sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ouro - de nossas laranjeiras e dos vastos trigais

 


                                                           Balneário Thermas de Ouro


Ouro - do intenso brilho do metal polido

Terra onde cresceram os nossos laranjais

Valor que é registrado na letra de seu hino

Terra onde se plantaram os vastos trigais.


Ouro cresceu com a força de um menino

Com energia de rapaz, tornou-se gigante

Os homens audazes traçaram um destino

Com braços vigorosos ele seguiu avante.


Ouro - das belas mulheres com os filhos

Vindas do Sul com todos os seus amados

Sementes plantadas em paralelo aos trilhos. 


Das videiras, figueiros, palmeiras e ervais

Natureza verdejante em montes ondulados

Onde nasceu gente com mentes colossais..


Euclides Riquetti

20-02-2025









Ouro do sol e dos trigais ...

 



 


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          Ouro do sol e dos trigais/Ouro dos nossos laranjais... Os dois versos que iniciam o Hino do Município de Ouro bem refletem o que ele sempre representou em termos de cultura,  força de trabalho e grande celeiro agropecuário do Vale do Rio do Peixe, onde se localiza,  em território catarinense.
          Já no início do Século XX, começou a receber corajosas famílias de descendentes de italianos que vinham  da Serra Gaúcha, grande parte deles de Caxias do Sul e Farroupilha, e foi-se constituindo num lugar próspero que muito os atraía, em razão das características topográficas  semelhantes  às de seus lugares de origem, tanto na Itália como no Rio Grande do Sul.  Era uma paisagem que lhes trazia sempre as mais  saudosas lembranças.
          A vila que originou a cidade foi fundada em 20 de outubro de 1906, mas a ocupação das terras deu-se ainda antes, existindo aqui muitas famílias de caboclos, que eram chamados de “brasileiros”, sendo que alguns deles chegaram a possuir grandes áreas de cultivo. Depois  vieram os colonos, que desbravaram seu território montanhoso.
          Hoje, a cidade com pouco mais de sete mil habitantes e que está comemorando seu cinqüentenário,  tem sua economia assentada na produção de frangos, suínos,  bovinos, milho, leite e erva-mate. Pequenas manufaturas e agroindústrias, em sistemas associativos, tornaram Ouro a Capital Catarinense do Associativismo. O Turismo é uma atividade  com crescente importância no contexto local. Um balneário com águas termais e a belíssima e verdejante paisagem rural são fortes atrativos.
          Com bons índices em Educação e Saúde, sua população é alegre e acolhedora, uma  gente que trabalha com afinco e que busca sempre o melhor. A religiosidade, com predominância católica, é representada pela  Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes..
          Vale a pena conhecer Ouro, uma cidade que tem grande importância no contexto histórico, social e econômico do Meio-oeste Catarinense.
Colaborou: Euclides Riquetti
Matéria publicada no Diário Catarinense, 
no Caderno Especial para o Meio-oeste
Catarinense, em 29-07-2013

Euclides Riquetti foi prefeito em Ouro de 1989n a 1992. Eleito 
aos 35 anos, foi o mais jovem eleito naquele município em eleição com 
mais de um candidato. 

Atualmente é morador de Joaçaba - SC - articulista de política, economia e
gestão pública do Jornal Cidadela. Presidente da Associação de Moradores 
do Bairro Jardim Cidade Alta, também é lenhador. Diverte-se e se entretém 
escrevendo poemas e crônicas que publica no seu www.blogdoriquetti.blogspot.com 
Visite!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Um luar ao amanhecer

 





 

Um luar ao amanhecer

Um circulo prateado postou-se diante de minha janela
No céu da manhã escura, cinzenta
Flutuando na imensidão sedenta
De amor e paz , de após noite singela.

Era um como se fosse um astro ocidental
A decorar a paisagem que me enternece
A abençoar o dia que amanhece
Com sua bênção fraterna e divinal.

Era um indício de que o luar queria continuar presente
Desafiando o sol que ainda se escondia
E que eu esperava com suave nostalgia
Para que viesse num repente!

Oh, doce luar extemporâneo que concorre
Com o sol bloqueado pelas nuvens densas
Vem para reafirmar minhas convicções e crenças
Do amor que veio e que nunca morre.

Oh, doce olhar que perpassa o firmamento
Que vai, que corre no universo
Doce olhar que canto em prosa e verso
Doce olhar que leva meu pensamento...

Até você!



Euclides Riquetti

Pioneiros do Navegantes - Ouro - SC

 




Pioneiros do Navegantes em Ouro SC
          O Bairro Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, surgiu em decorrência de o ex-Prefeito de Capinzal, Sr. Sílvio Santos, através de sua Urbanizadora Nossa Senhora dos Navegantes, tê-lo idealizado. O loteamento, em si, já existia na década de 1960, com as ruas longitudinais abertas, porém com um mínimo de habitantes.

           Uma descrição simplificada nos remete a dizer que, onde hoje se situa a Rua Formosa, que faz sua ligação com a Felip Schmidt, havia basicamente duas famílias residindo:  a primeira, Família Scapini, ocupava uma casa de madeira no lado direito no sentido sentido de ida do Centro para o Bairro, defronte à propriedade da família do Sr. Biaggio Spada, ali onde há atualmente o casarão azul, com janelas brancas, que foi construído lá atrás, como casa do Cartorário David Cruz. A segunda, após o entroncamento com a Rua Brasil, também do lado direito, onde funcionava um misto de residência e clube de bailes do Sr. João Fontoura. Pejorativamente, os populares o denominavam de "Sete Facadas", embora o nome oficial fosse Salão do Fontoura. Mais adiante a família do Sivo Molitetti veio para ali e está até hoje.

          Ali próximo da Capela de Nossa Senhora Aparecida, logo abaixo, onde reside a família Ribeiro e outros  descendentes, havia a residência do Sr. José Ferreira, que tornou-se conhecido como o "Zé de Amargá". O Vovô Zé  obteve esse apelido porque, para tudo o que as pessoas lhe falavam, dizia: ´"É de amargá" (amargar)!  Era um moreno escuro bem alto, magro,  simpático, forte, e muito trabalhador. Foi trabalhador da Prefeitura Municipal de Ouro, emprego pelo qual se aposentou. Antes, trabalhou para os padres na construção do Seminário Nossa Senhora dos Navegantes.  Foi um dos primeiros funcionários da Prefeitura. Ajudava na confecção de calçamentos e conservação de estradas, tinha muita energia e habilidade para com a pá, a marreta  e a picareta. Após aposentado, continuou a realizar serviços de escavações e remoção de terras, sendo excelente cavador. Com cerca de 80 anos ainda trabalhava como um gigante. Dizia-me: "Preciso trabalhar para comprar carne. Comer feijão, arroz, carne, polente e radici, que isso me dá forças para continuar trabalhando". Morreu com idade avançada e sempre foi um digno pai de família, religioso e  muito respeitado.

          Bem ao centro do morro, próximo de onde se situa a Escola Professor Guerino Riquetti e o Centro de Educação Infantil Raio de Sol, residia o Sr. Sebastião Félix da Rosa, conhecido como "Véio Borges" e também por "Champanhe". Tinha muitos filhos, que eram exímios roçadores de matos e capoeiras. Tinham grande habilidade no manejo das foices e  enxadas. Faziam empreitadas em todas as bandas, tinham resistência para o trabalho. De descendente direto dele ainda temos a Dona Lurdes, casada com o Francisco da Silva, que está ali, rodeada de sobrinhos e netos, até hoje. É uma senhora muito simpática, trabalhou muito em sua Juventude. Quando ofendida, por causa de sua cor, partia pra cima do mal educado e o fazia correr. Não levava desaforo pra casa. Numa casa ao lado, residia o Alípio, conhecido como "Rancheira", um pedreiro entroncado, que cultivava um bigidão. Sua irmã, Dona Jandira Pedroso, é que ficou morando ali na casa da família.

          E, ao final da Rua Agenor Jacob Dalla Costa, morava o Sr. Abílio de Oliveira, com dois filhos, o Nereu e o Irineu, que foram embora para Porto União. Uma filha, antes ainda de ele ir  morar ali, fora dada em adoção, no Engenho Novo, Capinzal. O Nereu era um bom jogador de futebol, tanto na linha como no gol.  Hilário da Rosa, o Chuchu, filho do Sebastião da Rosa, também era um verdadeiro craque de futebol. Era muito habilidoso mas gostava de jogar sem chuteiras. Com estas  nos pés, tinha dificuldades, pois acostumara-se a driblar nos campinhos, sempre de pé no chão. No início da década de 1960,  veio a família do Sr. Olino Lucietti, fixando residência na mesma propriedade, onde até hoje está sua esposa e descendentes.

          Nos primeiros anos da década de 1980 já havia outras famílias morando no Bairro: Os Freitas, lá próximo da casa do Zé Ferreira, os Esganzela, vizinhos do Lucietti, a Dona Aurora Tonini, o Caetano Rech, a Família dos Anjos. O Agnaldo de Souza, que trabalhava como Agente da Estação Ferroviária, tinha uma casa ali, mas estava alugada para um terceiro.

          Como algumas dessas famílias estavam desmembradas, no recenseamento de 1980 contei ali 16 domicílios, pois em algumas unidades havia uma família no pavimento principal e outra no porão das casas. Em 1981 não havia ainda  rede de fornecimento de água nas residências. Nos períodos de estiagem, um caminhão da Prefeitura levava água para as famílias. Esta era despejada nos poços, caixas, tonéis  ou fontes. Na época, o Sr. Vilson Surdi organizou um documento manuscrito, com a assinatura de um representante de cada uma das famílias que ali moravam, menos de 20, solicitando a consrução de rede de águas, sendo que foi atendido pelo Prefeito Ivo Luiz Bazzo. O Sr. Sílvio Santos cedeu um terreno para que o SIMAE instalasse ali o primeiro reservatório de águas. Também doou o terreno para a construção da Capela e de uma cancha de bochas, o que foi possível com o apoio do Prefeito Domingos Antônio Boff. Boff também iniciou a construção da creche local, que foi concluída pelo Prefeito Euclides Riquetti. Este construiu a escola Professor Guerino Riquetti.

          Hoje o Bairro é muito bem estruturado, tendo um bom comércio instalado, bom nível de ensino na Escola, um ginásio de Esportes construído na gestão do Prefeito Sérgio Durigon. A pavimentação de suas ruas foi realizada, gradativamente, por todos os prefeitos que atuaram a partir de 1983. Também comporta, em sua parte mais elevada, as torres repetidoras para retransmissão local das imagens dos principais canais de TV brasileiros. Uma emissora de rádio Comunitária, a Rádio Cidade FM, perrtencente à Associação de Difusão Comunitária Prefeito Luiz Gonzaga Bonissoni ali se situa.

          Do alto do Bairro Nossa Senhora dos Navegantes é possível avistar-se toda a cidade de Capinzal. Uma paisagem encantadora, com o Rio do Peixe dividindo os dois pequenos Municípios. Vale a pena fazer-lhe uma visita.

Euclides Riquetti
23-04-2013

Mulheres do Sul

 


Mulheres do Sul

Lá, no Sul, onde sopra o vento minuano
Onde vicejam os vastos e verdes gramados
Onde nasce o sol mais garboso e soberano
E ali capeiam rostos bonitos e abençoados
Nascem as mais belas mulheres!

Lá, no Sul, onde se estendem as campinas
E as manhãs azuladas são alvissareiras
E as prendas se revelam desde meninas
Instruídas nas singelas artes campeiras
Nascem as mais belas mulheres!

Mulher sulista, gaúcha de alma e coração
Beleza de rainha, simpatia de realeza
Mulher sulista, mulher do fogo e da paixão
Beleza de senhora, corpo de princesa
Nascida para amar e ser amada!

Mulher sulista, que guarda bons sentimentos
Divina inspiradora de meus versos
Mulher com que divido os meus momentos
Divina inspiradora de meus versos
Nascida para amar e ser amada!

Euclides Riquetti

Capinzal - terna, doce, amada, sedutora...

 








Capinzal - terna, doce, amada...

Capinzal - terna, doce, amada, sedutora
Palco da harmonia nas veredas matizada
Repousa em paisagem sutil, encantadora
Nos lábios de teus rios, és musa abençoada.

Capinzal - mãe a abrigar todas as gentes
Palco em teto de céu anil, de um paraíso
Magnífica urbe sob raios reluzentes
Bendiz a todos com teu vívido sorriso.

Capinzal - formidável, real e altaneira
Em tuas artérias se movem corpos e almas
Do teu âmago emerge a história verdadeira.

Capinzal - Rainha Nossa, do abraço franco
Reverenciada Senhora, serena e calma
Protege-nos, todos, com teu Divino Manto.

Euclides Riquetti





(Soneto que compus especialmente para a contracapa do meu livro "Crônicas dos Antigos Rio Capinzal, Abelardo Luz/Ouro e Arredores" - edição de 2020 
www.blogdoriquetti.blogspot.com 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Quem ama só quer o bem


 


 






Quem ama só quer o bem
Quer ser amado
E quer amar também.

Desejar que o outro seja feliz
Do amor ser um adepto
Professor e aprendiz...

Quem ama o faz porque quer
Faz de caso (im) pensado
Em lugar qualquer...

Deseja dar alegria e contentamento
E que tudo aconteça do jeito certo
Tão certo como há sol e vento...

Quem ama só quer o bem!

Euclides Riquetti

Beatriz em casa

 


 






Beatriz chegou em casa vestida de rosa
Lacinho no cabelo, uma suave lindeza
A pequena já chegou em casa linda e formosa..
Com seu rostinho redondinho, que beleza!
.
O menino Ângelo não conhecia a irmã
Que levou muito tempo numa viagem
Mas que chegou em sua casa fortinha e sã
Tudo novo para ela, numa nova paisagem!

O menino foi falando: "A Bia!...A Bia!...A Bia!
Oi, Bia! Foi lá e deu um beijinho na sua testa
Foi clima de primeiro encontro e muita alegria
Foi uma primeira tarde de muita festa!

O primeiro dia de julho foi muito abençoado
Deus fizera sua parte, os amigos as orações
Foi alegria incontida, foi o olhar fascinado
O encontro entre corpos, almas, e netos amados!

Euclides Riquetti
02-07-2020

Alimentar a alma


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Alimentar a alma
Alimentar os pássaros eufóricos
Nas madrugadas melancólicas
Com seu canto de alento...

Alimentar as crianças indefesas
Colocar comida na mesa
Prover-lhes o sustento...

Mas, sobretudo, alimentar a alma
Com a meditação que acalma
Que ameniza o sofrimento...

E dar amor desmedido
A quem tenha sempre mantido
E preservado o sentimento...

Dar à vida o valor mais sagrado
Tê-la com todo o cuidado
Viver cada momento...

Enfim, amar quem nos  ama
Quem  mantém acesa a chama
Quem vive em nosso pensamento!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A celebração do amor e da vida

 


 



Celebro o amor porque celebro a vida
Celebro a vida porque celebro o amor
Celebro ambos com alegria desmedida
Abstratos ou concretos, a vida sem dor!

Celebro cada um dos momentos felizes
Nos anos, nos meses, nas semanas e dias
Pois não sabemos do amanhã, bem o dizes
Se virão tristezas ou se virão alegrias.

Importam as alegrias  mais que as primeiras
Pois que elas nos animam e nos confortam
Importam as sensações mais verdadeiras.

Importa a mim e a ti a felicidade presente
Os teus abraços e beijos também importam
Importa-nos sermos felizes hoje e sempre!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A chama da paixão que arde

 





Quando a chama da paixão arde
Não importa se é noite, dia, ou fim de tarde....
Quando um coração transborda amor
Pouco conta se faz frio, neva ou faz calor...

Quando um sorriso num rosto se estampa
Porque a alegria vem dele brotando...
Quando, na manhã azul, o sol se levanta
 E seus raios as areias da praia vão bordando...

Quando os namorados fazem juramentos
E querem  misturar pra sempre os sentimentos...
Quando a poeira estiver se assentando na estrada
Depois do trote galopante da boiada...

Quando minhas rimas facilmente se combinam
Porque as palavras se foram campear ao vento...
Quando a melodia das canções nos fascinam
Mesmo que a alma se fira em sofrimento...

O coração arde em paixão
Sim, de verdade, é  a chama da paixão que arde!

Euclides Riquetti

Todos os mares do mundo



Todos os mares do mundo são seus
Desde os calmos aos mais bravios
Os que nascem nas geleiras e são frios
Todos os seus mares buscam os meus!

O mais perto de você, o mar Atlântico
Um oceano de águas e das paixões
De areias claras, de nítidas sensações
Que animam o poeta no tom romântico.

Os mares que povoam as madrugadas
Que ocupam seu pensamento jovial
São todos seus no seu espaço natural.

Então, sempre que estiver acordada
Fortaleça-se em mim, leia as estrelas
Que na noite escura você pode vê-las!

Euclides Riquetti

Há uma loba voraz dentro de ti!

 


 


Há uma loba voraz dentro de ti

Capaz de atacar e de ferir...
Há uma alma oprimida e  assustada
Esperando a hora de ser libertada
Para buscar o teu "Ser Feliz":
Sim, há uma loba faminta dentro de ti!

Garras e  dentes afiados
Um coração que não quer ser domesticado
Mas que procura a desejada  liberdade:
O direito de ter o amor puro e verdadeiro
E de sentir a merecida felicidade
Em todos os dias ...  e no ano  inteiro.

Solta um uivo forte e assustador
E liberta-te do mundo opressor!
Exercita até mesmo a tua vaidade
Distribui sorrisos, abraços,  beldade!

Faze valer a tua capacidade infinita
De ser mulher poderosa e loba  bonita
De amar, de querer e de ser desejada!

Solta teu uivo, corajosa mulher
Há uma  loba voraz dentro de ti
Pois só  queres amar e também ser amada!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

O lufar da noite escura

 


 





O lufar da noite escura  


Lufa o vento do leste ao oeste
Calmamente, vindo do mar
Traz o perfume do olor celeste
Levando a folha pra flutuar...
Alisando a copa das ciprestes
Suavemente, vai te encontrar!

Levemente, teu sorriso voa
Vai encantar alguns corações
Planando no céu que te abençoa:
Tenta  reencontrar suas emoções
Amar e entregar-se às paixões.

Quando a alma sente o doce cheiro
Também ela sente o calor ameno
Qual a noite de discreto sereno
Toda iluminada pelo candeeiro
Imaginada pelo poeta fagueiro!

E, assim, vão vindo novos dias
Tempos de certo recolhimento
Então imagino tuas mãos macias
Acariciando-me em todo momento
Enquanto escrevo-te esta poesia!

Euclides Riquetti

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Nas areias claras dos desertos




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Porei as letras de teu nome em meu diário
Quem sabe bordadas em pano de algodão
Que eu  guardarei com zelo extraordinário
Para utilizar na letra de uma nova canção.

Um nome dissílabo, talvez até paroxítono
E quem sabe uma silhueta em frente ao mar
Um nome que eu pronunciarei em uníssono
Uma tela que eu pintei apenas pra te retratar...

E, se as letras não formarem a combinação
As palavras para que eu componha os versos
Procurarei nas areias claras a inspiração:

Com uma varinha mágica  eu configurarei
Teu rosto nas areias claras dos desertos
E, se o vento o apagar, de novo eu o farei.

Euclides Riquetti