segunda-feira, 29 de junho de 2026

De corpo e de alma

 




 

 

 

Passam os dias
Passam outros e outros
Vem nova semana
Vem outra, outra ainda
Longa, morosa, infinda:
Só tu não vens!

E chega um novo mês
Para animar
Meu coração já insano
Enquanto fico a  esperar
Que comece um novo ano
Que venham outros, muitos talvez, outra vez.

Passa o tempo, inclemente
Num repente!
Só não passa a dor no coração
De  quem  perdeu  algo precioso
Forte, imedível, inimaginável...
Passa simplesmente.

A vida corre  e o tempo passa
Enquanto sento na praça
Na espera da sorte
Que deveria vir do norte
Mas não vem...
Nem do Sul, nem de lá, nem de cá!

Todo o meu conforto
É imaginar-te em mim pensando
Acreditar que não me esqueceste
Que não te arrependeste
De ter sido minha de alma...
E de corpo!

Euclides Riquetti

Oração ao Monge São João Maria

 


 


 

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Estátua de João Maria, no Morro da Cruz, em Porto União - SC

Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençõe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti

O mar colossal

 



O mar é colossal
Move-se em suas ondulações francas
Gera e extingue as espumas brancas
De água e de sal.

O mar é imenso e colossal
É um oceano de águas turbulentas
Que balamça as mais  doces emoções
Que se quebram nas ondas que chegam lentas
Aos pés, corpos, peles, almas e corações.

O mar que me traz dos tempos de criança
As mais ternas lembranças
É o mar de todas as idades.

O mar que nos manda a brisa generosa
É aquele que embala a alma esperançosa
E que nos faz sentir saudades... saudades... saudades!

Euclides Riquetti

domingo, 28 de junho de 2026

Memórias de Cadichon

 



Porque Burro, mesmo, é quem não tem sensibilidade para a Arte Literária!

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          Quando estou a pensar no passado, e isso me inspira a escrever, procuro lembrar de situações que marcaram minha vida ou a de outras pessoas de minhas relações  e amizade. Entrei para o primeiro ano do antigo primário com 8 anos feitos, tinha vergonha por ser mais velho do que os outros. E passei por três professoras, Judite Marcon, que foi substituída por Mariza Calza, e depois Noemi(a) Zuanazzi, pois mudaram-me de sala, colocando-me numa turma um pouco mais adiantada.

          Na nossa condição e capacidade de julgar, da época, fazíamos a separação: Primeiro Ano Fraco e Primeiro Ano Forte. Neste, os alunos que cursaram o jardim da Infância. Naquele, "nosotros". Então, após alguns meses de aula, eu já estava razoável em leitura e escrita, então fui para a turma que estava além do a, e, i, o, u. Nós não estávamos errados em nossos conceitos...

          No segundo ano, em 1962,  lá pela metade do ano letivo, eu já lia bem, com alguma fluência, sem solavancos. Eu era muito privilegiado,  tinha professor em casa, meu pai, que estudou no Seminário São Camilo em São Paulo, até o primeiro ano de Folosofia. Então, eu já olhava as velhas revistas O Cruzeiro, mais as figuras do que as matérias. E, para as férias, as freiras, (provavelmente a Irmã Firmina ou a Terezinha)   disseram que quem fora bom aluno poderia levar um livro da Biblioteca para ler.

          Seriam  dias de encantamento ter um livro para ler. Retirei um volumoso para minha idade: 256 páginas, uma versão brasileira de uma obra da Condessa de Ségur, nascida em São Petersburgo, na Rússia, em 1799, com o nome de Sophie Rostopchine, mas que aos 18 anos foi para Paris, onde só publicou seu primeiro livro aos 58 anos de idade, em Francês. E adotou o sobrenome de seu marido.Eu peguei a nossa versão  de "Les Mémoires d´un âne", "Memórias de Um Burro".

           Fui para casa de meu padrinho, no Leãozinho, então município de Capinzal, para passar minhas férias de inverno, e com a ajuda das filhas dele, Catarina e Delcia, consegui ler tudinho. Elas me ajudavam a entender as sílabas complexas. Lembro que a personagem principal era um Burrinho, Cadichon, muito injustiçado no início, mas que ao longo da trama salva a menina Paulina e consegue ralizar outrs feitos, ganhando respeito e notoriedade, até.

          Quinze anos depois, em 1977, quando eu já lecionava em Duas Pontes, hoje Zortea, ao participar de um encontro de formação lá no Mater Dolorum entrei na Biblioteca e vi que todos os livros antigos tinham sido encapados. Havia centenas deles. Pedi se tinham "Memórias de Um Burro" e disseram-me que não sabiam. Pedi licença, fui para a prateleira, apanhei um daqueles com capa em papel pardo e abri: Era o primeiro livro que eu li. Fiquei emocionado, retirei-o, li e reli, contei pra todo mundo.
          Cadichon me ensinou que o dinheiro tem alguma  importância no contexto da vida, , mas não é a salvação para tudo. Ainda, que ter amor e amizade são itens fundamentais para vivermos bem. Ser honesto nos garante respeito e o respeito abre-nos as portas com facilidade. Vale a pena ser honesto. Era mais ou menos isso que me ensinava. E eu morria de pena dele porque fora muito maltratado.

          Deste este primeiro livro lido, o  hábito pela leitura colou em mim. Leio de tudo. Não costumo ler modismos, leio a literatura que me dê interesse. Revistas, jornais, folhetos e jornaizinhos de igrejas, rótulos de produtos, placas de sinalização, legendas de noticiários, textos nos sites. Cadastrei-me e tenho senha de alguns sites da grande imprensa nacional. Comento, sempre que julgo conveniente, nos sites locais. Comento. Sou moderado, sigo a linha socrateana que me deu a frase que está no do epitáfio de meu pai: "In médio virtus".

          Hoje, eu o indicaria para muitas pessoas:  gestores públicos,  agentes políticos, profissionais liberais, ambientalistas, engenheiros, veterinários, agrônomos, psicólogos, estudantes e meus colegas professores. E a todos aqueles que acham que a formação acadêmica já lhes deu tudo de que precisam.

         Principalmente, recomendo para pessoas sensíveis. Estas têm, nelas, um pouquinho de Cadichon.

Euclides Riquetti
04-03-2013

Salada de frutas: Banco Master, Conferência de Saúde, Mário Wolfart, Café Colonial, Adolfo Ziguelli...

 



       O Caso Banco Master traz à tona mais um aproveitador – Desta vez foi o Senador Jaques Wagner, eleito pela Bahia, estado do qual foi Governador. A Pol[cia Federal fez apreensões em domínios de Wagner e  afirmou que ele está muito envolvido em atos que, se não forem ilícitos, são imorais. E a constatação é a de que todo o embrião da corrupção do Master tem a ver com transações altamente duvidosas e condenáveis iniciadas na Bahia.

       O caso, protagonizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e que envolve figuras do Legislativo, Executivo e Judiciário nacionais é,  seguramente, o de maior corrupção já acontecido no Brasil e um dos mais repercutidos no mundo. Enquanto isso, já não se fala do roubo no INSS.

       O Ministro do STF André Mendonça conduz o processo, mas as investigações estão na autonomia da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República. É preciso que a PF tenha a pertinente independência para investigar a apontar os culpados. O Brasil precisa de seriedade e menos oportunismo, corrupção, narrativas e intrigas. Isso precisa ser substituído por decisões justas em que quem tiver culpa seja punido e quem for inocente seja absolvido. Enquanto isso, o bocudo e metido Glmar Mendes, continua se manifestando na imprensa com suas posições fajutas a respeito dos acontecimentos. Se guardasse tudo para si em vez de opinar sobre ações e decisões do colega André Mendonça, ajudaria na tentativa de se punir quem realmente deve.

         A Conferência Municipal de Saúde – Participei, na segunda, 22, da Sétima Conferência Municipal de Saúde de Joaçaba, realizada no auditório Afonso Dresch, na UNOESC, que foi conduzida pela presidente do CMS Paula Giovana Kléber. Com muita competência e habilidade na condução dos trabalhos, a experiente gestora de saúde mais uma vez nos mostra sua elevada capacidade de articulação e conhecimento dos negócios da saúde pública. O prefeito Vilson Sartori fez a abertura do evento, mostrando aos presentes a realidade do financiamento da saúde pública, em que o Governo Federal não cumpre com o que deveria cumprir.

       Vale destacar a participação do médico do ESF de Água Doce, Doutor Luiz Fernando Peruchini, que palestrou-nos sobre o SUS, mostrando que tem profundo conhecimento sobre o programa  oficial e, sobretudo, sobre os hábitos dos usuários dos serviços. O financiamento do Programa também foi enfocado e é uma preocupação de gestores e usuários. Sabemos que a tabela do SUS não é majorada há 18 anos. Tenho razoável conhecimento na área e posso asseverar que a tabela de pagamento dos fornecedores de serviços, e isso inclui profissionais de todos os níveis, nosocômios e laboratórios, já era ruim há 20 anos e em nada melhorou. A propaganda é grande, mas quem tem se ferrado para garantir assistência à população é o Município. Joaçaba orça 60 milhões de reais para seus compromissos no ano.

       Representantes de usuários e dos outros setores forqm escolhidos como delegados à Conferência Macrorregional, a qual acontecerá no próximo ano, em Videira. Estarei participando como um dos delegados representantes dos usuários.

       O falecimento do Doutor Mário Wolfart – Ex-prefeito do Piratuba e Delegado Regional de Polícia, Doutor Mário Wolfart faleceu na quinta-feira, 18, aqui em Joaçaba, onde residiu nas últimas décadas. Conheci-o há quatro décadas, cultivamos boa relação de amizade e entendimento nas questões públicas. Foi vereador e Presidente do Legislativo em Joaçaba, era delegado de polícia aposentado, gozava de grande prestígio no Meio-Oeste e Baixo Vale do Rio do Peixe.

       O Café colonial da Paróquia de Santa Terezinha -  realizado no Pavilhão Frei Bruno, no sábado, 20, promovido pela comunidade católica joaçabense, é o principal evento gastronômico de Joaçaba. Muito bem organizado e com alimentos doces e salgados de toda a sorte, regados a café ou chá, é uma programação imperdível para nossa população. Reconheci pessoas de outras cidades que estavam ali para, não apenas prestigiar os organizadores, mas para usufruir de guloseimas carinhosamente preparadas. Parabéns às senhoras e aos senhores que tiram de seu tempo para o trabalho comunitário desinteressado!

       A lombada eletrônica no Acesso Adolfo Ziguelli – Situada nas proximidades da Lanchonete Belotto`s, ela é muito necessária. Ajuda-nos à proteção contra os malucos que andam em velocidade acima do compatível com seus bólidos. Estando com a limitação de velocidade para 40 Kms por hora,  informaram-me de que a definitiva deverá ser definida em 50 Kms. Importante é que seja marcada a sinalização de solo, em meio às pistas, indicando a velocidade máxima permitida no local. A segurança dos cidadãos precisa estar acima de tudo e de todos. Já podem aproveitar para remarcar a sinalização divisória das duas pistas de subida, na curva do Cancelli, que em dias de chuva e à noite ficam imperceptíveis.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Me leva embora (com a chuva da tarde...)


 

 

Me leva embora


A chuva desta tarde cai leve, lentamente

E suas águas correm pelas valetas tristemente

E tal rolar, que vai suave, suavemente

Leva minhas dores a encontrar as tuas, certamente!


A chuva que cai me remete a um tempo saudoso

Às paixões juvenis, a um cenário silencioso

E, em meus adjetivos, que os escolho criterioso

Te qualifico como amor belo, lindo formoso!


A chuva cai como já caiu nas tardes de outrora

Como quando esconde nosso sol no raiar da aurora

Então eu rezo por ti, onde quer estejas agora

Vem, vem me buscar e me leva embora!


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Como as flores de novembro

 




Minhas flores de novembro

Cândidas e muito coloridas

Elas esperam por dezembro 

E enfeitam minha vida...


Flores são minha alegria

Por decorarem meu jardim

A natureza que me contagia

É um encanto sem fim...


Flores em tempo de advento

De um Natal que há de vir

Poucos dias para o evento

Que faz a criançada a sorrir!


Sorriem as mães carinhosas

Sorri a vovó, o vovô e o pai

E as lembranças saudosas 

Aliviam-me as dores e os ais.


Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...


 


 



O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

sábado, 27 de junho de 2026

Quando a chuva molhou as roseiras







Quando a chuva molhou as tuas roseiras

E as gotículas pousaram sobre a tenra folha

Os  cravos bailaram, serenos, nas fileiras

Ali dispostos, solitários, sem ter quem os colha.


Jazem, felizes e exalam seu perfume masculino

A excitar o mais erótico pensamento

A mesclar-se em meio ao frescor matutino

Com seu doce aroma de encantamento.


Cravos e rosas, uma comunhão singular

Na manhã que chegou um tanto acabrunhada

Rosas e cravos, lembranças sutis a me atiçar.


Sonhos, lembranças, paixão e beleza

Na tarde que te deixa deslumbrada

Lembranças, sonhos, majestosa realeza.


Euclides Riquetti

Quando entardece


 




Quando entardece
O sol vai-se logo embora
E pouco depois anoitece
Em menos de uma  hora.

Você não se esquece
E nem eu me esqueço
E isso sempre  acontece
Sem nenhum tropeço.

Você me conhece
Apenas um pouquinho
E quando amanhece
Eu penso com carinho.

O lembrar me aquece
Impulsiona meus instintos
E eu queria que soubesse
Tudo o que eu sinto:

Amor, vontade de amar
Flor: vontade de cheirar
Você: Vontade de beijar
E de nos perdermos no mar!

Euclides Riquetti

Viva a vida intensamente




Viva a vida intensamente
Viva tudo com muita alegria
Pois tudo pode acabar de repente
E você ficar só na nostalgia.

Viva a vida em todas as horas
Em todas as horas de seu dia
Não deixe o tempo ir-se embora
Que fique a canção sem melodia.

Viva a vida simplesmente
Agarre todas as suas emoções
Jogue o jogo do contente
Curta a beleza das paixões.

Viva a vida em cada momento
Exale amor, propague a amizade
Nada a atrapalhar seu pensamento
Apenas busque a felicidade!

Euclides Riquett

Pés descalços

 



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Pés descalços
Acariciam as calçadas
Abandonadas.
Corações em percalços
Com batidas descompassadas
Retumbam em almas maltratadas
Rejeitadas, mutiladas.


Pés nus buscam caminhos de luz
E pisam na relva umedecida
Adormecida
Sustentando o corpo que seduz.

O corpo que atrai
E que distrai
Furta meus pensamentos pecaminosos
Libidinosos...
E me mergulha nas águas
Me afoga nas mágoas.

Algo me atira às incertezas do momento
Que vaga lento, lento
Como a nau que vai
E se perde no infinito
Bonito...
Bonito, mas cheio de ruelas obtusas
Confusas
Como eu!

Euclides Riquetti

Atrativos Turísticos na Serra Gaúcha


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          A região da Serra Gaúcha é pródiga em atrativos turísticos naturais. Posso assegurar que tem lá o equivalente ao que há no litoral catarinense. Aqui em Santa Catarina, belíssimas praias, muito sol. Nossa propaganda é o sol e o calor no verão e... muita gente bonita. Lá, o frio, a irregularidade topográfica, os vinhedos, muitos empreendimentos de cultura e lazer e... muita gente bonita também!
          Ora, dizer que somos privilegiadíssimos é redundante, é chover no molhado. É preciso ver, estar presente, sentir o clima, fazer a interação devida e sim, poder dizer: Nosso Sul é um verdadeiro paraíso! Caxias do Sul uma cidade industrial basicamente colonizada por italianos, onde se realiza a grandiosa Festa da Uva. Bento Golçalves, com o Caminho de Pedras, os parreirais e as cantinas de vinho de altitude que competem com os melhores do mundo. E o conjunto Nova Petrópolis/Gramado/Canela com sua grande evolução em termos de nos ofertar suas confecções, os chocolates, sua cultura, natureza e  e os empreendimentos arrojadíssimos.

           Algo que muito nos encantou, em Gramado, foi a visitação ao conjunto de museus que é oferecido para um pacote de visitações. Sabe, leitor, aquele dia de chuva que você precisa cuidar-se um pouco e buscar atrativos "indoor"? Pois dois núcleos de museus, com dois departamentos cada um, salva o seu dia. O primeiro, o Museu de Cera: Simplesmente fantástico. Eu já o conhecia de reportagem televisiva, mas estar lá, presente, até tirar fotos com personagens da arte cinematográfica é simplemente maravilhoso:  Estátuas que parecem reais,  de Michael Jackson, Elvis Presley, Marylim Monroe, Lady Di, Woopy Goldberg, Paul Mac Cartney, Elton John, Indiana Jones, Ayrton Senna, Santos Dummont, Charles Chapplin, Einstein e outros é algo divino e que nos leva a pensar o quanto o ser humano já evoluiu em termos de técnicas de reproução de imagens físicas ou digitais.

          Em anexo a este, o Harley Motos Show, com suas potentes e clássicas motocicletas Harley-Davidson, com uma dezena e meia de exemplares, decorando uma choperia, numa reprodução de um ambiente americano, é algo impagável... e inesquecível aos nossos olhos. Coisa de encantar até quem nunca sentiu nenhuma atração por esse tipo de veículo. E o som-ambiente inglês, e ornamentos de neon trazidos da Alemanha, tudo muito harminizado, fino.

          Depois, num segundo núcleo, mas dois museus extraordinários: O Super Carros, com possantes veículos importados que vão das Ferraris vermelhas até os Camaros Amarelos atualíssimos. Para quem gosta de carros, a delícia de fotografá-los e adminrá-los. Mas, quem não gosta de carros bonitos? Só  indo lá e ver para crer nas maravilhas que a tecnologia moderna nos pode oferecer.

          E, finalmente, o mais extraordinário deles, em minha opinião, que combina com meu jeito saudosista de ser: o "Hollywood Dreams Cars". Impressionante! Logo na entrada, um Cadillac Eldorado Biarritz modelo 1957, de uma cor perolizada pink, conversível, com assentos brancos, tudo devidamente harmonizado, díficil de se imaginar que, há mais de 50 anos, pudessem fabricar carros com tamanha tecnologia e beleza.  E, mesmo que você procure intensamente com seus olhos, estará longe de encontrar qualquer defeito em sua conservação.

          Parece que reuniram toda a coleção de preferência da geração Elvis Presley e colocaram lá para que víssemos. Ford, Lincoln, Mercury, Chevrolet, todos com suas irretocáveis pinturas originas e seus estofamentos exuberantes. Que maravilha! Tem razão o locutor que recebe os turistas em dizer que o automóvel americano era o sonho de todo o endinheirado brasileiro nas décadas pré 1960.

          Tudo isso, os quatro museus, em dois pontos diferentes da cidade, você pode visitar por R$ 70.00, (R$ 60,00 para grupos de turistas).

            É porque os atrativos são diversificados na região  que para lá se dirigem milhões de turistas todo o ano, de todas as procedências. Há opções de lazer, compras,  hospedagem e gastronômica,  para fazer com que o turista sempre deseje voltar. Foi meu quarto tour por lá, mas pretendo ir outras vezes. Que Deus permita que viva muitos anos e possa conhecer os que ainda não o fiz. Eu recomendo para você também!
     
Euclides Riquetti
31-08-2013

sexta-feira, 26 de junho de 2026

No silêncio da madrugada...

 



 Acordo na madrugada, num repente
Apenas a música do silêncio e da magia...
Não há mais barulhos, foi-se a gente
Na fresca madrugada, calma e silente
Apenas uma leve nostalgia!

Na madrugada do lençol macio, da cama quente
Um frágil pulsar de corações
Nos corpos que se encostam levemente
Quando  amantes  se perdem sutilmente
E brotam mil amores, mil paixões.

É no silêncio da madrugada que eu escuto seu coração
Não sei  de onde, mas manda-me sua música contagiante
De seu pulsar harmônico embebido de paixão.

É na madrugada que meu pensamento move-se no ar
E vai em busca  de seus olhos cativantes
Vai em busca de encontrar seu belo olhar...

Euclides Riquetti

Na letra daquela canção






Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti