sábado, 22 de agosto de 2026

Você foi um anjo

 


 


 

Resultado de imagem para imagens de anjo voando



Você foi um anjo que bateu asas
Que foi pousar  num campanário
Que sobrevoou os jardim das casas
Deixando meu coração solitário.

Você foi um anjo que me alentou
Que me deixou marcas inapagáveis
Tantos poemas você me inspirou
Viagens e sonhos inimagináveis.

Você foi um anjo de amor e ternura
Um anjo que me entregou uma flor
Um anjo da alma revestida de alvura.

Você foi um anjo bonito, idealizado
Anjo que à vida me trouxe muita cor
Anjo que me fez feliz e enamorado.

Euclides Riquetti

Na madrugada silente

 


 



 




Na madrugada silente


Perco-me, em pensamentos, na madrugada silente

Nas profundezas insólitas da meditação

Os redemoinhos fazem girar minha mente

E mergulho nas indefinições de minha imaginação.


Atiçam-me os pensares de minhas lembranças

Voltam-me ao radar tantas coisas já vividas

Da maturidade, juventude, adolescência e infância

Uma ampla e confusa dimensão a ser compreendida.


Papel, lápis e caneta, ou o insensível computador

Instrumentos de meus registros poéticos constantes

Também são meios de cantar a vida, cantar o amor.


Corpos, almas, abraços, beijos ou ruas bucólicas

Jamais haverá um depois,  se não tiver havido o antes

Não haveria asfaltos sem antes obras melancólicas...


Euclides Riquetti

Eu te amei!

 

 


 


Eu te amei!


Sim, eu te amei e ainda eu te amo

Tenho absoluta certeza sobre isso

Amar-te é meu maior compromisso

É verdade, não há nenhum engano!


Deus me deu a capacidade de amar

E, com isso, ser também amado

Com equilíbrio, jeito de apaixonado

E ainda ser poeta para poder poetar!


Aprendi a combinar paixão e razão

E isso só se ganha com a maturidade

A vida nos remete à responsabilidade

A ditar as autorregras para o coração!


Enfim, adequar nossos sonhos e o real

Navegar nas nuvens, mas fixar raízes

Ser muito feliz e fazer outros felizes

E, pra ti,vai este poema fraternal!


Euclides Riquetti

Chove forte no Rio Grande, tchê!

 



 





Choveu forte no Rio Grande, tchê!
Tá chovendo todo o dia, tchê!
Tá chovendo bem agora, tchê!
Choveu muito no Rio Grande, tchê!

Choveu em minha sesmaria, tchê!
E choveu também na tua, tchê!
Choveu até em noite de lua, tchê!
Choveu em minha sesmaria, tchê!

Pois que chova no Nordeste, tchê!
Pra molhar a terra deles, tchê!
Porque lá eles a esperam, tchê!
Aqui sobra água, mas lá falta, tchê!

Deus proteja os gaúchos, tchê!
Regule as chuvas no Rio Grande, tchê!
Deus proteja a vida deles, tchê!
É tudo gente respeitosa, tchê



Euclides Riquetti

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Uma cabana branca


 




Transporte-se a um cenário bucólico, silvestre
Árvores frondosas, imbuias, cedros, caneleiras
Palmeiras esvoaçantes, o lufar do ar campestre
Uma cabana branca em meio a muitas laranjeiras.

Imagine-se numa rede, na  varanda bem arejada
Mergulhada em lembrar de meus versos românticos
Olhos fechados, em mil pensamentos embalada
Enquanto me perco nos meus léxicos e semânticos.

Vislumbre um riacho de águas limpidamente claras
Pássaros que se orquestram em harmonia celestial
Flores de beleza infinita, das variedades mais raras.

Sonhe com os momentos mais íntimos e deleitosos
Abrace o meu abraço com seu jeito tão especial
Embale-se nas ondas de meus afagos carinhosos.

Euclides Riquetti 

I´ ve got along with my fears (Eu tenho sobrevivido com meus medos)



 


   I´ ve got along with my fears (Eu tenho sobrevivido com meus medos)

I´ve got along with my fears

It´s since some years ago...

When I´ve  remembers , my eyes drop tears

Well, I think it´s time to go!


I have a long journey to walk

And I have many stories to tell you

And people waits for me, for my talk

But I stay watching for sky, for that is blue...


I´m just a man who has tears on mind

And it´s all you´ve made me see

I look for peace, only that I want to find

But it seems Good Lord has forgotten me!


Riquetti, Euclides

June, 23rd - 2022

Sinta-se carinhosamente abraçada...


 


 


 



Sinta-se carinhosamente abraçada
Desejada
Beijada
Amada...

Sinta-se completamente querida
Envolvida
Sentida
Enternecida....

Sinta-se uma mulher pousada nas nuvens flutuantes
Cortejada por andantes
Por ávidos amantes
Como nunca antes...

Sinta-se a mulher formosa
Bonita e poderosa
Que me encanta,me atrai
Me balança por demais
E me estonteia
E que me chama para deitar-me
Contigo na areia.

E eu vou...

Euclides Riquetti

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Neve de 20 de agosto de 1965 - Uma paisagem europeia em Capinzal e Ouro

 



Há  61 anos, uma nevasca atingiu os estados do Sul do Brasil.  Reedito, aqui, a crônica que está publicada em meu livro "Crônicas do Vale do Rio do Peixe e outros Lugares - abril 2020:



Ouro - SC - Neve 1965 - foto arquivos RC -
Vista da Ponte Pênsil - antes do Rio, alojamentos
da Empresa Castello Branco S/A - que estava
restaurando a RFFSA


Capinzal SC - Neve 1965 - foto arquivo RC
Rua XV de Novembro - aos fundos OURO SC
antes do povoamento do Morro de Navegantes


          Quando se fala em épocas em que as pessoas viveram, ou mesmo para estimar quantos anos viveram, muitos têm o hábito de dizer:  "A fulana (ou o fulano), viveu mais de 100 anos, porque sempre me dizia que tinha presenciado x florações das taquaras".  Bem, uma pessoa que deve ter vivido muitas florações das taquaras foi o "Caboclo Estevão", que morou em Pinheiro Baixo, Ouro, e era homem de confiança de um de nossos pioneiros, o Veríssimo Américo Ribeiro, carroceiro. O Estêvão teria vindo com o colonizador da região de Vacaria-RS, trabalhou com os Ribeiro e depois foi para Bonsuecesso, e os que o conheceram dizem que ele era uma  pessoal leal e bondosa. Guardo comigo uma foto dele, cedida pelo amigo João Américo Ribeiro, que cuida da propriedade da família em Pinheiro Baixo. Ele deve ter vivido mais de 100 anos...  O caboclo tinha uma mão enorme. (O Benito Campioni, irmão da Márcia, minha colega de trabalho, também tem uma mão daquelas de segurar e derrubar boi no chão). Quando o encontro, brinco muito com ele sobre isso,  meu ex-vizinho, gente boa.

          Esse intróito todo, fi-lo para chegar ao assunto do título: as neves que tive o prazer de presenciar, e que marcaram, de alguma forma, a minha vida. Mas, diferentemente das florações das taquaras, ela não tem um ciclo definodo para vir.

          O inverno de 1965 foi muito forte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Eu tinha doze anos, estudava no Ginásio Padre Anchieta, e começou a fazer muito frio naquela estação. Tínhamos uma casa nova, de madeira, bem desenhada, ali na Felip Schmidt, ao lado da Indústria de Bebidas Prima, onde produziam refrigerantes e engarrafavam vinhos e outras bebidas. Quando fizeram o "engarrafamento", escavaram o terreno e deixaram um barranco, que com as chuvas que precederam o inverno foi desmorronando, pondo nossa casa em risco de desabamento. Na noite do dia 19 para 20 de agosto, fazia muito frio. De manhã, meu pai, Guerino, acordou-nos cedo para vermos e espetáculo que se desenhava à nossa frente: Ali onde hoje há o Posto da Combustíveis da Família Dambrós, havia uns gramados e umas plantinhas sobre as terras que eram jogadas para formar um aterro, e tudo estava coberto de neve. A Ponte Nova estava recoberta por um manto alvo, e o mesmo era contemplado nos telhados das casas, a maioria de madeira. Até os cabos de aço de sustentação da ponte pênsil acumulavam camadas de neve. As ruas de Ouro e Capinzal pareciam aqueles caminhos que se veem em filmes,  numa autêntica paisagem europeia. Os poucos carros que havia, e as carroças e charretes, estavam todos recobertos pelo branco brilhante. Os telhados do Hospital São José, do Hotel Imperial, do Hotel do Túlio, do Cine Glória, do Cine Farroupilha, da Distribuidora de Peças e Acessórios, da Casa do Ernesto Zortéa, do Marcos Fortunato Penso, do Pedro Surdi, da Dona Dileta da Silva, do Adelino Casara, do Adelino Beviláqua, e de muitas outras edificações, era possível vê-los por nós, que observávamos a paisagem com nossos olhos originários do Ouro.

          O peso da neve mexeu com a estutura de nossa casa. Tivemos que abandoná-la. Fomos distribuídos nas casas dos parentes, dos tios Arlindo Baretta,  Adelino Casara e Victório Riquetti. Eu, fui para a casa da Tia Maria, do meu primo Moacir. Lembro-me bem, que à tarde, precisei ir à Comercial Baretta fazer umas compras para a tia, e meu único par de sapatos estava molhado, gelado. Fui com as chuteiras do Moacir, que tinha as traves altas , e que minha ingenuidade fazia-me pensar que a sola ficaria mais alta que a neve. Só ilusão: congelei os pés. Aulas suspensas. O Frei Gilberto (Giovani Tolu), suspendeu nossas aulas, estava muito feliz, porque via, aqui na América do Sul, a mesma nostálgica paisagem que sua mente trazia de sua infância na Itália.

          O Joe e a Bunny,  eram  norteameriacanos que atuavam junto aos Clubes 4-S no interior do Ouro, havendo um clube pioneiro em Linha Sul ( o primeiro de Santa Catarina),  moravam de pensão na casa do Sr. Guilherme e da Dona Mirian Doin.  Eles eram dos 4-H, clubes dos Estados Unidos da América que tinham as mesmas funções e objetivos que os 4-S do Brasil:  Head,  Hands, Heart, and Health, que em português entndíamos como: Saber, Servir, Sentir e Saúde.  Acostumados com a nove do Norte, fotografavam, faziam bonecos e esculturas. O Joe, que jogava basquetebol na quadra do Padre Anchieta com o Dr. Leônidas Ribeiro, o Rogério Toaldo e outros, era alto e usava óculos ( até para jogar). Ficou maravilhado com a neve. E, nós, tivemos que demolir nossa casa, da qual tenho muitas saudades...

         Como resultado do frio, houve perdas e animais nos sítios e fazendas. Lembro que houve muita mortandade de abelhas. Até mesmo o mel que vinha de Abdon Baptista, não veio mais. Não vinha mais o caminhãozinho carregado, com as latas de 20 Kg, com que estávamos acostumados. E o produto encareceu. AlIas, ficou sumido pelos anos seguintes, até que os enxames e as colmeias foram-se recompondo.

          Além dos eventos climáticos que resultaram na enchente de 1983, penso que a neve de 1965 seja o outro fenômeno que mais nos marcou.

          Ah, acho muito bonitas a neve e a geada. Mas, agora, com ar quente no carro, é muito mais fácil de encarar o frio. Viva a bela lembrança do passado!  E viva a moderna tecnologia!

Euclides Riquetti
15-07-2012

Bamerindus 1980: Assalto frustrado em Ouro!

 


 





Dr. Pedro Morosini - hoje advogado - à época 
era Delegado e Sargento da PM - SC
          Setembro de 1980, eu havia voltado há poucos meses ao Ouro.  Lecionava na Escola Sílvio Santos. Em setembro, a oportunidade de ganhar um dinheirinho extra. Fui contratado para trabalhar durante o mês  na execução do serviço de recenseamento de toda a área urbana do município. Lá fui eu, de casa em casa, mapa da cidade na mão, maletinha  do IBGE sob o braço.  Era a época ideal para isso, estávamos  fugindo do Inverno, prestes a chegarmos à Primavera.

          Meu supervisor era o Rogério Baretta. Fizemos, em agosto, o  treinamento nas dependências do antigo Ginásio Padre Anchieta, juntamente com o pessoal de Capinzal. Naquela cidade, lembro que havia o Bragato e o Régis Golin atuando. Eu tinha outros companheiros: o Dirceu Cadore, popular Cadorna, na ára rural, e Francisco Miquelotto, na região de Linha Sete de Setembro. Lembro bem desses.

          Eu havia ficado oito anos morando fora, entre Porto União da Vitória e Duas Pontes, hoje Zortéa. Muitas pessoas não me conheciam mais. Comecei pelo centro da cidade, fui para o Bairro Navegantes e depois para o Parque e Jardim Ouro. Havia, no máximo, trinta famílias somando-se os dois bairros.

          Tenho alguns  fatos que ficaram fortemente registrados em minha memória. Primeiro, quando fui fazer o censo na casa do João Tessaro, ali na Rua Pinheiro Machado, ao terminar, agradeci a atenção da Dona Jaci e ela foi cuidar de seus afazeres domésticos. Ao descer da escada, revestida com cacos de cerâmica, foi "um tombo só". Fui parar lá na rua. Olhei para todos os lados e não vi ninguém, graças a Deus. Ia ser uma vergonha para mim. Uns pequenos esfolões, mas o produto do meu trabalho estava salvo: a maleta preservada, com os formulários dentro. Os óculos, que voaram longe, também intactos. Bem, os esfolões seriam resolvidos com um pouco de mertiolate...

          Dias depois, o maior e mais inesperado ( e inusitado) acontecimento da história de minha cidade: o assalto ao Banco Bamerindus. Lá trabalhavam alguns amigos e alunos, dentre eles: Minha futura cunhada, Marise Früauf, a Zanete Helt (Miqueloto), que virou minha comadre, O Ladir Reina, filho do Texaco, o Ivan Vitorazzi, sobrinho de minha madrinha Raquel, e o vigia, Onorino da Silva, irmão do Terto, e outros. O gerente, Neldo Danzer, estava em seu horário de almoço e, ao retornar, percebeu o que estava acontecendo e acionou a Polícia, que veio de imediato, através do Delegado/Sargento Pedro Morosini.

          Três bandidos, sendo um  menor em idade, que vieram de São Paulo para trabalhar na construção de um frigorífico em Capinzal, realizaram o assalto ao Banco, no horário de almoço.  Lembro que fecharam alguns funcionários no banheiro. Minha cunhada estava voltando do almoço com meu irmão, Piro,  e viram que o assalto estava acontecendo. Tiveram sorte. Funcionários, como o Texaco e o Onorino, foram feridos.

          A notícia espalhou-se em instantes pela cidade. As pessoas colocaram um caminhão atravessado em cada saída da Felip Schmidt para que os assaltantes não pudessem fugir. Lembro que algumas pessoas atiravam contra o Banco, como o Sr. Santo Segalin, com espingarda, e o Rangel, conhecido como  "Alemão da Carlota",  com seu 38.

          Mas a bravura maior veio com o então Delegado de Polícia, Sargento Pedro Morosini, que adentrou à agência dando tiros nos bandidos. Até saía fumaça pela porta, de tantos tiros trocados. Quando acabaram as balas, de ambos os lados, os assaltantes partiram de faca para cima do amigo  Mosorini, que acabou sendo projetado por sobre um banco de corvin preto (aquele em que a gente senta na frente do gerente para pedir empréstimo...) e ficou  defendendo-se com os pés.  Levou golpes de  faca na cabeça, tendo, inclusive, restado uma ponta de faca alojada ali  próximo do cérebro. E alguns chumbos de tiros de espingarda restaram cravados em seu pé.

          Foi um grande e sangrento combate: Ao final, dois assaltante mortos, estendidos ao chão. E o menor, sendo conduzido a pé, pelo Carleto Póggere, que o segurava pelo pescoço com o braço esquerdo e carregava seu revólver na mão direita. Encontrei-o e ele me disse: "Esse não vai incomodar mais ninguém", e o levou para a Cadeia do Ouro. Este, depois, foi recambiado para São Paulo, terra de origem.

          O Delegado Morosini teve muitos ferimentos. Mas, com coturno nos pés, defendeu-se bravamente dos golpes de faca desferido contra ele. E teve muita sorte de sobreviver.

          Nos dias que se seguiram, o pânico rondava as casas. Mal escurecia e todos trancavam portas e janelas. O trauma levou muitos meses para ser amenizado. Eu lembro que, quando fui fazer o censo na casa do Serafim Andrioni, a esposa dele não queria abrir a porta porque não me conhecia. E, na época, a cidade tinha 6.000 habitantes. Só depois que eu disse que era o filho do Guerino Riquetti que havia estudado em Porto União e voltado para casa,  que ela concordou em abrir.

         Seguramente,o assalto  foi um fato que ficará registrado em nossa Hístória. Já são 32 anos passados. Mas, coisas assim, a gente não esquece nunca...

Euclides Riquetti
11-03-2013

Dia de poesia

 


 


 


 




Todo o dia é dia
De fazer poesia
De escrever lembranças saudosas
De dizer palavras carinhosas.

Todo o dia é dia
De fazer poesia
De falar de sonhos vividos
De falar de amores sentidos.

Todo o dia é dia
De fazer poesia
De pensar nas breves ilusões
Que flecham os corações.

Todo o dia é dia
De lembrar com nostalgia
Dos momentos de nossos sonhos
De seus olhos morenos, risonhos.
Todo o dia...

Euclides Riquetti

Champanhe

 



Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...



Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Se você tivesse sentido o cheiro do vento

 


 



Resultado de imagem para imagens vento soprando nas flores


Se você tivesse sentido o cheiro do vento
Teria absorvido o aroma de meu perfume
E percebido nele meu nostálgico lamento
E que todo o erro nos condena e nos pune.

Se você tivesse notado os meus antecantos
Nos versos mais substanciais que compus
Tivesse entendido melhor meus acalantos
Encantar-se-ia com o poema que a seduz.

Se você tivesse lido meus poemas inteiros
E visto os detalhes em cada um dos versos
Mergulharia neste meu coração hospedeiro
Entenderia o porquê das luzes no universo.

Mas, se você ignorar tudo o que eu escrevo
E não entender as mensagens subliminares
Com razão, sentirá o sofrimento e o medo
E jamais irá entender a vastidão dos mares!

Euclides Riquetti

Cuidemos bem de nossos filhos

 


 



Cuidemos bem de nossos filhos amados
Porque o amor deles é muito verdadeiro
Amemo-los com nosso coração inteiro
Eles que foram alegremente esperados.

Cuidemos dos filhos como das roseiras
Pois o belo precisa ser sempre cultivado
Nosso bem maior, então bem cuidados
Para que sigam as trilhas verdadeiras.

Cuidemos deles, dando-lhes a proteção
Rezemos por eles em todas as horas
Os pais que os amam os querem agora
E os quererão sempre em seu coração.

Euclides Riquetti

Vem aqui tomar um chima, tchê!

 


 


 


Vem aqui tomar um chima, tchê!


Vem aqui tomar um chima, tchê!

Mas traga erva verde e cuia, agora

Porque por causa da pandemia, tchê!

É pra ter cuidado em toda a hora!


Traz a tua cuia e a prenda, tchê

Vamos cevar em separado

Cada qual com a sua bomba, tchê

Pra sorver o mate bem amargo.



E depois de muito chima, tchê

Vamos rodar numa vanera

Quem sabe xote bem largado, tchê

Bota, bombacha e algibeira.


Com homem guapo na sanfona, tchê

Bumbo nativo e muita percussão

No violão os dedos mágicos, tchê

E poucos casais na pista no salão.


Saudando o dia do chimarrão, tchê

Um chima quente ou o tererê gelado

Com a índia chinchada no coração, tchê

Que Deus abençoe meu mate sagrado!


Euclides Riquetti

Enquanto olhas pro mar

 


 




 As gaivotas voam enquanto olhas pro mar

Enquanto as garças banham seus pés nas águas

E marcam as areias claras com as mágoas

Acumuladas nos abandonos de um naufragar...


As águas te desafiam para que voltes atrás

Enquanto admiras o pôr-do-sol de Canasveiras

E contemplas a beleza de todas as areias

Que te trazem momentos de solitude e paz!

As tardes de sol tímido te devolvem lembranças

Pensas no presente seguro e no futuro nebuloso

Já não tens a paz de teus tempos de criança!


E,  nas manhãs de inverno, que estão por chegar

Eu também pensarei em teu sorriso esplendoroso

Enquanto caminhas nas areias ali ao lado do mar!

Euclides Riquetti