sábado, 28 de fevereiro de 2026

Nunca digas nunca, jamais!..

 

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Nunca digas nunca, jamais
Que desta água tu não beberás
Pois nos conflitos pessoais
Muitas voltas o mundo dá!

Nunca digas nunca, certo?
Pois o futuro a Deus pertence
O amanhã é sempre tão  incerto
E tudo pode mudar de repente!

Nunca  digas nunca, amor
Pois os caminhos são diversos
Se num verão há muito calor
No inverno te escrevo versos!

Não, não digas nunca, então
E procura nadar na calmaria
Reserva-me o lugar no coração
Para onde voltarei um dia!

Euclides Riquetti

Tia Lurdes (Andrioni Riquetti) e tia Mirtes (Carmignan Farina) -homenagem às queridas cunhadas

 




       Hoje vou render uma homenagem a duas pessoas muito especiais: Chamo-as de Tia Lurdes e Tia Mirtes. Mas são minhas cunhadas. Lurdes era esposa de meu amado e saudoso irmão Ironi e tem duas filhas: Graziela, dona da  Boutique Diva´s em Joaçaba, casada com Fabiano Lago, mãe de Pedro Miguel; e Gabriela, advogada em Ouro, assessora jurídica na Câmara de vereadores daquela cidade, modelo.  Mirtes, irmã da Miriam, esposa do Claudionor, mãe da saudosa Jeanine Adriana (Bahr) , e do Marcelo (Engenheiro da Petrobras), avó de Bruno e do Rafael, todos moradores em Itapema. 

       São duas pessoas muito queridas, gentis e generosas, lutadoras e vencedoras. Superam as adversidades, buscam viver cada dia, a luz do sol e o azul do céu denotam esperança para ambas, as orações a a Fé lhes dão ânimo para a vida. Cercadas de amor e carinho, têm a consideração e o respeito dos familiares e amigos. 

       Além do amor e do carinho de tantas pessoas, irmãos, sobrinhos, primos e pessoas com quem conviveram, são duas pessoas talentosas; Lurdes produz artesanatos maravilhosos, já ajudou noivas ficarem mais bonitas, crianças em sua primeira comunhão ricamente ornadas. Festas de casamentos, nas igrejas e nos locais de confraternização muito bem decorados. Mirtes, nascida em Erechim, mas que viveu a flor de sua idade em Porto União da Vitória e Curitiba (Professora do Colégio Estadual do Paraná) e Administradora Hospitalar, lecionou em Mafra e passou a residir em Itapema. A arte anda paralelamente a ela, faz pinturas em telas muito criativas e mesmo reprodução de obras consagradas. O sobrado de sua casa é seu ateliê. 

       Tanto Lurdes quanto Mirtes têm seus trabalhos ornando as salas e quartos de muitas casas neste Brasil de Deus. Uma noiva guardará o arranjo que lhe foi produzido pela Lurdes. As visitas contemplarão e admiração os quadros pintados pela Mirtes Octinilda, que o cunhado Celso Kaminski chamava, carinhosamente de "Tinilda". Eu a chamo de "Cunhada Bonitona!" 

       Poder dizer a elas e aos seus familiares que lhes nutro muito respeito e admiração pela sua história e pelas suas realizações me deixa feliz. Quero que Deus continua a derramar suas bênçãos sobre ambas e possam ter significativa melhoria em sua saúde.


Com um abraço muito carinhoso, afetuosamente, 


Euclides Riquetti

28-02-2026

Quando o coração manda meus olhos te procurarem

 






Quando meu coração manda meus olhos te procurarem
Nas ruelas ou vielas de alguma cidade
E eles se alam para te buscarem
É porque ele já sente saudade...

Quando meus olhos saem para te ver em algum lugar
E se vão seguindo apenas alguns rastros
De perfumes que exalas para que eu os possa cheirar
Apenas sigo os brilhos que emanam os astros.

Quando meu corpo encontra o teu e o deseja abraçar
Para te dar os afagos e carinhos de que precisas
E minha canção encontra a tua alma que vem pelo ar
Os anjos abençoam nosso dia e nossas vidas..

Então eu faço uma oração para que continuem nos abençoando
Em todos os dias e em todos os lugares
Porque meus olhos sabem que precisam continuar sempre te procurando
Onde houver desertos, florestas ou mares.

Porque precisam levar-te meu recado:
"Eu te amo!"

Apenas isso... bem assim!

Euclides Riquetti

Doce pecado de amar

 


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Doce pecado
Da maçã vermelha
Da lingerie preta
Do beijo roubado

Doce pecado
Do sangue  quente
Dos labios ardentes
Do desejo malvado

Doce pecado do corpo  molhado...
Da gula que teima
Do fogo que queima
Da incontrolável  paixão.

Doce pecado
Da mente mundana
Na alma insana
Do prazer desregrado, indecente, impensado...


Doce pecado que não tem dor
Doce pecado de sexo, com ou  sem  amor
Na noite sem cor...

Doce pecado que não quer perdão
Doce pecado da doida  ilusão
Que arde no peito...

Apenas um suave e delicioso pecado
Sem apego
Sem medo
Sem punição
Assim, desse jeito
Escrachado, largado
Mas apena pecado....

Doce e eterno pecado de sonhar
Pecado de gostar
Pecado de amar!

Pecado...

Euclides Riquetti

Pais – as lembranças saudosas que todos temos!


 



Pais – as lembranças saudosas que todos temos!

       Todos nós temos saudosas lembranças de nossos pais. Poucos de nós, de nossa geração, ainda tem a felicidade de tê-los. “Pais são pais”, e isso nos basta. Muito ou pouco atenciosos, cada um deles ama ou amou seus filhos à sua maneira. Vemos, em nós mesmos, os pais que tivemos e os pais que podemos ser.

       O Dia dos Pais se tornou uma grande festa comercial. Mas a tônica da vida é familiar, sensível, cristã. Nesta semana, encontrei num supermercado local uma filha que acompanhava a sua mãe e a ajudava a escolher as coisas para colocar em seu carinho. Iam, sorridentes, em meio às prateleiras, buscar o que queriam. Cumprimentei-as e dei-lhes os parabéns! À cândida senhora por estar ali, chegando à casa dos oitenta, lúcida e com a energia compatível à sua idade. Queriam saber o porquê da saudação. Falei que era porque via naquela mãe a figura que todos queriam para ser sua.  E me lembrei da minha, dela e de meu pai.

       Os pais foram nosso alicerce. Das atitudes deles somos o resultado. Bem ou mal criados, parte vem da orientação deles, mas cabe a nós tentarmos ser melhores. Ajudar nossa família, sociedade e mundo a serem melhores. Ter o pai ou a mãe, ou ambos, ainda vivos, é um privilégio imedível.

       Lembro-me do esforço de meu pai para que nós estudássemos. Todo o pai que eu seu filho tenha um pouquinho a mais, que seja, de escolaridade. Um pouco mais de patrimônio físico, moral, intelectual. Mas isso depende de nós!

       Meu pai nasceu em Caxias do Sul e veio criança para o interior do atual município de Ouro. Foi para o Seminário Camiliano de Iomerê e depois para São Paulo. Morou e estudou na Vila Pompeia, viu jogos do Palestra Itália, ajudou a conduzir a cadeira de rodas do Comendador Francesco Matarazzo se sua mansão até à Capela do Seminário, antes do amanhecer, para participar das santas missas. Lá, aprendeu a ser carpinteiro, pedreiro, professor. E orgulho-me em dizer que ele tirava notas altas nos estudos, dominou o Latim, o Italiano e o Francês. Estudou Filosofia. Tocou órgão e piano, cantou em coral, conhecia partituras. Vestia terno desde a adolescência, viveu lá durante a Segunda Guerra Mundial. Fugiu do seminário após dar uma martelada no dedão do pé de um colega,  que se tornou o Padre Albino Baretta. Viveu clandestino em São Paulo por dois anos e, depois, veio com um mascate para a casa de seus pais, na Linha Bonita, no tempo em que “quem tinha um olho já era rei”!

       A História de meu pai, nascido em 11 de agosto de 1921, tem pautas interessantes, já as mencionei em crônicas. Além de nossas boas e saudosas lembranças, ficou a Biblioteca Professor Guerino Riquetti, o museu que leva seu nome e desapareceu por maus cuidados do Poder Público, a Escola Professor Guerino e uma rua, na área central de Ouro com o seu nome. Ainda restam muitos de seus alunos que, quando os encontro, me contam belas histórias dele como professor e diretor de escola. Então, você que ainda tem o seu, comemore efusivamente! O abraço, o telefonema carinhoso, o reconhecimento, fazem muito bem a ele. Lembre-se que a perspectiva de caminhada dele.


Euclides Riquetti

Um horizonte azul cor do céu

 


 


 




Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

Sorrindo na chuva

 


 



Sorrindo na chuva


Fico olhando pra você, que se vai feliz
Pela rua cinzenta, com cheiro de luar
Anda, livremente, buscando o seu mar
Sonha acordada com os versos que fiz.

Fico imaginando o que a anima tanto
O que a faz andar sorrindo na chuva
Tão protegida como a mão numa luva
Adeus às tristezas, adeus aos prantos.

Vai, esbaldando-se em sua felicidade
Na busca da recomposição de seu eu
Envolta no frescor da pura liberdade.

Vai, flutuando nas nuvens das certezas
Colhendo os frutos do pomar que é seu
Majestade coroada com sutis realezas.

Vai, feliz, sorrindo na chuva!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Amar você, amar... amar!


 








Abra sua alma e seu coração
E me deixe entrar...
Quero segurar em sua mão
E levá-la para passear...

Abra, nem que seja só um pouquinho
O tempo suficiente para que em entre
Dar-lhe-ei amor, darei carinho
E você vai ficar contente...

Eu também já abri o meu
Deixei aberto, escancarado
À espera de um convite seu
Porque quero estar sempre ao seu lado...

Estenda-me sua mão suave e cheirosa
Para que eu possa me deliciar
Tocar sua pele olorosa
Amar você, amar..amar!

Euclides Riquetti

Hora de não fazer nada

 


 



É hora de não fazer nada
De dar trela pro ócio e mais nada
É hora de jogar as pernas pro ar
Deixar os braços por conta,  na rede deitar.

Hoje é dia de não fazer nada
De ser um  dia de apenas lembrar
E quem sabe lavar a calçada
E no seu rosto pensar e pensar.

Pisar na grama, molhada, molhada
Olhar pro céu na manhã deste agosto
Jogar água nos pés, e  na escada
Deixar o resto e ficar absorto.

Agora é hora de escrever poesia
Ficar lembrando da vida passada
Lembrando de boleros que dão nostalgia
Quem sabe lembrando de antiga jornada...

É apenas hora de não fazer nada
De curtir a lembrança da amada
De escrever poesia e sentir alegria
De sentir alegria e escrever poesia..
(E mais nada!.

Euclides Riquetti

Ofereces-me os encantos que o tempo te traz

 



Ofereces-me os encantos que o tempo te traz

O desejo infinitamente descomunal

O instinto fatalmente fatal

E teu amor intenso e contumaz. 


Teus olhos são divinamente inspiradores

Cor de paisagem em tempos primaveris

Luz que brilha com dourado matiz

Que se perdem num ocaso de cores.


Trazes do passado uma consistente história

No presente, és a motivação do poeta

Uma alma deliciosamente secreta

O fogo ardente que aviva minha memória.


Rendo-te o reconhecimento certamente

Bons momentos guardados em nossas gavetas

Nas estrofes de minhas redondilhas e tercetos

Que te componho, amada, amadamente!



Euclides Riquetti

Maddrugada de 27-02-2025














quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Um horizonte azul cor do céu


 


 




Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

Canções bonitas, sonetos rimados

 










Não derrames lágrimas que não sejam por alegria
Não deixes que te atormentem por motivos banais
Não aceites que te insultem em nenhum de teus dias
Não permitas que te entristeçam nunca, jamais!

Anda, vai em busca do que te possa fazer muito feliz
Anda, vai realizar nos horizontes azuis o teu sonhar
Anda, vai encontrar  a voz doce que sempre te diz:
Que na vida há muitas  formas de querer e de  amar.

Saiba que em todas as estradas haverá espinhos
Que a maioria dos  problemas podem ser superados
Que o mundo te dará  oportunidades e novos caminhos...

E que,  tanto no céu azul,  quanto nos campos floridos
Sempre haverá canções bonitas, ou sonetos rimados
Um coração muito aberto,  e meus braços estendidos!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

O dia em que eu conheci "A Peste" de Albert Camus

 

 


     
Albert Camus

Ou, um breve ensaio sobre os dias atuais...

      Há exatos 36 anos completados neste dia 22, ou seja, em 22 de julho de 1984, no dia mais frio daquele ano, tive um grave acidente jogando futebol, no Estádio da baixada Rubra, em Ouro, pelo Arabutã FC. Uma fratura grave na Tíbia e duas no Perônio!  O fato resultou em minha crônica "O dia em que minha vida virou ao avesso", que tenho no blog e num de meus livros.
   
       Nos primeiros dias subsequentes, o amigo professor e então Diretor da Escola de Educação Básica Belisário Penna, José Mauro Lehmkhul, foi visitar-me em minha casa, lá no Ouro. Levou-me dois livro do escritor Albert Camus, "O estrangeiro" e "A Peste". Devorei-os, assim como outros e ainda a revista de circulação semanal "Isto É" e o jornal "A Notícia", de Joinville. Canais de TV disponíveis, na época, eram a TV Piratini, da Rede Tupi, de Porto Alegre; e a TV Coligadas, afiliada à Globo, de Blumenau. (Noventa dias de gesso, muita dor, inclusiva com injeções de morfina. Fui atendido no hoje HUST. Dr. Tanaka foi o médico que me atendeu, fez o trabalho como tinha que fazer. Em casa, quando o efeito da anestesia passou, senti dores horríveis).

       O Argelino Albert Camus nasceu em 07 de novembro de 1913, na Argélia, e faleceu aos 46 anos, em 04 de janeiro de 1960, na França. Trabalhou como tanoeiro, mas, mesmo de família pobre, cursou o Ensino Médio, a Faculdade, e concluiu Mestrado e Doutorado. Foi goleiro de futebol da seleção universitária da França, é renomado escritor, e ganhou o Prêmio Nobel da Literatura em 1957. Sugiro a você, caro leitor, que procure ler sobre a vida desse fenômeno da Literatura Mundial, inclusive sobre suas posições políticas e filosóficas.

      Além dos dois livros já mencionados, foi bem sucedido em "O Mito de Sísifo" e "O Homem Revoltado". Foi autor de diversas obras. Hoje, se você pesquisar no google sobre "Albert Camus - A Peste", vai encontrar 1.820.000 resultados. Em razão da pandemia do novo coronavírus, "A Peste" tem sido buscado constantemente por leitores muito qualificados, que buscam entender o que se passa hoje, assustadoramente, no mundo. No Brasil, a partir da segunda quinzena do mês de março deste ano, Camus passou a ser pesquisado intensamente em razão do que escreveu em 1947.

Veja o que foi escrito por Amanda Liliany, aluna de RelaçõesInternacionais do UniCeub:
 A peste, de Albert Camus, é uma história que se passa em uma cidade pacata, mais conhecida como Orã, em que se mostra como um surto de Peste Negra mudou e influenciou a vida dos habitantes. Como é narrado no inicio, Orã é uma cidade tranquila, cinzenta e muito industrializada, em que os cidadãos viviam para trabalhar e formar suas famílias. Bernardo Rieux, o médico e narrador dessa história, acompanhou o aparecimento de números cada vez maiores de ratos mortos e coincidentemente pessoas doentes por toda a cidade. Com o grande número de baixas de seus pacientes, Rieux, apesar de não querer acreditar, convoca uma reunião com a prefeitura e surpreende a todos dizendo que o que realmente estava acontecendo, em Orã, era uma epidemia de peste bubônica e que se não houvesse o controle da doença em dois meses poderia matar metade da população. A peste chegou de repente e não havia explicações concretas, os personagens principais nem tentam especular, vivem um dia de cada vez, sem procurar significados e fazem o que podem, são pessoas comuns tentando sobreviver ao acontecimento.
A obra de Camus é muito impactante, pois deixa evidente o sofrimento que a população passa desde as mortes até o momento que ocorre a quarentena na cidade. A quarentena foi abordada como uma fase difícil para todos os moradores, pois viviam tristes e indolentes, separados dos entes queridos e também, por terem a convicção de que eram prisioneiros. A cidade foi fechada para o resto do mundo, até mesmo o envio de cartas foi proibido por ser um possível meio de transmissão da doença. A todo o momento, o livro, sugere reflexão e nos faz levantar sérios questionamentos acerca de como nos colocamos diante dos outros, principalmente quando esses estão em situação de risco. Rieux foi uma peça chave, pois ele por um lado abriu mão de sua vida pessoal pois sua mulher estava fora, numa casa de saúde, para se dedicar inteiramente à população daquele local, e os outros médicos que aplicavam-se 24horas por dia para tentar salvar a população dessa peste que estava carregando consigo varias vidas.
A descrição do hospital é chocante, no chão havia um lago desinfetante e no centro um conjunto de tijolos que formava uma ilha, nesta ilha, o doente era examinado por Rieux, despido, lavado e depois locado para outra sala. Os pátios das escolas eram usados como leitos, onde quase quinhentos já estavam ocupados. Até que em certo momento, as pessoas começaram a ficar violentas tentando burlar a segurança nas barreiras para fugir, e Rambert, um jornalista que havia pedido um atestado para sair e se encontrar com sua amada estava entre eles. Com isso, os jornais publicaram novos decretos sobre a proibição ao tentar sair da cidade e guardas a cavalo e patrulhas faziam a ronda no local, matando cães e gatos que poderiam transmitir pulgas contaminadas.
Passado o mês, as coisas tomaram uma proporção maior e Rieux em uma conversa com sua mãe lhe diz que o soro vindo de Paris parecia ter menos eficácia que o primeiro, e que uma nova forma de epidemia havia aparecido, a peste pulmonar. Rieux foi interrompido por Tarrou, que trouxe a notícia de que todos os homens válidos serviriam para ajudar a combater a peste. Separados em grupos, eles fizeram o melhor que podiam para reduzir a doença. O que não significa que o contágio cessou, as mortes chegaram a passar de 700 por dia e os enterros aconteciam o mais rápido possível com o mínimo de riscos para os outros, o que deixavam as famílias tristes e ofendidas, mas no momento em que se vivia em Orã, não existia mais a capacidade de se pensar em como os outros morriam.
Um dos momentos mais impactante da obra, é quando Camus dita que a prefeitura decidiu afastar os parentes dos enterros, pois com a falta de caixões e panos para mortalha, covas foram feitas para que homens e mulheres fossem enterrados sem nenhuma distinção e cobriam-nos de cal e terra, deixando espaço para corpos futuros. Em um trecho diz que a diferença que pode haver entre os homens e os cães, por exemplo: o registro ainda era possível; essa comparação do homem ao animal é algo que choca o leitor, porém é valido por conta do cenário vivido naquela época.
Em dezembro, os casos de melhora começaram a aparecer, dados pela injeção de soro que Castel preparara a peste perdia com rapidez a sua força. A doença partiu assim como tinha chegado, misteriosa e quieta. Após perder seu amigo Tarrou e saber por telegrama que sua esposa também se foi, meses depois os portões foram abertos e organizaram-se festejos para o tão esperado dia do encontro.
Rieux finaliza o livro dizendo que a peste não morre e não desaparece, ela simplesmente dorme e espero com paciência chegar o dia em que acordará os ratos e os mandará morrer numa cidade feliz.
       Amigo leitor, amiga leitora, tire suas conclusões, veja tudo o que vem acontecendo no mundo e no Brasil, faça sua parte, cuide-se, pois só o tempo vai dissipar a nuvem negra que paira sobre nós!
Abraços    -   Euclides Riquetti - 23-07-2020

Meu sorriso foi-se com o vento

 


 



Foi-se embora meu sorriso, foi-se com o vento
Saiu de mim e foi-se de repente
Deixou-me no infortúnio e no lamento
Foi-se, assim, infelizmente!

Não sei onde meu sorriso foi campear
Mas sei que não voltou, desapareceu
Nada mais que me leve a comemorar
Onde será que ele se escondeu?

Foi-se meu sorriso, foi-se pra chorar
Ausente, oculto, sem a maior reação
Talvez buscando novo porto pra ancorar
Buscando um novo porto-coração!

Não sei se é ainda é possível recobrá-lo
O que fazer para que retorne, enfim
Mas bem que eu pretendia recuperá-lo
E tê-lo aqui bem junto a mim!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Amor radical

 


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Amor radical

Eu queria que tu arrancasses meu coração
E o colocasses dentro do teu.

E eu ficaria sem vida,
Sem sensibilidade,
Sem sentir saudade...

E tu terias para sempre o meu coração.

No céu, eu viraria um anjo alado
Que ficaria sobrevoando-te
Onde quer que estivesses
Para onde quer que fosses...

Assim, eu sempre estaria por perto
Protegendo-te
Guiando-te...

E continuaria a compor meus versos
Que virariam sonetos românticos.

E continuaria a rezar
A  pedir perdão
A declarar ao mundo que tu és meu grande amor.

E, no dia em que precisasses de minha presença
Apenas me acenaria
E eu viria
Com todo aquele amor que tenho em mim
Que guardo em mim.

E nós continuaríamos  felizes
Tu e eu.

Te amo demais!!!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com