sábado, 8 de agosto de 2026

Aniversário de minha mãe - Dorvalina Adélia Baretta Riquetti

  



 Homenageando, agora, minha querida e saudosa mãe Dorvalina Adélia Baretta Riquetti, nascida em 07 de agosto de 1923

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Mãe - das dadivosas mãos, mãe
Mãe - das caridosas bênçãos, mãe.

Mãe dos filhos gerados e amados
Mãe dos filhos cuidados e guiados.

Mãe - da vida dedicada, mãe
Mãe - da lida abnegada, mãe.

Mãe das manhãs azuis, esperançosas
Mãe das noites negras e chorosas.

Mãe - do filho perfeito e bem nascido
Mãe - do sagrado leito ali estendido.

Mãe do olhar bondoso mas austero
Mãe do falar que assusta mas sincero.

Mãe - do amor em plena difusão
Mãe - da flor, da alma e coração.

Mães são apenas mães:
Não dependem de elogios
Não dependem de flores
Não esperam por presentes.

Apenas rezam por seus filhos.
E eu rezo por elas.

Felicidades a todas as mães:
À minha, à tua, às mães das outras mães.

Euclides Riquetti

Meu pai, meu professor: Guerino (Richetti) Riquetti - uma história real!

 




    

Alunos da Escola Municipal Professor Guerino Riquetti - Ouro - SC

Meu pai, meu professor: Guerino (Richetti) Riquetti - uma história real!

           Fui privilegiado, sim! Quando eu nasci, em 23 de novembro de 1952, em Linha Leãozinho, então município de Capinzal, (hoje Ouro - SC), meu pai, Guerino Riquetti,  era professor numa escola de ensino primário.  E estava lendo "Os Sertões", de Euclides da Cunha. Ele havia estudado até o primeiro ano de Filosofia, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, no Seminário São Camilo, em São Paulo. Ali, hoje, funciona o hospital denominado Instituto São Camilo.

         Meu pai era leitor contumaz. Aos 40 anos, já não lia clássicos da Literatura, mas o Pato Donald, o Mickey, o Tio Patinhas.... Vidrava-se nas criações de Walt Disney. E passou o costume para nós, os filhos. Somos leitores e até escrevemos....
         Ao voltar para a casa dos pais, depois de quase que uma década fora, casou-se e voltou a estudar. Como não tinha documentos, em razão de haver "desertado" do Seminário, teve que fazê-los de novo. Então, abandonou a grafia de "Ricchetti" e mudou a sobrenome para Riquetti, que adotamos até hoje, embora nosso original, de descendência italiana, seja diferente. E, para obter documentos de escolaridade, frequentou o ensino complementar e o antigo "Normal", que equivale ao Magistério, em nível de Ensino Médio, hoje.
           Para quem já tinha estudado o início do curso superior, com formação em Latim e Francês, tocado piano e órgão ainda no Seminário, aulas de línguas e música eram diversão. E começou a lecionar em escolas "isoladas", como Leãozinho, Pinheiro Baixo, Linha Caçador, Barra do Pinheiro, Nossa Senhora da Saúde, Linha Savóia. Depois lecionou no Grupo Escolar Belisário Pena, em Capinzal e no Escolar Joaquim D´agostini, em Lacerdópolis, em 1964. Em 1960, quando lecionava na Savóia, levou-me junto com ele  algumas vezes nesta e aprendi a escrever algumas letras e palavras. Em 1961, com 8 anos de idade, entrei para a escola, efetivamente, no Colégio Mater Dolorum, no primeiro ano.
          Meu pai foi meu primeiro professor, informalmente. E, mesmo quando eu cursava o primário, no Mater, me dava lições d uso dos pronomes oblíquos e aritmética. Aprendi a fazer cálculos para trabalhadores da roça que vinham em nossa casa pedir ajuda a ele. Empreitadas de roçadas ou carpidas eram pagas por "quartas de terra", ou seja, 6.050 m2, um quarto de um alqueire, que tem 24.200 m2. Me ensinava que se multiplicava a base pela altura e se obtinha a área roçada ou carpida.
Para triângulos, fazíamos base vezes altura, divididos por 2. Toda essa prática me ajudou muito na vida. Até hoje gosto de fazer cálculos enquanto faço minhas caminhadas diárias. Ou crio poemas enquanto caminho. Coloco minha mente para funcionar....
          Meu pai me ensinou muitas coisas. Como professor e como pai. Então hoje, lembrando dele, do Ebenezer  Brasil, que lecionava em Linha Bonita, do Thomás (Thomasin) Pilatti, que lecionava em Leãozinho e Linha Bonita, rendo minha homenagem a todos os meus professores, vivos ou de saudosa memória. Grande abraço em todos, aos que foram uma oração sincera e sentida, e aos que restam uma saudação muito carinhosa.

Deus abençoe todos os professores!

Euclides Riquetti
15-10-2016

Nunca deixe um amor morrer... (um amor de verdade!)

 




Nunca deixe um amor morrer
Nem tire da flor a sua candura
Procure sempre compreender
Laços de carinho e de ternura.

Nunca mate uma esperança
Nem feche as portas já abertas
Nunca troque a boa lembrança
Por estradas rudes e incertas.

Não abandone jamais a razão
E nem renuncie à realidade
Os problemas do seu coração
Precisam de afeto de verdade.

Haverá sempre um horizonte
Um céu azul, um sol brilhante
Alguém que sempre lhe aponte
Um caminho nunca distante.

A vida não precisará seguir
Uma lógica certa e definitiva
Quererei de você sempre ouvir
Palavras de amor e de vida!

Euclides Riquetti

Nas brancas areias das dunas

 


 






Vêm as ondas verde-esmeralda banhar meus pés
Enquanto o vento atiça as brancas areias das dunas
Lá nas águas jazem as negras galés
Quando as vagas se requebram em alvas espumas.

Nas cinzentas manhãs do pré-verão
As verdades rebatem à minha porta
E uma dor leve açoita meu coração
Que já não tem certeza de que você se importa.

E em cada grãozinho de areia trazido
O despertar de um sentimento já adormecido
Reanimado pelas águas que balançam.

E em cada corpo que baila, bronzeado
Está você em seu presente e seu passado
Enquanto os anos avançam...

Euclides Riquetti

Desnude sua alma

 








Desnude sua alma, dispa-se de seus conflitos existenciais
Fale com o coração aquilo que seu pensamento lhe dita
Faça com as mãos graciosas  o que sua mente premedita
Como se cada momento que vive não lhe volte jamais.

Desnude sua alma, seu corpo,  e abra seu afável coração
Deixe que eu mergulhe neles com a força de meu ser
Mostre ao mundo as cores da vida vivida com paixão
E que nada pode apagar esse  imenso desejo de viver.

Ou, cubra-se com o manto que esconde todas as inquietudes
No anular-se da vida, na composição de seu grande cenário
No entregar-se aos infortúnios que dissipam as belas virtudes.

Ou,  entre numa redoma do vidro mais espesso e inviolável
No proteger-se contra todo o inimigo de seu imaginário
Mas nunca deixe de ser a senhora do ânimo inabalável.

Euclides Riquetti

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Se as esperanças naufragarem...

 


 


 



Se as esperanças naufragarem, então

O que será de nossa vida

O que será da minha e da tua

Sem romance, sem o  lunar da lua?


Se as esperanças naufragarem, então

Só nos restará a despedida

Não haverá o que conserte o coração

E nossa vida vai ficar sem chão!


Elas não podem, então, naufragarem

As esperanças de nosso recomeçar

Deixe as coisas se acomodarem

A solução virá, virá de algum lugar!


É tudo como um romance de novela

Depois das tormentas, o sol reaparece

Fico aqui como eu fosse seu sentinela

Guardo a você a paixão que entorpece!


Euclides Riquetti

O vento que sopra na tarde

 


 



O vento que sopra na tarde
E que move as folhas da planta
Traz-me paz, sem mais alarde
E faz-me sentir qual criança.

Quando a primavera  chegou
Começou a mudar a paisagem
A flor se abriu, desabrochou
No vaso que abrigou a folhagem.

A juventude é assim:
Surge bela, como a flor
Ocupa os canteiros do jardim
Abre-se em sonhos de amor.

Ah, setembro - primavera!
Tempos de vida e de cor
Vem o sol que a gente espera
Traz na  tarde seu fulgor.
 
Euclides Riquetti

As linhas doces e a beleza de seu semblante


 


Quando a esperança renascer das cinzas

E então o  verde corar todos os gramados
Quando as florinhas amarelas voltarem
Nos campos do Sul de céu azulado...

Quando os seus cabelos forem sacudidos
Pelo vento fresco da manhã de solidão
Quando sua voz movimentar os sentidos
E eu poder ouvir a sua doce canção...

Quando no horizonte eu puder vislumbrar
A silhueta imaginária de seu corpo elegante
Quando na noite, de novo,  puder recordar
As linhas doces  e a beleza de seu semblante..

Eu saberei que valeu a pena!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Aquela estrela que cintila no céu


 



Aquela estrela que cintila no céu e me vê
Que me olha mansamente
Com seu olhar sensual
Com seu brilho atraente
Que me faz sentir-me contente
Feliz, disposto, jovial
É você! Só pode ser você...

Aquela estrela por quem me importo
Com a  qual me preocupo sempre e  sempre
E que diz importar-se comigo também
Que está sempre presente em minha mente
Para quem declamo meus repentes
Precisa ser minha e de mais ninguém
Pois nela me animo, revivo e conforto...

Aquela estrela que faz brotar a faísca da paixão
Aquela estrela deixa o perfume no ar
Aquela estrela que mexe com meu coração
Que vai e que volta mas vem me encontrar...

Aquela estrela vem no pensamento e não sai
Aquela estrela que chega até mim e não passa
Aquela estrela pendurada no céu que não cai
Que me olha, me beija, me encanta e me abraça...

Euclides Riquetti

A barca do tempo a nos levar... (para um novo ano!)


 



 



A barca do tempo está a nos levar

Para um novo ano...

Na manhã nova ela vai ancorar

Num paraíso sacro ou profano

Onde possamos nos encontrar...


A barca carrega nosso legado

Armazenado pelo longo tempo

Traz nela toda a carga do passado

Vai sobre a água, contra o vento

Vai ancorar no ano que é chegado!


A barca é que leva nossas dores

E também leva as folhas leves

Leva os vasos com nossas  flores

Pelos anos vai, pela vida  segue

Pelo caminho cinza, ou de cores.


 Nós é que lhe damos direção

Temos nossas mãos e nossa mente

Nós é que seguramos o timão

Que dirigimos o que o coração sente

Escolhendo a realidade ou a ilusão!


Euclides Riquetti 

Se as esperanças naufragarem...

 


 


 



Se as esperanças naufragarem, então

O que será de nossa vida

O que será da minha e da tua

Sem romance, sem o  lunar da lua?


Se as esperanças naufragarem, então

Só nos restará a despedida

Não haverá o que conserte o coração

E nossa vida vai ficar sem chão!


Elas não podem, então, naufragarem

As esperanças de nosso recomeçar

Deixe as coisas se acomodarem

A solução virá, virá de algum lugar!


É tudo como um romance de novela

Depois das tormentas, o sol reaparece

Fico aqui como eu fosse seu sentinela

Guardo a você a paixão que entorpece!


Euclides Riquetti

Zortéa - Aconteceu há 57 anos! Crônica de saudades...

 


   
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Área onde se localizava o campo de futebol do
Grêmio Esportivo Lírio, em Zortéa, deu lugar a
uma garagem/oficina e, agora, ao Paço Munici-
pal.

       Era o dia 16 de março de 1969, um domingo, com tarde bonita de sol outonal. Reuni-me com um grupo de amigos ali de Capinzal e Ouro.  Eu tinha 16 anos, estava no primeiro ano do curso de Técnico em Contabilidade, na antiga Escola Técnica de Comércio Capinzal, que pertencia ao sistema CNEC brasileiro, a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade e fomos jogar futebol em Zortéa.

       Arrendamos a pick-up Willys da Marcenaria São José para nos levar. O motorista, Manoel Sartori, o Manoelito, que estava no Exército, no 5BE, de Porto União, levou atrás do assento uma leiteira de alumínio com água e pedras de gelo, pois o radiador da caminhonete costumava esquentar porque estava com um pequeno vazamento. O pai dele, o saudoso e simpático Waldemar, nos fizera um grande favor em deixar que ele nos levasse de caminhonete.

       Nosso grupo era formado por jovens que não tinham nenhum prestigio nas cidades de Capinzal e Ouro. Eu havia levado uma bronca do treinador Orestes Francisco Antunes, nosso treinador no juvenil do Arabutá Futebol Clube, num treino lá no estádio da Baixada Rubra, na antiga SIAP, hoje Parque e Jardim Ouro. Não gostei e passei a jogar para o time da Siap, que tinha o João Machado, o Joãozinho da Dona Berta (neto dela), como "Presidente Faz Tudo". Jogávamos num campinho que se situava ao norte de onde há o trevinho de acesso ao estádio do Arabutã, no Parque e Jardim Ouro. Ao lado dele havia a casa do saudoso amigo e adiante colega de trabalho, Antenor Rodrigues. Na ponta direita do campo, no sentido campo do Arabutã para a atual Escola Municipal Felisberto Vilarino Dutra, havia uma palmeira. O Joãozinho da Berta, que adiante casou-se com a saudosa Ivone Thomé,
e era um ponteiro muito veloz, mas que corria com a cabeça abaixada, de vez em quando driblava aquela palmeira, para não chocar-se contra ela.

       Pois bem, chegamos em Zortéa para o jogo preliminar. O Grêmio Lírio, onde atuei como lateral direito de 1977 ao início de 1980, estava sonhando com um belo estádio, que seria inaugurado adiante, num memorável jogo contra o Ipiranga de Erechim. Elízio Susin e Olivo Susin  já jogavam com muita classe e habilidade no time adulto de lá. Mas, naquela tarde, durante a partida de fundo, por alguma razão, o Olivo, que vira nosso jogo,  vira nosso jogo,  ficou ali, conosco, ao lado do campo, na parte Sul, enquanto algumas pessoas ouviam, no rádio, um jogo do Vasco da Gama contra o Bangu, no Rio de Janeiro. Adiante, esse local sediou a Garagem e o Almoxarifado a Zortéa Brancher - Compensados e Esquadrias - e agora a Prefeitura Municipal de Zortéa.

       Bem, o jogo contra o juvenil do Lírio, nós vencemos por um a zero. Joguei de centroavante, acho que foi porque eu era alto, já beirando 1,80 m de altura, chagando, adiante, aos 1,83. E marquei o gol da vitória contra o time do Armando Susin, do Hermes, do Tarugo Ulisses Gonçalves), e do Neco Susin. Eles tinham um goleiro "de enxerto", o Ascelide Parizotto, que era do Ouro e morava de pensão no casarão que pertenceu ao Marcos Fortunato Penso, depois ao Idalécio Antunes. Pois me passaram a bola e eu driblei dois zagueiros e olhei ameacei chutar no canto esquerdo do goleiro Parizotto, que tinha o apelido de "Bonitão", que gostava de jogar com o cabelo bem arrumado, como o elegante Heleno, que jogou no Botafogo do Rio. Ele foi para o canto esquerdo dele e eu apenas tive o trabalho fácil de tocar no outro canto, fazendo o gol da vitória.

       Naquele tarde, aprendi que, além das calças Lee, importadas, que eram o sonho de todo o jovem, existiam as calças Levi´s, jeans com uma textura excelente, que quando desbotavam ficavam com umas linhas dos entrelaçados de algodão na vertical mais aparentes, dando a ideia de listras naturais. Pois o Olivo Susin estava usando uma delas. Era motorista de um caminhão Mercedes-Benz L-1111, cor azul, predecessor de L-1113 e viajava para Cascavel e Foz do Iguaçu, de onde dava uma escapada ao Paraguai e de lá trazia, vez por outra, alguma encomenda. Ele foi o pioneiro no uso da famosa Levi´s no Baixo Vale do rio do Peixe.

       Bem, mas voltando ao caso do jogo do Vasco com o Bangu, (para quem o Vasco perdeu ontem, 23-03-2019, por 2 a 1, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro), naquele dia o placar foi de 1 a 1. Isso porque o goleiro Valdir Appel, do Vasco, de baixa estatura mas muito bom entre os arcos, ao tentar arremessar a bola para o ataque, para que chegasse ao jogador "Dé Aranha", acabou se arrependendo e arremessando a bola contra suas próprias redes. Esse fato foi marcante e relembrado na noite de ontem, durante o jogo contra o Bangu.

       Joguei no Grêmio Esportivo Lírio de 1977 ao início de 1980, como lateral direito, uma das melhores épocas de minha vida!

       Em 1977 voltei ao Zortéa para atuar como professor de Inglês e Português na Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida, levado pelos compadres Aníbal Bess Formighieri e Vitória Brancher. onde morei por três anos. De lá, guardo excelentes lembranças, pois ali tivemos  nossas filhas, gêmeas Michele e Caroline. Jamais imaginaria, no dia daquele jogo, que o mundo desse tantas voltas, e que aquele lugar viesse a se tornar palco de tantas outras cenas por mim vividas!

Euclides Riquetti
24-03-2019 -  50 anos depois... Reeditado em 06-08-2027

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cheiro de chuva e mato

 






Sinto, em você, o cheiro de chuva e mato
Os odores da paixão que se traduzem
Os sabores da ilusão que se misturam
Com meu cheiro, seu cheiro e o do mato!

Sinto, em você, o frescor da tarde chuvosa
A cor da flor, da semente que foi guardada
E que se tornou planta da mesma germinada
O odor da flor perfeita, do cravo,  da rosa! 

Sinto, em você, o cheiro doce da saudade
Das horas, dos dias e meses que passaram
Ainda  o cheiro das estrelas que apagaram
Que se reacenderam em sua real majestade!

Sinto, em você, o cheiro puro e indizível
E me delicio, em você, tão perdidamente
E me envolvo, com você, alegremente
No cheiro de chuva, de mato, indescritível!

Euclides Riquetti

Cortejar-te

 


 



Cortejar-te

Querer-te

Desejar-te

Amar-te!


Perder-me

Mergulhar em ti

Absorver-te

Absorver-me!


Beijar-te

Possuir-te

Ir além

Mas não ir

Para o além:


Ficar aqui

Bem perto

De ti!


Euclides Riquetti

Quero dar-te um abraço terno...

 


 


 



Quero dar-te um abraço terno
Um abraço simples, mas que seja eterno
Não mais descolar-me de ti:
Um eterno e terno abraço,  (em ti...)
Eterno, eterno abraço terno!

Quero levar-te o abraço do encantamento
O abraço que se perde no firmamento
E que se encontra, depois, ali depois do raio de sol
O abraço que se esconde... sob o branco lençol!
E que te percas em mim por um mágico momento...

Quero que aceites meu abraço dado
Quero que me apertes  no abraço apertado
O abraço na manhã que te surpreende
O abraço no teu corpo que me acende
E que busca o teu beijo sagrado...

Enfim, não te surpreendas, não
Com as reações de teu coração!
E não te assustes com minha ousadia
Nem  te incomodes com tanta rebeldia
Pois quero apenas tua atenção.

Quero dar-te um abraço terno
Quero ganhar teu beijo, quero muito, quero!

Euclides Riquetti