Temos vivido
tempos de turbulência no presente milênio, com grandes mudanças havidas no
sistema político brasileiro. Os meios de comunicação digital avançaram
grandemente em todo o planeta. Os costumes estão mudando e os interesses
também. Mas há algo que nos perturba, incomoda, e que é de uma total canalhice:
a ousadia de indivíduos que se apoderam do que é nosso, que tomam nosso
dinheiro, que nos abusam na cobrança dos impostos e pouco ou nada nos entregam.
Fazem-nos de trouxas e ainda há quem passe pano ou aceita passivamente e
bovinamente.
Falemos da
roubalheira! Vejam como falam em desvios, em roubos, em apoderação indevida de
muito dinheiro. O termo milhares já desapareceu faz tempo. O cidadão aposentado
ganha um milhar e meio. Na média, quem trabalha efetivamente em trabalhos
simples, mas que lhe roubam grande quantidade de energia, leva três ou quatro
milhares. Artistas ainda ganham muitos milhares por mês. Jogadores de futebol
chegam a milhões. Mas os roubos
institucionalizados chegam a bilhões de reais, bilhões de dólares ou euros.
O cidadão comum,
que só costumava ver montões de dinheiro em filmes, agora nem mais isso
consegue. Claro, o dinheiro virou coisa virtual. Sempre aprendi que o dinheiro
em circulação num país tinha que ter lastro em ouro no banco central. Podem ter
certeza de que isso é coisa do passado. E os milhões de que falam, nas fraudes
contra o povo, nos bancos, como é o caso do Banco Master, em que se falam em
bilhões de reais. E nos fundos de aplicação financeira e nos previdenciários,
com cifras mencionadas em milhões, e que são dinheiro de pessoas que
contribuíram e que aquilo garante o recebimento de sua aposentadoria?
Não pode ser
banalizado nem tornado comum aceitar-se que uma assessoria ou consultoria para
um banco ou para qualquer instituição custe tanto como se tem verificado.
Normal a esposa do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, os parentes do outro,
Ministro Dias Toffoli, ou os de Ricardo Lewandowski, em STF e Ministro da
Justiça, Guido Mantega, a turminha da Bahia, do Amapá, do Fio de Janeiro e
outros lugares, estarem envolvidas em contratos ou desvios tão volumosos? E as
roubalheiras havidas e comprovadas em sindicatos que se apossam do dinheiro de
seus associados?
Dizem algumas
autoridades e, inclusive o Presidente da República: Tudo precisa ser
investigado! A Justiça “maior” é um Deus-nos-acuda! E nós, devemos acreditar em
quem? Uma imprensa isenta e clara em suas notícias e na opinião dos
jornalistas é extremamente necessária. Mas, a partir do momento em que as
universidades, em sua maioria, estão tão mergulhadas em política, esperar o
quê? Você, leitor, precisa mais do que indignar-se com o que está acontecendo.
Precisa cobrar, veementemente e severamente, de todas as autoridades, querer
que se faça algo para que tudo o que é roubado seja restituído.
E, voltando a
falar em lastro garantidor do dinheiro, será que todos os bilhões que circulam
nos meios virtuais têm lastro? E, se uma hecatombe cair sobre todos os sistemas
de conexão digital, quem vai garantir que os “donos dos dinheiros” possam ser
ressarcidos?
Nossa realidade
é que vivemos no irreal, não no palpável, no identificável. Os brasileiros não
podem continuar a viver de esmolas de governos travestidas de benefício
sociais. Quem tem saúde, precisa estudar e trabalhar. Que a prioridade, de
fato, sejam as pessoas que não têm boa saúde. Que o SUS, que um grande programa
de saúde, seja transparente. Que os valores pagos pelos serviços prestados não
sejam tão vergonhosos. Que os estados e municípios não precisem pagar aquilo
que é de obrigação do Governo Federal. Que se reforme a mente e a moral dos
gestores públicos, que se cobre comprometimento dos que estão nos poderes
Executivo, Legislativo e judiciário, especialmente em Brasília. Lá onde se vive
numa verdadeira Ilha da Fantasia, enquanto que o que coloca a mão na massa
fique se ferrando por aqui.
Nosso carnaval
está de volta – O Carnaval é uma
atividade importante para a população de Joaçaba. As cidades do entorno,
principalmente Herval d ´Oeste, têm grande engajamento. Há transtornos para os
comerciantes da área central de Joaçaba, que deixam de faturar. A reclamação
vem e muitas pessoas deixam a cidade e tomam o rumo das praias e dos balneários
porque querem ficar longe da bagunça. Gosto de dar uma olhadinha nas escolas
que se perfilam para o desfile. Já se foi o tempo em que eu tinha energia e
paciência para suportar o estrelismo de alguns.
Têm plena razão os que reclamam que o vácuo
dos verdadeiros hiatos entre a passagem de uma escola e outra é descomunal e
que as pessoas não suportam mais o
estrelismo. Parabéns aos que se dedicam para que suas escolas possam estar na
avenida. Vocês proporcionam um belo espetáculo e colocam nossa cidade na
vitrine nacional.
Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com
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