domingo, 8 de novembro de 2026

Quando nossos sonhos silenciaram

 



Quando nossos sonhos silenciaram 

E isso não foi, nunca, por minha vontade

Houve novos rumos que foram tomados

Alguns projetos que foram cancelados 

E nossos sonhos assim se distanciaram.


Aqueles sonhos que juntos construímos

As coisas boas que sonhamos para nós

O caminho que traçamos para percorrer

E que incluíam viver, sentir, sentir, viver

O ser humano não foi criado para viver só!


Quando nossos sonhos zuis se afastaram

Por uma ou por qualquer outra razão

Eu jurei que tudo ainda seria reconstruído

Há um retomar que poderá ser erigido

E ainda há esperança em meu coração!


Euclides Riquetti

08-11-2026

www.blogdoriquetti.blogspot.com 










Poemar

 










Fui poemar
Fui rabiscar umas letras
Na beira do mar
Fui poemar.

Poemei versos rimados
Poemei poemas e poemetos
Compus poemas em tercetos
Tentei alexandrinos compassados...
Compus o que a alma me pediu
Compus o que meu coração permitiu
Mas compus!

Fui poemar
Numa manhã com sol.
Encontrei nuvens chuvosas
Ondas volumosas
Gaivotas que voavam,  ruidosas
Pranchas que surfavam, silenciosas.

Fui poemar
Lembrei, poemei, amei
Amei, lembrei, poemei
Poemei olhando pro mar
E encontrei você
No meu imaginar
Lá no mar...

Euclides Riquetti

Dividir contigo meus sonhos e meu coração

 


 


 


Dividir contigo meus sonhos e meu coração


Esquecer-te, eu nunca tentei

E isso nunca passou pela minha cabeça

Espero que jamais isso aconteça

Você é a preciosidade que tanto amei!


Poetizar, poetei versos com rimas

Fi-los lembrando de nossos bons momentos

Você que povoa os meus pensamentos

E que meu coração tanto quer e estima!


Amar-te, com toda a força da expressão

Cortejar-te com meus românticos poemas

Poupar-te de todos os meus dilemas

Dividir contigo meus sonhos e meu coração!


Euclides Riquetti 

O valor da Amizade

 


 




 
Eu quero que tu sintas
Sinceramente
O valor da amizade
Que existe entre a  gente.
Eu quero que tu sintas que me preocupo
E se eu tiver algumas falhas
Aqui me desculpo!

Eu quero que tu sintas
Que sou teu amigo
Que tenho um coração
Bastante afetivo.
Eu quero que tu sintas que podes confiar
Que eu sou teu companheiro
Em todo dia e lugar!


Minha amizade é como a tua
Leal, firme, verdadeira
Tem o encanto da lua
A fidelidade companheira.
Minha amizade é simples mas sincera
É amizade o ano inteiro
E tão pura como o ar... na Primavera!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

A situação climática é muito séria! (E eu planto árvores)

 


            (Tornado causou destruição em Chapecó e Xanxerê, no Oeste Catarinense nesta semana)


      Não vamos falar de opinião política, nada de ideologias, nada de catastrofismos, esqueçamos os ( necessários)  ecochatos,  sem teorias de conspiração. Vamos falar e refletir sobre "realidade climática". Exemplos no mundo nos mostram desastres ambientais. Ele ocorrem constantemente em todos os continentes da Terra. Uns mais intensos, outros de menor intensidade. Mas ocorrem!

       Falemos do ser humano (Human Being), que habita o planeta e que o degrada. Falemos das perdas de vidas humanas. Falemos dos prejuízos materiais, que são menos importantes, mas impactam na vida das pessoas. As perdas físicas são recuperadas com mais trabalho. A perda de vidas não tem reposição e nem compensação.

       O Fenômeno El Niño é uma realidade. As comissões de Defesa Civil das Cidades do mundo aprenderam a levar isso tudo a sério. Alguns governantes ainda ignoram essa realidade. As pessoas, individualmente, estão aprendendo a se proteger, de uma ou outra forma. Na questão material, seguros dos seus imóveis. Na pessoal, aprender a buscar proteção. Os alertas da Defesa Civil Catarinense têm ajudado muito à população. O Estado propôs e ofereceu treinamentos, as cidades abraçaram a ideia, têm planos para respostas imediatas aos desastres. A atenção aos eventos climáticos adversos é condição fundamental para o exercício da função pública. A iniciativa privada também se esforça para proteger seu património material e o humano. 

       As pessoas mais idosas, as que ainda acreditam na Fé, fazem suas orações, queimam folhas de oliveiras em dias de temporais. Outras, acionam as câmeras dos celulares e propagam imagens para o mundo. Cada um age do jeito que sua formação humana lhe impulsiona. Certos ou errados, todos temem o imprevisto, aquilo que vem em segundos e deixa rastros de destruição. 

      Nesse contexto, procuro fazer minha parte. Orientei meus filhos, eles orientam os seus. Todos procuramos fazer o melhor, Planto árvores, as construções fiz com excesso de zelo, isso aprendi com meu amado e saudoso pai, Guerino (Richetti) Riquetti, e com meu irmão Ironi Vítor, também saudoso. Planto muitas árvores, ainda acredito que a liberação de oxigênio é que nos vai salvar, ou salvar as próximas gerações. Também acondiciono o lixo doméstico adequadamente e faço compostagens com sobras de alimentos e cascas de frutas. 

      Você, leitor ou leitora, também pode fazer a sua parte e ajudar aos outros e a si mesmo!

Euclides Celito (Filinto) Riquetti é professor aposentado, pequeno produtor rural, poeta e cronista. É colunista do  Jornal Cidadela, de Joaçaba SC, e detém o Blog do Riquetti. Foi prefeito em Ouro de 1989 a 1992. 


Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Madrugada de sábado, 07-11-2026


       

Saí para encontrar os raios de sol

 



 Resultado de imagem para imagens homem olhando pro sol




Saí para encontrar os raios de sol
Como numa daquelas tardes outonais
Sentindo os aromas dos florais
Sonhando envolvê-la em meu lençol...

Saí para encontrar o seu sorriso
Beijar os seus lábios de cor rosada
Encontrá-la  na tarde ensolarada
E isso é tudo de que eu preciso...

Saí pra sentir o seu corpo elegante
Afagar o seu rosto de pele macia
E dizer-lhe que você me é importante.

Olhar no espelho da verdade
Matar os desejos que eu tanto sentia
Entregar-me a você por saudade.

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Há uma luz que virá


 


 







Há uma luz que virá
Com o brilho bem forte
Um brilho que te dará
Uma direção, um norte.

Uma nova luz brilhará
Te dará um caminho
Uma rosa desabrochará
Uma flor com espinhos.

Mas tu os vencerás
Dobrarás cada um deles
E, ao fim, triunfarás
Quebrarás todos eles.

Então virá o belo dia
A noite bem dormida
O sol te dará a alegria
A felicidade merecida.

As bênçãos Divinas
Que sobre ti irão cair
Te darão auto-estima
E voltarás a  sorrir!

Euclides Riquetti

Mulher

 


 






Mulher dos olhos amendoados
Encantados...
Mulher dos lábios rosados
Beijados...
Mulher dos cabelos castanhos
Que já não me são estranhos...
Dos pensamentos proibidos
Dos sentimentos bandidos...
Do corpo sensual
Da atitude magistral...

Teus abraços me despertam desmedida paixão
Teus beijos me levam à perdição!

E meus devaneios me conduzem ao infinito
Minhas palavras são apenas iguais a outras tantas.
Mas, quando as combino
E dou-lhes o romântico destino
Eu as torno santas
E elas me remetem ao teu rosto bonito.

Em minhas ilusões e em minhas turbulências
Tu te fazes presente
Vens, e somes de repente
E levas contigo o carinho que guardei
Nas horas em que esperei
Pra te ver de novo
Pois sou a madeira
E tu és o fogo...

Tu és demais!

Beijos!

Euclides Riquetti

Pioneiros do Navegantes - Ouro - SC - O começo de uma história


 




Pioneiros do Navegantes em Ouro SC
          O Bairro Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, surgiu em decorrência de o ex-Prefeito de Capinzal, Sr. Sílvio Santos, através de sua Urbanizadora Nossa Senhora dos Navegantes, tê-lo idealizado. O loteamento, em si, já existia na década de 1960, com as ruas longitudinais abertas, porém com um mínimo de habitantes.

           Uma descrição simplificada nos remete a dizer que, onde hoje se situa a Rua Formosa, que faz sua ligação com a Felip Schmidt, havia basicamente duas famílias residindo:  a primeira, Família Scapini, ocupava uma casa de madeira no lado direito no sentido sentido de ida do Centro para o Bairro, defronte à propriedade da família do Sr. Biaggio Spada, ali onde há atualmente o casarão azul, com janelas brancas, que foi construído lá atrás, como casa do Cartorário David Cruz. A segunda, após o entroncamento com a Rua Brasil, também do lado direito, onde funcionava um misto de residência e clube de bailes do Sr. João Fontoura. Pejorativamente, os populares o denominavam de "Sete Facadas", embora o nome oficial fosse Salão do Fontoura. Mais adiante a família do Sivo Molitetti veio para ali e está até hoje.

          Ali próximo da Capela de Nossa Senhora Aparecida, logo abaixo, onde reside a família Ribeiro e outros  descendentes, havia a residência do Sr. José Ferreira, que tornou-se conhecido como o "Zé de Amargá". O Vovô Zé  obteve esse apelido porque, para tudo o que as pessoas lhe falavam, dizia: ´"É de amargá" (amargar)!  Era um moreno escuro bem alto, magro,  simpático, forte, e muito trabalhador. Foi trabalhador da Prefeitura Municipal de Ouro, emprego pelo qual se aposentou. Antes, trabalhou para os padres na construção do Seminário Nossa Senhora dos Navegantes.  Foi um dos primeiros funcionários da Prefeitura. Ajudava na confecção de calçamentos e conservação de estradas, tinha muita energia e habilidade para com a pá, a marreta  e a picareta. Após aposentado, continuou a realizar serviços de escavações e remoção de terras, sendo excelente cavador. Com cerca de 80 anos ainda trabalhava como um gigante. Dizia-me: "Preciso trabalhar para comprar carne. Comer feijão, arroz, carne, polente e radici, que isso me dá forças para continuar trabalhando". Morreu com idade avançada e sempre foi um digno pai de família, religioso e  muito respeitado.

          Bem ao centro do morro, próximo de onde se situa a Escola Professor Guerino Riquetti e o Centro de Educação Infantil Raio de Sol, residia o Sr. Sebastião Félix da Rosa, conhecido como "Véio Borges" e também por "Champanhe". Tinha muitos filhos, que eram exímios roçadores de matos e capoeiras. Tinham grande habilidade no manejo das foices e  enxadas. Faziam empreitadas em todas as bandas, tinham resistência para o trabalho. De descendente direto dele ainda temos a Dona Lurdes, casada com o Francisco da Silva, que está ali, rodeada de sobrinhos e netos, até hoje. É uma senhora muito simpática, trabalhou muito em sua Juventude. Quando ofendida, por causa de sua cor, partia pra cima do mal educado e o fazia correr. Não levava desaforo pra casa. Numa casa ao lado, residia o Alípio, conhecido como "Rancheira", um pedreiro entroncado, que cultivava um bigidão. Sua irmã, Dona Jandira Pedroso, é que ficou morando ali na casa da família.

          E, ao final da Rua Agenor Jacob Dalla Costa, morava o Sr. Abílio de Oliveira, com dois filhos, o Nereu e o Irineu, que foram embora para Porto União. Uma filha, antes ainda de ele ir  morar ali, fora dada em adoção, no Engenho Novo, Capinzal. O Nereu era um bom jogador de futebol, tanto na linha como no gol.  Hilário da Rosa, o Chuchu, filho do Sebastião da Rosa, também era um verdadeiro craque de futebol. Era muito habilidoso mas gostava de jogar sem chuteiras. Com estas  nos pés, tinha dificuldades, pois acostumara-se a driblar nos campinhos, sempre de pé no chão. No início da década de 1960,  veio a família do Sr. Olino Lucietti, fixando residência na mesma propriedade, onde até hoje está sua esposa e descendentes.

          Nos primeiros anos da década de 1980 já havia outras famílias morando no Bairro: Os Freitas, lá próximo da casa do Zé Ferreira, os Esganzela, vizinhos do Lucietti, a Dona Aurora Tonini, o Caetano Rech, a Família dos Anjos. O Agnaldo de Souza, que trabalhava como Agente da Estação Ferroviária, tinha uma casa ali, mas estava alugada para um terceiro.

          Como algumas dessas famílias estavam desmembradas, no recenseamento de 1980 contei ali 16 domicílios, pois em algumas unidades havia uma família no pavimento principal e outra no porão das casas. Em 1981 não havia ainda  rede de fornecimento de água nas residências. Nos períodos de estiagem, um caminhão da Prefeitura levava água para as famílias. Esta era despejada nos poços, caixas, tonéis  ou fontes. Na época, o Sr. Vilson Surdi organizou um documento manuscrito, com a assinatura de um representante de cada uma das famílias que ali moravam, menos de 20, solicitando a consrução de rede de águas, sendo que foi atendido pelo Prefeito Ivo Luiz Bazzo. O Sr. Sílvio Santos cedeu um terreno para que o SIMAE instalasse ali o primeiro reservatório de águas. Também doou o terreno para a construção da Capela e de uma cancha de bochas, o que foi possível com o apoio do Prefeito Domingos Antônio Boff. Boff também iniciou a construção da creche local, que foi concluída pelo Prefeito Euclides Riquetti. Este construiu a escola Professor Guerino Riquetti.

          Hoje o Bairro é muito bem estruturado, tendo um bom comércio instalado, bom nível de ensino na Escola, um ginásio de Esportes construído na gestão do Prefeito Sérgio Durigon. A pavimentação de suas ruas foi realizada, gradativamente, por todos os prefeitos que atuaram a partir de 1983. Também comporta, em sua parte mais elevada, as torres repetidoras para retransmissão local das imagens dos principais canais de TV brasileiros. Uma emissora de rádio Comunitária, a Rádio Cidade FM, perrtencente à Associação de Difusão Comunitária Prefeito Luiz Gonzaga Bonissoni ali se situa.

          Do alto do Bairro Nossa Senhora dos Navegantes é possível avistar-se toda a cidade de Capinzal. Uma paisagem encantadora, com o Rio do Peixe dividindo os dois pequenos Municípios. Vale a pena fazer-lhe uma visita.

Euclides Riquetti
23-04-2013

Atrás da luz do sol


 




 

Atrás da luz do sol


Atrás da luz do sol está o seu sorriso
Estão seus olhos meigos e brilhantes
Uma mulher muito doce e cativante
Com rosto de fada, com cabelo liso

A luz do sol me provoca e me atiça
Com seu inefável fogo de esplendor
Traz  essências de perfume e de flor
Cheiro de mulher, de mulher noviça.

Luz que se esconde atrás da luz solar
Luz que se embaralha no astro-rei
Luz que vem a mim para me beijar...

Atrás do astro sol há uma outra luz
Muito mais forte do que eu imaginei
Uma luz eu me atrai e que me seduz!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Busque o equilíbrio para seu coração

 


 







Busque o equilíbrio para seu coração
A leveza necessária a sua alma
Torne sua vida tranquila e calma
Mesmo que com todas  as turbulências
Tenha paz e enfrente-as com paciência
Dê a cada fato a devida atenção...

Se Deus não nos evita a tormenta
No dia seguinte nos dá a calmaria
O tempo certo para recuperar a alegria...

Procure encarar tudo com maestria
Filtre o que ouve, analise o que vê
Nem tudo o que parece pode não ser...
Não rejeite a mão que lhe é estendida
Respire o ar puro que lhe dá a vida
Aja com desenvoltura e sua sabedoria!

Se Deus não nos evita a tormenta
No dia seguinte nos dá a calmaria
O tempo certo para recuperar a alegria...

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Fala quem sabe... em homenagem a Edgar Lancini, Vítor Almeida e Ivo Luiz Bazzo

 



         



 Fala quem sabe. E, quem não sabe, faz o quê?

           Diz o amigo e "patrão", Mário Serafim, do Jornal Cidadela,  aqui de Joaçaba, onde escrevo minha coluna "Euclides Riquetti"  que, nos primeiros tempos, se intitulava "Do Alto da Cidade": "Se não entendeu, posso desenhar"! Sem querer ser arrogante, imagino que, quem não consegue interpretar, não interpreta nem desenhos. Então...

         O que me leva a escrever sobre a capacidade de as pessoas falarem em público é um certo nível de indignação com o que dizem as pessoas em suas entrevistas no rádio aqui em nossa região, a maioria políticos e muitos funcionários públicos. Aliás, os noticiários dão pelo menos 80% de seus espaços para os políticos. Há uns 10% para as notícias policiais e o espaço restante é dividido entre entidades e, raramente, para a manifestação do cidadão comum, o vivente que vive os dias de insegurança, inquietação, até necessidades...

          Alguns que se estão colocando como "soldados a serviço do partido", olhando para o cargo de prefeito, não conseguem pronunciar os "esses" dos plurais. E tropeçam nos "as" e nos "es" dos subjuntivos e dos imperativos. Falam muito o tal de "a nível de", em vez de "em nível de"... Imagino pessoas assim falando na televisão em campanha eleitoral e nos debates e a gurizada copiando e espalhando pela internet para os amigos, zoando de tudo...

        Falar que gostam de dizer "de encontro" em vez de "ao encontro é redundância. E muitos jornalistas, formados, também cometem os mesmos erros. As locuções verbais, agora, estão ficando 
mais longas: o evento "vai estar acontecendo" na Praça tal e nós "vamos estar distribuindo" pipocas às crianças que "poderão estar brincando" nos brinquedos que "estarão sendo instalados" para que elas possam "estar se divertindo". Hummmmmmm!!!  Tal comportamento linguístico é peculiar em profissionais que atuam na área da saúde e ação social, envolvendo toda a sorte de gente diplomada,  pós-graduada, concursada e devidamente nomeada". Acho que, nos próximos anos, "deveremos estar convivendo" com esse tipo de linguagem.

         Toda a proposta de reflexão aqui "colocada" (antigamente eu diria "exposta"), é para eu dizer ( e não para "mim dizer"), que cada um assassina o vernáculo da maneira que mais lhe apraz. De minha parte, faço isso para me divertir.

         Ora, não ter um razoável domínio da língua oficial é perdoável. Tivemos até um presidente que dizia que não gostava de livros, temos jogadores de futebol que mal sabem escrever o nome e desfilam nas ruas com seus carrões (mas não jogam nada, são apenas produtos da mídia), alguns tais de ex-BBBs que pouca massa encefálica têm (há exceções, claro!), e todos recebem aplausos e ganham bem para mostrar-se em público, quer dando palestras, quer mostrando seus cortes e tinturas de cabelos exóticos, suas tatuagens "muito massas" quer desfilando modelitos, ou apelando pra algum tipo muito fácil de se promover. Mas, para as pessoas se apresentarem como candidatos a algum cargo público que, além de currículo bom, também que se apresentem com elevado padrão de caráter e um nível mínimo de boa comunicação. Principalmente combinando os plurais dos substantivos com o dos adjetivos.

  
Uma vez um cidadão pediu-me para que eu o ajudasse a aprender a falar em público. Indaguei-o sobre que tipo de leitura fazia habitualmente, se lia livros, revistas, jornais. Disse-me que não. Então, falei-lhe que eu não tinha tempo e que ele deveria procurar outra pessoa. Ora, se alguém que aprender a falar, primeiro precisa desenvolver um bom domínio da língua e isso se conquista com muita leitura. Não adianta apenas obter níveis de estudos básicos ou graduação se não houver a necessária busca do saber e do desenvolvimento da linguagem através dos livros. Vou dar dois exemplos de excelentes oradores que não tiveram elevada graduação,  mas dominavam muito bem a fala e a escrita: Edgar Lancini e Ivo Luiz Bazzo. Acho que os cursos servem para que o orador consiga um determinado nível de autoconfiança. Mas o mérito da oratória está na inteligência e no interesse pela leitura e a escrita."

Então, fica minha homenagem sincera a dois homens públicos com quem convivi, que viveram com humildade, que "nunca frequentaram faculdade", mas que detinham conhecimento e eram idealistas de nossa política: Edgar Lancini (grande orador) e Ivo Luz Bazzo (excelente administrador). E estendo minha homenagem ao saudoso advogado, político e escritor Dr. Vítor Almeida também. 

Euclides Riquetti

Fragrância que perfuma

 







Fragrância que perfuma belas rosas
Tantas quantas habitem os jardins
Presenças marcantes e perfumosas
Calêndulas misturadas aos jasmins
Alimentos para as almas generosas
Nascidas do amor entre os corações
Que se afinam em desejos e paixões.

Nas horas tristes, um consolo pleno
Doces lembranças daquelas felizes
Trazidas à mente em noite de sereno.
Sal do mar, seiva que vem de raízes
Castiçal que me ilumina para a vida.
Duas mãos estendidas me procuram
Levam ao céu uma esperança perdida
Amando-me nos anos que perduram:
Marcas deixadas em cada semblante
Acariciadas pelo vento contagiante!

Siga os sinais que vêm do horizonte
Quando os dias estiverem bem claros
Rotas do hoje, do amanhã e do ontem
Elos entre os espíritos ignotos e raros:
Tentativa de amar e ser muito amada
Prazer que se esconde atrás do nada!

Busque encontrar a força escondida
Que se vai por causa dos infortúnios
Revigore-se sempre, ousada e atrevida
Navegue sobre as águas dos dilúvios.
E, lá no horizonte azulado e distante
Onde voam garças brancas e gaivotas
Onde quer que sua vista agora alcance
Encontrará  às perguntas as respostas!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Perdi o poema...

 


 




Perdi o poema, não sei onde coloquei
Eu não o jogaria fora, certamente
Mas já não me lembro se o guardei
Ou se me desfiz dele, simplesmente.

Quem sabe ele não tinha importância
Ou não lhe foi dado o devido valor
Ou ele tinha apenas pouca substância
Não expressava um verdadeiro amor.

Mas, certamente, que está perdido
E já não tenho como o encontrar
A não ser que estivesse num arquivo
Ou  se espalhado nas águas do mar.

Não, não tenho o poema na memória
Ali guardo apenas as boas lembranças
Se algo me entristece, na vida inglória
Procuro trocar por bem-aventuranças.

Perdi o poema, faço outro, bem bonito
Que possa encantar um terno coração
Jogo palavras no papel ou no infinito
Tudo o que faço, faço com  paixão...

Apenas isso
Bem assim!

Euclides Riquetti

O nada... o amor sem fim!


 

 


 




O nada... o amor sem fim!


O nada

Que se contrapõe ao tudo

O ócio

Da depressão o entrudo

O papel em branco

Sem lápis

Sem caneta

Como água sem rio

(Um grande e solitário vazio)

Sem valeta!


O não ter

O tudo faltar

A noiva sem altar

A casa sem goivos

A noiva sem noivo

O velho que não teve o novo

O novo envelhecido pelo tempo

Impuro

Prematuro!


O básico que falta

O silêncio do ostracismo

A vilania do consumismo

O poema sem rimas

A pobreza literária

A agonia primária

As confissões íntimas...


O cãozinho adestrado

Obediente

Inteligente

Educado.

O cabelo bem arrumado

As unhas aparadas

Delicadamente pintadas

Os sonhos sonhados

Os desejos frustrados

Abortados.


A vida é o movimento

O branco das nuvens intensas

Densas.

O azul do firmamento

O vão e frágil sentimento

A saudade

A reciprocidade

A flor sem jardim

O amor sem fim!


E eu, pensando em você:

Bem assim!


Euclides Riquetti