domingo, 1 de março de 2026

Um porto seguro

 


 





Um porto seguro


Busque encontrar um porto seguro
E navegar nos mares da tranquilidade
Evite as turbulências do céu escuro
Busque a calmaria nos dias de tempestade.

Busque viver com pessoas otimistas
Com gente que a respeita e lhe quer amar
Mais vale ter poucos amigos leais e realistas
Do que ter muitos em quem não  confiar.

Busque tornar seus dias alegres e prazenteiros
Ter alguém simples, mas com que possa contar
Para compartilhar seus medos, para  juntos sonhar.

Busque os encantos mais puros e verdadeiros
A sinceridade nos gestos, o sorriso mais largado
Busque apenas ser feliz e me ter ao seu lado...

Euclides Riquetti

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Zortéa - tempos que não voltam mais - reedição- para relembrar!

 


 




Cachoeira do Taimbé, em Zortéa. Terra de muitos encantos...

          Uma parte de minha vida, do início de 1977 ao final 1979, morei no Distrito de Zortéa, que pertencia ao município de Campos Novos. Lá eu convivia com três segmentos sociais distintos: Havia os professores e alunos da Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida; meus colegas de escritório da Zortéa Brancher S/A - Compensados e esquadrias;  e a turma do futebol, que atuava numa quadra de esportes com piso de cimento e no campo gramado do Grêmio Esportivo Lírio.

          Na condição de professor, eu atuava pela manhã e noite e, à tarde, no Departamento Financeiro da empresa, na função de controlar os débitos para com fornecedores e redigir correspondências. Traduzia as que chegavam do exterior e vertia para o Inglês  as que eram enviadas para o Reino Unido, Argentina, Haiti, Iraque, Arábia Saudita, dentre outros. E ainda emitia faturas pro-forma para a venda de compensados nas exportações. Foi uma época em que muito aprendi e muito me diverti. As pessoas, lá, eram muito felizes.

          Em 1978 a comunidade católica recebeu os Padres Missionários, com quem fizemos muita amizade. Havia o Padre Mantovani, que chamávamos de Gringo, era natural de Lacerdópolis, muito carismático, conseguiu envolver, com seus colegas, a comunidade local para a religião, para a busca do bem. E o envolvimento vinha com a escola, a família, a comunidade, e até a empresa, que realizava turnos de trabalho diferenciados de forma que os empregados pudessem participar das Missões.

          Bem, acabei envolvido de tal maneira que me tornei celebrante de cultos religiosos. Fiz isso durante dois anos. Mas, paralelamente, jogava minha bolinha, treinando nos finais de tarde e jogando aos sábados e domingos, preferencialmente futebol de campo. E, aí, me vem uma  história que me faz  rir:

         Marcamos um jogo  dos professores e maridos das professoras contra os alunos, para um domingo de manhã, às 10 horas. E, naquele domingo, era minha vez de celebrar o culto. Cheguei cedo à Capela, deixei meu fusca branco,  novinho,  estacionado "em ponto de bala" na estradinha ao lado dela, com meu kichutte na bolsa. Tão logo terminasse o culto, eu iria para o campo jogar.

          Fiz minha parte na celebração e quando eram nove e quarenta anunciei o canto final. E, enquanto cantavam, saí, liguei o fusca e desci para o campo. Jogamos alegremente, numa boa.

          Na segunda-feira, bem cedo, o amigo Darci Zílio, que era Ministro da Eucaristia, procurou-me: " O que aconteceu que você não deu a bênção final e saiu de  fuque,  sem terminar o culto?" Argumentei que eu acabara o culto, anunciara o canto e saíra para o jogo.

          O Darci me cai na gargalhada: "Seu maluco, você esqueceu de dar a bênção final!"  Todos ficaram um bom tempo esperando. Achavam que você tinha se sentido mal e saído às pressas. Como você não voltou,  eu mesmo dei a bênção!" Que vergonha!...

          Bem, há poucos instantes eu soube, pelo seu filho, Vanderley, via facebook, que o Darci já morreu há 8 anos...

          É, fiquei devendo uma pro amigo Zílio, que me ajudou naquela. Agora, é rezar um pouco pra que ele tenha a recompensa, lá em cima, por tudo o que sempre fez pelos amigos e comunidade de Zortéa.

Euclide Riquetti
20-11-2012

sábado, 28 de fevereiro de 2026

QUANDO A POESIA BROTA DO FUNDO DO CORAÇÃO


 




Quando a poesia brota do fundo do coração
Ela pode vir em gentil forma de poema
Ou mesmo como letra de uma bela canção
Algo que encanta, não importa o tema...

O sentimento poético é nato no ser humano
Não tem por que ser entendido ou interpretado
Que seja aceito pelos seres em tempos insanos
Quando o mundo confuso nos parece virado...

Benditas as poetas e as mulheres escritoras
Que levam aos leitores suas maravilhas criadas
Benditos os escritores das almas sonhadoras.

Que usem o talento e lhes venha a inspiração
Deus os ilumine nas tardes e nas madrugadas
Coloquem no papel os sentimentos do coração!

Euclides Riquetti

Quando vi o sol brilhar

 



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Quando vi o  sol a brilhar
Vi sua silhueta se confundindo
Com um visual muito lindo...
Com o escuro dos montes e das ilhas
De suas pedras andarilhas
Que querem rolar pro mar...

Quando busquei a inspiração fatal
Para lhe fazer um poema que a encantasse
Algo que, profundamente, a marcasse
Imaginei-me a sussurrar em seu ouvido
Flechado pelas setas do cupido
Enquanto me embevecia com o vento matinal...

Meu ser alado voou sobre as areias clareadas
Depois sobre a água furta-cor
Então embrenhou-se nas nuvens algodoadas
E foi abraçar meu grande amor!

Euclides Riquetti


Flores com sabor de vinho, de mel...

 














FLORES COM SABOR DE VINHO, DE MEL
Se te mandarem flores com sabor de vinho
Com cores alegres, sutis e envolventes
Recebe-as com afeto, amor e carinho
Guarda-as em  vasos de vidro,  transparentes.

Se te mandarem flores com sabor de mel
Com as cores mais doces, gentis e puras
Coloca-as a adornar santos num capitel
E reza pelas almas negras, cinzas, escuras.

Se te mandarem lírios brancos ou amarelos
Lembra-te de que eles são frágeis à luz solar
Embora sejam divinos, perfumosos e singelos
Guarda-os à sombra pra que possam durar.

Se te mandarem rosas simples da estação
Ou sempre-vivas, flores do campo,  margaridas
Girâneos e  mesmo cravos de máscula paixão
Absorve-os como tudo o que há de bom pra vida.

Flores com sabor de vinho, mel e com perfumes
Flores de ternura e encanto sem medida
Flores transcendem eras, lugares e costumes
Flores, o que há de melhor em nossa vida!

Euclides Riquetti

Nunca digas nunca, jamais!..

 

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Nunca digas nunca, jamais
Que desta água tu não beberás
Pois nos conflitos pessoais
Muitas voltas o mundo dá!

Nunca digas nunca, certo?
Pois o futuro a Deus pertence
O amanhã é sempre tão  incerto
E tudo pode mudar de repente!

Nunca  digas nunca, amor
Pois os caminhos são diversos
Se num verão há muito calor
No inverno te escrevo versos!

Não, não digas nunca, então
E procura nadar na calmaria
Reserva-me o lugar no coração
Para onde voltarei um dia!

Euclides Riquetti

Tia Lurdes (Andrioni Riquetti) e tia Mirtes (Carmignan Farina) -homenagem às queridas cunhadas

 




       Hoje vou render uma homenagem a duas pessoas muito especiais: Chamo-as de Tia Lurdes e Tia Mirtes. Mas são minhas cunhadas. Lurdes era esposa de meu amado e saudoso irmão Ironi e tem duas filhas: Graziela, dona da  Boutique Diva´s em Joaçaba, casada com Fabiano Lago, mãe de Pedro Miguel; e Gabriela, advogada em Ouro, assessora jurídica na Câmara de vereadores daquela cidade, modelo.  Mirtes, irmã da Miriam, esposa do Claudionor, mãe da saudosa Jeanine Adriana (Bahr) , e do Marcelo (Engenheiro da Petrobras), avó de Bruno e do Rafael, todos moradores em Itapema. 

       São duas pessoas muito queridas, gentis e generosas, lutadoras e vencedoras. Superam as adversidades, buscam viver cada dia, a luz do sol e o azul do céu denotam esperança para ambas, as orações a a Fé lhes dão ânimo para a vida. Cercadas de amor e carinho, têm a consideração e o respeito dos familiares e amigos. 

       Além do amor e do carinho de tantas pessoas, irmãos, sobrinhos, primos e pessoas com quem conviveram, são duas pessoas talentosas; Lurdes produz artesanatos maravilhosos, já ajudou noivas ficarem mais bonitas, crianças em sua primeira comunhão ricamente ornadas. Festas de casamentos, nas igrejas e nos locais de confraternização muito bem decorados. Mirtes, nascida em Erechim, mas que viveu a flor de sua idade em Porto União da Vitória e Curitiba (Professora do Colégio Estadual do Paraná) e Administradora Hospitalar, lecionou em Mafra e passou a residir em Itapema. A arte anda paralelamente a ela, faz pinturas em telas muito criativas e mesmo reprodução de obras consagradas. O sobrado de sua casa é seu ateliê. 

       Tanto Lurdes quanto Mirtes têm seus trabalhos ornando as salas e quartos de muitas casas neste Brasil de Deus. Uma noiva guardará o arranjo que lhe foi produzido pela Lurdes. As visitas contemplarão e admiração os quadros pintados pela Mirtes Octinilda, que o cunhado Celso Kaminski chamava, carinhosamente de "Tinilda". Eu a chamo de "Cunhada Bonitona!" 

       Poder dizer a elas e aos seus familiares que lhes nutro muito respeito e admiração pela sua história e pelas suas realizações me deixa feliz. Quero que Deus continua a derramar suas bênçãos sobre ambas e possam ter significativa melhoria em sua saúde.


Com um abraço muito carinhoso, afetuosamente, 


Euclides Riquetti

28-02-2026

Quando o coração manda meus olhos te procurarem

 






Quando meu coração manda meus olhos te procurarem
Nas ruelas ou vielas de alguma cidade
E eles se alam para te buscarem
É porque ele já sente saudade...

Quando meus olhos saem para te ver em algum lugar
E se vão seguindo apenas alguns rastros
De perfumes que exalas para que eu os possa cheirar
Apenas sigo os brilhos que emanam os astros.

Quando meu corpo encontra o teu e o deseja abraçar
Para te dar os afagos e carinhos de que precisas
E minha canção encontra a tua alma que vem pelo ar
Os anjos abençoam nosso dia e nossas vidas..

Então eu faço uma oração para que continuem nos abençoando
Em todos os dias e em todos os lugares
Porque meus olhos sabem que precisam continuar sempre te procurando
Onde houver desertos, florestas ou mares.

Porque precisam levar-te meu recado:
"Eu te amo!"

Apenas isso... bem assim!

Euclides Riquetti

Doce pecado de amar

 


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Doce pecado
Da maçã vermelha
Da lingerie preta
Do beijo roubado

Doce pecado
Do sangue  quente
Dos labios ardentes
Do desejo malvado

Doce pecado do corpo  molhado...
Da gula que teima
Do fogo que queima
Da incontrolável  paixão.

Doce pecado
Da mente mundana
Na alma insana
Do prazer desregrado, indecente, impensado...


Doce pecado que não tem dor
Doce pecado de sexo, com ou  sem  amor
Na noite sem cor...

Doce pecado que não quer perdão
Doce pecado da doida  ilusão
Que arde no peito...

Apenas um suave e delicioso pecado
Sem apego
Sem medo
Sem punição
Assim, desse jeito
Escrachado, largado
Mas apena pecado....

Doce e eterno pecado de sonhar
Pecado de gostar
Pecado de amar!

Pecado...

Euclides Riquetti

Pais – as lembranças saudosas que todos temos!


 



Pais – as lembranças saudosas que todos temos!

       Todos nós temos saudosas lembranças de nossos pais. Poucos de nós, de nossa geração, ainda tem a felicidade de tê-los. “Pais são pais”, e isso nos basta. Muito ou pouco atenciosos, cada um deles ama ou amou seus filhos à sua maneira. Vemos, em nós mesmos, os pais que tivemos e os pais que podemos ser.

       O Dia dos Pais se tornou uma grande festa comercial. Mas a tônica da vida é familiar, sensível, cristã. Nesta semana, encontrei num supermercado local uma filha que acompanhava a sua mãe e a ajudava a escolher as coisas para colocar em seu carinho. Iam, sorridentes, em meio às prateleiras, buscar o que queriam. Cumprimentei-as e dei-lhes os parabéns! À cândida senhora por estar ali, chegando à casa dos oitenta, lúcida e com a energia compatível à sua idade. Queriam saber o porquê da saudação. Falei que era porque via naquela mãe a figura que todos queriam para ser sua.  E me lembrei da minha, dela e de meu pai.

       Os pais foram nosso alicerce. Das atitudes deles somos o resultado. Bem ou mal criados, parte vem da orientação deles, mas cabe a nós tentarmos ser melhores. Ajudar nossa família, sociedade e mundo a serem melhores. Ter o pai ou a mãe, ou ambos, ainda vivos, é um privilégio imedível.

       Lembro-me do esforço de meu pai para que nós estudássemos. Todo o pai que eu seu filho tenha um pouquinho a mais, que seja, de escolaridade. Um pouco mais de patrimônio físico, moral, intelectual. Mas isso depende de nós!

       Meu pai nasceu em Caxias do Sul e veio criança para o interior do atual município de Ouro. Foi para o Seminário Camiliano de Iomerê e depois para São Paulo. Morou e estudou na Vila Pompeia, viu jogos do Palestra Itália, ajudou a conduzir a cadeira de rodas do Comendador Francesco Matarazzo se sua mansão até à Capela do Seminário, antes do amanhecer, para participar das santas missas. Lá, aprendeu a ser carpinteiro, pedreiro, professor. E orgulho-me em dizer que ele tirava notas altas nos estudos, dominou o Latim, o Italiano e o Francês. Estudou Filosofia. Tocou órgão e piano, cantou em coral, conhecia partituras. Vestia terno desde a adolescência, viveu lá durante a Segunda Guerra Mundial. Fugiu do seminário após dar uma martelada no dedão do pé de um colega,  que se tornou o Padre Albino Baretta. Viveu clandestino em São Paulo por dois anos e, depois, veio com um mascate para a casa de seus pais, na Linha Bonita, no tempo em que “quem tinha um olho já era rei”!

       A História de meu pai, nascido em 11 de agosto de 1921, tem pautas interessantes, já as mencionei em crônicas. Além de nossas boas e saudosas lembranças, ficou a Biblioteca Professor Guerino Riquetti, o museu que leva seu nome e desapareceu por maus cuidados do Poder Público, a Escola Professor Guerino e uma rua, na área central de Ouro com o seu nome. Ainda restam muitos de seus alunos que, quando os encontro, me contam belas histórias dele como professor e diretor de escola. Então, você que ainda tem o seu, comemore efusivamente! O abraço, o telefonema carinhoso, o reconhecimento, fazem muito bem a ele. Lembre-se que a perspectiva de caminhada dele.


Euclides Riquetti

Um horizonte azul cor do céu

 


 


 




Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

Sorrindo na chuva

 


 



Sorrindo na chuva


Fico olhando pra você, que se vai feliz
Pela rua cinzenta, com cheiro de luar
Anda, livremente, buscando o seu mar
Sonha acordada com os versos que fiz.

Fico imaginando o que a anima tanto
O que a faz andar sorrindo na chuva
Tão protegida como a mão numa luva
Adeus às tristezas, adeus aos prantos.

Vai, esbaldando-se em sua felicidade
Na busca da recomposição de seu eu
Envolta no frescor da pura liberdade.

Vai, flutuando nas nuvens das certezas
Colhendo os frutos do pomar que é seu
Majestade coroada com sutis realezas.

Vai, feliz, sorrindo na chuva!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Amar você, amar... amar!


 








Abra sua alma e seu coração
E me deixe entrar...
Quero segurar em sua mão
E levá-la para passear...

Abra, nem que seja só um pouquinho
O tempo suficiente para que em entre
Dar-lhe-ei amor, darei carinho
E você vai ficar contente...

Eu também já abri o meu
Deixei aberto, escancarado
À espera de um convite seu
Porque quero estar sempre ao seu lado...

Estenda-me sua mão suave e cheirosa
Para que eu possa me deliciar
Tocar sua pele olorosa
Amar você, amar..amar!

Euclides Riquetti

Hora de não fazer nada

 


 



É hora de não fazer nada
De dar trela pro ócio e mais nada
É hora de jogar as pernas pro ar
Deixar os braços por conta,  na rede deitar.

Hoje é dia de não fazer nada
De ser um  dia de apenas lembrar
E quem sabe lavar a calçada
E no seu rosto pensar e pensar.

Pisar na grama, molhada, molhada
Olhar pro céu na manhã deste agosto
Jogar água nos pés, e  na escada
Deixar o resto e ficar absorto.

Agora é hora de escrever poesia
Ficar lembrando da vida passada
Lembrando de boleros que dão nostalgia
Quem sabe lembrando de antiga jornada...

É apenas hora de não fazer nada
De curtir a lembrança da amada
De escrever poesia e sentir alegria
De sentir alegria e escrever poesia..
(E mais nada!.

Euclides Riquetti

Ofereces-me os encantos que o tempo te traz

 



Ofereces-me os encantos que o tempo te traz

O desejo infinitamente descomunal

O instinto fatalmente fatal

E teu amor intenso e contumaz. 


Teus olhos são divinamente inspiradores

Cor de paisagem em tempos primaveris

Luz que brilha com dourado matiz

Que se perdem num ocaso de cores.


Trazes do passado uma consistente história

No presente, és a motivação do poeta

Uma alma deliciosamente secreta

O fogo ardente que aviva minha memória.


Rendo-te o reconhecimento certamente

Bons momentos guardados em nossas gavetas

Nas estrofes de minhas redondilhas e tercetos

Que te componho, amada, amadamente!



Euclides Riquetti

Maddrugada de 27-02-2025