sábado, 14 de fevereiro de 2026

Um horizonte azul cor do céu

 


 


 


 




Há um horizonte azul a nos esperar
E corpos que  flutuam embalados em canções
Nas ruas da terra , através das gerações.
No azul da cor do céu, no  azul da cor do mar.

Há um horizonte azul  a nos amparar
Em todas planícies verdes deste mundo
Nos mares que cobrem do sol  rotundo
E ombros que me esperam pra chorar.

Havia um horizonte azul no teu olhar
Que me buscou entre os andantes do universo
E um doce abraço teu a me chamar:

Agora, em cada nova manhã de invernos e verões
O Poeta   te exalta  em prosa e verso
Ó  musa de meus encantos e paixões!

Euclides Riquetti

Vagam, na noite, pensamentos mundanos


 


 





Vagam pensamentos na noite escura
Levam meus pecados até o seu coração
Vagam nas ondas da imaginação.
Sobrepõem-se às  turbulências, pedras e agruras
Vão buscar alento na imensidão.

Vagam meus pensamentos que se misturam aos seus
Levam-lhe os desejos que excitam minha  mente
Vagam sem amarras, abertamente
Levam aos seus lábios os beijos que são meus
Vão dizer a você o que minha alma sente.

Pensamentos entendem códigos indecifráveis
Têm a liberdade que o corpo não tem
E criam cenários inimagináveis.

Pensamentos, ah, pensamentos mundanos
Vaguem libertos até encontrarem meu bem
Alguém que possa entender meus sentimentos profanos.

Euclides Riquetti

Razões para viver

 


 


 


 



Procure encontrar razões para viver
Imaginando que cada manhã é apenas o início de um novo dia
E que, mesmo que nem tudo  esteja como é de seu querer
Sempre haverá  motivos para se  ter alegria.

Procure olhar ao seu redor com mais atenção
E ver quanta gente se importa com você
Há muito amor em cada ser, em cada coração
E sempre  uma fonte de água onde possa  beber.

Nunca deixe que o pessismismo a contamine
Nem que a desesperança venha alojar-se em seu interior
Haverá sempre um tempo para que Deus determine
Quanto poder amar e quanto receber de  amor.

Acredite na força do bem que pode nos ajudar
E enseje pensamentos sempre muito positivos
Conjugue, diariamente, amar e sonhar
Os verbos balsâmicos que nos mantêm vivos.

E, mesmo que as coisas não aconteçam como espera
Lembre que o tempo pode  curar todas  as feridas
Depois do inverno voltará a primavera
Para florir a minha, a tua, as nossas vidas!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Da Por que meu pai teve que abandonar o seminário? Ainda bem... Crônica de memórias


 

 
Ponte Irineu Bornhausen - Liga Ouro e Capinzal - 1956


          Na década de 1950, as cidades de Santa Catarina eram muito pacatas. As do Oeste e Meio-Oeste Catarinense eram pequenas. Seus moradores vieram entre 30 e 50 anos antes, a maioria originários da Serra Gaúcha, onde se situam Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves e outras cidades, cujos distritos originaram muitas outras. Eram filhos e netos de imigrantes italianos, que ali chegaram a partir da década de 1970. Meu familiares, de parte de minha mãe, os Baretta, chegaram em 1876. Os Richetti vieram de datas próximas às deles. Para Santa Catarina, para o antigo Distrito de Abelardo Luz, o primeiro nome da vila onde hoje se situa o Município de Ouro, vieram em meados da  década de 1920. Meu pai, Guerino,  nasceu em 1921,  e minha mãe, Dorvalina Adélia,  em 1923. Viraram moradores da Linha Bonita, embora meu pai tenha morado em outras paragens do nosso antigo Município de Cruzeiro, hoje Joaçaba.

          Ouvir as histórias que eles e os tios me contavam sempre me foi muito interessante. Ser antigo me permitiu ter vivido quando ainda nem se sabia que TV existia. E,  rádio, só alguns tinham. Dizem que na época da Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas iam para a cidade (1939 a 1945), passavam na casa do André e da Dona Elza Colombo para saber notícias da Guerra, pois havia expedicionários nossos combatendo na Europa, mais precisamente na Itália.

          Foi justamente durante essa Grande Guerra que meu pai fugiu do Seminário,  do Instituto São Camilo, de São Paulo. Com nove anos (1932),  ingressou no Seminário de Iomerê, ele e outros vizinhos, um Boaretto, tio do Leonir, Prefeito de Capinzal, o Albino  Baretta, Padre que faleceu há poucos anos,  e não me recordo bem qual o outro.

          Em 1994 realizamos, na Linha Bonita, o Primeiro Encontro da Família Baretta, idealizado pelo amigo Albino Baretta, não o Padre, mas o filho do Pierim. O Catequista, Ministro da Eucaristia, que cuidou do irmão dele, paraplégico, o Neto, por cerca de 30 anos e que mora em Capinzal. Foi uma festa e tanto. Vieram familiares de diversos estados brasileiros. E também veio, de São Paulo, o outro Albino, o Padre, que já estava velhinho, com mobilidade limitada. Perguntei-lhe se fora amigo de meu pai, em São Paulo. Ele nada respondeu. Mais adiante o primo Rozimbo me contou o porquê de o Albino não gostar de meu pai e eu o compreendi. Fiquei muito contente por ele não gostar de meu pai. A Festa da Família Baretta foi algo bonito. Repetiu-se uma vez, mas depois não mais aconteceu.

          Devo minha vida justamente ao Padre Albino Baretta. Albino significa "alvo", "branco", bem claro. Mas foi justamente porque ele era inquieto, e aquele que viria a ser meu pai também, que eu existo. Senão vejamos:

          Os seminaristas do São Camilo, de Iomerê,  foram todos para São Paulo, na Vila Pompéia, onde meu pai ficou de 1932 a 1942, tendo, então, 19 anos. Fez ali o Colegial, equivalente ao hoje Ensino Médio, que já foi Segundo Grau. Estudava Filosofia que, pela regra, são dois anos de Filosofia e três de Teologia para que o Noviço se torne Padre. Meu pai usava batina escura, era alto e magrão, tinha óculos clássicos. Aprendera Canto Orfeônico, Francês, Italiano, até tocava piano e órgão. Gostava muito de História e Geografia, tinha sempre excelentes notas. Mas também gostava de trabalhar, costume ou hábito de todos os descendentes de italianos. Sabia lidar com o serrote, o martelo, a marreta, o nível, o metro, a colher de pedreiro, o esquadro. Os mais limitados iam de enxada, foice, picareta... Ele, bom de cálculo (ensinou-me a calcular medições de terras e volumes quando eu estava no segundo ano primário), era pedreiro. E, no Seminário, sempre havia o que fazer. Herdara do Nono Frederico as habilidades.

          Bem, num dia daqueles, estava meu pai a construir uma cancha de bochas, lá na Vila Pompéia, quando o colega Albino Baretta começou a dar palpites, em vez de ajudar. Meu pai deu-lhe uma marretada no dedão de um pé e foi sangue para tudo o que é lado.

          À noite, a Cúpula Diretiva do Seminário, embuída do maior senso de justiça, reuniu-se para decidir o futuro do rebelde Guerino. Era uma decisão difícil, que ficou adiada para a manhã seguinte. Precisavam analisar tudo, calmamente, mas, à espreita, o réu já percebia que seu destgino seria a rua, a expulsão, uma vergonha para a Família Italiana, em plena Segunda Guerra Mundial. Então, enquanto todos dormiam, jogou uma trouxa de roupas pela janela do quarto, saiu devagarinho e silenciosamente pelo corredor, sem ser percebido, e adeus seminário. É por isso que o Padre Albino é responsável por eu existir. E, terei imenso prazer erm lhe proporcionar, cara leitora, a continuidade dessa história, em próxima crônica. Enquando isso, a Marjorie Estiano e a Fernanda Montenegro ganham um descanso merecido.


Euclides Riquetti
25-03-2012

Cai a chuva macia no verão da gente

 


 






Cai a chuva macia no verão da gente
Nestas tardes quentes de dezembro
Vem refrescar o corpo e minha mente
Tem sido assim desde que me lembro...

Chuvas de verão,  sempre esperadas
Regam os milharais e molham a terra
E as carreiras de plantas enfileiradas
Que aqui vicejam desde a primavera.

Tornam tenras as tardes enfadonhas
Põem ânimo nos corpos preguiçosos
E refrescam as almas mais medonhas.

Mas, depois que ela vem e vai embora
Movem-se meus instintos pecaminosos
Então meu rosto ri e minh' alma chora!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Foi como um sonho de verão

 

                                            Vera Cristina Boff Zortéa - 1979 


Foi como um sonho de verão

Foi emoção e encantamento

O registro inefável do casamento

Tempos de amor e paixão...


Foi depois da Primavera

Um novo ano era chegado

O sonho então realizado

Para Caio e para  Vera!


Então família é chegada 

Um menino e as maninhas

São três belas Princesinhas 

Na família consagrada...


Numa vila nascedoura 

História nova sendo escrita

Por pessoas tão bonitas

E uma foto eternizadora.  


Mesmo os anos já passados

Nos ficaram na memória

E entre tropeços e glórias

Sonhos foram realizados.


Agora milhões de orações

A mente que jamais esquece

Ficou o amor que enobrece

Gravado nos corações!


Euclides Riquetti

13-02-2025

















Busque a realização dos seus sonhos!

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Busque a realização de seus sonhos

Não deixe que nada a  atrapalhe
Busque-os com seu rosto risonho
Pois sem eles a vida pouco vale.

Procure realizá-los com sabedoria
Com a astúcia e a calma necessária
A luta pelos sonhos que contagiam
Não deve ser isolada ou solitária.

Buscar os sonhos mas não deixar
Que eles se sobreponham ao real
Realidade e sonhos,  um belo par
Caminhando juntos em especial.

Quero viver os seus sonhos azuis
Contar na noite as estrelas do céu
Quero viver os seus sonhos de luz
Partilhar sonhos de luz e de véu.

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Nas ondas do sonho

 


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(Tainá Hinckel, na Guarda do Embaú, onde mora,
litoral de Santa Catarina)


Nas ondas do sonho
Ganhei  teu abraço
Um beijo gostoso
Um olhar carinhoso
Depois do cansaço...

Nas ondas do sonho
Enrolaste-me em laço
Entreguei-me de todo
A teu corpo cheiroso
Perdi-me em seus braços!

Mulher carinhosa
Na tarde de verão
Na tarde gostosa
Me atacas fogosa
Roubas meu coração.

E nas ondas do sonho
Me levas embora
Com teus beijos de fogo
De amor e de gozo
Me levas, senhora
Me levas embora.

E eu
Por minha própria vontade
Me deixo levar!

Leva-me
Para algum lugar
Onde possas me amar
E me fazer sonhar.
Leva-me
E não me deixes voltar!

Euclides Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com 




O Primeiro Assalto ao Trem Pagador

 


 






O Primeiro Assalto ao Trem Pagador

                 Meu amigo Tchê Mendes é o protagonista do filme, que tem Almir Sater no elenco.

          A História Catarinense traz, em seus registros, um fato que muito marcou nosso Vale do Rio do Peixe, há 104 anos, um antes da inauguração da Estrada de Ferro que serpenteia nosso Vale,  e que ligou Porto União a Marcelino Ramos: O Assalto ao Trem Pagador, em Pinheiro Preto, na época em que o território daquele município ainda pertencia a Campos Novos. Foi na época em que estavam construindo o túnel para a linha férrea.

          José Valdomiro Silva, que nasceu em 1902, na Fazenda Umbu, município de Campos Novos, autor de "O Oeste Catarinense - Memórias de um Pioneiro", editado em 1984, viveu sua infância entre o interior de Campos novos,  Piratuba  e Capinzal e  era um menino muito antenado já naquele tempo. Em 1908  ele já ajudava seu pai no abate e venda de carne para os que trabalhavam na construção da ferrovia.

          Na infância empunhou fuzil ali no Centro de Capinzal para ajudar na defesa da cidade, sujeita a ataques de revoltosos da Guerra do Contestado.  Conheci-o em 1982, quando eu era Secretário da Administração do Prefeito Ivo Luiz Bazzo, em Ouro. Eles eram amigos e Silva o visitou. Fomos apresentados. Eu era bastante jovem ainda e pouco valor dava à História. A maturidade levou-me a mudar meus conceitos e meus interesses por História, principalmente do Vale do Rio do Peixe e os conflitos que precederam e sucederam a Guerra do Contestado.

         Escutei do Seu Ivo que este era um homem de grande conhecimento e muito honesto. Do tempo em que os políticos eram muito idealistas. Prefeitos tinham ajudas de custo e vereadores não tinham ordenados. Agora...

          Na página 16 de seu livro, ele traz uma menção interessante: "Por aquela época, já quase nos fins dos trabalhos  da construção, eram empreiteiros de um trecho os Srs. Manoel Fabrício Vieira e Zeca Vaccariano, cujo nome verdadeiro não me recordo. Homens valentes e com fama de caudilhos. Em certo dia, a pretesto de cobrarem contas da Cia. que lhes devia, reuniram seus operários e, entre Videira e Rio das Antas colocaram pedras e outros obstáculos sobre os trilhos que obrigaram o trem pagador a parar, quando assaltaram e roubaram todo o dinheiro que se destinava ao pagamento do pessoal que trabalhava na linha até o Rio Uruguai".

          Diversos historiadores se referem a esse fato que muito chamou a atenção dos meios noticiosos naquela época bo Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Zeca Vaccariano, de nome José Antônio de Oliveira, ex-combatente da Revolução Federalista, empreiteiro, precisava de seus haveres para pagar seus empregados. Não recebendo, assaltou o Trem Pagador. Apanhou o dinheiro que vinha em envelopes destinados nominalmente aos empregados da Rede. Fugiu para o Rio Grande do Sul.

          Herói ou vilão, vamos poder conhecer melhor essa história já no dia 28 de fevereiro, aqui em Joaçaba, quando o filme será exibido aqui no Teatro Alfredo Sigwalt. O papel de protagonista do filme, que estreou  nesta quarta, 20, em Pinheiro Preto, será o Tchê Mendes, locutor de rádio e cantor, agora também vereador em Concórdia, desde 1º de janeiro.

          Não falo com o Tchê há  bastante tempo. Entrevistava-me quando ainda  era repórter em Capinzal, na Rádio Barriga Verde. Não sei qual é a formação acadêmica dele, mas fala com muita propriedade. Ouço-o aos domingos pela manhã, aqui na Rádio Catarinense, de Joaçaba. Trabalha também em Concórdia e no Rio Grande do Sul. Imagino que se eu estudasse comunicações meu TCC o teria como tema. Seu linguajar é muito singular. É um verdadeiro artista. 

          Tchê Mendes expressa-se como  gaúcho nativista, fala meio acaipirado, filosofa, defende muitíssimo a ética. Fala com convicção e tem uma grande audiência. É acompanhado por brasileiros que residem no exterior e por conterrâneos  que se espalham pelo território brasileiro. Acho que o cabeludo magrão é o cara certo para interpretar o Vaccariano. Tem um excelente nível cultural.

          Meu amigo Jaime Teles, âncora da Rádio Líder do Vale, de Herval D ´Oeste, que também é compositor, cantor,  declamador e incentivador de novos talentos, uma vez, dizia-me que "o Tchê Mendes por si só já é um artista, uma grande atração aonde vai". Concordo com ele.

          O filme ainda traz a participação do amigo João Paulo Dantas, jornalista e  produtor cultural que nos deixou a exato um mês, aos 60 anos. Dantas viveu o papel de Felip Schmidt, governador catarinense época e  Gabriel Sater, cantor e compositor é quem faz o papel de Carlos Gaerthner, um escriturário. Gabriel é filho de Almir Sater, que esteve aqui em Treze Tílias quando filmaram a novela da extinta TV manchete, "A História de Ana Raio e Zé Trovão", dirigida por Jaime Monjardim.  Almir Sater contracenava com Ingra Liberatto.

          Dois outros assaltos a trens pagadores  sucederam o primeiro: O Assalto ao Trem Pagador da  Central do Brasil, em 1960,  e o outro na Escócia, protagonizado  por Ronald Biggs. Mas a repercussão, na época, proporcionalmente, do assalto ocorrido em Pinheiro  Preto, foi maior do que a desses.

          Vamos torcer para que o filme possa ter sucesso!

Euclides Riquetti
21-02-2013

Gostei de você... quero você só pra mim!

 


 





GOSTEI DE VOCÊ... QUERO VOCÊ SÓ PRA MIM!

Gostei de você
Desde que a vi
Pela primeira vez...

Esbelta...
Elegante...
Cabelo seco e...
Esvoaçante!

Gostei de você
Porque senti que havia
Um algo diferente
Talvez um porquê
Que havia em você...

Gostei, simplesmente
Talvez porque seu jeito era diferente
Seu corpo muito envolvente
Sua palavras doces e carinhosas...

Gostei...
E não há palavras suficientes
Para descrever
A maneira com que me atraiu
Me chamou a atenção
Encantou meu coração...

Então
Fugindo da lógica convencional
E, de uma maneira muito natural
Preciso lhe dizer:
Preciso de você!

Apenas isso...bem isso... bem assim
Quero você
Só pra mim!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Acesse!

Queria te ver de madrugada





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Eu queria te ver de madrugada
Como na  noite do inverno frio
Ou numa tarde bem ensolarada
Como no último verão de estio.

Queria te ver por sentir saudade
E por me fazeres muita falta
Rever-te é alegria, é felicidade
É ficar com a estima muito alta!

Queria te ver, queria te abraçar
Olhar bem dentro de teus olhos
Olhos da cor de um imenso mar...

E só sentir teu cheiro canelado
Um misto de canela e cravo
E sorver teus beijos adocicados!

(Bem assim...)

Euclides Riquetti

Sentir o perfume de teus cabelos castanhos







 

Sentir o perfume de teus cabelos castanhos

O calor em teu corpo exuberante e sedutor

Beijar os teus lábios com frenesi e ardor

Distanciar-nos dos pensamentos mais tacanhos.


Sentir que teus olhos têm o brilho da alegria

O pulsar de teu coração que se acelera

Amar tudo o que fazes com paixão e quimeras

Que tenhas paz interior e permanente euforia.


Sentir em ti a mais intensa reciprocidade

A confiança que está na alma branqueada

Dividir contigo a nobreza da cumplicidade.


Somar sonho com sonho, vislumbrar horizontes

Querer da vida presente o que se teve na passada

Beber das águas das mais puras fontes.


Euclides Riquetti

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Como as garças



 


As garças brancas do Pantanal

Sobrevoam os campos aguados

Onde pantaneiros abençoados

Protegem o imenso manancial.


Pousam, leves, nos alagados

Fogem dos bichos predadores

Riscam seus céus protetores

É o branco a riscar o azulado.


Voam as garças sobre as casas 

Entre o Amazonas e o Cerrado

No bioma do Porto Carcado

Lá se vão elas batendo as asas.


E, sob telhados enegrecidos

Entre as paredes, sobre leitos

Dormem virtudes ou defeitos

Enquanto eu sonho contigo!


Euclides Riquetti

A muito sentida perda de Roselaine Menegotto´5 anos! Parece que foi ontem...

 


 

      





       Capinzal perdeu, na terça, 16-02-21,  a jovem senhora Roselaine Maria Menegotto, empresária fundadora  do Laboratório Santa Fé, mãe do Luiz Antônio, o Lizi, e de Fernanda Maria Ribeiro Belotto. Deixa também uma netinha, Maria Luíza. Roselaine sempre foi uma mulher muito determinada, empreendedora, com elevado conceito perante o universo empresarial e social na cidade onde nasceu e onde se realizou profissionalmente, como Bioquímica. Mas, sobretudo, nós a vemos como uma pessoa cordial, afável, amiga confiável e muito digna mãe de família. Deixa-nos um legado de muita seriedade e uma coleção de amigos que angariou em toda a sua vida. Fez a preparação para o vestibular no Positivo, em Curitiba, e Graduou-se pela UFSC, em Florianópolis. 



Com os filhos Fernanda e Luiz Antônio

       Nossa amizade começou de uma relação comercial. Eu era prefeito em Ouro e ela proprietária do Laboratório Santa Fé, localizado em Capinzal. Fornecia-nos serviços de exames clínico-laboratoriais, com resultados altamente confiáveis. Pela relação de amizade dela com minhas primas, suas vizinhas, a gente foi se aproximando. Foi minha leitora, sei que acompanhava minhas publicações no meu blog. Em fins de dezembro de 1992 esteve em minha casa, ali em Ouro. Veio para combinarmos uma maneira de a Prefeitura deixar tudo zerado nas pendências junto a sua empresa. Sempre tivemos bom entendimento. Conversamos muito, eu, ela e a Miriam. Depois, quando fui secretário da Saúde, em Ouro, entre 1997 e 2000, uma aproximação ainda maior. Foram mais de 30 anos dela prestando serviços a Ouro, Capinzal e municípios vizinhos.

      Nos últimos tempos, acometida de grave enfermidade, foi submetida a tratamentos rigorosos e passou a administrar seu laboratório desde sua casa. A filha Fernanda, Bioquímica, passou a controlar os serviços do Laboratório Santa Fé. 

       Em 1970 eu lavava carros no Posto Dambrós, em Ouro. Ela e o irmão, Guilherme, eram alunos do Colégio Mater Dolorum, onde também estudei na infância. Fizeram parte de uma geração muito forte, inteligente, bonita e dinâmica de nossa cidade. Quando jovens, saíram para centros maiores para estudar e depois retornaram, ficaram perto dos pais Jandiro e Maria (Cristófoli) Menegotto. Seus pais ainda vivem e foi um choque muito grande para eles, bem como para a Fernanda e o Lizi, a perda da Roselaine, conhecida na cidade com "Naine". Ambos os filhos foram colegas e amigos de nosso filho Fabrício. 







Com a filha e a neta

       O seu Jandiro vinha ao Posto da família Dambrós, ali no Ouro, com seu fusquinha novo, acho que modelo 1969, cor bordô, um dos carros mais bonitos da cidade. Eu realizava a limpeza interna, lavava, deixava tudo novinho. Aliás, era tão cuidadoso com o carro, que nem sujo estava. Pessoa muito simpática e simplória, conversava com os funcionários, nos dava até uma gorjeta  antes de ir embora, para comprarmos uns picolés. Dava-nos bons conselhos, para que estudássemos, para que trabalhássemos honestamente. 

       A perda da Roselaine foi muitíssimo sentida em nossas duas cidades. Falei com meus familiares de lá, era muito amiga do Hiroito (Piro), minha cunhada Marize e a sobrinha Naiana. A última vez que a vi foi aqui na Havan, em Joaçaba, há uns dois anos. Estavam ela, a Fernanda e a netinha Maria Luíza. Conversamos animadamente, estava sempre otimista e muito contente com os rumos profissionais e pessoais dos filhos e já era uma vovó muito coruja. 

       Resta-nos manifestar nosso mais profundo pesar aos familiares, desejando que Deus abençoe as famílias Menegotto, Ribeiro, Cristófoli e Belotto, pela perde de pessoa cujos gestos e realizações ficarão marcados na memória de todos os capinzalenses e ourenses. 

Um fraterno abraço em todos. 

Euclides Riquetti e Família

18-02-2021

Todos os pecados de minha alma... peguei-os de você!

 


 


 

 



Todos os pecados de minha alma

Peguei-os de você...

Pequei no abraço e nos beijos

Nos poemas que te faço

Com todo o meu desejo

Na noite calma...


Todas as minhas alegrias

Busquei-as em você...

Nas horas de euforia

No tempo e no espaço

No descanso do cansaço

E até nas de melancolia,


No sucesso ou nas derrotas

Sempe encontro você...

Estas a gente suporta

Aquele comemoro com glórias

Somamos o êxito e as vitórias

E isso é o que mais importa!


Euclides Riquetti