Na semana que passou nosso venerando Papa Francisco, o argentino, que tão humildemente se portou logo que foi alçado à condição de representante maior do Apóstolo Pedro aqui na Terra, levou um banho de críticas por ter falado que os casais costumam ter apenas um filho por egosísmo ou por não abrirem mão do seu conforto pessoal, de suas viagens, de ter sua casa própria e bem confortável. Não tenho o contexto de como foi que surgiu o comentário, mas toda e qualquer análise feita sem se ter o panorama do fato é sempre temerário. E, sempre, é bom ver e ouvir os dois lados da situação para poder "tirar uma pranta", como diziam meus alunos do Ensino Médio, lá na Escola Sílvio Santos.
Vendo algumas postagens na internet, senti que a maioria dos nautas criticou a posição do Santo Papa, que traduziria a posição da Santa Igreja Católica. Discutir política, religião e futebol é sempre muito difícil, pois cada ser tem sua maneira de ver as coisas. Até algumas pessoas costumeiramente comedidas manifestaram-se, naturalmente que com comedimento, mas achando que o papa não está com a razão. Penso que seja prfeciso ver bem a situação em que a afirmação foi feita e se tem, mesmo, caráter assertivo. Ou se é reflexivo...
Eu, pessoalmente, tenho três filhos e uma neta. Estou muito contente com o número de filhos, a maioria de meus colegas de escola tiveram dois, alguns três, mas isso não é regra. E que venham tantos netos quantos possam vir, terei imenso carinhos por todos eles, ajudarei a cuidá-los. Meus avôs e seus contemporãneos ficaram na casa próxima da dezena, mais para mais do que para menos disso. A geração de meus pais dividiu isso ao meio e tiveram 5 ou 6. A minha, na casa dos 60 anos e acima, 2 ou 3, mais 2 do que 3. Quer constatar? Então, fique imaginando todos os seus colegas (aqueles com quem você não perdeu o contato), e veja quantos tilhos eles tiveram. A geração abaixo, apenas um, ou dois, não muito longe disso. Os tempos mudaram, quase todas as mulhares trabalham fora, todos estudam, mudaram os costumes. É até possível que, com o tempo, as pessoas voltem a ter um número maior, mas, elevado, não creio que possa acontecer de novo.
Ter ou não filhos é uma opção de cada casal ou mesmo de cada pessoa. A maioria justifica o não ter, ou ter apenas um, dizendo que não é possível dar boa educação a mais de um filho, que por isso preferem ter apenas um. Intervir na vida dos outros, plantar ou colher em seara alheia não é bom. Então, respeitar a posição de cada um.
Mas, como é bom ver famílias que se reúnem, com um monte de filhos e netos, rir, contar mentiras, vantagens ou infortúnios, e até fazer confusão, muitas vezes. O prazer de ter uma "tropinha" perto da gente, é impagável. E, quando todos são falantes, que alegria!
As pessoas que optaram por ter poucos ou nenhum, também têm como fazer tudo isso: reúnem-se em grupos de amigos, fazem suas festas, comem, bebem, dançam e se divertem da mesma forma. Importante, sim, é viver bem a vida, dentro de certas regras, como ideal moderação, sem dar trabalho aos outros e sem ter trabalho com esses. Respeitar as escolhas e aprender a conviver com grupos humanos que não sejam do mesmo sangue. Tem afinidades que vão além das sanguíneas, que muitas vezes ensejam mais entendimento do que estas.
Você, madura ou maduro como eu, já fez sua opção. E você, leitor, ou leitora, mais jovem, que está na vez, deseja ter quantos? Só você, ou o mesmo pensamento tem seu companheiro ou companheira?
É uma decisão que não pode ser unilateral...
Euclides Riquetti
09-06-2013
domingo, 9 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Estádio Engenhão - mais uma vergonha
Aquilo que parecia ser um orgulho para o Rio de Janeiro há 6 anos atrás, quando foi inaugurado, agora se transforma numa vergonha.
Construído para tornar-se um estádio poliesportivo que pudesse abrigar os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro em 2007 e as Olímpíadas de 2016, o Estádio Olímpico João Havelange, apelidado de Engenhão por se localizar na localidade denominada Engenho de Dentro, foi, após o uso oficial para que fora destinado, dado em arrendamento por 20 anos para o Botafogo Futebol Clube, do Rio de Janeiro. Contrato vigente até 2027, poderá ser prorrogado por mais 20, até 2047, por vontade unilateral, ou seja, desde que uma das duas partes, Prefeitura ou Clube, assim o queira.
Celebrado como o mais moderno e bonito da América do Sul em sua inauguração, começou a fazer água, literalmente, pouco tempo depois. Com problemas na cobertura, foi interditado ainda em março. E serviu de palco, não para espetáculos esportivos, mas sim para que os políticos do Rio de Janeiro, (aqueles mesmo que deixaram o Hospital Infantil de Bonsucesso, que faz transplantes em crianças ficasse fechado por alguns meses), se alfinetassem publicamente. Um denuncia e atesta a incapacidade do outro, um teatro para angariar simpatia e votos. Dizer aqui o nome deles seria estar propagando-o, e vai que algum deles ainda se candidate a Presidente e eu o teria ajudado a tornar-se conhecido...Não vou fazer isso, minha consciência recusa.
Pois não é que agora decidiram que aquele campinho de futebol, que custou há seis anos R$ 380.000,000,00 - trezentos e ointenta milhões - aos cofres da Prefeitura do Rio, vai ter que ficar fechado até 2015 para reforma? Dizem que é por causa da cobertura. E nem têm ideia ainda de quanto vão gastar para deixá-lo em condições de uso com conforto e segurança. Digo campinho porque tem as dimensões de 105x68 metros, enquanto que o nosso, do Arabutã FC, onde joguei bola dos 12 aos 50 anos, tem 120x90 metros. Foi justamente por isso que nosso Arabutã ganhou de todos os times da região que ali recebeu, pois vinham acostumados com seus campos acanhados e o nosso era um Maracanã interiorano. Os próprios Paulo César Caju, Edu Américo, tricampeões mundiais se impressionaram com o tamanho quando qui vieram jogar, em meados da década de 1980. O mesmo disseram Pedro Rocha, da Seleção Uruguaia e do São Paulo FC, e Djalma Dias, do Palmeiras.
Mas o campinho chamado de Estádio Engenhão guarda o privilégio de ter Engenheiros que desafiaram as leis da física. desafiaram, erraram nos cálculos estruturais e levaram na cabeça. Foi mais uma daquelas coisas que nos confirmam que "quem vê cara, não vê coração".
Realmente, vivemos no país da vaidade, do sonho e da fantasia. Aqui em Joaçaba querem derrubar um estádio, o Oscar Rodrigues da Nova, para fazer um parque. Um estádio onde muitas pessoas se orgulham de ter jogado ou vibrado nas arquibancadas. E, junto, vão derrubar um ginásio de esportes e até desalojar uma guarnição militar, o Tiro de Guerra de Joaçaba. Já começaram uma Rodovia chamada Transamazônica que parou no meio do mato e foi tomada pelo mesmo mato e pelas crateras. Quiseram fazer a transposição de um rio, o São Francisco, que dizem que em vez de beneficiar a população, vai beneficiar grandes empresas. E que há dúvidas sobre os impactos ambientais. Não conseguem terminar a duplicação da BR 101, que já é conhecida como a Rodovia da Morte, onde centenas de vidas já foram ceifadas desde que a tal da duplicação começou.
E há mais outras e outras barbaridades que vocês, leitor e leitora, conhecem tanto ou mais que eu. A vaidade, a ambição, a irresponsabilidade campeia em todos os lugares... e nos campos de futebol não é diferente!
Euclides Riquetti
08-06-2013
Construído para tornar-se um estádio poliesportivo que pudesse abrigar os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro em 2007 e as Olímpíadas de 2016, o Estádio Olímpico João Havelange, apelidado de Engenhão por se localizar na localidade denominada Engenho de Dentro, foi, após o uso oficial para que fora destinado, dado em arrendamento por 20 anos para o Botafogo Futebol Clube, do Rio de Janeiro. Contrato vigente até 2027, poderá ser prorrogado por mais 20, até 2047, por vontade unilateral, ou seja, desde que uma das duas partes, Prefeitura ou Clube, assim o queira.
Celebrado como o mais moderno e bonito da América do Sul em sua inauguração, começou a fazer água, literalmente, pouco tempo depois. Com problemas na cobertura, foi interditado ainda em março. E serviu de palco, não para espetáculos esportivos, mas sim para que os políticos do Rio de Janeiro, (aqueles mesmo que deixaram o Hospital Infantil de Bonsucesso, que faz transplantes em crianças ficasse fechado por alguns meses), se alfinetassem publicamente. Um denuncia e atesta a incapacidade do outro, um teatro para angariar simpatia e votos. Dizer aqui o nome deles seria estar propagando-o, e vai que algum deles ainda se candidate a Presidente e eu o teria ajudado a tornar-se conhecido...Não vou fazer isso, minha consciência recusa.
Pois não é que agora decidiram que aquele campinho de futebol, que custou há seis anos R$ 380.000,000,00 - trezentos e ointenta milhões - aos cofres da Prefeitura do Rio, vai ter que ficar fechado até 2015 para reforma? Dizem que é por causa da cobertura. E nem têm ideia ainda de quanto vão gastar para deixá-lo em condições de uso com conforto e segurança. Digo campinho porque tem as dimensões de 105x68 metros, enquanto que o nosso, do Arabutã FC, onde joguei bola dos 12 aos 50 anos, tem 120x90 metros. Foi justamente por isso que nosso Arabutã ganhou de todos os times da região que ali recebeu, pois vinham acostumados com seus campos acanhados e o nosso era um Maracanã interiorano. Os próprios Paulo César Caju, Edu Américo, tricampeões mundiais se impressionaram com o tamanho quando qui vieram jogar, em meados da década de 1980. O mesmo disseram Pedro Rocha, da Seleção Uruguaia e do São Paulo FC, e Djalma Dias, do Palmeiras.
Mas o campinho chamado de Estádio Engenhão guarda o privilégio de ter Engenheiros que desafiaram as leis da física. desafiaram, erraram nos cálculos estruturais e levaram na cabeça. Foi mais uma daquelas coisas que nos confirmam que "quem vê cara, não vê coração".
Realmente, vivemos no país da vaidade, do sonho e da fantasia. Aqui em Joaçaba querem derrubar um estádio, o Oscar Rodrigues da Nova, para fazer um parque. Um estádio onde muitas pessoas se orgulham de ter jogado ou vibrado nas arquibancadas. E, junto, vão derrubar um ginásio de esportes e até desalojar uma guarnição militar, o Tiro de Guerra de Joaçaba. Já começaram uma Rodovia chamada Transamazônica que parou no meio do mato e foi tomada pelo mesmo mato e pelas crateras. Quiseram fazer a transposição de um rio, o São Francisco, que dizem que em vez de beneficiar a população, vai beneficiar grandes empresas. E que há dúvidas sobre os impactos ambientais. Não conseguem terminar a duplicação da BR 101, que já é conhecida como a Rodovia da Morte, onde centenas de vidas já foram ceifadas desde que a tal da duplicação começou.
E há mais outras e outras barbaridades que vocês, leitor e leitora, conhecem tanto ou mais que eu. A vaidade, a ambição, a irresponsabilidade campeia em todos os lugares... e nos campos de futebol não é diferente!
Euclides Riquetti
08-06-2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
As últimas rosas de outono
Foram-se as últimas rosas de outono
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas que imergiram na calmaria...
Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.
Deixou-me deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento, mutilado
Que deixou-te maltratar meu coração.
E, enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.
Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...
Euclides Riquetti
07-06-2013
Foram-se as pétalas das bordôs e das vermelhas
Que do fogo da paixão foram centelhas
Mas que imergiram na calmaria...
Foram-se para dar lugar a outras que virão
Foram-se para o reciclo que fertiliza
Nas manhãs de pouco sol e muita brisa
Foram-se nas minhas aliterações e nas sinestesias.
Deixou-me deliciosas lembranças o sol morno
Que tímido volveu meu ser para o passado
Para um antigo outono cinzento, mutilado
Que deixou-te maltratar meu coração.
E, enquanto minha mente se embaralha
E busca entender da rosa a natural ausência
Rezo para que m'a mande de volta a Providência
Que reste ali, formosa, rosa branca, clara.
Que volte para acalentar meu coração
Que volte ainda antes do verão!
Mas que volte...
Euclides Riquetti
07-06-2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
As Propagandas Furadas do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde, por seu Departamento de Comunicação, tem sido o campeão em dar dores-de-cabeça ao Governo Federal. Na crença de que as propagandas contra as doenças sexualmente transmissíveis precisam ser agressivas para atingir o objetivo, têm sido tão agressivas como as doenças que quer evitar. Em 2010 já houve uma forte polêmica por causa da maneira como foi concebida uma peça publicitária. Agora, duas colocações e duas posições têm gerado muits polêmicas.
A primeira, com relação à intenção de tarzer 6.000 médicos de Cuba para trabalhar no País, sem a convalidação de seus diplomas. Não disseram, inicialmente, que também trariam médicos de Portugal e da Espanha, o que denotou a caracterização de que apenas os de alinhamento ideológico deveriam vir. Tenho minha posição: Que venham médicos de onde vierem, mas que sejam submetidos a uma avaliação antes de serem autorizados a trabalhar, de forma a garantir que a população seja atendida por profissionais capacitados. E que venham de qualquer país, desde que conheçam a língua portuguesa para se comunicar com os usuários dos sistemas de saúde e os enfermeiros, e se submetam às normas vigentes. A segunda, por causa de um banner produzido e que foi utilizado no domingo, através da internet, em razão do Dia Mundial das Prostitutas.
O Ministro Alexandre Padilha teve que demitir um de seus Diretores do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis nesta semana. Com tanto abacaxi para resolver no Ministério mais complicado que existe para gerir, publicaram, há poucos dias, uma propaganda na internet com a frase: "Eu sou feliz sendo prostituta".
Choveram críticas. E, antes de me posicionar, busquei conhecer a propaganda e já tenho minha conclusão: "Demitido por incompetência! Quem autoriza uma propaganda dessas tem que ser demitido. E a agência que produziu não deve receber nada pelo material que produziu.
Ora, vivemos num país onde um monte de gente tem ideias que acham criativas, dizem e escrevem as bobagens que querem. Eu escrevo o que quero, publico, gratuitamente, para quem quiser ler. Não estou gastando dinheiro dos outros, uso minha imaginação, meu computador, e pago meu uso de internet. Mas o Ministro, um cidadão bem intencionado, com tantos problemas para solucionar, vê seus comandados publicando, sem sua autorização (assim diz ele), uma propaganda ambígua, com uma afirmação que permite mais de um entendimento.
A intenção inicial, acho, seria de dizer que a prostituta, se usar preservativo, não correria riscos em sua saúde. Mas a frase, como está colocada, permite-nos interpretar que ela quer dizer que ser prostituta a torna feliz. E, assim sendo, estaria incentivando outras a se prostituírem. Não tenho preconceitos com relação às preferências e orientações pessoais de ninguém. Cada um faz o que quer, colhe os bônus que sua escolha lhe proporciona e arca com os danos disso também. Mas, convenhamos, há tantas maneiras de promover uma campanha publicitária com resultados melhores, apenas com ideias criativas, belas falas, belas frases e belas imagens. Uma Deputada do Rio de Janeiro levantou a voz e a bandeira contra o MS: "Ninguém é feliz sendo explorada sexualmente". E isso é o pensamento corrente por aqui também.
Você, leitor, deve ter notado quantas excelentes propagandas podem ser vistas em todos os meios de comunicação. As das cervejas, ótimas. Eu, pessoalmente, acho que deveriam ser proibidas, como foram as dos cigarros. Mas vejam as divertidas propagandas de sandálias, de carros, de materiais de limpeza, e até de algumas lojas de redes de eletrodomésticos (estas um tanto chatas...) e constate o padrão de qualidade e a eficácia delas sobre o consumidor. Sem causar estragos...
Se a equipe que produziu o material para o MS pensou em agradar, deu-se mal. Mas, como diz uma pessoinha que adoro, tive uma ideia: vou até publicar, logo, logo, uma poesia que compus uma vez cujo tema era uma prostituta.
Penso que quiseram ousar produzindo algo impactante, Foram mal. Precisam ser bem claros, porque as pessoas que a veem têm que ter, com facilidade, a percepção do que estão querendo dizer.
Até para ousar é preciso comedimento. Têm um segundo banner, com uma senhora bela, sorridente, que diz: "Um beijo para você que usa camisinha e se protege das DSTs, aids e hepatites virais". Penso que esta, sim, devria ser difundida efusivamente, pois é de fácil comprensão, atingindo todo o universo de brasileiros.
Euclides Riquetti
06-06-2013
A primeira, com relação à intenção de tarzer 6.000 médicos de Cuba para trabalhar no País, sem a convalidação de seus diplomas. Não disseram, inicialmente, que também trariam médicos de Portugal e da Espanha, o que denotou a caracterização de que apenas os de alinhamento ideológico deveriam vir. Tenho minha posição: Que venham médicos de onde vierem, mas que sejam submetidos a uma avaliação antes de serem autorizados a trabalhar, de forma a garantir que a população seja atendida por profissionais capacitados. E que venham de qualquer país, desde que conheçam a língua portuguesa para se comunicar com os usuários dos sistemas de saúde e os enfermeiros, e se submetam às normas vigentes. A segunda, por causa de um banner produzido e que foi utilizado no domingo, através da internet, em razão do Dia Mundial das Prostitutas.
O Ministro Alexandre Padilha teve que demitir um de seus Diretores do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis nesta semana. Com tanto abacaxi para resolver no Ministério mais complicado que existe para gerir, publicaram, há poucos dias, uma propaganda na internet com a frase: "Eu sou feliz sendo prostituta".
Choveram críticas. E, antes de me posicionar, busquei conhecer a propaganda e já tenho minha conclusão: "Demitido por incompetência! Quem autoriza uma propaganda dessas tem que ser demitido. E a agência que produziu não deve receber nada pelo material que produziu.
Ora, vivemos num país onde um monte de gente tem ideias que acham criativas, dizem e escrevem as bobagens que querem. Eu escrevo o que quero, publico, gratuitamente, para quem quiser ler. Não estou gastando dinheiro dos outros, uso minha imaginação, meu computador, e pago meu uso de internet. Mas o Ministro, um cidadão bem intencionado, com tantos problemas para solucionar, vê seus comandados publicando, sem sua autorização (assim diz ele), uma propaganda ambígua, com uma afirmação que permite mais de um entendimento.
A intenção inicial, acho, seria de dizer que a prostituta, se usar preservativo, não correria riscos em sua saúde. Mas a frase, como está colocada, permite-nos interpretar que ela quer dizer que ser prostituta a torna feliz. E, assim sendo, estaria incentivando outras a se prostituírem. Não tenho preconceitos com relação às preferências e orientações pessoais de ninguém. Cada um faz o que quer, colhe os bônus que sua escolha lhe proporciona e arca com os danos disso também. Mas, convenhamos, há tantas maneiras de promover uma campanha publicitária com resultados melhores, apenas com ideias criativas, belas falas, belas frases e belas imagens. Uma Deputada do Rio de Janeiro levantou a voz e a bandeira contra o MS: "Ninguém é feliz sendo explorada sexualmente". E isso é o pensamento corrente por aqui também.
Você, leitor, deve ter notado quantas excelentes propagandas podem ser vistas em todos os meios de comunicação. As das cervejas, ótimas. Eu, pessoalmente, acho que deveriam ser proibidas, como foram as dos cigarros. Mas vejam as divertidas propagandas de sandálias, de carros, de materiais de limpeza, e até de algumas lojas de redes de eletrodomésticos (estas um tanto chatas...) e constate o padrão de qualidade e a eficácia delas sobre o consumidor. Sem causar estragos...
Se a equipe que produziu o material para o MS pensou em agradar, deu-se mal. Mas, como diz uma pessoinha que adoro, tive uma ideia: vou até publicar, logo, logo, uma poesia que compus uma vez cujo tema era uma prostituta.
Penso que quiseram ousar produzindo algo impactante, Foram mal. Precisam ser bem claros, porque as pessoas que a veem têm que ter, com facilidade, a percepção do que estão querendo dizer.
Até para ousar é preciso comedimento. Têm um segundo banner, com uma senhora bela, sorridente, que diz: "Um beijo para você que usa camisinha e se protege das DSTs, aids e hepatites virais". Penso que esta, sim, devria ser difundida efusivamente, pois é de fácil comprensão, atingindo todo o universo de brasileiros.
Euclides Riquetti
06-06-2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Você me seduz
Você me seduz
Com o seu jeito imponente e importante de ser
Você me reduz
A um ninguém maltratado, largado outra vez.
Você é assim
A mais bela mulher que eu já vi por aí
Você é pra mim
A mais formidável senhora que já conheci.
Procuro compor
Um poema com lindas palavras e rimas para lhe agradar
E sinto uma dor
Quando percebo que busco e não tenho o que encontrar.
Procuro pensar
Que você já sentiu quanto amo seus olhos castanhos
E me conformar
Pois não há como ser de você, que me vê como estranho.
Você me seduz
E maltrata o meu coração perdido e incontido em desejo
Você me reduz
A um frangalho, um rejeito sem coragem de olhar-se no espelho.
Você é assim
Eu não sei se é maldade, se é medo, ou pura vaidade
Você é pra mim
A deusa distante que finge e me esnoba assim sem piedade.
Procuro compor
As canções mais sensíveis com com letra romântica e melhor melodia
E sinto uma dor
Que faz com que eu sofra por não receber nem um simples "bom dia"!
Um bom dia
Um aceno
Um olhar...
Apenas um olhar
Disfarçado que seja.
Como a noite sem luz
Você me seduz!
Euclides Riquetti
05-06-2013
Com o seu jeito imponente e importante de ser
Você me reduz
A um ninguém maltratado, largado outra vez.
Você é assim
A mais bela mulher que eu já vi por aí
Você é pra mim
A mais formidável senhora que já conheci.
Procuro compor
Um poema com lindas palavras e rimas para lhe agradar
E sinto uma dor
Quando percebo que busco e não tenho o que encontrar.
Procuro pensar
Que você já sentiu quanto amo seus olhos castanhos
E me conformar
Pois não há como ser de você, que me vê como estranho.
Você me seduz
E maltrata o meu coração perdido e incontido em desejo
Você me reduz
A um frangalho, um rejeito sem coragem de olhar-se no espelho.
Você é assim
Eu não sei se é maldade, se é medo, ou pura vaidade
Você é pra mim
A deusa distante que finge e me esnoba assim sem piedade.
Procuro compor
As canções mais sensíveis com com letra romântica e melhor melodia
E sinto uma dor
Que faz com que eu sofra por não receber nem um simples "bom dia"!
Um bom dia
Um aceno
Um olhar...
Apenas um olhar
Disfarçado que seja.
Como a noite sem luz
Você me seduz!
Euclides Riquetti
05-06-2013
Cinco Tons Multicores x 50 de Cinza
Se eu tivesse que escrever, obrigatoriamente, um romance, eu já teria o título: "Cinco Tons Multicores". Criei a expressão ao mandar uma mensagem para uma garota que me propôs tornarmo-nos amigos no facebook, há uns instantes. Aceitei e convidei-a para que se tornasse leitora habitual em meu blog. O blog me tem permitido que leve meu pensamento a muitos leitores do Brasil e de diversos lugares do mundo, desde os Estados Unidos até a Rússia.
O que chamou minha atenção foi a configuração visual de minha amiga Gislaine Leal da Silva no seu facebook. Sua foto e, na lateral, uns partilhamentos coloridos, de uma outra foto dela, em sequência, como se fossem cortinas em tons articulados e harmonizados, bem dispostas. Foi algo bem criativo. E isso me remeteu a menções sobre o badalado livro "50 tons de cinza", do E.L. James. O mesmo que escreveu "50 Tons de liberdade" e "50 tons mais escuros. Senti que ela não fechou muito com a ideia trazida pelo livro, um best-seller... Foi mais criativa, teve imaginação. Não me digam que a geração jovem não é bem criativa, que não tem ideias. Podem não pensar como os mais "adiantados na idade", mas têm seu potencial.
Na família, o volume "grey" andou na mão da turma da "ala girl" e não senti aprovação. Uma das leitoras aqui de casa me disse que foi até um tanto, menos de metade dele, e que há muita coisa melhor para ser lida, de autores menos badalados e que nos dão entretenimento melhor. E, como ela lê todos os dias, dezenas e dezenas deles por ano, acatei sua opinião. Como sempre gostei de ser diferente dos outros, na idade adulta optei por ler livros de consistência, mesmo que simples, de autores pouco conhecidos. Diversos de autores que me dão o prazer de sua amizade e os tenho autografados. Aliás, emprestei para alguém o da Dona Holga Brancher e não voltou pra mim. (Por favor, quem estiver com ele me devolva, que quero ler mais uma vez...). Então não pretendo ler o badalado livro do E.L. James. Mas, no futuro, quem sabe, depois que a onda passar.
De comum com o "50 tons de cinza" tenho a gravata da capa. No guarda-roupas, aqui atrás, está uma que comprei no Floripa Shopping há pouco tempo, na mesma cor, no mesmo ton, um cinza/chumbo metalizado, com linha em negro. Acho até que já usei uma vez, não lembro quando. Mas só isso!
Busquei na internet para sentir o que os leitores diziam a respeito. Carlos Rodrigo é um cidadão que escreve e também compartilha resenhas de livros na rede. Faz uma crítica ao livro e diz que é perda de tempo ler. Alguns de seus seguidores concordam com ele, os masculinos. Mas algumas femininas, poucas, acham "o máximo".
Até anotei o comentário de uma delas: " concordo com você pois, as pessoas só lê o 1º livro e fica falando do que não sabe. É melhor que leiam os outros e depois coloque sua opinião ai você não iram falar besteiras". Bem, não sei se uma pessoa que se diz leitora e comete tantos erros de pontuação, concordância verbal, nominal e acentuação gráfica pode ser levada em conta. Parece-me que seja apenas mais uma das que lê para ter o que dizer nas rodas de amigos. Outras leitoras escreveram que não gostaram, que só menciona sexo e que, como romance é muito fraco. Até dizem que se for transformado em filme tem que ser pornô, não dá para fazer um romance porque resultaria vazio.
Mas, voltando à nova amiga "do face", Gislaine, parabenizo pela apresentação de sua página inicial. Bem bolada, alegre, criativa. Postou sua foto pessoal em cinco belos tons coloridos. E, como sempre me diz a minha netinha Júlia: "Tive uma ideia". Escrevi esta crônica. E, do mesmo modo que dizem por aí: Amei!!!
Euclides Riquetti
03-06-2013
O que chamou minha atenção foi a configuração visual de minha amiga Gislaine Leal da Silva no seu facebook. Sua foto e, na lateral, uns partilhamentos coloridos, de uma outra foto dela, em sequência, como se fossem cortinas em tons articulados e harmonizados, bem dispostas. Foi algo bem criativo. E isso me remeteu a menções sobre o badalado livro "50 tons de cinza", do E.L. James. O mesmo que escreveu "50 Tons de liberdade" e "50 tons mais escuros. Senti que ela não fechou muito com a ideia trazida pelo livro, um best-seller... Foi mais criativa, teve imaginação. Não me digam que a geração jovem não é bem criativa, que não tem ideias. Podem não pensar como os mais "adiantados na idade", mas têm seu potencial.
Na família, o volume "grey" andou na mão da turma da "ala girl" e não senti aprovação. Uma das leitoras aqui de casa me disse que foi até um tanto, menos de metade dele, e que há muita coisa melhor para ser lida, de autores menos badalados e que nos dão entretenimento melhor. E, como ela lê todos os dias, dezenas e dezenas deles por ano, acatei sua opinião. Como sempre gostei de ser diferente dos outros, na idade adulta optei por ler livros de consistência, mesmo que simples, de autores pouco conhecidos. Diversos de autores que me dão o prazer de sua amizade e os tenho autografados. Aliás, emprestei para alguém o da Dona Holga Brancher e não voltou pra mim. (Por favor, quem estiver com ele me devolva, que quero ler mais uma vez...). Então não pretendo ler o badalado livro do E.L. James. Mas, no futuro, quem sabe, depois que a onda passar.
De comum com o "50 tons de cinza" tenho a gravata da capa. No guarda-roupas, aqui atrás, está uma que comprei no Floripa Shopping há pouco tempo, na mesma cor, no mesmo ton, um cinza/chumbo metalizado, com linha em negro. Acho até que já usei uma vez, não lembro quando. Mas só isso!
Busquei na internet para sentir o que os leitores diziam a respeito. Carlos Rodrigo é um cidadão que escreve e também compartilha resenhas de livros na rede. Faz uma crítica ao livro e diz que é perda de tempo ler. Alguns de seus seguidores concordam com ele, os masculinos. Mas algumas femininas, poucas, acham "o máximo".
Até anotei o comentário de uma delas: " concordo com você pois, as pessoas só lê o 1º livro e fica falando do que não sabe. É melhor que leiam os outros e depois coloque sua opinião ai você não iram falar besteiras". Bem, não sei se uma pessoa que se diz leitora e comete tantos erros de pontuação, concordância verbal, nominal e acentuação gráfica pode ser levada em conta. Parece-me que seja apenas mais uma das que lê para ter o que dizer nas rodas de amigos. Outras leitoras escreveram que não gostaram, que só menciona sexo e que, como romance é muito fraco. Até dizem que se for transformado em filme tem que ser pornô, não dá para fazer um romance porque resultaria vazio.
Mas, voltando à nova amiga "do face", Gislaine, parabenizo pela apresentação de sua página inicial. Bem bolada, alegre, criativa. Postou sua foto pessoal em cinco belos tons coloridos. E, como sempre me diz a minha netinha Júlia: "Tive uma ideia". Escrevi esta crônica. E, do mesmo modo que dizem por aí: Amei!!!
Euclides Riquetti
03-06-2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Maravilhosa Noite Italiana de Luzerna com a Familia Paganini
Participamos, alegremente, da 16ª Noite Italiana de Luzerna, no Clube Vitória local, no sábado, 01 de junho. Saímos de casa sob intensa precipitação de chuva, chegamos com pouca antecedência ao horário marcado: 8 h 30 minutos. A abertura do evento aconteceu na hora prevista, o que denota respeito ao público. Primeiro o jantar, comida de excelência: Codornas recheadas, costelinhas de porco, polentas, saladas, canelones, inhoquis, anholinis do tamanho que minha mãe fazia quando era criança. Daqueles que apenas um enche a concha de uma colher. Tudo muito delicioso.
Dois barris de vinho ao lado do palco, Niágara exalando o odor gostoso da uva; e bordeaux. Vinhos coloniais servidos à vontade. Os amigos Diesel e Martendal com seu time servindo, e as pessoas buscando-o, moderadamente. A Associazone Triveneta de Luzerna organiza um jantar espetacular. Comida quentíssima, combinada com bom vinho e a amável atenção dos promotores, a fórmula de trazer de volta o público nos anos seguintes. Tenho frequentado muitos eventos no Vitória, sempre bem organizados. É um clube espaçoso, que cumpre com as normas de segurança. É possível, mesmo chegando em cima da hora, encontrar local para estacionar a no máximo três minutos de caminhada, nas ruas que circundam o local.
Além de tudo isso, que já é esperado, muito boa música. Foi-nos a oportunidade de rever o conjunto Musical "Família Paganini", de Arroio Trinta, a Capital Catarinense da Cultura Italiana. Aliás, quem não conhece Arroio Trinta, deveria fazê-lo. Distante menos de meia hora de carro de Treze Tílias, uma cidade aprazível que tem vários equipamentos públicos e culturais com as características da colônia italiana. Lá se respira em italiano.
Conheço a Familia Paganini desde o início de 2007, quando recebi os dois jovens irmãos, o Cristiano e o Giovani, que tinham voltado da Europa, onde foram aprofundar-se na arte da música e da gastronomia. Um em Londres e o outro em cidades da Itália. A irmã, Aline, foi para a Áustria. Os três filhos espalhados no mundo, ajudando a construir o sonho do pai, Ulisses, músico bem conhecido aqui no meio do Estado: queria torná-los músicos. E conseguiu. Na época, trouxeram-me seu notbook com uns clipes de seus shows e me conquistaram. Nós os contratamos para um das edições da Festa do Colono, dia muito frio, lá em Ouro. Vieram, fizeram tudo muito certinho, com muita seridade, profissionalismo e elevado padrão artístico. O conhecimento de línguas por todos eles possibilita a interpretação fiel de canções internacionalizadas. Cristiano com seu italiano, Giovani com o inglês e a Aline com o Alemão. Interpretam clássicos e modernos nas três línguas.
Tão logo vi o Cristiano, no sábado, conversamos, passei-lhe uma anotação para uma homenagem após à meia-noite e passamos a presenciar as apresentações de números de danças pelas crianças, muito bem ensaiadas lá em Luzerna. Aquelas crianças bonitas já incorporam o espírito da dança como se já o tivessem ainda antes de nascer. Muita harmonia, beleza, singeleza nos números apresentados.
Depois, antecedendo o baile, um show com os Paganini. A Aline, maravilhosa, interprtando uma canção. O Giovani, com o piano no meio do salão, executando uma música maravilhosa. As intervenções do Cristiano, a interação com o público e o "Velho Ulisses" no controle, com seus teclados. Som maravilhoso, interpretaram "Aleluia", "Con te partirò" e outras belas canções, que nos emocionaram. Como evoluíram esses músicos! Agenda sempre cheia, muitos shows e bailes pelo Brasil. Três CDs no mercado, muito prestígio. Conhecem música, foram estudar, mantiveram a simpatia caracterpisticas dos Paganini, gente bonita, afável, inteligente, talentosa. É o terceiro evento que participo com a presença deles em seis anos e posso asseverar que estão cada vez melhor. O talento deles é indiscutível, vão fazer muito sucesso, ainda! Não precisam de badalação, já conquistaram seu espaço no mercado, à sua maneira. Ganhamos muito com isso!
No mais, parabenizar ao pessoal de Luzerna que, há 16 anos, vem se superando em sua capacidade de receber-nos bem!
Parabéns, Associazone Triveneta di Luzerna!
Euclides Riquetti
03/06/2013.
Dois barris de vinho ao lado do palco, Niágara exalando o odor gostoso da uva; e bordeaux. Vinhos coloniais servidos à vontade. Os amigos Diesel e Martendal com seu time servindo, e as pessoas buscando-o, moderadamente. A Associazone Triveneta de Luzerna organiza um jantar espetacular. Comida quentíssima, combinada com bom vinho e a amável atenção dos promotores, a fórmula de trazer de volta o público nos anos seguintes. Tenho frequentado muitos eventos no Vitória, sempre bem organizados. É um clube espaçoso, que cumpre com as normas de segurança. É possível, mesmo chegando em cima da hora, encontrar local para estacionar a no máximo três minutos de caminhada, nas ruas que circundam o local.
Além de tudo isso, que já é esperado, muito boa música. Foi-nos a oportunidade de rever o conjunto Musical "Família Paganini", de Arroio Trinta, a Capital Catarinense da Cultura Italiana. Aliás, quem não conhece Arroio Trinta, deveria fazê-lo. Distante menos de meia hora de carro de Treze Tílias, uma cidade aprazível que tem vários equipamentos públicos e culturais com as características da colônia italiana. Lá se respira em italiano.
Conheço a Familia Paganini desde o início de 2007, quando recebi os dois jovens irmãos, o Cristiano e o Giovani, que tinham voltado da Europa, onde foram aprofundar-se na arte da música e da gastronomia. Um em Londres e o outro em cidades da Itália. A irmã, Aline, foi para a Áustria. Os três filhos espalhados no mundo, ajudando a construir o sonho do pai, Ulisses, músico bem conhecido aqui no meio do Estado: queria torná-los músicos. E conseguiu. Na época, trouxeram-me seu notbook com uns clipes de seus shows e me conquistaram. Nós os contratamos para um das edições da Festa do Colono, dia muito frio, lá em Ouro. Vieram, fizeram tudo muito certinho, com muita seridade, profissionalismo e elevado padrão artístico. O conhecimento de línguas por todos eles possibilita a interpretação fiel de canções internacionalizadas. Cristiano com seu italiano, Giovani com o inglês e a Aline com o Alemão. Interpretam clássicos e modernos nas três línguas.
Tão logo vi o Cristiano, no sábado, conversamos, passei-lhe uma anotação para uma homenagem após à meia-noite e passamos a presenciar as apresentações de números de danças pelas crianças, muito bem ensaiadas lá em Luzerna. Aquelas crianças bonitas já incorporam o espírito da dança como se já o tivessem ainda antes de nascer. Muita harmonia, beleza, singeleza nos números apresentados.
Depois, antecedendo o baile, um show com os Paganini. A Aline, maravilhosa, interprtando uma canção. O Giovani, com o piano no meio do salão, executando uma música maravilhosa. As intervenções do Cristiano, a interação com o público e o "Velho Ulisses" no controle, com seus teclados. Som maravilhoso, interpretaram "Aleluia", "Con te partirò" e outras belas canções, que nos emocionaram. Como evoluíram esses músicos! Agenda sempre cheia, muitos shows e bailes pelo Brasil. Três CDs no mercado, muito prestígio. Conhecem música, foram estudar, mantiveram a simpatia caracterpisticas dos Paganini, gente bonita, afável, inteligente, talentosa. É o terceiro evento que participo com a presença deles em seis anos e posso asseverar que estão cada vez melhor. O talento deles é indiscutível, vão fazer muito sucesso, ainda! Não precisam de badalação, já conquistaram seu espaço no mercado, à sua maneira. Ganhamos muito com isso!
No mais, parabenizar ao pessoal de Luzerna que, há 16 anos, vem se superando em sua capacidade de receber-nos bem!
Parabéns, Associazone Triveneta di Luzerna!
Euclides Riquetti
03/06/2013.
domingo, 2 de junho de 2013
Vai, Cafu!
O Cafu era meu vizinho quando nossas meninas tinham apenas um ano de idade. Era pedreiro, trabalhava aqui e ali, em Ouro. Morava num anexo a um açougue desativado, do Benjamim Mioqueloto, há uns 8 metros de minha casa. Pois o Cafu tinha duas paixões: Uma menina e um menino, e um time de futebol: O Inter, de Porto Alegre.
Tinha bandeira do Inter, camisa vermelha do Inter, fotografias tiradas no Baira-Rio com os jogadores do Inter. Seu compadre, Dr. Vicente o levou lá para conhecer o estádio e os jogadores, e ele tirou fotos com o Capitão Figuerôa, Falcão, Batista, Caçapava e Escurinho, todos craques daquele timão que fora campeão gaúcho numa grande sequência de vezes, e ainda brasileiro. Numa das fotos tinha o Marcelo, um menino magrelinho, cabelos claros, filho do nosso médico. Até hoje esse menino, que agora já é bem adulto, posta fotos do Clube Gaúcho de seu coração na internet.
O Dr. Vicente tinha um Fordeco. Um Fordeco, na década de 1970, inspirava charme e saudosismo. Equivalia a, hoje, ter um fusquinha daquele modelo que fabricaram até 1969, com aqueles parachoques cromados, que na hora de lavar davam mais mão-de-obra do que os que fizeram a partir de 1970. Gostava de desfilar com os filhos pelas ruas calçadas com paralelepípedos de Capinzal e Ouro. E, quando o Inter ganhava um campeonato, e ganhava muitos, comemoravam andando com o F-29.
Mas, como não me propus a escrever sobre fuscas e sim sobre o Cafu, devo dizer que ele herdou o apelido graças ao de um ponteiro-direito muito veloz que jogava no Fluminense. Como ele trainava na mesma posição no Arabutã, o pessoal lá da Baixada Rubra, na antiga Siap, assim o apelidou. E, por uma acomodação da linguagem, uma corruptela da palavra, acabou se tornando o Cafu. "Cafú", pronunciado assim, mas sem acento, que a regra gramatical não permite.
O Cafu recebia muitas visitas em sua moradia acanhada. Mas a esposa dele dava um jeito de tratar todos muito bem. Dona Eva resolvia tudo, até fazia o chimarrão. E o Cafu, na boa, sentava numa das cadeiras de palha, daquelas que o Fongaro produzia lá no Alto Algre, e acomodava o visitante. E, visita bem tratada, volta sempre. Quando chovia, era visita na certa, pois pedreiro que se preza não trabalha em dia de chuva, ainda mais se tem risco de asma. E outra coisa que não falta na caixa de ferramentas é o radio de pilhas. Motorrádio, de preferência, com 4 pilhas médias. Pega de tudo. Até canarinhos, pombas, arapongas...
Acomodado o visitante, a segunda parte era a mostra do álbum de fotografias. Virava cuidadosamente cada página, mostrava, explicava. Pois tinha até uma foto do Fordeco do Dr. Vicente, uma relíquea, com bancos bonitos, lustrinho, rodas com raios cromados, até buzina tinha... E muitas dos jogadores do Inter.
E, quando seu time perdia, abaixava a cabeça e ficava emburrado. Pegava um martelo e coitado do prego que aparcesse na frente: era pancada em cima de pancada. A cerca da mangueira do açougue era o equipamento certo para suportar sua ira.
Num em dia que foi fazer uma consulta, com o Dr. Vicente, é claro, me aparece em casa com uma caixa de papelão comprida. Eu não perguntei nada, pois cada um de nós cuidava de sua própria vida. No vidro de uma das janelas, colava santinhos do candidato adversário do meu nas eleições, provocava. Mas eu não entrava na dele... Nossa amizade era uma coisa, a política era outra. E ele era do Inter e eu do Vasco...Eles tinham o Falcão e nós tínhamos o Roberto Dinamite, que ainda não virara espoleta.
No outro dia, quando volto da Escola onde lecionava, uma big de uma antena sobre o telhado. Pensei: "O Cafu comprou um televisor. Legal, agora a Eva vai ver novelas e as crianças vão ver o Balão Mágico. E ele o futebol".
Na primeira oportunidade, entabulei conversa: "TV nova, Cafu?"
"Não! É uma antena de FM. Não é de TV. Comprei um rádio FM e vou escutar a Transoeste FM, de Joaçaba. A antena é pro rádio!"
Argumentei porque ele não comprou uma geladeira, então, que ainda não tinha. (Eu devia ter ficado quieto e não me metido na vida dele...)
E ele respondeu-me: "A minha já tá chegando. Mais uma semana e você vai ver quanto frio vai fazer a partir de junho. Quem precisa de geladeira com um frio desses que vem aí?!"
Esse era o Cafu! Andei assuntando e me parece que se abriga ali pelas bandas de Herval d ´Oeste. Ainda não obtive o endereço, mas vou encontrá-lo uma hora dessas. Quero ver aquele álbum com aquelas valiosas fotos dos maiores craques que o Inter já teve. E rever o Cafu e, de repente, reencontar suas crianças, que já devem estar bem grandes!
Euclides Riquetti
02-06-2013
Tinha bandeira do Inter, camisa vermelha do Inter, fotografias tiradas no Baira-Rio com os jogadores do Inter. Seu compadre, Dr. Vicente o levou lá para conhecer o estádio e os jogadores, e ele tirou fotos com o Capitão Figuerôa, Falcão, Batista, Caçapava e Escurinho, todos craques daquele timão que fora campeão gaúcho numa grande sequência de vezes, e ainda brasileiro. Numa das fotos tinha o Marcelo, um menino magrelinho, cabelos claros, filho do nosso médico. Até hoje esse menino, que agora já é bem adulto, posta fotos do Clube Gaúcho de seu coração na internet.
O Dr. Vicente tinha um Fordeco. Um Fordeco, na década de 1970, inspirava charme e saudosismo. Equivalia a, hoje, ter um fusquinha daquele modelo que fabricaram até 1969, com aqueles parachoques cromados, que na hora de lavar davam mais mão-de-obra do que os que fizeram a partir de 1970. Gostava de desfilar com os filhos pelas ruas calçadas com paralelepípedos de Capinzal e Ouro. E, quando o Inter ganhava um campeonato, e ganhava muitos, comemoravam andando com o F-29.
Mas, como não me propus a escrever sobre fuscas e sim sobre o Cafu, devo dizer que ele herdou o apelido graças ao de um ponteiro-direito muito veloz que jogava no Fluminense. Como ele trainava na mesma posição no Arabutã, o pessoal lá da Baixada Rubra, na antiga Siap, assim o apelidou. E, por uma acomodação da linguagem, uma corruptela da palavra, acabou se tornando o Cafu. "Cafú", pronunciado assim, mas sem acento, que a regra gramatical não permite.
O Cafu recebia muitas visitas em sua moradia acanhada. Mas a esposa dele dava um jeito de tratar todos muito bem. Dona Eva resolvia tudo, até fazia o chimarrão. E o Cafu, na boa, sentava numa das cadeiras de palha, daquelas que o Fongaro produzia lá no Alto Algre, e acomodava o visitante. E, visita bem tratada, volta sempre. Quando chovia, era visita na certa, pois pedreiro que se preza não trabalha em dia de chuva, ainda mais se tem risco de asma. E outra coisa que não falta na caixa de ferramentas é o radio de pilhas. Motorrádio, de preferência, com 4 pilhas médias. Pega de tudo. Até canarinhos, pombas, arapongas...
Acomodado o visitante, a segunda parte era a mostra do álbum de fotografias. Virava cuidadosamente cada página, mostrava, explicava. Pois tinha até uma foto do Fordeco do Dr. Vicente, uma relíquea, com bancos bonitos, lustrinho, rodas com raios cromados, até buzina tinha... E muitas dos jogadores do Inter.
E, quando seu time perdia, abaixava a cabeça e ficava emburrado. Pegava um martelo e coitado do prego que aparcesse na frente: era pancada em cima de pancada. A cerca da mangueira do açougue era o equipamento certo para suportar sua ira.
Num em dia que foi fazer uma consulta, com o Dr. Vicente, é claro, me aparece em casa com uma caixa de papelão comprida. Eu não perguntei nada, pois cada um de nós cuidava de sua própria vida. No vidro de uma das janelas, colava santinhos do candidato adversário do meu nas eleições, provocava. Mas eu não entrava na dele... Nossa amizade era uma coisa, a política era outra. E ele era do Inter e eu do Vasco...Eles tinham o Falcão e nós tínhamos o Roberto Dinamite, que ainda não virara espoleta.
No outro dia, quando volto da Escola onde lecionava, uma big de uma antena sobre o telhado. Pensei: "O Cafu comprou um televisor. Legal, agora a Eva vai ver novelas e as crianças vão ver o Balão Mágico. E ele o futebol".
Na primeira oportunidade, entabulei conversa: "TV nova, Cafu?"
"Não! É uma antena de FM. Não é de TV. Comprei um rádio FM e vou escutar a Transoeste FM, de Joaçaba. A antena é pro rádio!"
Argumentei porque ele não comprou uma geladeira, então, que ainda não tinha. (Eu devia ter ficado quieto e não me metido na vida dele...)
E ele respondeu-me: "A minha já tá chegando. Mais uma semana e você vai ver quanto frio vai fazer a partir de junho. Quem precisa de geladeira com um frio desses que vem aí?!"
Esse era o Cafu! Andei assuntando e me parece que se abriga ali pelas bandas de Herval d ´Oeste. Ainda não obtive o endereço, mas vou encontrá-lo uma hora dessas. Quero ver aquele álbum com aquelas valiosas fotos dos maiores craques que o Inter já teve. E rever o Cafu e, de repente, reencontar suas crianças, que já devem estar bem grandes!
Euclides Riquetti
02-06-2013
sábado, 1 de junho de 2013
Conversa séria com a Juju!
Numa manhã desta semana, tive uma incumbência que me dá muito prazer: levar a netinha Júlia à sua Escola, o Girassol. Localiza-se onde antigamente funcionava o Colégio Cristo Rei, num lugar privilegiado, com uma bela vista para a cidade de Joaçaba. No trajeto, vai-me contando seus causos e eu a estimulo a me contá-los. Criança que conta causos e é estimulada, terá facilidades para escrever, sempre.
Primeiro, na rótula próxima aos Pegoraro, logo depois da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, estava preocupada com a jaqueta do uniforme, que estava na mochila. Estava levando-a para o caso de esfriar, e não queria perdê-la porque "é nova". Já tem noção de que é preciso cuidar de suas coisas, apenas com 3 anos e 1 mês. Queria certificar-se de que estava dentro de sua mochilinha rosa.
Depois, me vem com essa: "Vovô, sabe que não dá pra fazer trancinha no teu cabelo?" - Pergunto-lhe por que motivo, e ela: "É que o vovô não tem cabelo!..."
Até tu, ó Júlia, imaginei! Ri... E ela abriu aquele sorrisinho esperto, bonito, jogou o cabelo para o lado com a mão, e continuou a entabular conversa, falando que ia encontrar seus amiguinhos, que gosta da sua profe e da outra profe também. E emendou: "O vovô Adão tem cabelo preto. Mas não dá pra fazer trança nele também, porque é curto"... Fiquei sem comentários.
E, mais adiante: "A mami Line é bem maluquinha!"
Pergunto por que a mãe dela seria maluquinha, e ela:
" É que ela não dirige certo. Ela não sabe por a ré no carro dela!"
"E você, sabe?", pergunto.
"Sei, meu pai me ensinou! É assim, ó... E mostrava-me os movimentos, graciosamente, com a mão direita, de como faria para por uma marcha à ré no carro do pai dela. E, como se fosse uma adulta, ia pondo opinião em tudo:
"Não sei porque tem tanto carro parado ali do lado da rua. Olha quantos, vovô! Tem preto, branco, vermelho, e aquele ali", apontou com o dedinho. Falei-lhe que aquele era um carro prata, igual àquele carro que o vovô tinha antes, que vendeu. Ela lembrava, tem uma bela memória. E contava: " um, dois, três"...., até dez.
Depois, à tarde, já em casa, quando todos pensavam que ia comer e descansar, vem com essa:
"Vovó, nós não vamos mexer nas flores lá do jardim?"
E lá vai a vovó fazer a parte dela, que a minha eu já fiz no dia.
Euclides Riquetti
01-06-2013
Primeiro, na rótula próxima aos Pegoraro, logo depois da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, estava preocupada com a jaqueta do uniforme, que estava na mochila. Estava levando-a para o caso de esfriar, e não queria perdê-la porque "é nova". Já tem noção de que é preciso cuidar de suas coisas, apenas com 3 anos e 1 mês. Queria certificar-se de que estava dentro de sua mochilinha rosa.
Depois, me vem com essa: "Vovô, sabe que não dá pra fazer trancinha no teu cabelo?" - Pergunto-lhe por que motivo, e ela: "É que o vovô não tem cabelo!..."
Até tu, ó Júlia, imaginei! Ri... E ela abriu aquele sorrisinho esperto, bonito, jogou o cabelo para o lado com a mão, e continuou a entabular conversa, falando que ia encontrar seus amiguinhos, que gosta da sua profe e da outra profe também. E emendou: "O vovô Adão tem cabelo preto. Mas não dá pra fazer trança nele também, porque é curto"... Fiquei sem comentários.
E, mais adiante: "A mami Line é bem maluquinha!"
Pergunto por que a mãe dela seria maluquinha, e ela:
" É que ela não dirige certo. Ela não sabe por a ré no carro dela!"
"E você, sabe?", pergunto.
"Sei, meu pai me ensinou! É assim, ó... E mostrava-me os movimentos, graciosamente, com a mão direita, de como faria para por uma marcha à ré no carro do pai dela. E, como se fosse uma adulta, ia pondo opinião em tudo:
"Não sei porque tem tanto carro parado ali do lado da rua. Olha quantos, vovô! Tem preto, branco, vermelho, e aquele ali", apontou com o dedinho. Falei-lhe que aquele era um carro prata, igual àquele carro que o vovô tinha antes, que vendeu. Ela lembrava, tem uma bela memória. E contava: " um, dois, três"...., até dez.
Depois, à tarde, já em casa, quando todos pensavam que ia comer e descansar, vem com essa:
"Vovó, nós não vamos mexer nas flores lá do jardim?"
E lá vai a vovó fazer a parte dela, que a minha eu já fiz no dia.
Euclides Riquetti
01-06-2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
O amor que faz sofrer...
É difícil entender
Quem parece não me querer
Mas, de repente, diz que me quer.
Ah, mulher!...
É difícil perceber
Se ela finge não saber
Se sabe e não quer dizer
Ou se é coisa de mulher...
Mas há algo que me mexe
É uma coisa que me desce
Pelo corpo todo, todo
E me deixa tão feliz...
É algo que transpira
É algo que me inspira
Que me alenta e dá consolo
Como a bela Flor-de-Liz.
Pelos caminhos da vida
De chegada e despedida
Em cada lágrima caída
Só quero entender você.
Pelas verdades e mentiras
Pelas almas ressentidas
Nos aclives desta vida
Sou como o sol que lhe vê.
Como a águia vou voando
Enquanto os anos vão passando
Mais uma primavera chegando
Logo, logo, vamos ter outro verão.
E você a me provocar
Fazendo de novo balançar
Minha alma profanar
E maltratar meu coração.
Pois o amor nunca passa
É o sentimento que vem e laça
É a flecha que me fere e mata
Que me faz feliz, mas me faz morrer
Por qurer
Por sofrer
Sofrer por você!
Euclides Riquetti
(Num outono do passado).
Quem parece não me querer
Mas, de repente, diz que me quer.
Ah, mulher!...
É difícil perceber
Se ela finge não saber
Se sabe e não quer dizer
Ou se é coisa de mulher...
Mas há algo que me mexe
É uma coisa que me desce
Pelo corpo todo, todo
E me deixa tão feliz...
É algo que transpira
É algo que me inspira
Que me alenta e dá consolo
Como a bela Flor-de-Liz.
Pelos caminhos da vida
De chegada e despedida
Em cada lágrima caída
Só quero entender você.
Pelas verdades e mentiras
Pelas almas ressentidas
Nos aclives desta vida
Sou como o sol que lhe vê.
Como a águia vou voando
Enquanto os anos vão passando
Mais uma primavera chegando
Logo, logo, vamos ter outro verão.
E você a me provocar
Fazendo de novo balançar
Minha alma profanar
E maltratar meu coração.
Pois o amor nunca passa
É o sentimento que vem e laça
É a flecha que me fere e mata
Que me faz feliz, mas me faz morrer
Por qurer
Por sofrer
Sofrer por você!
Euclides Riquetti
(Num outono do passado).
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Diário de uma manhã bagunçada
Quando era adolescente eu ia cobrar contas para meu patrão, o tio Arlindo Baretta. E me diziam alguns: "Devo, não nego! mas também não pago! Vou pagar quando puder!" - E tempo ia passando a conta ia ficando vlha, não negavam, mas também não pagavam. Nos últimos 15 dias a situação me tem acontecido inversamente. Devo, quero pagar, não consigo, pois não querem receber! Até dizem que eu não devo!
Sabe aquele dia que você sai de casa para fazer algo que tem em mente e algumas coisas acontecem que quase o tiram do sério? Sim, acontecem-nos, dá para administrar, mas há algumas que... custa-me acreditar que possam acontecer. Mas acontecem!
Ontem pela manhã saí para pagar um carnet. Feito isso, fui fazer algo que venho tentando há duas semanas: tentando pagar minha conta do telefone, internet e Tv de assinatura. Não recebi a fatura, fui três vezes às lotéricas aqui de Joaçaba já, e nada consta como devedor no sistema integrado deles. Mas, como sou "da marca velha", nas três vezes insisti, mas não houve como pagar.
Na segunda vez, há uma semana, nada deu certo. Fui à loja da Operadora e a funcionária atendeu-me muito bem. Então, ligamos de lá mesmo, para a Central da Operadora Oi. Disse Oi! pra eles, me responderam com um Oi! bem amável e disseram que eu havia mudado meu plano, por isso não recebi a fatura, iria receber em outro dia, também me perguntaram se recebi um chip de celular. Disse-lhes que não, que não quero chip, que estou bem de celular, de Tv a cabo, de internet (agora, que arrumaram), etc, etc., que não autorizei a mudar plano nenhum. Então, deram-me um número de protocolo e a gentil woman me prometeu que em 72 horas eu receberia a fatura "real" de meus débitos, coisa e tal. E poderia pagar, sem juros, sem multas. Também iriam reverter meu plano para o anterior, queriam saber que plano eu tinha! Vou lá saber o nome do Plano que eu tinha, vivem mudando o nome de tudo!!!
Pois não é que passadas já umas três vezes as tais de 72 horas e nada?! Voltei à lotérica, ontem pela manhã, entraram no sistema pelo número do fone, de novo, e nada constando em débito. Fui , de novo, ao escritório de atendimento Oi!, aqui em Joaçaba, conversei novamente com a amável jovem, que lembrava bem do meu caso. Então, ela ligou de lá mesmo para um telefone da Operadora, da qual é funcionária, e passou-me o fone: Expliquei, expliquei, expliquei e adivinhem o que a atendente me disse: "VÁ Á LOJA DA OI DE SUA CIDADE E PEÇA PARA ELES TE IMPRIMIREM UMA NOVA FATURA!" Coisa de louco! Louco e pirado, né? Estava na loja deles, falei com eles no fone, disse onde estava e me mandam ir para a loja deles. Ir como, se já estava lá? Dá para acreditar?!
Não perdi a calma, afinal agora tenho tempo para cuidar bem de minhas coisas, de meus interesses. Expliquei tudo de novo, então a moça da Oi do outro lado da linha, (não a da loja), me propôs que me passaria o número de quatro sequências numéricas e o valor e com isso eu conseguiria pagar num terminal de banco 24 horas. Não conseguiria numa lotéria. Copiei os 48 dígitos que ela me ditou, mais os hífenes, deu-me o valor.
Achei que o valor stava abaixo do que costume gastar, falei que minha conta deveria dar pelo menos o dobro do valor que ela me informou. Mais uma sequência de explicações por parte dela, justificativas. Desisti de escutar, desliguei.
Consegui pagar a "conta parcial", mas não entendi nada. E pensar que têm ligado em casa dizendo que não paguei no vencimento, mas também não conseguem dizer-me quanto devo pagar e nem como fazer para isso, não me mandam a fatura. E me mandam esprar mais 72 horas, que a estas alturas são são mais d 350 passadas. Será que alguém está louco? Eu, ou eles? Seria a idade que faz isso com os semi-idosos? Mlhor achar engraçado do que ficar nervoso, arrumar uma doença.
Ri muito, lá. Ri porque havia mais trê pessoas lá com as faturas bem mais bagunçadas do que a minha. E acho que nem você entendeu direito o que eu escrevi. Nem queira! Descanse sua cabeça no feriado. Mas, quando me encontrar, na rua, cumprimente-me dizendo: "Olá?! Não fale Oi!, pelo amor de Deus! Pelo menos por umas 72 horas...
Euclides Riquetti
30-05-2013
Sabe aquele dia que você sai de casa para fazer algo que tem em mente e algumas coisas acontecem que quase o tiram do sério? Sim, acontecem-nos, dá para administrar, mas há algumas que... custa-me acreditar que possam acontecer. Mas acontecem!
Ontem pela manhã saí para pagar um carnet. Feito isso, fui fazer algo que venho tentando há duas semanas: tentando pagar minha conta do telefone, internet e Tv de assinatura. Não recebi a fatura, fui três vezes às lotéricas aqui de Joaçaba já, e nada consta como devedor no sistema integrado deles. Mas, como sou "da marca velha", nas três vezes insisti, mas não houve como pagar.
Na segunda vez, há uma semana, nada deu certo. Fui à loja da Operadora e a funcionária atendeu-me muito bem. Então, ligamos de lá mesmo, para a Central da Operadora Oi. Disse Oi! pra eles, me responderam com um Oi! bem amável e disseram que eu havia mudado meu plano, por isso não recebi a fatura, iria receber em outro dia, também me perguntaram se recebi um chip de celular. Disse-lhes que não, que não quero chip, que estou bem de celular, de Tv a cabo, de internet (agora, que arrumaram), etc, etc., que não autorizei a mudar plano nenhum. Então, deram-me um número de protocolo e a gentil woman me prometeu que em 72 horas eu receberia a fatura "real" de meus débitos, coisa e tal. E poderia pagar, sem juros, sem multas. Também iriam reverter meu plano para o anterior, queriam saber que plano eu tinha! Vou lá saber o nome do Plano que eu tinha, vivem mudando o nome de tudo!!!
Pois não é que passadas já umas três vezes as tais de 72 horas e nada?! Voltei à lotérica, ontem pela manhã, entraram no sistema pelo número do fone, de novo, e nada constando em débito. Fui , de novo, ao escritório de atendimento Oi!, aqui em Joaçaba, conversei novamente com a amável jovem, que lembrava bem do meu caso. Então, ela ligou de lá mesmo para um telefone da Operadora, da qual é funcionária, e passou-me o fone: Expliquei, expliquei, expliquei e adivinhem o que a atendente me disse: "VÁ Á LOJA DA OI DE SUA CIDADE E PEÇA PARA ELES TE IMPRIMIREM UMA NOVA FATURA!" Coisa de louco! Louco e pirado, né? Estava na loja deles, falei com eles no fone, disse onde estava e me mandam ir para a loja deles. Ir como, se já estava lá? Dá para acreditar?!
Não perdi a calma, afinal agora tenho tempo para cuidar bem de minhas coisas, de meus interesses. Expliquei tudo de novo, então a moça da Oi do outro lado da linha, (não a da loja), me propôs que me passaria o número de quatro sequências numéricas e o valor e com isso eu conseguiria pagar num terminal de banco 24 horas. Não conseguiria numa lotéria. Copiei os 48 dígitos que ela me ditou, mais os hífenes, deu-me o valor.
Achei que o valor stava abaixo do que costume gastar, falei que minha conta deveria dar pelo menos o dobro do valor que ela me informou. Mais uma sequência de explicações por parte dela, justificativas. Desisti de escutar, desliguei.
Consegui pagar a "conta parcial", mas não entendi nada. E pensar que têm ligado em casa dizendo que não paguei no vencimento, mas também não conseguem dizer-me quanto devo pagar e nem como fazer para isso, não me mandam a fatura. E me mandam esprar mais 72 horas, que a estas alturas são são mais d 350 passadas. Será que alguém está louco? Eu, ou eles? Seria a idade que faz isso com os semi-idosos? Mlhor achar engraçado do que ficar nervoso, arrumar uma doença.
Ri muito, lá. Ri porque havia mais trê pessoas lá com as faturas bem mais bagunçadas do que a minha. E acho que nem você entendeu direito o que eu escrevi. Nem queira! Descanse sua cabeça no feriado. Mas, quando me encontrar, na rua, cumprimente-me dizendo: "Olá?! Não fale Oi!, pelo amor de Deus! Pelo menos por umas 72 horas...
Euclides Riquetti
30-05-2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Reafirmando a falta de cultura de participação (em Joaçaba).
Sabe aquele papo de dois amiguinhos que se encontram na rua e um diz ao outro: "Ontem, um monte de diversão e hoje nada?!"
Pois bem, vivemos algo parecido com isso em Joaçaba neste início de semana. Acho que o pessoal da chapa branca não conversou entre eles. E, no caso, muito bem se aplica o termo: "Eu não sabia de nada!"
Na segunda-feira, 27, à tarde, Reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional da SDR de Joaçaba, em Ibicaré, que requer a presença de Prefeitos, Presidentes de Câmaras, Conselheiros Representantes da Sociedade Civil e todo o staff de gerenciamento dos negócios da Secretaria Regional.
Até aí, tudo bem, era à tarde, não coincidia com os eventos da noite, embora o mesmo perfil de público também estava convocado para a Audiência Pública da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, para às 19 horas, na sala de sessões da Câmara de Veradores de Joaçaba. Durante o dia, nenhum site e nem a principal emissora local mencionaram que isso iria acontecer. E, no mesmo horário, Abertura da Conferência Nacional das Cidades, no âmbito local, no Auditório Afonso Dresh, na UNOESC-JBA.
Fiz aquela ginástica, pois não queria perder nenhum dos eventos, que considero os mais importantes para os interesses da população de Joaçaba e da microrregião da AMMOC. Apresentei-me às 18,45 na AP da Alesc, assinei a Lista de Presenças (fui o primeiro) e fiquei ali por meia hora. Quem deveria dar o exemplo não estava lá na hora. Nem depois! Vi o pessoal do Ouro, de Herval d ´Oeste, Treze Tílias e alguns amigos de outras cidades ( o menor número, seguramente de Joaçaba). Estes estavam na Conferência das Cidades.
Fui para lá, agora é meu chão, precisava participar. Cerca de 140 pessoas presentes na abertura, onde destaco a fala da professora Doutora Eliane Fillipin e do ex-Ministro do Planejamento, Alexis Stephanenko, que agora reside aqui em Joaçaba. Deram-nos uma aula sobre visão de Planejamento. Quero registrar que encantei-me também com o discurso do Sr. Euro Balvedi, Secretário Municipal de Planejamento, o qual nos relatou sobre a História de Joaçaba e o porquê de vivermos o caos da mobilidade.
Às 21, voltei para a votação das propostas de prioridades regionais e a AP já havia acabado. Mas fiquei muito feliz com as escolhas, não podia ser melhor: 1) Implantação do Contorno Viário para Joaçaba, Luzerna e Herval d ´Oeste; 2) Regionalização e Ampliação do Aeroporto de Joaçaba; 3) Construção do Contorno Viário de Ouro e Capinzal. Este já tem projeto executivo e licenciamento ambiental. Foi aprovado numa audiência pública com mais de 600 pessoas em Ouro, no ano passado. O de Joaçaba, reivindicado há mais de duas décadas, anda não tem projeto. Depois que escrevi em minha coluna no Cidadela sobre isso começaram a falar em contratar uma empresa para fazer o projeto, aqui.
E, na terça, 28, o dia todo na Conferência das Cidades. Se na noite de abertura havia 140 participntes, dificilmente ontem se verificou, num mesmo momento, a presença de mais de 80. Graças à presença de professores e acadêmicos. E, com 60 delegados habilitados, as votações que iniciaram com 36 deles presentes, acabou com apenas 31, isso porque uma das articuladoras pedia, a toda a hora, que não fossem embora. E, ao todo, 44 pessoas entre delgados, técnicos e ouvinte ali presentes ao final. É pouco! Muito pouco... Nem vou falar da diminuta representação política porque aí vão dizer que sou apenas mais um que critica. Mas que dá vontade, dá! Mais uma vez pude constatar a vergonhosa falta da "cultura de participação" em Joaçaba. Acho que na abertura foram lá pela curiosidad em ver o Stephanenko...
Euclides Riquetti
29-05-2013
Pois bem, vivemos algo parecido com isso em Joaçaba neste início de semana. Acho que o pessoal da chapa branca não conversou entre eles. E, no caso, muito bem se aplica o termo: "Eu não sabia de nada!"
Na segunda-feira, 27, à tarde, Reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional da SDR de Joaçaba, em Ibicaré, que requer a presença de Prefeitos, Presidentes de Câmaras, Conselheiros Representantes da Sociedade Civil e todo o staff de gerenciamento dos negócios da Secretaria Regional.
Até aí, tudo bem, era à tarde, não coincidia com os eventos da noite, embora o mesmo perfil de público também estava convocado para a Audiência Pública da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, para às 19 horas, na sala de sessões da Câmara de Veradores de Joaçaba. Durante o dia, nenhum site e nem a principal emissora local mencionaram que isso iria acontecer. E, no mesmo horário, Abertura da Conferência Nacional das Cidades, no âmbito local, no Auditório Afonso Dresh, na UNOESC-JBA.
Fiz aquela ginástica, pois não queria perder nenhum dos eventos, que considero os mais importantes para os interesses da população de Joaçaba e da microrregião da AMMOC. Apresentei-me às 18,45 na AP da Alesc, assinei a Lista de Presenças (fui o primeiro) e fiquei ali por meia hora. Quem deveria dar o exemplo não estava lá na hora. Nem depois! Vi o pessoal do Ouro, de Herval d ´Oeste, Treze Tílias e alguns amigos de outras cidades ( o menor número, seguramente de Joaçaba). Estes estavam na Conferência das Cidades.
Fui para lá, agora é meu chão, precisava participar. Cerca de 140 pessoas presentes na abertura, onde destaco a fala da professora Doutora Eliane Fillipin e do ex-Ministro do Planejamento, Alexis Stephanenko, que agora reside aqui em Joaçaba. Deram-nos uma aula sobre visão de Planejamento. Quero registrar que encantei-me também com o discurso do Sr. Euro Balvedi, Secretário Municipal de Planejamento, o qual nos relatou sobre a História de Joaçaba e o porquê de vivermos o caos da mobilidade.
Às 21, voltei para a votação das propostas de prioridades regionais e a AP já havia acabado. Mas fiquei muito feliz com as escolhas, não podia ser melhor: 1) Implantação do Contorno Viário para Joaçaba, Luzerna e Herval d ´Oeste; 2) Regionalização e Ampliação do Aeroporto de Joaçaba; 3) Construção do Contorno Viário de Ouro e Capinzal. Este já tem projeto executivo e licenciamento ambiental. Foi aprovado numa audiência pública com mais de 600 pessoas em Ouro, no ano passado. O de Joaçaba, reivindicado há mais de duas décadas, anda não tem projeto. Depois que escrevi em minha coluna no Cidadela sobre isso começaram a falar em contratar uma empresa para fazer o projeto, aqui.
E, na terça, 28, o dia todo na Conferência das Cidades. Se na noite de abertura havia 140 participntes, dificilmente ontem se verificou, num mesmo momento, a presença de mais de 80. Graças à presença de professores e acadêmicos. E, com 60 delegados habilitados, as votações que iniciaram com 36 deles presentes, acabou com apenas 31, isso porque uma das articuladoras pedia, a toda a hora, que não fossem embora. E, ao todo, 44 pessoas entre delgados, técnicos e ouvinte ali presentes ao final. É pouco! Muito pouco... Nem vou falar da diminuta representação política porque aí vão dizer que sou apenas mais um que critica. Mas que dá vontade, dá! Mais uma vez pude constatar a vergonhosa falta da "cultura de participação" em Joaçaba. Acho que na abertura foram lá pela curiosidad em ver o Stephanenko...
Euclides Riquetti
29-05-2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
Você não disse pra onde ia
Você não disse pra onde ia
Não deixou bilhete ou endereço
Foi embora, foi naquele dia
Que de tão triste nunca mais me esqueço
Mesmo quando em meu cansaço - eu adormeço!
Você saiu de minha vida assim, fortuitamente
Se escondeu
Se anulou
Se rebelou...
E eu fiquei aqui, perdidamente
De repente!
Você descobriu um meio de ferrar comigo
Porque não fui correto com você
Você julgou que eu fosse um mau menino
Mas eu só fui um bobo e sem querer
Acabei por me perder!
E eu que pensei
Que você me quisesse, que me amasse
Mas você não entendeu o jogo que eu bolei.
Joguei errado e fui penalizado
Ganhei apenas a sua raiva e me ferrei
Porém seu coração no meu ... guardei!
Os anos no futuro é que dirão
Qual de nós estava com razão!
Euclides Riquetti
(Sem data, muito antiga)
Não deixou bilhete ou endereço
Foi embora, foi naquele dia
Que de tão triste nunca mais me esqueço
Mesmo quando em meu cansaço - eu adormeço!
Você saiu de minha vida assim, fortuitamente
Se escondeu
Se anulou
Se rebelou...
E eu fiquei aqui, perdidamente
De repente!
Você descobriu um meio de ferrar comigo
Porque não fui correto com você
Você julgou que eu fosse um mau menino
Mas eu só fui um bobo e sem querer
Acabei por me perder!
E eu que pensei
Que você me quisesse, que me amasse
Mas você não entendeu o jogo que eu bolei.
Joguei errado e fui penalizado
Ganhei apenas a sua raiva e me ferrei
Porém seu coração no meu ... guardei!
Os anos no futuro é que dirão
Qual de nós estava com razão!
Euclides Riquetti
(Sem data, muito antiga)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O Amilcar na área, de novo!
Na semana, li uma postagem do amigo Shirlon Pizzamiglio em que ele escreveu: "Que atire a primeira pedra quem nunca perdeu o celular em casa e ligou do telefone fixo para achar". Lembrei-me de quantas vezes isso já aconteceu comigo. ( E com você também, né?) Faltar-me-iam dedos nas mãos e nos pés para poder fazer isso. E, quando perco a chave do carro, falo para a Dona Patroa: "Deviam inventar uma chave com um dispositivo que, quando eu telefonasse para o número dele, tocasse um bip e eu acharia a bicha onde quer que estivesse". É, mas enquanto não inventam, o negócio é cuidar bem da chave, ter um lugar certo para ela: Você pode guardar no encosto do sofá e se ela cair entre este e o assento você enfia a mão e tira. Também em cima da geladeira, na prateleirinha do DVD, ao lado do computador, na gaveta da cristaleira, em qualquer outra gaveta, mas sempre no mesmo lugar. Ou comprar um daqueles penduradores e fixar num lugar fácil de pegar. Mas claro que você deve ter o seu lugarzinho predileto aí em sua casa ou apê.
Pois não é que no sábado, após a concorrida Feijoada da Apae e o jogo do Joaçaba Futsal com o Saudades ( de quem nunca quererei ter saudades depois do placar inverso de 1x3), me toca o telefone celular: Adivinhe quem? - o Amílcar, de novo, ora! Disse-me que estava com saudades e eu respondi-lhe que, mesmo sendo saudosista, estava com o "Saudades" atravessado na garganta, que ganhou do Joaçaba Futsal aqui em nossa casa, que lá no jogo encontrei o Senna Thomazoni e a Luciane, tinham vindo apoiar o Leo, filho deles, que aqui joga. Então, saudades, hoje, "neca"!
"E aí, mano, como tem passado?", perguntei-lhe, com aquela perguntinha tão simplória que todo mundo faz para parecer educado quando inicia uma conversa! E veio de lá:
"Olha, Riquetto, tô bem hoje, só que com um gosto runho na boca. Parece que fiquei chupando um cabo de guarda-chuva a tarde toda onte.". Tive que rir já de saída, o amigo continua o mesmo, com seu jeitão e linguagem que é só dele. Indaguei-lhe se vinha bebendo, se não escovara os dentes, o que tinha acontecido que ficara com o gosto ruim na boca.
E ele: "Ma non é que foi por isso mesmo que fiquei com boca amara?! Tomei só um traguinho daquela maledeta e, pra não dar na vista, fui escovar os dente. Ma, tchó, peguei a escova e apertei bem o tubo de pasta e comecei a fazer a escovaçón, daquele jeito que o palestrante ensinô quando ia na aula, e que que descubro: em veiz de apertá o tubo de pasta de dente, apertei o do creme de fazer a barba e nem vi. Quando me dei conta que aquele era um gosto parecido c´o do sabonete, quasi que vomitei. Fiquei assim a tarde inteira, com nojo. Decerto que até amanhã fica tudo bem de novo"! E tu, Riquetto, que que anda fazendo?"
Respondi-lhe que no sábado fui a uma feijoada, aqui em Joaçaba e que no domingo tive o costelão na comunidade, que gosto muito disso.
"Costelón é do que que eu mais gosto. É de lambuzá os bigode que nem tenho. Por aqui são mais de churrasco campero", com tempero com gosto de charque. Mas tendo carne, desce tudo!
Nesta o papo com ele não foi muito longo porque eu tive que ir atender a um compromisso, não sem antes dizer-lhe que também já usei creme de barbear em vez de dentrifício, pois sou muito distraído. E que, muitas e muitas vezes, já adocei café com sal, temperei salada com açúcar. Tenho um irmão que, quando pequeno, tomou "Q Boa" pensando que era água, pois a mãe botara numa xícara para levar ao tanque. E eu "tomei o remédio da vaca", lá no Leãzonho, quando era pequeno, e nem morri. E, como diz o Shirlon, que atire a primeira pedra o leitor que já não passou por algo parecido também.
Euclides Riquetti
27-05-2013
Pois não é que no sábado, após a concorrida Feijoada da Apae e o jogo do Joaçaba Futsal com o Saudades ( de quem nunca quererei ter saudades depois do placar inverso de 1x3), me toca o telefone celular: Adivinhe quem? - o Amílcar, de novo, ora! Disse-me que estava com saudades e eu respondi-lhe que, mesmo sendo saudosista, estava com o "Saudades" atravessado na garganta, que ganhou do Joaçaba Futsal aqui em nossa casa, que lá no jogo encontrei o Senna Thomazoni e a Luciane, tinham vindo apoiar o Leo, filho deles, que aqui joga. Então, saudades, hoje, "neca"!
"E aí, mano, como tem passado?", perguntei-lhe, com aquela perguntinha tão simplória que todo mundo faz para parecer educado quando inicia uma conversa! E veio de lá:
"Olha, Riquetto, tô bem hoje, só que com um gosto runho na boca. Parece que fiquei chupando um cabo de guarda-chuva a tarde toda onte.". Tive que rir já de saída, o amigo continua o mesmo, com seu jeitão e linguagem que é só dele. Indaguei-lhe se vinha bebendo, se não escovara os dentes, o que tinha acontecido que ficara com o gosto ruim na boca.
E ele: "Ma non é que foi por isso mesmo que fiquei com boca amara?! Tomei só um traguinho daquela maledeta e, pra não dar na vista, fui escovar os dente. Ma, tchó, peguei a escova e apertei bem o tubo de pasta e comecei a fazer a escovaçón, daquele jeito que o palestrante ensinô quando ia na aula, e que que descubro: em veiz de apertá o tubo de pasta de dente, apertei o do creme de fazer a barba e nem vi. Quando me dei conta que aquele era um gosto parecido c´o do sabonete, quasi que vomitei. Fiquei assim a tarde inteira, com nojo. Decerto que até amanhã fica tudo bem de novo"! E tu, Riquetto, que que anda fazendo?"
Respondi-lhe que no sábado fui a uma feijoada, aqui em Joaçaba e que no domingo tive o costelão na comunidade, que gosto muito disso.
"Costelón é do que que eu mais gosto. É de lambuzá os bigode que nem tenho. Por aqui são mais de churrasco campero", com tempero com gosto de charque. Mas tendo carne, desce tudo!
Nesta o papo com ele não foi muito longo porque eu tive que ir atender a um compromisso, não sem antes dizer-lhe que também já usei creme de barbear em vez de dentrifício, pois sou muito distraído. E que, muitas e muitas vezes, já adocei café com sal, temperei salada com açúcar. Tenho um irmão que, quando pequeno, tomou "Q Boa" pensando que era água, pois a mãe botara numa xícara para levar ao tanque. E eu "tomei o remédio da vaca", lá no Leãzonho, quando era pequeno, e nem morri. E, como diz o Shirlon, que atire a primeira pedra o leitor que já não passou por algo parecido também.
Euclides Riquetti
27-05-2013
domingo, 26 de maio de 2013
Reencontrando Amigos na Feijoada da Apae de Joaçaba
Participamos, ontem, da Segunda Feijoada da Apae de Joaçaba. O evento foi realizado no Restaurante do Clube 10 de Maio, próximo ao Campus II da UNOESC. As feijoadas estão-se tornando eventos sofisticados em que cada detalhe é planejado e criam-se ambientes ideais para que o adeptos sintam-se bem no local. Além da saborosa feijoada, com todos os seus componentes e acompanhamentos, o evento, a exemplo do que aconteceu no ano anterior, contou com a animação de um grupo de sambistas que nos deu o devido ritmo. Nossa Apae, localizada aqui pertinho de casa, merece nossos parabéns pelo nível de organização e articulação. As mesas com os arranjos e toda a arte decorativa produzidos pelos seus funcionários, voluntárias e os próprios alunos. Tudo harmonicamente disposto. Arte com a peculiar sensibilidade, produzida por mãos dadivosas e caridosas.
Mais do que ali estar para saborear as delícias preparadas pelo Mestre Juca Parizotto, nosso conterrâneo e primeiro-vizinho, é o prazer imedível de poder reencontrar amigos já antigos, alguns ex-alunos, e os que tenho feito ao longo do tempo e, principalmente, nos últimos cinco anos de residência nesta nova cidade. Fiquei feliz em rever o Sr. Aristides Tieppo, grande líder da Comunidade de Santa Lúcia - Ouro, e seus familiares. O Gilmar Bonamigo e a Eliane, sua esposa, filha da professora Nair (Baretta) Bazzo, gente lá da Linha Bonita, que estão sempre à frente dos principais eventos culturais e sociais de Joaçaba também estavam lá trabalhando pela causa Apae. É um casal dos mais dedicados à organização do Carnaval de Joaçaba, um dos melhores do país. Aliás, é normal ver-se pessoas de nossas cidades atuando, efetivamente, nos lugares onde vão morar. Também revimos o Luiz Eusébio Maliska, advogado aqui em Joaçaba, e sua gentil esposa; e as professoras aposentadas Vivina e Luíza Gobbi, a bela arquiteta Roseanne Baretta, o Bolinha Pereira, animador cultural, ainda o jovem Vereador de Herval D´oeste Patrick Justi e diversos políticos.
Fiquei também muito feliz em reencontrar meus amigos de Letras, o locutor e apresentador Jaime Teles, autor do Hino a Frei Bruno, grande poeta e declamador, e o Davi Froza (Davi J.F. do Vale Amado), escritor que passou a maior parte da vida em São Paulo e agora está em Herval d ´Oeste. O amigo Froza é autor do livro/poema "Pelados Versus Peludos - Uma batalha ainda não vencida", onde externa, com emoção e grande habilidade literária, nossa epopeica Guerra do Contestado. É uma pessoa extraordinária e tem um nível de conhecimentos e inteligência acima da média. Somos coloegas colunistas do Jornal Cidadela, aqui de Joaçaba.
Mas o que me comove é ver o belo trabalho que é desenvolvido pelos apaeanos, capitaneados pelo presidente Carlos Brustolin, um do amigos que fiz em minha nova cidade. Muita gente bonita, caprichosa, recebendo-nos bem e tratando a todos com muita elegância. A feijoada tende a se tornar o evento gastronômico mais esperado aqui de Joaçaba. E, daqui a pouco, o Costelão da Capela Santa Luzia. Mr. Torres, também conhecido como "Torresmo na Área", disse-me que vai ser "o costelão"!
Agora, parabenizar todos os envolvidos e aguardar a Noite Italiana de Capinzal, no dia 13 de julho, da qual deveremos participar. Lá também temos gente muito atuante em nossa Apae!
Euclides Riquetti
26-05-2013
Mais do que ali estar para saborear as delícias preparadas pelo Mestre Juca Parizotto, nosso conterrâneo e primeiro-vizinho, é o prazer imedível de poder reencontrar amigos já antigos, alguns ex-alunos, e os que tenho feito ao longo do tempo e, principalmente, nos últimos cinco anos de residência nesta nova cidade. Fiquei feliz em rever o Sr. Aristides Tieppo, grande líder da Comunidade de Santa Lúcia - Ouro, e seus familiares. O Gilmar Bonamigo e a Eliane, sua esposa, filha da professora Nair (Baretta) Bazzo, gente lá da Linha Bonita, que estão sempre à frente dos principais eventos culturais e sociais de Joaçaba também estavam lá trabalhando pela causa Apae. É um casal dos mais dedicados à organização do Carnaval de Joaçaba, um dos melhores do país. Aliás, é normal ver-se pessoas de nossas cidades atuando, efetivamente, nos lugares onde vão morar. Também revimos o Luiz Eusébio Maliska, advogado aqui em Joaçaba, e sua gentil esposa; e as professoras aposentadas Vivina e Luíza Gobbi, a bela arquiteta Roseanne Baretta, o Bolinha Pereira, animador cultural, ainda o jovem Vereador de Herval D´oeste Patrick Justi e diversos políticos.
Fiquei também muito feliz em reencontrar meus amigos de Letras, o locutor e apresentador Jaime Teles, autor do Hino a Frei Bruno, grande poeta e declamador, e o Davi Froza (Davi J.F. do Vale Amado), escritor que passou a maior parte da vida em São Paulo e agora está em Herval d ´Oeste. O amigo Froza é autor do livro/poema "Pelados Versus Peludos - Uma batalha ainda não vencida", onde externa, com emoção e grande habilidade literária, nossa epopeica Guerra do Contestado. É uma pessoa extraordinária e tem um nível de conhecimentos e inteligência acima da média. Somos coloegas colunistas do Jornal Cidadela, aqui de Joaçaba.
Mas o que me comove é ver o belo trabalho que é desenvolvido pelos apaeanos, capitaneados pelo presidente Carlos Brustolin, um do amigos que fiz em minha nova cidade. Muita gente bonita, caprichosa, recebendo-nos bem e tratando a todos com muita elegância. A feijoada tende a se tornar o evento gastronômico mais esperado aqui de Joaçaba. E, daqui a pouco, o Costelão da Capela Santa Luzia. Mr. Torres, também conhecido como "Torresmo na Área", disse-me que vai ser "o costelão"!
Agora, parabenizar todos os envolvidos e aguardar a Noite Italiana de Capinzal, no dia 13 de julho, da qual deveremos participar. Lá também temos gente muito atuante em nossa Apae!
Euclides Riquetti
26-05-2013
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