domingo, 19 de julho de 2026

Abrace esta canção

 






Abrace esta canção e leve-a embora
Segure-a, firmemente, cuide bem dela
São versos que eu escrevi bem agora
Inspirei-me em sua vida tão singela.

Abrace minha canção, guarde-a bem
Coloque num cantinho de seu coração
E, adiante, quem sabe no ano que vem
Você a possa recolocar na minha mão.

Está escrita em folha branca, de paz
Letra azul, na papel da cor do algodão
Tem letra simples esta minha canção.

Nela, falo da alegria que você me traz
Falo da alma, do corpo que me seduz
De seus cabelos e de seu olhar de luz.

Euclides Riquetti

sábado, 18 de julho de 2026

Tereza Maria Bof de Freitas - despedida

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(Jarmino, Dona Tere e familiares)

O anoitecer do sábado, 18, nos surpreendeu com uma noticia postada nas redes sociais: "Morre Terezinha Maria Bof de Freitas" - Sim, a notícia era real, verdadeira, triste. Dona Tere, assim como era carinhosamente chamado pelos familiares a amigos, vinha sofrendo muito com sua doença e Deus a levou para junto de si. Foi reencontrar o marido Jarmino e o filho que se foi prematuramente. Ela foi presença constante na Escola Major Cipriano Rodrigues de Almeida e na Capela de Santa Catarina, em Zortéa.

Conheci a Tere em 1977, quando fui morar em Zortéa, antigo distrito de Campos Novos, hoje município. O marido, Jarmino, foi eu colega de escola, nos formamos no curso técnico de contabilidade do Colégio Cenecista Padre Anchieta, em 1971. Adiante, trabalhei com o casal na empresa Zortéa Brancher S.A., onde ele chegou a ser contador e ela era telefonista. A Tere tinha aquele jeito sutil e afável de tratar os colegas de trabalho, era muito eficiente em seu trabalho, uma mãezona para todos, uma fiel conselheira. Não há como não lembrar dela com carinho. Fui amigo também de seu irmão Itacir e do Luiz Carlos, do qual também fui colega de trabalho nos Colégios Mater Dolorum e Sílvio Santos, em Capinzal e Ouro, respectivamente.

Seus filhos foram meus alunos, todos muito educados, afáveis, respeitosos, estudiosos e inteligentes. Família de gente muito responsável, que nos deixa bons legados. Se Dona Tere sofreu co a doença, teve o carinho de seus filhos e netos até seus últimos momentos. Na página "Eu me criei em Zortéa", está o gentil e sensível texto que aqui reproduzo, e que traduz o quanto ela era amada e o quanto é de dor este momento para os familiares:

"Hoje o céu recebe uma pessoa especial…
Dona Tere, mulher de coração imenso, exemplo de bondade, carinho e simplicidade.
Sua presença aqui deixou marcas que o tempo jamais apagará. Foi luz na vida de muitos, sempre com uma palavra amiga, um sorriso sincero e um jeito único de acolher a todos ao seu redor.
Hoje ela descansa na paz de Cristo, nos braços do Senhor, onde não há dor, nem sofrimento — apenas amor e eternidade.
Fica a saudade, mas também fica a gratidão por tudo que ela foi e por tudo que representou em nossas vidas".

À família e aos amigos, as mais sentidas condolências!

Euclides Riquetti e família - em 19-07-2027
Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos.
E que Dona Tere siga em paz, iluminando o céu assim como iluminou nossas vidas aqui na Terra.
Descanse em paz, Dona Tere.

Vem dançar comigo!


 




Vem dançar comigo, guria
Vem, com teu vestido de renda
Vem, com teu vestido de prenda
Com teu sorriso cor de melodia.

Vem cantar a canção da dança
Vem, com teu embalo galante
Vem, com a tua luz no semblante
Com teu corpo belo, que balança.

Vem namorar comigo, guria
Vem, com teus beijos sem pecado
Vem, com toda a tua alegria.

Vem me amar, morena gaúcha
Vem, com teu jeito encantado
De gata, menina, da  cachucha!

Euclides Riquetti

Você me seduz

 


 


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Você me seduz
Com o seu jeito imponente e importante  de ser
Você me reduz
A um ninguém maltratado, largado outra vez.

Você é assim
A mais bela mulher que eu já vi  por aí
Você é pra mim
A mais formidável senhora que já conheci.

Procuro compor
Um poema com lindas palavras e rimas para lhe agradar
E sinto uma dor
Quando percebo que busco e não tenho o que encontrar.

Procuro pensar
Que você já sentiu quanto amo seus olhos castanhos
E me conformar
Pois não há como ser de você, que me vê como estranho.

Você  me seduz
E maltrata o meu coração perdido e incontido em desejo
Você me reduz
A um frangalho, um  rejeito sem coragem de olhar-se no espelho.

Você é assim
Eu não sei se é maldade, se é medo, ou pura vaidade
Você é pra mim
A deusa distante que finge e me esnoba assim sem piedade.

Procuro compor
As canções mais sensíveis com com letra romântica e melhor  melodia
E sinto uma dor
Que faz com que eu sofra por não receber nem um simples "bom dia"!

Um bom dia
Um aceno
Um olhar...

Apenas um olhar
Disfarçado que seja.
Como a noite sem luz
Você me seduz!


Euclides Riquetti

Para as mulheres

 


  




             "A mulher foi concebida naturalmente tão perfeita, que se fosse um árvore e perdesse as flores ainda continuaria charmosa; se perdesse as folhas,  tornar-se-ia  um corpo sublime; se perdesse os galhos, permaneceria sendo mulher; se lhe tomassem as raízes, restaria como um anjo, divina,  flutuante, elegante, frágil mas  forte,  exalando  amor e esperando respostas. Almas não se destroem: recompõem imagens, corpos, seres. Mulheres serão sempre perfeitas. Mulheres serão sempre mulheres, acima de tudo. E de todos!"

Minha homenagem a você, mulher!

Euclides Riquetti

Jogo de sedução

 


 




Não quero que me vejas como um fútil galanteador
Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão
Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador
Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...

Não imagino que possamos dar luz a uma realidade
Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão
Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade
Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...

Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti
Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer
Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...

Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão
Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder
Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Riquetti

O grito da sua alma

 


 




O grito de sua alma ecoa, livremente, no universo

Vem para encontrar o meu, sua ressonância
Enquanto meu pensamento jaz, ali submerso
Sob os eufemismos da matéria em substância!

O grito de sua alma, quando encontra a voz rouca
Da noite, dos lençóis de algodão, de travesseiro
Funde-se nas delícias de uma sensualidade louca
Para buscar em meus braços o afeto verdadeiro.

O grito de sua alma que me seduz afetuosamente
Move as imensidões, sobrepõe-se às montanhas
Cala em mim o desejo, que vem silenciosamente...

Vem para se juntar aos pingos da chuva fria
Vem para atiçar nossas vontades mais estranhas
Vem para me trazer amor, pra me trazer alegria!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 17 de julho de 2026

O sorriso que brilha

 


 


 





O sorriso que brilha
É como ouro que reluz
É como o corpo que seduz
Mesmo que em alma maltrapilha.

O sorriso singular
É aquele que me atrai
É aquele que vem e que vai
Que me convida a viver e sonhar.

O sorriso mais puro
É aquele que me encanta
É aquele da voz que canta
Que brilha no claro e no escuro.

O teu sorriso aberto
Estampa em ti a sutileza
Em teu rosto de luz e beleza
Que inspira a compor-te os versos:

Versos românticos para quem partilha
O sorriso que tanto brilha!

Euclides Riquetti

Pra dizer que eu te amo

 






Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti

A canção na madrugada chuvosa

 






Na madrugada, enquanto chovia
Eu te abraçava
Porque esperava o dia
E, mais uma vez
Reviver o sonho
E a poesia!

Na madrugada, enquanto chovia
Eu apenas pensava
E também escrevia
Um novo poema
Uma nova canção
Com tua melodia!

Era a melodia do encantamento
Que gravei em meu pensamento
Quando você cantou...
Era a canção do momento
Que veio junto com o vento
Quando você cantou!

A canção da madrugada chuvosa
É a mesma da tarde gostosa
Da tarde do abraço e do beijo...
É a canção da alma dengosa
Que canto em verso e prosa
Pra dizer que eu te desejo!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Cuida de mim e eu cuidarei de ti!

 

 




 

Cuida de mim e eu cuidarei de ti!



Cuida de mim e eu cuidarei de ti
E dar-te-ei todo o meu carinho
Para o amor que veio de mansinho
Que veio pra ficar e me fazer feliz!

Na normalidade ou na inconstância
Na turbulência ou na calmaria
Nos momentos de tristeza ou alegria
Tu és a primeira em importância.

Cuida de mim com teu jeitinho
Fala-me as palavras mais graciosas
Sorria-me teu sorriso marotinho...

Cuida de mim com as mãos macias
Acaricia-me com as mãos sedosas
Em todas as noites e nossos dias!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Abaixo do céu, em algum lugar!

 


 


 


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Por debaixo do céu, em algum lugar
É possível que você esteja
Andando na beira do mar
Ou talvez rezando numa igreja
Mas, certamente que abaixo do céu
Você deve estar!

Não sei exatamente onde
Mas eu  posso imaginar
Não sei se você se esconde
Para eu não a encontrar.
Talvez eu tenha que a procurar
Na beira do mar!

Procurarei, sim, eternamente
Procurarei de modo diferente:
Escreverei um poema na areia
E, quem sabe você, vestida de sereia
Possa ler o meu recado
E, se for se seu agrado
Venha me encontrar!

Euclides Riquetti

O Breda, o Buick e o Smith & Wesson - para homenagear Kurtz Brecht - o Fritz Chapeador

 


 


 





     Vi recentemente,  num site regional, que perdemos o amigão "Fritz Chapeador", morador em Ouro, SC, masque se aposentou trabalhando em Capinzal - em sua oficina próxima à área de lazer Doutor Arnaldo Favorito. Então, estou reeditando a crônica que escrevi em 22-04-2013 e que ele é uma dos personagens reais. Os filhos dele foram meus alunos de Inglês e Português, na Escola Sílvio Santos ou na CNEC. 

          O Horácio Heitor Breda era gaúcho de Flores da Cunha. Veio para Videira bem jovem  e, depois, foi convidado a trabalhar nas Indústrias Reunidas Ouro, na antiga Rio Capinzal. Era um excelente moço de escritório, entendia de tudo, um autêntico contabilista. Trabalhou uns anos por aqui e depois foi embora, lá para Maringá. Era bom administrador e empreendedor, foi trabalhar por conta em sociedade com um irmão.

          No início da década de 1950 o recém emancipado Município de Capinzal tinha uma forte divisão política. Na margem esquerda do Rio do Peixe, onde havia o principal núcleo populacional e a melhor infraestrutura, inclusive com dois hospitais, hotéis e a estação do trem, situava-se a sede municipal e havia a predominância política do partido PSD. O PTB também tinha sua força. Mas, à margem direita, o Distrito de Ouro, antigo Abelardo Luz, tinha a predominância política da UDN. E os udenistas pensaram numa estratégia para ganhar as eleições. Ivo Luiz Bazzo, jovem militante desta, foi de jipe, com um amigo, até Maringá e convidou o Breda para voltar à cidade e  concorrer a Prefeito do Município de Capinzal.

          Para a época, bastava que o candidato e estivesse residindo cidade há seis meses do dia da eleição. Então, trouxeram o Sr. Breda para residir na casa do Ivo Luiz Bazzo, ali na Rua do Comércio. Ficou ali morando, candidataram-no e  elegeram-no Prefeito de Capinzal. Em seu mandato foi inaugurada a Ponte Irineu Bornhausen, que ligou as duas margens do rio, e ainda adquiriu da família Sartori uma edificação de alvenaria, no Distrito de Ouro, onde instalou a Prefeitura. A sede municipal era na margem esquerda e a Prefeitura na margem direita do Rio do Peixe. Breda fez grandes realizações no município que governou de 1954 a 1959.

          Entrevistei o Breda, por telefone, há 5 anos, no estúdio da Rádio Capinzal, com o apoio do Ademir Pedro Belotto. Produzimos um vídeo em DVD com meu texto e a narração do Belotto. Colhi imagens em álbuns fotográficos e escutei do Ivo Luiz Bazzo, do Nélito Colombo  e do Pedro Zaleski mutas histórias sobre o Breda. Então, eu tive os argumentos para fazer-lhe as perguntas, a que ele habilmente respondeu.  Foi muito amável e mantenho o material comigo, vou preservar.

          Mas as boas partes da história não são as da política. Era conhecido como exímio atirador. Costumava passar (a pé) pela Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza e  observar as águas então límpidas do Rio do Peixe. E, lá de cima, via os peixes na água. Mirava seu reluzente revólver "38 Smith  & Wesson" e acertava o exemplar que escolhesse. Amigos iam retirar os peixes da água e dar-lhes o melhor destino, a grelha ou a frigideira.

          O Kurtz Brecht, também conhecido como Fritz, foi um dos melhores latoeiros/funileiros (chapeador) de automóveis da história da cidade. Agora aposentado, sempre que o encontro nosso "Chapeador", levo com ele um bom papo. Pois ele me contou que, na época em que era Prefeito, o Breda levou um Buick, carro formidável e fabricado em Detroit, para que fizesse uns reparos, deixasse "nos trinques".  O moço Fritz abriu o porta-malas e descobriu, enrolado numa manta, um reluzente rifle. Disse-lhe o Breda que era para caçar "bichos grandes". Ficaram muito amigos. O Breda deixou fama como atirador.

          Ao término do mandato, Breda voltou para Maringá, onde continuou a trabalhar com negócios próprios e, em 2007, foi morar na Agronômica, em Florianópolis. Em muitos encontros promovidos pelo SEBRAE em que participei, conversei e obtive informações sobre ele com um rapaz casado com uma de suas netas. Até lhe mandei um CD do Grupo Píccola Itália Del Oro, para que escutasse. Há um ano não tinha mais notícias dele. No sábado, 13 de abril, recebi a informação de que ele havia falecido. Aguardei que sites regionais trouxessem notícias sobre o fato, mas nada descobri. Apenas o site de uma Funerária da Capital indicava a hora do sepultamento, no Jardim da Paz, em Florianópolis. Também não soube que tivessem decretado Luto Oficial na cidade onde foi Prefeito. Ontem, o DC trouxe em seu obituário uma nota sobre seu falecimento, colocada por familiares. E vi no facebook uma postagem do Dr. Lourenço Brancher mencionando isso. E comentários de amigos que lamentam que as pessoas que fizeram a história das cidades sejam facilmente esquecidas.

          Aos amigos e familiares do Breda, aquele rapaz alto e elegante, chapéu de feltro, paletó cinza, que governou Capinzal e se constituiu num  dos grandes pilares de sua História, manifesto minhas mais sinceras condolências. Foi muito gratificante ter ouvido das pessoas que o conheceram sobre seus feitos e sua habilidade como administrador público. Sempre o admirei. E, nas vezes que falei com ele ao telefone, senti a firmeza de uma pessoa de sentimentos nobres, humilde, bom caráter, e com alto espírito público: "Grande Horácio Heitor Breda"!

Euclides Riquetti
22-04-2013

Numa transcendência abismal

 


 


 



Numa transcendência abismal

Minha mente voa leve e flutua

Vai, na noite clara, cortejar a lua

E, na manhã fresca e natural

Pousa no teu universo colossal.


Navega com a força do desejo

Vai dar asas aos meus instintos

Pelos ares dos mares mais distintos

E, na oportunidade do ensejo

Chegar em teus lábios o meu beijo...


E, no andar simples e dileto

Universalizam-se os meus versos

Pelos céus deste planeta dispersos

Verte-se o abstrato no concreto

E te dou meus escritos poéticos. 


Euclides Celito Riquetti

Vem beber no cálice da paixão

 


 





Vem beber no cálice da paixão
Vem beber do vinho que nos excita
Vem beber de minha alma e de meu coração
Vem beber-me  com tua boca bonita...

Vem, e traz com ela teu corpo sedutor
Os teus olhos amendoados
Delicados...
A tua pele macia
E tua  voz de poesia...

Traz também as tuas mãos carinhosas
As tuas pernas formosas
O teu rosto divinal
O teu corpo colossal.

Vem beber de meus sonhos
De meus lábios risonhos
Vem banhar-te em meu suor
Declamar-me versos de cor.

Vem. Te espero...
Vem beber no cálice da paixão!

Euclides Riquetti