quinta-feira, 12 de março de 2026

Pecados, eu quisera tê-los

 


 



Pecados, eu até já quisera tê-los

Muito mais do que eu já os tenho

Tenho-os tantos, mas não posso vê-los

E outros já foram perdoados pelo tempo...


Pecados, os comuns e os sofisticados

Todos eles serão pesados na balança

Por Deus, devidamente analisados

Nas contas da bem-aventurança!


Pecados importantes e os levinhos

Mas de simples e pouca consequência

Os do pensar fraco, os regados a vinho

Os que precisam de sua indulgência.


Ah, não me esquecerei dos existenciais

Aqueles que as boas pessoas cometem

Imagino serem menores que os venais

E que involuntariamente nos acontecem!


Euclides Riquetti

Passa o tempo...

 




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Passa o tempo, sutilmente  passa
Passa pra mim e  pra você  também
Infelizmente, nosso tempo passa

 (E você não vem e não me abraça)
Rápido, mas quieto, ele vai além...

Passa pra mim e pra você o tempo
Manhã vem, tarde vai, noite vem mais uma vez
Passa o dia de sol, passa o cinzento

 (E eu caminhando só, eu no  relento...)
Caminhando e pensando em você!

Passa o tempo como passa a vida!
Passa e nos deixa seus sinais
Há a hora da chegada, a hora da partida!

 (A hora esperada, e a que quero esquecida...)
 E há aquelas que eu quero mais e mais!

Euclides Riquetti

O cheiro do vento

 





O cheiro do vento

Feche os olhos e sinta
O cheiro do vento que barulha as folhas
E da água que se gaseifica em bolhas
Perceba que   a  natureza  se retinta.
Feche seus belos olhos... e sinta!

Feche os olhos e abra seu coração!
Fique segura,  dê-me  sua mão
Frágil, mas terna, elegante e  macia,
Que me passa uma deliciosa energia
A energia doce, que brota  do seu coração!

Feche os olhos e escute a orquestra
Que embala uma suave canção:
É a canção do vento, que traz a harmonia do universo
Que vem no momento mais sublime e certo
Vem trazer-me a paz da longa imensidão.
Vem...

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

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O vento que sopra na tarde

 




O vento que sopra na tarde
E que move as folhas da planta
Traz-me paz, sem mais alarde
E faz-me sentir qual criança.

Quando a primavera  chegou
Começou a mudar a paisagem
A flor se abriu, desabrochou
No vaso que abrigou a folhagem.

A juventude é assim:
Surge bela, como a flor
Ocupa os canteiros do jardim
Abre-se em sonhos de amor.

Ah, setembro - primavera!
Tempos de vida e de cor
Vem o sol que a gente espera
Traz na  tarde seu fulgor.
 
Euclides Riquetti

Tributo a um Campeão - Homenagem ao professor Nelson Sicuro e outros (Boni, Feltrim, Abílio, Filipak...)

 




          Não, não me refiro ao Aírton Senna, nem ao Guga Kurten, embora tenha sido  fã deles, nas memoráveis conquistas, nas pistas de Fórmula 1 e na Quadra de Roland Garros. O Rei de Mônaco foi num fatídico domingo de maio. O Rei do Saibro está ali, em Floripa, esperando o dia da chegada de um filho. Cada um Rei em seu Reino. Reinado construído sobre as bases da dedicação, do esforço, dos treinos.

          Minha personagem, como ele mesmo me ensinou, chama-se Nelson. Mas há tantos Nelsons por aí: O lendário Nelson Rodrigues, das crônicas; o Nelson Mandela, ficura carismática e legendária na África. O Nelson Piquet, trouxe-nos importantes títulos no Automobilismo, mesmo com seu sorriso-limão. O Nelson do Cavaquino, o "Nerso da Tapitinga",  e outros  "nelsons e nersons", que nos fizeram rir ou chorar.

          Falo do Nelson Sicuro, que no verdor de minha juventude foi meu professor, meu mestre na Faculdade, a FAFI, lá em União da Vitória. O professor Nelson Sicuro, marido da Neli, também professora universitária, ambos idealistas, carismáticos, bonachões. São daquelas almas que se encontram, se amam, se respeitam, e se propõem a superar todos os obstáculos que surgem em sua caminhada. Mencionei seu nome neste blog, no dia 06 de janeiro, Dia de reis, Dia da Gratidão. E eu nem sabia que ele partira em 28 de novembro último, dia do aniversário de meu filho, Fabrício, dia de aniversário do Ivan Casagrande, a quem telefonamos para parabenizar, pois que este sempre me ligava, parabenizando-me, em meus aniversários. A mim a aos nossos amigos. Obrigado,  Bianco...

          Nos últimos dias, resolvi buscar alguns de meus poemas 'perdidos". Liguei para a antiga FAFI, onde, solicitamente, a Rosane Torres enviou-me, escaneados, os meus primeiros poemas publicados, com ilustrações, em 1976, no livro Prismas, volume IV, da Coleção Vale do Iguaçu, organizado, articulado e publicado pelo Professor Nelson Sicuro. Não se pode dizer apenas "Professor Nelson", ou apenas "Professor Sicuro", tem que ser "Nelson Sicuro", nomes que se combinam, que combinam com a Literatura, a Gramática da Língua Portuguesa, a Fonética, a flauta, o francês, o latim, o inglês, o desenho... Nelson Sicuro foi juntar-se à amada Neli, que fora antes, em 25 de janeiro de 2010, exatos dois anos hoje, lá em cima....

          Há alguns anos convidei-o a vir palestrar-nos no Sílvio Santos, ali em Ouro. Veio ele e a Neli. Não quiseram cobrar nada, apenas amizade... O professor que  vem para atender um pedido de um ex-aluno, de quase duas décadas antes, para falar da língua portuguesa, mesmo depois de ter sofrido um derrame, do qual vinha se recuperando. Mas, mesmo assim, veio e deu o seu recado.

          Não posso deixar de dizer o quanto foi importante para mim e meus colegas: ao final do curso de Letras, costumava convidar os acadêmicos a entregar-lhe uns poemas para editar um livro... Certamente, mais de 200 ex-acadêmicos iniciaram-se nas letras por suas mãos. E eu, orgulhosamente, desde o dia em que selecionou "Uma Oração para Você" e "Tu", para fazerem parte do livro "Prismas  - volume IV",  senti que eu poderia, sim, tornar-me escritor. E, com hiatos temporários, continuo a escrever até hoje. Aprendi com ele a importância de "sentir" a poesia, a escrever sonetos, compor versos livres e brancos, alexandrinos, redondilhas maiores e menores. Que,  lá no céu,  junte-se ao Boni, o Geraldo Felltrim, o Abílio Heis,  e ao Filipak, que também está por lá... Que ele, com sua Neli, enturme-se com anjos e arcanjos! O mundo das artes literárias ficou menor sem o querido Nelson Sicuro, meu verdadeiro campeão. Minha sincera homenagem com o último verso de um poema que lhe entreguei, em 1975: "Ouço anjos cantando uma canção de acalanto"

Euclides Riquetti - Um seu criado!...
         
25-01-2012

quarta-feira, 11 de março de 2026

Como se não existisse paz!

 


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O mundo está virando... já virou
E ficou virado!
Parece-me que já não há tantas verdades
Há desamor, atrocidades
E que tudo mudou.
Mutilaram-se as cidades
Apedrejou-se o céu, assassinaram os rios
Indefiniu-se o comportamento
Do tempo.
Ora chuvas descontroladas
Ora assolador estio.

Quisera que houvesse menos tragédias
E que a realidade não seja travestida de comédias.

Quisera que imperasse o senso da honestidade
E que as pessoas agissem com mais seriedade.

Quisera que nascessem flores ao longo das estradas
Mas estas precisariam terem sido plantadas.

Quisera que os males tivessem a devida cura
E que as almas pudessem pintar-se de brancura.

Precisamos que a mão da Divina Providência
Nos abençoe com sua força e excelência
Pois:

É como se não existisse mais amor
É como se não existisse paz!

Euclides Riquetti

Obrigado por me quereres





Obrigado por me quereres
Por me deixares que te queira
E também por me dizeres
Que me amaste a vida inteira.

Obrigado por existires
Por fazeres parte de meu mundo
E por comigo dividires
Um sentimento tão profundo.

Obrigado por me escreveres
Um poema, um recado
Tens-me crédito, tens haveres
 Por me teres felicitado.

Obrigado por me aceitares
Do jeito assim como eu sou
Quero a tua felicidade
Pelo que me proporcionou.

Obrigado por estares comigo
Sempre bonita e formosa
Por me deixares estar contigo
Mulher doce e carinhosa!

Euclides Riquetti

Ironi Vítor Riquetti - Feliz aniversário, saudoso e amado irmão!

 

 

I


Ironi        
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Se estivesse vivo, meu irmão Ironi estaria 
completando 79 anos hoje -  dia 11 de março.

        No dia 04 de maio, completam-se 28 anos do falecimento de meu querido irmão Ironi. Partiu aos 51 anos, vitimado por doença gravíssima. Estava internado no HUST, em Joaçaba e passou seu ultimo dia de vida na UTI. Eu vim cedo de Ouro para Joaçaba, pois minha cunhada, a Lurdes, me avisara de que ele passara mal e fora transferido para a UTI do hospital. 
          O pessoal da família já estava exausto, tinham ido comer algo em alguma lanchonete. Eu permaneci nas proximidades do hospital, era de tardinha, e os funcionários me informaram de que ele havia falecido. Esteve internado algumas vezes, no mês anterior, em hospital de Curitibanos e no Spessatto, de Joaçaba. Dada a gravidade da situação, o último internamento ocorreu no Hospital Santa Terezinha, hoje HUST.
          Deixou a esposa Lurdes, a filha Graziela, adolescente, e a Gabriela, com apenas 4 anos. Nossa mãe, Dorvalina,  já estava adoentada, mas conseguimos levá-la até o local onde foi velado, na Funerária Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro. Tínhamos perdido o pai, Guerino, em 1977. Minha mãe viveu mais um ano e meio depois da partida dele. Ficaram os irmãos Euclides, Iradi, Hiroito, Vilmar e Edimar. As cunhadas Miriam, Marise e Isolete, o cunhado Luiz Fernando Ghidini.  Na época, os sobrinhos Michele, Caroline e Fabrício (meus filhos), Rafaela e  Roberta (filhas da Iradi), Naiana (filha do Hiroito), e Guilherme e Ana Carolina (filhos do Edimar).
          Meu irmão Ironi construiu o sobrado de nossa família, no centro da cidade, em Ouro, onde mora meu irmão Vilmar. Estudou no Mater Dolorum, e nos ginásios Padre Anchieta e Juçá Barbosa Callado, em Capinzal. Aprendeu com Ângelo Gramazzio a profissão de pedreiro e construiu diversas edificações em Ouro e Capinzal. Formou diversos outros profissionais, que até hoje atuam na profissão.
         Meu irmão  muito me apoiou nos tempos em que eu estudei na Fafi, em União da Vitória. Muitas vezes, quando eu voltava para minha cidade, em visita aos familiares, ele me mandava na alfaiataria do tio Ivo Mário Baretta para fazer uma calça nova, de tergal. Quando minha irmã, Iradi, foi mirar em União da Vitória, deu-lhe uma máquina de costura para que ela pudesse trabalhar sem se preocupar com emprego e poder financiar seus próprios estudos.
         Era torcedor do Botafogo e do Palmeiras. Jogou futebol nos campinhos de nossa cidade, no Palmeirinhas e no Noroeste, de Nossa Senhora da Saúde, era bom jogador.  Aos 18 anos, já era treinador do Palmeirinhas, do Ouro. Alto, forte, e com olhos azuis, atraiu a atenção da Lurdes Maria Andrioni, com quem se casou.
          Quero agradecer  minha cunhada Lurdes por ter cuidado bem de meu irmão nos anos de convivência matrimonial, do que resultou o nascimento da Graziela e da Gabriela. Grazi é casada com Fabiano Lago e têm um filho, Pedro Miguel.
          Dele tenho ótimas e saudosas lembranças, sempre tivemos carinho mútuo. Nos seus últimos anos de vida, costumava vir em minha casa em muitas noites e domingos. Ele tinha admiração pelas nossas filhas e influenciou o Fabrício a trocar de time de preferência na infância: de são-paulino, virou palmeirense.
         O primeiro carro da família ele comprou em 1976, um fusca azul, modelo 1300 L, com rodas de tala larga, som, Kadron e volante de Fórmula 1. No toca-fitas, Raul Seixas, com "Amigo Pedro", e os outros sucessos dele. Era fã de Roberto Carlos e de todos os cantores, cantoras e grupos da Jovem Guarda. Tinha, na juventude, os discos do RC, Renato e seus Blue Caps, Os Incríveis, e colecionava os LPs de "As 14 mais", com os cantores da Jovem Guarda. Quando começou a construir nosso sobrado, comprou "Coração de Papel", um compacto do Sérgio Reis. O Ivanir Casagrande, popular Nico, trazia para ele os discos lançados em São Paulo. Comprava revistas de fotonovelas e pendurava os pôsteres dos artistas da Revista Capricho nas paredes do nosso quarto.
         A perda de nosso pai abalou-o muito, com a todos nós. Ele for o filho que mais tinha convivido com nosso pai e sentiu muito a sua perda. Está sepultado no cemitério da Vila São José, em Ouro, junto com os pais Guerino e Dorvalina.
          Meus sentimentos, e de toda a minha família, a todos os que participaram da vida junto com meu amado e saudoso irmão.
Euclides Riquetti

Em 11-03-2026 

Neve de 20 de agosto de 1965 - Uma paisagem europeia em Capinzal e Ouro

 



Há  60 anos, uma nevasca atingiu os estados do Sul do Brasil.  Reedito, aqui, a crônica que está publicada em meu livro "Crônicas do Vale do Rio do Peixe e outros Lugares - abril 2020:



Ouro - SC - Neve 1965 - foto arquivos RC -
Vista da Ponte Pênsil - antes do Rio, alojamentos
da Empresa Castello Branco S/A - que estava
restaurando a RFFSA


Capinzal SC - Neve 1965 - foto arquivo RC
Rua XV de Novembro - aos fundos OURO SC
antes do povoamento do Morro de Navegantes


          Quando se fala em épocas em que as pessoas viveram, ou mesmo para estimar quantos anos viveram, muitos têm o hábito de dizer:  "A fulana (ou o fulano), viveu mais de 100 anos, porque sempre me dizia que tinha presenciado x florações das taquaras".  Bem, uma pessoa que deve ter vivido muitas florações das taquaras foi o "Caboclo Estevão", que morou em Pinheiro Baixo, Ouro, e era homem de confiança de um de nossos pioneiros, o Veríssimo Américo Ribeiro, carroceiro. O Estêvão teria vindo com o colonizador da região de Vacaria-RS, trabalhou com os Ribeiro e depois foi para Bonsuecesso, e os que o conheceram dizem que ele era uma  pessoal leal e bondosa. Guardo comigo uma foto dele, cedida pelo amigo João Américo Ribeiro, que cuida da propriedade da família em Pinheiro Baixo. Ele deve ter vivido mais de 100 anos...  O caboclo tinha uma mão enorme. (O Benito Campioni, irmão da Márcia, minha colega de trabalho, também tem uma mão daquelas de segurar e derrubar boi no chão). Quando o encontro, brinco muito com ele sobre isso,  meu ex-vizinho, gente boa.

          Esse intróito todo, fi-lo para chegar ao assunto do título: as neves que tive o prazer de presenciar, e que marcaram, de alguma forma, a minha vida. Mas, diferentemente das florações das taquaras, ela não tem um ciclo definodo para vir.

          O inverno de 1965 foi muito forte no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Eu tinha doze anos, estudava no Ginásio Padre Anchieta, e começou a fazer muito frio naquela estação. Tínhamos uma casa nova, de madeira, bem desenhada, ali na Felip Schmidt, ao lado da Indústria de Bebidas Prima, onde produziam refrigerantes e engarrafavam vinhos e outras bebidas. Quando fizeram o "engarrafamento", escavaram o terreno e deixaram um barranco, que com as chuvas que precederam o inverno foi desmorronando, pondo nossa casa em risco de desabamento. Na noite do dia 19 para 20 de agosto, fazia muito frio. De manhã, meu pai, Guerino, acordou-nos cedo para vermos e espetáculo que se desenhava à nossa frente: Ali onde hoje há o Posto da Combustíveis da Família Dambrós, havia uns gramados e umas plantinhas sobre as terras que eram jogadas para formar um aterro, e tudo estava coberto de neve. A Ponte Nova estava recoberta por um manto alvo, e o mesmo era contemplado nos telhados das casas, a maioria de madeira. Até os cabos de aço de sustentação da ponte pênsil acumulavam camadas de neve. As ruas de Ouro e Capinzal pareciam aqueles caminhos que se veem em filmes,  numa autêntica paisagem europeia. Os poucos carros que havia, e as carroças e charretes, estavam todos recobertos pelo branco brilhante. Os telhados do Hospital São José, do Hotel Imperial, do Hotel do Túlio, do Cine Glória, do Cine Farroupilha, da Distribuidora de Peças e Acessórios, da Casa do Ernesto Zortéa, do Marcos Fortunato Penso, do Pedro Surdi, da Dona Dileta da Silva, do Adelino Casara, do Adelino Beviláqua, e de muitas outras edificações, era possível vê-los por nós, que observávamos a paisagem com nossos olhos originários do Ouro.

          O peso da neve mexeu com a estutura de nossa casa. Tivemos que abandoná-la. Fomos distribuídos nas casas dos parentes, dos tios Arlindo Baretta,  Adelino Casara e Victório Riquetti. Eu, fui para a casa da Tia Maria, do meu primo Moacir. Lembro-me bem, que à tarde, precisei ir à Comercial Baretta fazer umas compras para a tia, e meu único par de sapatos estava molhado, gelado. Fui com as chuteiras do Moacir, que tinha as traves altas , e que minha ingenuidade fazia-me pensar que a sola ficaria mais alta que a neve. Só ilusão: congelei os pés. Aulas suspensas. O Frei Gilberto (Giovani Tolu), suspendeu nossas aulas, estava muito feliz, porque via, aqui na América do Sul, a mesma nostálgica paisagem que sua mente trazia de sua infância na Itália.

          O Joe e a Bunny,  eram  norteameriacanos que atuavam junto aos Clubes 4-S no interior do Ouro, havendo um clube pioneiro em Linha Sul ( o primeiro de Santa Catarina),  moravam de pensão na casa do Sr. Guilherme e da Dona Mirian Doin.  Eles eram dos 4-H, clubes dos Estados Unidos da América que tinham as mesmas funções e objetivos que os 4-S do Brasil:  Head,  Hands, Heart, and Health, que em português entndíamos como: Saber, Servir, Sentir e Saúde.  Acostumados com a nove do Norte, fotografavam, faziam bonecos e esculturas. O Joe, que jogava basquetebol na quadra do Padre Anchieta com o Dr. Leônidas Ribeiro, o Rogério Toaldo e outros, era alto e usava óculos ( até para jogar). Ficou maravilhado com a neve. E, nós, tivemos que demolir nossa casa, da qual tenho muitas saudades...

         Como resultado do frio, houve perdas e animais nos sítios e fazendas. Lembro que houve muita mortandade de abelhas. Até mesmo o mel que vinha de Abdon Baptista, não veio mais. Não vinha mais o caminhãozinho carregado, com as latas de 20 Kg, com que estávamos acostumados. E o produto encareceu. AlIas, ficou sumido pelos anos seguintes, até que os enxames e as colmeias foram-se recompondo.

          Além dos eventos climáticos que resultaram na enchente de 1983, penso que a neve de 1965 seja o outro fenômeno que mais nos marcou.

          Ah, acho muito bonitas a neve e a geada. Mas, agora, com ar quente no carro, é muito mais fácil de encarar o frio. Viva a bela lembrança do passado!  E viva a moderna tecnologia!

Euclides Riquetti

Atualizado em 11-03-2026

Pele com cheiro de avelã

 


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Pele com cheiro de avelã
Paira algo  muito doce e  gostoso  no ar
É algo tão terno, difícil de se descrever
Talvez um verso novo para me encantar
Talvez uma estrofe que você possa ler.

Um poema de luz no céu é derramado
Com que eu  a proclamo e abençoo
No vasto universo de estrelas decorado
O céu abre lugar para seu cândido voo.

Venha, espalhe  pelos ares seu perfume
Traga-me suas palavras e sua candura
Seja no dia meu norte, na noite meu lume.

Traga seus lábios com gosto de hortelã
E a sua voz com aromas e com doçura
Quero beijar sua pele com cheiro de avelã.

Euclides Riquetti

terça-feira, 10 de março de 2026

Quando meus sonhos estiverem maduros

 


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Quando meus sonhos já estiverem maduros
Então eu tiver escrito alguns poemas de amor
Com os versos simples, românticos e puros
Talvez desenhados nas pétalas daquela flor...

Uma  rosa champagne de perfume adocicado
Me atrairá em meio às brancas e vermelhas
Revolvendo-me às lembranças do passado
Devolvendo-me o amor caído em centelhas.

Quando as andorinhas voltarem a sobrevoar
Aquelas plantas imponentes e majestosas
Os canários orquestrarão um terno cantar.

E quando eu tiver navegado para te encontrar
Numa nova manhã ensolarada e esplendorosa
Beijarei teu sorriso fascinante na beira do mar!

Euclides Riquetti

Ainda as preocupações com os idosos – quem vai cuidar deles ou tutelá-los?

 




       A partir do momento em que comecei a abordar a questão das pessoas em idade avançada e que são portadoras de males que lhes limitam seu desempenho físico ou cognitivo, ou ambos, várias pessoas, das cidades de nossa microrregião começaram a me abordar e manifestar seu apoio à causa. A causa não é minha, é de todos.

       Lideranças expressivas do meio político, empresarial ou social, bem como cidadãos e cidadãs comuns, mas que têm alma e coração, são sensíveis e têm alguma forma de empatia, estão todos preocupados com o futuro não apenas de seus entes queridos, mas de si mesmos. Alguns não têm sucessores, outros não têm renda suficiente para bancar internamentos ou pagar por cuidadores. A mão-de-obra vai ficando escassa e cara, e poucas pessoas estão dispostas a realizar esse tipo de tarefa.

       O bom exemplo de Joaçaba, que está saindo na dianteira para a implantação de um centro dia de assistência ao idoso certamente que será imitado. O prefeito de Ouro, Claudir Duarte, me falou que ensejará tratativas para que Ouro, Capinzal e Zortéa venham a ter um único, reduzindo assim os custos de implantação e manutenção. Uma cidadã até vem sugerindo que seja construídas unidades próximas aos postos de saúde das cidades, pois a estrutura médica existente poderia dar suporte, inicialmente, ao projeto. A realidade é que a população está vivendo por mais anos e as doenças estão aparecendo.

       Em menos de uma década, cada município precisará oferecer o serviço. Em duas décadas, cada setor de uma cidade deverá ter uma unidade, tanto quanto hoje contam com uma creche infantil. A creche para a pessoa idosa precisará ser uma realidade. Pode ser travestida com nomes pomposos e criativos, mas o termo que todos compreenderão vai ser mesmo o “creche”.

       A bagunça política e jurídica no Brasil – Os tempos são outros e, a cada dois anos temos eleições no Brasil, ora em nível municipal, ora em estadual e federal. A campanha para as eleições deste ano começou ainda no ano passado. São problemas com o ativismo judiciário, as investigações pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pelos Deputados e Senadores em suas CPIs ou CPMIs. As narrativas e a criatividade nos discursos, as saídas pelas autoridades do Judiciário, em especial por três ou quatro juízes do STF, que  mancham o nome daquela Instituição, nos deixam atordoados.

       O cidadão comum, aquele que muito já pagou e ainda paga por impostos, revolta-se, mas não tem como ser ouvido. Mas as redes sociais hoje estão disponíveis para a manifestação popular. Até exageram naquilo que publicam. Acreditar ou não, depende de um exercício mental muito forte para perceber aquilo que é verdadeiro ou falso. O respeito está cada vez menor, as ofensas correm soltas, a inteligência oficial pode colocar pessoas inocentes em verdadeiras frias. A responsabilidade e o exemplo precisa vir de cima...

       Estados Unidos e Israel em guerra com o Irã – Os dois países se uniram para derrubar o regime vigente no Irã, mas não com ação diplomática, e sim com bombardeiros modernos. A resposta veio em mísseis e drones. As guerras são planejadas em determinados pontos e os equipamentos acionados por controle remoto e precisão computacional. Mas seres humanos perdem a vida e não há dinheiro que as possa repor. A morte de lideranças políticas e religiosas faz com que os ânimos se exaltem. Os países que apenas observam o conflito emitem notas condenando, mas não se metem. Azar de quem morre. Uma pena que inocentes acabam pagando com sua vida pela ambição dos fortes. Segundo Donald Trump, a guerra termina em um mês.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

Que Deus proteja a todos!

 




Que Deus proteja a todos os seres
As pessoas, as plantas, os animais
E que não venham a sofrer jamais
Que Deus proteja a todos os seres!

Que Deus proteja a todos os seres
Primeiro os mais fracos e sofridos
Depois aqueles que são oprimidos
Que Deus proteja a todos os seres!

Que Deus proteja a todos os seres
Especialmente crianças inocentes
Também as mulheres benevolentes
Que Deus proteja a todos os seres!

Que Deus proteja a todos os seres
A mim, a você, às pessoas amadas
À sua família decente e louvada
Que Deus proteja a todos os seres!

Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Novos ventos, novos alentos

 



 

Novos ventos, novos alentos

Trouxe-me o vento na morna noite novos alentos
A doce paz que meu coração há tanto procurava
Na verdade, eles amainaram meus sentimentos
Trouxeram conforto a uma alma que os buscava.

E os alentos que me revigoraram e me devolveram
Aquela energia que por dias havia desaparecido
Foram os bálsamos que de novo me fortaleceram
E me transportam a ti para novos sonhos revividos.

E, com eles, voltaram-me as esperanças ausentes
Que estavam navegando em estranhos universos
E me inspiraram a cantos românticos e repentes.

Ah, suaves alentos inebriantes que nesse novo dia
Me repõem toda a inspiração para meus versos
Obrigado por tanta  paz e pela renovada alegria!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 9 de março de 2026

As dores dos espinhos do limoeiro

 


 





 

 
 
Tempos de incertezas, certamente
Dúvidas que afligem e atormentam
O amanhã que pode simplesmente
Apagar as chamas que alimentam...

Tempos de angústias e de medos
Futuro incerto, quase sem clareza
As vidas com seus enganos ledos
Toda alegria perdendo pra tristeza...

Tempos idos que talvez não voltem
Lembranças boas agora  já se vão
Se os  vulcões  as chamas cospem
Sofre muito mais meu coração!

As dores dos espinhos da roseira
Também dos que saem do limoeiro
Até o que brota da verde laranjeira
Machucam e me ferem por inteiro!

Perceba que no meu triste dilema
Da dor do espinho e da dor da alma
Resulta-me mais um triste poema
Nada mais me ajuda nem me acalma!

Euclides Riquetti

Uma oração para você (compus na Avenida Manoel Ribas, em Porto União)


  


Quando o céu parecer mais azul, atrás dos montes,
E as tímidas árvores receberem os primeiros raios de sol,
E as flores fizerem a vida mais colorida,
E até mais azuis ficarem as águas das fontes...
Então estarei pensando em você, menina!

Quando quente o tempo estiver em dezembro,
E eu estiver um pouco mais velho do que agora,
E minhas noites ficarem tristes sem seu calor,
Mesmo que eu não saiba onde você esteja vivendo,
Eu estarei pensando em você, querida!

Mas o tempo não para e chegará o outono!
As folhas,  já pálidas como eu, cairão sobre a terra,
Virá o vento e nuvens escuras cobrirão o céu,
A chuva fria molhará o meu rosto sofrido...
Mas estarei pensando em você, meu bem!

E quando o inverno chegar novamente,
E eu andar pelas ruas ao encontro do nada,
E como hoje o vento soprar fortemente,
Pensarei em você sem rancor, com saudades...
Pois quem errou fui eu, meu amor!


Euclides Riquetti

Composto no inverno de 1973
e publicado no livros "Prismas - volume IV, da Coleção
Vale do Iguaçu", em União da Vitória - PR - em 1976,
(com ilustração).

Alguém escreveu em algum lugar> 
Uma oração para você, Euclides Riquetti, é uma poesia que expressa sentimentos profundos e afetos. A canção fala sobre a saudade e a reflexão sobre a vida, destacando a importância de lembrar e valorizar os momentos compartilhados. Para mais detalhes, você pode conferir a poesia completa aqui.

Como se o tempo não tivesse passado

 

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É como se meu tempo não tivesse passado
E é como se tudo fosse um sonho eterno
Algo fascinante, algo encantador e terno
Que calou em mim; ficou aqui gravado..

É como se a vida fosse só o que foi vivido
É como se não houvesse um futuro adiante
Nada de novo, apenas o passado já distante
Apenas um livro diário já escrito,  antigo...

É como se tudo fosse estático, permanente
Apenas dias nublados, chuvas, tempestades
Ventos que sopram os fogos das vaidades
Como se tudo fora o passado sem presente...

É tudo muito confuso, escuro, sem clareza
É o céu na noite em que somem as estrelas
Em que se olha e não se pode percebê-las
É o futuro incerto e o presente sem certeza!

Euclides Riquetti

Você é a luz de Deus

 


 


 


Você é a luz de Deus
Que clareia, que brilha, que aquece
Que à tardinha nos dá adeus
Que chega quando o dia amanhece.

Você é a luz que alimenta
Que anima e que energiza
Que conforta a alma sedenta
E a todos nós ilumina.

Você é quem conforta a planta
Com seus raios que reluzem
Anima-a, com sua força santa
Com seus raios que a seduzem.

Luz protetora  e divinal
Que nos orienta e que nos guia
Com sua energia natural
Nos abençoa todo o dia!

Obrigado, Rei Sol!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Flutuar nas nuvens, flutuar!

 






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Flutuar nas nuvens, flutuar


Fui andar nas nuvens, flutuar
Buscar não sei o quê
Fui nem sei por quê
Mas fui passear!

Seria o  passeio dos justos
Ou da desolação?
Seria preocupação
Ou vazão a instintos brutos?

Fui andar perto do céu azul
Fui encontrar a paz
Pois é assim que se faz
Aqui no meu amado Sul...

Seria a busca das verdades
Das respostas escondidas
Para as dores sentidas
Para as aflições e as vontades?

 Fui com propósitos e propostas
Fui flutuar nas nuvens brancas
Procurar almas tão santas
Que me dessem as respostas!

E, agora, já sei o porquê
De ter ido buscar ali
Remédio pra dor que senti:
Encontrar você!

Euclides Riquetti

domingo, 8 de março de 2026

Irresistível

 


 



Irresistível como o perfume amadeirado

É lembrar de nosso passado

Ou viver um presente tão incerto

Quanto o futuro que nos é aberto...


Incrível é como você se mantém altiva

Como sabe conduzir sua vida

Escrevendo e descrevendo 

Registrando habilmente e enaltecendo!


Inconcebível é ver que no girar do mundo

De nosso planeta azul, prata e rotundo

Tudo parece harmônico, devidamente exposto

Enquanto que o cenário vivido é o oposto...


Irresistível, incrível, inconcebível

Adjetivos a qualificar a vida que é possível

Em tempos em que deveríamos viver com alegria

Mas temos que nos contentar com o dia após dia!


Euclides Riquetti