quarta-feira, 25 de março de 2026

Quem ama só quer o bem

 


 








Quem ama só quer o bem
Quer ser amado
E quer amar também.

Desejar que o outro seja feliz
Do amor ser um adepto
Professor e aprendiz...

Quem ama o faz porque quer
Faz de caso (im) pensado
Em lugar qualquer...

Deseja dar alegria e contentamento
E que tudo aconteça do jeito certo
Tão certo como há sol e vento...

Quem ama só quer o bem!

Euclides Riquetti

Um belo entardecer

 


 




Foto: Caçadores de Imagens - Capinzal - SC -

-  granjas de grãos entre Capinzal e Zortéa



Está ali um belo entardecer

Depois de uma tarde ensolarada

Com um céu de azul discreto

As folhas da palmeira balançadas

Ouvindo as músicas prediletas

Prenúncio do breve anoitecer...


Mais um dia com esperanças

Vendo as horas indo embora

Enquanto alguém triste chora

Pelas desventuranças.


Esperar pelas boas novas

Para que as pessoas se animem

Pra que você, então, se energize

Que sinta os olores das rosas

E, depois, se regozige!


Rezar, amar, e muito acreditar 

Que possam vir dias bem melhores

Que se possa andar pelos arredores

Sem se preocupar...


E que o bom Deus nos proteja

Nos dê saúde e muita alegria

Que o amanhã, sendo um novo dia

Que Ele guie meu barco que veleja

Para que eu possa navegar

E rever, de novo, nosso velho mar!


Euclides Riquetti

Chuva de melancolia

 


 








Chove muito em seu telhado
São as gotas da melancolia
Talvez meu  pensamento frustrado
Talvez o prenúncio de uma noite fria...

E toda a chuva que cai por aqui
Busca as valetas de nossas ruas
Corre as ribanceiras até ti
Vai pra acalmar as dores tuas!

Choveu na noite e chove agora
E isso aprofunda a tristeza
Pois sei que o mundo ali fora
É uma rota de incertezas...

Mas deixe que a chuva role solta
Esse é seu papel na natureza
Porque, depois dela, tudo rebrota
E se colore com rara beleza!

E que a chuva de melancolia
Se torne algo promissor
Que logo nos volte a alegria
Que tudo se revista de paz e amor!

Bem assim!

Euclides Riquetti

terça-feira, 24 de março de 2026

Coloque sua alma dentro de meu coração

 


 







Coloque sua alma dentro do meu coração
Levemente
Suavemente
Sutilmente...

Feche seus olhos e apenas me abrace
Gentilmente
Carinhosamente
Firmemente...

Traga seus lábios vermelhos para junto dos meus
E me beije
Deliciosamente
Perdidamente
Amadamente...

Apenas porque
O lugar de sua alma é estar em mim
O lugar de meus lábios é estarem em você
Juntos de novo... sempre...bem assim!


Euclides Riquetti

Não tente compreender o Universo


 




Resultado de imagem para imagens mulher  olhando o universo

Não tente compreender o Universo
Com toda a sua imensidão e infinitude
Pois não  há como saber o que há além
Se nem sequer entendemos também
O que nos dizem os brancos versos
Que componho na noite de negritude.

Não tente entender o incompreensível
Nem imaginar o que for inimaginável
Pois há coisas que fogem de seu alcance
Não há perdão se não houver uma chance
Nem o novo se tudo parecer impossível
Então me entregue seu coração afável!

Não deixe que o seu tempo passe célere
Não perca os seus anos, os meses e dias
Busque viver a sua vida intensamente
Liberte seu corpo, sua alma e sua mente
Usufrua de tudo o que a vida lhe confere
Viva cada instante com paixão e alegria!

Euclides Riquetti 

Para ser feliz

 






Para ser feliz

Na vida, não há um futuro a se prever
Nem sempre nos contentamos com o que temos
Não queira nada além do que pode ter
O que é pra ser nosso, nós nunca perderemos...

Sermos felizes, vivermos contentes
Poder dar e receber muito amor
Contar com os que estão aqui presentes
Darmos à vida muita cor e sabor...

Para ser feliz, cuidar das coisas simplesmente
Dar valor a quem nos quer e a quem queremos
Oferecer carinho, segurar a mão fortemente
Presente e futuro risonhos é o que teremos.

A felicidade precisa da  busca incessante
Da harmonia tênue, do entendimento
De termos um coração alegre e cantante
Aplausos pra vida sem dor ou sofrimento!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 


Meu pai noviço em São Paulo - crônica da nossa vida "muito real"

 

 



Seminaristas do São Camilo - SP




O segundo "menino" na fila de trás, da esquerda para a direita, é meu pai, na sua adolescência, no Seminário São Camilo, na Vila Pompeia, em São Paulo, onde hoje está a sede dos hospitais São Camilo.
          Na década de 1950, as cidades de Santa Catarina eram muito pacatas. As do Oeste e Meio-Oeste Catarinense eram pequenas. Seus moradores vieram entre 30 e 50 anos antes, a maioria originários da Serra Gaúcha, onde se situam Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves e outras cidades, cujos distritos originaram muitas outras. Eram filhos e netos de imigrantes italianos, que ali chegaram a partir da década de 1970. Meu familiares, de parte de minha mãe, os Baretta, chegaram em 1876. Os Richetti vieram de datas próximas às deles. Para Santa Catarina, para o antigo Distrito de Abelardo Luz, o primeiro nome da vila onde hoje se situa o Município de Ouro, vieram em meados da  década de 1920. Meu pai, Guerino,  nasceu em 1921,  e minha mãe, Dorvalina Adélia,  em 1923. Viraram moradores da Linha Bonita, embora meu pai tenha morado em outras paragens do nosso antigo Município de Cruzeiro, hoje Joaçaba.

          Ouvir as histórias que eles e os tios me contavam sempre me foi muito interessante. Ser antigo me permitiu ter vivido quando ainda nem se sabia que TV existia. E,  rádio, só alguns tinham. Dizem que na época da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas iam para a cidade (1939 a 1945), passavam na casa do André e da Dona Elza Colombo para saber notícias da Guerra, pois havia expedicionários nossos combatendo na Europa, mais precisamente na Itália.

          Foi justamente durante essa Grande Guerra que meu pai fugiu do Seminário,  do Instituto São Camilo, de São Paulo. Com nove anos (1932),  ingressou no Seminário de Iomerê, ele e outros vizinhos, um Boaretto, tio do Leonir, Prefeito de Capinzal, o Albino  Baretta, Padre que faleceu há poucos anos,  e dois Ravanelli, do Pinheiro Baixo. 

          Em 1994 realizamos, na Linha Bonita, o Primeiro Encontro da Família Baretta, idealizado pelo amigo Albino Baretta, não o Padre, mas o filho do Pierim. O Catequista, Ministro da Eucaristia, que cuidou do irmão dele, paraplégico, o Neto, por cerca de 30 anos e que mora em Capinzal. Foi uma festa e tanto. Vieram familiares de diversos estados brasileiros. E também veio, de São Paulo, o outro Albino, o Padre, que já estava velhinho, com mobilidade limitada. Perguntei-lhe se fora amigo de meu pai, em São Paulo. Ele nada respondeu. Mais adiante o primo Rozimbo me contou o porquê de o Albino não gostar de meu pai e eu o compreendi. Fiquei muito contente por ele não gostar de meu pai. A Festa da Família Baretta foi algo bonito. Repetiu-se uma vez, mas depois não mais aconteceu.

          Devo minha vida justamente ao Padre Albino Baretta. Albino significa "alvo", "branco", bem claro. Mas foi justamente porque ele era inquieto, e aquele que viria a ser meu pai também, que eu existo. Senão vejamos:

          Os seminaristas do São Camilo, de Iomerê,  foram todos para São Paulo, na Vila Pompéia, onde meu pai ficou de 1932 a 1942, tendo, então, 19 anos. Fez ali o Colegial, equivalente ao hoje Ensino Médio, que já foi Segundo Grau. Estudava Filosofia que, pela regra, são dois anos de Filosofia e três de Teologia para que o Noviço se torne Padre. Meu pai usava batina escura, era alto e magrão, tinha óculos clássicos. Aprendera Canto Orfeônico, Francês, Italiano, até tocava piano e órgão. Gostava muito de História e Geografia, tinha sempre excelentes notas. Mas também gostava de trabalhar, costume ou hábito de todos os descendentes de italianos. Sabia lidar com o serrote, o martelo, a marreta, o nível, o metro, a colher de pedreiro, o esquadro. Os mais limitados iam de enxada, foice, picareta... Ele, bom de cálculo (ensinou-me a calcular medições de terras e volumes quando eu estava no segundo ano primário), era pedreiro. E, no Seminário, sempre havia o que fazer. Herdara do Nono Frederico as habilidades.

          Bem, num dia daqueles, estava meu pai a construir uma cancha de bochas, lá na Vila Pompéia, quando o colega Albino Baretta começou a dar palpites, em vez de ajudar. Meu pai deu-lhe uma marretada no dedão de um pé e foi sangue para tudo o que é lado.

          À noite, a Cúpula Diretiva do Seminário, imbuída do maior senso de justiça, reuniu-se para decidir o futuro do rebelde Guerino. Era uma decisão difícil, que ficou adiada para a manhã seguinte. Precisavam analisar tudo, calmamente, mas, à espreita, o réu já percebia que seu destino seria a rua, a expulsão, uma vergonha para a Família Italiana, em plena Segunda Guerra Mundial. Então, enquanto todos dormiam, jogou uma trouxa de roupas pela janela do quarto, saiu devagarinho e silenciosamente pelo corredor, sem ser percebido, e adeus seminário. É por isso que o Padre Albino é responsável por eu existir. E, terei imenso prazer em lhe proporcionar, cara leitora, caro leitor, a continuidade dessa história, em próxima crônica.


Euclides Riquetti

Vem, abre tuas asas, voa

 


 




Resultado de imagem para imagens mulher voando

Vem, abre tuas asas, voa, vem
Sobrevoa as nuvens, banha-te ao sol, vem
Traze teu corpo, teu charme, tua elegância
Vem me acariciar, vem me fazer sonhar!

Vem, com tua magnitude e exuberância
Vem pra me seduzir
Vem pra e fazer sentir
Vem pra me querer, vem pra me amar!

Vem, supera os obstáculos, as montanhas, as florestas
Sobrevoa as planícies e os desertos
Vem pra escutar a voz das ondas, o ruído do mar
Vem pousar nas areias brancas a te esperar!

Deita-te na maciez da areia clara
Morena-te sob os raios dourados
Curte a singeleza desta paisagem rara
E deixa-me admirar teu corpo bronzeado!

Vem...


Euclides Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Fitar teus olhos , beijar teus lábios

 



 





Fitar teus olhos, com toda a doçura que há dentro de mim
Beijar teus lábios, com toda a candura e o amor sem fim!

Ensejar para que o meu pensamento chegue até ti
Desejar que teu coração esteja aberto pra mim!

Voar, pelos ares do infinito azul, até teu quarto
Perder-me em devaneios nos teus braços!

Reencontrar-me no teu corpo, abraçar-te, sutilmente
Afagar-te o rosto, perder-me em ti, deliciosamente!

Querer-te, louvar-te,  pretender-te
Prender-te, segurar-te, deliciar-te
Querer-te, amar-te, bendizer-te!

Querer que tu sejas feliz!

Euclides Riquetti

Primo Vilson "Pasqualim" Riquetti - e outros amigos: minha homenagem

 


 


       Não bastasse termos perdido três primos em poucas semanas, a que está findando nos trouxe notícias muito desagradáveis em relação à perda de amigos e conhecidos. 

       Perdemos a amiga Irene Cadore, que foi minha colega de aula no Mater Dolorum e colega de meu irmão Hiroito (Piro), no Banco BESC, em Ouro, por quase 3 décadas. Irene era uma pessoa muito querida por todos os que a conheceram e por seu imenso rol de amizades cultivados. A família Cadore é muito tradicional e bem quista naquela cidade, e ela tinha características de pessoa simples, de bom trato, a gentileza faria parte de sua maneira de ser. Estava acometida de doença há muito tempo e veio a falecer. 

       Na tarde da sexta-feira, 27, fui surpreendido pelo falecimento de meu primo Vilson Riquetti, conhecido como Pasqualim, em razão da descendência de Paschoal Richetti, nosso bisavô. Vilson, neto de Frederico, filho de Vitale, todos in memorian. Há duas semanas perdeu o irmão mais velho, Sérgio "Van Johnson Riquetti, o Riquetti da Churrascaria, empresário empreendedor em Capinzal. Vilson foi casado com Clair Zanini, e tiveram os filhos Taione (Richetti Masson) e Maichel. 

       O primo Pasqualim sempre foi um moço vigoroso, zagueirão do Esporte Clube São José, de Linha Bonita, e depois do E.C. Juventude, de Pinheiro Alto, as comunidades em que residiu antes de ir morar na cidade, no bairro Parque e jardim Ouro. Conversei com ele no início de março do ano passado, poucos dias antes da chegada da pandemia, quando fui entregar-lhe o convite para o lançamento de meu segundo livro de crînicas, o "Crônicas dos Antigos Distritos de Rio Capinzal e Abelardo Luz/Ouro", que seria no dia 18 de março de 2020, cujo lançamento foi cancelado, em Capinzal.

       Além de ele me chamar de "Zico", que é a maneira como os Riquetti da churrascaria chamam seus amigos, sempre me chamava de "guri" ou "piá", da mesma forma que chamava os outros. Em minha campanha para prefeito municipal de Ouro, em 1988, revelou sua esperteza política, ajudando-me à vitória consagradora. Na comunidade de Pinheiro Alto, falou-me ele, ia passar a imagem de que era contra a minha eleição, que não votaria em mim. Então, sabendo que numa família havia cinco eleitores e a preferência deles era para o candidato do outro partido, foi lá e fez uma aposta com o chefe da casa:

       Jogou que eu perderia a eleição por uma determinada margem de votos, uns 200 votos. E jogou um churrasco de 5 Kg! Então, as pessoas, para não perderem o churrasco, segundo o raciocínio dele, votaaruam em mim. Ele perderia o churrasco, os outros votariam em mim, e eu me elegeria, como assim aconteceu. Aí ele veio e falou-me: Fiz de conta que eu era contra você. Perdi um churrasco e inverti 5 votos. Foram cinco a mais para você e cinco a menos para os outros! Rimos muito, comemoramos a minha eleição e sempre fomos grandes amigos, além de primos.[

       Há duas semanas, quando eu falava com o amigo e ex-Prefeito Sérgio Durigon, ao fone, ele me relatava que o Sérgio Riquetti  estava muito mal, e que o Vilson acabara de sair da casa dele (do Durigon), onde fora podar uma palmeira. O Vilson falou que nçao estava bem, que iria para casa descansar e ainda brincou: "Acho que estou com a Covid"! Infelizmente estava, e perdemos mais um primo.

       Aqui em Joaçaba, a notícia que abalou os meios sociais, culturais e educacionais foi a morte do Leocir Bussacro, 61 anos, que trabalhava há 18 anos na Biblioteca da UNOESC. Bussacro dseenvolveu muitas atividades em toida a sua vida e era muito conhecido por comandar, por um bom tempo, um programa em italiano, na Rádio Sociedade Catarinense. Lembro-me bem que ele fazia o comercial da Farmácia Substância e dizia: "Li onde stá la piú bela pianta ddel mondo"!, referindo-se a uma árvore que se situava em frente àquele estabelecimento comercial. Bussacro era originário do território do antigo Rio Capinzal, onde hoje se localiza o município de Lacerdópólis. 

       Lamentavelmente, continuamos a perder vidas para a terrível doença ou mesmo por comorbidades convencionais.  Cuidar-se, seguir as orientações das autoridades sanitárias e esperar que venham as vacinas para todos. 

Nossas mais sentidas condolências aos familiares da Irene Cadore, do Vilson Riquetti e do Leocir Bussacro.

Joaaçaba, sc, 27 de março de 2021. 

O vento sutil que afaga o rosto

 



Resultado de imagem para imagens homem ao vento




Afaga-me o rosto o vento sutil
Acaricia-me com a maciez de suas mãos delicadas
Beija-me com os aromas das flores encantadas
A suavidade da manhã primaveril
E vem nutrir de amor minha alma esperançada.

Inunda-me de desejo o pensamento que devaneia
E que me leva até a fonte que me inspira
Sob os acordes da sedutora lira
Que a harmonia pelos ares  e espaços semeia
Atiça o fervor de um coração que  delira.

Doce musa que provoca o acanhado poeta
Que lhe desperta os sentimentos  já esquecidos
Que remete aos momentos eternecidos
E agiganta os instintos na hora mais incerta
Vem, vem  animar os meus instintos adormecidos
Vem!!!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Do brilho prateado do luar

 


 

Resultado de imagem para imagens homem olhando pra lua



Recebi um recado
Do brilho prateado
Do luar:
Vem comigo
Vem meu amigo
Vamos passear!

Vamos andar pela via láctea
Conhecer a imensidão intacta
Do espaço sideral
Andar pelo  Universo
Em frente e verso
Pelo mundo colossal!

Recebi um recado alvissareiro:
Vou andar pelo universo inteiro
Com a sua companhia.
Vou com seus olhos claros
Pelos recantos mais raros
Vou com toda a alegria

Vou, sim. Vou com você, querida!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

Todos os pecados de minha alma... peguei-os de você!

 


 

 



Todos os pecados de minha alma

Peguei-os de você...

Pequei no abraço e nos beijos

Nos poemas que te faço

Com todo o meu desejo

Na noite calma...


Todas as minhas alegrias

Busquei-as em você...

Nas horas de euforia

No tempo e no espaço

No descanso do cansaço

E até nas de melancolia,


No sucesso ou nas derrotas

Sempe encontro você...

Estas a gente suporta

Aquele comemoro com glórias

Somamos o êxito e as vitórias

E isso é o que mais importa!


Euclides Riquetti

domingo, 22 de março de 2026

Roubo-te as palavras

 



Roubo-te as palavras

E te devolvo em poesias

Nada de tristezas

Nem de melancolia

Nada de incertezas

Só minhas tarefas do dia

Pensar em você

Sentir saudades, nostalgia,


Roubo-te as palavras

E te devolvo em recados

Coisas simples escritas

Nada que seja rebuscado

Apenas as palavras ditas

E um dedilhar em teclados

Nas horas de nossas jornadas

Escrever pra você

Meus versos simples, rimados.


Devolvo-te as palavras

Levemente articuladas

Frases saídas com leveza

De minha alma acalmada

Para que tenhas a certeza

De que as orações já rezadas

Foram oradas por você

Fi-las em nossas madrugadas!


Euclides Riquetti

Voaste como uma gaivota

 


 


Voaste como uma gaivota que sai para voar

Voaste, foste pra longe, pras águas do mar

Voaste, bateste tuas asas longas e brancas

Foste buscar teu rumo noutra jornada santa...


Voaste e eu fiquei assim, meio desnorteado

Frágil, coração de poeta triste, abandonado

Voaste, mas logo, logo, eu vou encontrar

E tornar realidade este nosso doce sonhar...


Voaste, apenas deixaste as boas lembranças

Foste semear novos sonhos, colher bonanças

Voaste, buscaste vencer a distância infinita

Coroar de êxito a tua trajetória bonita!!!


Euclides Riquetti