sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Devaneando

A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!


Euclides Riquetti

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Futebol no Céu (crônica em homenagem a amigos que se foram)

     O Táti, zagueirão do Arabutã, morreu e foi pro céu. Lá,  tinha uma organização de talentos, que eram alojados por setores. Eram pessoas que um dia brilharam aqui na terra e que o destino as levou para morar  lá em cima. Tinha o setor dos atletas famosos: Denner, Adilson, Dirceu e Everaldo, que morreram em acidente de carro; Garrincha, que bebeu além da conta; Serginho e Wagner Bacharel, que morreram em campo; e muitos outros, fora os europeus. Todos estes ouviam, atentamente, os conselhos do Mestre Telê Santana. Tinha o setor dos artistas: Cazuza, que teve aids; o Dollabella, que bebeu todas; o Chacrinha, que animava a Terezinha; o Bossunda, cujo o humor era maior que a bunda; Paulo Autran, esbanjando simpatia; o Paulo Gracindo, nosso Zeca Diabo;  Nair Bello, Mussun e Zacarias, que nos fizeram rir muitos dias ( e muitas noites de nossos invernos e verões). João Paulo agora forma dupla com Leandro, e até que combina:" Leandro e João Paulo"! Tinha também O dos talentos políticos: Rui Barbosa, que defendia a honra: Tancredo Neves, a democracia; Toninho Malvadeza, a Bahia; Brisola, que ia contra "os interésses" da burguesia; e Jânio Quadros, que tropeçava nos cadarços de seus sapatos tortos. O Airton Senna driblava as curvas do Reino de São Pedro, o Dílson Funaro dava cruzados nos brasileiros, enquanto os Mamonas Assassinas encantavam, com suas irreverências, os milhares de jovens que morreram, infelizmente, após as baladas de sábado à noite, em acidentes com carros e motos.
     O Táti olhou tudo, curiosamente, e procurava por algo. Caminhou por entre as árvores e em meio a muitas roseiras e cravos, lavou a cabeçona numa fonte de água, passou a mão nos olhos e, ao abri-los, deparou com um monte de conhecidos: Lá estava o Bailarino, com algumas sacolas, cheias de camisas, calções e meias: Havia as azuis  e brancas, da São José; as pretas e amarelas, do Penharol; as verdes e amarelas, do Grêmio Lírio; as brancas e pretasd, do Vasco da Gama; e,  finalmente, as brancas e vermelhas, do Arabutã. Sentiu-se em casa. Finalmente encontrara sua tribo: O Bailarino, poeta, sábio, filosofava e escalava o time: O Orlando vai ser o Goleiro, mas não pode cair do cavalo, pois o Roque Manfredini, que  ficou sepultado lá em Porto União, vai ficar na reserva, porque este jogo não é pra profissional. Na lateral direita, o Darci Moretto, pois o irmão dele, o Valcir Moretto, vamos aproveitar na ponta direita, que ele gostava de jogar também lá. na zaga, vamos deixar a posição vaga, pois logo,  logo vamos receber um zagueirão que está chegando, e vai ser a principal contratação da temporada. Na zaga, o Tchule, que além de bom de bola, gosta de tocar bateria e batucar um samba. Na esquerda, o Urco, que poderá ser o juiz; daí fica o Jonei Cassiano de sobreaviso, para aquele lado, pois ele sabe defender e apoiar muito bem. Cabeça de área, um problema que é fácil de resolver: deixamos o Olivo Susin mais plantado e o Alberi, que é acostumado a arrumar bombas injetoras, com liberdade pra sair jogando e injetar a bola no ataque. O Jundiá, que é liso e tá meio pesadinho, fica com a oito, armando pro Moretto na linha de fundo, pro Camomila, nas esquerda; e, no ataque, o Alcir Masson, nosso matador, bem na frente, chutando forte e reclamando com o juiz. Bem, eu, o Baixinho, escalo o time e entro lá pelo segundo tempo. O Rogério Toaldo, vai ficar de curinga, e me ajudar a cobrar a mensalidade.

     Aí chegou o Juca Santos, Glorioso Presidente, e perguntou: "e o Zagueiro, o Capitão, que você não escalou ainda?"

     Bailarino apontou para o lado e gritou: "Chega, Táti, que a número três tá guardada pra você! E daqui a pouco vai chegar um convidado especial: O Guaraná! vamos ter que arrumar uma brechina também pra ele".

Euclides C. Riquetti - Ouro - SC - escrita em 23-01-2008 e plublicada no Jornal  ""A Semana" - Capinzal-SC

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Turismo Regional - a salvação da lavoura!

O Turismo, que representa um movimento econômico biolionário no Brasil e trilionário no mundo, ainda não está na cabeça de muitas pessoas, sejam empreendedores, sejam gestores públicos.

Na sexta e sábado, 28 e 29, estivemos em Lages, com uma delegação de 28 pessoas de Ouro, Capinzal, Lacerdópolis e Zortéa, participando do Enconampe, Congresso Catarinense de Micro e Pequenas Empresas, promovido pela FAMPESC.  No núcleo de Turismo estávamos em 21, sendo que 15 éramos do Município de Ouro.

Há quase 15 anos tenho defendido o Turismo como fonte geradora de trabalho e renda, e consequentemente riquezas, para essas cidades. Há dois anos, passo a defender também Barra do Leão, onde a família Coronetti tem seu belo Thermas Leonense.

Dos 54 participantes do Núcleo Turismo, 21 eram ligados ao nosso NITUR, agora presidido pelo Diretor Administrativo do Balneário Thermas de Ouro, Claudiomar Gálio. Na condição de articulador voluntário do NITUR, tenho-me manifestado em todas as cidades onde vou para defender a idéia do Turismo como empreendimento. Foi assim em Rio do Sul, Agrolândia, Agronômica, Trombudo Central, Arroio Trinta, Fraiburgo, Lages, etc, apenas neste ano. Sempre que surgem oportunidades lá vou eu, com potenciais empreendedores e amigos, para ir disseminando uma massa crítica, fazendo com que um novo conceito de empreendedorismo cale no coração, na alma, no cérebro e na conta bancária desses futuros empreendedores.

Sempre se aprende algo novo nessas ocasiões, além de se travar conhecimento (to make acquaintance), com pessoas de outros lugares, que estão lá com objetivos similares aos nossos. Pessoas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Levamos produtos: Queijos Campo Dourado, da CoperOuro, Erva-mate Charrua, e até CDs do Píccola Itália Del ´Oro. Os primeiros para degustação, o mate para o chimarrão e brindes, os aparadores de erva na cuia Charrua para brindes, os CDs para sorteio, os folders do Thermas para distribuição. Enfim, todos saíram de lá levando alguma coisa de nossa cidade, Ouro, e elogiando nossos produtos, querendo saber onde adquirir. Só por isso já vale a pena participar.

Mas, muito valiosa mesmo, é a conversa que se vai tendo com pessoas que pretendem fazer investimentos em equipamentos de recreação, comércio e hotelaria. E ânimo vai sendo injetado.

Acredito que, nos últimos 4 anos, mais de 60 pessoas de nosso Ouro tenham participado de eventos ligados à aprendizagem e conhecimento sobre esse filão de nossa economia, o Turismo. E, com isso, vamos criando uma vocação nova, que se consolidará em médio e longo prazo. Obrigado, companheiros, por dividirem conosco a luta sinérgica por uma mesma causa.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Maracanã X Saúde - O Rio da Vergonha

Não posso, como cidadão, omitir-me. Vi , há poucos minutos, uma notícia chocante: No Rio de Janeiro, depois de esperar por mais de uma semana, a família de uma paciente (idosa) conseguiu uma decisão judicial em que os Secretários de Saúde do Município e do Estado do Rio de Janeiro deveriam disponibilizar um leito de UTI para a mesma, sob pena de os mesmos serem presos caso não cumprissem a determinação. E o Prefeito e o Governador deveriam ser informados da decisão da Juíza.  Azar da paciente, que morreu antes do cumprimento do ato judicial. Sorte dos Secretários,  por ela ter morrido. Não iam cumprir a decisão judicial porque não tinham leitos suficientes na Rede de Saúde Pública. Disseram que a internação em UTI é seletiva, baseando-se em critérios técnicos. QUE VERHONHA! Que disparate! Quanta insensatez!

Isso me remeteu a analisar como vivemos num país "Reino da Fantasia". Um Sistema de Saúde que garante direitos à população e que os governos não cumprem. Quanta falta de senso de responsabilidade, quanta falta de critério,  de prioridade. Quanto dinheiro queimado em meu país! Que vergonha, Rio de Janeiro!

Senão, vejamos:

As reformas do Maracanã para os Jogos Panamericanos de 2007 consumiram R$ 395.000.000,00. Alguns dizem que existem "aditivos contratuais". Não posso afirmar isso, pois não moro lá... Mas falam, na imprensa televisiva, que o valor chegou a R$ 500.000.000,00. Quinehntos milhões. E também construíram o Engenhão, que deram para o Botafogo. Mas, o absurdo, mesmo, é o que vão fazer agora, para a Copa do mundo: Maracanã fechado, em reformas, ao custo de R$ 1.000.000.000,00.  Um bilhão de reais. Dizem que os contratos iniciais chegam perto disso, mas, certamente, virão os aditivos, as correções, os ajustes e reajustes. Serão Um bilhão e meio de reais para reformas no Maracanã, para que possa ter condições de  sediar as finais da Copa do Mundo, em 2014, SE O BRASIL FOR FINALISTA. Tomara que o seja, senão vai ficar muito chato para o Rio de Janeiro.

Mas, se a Seleção Brasileira não for às finais, a decisão não será no Maracanã. E agora, eu que sempre fui um fiel torcedor de nossa Seleção, fico como? Torço para meu país, como sempre fiz ou faço, ou torço contra, para que percamos e passemos a "tomar vergonha na cara"? Ah, claro, se o Brasil ganhar a Copa, vamos perdoar todo mundo, até gostaremos de ter autógrafo de alguns jogadores, mesmo que seja do  terceiro goleiro. Ou do Mano, se sobreviver até lá, ou do Massagista. Ou mesmo do Ricardo Teixeira, do Governador demagogo do Rio de Janeiro, que ainda não conseguiu atender direito àqueles que perderam suas casas nos desabamentos das encontas, que não consegue dar atendimento hospitalar aos seus governados.

Ficamos assim: Se, antes da Copa do Mundo, os  problemas com a saúde pública daquele Estado ficarem  resolvidos, pelo menos boa parte deles, e conseguirem debelar  a dengue, escreverei uma crônica enaltecendo os feitos daquele Governador. E pedirei desculpas pela minha ousadia.

Mas, investir fortunas para preparar um estádio para um jogo que nem sabemos se vai acontecer, é mesmo uma grande irresponsabilidade, uma vergonha.

Como cidadão, não posso omitir-me. Haverá os que acham que futebol é a melhor coisa do mundo, que me criticarão. Mas não terei a crítica de minha consciência, a acusar-me por omissão.

Quantas vagas de UTI poderiam ser construídas e mantidas com Um Bilhão e Meio de Reais???

domingo, 16 de outubro de 2011

Professor, com muito orgulho...

Ontem, comemoramos o Dia do Professor, data que foi instituída em 1947. Até aí, nada de mais. Temos muitas datas comemorativas, muitas delas para puro oportunismo comercial. Li e ouvi vários artigos sobre nós, professores, nos mais diversos meios de comunicação. Também ouvi algumas histórias. Cada um tem sua maneira de ver as coisas.

Dificilmente eu voltaria a atuar como professor. Mas não direi, jamais, que desta água não beberei. Porém,  gosto do contato com os alunos, com os professores.  Os alunos são alegria, como são as próprias crianças. Mesmo os mais crescidinhos, mesmo os que infernizam a vida dos professores. Lá na frente, fora da escola, anos depois, juntos, lembram do passado e tiram boas gargalhadas. A vida é assim mesmo. Lá na frente, ri-se do hoje, do ontem, do antigamente.

Dia desses,  ouvi um grupinho de minijovens (não gostam de ser chamados de adolescentes), quiçá na faixa dos 12 anos, reclamando: "As coisas não são mais como no meu tempo", dizia um. "É, as crianças de hoje não sabem nem brincar", dizia o outro. E um terceiro: "Têm de tudo e ainda reclamam. No meu tempo é que as coisaqs eram difíceis..." (Quase sem comentários, né?) Acho que esse  "né" corresponde ao "isn´t it?! Eu pergunto e espero sua "tag ending".

Mas, como dá para "tirar uma pranta (planta)", como diziam meus caros aluninhos do Sílvio Santos, ou seja, dá para imaginar, idealizar, a vida passa. E os pensamentos passam. E os pensamentos mudam. E o mundo está mais veloz, mais dinâmico. Dá de mil a zero em lebre. Uma vez dava de um a zero na tartaruga. Isso depois que inventara os bits, os bites, e a gente, em vez de mandar cartinhas, manda "mêies", faz posts. Como diz a pirigona,  falando ao celular,  na rua, para todos escutarem: "Mia fiia recebeu um mêie dum amigo que ficô cum ela. Ele tem até daqueles livro elétrico, o notebuque". Deve sê rico". E, depois: "Meu fiio dá um vareio naquela profe dele". Ah!, ah!, ah!... E fala como se as travessuras do seu protegido fossem boas para seu currículo.

É por isso mesmo que, após meus meneios e rodeios, quero parabenizar meus amigos e eternos colegas professores: aquelas que levavam caneladas de malandros e ainda diziam: "Querido, não faça assim com a profe... Querido, você não trouxe o caderno, por quê?" Aqueles que eram desafiados a "acertarem as contas nas ruas", aqueles e aquelas que chegavam à escola nervosos porque seu filho ficara em casa com febre, aquela que precisava pagar substituta porque faltara para levar a criança ao médico...

Meus caros professores: Obrigado por terem feito parte de minha vida e por terem-me permitido fazer parte da sua! Que todos os dias sejam Dia do Professor!

Euclides Riquetti!

Crônica do Antigamente

Sou antigo, muito antigo. Do tempo em que a Marjorie Estiano era feinha. Feinha, com cabelo horrível. Tinha uma Banda, era doublê de atriz e poprroqueira na Malhação. Eu assistia Malhação, a novelinha das 17,30. Agora, nem tanto.

Sempre fui noveleiro. Até fiz um post num site de noveleiros. Escrevi que a Paola Oliveira, a Marina,  era picolé de chuchu, que é uma "planta hortense de fruto comestível". Imagine, leitor, um picolé tão sem graça como o Geraldo Alckmin, (com o devido respeito à pessoa e à autoridade). Escrevi também que a Camila Pitanga, a Carol, era a dona do pedaço naquela novela que, graças a Deus, terminou. Era uma chatice, e mesmo assim, eu assistia.

Mas, como disse, sou antigo. Ainda do tempo que a Tupi passava "O Direito de Nascer". Claro que nós não tínhamos aparelho de TV, mas alguns vizinhos tinham. E a gente lia no "Correio do Povo", que chegava com dois dias de atraso, comentários elogiosos à Novela. Tinha também o "Antônio Maria", mas se você tem menos de 50,  provavelmente nunca ouviu falar nisso, a não ser que já pertencia a uma daquelas famílias minoritárias que conseguiam comprar um aparelho de TV.

Sou antigo mesmo. Do tempo em que a TV chuviscava, transmitia em preto e branco e só assistíamos a programas que nos chegavam através das emissoras do Rio Grande do Sul. E nem com um bombril em cada haste da anteninha de alumínio se conseguia eliminar os chuviscos ou os grilos que saltavam na tela.

Em 1972 veio a TV em cores. Então, os menos privilegiados, que não conseguiam um bom aparelho, uma sharp, adquiriam umas lâminas plásticas, parecendo um arco-íris, um degradê de verde, vermelho e azul, que simulava cores e postavam  na tela da preto e branco. Que pobreza!

Ainda assim,  não tínhamos TV. Só os primos, só os vizinhos, só quem podia...

Mas, voltando à Marjorie Estiano, depois de uns 2 CDs e uma boa participação numa novela do horário nobre, eis que ela ressurge na nova novela "das seis", no papel de Manuela, irmã da outra bonitinha, que joga tênis, e que ambas sofreram um acidente nos capítulos deste início de semana. Se falei em "outra bonitinha", é porque já estou admitindo que ela está bem "na figura". Simpática, tem carisma, muito mais talento como atriz do que como cantora. E não é que ela está ficando bonita, mesmo?! Não é mais bonitinha, é bonitona!

Sou antigo, sim, mas me permito ver, sentir, analisar e comentar, em meios virtuais, sobre a vida de algumas pessoas. Marjorie Estiano é atriz contratada pela Rede Globo de Televisão. E vai longe, pelo seu talento. Tem meu apoio, se é que isso tem alguma importância...

Euclides Riquetti
12/10/2011 - "Dia da Criança que há em cada um de nós!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Legião dos Dançarinos Extraordinários

       Quem já não se encantou com danças harmoniosas, passos bem ensaiados, ou mesmo "singles" ou "dobles", que se apresentam em festivais de dança? Quem não se encantou com musiciais que viu na TV ou no cinema?

         Bem, a harmonia da dança á algo extraordinário.Às vezes movimentos espontâneos, outras com grupos cadenciados, articulados extraordinariamente, encantadores. Há, na dança, um inimaginável senso de poesia. É o belo expresso nos movimentos, que nos atrai, embasbaca, embala nossos sonhos, nos leva às mesmas viagens que nos leva a música, o poema, o canto, o voo do pássaro, o flutuar das patas dos animaizinhos sobre a relva, o sorrir e o abanar da criança, a calmaria das ondas nas águas. A dança, como a poesia e o canto, exercem um magnânimo fascínio sobre mim. Tudo se reveste de musicalidade. Definitivamente, é o belo que se expressa em múltiplas formas.

          Mas, o que me tem encantado docemente, nos últimos dias, é a capacidade coreográfica dos componentes da Legião dos Dançarinos Extraordinários. Vi-os num filme, busquei vídeos no you-tube, estudei sobre eles. Encantaram-me, sobremaneira, alguns personagens: Primeiro, Trevor Drift, o menino moço que consegue expressar-se em movimentos harmonicamente extraordinários, e que se incorpora à LXD. Igualmente, Jato e Katana, Katana e Jato, dois apaixonados, pela dança em um pelo coração, pela alma do outro. Jato, com sua estupenda  beleza ( e sutileza) de movimentos de seu corpo, atrai Katana, seu partner, seu amado, e nos embebece, nos envolve, transporta-nos para um mundo irreal, de imedível encantamento.

          E o maravilhoso mundo web nos permite buscar isso, deleitar-nos, navegar pelo universo sem sair de casa. Deus, salve os dançarinos, os músicos, os cantadores, os poetas extraordinários.

Euclides Riquetti - 04/10/2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Produção audiovisual.

Em algumas oportunidades de minha vida, participei de pequenas produções de material audiovisual. Exigente comigo mesmo, gosto de produzir um texto de fácil compreensão e facilitar a identificação e  interpretação das mensagens que pretendo passar. Como atuo no meio administrativo público, preciso ter muito cuidado para não ferir egos. Isso também dá muito trabalho. Talvez mais que a produção em si.

Mas, assinar uma produção audiovisual, por mais simples que seja, é sempre um motivo de muito orgulho. Minhas experiências nesse campo começaram há 12 anos. Em duas oportunidades, pelo menos, trabalhei no studio da TV Barriga Verde, em Joaçaba. Textos de 2 minutos. Levava algumas sacolas com dezenas de fitas de vídeo em VHS e capturávamos imagens para sobrepor, coerentemente, às palavras e significação do texto. Dois técnicos, habilmente, faziam a edição e eu escolhia as imagens que julgava ideais e coerentes. E que tivessem certa qualidade. Lembro que na última vez a colega Tulica nos ajudou. Depois, era só alegria vermos, na TV, nossa produção.
Mais adiante, produzimos, num studio de Joaçaba, um audiovisual de 47 minutos,  versando sobre as brigas políticas do tempo da UDN e do PSD, na emancipação do Munmicípio de Ouro, que se desmembrou de Capinzal. Saí a campo com a Franci e o Alexandre Baratto, do Stúdio Foto Real, eu atuando como repórter e eles como cinegrafistas. A produção tem significativo valor histórico, pois registramos os principais fatos ocorridos em Ouro na década de 1960. Foram mais de 80 horas entre a busca de imagens, entrevistas e produção. A narração foi realizada pelo amigo Ademir Belotto. depois, três dias inteiros na Proeza Vídeo, com sacolas e sacolas de fitas de vídeo e diversos álbuns de fotografias. Realizamos a entrevista com o Sr. Horácio Heitor Breda por telefone, dos estúdios da Rádio Capinzal. Ele estava na casa dos 90 anos. Morava em Maringá. Gentilmente, concedeu-nos a entrevista. Utilizamos fotos suas da época em que foi Prefeito de Capinzal, época em que as brigas políticas eram, muitas vezes, resolvidas com o 38 Smith Wesson niquelado.  Produzi outros materiais em conjunto com a Vanessa Siepmann, à época em que trabalhamos juntos e ela estudava jornalismo em Joaçaba, na UNOESC, com o tema: Ouro - Capital Catarinense do Associativismo. Agora, na quina e sexta feira, 29 e 30 de setembro, um novo DVD sobre ahistória da CoperOuro. Manifestar-me-ei sobre este brevemente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Gestão da Harmonia

A natureza é uma perfeita e belíssima orquestra,  onde um infinito número de integrantes agem, harmonicamente, dispondo, convenientemente, seus elementos, proporcionando-nos um sentido lógico, como que embalado em musicalidade.

Assim também precisa ser a gestão natural de cada empreendimento, onde os elementos se recriam, se coadunam, se integram, interagem, se realizam e produzem riquezas materiais, intelectuais, culturais, filosóficas e mesmo virtuais, gerando a satisfação dos entes envolvidos, proporcionando renda e possibilitando ocupação e exercício profissional. "O novo é algo que vem de duas coisas velhas" - (Ivan Ramos - 1969)

Pessoas, para serem marca na História, não podem apenas situar-se como uma folha de papel em branco: precisam ler, ler, rabiscar, rabiscar, escrever, escrever, desenhar, desenhar, contar, ousar, calcular. Então propor, apagar, recompor e, por fim, reescrever. Reescrever inovando,  surpreendendo, regozijado e deleitado. Dar, na configuração do que escreve, as denotações e conotações que o interlocutor precisa assimilar, digerir e  compreender. Empreender. Empreender gerando ganhos culturais e intelectuais,  universais. Empreender para realizar o que o dinheiro não consegue.


E a reescrita, a recriação, precisa, sempre, ultrapassar o nível da manifestação original, pois as horas, os dias, os meses e os anos, permitem que aquilo que fazemos hoje, possa sempre, ser refeito melhor no amanhã. É o novo, a partir do já existente.



Esse é meu conceito pessoal de empreender, sem, necessariamente, preocupar-me com quem vai ou não me entender. E, se o não prevalecer, se eu não me fizer compreender em meu contexto, é preciso que eu e você reavaliemos nossos métodos, redefinamos nossas posições, reflitamos firmemente, concluamos assertivamente, e detectemos como está a situação de nosso autoempreendimento. Eu, querendo dizer, e você, tentando me entender. Euclides Riquetti - 29/09/2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hospital Nossa Senhora das Dores - Vamos ajudar a preservar o que é nosso!

Na tarde de terça, 20, na sala de sessões da Câmara de Ouro, passaram cerca de 50 pessoas entre agentes políticos, Amigos do Hospital Nossa Senhora das Dores e cidadãos ourenses. Havia uma Audiência Pública convocada pelo Prefeito Miqueloto e pelo Presidente da Câmara, Ivonei, com o fito de se discutir e propor meios de ajudar o hospital a continuar suas atividades e melhorar sua qualidade no atendimento. Hoje, são 58 funcionários e ainda alguns voluntários para "tocar" as atividades médico-hospitalares. Coube-nos a Coordenação da  Audiência e o estabelecimento da pauta. É uma atividade sempre penosa, pois, nessas ocasiões, precisamos oportunizar que pessoas se manifestem dentro de um prisma democrático, transparante, legítimo. E compreender as posições de quem se manifesta. Manter a calma, a serenidade, é fundamental. Ouvir as partes que estabelecem o contraditório, propor uma saída consensual, sem distanciar-se dos objetivos. Resultado final: uma abstenção, nenhum voto contra, e todos os demais a favor de que seja formulado Projeto-de-Lei para ser submetido à Egrégia  Casa, visando a que se contribua, voluntariamente, através da fatura de água emitida pela autarquia SIMAE, valor de R$ 2,00 para as economias residenciais e R$ 5,42 para as economias comerciais e industriais, em favor do Hospital, com validade da campanha até 31/12/2012. Com isso, evitar-se-á que o hospital venha a ter déficit orçamentário e financeiro no final de cada exercício. É entidade filantrópica, presta 86% de seus serviços ao SUS ( a exigência é de 60%), recebendo ínfima e insuficiente remuneração pelos serviços que presta. Mas a sociedade de Ouro-Capinzal-Zortéa, solidária que é, não vai deixar a peteca cair. Obrigado, comunidade!

Euclides Riquetti

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Alunos do Sílvio Santos e sua escola sustentável.

Na tarde desta terça, 22, visitei a Escola onde atuei por 25 anos como professor. Revi meus colegas professores. Estava com saudades. Sabe, quando a gente amadurece e depois reencontra amigos, lembra de quantos bons momentos vivemos ali. E é gratificante ver o entusiasmo das professoras e dos alunos com seus projetos. Mostraram-me uma  maquete de uma escola com edificação sustentável. Luminosidade natural e aquecimento natural de água, rampa de acessibilidade, quadra de esportes no terceiro piso. É um bom projeto. Na verdade, é um ensaio para o que podem realizar amanhã.

Os pequenos trabalhos realizados nas escolas  costumam ficar registrados na cabeça dos estudantes e podem influenciar em seu comportamento profissional no futuro. O aluno que fez a apresentação do trabalho, de uma maneira bem didática, mostrou que o grupo realizou intensa  pesquisa e seguiram  parâmetros técnicos de Engenharia. A maquete, as plantas de fachada e baixa, o orçamento estimativo, com a separação dos investimentos por etapas. Perfeito.

Sei que têm outros trabalhos interessantes.

Obrigado, professora Jane, pelo convite. Logo, logo, estarei aí para falar sobre a história de nossa cidade para alunos do quarto e quinto ano. Professor Riquettão

Caipiras (com sotaque) na Ressacada

No final da tarde de domingo (19), fomos fazer um investimento  na Ressacada, em Floripa. Como dizia a Vó Dorva, "infinal", ver futebol  também é  distração.  Sentamos eu, o Tio Neri, o Edimar (Sócrates) Riquettão, o sobrinho Guilherme e o Kiko Barra-do-Leão, ao lado da Mancha Verde.   O "investimento" era de oitentão cada marmanjo. Investimos na economia avaiana. Foi o dinheiro mais jogado fora de minha vida. Dois times muito ruins. Quanta cegueira. Avaí 1 x 1 Palmeiras. Nunca vi tanta ruindade dentro de um mesmo hectare. Ruindade das pernas .No Palmeiras,  salvaram-se o goleiro Marcos, o zagueiro Henrique, o volante Marcos Assunção e o atacante Kléber, por sinal todos  já com passagens na seleção brasileira. No Avaí, só salvou-se o atacante William. Mas o espetáculo vem por conta do fanatismo dos torcedores palmeirenses: falam bobagens, brigam entre eles mesmos, não percebem que o time deles é capenga, que a maioria chuta uma bola quadrada. Ainda vaiam o preparador  Murtosa e, principalmente, o Felipão Scolari, que é daquele jeito mesmo, que você é acostumado a ver na televisão: curto e grosso. Mas, aguentar torcedor cego  é dose! Dificilmente o Palmeiras entra na Libertadores e o Avaí precisa de muita sorte para não ser rebaixado. Só com muita sorte ou, então, com milagre de Santa Paulina para conseguirem seus intentos. Mas, nuca vamos esquecer da habilidade do Assunção em cobrar faltas e escanteios. O magrão coloca a bola, com os pés, onde eu não conseguiria colocar com a mão... Riquettão

domingo, 18 de setembro de 2011

Aniversário no Recanto Champagnat

Passamos  um final-de-semana maravilhoso em Florianópolis. No sábado, encontramos os parentes no recanto Marista Champagnat, no mirante da Lagoa da Conceição. Muita gente bonita: sobrinhas, sobrinhos, filhos. A turma do andar de cima (nóis, né?!), com nossas protuberâncias barriátricas, elas mais arrumadinhas (as tias), e a vovó (metida a motoqueira), fazendo seus 81. Grandes emoções. Mas, quem roubou a cena foram os pequenos (Rafael, Gabriel, Lana e Júlia). O primeiro ficou na dele. Mas, os outros, que triozinho mais elétrico... No domingo, o final da festa sem estresse, sem dramas, cada um tomando seu costumeiro rumo. Na segunda, todos no batente. E um tal de Rodrigo, que ficou com sua Ziza, usando uma daquelas camisetas que elogiam as sogras... O Champagnat é um ponto muito bonito de nossa capital. Cascata, mata nativa, os macacos saltando, livremente, por entre os galhos das árvores, fazendo-nos caretas, como se fôssemos velhos conhecidos. Obrigado, tio Jorge, Rosane e suas filhas (inluído o alemãozinho), pelo que nos proporcionaram. Família Riquetti

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Gostar de poesias...

          O gosto pela poesia depende muito da motivação e do clima que é proporcionado para que ocorra a criação. (Não esqueçamos que poesia não é apenas o poema. Poesia pode estar naquela roseira que plantei no último sábado, no sorriso e no abraço que ganhei da adorável Júlia, naquela senhora idosa que ainda conserva o ânimo e o entusiasmo,  apesar dos pesares...). Autores consagrados podem servir de exemplo para jovens seguidores, embora isso ofereça o risco de que pessoas com um determinado perfil de sensibilidade e de vida possam enveredar-se por caminhos desassociados aos que costumam trilhar.

          Na verdade, o autor passa ao leitor muito do que é seu, pessoal, interior, mesmo que seja objetivista, pois tem seu modo particular de sentir a realidade.

          A fantasia também é um vasto mar  a ser navegado. O compositor viaja pelo imaginário e externa suas impressões e sentimentos no papel,  resultando numa criação original, traduzindo o belo pela disposição harmoniosa das palavras.

          O animador do processo de composição precisa ser o grande motivador e indutor para que o outro sinta o desejo de produzir algo que, mesmo em sua simplicidade, represente sentimentos e encante o leitor ou o ouvinte. Deve haver cumplicidade entre o animador e o autor para que se gere confiança e se perca a inibição de expressar-se.

          A poesia, além disso, pode situar-se como o contraponto entre a tecnologia e a necessidade de se humanizar o mundo. O homem moderno não pode ser apenas movido por máquinas e eletrônicos. Não pode perder sua condição natural de ser romântico, humano, sentimental.

          A poesia romãntica, nestes tempos tão concretos e ásperos,  sempre terá grande espaço no meio literário e deverá se sobrepor-se a outros gêneros. Romântica, mas leve e livre, capaz de encantar e embalar os sonhos do ser humano e levá-lo a viver as belezas mais simples da vida.

         Inspiremo-nos no belo slogan da Pedreira Joaçaba: "Nós movemos as pedras para constuir os seus sonhos". Ah, quem me dera ter sido o autor desta maravilhosa frase. Parabéns ao autor.Parabéns à empresa que a adotou.

Euclides Riquetti
Joaçaba - 16/09/2011

        

domingo, 11 de setembro de 2011

Semana conturbada e com perdas

Além de termos passado uma semana com preocupações em razão das fortes e intensas chuvas ocorridas  em Santa Catarina, com os rios Itajaí e do Peixe transbordando, duas notícias me deixaram muito triste: a primeira, na sexta-feira, dando-nos conta de que perdemos o Serginho Piovezan, em  Capinzal. Doeu-nos o coração. Um cara trabalhador, educado, simpático, prestativo, "gente muito boa", que se foi de uma hora para outra. Depois, hoje, domingo, soubemos que o Dr. Acioli Viecelli perdeu um  filho, o Gustavo. Também foi de cortar o coração. Lembro dele, bem menino, quando andava com o pai e a mãe, loirinho, naquele Passat verde escuro, ou simplesmente brincando em parquinhos. O Dr. Acióli, que foi médico no Hospital Nossa Senhora das Dores, vindo depois para Joaçaba, sempre era o médico de nosssa família. Que deus dê forças para os familiares de ambos. E que eles  tenham uma feliz vida eterna lá em cima.
Família Riquetti