domingo, 8 de fevereiro de 2026

Em um dia de verão


 

 

Em um dia de verão


Uma noite fria, após dias de calor intenso

Alegria, alegria! Para o corpo, calmaria!

Para a alma, tranquilidade e muito alento.


Depois de tanto desconforto, volta o prazer 

O ar fresco invade as casas, volta a euforia

Volta-nos a normalidade, a vontade de viver.


Esperar por um amanhã suave, doce, terno

Pelo cantar do passaredo com sua harmonia

Em um dia de verão, sentir o frio do inverno.


Euclides Riquetti


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Na noite serenada ... eu te encontrei!

 


 


 



Na noite serenada
Bem de madrugada
Eu te encontrei.

Estavas caminhando
Quem sabe procurando
Me encontrar na estrada
Bem de madrugada
Na noite serenada.

Na noite serenada de março
Também te procurei
E eu não disfarço...

Viramos dois caminhantes
Duas almas errantes
Que vagavam naquela estrada
Divinamente serenada.

Naquele sábado de março
De baixo para cima
E de cima para baixo
Com os pés descalços.

Era um corpo desnudo
De mãos dadas e pensamentos afinados
Sintonizados
Despidos de tudo.

Apenas vestidos de amor e de paixão
Andávamos sem destino
Procurando abrigo
No nada
Na noite estrelada
Mas serenada!
.
Euclides Riquetti

É nossa toda a imensidão





 

É nossa toda essa imensidão
É nosso o vento que acaricia minha pele
É nossa toda essa imensidão
É nosso o luar que prateia a madrugada
É nossa toda essa imensidão
É nosso o poema que a alma concebe
É nossa toda essa imensidão
É nosso o canto, sinfonia da passarada.

É nosso o infinito do céu matizado
E também são as cores do arco-íris
É nosso o desenho da planta, articulado
E também o sorriso dos rostos felizes.

É nosso esse mundo de verde, de azul, de infinito
É nosso o frescor no dia que amanhece
É nosso esse vale encantado, bonito
É nosso o sonho que a alma aquece...

São nossos a alma, o sonho, o sorriso
É meu, muito meu, o prazer de estar contigo!
 
Euclides Riquetti

"A virtude está no meio" - o Epitáfio - memórias do filho de Guerino ( em União da Vitória )



  


 
 
 
          Quando, em minha juventude, entrei para o curso de Letras da Fafi, em União da Vitória, depois de ter vivido toda minha vida em Ouro e Capínzal (só fui conhecer Joaçaba aos 16 anos), fiquei deslumbrado por estar numa cidade maior que a minha, ter feito muitos novos amigos e colegas. Minha Lee,  meu  Samello e meus cabelos longos  me levavam para lugares que até então  eu não estava acostumado a frequentar. Era um mundo novo e poucas pessoas eu conhecia naquele lugar. Meus primeiros meses se resumiam a ir para a aula à noite, estudar um pouco durante o dia, assistir aos treinos do Iguaçu e, aos finais de semana, junto com o colega Samonek, irmos explorar alguns lugares e tirar umas fotografias, tipo ao lado de aviões  no Aeroporto José Cleto, no monte do Cristo, ou andar pelas redondezas do Iguaçu. Também algumas incursões em bailinhos nas cidades e comunidades dos arredores faziam parte de nossa agenda de final de semana. E, no domingo à tarde, dançar no "25".

          Como minha família não tinha telefone, minha comunicação com casa se dava por cartas, que eu escrevia semanalmente e obtinha resposta em no máximo 10 dias. Minha mãe aderira ao costume de escrever, tornou-se até hábito. Eu escrevia relatando minhas "façanhas", com o entusiasmo de quem via em tudo novidade. Meu pai ficou preocupado com o que eu escrevia e pensou que seu filho regrado poderia estar se enveredando por caminhos tortuosos e, na dúvida, escreveu-me uma cartinha, que carinhosamente veio no mesmo envelope que a de minha mãe. Poucas palavras, praticamente um bilhete, em que se sobressaía uma frase: "In medio virtus".

          Como vinha estudando Latim e até já havia comprado um dicionário, busquei entender aquilo. (Naquele tempo não existia google,  e  Barsa só algumas escolas tinham). Confesso que o Latim não era meu forte nem minha matéria preferida, apenas me esforçava para obter a média exata para ser aprovado sem Exame Final. E não entendi direito o que ele queria dizer, embora a tradução eu tivesse conseguido: "A virtude está no meio". Fiquei a matutar, matuto que eu era, com dificuldade para pronunciar os "erres" adequadamente e outras inconveniências fonéticas. Mas não cheguei ao objetivo do "meu velho".

          Com o tempo, numa de suas raras visitas, perguntei-lhe o que quisera dizer com aquilo e ele me respondeu: "Primeiro,  queria fazer você buscar respostas por si mesmo e, segundo, quis dizer-lhe que não é pra você ser muito "prafrentex", mas nem ficar atrás dos outros. Não queira ser um adiantado mas também não seja um atrasado, busque o meio termo".

          Somente os anos vieram a me elucidar bem isso que no princípio me pareceu uma muito enigmática afirmação do filósofo e pensador grego Sócrates, quatro séculos antes de Cristo. A virtude e a verdade  estão no equilíbrio, no meio termo, no desprezo do radicalismo. E entendi que muitos conflitos poderiam ter sido evitados entre os povos se isso tivesse sido levado em consideração. Realmente, nosso triunfo está em parar para ouvir e decidir com sabedoria, ter cuidado no que se diz e se faz, pois nossas verdades não são, necessariamente, as verdades dos outros. Poderia até metaforizar, dizendo que um time de futebol que só tem jogadores habilidosos, mas que pouco correm, não obtém  bons resultados. É preciso que haja nele também aqueles menos técnicos, mas que desenvolvem melhor sua condição física, que correm e se disciplinam taticamente, ajudando os outros, em equipe, a lograrem resultados favoráveis. Ah, também a mescla de jogadores mais experientes com outros mais jovens ajuda muito. E você obtém um futebol de bom padrão, com o time bem postado e organizado.

          Então, a afirmação socratiana é bem atual, revestida de muita  universalidade. E pode ser aplicada numa sala de aula, onde os indivíduos, professores e alunos, são diferentes, pensam diferente e, se bem articulados, podem obter sucesso na aprendizagem e na formação pessoal.

          Em 18 de junho de 1977 perdi meu pai. Tinha 55 anos. Era um professor bem informado, atualizado, inteligente. E, minha forma de eternizar minha homenagem a ele foi mandar produzir uma placa de bronze com sua foto em porcelana, assentada em granito, onde está gravado seu epitáfio: "In medio virtus".

Euclides Riquetti
12-12-2012

Um sorriso em seu rosto...

 



 





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Não vejo um sorriso em seu rosto
O que será que aconteceu?
Será que é tristeza ou desgosto
E seu sorriso, então, desapareceu?

Não vejo mais a alegria costumeira
Nem ouço as palavras animadas
Você, que era sempre tão faceira
Não solta mais suas gargalhadas...

Cuide de ter, de novo, seu sorriso
Aquele olhar tão contagiante
O seu sorrir, que era tão divino
Precisa voltar bonito e  triunfante...

Cuide de ser feliz, felizmente
Cuide de animar-se, animadamente
Cuide de se amar, amadamente
E a cuidarei, carinhosamente!

Euclides Riquetti

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Deixe que o vento leve as folhas

 


 


 


Deixe que o vento leve as folhas


Deixe que o vento leve as folhas embora
Mas que não leve junto o seu belo sorriso
Deixe que eu acarinhe seu cabelo liso
E que ele acalme meu coração que chora.

Deixe  que o vento leve as folhas já caídas
Aquelas que secaram e se desprenderam
As que eram verdes e, de dor, já feneceram
As folhas marrons e aquelas amarelecidas.

Que leve as folhas,  mas não leve a vida
Que nos deixe o tempo que nos envelhece
Que  reanime a voz quando ela emudece
Que reacenda a chama do amor esquecida.

E,  que quando os anos já tiverem passado
Quando a história for maior que o porvir
Que nossas almas  possam sempre sentir
Que o amor vivido possa ser relembrado!

Euclides Riquetti

Luiz Faccioni - o colono inventor - Homenagem aos saudosos Vicenza e Deoclides Rech da antiga Rio Capinzal

 


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          Em outubro de 1910, quando inauguraram a estrada de Ferro da Rede Viação Paraná Santa Catarina, mais tarde RFFSA, já havia muitas famílias morando em Rio Capinzal e no então Distrito de Abelardo Luz. E, pela questão do Contestado, Abelardo Luz, hoje Ouro, não pertencia a Santa Catarina e sim à cidade de Palmas, Paraná.

          Ocorre que, pela conveniência da história, contada pela "classe dominante", sempre se omitiu dizer que havia, em Ouro, muitos caboclos e "brasileiros" antes da chegada dos descendentes de italianos. (Se buscarmos a literatura histórica do saudoso amigo Dr. vítor Almeida, vamos ver que é um pouco diferente do que se propagou durante os anos). Mas, em reuniões que realizei, há 10 anos, nas diversas comunidades do Ouro, com as pessoas mais idosas, levantei que antes de nossos italianos havia, por exemplo, os Teixeira Andrade, em Linha Bonita (1902), o Veríssimo Américo Ribeiro (viram d Vacaria em 1919, mas ainda não havia italianos ali), e outros em Pinheiro Baixo, e um "tal Francisco D ´amendoa e um Benedito", em Leãozinho, e os Silva, em Pinheiro Alto. Os Teixeira Andrade e os Américo Ribeiro adquiriram sua terras. Os outros eram considerados posseiros.

          Pois bem, em Pinheiro Alto até hoje é bom escutar as histórias contadas pelos Morés, Masson  Dambrós e  Borsatti. Quando se reunem para jogar baralho ou bochas, no pavilhão da comunidade, tomando um brodo no inverno,  ou umas birotas, é até bom só ficar ouvindo-os contarem as histórias. E eles riem até dos próprios infortúnios.

          Uma das histórias que mais me marcaram foi a sobre Sr. Luiz Faccioni, um dos primeiros a chegar. Contam os que ali ainda vivem que este senhor era um grande inventor. Tinha farta imaginação e tudo o que imaginava gostava de materializar. Enquanto carpia ou roçava, pensava. Pensava muito. E, nos dias de chuva, procurava dar forma às suas ideias. Gostava de inventar máquinas e equipamentos. Até  inventou uma máquina de costura, feita em madeira. fez as agulhas com espinhos de laranjeira, que quebravam facilmente e isso o deixava irritado, mas não desistia nunca.

          Agora, do que mais riem nossos amigos lá, é da história das asas. De certa feita, com madeiras leves e panos, confeccionou um par de asas. Queria voar. Se os pássaros voavam, era possível que ele também pudesse voar. Amarrava-as ao corpo, às costas, e corria pelo pátio, ali onde morou, até recentemente, o Mário Masson. Fica numa estradinha que dá acesso à estrada geral, indo-se do sentido da cidade para lá,  uns dois quilometros antes da Igreja, à direita.

          E chegou o grande dia. reuniu esposa e filhos e falou-lhes, em seu dialeto italiano, que tinha chegado a hora. ia fazer sua primeira viagem voando. Voaria até Caxias do Sul, onde rencontraria seus parentes. Depois voltaria para o Pinheiro Alto. E, se as asas fossem aprovadas, faria depois umas que lhe permitissem voar até a Itália...

           E, no dia escolhido, subiu ao sótão da casa  e  fixou, com a ajuda dos filhos seu par de asas. Despediu-se e planou... Seu voo breve deu-se até sobre os arames do parreiral, onde quebrou umas costelas. A notícia logo espalhou-se pelas redondezas.

          Conta-me o amigo Deoclides Rech que ele era bem criança ná época e foi com seus pais visitar o vizinho que, além de algumas costelas quebradas estava com muitos hematomas pelo corpo. Lá, ainda encontrou a Vicenza Masson, uma menina da comunidade.

          Agora, o Vovô Deoclides e a Dona Vicenza, bem idosos, moram na Vila Unidos, no mesmo local ainda. E, quando contam essa história, riem muito. E fazem a gente rir junto!

     

         Euclides Riquetti - 2012

Andar de mãos dadas... na Manoel Ribas!

 




                                                           (União da Vitória - início da década de 1970)


Andar de mãos dadas... na Manoel Ribas


Andar de mãos dadas 

Pela bela avenida

Segurando as mãos

Da adorável Mila

Tomando sorvetes 

Na Manoel Ribas!


Alegria na juventude

Tempos de glórias

Energia e atitudes

Em União da Vitória

Comprar os sonhos

Na padaria Glória!


Estudar na Faculdade

Ter tantos amigos

Na FAFI querida 

Nos tempos antigos

Roubar beijos doces

E namorar contigo!


Uma bela história 

A juventude bem vivida

Tempos que não voltam

Assim é a vida

Mas ter o grande amor

Da querida Mila!


Euclides Riquetti


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07-02-2025


De quem é a noite?

 


 



De quem é a noite?

Dizem ser das estrelas cintilantes

Também dos namorados e dos amantes...

E, se for difícil vê-las?

Então se há de buscar a lupa

Ou o ouvido que escuta...


De quem é a noite?

É de quem de noite dorme

E de dia some...


E, se for muito escura?

Então poderei encontrá-la

Seduzi-la

Beijá-la

Apalpar seu corpo

E sua alma pura!


De quem é a noite?

Certamente sua e minha

Nossa...sua... todinha!


Euclides Riquetti

Deixe que o vento leve as folhas

 


 


 


Deixe que o vento leve as folhas


Deixe que o vento leve as folhas embora
Mas que não leve junto o seu belo sorriso
Deixe que eu acarinhe seu cabelo liso
E que ele acalme meu coração que chora.

Deixe  que o vento leve as folhas já caídas
Aquelas que secaram e se desprenderam
As que eram verdes e, de dor, já feneceram
As folhas marrons e aquelas amarelecidas.

Que leve as folhas,  mas não leve a vida
Que nos deixe o tempo que nos envelhece
Que  reanime a voz quando ela emudece
Que reacenda a chama do amor esquecida.

E,  que quando os anos já tiverem passado
Quando a história for maior que o porvir
Que nossas almas  possam sempre sentir
Que o amor vivido possa ser relembrado!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Um poema romântico


 







Eu queria te fazer um poema romântico
Que pudesse ser lido em todo o mundo
Desde o Oceano Pacífico até o Atlântico
Em que eu te falasse de amor profundo...

Nele colocaria as palavras selecionadas
Escolhidas com zelo, carinhosamente
Em versos com rimas simples e ousadas
Talvez falar de teus olhos, simplesmente.

Eu queria que meu poema te encantasse
Que fosse uma forma sutil de te atrair
Um belo poema em que eu  te exaltasse

Mas, se eu não conseguir  o meu intento
Se eu não conseguir fazer-te me ouvir
Sentirás apenas meu pranto,  meu lamento!

Euclides Riquetti

Perto de teu belo sorriso

 


 


  

 

 
Não tenhas medo, tu sabes que eu preciso
Ver melhor teu rosto, sentir teu perfume
Olhar nos teus olhos, que me condenam e punem
Mas preciso chegar  perto de teu belo sorriso!

Não te preocupes, não sou um bandido
Nem te justifiques, não dê explicações
Peço-te que entendas  as minhas razões
Eu apenas tenho um coração ferido!

Não me rejeites, procura me entender
Sou apenas um homem que tem sangue nas veias
Que tem fogo na alma para te aquecer.

Mais uma vez eu te imploro e eu te digo
Quero ser só teu, espero que  creias
Que preciso estar perto de teu lindo sorriso!

Euclides Riquetti

Quando vier, de novo, a primavera


 




Quando vier, de novo, a tão esperada primavera 
Depois de um outono e um inverno de incertezas
Quando as flores voltarem a colorir todas as terras
E as águas amainarem-se em suas corredeiras
Espero que os cenários se apresentem com clareza!

Quando se dissiparem todas as nuvens escuras
E as dúvidas que pairam nas mentes diminuírem
E os olhos puderem buscar a esperança nas alturas
Quando o pânico e os medos, enfim, se reduzirem
Espero que todos os campos voltem a se colorirem. 

E, então, renovados os ânimos, todos voltarão à vida
O sorriso voltará aos rostos agora entristecidos
A energia que nos move voltará a nos dar guarida.
E os trigais, agora verdes, já restarão amarelecidos
Mas nossos temores ainda não estarão esquecidos!

Buscaremos, novamente, retomar nossas rotinas
Amar, novamente, com a força do amor e da paixão
Promover o elevar de nossa combalida autoestima 
Pisar, com firmeza em cada canto deste nosso chão
Reviver nossos sonhos, alimentar a força do coração!

Euclides Riquetti
 
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Desnude sua alma

 


Desnude sua alma



Desnude sua alma, dispa-se de seus conflitos existenciais
Fale com o coração aquilo que seu pensamento lhe dita
Faça com as mãos graciosas  o que sua mente premedita
Como se cada momento que vive não lhe volte jamais.

Desnude sua alma, seu corpo,  e abra seu afável coração
Deixe que eu mergulhe neles com a força de meu ser
Mostre ao mundo as cores da vida vivida com paixão
E que nada pode apagar esse  imenso desejo de viver.

Ou, cubra-se com o manto que esconde todas as inquietudes
No anular-se da vida, na composição de seu grande cenário
No entregar-se aos infortúnios que dissipam as belas virtudes.

Ou,  entre numa redoma do vidro mais espesso e inviolável
No proteger-se contra todo o inimigo de seu imaginário
Mas nunca deixe de ser a senhora do ânimo inabalável.

Euclides Riquetti

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Enquanto ouço teus mantras

 




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Chove na tarde cinzenta
Uma chuvinha entristecida
Que cai leve e lenta
Com cheiro de despedida.

Chove a chuva esperada
Para mais um mês de inverno
Uma garoinha abençoada
Como um abraço fraterno.

Uma chuvinha discreta
Sem ventos, na calmaria
Para animar o poeta
A escrever sua poesia.

Uma chuvinha deliciosa
Que me inspira a poetar
Pensar na mulher carinhosa
Que me faz sentir e  sonhar.

Chove, sim, a chuva redentora
Que reanima almas e plantas
Que torna a vida promissora
Enquanto ouço teus mantras...

Euclides Riquetti