A simples
observação da evolução etária de pessoas de minhas redondezas, mais as
experiências vividas propriamente com familiares e amigos, me remetem à
sucessiva reflexão sobre o futuro das pessoas que, legal e atualmente, são
abrangidas, de direito, pelo Estatuto do Idoso, mas que, no geral, de fato, não
o são na vida real. Por bem ou por mal, ou seja, pelo sentido humanitário,
pessoas se esforçam e até se sacrificam pelas suas pessoas queridas, pelos seus
genitores, pelos seus irmãos. Mas, por obrigação de Lei, ou por mal?, no que diz respeito ao Poder Público, pouco
ou nada evoluímos. E isso é real e bem verdadeiro!
Defendo a lógica
de que as crianças, quanto mais o tempo passa, mais conseguem se defender,
ganham vitalidade física e mental. Estudam, aprendem, compreendem e evoluem em
sua capacidade de se defenderem. Os idosos, no entanto, têm um caminho muito
difícil pela frente, coma gradativa perda da força física e, também, de sua
capacidade cognitiva. Doenças degenerativas comprometem sua capacidade de
articular-se, mental e fisicamente. Muitas vezes acabam por se tornar um fardo
para a família. Mas esse fardo precisa ser dividido com quem de dever, ou seja,
o Poder Público.
Cresceu o número
de educandários infantis, que há três décadas chamavam de creches, surgiram
escolas, públicas ou privadas, onde a criança pode ser entregue para ser
educada e protegida, há severa fiscalização para que ofereçam o melhor e o mais
seguro para as crianças que lhes são confiadas. Porém, não se verificam ações e
projetos, com a mesma força, para com o ser humano que já vai de sua fase
adulta produtiva para a idosa. O envelhecimento é geral é uma realidade e é
muito debatido quando se fala na despesa que a Previdência e a Seguridade
Social têm para atender o grande e crescente contingente de idosos em todas as
partes do mundo. E, no Brasil, não é diferente.
Tenho me
reportado a muitas pessoas com quem converso de que, no momento em que algum
prefeito colocar em execução algum projeto no sentido de oferecer aos idosos e
seus familiares um local físico onde os com limitação física ou mental possam
ficar, ao menos durante o dia, teremos um efeito dominó e outros, para não
ficarem para trás, também passarão a tais iniciativas. Mas o debate em torno do
assunto tem sido tímido ou completamente ausente no meio político. Aqui em
Joaçaba, há grande expectativa em relação ao projeto da Administração Sartori e
Dresch, que vão implantar um centro de convivência aqui próximo de minha casa,
em lugar bem adequado, nas proximidades da Apae.
Jamais nos
esqueçamos de que, todos nós, em algum momento, não teremos mais a energia de
que dispomos, e talvez não tenhamos renda suficiente para pagar cuidadores. As
pessoas trabalham, têm que buscar o seu sustento, e nem sempre têm, na família,
pessoas que possam cuidar de quem precisa de cuidado e muita atenção.
Perdas muito
sentidas em Joaçaba: Dona Lourdes Rosalina (Poletto) Dassi e Daiane Guerra
Dalbosco – O fim de semana foi de muita tristeza em Joaçaba, pois perdemos duas
pessoas queridas e atuantes. Primeiro, Dona Lourdes, 87, que faleceu na sexta, 30. Artista plástica,
ensinou e cultivou a arte de pintar em telas e em cerâmicas, com
reconhecimento em todo o estado de Santa
Catarina e em algumas capitais. E no sábado, 31, a jovem senhora Daiane, esposa
do advogado Juliano Souza, filho do ex-vereador Valdir Souza e Jacinta
Riquetti, recentemente falecida. Deixou os meninos Joaquim, 14, e Matteo, 9
anos. Quanta tristeza, quanta dor na família. Famílias Souza, Dalbosco,
Riquetti, Andrioni, todos chorando a perda tão prematura. Que Deus conforte os
familiares e lhes dê animo para encarar a vida!
A Segurança e o
combate à corrupção – Esses serão os dois temais que estarão na pauta dos
debates nas eleições deste ano, principalmente na esfera federal. Outros temas
também terão muita importância, como Educação, Saúde e Meio Ambiente, mas não
tanto quanto segurança e corrupção. O Brasil é um país onde a população pisa em
ovos, não tem paz, há grande apreensão das famílias com relação à sua
segurança. A corrupção que nunca acaba e que faz com que o dinheiro do
contribuinte escorra pelo ralo, enquanto lhe falta principalmente atendimento
ideal à saúde, precisa ser debatida e os candidatos, em todas as esferas e
modalidades, precisam nos dizer o que farão para redução.
Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspopt.com
Meu artigo no Jornal Cidadela - Joaçaba SC - recentemente
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