quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Muito mais que flores

 


 



Quero abraçar-te na manhã discreta
Beijar teus lábios, doce namorada
Poder dizer-te de forma direta
Que meu coração de escritor poeta
Pensou em ti durante a madrugada.

Quero escrever-te versos alinhados
Colocar romance nas palavras ditas
Poder dizer dos sonhos projetados
Que são aqueles por nós esperados
Pra nossas almas sempre tão aflitas.

Quero sentir-te em  noites prateadas
Pousar no telhado de nosso castelo
Voar com asas brancas emplumadas
Andar nas nuvens das manhãs douradas
Botar amor no teu amor singelo.

Quero sonhar os sonhos mais bonitos
Amor eterno, firme e  sem temores
Fazer poemas longos, belos e  infinitos
Viver o amor sem riscos ou conflitos
Dar-te carinho muito mais que  flores.

Euclides Riquetti

Futebol - dos tempos dos pés no chão! Crônica em homenagem aos atletas do Esporte Clube Coxilha Seca -Penharol e outros - Ouro - SC -

 



 


1. Guerino Riquetti - Treinador e líder do grupo; 2. Ernesto Riguel; 3. Defendente Morosini; 4 - Itacir Savaris; 5. Ivo Santo  Guerra, o Bode Branco. 6. Adelino Baretta, o Nené; 7. Não identificado; 8. Juca de Tal; 9. Raimundo Pissoli. 10. Não identificado; 11. Rivaldino Faccin; 12. ...Adami. 

Ficarei muito agradecido se algum amigo puder identificar os que não consegui apurar o seu nome para que eu possa escrever aqui. 

       O futebol, hoje, movimenta bilhões de dólares no mundo. Tudo isso alimentado e incentivado por uma mídia ousada e esperta, que ajuda os clubes famosos a tomarem o dinheiro dos torcedores e dos apaixonados pelo esporte bretão. Há lavagem de dinheiro na jogada, muito mais do que o verdadeiro futebol. Clubes endividados e falidos, de uma hora para outra parecem nada mais deverem e contratam jogadores por valores bem acima do que vale seu passe e com salários fora da realidade brasileira. Além de receberem patrocínios de grandes empresas mundiais. No Brasil, foi histórico o investimento da Caixa Econômica Federal no futebol profissional e do Banco do Brasil em outras modalidades esportivas. Sempre achei um absurdo um banco estatal patrocinar futebol. Menos mal o BB, que ajudava modalidades onde o esporte é mais praticado com devoção e os salários dos atletas muitas vezes são muito ínfimos.

    Mas, meu propósito, hoje, é dizer que, nas cidades de colonização italiana e germânica, no Vale do Rio do Peixe, o futebol amador sempre foi muito ativo. Nas comunidades rurais, cada uma delas tinha o seu time. Trocavam visitas com as lindeiras e iam jogar embarcados em carroceria de caminhão. Vilson Ársego, Antônio Biarzi, José Formentão, Davi Andreis, Rozimbo Baretta, Gabriel Penso, Davi João Seben, Ivalino Maziero, Naudi Buselato, Selvino Savaris e seus filhos Vítor, Hilario e Ivo,  Fernande Maziero, Santo Baldasso, Zitro Brum, Agenor Jacob Dalla Costa, Neivo Bortoli, Nelson Andrioni, Olino Neis e seus filhos, Umberto Andrioni, Ivo Brol, Nézio Zanol, Osvaldo Tessaro, Aristides Tieppo, Carlos Baretta, Celito Baretta, Aquiles Masson, Rosalino Mauli, Claudino Moresco, Celito Riguel, João Rech Sobrinho, Nízio Dal Piva, Valdemar Masson, Ulisses Masson, Benjamim Miqujeloto, Sadi Domingo Brancher, Adelar Baretta, e muitos outros, muito fizeram pelo esporte no território do Município de Ouro. 

       Com o passar do tempo, veículos menores passaram a realizar o transporte de jogadores, ônibus,  vans, kombis e caminhonetes diversas foram sendo utilizados. Hoje, praticamente todos os jogadores têm carros, há campos desativados por falta de jogadores, pois as pessoas foram saindo da área rural para as cidades e o futebol praticamente morreu. 

       Mas levo-me  a homenagear esses colaboradores, bem como aqueles que iam no sábado à tarde ou domingo de manhã aos campos para marcar as linhas do gramado com cal ou mesmo serragem de madeiras, receber e pôr as bebidas para serem geladas, espetar e assar churrasco e outros afazeres. Tudo pelo bem dos amigos, deles mesmos e das comunidades.  E, para representar os que gostavam, verdadeiramente, de jogar futebol, escolhi colocar aqui a foto que está comigo e me foi emprestada pelo amigo Dr. Pedro Morosini, meu colega de Mater Dolorum, ex-sargento da PMSC e vereador, em Ouro,  e atualmente advogado. Visitei-o nos primeiros dias de março do ano passado para entregar-lhe o convite para o lançamento de meu novo livro de crônicas e prometi-lhe que buscaria encontrar a foto para devolver-lhe. 

       Data e mesma do final da década de 1960, quando, em uma oportunidade, reuniram-se alguns moradores da Coxilha Seca para transformar um potreiro em campo de futebol e formar um time. Meu pai foi convidado a ajudá-los a se organizarem. Num domingo pela manhã, roçaram e limparam o terreno, colocaram as traves, fizeram o campo e ainda jogaram uma partida de futebol. Difícil foi livrarem-se de alguns estrepes que judiaram de seus pés. Mais jogaram bola. Adiante, o campo foi ocupado pelo Boca Juniors, time organizado pelo Valdovino Masson e amigos. E, na sequência, organizaram o Penharol, liderado por diversos jovens, entre eles o Maurício Dambrós, principal jogador do time e verdadeiro craque. 



       O idealismo das pessoas e sua história precisam de reconhecimento. Uma pena que nos falte a reativação do Museu Professor Guerino Riquetti e o registro, ao menos fotográfico, de tanta história que nos deu o futebol. Então, acima, postei a foto do Esporte Clube Coxilhaa Seca.  Que os descendentes de cada um dos jogadores, ou os próprios que ainda existirem, possam ver todos homenageados.




Euclides Riquetti - Praia de Mariscal -  Bombinhas - SC

20-05-2021

Traz-me a voz do vento o teu sorriso

 


 


 


Traz-me a voz do vento o teu sorriso


Traz-me a voz do vento o teu sorriso
De que eu preciso!
Traz-me teu rosto sorridente
Que perpassa portas, janelas, jardins
E que chega até a mim
Em  teu perfume envolvente.

Traz-me o barulho do vento o teu ninar
O teu sonho
O teu semblante risonho
Que vem me acalmar!

Traz-me o vento tuas palavras doces
Dizendo-me que fostes
Andar ao mar.

E  o sol te deixou mais morena
Com teus cabelos cacheados
E teus ombros bronzeados
Uma  mulher bonita, dócil, serena!

Traz-me  a voz do vento o teu sorriso
E é meu destino
Te esperar!

Euclides Riquetti

Gente que fez: Universidade do Vale do Iguaçu - União da Vitória - PR

 




                                   Avenida Manoel Ribas, União da Vitória - PR - foto da época
          No início da década de 1970, quando ingressei da FAFI, em União da Vitória, iniciava-se, na cidade, uma forte campanha para que a cidade pudesse se desenvolver. Até então, vivia-se em função da industrialização da madeira com fornecimento para o mercado interno e para exportação. Havia madeireiras poderosas na cidade. Serragem e beneficiamento de pinheiro araucária,   imbuias e outras madeiras nativas garantiam a economia.

           Na época, pelo menos dois fatores deram um "baque" na economia local: Com a guerra de Israel e os Países Árabes, em outubro de 1973, houve alta nos preços dos combustíveis, em especial a gasolina. Não se conhecia ainda o etanol e havia muitos caminhões acionados a gasolina, elevando os custos de produção. O óleo diesel era mais barato e a solução foi os proprietários irem comprando motores a diesel e adaptando-os aos caminhões Ford  e Chevrolet. Em  seguida, veio uma "proibição" da exportação de madeiras e a economia de Porto União da Vitória foi muito abalada. Lembro-me do desespero de empresários com menos poder de fogo e dos operários com medo de perderem o emprego e dos caminhoneiros perderem seus fretes.

          Talvez antevendo isso tudo, algumas pessoas influentes na cidade começaram a planejar a implantação de uma instituição de ensino superior forte, que viesse a alavancar o desenvolvimento de Porto União da Vitória: a criação da Universidade do Vale do Iguaçu, cujo embrião foi a FACE - Faculdade de Administração e Ciências Econômicas, com o empenho de pessoas dedicadas como José Nelson Dissenha, Moacir de Melo, Hélio Bueno de Camargo, o Professor Raul Bortolini, Odilon Muncinelli, Sérgio Ângelo Francisco Mattioli e alguns colaboradores.

         Lembro de uma reunião havida, possivelmente no Clube Apollo,  em que a ideia da nova Universidade nos foi trazida. A FAFI disponibilizava, então, Letras, Pedagogia, História e Geografia, que se transformou em Geociências. Na memorável reunião, o Dr. Mattioli, Juiz de Direito, falou da importância de termos a Universidade do vale do Iguaçu e de que precisávamos unir nossa força moral e intelectual, com apoio do empresariado e da classe política, para que isso acontecesse. Naquela noite, uma pequena mensagem nos era passada, impressa num pedacinho de papel: "Universidade do vale do Iguaçu - Não somos tão ricos que nada possamos receber, nem tão pobres que nada possamos dar" - guardo isso muito bem em minha memória...

         Os anos passaram, a maioria dos cursos sonhados na época já estão funcionando na UNIUV, a cidade sobreviveu a algumas enchentes, tem um comércio  e a prestação de serviços bastante diversificada, uma "capacidade intelectual instalada" forte e sempre em ascensão.

          As cidades não podem deixar de reconhecer a importância que as pessoas que mencionei acima, e muitas outras, tiveram para seu desenvolvimento e sua sustentabilidade. Parabéns a essas pessoas por terem plantado as primeiras sementes, lá atrás.

Euclides Riquetti
18-07-2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Viajando pelo universo

 


 




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Se viajares  pelo universo
Transformarei teu sorriso em versos...
Se andares pela estrada asfaltada
Te farei uma poesia rimada...
Se andares sem direção
Te farei uma bela canção...
Se andares por meio aos espinhos
Irei na frente abrindo o caminho...
Se fores passear sob o luar prateado
Farei tudo para estar ao teu lado...
Se andares pelos bravios oceanos
Esperar-te-ei por meses e anos...
Se viajares pela imensidão
Dou-te para levar meu coração...
Com amor
Deu-te a flor:
Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Há uma voz que vem do céu

 





 


Há uma voz que vem do céu do Oeste
Uma voz muito natural
Ou será que vem do Leste
Do Ocidente global?

Há uma voz que pousa nos corpos celestiais
E que carrega consigo tristezas ou lamentos
Mas prefiro que pouse nos jardins colossais
Nada de dor, nada de lamentos!

E, se a dita vier do Norte
A dita que saiu do Sul
E foi buscar a própria sorte
Mas o céu de lá não foi azul?

A voz que vem de não sei onde
Certamente que vem de algum lugar
E, se pousa por aqui, e aqui se esconde
É porque há um porto pra pousar...

Mas,  se vai uma voz para lhe sussurrar no ouvido
Se vai minha voz pra te levar o alento
Versos românticos, ou de gozo um gemido
Agarre-a com a força de seu pensamento...

Apenas isso:
Leva-lhe os versos que saem de dentro de mim
Que carpintei para lhe mandar assim...

Euclides Riquetti

Corações de areia

 



 


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Corações de areia se despedaçam
Com um simples sopro de vento
Mesmo quando destinos se traçam
E teimam em lutar contra o tempo...

Corações aflitos são fragilizados
Perdem toda a sua força e energia
Sofrem os tormentos desalmados
Perdem de ver o sol e sua alegria.

Os  seres que buscam na utopia
E no imaginário toda a solução
Afogam-se no mar da melancolia.

Pois há uma lógica a pautar a vida:
Seres precisam de amor com razão
E a vida só existe para ser vivida!

Euclides Riquetti

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Deixe-me embalar seus sonhos

 







Deixe-me embalar seus sonhos e seu sono
Como se eu fosse uma canção de ninar
Da planta alvissareira quero ser o pomo
Que adoça seus lábios com o meu beijar...

Deixe-me cativar seu sorriso brilhante
Que tanto me seduz  e me faz contente
Maroto, ousado, muito lindo e cativante
Que adorna seu rosto de adolescente...

Deixe-me compor-lhe apenas um soneto
Simples como as canções que você canta
E no seu ninho ser ao menos um graveto...

E, depois, colha de mim o que lhe agrade
Pegue pra você o que mais lhe encanta
Me pegue, me tenha, me queira, me abrace!

Euclides Riquetti

Quando os espinhos machucam

 


 





Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti

Sorria...

 


 

Sorria...

Sorria pra mim, que eu preciso disso
Sorria quando você caminha na beira do mar
Sorria na noite, sob a luz do luar
Sorria o sorriso do jovial bulício.

Sorria com a chegada de março
Sorria com as manhãs ainda ensolaradas
Sorria com sua alma encantada
Sorria e me dê um sensual abraço.

Sorria, porque é sempre tempo de sorrir
Tempo de sorrir é tempo de cantar
E da alegria com todos dividir.

Sorria, pois o sorriso embeleza
O sorriso que vem para o rosto adornar
Viva a vida intensa que o tempo lhe reserva!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A vida em tempos de eleições – Esperar o quê?

 


    

       A vida em tempo de eleições – E razão das eleições em outubro, os olhos dos eleitores se voltam aos acontecimentos em nível de Brasília. Em termos de Santa Catarina, pesquisas apontam o atual governado Jorginho Melo como favorito a vencer o pleito. As novidades correm por conta dos candidatos ao Senado, com pesquisas apontando o Senador Esperidião Amin em primeiro lugar, seguido de Carlos Bolsonaro, Carol De Toni e Gelson Merísio. Observa-se nítido crescimento da campanha de Amin.

        Corrupção, Falta de Segurança Pública e Economia são os assuntos que estão em debate e que são fortes na tomada de decisão do eleitor para escolher seu candidato de preferência.  O fator Economia é o que mais pega no momento, pois ela vai muito mal. Lá atrás Fernando Henrique Cardoso foi bem porque, com o Plano Real, surfou em estabilidade e crescimento econômico. Agora, empresas importantes estão buscando recuperação judicial, há grande fechamento de empresas e outras ainda  se instalar no vizinho Paraguai. As poderosas BRASKEN e Casas Bahia são a bola da vez.

       Nos dois primeiros mandatos de Lula, a economia lhe favoreceu, o povo se sentia com bom poder de compra. A nossa estava  favorecida pelo ambiente econômico mundial. Agora a situação é bem diferente, pois temos guerras e outros conflitos acontecendo em muitos lugares do mundo. E não se veem perspectivas de que isso acabe.

        Agora, na tentativa de reeleição para Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário bem desfavorável: juros altos, luta para debelar o risco de inflação, as empresas quebrando,  grandes despesas de todas as formas e gêneros. A dura realidade nos apresenta algumas situações que estão na pauta dos noticiários e independem da agressão da oposição ou da defesa do Governo. Observem isso!   

       Cortar gastos não gera votos mas,  se não ocorrerem, o Brasil quebra. Ninguém sobrevive gastando mais do que ganha. É um princípio simples que vale para as empresas privadas e para as famílias ou pessoas individualmente.

       As empresas estão deixando de investir na produção para formar caixa. Não podem ficar na dependência de contrair empréstimos com os juros altos. As perspectivas para 2027, segundo agências de investimentos, não são das melhores. O deficit das contas públicas atingiu 157,2 bilhões de reais no acumulado dos últimos 12 meses. E está em franco crescimento. As bondades eleitorais ocasionarão um preço alto ali adiante. As despesas obrigatórias em saúde e educação não podem ser ignoradas, e os três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário terão que cortar gastos.

       O debate esvaziado na Band – Apenas três candidatos ao cargo de residente da República estiveram participando no debate promovido pela TV Bandeirantes na noite do último domingo. Ronaldo Caiado, Renan Santos e o escritor Augusto Cury. Caiado, com muita experiência na administração publica e com parlamentar, defende suas ideias com mais clareza, diz o que pretende fazer e como fazer. Renan Santos, do antigo MBL, é reacionário e atacou tanto o ausente Lula quanto Flávio Bolsonaro. Ninguém se lembrou de Romeu Zema, o outro faltante. Setenta por cento das críticas foram dirigidas ao ausente Lula e trinta a Flávio.

      O debate, assim como as sabatinas que vêm acontecendo, vão muito às críticas, pouco sobrando de tempo para a apresentação e defesa dos seus Programas de Governo e as propostas contidas neles. As críticas se avolumam a Lula nos meios de comunicação, pois no mesmo horário do debate, concedeu entrevista à Record TV. Flávio alegou que seu adversário e Lula e que não via razões para ir contendar com candidatos cujos eleitores podem votar nele no possível Segundo Turno.  

      Enquanto isso, a cabeça de grande parte dos brasileiros fica cada vez mais confusa. Informações, verdadeiras ou falsas, povoam o pensamento dos brasileiros!

       O aniversário de Joaçaba, Herval d ´Oeste e Luzerna – Em pleno aniversário, comemorações tímidas. Chapecó também faz aniversário. Comparar aqui com lá seria covardia, pois perderíamos de lavada.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Minha coluna no Jornal Cidadela de Joaçaba na semana passada!

Viva a vida intensamente

 





Viva a vida intensamente
Viva tudo com muita alegria
Pois tudo pode acabar de repente
E você ficar só na nostalgia.

Viva a vida em todas as horas
Em todas as horas de seu dia
Não deixe o tempo ir-se embora
Que fique a canção sem melodia.

Viva a vida simplesmente
Agarre todas as suas emoções
Jogue o jogo do contente
Curta a beleza das paixões.

Viva a vida em cada momento
Exale amor, propague a amizade
Nada a atrapalhar seu pensamento
Apenas busque a felicidade!

Euclides Riquetti

Meu primeiro poema (para ti...)

 


 






Meu primeiro poema
Tinha que ser surpreendente
Tinha que contagiar num repente
Tinha que ter alma de gente
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que ter versos singelos
Como os lírios amarelos
Como os belos castelos
Meu primeiro poema.

Meu primeiro poema
Tinha que começar às onze horas
Para continuar até agora
Antes de nos irmos embora
Meu primeiro poema.

Seria um poema divino
Da alma branca lavada
Da noite abençoada
E da nova manhã esperada (da madrugada)
Ah, sim, seria um poema divino!

(Seria um poema perfeito
Sem nehum defeito)

Mas, como sou imperfeito
Como minhas métricas e rimas
Só consegui escrever
As palavras acima...

Para ti!

Euclides Riquetti

A vida não é perfeita


 



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O ser humano não é perfeito
Como não é perfeita sua vida
Tem suas virtudes e defeitos
Há a instabilidade desmedida.

As imperfeições são evidentes
Os nossos íntimos vulneráveis
Muitas vezes são tão aparentes
No âmago dos corpos frágeis.

Reações calmas ou violentas
Ou simplesmente inesperadas
Angústias nas almas sedentas.

Emoções em seres conturbados
E a esperança sempre buscada
Na imensidão do céu azulado.

Euclides Riquetti

domingo, 30 de agosto de 2026

No dourado da tarde...

 


 


Na última noite de lua cheia de um novembro
Ela veio correndo
E tomou o lugar do sol.
Trazia estampado o seu sorriso
Aquele de que eu tanto preciso.
E era muito bonito
Do tamanho do infinito
Tão largo como o do girassol.

Na noite da lua plena
Minha alma me ordena
A escrever-lhe algo encantador:
Pode ser um verso, simplesmente
Mas tem que ser bem caliente...
Ou um poema inteiro
Bem real e verdadeiro
Com centenas de  palavras de amor.

E, nas outras noites,  quando andar pelas ruas
Verá que em todas as luas
Há beleza e charme.
Sim, porque elas nos trazem belas lembranças
De seu sorriso maroto, ou de criança
Dos sorrisos e de canções cantadas
Das amenidades e das gargalhadas
Na manhã azul, ou no dourado da tarde.

Apenas isso..
Bem assim!

Euclides Riquetti