sábado, 6 de junho de 2026

Eu queria te ver em meio a santas tantas

 


 

 


 

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Eu queria te ver em meio a santas tantas
Eu queria te compor um tenro canto
Queria te ver em meio às tantas santas
Queria escrever-te este antecanto.

Eu pensei imaginar um poemeto
Eu pensei fazer do dia a poesia
Pensei em versos de soneto
Pensei saudade e  nostalgia.

Eu fiz poemas sem amarras
Eu fiz poemas livremente
Fiz-te   poemas com palavras claras...

Eu fiz de ti a musa encantadora
Eu fiz pra ti o canto, sutilmente
Fiz-te o soneto  na manhã inspiradora.


Euclides Riquetti

Abra seus olhos

 


 






Abra seus olhos

Abra seus olhos e saia de seu sonho letárgico
Busque encontrar algo muito melhor
Veja quanta coisa boa há ao seu redor
Veja o quanto o mundo é divinamente mágico!

Abra seus olhos, tire-lhes essa venda insana
Busque ver a realidade que se faz presente
Saia da clausura que lhe dopa a mente
Venha para ver que a vida é bem melhor que a lama...

Abra seus olhos pesados e dormentes
Dê-lhes a leveza  e o merecido descanso
Abra seus olhos e venha enxergar novamente...

Venha, com toda a sua força e energia
Venha se embalar no sonho e no balanço
Venha compartilhar de   minha  imensa alegria.

Euclides Riquetti

quando o silêncio da madrugada nos acorda

 



 




Quando o silêncio da madrugada nos acorda
E nos mergulha numa insólita inquietude
Ficamos como a taça de vinho que transborda
Tristeza na alma, coração em plena solitude.

Quando o silêncio da madrugada nos invade
E nos incita ao desejo do abraço amoroso
Há uma força que me induz e me persuade
A buscar seu  beijo doce, quente e prazeroso.

Quando chega a manhã clara de céu límpido
E se tem a certeza de que o sol vai brilhar
Uma sensação de alegria me invade o íntimo.

Então, veremos que tudo na vida vale a pena
Enquanto  se tiver algo bom por que se lutar
Enquanto vier inspiração para meus poemas.

Euclides Riquetti

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Fitar teus olhos , beijar teus lábios

  





Fitar teus olhos, com toda a doçura que há dentro de mim
Beijar teus lábios, com toda a candura e o amor sem fim!

Ensejar para que o meu pensamento chegue até ti
Desejar que teu coração esteja aberto pra mim!

Voar, pelos ares do infinito azul, até teu quarto
Perder-me em devaneios nos teus braços!

Reencontrar-me no teu corpo, abraçar-te, sutilmente
Afagar-te o rosto, perder-me em ti, deliciosamente!

Querer-te, louvar-te,  pretender-te
Prender-te, segurar-te, deliciar-te
Querer-te, amar-te, bendizer-te!

Querer que tu sejas feliz!

Euclides Riquetti

A autonomia necessária da mulher

 



 

A autonomia necessária da mulher
         Sempre fui um razoável observador do comportamento humano. Posso dizer que, por ter vivido um considerável tempo,  já vi de tudo na vida. Vi maridos e namorados desestimulando as esposas (ou namoradas) a dirigirem carros, a estudarem, a terem um trabalho que lhes permita uma independência financeira e outras coisas mais. A autonomia de muitas mulheres vai sendo tolhida com o tempo e, com o passar deste, acabam inseridas num contexto de dependência e até de submissão. As mulheres já são maioria em muitos cursos universitários. Nos de formação para atividades da educação, são maioria esmagadora.

         Mesmo com todo o espaço que é dado ao tema no meio televisivo, especialmente nos debates que proporcionam, a situação de dependência, ou relativa dependência,  é uma realidade gritante dentre os casais. A tolerância exagerada acaba afunilando isso para uma situação nada agradável, nada conveniente para a mulher, que na ordem das coisas acaba fragilizada e com isso dominada pelo parceiro. Mas...

         Mas é sempre,  e há sempre, o tempo para jogar tudo pro alto e começar vida nova.  Claro, dar um basta na submissão! E buscar a necessária autonomia. Ter suas próprias coisas, sem depender do marido, ter uma boa renda e uma previdência que lhe permita viver com dignidade na maturidade ( a parte mais difícil...), ter liberdade para buscar a universidade, os cursos técnicos de formação profissional, poder juntar-se às amigas para comemorações ou simplesmente divertir-se. E dirigir seu carro, ora essa! E, o pior, é que muitas vezes o tal carro foi comprado com o dinheiro da mulher (ou parte dele).

        Minha solidariedade a todas as mulheres que se agigantam para buscar sua autonomia. Parabéns e vão à luta, amigas!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com
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Andar sobre as nuvens, sonhar!

 



 



Andar sobre as nuvens, sonhar
Na flutuação divinamente algodoada
Na tarde azul e ensolarada
Deixar-se levar, viver,  embalar
Na tarde de outono encantada...

Andar sobre as nuvens alentadoras
Na imensidão do céu de azul pincelado
Na estação das folhas, no dia acanhado
Deixar-se afagar pelas vistas sedutoras
Na espera  da hora de um encontro almejado...

Andar sem corpo,sem peso,  sem volume
Apenas alma, olhos, coração
Apenas alma, olhos, paixão
Seguindo os rastros de teu perfume
Tentando me reencontrar da perdição...

Sim, apenas andar sobre as nuvens!

Euclides Riquetti

Enquanto o sereno cai...

 




Nascer Do Sol, Nuvens, Céu, Manhã, Natureza, Humor


Cai o sereno na gélida  madrugada
Na turbulência das negras almas
Vai serenar os corpos que andam na estrada
E caem gotículas nas suas peles alvas.

Cai para amainar as desavenças
Das mentes ávidas e atiçadas
Para abrandar,  tornar crianças
Mulheres de saias já  alongadas.

Cai o sereno e vem acalmar
Todos os corações aflitados
Para que se abram no esperar
Pelo Dia dos Namorados.

E enquanto o sereno cai
Faço pra ti minha oração
Meu pensamento navega, vai
Vai morar dentro do teu coração!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 5 de junho de 2026

No porto do sol... e dos desejos!



 

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No porto do sol... e dos desejos!
No porto do sol, pisando nas areias brancas
Olhando para o mar das ondas espumantes
Imaginando os prazeres mais eletrizantes
Componho poemas para as almas santas.

No porto dos desejos, dos sonhos projetados
Vejo,  nas sombras, a sua silhueta desenhada
Enquanto, nas estrelas,  na noite enluarada
Navega, pelo infinito, a paixão exacerbada.

Despem-se os pensamentos que se embalam
Na manhã azul, da inspiração derradeira
Em que as palavras brotam e se propagam.

E que,  em cada porto, em cada ancoradouro
Eu lá possa encontrar minha  musa verdadeira
Com seu sorriso bonito, divino, e duradouro.

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Seus pés descalços

 


 




Pés descalços
Acariciam as calçadas
Abandonadas.
Corações em percalços
Com batidas descompassadas
Retumbam em almas maltratadas
Rejeitadas, mutiladas.


Pés nus buscam caminhos de luz
E pisam na relva umedecida
Adormecida
Sustentando o corpo que seduz.

O corpo que atrai
E que distrai
Furta meus pensamentos pecaminosos
Libidinosos...
E me mergulha nas águas
Me afoga nas mágoas.

Algo me atira às incertezas do momento
Que vaga lento, lento
Como a nau que vai
E se perde no infinito
Bonito...
Bonito, mas cheio de ruelas obtusas
Confusas
Como eu!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Corpus Christi de 1973 - Porto União da Vitória - um dia inesquecível!

 


                                           Júlia, Miriam, Euclides, há 6 anos, em Joaçaba.


              Era dia de Corpus Christi. Era 21 de junho de 1973. O meu professor de Latim, Padre Leo Horst, nos ensinara que o termo significava Corpo de Cristo, um caso genitivo daquela língua. Eu tinha duas amigas com as quais muito me afinava: Maria de Fátima Caus, colega de turma de Letras da FAFI, e Valéria Velozzo, a primeira a chamava de Polaca. 

        No dia 02 de junho eu dancei com uma menina muito bonita, de cabelo longo e escuro, que fizera 15 anos três semanas antes. Isso foi na Festa Junina do Colégio cid Gonzaga, no seu auditório. Eu a havia conhecido recentemente, era amicíssima de Doraci, uma amiga que tínhamos em comum. Eu me encantara com aquela garota alta, magra, elegante, bonita...Me encontrara com ela nos dois fins de semana seguintes. E combinamos que eu iria buscá-la, na casa dela, na Rua Santos Dumont, 924, em Porto União. Eu morava na Professora Amazília, 322, no lado Paraná, União da Vitória. 

       Naquela bela quinta-feira, feriado religioso, saí com os colegas Odacir (Giaretta)  e Osvaldo (Bet), e o cabo Maciel,  para os lados da atual Catedral. Na rua, encontrei a Fátima e a Valéria, que me convidaram para seguir com elas pela procissão, que saía dali, ia pela Avenida Manoel Ribas e depois Rua Matos Costa. Eu imaginava que encontraria a garota com quem estava iniciando namoro, mas isso não aconteceu. Então fui até a casa dela, mas a esta altura a procissão estava findando. Ao chegar, a garota linda estava com uma saia de fundo branco, com estampas florais de um verde e azul claros, sapatos vermelhos, e uma combinação muito usual da época: Blusa amarela e meias três quartos de tricô...

       Minutos depois, passamos descemos a Sete de  Setembro e fomos tomar um frapê na Leiteria "Sete", ao lado do Bradesco. Subimos de volta para a Igreja Nossa Senhora das Vitórias , fizemos uma oração e ao Hospital São Braz, onde visitamos uma amiga que cursava História na FAFI, a biturunense Vanilda Neumann. Ela havia colidido seu fusca com uma carroça, em sua ida para Irineópolis, onde atuava como professora. Por pouco não perdeu a vida. 

       A Vanilda estava lá, lúcida, porém com gesso em pernas e braços, pendura por ganchos a um suporte elevado, parecia uma daquelas cenas das revistinhas da Disney. Apresentei a Miriam para a colega, sorriram, era a única aproximação possível. Mas conseguimos entabular uma ótima conversa, elas acabaram por tornar-se amigas. 

       No feriado de Sete de Setembro eu vinha de Porto União para Capinzal-Ouro, e no mesmo ônibus viajava a Vanilda. Ia para Tangará, encontrar-se com a colega dela, Narcisa, que mais adiante casou com o meu amigo Adelmir Costenaro, de Capinzal. Indiquei que procurasse meu pai, Guerino Riquetti, que era diretor do então Grupo Escolar Prefeito Sílvio Santos, em Ouro. Resultado: Vanilda fez carreira no Magistério Catarinense, atuando naquela escola e no Belsário Pena, em Ca´pinzal, até aposentar-se.

       E eu? Depois de muito estudo e 4 anos de trabalho no Álvaro Mallon e Filhos, formei-me, e casei com a moça, que era aluna do Cid Gonzaga. A Vanilda casou-se com um amigo e colega de trabalho na Zortéa  Brancher, o Ademir Romani, e tiveram as filhas Franciele e Francine, que acabaram sendo amigas de nossas filhas Michele e caroline. Em 1977 fui morar em Zortéa onde ingressei no Magistério Catarinense. A Miriam acabou professora, foi primeira dama em Ouro, está aposentada, temos as duas meninas gêmeas e o Fabrício Guilherme, casado com Luana.  E a neta Júlia, 16 anos, filha da Carol. Ângelo, de 8, e Beatriz de 6, do Fá e da Luana. Miriam é escritora e eu também. Moramos em Joaçaba e gostamos de viajar. Deu tudo certo! 53 anos depois, ela ali compondo em soneto para publicar em seu blog "Buscando o Sol", e eu escrevendo esta crônica para o Blog do Riquetti.


Euclides Riquetti - 04 de junho de 2026 - 53 anos depois.

       


Crônica: "Across the Universe"? - e alguns músicos amigos meus (Valdir Bonato, Loide Viecelli, Negão Esganzela, Todeschini, Valério Dal Cortivo, Gabriela, Fernando Spessatto...)

 






    Editado:

          O ator Jim Sturgees tem 30 anos, nasceu em Londres. Em meio ao "fog londrino". E, nem por isso virou "foggy". Foi aceito para alguns filmes nos Estados Unidos. A Evan Rochel Woods nasceu no Canadá, tem 24 anos, onde tem neve em todos os invernos. No Canadá. Aqui tem sol em todos os verões, em todos os meses do ano. A dupla estrelou o musical  "Across the Universe", em que se apaixonam. Interpretam canções dos Beatles, o garotos de Liverpool que nos encantaram, a nós, antigos, e ao mundo, no início dos anos 60. Foram condecorados pela Rainha Elisabeth, da Inglaterra.

          A Gabriela é muito educada. E bonita. Toca piano. E nos deliciamos com os acordes que ela tira dele. De graça para nós, seus vizinhos, que escutamos, (e nos deliciamos), sem sair de casa! E toca belas músicas clássicas. O Heitor toca violino. O Fernando Spessatto tira belas composições de seu teclado. Ele  e o Heitor, juntos, são imbatíveis. O Pablo Rossi está melhorando sua condição de pianista no exterior, é um catarinense que nos orgulha muito.

          Uma mulher que tem o nome Gilberta Tedeschi pouco nos  diz. Mas se, seu prenome for Carla, aí a coisa melhora. Se disser que tem Bruni no primeiro sobrenome, tu já começas a pensar coisas. E,  se descobrires que ela é filha de mãe e pai músicos, industriais, ricos, e que foi modelo de sucesso e cantora, tem o italiano como língua materna, fala e canta em inglês e francês, é atriz, tem 54 anos, estudou na França e na Suíça, cursou a Sorbone, tu já concluis que é ela mesma, a fera,  casada com o Presidente da França, o Sarcozi: Carla Bruni, que não chegou onde chegou apenas por ser bonita, mas por ter alguns talentos e por ter frequentado as melhores escolas do mundo, orgulha os italianos e é bem quista pelos franceses.

          O Negão toca gaita. Seu nome é Olindo Esganzela. O Valdir Bonato também.  O Loide Viecelli também ajudava a animar as quadrilhas do Mater Dolorum nos invernos de minha adolescência. O velho Todeschini tocava uma Todeschini, lá na "Siap", que convencionaram chamar de Parque, mas que a maioria chama de Siap. Tem uma Senhora, amiga, lá na Linha Sete, que convencionaram chamar de Santa Lúcia, que toca gaita.

          Ah, o Michel Teló também toca gaita. O Borghetti toca gaita-ponto. O Luan Santana nem precisa de gaita, só canta. Outros tocam por ele. Eu nem toco flauta, porque respeito os outros. Não toco flauta nem em flamenguista. Só quero que percam os jogos para o Vasco, mas não temos tido muito êxito contra eles.

          O Teló arrumou uns padrinhos: O Neymar, jogador bem marqueteado; o Cristiano Ronaldo, jogador português que atua  na Espanha, e está enfernizando os ouvidos deles, lá. Ainda bem que eles nem entendem bem aquelas letras chulas, bregas, que mais desdizem do que dizem. O Luan Santana tem uma rede de TV que é sua madrinha, faz sucesso. O Negão, Olindo Esganzerla, nosso, tocava de graça. O Bonato  ainda ganhou uns dinheirinhos que lhe possibilitaram montar sua vidraçaria. O Todeschini morreu pobre, mas feliz. O Loide também foi morar no andar de cima. Tem o Tio Valério, meu vizinho, que  dedilha o teclado com maestria, animou os bailinhos de antigamente no interior do Ouro e em Nova Petrópolis.

          Acho que os compositores, aqui, têm contra si o Sol que,  em vez de iluminá-los, cozinha-lhes os miolos, e dali saem muitas composições que não nos orgulham em nada. Lá com o "fog" ou a neve, os cérebros se ativam para coisas mais "bem elaboradas".

           Ouvir canções dos Beatles, principalmente tendo o privilágio de conhecer suas letras, onde há canções de protestos, clamor pela paz e a propagação do amor, mesmo num rock pesado (para a época, pois agora isso já é clássico), e comparar com as bobagens gravadas atualmente no Brasil dispensa comentários. "Dear Prudence, see the sunny sky", (Querida Prudence, veja o céu ensolarado) cantaram Lucy  e Jude (Evan e Jim), no "Across the Universe". E eu, antigo que sou, lembrei de "Lucy in the  sky with diamonds", "Hei Jude", "Imagine", "Help" (I need somebody=Eu preciso de alguém) . E até chorei...

Euclides Riquetti
22-01-2012     

Se te chamo de amor, é porque te amo


 






  

Se te chamo de amor, é porque te amo
Porque te quero, quero só pra mim
E, mesmo,  com o passar dos anos
Nosso amor nunca chegará ao fim!

Se te chamo de gata, é porque te acho
Uma gatinha que me arranha e mia
Me perco em ti, pra ti me despacho
Quero buscar em ti a minha alegria!

Mas se te chamo e não me respondes
Dói-me o coração ferido pela dor
Não sei por que tu tanto te escondes
E tanto recusas receber meu amor!

Euclides Riquetti

Viver e ser feliz!

 


 


 



Medos
Segredos
Anseios
Devaneios!

Dizer
Ver
Crer
Viver!

Dizer segredos
Ver devaneios
Crer nos anseios
Viver  sem os medos.

Viver aqui
Viver ali
Viver em ti
Viver por ti.

Viver, viver, viver
Viver e acreditar
E poder dizer, dizer:
Perto de ti ... ficar, ficar!
Ficar, bem perto de ti, sem medo!
E ser feliz!

Euclides Riquetti 

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Obra-prima




 

Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que marcasse, que ficasse eternizada.
Quem sabe uma poesia com boa rima
Quem sabe uma foto envernizada.

Pensei em produzir uma obra-prima
Algo que ninguém houvesse ainda feito.
Podia ser uma escultura pequenina
Podia ser um monumento perfeito.

Pensei em buscar  uma obra-prima
Algo raro, quem sabe inimaginável.
Podia ser uma  composição divina
Uma ópera de lírica admirável.

Pensei, repensei, tentei, retentei...
Busquei tirar algo de minha inspiração
Fui longe, longe, mas sabes quem eu encontrei?
Foste tu, bem escondida...no fundo de meu coração!

Euclides Riquetti

Chuvas de outono

 


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Caem, no meu Outono, chuvas torrenciais
Molham a terra e verdejam as paisagens
Protegem-se, as pessoas, dos ventos fatais
Que fazem tombar plantas e pastagens.

Esconde-se, o passaredo sob folhas planas
Buscam ocos nos troncos os animaizinhos
E nas velhas árvores frondosas e soberanas
Agazalham-se os sabiás e os passarinhos.

Espantam as chuvas as pessoas das praias
Afugentam os homens que aram os campos
Já não correm os cavalos zainos nas raias
O balido das ovelhas assemelha-se a prantos.

Riem, os idosos, do medo dos meninos
Não se abalam com fenômenos conhecidos
Não temem as intempéries e os desatinos
As marcas da vida os deixaram fortalecidos.

Enquanto isso, penso nos anos que se vão
Penso em você e nas tormentas da sua vida
Rezo a Deus para que lhe dê Sua proteção
Mas chora a minha alma débil e sofrida...

Euclides Riquetti