sábado, 23 de maio de 2026

O anjo azul

 

 


 



 


 
O anjo azul sobrevoou as flores na tarde cinzenta
Estendeu suas asas e planou divino sobre meu jardim
Abençoou primeiro as rosas champanhe e as magentas
Depois o cravo bordô, o lírio amarelo e o vaidoso jasmim.

O anjo azul entoou um cântico santamente sagrado
Secundado por clarinetes com seus acordes triunfantes
Alegrou-nos com seus versos docemente cadenciados
Encantou-nos com a harmonia das notas ressonantes.

O anjo azul azulou com sua túnica discreta a manhã nova
O anjo azul enfeitou com seus cabelos dourados a manhã ditosa
O anjo azul te protegeu com suas armas em todas as horas...

E eu esperei por ele enquanto olhava pela minha janela
E eu rezei por ele e pedi por ele na oração venturosa
Enquanto o dia passava e eu ficava a esperar por ela...

Euclides Riquetti

O brilho do teu olhar

 


 


 



O brilho do teu olhar é natural
Capaz de me contagiar
Capaz de me atiçar
De se tornar...  fatal...

O brilho do teu olhar é singular
Traz-me teu poder sedutor
Convida-me ao amor
Convida-me a amar...

O brilho do teu olhar é diferente
Tem algo que é teu, exclusivo
Deve ser o teu doce  sorriso
Encantador, suave, envolvente...

O brilho do teu olhar é indescritível
A mim e  a todos os poetas
Que não encontrarão as palavras certas
Porque descrever-te é impossível...

Pensa o poeta os pensamentos mais ousados
Que vêm do olhar enamorado
Provocar o coração apaixonado
E os pensamentos mais refinados...

Espera o poeta rever o teu olhar
Espera poder dizer o quanto te ama
Em cada verso que escreve e declama
Porque tu o fazes sonhar.

Apenas sonhar
Com o brilho do teu olhar...
Sem par...
Singular!
Euclides Riquetti

Ande, sutilmente, pelos caminhos do sol

 


 


 




          Ande,  sutilmente pelos caminhos do sol,  e vá encontrar o que você procura. Estenda, gentilmente,  suas mãos a quem você ama e entregue-lhe, incondicionalmente, o seu coração, com sua alma desprovida  de incertezas,  e seus olhos de inefável beleza. Vai, siga em frente, sem preocupar-se com pedras que possam estar em seu caminho, com plantas que em vez de flores lhe oferecem somente os espinhos.

 
          Abra seu sorriso franco que a torna feliz, retribua, com alegria, a cada manifestação carinhosa, e dispense a todos sua atitude generosa. Seja compreensiva com os que duvidam de você, mostre-lhes que você é sincera e verdadeira, porte-se com altivez e galhardia, mas não se esqueça de exercitar, em cada momento, a sua humildade. Você é mais você, em todas as circunstâncias.

          Permita, em cada dia, um renascer dentro de você, enseje expectativas em cada um que espera que lhe proporcione algo, esperanças que possam se renovar, possibilidades que se possam reabrir, caminhos que possam, novamente, ser percorridos. Situe-se ao lado do bem, não se importando se os outros pensam diferentemente de você. O que importa, sim, é a paz que restará em seu interior e que você fará resultar nos outros. 

          Dirija seu pensamento para o Altíssimo, faça-lhe orações despretensiosas, mas carregadas de boas intenções. Queira a felicidade para todos, independente de a terem ou não perdoado em seus pecados ou a aplaudido em suas vitórias, pois a vida nem sempre é dada a derrotas, e nem sempre a conquistar a glória.

          Ande, sutilmente, pelos caminhos do sol. E, depois que tiver feito tudo isso, sem que lhe fosse de obrigação ou compromisso, colha as flores que nasceram perto de você, nos caminhos que você trilhou, nos jardins onde as plantou. E verá, certamente, que tudo lhe valeu a pena!

Euclides Celito Riquetti

Nascem as flores...

 


  
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Nascem as flores  nos canteiros
Nos vasos, jardins e floreiros
Nascem nos campos as flores
De todos os matizes e cores.

Nasceram as flores em janeiro
E continuam a nascer em fevereiro....

Nascem flores champanhe muito belas
Rosas brancas, vermelhas, amarelas
Nascem nos montes  as flores
Vêm nos perfumar seus olores.

Nasceram em botões e se abriram
E meus olhos as contemplam (e admiram!).

E as flores em janeiro nascidas
Ali estão, formosas e coloridas
A conquistar os transeuntes embasbacados
A conquistar meus olhos abrilhantados.

Ah, flores frágeis e esplendorosas
Mas também  belas, singelas  e viçosas.

Mas apenas flores
A povoar os vasos
Os jardins:
A encantar você
A encantar a mim!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Quando os espinhos machucam

 





Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...


 


 


 

Buscar-te na noite, embalado ao vento...

O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

Como as folhas caem

 







Vejo, em ti, uma paixão louca que arde
É algo que me atiça e me incendeia
Que me provoca nas noites e tardes
Uma luz quente que brilha na candeia.

Vejo, em ti, algo que muito me entorpece
Um fulgor, um brilho, uma luz dourada
Um jeitinho maroto que me enternece
A fascinação no teu rosto estampada.

Vejo, em ti, a beleza, o charme, o encanto
E todos os seus atributos que me atraem
Por isso mesmo é que eu te quero tanto
E é tão verdadeiro como as folhas caem.

Euclides Riquetti

José Mauro Lehmkhul e Neri Lunelli - duas grandes perdas para Ouro e Capinzal

 



                                            José Mauro Lehmkhul



                                                     Neuri Lunelli

       Capinzal e Ouro amanheceram de luto nesta sexta-feira, 22 de maior de 2026. Duas perdas irreparáveis para o Baixo Vale do Rio do Peixe. Os sites de notícias trazem a informação do falecimento do professor aposentado José Mauro Lehmkhul (78) e do empresário da construção civil, também aposentado, Neri Lunelli (86). Tive convivência social, de amizade e de trabalho com ambos. Isso aconteceu a partir de 1977, quando voltei a morar em Zortéa e depois Ouro. Lunelli estava construindo o prédio da Biblioteca Municipal Prefeito Ivo Luiz Bazzo e escolas da rede municipal e estadual em Ouro. José Mauro era conceituado professor no Colégio Mater Dolúrum e depois Diretor do Grupo Escolas Belisário Penna.

       Do Lunelli fui professor de seus filhos, Neury, Silvana e Volmir, este in memorian. Convivemos e dividimos muitos bons momentos. Dias antes de minha posse como prefeito em Ouro, Lunelli e o saudoso Gabriel Casagrande me convidaram para participar do Baiule de Reveillon no Atenehu Clube na noite de 31 de dezembro de 1988. Na manhá seguinte ocorreria minha posse na Prefeitura de Ouro, às 8 horas. Não quis decepcionar os amigos e participamos do início do baile. Em outras ocasiões, me encontrei com ele no Clube da Colina, no Ateneu e no estádio do Arabutã. Amizade sincera e mútua admiração. Lunelli foi um dos pioneiros em registrar empresa de construção civil em Capinzal. 

       Com o José Mauro a convivência também foi muito harmoniosa e dividimos a participação em centenas de eventos nas escolas, prefeituras de Ouro e Capinzal e na Unoesc de Joaçaba e Capinzal. Mauro foi uma autêntica liderança na Educação do Meio-Oeste Catarinense, inclusive sendo Diretor do Campus da mesma em Capinzal. Casado com minha colega de primário, no Mater Dolorum, Inelves Andrioni, nosso vizinho em Ouro, onde morava na Rua Professor Guerino Riquetti. O casal teve os filhos Christiane e Felipe, a quem deram e receberam muito amor. 

       Inteligente, bem articulado, culto, estudioso e bom formador de opinião, com seu costumeiro equilíbrio sempre tinha uma palavra certa para confortas pessoas em quaisquer situações. Foi presidente e um dos fundadores de nossa APROC -Associação de Professores de Ouro e Capinzal. Supervisor Local de Educação em Oueio e Capinzal, forte liderança na Igreja Católica, com grande atuação em atividades pastorais da Paróquia de São Paulo Apóstolo. 

       Jogamos Futsal com nossos colegas professores nas décadas de 1980 e 1990, aos sábados à tarde, no Ginásio de Esportes André Colombo, em Ouro. Seguidamente me dava carona em seu fuscão 1500 cor pinhão, placas Ok 0066, cultivamos muito a amizade.

       Quando de meu acidente jogando futebol, em 22 de julho de 1984, em que tive múltiplas fraturas na perna direita, me visitou logo em seguida e me trouxe material de leitura: Alguns exemplares da Revista IstoÉ Senhor e dois livros de cujos textos me lembro muito bem, doi escritor Albert Camus: "A Peste" e "O Estrangeiro". Altruísta, dividia seus conhecimentos com os amigos e pessoas de convivência, era cordato e vai deixar muitas saudades. 

       Aos familiares do Neuri Lunelli e do Zé Mauro, que Deus os abençoe e lhes dê ânimo para os dias que virão e superação nas horas difíceis. 


Euclides Riquetti e Família

22-05-2026

Silvana Fátima Giumbelli - mais uma estrela no céu... Estrela de verdade

 



       Capinzal e região se enlutaram no fim de semana passado com a perda da Senhora Silvana Fátima Giumbelli, que faleceu após longo período de enfermidade. Acompanhei o o caso, mesmo à distância, pois além de ter sido minha aluna nos seus estudos de Ensino Médio, em Capinzal, foi uma jovem que sempre admirei pela sua maneira dinâmica e simpática de ser. Altiva e altruísta, sempre em movimento, agia com equilíbrio entre a razão e a emoção. Silvana entristeceu seus filhos e  comunidade, embora a sua passagem já era esperada em razão da gravidade de seu caso. Mas ninguém quer perder uma pessoa amada!

       O sorriso sempre presente e a amizade sincera para com as pessoas  fizeram com que ela tivesse em seu favor as pessoas da comunidade de Lindenberg e arredores, inicialmente, e com os anos, de Capinzal e do Baixo Vale do Rio do Peixee. Enquanto teve energia e saúde, foi uma defensora das causas humanas, da família, da educação, da saúde e do social. 


Com os filhos

     



Com a irmã Carla...

       Silvana, minha saudosa e querida ex-aluna, teve como último trabalho o de gerente de finanças da empresa de sua família, a AGN Frios. Entusiasta dos esportes, era comum ser vista nas arquibancadas do Ginásio de Esportes Prefeito Dileto Bertaiolli, em Capinzal, torcendo pelo time de sua empresa, que representava aquela cidade. A comunidade se sentiu muito consternada com a sua partida. Condolências de toda a minha família aos seus familiares e amigoss. Vai sorrir no céu, Silvana!


Euclides Riquetti

22-05-2026

Histórias de alfaiates ... Homenageando os alfaiates de Rio Capinzal

 


 



Blog dos Alfaiates: Alfaiates: arquitetos da elegância (I)


          Os alfaiates tiveram grande importância, ao longo a História, na vida do homem. Mãos habilidosas, prática obtida com o tempo de exercício da profissão, talento nato e herança de conhecimentos levaram profissionais "oficiais" a viverem tempos de bonança e a deixarem os homens mais elegantes. Dentre meus familiares, muitos oficiais. Os "meio oficiais" eram aqueles que não tinham, ainda, o domínio total do metier, como, por exemplo, os que sabiam costurar mas não sabiam fazer o corte dos tecidos.

           Perceber o "caimento", promover a combinação dos tecidos, ter o domínio da tesoura, da agulha e da máquina se coser, a habilidade e a precisão na obtenção das medidas do corpo do cliente, e até saber conversar com o cidadão ajudava, ou eram requisitos indispensáveis para que o alfaiate tivesse sucesso em sua profissão.

          Em minha infância e adolescência, algumas alfaiatarias funcionavam no município de Capinzal e no Distrito de Ouro. Havia, em Capinzal, o Valdomiro e os Vicari, o Franchini, que era torcedor do Fluminense, e a do Vilson Dambrós  (marido da Ruth Baretta)  e do Angelin Sfredo marido da Stela Flâmia), que se localizava em anexo ao Posto Ipiranga, no lado de Capinzal. Ali era uma espécie de "Embaixada do Vasco da Gama, uma vez que estes jogavam no Vasco de Capinzal. Trouxeram o Vanderlei, um moreno alto e magro que jogava o fino da bola, para trabalhar na alfaiataria e jogar no time.

          No lado do Ouro, havia a Alfaiataria Baretta, do meu primo Chascove, (Ludovino Baretta), em que trabalhavam meus primos Sérgio Riquetti e seus irmãos Hélcio e Ovídio. Também meu tio Ivo Baretta, o Ulisses Vergani e acho que o Sadi Dalposso. Adiante, cada um foi tomando seu rumo: Os Riqueti passaram a ter sua própria alfaiataria, primeiro no Ouro e depois em Capinzal, o Vergani a sua em Capinzal, onde ensinou o Celso Calegari, da Loja Calegari, o Dalposso manteve-se por longo tempo no Ouro, tendo costurado meu terno de posse como prefeito daquela cidade, na minha juventude. O Tonini, que hoje faz fretes com uma Kombi, trabalhou com familiares no Novo Porto Alegre, onde também havia uma delas. Outros amigos de que me lembro, foram o Alduino Thomazoni, que trabalhou com o Ivo Baretta; o Nílton Nora e o Alcides Faccin, que trabalharam com o Chascove em nossa época de juventude.

          Hoje, restam poucos alfaiates exercendo a profissão. Normalmente, trabalham para lojas que vendem ternos e estão instaladas nos shoppings das grandes  e médias cidades.

          Neste dia 6, domingo, comemoraremos o Dia do Alfaiate. Deixo um grande abraço em todos os que conheci e que tornaram meus amigos.

Euclides Riquetti

06-10-2019

Luz e trevas...

 


 


 


 




Luz  e trevas

Noite e dia

Escuridão e velas

Depressão e euforia.


Céu estrelado

Porta fechada

Teto de telhado

Casa arrombada.


Roupas no varal

Grampo que comprime

Cordão de sizal

Cesta de vime.


Rimas desalinhadas

Poesia capenga

Palavras bagunçadas

Poeta lenga-lenga!


Hora do banho

Ai, que frio!

Se não tomar, apanho

Choro e já não rio!


Euclides Riquetti

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Para cada mulher, uma flor








Para cada mulher, uma flor
Para cada flor, um sorriso de mulher
Para as flores
De todas as cores
O sorriso que cada uma delas quer
E o meu para você
Se você também quiser.

Para seu rosto de finos traços
As carícias de minhas mãos
E muitos beijos e abraços...

Para os seus olhos brilhantes
Em tempos de muita emoção
Os encantos mais cativantes...

Para você, em especial
Um poema simples, talvez até banal
Mas um recado muito sincero
Uma mensagem bem legal
Pra lhe dizer que eu a quero
Pra não perdê-la jamais!

Euclides Riquetti

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Euclides Celito Riquetti

Andar de mãos dadas... na Manoel Ribas!

 


 




                                                           (União da Vitória - início da década de 1970)


Andar de mãos dadas... na Manoel Ribas


Andar de mãos dadas 

Pela bela avenida

Segurando as mãos

Da adorável Mila

Tomando sorvetes 

Na Manoel Ribas!


Alegria na juventude

Tempos de glórias

Energia e atitudes

Em União da Vitória

Comprar os sonhos

Na padaria Glória!


Estudar na Faculdade

Ter tantos amigos

Na FAFI querida 

Nos tempos antigos

Roubar beijos doces

E namorar contigo!


Uma bela história 

A juventude bem vivida

Tempos que não voltam

Assim é a vida

Mas ter o grande amor

Da querida Mila!


Euclides Riquetti


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Acesse você também!

Vendavais de paixão

 







Vendavais destroem cidades
Arrasam prédios e praças
E, em tempos de saudades
Arrasam almas onde passam.

Vendavais de amor e paixão
Da força mais descomunal
Arrasam também o coração
Como fossem inimigo fatal.

Vendavais fortes, violentos
Com sua força impetuosa
Arrasam meus pensamentos
Com sua sanha tão belicosa.

Vendavais, ambos, destroem
Destruição física ou moral
E nada mais reconstroem
Nos legando a dor e o mal.

Quiçá o tempo possa reparar
Refazer tudo o que é perdido
Nossas lembranças carregar
Espalhar pelo céu infinito.

Euclides Riquetti

Vestidinho verde

 


 



Quando vestires verde, ficarás muito bem
Um vestido de barrinha acima do joelho
E vais ter charme, se mostrares também
O teu belo corpo diante daquele espelho..

Quando usares preto, com tua exuberância
Cor de diamante negro, sabor chocolate
Me encantarei com toda a tua elegância
Detalhes coloridos, ou vermelho escarlate.

Se te produzires com marcantes adornos
Tão sedutores como os teus movimentos
Sentirei os calores e frescores dos outonos
Te idealizarei na alma e nos pensamentos.

Cândidas, as vozes da noite me chamam 
Meus pensamentos alados te sobrevoam
Mando-te meus versos que te conclamam
A ouvir estas palavras que no céu ecoam.

Vão, buscam encontrar-te
Vão, pelo infinito de azul colorido
Vão, vão para cortejar-te
A ti e a teu verde vestido!

Euclides Riquetti

A Divina Arte

 


 


Eu divido contigo esta Divina arte

Nos céus, a mais perfeita das criações

Saída de Suas mãos mágicas na tarde

É o real que se sobrepõe às ilusões.


Isso vai além de nossa compreensão

Intima-nos a nos rendermos à essência 

Colorindo, com maestria, a imensidão

É o cenário verdadeiro, a eloquência!


E eu me tranporto para os teus  agrados

Carícias que eu retribuo docemente

Mais do que instintos e meros afagos.


E tu me esperas com os braços abertos

Enquanto eu te procuro incansavelmente

Procurando tatear os caminhos certos!


Euclides Riquetti

Há algo especial em você

 





Há algo muito especial em você
Não sei se é o brilho no seu olhar
Ou o seu modo de sorrir e de falar
E isso é bem difícil de descrever
Mas há algo muito especial em você.

Inexplicável, indizível, diferente
Impossível de não ser percebido
Talvez um segredo bem escondido
Que a torna assim tão atraente
Encantadora, sedutora, envolvente.

Mas, o que pode a alma esconder
Num corpo que busca afagos, busca abrigo
Que espera meu abraço ensandecido
Meus beijos, meu desejo, meu querer
E ser o algo especial que há em você?

Euclides Riquetti

Você me seduz...

 


 


 

 

Você me seduz... 

Você me seduz
Com o seu jeito imponente e importante  de ser
Você me reduz
A um ninguém maltratado, largado outra vez.

Você é assim
A mais bela mulher que eu já vi  por aí
Você é pra mim
A mais formidável senhora que já conheci.

Procuro compor
Um poema com lindas palavras e rimas para lhe agradar
E sinto uma dor
Quando percebo que busco e não tenho o que encontrar.

Procuro pensar
Que você já sentiu quanto amo seus olhos castanhos
E me conformar
Pois não há como ser de você, que me vê como estranho.

Você  me seduz
E maltrata o meu coração perdido e incontido em desejo
Você me reduz
A um frangalho, um  rejeito sem coragem de olhar-se no espelho.

Você é assim
Eu não sei se é maldade, se é medo, ou pura vaidade
Você é pra mim
A deusa distante que finge e me esnoba assim sem piedade.

Procuro compor
As canções mais sensíveis com com letra romântica e melhor  melodia
E sinto uma dor
Que faz com que eu sofra por não receber nem um simples "bom dia"!

Um bom dia
Um aceno
Um olhar...

Apenas um olhar
Disfarçado que seja.
Como a noite sem luz
Você me seduz!


Euclides Riquetti

Ser poeta, ser poema, ser canção

 

 


Ser poeta, ser poema, ser canção

Ser poeta, ser poema, ser a nota da canção

Entender a vida, sentir o ser humano 

Venerar o sacro e aceitar o profano

Ter palavras certas, dizer com o coração!


Ser poeta, fazer-se entender, compreender

Olhar para o céu, admirar o infinito azul 

Enaltecer os mares aqui de nosso Sul

Produzir versos, estrofes, poemas escrever!


Ser poeta, espalhar o romance pelo mundo

Mostrar que o amor é um sentimento universal

Fazer o bem triunfar sempre sobre o mal

Pregar a paz e a harmonia neste planeta rotundo!


Euclides Riquetti

Poeta no Dia do Poeta

20-10-2023

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Sinto, em ti, o sabor da uva madura

 


 






Sinto, em ti, o sabor da uva madura
Há, em ti, a energia do sol dourado
A força que brota do vinho tinto
A destreza de um animal alado
Um anjo de docilidade e formosura.

Sinto, em ti, o calor das areias do deserto
A calmaria da nuvem embranquecida
O perfume do lençol bem limpo
O aroma da baunilha  amarelecida
E o frescor do intenso vento do inverno.

Vejo, em ti, a agilidade de uma andorinha
A singeleza e a esperteza de uma criança
A beleza e a realeza da princesinha.

Então...
Reúno todos os teus predicativos
Os teus sabores e a tua energia
As qualidades, todas em harmonia
Todos os melhores dos adjetivos
Para te dizer, com toda a alegria
Que me inspiras no meu dia a dia!

Euclides Riquetti

Esperando você passar!


 



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Fico esperando você passar
Seus pés marcando-se na areia
Molhando-se na água do mar
Inspiradora musa qual sereia
E eu, aqui, esperando você voltar...

Fico rezando pra que volte logo
E espalhe pelo vento seu perfume
Você é o jogo que eu mais jogo
Na noite escura é o vagalume
Por você não sei se canto ou choro!

E, na minha breguice mulamba
Vou escrevendo este poema novo
Pra reordenar a minha mente bamba
Pra que eu não me torne um louco
E possa navegar em onda branda.

Penso em você e olho pras galés
Que flutuam segurando os sonhos
Meu coração já não suporta um revés
Nem comportamentos medonhos
Apenas quer você, quer muito, quer!

Euclides Riquetti

Eu queria que o sol brilhasse...

 


 



Eu queria que o sol brilhasse (todos os dias)
Principalmente nas manhãs e tardes de inverno
E que no verão, inclemente e severo
Fosse mais ameno, nos desse alegria
E também  o ânimo por que eu tanto espero.

Eu queria que o sol nos cobrisse com seus raios dourados
Para que pudéssemos andar pelas ruas distribuindo sorrisos
E que todos ficassem contentes por serem escolhidos
A andar pelas calçadas com os braços enlaçados
Nos caminhos traçados neste meu paraíso.

Mas tem sido turbulenta nossa primavera
Turbulenta nas intempéries e nas almas fragilizadas
Tem sido a expectativa simplesmente frustrada
E não a dos dias que há muito se espera
De ver a estação das flores definitivamente chegada.

Ah, eu queria, sim, que o sol brilhasse
E que por aqui ficasse para nos acalentar.
Trazendo de Deus sua energia estelar.
Que viesse, nos aquecesse e nos animasse
Viesse radiante, brilhante,  para nos confortar...

Euclides Riquetti

terça-feira, 19 de maio de 2026

O POETA SONHADOR

 


 


 



Morreu o poeta

Morreu o sonhador
Que foi, um dia, profeta
Que foi semeador.

Morreu o poeta
E levou consigo os seus sonhos
Os seu versos risonhos
As estrofes certas.

Morreu o poeta
Foi poetar em outro lugar
Quem sabe numa janela
Vendo a amada passar.

Morreu o poeta sonhador:
Silenciaram suas palavras, versos e estrofes
Restaram apenas das canções os acordes
Das canções que pensou compor ...


Euclides Riquetti

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Amor do outono bravio

 




Amor do outono bravio

No outono bravio, sinfonizam-se os acordes do vento
Maestrados  pela orquestra sincrônica  do universo
Sinaliza-se a vinda de um inverno frio e perverso
Com nuvens cinzentas redesenhando o firmamento...

Pois que venham as gélidas noites e as manhãs geadas
Em que os corpos se refugiarão nos mantos ou vinhos
Em que outros se encostarão em seus pares quentinhos
Em que se perderão como se fossem almas alinhadas.

E, que depois da inconstância do inverno, a primavera
Nos traga a beleza natural das flores em cada florir
Nos traga os perfumes e aromas de seu afável sorrir
Enquanto planto meus  sonhos e alimento  quimeras.

Para que, quando, novamente, o alto do verão chegar
E o sol morenar  o seu corpo divinamente gracioso
Pudermos nos abraçar e trocarmos o beijo delicioso
Possamos, alegremente, nos amar, sonhar, viver, amar!

Euclides Riquetti

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Champanhe


 


 


Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...

Champanhe

Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

Meus muitos medos

 


 

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Meu primeiro medo: Medo de te perder.
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.

Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...

Euclides Riquetti

Sobre um Pioneiro do Oeste Catarinense - Cenários de Ouro-Capinzal-Joaçaba-Irani-itá...

 









Joaçaba - 1942


          Já me referi ao cidadão José Waldomiro Silva, que nasceu no interior de Campos Novos, em 21 de junho de 1902, na fazenda do avô paterno, Jordão Francisco da Silva. Silva é um exemplo de pessoa simples, que deu a volta por cima, que podemos considerar um vencedor, com méritos. Um menino de fibra, que tornou-se um homem de fibra, um líder incontestável. Exerceu, em sua vida,  mais de uma dezena de ocupações. O menino que, aos 12 anos,  ajudava a defender o povoado de Rio Capinzal empunhando uma Winchester 44, mesmo pobre, conseguiu, pela sua maneira simples a carismática de ser, eleger-se duas vezes prefeito de Joaçaba e duas vezes Deputado Estadual. Mas sua biografia vale mais pela maneira como conduziu sua vida simples mas de sucesso do que pela carreira política.


          Aos sete anos mudou-se para as proximidades do Rio Pelotas, poróximo da hoje Zortea e em 1910 a família foi para Rio Uruguai, ali próximo de Marcelino Ramos. Acompanhou a chegada da linha férrea, sendo que seu pai vendia carne para os trabalhadores da mesma. Ficaram pobres depois que revolucionários que vinham do Rio Grande do Sul passaram pela propriedade da família e saquearam seus bens.  Viu a construção da ponte sobre o Rio Uruguai, ligando Santa catarina ao Rio Grande, em Marcelino Ramos.

          Em seu livro, "O Oeste Catyarinense - Memórias de um Pioneiro", ele conta toda a história de sua vida, com riqueza de detalhes sobre a construção da estrada-de-ferro, a enchente de 1911, o assalto ao trem pagador pelo grupo liderado por Zeca Vacariano e Manoel Francisco Vieira. Em 1912 foi  morar em São João do Triunfo (Paraná), voltando, em 1914, aos 12 anos, para Rio Capinzal.

          Sobre essa época,  faz uma minunciosa descrição do centro de Capinzal e dos acontecimentos de então,  sobre os conflitos entre os revoltosos do Contestado e os homens da madeireira Lumber. Conta sobre o acampamento de 500 soldados de uma Força Federal que ficaram acampados nas proximidades da estação Férrea de Rio Capinzal, para guarnecê-la,  na época. Interessante é saber que, naquele tempo,  a área situada à  margem esquerda do Rio do Peixe, chamada Rio Capinzal era ligada por uma balsa de Afonsinho da Silva à do lado direito, o então Distrito de Abelardo Luz, onde havia somente a rua central povoada, e hoje se localiza a cidade de Ouro, que pertencia ao Paraná, enquanto que a outra, Rio Capinzal,  pertencia a Santa Catarina.

           Vale muito a pena conhecer as descrições e narrações de José Waldomiro Silva, pois foi uma testemunha presencial dos conflitos em nossa região contestada.

          Das descrições em seu livro, citarei uma que julgo importante para todo o capinzalense conhecer, às páginas 21 e 22:   "O nome de Rio Capinzal se originou do seguinte fato: Segundo voz corrente na época, o fazendeiro-proprietário das terras de Capinzalo, de nome Antônio Lopes, cuja fazenda de campos e matos fazia fundos com o Rio do peixe na barra do rio que levou o nome de Capinzal. Para fazer pastagens e invernar suas criações, fez grande desmatação à  margem do Rio do peixe, da barra do lajeado ali existente, acima e, depois da queima, semeou capim melado ou capim gordura, cuja semente trouxe de São Paulo, para onde viajava seguidamente com tropas de muares que vendia em Itapetininga, tendo assim formado uma grande pastagem (capinzal)"

          Em 1917, quando da criação e instalação de Cruzeiro, no povoado de Limeira (hoje Joaçaba), eles foram morar ali, onde exerceu diversos ofícios, inclusive o de balseiro. Em 1921, morou em Rio do Peixe (Piratuba), depois em Irani, e voltando para Limeira 9Joaçaba), ao final de 1924 para exercer a função de Escrivão de Paz. No ano seguinte, foi para Itá como cartorário, voltando a Limeira em 1927.

         Em suas memórias, José Waldomiro Silva fala da Revolução de 1930, da Construção da Ponte Emílio Baungharten, entre Joaçaba e Herval, sobre a passagens dos comboios de trem, sobre a fundação do Clube 10 de maio, de Joaçaba, sobre a morte do pioneiro de Treze Tílias Andreas Thaler, sobre a fundação do Município de Concórdia, o Tiro de Guerra, a enchente de 1951, e outros fatos marcantes.

          Em 1947, já aposentado, foi morar em Ponta Grossa, mas foi convidado a voltar a Joaçaba para concorrer a Prefeito, tendo sido derrotado por oscar Rodrigues da Nova. Fez sua campanha montado em lombo de cavas emprestados pelos seus correligionários, visitando as fazendas de Herciliópolis e Irani.

            Novamente candidato, foi eleito Prefeito de Joaçaba, assumindo em 31 de janeiro de 1951, ficando até 1954, ano em que se elegeu Deputado estadual, sendo o mais votado do Estado, reelegendo-se em 1958. E, em 1960, elegeu-se novamente Prefeito de Joaçaba, vencendo ao jovem Paulo Stuart Wright por uma diferença de apenas 9 votos. Ao final da década de 1960 foi morar em Florianópolis e em 1987 lançou o seu livro de memórias.

           José Waldomiro Silva foi propriamente um cigano. Nas cidades onde morou frequentou escolas do antigo primário, mas sua evolução na escrita veio em razão de tê-la praticado muito na atividades cartoriais. Seu livro de memórias nos traz muitas informações valiosas, incluisive citando os nomes dos primeiros moradores dos povoados onde residiu. Vale a pena ler!






Joaçaba - foto atual - aos fundos, Herval d ´Oeste


Euclides Riquetti
14-09-2013