sexta-feira, 19 de junho de 2026

Apenas me abrace

 







 

  

 


Apenas me abrace

E,  se quiser, me beije

Mas não me deixe

Me abrace, me abrace...


Apenas me abrace

E diga que me ama

Que seu coração... me chama

Me abrace, me abrace...


Apenas me queira

Me deseje, me beije

Me beije , me deseje

Me queira, me queira...


Apenas me diga

Me sinta, me minta

Me minta, me sinta

Mas me diga, diga:


Faça-me acreditar

(Faça-me pensar)

Que vale a pena sonhar

E amar... amar... amar!


Euclides Riquetti

Perdi meus versos ao longo da estrada


 


 



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Perdi meus versos ao longo da estrada
Ficaram reversos em meio ao nada
Perdi meus versos na madrugada
Deletei-os, incertos: memória vaga!

Versos românticos, livres, ameaçados
Flechados por uma  sanha enraivecida
Restou-me um poema mutilado
Numa página pelo tempo envelhecida.

Reencontro meus versos em meio às águas
(Nelas me liberto de doridas  mágoas)
Ficaram no azul dos ladrilhos das piscinas...

Reencontro todos os versos perdidos
Os de aqui, os de ali, os lá escondidos
Impregnados nas tranças das morenas meninas.

Euclides Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Versos brancos e rosas vermelhas

 






Sorriem os cravos e as rosas vermelhas
Como se a primavera tivesse chegado
No primeiro dia de agosto,  ensolarado
Dia de sol, amor explodindo em centelhas.

Sorriem as dálias e as sempre-vivas
Sorriem também os lírios acanhados
Saúdam você , que busca em sua vida
Ver os seus sonhos todos realizados.

Sorri você o seu sorriso qual criança
O gentil sorriso do rosto e da voz que fala
Que você guarda desde a sua infância.

E eu escrevo versos nas pétalas macias
E tomo o vinho que me inspira e embala
Com as palavras que me contagiam.

Euclides Riquetti

Aquela estrela que cintila no céu

 


 



Aquela estrela que cintila no céu e me vê
Que me olha mansamente
Com seu olhar sensual
Com seu brilho atraente
Que me faz sentir-me contente
Feliz, disposto, jovial
É você! Só pode ser você...

Aquela estrela por quem me importo
Com a  qual me preocupo sempre e  sempre
E que diz importar-se comigo também
Que está sempre presente em minha mente
Para quem declamo meus repentes
Precisa ser minha e de mais ninguém
Pois nela me animo, revivo e conforto...

Aquela estrela que faz brotar a faísca da paixão
Aquela estrela deixa o perfume no ar
Aquela estrela que mexe com meu coração
Que vai e que volta mas vem me encontrar...

Aquela estrela vem no pensamento e não sai
Aquela estrela que chega até mim e não passa
Aquela estrela pendurada no céu que não cai
Que me olha, me beija, me encanta e me abraça...

Euclides Riquetti

Quarenta e nove anos sem meu pai (parece que foi ontem...)



 


 

                               Adolescente, o segundo da esquerda para a direita, em pé, de braços cruzados e olhando para a sua direita. Bem do jeito dele!

Guerino Riquetti/Richetti - meu pai!

 


http://acervo.camilianos.org/files/original/A01.P011.F022.jpg

No terceiro plano, o segundo da direita para a esquerda, meu pai, então Guerino Richetti, ( o mais alto) depois tornando-se Riquetti, aos 16 anos de idade, em 1939, no Seminário São Camilo, na Vila Pompeia, em São Paulo. Encontrei isso hoje na web Emocionei-me... em outras palavras: primeiro muita alegria, depois lágrimas de saudades... de nosso querido pai! E, no mesmo terceiro plano, o segundo da esquerda para a direita, o noviço Albino Baretta (que tornou-se padre Albino), parente e colega de Guerino, ambos personagens de minha crônica.






Hoje é uma data em que fico com minha sensibilidade aguçada. Voltam-me as lembranças de um sábado, 18 de junho de 1977. Morávamos em Duas Pontes, hoje Zortea. Cedo, tomei o ônibus para Capinzal. Fui à casa de meus pais, no Ouro, para ver como estavam as condições da debilitada saúde de meu pai. Um abraço em minha mãe, a busca pelo meu querido pai no quarto deles. Lá, ele enrolado nas cobertas, em sua cama, magro. Tínhamos o mesmo tamanho, mesma altura, mesmo peso. Porém, naquele dia, ele tinha chegado ao fundo do poço. Estava magro, acabado, o olhar muito fundo, e profundo. Frágil. Somente conseguia ingerir líquidos. O CA de estômago, esôfago e duodeno tinha acabado com ele.

          Fiquei lá umas duas horas, conversamos. Poucas vezes tínhamos parado para conversar em 5 anos. Eu saíra para estudar e nas vezes que nos vimos falávamos de meus estudos, ele me contava sobre seu tempo de Seminário no São Camilo, em São Paulo, onde chegou a cursar Filosofia. Era uma pessoa muito culta, lia muito. Descrevia-me lugares em que nunca tinha estado como se tivesse morado lá por muitos anos. Falava de Veneza, de Roma, do Rio de Janeiro. Conhecia cada detalhe das cidades, dos países. Falava dos rios, das areias das dunas. Nas viagens, trazia-nos areia branca dentro de garrafinhas de refrigerantes, e pedaços de minerais e pedras em vidros de conservas. Para nós e para seus alunos. Falava das guerras, das revoluções, de Napoleão Bonaparte, Marco Polo, de Sócrates, Platão e Aristóteles. De Churchill, de Benito Mussolini.  Mas, naquele sábado, apenas relatou-me sobre a situação de nosso sobrado, onde já morava, mas que faltava colocar concreto na laje da garagem, averbar a casa no INPS da época. Parece que estava a me passar recados e recomendações. Mesmo sabendo de sua condição difícil, ele fazia de conta que estava bem, poupava-nos de sofrer. E nós fazíamos o mesmo, para que ele não sofresse.

          Despedi-me dele, disse-lhe que voltaria no sábado seguinte. Eu ainda não tinha carro, dependia de ônibus. Um abraço em minha mãe e começamos a descer as escadas lá detrás de casa para ganhar a rua. Escutei gritos de desespero, minha mãe chamava-me para voltar. Corri, assustado, meu pai estava com uma forte hemorragia. Chamei o Altevir Zampieri, que era nosso inquilino e tinha um táxi, um fusca branco. Peguei meu pai no colo, carreguei-o, um homem de 80 quilos estava com 35. Estava acabado, indefeso, como se a dizer: "Salve-me!"

          Fomos ao Hospital Nossa Senhora das Dores, foi colocado num leito, não falou mais, apenas agonizou . O Dr. Acioli Viecelli, amigo da família, foi colega de colégio de meu irmão Ironi, autorizou a aplicação de soro e chamou-nos para o lado. Perguntei-lhe sobre as chances de meu velho e ele me disse: "Está difícil, ele não escapa". Perguntei-lhe se devia chamar minha irmã, Iradi,  de União da Vitória. Disse-me que sim. Fui ao Mercado Lorenzoni e o Sr. Nelson fez a ligação para um telefone de uma vizinha de minha irmã. Pedi-lhe que viesse e assim ela o fez. Veio de ônibus, o Hiroito foi  buscá-la em Joaçaba. Chegou aproximadamente às 21 horas. Quando ela pegou na mão dele, disse-lhe que tinha vindo vê-lo, ele apertou a dela e começou a partir... Pouco depois, nós o perdemos. Os irmãos Vilmar e Edimar não entendiam direito o que estava se passando. Minha mãe, desesperada. Tivemos que nos manter fortes para confortá-la.

          Por um instante, agora mesmo, senti-me como se fosse aquele sábado, mas é apenas terça-feira.  Revivi cada momento daquele dia.  Não há como eu não chorar...

Euclides Riquetti

O Trapiche (de Canasvieiras)

 




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Jazes ali, imóvel, descansadamente
Ligas as areias inertes ao oceano
Que movimenta suas águas, soberano
E balança as galés, delicadamente.

Conectas os que o transpõem ao mar
Às escuras embarcações que flutuam
Às negras naus que ali se perpetuam
Para levar os românticos a navegar.

E, com tua importância e imponência
Permaneces ali real, forte e majestoso
Exuberante em toda tua magnificência.

E eu contemplo toda a tua grandeza
No balanço indescritível e formoso
No mar que invades com tua realeza.

Euclides Riquetti

Blog do Riquetti
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Quando os espinhos machucam

 


 





Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti

O amor sempre vence



 




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O amor sempre vence
E isso é mesmo preciso
Quando ele convence
Reconquista o sorriso!

O amor que enobrece
Traz a alegria pra nós
O coração não padece
Se não ficarmos sós!

O amor que embriaga
Nos impele a lutar
Nos anima e encoraja
A amar, amar, amar!

O amor nos enternece
E nos deixa extasiados
A gente até rejuvenesce
Quando  apaixonados!

Bem assim!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Lembranças que entristecem


 





Há lembranças que me entristecem
Há outras que me alegram sempre...
Lugares por onde ando que fornecem
Cenários que me marcam docemente.

As boas, procuro reavivar com alegria
Deleitar-me, mergulhar em devaneios
Sorver aquela doce e suave nostalgia
Navegar nos sonhos, alimentar anseios.

Castelos azuis com as janelas brancas
Ruas que sobem, ladeiras que descem
Há lembranças boas, lembranças santas.

Lábios que beijei, corpo bem abraçado
Versos escritos, bocas que emudecem
Imagens presentes, volvidas no passado.

Euclides Riquetti

Por que as folhas caem?

 


 

 


Por que as folhas caem?

Porque nos dias há luz

Porque a noite nos seduz

Então as folhas caem...


Por que as folhas caem?

Porque o tempo passa

Porque há vinho na taça

Então as folhas caem...


Por que as folhas caem?

Porque tudo é incógnita

Porque tudo foge à lógica

Então as folhas caem...


Por que as folhas caem?

Porque o outono virá

Porque, então, tudo mudará

Então as folhas caem...


Por que as folhas caem?

Porque as aves planam

Porque pessoas se amam

Então as folhas caem! 


Euclides Riquetti

Preciso do vento que vem do mar


 



 


Preciso do vento que vem do mar

Eu preciso do vento que vem do mar

Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti (nas tardes e manhãs)
E no sonho tenro que a noite me traz.

Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...

Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os simetricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como o poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!

Mas preciso de ti para formatá-los
E só para tu lê-los,  decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...como preciso do vento
Que vem do mar!

Euclides Riquetti

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Bem perto de você

 


 





É bom  estar bem perto de você
De seu perfume, de seu corpo, de seus braços
E, sem nenhum cansaço
Me perder, me aquecer, me envolver
É bom estar bem perto de você...

Voltei para bem perto de você
De sua vida, suas palavras, de seus beijos
Pra ter o seu carinho que eu desejo...
Eu quero mergulhar e me esquecer
Mas me lembrar somente de você...

Não quero ficar longe de você
De nenhum jeito, pois preciso muito, muito
Preciso  conversar, eu  tenho muito assunto
E nem sequer precisarei me convencer
Pois não quero ficar longe de você!

Euclides Riquetti

Se eu digo "te quiero"...

 


 


 





Se eu digo "te quiero"
É porque, realmente, te quero
E porque te espero
Pra te dar meu carinho
Pra me colocar no teu caminho
Porque, simplesmente, TE QUERO!

Te "quiero mucho"
Sim, muito te quero
Nos dezembros e janeiros te espero
Eu e meu inefável carinho
Imaginando você no meu caminho
Porque, realmente, TE QUERO!

But, if I´ll  say:

I want you
I wait for you
Because I like you
And I hope (that)
You´ll like me too.

Truly, I love you too!

Euclides Riquetti

terça-feira, 16 de junho de 2026

Eu te amei!

 


 


Eu te amei!


Sim, eu te amei e ainda eu te amo

Tenho absoluta certeza sobre isso

Amar-te é meu maior compromisso

É verdade, não há nenhum engano!


Deus me deu a capacidade de amar

E, com isso, ser também amado

Com equilíbrio, jeito de apaixonado

E ainda ser poeta para poder poetar!


Aprendi a combinar paixão e razão

E isso só se ganha com a maturidade

A vida nos remete à responsabilidade

A ditar as autorregras para o coração!


Enfim, adequar nossos sonhos e o real

Navegar nas nuvens, mas fixar raízes

Ser muito feliz e fazer outros felizes

E, pra ti,vai este poema fraternal!


Euclides Riquetti

Quando o vento já tiver soprado

 


 







Quando o vento já tiver soprado
E levado as folhas que o outono derrubou
Você olhar para ver o que restou
Depois do  inverno rigoroso já chegado...

Quando a chuva já tiver caído
E lavado as cinzas que ficaram
Da queima das ilusões que não prosperaram
E dos corações que jazeram em fogo ardidos...

Quando nossa jovialidade já tiver se ido
E estiver chegada nossa doce velhice
Nos restando apenas uma suave faceirice
Nos rostos que não disfarçam o sofrido...

Quando tentarmos refazer os sonhos concebidos
Mesmo que tudo pareça  destruído pelo tempo
E nossas almas repousarem no relento
Ou se perderem em caminhos desconhecidos...

Ainda haverá um motivo, uma chance
Para que nossas mãos se alcancem
De novo...

Euclides Riquetti