quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Você é um privilegiado?

Você, certamente, pode ser considerado um verdadeiro privilegiado,  se:

* Nasceu na década de 1950 ou 1960 e,  em sua juventude, podia ir a festas e bailes e voltar para casa sem precisar meter-se em encrencas ou ser assaltado na saída da boate;

* Conseguiu impressionar a namorada por causa do seu perfume Lancaster ou por causa daquele Avon que tinha um  pêssego na tampa;

* Antes do 30 anos conseguiu ter carro,  e carteira de habilitação antes dos 20;

* Em sua casa, quando criança, já havia sofá, geladeira, Tv e mesa de fórmica com cadeiras estofadas;

* Conseguiu comprar ou ganhar uma camisa "Volta ao Mundo" antes que ela se tornasse muito brega;

* Nunca precisou usar galochas nos sapatos para ir à casa da namorada e não precisar tirá-los para entrar;

* Conseguiu ter um "gravador de rolo" para fazer serenatas para a amada;

* Conseguiu entrar em sessão de cinema "proibida para menores de 18 anos", mesmo tendo só 16 e parecendo maior por causa de seu tamanho;

* Conseguia lavar os cabelos com sabão de coco porque com sabonete ficava muito ressecado e quebradiço;

* Quando inventaram o shampoo você conseguiu comprar um Palmolive 200 ml e fez durar 6 meses;

* Tomou suco liquidificado e peneirado, enquanto seus amigos tinham que amassar as frutas com um garfo;*

* Nunca precisou fazer cola com farinha de trigo para colar as etiquetas dos cadernos porque seu pai conseguia dar-lhe "goma laca";

* Tinha lancheira para levar o sanduíche e o suco para a escola, enquanto que "nosotros" levávamos pão e chimia enrolado em guardanapo de pano, escondido na maleta dos cadernos;

* Nunca precisou colocar bombril na antrena da TV,  nem colar aquele plástico em cores degradê para ver Tv em cores;

* Comprou um guarda-chuva que dava para encolher e só abri-lo quando chovia, enquanto seus amigos se molhavam por não levarem com eles um daqueles padrão família e virar motivo de zoação;

* Conseguiu ter um computador xt e ser um dos pioneiros a ter internet discada;

* Conseguiu morar numa república onde dormiam só dois em cada quarto;

* Teve uma bicicleta Monark  novinha, daquelas que não tinha chaveta no pedal,  antes dos 18 anos;

* Comprava cadernos com espiral, enquanto seus colegas usavam brochuras;

* Teve legítimas Congas e Bambas, não precisando usar imitação;

*  Sua namorada aceitou casar com você sem nenhum teste prévio, tipo "saber se você roncava muito à noite";

* Só usou botas pretas, de borracha, na enchente de 83, para não pegar leptospirose;

* Teve um "fuque" macanudo, com rodas de tala larga, volante pequeno,  e escapamento Kadron;

* Quando inventaram o prestobarba sentiu-se preparado para usá-lo, pois já usava lâmina de barbear Gilette e nunca precisou afiar uma navalha;

* Ia ao cinema no sábado à noite, na matiné do domingo e na sessão das 20h no domingo sem pedir dinheiro emprestado nem vender gibis usados para os amigos;


Bem, certamente que um teste destes permitirá que os madurões e maduronas posam avaliar se foram ou não privilegiados em sua vida! Claro que você tem muitos outros motivos para considerar-se privilegiado e, um deles, é poder estar incluído no meio digital através do facebook. E ler as coisas que eu escrevo...

Euclides Riquetti
08-11-2012


















quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Congratulations, Obama!

          O mundo viu, na chegada desta quarta-feira, os noticiosos de todos os meios de comunicação apresentando o Senhor  Barak Obama reeleito Presidente na terra do Uncle Sam, pelos Democratas. Obama venceu Romney por menos de um milhão de votos, mas obteve uma vitória muito consagradora.

          Os olhares de todos os países miraram os Estados Unidos da América nos últimos meses, onde um advogado e ex-senador enfrentava um poderoso magnata, de um partido conservador, que manifestava em sua campanha uma posição de corredor de riscos. Mas os negros, mulheres, latinos e asiáticos que formam a diversificada população norteamericana saíram de casa em temperaturas próximo de zero graus para votar e reeleger o negro marido de Michelle e pai de Sasha e Malia. Se os sonhos românticos dos escritores e do cinema, ao longo da história, idealizaram heróis brancos, a América vê um cenário novo, com uma família bonita, presente, inteligente, ocupando os espaços na mídia e dentro dos corações dos habitantes da América. (Para os estados Unidos, eles são a América)... Governando, mais uma vcez.

           A não obrigatoriedade de votar, lá, é um fator relevante, e nos dá a lição que precisamos ter: A manipulação do eleitor, as ilegalidades muito presentes nas campanhas brasileiras, a corrupção e a incompetêcia, poderiam diminuir muito no Brasil e, em, todos os níveis, ocorreria a depuração política se nós colhêssemos o bom exemplo da eleição deles.  E pessoas de bem poderiam candidatar-se, principalmente aos cargos legislativos, e não passar a vergonha de perder para os incompetentes, apenas espertalhões que tiram proveito dos ganancios.

          Enquanto Romney representava o risco, talvez a solução mágica para os principais problemas de seu País, Obama representava a segurança, o avanço social. Em seu Governo, teve posições fortes e bem definidas, reordenou os Planos e Saúde, com significativos ganhos para a população, combateu com mais resultados e terrorismo, ajudou a derrubar, caçar e eliminar ditadores.  E esses fatores contaram mais que a Economia, na eleição. O mundo todo estava focado na maior economia do planeta, nos detentores do dólar, moeda que já foi mais forte, mas que continua a ser o principal referencial de valores internacionais. E, agora, pelo menos, todos os países já conhecem a maneira do Presidente agir, pensar,  governar, e as ações serão efetivadas segundo essa linha, para que haja recuperação na economia mundial. E os americanas estão comemorando, efusivamente, sua grande vitória.

          Congratulations, Mr. President!

Euclides Riquetti
07-11-2012

         

domingo, 4 de novembro de 2012

Primeiro Dia de Finados de Hebe Camargo no Céu

         Passou-se pouco mais de um mês desde que Hebe Camargo subiu ao Céu. Viveu momentos encantados ao reencontrar amigos e, em especial, seu esposo Nélio, único homem que diz realmente ter amado em sua vida. Deram-se uns amassos discretos, uma beijoca  (que é a instância entre o selinho e o beijo apaixonado). Nada que pudesse ser interpretado como mau exemplo, pois o Nélio, lá em cima, está ainda mais maduro e discreto. Discretíssimo... Ambos consideram que são uma casal-referência e não podem influenciar a comunidade celestial a tomar muitas liberdades por lá!

          Na sala reservada para ela (privilegiada, como nos tempos de SBT...), Hebe assistiu às comemorações do Dia de Finados através da Globo Intercelestial, único canal brasileiro que detinha direitos de transmissão ao vivo para o Céu. (Depois da bobeada em que a Globo perdeu a concorrência para a Record para transmitir as Olimpíadas de Londres, os Marinho não se descuidam mais e estão investindo em novos mercados potenciais. E, a constatação é de que, depois da Terceira Idade, da China e da Índia, o mercado mais promissor é o Celestial). Os outros canais, só umas inserçõezinhas nos jornais.

          A Globo Celestial tinha vários repórteres espalhados (espiritualmente) pelos principais cemnitérios do Brasil. Destaques para  o Costa Manso, que se foi há 37 anos,  e o  Tim Lopes, que foi morto no Rio de Janeiro, e outros. E pode ver a sensacional cobertura dada ao evento que mais desperta audiência no céu, que é quando todos os moradores de lá ficam esperando para ver o que a mídia noticia sobre eles no Brasil.

           Hebe viu que os túmulos de Leonel Brisola e Getúlio Vargas não têm mais aquela significativa visitação que costumavam ter.  Agora,  há outros que são mais atrativos: O do Ayrton Senna, do Leandro, irmão do Leonardo; o do João Paulo, parceiro do Daniel; o do Roberto Marinho, considerado o Todo-poderoso; o do Chico Anísio, que é visitado pelos filhos de todos os seus casamentos; o do Paulo Autran, porque sempre foi muito simpático e atencioso com os colegas e fãs. O do cantor Paulo Sérgio ainda recebe alguns fãs que vão lá para entoar "A ùltima Canção": (Esta é, a última canção, que faço pra você...Já cansei, de viver iludido...) Até o da Clara Nunes ainda recebe visita de fãs. E o da Hebe Camargo também foi muito visitado. Colocavam-lhe flores, umas gracinhas. Ficou contente, pois considera isso uma demonstração inequívoca de que os brasileiros, em especial paulistas e paulistanos,  a admiravam muito.

          Hebe considerou que passar um Dia de Finados em condição irreversível de finada não é tão ruim assim. Principalmente porque passou bons momentos junto com o seu Nélio, vendo a telona LED da Globo...

Euclides Riquetti
04-11-2012

         

         

sábado, 3 de novembro de 2012

Lição de Amor - O Filme

         
           Quando, em 03 de dezembro,  Michela Quattrochioche completar duas dúzias  de anos, poderá comemorar com muita alegria seu sucesso profissional. Nascida em Roma, ela participou de pelo menos cinco filmes de excelente qualidade e já encantou milhões de espectadores do mundo todo, que a viram na telona ou na telinha. Tem,  também , dois videoclips para a televisão em ser currículo.

         Em 1988, quando nasceu, Raoul Bova já ensaiava seus primeiros passos para a carreira arística, que começou a consolidar-se em 1992 e hoje, aos 42 nos,  contabiliza 46 hits no Cinema e 5 na Televisão. Quattrochioche e Bova têm em comum serem nascidos em Roma, e ainda dois talentosos atores do cinema internacional.

          Para seres românticos e sensíveis, nada melhor que um filme bem "romance" para alegrar a tarde de sábado. Vasculhando com o controle remoto meus canais assinados de TV, mais precisamente no "Telecine Touch", encontrei o filme que  parecia a meu melhor gosto, e fui buscar o ânimo e a inspiração que me faltavam para falar de coisas de que eu muito gosto.  Deparei-me com "Lição de Amor", (2008), cujo título original, em italiano, é "Schusa ma ti chiamo amore", ou numa tradução simples, "Desculpa-me, mas te chamo de amor", onde Michela interpreta Nikki, uma estudante do Ensino Médio, prestes a completar 18 anos, e Raoul, Alessando Belli (ou Alex), publicitário Diretor de Criação em uma Agência do ramo. A belíssima Michela Quattrochioche nos remete à beleza idealizada, um misto de Sophia  Loren e Cláudia Cardinalle. Atuação exuberante, beleza singular.

          O Diretor Frederico  Moccia realmente caprichou na produção, com magnífica interpretação dos protagonistas e do elenco, belíssimas locações e trilha sonora. Faz com que o espectador se embrenhe no clima romântico do filme, d trama simples, até previsível, mas de excelência para que gosta desse gênero.

        Em Lição de Amor, o publicitário bem sucedido atropela a estudante que conduz uma motoneta Vespa. Alex, 20 anos mais velho que Nikki,  vem de um noivado desfeito, envolve-se com a garota e, daí para a frente..., não lhe vou tirar o prazer de ver e sentir tudo no filme, você mesmo.

         Dois anos depois do primeiro  "Scusa...", a dose se repete com "Scusa ma ti voglio sposare", ou "Desculpa, quero casar contigo", com os mesmos atores.

Este, ainda não vi, mas o outro, recomendo veementemente para quem gosta de amor, romance, lirismo.

Assistir e curtir um "dolce fare niente"!

Euclides Riquetti
03-11-2012

         

Sinfonia na manhã de novembro

A sinfonia do passaredo me acorda
Neste  primeiro sábado de novembro...
É o novembro das madrugadas quentes
É o novembro das almas  que se tocam
É o novembro dos pensamentos que atiçam as mentes...

Reviro as páginas antigas de meus bagunçados apontamentos
E me vêm à mente as  lembranças de momentos
De antigas primaveras, antigos verões
De antigos versos, antigas melodias e canções
Porque, simplesmente, é novembro!

É uma manhã pra  pensar em ti
É uma  manhã pra rezar por ti.
É uma manhã para olhar o céu e nada pedir
Apenas agradecer por estar aqui
Apenas me alegrar por existir!


Me voltam os embalos das noites e tardes dançantes
De corpos que bailam, que acalentam, que seduzem
Há  lábios rosados, azulados,  vermelhos que reluzem
Há  risos que me afagam e  mãos que me conduzem
Há um rosto num corpo, um corpo a me provocar...

Eu divago no despertar pela  soberana orquestra
Harmoniosa  na manhã de novembro, extensa aldeia em festa
Não haverá, jamais, outra sensação como esta:
Regida pela mão de Deus, habilidosa Maestra
Vem como a suave brisa,  vem me acariciar.

Euclides Riquetti
03-11-2012



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Esperar...

Verde manhã, encantada da primevera
Manhã do folguedo, do acordar tardio
Vencida a ansiedade, o tempo de espera
É tempo de rejeitar o vazio, o sombrio...

Férias:
Esperadas
Desejadas
Benvindas!
O tempo a se preencher como o pensamento
O tempo pra que se viva cada momento!

Novembro:
O ano que se vai no calendário
Os meses  que se foram,  no imaginário...
Não apenas esperar por dezembro:
Equilibrar-se entre o sacro e o profano:
Desejar
Querer
Esperar um novo ano
Mais tênue, dócil, humano!
Esperar...

Euclides Riquetti
01-11-2012

Poletto - Um amigo que partiu

          O final do dia da terça-feira, 30, foi muito triste para algumas famílias de Joaçaba e região: Perdemos o Luiz Antônio Poletto, conhecido como o Poletto do INSS ou o grande jogador que brilhou no Oscar Rodrigues da Nova e todos os outros estádios do Vale do Rio do Peixe e arredores.

          Conheci o Poletto  há doze anos.  Elegante, bom papo, simpatia extremada, era o tipo de pessoa em que você podia confiar tão logo  conhecesse. Muitas vezes o vi em restaurantes, que costumava frequentar com sua família. Ontem, em seu sepultamento, seu corpo foi juntar-se ao de outros familiares, mas sua alma, pela sua história, pela sua maneira de ser, pelo bem que fez aqui na terra, certamente foi postar-se num belo lugar do paraíso, compensação eterna aos que só viveram a vida com amor e dignidade na vida terrena.

          Em minha infância, sempre ouvia pelas rádios Catarinense e Herval D ´Oeste, jogos de clubes de Joaçaba, com os comentaristas tecendo elogios às destacadas atuações de Poletto. Provavelmente eu tenha atuado contra ele, pois tivemos diversos embates com clubes de veteranos de Joaçaba, quando jogávamos nos do Arabutã FC. Mas só o identifiquei há uns doze anos. 


          Há pouco mais de um ano, encontramo-nos na  festa de aniversário de sua irmã Terezinha, ele já estava doente, mas ainda forte, falando calmo e pausadamente. Sentou-se bem à minha frente e conversamos muito sobre futebol. Contou-me sua história, que se dividiu entre o futebol,  a paixão e o trabalho. O trabalho, no INSS, veio em função de não ter desejado seguir a carreira nos grandes centros, pois desejava ficar em Joaçaba, sua cidade, e o motivo principal e indiscutível era a paixâo que nutria pela namorada, com quem casou-se, fez família, e viveu feliz todos os anos. Agora, com 71, foi para a morada eterna. Sua esposa pode ter certeza de que tinha um marido discretíssimo, mas devotadamente apaoxonado.

          Naquele almoço, perguntei-lhe o porquê de não ter seguido carreira no futebol, sabendo que fora um dos maiores talentos que nossa região produziu em sua história, habilidoso, sério, dedicado, um gentleman em meio a turrões. E veio a conversa:

          "Estive no Grêmio de Porto Alegre, em minha juventude, treinei umas vezes com o competente Osvaldo Rolla, que gostou de meu futebol e pediu para a Diretoria contratar-me. Fiquei na casa do Lourenço Brancher, amigo e parente, que era doente pelo Grêmio, me acompanhou em treinos, e nos alojamentos do clube. À noite, ficava  sem dormir, pensando na minha namorada, de quem eu gostava muito, e se lá ficasse iria sentir muitas saudades. Então recusei ficar, voltei, fiquei um pouco em Joaçaba e fui para Curitiba, treinar no Atlético Paranaense, onde tinha já uns conhecidos, e ficaria mais fácil pra vir a Joaçaba ver minha namorada. Mas a saudade foi maior, eu não queria ficar longe, então voltei, fui trabalhar no INSS e casei com ela, que é quem me cuida, tenho o apoio de meus filhos, me faz feliz, está comigo em todas as horas, devo muito a ela".

          A história do futebol qualificado do Poletto, todas as pessoas da geração dele muito bem conhecem. Dia desses, falando com o Severino Dambrós, lá em  Capinzal, ele me dizia que jogou como companheiro e como adversário dele, que era um verdadeiro jogador de futebol, não daqueles produzidos pela mídia. Era, sim, um verdadeiro craque. E não estou dizendo isso apenas porque ele partiu. Digo porque a sua história veio até mim ao longo dos anos, e nunca imaginava que na última tarde de outubro de 2012, silenciosamente, nos despedimos dele sob uma chuva calma, que bailava no ar , e que se colocava sobre a grama verde, ao redor de seu jazigo. E muitas flores estavam ali,  colocadas pelo carinho das pessoas que conviveram com ele. Sobre uma grama verde vigorosa, como aquela que, em muitos campos, sentira o vagar suave de seus passos flutuantes conduzindo a bola...


Euclides Riquetti
01-10-2012


         

domingo, 28 de outubro de 2012

História do Xixo

          O xixo é um alimento produzido basicamente com carne e muito popular na região Sul do Brasil. Em muitas cidades chamam de espetinho, ou espetinho de carne. Tem origem em países como a China, o Japão e a Russia, com 800  anos de história. Em cada lugar é feito com um tipo de carne, dependendo da preferência do consumidor, inclusive há casos de que misturam legumes em meio aos pedaços .Pejorativamente, chamam de "espetinho de gato" aquele que é vendido em praças públicas ou nas entradas de estádios. Mas é comum tendo gente vendendo xixo ao lado dos portões de cemitérios, em dias de finados.

          A ideia de escrever sobre o xixo me veio ontem à noite, quando meu filho Fabrício, o Gustavo Andrade, (Filho da  Nice, neto do Ivo Luiz Bazzo; e o Thiago Fagundes dos Passos, de Ibicaré,  com suas respectivas noivas, estiveram preparando peixes recheados na nossa garagem/churrasqueira de mnha casa, em Joaçaba. Discutiam sobre como fazer um bom xixo.

          Em minha infância, quando acompanhava meu pai, Guerino Riquetti, e seu inseparável e confidente sobrinho Rozimbo Baretta, nas festas em Ouro e Capinzal, percebia que os fabriqueiros (fabriccieri), dirigentes das capelas da Igreja Católica, retiravam os "miúdos", como coração e rins, dos animais, cortavam em pequenos pedaços e os assavam nos espetos para comer enquanto espetavam o churrasco e o punham ao fogo. Chamavam isso de aperitivo, que era ingerido junto com uma cachaça artesanal ou caipirinha de limão.

          Em minha juventude, quando fui para a Faculdade, em Porto União da Vitória, conheci o vedadeiro XIXO.  Deliciei-me. Era bom demais

          Meus amigos Leoclides Fraron, Odacir Giaretta e Osvaldo Bet, meus companheiros na "República Esquadrão da Vida", convidaram-me para ir à  Festa de São Pedro, no Bairro do mesmo nome, onde, em 1972, iam acender uma fogueira com 39 metros de altura, com circuito acionado por controle remoto (um par de fios e um interruptor de luz). Lembro que o Grupo de Jovens do Bairro, liderados pelo Fernando Crestani, alguns anos, levantavam a grande fogueira. E o Sr.  Carlos Ewaldo Unterstell, comerciante e benemérito,  foi foi o que acendeu a fogueira, cujo fogo começaba lá no alto, e depois vinha descendo. Ao longo as pessoas viam aquele clarão que iluminava aquela parte de Porto União.

          Mas, como nosso escopo é falar do xixo, digo que foi nessa festa que  conheci. Faziam até 20.000 espetinhos, usando 2.000 Kg de canes. Era composto por coxão mole de bovinos, pernil de porco e coração de porco. Mas tinha um sabor inigualável. Os espetinhos eram de um arame de aço, assado em calhas de latao, e havia umas ripas na horizontal,defronte äs barracas, onde pregos sustentavam as argolas dos espetos, e íamos retirando os pedacinhos e devorando. Os espetos eram reutilizados. Você os podia comprar nos supermercados Passos e Unterstell, a bom preço.

          Dez anos depois, quando morava em Ouro, meu cunhado Nei me visitou e propôs-me a fazermos um xixo. Utilizou, junto, filé de carne de frango.Eu não sabia que isso era possível. Mas ficou muito bom.

          No início da década de 1980, o Fernado Crestani veio de Porto União para trabalhar no Bradesco, em Capinzal, e retomamos a amizade. E eu lecionava também na CNEC, que estava com problemas financeiros para pahar aluguel e salários de nós, professores. Sugerimos fazer uma fogueira e vender xixo. Antes, numa festa junina do Mater Dolorum, o Ruites Andrioni, da APP, mandou o Zó Boico com o gol azul da Jarp buscar100Kg de xixo em Porto Uniao, pois se entendia que só lá sabiam prepará-lo. E ele conhecera o xixo na casa do irmão dele, meu amigo Urtenilo Andrioni, o Nilo, que morava no Porto.

          Na metade da festa, não havia mas xixo.

          O Crestani ensinou-me a fórmula do xixo para vender nas promoções e ter lucro. Depois ensinei-a para o  Guiomedes Proner,  Neivo Ceigol  e o Albino Baretta. E ficava uma delícia, todos elogiavam o tempero. Hoje muitos continuam a fazer  xixo com uma única espécie de carne, de bovinos ou de suínos. Mas á outras fórmulas de composição.

          Então, vejamos nosso procedimento: para terem-se 100 Kg de xixo e produzir de 900 A 1.00O espetinhos, utilizam-se:

- 35 Kg de carne bovinha de coxão mole,  macia;
- 35 Kg de carne de pernil suíno,  pura;
- 45 Kg de carne de coração de porco (retiras nervuras e gorduras);
- 3 litros de óleo comestível;
- 3 litros de vinho branco, seco;
- 3 Kg  de sal fino;
- 3 pacotes de orégano;
- salsa, folhas de cebola, manjerona, hortelã -pimenta ou outros temperos verdes compatíveis.

Corte tudo e tempere. Com estas quantidades obterás um mínimo de 100 Kg de xixo, próprios para 1.000 espetinhos.

          Lembrar das festas juninas deOuro, Capinzel e Porto União me remetem aos tempos e isso às saudades. Era muito bom levar as crianças para se deliciarem com o xixo, o cachorro-quente, os pés-de-moleque, cocadinhas, doces de batata ou de  abóbora, e ver as danças das quadrilhas.

Euclides Riquetti
28-10-2012





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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Poeminha

Eu fiz pra ti este poema
Um poema de amar e querer bem
Eu fiz pra ti este poema
Apenas pra ti e pra mais ninguém.


Euclides Riquetti
24-10-2012

sábado, 20 de outubro de 2012

Um Sofá para Hebe Camargo

         Hoje faz três semanas que Hebe Camargo foi pro céu. Foram mais de 20 dias de reencontros, de sorrisos, de abraços, de trocas de elogios, de cremes faciais e, sobretudo, de distribuição de selinhos não postais, que não podem ser colocados nas coleções dos filatelistas. Distribuiu autógrafos, encantou-se ao rever um carnavalesco carioca e disse-lhe que nunca entendera porque ele era o "Joãosinho Trinta", com s e não com z, como os  outros Joãozinhos, famosos ou não. Ele nem sequer respondeu, deve ter sido erro de cartório, e ficou tietando a loirona que sacolejava os braços e de longe se ouvia o tilintar  das pulseiras de ouro de seu punho esquerdo. Agora podia usá-las livremente, sem medo de ser assaltada, pois lá no céu tem os olhos-câmeras dos anjos giuardiões e ninguém que está lá teria o costume de apoderar-se, indevidamente, das coisas dos outros. Os que fizeram afrontas e cometeram muitos pecados na vida terrena, certamente, estavam queimando no fogo de Lúcifer.

         Por falar nisso, contaram-lhe que o tal do inferno nem é tão ruim assim, como lhe ensinaram na catequese. Mas lá não tem mordomia, lá o apenado precisa trabalhar para se sustentar. E nem deixam que use celular, iPhone ou tablets. Quando muito, há um orelhão em cada quadra, a maioria deles não funcionando e é difícil de encontrar cartão pra comprar. Então, imaginou,quem esá no mundo dos vivos é melhor que se comporte, para não precisar sofrer depois, se é que isso pode ser considerado sofrimento.
          Na última semana, encontrou o antigo amigo Abelardo Barbosa, o Chacrinha, com uma buzina e umas rupas muito cafonas, buzinhando e gritando: "Terezinha!!!!!!"  E um monte de mulatas teúdas e manteúdas respondiam, num grande coro"Üuuuu!".... E era tudo festa! O antigo sogro da Vanderléa, a ternurinha, estava muito bem cotado lá no céu, deu um abração na amiga e perguntou pelo Vasco. A Diva respondeu que o Vascão estava fora do G4 e que dificilmente vai conseguir vaga para a Libertadores, viu isso no iPhone 5, seu inseparável amigo do momento.

          Depois de muita conversa e satisfação de suas curiosidades mútuas, São Pedro mostrou-lhe um ambiente impecavelmente iluminado, com luz natural, flores em meio aos gramados do chão, por entre as pedras, uma equipe de belas anjas vestidas de branco, com shorts curtinhos e pernas bem torneadas, que haviam sido assessoras do Abelardo, e disse-lhe:

          "Ëssas serão suas colaboradoras a partir de agora. Aquele sofá macio, revestido de sedas, será seu único instrumento de trabalho por aqui. A produção já tem uma lista de ilustres convidados para que você entreviste, pessoas famosas e outras que são simples mas que têm muitas coisas interessantes para contar. Como assistente, está aqui o Valentino Guzzo, seu colega de SBT, que vivia a Vovó Mafalda na TV. Aqui no céu tem muita gente, de todas as épocas e lugares, e você poderá ter uma grande audiência no IBOPE se continuar dinâmica como nos tempos de SBT. Já escalamos uma equipe parea ajudar e a fila de pretendentes a entrevistas está muito grande".

          Hebe achou que o sofá era bonitinho mas meio porqueirinha. Se fosse o Sílvio Santos, dar-lhe-ia um bem confortável.... É, nem no céu tudo é perfeito!


Euclides Riquetti
20-10-2012

         

         

         

Alcedir Bebber e a Tv em Capinzal e Ouro

          Quando eu tinha uns doze anos,  eu ouvia falar que nas grandes cidades as pessoas tinham em sua casa um aparelho parecido com um rádio, maior, onde se viam outras pessoas que falavam, longe, até em outros países. Era o televisor e ele possibilitava que víssemos até jogos de futebol através de seu vídeo. Claro que o futebol, o jogo de domingo ä tarde, as pessoas conseguiam  ver ali pela segunda-feira ä noite, bem tarde, quase terça. E com muitos grilos pulando na tela. Diziam que eram os chuviscos.

          Lembrode  quando e trabalhava com o Clarimundo Bazzi, ali em Ouro, no predinho do João Zaleski, e apareceu  por lá o Leonardo Goelzer, que soube que o Bazzi tinha um desses aparelos, pois viera de São Paulo e se estabelecera com comércio em Ouro, em 1966. Estava mentalizando um projeto de instalar uma antena receptora/repetidora que possibilitaria assistirmos TV. O Bazzi se comprometeu a emprestar o aparelho para os testes, mas constatou-se que o mesmo estava "queimado".

          O Goelzer aliou-se ao Alcedir Bebber, que junto com os irmãos tinha uma oficina de consertos de rádios, localizada sob a loja do Celso Farina, na Rua XV de Novembro, em Capinzal, ali onde fica o prédio do Cartório do Maliska. Iniciaram o arrojado projeto e instalaram a antena repetidora, como chamavam, nos altos do morro de Capinzal, aquele mesmo que abrigava o Colégio Mater Dolorum, mas num ponto bem mais alto, onde já havia a antena da antiga Rádio Sulina, provavelmente nas terras dos Lagni, ou pelo menos nas suas imediações.

          Foram tempos de glória para nossa cidade. Os bares do Arlindo Henrique e do Canhoto tinham, num canto, ao fundo da sala, ao alto, um aparelho de TV, e os clientes assistiam à programação da época, o Telecatch Montilla, o Jota Silvestre, o Flávio Cavalcanti, a Hebe Camargo, em programação gerada pela Excelsior e pela Tupi. E havia filmes, noticiários, mas nada era em tempo real como agora.

        As lojas do Farina, em Capinzal, e do Parizotto, em Ouro, passaram a vender televisores, além das geladeiras, rádios, máquinas de costura. E instalavam antenas com hastes de alumínio, nos telhados das casas. Conforme a localizacáo das casas se tinha melhor ou pior qualidade de imagens.

          Durante 20 anos convivemos com isso. Nesse tempo, transferiu-se a antena para o morro de Nossa Senhora dos Navegantes, em Ouro, o que faciltaria a qualidade das imagens para Capinzal. E os que tinham aparelho, pagavam uma taxa de TV, nas prefeituras, que era para manter a torre e substituir as válvulas "Phlips"quando queimavam. E quem cuidava da antena e do aparelho retransmissor? O Alcedir Bebber, da Eletrônica Bebber, que recebia muitas ligações de reclamacão quando  a TV não estava no ar. E lá subia com o seu fusca cinza para ver do que se tratava.E não foram raras as vezes em que vendavais colocaram a antena no chão.

          Lembro bem que num domingo pela mannhã, em 1982, procurou-me para que fôssemos a Sede Sarandi, em Herval D 'Oeste, onde ficava a antena grande, que retransmitia a imagem recebida por satélite das geradoras até a repetidora de nossa cidade. Pegamos a rural azul e branca da Prefeitura, junoto com o Luciano Baretta, e lá fomos para ver o que acontecia. E o Alcedir,  na  época com seus 39 anos, subiu na torre e consertou o aparelho, substituiu válvulas, e ä tarde pudemos ver jogos de futebol. Nos domingos em que havia grenal, então, não podia faltar a imagem na TV. Nem quando era Vasco e Flamengo, ou Palmeiras e Corínthians. E, na semana, havia as mulheres que queriam ver as novelas...

          Mas o auge de seu trabalho foi em 1986, quando trouxe as parabólicas da Amplimatic, fabricadas em São José dos Campos, e passou a vender. Lembro que ele e o José Dambrós foram os primeiros a terem a parabólica. Era um antenão, um círculo parabólico de almínio, com um pequeno aparelho receptor, que possibilitava receber mas de 20 canais de TV em casa. E custava uma fortuna. Era o mesmo valor que um autmóvel 1.6, de luxo, um Chevete ou um Gol. 
         E, posteriormente, o valor  foi baixando, apareceram muitas marcas no mercado, vieram as TVs por assinatura, HDTV, essa evolução toda que você, leitor, leitora, bem conhecem.

          O Alcedir nos deixou na manhã do dia 11 de outubro de 2012, véspera do Dias das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, o mesmo dia que o Sr. Ivo Luiz Bazzo. Deixou, como este, a marca de seu nome  e de seu trabalho registrados em nossa história. E sua esposa, filhos, noras e netos, podem orgulhar-se del`. Não foi uma folha de papel em branco. Foi uma página com muitos registros no meio social, empresarial e cultural de nossas cidades. Nossa sincera homenagem ao amigo com quem convvemos muitos anos.

Euclides Riquetti
20-10-2012



         
   

terça-feira, 16 de outubro de 2012

TRIBUTO A IVO LUIZ BAZZO


          Na última quinta-feira, ao entardecer, perdemos uma pessoa que marcou forte presença na História do Município de Ouro, o Ex-prefeito Ivo Luiz Bazzo. O “Seu Ivo”, como era conhecido, era um apaixonado pela sua e nossa cidade. Entusiasta, em suas conversas com as pessoas costumava enaltecer a história dos que  construíram nossa história, e de alguns episódios importantes de que fora protagonista, tendo, inclusive, ido “para a cadeia”, por defender os colonos que falavam o dialeto italiano, após a Segunda Guerra Mundial. Quando jovem, era bastante engajado na defesa das pessoas que julgava perseguidas, comprando as dores destas com facilidade.


          Ele e seus irmãos tiveram que assumir as responsabilidades da casa de sua Mãe, Dona Lúcia, ainda  jovens. Família numerosa, jamais  perderam o rumo, solidificaram os laços entre mãe, irmãos e descendentes, viveram sucessos e adversidades, mas mantiveram-se solidaria e estritamente vinculados. Casou-se com a Dona Iracema Maestri, sua esposa e companheira de todos os dias e de todas as horas. Sua casa sempre foi um reduto de todos os descendentes da Dona Lúcia. Por décadas, tinha um campinho de futebol no terreno, em meio às muitas árvores frutíferas, onde seus familiares reuniam amigos para jogar aquele bolinha esperta nos finais de tarde e de semana.


          Político muito sério, ocupou  funções públicas no Município de Capinzal, na Administração de Horácio Heitor Breda. Um episódio forte e importante, na época, foi trazer a sede da Prefeitura do Município de Capinzal para o Ouro, tirando-a do Edifício Sanalma e instalando-a onde hoje funciona a Câmara Municipal, trazendo os pertences do Município numa carroça. Vejam bem, a sede do Município de Capinzal ficou funcionando na Distrito de Ouro, coisas da época, uma das muitas em que Bazzo foi protaginista.

Em  1962,  atuou  fortemente para a emancipação do então Distrito de Ouro, que reivindicou o direito de ser um município independente, o que acabou acontecendo em 23 de janeiro de 1963, pela Lei Estadual nº 870. Mas sua instalação ocorreu somente em 07 de abril do mesmo ano, dia da UDN – União Democrática Nacional – seu partido, com a posse do Prefeito interino Nelson de Souza Infeld.  Aliás, encontrei o o Dr. Nelson, hoje desembargador aposentado e fazendeirto no interior de Zortéa, poucos dias antes da partida do Sr. Ivo.  Faz compras num supermercado aqui em Ouro, seguidamente.  

          Bazzo foi Prefeito em Ouro por duas ocasiões: de 31 de janeiro de 1969 a 31 de janeiro de 1973, tendo como seu Vice Saul Parizotto.  E,  de 01 de fevereiro de 1977 a 01 de fevereiro de 1983, tendo como Vice Sérgio Riquetti. Foi um gestor público de grandes realizações, administrando com austeridade e severidade os  recursos públicos.


          O lema de governar de Ivo Luiz Bazzo era: “Fazer o que se pode com o que se tem”. E, segundo esse princípio, executava aquilo que o dinheiro permitia, sem realizar endividamentos, em tempos que não existiam ainda as emendas parlamentares. Para as obras, buscava recursos através de parlamentares junto ao Governo do Estado, tendo tido apoio do Deputado Nelson Pedrini e por último de Gilson dos Santos.

          O Seu Ivo foi quem me estendeu a mão quando cheguei em Ouro, em 1980, muito descrente de muitas coisas. E foi meu Padrinho Político, culminando com minha eleição para Prefeito, em 1988. Suas orientações éticas sempre me ajudaram e guardo em mim seus princípios e conselhos. Quando fui seu secretário, a partir de dezembro de 1980, vi o quanto ele era sério. Para mandar uma carta para uma Senhora, em Vitória da Conquista, Bahia, que cuidara de seu pai, fazia questão de que fossem utilizados envelopes que ele comprava e nos dava o dinheiro, que retirava delicadamente de sua carteira, para pagar o Correio.
        

          O Seu Ivo nos  deixa também a imagem de um homem realizador, grande líder político, excelente exemplo como esposo, pai, filho, irmão, avô e  bisavo, e um cristão de Fé e boa índole. Com muitos amigos.  E  nosso Amigão. Amigo de verdade!

          Um político de palavra, Bazzo era  firme e resoluto em suas afirmações, mesmo que tivesse que desagradar a interlocutores.

         Queremos registrar nossa homenagem ao mesmo, pelo que representa em nossa História, pelo que representa para a família dele, para minha família também.

Euclides Riquetti
16-10-2012


   

     

domingo, 14 de outubro de 2012

Encontro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel

          Participamos, neste feriadão, do Primeiro Econtro da Família Richetti/Riquetti em Cascavel, Paraná. Foi uma experiência emocionante e renovadora para mim. Fiquei sabendo que  iria acontecer há três semanas, quando estava em viagem de férias pelo litoral catarinense e minha decisão de participar  deu-se na mesma hora. Meu primo Jaime Richetti havia ligado para minha filha, Caroline, e ela informou-me sobre isso. 

         Viajamos na sexta-feira, 12, bem cedinho, e logo após o meio-dia, chegamos a Casavel, aquela progressista e bela cidade do Grande Oeste Paranaense. À tardinha fui ao local do Encontro, o salão de festas da Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, localizada nas proximidades da Rodovia BR 277, na saída para Curitiba. Os descendentes de meu tio, Marcelino Richetti, foram os pioneiros daquele ponto de Cascavel, onde iniciaram uma empresa e até hoje a maioria ali reside. Dos filhos dele, o Hilário e o Alcides deixaram seus entes e moram no Céu. É uma turma numerosa e a ideia de se realizar a festa veio justamente da Dilma, uma das filhas, e foi abraçada pelos filhos do Tio César que ali residem, no Parque São Paulo, o Jaime, o Juvelino e o Jânio. E recebemos muita atenção da Vero. Mas o time organizador estava muito forte e o evento teve um nível de organização excelente, tanto que, em 2013, vai-se repetir na mesma cidade.

          Na chegada, encontrei muitos dos meus primos, de diversos graus, com os quais fui- me entrosando. Dentre eles estava o Dirceu, marido da Célia, o Alao, o Carlinhos, nosso fogueteiro e marido da Everly, o Geovani Fabian, marido da Cristiane. Alguns eu conhecia de redenet, como a Marinês  e  a Neiva, que casou-se com um  italiano de Veneza,  muito simpático e divertido. A Rosane, filha do Hilário e da Fiorentina, e irmã do Gilmar e do Altemio, fez o comentário na missa, em que foram homenageados a Irmã Zulmira e o tio Victório Richetti, o único  filho vivo  do Nono Frederico.

          Reencontrei o Samir Machado, marido da prima Monalysa, o Celso Richetti de Paraí, que trouxe consigo o Danilo, filho do Guerino   ( primo do Guerino meu pai ). Aliás, no meio de muitos reencontros, acabei descobrindo uma sobrinha dele, a Marli, descendente do Benjamim, e fiz a aproximação dos dois, pois nem sabiam da existência um do outro. Conheci o Ângelo Lourival Ricchetti, de Saão Paulo, escritor, de  outro ramo familiar que não o dos descendentes de Pascoal, meu bisavô, que veio de Veneza.  Conversei muito com o Reinildo Galvão, casado com uma prima, e que mora em Curitiba. E com os filhos do Surdi e da prima Deonilda, que vieram de Araucária,  com a prima Iraci Durigon, de Toledo , com a prima Adiles e outras que vieram de Florianópolis.  Reencontrei o Nilvo e o Juventino, filhos do Marcelino, meus primos com idade maior que a minha.  Conversar  e movimentar muito as mãos enquanto falamos, é uma característica presentes em todos nós.

       É claro que não poderei falar de todos os que encontrei e conheci, mas para mim foi tudo muito gratificante.

          Aconteceram apresentações arísticas que deram muito brilho à fesa, com danças típicas e até dança do ventre, com a jovem Vanessa.
          Com apenas um mês desde a idealização e a realização, o acontecimento foi marcante, e todos os que trabalharam pelo seu sucesso merecem nosso aplauso e reconhecimento sincero. Agradeço pela oportunidade de participar e conclamo a todos os que não puderam fazê-lo desta vez, que o façam no dia 12 de outubro de 2013, quando teremos o Segundo Encontro da Família Richetti.

          Uma curiosidade que percebi  na lista telefônica do Hotel: O Juvelino Riquetti é irmão de Jaime e do Jânio Richetti. Bem, eu sou Riquetti neto do Frederico Richetti, tenho parentes com pelo menos quatro  grafias distintas.

          Um grande abraço aos cerca de 300 que estavam lá, gente bonita e inteligente,  e que no próximo ano possamos reunir pelo menos uns 600. Agardeço à Marinês por ter-me mandado um e-mail bem bacana e que li ao chegar em casa.

Euclides Riquetti
14-10-2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Duas perdas < Ivo Luiz Bazzo e Alcedir Bebber

          Ontem, 11 de outubro, perdemos duas pessoas que muito admirei em minha vida, Ivo luiz Bazzo e Alcedir Bebber. O Bebber faleceu pela manhã, e o Sr. Ivo ao final da tarde. Eu estava em casa depois de meu trabalho em Ouro quando recebi algumas chamadas de amigos relatando a morte do amigo Ivo e retornei para o Ouro. Ao chegar, enquanto esperava na Câmara Municipal a chegada do corpo dele, o amigo Shirlon me informava da perda do Alcedir. Consegui ver ambos, voltar para casa e, poucas horas depois, sair para Cascavel para o Encontro dos Riquetti e Richetti. Estou escrevendo num computador do Hotel e substituindo  algumas palavras porque o teclado nâo me obedece. Estive no local da reunião e reencontreri muitos parentes que ainda nâo conhecia.

          Ao retornar para casa deverei escrever algo sobre os dois amigos que perdemos num mesmo dia. Posso dizer que, neste dia consagrado a Nossa Senhora, eles devem estar muito bem em seu novo Lar, pois seus exemplos e amor aos familiares os credenciaram a um belo lugar junto a Nossa Mãe e o Grande Pai Celestial.

          Aos familiares,  nosso mais sentido pezar e o desejo de que Bebber e Bazzo sejam felizes na Eternidade.

Sinceramente,


Euclides Riquetti
Cascavel, 12 de outubro de 2012.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Hebe Camargo - Marcando Território no Céu

          Passou-se mais de uma semana desde que Hebe Camargo chegou ao céu. O pessoal de lá, todos aqueles anjos de rosa e de azul enfileirados abriram passagem para que nossa Eterna Diva passasse até chegar ao grupo dos de branco, onde ela bateu uma boa caixa com o Anízio. O Anízio estava maravilhado com a chegada da Hebe, rendeu-lhe mensuras e mesuras, queria mais selinhos do que a cota que a  Hebe tinha reservado para ele.

          Os anjos, todos, vestidos nas cores já mencionadas, estavam um tanto receosos com a presença da ex-apresentadora, agora candidata a anja. Diziam que ela estava tendo privilégios, como tinha com o Sílvio Santos, quando trabalhava no SBT. Mais  privilégios que ela teve,  só mesmo os do Romário no Vasco e os do Imperador Adriano no Flamengo, onde tem a proteção da Patrícia Amorim, a vereadora-presidente que não conseguiu reeleger-se.

           São Pedro, o Peter, alertou-lhe: "Hebe, gosto muito de você, mas não posso dar demonstração disso aqui no paraíso, porque as pessoas vão reclamar. O Jesus, que viveu há 2.000 anos, disse que vai registrar isso num papiro e pendurar lá naquela árvore bem antiga, aquele pé de maçã que causou tanta confusão com aquele casalzinho, o mais antigo daqui, o Adão e a Eva. Todo mundo que aqui chega dá uma passadinha para ler o que tem de recado e folhetins publicados naquela árvore".  Hebe não se importou muito com isso e apenas respondeu-lhe: "Que gracinha!!!" - São Pedro ficou sem palavras.

          Mais adiante, perguntou ao Santo sobre uma amiga que ali chegou em 2008 e de que tinha muitas saudades, pois a enttrevistara muitas e muitas vezes em seus programas. Aquela mesma que,  em 1991, no Carnaval Carioca, desfilou pela Viradouro e, com 74 anos, vestiu uma deslumbrante fantasia de um vermelho de seda com detalhes prateados, com os seios à mostra. São Pedro disse que, por essas e outras, a Dercy Gonçalves estava alojada num departamento em separado, para onde vão aquelas pessoas que tinham pecados,  mas que eram pecados "meia-boca", que deixavam as pessoas escandalizadas mas, por outro lado, deixavam muitos velhinos  bem felizes. E, já pensou, se ela saíse por lá mostrando os peitões, o que iriam dizer?  E, se encontrasse o João Paulo II, o que ele iria pensar?  Então, como purgatório era uma pena um tanto pesada para ela, que sempre fez o bem aqui na Terra,  criaram um "hall" para ela ficar, lá junto com outras, mas que logo elas vão ser retiradas dali e o "departamento" vai ser abolido, pois vai ter uma reforma administrativa, que  ainda não foi possível de se por  em votação, porque  Assembleia dos Anjos não se reuniu ultimamente,  todos estavam de olho em outras eleições, no Brasil, na Venezuela e nos Estados Unidos. Hebe disse entender bem dessas coisas e que as duas primeiras já se foram, que as acompanhou no seu iPhone 5, e a última ainda não aconteceu. Apenas quis registrar, numa postagem, que lamentou muito que o coleguinha Russomano não tivesse chegado ao segundo turno em Sampa,as mas que o Serra e o Haddad também são bons. Estava radiante porque o filho do amigo Ratinho, do SBT,  fora para o segundo turno em Curitiba. Mas, o que mais a impressionou, foi ver que o Ronaldinho Gaúcho fez três gols pela Atlético Mineiro sobre o Figueirense, no sábado. Acha que o Mano poderia levar ele de volta para a Canarinho, como fez, agora, com o Kaká, seu antigo "queridinho".

          Como prêmio de consolação, por não ter podido ver a Dercy, o Santo permitiu que ela desse um selinho no Jota Silvestre e no Flávio Cavalcanti, colegas que a abandonaram ainda antes que ela inventasse o tal, mas não era para deixar que os outros vissem, para não causar ciumeira. Era para ir ali, meio ao lado, e quando ninguém estivesse olhando, tascasse os selinhos.

          Hebe está encantada com o que está aprendendo e vendo no céu. Os métodos, a organização disciplinar, em muito superam os nossos costumes. O que ela viu de mais interessante, por lá, e que aqui também praticam, fartamente, foi o "jeitinho brasileiro". Com um sorrisinho aqui e outro ali, vai poder divertir-se muito. Que gracinha!!!


Euclides Riquetti
08-10-2012