quarta-feira, 15 de julho de 2026

Abaixo do céu, em algum lugar!

 


 


 


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Por debaixo do céu, em algum lugar
É possível que você esteja
Andando na beira do mar
Ou talvez rezando numa igreja
Mas, certamente que abaixo do céu
Você deve estar!

Não sei exatamente onde
Mas eu  posso imaginar
Não sei se você se esconde
Para eu não a encontrar.
Talvez eu tenha que a procurar
Na beira do mar!

Procurarei, sim, eternamente
Procurarei de modo diferente:
Escreverei um poema na areia
E, quem sabe você, vestida de sereia
Possa ler o meu recado
E, se for se seu agrado
Venha me encontrar!

Euclides Riquetti

O Breda, o Buick e o Smith & Wesson - para homenagear Kurtz Brecht - o Fritz Chapeador

 


 


 





     Vi recentemente,  num site regional, que perdemos o amigão "Fritz Chapeador", morador em Ouro, SC, masque se aposentou trabalhando em Capinzal - em sua oficina próxima à área de lazer Doutor Arnaldo Favorito. Então, estou reeditando a crônica que escrevi em 22-04-2013 e que ele é uma dos personagens reais. Os filhos dele foram meus alunos de Inglês e Português, na Escola Sílvio Santos ou na CNEC. 

          O Horácio Heitor Breda era gaúcho de Flores da Cunha. Veio para Videira bem jovem  e, depois, foi convidado a trabalhar nas Indústrias Reunidas Ouro, na antiga Rio Capinzal. Era um excelente moço de escritório, entendia de tudo, um autêntico contabilista. Trabalhou uns anos por aqui e depois foi embora, lá para Maringá. Era bom administrador e empreendedor, foi trabalhar por conta em sociedade com um irmão.

          No início da década de 1950 o recém emancipado Município de Capinzal tinha uma forte divisão política. Na margem esquerda do Rio do Peixe, onde havia o principal núcleo populacional e a melhor infraestrutura, inclusive com dois hospitais, hotéis e a estação do trem, situava-se a sede municipal e havia a predominância política do partido PSD. O PTB também tinha sua força. Mas, à margem direita, o Distrito de Ouro, antigo Abelardo Luz, tinha a predominância política da UDN. E os udenistas pensaram numa estratégia para ganhar as eleições. Ivo Luiz Bazzo, jovem militante desta, foi de jipe, com um amigo, até Maringá e convidou o Breda para voltar à cidade e  concorrer a Prefeito do Município de Capinzal.

          Para a época, bastava que o candidato e estivesse residindo cidade há seis meses do dia da eleição. Então, trouxeram o Sr. Breda para residir na casa do Ivo Luiz Bazzo, ali na Rua do Comércio. Ficou ali morando, candidataram-no e  elegeram-no Prefeito de Capinzal. Em seu mandato foi inaugurada a Ponte Irineu Bornhausen, que ligou as duas margens do rio, e ainda adquiriu da família Sartori uma edificação de alvenaria, no Distrito de Ouro, onde instalou a Prefeitura. A sede municipal era na margem esquerda e a Prefeitura na margem direita do Rio do Peixe. Breda fez grandes realizações no município que governou de 1954 a 1959.

          Entrevistei o Breda, por telefone, há 5 anos, no estúdio da Rádio Capinzal, com o apoio do Ademir Pedro Belotto. Produzimos um vídeo em DVD com meu texto e a narração do Belotto. Colhi imagens em álbuns fotográficos e escutei do Ivo Luiz Bazzo, do Nélito Colombo  e do Pedro Zaleski mutas histórias sobre o Breda. Então, eu tive os argumentos para fazer-lhe as perguntas, a que ele habilmente respondeu.  Foi muito amável e mantenho o material comigo, vou preservar.

          Mas as boas partes da história não são as da política. Era conhecido como exímio atirador. Costumava passar (a pé) pela Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza e  observar as águas então límpidas do Rio do Peixe. E, lá de cima, via os peixes na água. Mirava seu reluzente revólver "38 Smith  & Wesson" e acertava o exemplar que escolhesse. Amigos iam retirar os peixes da água e dar-lhes o melhor destino, a grelha ou a frigideira.

          O Kurtz Brecht, também conhecido como Fritz, foi um dos melhores latoeiros/funileiros (chapeador) de automóveis da história da cidade. Agora aposentado, sempre que o encontro nosso "Chapeador", levo com ele um bom papo. Pois ele me contou que, na época em que era Prefeito, o Breda levou um Buick, carro formidável e fabricado em Detroit, para que fizesse uns reparos, deixasse "nos trinques".  O moço Fritz abriu o porta-malas e descobriu, enrolado numa manta, um reluzente rifle. Disse-lhe o Breda que era para caçar "bichos grandes". Ficaram muito amigos. O Breda deixou fama como atirador.

          Ao término do mandato, Breda voltou para Maringá, onde continuou a trabalhar com negócios próprios e, em 2007, foi morar na Agronômica, em Florianópolis. Em muitos encontros promovidos pelo SEBRAE em que participei, conversei e obtive informações sobre ele com um rapaz casado com uma de suas netas. Até lhe mandei um CD do Grupo Píccola Itália Del Oro, para que escutasse. Há um ano não tinha mais notícias dele. No sábado, 13 de abril, recebi a informação de que ele havia falecido. Aguardei que sites regionais trouxessem notícias sobre o fato, mas nada descobri. Apenas o site de uma Funerária da Capital indicava a hora do sepultamento, no Jardim da Paz, em Florianópolis. Também não soube que tivessem decretado Luto Oficial na cidade onde foi Prefeito. Ontem, o DC trouxe em seu obituário uma nota sobre seu falecimento, colocada por familiares. E vi no facebook uma postagem do Dr. Lourenço Brancher mencionando isso. E comentários de amigos que lamentam que as pessoas que fizeram a história das cidades sejam facilmente esquecidas.

          Aos amigos e familiares do Breda, aquele rapaz alto e elegante, chapéu de feltro, paletó cinza, que governou Capinzal e se constituiu num  dos grandes pilares de sua História, manifesto minhas mais sinceras condolências. Foi muito gratificante ter ouvido das pessoas que o conheceram sobre seus feitos e sua habilidade como administrador público. Sempre o admirei. E, nas vezes que falei com ele ao telefone, senti a firmeza de uma pessoa de sentimentos nobres, humilde, bom caráter, e com alto espírito público: "Grande Horácio Heitor Breda"!

Euclides Riquetti
22-04-2013

Numa transcendência abismal

 


 


 



Numa transcendência abismal

Minha mente voa leve e flutua

Vai, na noite clara, cortejar a lua

E, na manhã fresca e natural

Pousa no teu universo colossal.


Navega com a força do desejo

Vai dar asas aos meus instintos

Pelos ares dos mares mais distintos

E, na oportunidade do ensejo

Chegar em teus lábios o meu beijo...


E, no andar simples e dileto

Universalizam-se os meus versos

Pelos céus deste planeta dispersos

Verte-se o abstrato no concreto

E te dou meus escritos poéticos. 


Euclides Celito Riquetti

Vem beber no cálice da paixão

 


 





Vem beber no cálice da paixão
Vem beber do vinho que nos excita
Vem beber de minha alma e de meu coração
Vem beber-me  com tua boca bonita...

Vem, e traz com ela teu corpo sedutor
Os teus olhos amendoados
Delicados...
A tua pele macia
E tua  voz de poesia...

Traz também as tuas mãos carinhosas
As tuas pernas formosas
O teu rosto divinal
O teu corpo colossal.

Vem beber de meus sonhos
De meus lábios risonhos
Vem banhar-te em meu suor
Declamar-me versos de cor.

Vem. Te espero...
Vem beber no cálice da paixão!

Euclides Riquetti

Amo vocês incondicionalmente

 




Amo vocês incondicionalmente
Amo sobre tudo e sobre todas as coisas
Amo vocês indubitavelmente
Em todos os dias e em todas as noites!

Amo vocês pelo que vocês são
Amo em todos os anos e em todos os meses
Amo de alma, amo de coração
Em todos os lugares, mil mais mil vezes!

Amo vocês apenas porque amo
Amo vocês porque amar me faz sentir bem
Amo sempre que nos encontramos
Em todas as situações difíceis também!

Amo vocês e continuarei amar
Amo na alegria e nos momentos de dor
Amo como o céu, a natureza e o ar
Em todos os instantes dar-lhes-ei amor!

Fiquem bem!

Uma carícia em seus ombros


 


 


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Uma carícia em seus ombros
Quem sabe um beijinho delicado
Um abraço leve ou apertado
Um doce agrado, um combo.

Um apalpar na sua pele morena
Gostosa,  suave, cheirosa
Um mordidinha deliciosa
Minha mão em suas melenas.

Um olhar um tanto acanhado
Um sorriso bem matreiro
O seu jeito simples, brejeiro
O desejo de estar ao seu lado.

Então você, bela belíssima
Apenas você, ou nós dois
Agora, antes ou depois
Sempre você e minha cobiça!

Euclides Riquetti

Feridas no coração

 



 




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Dores que não se acalmam
Vêm de feridas no coração
Que rapidamente se espalham
Causando angústia e aflição...

Dores vêm por algum motivo
E nos causam muita tristeza
Quando atacam um ser vivo
Trazem o sofrer e a incerteza.

Dores, é melhor nunca tê-las
São como pedras em desertos
Jamais serão luas ou estrelas
Nem me inspirarão os versos!

Dores, delas é difícil livrar-se
Pois dissabores elas nos dão.
Como de sofrimentos afastar-se
Se há dor em nosso coração?

Euclides Riquetti

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Seus olhos entristecidos



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Navegam seus olhos fundos,  entristecidos
Buscando no horizonte algumas respostas
Talvez buscando entender alguns desatinos
Escrevendo o poema certo nas linhas  tortas.

Navegam seus olhos bonitos nas incertezas
Buscando entender os difíceis mistérios da vida
No rio que leva distante,  em suas correntezas
Histórias de traumas, de lutas,  confrontos e brigas.

Navegam seus olhos com medo de ver as verdades
Estradas que levam no tempo, na busca da cura
E trazem consigo lembranças e muitas saudades
Dos tempos de amor, de ilusão e aventura.

Navegam seus olhos e,  ao longe, encontram os meus
Despertos na espera do encontro que tanto desejam
Que aguardam  respostas que venham de dentro dos seus
Respostam que acalmem meu ser e também me protejam.

Eu olho seus olhos, seguro suas mãos e você nem me vê
Em pensamentos, desejos, pecados, pecados, desejos
Só quero sentir o perfume sutil que vem de você
E, se possível, roubar de seus lábios apenas um beijo.

Um beijo do amor sentido e não correspondido
Um beijo para não mais ser esquecido!
Um beijo meu
Um beijo seu
Nada mais!

Euclides Riquetti

Porque o mundo gira...

 


 


 





Porque o  mundo gira, as coisas se transformam

Nascem crianças, pessoas partem, vão embora

Velhos geram o novo, é assim que se comportam

Os elementos naturais, e a natureza se revigora.


Vão-se os seres, mas ficam todas as suas histórias 

Vêm os outros, outros ainda, e há quem os suceda

Cada um deixa um legado, exemplos e memórias

Em nosso mundo abençoado, viva a nossa natureza.


Nasce a estrela na noite, de dia há o sol que doura

O verde colore florestas, os anjos cantam risonhos

O trigo vem no inverno, faz verdejante a lavoura.  


No verão a uva madura e depois um vinho gostoso

A tintura que embriaga, que alimenta meus sonhos

A paz a nos fortalecer, a tornar o mundo venturoso.


Euclides Riquetti

Viver o sonho dos apaixonados

 


 


 



Viver o sonho dos apaixonados

Quisera te carregar com braços fortes
Beijar teus lábios róseos e formosos
Perder-me nos teus seios deliciosos
Esperar que de manhã sempre me acordes...

Quisera viver o sonho dos apaixonados
Dos amados, desejados, pecadores
Poder entregar muitos ramos de flores
Pra namorada que me faz agrados...

Quisera em todos os momentos breves
Realizar as nossas doces fantasias
E envolver-me em teus afagos leves

E alojar meu pensamento no teu ser
Mergulhá-lo em ti todos os dias
E no teu corpo esbelto me perder!

Euclides Riquetti

Um vento moreno - como se fosse outono!

 



 



Venta o vento moreno como se fosse  outono
Venta e venta...
Cai a pálida folha, vencida no tempo
E venta o vento.

Brilha o brilho do sol brilhante
É maio, maio de mês
É a noiva que noiva, que sonha
Sonha com a noite da primeira vez...

Cintila a estrela prateada
Na madrugada
E sibila o vento na gélida  noite
Embala a noite, adentro avançada...

Escreve o poeta o poema, e a noite
É a moça, a musa
E os versos, dispersos, não rimam: fascinam
E a noite provoca, encanta, abusa!

E viva você, tema do canto
Viva, viva!
Como o barco que vai, flutuando, leve
Na noite breve
Festiva!

Euclides Riquetti

domingo, 12 de julho de 2026

Não me entenda mal..

 



Não me entenda mal

Eu sou assim mesmo

Romântico ao extremo

É meu jeito natural!


Não me leve a mal

Só quero ser bem gentil

Ser do bem e não do vil

Afetuoso,  et cetera e tal!


Eu sei ser carinhoso

Você tem grande valor

Merece regalos e amor

De um poeta amoroso!


O mundo é amar, é sonhar

O melhor é viver assim

Há amor dentro de mim

E eu quero compartilhar!


Não me queira mal!


Euclides Riquetti

Madrugada de domingo

12-07-2027









Quanto tempo faz?

 


 



Quanto tempo faz

Que não lês os meus poemas?

É o mesmo tempo que faz

Que não sentes os meus dilemas!


Quando tempo faz

Que não ouves minha voz

É o mesmo tempo que faz

Que já não pensas mais em nós!


Quanto tempo faz

Que não te preocupas comigo

É o mesmo tempo que faz

Que não espero mais nada de tigo!


Euclides Riquetti

Em seu sorriso prateado

 


 







Em seu sorriso prateado


Tento encontrar em seu sorriso prateado
Aquele belo sorriso que já foi sereno
Aquele sorrisão dourado
Que adornava seus lábios de veneno...

Saudades de seu sorriso largado
Saudade do seu humor e encantamento
Daquele seu jeitinho despojado
Que atiçou meus francos sentimentos...

Há saudade, sim, e por mais que eu tente
Lembro-me de você ao pisar nas areias
Meu coração há muito já se faz descrente
Enquanto olho para o mar de Canasvieiras...

É isso mesmo, tudo é bem assim
Me faz lembrar você o mar extenso
Eu a quero aqui presente junto a mim
Para lhe dar carinho e amor imenso!

Euclides Riquetti

Corpos que atraem, almas que enfeitiçam

 


 


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Corpos que atraem
Almas que enfeitiçam
Castelos que caem
Olhos que cobiçam...

Corpos que seduzem
Almas que pecam
Olhos que reluzem
Sonhos que se perdem.

Corpos da perdição
Olhos encantadores
Almas da forte ilusão
Encantos sedutores.

Corpo que alimenta
Uma  ilusão que cega
Alma que atormenta
E que nos leva...

E que nos entristece,
Deprime,
Enfraquece...
E, depois... redime!

Euclides Riquetti