segunda-feira, 27 de julho de 2026

No campo dos girassóis (eu te encontrei)

 


 


 



Procurei-te nas manhãs azuis de meu imaginário
Nas manhãs de ontem, de hoje e de amanhã
Procurei-te nas granas deliciosas da romã
Que têm o terno gosto de teus lábios...

Procurei-te por debaixo de teus tenros lençóis
Nos gramados, bosques e colinas
Procurei-te em todas as praças e avenidas
Mas só te encontrei no campo dos girassóis...

Procurei-te,  mulher do sorriso contagiante
Que alimenta meus sonhos e pecados
E te encontrei moça, mulher, amada e amante...

Encontrei-te, fonte de meus sonhos e desejos
Encontrei-te,  musa de meus versos declamados
Encontramo-nos, eu, os girassóis e nossos beijos.

Euclides Riquetti

Toca o sino o sineiro...você vai voltar!

 


 


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Toca o sino o sineiro
Lá no campanário.
Ouvem-no o carpinteiro
O frei do seminário
O filho do pedreiro
O público funcionário.

Toca o sino anunciando
Com dor e pesar
Que em algum lugar
Alguém foi andando
Subiu para o outro andar
Alegre e cantando.

E, na terra, ficarão entes
Tristes e a chorar
Nas tardes quentes
Quando o verão chegar
Enquanto outros, contentes
Continuarão a sonhar!

Mas agora, no inverno
O moçoilo olha, na janela
Num encantamento eterno
De quem muito espera
De gravata e de terno
A vinda da primavera....

Enquanto isso, o sineiro
Continua a tocar
O sino, prazenteiro
Para poder anunciar
Para o vilarejo inteiro
Que você vai voltar...


Para mim...

Euclides Riquetti

Caem lágrimas do céu

 



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Caem lágrimas do céu e dos olhos meus
Pois eu choro a dor de meu maior lamento
O choro de meu indisfarçável sofrimento
Choram os crédulos, os crentes e os ateus...

Choram os anjos, como choram os arcanjos
Das divas e sereias, das virgens os gemidos
E assim choram as águias os seus prantos
Lamentam as gaivotas pelo voo perdido...

Cobrem o céu as nuvens densas e escuras
Os raios de sol se acanharam e fugiram
Prometem mais águas vindo das alturas...

E eu me perco nas lembranças, eu reflito
Já não seco minhas lágrimas que sumiram
Olho pro céu enegrecido e apenas medito...

Euclides Riquetti