sábado, 14 de fevereiro de 2026

Quem vai proteger você? Quem vai me proteger? - Minha coluna no Jornal Cidadela



       A simples observação da evolução etária de pessoas de minhas redondezas, mais as experiências vividas propriamente com familiares e amigos, me remetem à sucessiva reflexão sobre o futuro das pessoas que, legal e atualmente, são abrangidas, de direito, pelo Estatuto do Idoso, mas que, no geral, de fato, não o são na vida real. Por bem ou por mal, ou seja, pelo sentido humanitário, pessoas se esforçam e até se sacrificam pelas suas pessoas queridas, pelos seus genitores, pelos seus irmãos. Mas, por obrigação de Lei, ou por mal?,  no que diz respeito ao Poder Público, pouco ou nada evoluímos. E isso é real e bem verdadeiro!

       Defendo a lógica de que as crianças, quanto mais o tempo passa, mais conseguem se defender, ganham vitalidade física e mental. Estudam, aprendem, compreendem e evoluem em sua capacidade de se defenderem. Os idosos, no entanto, têm um caminho muito difícil pela frente, coma gradativa perda da força física e, também, de sua capacidade cognitiva. Doenças degenerativas comprometem sua capacidade de articular-se, mental e fisicamente. Muitas vezes acabam por se tornar um fardo para a família. Mas esse fardo precisa ser dividido com quem de dever, ou seja, o Poder Público.

       Cresceu o número de educandários infantis, que há três décadas chamavam de creches, surgiram escolas, públicas ou privadas, onde a criança pode ser entregue para ser educada e protegida, há severa fiscalização para que ofereçam o melhor e o mais seguro para as crianças que lhes são confiadas. Porém, não se verificam ações e projetos, com a mesma força, para com o ser humano que já vai de sua fase adulta produtiva para a idosa. O envelhecimento é geral é uma realidade e é muito debatido quando se fala na despesa que a Previdência e a Seguridade Social têm para atender o grande e crescente contingente de idosos em todas as partes do mundo. E, no Brasil, não é diferente.

       Tenho me reportado a muitas pessoas com quem converso de que, no momento em que algum prefeito colocar em execução algum projeto no sentido de oferecer aos idosos e seus familiares um local físico onde os com limitação física ou mental possam ficar, ao menos durante o dia, teremos um efeito dominó e outros, para não ficarem para trás, também passarão a tais iniciativas. Mas o debate em torno do assunto tem sido tímido ou completamente ausente no meio político. Aqui em Joaçaba, há grande expectativa em relação ao projeto da Administração Sartori e Dresch, que vão implantar um centro de convivência aqui próximo de minha casa, em lugar bem adequado, nas proximidades da Apae.

       Jamais nos esqueçamos de que, todos nós, em algum momento, não teremos mais a energia de que dispomos, e talvez não tenhamos renda suficiente para pagar cuidadores. As pessoas trabalham, têm que buscar o seu sustento, e nem sempre têm, na família, pessoas que possam cuidar de quem precisa de cuidado e muita atenção.

       Perdas muito sentidas em Joaçaba: Dona Lourdes Rosalina (Poletto) Dassi e Daiane Guerra Dalbosco – O fim de semana foi de muita tristeza em Joaçaba, pois perdemos duas pessoas queridas e atuantes. Primeiro, Dona Lourdes, 87, que  faleceu na sexta, 30. Artista plástica, ensinou e cultivou a arte de pintar em telas e em cerâmicas, com reconhecimento  em todo o estado de Santa Catarina e em algumas capitais. E no sábado, 31, a jovem senhora Daiane, esposa do advogado Juliano Souza, filho do ex-vereador Valdir Souza e Jacinta Riquetti, recentemente falecida. Deixou os meninos Joaquim, 14, e Matteo, 9 anos. Quanta tristeza, quanta dor na família. Famílias Souza, Dalbosco, Riquetti, Andrioni, todos chorando a perda tão prematura. Que Deus conforte os familiares e lhes dê animo para encarar a vida!

       A Segurança e o combate à corrupção – Esses serão os dois temais que estarão na pauta dos debates nas eleições deste ano, principalmente na esfera federal. Outros temas também terão muita importância, como Educação, Saúde e Meio Ambiente, mas não tanto quanto segurança e corrupção. O Brasil é um país onde a população pisa em ovos, não tem paz, há grande apreensão das famílias com relação à sua segurança. A corrupção que nunca acaba e que faz com que o dinheiro do contribuinte escorra pelo ralo, enquanto lhe falta principalmente atendimento ideal à saúde, precisa ser debatida e os candidatos, em todas as esferas e modalidades, precisam nos dizer o que farão para redução.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspopt.com

Meu artigo no Jornal  Cidadela - Joaçaba SC - recentemente

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