segunda-feira, 22 de junho de 2026

Não menospreze sua capacidade de amar

 


 



Não menospreze sua capacidade de amar

Nem a de fazer o seu coração sentir

Não se culpe por tanto resistir

Muito menos a de desejar!


Não se deixe intimidar pelas circunstâncias

Nem se acanhe diante de certas situações

Não limite ou reprima suas paixões

Libere os instintos com elegância!


Cuide de se redescobrir, de se reencontrar

Talvez que o tempo a tenha refreado 

Mas que ele possa ser um aliado

Um fator positivo a lhe ajudar! 


Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

O voo da garça

 


 


 


O voo da garça


A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.

E, no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.

Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa e pousa a garça.

E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhinho, o passante
E voa de novo a garça.

Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.

E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!



          (A garça povoa os meus sonhos,
orienta minha vida.
          A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
          É minha emoção transmitida no papel...
Euclides Riquetti)

Lembranças do Mater Dolorum - reedição

 



 


Capinzal - década de 1950 - Observe-se o casarão atrás da Igreja de São Paulo Apóstolo, na parte frontal: era nosso Mater Dolorum.

          O Mater Dolorum completou 65 anos (em 2014, agora está com 71). Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.


Aos fundos da Igreja Matriz, o majestoso Mater Dolorum - Capinzal - SC
          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

Para repousar nos deixarão um ninho

 






Anciãos, todos seremos, sim, um dia

Porque nosso tempo, sutilmente passa

Pois, se fizer sol, ou se  noite se faça

Continuamos vivendo com ousadia.


Vamos ser uns velhinhos engraçados

Andar, ignorados, segurando bengala

Nossa casa será uma pequena senzala

E nossos modos serão controlados!


No mercado, aquela fila prioritária

No ônibus, nossos assentos marcados

Na praia, sob guarda-sol guardados

Relembrando a juventude imaginária.


Rápidos correm os ponteiros das horas

Lentos são os passos que nós damos

Distantes os  sonhos que já sonhamos

Criaram asas, voaram, foram embora!


Esperanças sempre haveremos de ter

Ouviremos as mais saudosas canções

Que fizeram balançar nossos corações

Que nos fizeram fortes para viver.


Assim vamos seguir nossos caminhos

E andando pelas curvas das estradas 

Boas amizades serão rememoradas

Para repousar nos deixarão um ninho!


Euclides Riquetti (Celito)

domingo, 21 de junho de 2026

Quero ser o poema perfumado

 



Quero ser o poema perfumado que você devora
A rima preferida que me abandonou
O soneto alexandrino que se foi embora
A alça da blusinha que a gente rasgou...

Quero ser o poema inspirado que você deseja
Ou a canção romântica que você cantava
Que escrevo e apago antes que você o veja
Ou as toalhas enroladas que você guardava...

Quero ser o sonho doce  que nós dividimos
A ousadia vivida, o perigo iminente
Não quero acreditar que nós  desistimos
Que lutamos muito, mas não o suficiente.

Quero ser o futuro que sorri muito contente
Que ri do passado sem lógica ou explicação
Quero ser o reencontro que volta neste presente
Que me embala no sonho das notas de sua canção.

Euclides Riquetti

Navegar em outro mar

 



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O amor flutua no ar
E vem embalar
Meus pensamentos e meus sonhos.

O amor me acalma
Acalenta minha alma
Bane meus defeitos medonhos.

O amor vem cantado nas canções
Colado em sentimentos e emoções
Escrito nos versos das manhãs.

Mas, se não o alimentamos, vai embora!
Vai acampar em  almas que não choram
E não se apega nas  promessas vãs.

O amor é assim:
É um sentimento sem fim
Que procura um galho firme para pousar.
Ao contrário,
Vai navegar em outro mar!

Euclides Riquetti

Um porto seguro

 


 





Um porto seguro


Busque encontrar um porto seguro
E navegar nos mares da tranquilidade
Evite as turbulências do céu escuro
Busque a calmaria nos dias de tempestade.

Busque viver com pessoas otimistas
Com gente que a respeita e lhe quer amar
Mais vale ter poucos amigos leais e realistas
Do que ter muitos em quem não  confiar.

Busque tornar seus dias alegres e prazenteiros
Ter alguém simples, mas com que possa contar
Para compartilhar seus medos, para  juntos sonhar.

Busque os encantos mais puros e verdadeiros
A sinceridade nos gestos, o sorriso mais largado
Busque apenas ser feliz e me ter ao seu lado...

Euclides Riquetti

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sábado, 20 de junho de 2026

Homenagem ao Negão Esganzela, o Moço da Gaita!

 




          O Negão dedilhava o teclado de sua gaita com elegância e  maestria. Tirava dela, desde moço, qualquer tipo de moda da tradição gaúcha: música nativista, xote, vanerão, valsa, chamamé, qualquer coisa
que lhe pedissem. Gostava de trajar calça social, preferencialmente cinza ou azul,  e camisa com colarinho, normalmente  branca ou de uma cor muito clara. Dobrava os punhos da camisa de manga longa para melhor movimentar os braços nas alças de sua gaita. Sabia as notas das músicas "de cor e salteado".
Colocava seu coração corinthiano a mover suas mãos e a incitar seu cérebro, tirando os mais belos acordes. Era convidado a participar de festas sociais e animar eventos de escolas.


          Competimos em trincheiras opostas na campanha política de 1988, quando ele se elegeu vereador. Naquele dia 16 de novembro de 1988, ao final do dia, encontrei-o ali na Rua XV, em Capinzal, defronte ao "Edifício Sanalma" Ainda pela manhã havíamos recebido o resultado das urnas. Eu tivera êxito em minha postulação e ele também. Veio correndo e me abraçou: "Ganhamos, Riquetti! Vou apoiar você!" - eu jamais iria esperar isso de um adversário, mas aconteceu. E demos início a uma amizade que foi-se consolidando aos poucos e durou por 25 anos. Viramos, adiante, colegas de trabalho, até aliados na política. 

          Enaltecer a humildade dele, a habilidade que tinha na conversa com as pessoas, seu alto nível de educação, não faz jus às suas inefáveis qualidades. Mas dizer que ele foi uma grande, sincero e verdadeiro amigo, isso sim é ser justo e honesto com sua memória. Estivemos juntos em bons e em maus momentos. Confiava-me muitos de seus segredos, tinha absoluta confiança em mim e eu tinha nele. Há pouco mais de um anos, fiz um poema para ele, imprimi e fui levar a sua  casa.  Colou na parede, queria mostrar para os amigos que o visitassem que eu era verdadeiramente amigo dele. E, se o compus, é porque ele era merecedor. Queria que ele soubesse, em vida, o quanto eu o prezava.

          Consegui conversar com ele pelo menos em três das seis vezes que o visitei aqui no Hospital Santa Terezinha, em Joaçaba. Estava muito debilitado, mas muito lúcido. Lembramos de alguns bons momentos de nosso convívio e ele me agradeceu pelo poema. A gente sentia que sua vida estava chegando ao fim, mas só falávamos com otimismo, ensejando a sua recuperação. Há uma semana, disse-lhe que iria viajar e que quando voltasse o visitaria já em sua casa, recuperado...  E, na noite de ontem, ainda ausente da cidade, recebi a informação de que ele havia partido...

          Vereador do primeiro dia de  1989 ao primeiro de 1997, em duas Legislaturas,  portou-se sempre com retidão, não usou do cargo para favorecer-se. Prestou concurso para o cargo de Vigia Noturno em 1989 e tirou primeiro lugar, efetivando-se no Município de Ouro. Adiante, ocupou funções de Diretor de Obras e Urbanismo. Há oito anos foi acometido de doença e "veio levando a vida". Eu sempre mencionava para meus familiares que o Negão deveria ter um coração muito forte, resistente, na proporção de sua bondade. E, tenho certeza, foi isso que permitiu que tivesse uma sobrevida de pelo menos uns três anos.

         O Olindo Esganzela deixa a Rosa, o Eduardo, o Ewerton, a Vitória, a Lilian e a Iliane.Voltou, neste sábado de sol, a morar no Engenho Novo, ao  lugar onde nasceu. Estava com 55 anos. Seu corpo agora ali repousa, inerte. Mas sua alma foi animar, com seu talento, uma legião de anjos e arcanjos. Num cortejo celestial, foi tocando sua acordeona em meio ao coro de anjos, numa celebração da nova vida. Ao Negão Esganzela, pela sua bondade e pela sua fraterna e simpática maneira de ser, nosso desejo de que esteja bem no Paraíso!

Euclides Riquetti e Família
07-11-2013

Eleição e futebol - a alegria dos brasileiros!

       

 

                                            

                                           Vozinha, goleiro da seleção de Cabo Verde


       A eleição de Fujimori no Peru – A candidata de direita nas eleições para Presidente da República, no Peru, Keiko Fujimori está eleita para o cargo, certamente. Faltam computar-se ainda atas de votações no exTerior, onde ela detém uma considerável maioria dos votos. O resultado segue uma tendência em toda a América, onde os eleitores estão cansados de viverem sob regimes socialistas ou pseudo-socialistas. Aqui no Brasil, temos muita água para rolar por debaixo da ponte.

       E a Copa? Enquanto isso, na Copa do  Mundo de Futebol, quem se destaca é o goleiro Vovozinha, cujo nome é Josimar, antigo lateral de nossa seleção. Joga pela Ilha do Cabo Verde, um país cuja população é menor do que a da cidade de Florianópolis. Mas que cavou um zero a zero contra a poderosa Espanha.

       Os acordos entre Estados Unidos e Irã para o fim da sua guerra – Nos últimos dias de outono no hemisfério sul estão sendo ultimados os detalhes para o acordo entre Estados Unidos e Irã comprometem-se a liberar os estreito de Ormuz para a passagem de toda a sorte de navios e parar com seu programa nuclear. Não se sabe direito ai da qual será a contrapartida norte-americana. Como consequência, o preço do barril de petróleo brent caiu a US 83.20 no início da semana. Já na quarta iniciou o dia com US 78.00. (Que bom para todos!)

       Quero lembrar a todos que a América compreende a parte Norte, a Central e a do Sul. Errado é considerar-se os Estados Unidos como se fossem a “América”. Sim, o Brasil é nosso e a América é de todos os que habitam o continente americano.

       Assassinando o vernáculo – A Ciência Linguística permite muitas licenças na linguagem falada ou escrita. A sincrônica estuda a língua em determinado espaço de tempo. A diacrônica em sua evolução através dos tempos. Isso tudo num conceito bem simplista. Nosso analfabetismo com relação à nossa língua oficial, a portuguesa, vai muito além das estercagens na internet. Já vi aquele super togado do STF derrapando em seus escritos. Mas, nos comentários em relação ao desempenho, pífio, do escrete nacional na Copa ddo Mundo de Futebol, ouvi um jornalista falando em “Não apresentou-se bem!”. Peraí, cara: Diga o simples e adequado: “Não se apresentou bem!”. Termos negativos como “não, nunca e jamais”, exigem que o pronome átono seja colocado em posição antes do verbo e não depois. Ocorre, assim, uma próclise.

       Aliás, nos últimos 40 anos, no Brasil, passou-se a defender que não se ensine gramática aos alunos e sim que aprendam através do uso diário da língua. Se até quem deveria ser exemplo não se prepara adequadamente para o seu trabalho, é difícil esperar que nós, súditos, façamos o melhor. O pior é ver que educadores escrevem mal nas redes sociais, deixando de usar letra inicial maiúscula em nomes próprios e início de sentenças.  Então, tá!

       O desamparo do Poder Público às pessoas com limitações físicas e  cognitivas,  e por avanço etário, é uma realidade. A pergunta é atual, pertinente, e estou cobrando das autoridades: Quem vai cuidar da legião de pessoas que estão envelhecendo e nem sempre têm descendentes? E quantos chegarão à velhice em condições de sustentar-se com a miséria que será sua aposentadoria (para quem trabalha e contribui), ou por aqueles abonos irrisórios que sucederão as “bolsas” sociais?

       A morte de Noeli Wentz – A dinâmica e engajada Noeli trabalhou em Ouro, Capinzal, Joaçaba, Chapecó, Florianópolis e São José, na região metropolitana de Florianópolis. Aposentada, foi acometida de Covid e  ficou com fortes sequelas. Escolheu vir a viver em Erval Velho, onde tinha um irmão. Trouxe para junto dela sua irmã-gêmea, Marli,  e ali tem um irmão já idoso. O outro irmão, Amantino Garcia dos Anjos é meu amigão e mora em Palhoça. Teve complicações em sua saúde e está praticamente sem mobilidade, embora lúcido. Também é idoso. O filho de Noeli, André, 32 anos,  vinha frequentando a APAE de Joaçaba. A mãe me dizia que a maior alegria do filho André era vir de van até a APAE e ter verdadeiras amizades. No terreninho de sua casa, ele e a mãe cultivavam flores e legumes. Viviam felizes! E, no futuro, quem vai cuidar do André?

       Jogadores e artistas que não pagam pensão alimentícia – Temos visto, lido e ouvido, constantemente, sobre pessoas que vão para a cadeia por falta de cumprimento de seus compromissos de pagamento de pensão alimentícia a es-exposas e a filhos. O caso mais recente é o do jogador Jô, que atuou em vários grandes clubes brasileiros, tornando-se ídolo do Clube Atlético Mineiro. Foi preso pela terceira vez! Uma amiga comum, de meus tempos de União da Vitória, me disse que ele é “gente boa”, mas sua vida pessoal é bagunçada.

       Opinar,  às vezes,  não ofende! -  A ocupação de espaços nos meios de comunicação em razão da Copa do Mundo de Futebol poupa-nos de aguentar aquelas notícias e comentários enfadonhos sobe a política e a bagunça das eleições deste ano. O ativismo do judiciário, de muitos jornalistas (ou pseudo), e as narrativas dos políticos só servem para encher o saco.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

      

 

Amor do outono bravio

 



Amor do outono bravio


No outono bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinaliza-se a vinda de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

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É noite. dos pensamentos sem dono...

 


 


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É noite, dos pensamentos sem dono
É noite de novo...
É noite das estrelas prateadas
Das almas condenadas (perdoadas??).
Mas é noite!

É a noite dos namorados
É a noite dos sonhos encantados...
É a noite das orações
Das dores nos corações...
É, sim, é a noite!

A noite é  dos amantes
Dos beijos provocantes
A noite é dos aflitos
Dos versos escritos e ditos
A noite é apenas a noite...

E, atrás daquela  janela
Alguém se esconde.
Atrás da cortina singela
Uma voz responde:
Estou aqui...
Pensando em ti!
Somente em ti.
Em ti...
(Aqui...)

Euclides Riquetti

Apenas um raio de sol


Permita-me ser um raio de sol no seu caminho
Apenas um, mesmo que tímido e acanhado.
Um pequeno esplendor, bem pequenininho
Um raio luminoso em sua pele jogado.

Um raio de sol como outro raio qualquer
Singelo, dourado, simplesmente fenomenal
A brilhar sobre seu corpo perfeito de mulher
Algo terno, admirável, sublime e sensual.

E que seus olhos de esmeralda possam me encontrar
Em horizontes plácidos nas paisagens airosas
Enquanto beijo a brisa suave que vem do mar.

E, nesta primavera e verão sulinos
Que os ventos nos tragam os aromas das rosas
E as notas  emanadas das cordas de um violino.

Euclides Riquetti

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Apenas me abrace

 







 

  

 


Apenas me abrace

E,  se quiser, me beije

Mas não me deixe

Me abrace, me abrace...


Apenas me abrace

E diga que me ama

Que seu coração... me chama

Me abrace, me abrace...


Apenas me queira

Me deseje, me beije

Me beije , me deseje

Me queira, me queira...


Apenas me diga

Me sinta, me minta

Me minta, me sinta

Mas me diga, diga:


Faça-me acreditar

(Faça-me pensar)

Que vale a pena sonhar

E amar... amar... amar!


Euclides Riquetti

Perdi meus versos ao longo da estrada


 


 



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Perdi meus versos ao longo da estrada
Ficaram reversos em meio ao nada
Perdi meus versos na madrugada
Deletei-os, incertos: memória vaga!

Versos românticos, livres, ameaçados
Flechados por uma  sanha enraivecida
Restou-me um poema mutilado
Numa página pelo tempo envelhecida.

Reencontro meus versos em meio às águas
(Nelas me liberto de doridas  mágoas)
Ficaram no azul dos ladrilhos das piscinas...

Reencontro todos os versos perdidos
Os de aqui, os de ali, os lá escondidos
Impregnados nas tranças das morenas meninas.

Euclides Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Versos brancos e rosas vermelhas

 






Sorriem os cravos e as rosas vermelhas
Como se a primavera tivesse chegado
No primeiro dia de agosto,  ensolarado
Dia de sol, amor explodindo em centelhas.

Sorriem as dálias e as sempre-vivas
Sorriem também os lírios acanhados
Saúdam você , que busca em sua vida
Ver os seus sonhos todos realizados.

Sorri você o seu sorriso qual criança
O gentil sorriso do rosto e da voz que fala
Que você guarda desde a sua infância.

E eu escrevo versos nas pétalas macias
E tomo o vinho que me inspira e embala
Com as palavras que me contagiam.

Euclides Riquetti