Dia desses, um dia como outro qualquer, daqueles em que nada de novo acontece (e eu adoro rotina), eu observava uns meninos conversando. Eram três. Deveriam ter, no máximo, uns nove anos de idade:
- "As coisas não são mais como no nosso tempo de criança. Veja, nem conseguem mais brincar. Antigamente, a gente pegava uma bola velha e arrumava um campinho, nem que fosse na frente da casa da gente, na rua, e se divertia. Brincava de se esconder, de por apelidos uns nos outros, de soltar pipa! Agora, tem gente que nunca viu uma pipa, nem sabe o que é um carrinho de rolimã!"
Meu Santo e Venturoso Deus! Minha Santa, Imaculada e Sempre Virgem Maria! Se esses, em tenra idade, já falam assim, como se o outro dia fosse um "antigamente", imagine, leitora, nós, do quinto e do sexto andar?
Que bom que eles já conseguem perceber que a vida anda depressa, que o tempo passa célere, que as manhãs de hoje não voltam mais, que um momento que se deixa de viver agora pode não mais acontecer? E, lamentar essas coisas, faz com que eles se sintam vivos, sejam e estejam presentes, percebam a dinâmica do mundo...Ah, que bom se nossa antiguidade, a minha, a sua, fosse tão recente como a deles?!!
Nós podemos medir nossa idade, nossa trajetória, pelas coisas que fizemos. Ou pelas que deixamos de fazer... pelos livros que lemos, pelas novelas que já acompanhamos, pelos filmes a que assistimos e que de quando em vez voltam à cena em nossa mente, pelas fotografias que olhamos no álbum, principalmente por aquelas em que estamos junto com alguém querido, dançando, ou numa viagem maravilhosa. E vale também medir pela quantidade de vezes que marchamos num Sete de Setembro, pelos aplausos com que a Dona Maria Fávero, entusiasmada, nos animava em nossas marchas, quando descíamos, devidamente paramentados, garbosamente enfileirados a Rua Ernesto Hachmann, em Capinzal, tocando bumbo, tarol ou caixa, secundados pelas cornetas que seguiam o Oneide e o Severino Andrioni. Ah, que bons tempos! Que "antigamente" maravihoso... E as marialuizas, denizes, sônias, neuzas, marildas, marias, teresinhas e terezinhas, anamarias, naires, angelinas, elziras, alziras...
Ah, a vida da gente é sempre muito maravilhosa, dependendo de como a encaramos, como a sentimos, como a percebemos. E é bom percebê-la já, não esperar que seja tarde.
Minha musa, Marjorie Estiano, a Manu, despediu-se ontem de "Vida da Gente". De mãos dadas com o Rodrigo e a Julinha. Ela possibilitou que a adorável Júlia recebesse um tiquinho de seu fígado, em transplante, e isso salvou a menina e o fim da novela. Aliás, a novela foi legal porque o casamento ocorreu já no início, e casamentos de início de filme, novelas e livros, quando acontecem no início, dão só problemas e mais problemas. E não teve no final. Nem reconciliação teve. Agora a Marjorie está desempregada. Vamos ver qual vai ser seu primeiro emprego. Será na Globo ou no cinema?
Sabe, o Francisco Cuoco, na novela, estava idosão, pilantrão, bem diferente daquele que fazia pares românticos com a Regina Duarte, a "Namoradinha do Brasil", há quatro décadas. É, ser antigo me permite ver o de "dantes" e o de agora. E deixar escrito, aqui, meus pensamentos, minhas saudades e minhas emoções.
Euclides Riquetti
03-03-2012
sábado, 3 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Buscar-te (poema das 23 horas)
Buscar viver
Perto de ti
Perto de um rio
Perto de um mar.
Buscar viver
Buscar sorrir
Tornar a ti
Tornar a amar.
Buscar-te incessantemente
Perdidamente
Desesperadamente
Esperançosamente.
Apenas buscar-te
Estar perto de ti.
Apenas abraçar-te
Ver-te sorrir.
Encontrar-te:
Suavemente
Carinhosamente
Amorosamente...
E beijar-te!
Euclides Riquetti
02-03-2012
Perto de ti
Perto de um rio
Perto de um mar.
Buscar viver
Buscar sorrir
Tornar a ti
Tornar a amar.
Buscar-te incessantemente
Perdidamente
Desesperadamente
Esperançosamente.
Apenas buscar-te
Estar perto de ti.
Apenas abraçar-te
Ver-te sorrir.
Encontrar-te:
Suavemente
Carinhosamente
Amorosamente...
E beijar-te!
Euclides Riquetti
02-03-2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Décima Primeira Crônica do Antigamente
Ser antigo é uma arte. Digamos que seria a capacidade mais madura de entender o mundo ou, como dizia a professora-tia-pedagoga, "ler melhor o mundo".
Na Educação tantas e tantas vezes encontramos modismos. Defendemos ideofilosofias, repetimos palavras que alguém nos colocou na boca. Há as ondas, mas também há muito engajamento, muitas ideias novas, bandeiras novas, gente tornando-se cada vez mais competente ( e dominando competências), competindo, compelindo. Fiquei antigo na Educação, trabalhei mais de 30 anos em sala de aula, não parei nem quando exerci um mandato eletivo. E, nesses anos, muitas amizades, que nos deixam com muitas saudades...
Mas o propósito de meus escritos me remete aos tempos de minha infância, lá do Mater Dolorum, do "Colégio Velho", de madeira, no alto do morro, em Capinzal. Depois veio o prédio suntuoso, em alvenaria. Por um capricho de um gestor político os prédios públicos da esfera estadual passaram a ser vermelhos e verdes, cores fortes, cuja tinta vai desbotar rapidamente, pois é isso que acontece com cores escuras expostas ao sol. A Educação deveria trabalhar com cores claras, que acalmam, que denotam suavidade, harmonia, entendimento, cumplicidade entre os entes. Acho as cores fortes agressivas, pois agridem os olhos do mais simples mortal, mas, sobretudo, agridem a alma deste humilde cronipoeta...
E como são boas as lembranças de nosso "Colégio", da mesa de pingue-pongue, onde a Vênus Siviero fazia sucesso e até a Dona Shirley, educada e delicada, ia bem com a raquete, o Milvo jogava com os dedos serrados na circular do Fávero, e o Dilvo Tonini (que veio do Paraná), esbanjava charminho junto às garotas, e nós, outros, morríamos de inveja! Inticar com a Marlene Totti, brigar com os seminaristas, olhar a caçamba amarela das irmãs carregando terra, comprar doces no botequinho, sujar os dedos de tinta com aquelas canetas porqueiras compradas na loja do Turco, ganhar bergamotas e, sobretudo, dar risadas. Sim, rir, muito, rir da vida, de nossos êxitos, de nossos infortúnios, mas rir sempre, naqueles tempos que nem se sabia que a tal depressão pudesse existir. Lembrar de meus bem verdes 8, 10, 12 anos, me dá muita, muita saudade... Lembrar os jogos de "caçador" na quadra de terra, ou no subsolo do prédio novo, olhar os peixinhos na gruta, levar bilhetinhos para a família receber e devolver assinado quando fazíamos bagunça.
Sim, família, naquele tempo, contava muito. As pessoas respeitavam, viviam de maneira simples, as famílias se visitavam, se ajudavam. Hoje, parece que isso está desaparecendo. E, enquanto isso, o tempo passa, como está passando o tempo da novela Vida da Gente, bem agora que a Marjorie Estiano foi escolhida, como Manu, tia da Julinha, para doar-lhe um pedaço de seu fígado, para salvá-la do risco de morte que se torna iminente, em razão de uma hepatíte aguda. É, se fosse naquele tempo, não haveria esperanças. E, ser antigo, nos possibilita ver o passado, e admirar quantas maravilhas a tecnologia pode nos oferecer. Perde-se de uma maneira, mas ganha-se de outra... Que bom!!!
Euclides Riquetti
28-02-2012
Na Educação tantas e tantas vezes encontramos modismos. Defendemos ideofilosofias, repetimos palavras que alguém nos colocou na boca. Há as ondas, mas também há muito engajamento, muitas ideias novas, bandeiras novas, gente tornando-se cada vez mais competente ( e dominando competências), competindo, compelindo. Fiquei antigo na Educação, trabalhei mais de 30 anos em sala de aula, não parei nem quando exerci um mandato eletivo. E, nesses anos, muitas amizades, que nos deixam com muitas saudades...
Mas o propósito de meus escritos me remete aos tempos de minha infância, lá do Mater Dolorum, do "Colégio Velho", de madeira, no alto do morro, em Capinzal. Depois veio o prédio suntuoso, em alvenaria. Por um capricho de um gestor político os prédios públicos da esfera estadual passaram a ser vermelhos e verdes, cores fortes, cuja tinta vai desbotar rapidamente, pois é isso que acontece com cores escuras expostas ao sol. A Educação deveria trabalhar com cores claras, que acalmam, que denotam suavidade, harmonia, entendimento, cumplicidade entre os entes. Acho as cores fortes agressivas, pois agridem os olhos do mais simples mortal, mas, sobretudo, agridem a alma deste humilde cronipoeta...
E como são boas as lembranças de nosso "Colégio", da mesa de pingue-pongue, onde a Vênus Siviero fazia sucesso e até a Dona Shirley, educada e delicada, ia bem com a raquete, o Milvo jogava com os dedos serrados na circular do Fávero, e o Dilvo Tonini (que veio do Paraná), esbanjava charminho junto às garotas, e nós, outros, morríamos de inveja! Inticar com a Marlene Totti, brigar com os seminaristas, olhar a caçamba amarela das irmãs carregando terra, comprar doces no botequinho, sujar os dedos de tinta com aquelas canetas porqueiras compradas na loja do Turco, ganhar bergamotas e, sobretudo, dar risadas. Sim, rir, muito, rir da vida, de nossos êxitos, de nossos infortúnios, mas rir sempre, naqueles tempos que nem se sabia que a tal depressão pudesse existir. Lembrar de meus bem verdes 8, 10, 12 anos, me dá muita, muita saudade... Lembrar os jogos de "caçador" na quadra de terra, ou no subsolo do prédio novo, olhar os peixinhos na gruta, levar bilhetinhos para a família receber e devolver assinado quando fazíamos bagunça.
Sim, família, naquele tempo, contava muito. As pessoas respeitavam, viviam de maneira simples, as famílias se visitavam, se ajudavam. Hoje, parece que isso está desaparecendo. E, enquanto isso, o tempo passa, como está passando o tempo da novela Vida da Gente, bem agora que a Marjorie Estiano foi escolhida, como Manu, tia da Julinha, para doar-lhe um pedaço de seu fígado, para salvá-la do risco de morte que se torna iminente, em razão de uma hepatíte aguda. É, se fosse naquele tempo, não haveria esperanças. E, ser antigo, nos possibilita ver o passado, e admirar quantas maravilhas a tecnologia pode nos oferecer. Perde-se de uma maneira, mas ganha-se de outra... Que bom!!!
Euclides Riquetti
28-02-2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Ter onde chegar
Laranjas verdes, amareladas, maduras
Maçãs verdes, avermelhadas, doçuras
Mangas verdes, amareladas, adocicadas
Limas verdes, amareladas, amaduradas
Uvas verdes, avinhadas, escuras.
Corações agitados, abalados, esquecidos
Olhos tímidos, invívidos, entristecidos
Mentes vãs, insanas, atribuladas
Almas negras, perturbadas, aflitadas
Seres frágeis, reprimidos, deprimidos.
Há caminhos ternos, tenros, intensos
Caminhos estreitos, pedregosos, imperfeitos
Caminhos de ida, caminhos de ida e volta.
Não importa a cor que cada fruta tem
Nem o fácil ou difícil em cada ser:
Ter onde chegar é o que me importa!
Maçãs verdes, avermelhadas, doçuras
Mangas verdes, amareladas, adocicadas
Limas verdes, amareladas, amaduradas
Uvas verdes, avinhadas, escuras.
Corações agitados, abalados, esquecidos
Olhos tímidos, invívidos, entristecidos
Mentes vãs, insanas, atribuladas
Almas negras, perturbadas, aflitadas
Seres frágeis, reprimidos, deprimidos.
Há caminhos ternos, tenros, intensos
Caminhos estreitos, pedregosos, imperfeitos
Caminhos de ida, caminhos de ida e volta.
Não importa a cor que cada fruta tem
Nem o fácil ou difícil em cada ser:
Ter onde chegar é o que me importa!
Alfalto
Alfalto molhado, acinzentado
Palco de alegrias e de dilemas
Alfalto de brilho prateado
Inspira-me cantos e poemas.
Alfalto que se perde nas longas curvas
Onde somem carros e vagam os conflitos
Os corações despedaçados as almas turvas
As perdas, os abalos, os aflitos.
Asfalto alongado a se perder de vista
É o vai-e-vem nas faixas de cada pista
É o desafio ousado e sedutor
É a provocação, a incerteza presente
É um palco de tragédias inclementes
É a vida ceifada de tanto sonhador...
Euclides Riquetti
25-02-2012
Palco de alegrias e de dilemas
Alfalto de brilho prateado
Inspira-me cantos e poemas.
Alfalto que se perde nas longas curvas
Onde somem carros e vagam os conflitos
Os corações despedaçados as almas turvas
As perdas, os abalos, os aflitos.
Asfalto alongado a se perder de vista
É o vai-e-vem nas faixas de cada pista
É o desafio ousado e sedutor
É a provocação, a incerteza presente
É um palco de tragédias inclementes
É a vida ceifada de tanto sonhador...
Euclides Riquetti
25-02-2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Inglês - língua universal
Cedric Gayasso é um staterrom attendant, originário de Bluefields, Nicarágua. Valentin é natural da Romênia. Tatiana Kataeva é russa. Thalassa Travascio é carioca e, como eu, vascaína da gema. Estes, são waiters, têm curso superior e alguma especialização.
Naiana Santana é de Xaxin, é uma guest services officer. Suellen é mineira de Varginha, casada com um jovem da Macedônia, há seis anos, ambos waiters. Cada um tem sua história, sua origem, sua família. De comum, todos falam Inglês fluentemente e fazem parte da tripulação do navio de cruzeiros "Splendour of the Seas", considerado o mais fabuloso das américas. O navio tem capacidade para mais de 2.000 passageiros, tem mais de 800 tripulantes, originários de 135 nacionalidades. São muitas línguas num mesmo local, mas todos eles entendendo pelo menos um pouco de Inglês, a língua universal. O suficiente para se virarem nas tarefas que lhes são conferidas pelo comando do Splendour, de uma empresa das Ilhas Bermudas e que realiza cruzeiros pela Costa Brasileira e, no nosso inverso daqui, e verão lá, lá na Europa.
Aprender uma língua estrangeira é um desafio. Hoje, muitos jovens brasileiros, meus antigos alunos, estão morando no exterior. Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Áustria, Suíça, Argentina e outros países. De vez em quando algum se manifesta, ou descubro com seus pais o seu paradeiro. Pais sentem, sempre, muito orgulho de seus filhos. Hoje mesmo uma mãe, que havia sido minha aluna há duas décadas, ligou-me para contar que a filha passara no vestibular e que estava realizando matrícula: vai ser enfermeira.
Temos, sempre, que admirar pessoas que buscam conhecer, que perseguem encontrar uma base profissional. Mas, hoje, apenas o curso superior é pouco. Alguns diferenciam-se com uma especialização, outros buscam o mestrado ou o doutorado. E há os mais corajosos ainda que, em plena juventude, cursam pós-doutorado. E todos buscam conhecer a língua inglesa, que utilizam para acessar textos que dificilmente encontrariam na língua portuguesa. Meu afilhado, Fábio Xavier, Doutor em Engenharia Mecânica, aprendeu falar Alemão , mora na Alemanha, doutorou-se naquele país, onder está, casado e com uma filha. O Fábio é o orgulho da Alias e do Ticão, assim como a Pollyana e a Fernanda.
Mas, como eu me referia anteriormente, conheci alguns jovens no Splendour, na semana passada, quando estivemos navegando pelo Atlântico. Muita simpatia, gentileza, educação, hábitos virtuosos. Gente bonita por dentro e por fora. E me possibilitaram exercitar um pouco de meu Inglês, que já estava guardado lá, no fundo de meu velho baú. Senti-me um adolescente deslumbrado, como nos tempos da FAFI e do Yázigy, em União da Vitória. E lembrei-me de milhares de alunos a quem tive o prazer de iniciá-los em seus primeiros passos no inglês básico...
Euclides Riquetti
23-02-2012
Naiana Santana é de Xaxin, é uma guest services officer. Suellen é mineira de Varginha, casada com um jovem da Macedônia, há seis anos, ambos waiters. Cada um tem sua história, sua origem, sua família. De comum, todos falam Inglês fluentemente e fazem parte da tripulação do navio de cruzeiros "Splendour of the Seas", considerado o mais fabuloso das américas. O navio tem capacidade para mais de 2.000 passageiros, tem mais de 800 tripulantes, originários de 135 nacionalidades. São muitas línguas num mesmo local, mas todos eles entendendo pelo menos um pouco de Inglês, a língua universal. O suficiente para se virarem nas tarefas que lhes são conferidas pelo comando do Splendour, de uma empresa das Ilhas Bermudas e que realiza cruzeiros pela Costa Brasileira e, no nosso inverso daqui, e verão lá, lá na Europa.
Aprender uma língua estrangeira é um desafio. Hoje, muitos jovens brasileiros, meus antigos alunos, estão morando no exterior. Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Áustria, Suíça, Argentina e outros países. De vez em quando algum se manifesta, ou descubro com seus pais o seu paradeiro. Pais sentem, sempre, muito orgulho de seus filhos. Hoje mesmo uma mãe, que havia sido minha aluna há duas décadas, ligou-me para contar que a filha passara no vestibular e que estava realizando matrícula: vai ser enfermeira.
Temos, sempre, que admirar pessoas que buscam conhecer, que perseguem encontrar uma base profissional. Mas, hoje, apenas o curso superior é pouco. Alguns diferenciam-se com uma especialização, outros buscam o mestrado ou o doutorado. E há os mais corajosos ainda que, em plena juventude, cursam pós-doutorado. E todos buscam conhecer a língua inglesa, que utilizam para acessar textos que dificilmente encontrariam na língua portuguesa. Meu afilhado, Fábio Xavier, Doutor em Engenharia Mecânica, aprendeu falar Alemão , mora na Alemanha, doutorou-se naquele país, onder está, casado e com uma filha. O Fábio é o orgulho da Alias e do Ticão, assim como a Pollyana e a Fernanda.
Mas, como eu me referia anteriormente, conheci alguns jovens no Splendour, na semana passada, quando estivemos navegando pelo Atlântico. Muita simpatia, gentileza, educação, hábitos virtuosos. Gente bonita por dentro e por fora. E me possibilitaram exercitar um pouco de meu Inglês, que já estava guardado lá, no fundo de meu velho baú. Senti-me um adolescente deslumbrado, como nos tempos da FAFI e do Yázigy, em União da Vitória. E lembrei-me de milhares de alunos a quem tive o prazer de iniciá-los em seus primeiros passos no inglês básico...
Euclides Riquetti
23-02-2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
De volta ao blog
Finalmente, depois de uma ausência física e virtual, estamos de volta. Ficar sem escrever, apenas descansando, durante 9 dias, foi muito bom. Agora, recarregadas as baterias, vamos recomeçar. Voltar ao trabalho, a reencontrar familiares e amigos, cumprir com nossos compromissos, ler as notiícias dos jornais, da internet, primeiro os sites locais e depois os demais. Ler e escrever são necessidades de minha alma.
Ficar sem fazê-los, é como ser peixe e não ter água para nadar, é ser uma enxada jogada num porão e ninguém utilizando-a para abrir a terra, onde jogar sementes para novas plantas.
A escrita libera nossa alma, as palavras nos permitem que outros sintam o que sente nosso coração. Voltar a escrever é voltar a respirar do ar antigo, mas repurificado. É poder dar vazão ao que está comprimido em nosso cérebro, é poder repartir contigo, amigo (a), o que realmente sentimos e pensamos.
No calor desta terça-feira de carnaval, que bom poder escrever e poder chegar perto de ti.
Euclides Riquetti
22-02-2012.
Ficar sem fazê-los, é como ser peixe e não ter água para nadar, é ser uma enxada jogada num porão e ninguém utilizando-a para abrir a terra, onde jogar sementes para novas plantas.
A escrita libera nossa alma, as palavras nos permitem que outros sintam o que sente nosso coração. Voltar a escrever é voltar a respirar do ar antigo, mas repurificado. É poder dar vazão ao que está comprimido em nosso cérebro, é poder repartir contigo, amigo (a), o que realmente sentimos e pensamos.
No calor desta terça-feira de carnaval, que bom poder escrever e poder chegar perto de ti.
Euclides Riquetti
22-02-2012.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Raios de Sol
Raios de sol propulsionam pensamentos
Que flutuam no firmamento
Que pairam na leveza do ar
A vagar, divagar, de vagar.
Raios de sol incitam anseios remotos
Escondidos nas mentes e corpos
Que andam a esmo nas ruas
Com as almas frias, nuas.
Raios de sol são a vitamina do poeta
São a adrenalina discreta
Que movem o ideal compositor
E que fazem de mim um mero escritor.
Escrevo, sim, porque no céu há azul e sol brilhante
Escrevo, sim, porque sou apenas um corpo errante
Mas tenho uma alma que me inspira e impulsiona
E um há um coração que me anima e amociona.
Escrevo, sim, porque raios de sol iluminam meu pensamento
Que divaga em si
Que vaga até ti
Até ti...
Por isso escrevo, sim!
Euclides Riquetti
11-02-2012
Que flutuam no firmamento
Que pairam na leveza do ar
A vagar, divagar, de vagar.
Raios de sol incitam anseios remotos
Escondidos nas mentes e corpos
Que andam a esmo nas ruas
Com as almas frias, nuas.
Raios de sol são a vitamina do poeta
São a adrenalina discreta
Que movem o ideal compositor
E que fazem de mim um mero escritor.
Escrevo, sim, porque no céu há azul e sol brilhante
Escrevo, sim, porque sou apenas um corpo errante
Mas tenho uma alma que me inspira e impulsiona
E um há um coração que me anima e amociona.
Escrevo, sim, porque raios de sol iluminam meu pensamento
Que divaga em si
Que vaga até ti
Até ti...
Por isso escrevo, sim!
Euclides Riquetti
11-02-2012
Sábado de Sol
Cedinho, o sol apareceu timidamente neste sábado. Fomos para a "despedida" na pista do Comercial. Temporária nossa depedida, mas não deixa de ser uma sensível despedidinha... Deixar de ir a um lugar que prezamos muito, mesmo que por poucos dias, pouco mais de uma semana, nos remete a uma pontinha antecipada de saudade. Sentem-se saudades das pessoas, dos lugares. Saudade é uma palavra tão significativa da nossa língua que, dizia-me o saudoso professor Geraldo Feltrin, em minha efervecente juventude, não há uma similar em qualquer língua que se fale no mundo. Não no Inglês, não no Francês, não no Espanhol, nem no Flamingo: apenas em Português ela tem um efeito tão profundo nas pessoas. Vou sentir saudades de ti, sim!
Manhã de céu azul, balõezinhos de algodão flutuando suavemente no céu, canários ameigando o canto nos galhos em meio às folhas balançantes, rolinhas ciscando por debaixo de árvores exóticas, pessoas buscando estar em forma para o carnaval, caminhando, correndo, rindo, sorrindo: todos querendo ser e parecer melhor no corpo, na alma, na própria individualidade. A pista é de todos. De todos os que querem, de alguma forma, buscar os louros das vitórias. Vencer, cada um à sua maneira, ter êxito, superar-se. A garota tentando ser mais bonita, mais "escultural"; o jovem buscar o vigor físico; o maduro tentando mostrar agilidade e resistência; o "bem experiente" pensando em alongar sua longevidade, num pleonasmo que, pessoalmente, eu também busco sem cessar. Eu também...
Ah, mas um sábado de sol pode ser bem melhor do que isso. Bem melhor, se analisarmos o cenário que nos rodeia, se soubermos entendê-lo, se soubermos compreendê-lo, ver como as pessoas podem ser felizes, e que as limitações que temos, somos nós mesmos que nô-las impomos.
Aline, braços finos, elegantes e medilíneos, acionando agilmente a cadeira de rodas, estimulada pelo namorado treinador. Igualmente Daluan, empregando a força de seus braços para superar a marca de seu tempo. Regina, com dificuldade para articular seu próprio nome e limitações nos braços, acionando os dardos. Nádia e seu companheiro, arremessando pesos, juntamente com a Gisele, que gosta de ser chamada de Gise. Todos animados, de vontade de superação ilimitada, cada um fazendo o que seu corpo permite. Que bonito isso! Pessoas felizes, contando piadas (algumas nem dá pra escrever aqui), rindo muito, fazendo gracejos de si mesmos, falando sobre sexo, namoro, casamento. E pensar que há muitos que se acham perfeitos e que vivem lamentando-se por não terem isso ou aquilo, por não poderem aquilo ou isso.
Vou contar apenas a que a Gise, cadeirante, pernas amputadas, contou-nos: "Li na internet que um amputado quer se candidatar nas eleições e seu slogan de campanha é: Vote em mim que eu não vou passar a perna em você!!!!". "Olhe, se eu for candidata, não vou passar a perna em ninguém, porque não tenho..." E ria, feliz, porque nosotros ríamos de sua piada. Que gente feliz! Quanto espírito proativo, quanta vontade de viver.
Tudo isso fez com que minha despedida de lá (temporária), fosse bem mais amena!
Abraços a todos!
Euclides Riquetti
11-02-2012
Manhã de céu azul, balõezinhos de algodão flutuando suavemente no céu, canários ameigando o canto nos galhos em meio às folhas balançantes, rolinhas ciscando por debaixo de árvores exóticas, pessoas buscando estar em forma para o carnaval, caminhando, correndo, rindo, sorrindo: todos querendo ser e parecer melhor no corpo, na alma, na própria individualidade. A pista é de todos. De todos os que querem, de alguma forma, buscar os louros das vitórias. Vencer, cada um à sua maneira, ter êxito, superar-se. A garota tentando ser mais bonita, mais "escultural"; o jovem buscar o vigor físico; o maduro tentando mostrar agilidade e resistência; o "bem experiente" pensando em alongar sua longevidade, num pleonasmo que, pessoalmente, eu também busco sem cessar. Eu também...
Ah, mas um sábado de sol pode ser bem melhor do que isso. Bem melhor, se analisarmos o cenário que nos rodeia, se soubermos entendê-lo, se soubermos compreendê-lo, ver como as pessoas podem ser felizes, e que as limitações que temos, somos nós mesmos que nô-las impomos.
Aline, braços finos, elegantes e medilíneos, acionando agilmente a cadeira de rodas, estimulada pelo namorado treinador. Igualmente Daluan, empregando a força de seus braços para superar a marca de seu tempo. Regina, com dificuldade para articular seu próprio nome e limitações nos braços, acionando os dardos. Nádia e seu companheiro, arremessando pesos, juntamente com a Gisele, que gosta de ser chamada de Gise. Todos animados, de vontade de superação ilimitada, cada um fazendo o que seu corpo permite. Que bonito isso! Pessoas felizes, contando piadas (algumas nem dá pra escrever aqui), rindo muito, fazendo gracejos de si mesmos, falando sobre sexo, namoro, casamento. E pensar que há muitos que se acham perfeitos e que vivem lamentando-se por não terem isso ou aquilo, por não poderem aquilo ou isso.
Vou contar apenas a que a Gise, cadeirante, pernas amputadas, contou-nos: "Li na internet que um amputado quer se candidatar nas eleições e seu slogan de campanha é: Vote em mim que eu não vou passar a perna em você!!!!". "Olhe, se eu for candidata, não vou passar a perna em ninguém, porque não tenho..." E ria, feliz, porque nosotros ríamos de sua piada. Que gente feliz! Quanto espírito proativo, quanta vontade de viver.
Tudo isso fez com que minha despedida de lá (temporária), fosse bem mais amena!
Abraços a todos!
Euclides Riquetti
11-02-2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Décima Crônica do Antigamente
Há aquele chavão muito batido e repetido:"Recordar é viver". Recordar, para mim, não é viver, é reviver. E, quando recordo, revivo momentos de minha vida. Meu subconsciente esforça-se por deletar os ruins, dando "stop-and-go" e chegando a momentos que me trazem a sublime felicidade. Ah, mas não é tão mecânico, tão fácil assim...
E, quem é antigo, como eu, tem muito mais a re-cordar, a re-viver. Bem hoje que o Vando, o colecionador de calcinhas e corações foi pro "outro andar", pegou o elevador pro céu. É, quem dilacerou tantos corações, fez afagos generosos a tantas almas, embalou tantos sonhos, encarnou tantas vezes o cupido, deixou-nos. Moça...
Que bom quando podemos dizer algo de bom sobre alguém que muito nos deu "de bom". O Vando foi a alegria de muitos jovens, como foi o Paulo Sérgio, de "Última Canção", o Evaldo Braga, de "Sorria", o Carlos Imperial com "A Praça", e tantos, tantos outros, que nos encantaram no som do três-em-um ou no toca-fitas do Fusca, do Chevette, ou da Brasília. Deus o receba romanticamente em sua Eterna Glória...
E, lembrando-me dos antigos tempos românticos, lembro das noites dançantes do Primeiro de Maio, da Cabana, do Ateneu e do Floresta, na OUROCAP, e do "25", em Porto União da Vitória. E havia o romantismo singelo, puro, das pesoas que viviam os sonhos mais simples, como jogar ou ver voleibol no Floresta, no campinho do Botafoguinho, ali na XV, ou do Expresso, lá pras bandas do Santa Terezinha, estes em Capinzal, ou jogar futsal na quadra do Padre Anchieta. Bons aqueles tempos que minha mente atiçam, minha alma provocam. Bons, porque tínhamos uma poderosa juventude, uma força descomunal em cada um de nós, uma vida preciosa em cada ser e, em nossa imaturidade, não sabíamos quanto isso nos era importante...
É, naqueles tempos não tínhamos a novela das seis, a "Vida da Gente", a Marjorie Estiano, mas tínhamos os filmes do Cine Farroupilha, do Cine Glória, onde íamos ver a Gina Lolobrígida, a Catherine Deneuve, a Brigitte Bardott, a Claúdia Cardinalle, a Marylin Monroe. E elas iam ver o Giuliano Gemma, o Dean Martin, o Marlon Brando, o Elvis Presley, o Kirk Douglas... E ouvir trilhas sonoras de Romeo anda Juliet e Love Story! Agora, amigo, amiga, tu podes curtir um Michel Telló, um MC-não-sei-o-quê, um funk arretado, ver um filme de mutações, ou qualquer outra banalidade que queira.
Ter sido antigo me permite falar de pessoas assim. Até da Demi Moore, ex Senhora Bruce Willis, a belíssima de "Proposal", que está internada para desintoxicar-se de álcool e outras drogas, como já esteve a mais antiga do que eu, vera Fisher.
Deus dá beleza e talento para muitas pessoas. Algumas desperdiçam isso, perdem a noção de quanto a vida é imortante, esquecem-se de re-cordar, de re-viver! E, eu, cá, desperdiçando minhas habilidades em escrever sobre o Telló.
Euclides Riquetti
09-02-2012 - 0,47 horas
E, quem é antigo, como eu, tem muito mais a re-cordar, a re-viver. Bem hoje que o Vando, o colecionador de calcinhas e corações foi pro "outro andar", pegou o elevador pro céu. É, quem dilacerou tantos corações, fez afagos generosos a tantas almas, embalou tantos sonhos, encarnou tantas vezes o cupido, deixou-nos. Moça...
Que bom quando podemos dizer algo de bom sobre alguém que muito nos deu "de bom". O Vando foi a alegria de muitos jovens, como foi o Paulo Sérgio, de "Última Canção", o Evaldo Braga, de "Sorria", o Carlos Imperial com "A Praça", e tantos, tantos outros, que nos encantaram no som do três-em-um ou no toca-fitas do Fusca, do Chevette, ou da Brasília. Deus o receba romanticamente em sua Eterna Glória...
E, lembrando-me dos antigos tempos românticos, lembro das noites dançantes do Primeiro de Maio, da Cabana, do Ateneu e do Floresta, na OUROCAP, e do "25", em Porto União da Vitória. E havia o romantismo singelo, puro, das pesoas que viviam os sonhos mais simples, como jogar ou ver voleibol no Floresta, no campinho do Botafoguinho, ali na XV, ou do Expresso, lá pras bandas do Santa Terezinha, estes em Capinzal, ou jogar futsal na quadra do Padre Anchieta. Bons aqueles tempos que minha mente atiçam, minha alma provocam. Bons, porque tínhamos uma poderosa juventude, uma força descomunal em cada um de nós, uma vida preciosa em cada ser e, em nossa imaturidade, não sabíamos quanto isso nos era importante...
É, naqueles tempos não tínhamos a novela das seis, a "Vida da Gente", a Marjorie Estiano, mas tínhamos os filmes do Cine Farroupilha, do Cine Glória, onde íamos ver a Gina Lolobrígida, a Catherine Deneuve, a Brigitte Bardott, a Claúdia Cardinalle, a Marylin Monroe. E elas iam ver o Giuliano Gemma, o Dean Martin, o Marlon Brando, o Elvis Presley, o Kirk Douglas... E ouvir trilhas sonoras de Romeo anda Juliet e Love Story! Agora, amigo, amiga, tu podes curtir um Michel Telló, um MC-não-sei-o-quê, um funk arretado, ver um filme de mutações, ou qualquer outra banalidade que queira.
Ter sido antigo me permite falar de pessoas assim. Até da Demi Moore, ex Senhora Bruce Willis, a belíssima de "Proposal", que está internada para desintoxicar-se de álcool e outras drogas, como já esteve a mais antiga do que eu, vera Fisher.
Deus dá beleza e talento para muitas pessoas. Algumas desperdiçam isso, perdem a noção de quanto a vida é imortante, esquecem-se de re-cordar, de re-viver! E, eu, cá, desperdiçando minhas habilidades em escrever sobre o Telló.
Euclides Riquetti
09-02-2012 - 0,47 horas
Dona de mim
Dona da noite prateada
Enluarada
Dona da noite imaginada
Acalentada
Dona das noites e dos dias
Dona das noites e de minhas poesias
Dos dias encalorados e das noites frias
Dona de todas as noites
Minhas e tuas
Nuas...
Dona das manhãs claras
Das nuvens raras
E das lembranças caras...
Dona das notas das canções
Dos abandonados e dos encontrados
Dos susurros amordaçados
Dos perdidos ... e de nossas perdições...
Dona...
Apenas dona|
Dona, assim
Dona de mim
Dona do meu livre verso
Dona do universo
Sem fim...
Dona de mim!
Euclides Riquetti
08-02-2012
Enluarada
Dona da noite imaginada
Acalentada
Dona das noites e dos dias
Dona das noites e de minhas poesias
Dos dias encalorados e das noites frias
Dona de todas as noites
Minhas e tuas
Nuas...
Dona das manhãs claras
Das nuvens raras
E das lembranças caras...
Dona das notas das canções
Dos abandonados e dos encontrados
Dos susurros amordaçados
Dos perdidos ... e de nossas perdições...
Dona...
Apenas dona|
Dona, assim
Dona de mim
Dona do meu livre verso
Dona do universo
Sem fim...
Dona de mim!
Euclides Riquetti
08-02-2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Lá, onde mora o coração
Lá, onde mora o coração
Há mistérios infindáveis
Há enigmas indecifráveis
Há segredos inconfessáveis
Lá onde mora o coração.
Lá, onde mora o coração
Consegue chegar o pensamento
Vai pelo ar, com o vento
Vai livre, vai com o tempo
Lá onde mora o coração.
Lá , onde mora o coração
Há lábios certamente rosados
Há lábios por mim desejados
Há amor e há pecados
Lá onde mora o coração...
Euclides Riquetti
04-02-2012
Há mistérios infindáveis
Há enigmas indecifráveis
Há segredos inconfessáveis
Lá onde mora o coração.
Lá, onde mora o coração
Consegue chegar o pensamento
Vai pelo ar, com o vento
Vai livre, vai com o tempo
Lá onde mora o coração.
Lá , onde mora o coração
Há lábios certamente rosados
Há lábios por mim desejados
Há amor e há pecados
Lá onde mora o coração...
Euclides Riquetti
04-02-2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Nona Crônica do Antigamente
Recordar e Pensar é preciso. Principalmente nós, que somos antigos, temos, sempre, muito que recordar. E recordar nos traz à mente situações que vivemos e das quais temos saudades. De algumas delas nos orgulhamos e queremos revivê-las. Nem que seja apenas no imaginário. Outras, nosso subconsciente rejeita, ferrenhamente. Há uma pessoa que sempre me diz: "tem algumas coisas que minha mente quer apagar, nada há que me atraia a lembrar delas". E, mais: "O que é ruim já deletei de minha cabeça. De pessoas desprezíveis quero distância. Se fui pobre, nem lembro".
Concordo plenamente com ela, embora muitas vezes isso nem seja possível. Mas vale desviar o pensamento das coisas que nos desagradam, canalizando-o para aquilo que nos deleita, que nutre nossa alma, que incita nosso ânimo, que nos dá mais prazer. Uma pessoa, uma vez, me disse que seu analista recomendou que trabalhasse o domínio de sua mente para não sofrer, procurando evitar lembrar de tudo o que fosse desagradável, dirigindo a mente para algo que lhe confortasse, que fosse auspicioso. Tem razão, ela.
Mas, dentro de meus propósitos de ressaltar que sou antigo, muitas coisas me vêm à mente. Em 1988 estive candidato a um cargo político. Na época, em agosto, nasceu a Rumer Willis. Hoje ela tem 23 anos, é bonita, mora nos Estados Unidos. Meu filho, o Fabrício, tinha menos de um ano, e nós o levávamos para todos os lugares, principalmente às festas no interior do Ouro, onde se come churrasco de verdade nas festas das capelas. E a Michele sempre dava um jeito de, literalmente, cair na água de algum riacho, inverno ou verão. A Caroline vinha correndo chamar-nos. E, assim, lá pelas 14 horas, tínhamos que ir para casa...
Ontem, dia 2 de fevereiro, ao caminhar pela rua central do Ouro, lembrei de meu pai, de minha mãe, de meu irmão, de muitos amigos que já se foram. Pessoas de quem lembro com muito carinho. A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes pelo Rio do Peixe remeteu-me à minha infância, quando meu pai e uns amigos, com seus botes, realizaram uma procissão com a imagem de nossa padroeira, vindo da "ilha" até o "açude" e depois trazendo a imagem até o Seminário. Recordei-me do Sr. Reinaldo Durigon, provavelmente o seu maior devoto, que faz aniversário neste dia. Também do Olivo Zanini, que todos os anos ajudava a carregar a imagem desde o Rio do Peixe até a rua. Do Rodrigo Parmalat, que ficava ao colo da mãe, enquanto a barca aportava em sua propriedade, e o João Antunes da Costa, seu pai, ajudava a organizar o local por onde a Santa passaria. Lembrei-me de histórias ouvidas da Dona Noemia Sartori, do Érico Dambrós, do Sr. Ivo Luiz Bazzo, do Pedro Zaleski, do Rozimbo Baretta, do Ivo Maestri e de outros, todas interessantes. Também imaginei o Afonsinho da Silva e sua esposa, Eleonora, ele balseiro e padeiro, estabelecido ali onde hoje é a Unidade Sanitária. Lembrei-me da história de que trouxe a imagem da Santa de Caxias do Sul, fez um capitel para ela, levado pela enchente. Mas, a imagem, intacta, foi encontrada por ele quando a água baixou, ali na margem do Rio do Peixe. Momentos assim nos trazem muitas saudades. São os momentos indeletáveis de nossa mente.
É, ser antigo nos dá privilégios, conhecem-se mais histórias. Ah, a Marjorie Estiano, a Manu, da Vida da Gente, está enveredando para os lados do Eriberto Leão, agora Gabriel, ele que foi o "devagar" Pedro, naquela novela filmada em Floripa. Com a concordância da Julinha...
Antes que eu esqueça, a Rumer Willis é filha do Bruce Willis. E da Demi Moore. É por isso que ela passa frio, lá nos "States", onde é inverno. Aqui, nós, calor de 35 graus e muito calor humano, para compensar.
Concordo plenamente com ela, embora muitas vezes isso nem seja possível. Mas vale desviar o pensamento das coisas que nos desagradam, canalizando-o para aquilo que nos deleita, que nutre nossa alma, que incita nosso ânimo, que nos dá mais prazer. Uma pessoa, uma vez, me disse que seu analista recomendou que trabalhasse o domínio de sua mente para não sofrer, procurando evitar lembrar de tudo o que fosse desagradável, dirigindo a mente para algo que lhe confortasse, que fosse auspicioso. Tem razão, ela.
Mas, dentro de meus propósitos de ressaltar que sou antigo, muitas coisas me vêm à mente. Em 1988 estive candidato a um cargo político. Na época, em agosto, nasceu a Rumer Willis. Hoje ela tem 23 anos, é bonita, mora nos Estados Unidos. Meu filho, o Fabrício, tinha menos de um ano, e nós o levávamos para todos os lugares, principalmente às festas no interior do Ouro, onde se come churrasco de verdade nas festas das capelas. E a Michele sempre dava um jeito de, literalmente, cair na água de algum riacho, inverno ou verão. A Caroline vinha correndo chamar-nos. E, assim, lá pelas 14 horas, tínhamos que ir para casa...
Ontem, dia 2 de fevereiro, ao caminhar pela rua central do Ouro, lembrei de meu pai, de minha mãe, de meu irmão, de muitos amigos que já se foram. Pessoas de quem lembro com muito carinho. A procissão de Nossa Senhora dos Navegantes pelo Rio do Peixe remeteu-me à minha infância, quando meu pai e uns amigos, com seus botes, realizaram uma procissão com a imagem de nossa padroeira, vindo da "ilha" até o "açude" e depois trazendo a imagem até o Seminário. Recordei-me do Sr. Reinaldo Durigon, provavelmente o seu maior devoto, que faz aniversário neste dia. Também do Olivo Zanini, que todos os anos ajudava a carregar a imagem desde o Rio do Peixe até a rua. Do Rodrigo Parmalat, que ficava ao colo da mãe, enquanto a barca aportava em sua propriedade, e o João Antunes da Costa, seu pai, ajudava a organizar o local por onde a Santa passaria. Lembrei-me de histórias ouvidas da Dona Noemia Sartori, do Érico Dambrós, do Sr. Ivo Luiz Bazzo, do Pedro Zaleski, do Rozimbo Baretta, do Ivo Maestri e de outros, todas interessantes. Também imaginei o Afonsinho da Silva e sua esposa, Eleonora, ele balseiro e padeiro, estabelecido ali onde hoje é a Unidade Sanitária. Lembrei-me da história de que trouxe a imagem da Santa de Caxias do Sul, fez um capitel para ela, levado pela enchente. Mas, a imagem, intacta, foi encontrada por ele quando a água baixou, ali na margem do Rio do Peixe. Momentos assim nos trazem muitas saudades. São os momentos indeletáveis de nossa mente.
É, ser antigo nos dá privilégios, conhecem-se mais histórias. Ah, a Marjorie Estiano, a Manu, da Vida da Gente, está enveredando para os lados do Eriberto Leão, agora Gabriel, ele que foi o "devagar" Pedro, naquela novela filmada em Floripa. Com a concordância da Julinha...
Antes que eu esqueça, a Rumer Willis é filha do Bruce Willis. E da Demi Moore. É por isso que ela passa frio, lá nos "States", onde é inverno. Aqui, nós, calor de 35 graus e muito calor humano, para compensar.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Calor
Calor?
Amor?
Fulgor?
Desamor?
Temor?
Dor?
Não:
Apenas o calor do sol no verão escaldante
Que difere do calor do coração amante!
Apenas o calor que conforta a alma atormentada
Não o calor que queima na tarde ensolarada.
O calor que harmoniza
É o mesmo que suaviza.
O amor que escraviza
É o mesmo que martiriza.
E as almas arredias
Que buscam as noites frias
O que são?
São espectros
Que vagam nos desertos
Nos caminhos incertos
Com olhos recobertos.
Ver pra quê?
Se não houver o que sentir
Se não houver um voltar depois de um partir
Se não há motivo para volta..
Vaga
Anda
Sente
Mas volta... volta...
Volta pra mim...
Sim.
Volta...
Amor?
Fulgor?
Desamor?
Temor?
Dor?
Não:
Apenas o calor do sol no verão escaldante
Que difere do calor do coração amante!
Apenas o calor que conforta a alma atormentada
Não o calor que queima na tarde ensolarada.
O calor que harmoniza
É o mesmo que suaviza.
O amor que escraviza
É o mesmo que martiriza.
E as almas arredias
Que buscam as noites frias
O que são?
São espectros
Que vagam nos desertos
Nos caminhos incertos
Com olhos recobertos.
Ver pra quê?
Se não houver o que sentir
Se não houver um voltar depois de um partir
Se não há motivo para volta..
Vaga
Anda
Sente
Mas volta... volta...
Volta pra mim...
Sim.
Volta...
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Fim de tarde
Fim de tarde:
O sol começa a se por
O coração a se opor...
E as almas ardem.
É fim de tarde!
Fim de tarde:
As sobras da noite se libertam
E flertam...
Flertam comigo
Contigo
Flertam...
Fim de tarde: a noite vem.
Vem, como as demais
Quando cessam os pardais
E há o encontro dos pensamentos casuais
Na noite que vem
Escura...
Fim de tarde:
Da noite emergente é o prenúncio
Da manhã que vem é prévio anúncio
É mais um fim de tarde:
Como as demais
(Não voltará, não, nunca, jamais)
O que vai, não volta mais...
Apenas volta, no firmamento
A lembramça de ti em meu pensamento.
Mas, como a tarde, tu também vais
E não voltas...(mais!)
O sol começa a se por
O coração a se opor...
E as almas ardem.
É fim de tarde!
Fim de tarde:
As sobras da noite se libertam
E flertam...
Flertam comigo
Contigo
Flertam...
Fim de tarde: a noite vem.
Vem, como as demais
Quando cessam os pardais
E há o encontro dos pensamentos casuais
Na noite que vem
Escura...
Fim de tarde:
Da noite emergente é o prenúncio
Da manhã que vem é prévio anúncio
É mais um fim de tarde:
Como as demais
(Não voltará, não, nunca, jamais)
O que vai, não volta mais...
Apenas volta, no firmamento
A lembramça de ti em meu pensamento.
Mas, como a tarde, tu também vais
E não voltas...(mais!)
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