quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Para ser feliz

 


 




Para ser feliz


Na vida, não há um futuro a se prever
Nem sempre nos contentamos com o que temos
Não queira nada além do que pode ter
O que é pra ser nosso, nós nunca perderemos...

Sermos felizes, vivermos contentes
Poder dar e receber muito amor
Contar com os que estão aqui presentes
Darmos à vida muita cor e sabor...

Para ser feliz, cuidar das coisas simplesmente
Dar valor a quem nos quer e a quem queremos
Oferecer carinho, segurar a mão fortemente
Presente e futuro risonhos é o que teremos.

A felicidade precisa da  busca incessante
Da harmonia tênue, do entendimento
De termos um coração alegre e cantante
Aplausos pra vida sem dor ou sofrimento!

Euclides Riquetti

Poetava o poeta (na beira do mar...)

 


 


 



Poetava o poeta
Na beira do mar
Fora ali na manhã discreta
Apenas para pensar
Sentir o vento e ...
Imaginar
Fazer seu pensamento navegar:
Poetar!

Poetava o poeta alexandrinos
Sobre mulheres, velhos e meninos!

Poetava redondilhas maiores
De sonhos  encantados
Já sonhados
Que rimava com as menores.

Ritmava em seus sonetos as raridades
O  romance,  o desejo
O ardor de cada beijo
Os encantos e sonoridades:
Poetava poemas e...  musicalidades
Poetava...

E, enquanto poetava
Sussurrava aos ventos
O nome de uma mulher
Que amara
Que amava...

Mater Dolorum (Colégio da minha infância)

 


 


O autor, com alunos do Mater por ocasião de

palestra



Em manhãs de sol brilhante
Em dias de céu azul como o mar
Eu olho pro alto do monte
E vejo a beleza sem par.

É o colégio dos bons anos
Dos anos de minha infância
A escola onde estudamos
Com toda a sua exuberância.

Em manhãs de inverno eu lembro
Eu lembro com emoção
Dos pique-niques em setembro
Dos passeios no verão.

Eu lembro dos colegas já idos
Que Deus levou para si
E que hoje estão vívidos
No coração que está aqui.

Ah, como a vida era bela
Que saudades do pingue-pongue
Do carinho da Irmã Marinella
De brincar de esconde-esconde.

Saudades eu sinto do amigo
Da amiguinha pura e inocente
Lembranças eu trago comigo
E falo o que minh ´alma sente.

Ah, quantos dias tão saudosos
Em que nós, pequenas crianças
Aprendíamos a ser corajosos
Aprendíamos, eu tenho lembranças.

E hoje, depois de um bom tempo
O Mater ali continua
Majestoso, soberbo elemento
Grandiosa a presença sua.

E eu canto por onde eu ando
Com o orgulho da vitória
A canção que por encanto
Me leva de volta à História.

A História que os filhos ouvem
É a verdade que eu vivi
Até parece que foi ontem
Que escrever eu aprendi.

E, para todos vocês
Colegas tão cheios de vida
Fica o abraço cortês
Meu e de minha família!

Euclides riquetti
26-05-1994 - composto e declamado
mum evento comemorativo do Colégio
Mater Dolorum, em Capinzal - SC,
onde estudei na infância
e lecionei quando adulto.



Aos meus mestres de todos os tempos (De Capinzal a União da Vitória e Amparo)

 



      Lembro com carinho de cada um de meus professores. Desde minhas idas a uma escola antes de minha matrícula oficial, até meus últimos anos de estudo regular. E minha mente volts para meus 7 anos, na escola isolada de Linha Bonita, no antigo Rio Capinzal, em 1960. O professor da escola era o Senhor Ebenezer Brasil, que seria um europeu que apareceu no Vale do Rio do Peixe, talvez evadido na Segunda Guerra Mundial. Ele tinha um filho pequeno, Benito, E filhas. Uma delas passou a substituí-lo em sua tarefa de nos ensinar. Adiante, foram embora para Piratuba. Ele lecionara também em Linha Maziero. Um neto dele, Cilço, foi meu ano em Zortéa, de 1977 a 1979.

       Voltando a morar com meus pais, na sede do Distrito de Ouro, acompanhei meu pai, Guerino Riquetti,  quando ele ia lecionar na Linha Savóia, em Capinzal. Íamos a pé, de manhã, pelos trilhos da estrada de ferro. Dos seus alunos, lembro-me do Luiz dos Reis, o Luizão, que é aposentado da Celesc e mora em Capinzal. 

       Ingressei no primário regular no Colégio Mater Dolorum, em Capinzal, em 1961. Tve como professoras Judite Marcon Noemia Zuanazzi. No segundo ano, Marlene Matos e depois Marilene Stares. No terceiro, Marli Sartori (Sobreira) , e no quarto Marilene Lando. 

       Os dois primeiros anos de ginásio, cursei no Padre Anchieta, em Capinzal. Vanda Faggion Bazzo, Waldomira Zortéa,  Vanda Meyer, Lorena de Moraes, Giovani Tolu, o Frei Gilberto, todos de saudosa memória. Os dois seguintes, no Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado (junto ao Belisário Pena), em Capinzal, com Holga maria Siviero Brancher (Matemática, Português, Didática), João Bronze Filho (Inglês e História), Adelino Frigo (Religião)

,  Waldemar Baréa (Ciências),  Deoni Maestri (Psicologia) , Paulo Bragatto Filho (Psicologia e Desenho Pedagógico),  Vera Lúcia Bazzo (Português)  Iria Flâmia (Torrico) com Desenho Geométrico). 

       No antigo Segundo Ciclo Secundário (Escola Técnica de Comércio Capinzal): Roberto Boratti, Ilto Maestri, Nomélio Masson, Luiz Siviero Sobrinho, Benoni Zoccoli, Enio Gregório Bonissoni, Ricardo Kosak, Frei Jorge Mariano Leite, João Bronze Filho, Elba Andrioni (Baretta), Antônio Maliska Sobrinho. 

       E na FAFI, Fundação Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras, de União da Vitória (PR), Nelson Sicuro, Francisco Boni, Abílio Heis, Fahena Porto Marcondes, Abigail, Rosa Maria da Maia Filha, Francisco Filipak, Nivasldo de Oliveitra, Padre Leo Horst, Padre Leopoldo Meltz, Delci Hausen Christ. E de minha especialização em Língua Portuguesa, em Amparo (SP), Walter de   Medeiros Baptista. 

       São muitos nomes que me vêm à memória nesta madrugada de 15 de outubro de 2026. Guardo de cada um deles um pouco, mas reservo-lhes carinho, reconhecimento, respeito, amizade, e gratidão. 


Euclides Celito Riquetti - madrugada de 15-10-2025

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Aos meus queridos professores (com elevado apreço, carinho e gratidão)

 


                               Mater Dolorum, (Capinzal-SC) onde estudei no meu Primário


Aos professores, devoto meu respeito e carinho

A todos os que um dia me estenderam a sua mão

Depois de adulto, ou mesmo quando pequeninho

Guardo deles a imagem dentro de meu coração.


Todos eles me deixaram alguns ensinamentos

As letras, os cálculos, a geografia e a história

Guardo também os seus melhores exemplos

Tenho tudo bem registrado em minha memória.


Muitos bons momentos de grande afabilidade

Às vezes a repreensão, outras tantas a dureza

Mas também a alegria e toda a amabilidade

Compensando sua necessária e sutil aspereza. 


Com cada um deles somei meu conhecimento

E hoje deixo um legado através do que escrevo

Meu leitor é meu capital, nada se vai ao vento

Quero ser animador das letras, escritor longevo.


Muitos anos se passaram, poucos ainda restam

Mas à sua memória, dispenso a consideração

E estes versos são carinhos que se manifestam

Com muito elevado apreço, carinho e gratidão!



                             Antiga FAFI, em União da Vitória - PR - Onde cursei Letras-Inglês


Euclides Riquetti 

Madrugada de 15-10-2026

Dia do Professor












Sob o céu anilado

 


 


 






Repouse:

Deite-se, tranquilamente, sob o céu anilado

Doure seu corpo em canela e bronze

Coloque no rosto seu sorriso encantado

E no corpo, a energia que vem do sol dourado e...

Se tiver que ousar, então... simplesmente ouse!


Ouse desafiar todas as convenções

Use seus dotes e toda a sua inteligência

A vida é feita de sentimentos e emoções

Não haverá vida se não houver chuva nos sertões

E até as sementes ficarão em eterna dormência...


Recrie-se

Saia de sua radical linha de conforto

Projete-se para a vida na atenção aos ideais

Não esmoreça nunca ,jamais

Procure ancorar-se em seguro e vasto porto

Mas não deixe de cuidar da mente e de seu corpo!


Repouse sempre quando necessário for

Sonhe com  pétalas de rosas e com humildes passantes

Pinte paisagens de pastos verdes e montes claros

Castanhos pedregados ou brancos nevados

Busque a alegria e refute qualquer forma de dor.


Reinvente-se, vá à luta, lute e vença

Erga seu braço comemorando cada vitória

Porque, homens e mulheres talentosos

Seres humanos destemidos e corajosos

Defendem com ardor seus propósitos e suas crenças!


Euclides Riquetti

Tributo a um Campeão - Homenagem ao professor Nelson Sicuro e outros...Geraldo Feltrin, Francisco Filipak, Abílio Heis, Francisco Boni, todos de saudosa memória!

 


 



          Não, não me refiro ao Aírton Senna, nem ao Guga Kurten, embora tenha sido  fã deles, nas memoráveis conquistas, nas pistas de Fórmula 1 e na Quadra de Roland Garros. O Rei de Mônaco foi num fatídico domingo de maio. O Rei do Saibro está ali, em Floripa, esperando o dia da chegada de um filho. Cada um Rei em seu Reino. Reinado construído sobre as bases da dedicação, do esforço, dos treinos.

          Minha personagem, como ele mesmo me ensinou, chama-se Nelson. Mas há tantos Nelsons por aí: O lendário Nelson Rodrigues, das crônicas; o Nelson Mandela, ficura carismática e legendária na África. O Nelson Piquet, trouxe-nos importantes títulos no Automobilismo, mesmo com seu sorriso-limão. O Nelson do Cavaquino, o "Nerso da Tapitinga",  e outros  "nelsons e nersons", que nos fizeram rir ou chorar.

          Falo do Nelson Sicuro, que no verdor de minha juventude foi meu professor, meu mestre na Faculdade, a FAFI, lá em União da Vitória. O professor Nelson Sicuro, marido da Neli, também professora universitária, ambos idealistas, carismáticos, bonachões. São daquelas almas que se encontram, se amam, se respeitam, e se propõem a superar todos os obstáculos que surgem em sua caminhada. Mencionei seu nome neste blog, no dia 06 de janeiro, Dia de reis, Dia da Gratidão. E eu nem sabia que ele partira em 28 de novembro último, dia do aniversário de meu filho, Fabrício, dia de aniversário do Ivan Casagrande, a quem telefonamos para parabenizar, pois que este sempre me ligava, parabenizando-me, em meus aniversários. A mim a aos nossos amigos. Obrigado,  Bianco...

          Nos últimos dias, resolvi buscar alguns de meus poemas 'perdidos". Liguei para a antiga FAFI, onde, solicitamente, a Rosane Torres enviou-me, escaneados, os meus primeiros poemas publicados, com ilustrações, em 1976, no livro Prismas, volume IV, da Coleção Vale do Iguaçu, organizado, articulado e publicado pelo Professor Nelson Sicuro. Não se pode dizer apenas "Professor Nelson", ou apenas "Professor Sicuro", tem que ser "Nelson Sicuro", nomes que se combinam, que combinam com a Literatura, a Gramática da Língua Portuguesa, a Fonética, a flauta, o francês, o latim, o inglês, o desenho... Nelson Sicuro foi juntar-se à amada Neli, que fora antes, em 25 de janeiro de 2010, exatos dois anos hoje, lá em cima....

          Há alguns anos convidei-o a vir palestrar-nos no Sílvio Santos, ali em Ouro. Veio ele e a Neli. Não quiseram cobrar nada, apenas amizade... O professor que  vem para atender um pedido de um ex-aluno, de quase duas décadas antes, para falar da língua portuguesa, mesmo depois de ter sofrido um derrame, do qual vinha se recuperando. Mas, mesmo assim, veio e deu o seu recado.

          Não posso deixar de dizer o quanto foi importante para mim e meus colegas: ao final do curso de Letras, costumava convidar os acadêmicos a entregar-lhe uns poemas para editar um livro... Certamente, mais de 200 ex-acadêmicos iniciaram-se nas letras por suas mãos. E eu, orgulhosamente, desde o dia em que selecionou "Uma Oração para Você" e "Tu", para fazerem parte do livro "Prismas  - volume IV",  senti que eu poderia, sim, tornar-me escritor. E, com hiatos temporários, continuo a escrever até hoje. Aprendi com ele a importância de "sentir" a poesia, a escrever sonetos, compor versos livres e brancos, alexandrinos, redondilhas maiores e menores. Que,  lá no céu,  junte-se ao Boni, o Geraldo Feltrin, o Abílio Heis,  e ao Filipak, que também está por lá... Que ele, com sua Neli, enturme-se com anjos e arcanjos! O mundo das artes literárias ficou menor sem o querido Nelson Sicuro, meu verdadeiro campeão. Minha sincera homenagem com o último verso de um poema que lhe entreguei, em 1975: "Ouço anjos cantando uma canção de acalanto"

Euclides Riquetti - Um seu criado!...
         
25-01-2012

Alimentar a alma

 



Resultado de imagem para fotos de mãos alimentando pássaros


Alimentar os pássaros eufóricos
Nas madrugadas melancólicas
Com seu canto de alento...

Alimentar as crianças indefesas
Colocar comida na mesa
Prover-lhes o sustento...

Mas, sobretudo, alimentar a alma
Com a meditação que acalma
Que ameniza o sofrimento...

E dar amor desmedido
A quem tenha sempre mantido
E preservado o sentimento...

Dar à vida o valor mais sagrado
Tê-la com todo o cuidado
Viver cada momento...

Enfim, amar quem nos  ama
Quem  mantém acesa a chama
Quem vive em nosso pensamento!

Euclides Riquetti

Crianças que se perdem em praias - aconteceu em Canasvieiras num sábado - memórias

 


 







     As praias catarinenses estiveram apinhadas de turistas na temporada 2023/2024. A de Canasvieiras, a qual frequento algumas vezes por ano, recebeu muitos deles, brasileiros e estrangeiros,  em dezembro e janeiro. Agora, está invadida por argentinos. Na Semana Santa, chegam os uruguaios. Já estou bem habituado aos costumes deles, sua língua e sua maneira de ser. 

      Entre 11 e 12 horas desde sábado de céu nublado e clima mornamente abafado, duas ocorrências me envolveram emocionalmente: Duas belas meninas, Josefina, de origem argentina, e Laís, filha dos brasileiros Djalma e Bethânia, afastaram-se de seus pais e extraviaram-se em meio à multidão. Bateu o desespero em todos os que estavam nas imediações. Alguém começou batendo palmas, que é o sinal para que todos saibam que alguém se perdeu. Eu estava em meu lugar costumeiro, defronte ao barracão-sede da Associação dos Pescadores de Canasvieiras quando um senhor passou avisando que uma menina se encontrava perdida e que todos deveriam ajudar a encontrá-la. Imediatamente, saí andando no sentido sul da praia, em direção a um Posto de Salva-Vidas. 

       Eu gritava que uma menina de três anos e pouco, vestida em cor-de-rosa e com cabelos claros estava perdida, e ia batendo palmas. Em cada grupo que eu passava, eu dizia, em voz muito alta: "Menina de três anos, vestida de rosa, está perdida"! Passei por mais de 10 grupos de pessoas que se assetavam nas cadeiras sob os guarda-sóis. O outro, ia pela beira da água fazendo a mesma coisa. E os seguidores se multiplicavam, todos chamando por Josefina, a menina vestida de rosa... Em poucos minutos, alguém gritou: "Foi achada"!. E, num átimo, dirigi-me para aquela multidão, uns 20 metros do posto de observação dos bombeiros, onde estão os salva-vidas. 

       A bela menina, de olhos claros e cabelos longos, já estava amparada pela mãe, que a enxugava com uma toalha. Conversei com a mãe e pessoas que estavam com ela. Eu chorava... Primeiro, num misto de preocupação e instinto de pai e avô que há em mim!

Menos de 3 minutos depois, uma nova gritaria e palmas batidas soando no caminho que eu já havia percorrido. Fui ao posto vermelho e amarelo e falei que uma menina se perdera. Disseram-me que ela já havia sido encontrada e eu falei que não. Uma feminina me dizia que uma pessoa da família é que tinha que comunicar a eles. Um masculino falava comigo em espanhol. Então comecei a responder a ele em Inglês. Havia muito barulho e não nos entendíamos. Em um minuto chegou a mãe da segunda criança que precisava ser encontrada. Ela viu que eu era um dos hóspedes da  Pousada Jéssi,  da ACP, e me mostrou a pulseirinha de identificação. Voltei correndo para o lugar de onde eu vim, gritando e pedindo para que todos batessem palmas. Eu gritava: "Menina Laís, quatro anos, vestindo rosa e cabelo enrolado, está desaparecida. Precisamos ajudar a encontrar. E eu não conseguia me conter, chorava... Brasileiros e argentinos, todos quantos tomavam conhecimento da situação, batiam palmas e procuravam. 

      Eu imaginei que ela pudesse ter voltado para a pousada e saí em disparada para lá. Mas lá ela não estava. Um minuto após retornar à praia, alguém gritou: "Encontraram a menina"! 

       Corri em direção da população que se aglomerara e lá estava o pai, Djalma, feliz e sorridente, com a menina postada em seu pescoço, na situação que costumamos chamar de "cavalinho". A mãe logo atrás, a avó, todos felizes...

       Após isso, fui ao posto de salva-vidas para entregar meu cartão pessoal ao Rodrigo, um dos integrantes, que é de Buenos Aires mas trabalha no salvamento. Pedi a gentileza de que me passasse algumas informações, mesmo que não oficiais, e aqui vai: Na alta temporada, extraviam-se em média seis crianças por dia, umas três pela manhã e outras tantas pela tarde. Cinco pessoas idosas, já com alguma dificuldade de se relocalizarem, perderam-se na temporada aqui em Canasvieiras. Houve um afogamento, na Cachoeira do Bom Jesus, mas que foi causado um um mal súbito enquanto o cidadão mergulhava no mar. Ana Júlia, uma jovem salva-vidas, tem os familiares em Campo Novos. Tive uma uma conversa proveitosa tanto com o Rodrigo como com a Ana Júlia. Todas as pessoas que se perderam durante esta temporada de veraneio  foram encontradas em poucos minutos. Já é costume que, quando alguém localize alguém perdido, conduza até o posto controlado pelos bombeiros. E quem perde, se dirige ao local para esperar pela volta do familiar querido. 

       Pouco antes das 20 horas, saí do apartamento e vim para o saguão do refeitório: Encontrei a família feliz, conversei com os pais Djalma e Bethânia, que são moradores de Biguaçu e vieram passar umas horas com os seus familiares aqui hospedados. 

      O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina distribui pulseiras de identificação que os pais podem retirar e colocar nos punhos dos filhos pequenos e mesmo de  pessoas idosas com  limitação da identificação de sua localização. Recomendam que os pais brinquem com os filhos pequenos no limite entre a água e a areia, onde o risco de perder-se é menor. Todo o cuidado é pouco! 

       Que bom que os pais da Josefina e da Laís puderam voltar para suas casas felizes!

Carinhosamente,

Euclides Riquetti

Praia de Canasvieiras, em 17 de fevereiro de 2024. 

Bonjour, mon amour!

 


 


 







Bom dia, meu amor
Bonjour, mon amour
Amo você
Quero você
Com todo o seu glamour!

Gosto muito de você
Gosto muito de tu
Gosto muito de ti
I love you!

Bom dia,com carinho
E diga que me quer
Que me quer todinho
Quer ser minha mulher!

Bom dia, meu amor
Bonjour, mon amour
Amo você
Quero você
Com todo o seu glamour!

Gosto muito de você
Gosto muito de tu
Gosto muito de ti
I love you!


Gosto tanto de ti
Que me atrapalho com pronomes
Mas eu nunca me esqueci
De como escrever teu nome!

Bom dia, meu amor
Bon jour, mon amour
Amo você
Quero você
Com todo o seu glamour!

Gosto muito de você
Gosto muito de tu
Gosto muito de ti
I love you!

Euclides Riquetti

Um coração num papel de seda

 


 



Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti

 



Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti

Tá chovendo no Rio Grande, tchê!

 



 





Tá chovendo no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo chuva nova, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Tá chovendo no Rio Grande, tchê!

Chove em minha sesmaria, tchê!
Que chova também na tua, tchê!
Porque em noite de lua, tchê!
Chove em minha sesmaria, tchê!

Tá chovendo no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo chuva nova, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Tá chovendo no Rio Grande, tchê!


Que venha a chuva muito boa, tchê!
Vem molhar a nossa terra, tchê!
É o que mais a gente espera, tchê!
Que venha a chuva muito boa, tchê!



Euclides Riquetti

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Flor-de-lis - Um poema para Sheila


 




Flor - de - lis - um poema para Sheila


Um dia você sonhou que era livre

Que voava como o pássaro feliz

Que seu mundo era tão grande, era infinito

Era paz, amor tão puro, Flor-de-lis...


Um dia você sonhou que era feliz

E andou pelos caminhos da paixão

De repente veio a sua decepção

E deixou murchar a bela Flor-de-lis.


Um dia você sonhou o impossível

Para um tempo em que convinham certas normas

E tornou sua vida um sonho tão sofrivel

E deixou que Flor-de-lis caísse fora.


Flor-de-lis foi das paixões a mais querida

Que tomou caminhos novos, diferentes

E a paixão que foi outrora amor ardente

Virou cinza, virou mágoa tão sentida.


Seus caminhos, Flor-de-lis, são diferentes

Mas alguma coisa forte ainda os prende

Ainda acende o seu romance tão bonito

Amor de amor, amor de sonho, sem conflito...


E eu, que nessa história tenho um pouco

Não me conformo em ver o rumo que tomou

Onde um amor de juventude, muito louco

Virou apenas a lembrança que ficou.


Euclides Riquetti

18-08-1993

(Poema para Sheila)


Quando os sonhos se desfazem

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Quando os sonhos se desfazem
Não há mais razões para edificar
Não há mais motivos para cantar
Quando os sonhos se desfazem!

Porque os sonhos se desfazem
Nosso mundo perde o sentido
Nosso castelo parece ter ruído
Porque os sonhos se desfazem!

Se nossos sonhos se desfazem
De nada adianta termos o mar
De nada adianta ainda respirar
Se nossos sonhos se desfazem

Sempre que eles se desfazem
Deve haver outro recomeçar
Deve haver por quem sonhar
Sempre que eles se desfazem!

Eu falo dos sonhos do sonhar
Falo das perdas mais sentidas
Porque as almas mais sofridas
Não conseguem se recuperar!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Na letra daquela canção

 

 









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Fique bem atenta
Preste toda a atenção
Cuide de todas as notas
E da letra daquela canção
Aquela que você canta
Quando o sol se levanta
Bem cedinho, de manhã...

Atente para cada verso
Cada palavra cantada
Cada pensamento desconexo
Cada sílaba pronunciada...

Não esqueça de sentir
Sentir com o seu coração
Que na letra daquela canção
Há um motivo pra sorrir
Há uma mensagem de paixão...

A canção que você canta
E que se harmoniza, se eterniza
Que foi inspirada na brisa
Ou no frescor da noite de outono
Quando perdi o sono
É a canção que a dor espanta
É a canção da madrugada santa...

Sim, preste bem atenção
Fique bem atenta
À  mensagem  daquela canção
Que traz uma declaração de amor!

Euclides Riquetti