segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Teu segundo sol


 


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Eu quero ser o teu segundo sol
E que tu sejas minha segunda lua
Ficar garboso como um girassol
E ter o charme e a confiança tua.

Eu quero ser elemento importante
E fazer parte de tua vida agitada
Não um desassossego delirante
Mas a harmonia por ti desejada.

Ser teu sol em momento carente
Ser a inspiração para tua poesia
Ser a seiva que te deixa contente
Ser o responsável por tua alegria.

E, sendo teu segundo sol dourado
Poder contar com a reciprocidade
Ter o prazer de viver ao teu lado
Uma vida plena de felicidade!


Por isso eu quero apenas ser
O teu segundo sol
E que tu sejas
Minha segunda lua!

Euclides Riquetti

O inefável silêncio do amor

 


 



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O amor é inefavelmente silencioso
Difícil de ser descrito ou definido
É um sentimento que se fortalece
Que vem pequeno e depois cresce
Vai tomando uns rumos incontidos
E vai se tornando grande e formoso!

O amor é sentimento que encoraja
É capaz de tornar um fraco valente
E acalmar o mais intrépido humano
Torna humilde o poderoso soberano
Ou alegra o ser triste e descontente
Desafia um acomodado pra que aja!

O amor pode agir com leve sutileza
Ou nas atitudes muito barulhentas
Navegar em mares de total calmaria.
Para agir não escolhe hora nem dia
Nem manhãs azuis e tardes cinzentas
Na tenda da plebeia ou da princesa.

Euclides Riquetti

O voo da gaivota


 


 




Plana a gaivota sobre o mar azulado
Quebrando o vento nas lufadas de outono
Na manhã  de abril do sábado morno
Na ilha da magia de meu Sul amado.

Vai a gaivota cortando o infinito
Imerge na nau  de meu pensamento
Busca se esbaldar por todo o firmamento
Em seu lento planar pelo céu bonito.

Voa a gaivota de branco e de princesa
Soberana,  charmosa, doce e elegante
Voa a gaivota vestida de deusa.

E meus olhos a contemplam com carinho
Em sua viagem pela trilha provocante
Enquanto volta ao seio de seu ninho.

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Nunca digas nunca, jamais!...

 


 



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Nunca digas nunca, jamais
Que desta água tu não beberás
Pois nos conflitos pessoais
Muitas voltas o mundo dá!

Nunca digas nunca, certo?
Pois o futuro a Deus pertence
O amanhã é sempre tão  incerto
E tudo pode mudar de repente!

Nunca  digas nunca, amor
Pois os caminhos são diversos
Se num verão há muito calor
No inverno te escrevo versos!

Não, não digas nunca, então
E procura nadar na calmaria
Reserva-me o lugar no coração
Para onde voltarei um dia!

Euclides Riquetti

Silêncio no Asfalto - soneto undecassílabo

 


 










Euclides Riquetti recebendo premiação das mãos de Jucelino Ferraz, Prefeito em Exercício de Joaçaba, pelo primeiro lugar no "Concurso de Poesias Roberto Russoswsky", em 20-12-2018, por obter  Primeiro Lugar na categoria Soneto. O concurso foi promovido pela Gerência  da "Casa da Cultura Rogério Sganzerla" 




Silêncio no asfalto


O asfalto liso, azul-cinza matizado
É palco de nostalgias e de dilemas
O asfalto que tem o brilho prateado
É canteiro de meus prantos e poemas.

O asfalto escuro vai perdido na curva
Onde morre o sonho e vagam os atritos
Coração dilacerado em alma turva
Na sentida dor, abalos e conflitos.

O asfalto inóspito se alonga na vista
Duas faixas douradas decoram a pista
No desafio sutil, terno e sedutor.

É um instigar e uma dúvida presente
Tétrico palco da tragédia iminente:
Calou-se a voz do poeta sonhador...




Euclides Riquetti

Dia de Finados - homenageando familiares e amigos

 



        



          Neste dia consagrado aos mortos, quero, respeitosamente, congratular-me com todos os meus leitores que já perderam familiares, pessoas próximas e amigos queridos. O ser humano, sensível, sofre quando perde entes que muito ama.

          Hoje, rezei pelos meus amados e saudosos pais, Guerino (falecido em 1977), e Dorvalina Adélia Baretta  (falecida em 2000). E pelo meu irmão Ironi Vítor, que partiu, aos 51 anos, em 1998, minha sogra Anna Anzolim Carmignan. . Sempre sonho com todos eles, parece-me, então,  reviver a realidade como se ainda estivessem conosco. Também por meus cunhados Anílton (Kiko) e Círio Carmignan, o primeiro descansando em Pato Branco e este em Araucária. Ainda, para meus ex-colegas de trabalho e ex-alunos que partiram antes de nós, para as pessoas que fui conhecendo, ao longo da vida, nas cidades onde morei: Capinzal, Ouro, Porto União, União da Vitória, Zortéa e, agora, Joaçaba.

       Também uma homenagem especial aos meus queridos amigos de adolescência, Ademir Mantovanello, Adélcio e Ademar Miqueloto, Darci e Nego Lucietti, Ivo Guerra, Altivir Souza e os primos Moacir e Cleverson Richetti. Aos avôs paternos Frederico Richetti e Genoveva Piccoli Richetti, Victório Baretta e Severina Coltro Baretta. Ao meu primo e vizinho Valério Dal Cortivo, o Professor Pardal da família. Ézide, Irineu e  Benjamin Miqueloto, Zanete Helt Miqueloto,  e Rozimbo e  Inês Pierina Baretta, Pierina Baretta Zaleski, Miro Baretta e Ida Marcon.  Meus padrinhos que me criaram, em Leãozinho, João Franck e Raquele (Vitorazzi), e aos demais amigos que se foram antes de mim. Ainda Jean Leoratto, filho dos amigos Samuel e Gema, de Lacerdópolis. 

          Costumo dizer que precisamos viver bem e com dignidade  aqui na Terra,  fazer o bem, querer que todos estejam bem e que fiquem bem. procuro fazer a minha parte, oriento as pessoas de quem me aproximo para que tenham a vida saudável e que estimulem a alegria, rejeitando a melancolia, que uma forma de dar saúde física e mental a nós mesmos.

         Que Deus dê muita paz aos que se foram e saúde e longevidade aos que aqui estão!

Euclides Riquetti

domingo, 1 de novembro de 2026

Belos, puros, sentimentais...

 

 



Existem pessoas especiais, muito especiais
Que marcam os lugares por onde passam
Deixando rastros que muito  nos atraem
Rastros de perfume a da seiva que exalam...

Existem, sim, corpos que flutuam
Divindades carnais que nos levam a pecar
Almas negras, cinzas, brancas, que cultuam
O singelo hábito de me fazer sonhar.

Ah, existem, sim, corações que flecham
Corações que flecham e que são flechados
Corações abertos que nunca se fecham.

Flechas que buscam alvos bem especiais
Alvos que retribuem quando são flechados
Belos, puros, sentimentais...

Euclides Riquetti

O Voo da Garça

 


 



O Voo da Garça


A garça voa o voo leve da alma
Voa a garça
Voa como a branca pluma, com graça
Voa a garça.

E no voo breve, voa lenta, calma
Voa com toda a graça a garça.

Voa o infinito, voa por instinto
Voa sobre o monte a a garça...
E pousa na torre da igreja
Ou na árvore da praça
Voa a pousa a garça.

E seu voo atrai o disperso
O menino, o esperto
O velhinho, o passante
E voa de novo a garça.

Vai, seguindo os trilhos dos raios de sol
Cortando o azul, a garça.

E pousa suavemente sobre a nuvem
Uma nuvem feita branco lençol...
E descansa outra vez a garça!



(A garça povoa os meus sonhos, orienta minha vida.
A garça é meu ser, é você, sou eu...
A garça é meu norte seguro, é minha inspiração...
É minha emoção transmitida no papel...)


Euclides Riquetti

O poema esteve entre os dez melhores de um concurso promovido pela 
Academia de Letras do Brasil em 2010.

(Euclides Riquetti é membro imortal da Academia de Letras do Brasil  - seção de Santa Catarina, ocupando a cadeira 19.)

Quando o sol voltou

 









Quando o sol voltou
Depois das nuvens e das tormentas
Todo o oceano se acalmou
Ausentaram-se as águas violentas.

Quando a tarde serenou
E as nuvens alvas voltaram
E o céu, de novo, se azulou
Apenas saudades restaram.

Porque, depois das turbulências
Volta a paz
E a normalidade se refaz.
Porque, depois dos conflitos
Tudo de apazigua no infinito!

Euclides  Riquetti

sábado, 31 de outubro de 2026

Primeiro Dia de Finados de Hebe Camargo no Céu Para relembrar, 14 anos depois...

 

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         Passou-se pouco mais de um mês desde que Hebe Camargo subiu ao Céu. Viveu momentos encantados ao reencontrar amigos e, em especial, seu esposo Nélio, único homem que diz realmente ter amado em sua vida. Deram-se uns amassos discretos, uma beijoca  (que é a instância entre o selinho e o beijo apaixonado). Nada que pudesse ser interpretado como mau exemplo, pois o Nélio, lá em cima, está ainda mais maduro e discreto. Discretíssimo... Ambos consideram que são uma casal-referência e não podem influenciar a comunidade celestial a tomar muitas liberdades por lá!

          Na sala reservada para ela (privilegiada, como nos tempos de SBT...), Hebe assistiu às comemorações do Dia de Finados através da Globo Intercelestial, único canal brasileiro que detinha direitos de transmissão ao vivo para o Céu. (Depois da bobeada em que a Globo perdeu a concorrência para a Record para transmitir as Olimpíadas de Londres, os Marinho não se descuidam mais e estão investindo em novos mercados potenciais. E, a constatação é de que, depois da Terceira Idade, da China e da Índia, o mercado mais promissor é o Celestial). Os outros canais, só umas inserçõezinhas nos jornais.

          A Globo Celestial tinha vários repórteres espalhados (espiritualmente) pelos principais cemnitérios do Brasil. Destaques para  o Costa Manso, que se foi há 37 anos,  e o  Tim Lopes, que foi morto no Rio de Janeiro, e outros. E pode ver a sensacional cobertura dada ao evento que mais desperta audiência no céu, que é quando todos os moradores de lá ficam esperando para ver o que a mídia noticia sobre eles no Brasil.

           Hebe viu que os túmulos de Leonel Brisola e Getúlio Vargas não têm mais aquela significativa visitação que costumavam ter.  Agora,  há outros que são mais atrativos: O do Ayrton Senna, do Leandro, irmão do Leonardo; o do João Paulo, parceiro do Daniel; o do Roberto Marinho, considerado o Todo-poderoso; o do Chico Anísio, que é visitado pelos filhos de todos os seus casamentos; o do Paulo Autran, porque sempre foi muito simpático e atencioso com os colegas e fãs. O do cantor Paulo Sérgio ainda recebe alguns fãs que vão lá para entoar "A ùltima Canção": (Esta é, a última canção, que faço pra você...Já cansei, de viver iludido...) Até o da Clara Nunes ainda recebe visita de fãs. E o da Hebe Camargo também foi muito visitado. Colocavam-lhe flores, umas gracinhas. Ficou contente, pois considera isso uma demonstração inequívoca de que os brasileiros, em especial paulistas e paulistanos,  a admiravam muito.

          Hebe considerou que passar um Dia de Finados em condição irreversível de finada não é tão ruim assim. Principalmente porque passou bons momentos junto com o seu Nélio, vendo a telona LED da Globo...

Euclides Riquetti
04-11-2012

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A perda da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio - para relembrar

 


 



          Ao retornarmos de uma viagem, na sexta-feira, tomamos conhecimento da partida definitiva da Lilian Clarice Hachmann Pizzamiglio, na quinta-feira, 17. Nas comunidades de Capinzal e Ouro era conhecida como "Clarice".  Sempre foi assim, desde jovem era assim chamada. Fomos funcionários da mesma empresa em 1971, a Pagnoncelli Hachmann, de Capinzal. Ela atuava no escritório e eu no Posto Ipiranga, de propriedade da mesma. À época nos tornamos amigos. Antes eu a conhecia "de vista".

          Esse "conhecer de vista" consistia em que ela costumava passear, nas tardes de domingo, pela Rua Felíp Schmidt, em Ouro, dirigindo a pick up Willys de uma cor entre o gelo e o marfim, da família. "Passeava" devagar, com a  atenção focada na pista.  Na época, 1968, havia no vidro traseiro da caminhonete,  um adesivo em que estava escrito "Homelite", cuja pronúncia é "homeláite". Era a marca de uma motosserra muito utilizada na época para a derrubada de árvores para alimentar as serrarias. O pai dela, o Herbert Hachmann, comandava tal serviço na empresa.

         Uma coisa de que lembro bem é que as garotas da época diziam: "Lá vem a Homelite", com o i pronunciado como em português. Parecia-nos uma pessoa insensível e como se não tivesse amigos.

          Em 1971, quando eu trabalhava no Ipiranga, ela vinha, no início do mês, para trazer nosso envelope de pagamento  dos ordenados. Trazia os valores em cédulas de cruzeiros. Como eram muitos os funcionários da empresa, preferiam pagar em dinheiro, poupando o serviço de datilografar uma grande quantidade de cheques. Ainda, vinha semanalmente abastecer o Opala do seu pai e "passar um ar" e realizar uma limpezinha na parte interna, ou mesmo uma lavagem no carro. Foi nessa época que descobri que ela era bem diferente do que imaginava. Era simpática, atenciosa e cordata.

          Os anos se passaram, saí para estudar em União da Vitória e depois trabalhar em Zortéa,  e quando voltei ela já era esposa do Odilon Pizzamiglio, que adquiriu a Livraria Central, em Capinzal, a mesma que, alguns anos antes, pertencera ao Alfredo Casagrande. A Clarice trabalhava com o marido e cuidava dos filhos pequenos.

        A Clarice e o Odilon tiveram dois filhos: o Thales, casado com a Edsangla,  que lhe deram um neto e uma neta. E o Arlon, que casou-se com a Laura e lhes deram uma neta. O Thales foi colega de minhas filhas no Mater Dolorum. Nessa época, a partir de 1984, passei a encontrá-la muitas vezes, quando ela ia buscar os meninos naquela escola, ao final das aulas, no período da tarde. Adiante, tivemos uma convivência social com o casal.

           No início deste ano, infelizmente, constatou-se que estava gravemente doente. Foi levada para tratamento no Hospital do Câncer de Barretos. Em junho,  retornou,  e seu estado de saúde estava muito agravado. Passou a ser atendida no Hospital São José e, depois, no Nossa Senhora das Dores, de Capinzal. Tinha dores fortes, mas o pleno apoio do familiares e das amigas, que lhe dispensavam os melhores cuidados.

          Agora, resta-nos lembrar com carinho de uma esposa e mãe dedicada e muito orgulhosa de seus filhos e netos.  Que Deus a tenha em seu Jardim Celestial,  onde possa reencontrar suas muitas amigas que a precederam no caminho para a Eternidade. Que tenha as devidas compensações pelo bem que praticou em sua vida terrena.  E, aos familiares, nossas mais sentidas condolências.

Com um afetuoso abraço em todos!

Euclides Riquetti
19-07-2014

Alegria, sonho, vida

 



 



Alegria, sonho, vida

Tempos novos que hão de vir

Um Primavera que vai chegar

Tempos que virão para vibrar

Tempos novos para sonhar

Novos tempos para sorrir!


Alegria, sonho, vida

A vontade de voltar a viver

A busca da normalidade perdida

O desejo de retomar a rotina...


Alegria, vida, sonho

O querer de novo

O poder andar no meio do povo

O futuro melhor, risonho

O sonho, a vida, a alegria

Em cada novo dia!


Sim, a alegria de voltar a sonhar

Andar na rua, na calçada

De mãos dadas...

A alegria de dançar

Abraçar

Ou, simplesmente, sonhar!


Euclides Riquetti

Nos campos de flores de alfazema

 


 


 



Far-te-ei os poemas mais alentadores
Aqueles românticos que te deleitarão
Falarei de gerânios, falarei de flores
De tempos que foram e dos que virão.

Dar-te-ei os versos de minhas lavras
Esculpidos com formão ou com pena
Os cultivados com minhas palavras
Nos campos das flores de alfazema.

Declamá-los-ei com o ardor da voz
Com toda minha energia e a emoção
Que brota de mim ao pensar em nós
Que sai do íntimo de meu coração...

Registrá-los-ei para se eternizarem
Para que se alojem dentro de teu ser
Versos escolhidos que farei rimarem
Versos simples que me fazem viver!!

Euclides Riquetti

Um sábado belíssimo? fique bem!

 


 


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Tenha um sábado belíssimo
Um dia levemente ensolarado
Um céu azul com matizado
De nuvens brancas, lindíssimo!

Tenha um sábado de alegria
Muita jovialidade e animação
Muita paz no seu coração
E o prazer de viver este dia!

Tenha um sábado diferente
Com suas coisas dando certo
E meu espírito estará perto
Cuidando de você, certamente!

Tenha um sábado gracioso
Muita motivação para a vida
Reencontros sem despedidas
Um dia simplesmente gostoso!

Pois vou fazer-lhe uma oração
Pedir pra todos muita saúde
Equilíbrio com amplitude
Muito carinho no coração.

Fique bem, fique muito bem!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Melancolia

 



 



Melancolia, aqui estou de volta
Venho apenas para te ver de novo
Eu e meu coração bobo
Sem rancor, nem revolta...

Melancolia, por que me persegues
Sou apenas um poeta
Que pede em letra discreta
Se tu ainda me queres...

Melancolia, afasta-te de mim
Vai te alojar em outro ser
Deixa-me apenas viver
Um amor que não tenha fim...

Melancolia, permite-me chorar
Deixa que me apene em  mim mesmo
Caminhar sem rumo e a esmo
Viver e acordado sonhar...

Melancolia, vai embora pra outro lugar
Vai procurar outro abrigo
Não quero nada contigo
Deixa apenas que eu viva a cantar.

Euclides Riquetti