terça-feira, 2 de junho de 2026

Zina e Breca - Cachucha e Cride - uma história real! - aconteceu há 53 anos em Porto União da Vitória

 


 



Zina e Breca - Cachucha e Cride - uma história real! (Acontevceu há 53 anos em Porto União da Vitória)

Neuzina Fischer - a Zina - faleceu em Porto União no
dia 13-09-2018 - É a personagem desta crônica da nossa
vida real!




          Dois de junho de 1973 - sábado. Dia de Festa Junina em Porto União, no Colégio Cid Gonzaga. Toda a juventude das cidades gêmeas do Iguaçu estava ansiosa para que esse dia chegasse. É que acontecia uma festa muito badalada por lá. Além dos folguedos, dança na sala do auditório. Talvez que essa fosse a parte mais esperada da festa...

          O Professor Welcedino, um "serra-abaixo" catarinense gostava de ter tudo bem organizado. A festa era muito esperada. Quadrilhas de danças, quentão, pipoca, pinhão, doce de abóbora, amendoim, pé-de-moleque... Foguetes espocando no ar. As rádios Colmeia, Difusora e União com seus locutores falando do evento. Os jornais "O Comércio", "Caiçara" e "Traço de União" dando força. E nós, jovens, na expectativa.

          Mandei uma carta para minha irmã Iradi convidando-a. Veio com a prima Salete Baretta. Foram hospedar-se na casa da prima Gena Casara que estava estudando por lá. Chegaram na sexta à tarde. Tudo preparado para irmos à Festa no sábado. Imperdível.

          Mas um imprevisto quase que atrapalha nossos planos. Nosso colega da República Esquadrão da Vida, o Celso Lazarini, o Breca, nascido no hoje Lacerdópolis (quando ainda petencia a Capinzal) e que  morou na casa do Serafim Andrioni, no Ouro, e em 1968 trabalhava nas Casas Eduardo, em Capinzal, estava machucado.  Agora era o melhor goleiro de futsal em União da Vitória, fora profissional no futebol de campo. Pois na  sexta levou  um chute no nariz, na Quadra do Túlio de França.  O Dorinho  ia fazer o gol, o Breca foi brecar e o pé do artilheiro arrebentou o nariz de nosso colega. Emergência, cirurgia. Ficamos todos muito preocupados. Víamos o sofrimento do amigo e tínhamos nossa programação de lazer. Não queríamos perder a festa,  nem deixar o amigo sozinho em casa naquele sábado. Precisava de cuidados. Ele dizia que podíamos ir, que ele mesmo se cuidava. Gentil como sempre. É assim até hoje.

          Pertinho de casa havia um salão de estética, o "Silhueta". A Zina, a Célia comandavam. A Ivone, cunhada da irmã da Zina, estava sob seus cuidados. Eram minhas amigas. A Zina estava chorosa, de mal com a vida, deprimindo-se. Pedi-lhe um favor. Perguntei-lhe se poderia cuidar do Breca naquela noite para que pudesse participar da festa junina no Cid. Disse-lhe que ele estava machucado e precisava de cuidados. Pensei que um podia cuidar do outro. Aceitou que eu o deixasse em sua casa. Cuidaria dele. E assim o fez.

          Fomos com os colegas, o Osvaldo e os dois  Odacir, o Giaretta e o Contini, mais  minha irmã  e a prima para a festa. Eu de braços dados com minha irmã. O Boles não foi, tinha que ficar no ponto de táxi com seu Corcel 4 portas. Era um horário bom pra ganhar uma graninha.
Na chegada, percebi que havia uma bela garota com quem eu tinha dançado no "Clube 25"  duas semanas antes. Ela deve ter-se decepcionado comigo, pois eu estava de braços dados com uma de quase minha altura. Não sabia ela que era minha irmã que estava comigo.  Adiante, contou-me que pensou que era minha namorada...

         Na dança, muita animaçao na sala do auditório. Um colega meu era Cabo do Exército Brasileiro, do 5º BE, de Porto União, Odacir Contini. Educado, respeitava as regras dos militares. Quando íamos ao cinema, com os Cabos Frarom, Backes, Godói, Figueira ou Maciel, tínhamos que sentar atrás de qualquer oficial superior deles. Então, no Cine Ópera, entrávamos olhando para as cadeiras e precisávamos  ir ao fundo do cinema ver os filmes e respeitar essa regra hierárquica. Nenhum subalterno podia sentar à frente de um superior.  Pois bem, o Contini falou-me: "Vou tirar aquela morena que está com a Dora pra dançar. E, educadamente, deu a volta por detrás dos  presentes, pois havia um sargento no local.

          Quando vi que era a garota que eu conhecera poucas  semanas antes, cortei caminho pelo meio do salão. Eu não era militar, não  tinha superior, podia ir por onde bem entendesse. E, quando ele lá chegou, eu já estava com ela. E dançamos. Dançamos, dançamos  muito, rimos, contei-lhe piadas.

           Hoje, mais de 40 anos depois, continuamos a dançar, juntos. Temos três  filhos, uma neta, um neto... Dois genros, uma nora!

           E o Breca e a Zina?    Bem, ela está cuidando dele há  40 anos também. Têm uma filha, a Marcela, que voltou recentemente para Porto Uni'ao depois de estudar na Austrália. O Breca  vende carros em sua loja numa bela esquina da ida para o Estádio do Ferroviário. A Zina tem seu salão ali perto do Clube Concórdia. Continua igual há  40 anos. A mesma disposição, a mesma silhueta, a mesma amabilidade e a mesma simpatia. Visitei-os recentemente. Rimos muito, contei para duas amigas dela essa história. Disseram-me que eu deveria escrever sobre isso. Então aqui está.

           Duas histórias que começaram no mesmo dia. E, mesmo com as dificuldades do dia-a-dia, com todas as barras enfrentadas, formamos nossas duas famílias. A Zina e o Breca, a Cachucha e o Cride.


Euclides Riquetti

Bom dia, amore!

 


 






Bom dia, amore!
Aqui estou!
Faça de conta que sou um fiore
Que em seu jardim desabrochou!

Um fiore pequenino
Que veio bebê
Que se tornou um menino
Que gostou de você...

Mas que se manteve fiore
E que lhe deu
E que recebeu
Carinho e amore:
Um sutil e romântico fiore!

Sou apenas isso:
Um fiore que sabe amar
Que busca sempre encontrar
Uma forma poética de lhe dizer
Que é importante viver
Sorrir e não chorar!

E, sobretudo:
Amar, amar, amar...

Euclides Riquetti

Num poema, no brilho do luar

 


 




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Olhe para o universo vasto e estrelado
Contemple a beleza deste nosso céu
Olhe para o teto imenso e enluarado
Que se veste  com este santo véu.

Olhe para a beleza do medalhão prateado
Que compõe o cenário que nos cobre
Olhe todo este mundo santo e encantado
Que nos presenteia com seu retrato nobre.

Olhe, intensamente, para nunca mais esquecer
E marque cada canto de nosso belo espaço
Guarde, carinhosamente, enquanto você viver.

Abra sua janela, busque-me em algum lugar
Receba, com toda a paixão,  meu carinhoso abraço
Que lhe mando num poema, no brilho do luar.

Euclides Riquetti

É de madrugada...

 



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É de madrugada e eu estou feliz
Porque seu corpo encontra o meu
E meus lábios buscam os seus...


É de madrugada e eu estou feliz
Porque meus pensamentos buscam os seus
E seus olhos procuram pelos meus...

É de madrugada e eu escrevo
Buscando inspirar-se em seu corpo moreno
Enquanto cai o sereno..

É de madrugada e eu escrevo
Versos simples, afoitos, desconexos
Porque logo vem o dia dos seres complexos...

É de madrugada e eu ouço canções
Que saem de algum lugar e vêm até mim
Canções de amor, simples assim...

É de madrugada e eu ouço canções
Que me fazem lembrar de você
E eu, inerte, não sei o que fazer...

Porque são longas canções
Que despertam minhas emoções
Que parecem não ter fim.

Bem assim!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Na primeira noite...





Na primeira noite... 


Não quero ser a nuvem escura que cobriu o sol
Na primeira tarde do primeiro dia de primavera
Não quero que coloque meu nome num crisol
Nem que espalhe nos ventos ou o jogue à  terra.

Não quero ser o vento frio que soprou debalde
Mas quero ser o por do sol, que enfeitou a praia
Que maravilhou os corpos e pincelou a tarde
Com cores quentes em matizes que me maravilharam.

Quero que você seja o sino que, de nota em nota
Alenta minha vida com seu toque soberano
E que com as mensagens que você  denota.
Torne meu mundo mais doce, muito mais humano.

E quero mais ainda que a tarde azul volte no mar
Onde as ondas e as espumas bordam os areais
Quero apenas reencontrar seu sorriso a me esperar
Quero apenas que me ame e não me deixe jamais!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com
Acesse!

Uma canção que aquece a alma


 





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Preciso daquela canção que aquece a alma
Como o vinho que me atiça os sentimentos
De seus olhos que me ajudam e me salvam
De suas mãos que curam meus ferimentos!

É a canção que nasce de sua terna poesia
Que você compôs com toda a singeleza
Versos que escreveu com toda a maestria
Rimas perfeitas, versos livres e sutileza.

Preciso ouvir a canção saída de seus lábios
E do afago que abranda os meus tormentos
O seu sussurro me deseja bons presságios
E eu retribuo com o carinho e meus alentos.

A canção que vem da poesia que você faz
É como bálsamo pra curar as minhas dores
Me traz de volta minha alegria e muita paz
E meu mundo se povoa de brancas flores!

Euclides Riquetti

domingo, 31 de maio de 2026

Em seu sorriso prateado

 











Tento encontrar em seu sorriso prateado
Aquele belo sorriso que já foi sereno
Aquele sorrisão dourado
Que adornava seus lábios de veneno...

Saudades de seu sorriso largado
Saudade do seu humor e encantamento
Daquele seu jeitinho despojado
Que atiçou meus francos sentimentos...

Há saudade, sim, e por mais que eu tente
Lembro-me de você ao pisar nas areias
Meu coração há muito já se faz descrente
Enquanto olho para o mar de Canasvieiras...

É isso mesmo, tudo é bem assim
Me faz lembrar você o mar extenso
Eu a quero aqui presente junto a mim
Para lhe dar carinho e amor imenso!

Euclides Riquetti

Viva Nosso Campeão! (Handebol Feminino - Ouro - Medalha de Ouro nos JASC - 1995)

 





Chana Masson - já foi eleita a melhor jogadora de Handebol
do Mundo - Iniciou sua carreira em Ouro - SC - jogando pela CME
Depois jogou por Capinzal - na Alemanha e na Dinamarca.
Atualmente, mora em São José - SC - onde coordena as equipes
de Handebol daquela cidade.

Viva Nosso Campeão! (Handebol Feminino - Ouro - Medalha de Ouro nos JASC - 1995


Num domingo bem festivo
Dia de sol, de céu azul
Ouro foi do brilho vivo
Campeão em Rio do Sul.

As meninas altaneiras
Lutaram pelas nossas cores
Foram fortes as guerreiras
Merecem a coroa de flores.

Ouro foi ouro na quadra
Foi luta, foi boa condição
Foi o esforço de uma esquadra
Que não poupou preparação.

Nossas jovens vitoriosas
Levantaram o troféu
Com jogadas portentosas
E a proteção de Deus no céu.

Foi conquista emocionante
Foi sucesso, foi a glória
O que deu-se num instante
Vai ficar por toda a história.

As atletas aguerridas
Jovens belas, aplicadas
Merecem ser enaltecidas
Pelas glórias conquistadas.

E que o sucesso se repita
Que haja comemoração
E a verdade seja dita
Nosso handebol é um timão.


Parabéns ao handebol
Parabéns pra todo mundo
Que Ouro brilhe como o sol
É nosso desejo profundo.

Que todos possamos gritar
Nosso clamor de emoção
Como é bom poder vibrar
Viva o nosso Campeão!

Euclides Riquetti
06-11-1995
Homenagem à equipe de Ouro-SC, Medalha de Ouro nos
Jogos Abertos de Santa Catarina em Rio do Sul - SC

Silêncio no Asfalto - soneto undecassílabo

 


 









Euclides Riquetti recebendo premiação das mãos de Jucelino Ferraz, Prefeito em Exercício de Joaçaba, pelo primeiro lugar no "Concurso de Poesias Dr. Miguel Russoswsky", em 20-12-2018, por obter  Primeiro Lugar na categoria Soneto. O concurso foi promovido pela Gerência  da "Casa da Cultura Rogério Sganzerla" 



Silêncio no asfalto


O asfalto liso, azul-cinza matizado
É palco de nostalgias e de dilemas
O asfalto que tem o brilho prateado
É canteiro de meus prantos e poemas.

O asfalto escuro vai perdido na curva
Onde morre o sonho e vagam os atritos
Coração dilacerado em alma turva
Na sentida dor, abalos e conflitos.

O asfalto inóspito se alonga na vista
Duas faixas douradas decoram a pista
No desafio sutil, terno e sedutor.

É um instigar e uma dúvida presente
Tétrico palco da tragédia iminente:
Calou-se a voz do poeta sonhador...



Euclides Riquetti

sábado, 30 de maio de 2026

O suave barulho da chuva

 




Há um suave  barulho na chuva que cai lá fora
E que afaga suavemente meu pensamento
Enquanto o tempo segue  frágil e lento
Levando meus versos jogados ao relento
Na noite  fagueira que se vai  embora...

Há um barulho terno na chuva que cai
E um mergulhar no mar da imaginação
Que me transporta ao porto solidão
Ao cais do oceano da grande ilusão
Na busca do sonho que vem e que vai...

Ah, chuva que molha minha saudade
Chuva que apaga as marcas da nossa  vaidade
Que deixa seus cabelos úmidos e sensuais

Chuva que banha sua pele queimada
Que  refresca o cair da doce madrugada
Vem curar a dor dos meus ais!!!

Euclides Riquetti

Belos, puros, sentimentais...

 


 



Existem pessoas especiais, muito especiais
Que marcam os lugares por onde passam
Deixando rastros que muito  nos atraem
Rastros de perfume a da seiva que exalam...

Existem, sim, corpos que flutuam
Divindades carnais que nos levam a pecar
Almas negras, cinzas, brancas, que cultuam
O singelo hábito de me fazer sonhar.

Ah, existem, sim, corações que flecham
Corações que flecham e que são flechados
Corações abertos que nunca se fecham.

Flechas que buscam alvos bem especiais
Alvos que retribuem quando são flechados
Belos, puros, sentimentais...

Euclides Riquetti

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Jogo de sedução

 


 




Não quero que me vejas como um fútil galanteador
Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão
Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador
Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...

Não imagino que possamos dar luz a uma realidade
Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão
Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade
Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...

Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti
Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer
Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...

Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão
Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder
Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Riquetti

Os últimos raios

 


 

                                           
                                                           Imagens do autor


Os últimos raios


Mais um entardecer belo, encantador

O horizonte fantasticamente colorido

O cenário pelas mãos de Deus concebido

Pintado pela natureza em seu esplendor. 



Os últimos raios colorem os gramados

Dão-lhes novas e e quentes tonalidades

E eu contemplo tudo com naturalidade

A obra de arte num cenário santificado.


E eu aguardo o trotar do nobre centauro

Que, na noite, vem velar pelos humanos

 Enquanto, do cansaço. eu me restauro...


Quebra o silêncio o tilintar dos sinetes

Espiam-se os pecados dos seres profanos

E as potras se rendem à doma dos ginetes.


Euclides Riquetti

É de madrugada...

 


 


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É de madrugada e eu estou feliz
Porque seu corpo encontra o meu
E meus lábios buscam os seus...


É de madrugada e eu estou feliz
Porque meus pensamentos buscam os seus
E seus olhos procuram pelos meus...

É de madrugada e eu escrevo
Buscando inspirar-se em seu corpo moreno
Enquanto cai o sereno..

É de madrugada e eu escrevo
Versos simples, afoitos, desconexos
Porque logo vem o dia dos seres complexos...

É de madrugada e eu ouço canções
Que saem de algum lugar e vêm até mim
Canções de amor, simples assim...

É de madrugada e eu ouço canções
Que me fazem lembrar de você
E eu, inerte, não sei o que fazer...

Porque são longas canções
Que despertam minhas emoções
Que parecem não ter fim.

Bem assim!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Sim, anjos existem!


 



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Sim, anjos existem, estão em todos os lugares
Protegendo-nos, cuidando-nos, flutuando
Nas paredes dos templos e nos altares
No coração de cada ser bondoso e venerando.

Anjos existem e nos dão os seus sinais
São presença constante em toda a nossa vida
E depois que surgem, não somem jamais
Sempre presentes na dor e na alegria sentida.

Anjos se vestem com suas túnicas brancas
Com as asas branquinhas da cor do algodão
Pousam nos seres das almas mais francas
Voam pelos ares e céus de toda a  imensidão.

Sim, os anjos existem e você é um deles
Pois está presente em todas as minhas ações
Anjo de amor que mata minha sede
Rezo por você as minhas singelas orações.

Euclides Riquetti