buscar horizontes azulados

Que cobrem os mares ondulados

Não desanimar jamais!


Imaginar canções

ler poemas

Ter emoções

Enfrentar os dilemas

E os problemas, enfim...


Bem assim!


Euclides Riquetti

A voz que veio da lua

 




A voz que veio da lua
E que chegou mansa e suave
Veio pelos trilhos do vento
Ou então pelas pedras da rua
Talvez embarcada numa nave
Que flutuou no firmamento...

A voz que veio na noite
Trouxe-me paz, me acalmou
Deu-me o sono reparador.
Fez como a água em seu açoite
Que na minha pele se lançou
E que amainou minha dor...

Tua voz veio na noite estrelada
Sussurrar em meus ouvidos
Trazer-me do gozo o gemido
Fazer-me a carícia esperada.

E então meu sonho te abraçou
Te beijou...
Te amou!

Te amou de verdade!

Euclides Riquetti

Quando o silêncio da madrugada nos acorda


 


 




Quando o silêncio da madrugada nos acorda
E nos mergulha numa insólita inquietude
Ficamos como a taça de vinho que transborda
Tristeza na alma, coração em plena solitude.

Quando o silêncio da madrugada nos invade
E nos incita ao desejo do abraço amoroso
Há uma força que me induz e me persuade
A buscar seu  beijo doce, quente e prazeroso.

Quando chega a manhã clara de céu límpido
E se tem a certeza de que o sol vai brilhar
Uma sensação de alegria me invade o íntimo.

Então, veremos que tudo na vida vale a pena
Enquanto  se tiver algo bom por que se lutar
Enquanto vier inspiração para meus poemas.

Euclides Riquetti

Corpos e almas que se esculpem...

 



 




Corpos que se esculpem e se queimam

Imersos nas brasas da paixão

Corpos que se jogam nas areias

Corpos que se estendem pelo chão...


Almas que se julgam e se penam

Imersas nos pecados, na ilusão

Almas que insurgidas se condenam

Almas enegrecidas de carvão...


Corpos que se vestem de vaidade

Belos, formosos, sedutores

Com almas que se esquivam da verdade

Belos, charmosos, pecadores...


Corpos que se deitam em falso chão

Almas que se atormentam na  razão

Vidas que navegam em  incertezas...

São corpos que envelhecem cedo,  cedo

São almas que levitam,  sem sossego

São vidas que flutuam nas correntezas.


(E se vão embora!...)


Euclides Riquetti

Dona Iracema Maestri Bazzo - A Dama do Cafezinho Gostoso - reedição em homenagem!



 


 


Dona Iracema Maestri Bazzo - A Dama do Cafezinho Gostoso - reedição em homenagem!


          Ouro perdeu, nesta sexta-feira, uma pessoa muito querida por todos os que a conheceram: Dona Iracema, esposa do já falecido Ivo Luiz Bazzo, que foi Prefeito daquela cidade por dois mandatos. Trabalhei para ele, na condição de Secretário de Administração, em 1981 e 1982. Na época, criei laços de amizade com toda a família Bazzo, a quem prezo muito. Aprendi com eles que a seriedade e a honestidade são condições básicas para o exercício da atividade pública.

          Filha de Jacob Maestri, comerciante, Dona Iracema foi uma mulher perfeita para sua época: a dona de casa prendada que acompanhava, discretamente, a vida do marido. E olha que ser esposa do Seu Ivo, não era tarefa fácil. Ele sempre foi agitado militante da UDN, seu partido desde moço. Na casa deles se passaram muitos acontecimentos políticos. Adiante, a família fez parte dos quadros da ARENA e os partidos que a sucederam: PDS, PPR, PPB, PP.

          Importantes nomes da política catarinense estiveram na casa deles. E é aí que vem a figura de Dona Iracema, uma pessoa de corpo franzino, humilde, mas muito ligada em tudo: muito informada acerca dos acontecimentos locais, estaduais, no Brasil  e no mundo.  E tinha opinião sobre tudo! Quando chegavam pessoas no casarão (no antigo e no novo...) na Rua Presidente Kennedy, ela os recebia com seu inigualável cafezinho. Era adentrar pela porta e sentir o cheirinho gostoso que vinha do bule no fogão a lenha.  Para o Deputado Gilson dos Santos, amigo e companheiro sempre presente na vida deles, fritava ovos, que ele devorava com misturas.

         E olha que na saleta destinada a receber as visitas, com janela para as ruas, e uma placa de  fundador da UDN na parede, rolavam altos papos de política. Eu mesmo,  junto com ele, tomei café ali com gente da expressão de Jorge Bornhausen, Esperidião e Ângela Amin, Vilson Kleinubing, Gilson dos Santos, Odacir Zonta, e muitos outros. Seguramente que, antes disso, eles receberam Nelson Pedrini, Antônio Calos Konder Reis e outros ícones. No início da década de 1950, o casal e os familiares hospedaram o jovem Horácio Heitor Breda, por seis meses, para que pudesse habilitar-se a concorrer a Prefeito em Capinzal. Breda viera de Maringá, conviveu com eles e foi eleito Prefeito.

          Não  há como não associar a vida de Dona Iracema à do marido. Dividiram, juntos, as alegrias e as tristezas, as vitórias e as derrotas. Cuidaram da Nona Lúcia e do Egídio Balduíno, o Titi, que ficou paraplégico desde a adolescência. Uma pequena grande mulher, uma mulher de muita fibra. Um coração de bondade numa mãe que criou seus filhos Ivoney, Ione, Ivonete e Ionice,  dando-lhe os melhores ensinamentos morais dentro dos princípios da cristandade. Dona Iracema, a grande companheira do Seu Ivo, nossa amiga pessoal, a quem devotamos muita admiração, foi morar no céu. Foi reencontrar o esposo e a filha amada, Ivonete, nossa comadre, que nos deixou prematuramente.

          Na última vez que a visitei, já estava um tanto debilitada, mas mostrou satisfação em me ver. Senti que ela já não tinha mais a energia de sempre, pois a perda do esposo e da filha a abalaram muito,  embora não fosse de queixar-se.

          Que a família Bazzo tenha a plena certeza de que ela partiu sentindo-se amada e respeitada por todos vocês. E, igualmente, pela nossa família Riquetti. Temos amizade muito sincera  e verdadeira com os todos os descendentes do casal. Fomos verdadeiros amigos em todas as horas e em todos os dias. Uma amizade que se solidificou nos últimos 35 anos.

Um carinhoso abraço em todos e o desejo que possa ter, junto de Deus e dos familiares  que partiram antes, a felicidade eterna!

Euclides Riquetti

Nem todas as rosas são vermelhas



 




Rosas, amo-as e lhes tenho devoção
De todas as cores, de todos os matizes
Amam-nas as donzelas e as meretrizes
Amam-nas princesas e imperatrizes
Sim, amam-nas com paixão!

Nem todas as rosas são vermelhas
Nem tudo o que brilha no céu são estrelas!

As rosas são as flores da nobreza
Perfumam e exalam encantamento
Imagens que se fixam no pensamento
Odores que se espalham pelo firmamento
A propagar o seu charme e sua beleza!

Nem todas as rosas são vermelhas
Nem tudo o que brilha no céu são estrelas!

Ofereço-lhe as rosas e as estrelas
Os perfumes e os brilhos que deleitam
Os jardins e as noites que elas enfeitam
Os laços de amor que em nós se estreitam
Rosas champanhe, brancas e vermelhas!

Euclides Riquetti

domingo, 18 de outubro de 2026

Versos jogados ao vento

 


 



Versos jogados ao vento

Desprotegidos e desconexos
Versos jogados ao tempo
Que flutuam dispersos...

Versos sem rimas e sem consequências
Palavras escritas sem consentimento
Joagadas ao vento...
Estrofes escritas sem alma, sem nenhum sentimento:
Apenas palavras e versos solteiros
Sem um poema hospedeiro
Sem endereço certo
De um poema perdido nos caminhos do universo...

Versos procurando sentido e razão de ser
Versos procurando quem os queira ler
Mas tu não os vês
E ninguém  os lê.

Versos órfãos de autores e de leitores
Que, no anonimato
Escrevi e te mandei
Que se desintegraram dos meus sonetos
E de meus poemetos
Mas que teimam em te  procurar
Nos caminhos do vento!

Euclides Riquetti

Sheila Elisabeth Arnt Gonçalves - homenagem à querida colega da FAFI

 



       



       Em 1972, quando cheguei a União da Vitória e ingressei no curso de Letras/Inglês da então FAFI, fui, aos poucos, me identificando com todos os meus colegas. Éramos 62 acadêmicos numa mesma sala. Alguns vinham menos vezes para o curso, utilizavam-se de um meio de frequência reduzida, pois moravam em outras cidades. Eu era o mais jovem dos homens e havia duas colegas que eram bem jovens, estavam com 17 anos, a Maria de Fátima Caus (Morgan), de Porto União, e Sheila Elisabeth Arnt (Gonçalves), de Clevelândia. As duas se tornaram minhas grandes amigas. A primeira foi minha madrinha de casamento e a segunda, Sheila, acabou desistindo do curso, pois já era noiva, contraindo matrimônio com o médico Doutor José Léo Gonçalves, que atuava aqui em Treze Tílias. 

       Em 1977 vim morar em Zortéa e, 3 anos depois, em Ouro. Em 2008 vim para Joaçaba. Mas sempre fiquei muito antenado em meus colegas de faculdade, pois tenho as melhores recordações possíveis deles todos. Alguns foram desistindo durante o curso, outros, depois de nossa formatura, em 28 de novembro de 1975, no Clube Concórdia, tomaram rumos diferentes. Sei que o colega Francisco Gaulosky tornou-se prefeito de Paulo Frontin e acabou falecendo. César Loyola Flenik tornou-se prefeito de Iradi e está naquela região. Lily Braun mora em União da Vitória, Esoani Parísio Lona Cleto faleceu recentemente, Maria Costa Godoi (Farias) mora em Porto União, tem um filho padre.  Osvaldo João Jasinsky ficou em São Mateus do Sul, Janete Bauer Gatz no litoral catarinense, Francisco Samonek na Amazônia, Maria de Lourdes Reisdoerfer (Brehmer) em Mafra, Lineu Eli Bilinski em Porto União, Emelin Domit (Lusa) em Curitiba, Sônia Maria Ortiga foi para o litoral, Diva Jung para São Bento do Sul, Marlene Bachinski e Ivane Zacarias em São Mateus do Sul, Maria Inês  Horski von Lindsengen em Canoinhas, Suely Masnik (Martini) no litoral catarinensee, Jair Francisco  Lusa no litoral, Janete Santos em Curitiba,  Celeste Ritter em União da Vitória, Mineo Yokomizo morou em várias cidades e está em Clevelândia, Floriano José da Costa Guérios em Curitiba. Com a Fátima Caus e seu marido Paulo Sérgio Morgan tive vários contatos depois que vim embora. 

       Fiquei umas duas décadas sem contato nenhum com a Sheila. Soube que ela casou-se com o Dr. Léo e morava em Treze Tílias. Uma vez  eu estava num supermercado aqui em Joaçaba e avistei uma senhora de boa presença, acompanhada de 5 crianças. Olhamo-nos e perguntei: "Você não é a Sheila, lá da Faculdade de Letras, de União da Vitória?"   E ela respondeu com outra pergunta: "Você não é o Euclides"? Foi muita alegria e muita conversa. Ela falou que três das crianças eram dela e uma era sobrinha. Depois emendou: "Tenho um filho na Faculdade, em Curitiba. Ele fez cursinho no Positivo! Sabe que ele foi aluno do nosso colega Floriano?" "E falamos muito do nosso amigo Floriano, que era fera em inglês, falamos dos outros colegas e nos despedimos.

       Ao chegar em casa, falei para minha esposa: "Hoje eu encontrei uma colega dos tempos da Faculdade, a Sheila, que agora mora em Treze Tílias. É professora e trabalha naquela cidade, numa escola profissional. A Miriam falou; "Como é ela?" Fiz a descrição e a esposa me disse. "Conheço a Sheila, já participei de vários encontros com ela em Joaçaba". Eu conhecia e Sheila, ela conhecia minha esposa e não sabiam que eu era o marido da Miriam. Nem eu sabia que elas se conheciam...

       Alguns anos depois, estive em Treze Tílias com dois amigos, como convidado. Fomos de helicóptero, que pousou no campo de futebol. Enquanto eles foram tratar de política na Prefeitura, fui a uma escola ali perto e não é que acabei encontrando a Sheila trabalhando la? Contei-lhe que eu era o marido da Miriam e ela fficou muito contente.

       Passaram-se mais alguns anos e houve um evento na SOCAP, quando a AMMOC - Associação dos Municípios do Meio-Oeste Catarinense, através de seu presidente Rudi Olwheiler, Prefeito de Treze Tílias, homenageou os prefeitos e ex-prefeitos da entidade representativa dos municípios. Fomos na condição de ex-prefeito e ex-primeira dama de Ouro para receber a homenagem. A mesa que nos foi destinada para sentarmos teria  para mais um casal. Pois bem, para nossa surpresa, o casal Dr. Léo Gonçalves e a esposa Sheila! Muita coincidência! Foi uma alegria para todos nós. 

       Há poucos anos, aqui no Hotel Joaçaba, um hospede me pedia informações sobre como ir a Treze Tílias. Fui explicando a ele, que era de São Paulo e vinha visitar um amigo médico em Treze Tílias. Era o Dr. Léo e Sheila. Falei que os conhecia e ele me colocou para falar ao telefone celular com o Léo. 

       Ontem, dando minhas costumeiras bisbilhotadas nos sites da região, descubro, no da Troícal FM, daquela cidade, que a Sheila faleceu em 31 de agosto do ano passado. Ficou 33 dias na UTI do HUST, aqui em Joaçaba, para reccuperar-se de sequelas da Covid e veio a falecer. Fiquei chocado! Minha amiga de exatos 50 anos atrás tinha perdido para a cruel Covid 19, que tantas vítimas fez pelo mundo. Nascida em 02 de novembro de 1954,  na cidade de Erechim, Rio Grande do Sul, (onde nasceu também minha esposa), casada com José Léo Gonçalves, médico renomado na região, tiveram 5 filhos, Alexandre, leiza, João Manoel, Thelma e  José Léo. Eles tinham também 7 netas. Trabalhou como educadora no serviço público e no privado, lecionando Língua Portuguesa, aposentou-se em 2015, mas continuou a apoiar as pessoas como sempre o fez. Perfeccionista, organizou e participou de eventos culturais, foi grande incentivadora de seus alunos, oferecendo-lhes seu carinho pessoal e seu modo gentil de ensinar.  

       A comunidade, de uma forma peculiar e carinhosamente, prestou-lhe as merecidas hpomenagens. Deixou um legado importante para sua cidade e em todos os lugares por onde passou. Seus filhos e netas são o melhor exemplo para as famílias de uma sociedade. Educados e gentis, são a representação do sorriso meigo da querida Sheila. 

      Deus abençoe todos os familiares e amigos que ficaram lamentando sua partida. 

Euclides (Celito) Riquetti e Família

08-04-2022

Num poema, no brilho do luar

 


 




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Olhe para o universo vasto e estrelado
Contemple a beleza deste nosso céu
Olhe para o teto imenso e enluarado
Que se veste  com este santo véu.

Olhe para a beleza do medalhão prateado
Que compõe o cenário que nos cobre
Olhe todo este mundo santo e encantado
Que nos presenteia com seu retrato nobre.

Olhe, intensamente, para nunca mais esquecer
E marque cada canto de nosso belo espaço
Guarde, carinhosamente, enquanto você viver.

Abra sua janela, busque-me em algum lugar
Receba, com toda a paixão,  meu carinhoso abraço
Que lhe mando num poema, no brilho do luar.

Euclides Riquetti

O abraço que não ganhei

 



O abraço que não ganhei

O perfume que não senti

O amor que eu não vivi

O beijo que não te dei

Foi quase ao anoitecer

Me fez falta, podes crer!


A rosa que fotografei

Aquela da cor amarela

Ou seria branca a cor dela?

Que no recado colei

Ainda restou perfumada

Na mente bem gravada..


Com a saudade eu fiquei

Está segura, controlada

Mas não ficará guardada

Tu sabes, eu também sei

Só tu poderás libertá-la

Só eu te poderei dá-la!


Euclides Riquetti

Amanhecer de 18-10-2026









Dos tempos do Palmeirinhas da Rua da Cadeia e do Campo Municipal de Capinzal

 


 

 

Em pé: Darci Lucietti, o Tostão, Luiz Pàulo Andrioni, Irineu (Nico de Oliveira), Ivo Santo Guerra (Bode  Branco), Moacir Damião Richetti e Euclides Riquetti (Pisca). Agachados: Antônio José Doin (Zezo), Pedro Pelegrini, Cid Ney Surdi, Adelir Paulo Lucietti (Paulinho) e Altivir Souza. Tostão, Andrioni, Nico e Pelegrini e Altevir, in memorian). O estádio municipal, que pertencia à RFFSA foi transformado na atual Praça Pedro Lélis da Rocha e a Rodoviária Municipal, em Capinzal. O cenário de fundo é onde se localizam a Telefônica, a Celesc, o INSS e o Centro Educacional Prefeito Celso Farina. O esquadrão acima era o infanto-juvenil, que ao final dos anos 60 ocupou o lugar do tradicional juvenil do Palmeirinhas. 


Dos tempos do Palmeirinhas da Rua da Cadeia e do Campo Municipal de Capinzal

       Na década de 1960, Capinzal detinha os times do Associação Esportiva Vasco da Gama, Arabutã Futebol Clube, Grêmio Esportivo São José (no Distrito de Ouro), Indústria Reunidas Ouro, categoria adultos e aspirantes. Na área rural, dezenas de times nos dois lados do Rio do Peixe. Na categoria juvenil, tivemos o EGO - Esporte Ginasial Olímpico, formado por estudantes do antigo Ginásio Padre Anchieta. Em meados dos anos 60, formaram o Grêmio Esportivo Operário (que iniciou como Pedreiros Futebol Clube, fundado pelos descendentes de Ângelo (Gigi) Gramázzio. Todos eles mandavam seus jogos no estádio Municipal. Nas categorias infanto-juvenil, havia o Botafogo FR (Capinzal), o Juvenil do GE São São José, e o Sociedade Esportiva Palmeiras (Ouro), que iniciou com o nome de Palmeirinhas da Rua da Cadeia. Também tivemos o Vasquinho (dos familiares de Ernesto Zortéa), o Fluminense (de Rogério Caldart) e o Ameriquinha, dos Baratieri. 

      O futebol era amador, mas as rivalidades eram fortíssimas. Arabutã e Vasco utilizavam as tardes de domingo. São José e Ouro os sábados à tarde. As equipes juvenis utilizavam as manhãs de domingo. Não sobrava tempo para o gramado se recuperar. O centro do campo era um chão de terra vermelha, pois não dava tempo de o gramado se recuperar. Saudades dos jogos, das encrencas, das rifas de ferro elétrico e guarda-chuva para comprar bolas e uniformes. E o futebol era garra, dedicação, arte e nos duas chuvosos, umas sacas de serragem da empresa Hachmann jogada nas áreas dos goleiros nos permitiam jogar. Bolas pesadas, velhas e duras, que faziam doer os pés da garotada.

       Vivi esses bons tempos, fui feliz!


Euclides Riquetti

30-12-2023 - REEDIÇÃO

Um sorriso bonito

 





Um sorriso bonito enfeita a janela
Da casa dela...

Uma flor vermelha enfeita o jardim
Cultivado por mim...

Um perfume suave o ar contagia
E me traz alegria...

Um poema romântico me encanta
Enquanto ela dança...

Uma canção de ninar me embala
Enquanto ela fala...

E, enquanto eu escrevo seu nome
Ela apenas dorme...

Porque ainda é de manhãzinha
E eu espero pelo novo sol!

Euclides Riquetti

Beatriz na janela

 



 

Beatriz na janela

Cândida, singela

Astuta, esperta 

Na medida certa!


Beatriz, a superação

A vitória da vida

Pequenina paixão

Menina querida!


Beatriz, agilidade

Muita tenacidade

Puro encantamento

Venceu pelo tempo!


Beatriz serenidade

Anja de verdade

Parabéns, Beatriz

Felicidades, Beatriz!


Euclides Riquetti

Abençoa, Meu Deus, as pessoas de bem

 


 


 
 
 
 

 
 

sábado, 17 de outubro de 2026

Querer-te

 






Querer-te em todas as horas do dia

Querer-te na fresca madrugada

Para que eu possa matar a nostalgia

Querer-te para que te sintas amada.


Querer-te porque és muito atraente

Querer-te porque és bela e sensual

Porque isso me soa bem normal

Querer-te deliciosa e envolvente.


Querer-te, apenas por muito desejar-te

Querer-te porque é bom te querer

Querer-te comigo em toda a parte...


Querer-te abraçada, olhando o mar

Apenas pelo prazer de te beijar e ter

Pelo gosto de ter, pelo prazer de amar!


Euclides Riquett