sábado, 26 de setembro de 2026

Geração Jovem Guarda - Nossa resiliente e agitada juventude! (Fomos rebeldes, sim!)

 




Boas lembranças...reprisando!

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  Roberto Carlos, Vanderléa, Erasmo Carlos

         No início da década  de  60, o então jovem município de Capinzal, no Baixo Vale do Rio do Peixe, era composto também pelos territórios de seus distritos de Ouro, Dois Irmãos e Barra Fria. Em 1963, no dia 23 de janeiro, Ouro emancipou-se de Capinzal, abrangendo em seu território os outros dois distritos.  No mesmo ano, no dia 11 de novembro, concedeu emancipação aos mesmos, que se tornaram, respectivamente, Dois Irmãos e Lacerdópolis, sendo que o primeiro, adiante, passou a chamar-se Presidente Castelo Branco.

          Naquela metade da década, logo após esses acontecimentos políticos, surgia no Brasil  a Jovem Guarda, começando a aparecer  no cenário musical Roberto Carlos (o "Brasamora"),  Erasmo Carlos ( o "Tremendão") , Vanderléa ( a "Ternurinha"), Vanderley Cardoso (o "Bom Rapaz"),  Jerry Adriani (o "Coração de Cristal"), e Martinha, como principais expressões. Havia o Agnaldo  Rayol (o "Rei da Voz"), o Agnaldo Timóteo, que fazia sucesso com "Meu Grito", o Caetano Veloso, que adiante saiu-se bem com "Alegria, Alegria",  o Chico Buarque, com "A Banda", e o Ronie Von (o "Pequeno Príncipe"), com "A Praça". O Sérgio Reis, também da mesma geração, projetava-se com "Coração de Papel". Depois, virou cantor sertanejo. Havia outros, os preferidos pelos adultos, que nós, teenagers, chamávamos de "Velha Guarda".


         A Juventude e os teens curtiam muito as feras daquela hora, deixávamos os cabelos bem compridos, usávamos calças "boca-de-sino", uma camisas xadrez, de gola bem alta. As mulheres usavam "bomlon", arrumavam os cabelos à La Doris Day, e a charmosa Leila Diniz saiu para a praia grávida usando biquini, uma afronta aos costumes da época. Ah, leitor (a), tu deves ter sabido de todos esses acontecimentos, ou tomastes conhecimento deles algum dia. Foi uma época marcante de minha vida e da maioria de meus amigos.

          Pois bem, naquela época, o Colégio Mater Dolorum apresentava o seu novo e imponente prédio. Nós estudávamos lá, a sua quadra de esportes era um terrão com pedras, onde se jogava caçador e vôlei. Lembro bem que o colega Milvo Ceigol, irmão do Neivo, perdeu parte de seus dedos numa serra elétrica, na Marcenaria de seu tio Orestes Albino Fávero e, com os dedos cheios de mercúrio, gaze e esparadrapo, teimava em ser escalado para jogar vôlei. Depois, havia uma mesa de pingue-pongue, onde estrelavam a Vênus Siviero, a Marlene de Lima, a Ana Shiley Bragatto (agora Fávero, que quando perdia uma jogada esboçaba um sorrisinho delicado e afastava-se suavemente da mesa). Havia uma interna, a Rita, que era muito bonita, e que o pai a visitava de vez em quando, com um jipão. Os alunos de primário usavam calça de cor cáqui e camisa azul, as meninas saia e blusa dessas cores.  As alunas do Normal usavam saias bordô e camisas marfim. No Padre Anchieta, estudavam somente rapazes, camisa branca e calça azul. E a onda, na época, erta ouvier "iê, iê, iê". No ginasial, os rapazes no Anchieta e da garotas no Mater. É, não podia misturar menino com menina. E, no primário, quando alguém fazia bagunça, a primeira pena era ser colocado a sentar-se ao lado de uma menina.(Que humilhação, que vergonha...). E, os casos mais graves, eram levados para terem seu nome registrado no "Livro Negro" (Que medo!...). E diziam que os mais "fortes e disciplinados", iriam assinar o "Livro de Ouro". Nunca vi nem um nem outro, mas acho que existiam, não sei se sob as chaves da Irmã Marinela, da Irmã Fermina, da Irmã Terezinha. Esta, diziam que iriam dirigir a caçamba Ford, amarela, comprada para o transporte do material da construção do novo prédio. Mas o motorista acabou sendo, mesmo, o Lóide Viecelli.



          Enfim, nós, que vivemos e nos encantamos com nossos ídolos da época, também fizemos parte da história de nossas escolas, de nossas cidades. E, agora, espalhados pelo Brasil, vemos a geração que nos sucedeu buscando espaços também em outros países. Cada um vai fazer sua história onde acha que deve fazer. O mundo mudou mais do que podíamos imaginar. Mas as tecnologias permitem que nos aproximemos. Fomos resilientes, agitados e rebeldes. Mas estamos ainda aqui!

          É impossível esquecer de uma época tão boa de minha vida. E, certamente, também tua, leitor (a)!

Euclides Riquetti
15-06-2012

Chuveiro dividido

 


 


Chuveiro dividido


Chuveiro dividido
Coração bandido...
Coração quebrado
Sofrido, mutilado
Coração sofrido!

Coração em chamas
Coração que ama...
Coração eloquente
Sempre tão valente
Coração te chama!

Chuveiro delicioso
Coração teimoso
Coração que chora
Porque foi embora
O coração choroso!

Coração atleta
Coração de moleca
De mulher bonita
De moça catita
Coração sapeca!

Euclides Riquetti

Turismo – a prática que vai além do discurso e da propaganda (Monte Sião, Holambra, Atibaia...)

 



       O turismo que encanta – O turismo é uma atividade econômica que cresceu e ainda vai crescer muito. Novas concepções sobre viver bem a vida foram aparecendo e as pessoas já viram que só trabalhar para o diabo dar risada pouco vale, pouco importa. E, assim, conforme vamos amadurecendo, vamos mudando nosso pensamento e nossos hábitos. Durante minha vida viajei pelos livros, me encantei com a História e as histórias. Mentalizei costumes, angariei conhecimento, melhorei minha expressão verbal e não-verbal. Somei a experiência acadêmica, a laboral e a aprendizagem cotidiana e formei meus conceitos. Vivi a vida ousadamente, agora vivo moderadamente, mas vivo.

       Temos viajado bastante, conhecido muitos lugares, visitado e revisitado outros. Alguns lugares nos são vendidos pela propaganda e, quando os visitamos, nos decepcionamos. Alguns, de outra forma, nos trazem boas lembranças e no desfiam a voltar. Falo dos Lençóis Maranhenses, com toda a beleza e exuberância natural, do Pôr-do-Sol da Praia do Jacaré, e da histórica cidade de Ouro Preto, esta em Minas Gerais. Costumes, cultura, arte, história e gente do bem! Também registro boas memórias de Santiago e do Monte Nevado, o Casillero del Diablo, Val Paraíso, Buenos Aires e sua Recoleta, Assunción e alguma coisa de Montevideo.

       O Centro-Oeste Brasieiro, com o Pantanal, Rio Bonito, Caldas Novas de Goiás e mesmo Brasília, com sua arquitetura imponente, me encantaram. Mas temos as belezas naturais do Sul, com as serras dos litorais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As maravilhas das praias catarinenses, a Serra Gaúcha, Vila Velha, Faxinal do Céu, o Rio Iguaçu, que me traz as mais saudosas memórias de Porto União da Vitória, na energia de minha juventude.

       Mas, o último fim de semana me foi memorável. Revisitamos algumas cidades do Centro-Norte de São Paulo, como Holambra e cercanias, e depois Atibaia, e Monte Sião, em Minas Gerais, passando por Águas de Lindoia e Bragança Paulista, em excursão organizada pela Classe Viagens, companhia com a qual tenho feito algumas boas viagens. Estive em Monte Sião em 1994, quando concluí minha Pós-Graduação em Gramáticas da Língua Portuguesa, Capital Brasileira do Tricô. Houve uma forte evolução em sua atividade fabril, há muitas confecções a bom preço, comerciantes de nossa região fazem compras lá.

       Em Holambra, para onde voltei depois de uma década, uma fantástica exposição de flores, a Expo Fora, um evento magnífico, que vai muito além das flores. Senti uma proximidade com Treze Tílias e Piratuba,  onde a tradição cultural, com suas danças típicas é de alta relevância. Milhares de carros no estacionamento, uma centena de ônibus e vans, gente de tudo o que é lado, brasileiros e estrangeiros, muita gente aqui do Sul. Organização impecável uma engrenagem muito bem movida e azeitada.

       No domingo, a Festa das Flores e dos Morangos em Atibaia, A cultura japonesa presente, as maravilhas em plantas e frutas que os descendentes dos nipônicos preservam e multiplicam. Uma festa menor do que a de Holambra, mas que também está muito bem organizada e oferece os produtos aos visitantes com a prática de preços menores, Na chegada você não se entusiasma porque o acesso e a parte frontal do parque de exposições não estão à altura do que você encontra lá dentro. Mas, depois, quanto encantamento! A exposição das flores é muito mais bonita do que a de Holambra. Doces variados, licores e vinhos, mudas de plantas, flores, e todo aquele comércio peculiar das feiras. A comida típica japonesa, as danças de sua cultura, tudo muito encantador, somando-se à amabilidade das pessoas que nos recebem.

       O nosso turismo precisa ir além do discurso e da propaganda. Em termos de turismo, nossas cidades precisam aprender muito ainda!  Quem não viaja, não conhece. E não tem muitas condições de propor e incentivar empreendimentos.

        KN, tão liso quanto o jundiazão! O Ministro do STF Kássio Nunes Marques não é diferente de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. Os quatro são mais lisos do que jundiá. Gilmar Mendes, o decano, que era tido como  juiz garantista, se perdeu na toada e desafinou-se da realidade. Alexandre de Moraes, então, deve todas as explicações que nós, brasileiros, queremos dele. Flávio Dino também tem muito a explicar e parte de suas decisões, políticas, podem e devem ser contestadas. Nunes Marques, que seria “do contra”, também está atolado através de um filho seu. Que gente inescrupulosa!

       O que as esposas e os filhos dos Ministros do STF têm que os outros não têm? Você, leitor, leitora, sabe tanto quanto eu! Você não deve ter político de estimação, pois que certamente, de uma ou outra forma, vai se decepcionar com ele. Poucas vezes me surpreendi com amigos da área, mas as decepções foram muitas. Os anos de vivência e convivência me permitem analisar isso com frieza.

       O Lula e a Janja “tropicando” em Santa Catarina – Foram mal, ambos, nos seus discursos em Florianópolis. Ambos usam sua origem para fazer política, mas só perdem com isso!

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com


Um grande abraço aos novos amigos que fizemos nos quatro dias

de passeio por lugares encantadores. 

Compor-te poemas na noite silenciosa

 



Compor-te poemas na noite silenciosa

Encontrar teu belo rosto na imaginação

Desejar teu corpo de mulher vaidosa

Poder rezar para ti uma pequena oração. 


Idealizar sonhos possíveis já sonhados

Beijar teus lábios de rosa, voluptuosos 

Relembrar de momentos do passado

Cenários que nos encantam, graciosos!


Declamar-te sonetos com novas rimas

Estrofes com versos de jovial romance

Versos com palavras românticas e ricas

Pintar-te em cores de todas as nuances.


Desejar-te mais um dia muito auspicioso

Uma manhã azul, uma tarde ensolarada

Todos os afagos em teu corpo delicioso 

Carícias sensuais em tua pele bronzeada!


Deus salve o sol!


Euclides Riquetti

Madrugada de um sábado primaveril

26-09-2026

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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

No porto do sol

 


 


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No porto do sol
No porto do sol, pisando nas areias brancas
Olhando para o mar das ondas espumantes
Imaginando os prazeres mais eletrizantes
Componho poemas para as almas santas.

No porto dos desejos, dos sonhos projetados
Vejo,  nas sombras, a sua silhueta desenhada
Enquanto, nas estrelas,  na noite enluarada
Navega, pelo infinito, a paixão exacerbada.

Despem-se os pensamentos que se embalam
Na manhã azul, da inspiração derradeira
Em que as palavras brotam e se propagam.

E que,  em cada porto, em cada ancoradouro
Eu lá possa encontrar minha  musa verdadeira
Com seu sorriso bonito, divino, e duradouro.

Euclides Riquetti

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Fui Poemar ... na beira do mar!

 


 





Poemar



Fui poemar
Fui rabiscar umas letras
Na beira do mar
Fui poemar.

Poemei versos rimados
Poemei poemas e poemetos
Compus poemas em tercetos
Tentei alexandrinos compassados...
Compus o que a alma me pediu
Compus o que meu coração permitiu
Mas compus!

Fui poemar
Numa manhã com sol.
Encontrei nuvens chuvosas
Ondas volumosas
Gaivotas que voavam,  ruidosas
Pranchas que surfavam, silenciosas.

Fui poemar
Lembrei, poemei, amei
Amei, lembrei, poemei
Poemei olhando pro mar
E encontrei você
No meu imaginar
Lá no mar...


Euclides Riquetti

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Uma atitude pro coração



 



Busque encontrar-me

Busque localizar-me:

Vai pelo google maps

Use o seu canal internet

E comece a  procurar-me.


Vai, enquanto você pode

Dê pra você um sacode

Dispa-se de preconceitos

Faça o que tem de direito:

Um coração nunca dorme!


Então, tome uma decisão

Uma atitude pro coração

Saia da sua longa letargia

Procure pra você alegria

Viva por amor, por paixão!


Euclides Riquetti

Quando os olhos se encontram

 




Quando dois pares de olhos se encontram

Eles fazem espocar algumas faíscas da paixão

Há duas almas que nunca se amedrontam

Há dois corpos que se fundem em profusão.


Olhares furtivos, tênues, afável cumprimento

Ou algo a explodir com a força da imaginação

Quem sabe  estoques de amor em movimento

Reservas de afeto, simples desejo, ou ilusão!


Se a timidez inibe o sorriso, esconde o brilho

E os gestos se moderam, mas não disfarçam

Pareces uma canária que não consegue o milho.


Instintos despertados, talvez fortes ímpetos 

Ou quem sabe as rotas  que as mentes traçam

A poesia é a arte, a expressão do meu íntimo.!


Euclides Riquetti

Madrugada de 25-09-2027

Em tempos de Primavera



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O vazio da alma

 









O vazio que há em mim
Também há em ti.
É como um céu sem estrelas
É quando é  impossível vê-las
É como um mar sem fim.

O vazio que está em mim
Também está em ti.
É como uma árvore sem folhas
É como não ter escolhas
E não saber de onde eu vim.

O vazio que há em nós
É o vazio dos sós.
É como a rua sem gente
É como o espelho sem lente
Ou as renas sem trenós.

O vazio de cada alma
É inerte como a alga
É a hora sem o minuto
É a água sem o duto
É a sentença sem ressalva.

E eu penso em ti...

Euclides Riquetti

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Noites sem estrelas (Ao meu pai..) - Eu já poetava em 1993!

 






Dias sem pássaros, noites sem estrelas
Dias de densas nuvens, o vento a volvê-las
Noites tão escuras, luar contido, ausente
Fazem dos meus sonhos futuro sem presente...

Dias de chuva forte, sem sol, sem luz no céu
Dias sem esperança, cinzento mausoléu
De alguém que foi distante, buscando seu destino
Tombando para sempre, subindo ao céu divino.

Conforto-me em saber que fez o bem na terra
Que pela sua bondade fará novos amigos
No céu que é manto azul, é flor da primavera
Verá,  mais uma vez, seus entes tão queridos.

E entre dias sem lindas noites, noites sem dias lindos
Eu fico recordando, pensando nos já findos
Em que você se foi, naquele longo inverno
Buscando nova vida, buscando o Pai Eterno!

Euclides Riquetti
Composto em julho de 1993.

O vazio da alma

 








O vazio que há em mim
Também há em ti.
É como um céu sem estrelas
É quando é  impossível vê-las
É como um mar sem fim.

O vazio que está em mim
Também está em ti.
É como uma árvore sem folhas
É como não ter escolhas
E não saber de onde eu vim.

O vazio que há em nós
É o vazio dos sós.
É como a rua sem gente
É como o espelho sem lente
Ou as renas sem trenós.

O vazio de cada alma
É inerte como a alga
É a hora sem o minuto
É a água sem o duto
É a sentença sem ressalva.

E eu penso em ti...

Euclides Riquetti

Desculpe-me!

 


 


 


Desculpe-me, se fui inconveniente

Deselegante, pelo meu jeito de ser

Desculpe-me por me fazeres sofrer

Desculpe-me por ter-te feito sofrer

Mas estás sempre em minha mente

Por mais que eu tente te esquecer!


Desculpe-me se sou inconsequente

Afoito, inquieto, afobado e imaturo

Desculpe-me por ser tão inoportuno

É que muitas vezes ajo por impulso

Me perdendo em corpo e em mente

Infantil, até, e me arrependo, eu juro!


Desculpe-me se sou assim desajeitado

Parecendo-me com moço adolescente

Mas eu te peço perdão, simplesmente

Quero contar contigo, definitivamente

Eu quero sempre amar para ser amado

Quero viver feliz, alegre, bem contente.


Euclides Riquetti

Eu quero ser sua canção

 


 





Não sei por que caminhos lisos  andou meu pensamento
Se se perdeu nas pedras soltas, ou se foi nas correntezas
Mas penso que seguiu a rota azul no imenso firmamento
Que  preferiu navegar,  solitário, nos mar das sutilezas...

Eu  fiz  muitas perguntas simples e todas sem respostas
E em todas as que eu lhe fiz, você mostrou-se indecisa
Propus amor, felicidade, mas não ouviu minhas propostas
Me deu somente dúvidas, respondeu-me com evasivas...

Não sei andar sem chão, sem base, apenas flutuando
Não sei mover-me sobre as nuvens, sem rumo definido
Não sei viver sem versos, nem quero ver você chorando...

Você é a melodia que me falta para animar meu coração
Você é  parte de mim, você  é meu ser, meu maior  sentido
Você é o tema de meus versos e eu quero ser sua canção.

Euclides Riquetti

De repente, a saudade...

 



 



De repente, a saudade:
Saudade da infância
Das bolicas de vidro
Do meu primeiro livro
De ser criança!

Saudade, saudade:
Saudade do pão caseiro
Do mel e da nata
Do marmelo e do marmeleiro
E da marmelada.
Do café na caneca esmaltada
Do leite quente e das torradas.

Saudade, sempre saudade:
Saudade dos chinelos de couro
Das valetas de água correndo
Do joelho esfolado e doendo
De brincar de caça ao tesouro.

Saudade, muita saudade:
De brincar de couboy
Com revolvinho de espoleta de rolo
De gritar "camóin"
"Está preso, levante as mãos, seu tolo"!

Saudade, doce saudade:
De levantar cedo pra ir pra escola
De encontrar os amigos na rua
De gritar de noite pra lua
E de jogar muita bola.

Saudades, cada um sente de um jeito:
Pouca, muita, quase nada, demais
Mas todo mundo sente!

Do amor que nem bem chegou
E já se foi...
Da personagem que nos cativou
Marcou
E foi-se logo depois.
Saudade, tão vaga como uma oração
Sem sujeito
Que invade meu peito
Mas que ocupa extenso lugar no meu, no teu
No nosso coração!

Euclides Riquetti

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Quando meu sorriso encontra o teu sorriso

 


 






Quando teu sorriso sai pelas janelas
E vai buscar as flores meigas da manhã
Vai encontrar crianças, velhos  nas ruelas
As sempre-vivas verdes e amarelas
Se deliciar nos campos verdes das maçãs...

Quando meu sorriso encontra teu sorriso
Meu rosto tenso das agruras do universo
Sabe que encontrou aquilo que eu preciso
Que chegou perto do jardim do paraíso
Que escrevi nas prosas, que cantei nos versos.

E quando vejo os mil sorrisos que reluzem
Em cada canto da cidade em que tu cantas
Rostos divinos com olhares que me induzem
Corpos esbeltos que me atraem e me seduzem
Minha alma exulta e meu coração se encanta.

Sorrisos, ah, sorrisos, tão bonitos quanto o teu
Sorrisos que navegam pelos céus, que vêm encontrar o meu!


Euclides Riquetti

Os Mistérios do Hotel Paraná (Em União da Vitória)

 



Resultado de imagem para fotos Porto União da Vitória




          As amizades que a gente faz têm um incomensurável valor. Às vezes fomos próximos de pessoas que nunca nos notaram e nem nós as notamos, não por orgulho, mas por que, ironicamente, podemos ter trilhado o caminho paralelo, mas não o mesmo. Podemos ter vivido no mesmo bairro, na mesma cidade, mas interesses distintos nos conduziram por distintos caminhos. Hoje, com a disponibilização das redes sociais, consegue-se  fazer novas amizades e redescobrir algumas que se guardaram, adormecidas, por longos anos.  Tenho buscado percorrer os caminhos por onde andei na minha juventude e, felizmente, tenho reencontrado muitas pessoas que também andaram por eles.  E, no mesmo trajeto, acabei formando outros novos amigos. A amizade é algo sensacional. Quando madura, bem construída, torna-se sólida e nos traz muita satisfação e alegria.

          Numa dessas incursões pelo facebook, conheci uma pessoa que me me suscitou ternas lembranças, devo ter passado milhares de vezes pelos caminhos em que ela passou. Agora, quatro décadas depois, descubro respostas para perguntas que nunca obtive.

          Já mencionei, nas crônicas anteriores, meu modo de vida de meus tempos de faculdade, quando eu morei em Porto União da Vitória. São duas cidades, separadas parte pelos trilhos da estrada de ferro, parte pelo Rio Iguaçu. Duas cidades e dois estados: Porto União, em Santa Catarina, a cidade onde se situava o 5º Batalhão de Engenharia de Combate. União da Vitória, no Paraná, onde se situava o Estádio Enéas Muniz de Queiroz, onde vibrei em muitas tardes de domingo, quando ia lá torcer pela A.A. Iguaçu, e na qual jogava meu conterrâneo e amigo Roque Manfredini, um dos melhores goleiros que Capinzal já produziu.

          Morei  quatro de meus cinco anos ali,  bem no centro de União da Vitória, na Rua Professora Amazília e, por último, na Avenida Manoel Ribas. Andava muito, a pé, na cidade plana, vivi ali o melhores anos de minha juventude.

          Dentre as lembranças que atraem meu pensamento, está o trajeto que fazia do "Esquadrão da Vida", a nossa república de estudantes, até a FAFI, onde eu estudava. Apenas quatro minutos a pé. Uma dobra de esquina, duas ruas,  e a Praça Coronel Amazonas, onde três prédios nos chamavam a atenção: a Catedral, a Fafi e o Hotel Paraná. A Catedral, uma edificação que dispensa comentários, uma obra de suntuosa arquitetura. A Fafi, uma edificação funcional e sem atrativos arquitetônicos. Mas tinha seu valor pela sua história e pelo nível de formação de seus acadêmicos. Na não menos histórica Praça Coronel Amazonas, a qual eu atravessava para chegar à aula. Ali, um lugar muito seguro à época, era o lugar em que as mães levavam as crianças para brincar num parquinho. Árvores centenárias marcavam aquela paisagem, eram o seu maior atrativo. E, dirigindo meu olhar de lá para a direita, o casarão do misterioso Hotel Paraná. Dezenas, quiçá centenas de  histórias rondavam aquele sobradão imponente, belo, aristocrático, mas ao mesmo tempo assustador...

          O Hotel Paraná, já na década de 1940, abrigava a elite de viajores que passavam pelo Passo do Iguaçu. A cidade era ponto final de linhas de ônibus que vinham de Curitiba, Canoinhas, Mafra, Joaçaba, Palmas, Pato Branco, Concórdia, Chapecó. E dos trens que vinham de Curitiba/Ponta Grossa, São Francisco do Sul e Marcelino Ramos. Então, para seguir viagem no dia seguinte, pernoitavam em Porto União da Vitória. Cerca de uma dezena de hotéis na cidade, mas o mais categorizado, com o melhor serviço e as melhores acomodações, mais luxo em seu interior era, certamente, o Hotel Paraná.

          Depois de reinar absoluto por muitas décadas, com o falecimento do proprietário que sucedeu os fundadores,  o hotel foi arrendado, quando sucederam-se, em seu interior, fatos que marcaram muito a história da cidade,  e que ensejaram todas as especulações em torno do mesmo. Eu perguntava, em 1972, aos colegas,   por que um prédio tão bonito e bem arquitetado, numa paisagem urbana bastante singular, estava ali abandonado, fechado. E me diziam que era um lugar mal-assombrado, que ocorreram  dois assassinatos ali e que, depois disso, nunca mais fora o mesmo. E me explicavam as coisas que eu nunca entendi direito. Mas olhar para tudo aquilo, principalmente à saída da Faculdade, não me causava medo, mas sim admiração, sentimento de perda... Não entendia o porquê de o Poder Público, a Prefeitura, o Estado, não adquirirem aquele exuberante imóvel para ali instalar o Museu da Cidade, uma Casa da Cultura. E nunca obtive respostas.

          Nos cinco anos que  morei na cidade ele permaneceu ali, aumentando seu mistério e suas histórias. (O tempo faz com que se perca a verdade e os fatos se deturpem...) Mas, nos últimos dias, através de uma das herdeiras do imóvel, Consuelo Portolan, fiquei conhecendo um pouco da sua história. O avô desta o adquiriu  nos áureos tempos de União da Vitória, na época em que as serrarias eram abundantes e o beneficiamento das madeiras movimentava, fortemente, a economia da região. O Hotel Paraná era o principal destino de empresários e autoridades que chegavam à cidade. Fora construído, não se tem data precisa disso, possivelmente por autoridades de Governo, justamente para abrigar as muitas autoridades que se dirigiam para a região, a qual era integrante do território contestado. Quando o avô faleceu, a família alugou-o para terceiros, tendo acontecido o assassinato de suas pessoas em seu interior. Então, a  mãe da herdeira, com um filho e duas filhas, todos menores, tentou  levar o empreendimento adiante mas, com o falecimento muito prematuro desta, os filhos fecharam o estabelecimento e foram embora.  Havia o sonho de se transformar o prédio numa casa de cultura, mas isso não aconteceu. E, adiante, houve a um incêndio que comprometeu a estrutura de alvenaria, resultando na ocupação do terreno para construção de prédios de apartamentos.  Ao revisitar a cidade, deparei-me, posteriormente, com aqueles prédios que ali estão agora...

       Sobre o Hotel, Soad Portolan, uma das duas moças herdeiras junto com um irmão, e irmã da Consuelo, diz: 

     "Meu avô, João Saade, proprietário do Hotel desde 1945, não faleceu antes do arrendamento à família Barth, que teve duas pessoas assassinadas no hotel.
Essa tragédia se deu lá por 1962, e meu avô retomou o hotel, juntamente com minha mãe, eu e meus dois irmãos, em 1964. Em julho de 1970 minha mãe faleceu, em fevereiro de 1971 eu e meus irmãos viemos para Brasília, e em julho de 1971 que meu avô veio a falecer, ainda morando no hotel, já desativado".

          Parte da história daquele sobradão que me encantou na juventude, pude ter resgatada pelas informações de uma amiga recente  que, na época, entre dezessete e dezoito anos,  tendo sido criada no interior daquele hotel, ali viveu os grandes momentos de sua infância e adolescência.   Aqueles tempos em que se faz a amizade na escola, na rua,  nas festinhas de aniversário. Fiquei imaginando como deve ter sido a vida daquele rapaz e de suas duas irmãs, todos menores, que pisaram, pouco antes de mim,  as mesmas calçadas que eu também pisei.  E que brincaram naquela praça, sentiram o frio nevoento do inverno e o sol causticante do verão. E que tinham seus sonhos, sua família, mas acabaram sós. E que foram construir seus sonhos em outra cidade, deixando ali todas as belas lembranças de sua infância... Mas a vida é assim mesmo. De repente, fatos que acontecem mudam tudo na vida das pessoas...

          Obrigado, Consuelo, por me ajudar a conhecer, um pouco, a história dos mistérios do formoso Hotel Paraná, uma imagem que tenho gravada em minha memória saudosista!

Euclides Riquetti
23-06-2013

Crônicas e poemas do criador de conteúdo literário Euclides
Celito (Filinto) Riquetti no www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Sonhos são sempre sonhos

 


 


 





Meus olhos encontraram os seus

 



Quando os meus olhos encontraram os seus

E isso foi por um segundo apenas

Percebi que os seus encontraram os meus

E se acendeu uma faísca leve, pequena...


 Foi num átimo, um fato bem passageiro

Mas que fez fervilhar o meu pensamento

Meu coração bateu mais forte e ligeiro

Uma sensação de euforia naquele momento.


Muito mais do que encantamento, foi paixão

Olhos nos olhos, sorriso escondido, disfarçado

Talvez tenha sido apenas uma breve ilusão

Mas  algo bonito me ficou registrado.


Desculpe-me se isso possa beirar à ousadia

Guarde para si este meu simples recado

Mas você me trouxe uma inegável alegria

Algo indescritível, afável, não explicado...


Euclides Riquetti

Madrugada de 22-09-2022

Primeiro dia de Primavera











Oração para Nossa Senhora dos Navegantes

 

 


 


 


                                          Imagem esculpida em cedro pelo escultor Paulo Voss

                                         

Oração para Nossa Senhora dos Navegantes


Nossa Senhora dos Navegantes, amada padroeira 

Cobre, com teu sagrado manto, esses teus devotos

Sê, para os ourenses, a forte e virtuosa timoneira

Sê, de todos os navegantes, a mãe rainha altaneira

Rogamos-te pelos presentes, os ausentes, os ignotos.


Senhora dos Navegantes, Mãe gentil e Protetora

Não te esqueças das crianças, cuida bem dos idosos

Divindade que admiramos, és uma louvada genitora

Protege-nos com tuas mãos e tua alma pacificadora

Que tua luz ilumine os teus seguidores venturosos.


Nossa Senhora dos Navegantes, cara mãe Poderosa

Cuida dos doentes, dos fracos, e dos desassistidos

Há lugar para todos nós em tua barca tão generosa

Em nossas orações, pedimos tua bênção graciosa

Abençoa os seres justos, os de bem e os oprimidos!


Euclides Riquetti


Nossa Senhora dos Navegantes é padroeira do Município de Ouro

em Santa Catarina. Tem comemoração anualmente em 02 de 

fevereiro

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Os ventos que vêm do mar...

 



 

Os ventos que vêm do mar...


Os ventos que vêm do mar
Me trazem  os murmúrios da antiga canção
Me lembram o amor e a louca paixão
Os ventos que vêm do mar.

Os ventos que vêm do mar
Despertam sentimentos adormecidos
Instintos que  jazim  escondidos
E que voltam a se  animar.

Os ventos que sopram pro mar
Levam de volta os meus lamentos
Que se vão a velejar.

Os ventos que sopram pro mar
Levam as tristezas e os meus sofrimentos
Para me deixarem em paz.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Poetava o poeta (na beira do mar...)

 


 


 



Poetava o poeta
Na beira do mar
Fora ali na manhã discreta
Apenas para pensar
Sentir o vento e ...
Imaginar
Fazer seu pensamento navegar:
Poetar!

Poetava o poeta alexandrinos
Sobre mulheres, velhos e meninos!

Poetava redondilhas maiores
De sonhos  encantados
Já sonhados
Que rimava com as menores.

Ritmava em seus sonetos as raridades
O  romance,  o desejo
O ardor de cada beijo
Os encantos e sonoridades:
Poetava poemas e...  musicalidades
Poetava...

E, enquanto poetava
Sussurrava aos ventos
O nome de uma mulher
Que amara
Que amava...

Quando o sol redesenhou o céu

 







Quando o sol redesenhou o céu ao fim daquele dia
E matizou em cores quentes o horizonte ondulado
Revivi emoções ternas que há muito eu não sentia
Parecia que eu contemplava um santuário sagrado.

Veja quão bela é a nossa natureza santa e colossal
Os quadros que ela pinta através das mãos divinas
Quando  a harmonia se dispõe,  levemente natural
Quando as perdizes se acocoram pelas campinas...

Descubra meus versos por entre todo esse cenário
Retire de cada um deles a mensagem que quiser
Guarde para você os meus poemas num sacrário.

E, depois de saborear todo o meu carinho  sincero
Venha até mim para me dizer que você me quer
Traga-me todo o seu ser, seu amor puro eu espero!

Euclides Riquetti