sábado, 11 de abril de 2026

Quando o vento soprar de leve...

 



 




Quando o vento frio soprar de leve
Balançando as cortinas suavemente
E a doce melodia chegar de repente
Para acariciar-te num sopro breve...

Quando o vento da manhã chegar
E acariciar teu rosto com a doçura
Acalmando tua alma branca e pura
Vais, certamente de mim lembrar.

Quando ouvires o triste lamento
Que o vento carrega de mim pra ti
Talvez perceba um ressentimento
Que não há como eliminar de mim...

Então nosso tempo já terá ido embora
E saberemos o que a vida nos toma
Ela que nos dá a subtração e a soma
Ele que se vai e nos deixa por hora.

Bem assim...

Euclides Riquetti

Um belo entardecer

 


 




Foto: Caçadores de Imagens - Capinzal - SC -

-  granjas de grãos entre Capinzal e Zortéa



Está ali um belo entardecer

Depois de uma tarde ensolarada

Com um céu de azul discreto

As folhas da palmeira balançadas

Ouvindo as músicas prediletas

Prenúncio do breve anoitecer...


Mais um dia com esperanças

Vendo as horas indo embora

Enquanto alguém triste chora

Pelas desventuranças.


Esperar pelas boas novas

Para que as pessoas se animem

Pra que você, então, se energize

Que sinta os olores das rosas

E, depois, se regozige!


Rezar, amar, e muito acreditar 

Que possam vir dias bem melhores

Que se possa andar pelos arredores

Sem se preocupar...


E que o bom Deus nos proteja

Nos dê saúde e muita alegria

Que o amanhã, sendo um novo dia

Que Ele guie meu barco que veleja

Para que eu possa navegar

E rever, de novo, nosso velho mar!


Euclides Riquetti

Zortéa - tempos que não voltam mais - reedição- para relembrar!

 


 




Cachoeira do Taimbé, em Zortéa. Terra de muitos encantos...

          Uma parte de minha vida, do início de 1977 ao final 1979, morei no Distrito de Zortéa, que pertencia ao município de Campos Novos. Lá eu convivia com três segmentos sociais distintos: Havia os professores e alunos da Escola Básica Major Cipriano Rodrigues Almeida; meus colegas de escritório da Zortéa Brancher S/A - Compensados e esquadrias;  e a turma do futebol, que atuava numa quadra de esportes com piso de cimento e no campo gramado do Grêmio Esportivo Lírio.

          Na condição de professor, eu atuava pela manhã e noite e, à tarde, no Departamento Financeiro da empresa, na função de controlar os débitos para com fornecedores e redigir correspondências. Traduzia as que chegavam do exterior e vertia para o Inglês  as que eram enviadas para o Reino Unido, Argentina, Haiti, Iraque, Arábia Saudita, dentre outros. E ainda emitia faturas pro-forma para a venda de compensados nas exportações. Foi uma época em que muito aprendi e muito me diverti. As pessoas, lá, eram muito felizes.

          Em 1978 a comunidade católica recebeu os Padres Missionários, com quem fizemos muita amizade. Havia o Padre Mantovani, que chamávamos de Gringo, era natural de Lacerdópolis, muito carismático, conseguiu envolver, com seus colegas, a comunidade local para a religião, para a busca do bem. E o envolvimento vinha com a escola, a família, a comunidade, e até a empresa, que realizava turnos de trabalho diferenciados de forma que os empregados pudessem participar das Missões.

          Bem, acabei envolvido de tal maneira que me tornei celebrante de cultos religiosos. Fiz isso durante dois anos. Mas, paralelamente, jogava minha bolinha, treinando nos finais de tarde e jogando aos sábados e domingos, preferencialmente futebol de campo. E, aí, me vem uma  história que me faz  rir:

         Marcamos um jogo  dos professores e maridos das professoras contra os alunos, para um domingo de manhã, às 10 horas. E, naquele domingo, era minha vez de celebrar o culto. Cheguei cedo à Capela, deixei meu fusca branco,  novinho,  estacionado "em ponto de bala" na estradinha ao lado dela, com meu kichutte na bolsa. Tão logo terminasse o culto, eu iria para o campo jogar.

          Fiz minha parte na celebração e quando eram nove e quarenta anunciei o canto final. E, enquanto cantavam, saí, liguei o fusca e desci para o campo. Jogamos alegremente, numa boa.

          Na segunda-feira, bem cedo, o amigo Darci Zílio, que era Ministro da Eucaristia, procurou-me: " O que aconteceu que você não deu a bênção final e saiu de  fuque,  sem terminar o culto?" Argumentei que eu acabara o culto, anunciara o canto e saíra para o jogo.

          O Darci me cai na gargalhada: "Seu maluco, você esqueceu de dar a bênção final!"  Todos ficaram um bom tempo esperando. Achavam que você tinha se sentido mal e saído às pressas. Como você não voltou,  eu mesmo dei a bênção!" Que vergonha!...

          Bem, há poucos instantes eu soube, pelo seu filho, Vanderley, via facebook, que o Darci já morreu há 8 anos...

          É, fiquei devendo uma pro amigo Zílio, que me ajudou naquela. Agora, é rezar um pouco pra que ele tenha a recompensa, lá em cima, por tudo o que sempre fez pelos amigos e comunidade de Zortéa.

Euclide Riquetti
20-11-2012

Amo as estrelas no céu

 


 


 





Amo as estrelas no céu, cintilantes
Estrelas prateadas em noites de luar
Penduradas no céu, sobrevoam o mar
Inspiram poetas, excitam os amantes.

Amo-as, verdadeiramente, como amo
Da mesma forma que você as ama
Espreito-as pela janela, desde a cama
Admiro seu brilho discreto e soberano.

Sendo amar um verbo tão expressivo
Com ele expresso a minha devoção
Com sua força de verbo transitivo...

Sendo o luar companheiro das estrelas
Vejo-o com amor, sinto-o com paixão
E em todas as noites, quero revê-las!

Euclides Riquetti

Meu soneto saiu para encontrar o teu

 


 


 



Meu soneto saiu para encontrar o teu

Soltou-se de mim sem o teu endereço

E eu, que te devoto meu maior apreço

Nem sei se teu coração já o recebeu...


Mandei-o que fosse, com mil cuidados

E todas as recomendações necessárias

Não se iludir em tentações perdulárias

Cuidar bem de todos os teus predicados. 


Foram-se meus quatorze versos rimados

As quatro estrofes ricamente delineadas

As ideias, todas, muito bem articuladas.


Foi a paixão oculta e teu nome soletrado

Foi-se, meu soneto sem vocativo e aposto

Agora só quero que o receba com gosto!


Euclides Riquetti

Nós vamos ficar bem...

 


 



Nós poderemos voltar a ficar bem
Se buscarmos pequenas soluções
Poderemos  resolver tudo e ir além
Se controlarmos nossas emoções.

As vidas das pessoas são sujeitas
A percalços que as atormentam
A muitos conflitos e turbulências
Às  situações que as alimentam.

Calma, muita calma é preciso
Mesmo que isso pareça impossível
Mas poderá voltar-nos o sorriso
Se acontecer-nos algo imprevisível.

Diálogo, coração muito aberto
Franqueza e muita determinação
A solução pode estar muito perto
Desde que abrandemos o coração!

Apenas isso! (Bem assim...)

Euclides Riquetti
www.blogdoriquetti.blogspot.com 





Euclides Riquetti

Nas outonais madrugadas






Nas outonais  madrugadas


Com caneta e papel aberto


Escrevo meus versos


Que jogo ao vento


Que vão como meu pensamento


Sobrevoar seu coração deserto!




Em meios novos e digitais


Registro minhas alegrias e meus ais


Digito minhas crônicas e poesias


Faço isso todos os dias


Não me esqueço disso jamais!




Nas outonais madrugadas 


Tiro as palavras do nada


E vou alinhando-as com certa ordem


Antes que as pessoas acordem


Para uma nova jornada.




Às vezes tudo me vem com facilidade


Em outras, alguma dificuldade


Em que tenho que rimar adjetivos


Ou mesmo substanciar substantivos


Para falar apenas amenidades.




E é assim que eu vou mantendo acesa


Que consigo ter alguma destreza


Minha chama de poeta criador


Cuja alma já rimou dor com flor


Cuja imaginação já deu à feia a beleza.




Então, que Deus abençoe meu público leitor


Que me possibilita ser humilde escritor


Que nas madrugadas, manhãs e tardes


Vai tecendo cordas sem alardes


Para laçar um grande amor!


Euclides Riquetti - www.blogdoriquetti.blogspot.com




Euclides Riquetti

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Lembranças do Mater Dolorum



Para relembrar...


 

 
 
          O Mater Dolorum chegou há 6 décadas e pouco...  Chegou antes de mim. E, quando me dei por gente, estava ali, no alto do mesmo morro, impondo-se, sutilmente, sobre Capinzal. Um casarão de madeira com dois pavimentos, um sótão e um "porão". Um edifício muito estiloso, de elevado padrão de arquitetura para a época.

          Em 1961,  adentrei pela primeira vez pelas portas do Mater. Conhecia muitas histórias sobre ele. Meu irmão mais velho e meus primos me contavam sobre isso. Era um educandário particular, de posse e administração das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Justamente naquele ano, iniciara convênio com o Governo Federal, e eu pude entrar ali como aluno, com 8 anos feitos já. Viera de "Linha Leãozinho", que na época ainda pertencia a Capinzal. E, tão logo aprendi a ler, identifiquei uma placa enorme, em que se podia ver: "Plano de Metas do Governo''. Era o plano do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, que tinha como slogan "50 anos em cinco", ou seja, estava dando uma sacudida no País para que deixasse de "dormir em berço esplêndido". Atacava na indústria e na educação. Começavam a fabricar carros e nós a frequentar boas escolas, gratuitamente.

          Minha primeira professora foi Judite Marcon, uma interna do Convento das Irmãs, que havia em anexo. Ela foi embora para continuar seus estudos e veio, em seu lugar, Noemia Zuanazzi. Adiante, passei pelas mãos generosas de Marisa Calza,  Marlene Matos, Tarsila Boff, Marli Sartori,  Marilene Lando e outras. Pelo menos estas foram as mais presentes, pois as outras atuavam temporariamente. Havia a Almeri Pasin, que lecionava para outra turma, onde estudava um primo.

          Algumas lembranças tenho bem claras na memória: Ao lado do casarão de madeiras, edificava-se o prédio do  Mater Dolorum  em seu corpo principal. Lembro-me bem que um dos mestres da obra era o Sr. Valdomiro Viganó.  Adiante, o casarão deu lugar ao auditório, que na nossa memória ficou registrado como "palco". Daquele velho casarão, os medos que vinham com os rumores: No sótão, numa sala bem aos fundos, haveria o fantasma de algumas freiras já falecidas. As histórias que nos contavam eram horripilantes. E nós nos pelávamos de medo das assombrações. Acho que queriam assustar-nos para que não fôssemos meter o nariz onde não devíamos. E nós éramos tão xeretas quanto são os adolescentes de hoje, talvez piores que eles.

          Uma grande expectativa na cidade foi com a chegada do Caminhão "Caçamba" das Irmãs para ser utilizado na remoção de terras das escavações, que foram muitas e geraram grande volume de material a ser retirado para a construção do prédio novo e os pátios, inclusive o a quadra, que exigiu muito trabalho. Trator e carregadeira de esteiras da Prefeitura, que davam apoio. E o caminhão com carroceria basculante, amarelo, Ford F 600 novinho e brilhoso, enfim chegou. Eu nem era aluno ainda quando isso aconteceu. Dizia meu irmão Ironi, que ali estudava, que seria dirigido pela Irmã Terezinha. Mas, na verdade, o motorista acabou sendo o Sr. Loid Viecelli. Este, além de motorista do caminhão, muitas vezes animava as festas juninas com sua gaita para que dançassem a quadrilha.

         Irmã Fermina, Irmã Marinella, Madre Prisciliana são algumas das freiras que muito marcaram a minha vida e a história dali. A primeira, moreninha , franzina, delicada. Marinella, alta, jeito de italiana, dócil. Prisciliana era chamada somente de "Madre", uma mulher magra, de média estatura. e a Irmã Terezinha tinha fama de "braba".  Era bonitona, pele do rosto bonita, usava óculos clássicos. Bem, nunca ninguém viu nenhuma que não estivesse envolta em seu hábito preto e branco, que deixava mostrar apenas o rosto e as mãos. Sapatos pretos com meias. Ninguém nunca lhes viu os pés. Ficávamos imaginando como podiam passar calor nos dias de verão. Mas, não muito tempo depois, mudaram as convenções da Igreja católica e padres e freiras passaram a vestir-se como os cidadãos comuns. Aliás,  a população ficou dividida em relação a isso, pois uns achavam que estavam certos e outros de que deveriam manter-se com as vestimentas características, para facilmente serem identificados e não serem confundidos.

          Muitas histórias boas de meus quatro anos de estudos no Mater Dolorum ainda estão em minha cabeça. E também de minha atuação como professor de Inglês nos seus últimos anos de funcionamento enquanto escola particular, da Congregação Servas de Maria Reparadoras. O educandário legou-me uma educação de alto nível. Aprendi muito do primeiro ao quarto ano, entre 1961 e 1964.  E, sobretudo, aprendi muito em termos de educação e formação pessoal. Mais do que aprender a ler, escrever e calcular, aprendi a ser gente ali! E isso me orgulha muito!

Parabéns, Mater Dolorum, palco de grandes acontecimentos, memórias, eventos, lembranças!

Euclides Riquetti
31-08-2014

O levante do luar dourado


 



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O levante do luar dourado
Levanta-se, no fim da tarde,  no eldorado
O luar dourado que resplandece
E, ao levitar sobre o mar,  extensamente ondulado
De um  prateado fulguroso se reveste
Para abençoar o horizonte santificado. 

Levanta-se, com a cor do ouro casto e polido
O luar fogoso a redesenhar o agreste
E, ao escalar as nuvens, no acorde sustenido
Energiza  os coqueirais perfilados do Nordeste
No quadro fantástico pela  natureza esculpido.

E os sonhos  dos amantes e dos enamorados 
Juntam-se no vagar das ondas da imaginação
Enquanto os ideais já  quistos e projetados
Juntam-se no eternizar do  poema e da canção
No concerto dos ventos gentis ali soprados. 


Euclides Riquetti

Quero ser o poema perfumado


 



Quero ser o poema perfumado que você devora
A rima preferida que me abandonou
O soneto alexandrino que se foi embora
A alça da blusinha que a gente rasgou...

Quero ser o poema inspirado que você deseja
Ou a canção romântica que você cantava
Que escrevo e apago antes que você o veja
Ou as toalhas enroladas que você guardava...

Quero ser o sonho doce  que nós dividimos
A ousadia vivida, o perigo iminente
Não quero acreditar que nós  desistimos
Que lutamos muito, mas não o suficiente.

Quero ser o futuro que sorri muito contente
Que ri do passado sem lógica ou explicação
Quero ser o reencontro que volta neste presente
Que me embala no sonho das notas de sua canção.

Euclides Riquetti

Cumplicidade

 


 






Há uma cumplicidade entre nós dois:
Uma palavra que rima com felicidade
Há uma pequena distância que não conta
Porque depois, depois da saudade
Vem sempre o reencontro, o amor de verdade.

Euclides Riquetti

A chuva da manhã de outono




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Na manhã chuvosa de outono me chega a canção
Que me vem trazida pelo vento
Pousa, suavemente, em meu pensamento
E se aloja em meu frágil  coração.

Vem, num carrossel de anjos que vêm
Com sua melodia indescritível
Canção de sabor aprazível
Vem me deliciar também.

Na manhã chuvosa de outono vem a canção que me afaga
A canção da noite, que você repete
E que me acalenta, me confunde e me embriaga.

Na manhã chuvosa de outono meu coração silencia
Enquanto se acalma, pensa, reflete:
Quer esperar você, cheio de uma doce  nostalgia.

Euclides Riquetti

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Azul é o mar

 







Azul é o mar
Dos pensamentos leves e  morenos
Dos olhos pequenos
Que me fazem sonhar
Porque o céu é azul
E azul é o mar!

Desfilam na orla
Os corpos sensuais
Correndo em si as almas
Que me confortam
Porque os corpos tais
Se banham e se queimam na orla!

Pecam-se em pecados os pensamentos
Que sobrevoam as ondas
E se perdem com o vento
E a água na vastidão da planície
É tudo como se tu existisses
Em todos os lugares do firmamento...

Porque azul é o mar!

Euclides Riquetti





Sonhei porque você me permitiu sonhar

 



 

Sonhei com você na noite estrelada
Sonhei o sonho que meu coração ditava
Foi desde o anoitecer, até de madrugada
E acho que você também sonhava...

Sonhei o sonho do fogo e da perdição
Sonhei com você que me queria demais
Foi um sonho de amor, de verdadeira paixão
Como eu nunca sonhara jamais....

Alimentamos nossos sonhos neste verão
E juntos bailamos um gostoso bailar
Embalados na melodia da doce canção.

Sonhei com você o sonho do meu desejo
Sonhei porque você me permitiu sonhar
Sonhei  com a alma, com o corpo e com beijos...

Euclides Riquetti

Jogo de sedução

 


 




Não quero que me vejas como um fútil galanteador

Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão
Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador
Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...

Não imagino que possamos dar luz a uma realidade
Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão
Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade
Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...

Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti
Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer
Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...

Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão
Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder
Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Celito Riquetti

O Filò Taliàn de Concórdia - cultura - alegria - gastronomia - Vale a pena visitar (PARA RELEMBRAR)

 


 


      Participamos, na noite de sábado, 02  de setembro, do Filó Talian de Concórdia, um evento cultural e gastronômico que é realizado no Paiol dos Pellizzaro, na comunidade de Lajeado dos Pintos. Fomos em 23 pessoas da região de Joaçaba, convidados pelo SESC. Danieli Fell foi a monitora do passeio. Pessoas do terceiro andar etário, gente que gosta de aproveitar a vida, que tem, como eu, o  pensamento de que devemos viajar, conhecer, aproveitar as coisas boas da vida, enquanto nossas pernas nos permitem. O SESC realiza projeto de turismo social já há um bom tempo e nós participamos de alguns de seus passeios e viagens para vários pontos do Brasil. 

      O Turismo local e regional é uma atividade muito importante e ajuda muito na economia das cidades, principalmente no meio da produção rural, no âmbito da agricultura familiar. As tradições das raças, principalmente italiana, alemã e cabocla, se bem aproveitadas, são um fator de geração de renda para quem oferece e uma excelente possibilidade de entretenimento. Em Concórdia, a tradição italiana, mantida por descendentes de italianos que ali chegaram vindos da Serra Gaúcha, é mantida e vivida pelos grupos   integrantes do Grupo Filò Talian, que existe oficialmente há dez anos, e  que tem como presidente a artista e talentosa cantora Isabel Pasin Dal Vesco    , que interpreta, magistralmente, as canções do cancioneiro dos imigrantes italianos e da atualidade. Ela é, também, a presidente do grupo cultural. 

       No evento, reencontrei um cidadão que é  nascido na Linha Bonita, Ouro, Agenor Frigo, dinamizador habilidoso e dinâmico. É irmãos dos freis Camilo e Luiz Frigo, este meu colega de adolescência, na década de 1960, quando era seminarista e estudávamos no ColégioMater Dolorum, em Capinzal. Foi uma alegria indescritível encontrar, depois de seis décadas, um vizinho de infância. Seu pai, Reinaldo Frigo, casado com uma Bressan, costumava frequentar a bodega de meu nonno Victório Baretta, lá na linha Bonita. Nas tardes de domingo, jogavam baralho, normalmente truco ou quatrilho, junto com Alberto Rech, Agostinho Bressan, Pierim Baretta, Pedrinho Perotôni, Serafim Baretta, Ambrósio (Ambrosim) Baretta, Marcelino Zanini, Elias Baretta, Henrique Baretta, Pedro Casara, Honorino Dorigon, Arturo Viganó, Teodoro Baretta, Pedro Perotôni, Fioravante Módena e outros.

       Em Lageado dos Pintos, há uma associação de agricultores que produz e os artigos confeccionados e os provenientes da agricultura familiar são vendidos num armazém no conjunto do Paiol dos Pelizzaro, que há duas décadas se uniu para ações de agroturismo, o "Caminho da Roça", roteiro  que  existe oficialmente desde 2005, do qual participam os seguintes empreendimentos: Hidroponia Dallegrave, Camping Perondi, Moinho Colonial Belter, Sgarbossa produtos orgânicos, Armazém Nona Tereza, Paiol e Pousada Pelizzaro, Sítio Família Longhi, e Nativa Flores e Plantas. 

      No evento do filò, com muita desenvoltura da responsável pelo marketing, Adriana Maria Portolan, da animadora Margarete Poletto Dalla Costa (vereadora em Concórdia, com destacada atuação na personagem Gigieta, mulher de Giovani). Jordão Zanella, que faz o personagem Giovani Batista, também nos diverte muito.  O paiol é gerenciado pelo Felipe Pellizzaro e sua mãe Delci. Mas todos os integrantes do grupo fazem o melhor de si e, com muito talento, divertem os visitantes. 

       Tenho falado sobre o empreendimento artístico, cultural e gastronômico do Filò Talian aos meus amigos e indicado para que o visitem. Vale a pena conhecer o Lajeado dos Pintos, o seu projeto agroecológico também. 

Parabéns a todos e contem sempre comigo!


Euclides Riquetti

14-09-2023

Minha lua prateada

 


 




Minha doce lua prateada

Onde é que você se escondeu?

O que será que lhe aconteceu

Será que você teria sido raptada?


Lua prateada do outono leve

Você que encanta os namorados

É a dona dos sonhos mais sonhados

Dos sonhos longos e dos breves.


Lua prateada de minhas noites 

Dos meus instintos e encantamentos

Você que rouba meus sentimentos

Vou procurá-la onde você se esconde.


Lua prateada que tanto me desafiou

Foi embora sem me deixar recado

Quro que volte aqui para meu lado

Para reanimar a alma que aqui ficou!


Euclides Riquetti

Blog do Riquetti

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O toque de suas mãos...

 



O toque de suas mãos carinhosas
O beijo nos seus lábios vermelhos
O seu corpo refletido no espelho
O doce  sabor de nossos desejos
As minhas intenções pecaminosas.

O silêncio que vem depois
A quietude que toma lugar
O pensamento a duvidar
A água a se derramar
A inundar o caminho de nós dois.

O toque de minhas mãos em seus ombros morenos
A chama do amor que arde incessantemente
O meu olhar no seu olhar de veneno
A chama do amor que arde vorazmente
A rejeição da dor que mata lentamente...

Ah, lentas noites dos enamorados!
Do toque de nossas mãos, sensual
Do nosso envolvimento frágil mas  real
(Porque a vida não é banal...)
A vida é dos corações apaixonados!

Euclides Riquetti

Quando a solidão bater à sua porta

 


 



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Quando a tristeza bater à sua porta
Mande-a campear em outro lugar
Quando a melancolia bater à sua porta
Mande-a embora para não mais voltar...

Quando a dor bater à sua porta
Mande-a buscar outro ser pra torturar
Quando o sofrimento bater à sua porta
Mande-o navegar em outro e longe mar...

Quando a saudade bater à sua porta
Mande-a vagar na prata do luar
Quando a solidão  bater à sua porta
Diga-lhe não e não a deixe mais entrar...

Mas quando eu bater em sua porta
Por favor, me convide pra ficar..
Porque se o amor bate em nossa porta
É tempo de se viver e se sonhar...

Apenas isso...
Nada mais que isso!

Euclides Riquetti

Desafiando meus próprios limites - Um 

Beijo de sorvete trufado

 




Beijo de sorvete trufado 


Me dá um seu beijo bem gostoso

Mas nada de sabor mentolado

Eu quero algo muito delicioso

Sabor capuccino ou creme trufado.


Um beijo quente com gosto gelatto

Daqueles de tirar o fôlego da gente

Desafiando o meu instinto sensato

Atiçando a paixão da alma quente.


Um beijo sabor sorvete cremoso

Da Chantilly, Sabrina ou Italiana

Ou mesmo Dihêlo, tão saboroso.


Beijar teus lábios deliciosamente

Amar-te sob os lençóis de tua cama

Abraçar teu corpo perdidamente!


Euclides Riquetti (Elyseo Dechamps)

O amor é infinito

 



O amor é infinitamente infinito

Delicadamente doce, encantador

Mais ainda,  se for arrebatador

Ou, de per si, divinamente bonito.


O amor é algo que te aproxima, atrai

Cega homens, velhos e mulheres

Então, dize-me se ainda me queres

Lembra-te que o tempo corre e se vai!


O amor é o quadro belo e perfeito 

Saído das mãos mágicas do pintor

Do sol é o brilho, da estrela fulgor

Da prata do luar, do soneto feito...


Ele foge das regras e convenções

Dribla, hábil, as chicanes e curvas

Confunde as mentes frágeis e turvas

Aloja-se, sutilmente, nos corações. 


Euclides Riquetti

08-04-2025

(Sim, fiz agora, madrugadinha...)










A turbulência continua em Brasília

 



      Brasília continua em turbulência na política, na justiça e na economia. Sessões vergonhosas têm acontecido no Congresso Nacional, como a que procedeu ao enterro da CPMI do INSS. O relatório apresentado pelo seu relator, Deputado Alfredo Gaspar,  incriminava figuras influentes e apontou os nomes de todos os que se aproveitaram dos aposentados por aquele Instituto. Detalhado e longo, apontava políticos e uma troupe de suas conexões como criminosos. Em síntese, ladrões! Foi rejeitado por 19 a 12 votos.  Cenas grotescas e vergonhosas foram presenciadas, principalmente com uma protagonizada pelo Líder do Governo, Lindberg Faria, deputado federal do PT, que acusou o relator de estupro, o que foi provado na mesma hora ser uma informação falsa, pois nem sequer fora ele o acusado e sim um primo, e que houve uma relação consensual entre dos jovens à época, sendo que a paternidade foi assumida, nada que implicasse o relator. Uma atitude vergonhosa que lhe ocasionará um processo no Conselho de Ética.

       Também  algumas atitudes de ministros do STF, principalmente envolvendo Alexandre de Moraaes, Dias tóffoli e Gilmar Mendes, têm recebido críticas de todos os lados. Pesquisas indicam que o Supremo está com sua credibilidade em plena queda livre. O tempo e o espaço de nossa Capital têm sido palco de situações vexatórias e condenáveis pelos brasileiros.

       No país dos endividados, prega-se uma falsa moral e vive-se em ilusória fantasia.

        Kassab enrolou Eduardo Leite – O PSD, liderado por Gilberto Kassab, escolheu o governador bem avaliado de Goiás, médico Ronaldo Caiado, para candidato a Presidente da República. Havia três governadores buscando a pré-candidaura a Presidente da República: Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite (governadores de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul). Os dois últimos deixaram seus partidos, União Brasil e PSDB, para se filiarem ao PSD. Caiado foi estratégico, Ratinho esperto e Leite muito ingênuo, ou pretensioso.  A raposa mais velha e conhecedora da política, com longa experiência administrativa, é o pré-candidato.

       Educação calcada na Ciência da Aprendizagem – A Suíça acaba de abolir todo o sistema de ensino por meio de tecnologias digitais. Agora é retomado o uso de livro físico em 100 % das atividades de ensino e aprendizagem. No Brasil, o nível de aproveitamento dos alunos nas escolas não é dos melhores. E não adianta ficar achando defeito ou virtudes nos governos em nível federal. Muita politicagem, ideologias, discursos de valorização dos professores e assim por diante. Resultado: Avaliações muito ruins para o desempenho em nível de Ensino Fundamental e Médio. Atuei por mais de 30 anos no magistério público estadual. O interesse dos alunos não era absoluto, mas garanto que bem maior do que atualmente. A aprendizagem é uma ciência que tem suas particularidades, pouco estudadas e têm a ver com a capacidade de retenção cognitiva.

       Alunos até ganham (pé de meia) para irem para a escola. Bolsas disso e daquilo, pouco incentivo ao trabalho e muita lacração. E se compararmos os salários dos professores com os trabalhadores de outras áreas, perdemos de goleada. Muito discurso, pouca valorização.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

De minha coluna no Jornal Cidadela - Joaçaba SC - em  02-04-2026


























do: Avaliações muito ruins para o desempenho em nível de Ensino Fundamental e Médio. Atuei por mais de 30 anos no magistério público estadual. O interesse dos alunos não era absoluto, mas garanto que bem maior do que atualmente. A aprendizagem é uma ciência que tem suas particularidades, pouco estudadas e têm a ver com a capacidade de retenção cognitiva.

       Alunos até ganham (pé de meia) para irem para a escola. Bolsas disso e daquilo, pouco incentivo ao trabalho e muita lacração. E se compararmos os salários dos professores com os trabalhadores de outras áreas, perdemos de goleada. Muito discurso, pouca valorização.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com