sábado, 5 de setembro de 2026

Desnude sua alma

 




Desnude sua alma, dispa-se de seus conflitos existenciais
Fale com o coração aquilo que seu pensamento lhe dita
Faça com as mãos graciosas  o que sua mente premedita
Como se cada momento que vive não lhe volte jamais.

Desnude sua alma, seu corpo,  e abra seu afável coração
Deixe que eu mergulhe neles com a força de meu ser
Mostre ao mundo as cores da vida vivida com paixão
E que nada pode apagar esse  imenso desejo de viver.

Ou, cubra-se com o manto que esconde todas as inquietudes
No anular-se da vida, na composição de seu grande cenário
No entregar-se aos infortúnios que dissipam as belas virtudes.

Ou,  entre numa redoma do vidro mais espesso e inviolável
No proteger-se contra todo o inimigo de seu imaginário
Mas nunca deixe de ser a senhora do ânimo inabalável.

Euclides Riquetti

Na agenda fugaz do tempo...

 


 



Na agenda fugaz do tempo...            (Poema para Marisete 
Graziotin Calliari) União da Vitória - PR
                                                


Caminhos por nós percorridos não mais se repetem
Quando nós não quisermos que eles se repitam
Perdem-se na poeira e na agenda fugaz do tempo:
Amizades voltam como vem e como vai o vento.
Fascinam-nos os corações agitados que palpitam
Doem os corpos cansados quando doem as almas
Catalisam-se as dores agudas nas noites calmas
Plena harmonia vem nos sonhos que se refletem.

Pagam-se os pecados quando não forem perdoados
Sorriem os rostos das antes moças, agora senhoras.
Toadas antigas invadem as casas pelas janelas
Paz contagiante vem das flores suaves e singelas
Fazem-nos lembrar dos belos dias, das boas horas.
Sei de teu amor, de teus abraços, tudo foi desejo
Provas de amor que me oferecem teu gostoso beijo
Materializam-se em versos com cuidado forjados.
Primores que escrevo, bela, apenas para te encantar
Cantados pra ti na solidão da praça, ou na beira do mar.

Doces lembranças me fazem sentir doces saudades
Prazerosamente, elas me reanimam e me deleitam.
Talvez que nossos caminhos possam ainda se cruzar
Vales e montanhas que os raios de sol os enfeitam.
Mais do que tudo, na vida, triunfam as verdades
Suaves notas das canções que te chegam  pelo ar:
Mares, oceanos e imensidões suscitam emoções
Alimentam-nos para a vida, nos reacendem paixões.

Euclides Riquetti

Haicai para Mariscal = Areia Macia


 


 



Areia macia

Bordada pelo vento

Meu pé acaricia.


A ilha distante

Desperta minha atenção

Vista deslumbrante.


Ondas verdejantes

Natureza em movimento

Águas espumantes.


O sol que me aquece

Atiça o meu coração

Que a Deus agradece.


Euclides Riquetti

Tu tens a mim e eu tenho a ti

 


 


 

Tu tens a mim e eu tenho a ti


Entrego-te meu corpo e minha alma
Sem ressalvas
Para que os uses
E abuses.
Reservo-me a parte negra,  e dou-te a alva...

E te ofereço  meus beijos
Que se perdem com os teus
Que satisfazem teus desejos
E os desejos meus
Os que se avivam agora e os que hão de vir:
Tu tens a mim e eu tenho a ti!

Entrego-te,  de olhos fechados
Meu coração flechado
Despido
Livre, ou
Atingido
Pelo cupido!

Entrego-me o que tenho de mais sagrado:
A parte de min´alma sem pecado
E fico com o lado carvão.
(O lado escuridão)!

Entrego-te o melhor de mim:
Entrego-te meus versos, minhas estrofes e meus sonetos
Os limitados e os perfeitos
Os livres e os alexandrinos
Que só têm um destino:
Dizer que tu podes ter a mim
E que eu posso ter a ti!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Uma oração para você

 


 


Resultado de imagem para imagens homem muito triste


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudes...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).

Rosas vermelhas de fim de inverno

 


 



Rosas vermelhas de fim de inverno - do meu próprio jardim


Rebrotam as roseiras após sua dormência

Irrompem seus botões avermelhados

Perfumam meu jardim com suas essências

Encantam os olhares dos namorados.


Em poucos dias, restarão ali as rosas 

Por alguns meses ansiosamente esperadas 

Realezas cultivadas pelas mãos dadivosas

Pelos sais da terra escura energizadas. 


Dias de sol, céu azul, com nuvens claras

Tempos de esperança, alegria, fascinação

E os poemas que tu lês, declamas, narras.


Brilho nos olhos admirados dos passantes

Fértil é o solo, verde a folha, afável o coração

Estão voltando as rosas tão belas como antes!


Euclides Riquetti

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Muito mais que flores

 


 



Quero abraçar-te na manhã discreta
Beijar teus lábios, doce namorada
Poder dizer-te de forma direta
Que meu coração de escritor poeta
Pensou em ti durante a madrugada.

Quero escrever-te versos alinhados
Colocar romance nas palavras ditas
Poder dizer dos sonhos projetados
Que são aqueles por nós esperados
Pra nossas almas sempre tão aflitas.

Quero sentir-te em  noites prateadas
Pousar no telhado de nosso castelo
Voar com asas brancas emplumadas
Andar nas nuvens das manhãs douradas
Botar amor no teu amor singelo.

Quero sonhar os sonhos mais bonitos
Amor eterno, firme e  sem temores
Fazer poemas longos, belos e  infinitos
Viver o amor sem riscos ou conflitos
Dar-te carinho muito mais que  flores.

Euclides Riquetti

Futebol - dos tempos dos pés no chão! Crônica em homenagem aos atletas do Esporte Clube Coxilha Seca -Penharol e outros - Ouro - SC -

 



 


1. Guerino Riquetti - Treinador e líder do grupo; 2. Ernesto Riguel; 3. Defendente Morosini; 4 - Itacir Savaris; 5. Ivo Santo  Guerra, o Bode Branco. 6. Adelino Baretta, o Nené; 7. Não identificado; 8. Juca de Tal; 9. Raimundo Pissoli. 10. Não identificado; 11. Rivaldino Faccin; 12. ...Adami. 

Ficarei muito agradecido se algum amigo puder identificar os que não consegui apurar o seu nome para que eu possa escrever aqui. 

       O futebol, hoje, movimenta bilhões de dólares no mundo. Tudo isso alimentado e incentivado por uma mídia ousada e esperta, que ajuda os clubes famosos a tomarem o dinheiro dos torcedores e dos apaixonados pelo esporte bretão. Há lavagem de dinheiro na jogada, muito mais do que o verdadeiro futebol. Clubes endividados e falidos, de uma hora para outra parecem nada mais deverem e contratam jogadores por valores bem acima do que vale seu passe e com salários fora da realidade brasileira. Além de receberem patrocínios de grandes empresas mundiais. No Brasil, foi histórico o investimento da Caixa Econômica Federal no futebol profissional e do Banco do Brasil em outras modalidades esportivas. Sempre achei um absurdo um banco estatal patrocinar futebol. Menos mal o BB, que ajudava modalidades onde o esporte é mais praticado com devoção e os salários dos atletas muitas vezes são muito ínfimos.

    Mas, meu propósito, hoje, é dizer que, nas cidades de colonização italiana e germânica, no Vale do Rio do Peixe, o futebol amador sempre foi muito ativo. Nas comunidades rurais, cada uma delas tinha o seu time. Trocavam visitas com as lindeiras e iam jogar embarcados em carroceria de caminhão. Vilson Ársego, Antônio Biarzi, José Formentão, Davi Andreis, Rozimbo Baretta, Gabriel Penso, Davi João Seben, Ivalino Maziero, Naudi Buselato, Selvino Savaris e seus filhos Vítor, Hilario e Ivo,  Fernande Maziero, Santo Baldasso, Zitro Brum, Agenor Jacob Dalla Costa, Neivo Bortoli, Nelson Andrioni, Olino Neis e seus filhos, Umberto Andrioni, Ivo Brol, Nézio Zanol, Osvaldo Tessaro, Aristides Tieppo, Carlos Baretta, Celito Baretta, Aquiles Masson, Rosalino Mauli, Claudino Moresco, Celito Riguel, João Rech Sobrinho, Nízio Dal Piva, Valdemar Masson, Ulisses Masson, Benjamim Miqujeloto, Sadi Domingo Brancher, Adelar Baretta, e muitos outros, muito fizeram pelo esporte no território do Município de Ouro. 

       Com o passar do tempo, veículos menores passaram a realizar o transporte de jogadores, ônibus,  vans, kombis e caminhonetes diversas foram sendo utilizados. Hoje, praticamente todos os jogadores têm carros, há campos desativados por falta de jogadores, pois as pessoas foram saindo da área rural para as cidades e o futebol praticamente morreu. 

       Mas levo-me  a homenagear esses colaboradores, bem como aqueles que iam no sábado à tarde ou domingo de manhã aos campos para marcar as linhas do gramado com cal ou mesmo serragem de madeiras, receber e pôr as bebidas para serem geladas, espetar e assar churrasco e outros afazeres. Tudo pelo bem dos amigos, deles mesmos e das comunidades.  E, para representar os que gostavam, verdadeiramente, de jogar futebol, escolhi colocar aqui a foto que está comigo e me foi emprestada pelo amigo Dr. Pedro Morosini, meu colega de Mater Dolorum, ex-sargento da PMSC e vereador, em Ouro,  e atualmente advogado. Visitei-o nos primeiros dias de março do ano passado para entregar-lhe o convite para o lançamento de meu novo livro de crônicas e prometi-lhe que buscaria encontrar a foto para devolver-lhe. 

       Data e mesma do final da década de 1960, quando, em uma oportunidade, reuniram-se alguns moradores da Coxilha Seca para transformar um potreiro em campo de futebol e formar um time. Meu pai foi convidado a ajudá-los a se organizarem. Num domingo pela manhã, roçaram e limparam o terreno, colocaram as traves, fizeram o campo e ainda jogaram uma partida de futebol. Difícil foi livrarem-se de alguns estrepes que judiaram de seus pés. Mais jogaram bola. Adiante, o campo foi ocupado pelo Boca Juniors, time organizado pelo Valdovino Masson e amigos. E, na sequência, organizaram o Penharol, liderado por diversos jovens, entre eles o Maurício Dambrós, principal jogador do time e verdadeiro craque. 



       O idealismo das pessoas e sua história precisam de reconhecimento. Uma pena que nos falte a reativação do Museu Professor Guerino Riquetti e o registro, ao menos fotográfico, de tanta história que nos deu o futebol. Então, acima, postei a foto do Esporte Clube Coxilhaa Seca.  Que os descendentes de cada um dos jogadores, ou os próprios que ainda existirem, possam ver todos homenageados.




Euclides Riquetti - Praia de Mariscal -  Bombinhas - SC

20-05-2021

Traz-me a voz do vento o teu sorriso

 


 


 


Traz-me a voz do vento o teu sorriso


Traz-me a voz do vento o teu sorriso
De que eu preciso!
Traz-me teu rosto sorridente
Que perpassa portas, janelas, jardins
E que chega até a mim
Em  teu perfume envolvente.

Traz-me o barulho do vento o teu ninar
O teu sonho
O teu semblante risonho
Que vem me acalmar!

Traz-me o vento tuas palavras doces
Dizendo-me que fostes
Andar ao mar.

E  o sol te deixou mais morena
Com teus cabelos cacheados
E teus ombros bronzeados
Uma  mulher bonita, dócil, serena!

Traz-me  a voz do vento o teu sorriso
E é meu destino
Te esperar!

Euclides Riquetti

Gente que fez: Universidade do Vale do Iguaçu - União da Vitória - PR

 




                                   Avenida Manoel Ribas, União da Vitória - PR - foto da época
          No início da década de 1970, quando ingressei da FAFI, em União da Vitória, iniciava-se, na cidade, uma forte campanha para que a cidade pudesse se desenvolver. Até então, vivia-se em função da industrialização da madeira com fornecimento para o mercado interno e para exportação. Havia madeireiras poderosas na cidade. Serragem e beneficiamento de pinheiro araucária,   imbuias e outras madeiras nativas garantiam a economia.

           Na época, pelo menos dois fatores deram um "baque" na economia local: Com a guerra de Israel e os Países Árabes, em outubro de 1973, houve alta nos preços dos combustíveis, em especial a gasolina. Não se conhecia ainda o etanol e havia muitos caminhões acionados a gasolina, elevando os custos de produção. O óleo diesel era mais barato e a solução foi os proprietários irem comprando motores a diesel e adaptando-os aos caminhões Ford  e Chevrolet. Em  seguida, veio uma "proibição" da exportação de madeiras e a economia de Porto União da Vitória foi muito abalada. Lembro-me do desespero de empresários com menos poder de fogo e dos operários com medo de perderem o emprego e dos caminhoneiros perderem seus fretes.

          Talvez antevendo isso tudo, algumas pessoas influentes na cidade começaram a planejar a implantação de uma instituição de ensino superior forte, que viesse a alavancar o desenvolvimento de Porto União da Vitória: a criação da Universidade do Vale do Iguaçu, cujo embrião foi a FACE - Faculdade de Administração e Ciências Econômicas, com o empenho de pessoas dedicadas como José Nelson Dissenha, Moacir de Melo, Hélio Bueno de Camargo, o Professor Raul Bortolini, Odilon Muncinelli, Sérgio Ângelo Francisco Mattioli e alguns colaboradores.

         Lembro de uma reunião havida, possivelmente no Clube Apollo,  em que a ideia da nova Universidade nos foi trazida. A FAFI disponibilizava, então, Letras, Pedagogia, História e Geografia, que se transformou em Geociências. Na memorável reunião, o Dr. Mattioli, Juiz de Direito, falou da importância de termos a Universidade do vale do Iguaçu e de que precisávamos unir nossa força moral e intelectual, com apoio do empresariado e da classe política, para que isso acontecesse. Naquela noite, uma pequena mensagem nos era passada, impressa num pedacinho de papel: "Universidade do vale do Iguaçu - Não somos tão ricos que nada possamos receber, nem tão pobres que nada possamos dar" - guardo isso muito bem em minha memória...

         Os anos passaram, a maioria dos cursos sonhados na época já estão funcionando na UNIUV, a cidade sobreviveu a algumas enchentes, tem um comércio  e a prestação de serviços bastante diversificada, uma "capacidade intelectual instalada" forte e sempre em ascensão.

          As cidades não podem deixar de reconhecer a importância que as pessoas que mencionei acima, e muitas outras, tiveram para seu desenvolvimento e sua sustentabilidade. Parabéns a essas pessoas por terem plantado as primeiras sementes, lá atrás.

Euclides Riquetti
18-07-2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Viajando pelo universo

 


 




Resultado de imagem para imagens mulher no céu


Se viajares  pelo universo
Transformarei teu sorriso em versos...
Se andares pela estrada asfaltada
Te farei uma poesia rimada...
Se andares sem direção
Te farei uma bela canção...
Se andares por meio aos espinhos
Irei na frente abrindo o caminho...
Se fores passear sob o luar prateado
Farei tudo para estar ao teu lado...
Se andares pelos bravios oceanos
Esperar-te-ei por meses e anos...
Se viajares pela imensidão
Dou-te para levar meu coração...
Com amor
Deu-te a flor:
Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Há uma voz que vem do céu

 





 


Há uma voz que vem do céu do Oeste
Uma voz muito natural
Ou será que vem do Leste
Do Ocidente global?

Há uma voz que pousa nos corpos celestiais
E que carrega consigo tristezas ou lamentos
Mas prefiro que pouse nos jardins colossais
Nada de dor, nada de lamentos!

E, se a dita vier do Norte
A dita que saiu do Sul
E foi buscar a própria sorte
Mas o céu de lá não foi azul?

A voz que vem de não sei onde
Certamente que vem de algum lugar
E, se pousa por aqui, e aqui se esconde
É porque há um porto pra pousar...

Mas,  se vai uma voz para lhe sussurrar no ouvido
Se vai minha voz pra te levar o alento
Versos românticos, ou de gozo um gemido
Agarre-a com a força de seu pensamento...

Apenas isso:
Leva-lhe os versos que saem de dentro de mim
Que carpintei para lhe mandar assim...

Euclides Riquetti

Corações de areia

 



 


Resultado de imagem para imagens corações de areia

Corações de areia se despedaçam
Com um simples sopro de vento
Mesmo quando destinos se traçam
E teimam em lutar contra o tempo...

Corações aflitos são fragilizados
Perdem toda a sua força e energia
Sofrem os tormentos desalmados
Perdem de ver o sol e sua alegria.

Os  seres que buscam na utopia
E no imaginário toda a solução
Afogam-se no mar da melancolia.

Pois há uma lógica a pautar a vida:
Seres precisam de amor com razão
E a vida só existe para ser vivida!

Euclides Riquetti

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Deixe-me embalar seus sonhos

 







Deixe-me embalar seus sonhos e seu sono
Como se eu fosse uma canção de ninar
Da planta alvissareira quero ser o pomo
Que adoça seus lábios com o meu beijar...

Deixe-me cativar seu sorriso brilhante
Que tanto me seduz  e me faz contente
Maroto, ousado, muito lindo e cativante
Que adorna seu rosto de adolescente...

Deixe-me compor-lhe apenas um soneto
Simples como as canções que você canta
E no seu ninho ser ao menos um graveto...

E, depois, colha de mim o que lhe agrade
Pegue pra você o que mais lhe encanta
Me pegue, me tenha, me queira, me abrace!

Euclides Riquetti

Quando os espinhos machucam

 


 





Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti