sábado, 23 de maio de 2026

O anjo azul

 

 


 



 


 
O anjo azul sobrevoou as flores na tarde cinzenta
Estendeu suas asas e planou divino sobre meu jardim
Abençoou primeiro as rosas champanhe e as magentas
Depois o cravo bordô, o lírio amarelo e o vaidoso jasmim.

O anjo azul entoou um cântico santamente sagrado
Secundado por clarinetes com seus acordes triunfantes
Alegrou-nos com seus versos docemente cadenciados
Encantou-nos com a harmonia das notas ressonantes.

O anjo azul azulou com sua túnica discreta a manhã nova
O anjo azul enfeitou com seus cabelos dourados a manhã ditosa
O anjo azul te protegeu com suas armas em todas as horas...

E eu esperei por ele enquanto olhava pela minha janela
E eu rezei por ele e pedi por ele na oração venturosa
Enquanto o dia passava e eu ficava a esperar por ela...

Euclides Riquetti

O brilho do teu olhar

 


 


 



O brilho do teu olhar é natural
Capaz de me contagiar
Capaz de me atiçar
De se tornar...  fatal...

O brilho do teu olhar é singular
Traz-me teu poder sedutor
Convida-me ao amor
Convida-me a amar...

O brilho do teu olhar é diferente
Tem algo que é teu, exclusivo
Deve ser o teu doce  sorriso
Encantador, suave, envolvente...

O brilho do teu olhar é indescritível
A mim e  a todos os poetas
Que não encontrarão as palavras certas
Porque descrever-te é impossível...

Pensa o poeta os pensamentos mais ousados
Que vêm do olhar enamorado
Provocar o coração apaixonado
E os pensamentos mais refinados...

Espera o poeta rever o teu olhar
Espera poder dizer o quanto te ama
Em cada verso que escreve e declama
Porque tu o fazes sonhar.

Apenas sonhar
Com o brilho do teu olhar...
Sem par...
Singular!
Euclides Riquetti

Ande, sutilmente, pelos caminhos do sol

 


 


 




          Ande,  sutilmente pelos caminhos do sol,  e vá encontrar o que você procura. Estenda, gentilmente,  suas mãos a quem você ama e entregue-lhe, incondicionalmente, o seu coração, com sua alma desprovida  de incertezas,  e seus olhos de inefável beleza. Vai, siga em frente, sem preocupar-se com pedras que possam estar em seu caminho, com plantas que em vez de flores lhe oferecem somente os espinhos.

 
          Abra seu sorriso franco que a torna feliz, retribua, com alegria, a cada manifestação carinhosa, e dispense a todos sua atitude generosa. Seja compreensiva com os que duvidam de você, mostre-lhes que você é sincera e verdadeira, porte-se com altivez e galhardia, mas não se esqueça de exercitar, em cada momento, a sua humildade. Você é mais você, em todas as circunstâncias.

          Permita, em cada dia, um renascer dentro de você, enseje expectativas em cada um que espera que lhe proporcione algo, esperanças que possam se renovar, possibilidades que se possam reabrir, caminhos que possam, novamente, ser percorridos. Situe-se ao lado do bem, não se importando se os outros pensam diferentemente de você. O que importa, sim, é a paz que restará em seu interior e que você fará resultar nos outros. 

          Dirija seu pensamento para o Altíssimo, faça-lhe orações despretensiosas, mas carregadas de boas intenções. Queira a felicidade para todos, independente de a terem ou não perdoado em seus pecados ou a aplaudido em suas vitórias, pois a vida nem sempre é dada a derrotas, e nem sempre a conquistar a glória.

          Ande, sutilmente, pelos caminhos do sol. E, depois que tiver feito tudo isso, sem que lhe fosse de obrigação ou compromisso, colha as flores que nasceram perto de você, nos caminhos que você trilhou, nos jardins onde as plantou. E verá, certamente, que tudo lhe valeu a pena!

Euclides Celito Riquetti

Nascem as flores...

 


  
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Nascem as flores  nos canteiros
Nos vasos, jardins e floreiros
Nascem nos campos as flores
De todos os matizes e cores.

Nasceram as flores em janeiro
E continuam a nascer em fevereiro....

Nascem flores champanhe muito belas
Rosas brancas, vermelhas, amarelas
Nascem nos montes  as flores
Vêm nos perfumar seus olores.

Nasceram em botões e se abriram
E meus olhos as contemplam (e admiram!).

E as flores em janeiro nascidas
Ali estão, formosas e coloridas
A conquistar os transeuntes embasbacados
A conquistar meus olhos abrilhantados.

Ah, flores frágeis e esplendorosas
Mas também  belas, singelas  e viçosas.

Mas apenas flores
A povoar os vasos
Os jardins:
A encantar você
A encantar a mim!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Quando os espinhos machucam

 





Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...


 


 


 

Buscar-te na noite, embalado ao vento...

O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

Como as folhas caem

 







Vejo, em ti, uma paixão louca que arde
É algo que me atiça e me incendeia
Que me provoca nas noites e tardes
Uma luz quente que brilha na candeia.

Vejo, em ti, algo que muito me entorpece
Um fulgor, um brilho, uma luz dourada
Um jeitinho maroto que me enternece
A fascinação no teu rosto estampada.

Vejo, em ti, a beleza, o charme, o encanto
E todos os seus atributos que me atraem
Por isso mesmo é que eu te quero tanto
E é tão verdadeiro como as folhas caem.

Euclides Riquetti

José Mauro Lehmkhul e Neri Lunelli - duas grandes perdas para Ouro e Capinzal

 



                                            José Mauro Lehmkhul



                                                     Neuri Lunelli

       Capinzal e Ouro amanheceram de luto nesta sexta-feira, 22 de maior de 2026. Duas perdas irreparáveis para o Baixo Vale do Rio do Peixe. Os sites de notícias trazem a informação do falecimento do professor aposentado José Mauro Lehmkhul (78) e do empresário da construção civil, também aposentado, Neri Lunelli (86). Tive convivência social, de amizade e de trabalho com ambos. Isso aconteceu a partir de 1977, quando voltei a morar em Zortéa e depois Ouro. Lunelli estava construindo o prédio da Biblioteca Municipal Prefeito Ivo Luiz Bazzo e escolas da rede municipal e estadual em Ouro. José Mauro era conceituado professor no Colégio Mater Dolúrum e depois Diretor do Grupo Escolas Belisário Penna.

       Do Lunelli fui professor de seus filhos, Neury, Silvana e Volmir, este in memorian. Convivemos e dividimos muitos bons momentos. Dias antes de minha posse como prefeito em Ouro, Lunelli e o saudoso Gabriel Casagrande me convidaram para participar do Baiule de Reveillon no Atenehu Clube na noite de 31 de dezembro de 1988. Na manhá seguinte ocorreria minha posse na Prefeitura de Ouro, às 8 horas. Não quis decepcionar os amigos e participamos do início do baile. Em outras ocasiões, me encontrei com ele no Clube da Colina, no Ateneu e no estádio do Arabutã. Amizade sincera e mútua admiração. Lunelli foi um dos pioneiros em registrar empresa de construção civil em Capinzal. 

       Com o José Mauro a convivência também foi muito harmoniosa e dividimos a participação em centenas de eventos nas escolas, prefeituras de Ouro e Capinzal e na Unoesc de Joaçaba e Capinzal. Mauro foi uma autêntica liderança na Educação do Meio-Oeste Catarinense, inclusive sendo Diretor do Campus da mesma em Capinzal. Casado com minha colega de primário, no Mater Dolorum, Inelves Andrioni, nosso vizinho em Ouro, onde morava na Rua Professor Guerino Riquetti. O casal teve os filhos Christiane e Felipe, a quem deram e receberam muito amor. 

       Inteligente, bem articulado, culto, estudioso e bom formador de opinião, com seu costumeiro equilíbrio sempre tinha uma palavra certa para confortas pessoas em quaisquer situações. Foi presidente e um dos fundadores de nossa APROC -Associação de Professores de Ouro e Capinzal. Supervisor Local de Educação em Oueio e Capinzal, forte liderança na Igreja Católica, com grande atuação em atividades pastorais da Paróquia de São Paulo Apóstolo. 

       Jogamos Futsal com nossos colegas professores nas décadas de 1980 e 1990, aos sábados à tarde, no Ginásio de Esportes André Colombo, em Ouro. Seguidamente me dava carona em seu fuscão 1500 cor pinhão, placas Ok 0066, cultivamos muito a amizade.

       Quando de meu acidente jogando futebol, em 22 de julho de 1984, em que tive múltiplas fraturas na perna direita, me visitou logo em seguida e me trouxe material de leitura: Alguns exemplares da Revista IstoÉ Senhor e dois livros de cujos textos me lembro muito bem, doi escritor Albert Camus: "A Peste" e "O Estrangeiro". Altruísta, dividia seus conhecimentos com os amigos e pessoas de convivência, era cordato e vai deixar muitas saudades. 

       Aos familiares do Neuri Lunelli e do Zé Mauro, que Deus os abençoe e lhes dê ânimo para os dias que virão e superação nas horas difíceis. 


Euclides Riquetti e Família

22-05-2026

Silvana Fátima Giumbelli - mais uma estrela no céu... Estrela de verdade

 



       Capinzal e região se enlutaram no fim de semana passado com a perda da Senhora Silvana Fátima Giumbelli, que faleceu após longo período de enfermidade. Acompanhei o o caso, mesmo à distância, pois além de ter sido minha aluna nos seus estudos de Ensino Médio, em Capinzal, foi uma jovem que sempre admirei pela sua maneira dinâmica e simpática de ser. Altiva e altruísta, sempre em movimento, agia com equilíbrio entre a razão e a emoção. Silvana entristeceu seus filhos e  comunidade, embora a sua passagem já era esperada em razão da gravidade de seu caso. Mas ninguém quer perder uma pessoa amada!

       O sorriso sempre presente e a amizade sincera para com as pessoas  fizeram com que ela tivesse em seu favor as pessoas da comunidade de Lindenberg e arredores, inicialmente, e com os anos, de Capinzal e do Baixo Vale do Rio do Peixee. Enquanto teve energia e saúde, foi uma defensora das causas humanas, da família, da educação, da saúde e do social. 


Com os filhos

     



Com a irmã Carla...

       Silvana, minha saudosa e querida ex-aluna, teve como último trabalho o de gerente de finanças da empresa de sua família, a AGN Frios. Entusiasta dos esportes, era comum ser vista nas arquibancadas do Ginásio de Esportes Prefeito Dileto Bertaiolli, em Capinzal, torcendo pelo time de sua empresa, que representava aquela cidade. A comunidade se sentiu muito consternada com a sua partida. Condolências de toda a minha família aos seus familiares e amigoss. Vai sorrir no céu, Silvana!


Euclides Riquetti

22-05-2026

Histórias de alfaiates ... Homenageando os alfaiates de Rio Capinzal

 


 



Blog dos Alfaiates: Alfaiates: arquitetos da elegância (I)


          Os alfaiates tiveram grande importância, ao longo a História, na vida do homem. Mãos habilidosas, prática obtida com o tempo de exercício da profissão, talento nato e herança de conhecimentos levaram profissionais "oficiais" a viverem tempos de bonança e a deixarem os homens mais elegantes. Dentre meus familiares, muitos oficiais. Os "meio oficiais" eram aqueles que não tinham, ainda, o domínio total do metier, como, por exemplo, os que sabiam costurar mas não sabiam fazer o corte dos tecidos.

           Perceber o "caimento", promover a combinação dos tecidos, ter o domínio da tesoura, da agulha e da máquina se coser, a habilidade e a precisão na obtenção das medidas do corpo do cliente, e até saber conversar com o cidadão ajudava, ou eram requisitos indispensáveis para que o alfaiate tivesse sucesso em sua profissão.

          Em minha infância e adolescência, algumas alfaiatarias funcionavam no município de Capinzal e no Distrito de Ouro. Havia, em Capinzal, o Valdomiro e os Vicari, o Franchini, que era torcedor do Fluminense, e a do Vilson Dambrós  (marido da Ruth Baretta)  e do Angelin Sfredo marido da Stela Flâmia), que se localizava em anexo ao Posto Ipiranga, no lado de Capinzal. Ali era uma espécie de "Embaixada do Vasco da Gama, uma vez que estes jogavam no Vasco de Capinzal. Trouxeram o Vanderlei, um moreno alto e magro que jogava o fino da bola, para trabalhar na alfaiataria e jogar no time.

          No lado do Ouro, havia a Alfaiataria Baretta, do meu primo Chascove, (Ludovino Baretta), em que trabalhavam meus primos Sérgio Riquetti e seus irmãos Hélcio e Ovídio. Também meu tio Ivo Baretta, o Ulisses Vergani e acho que o Sadi Dalposso. Adiante, cada um foi tomando seu rumo: Os Riqueti passaram a ter sua própria alfaiataria, primeiro no Ouro e depois em Capinzal, o Vergani a sua em Capinzal, onde ensinou o Celso Calegari, da Loja Calegari, o Dalposso manteve-se por longo tempo no Ouro, tendo costurado meu terno de posse como prefeito daquela cidade, na minha juventude. O Tonini, que hoje faz fretes com uma Kombi, trabalhou com familiares no Novo Porto Alegre, onde também havia uma delas. Outros amigos de que me lembro, foram o Alduino Thomazoni, que trabalhou com o Ivo Baretta; o Nílton Nora e o Alcides Faccin, que trabalharam com o Chascove em nossa época de juventude.

          Hoje, restam poucos alfaiates exercendo a profissão. Normalmente, trabalham para lojas que vendem ternos e estão instaladas nos shoppings das grandes  e médias cidades.

          Neste dia 6, domingo, comemoraremos o Dia do Alfaiate. Deixo um grande abraço em todos os que conheci e que tornaram meus amigos.

Euclides Riquetti

06-10-2019

Luz e trevas...

 


 


 


 




Luz  e trevas

Noite e dia

Escuridão e velas

Depressão e euforia.


Céu estrelado

Porta fechada

Teto de telhado

Casa arrombada.


Roupas no varal

Grampo que comprime

Cordão de sizal

Cesta de vime.


Rimas desalinhadas

Poesia capenga

Palavras bagunçadas

Poeta lenga-lenga!


Hora do banho

Ai, que frio!

Se não tomar, apanho

Choro e já não rio!


Euclides Riquetti

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Para cada mulher, uma flor








Para cada mulher, uma flor
Para cada flor, um sorriso de mulher
Para as flores
De todas as cores
O sorriso que cada uma delas quer
E o meu para você
Se você também quiser.

Para seu rosto de finos traços
As carícias de minhas mãos
E muitos beijos e abraços...

Para os seus olhos brilhantes
Em tempos de muita emoção
Os encantos mais cativantes...

Para você, em especial
Um poema simples, talvez até banal
Mas um recado muito sincero
Uma mensagem bem legal
Pra lhe dizer que eu a quero
Pra não perdê-la jamais!

Euclides Riquetti

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Euclides Celito Riquetti

Andar de mãos dadas... na Manoel Ribas!

 


 




                                                           (União da Vitória - início da década de 1970)


Andar de mãos dadas... na Manoel Ribas


Andar de mãos dadas 

Pela bela avenida

Segurando as mãos

Da adorável Mila

Tomando sorvetes 

Na Manoel Ribas!


Alegria na juventude

Tempos de glórias

Energia e atitudes

Em União da Vitória

Comprar os sonhos

Na padaria Glória!


Estudar na Faculdade

Ter tantos amigos

Na FAFI querida 

Nos tempos antigos

Roubar beijos doces

E namorar contigo!


Uma bela história 

A juventude bem vivida

Tempos que não voltam

Assim é a vida

Mas ter o grande amor

Da querida Mila!


Euclides Riquetti


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Vendavais de paixão

 







Vendavais destroem cidades
Arrasam prédios e praças
E, em tempos de saudades
Arrasam almas onde passam.

Vendavais de amor e paixão
Da força mais descomunal
Arrasam também o coração
Como fossem inimigo fatal.

Vendavais fortes, violentos
Com sua força impetuosa
Arrasam meus pensamentos
Com sua sanha tão belicosa.

Vendavais, ambos, destroem
Destruição física ou moral
E nada mais reconstroem
Nos legando a dor e o mal.

Quiçá o tempo possa reparar
Refazer tudo o que é perdido
Nossas lembranças carregar
Espalhar pelo céu infinito.

Euclides Riquetti

Vestidinho verde

 


 



Quando vestires verde, ficarás muito bem
Um vestido de barrinha acima do joelho
E vais ter charme, se mostrares também
O teu belo corpo diante daquele espelho..

Quando usares preto, com tua exuberância
Cor de diamante negro, sabor chocolate
Me encantarei com toda a tua elegância
Detalhes coloridos, ou vermelho escarlate.

Se te produzires com marcantes adornos
Tão sedutores como os teus movimentos
Sentirei os calores e frescores dos outonos
Te idealizarei na alma e nos pensamentos.

Cândidas, as vozes da noite me chamam 
Meus pensamentos alados te sobrevoam
Mando-te meus versos que te conclamam
A ouvir estas palavras que no céu ecoam.

Vão, buscam encontrar-te
Vão, pelo infinito de azul colorido
Vão, vão para cortejar-te
A ti e a teu verde vestido!

Euclides Riquetti