sexta-feira, 29 de maio de 2026

Jogo de sedução

 


 




Não quero que me vejas como um fútil galanteador
Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão
Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador
Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...

Não imagino que possamos dar luz a uma realidade
Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão
Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade
Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...

Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti
Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer
Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...

Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão
Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder
Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Riquetti

Os últimos raios

 


 

                                           
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Os últimos raios


Mais um entardecer belo, encantador

O horizonte fantasticamente colorido

O cenário pelas mãos de Deus concebido

Pintado pela natureza em seu esplendor. 



Os últimos raios colorem os gramados

Dão-lhes novas e e quentes tonalidades

E eu contemplo tudo com naturalidade

A obra de arte num cenário santificado.


E eu aguardo o trotar do nobre centauro

Que, na noite, vem velar pelos humanos

 Enquanto, do cansaço. eu me restauro...


Quebra o silêncio o tilintar dos sinetes

Espiam-se os pecados dos seres profanos

E as potras se rendem à doma dos ginetes.


Euclides Riquetti

É de madrugada...

 


 


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É de madrugada e eu estou feliz
Porque seu corpo encontra o meu
E meus lábios buscam os seus...


É de madrugada e eu estou feliz
Porque meus pensamentos buscam os seus
E seus olhos procuram pelos meus...

É de madrugada e eu escrevo
Buscando inspirar-se em seu corpo moreno
Enquanto cai o sereno..

É de madrugada e eu escrevo
Versos simples, afoitos, desconexos
Porque logo vem o dia dos seres complexos...

É de madrugada e eu ouço canções
Que saem de algum lugar e vêm até mim
Canções de amor, simples assim...

É de madrugada e eu ouço canções
Que me fazem lembrar de você
E eu, inerte, não sei o que fazer...

Porque são longas canções
Que despertam minhas emoções
Que parecem não ter fim.

Bem assim!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Sim, anjos existem!


 



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Sim, anjos existem, estão em todos os lugares
Protegendo-nos, cuidando-nos, flutuando
Nas paredes dos templos e nos altares
No coração de cada ser bondoso e venerando.

Anjos existem e nos dão os seus sinais
São presença constante em toda a nossa vida
E depois que surgem, não somem jamais
Sempre presentes na dor e na alegria sentida.

Anjos se vestem com suas túnicas brancas
Com as asas branquinhas da cor do algodão
Pousam nos seres das almas mais francas
Voam pelos ares e céus de toda a  imensidão.

Sim, os anjos existem e você é um deles
Pois está presente em todas as minhas ações
Anjo de amor que mata minha sede
Rezo por você as minhas singelas orações.

Euclides Riquetti

Como se o marcar do tempo estivesse parado

 


 


Como se o marcar do tempo estivesse parado


É possível que o teu coração não tenha guardado

As lembranças de nossos momentos bem vividos

E que o núcleo do pensamento não tenha gravado

Ou que nunca tu me tenhas sequer percebido...


Pode ser que teus objetivos ainda são ascendentes

Que tu não tenhas sequer notado os anos passados

Que teus movimentos já não são tão independentes

Como se o marcar do teu tempo estivesse parado.


Provavelmente estiveste ocupada só em sonhar

Sem perceber as transformações na tua realidade

Viraste as costas para o tempo que vai a passar.


Parece até que tu tens uma sutil varinha mágica

E que deténs todo o poder de decidir pela verdade

Mas a nossa mente não foge duma dor nostálgica!


Euclides Riquetti

Perder-me totalmente em você!

 

 


 




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Perder-me totalmente em você!

Quero me perder totalmente em você
E que seja uma perdição bem perdida
Quero ainda me reencontrar em você
Caminharmos naquela estrada florida.

Quero me jogar cego em seus braços
Morder  seus lábios ardentes, fogosos
Poder apertá-la com meu forte abraço
Eu, você e meu sonhos pecaminosos.

Quero sim, me perder, tanto assim
Navegarmos  na doce magia do vento
Quero ter você , ter somente pra mim
Satisfazer o nosso desejo sedento.

Quero você, quero amar, quero ter
Quero ter todo o carinho possível
Quero você, dia e noite,  querer
Para vivermos o amor mais incrível.

Então, apenas me cante uma canção
Não importa qual delas, não importa
Quero romance, fogo, desejo, paixão
Aquela chama que anima e conforta.

E eu quero apenas uma contrapartida:
Pegue meus versos, e nossas poesias
Pegue-os e guarde em toda a sua vida
Para lembrar de mim em todos o dias.

Mas nada valerá se você não os quiser
Pouco me adiantará se você não os ler
Quero você como minha musa mulher
Pra me fazer sonhar, ser feliz e viver.

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com
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Não quero que a solidão desta noite volte me volte de novo

 


 



Não quero que a solidão desta noite me volte de novo

Nem que todos os soldados passem novamente por aqui

Nem que caia toda aquela chuva que faz encher o rio

Só quero alegria, companhia, música, calmaria no Porto.


Não quero que os ventos voltem com a fúria desmedida

Nem que o granizo quebre as telhas de barro do telhado 

Tampouco que nuvens cinzentas roubem meu céu azulado

Só quero amor, carinho, nada de dor, só a paz merecida!


Não quero ser importunado para não reclamar de nada

Nem que me atrapalhem quando estiver atiçando a mente

Uma ideia perdida é uma poesia que deixa de ser editada.


Quero, sim, ter o direito de ser feliz, que é o que importa

Quero, sim, viver meus últimos anos de vida alegremente

E que as pessoas de bem me abram sempre a sua porta!


Euclides Riquetti

terça-feira, 26 de maio de 2026

Sem um porto para me abrigar




 



Sem um porto para me abrigar

Inspiração foi embora

Não sei onde foi se esconder

Não, eu não consigo entender

Agora é meu dilema:

Por que foi-se embora

Antes da hora

De eu compor meu poema?


Inspiração bateu asas

Voou sobre os jardins

Voou sobre as casas

Buscou o céu sem fim

E deixou-me com saudades

E isso é a mais pura das verdades.


Inspiração quis me deixar

Não quer mais nada comigo

Não mais para amor

Nem mais  para amigo

Não para dividir a dor

Nem para contemplar o mar.


Inspiração foi pousar numa janela

Ou num tímido telhado

Talvez de um castelo distante

Talvez num campo verdejante

Onde nascem as flores amarelas...


Inspiração se escondeu

E não me dizer onde está

Não  sei se morreu

Ou apenas se valeu

De minhas fraquezas

Para se ausentar.


Mas deixou-me desnudo

Distante de tudo

Sem um porto para me abrigar..


Euclides Riquetti

A leveza do poema


 


 


A leveza do poema

Um poema levezinho

Lá vai!

Ou seria apenas levinho

Uaaai!


Um poema poemito

Pequeno, pequenito

Ou um gracioso poeminha

Por mim escrito? 


Um poeminha com jeito

De poemeto

Com duas quadras e dois tercetos

Um soneto!


Não importa o tamanho

Se é normal ou estranho

Se é poema rimado

Ou são versos livres, jogados.


Então, lá vai pra ti:

Escrevi, está aqui.

É um poema insignificante

Mas não é petulante...


É apenas mais um

Um poema desalentado

É um tum tum

Levezinho, adocicado

Sem preocupação com as linhas

Pobrinho em suas rimas.


Mas é um poema...


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Nem todas as rosas são vermelhas

 


 


 



Rosas, amo-as e lhes tenho devoção
De todas as cores, de todos os matizes
Amam-nas as donzelas e as meretrizes
Amam-nas princesas e imperatrizes
Sim, amam-nas com paixão!

Nem todas as rosas são vermelhas
Nem tudo o que brilha no céu são estrelas!

As rosas são as flores da nobreza
Perfumam e exalam encantamento
Imagens que se fixam no pensamento
Odores que se espalham pelo firmamento
A propagar o seu charme e sua beleza!

Nem todas as rosas são vermelhas
Nem tudo o que brilha no céu são estrelas!

Ofereço-lhe as rosas e as estrelas
Os perfumes e os brilhos que deleitam
Os jardins e as noites que elas enfeitam
Os laços de amor que em nós se estreitam
Rosas champanhe, brancas e vermelhas!

Euclides Riquetti

Poetar com o coração, compor com o coração!

 


 


Poetar com o coração!


Poetar é arte

E faz parte

Do jeito de amar

De saber sentir

De saber sorrir

Com o coração!


Poetar é amar

A beleza da flor

A lisura do amor...

Palavras, rimas

Versos e estrofes

Para quem goste!


Poetar é arte

Em toda a parte

Em qualquer lugar

Na terra ou no mar

Sonetos rimados

Tercetos, redondilhas

Música, canção

O que vale mesmo

É compor com o coração!


Euclides Riquetti

Corações de areia

 


 


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Corações de areia se despedaçam
Com um simples sopro de vento
Mesmo quando destinos se traçam
E teimam em lutar contra o tempo...

Corações aflitos são fragilizados
Perdem toda a sua força e energia
Sofrem os tormentos desalmados
Perdem de ver o sol e sua alegria.

Os  seres que buscam na utopia
E no imaginário toda a solução
Afogam-se no mar da melancolia.

Pois há uma lógica a pautar a vida:
Seres precisam de amor com razão
E a vida só existe para ser vivida!

Euclides Riquetti

Lembranças do Mater Dolorum



 

 
 
          O Mater Dolorum chegou há 6 décadas e pouco...  Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.

          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Perdi o luar

 





Perdi o luar

Na noite em que choveu, perdi o luar
Perdi as estrelas, perdi a estrada
Só não perdi a madrugada
Que ficou para me afagar...

Afagaram-me o miados da gata
Os latidos da fêmea desconsolada
Os  relinchos da zaina domada
Na noite chuvosa e... ingrata!

Afagou-me a mulher sem nome
Que me desejou bons sonhos
Leves, coloridos, rionhos
Que falou-me ao telefone

Mas, sobretudo, afagou-me quem me acariciou
Me abraçou, beijou, amou
E me fez feliz!


Euclides Riquetti

Amor Radical

 


 


 

Amor Radical


Eu queria que tu arrancasses meu coração
E o colocasses dentro do teu.

E eu ficaria sem vida,
Sem sensibilidade,
Sem sentir saudade...

E tu terias para sempre o meu coração.

No céu, eu viraria um anjo alado
Que ficaria sobrevoando-te
Onde quer que estivesses
Para onde quer que fosses...

Assim, eu sempre estaria por perto
Protegendo-te
Guiando-te...

E continuaria a compor meus versos
Que virariam sonetos românticos.

E continuaria a rezar
A  pedir perdão
A declarar ao mundo que tu és meu grande amor.

E, no dia em que precisasses de minha presença
Apenas me acenaria
E eu viria
Com todo aquele amor que tenho em mim
Que guardo em mim.

E nós continuaríamos  felizes
Tu e eu.

Te amo demais!!!

Euclides Riquetti