quinta-feira, 23 de abril de 2026

Onde está minha Canção de Acalanto? -

 

 


 



       Em1972, quando ingressei no curso de Letras-Inglês da Fafi - Fundação Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória - Paraná, mergulhei nos meus estudos e na minha principal determinação, que era aprender Inglês a qualquer preço. Para reforçar minha aprendizagem e principalmente para garantir uma boa proficiência em conversação, paralelamente ao curso universitário matriculei-me no curso do Instituto de Idiomas Yázigy, que era de propriedade de meu professor Geraldo Feltrin.

       Eu estava muito motivado a aprender e devorava os materiais do Yázigy e de meus professores Geraldo, de Inglês, e de Francisco Boni, em Literatura Inglesa e Norte-americana. No cursinho, tínhamos os discos compactos com as lições em Inglês Americano. Eu procurava verificar as diferenças de pronúncia e também de algumas grafias entre o British English e o American English. 

       Logo no meu primeiro ano, o professor Geraldo nos trouxe uns discos com os sucessos internacionais daquela época. Dentre eles, o disco de B.J.Thomas, com seu sucesso Rock and Roll Lullaby. Fizemos a tradução em grupo. Dei algumas cópias datilografadas e outras manuscritas para alguns amigos.

       No decorrer do meu curso, tínhamos como professor de Português o Nelson Antônio Sicuro, que muito me incentivou a escrever poemas. Aprendi muita teoria literária também com o professor Francisco Filipak. Literatura Brasileira como o professor Nivaldo, que vinha de Curitiba e usava camisa Volta ao Mundo amarela. 

       No último ano,1975, eu já tinha um bom domínio em todas as matérias. Já conseguia compor poemas com razoável qualidade, conhecia as técnicas de métrica e rimas. Quando conheci os alexandrinos, sonetos com 12 sílabas fonéticas em cada verso, fiquei encantado e me desafiei. Então compus meu primeiro soneto, ainda por cima alexandrino, com o título "Uma canção de acalanto", e me inspirei na música de B.J.Thomas.

     De meus poemas de adolescência  juventude nada me estou. Não guardei sequer uma redação, um caderno, nem que fosse de Matemática. À medida que ia vencendo as séries, ia eliminando tudo. Só me restaram os dois poemas que estão no livro Prismas Volume IV que o Nelson Sicuro publicou em 1976, na Coleção Vale do Rio Iguaçu, com os títulos "Tu" e "Uma Oração para Você. Na época, comprei 5 deles, doei para familiares ou amigos e não tenho nenhum para mim.  Aqui estou colando a canção que me inspirou, que fez parte de minha vida e que fez muita gente chorar, quem sabe mesmo você, querida leitora.>

Rock And Roll Lullaby

She was just sixteen and all alone
When I came to be
So we grew up together
My mama child and me
Now things were bad and she was scared
But whenever I would cry
She'd calm my fears and dry my tears
With the rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Now just hold on tight

Sing it to me mama (mama mama ma)
Sing it sweet and clear, oh!
Mama let me hear that old rock and roll lullaby

You made it through the lonely days
But Lord the nights were long
And we'd dream of better moments
When mama sang her song
Now I can't recall the words at all
It don't make sense to try
'Cause I just knew lots of love came thru
In that rock and roll lullaby

And she sing sha na na na na na na na
It will be all right
Sha na na na na na na na
Now just hold on tigh

I can hear you mama, mama, mama, mama
Nothing loose my soul
Like the sound of the good old rock and roll lullaby

Rock de Ninar

Ela tinha apenas 16 anos e completamente só
Quando eu passei a existir
Então nós crescemos juntos
Minha mamãe criança e eu
Agora as coisas estavam ruins e ela estava assustada
Mas sempre que eu chorava
Ela acalmava meus medos e enxugava minhas lágrimas
Com um rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem sha na na na na na
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Cante para mim mamãe, (mamãe, mamãe, ma)
Cante doce e claro, oh!
Mamãe deixe-me ouvir aquele velho rock de ninar

Você conseguiu atravessar aqueles dias solitários
Mas Senhor as noites eram longas
E nós sonhávamos com momentos melhores
Quando mamãe cantava a canção
Agora eu não consigo lembrar todas as palavras
Não faz sentido tentar
Pois eu só sabia que muito amor vinha através
Daquele rock n' roll de ninar

E ela cantava sha na na na na na na na
Vai ficar tudo bem
Sha na na na na na na na
Agora apenas aguente firme

Eu posso ouvir você mamãe, mamãe, mamãe
Nada liberta minha alma
Como o som do bom e velho rock n' roll de ninar...


Euclides Riquetti - 

Houve um dia um sol

 



 

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Houve um dia um sol que brilhou em você
Mas que, talvez, por alguma razão
Com o tempo apagou-se e foi embora
Um sol que nasceu em seu coração
Isso já faz tanto tempo, é coisa de outrora...

Houve um dia um sol que cativou você
Mas que se traduziu apenas numa mera ilusão
Talvez seus raios não fossem tão fortes
E acabaram deixando-a sem chão
Assim perdida, sem rumo e sem norte...

Acho que foi um sol de inverno com raios tímidos
Ou de verão com os raios agressivos
Só não foi o sol que aqueceu você...

Acho que foi um sol falso, sem firmeza, nem cor
Não foi o da beleza, nem  o da franqueza
Que não lhe deu amor, que não lhe deu amor
Apenas dor, decepção,  muita dor...

Mas poderão vir outros dias de sol e de fulgor
Trazendo alegria, carinho e  afeto
Nas manhas amenas e nas tardes de calor!
O carinho esperado, o afago certo:
O sol que vai merecer você!

Euclides Riquetti

Por detrás das nuvens esparsas

 


 



Nada há no céu azul
Além de meus pensamentos que trilham
Buscando encontrar teus olhos que brilham
E o desejo de mergulhar profundamente
Infinitamente e perdidamente
Em teu corpo fogoso e... atraente!

E, por detrás das  nuvens esparsas
A vontade de encontrar encantamentos
De acasalar corpos e sentimentos
De abraçar-te com  vigor e tenacidade
De refutar as fugacidades e veleidades
De trocar a dor pela inspiração
De ouvir as notas de uma sublime canção
De amor e de saudades!

Nada há no céu azul que não seja o nosso sonhar
Nada há no céu azul que não seja a vontade de te encontrar!
É no céu azul que flutuam as almas serenas
É no céu azul que eu disperso meus versos
E que nos abraçamos e nos beijamos
Nós dois. Apenas nós dois!

Euclides Riquetti

Como se fosse sábado...

 


 


 


Como se fosse sábado...


Engraçado...
Hoje me pareceu...
Como se fosse
Um dia de sábado!
E amanhã seria domingo
Um dia muito lindo!

Ora, meu pensamento faz calendários
Cria dias imaginários
Conforme sua conveniência...

Meus interesses se sobressaem
Enquanto as pessoas se distraem
E fogem da subserviência...

Fogem dos controles a lógica
Da vida metódica
O medo da mudança...

Mas há horas que se procuram
Novos e animadores horizontes:

Os horizontes que inspiram o poeta
Ele e sua pena indiscreta
Que corre sobre os papéis
Com versos amenos ou...
Cruéis!

Mas o poeta acanhado
Dá o seu recado:
O mundo é apenas uma passagem
E é preciso ter coragem
Para os novos desafios
Sejam nos dias chuvosos
Seja nos dias de estio.

E, não sei por que motivo
Mas há algo aqui comigo
Que me induz e impulsiona
A dizer que o que aprisiona
A ninguém faz bem.

E que todos os dias possam ser como os sábados
Com os pensamentos motivados
A pensar que o amanhã seja mais um domingo
Sempre adorável, sempre muito bem vindo!

Apenas assim...

Euclides Riquetti

Um Príncipe Encantado?!

 


 


 


Eu quisera ser
Um príncipe encantado
Aquele por ti esperado:
Alto, ágil, sedutor!
E, de ti, apenas poder  receber
E também te dar meu  amor!

Eu quisera merecer
Um pouco de tua atenção
Que me quisesses de paixão:
Ter teu olhar envolvente
Poder fazer-me perceber
Sentir-me desejável  e atraente!

Um príncipe galante e sorridente
Vestindo roupas brancas adornadas
Que,  com sua espada  afiada
Desafiasse os teus infortúnios e medos.
E que, no manejar  da lâmina reluzente
Cavalgasse por entre florestas e vinhedos...

Um príncipe encantado, sim!
Envolto em vestes de cetim
Um príncipe cavalheiro, na certa:
Um príncipe poeta!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Há, entre nós....

 



 

 

Há, entre nós,  uma planta enramada
Cujas folhas, já amareladas
Foram levadas pelo vento...
Foram adubar os gramados e os canteiros
E desafiar meus mais libertinos pensamentos
A mergulharem nos seus sentimentos mais verdadeiros.

Há, entre nós, uma planta esquecida
Quase que fenecida!
Esperando o seu sopro perfumado
Enquanto o verde primaveril não reaparece
Ou o olhar de seu olho apaixonado
Não se restabelece...

E  eu espero que você me perceba
Sinta minha paixão e minhas fraquezas
Acolha, com amor, minhas sutilezas
Abra a janela e por ela e me receba!
Serei o cavaleiro e o cavalheiro
O medieval e o moderno
Serei seu namorado ou companheiro
Mas serei eterno!

Há, entre nós, a planta que deseja ser regada
Na noite da luz prateada
Enluarada!

Há, entre nós dois corações que pulsam
Mas que não se encontram
Que relutam
Porque se amedrontam...

E, enquanto isso, a planta segue desfolhada
Esperando ser socorrida
Regada
Abraçada.
E você com medo
De me dizer seu segredo!!!

Euclides Riquetti

Porque amanhã é sexta...

 


 




Porque amanhã é sexta, depois é sábado, e assim se vai

Crianças nascem, outros vão partindo, no ciclo da vida

Alguns subindo de repente, sem sequer uma despedida

Vai o tempo passando, o sol brilhando, então a noite cai.


Porque nossos dias são fugazes, tudo anda tão depressa

E não sabemos nada sobre o dia que amanhã há de vir.

Tudo é dinâmico, mas ainda há um doce coração a sentir 

Enquanto uns se autodestroem, a mim viver me interessa.


Porque flores devem continuar a ser plantadas e cuidadas

Todos os frutos devem ser colhidos maduros e saboreados 

Os incensos perfumam os ares e os sonhos são sonhados

A solidariedade é a dádiva, a vida é cena a ser preservada.


Euclides Riquetti

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Catando grimpas e revirando a memória! (Porto União da Vitória-Capinzal e Ouro)

 

 


 



          Há algumas coisas que a gente fazia quando criança e que, depois, o tempo nos dá uma pausa e as esquecemos por completo. Adiante, circunstancialmente, surgem ocasiões que nos fazem voltar atrás e nos remetem a reflexões... a lembranças, ternas e agradáveis lembranças!

          Pois, nesta manhã agradável e ensolarada aqui do Sul do Brasil, saí para dar uma volta na quadra, aqui perto de casa. Levei um pedaço de fio de luz que estava ali, "pendurado num prego". Ora, ainda tem gente que pendura coisas em pregos, como têm aqueles que mais ainda, penduram "num prego atrás da porta". Tenho um almoxarifado cheio de ferramentas em minha casa. Organizado, não bagunçado!

           Tenho muitas ferramentas, pois as fui angariando desde a construção da casa. Não vou ficar aqui dizendo quantas e quais, pois você não vai, mesmo, se interessar por minhas ferramentas, desde as convencionais às elétricas, do martelo à serra elétrica, da picareta à furadeira. Mas tem os "brinquedos", os apetrechos do esporte, das raquetes de tênis de quadra aos molinetes de pesca do Fabrício, da bola de futebol à de basquete, ainda todas as medalhas que ele ganhou desde o futebol até o haecon-do.

            Mas hoje vou falar das grimpas das araucárias. Das que caem dos pinheiros quando sopra o vento. Das da região de União da Vitória, onde morei na juventude, onde eu li "Eu Vi Cair o Último Pinheiro", do autor José Cleto, pai do Esoani Parísio Cleto, o fera que tirou primeiro lugar no vestibular de Letras da Fafi, em 1972, que tinha barba de filósofo, era uma inteligência acima da média, bem sucedido,  mas muito simples e amigo, capaz de dar atenção ao mais simples dos mortais... Ele nos dizia que seu nome era raro porque os pais, José e Celina usaram, as três ultimas letras de José, invertidas: ose virou "eso"; e de Celina: ina virou "ani" e, aglutinando-as, deu eso+ani= "Esoani". E assim os pais escolheram seu nome, exótico, diferente, único, talvez.

          E vou falar das aventuras da infância, primeiro no leãozinho (Capinzal-Ouro), onde o Stefenito Frank ajuntava os pinhões no potreiro, acendia um fogo de grimpas e jogava sobre este os pinhões, sapecando-os. Delícia!

           Lembro, também, dos pinhões maduros  que catávamos nos potreiros do Benjamim Miqueloto e do Augusto Masson, e que sapecávamos no meio das grimpas em chamas, nos domingos de tarde, ali próximo da "cadeia", no Ouro. O Dito, o Itcho e o Zé (Rosito, Heitor e Raul Masson); o Nito e o Neri (Irenito e Neri Miqueloto); o Bode Branco  e o Carlinhos (Ivo e Carlos Guerra), o Lombo Preto (Arcílio Massucatto), dos Coquiarinhas (Altivir e Valdir Souza), meu o Foguete e o Pisca (Ironi e Euclides Riquetti...), o Paulinho (Adelir Paulo Lucietti), o Tostão e o Nego (Darci e Valdecir Lucietti), o Armindo (Ermindo Campioni); o Tratorzinho (Luiz Alberto Dambrós), o Adecho, o Ademar e o Micuim  (Adelcio, Ademar e Adelto Miqueloto)   o Cosme e o Moacir (Richetti), do Nereu e do Nico (Nereu e Irineu Oliveira), e outros moleques.

          Pois hoje eu cato grimpas, como fiz outrora, para começar o fogo na churrasqueira aqui de casa. Melhor que papel, é fogo imediato e garantido. Lenha queimando, churrasco delicioso, pois, quem tem o costume de fazer fogo com lenha, não troca por carvão de jeito nenhum...

Grande abraço a todos os amigos que passaram pela minha vida, os que aqui citei e os demais, alguns presentes e outros já ausentes, foram morar no céu. A estes, minhas orações...

Euclides Riquetti

A canção do amor verdadeiro

 


 





A canção do amor verdadeiro


Sabe aquela canção nova, que de tanto que você a ouve, parece ser já bem antiga e você a canta no chuveiro?

Sabe aquela blusa que você considera manjada, mas que acaba sempre tirando do cabide, porque ela lhe deixa bem?

Sabe aquele caderno amarrotado, até gasto de tanto você pegar na mão, onde fez registros de sua vida?

Aquele onde um dia registrou seus sentimentos, transformou-os em poemas verdadeiros, mesmo sem a métrica convencional?

Sabe aquelas histórias que eu lhe conto, e que você finge que é a primeira vez que ouve, mas que já sabe de cor?

Sabe aquelas pedras das calçadas das ruas por onde você passa, e que já a conhecem muito bem, de tanto que você as pisou?

Sabe aquele sol que brilhou em muitas de suas manhãs e tardes, e que parece ser novo a cada dia?

Sabe aquele azul do céu, tão já conhecido seu, e que pode ser ainda mais bonito?

Sabe aquele vento que já roçou seu rosto tantas vezes, e que em cada uma delas parece ser mais doce e mais suave?

Sabe todos aqueles poemas que eu já lhe fiz, os milhares de versos, as rimas ricas e as rimas pobres, as estrofes boas e as bagunçadas?

Sabe aquela esperança, que mesmo nas horas mais difíceis, rebate na porta de seu quarto e a anima para dias melhores?

Sabe todos aqueles abraços e aqueles beijos entusiasmados que nós já tocamos?

         Pois tudo isso é muito perene, eterno, real, e precisa ir-se repetindo sempre, como uma grande manifestação de carinho e amor. Pois o verdadeiro amor é marcado por coisas simples, mas fundadas e verdadeiras, que se registram na nossa vida, no nosso dia a dia, nas calmarias e nas turbulências, nos defeitos e nas nossas virtudes, na nossa insistência de querermos ser felizes, pois bem que o merecemos.

Com muito carinho,

Euclides Riquetti

O meu anjo bateu asas

 




O meu anjo bateu asas

Foi voar em outro céu

Lá é bem perto da praia

Lá tem nuvens cor de véu.


O meu anjo foi embora

Queria um lugar bacana

 Agora minha alma chora

E meu coração reclama.


O meu anjo anjo ia buscar

Um lugar de calmaria

Onde houvesse muita paz

Sol e mar em todo o dia.


Deixou atrás as amizades

O jardins com suas flores

Agora sente saudades

Dos perfumes e sabores.


Dou-te então este poema

Pra que o leias devagar

Pra que todos os dilemas

Se percam nas águas do mar.


Euclides Riquetti

22-04-2026










Quero ver você sorrindo

 


 


 


Quero ver você sempre sorrindo
Feliz, alegre, contente
O seu sorriso é tão lindo
Que não pode se apagar num repente...

Quero ver você cantando
Apenas canções de bom gosto
Ouvirei você e sonhando
Esperarei que venha agosto...

Quero ver seus olhos brilharem
Irradiando felicidade
E quando as luzes se apagarem
Dormirei sentindo saudade...

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

www.blogddoriquetti.blogspot.com 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Se olhares para o céu

 


 


 



 
 
 
 

 
 
 
 
Se olhares para o céu e enxergares estrelas
Mesmo que poucas delas, difícil de vê-las
Se as estrelas do céu estiverem escondidas
Na noite escura, na noite sofrida
É melhor não estares lá...

Se olhares para o mar e as águas estiverem turbulentas
Mesmo que sem vento, nas manhãs cinzentas
Se as águas do mar não estiverem em calmaria
E teu coração sentir uma indizível nostalgia
É melhor não estares lá...

Se olhares para o vale e não avistares florestas
Mesmo que que ouças pássaros fazendo festa
Se não houver um rio, houver apenas deserto
Volta para trás, este não é o lugar certo
É melhor não ires para lá...

Mas se olhares para qualquer campo florido
De todos os matizes colorido
Um campo verde, com flores amarelas e discretas
E avistares nele um poeta...
Serei eu que estarei lá...

A te esperar!

Euclides Riquetti

Me deu vontade de dizer " te amo"!

 





Me deu vontade de dizer "te amo!"
Não sei se isso é saudosismo
Se é um mero proselitismo
Ou se é coisa de início de ano.

Me deu vontade de dizer isso, agorinha
E de transformar tudo em poesia
Algo sem dramas, sem melancolia
Mas que sai da alma minha!

Me deu vontade e por isso eu fiz
Fiz pra ti este soneto de amor
Amor de amar e de ser feliz!

Então, abraça meus versos com jeitinho
E escreve-os numa pétala de flor
E guarda-a com todo o teu carinho!

Euclides Riquetti

Me deu vontade de dizer "te amo!"

 




Resultado de imagem para imagens de palavras escritas em pétalas de rosas


Me deu vontade de dizer "te amo!"
Não sei se isso é saudosismo
Se é um mero proselitismo
Ou se é coisa de início de ano.

Me deu vontade de dizer isso, agorinha
E de transformar tudo em poesia
Algo sem dramas, sem melancolia
Mas que sai da alma minha!

Me deu vontade e por isso eu fiz
Fiz pra ti este soneto de amor
Amor de amar e de ser feliz!

Então, abraça meus versos com jeitinho
E escreve-os numa pétala de flor
E guarda-a com todo o teu carinho!

Euclides Riquetti

É nossa toda a imensidão

 





 

É nossa toda essa imensidão
É nosso o vento que acaricia minha pele
É nossa toda essa imensidão
É nosso o luar que prateia a madrugada
É nossa toda essa imensidão
É nosso o poema que a alma concebe
É nossa toda essa imensidão
É nosso o canto, sinfonia da passarada.

É nosso o infinito do céu matizado
E também são as cores do arco-íris
É nosso o desenho da planta, articulado
E também o sorriso dos rostos felizes.

É nosso esse mundo de verde, de azul, de infinito
É nosso o frescor no dia que amanhece
É nosso esse vale encantado, bonito
É nosso o sonho que a alma aquece...

São nossos a alma, o sonho, o sorriso
É meu, muito meu, o prazer de estar contigo!
 
Euclides Riquetti