Dezembro chegou, enfim
Chegou com os raios de sol
Ou com as chuvas molhando os trigais
Com perfumes nos campos florais
Chegou dezembro, enfim
O dezembro das tardes... e das manhãs de sol.
Dezembro chegou com ares de dezembro mesmo
Dezembro chegou porque era sua vez
Depois de novembro.
Dezembro veio para cobrir tua pele de verniz!
Chegou o dezembro tão esperado
O dezembro de Natal, do velhinho de vermelho
Do velhinho bom e animado
Que traz presentes pras crianças.
A chegada de dezembro suscita lembranças!
Doces e ternas lembranças
Da infância
Que todo mundo diz
Foi muito feliz!
Dezembro é o mês em que a cidade reluz
Para esperar...
O Menino Jesus!
(E eu espero você...)
Euclides Riquetti
01-12-2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Contemplas, com teu olhos brilhantes, as rosas
Contemplas, com teus olhos brilhantes, as rosas
As que adornam o jardim de tua casa
Plantaste-as com tuas mãos carinhosas
E as regaste com a água abençoada.
Tens o dedo verde e mágico que escolhe as mudas
Põe-nas na terra, apõe-lhes as adubações.
E cuidas para não deixá-las desnudas
Transfere a elas desmedidas paixões...
Plantas as roseiras espinhosas
Que te darão as mais belas das flores
As rainhas dos jardins, esplendorosas.
Plantando-as dá-lhes o tempo de espera
Para que possam nos brindar com belas cores
Que vêm para enfeitar a primavera!
Euclides Riquetti
30-11-2013
As que adornam o jardim de tua casa
Plantaste-as com tuas mãos carinhosas
E as regaste com a água abençoada.
Tens o dedo verde e mágico que escolhe as mudas
Põe-nas na terra, apõe-lhes as adubações.
E cuidas para não deixá-las desnudas
Transfere a elas desmedidas paixões...
Plantas as roseiras espinhosas
Que te darão as mais belas das flores
As rainhas dos jardins, esplendorosas.
Plantando-as dá-lhes o tempo de espera
Para que possam nos brindar com belas cores
Que vêm para enfeitar a primavera!
Euclides Riquetti
30-11-2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Olhos nos olhos (quero divagar contigo...)
Olhos nos olhos, peito no peito
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!
Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!
Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.
E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!
Euclides Riquetti
29-11-2013
Lábios nos lábios, coração com coração
Quero-te amar assim, desse nosso jeito
Quero-te querer com amor e paixão!
Quero divagar junto contigo
Viajar no tempo e te encontrar no espaço
Quero chorar no teu ombro amigo
E percorrer os caminhos que eu mesmo traço!
Quero-te beijar nas noites estreladas
Dar-te carinhos quando anoitece
E afagar teu corpo nas tardes nubladas.
E quando perceberes o quanto eu te amo
E notares que também pra ti o amor acontece
Guardarei os versos com que há muito te chamo!
Euclides Riquetti
29-11-2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Para os olhos teus!
Teu caminho deveria ser uma estrada
Pavimentada
Não com paralelepípedos, nem asfaltada
Mas apenas uma estrada
Muito bem calçada!
(Não apenas pedras na estrada)
Teu caminho deveria ser
Uma estrada que conduz
Que leva ao infinito no amanhecer
E que me seduz
Até o entardecer
Com seu trilho de luz.
Teu caminho é o que me leva até os teus olhos verdes
Onde mato minha sede.
É o caminho que devemos trilhar
Sem os dias no calendário
E que, no final, um sacrário
Está a nos esperar
Para perdoar
Nossos pecados.
Apenas tu e eu
E os poemas meus
Que fiz... para os olhos teus!
Euclides Riquetti
27-11-2013
Pavimentada
Não com paralelepípedos, nem asfaltada
Mas apenas uma estrada
Muito bem calçada!
(Não apenas pedras na estrada)
Teu caminho deveria ser
Uma estrada que conduz
Que leva ao infinito no amanhecer
E que me seduz
Até o entardecer
Com seu trilho de luz.
Teu caminho é o que me leva até os teus olhos verdes
Onde mato minha sede.
É o caminho que devemos trilhar
Sem os dias no calendário
E que, no final, um sacrário
Está a nos esperar
Para perdoar
Nossos pecados.
Apenas tu e eu
E os poemas meus
Que fiz... para os olhos teus!
Euclides Riquetti
27-11-2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Zé Dirceu deverá trabalhar no Hotel St Peter
O Hotel Saint Peter virou notícia nesta terça-feira no Brasil. Sua administração contratou, no dia 22 de novembro, o político José Dirceu para trabalhar no mesmo. Dirceu está preso em regime semiaberto na Capital da República, Brasília, por conta do "caso mensalão", em que foi condenado depois de processo que correu no STF. Carteira assinada, vai receber R$ 20.000,00 mensais, dinheiro que será utilizado para o sustento da família do apenado e o restante para ressarcir custos públicos. Dirceu apresentou neste dia 26 o pedido de autorização para trabalhar à Vara de Execuções Penais, anexando contrato de trabalho a carteira de trabalhador já assinada.
A notícia fez minha mente voltar ao ano de 2002, quando o Município de Ouro, através do Prefeito Durigon, recebeu o Prêmio Mário Covas de Município/Prefeito Empreendedor. Eu mesmo redigi e apresentei ao SEBRAE o "case" que denominamos "Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável", em que relatamos as ações empreendedoras que vinham acontecendo naquele Município.
Na oportunidade, conheci a Dra. Zilda Arns, à época indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelas suas ações em favor da Pastoral da Criança, criando a multimistura. Trocamos cartões com número de telefone convencional, endereço e celular. Nossa conterrânea catarinense ficou muito contente em que uma cidade pequena estava lá a receber a honraria.
Eu e o Ademir Pedro Belotto, da Rádio Capinzal, acompanhávamos o Prefeito e ficamos hospedados num apartamento executivo do Hotel Saint Peter, que hoje cobra R$ 550,00 pela diária, incluindo o café da manhã, para um triplo. Lembro que as torneiras dos banheiros eram douradas, parecendo banhadas de ouro. Granitos e vidros blindex pretos harmomizavam-se nos banheiros. A vista da janela dava para a Esplanada dos Ministérios.
Acostumado a satisfazer minha curiosidade previamente, tomei conhecimento do empreendimento. O proprietário era o Construtor e Deputado Sérgio Naia, o que fez o edifício "Palace II", que desabou no Rio de Janeiro, fazendo muitas vítimas. No momento do café da manhã no suntuoso restaurante, o Belotto mostrou-me: Veja aqueles dois ali, parecem conhecidos. E ele mesmo constatou: O Naia e o CR Almeida, o Cecílio Rego Almeida. Estavam conversando ao lado do buffet das frutas..
Aproximei-me, cumprimentei-os e em poucos minutos estávamos em papo firme. Cheguei a perguntar-lhe sobre os problemas dele com a Justiça por causa do Palace, elogiei o hotel. Ele era proprietário também do Saint Paul, ao lado do Saint Peter. Lembro que, adiante, a Justiça tirou-lhe o Saint Paul para indenizar vítimas do Palace II. Comportam cerca de 800 hóspedes cada um. Lembro-me que o CR Almeida tinha cabelo como o do Walmor Chagas e o Sérgio Naia vestia um terno de um verde acinzentado de fino tecido, tudo muito bem combinado com camisa e gravata em tons próximos e mocassin marrom.
Agora, 11 anos depois, se você for a Brasília, certamente que naquele mesmo restaurante do Saint Peter vai encontrar o Zé Dirceu. É um dos hotéis onde os políticos costumam hospedar-se... Também, com aquelas torneiras...
Euclides Riquetti
27-11-2013
A notícia fez minha mente voltar ao ano de 2002, quando o Município de Ouro, através do Prefeito Durigon, recebeu o Prêmio Mário Covas de Município/Prefeito Empreendedor. Eu mesmo redigi e apresentei ao SEBRAE o "case" que denominamos "Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável", em que relatamos as ações empreendedoras que vinham acontecendo naquele Município.
Na oportunidade, conheci a Dra. Zilda Arns, à época indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelas suas ações em favor da Pastoral da Criança, criando a multimistura. Trocamos cartões com número de telefone convencional, endereço e celular. Nossa conterrânea catarinense ficou muito contente em que uma cidade pequena estava lá a receber a honraria.
Eu e o Ademir Pedro Belotto, da Rádio Capinzal, acompanhávamos o Prefeito e ficamos hospedados num apartamento executivo do Hotel Saint Peter, que hoje cobra R$ 550,00 pela diária, incluindo o café da manhã, para um triplo. Lembro que as torneiras dos banheiros eram douradas, parecendo banhadas de ouro. Granitos e vidros blindex pretos harmomizavam-se nos banheiros. A vista da janela dava para a Esplanada dos Ministérios.
Acostumado a satisfazer minha curiosidade previamente, tomei conhecimento do empreendimento. O proprietário era o Construtor e Deputado Sérgio Naia, o que fez o edifício "Palace II", que desabou no Rio de Janeiro, fazendo muitas vítimas. No momento do café da manhã no suntuoso restaurante, o Belotto mostrou-me: Veja aqueles dois ali, parecem conhecidos. E ele mesmo constatou: O Naia e o CR Almeida, o Cecílio Rego Almeida. Estavam conversando ao lado do buffet das frutas..
Aproximei-me, cumprimentei-os e em poucos minutos estávamos em papo firme. Cheguei a perguntar-lhe sobre os problemas dele com a Justiça por causa do Palace, elogiei o hotel. Ele era proprietário também do Saint Paul, ao lado do Saint Peter. Lembro que, adiante, a Justiça tirou-lhe o Saint Paul para indenizar vítimas do Palace II. Comportam cerca de 800 hóspedes cada um. Lembro-me que o CR Almeida tinha cabelo como o do Walmor Chagas e o Sérgio Naia vestia um terno de um verde acinzentado de fino tecido, tudo muito bem combinado com camisa e gravata em tons próximos e mocassin marrom.
Agora, 11 anos depois, se você for a Brasília, certamente que naquele mesmo restaurante do Saint Peter vai encontrar o Zé Dirceu. É um dos hotéis onde os políticos costumam hospedar-se... Também, com aquelas torneiras...
Euclides Riquetti
27-11-2013
Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher
No domingo, pela manhã, fomos ao Hospital Santa Terezinha, aqui em Joaçaba, na tentativa de rever um amigo que está muito doente, mas o horário era impróprio para visitas. Ali no setor de espera, uma senhora chegava para ver o marido, em fase terminal. Ia lá fazer seu papel de cristã, apoiar o homem que a maltratara muito durante sua vida. Veio de outra cidade para ficar com ele, cuidar dele, ajudá-lo em, quiçá, seus últimos dias de vida.
Sessenta e um anos, cabelos brancos, belos olhos azuis e, no rosto, as marcas, não do tempo, mas do sofrimento. Relatava que apanhou muito dele, que ele saía de casa, ia atrás de outras mulheres mais novas, que fez e desfez. E, agora, estava ela lá a cuidar do pai de seus filhos, do avô de seus netos. E dizia: "Perdoar, a gente perdoa, mas não equece! Ele me fez sofrer muita dor e muita humilhação. Agora, as vadias com que ele andava, não aparecem para ajudar!"
E eu me lembrei de que uma vez, há mais de vinte anos, veio uma jovem senhora bater à minha janela, com hematomas no rosto, chorando muito, e que queria que eu lhe conseguisse uma casa para morar. Eu tinha o Poder na mão, tinha uma casa de que um mutuário abrira mão, iria mudar de cidade, e passamos a casa para ela, mora nela até hoje. Pois ela enviuvou não faz muitos anos, separou-se lá atrás mas, quando ele foi acometido de grave doença, recolheu-o sob seu teto e cuidou dele. E me dizia: "Ele me bateu, me fez sofrer, mas é pai de meus filhos, avô de meus netos, tenho pena dele, vou cuidar dele." E o fez até seus últimos momentos de vida...
Perdoar ou não perdoar?
Ao meu ver, isso fica à conta dos sentimentos, dos ressentimentos e da raiva que cada mulher sente em relação a quem a expôs, agrediu e fez sofrer. A Lei Maria da Penha está aí, desde 2006, à disposição das que forem agredidas. A luta da biofarmacêutica que nasceu no Ceará, em 1945, e que desde 1983 vive numa cadeira de rodas e que sofreu duas tentativas de assassinato pelo próprio marido, não pode ficar em segundo plano. E não pode ser apenas "mais uma lei" brasileira. Precisa ser respeitada.
Nesta data, além de comemorarmos do Dia de Santa Catarina de Alexandria, a Padroeira dos Catarinenses, também comemoramos o "Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher". E verificamos que Santa Catarina ocupa o 25º lugar dentre os 27 estados brasileiros no quesito. Isso significa que não estamos num nível que possa nos orgulhar, pois o ideal é que não houvesse registros de violência contra a mulher. Mas estamos entre os que mais as respeitam. Somos um Estado em que a Padroeira é uma mulher, uma mártir. Que nossa Santa Catarina de Alexandria proteja todas as mulheres!
Euclides Riquetti
25 de novembro de 2013
"Dia Internacional do Combate
à Violência Contra a Mulher"
Sessenta e um anos, cabelos brancos, belos olhos azuis e, no rosto, as marcas, não do tempo, mas do sofrimento. Relatava que apanhou muito dele, que ele saía de casa, ia atrás de outras mulheres mais novas, que fez e desfez. E, agora, estava ela lá a cuidar do pai de seus filhos, do avô de seus netos. E dizia: "Perdoar, a gente perdoa, mas não equece! Ele me fez sofrer muita dor e muita humilhação. Agora, as vadias com que ele andava, não aparecem para ajudar!"
E eu me lembrei de que uma vez, há mais de vinte anos, veio uma jovem senhora bater à minha janela, com hematomas no rosto, chorando muito, e que queria que eu lhe conseguisse uma casa para morar. Eu tinha o Poder na mão, tinha uma casa de que um mutuário abrira mão, iria mudar de cidade, e passamos a casa para ela, mora nela até hoje. Pois ela enviuvou não faz muitos anos, separou-se lá atrás mas, quando ele foi acometido de grave doença, recolheu-o sob seu teto e cuidou dele. E me dizia: "Ele me bateu, me fez sofrer, mas é pai de meus filhos, avô de meus netos, tenho pena dele, vou cuidar dele." E o fez até seus últimos momentos de vida...
Perdoar ou não perdoar?
Ao meu ver, isso fica à conta dos sentimentos, dos ressentimentos e da raiva que cada mulher sente em relação a quem a expôs, agrediu e fez sofrer. A Lei Maria da Penha está aí, desde 2006, à disposição das que forem agredidas. A luta da biofarmacêutica que nasceu no Ceará, em 1945, e que desde 1983 vive numa cadeira de rodas e que sofreu duas tentativas de assassinato pelo próprio marido, não pode ficar em segundo plano. E não pode ser apenas "mais uma lei" brasileira. Precisa ser respeitada.
Nesta data, além de comemorarmos do Dia de Santa Catarina de Alexandria, a Padroeira dos Catarinenses, também comemoramos o "Dia Internacional do Combate à Violência Contra a Mulher". E verificamos que Santa Catarina ocupa o 25º lugar dentre os 27 estados brasileiros no quesito. Isso significa que não estamos num nível que possa nos orgulhar, pois o ideal é que não houvesse registros de violência contra a mulher. Mas estamos entre os que mais as respeitam. Somos um Estado em que a Padroeira é uma mulher, uma mártir. Que nossa Santa Catarina de Alexandria proteja todas as mulheres!
Euclides Riquetti
25 de novembro de 2013
"Dia Internacional do Combate
à Violência Contra a Mulher"
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Nascem as flores
Nascem as flores nos canteiros
Nos vasos, jardins e floreiros
Nascem nos campos as flores
De todos os matizes e cores.
Nasceram as flores em setembro
E continuam a nascer em novembro.
Nascem flores muito belas
Rosas brancas, vermelhas, amarelas
Nascem nos montes as flores
Vêm nos perfumar seus olores.
Nasceram em botões e se abriram
E meus olhos as contemplam (e admiram!).
E as flores em novembro nascidas
Ali estão, formosas e coloridas
A conquistar os transeuntes embasbacados
A conquistar meus olhos abrilhantados.
Ah, flores frágeis e esplendorosas
Mas também belas, singelas e viçosas.
Mas apenas flores
A povoar os vasos
Os jardins:
A encantar você
A encantar a mim!
Euclides Riquetti
25-11-2013
Nos vasos, jardins e floreiros
Nascem nos campos as flores
De todos os matizes e cores.
Nasceram as flores em setembro
E continuam a nascer em novembro.
Nascem flores muito belas
Rosas brancas, vermelhas, amarelas
Nascem nos montes as flores
Vêm nos perfumar seus olores.
Nasceram em botões e se abriram
E meus olhos as contemplam (e admiram!).
E as flores em novembro nascidas
Ali estão, formosas e coloridas
A conquistar os transeuntes embasbacados
A conquistar meus olhos abrilhantados.
Ah, flores frágeis e esplendorosas
Mas também belas, singelas e viçosas.
Mas apenas flores
A povoar os vasos
Os jardins:
A encantar você
A encantar a mim!
Euclides Riquetti
25-11-2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Marilda e Graciele (poema-canção)
Meninas que vejo sorrindo
Me deixam feliz e contente
Meninas de rosto tão lindo
Que bom tê-las perto da gente.
Meninas que prezo bastante
Meninas da alma inocente
Adoro seu tipo galante
Pureza e beleza presente.
Meninas, formosas meninas
Vocês são a inspiração
Os moços as acham queridas
E querem o seu coração.
Meninas do encanto e do sonho
Meninas, seu jeito me encanta
Meninas do rosto risonho
Meninas de alma de Santa.
Meninas da grande amizade
Vocês são a vida e a flor
Só querem a felicidade
Na forma mais pura do amor.
Meninas a grande vitória
É ser horizonte de luz
Não é a aparência ilusória
Que ao bom futuro conduz.
Por isso, queridas meninas
Dedico-lhes este poema
São versos alçados em rimas
Dos quais vocês duas são o tema.
Euclides Riquetti
29-03-95 - Composto durante
atividade em sala de aula para
a alunas Marilda e Graciele.
Me deixam feliz e contente
Meninas de rosto tão lindo
Que bom tê-las perto da gente.
Meninas que prezo bastante
Meninas da alma inocente
Adoro seu tipo galante
Pureza e beleza presente.
Meninas, formosas meninas
Vocês são a inspiração
Os moços as acham queridas
E querem o seu coração.
Meninas do encanto e do sonho
Meninas, seu jeito me encanta
Meninas do rosto risonho
Meninas de alma de Santa.
Meninas da grande amizade
Vocês são a vida e a flor
Só querem a felicidade
Na forma mais pura do amor.
Meninas a grande vitória
É ser horizonte de luz
Não é a aparência ilusória
Que ao bom futuro conduz.
Por isso, queridas meninas
Dedico-lhes este poema
São versos alçados em rimas
Dos quais vocês duas são o tema.
Euclides Riquetti
29-03-95 - Composto durante
atividade em sala de aula para
a alunas Marilda e Graciele.
sábado, 23 de novembro de 2013
Peixes estragados na rede: Angelina Jolie feia?
Mais do que ler as notícias nos portais, me atrai ler os comentários postados. Dizer que os pensamentos divergem seria apenas chover no molhado. Mas, na manhã de sexta, bem cedinho, abri o globo.com e lá estava a notícia de que a belíssima atiz Angelina Jolie estaria dirigindo uma produção "provavelmente sem calcinha e sutiã no set de filmagens". E daí?
Bem, os comentários eram diversos. Captei dois: um dizia que a imprensa deveria noticiar as coisas boas que a família Pitt faz em favor dos excluídos. Concoro plenamente com o comentarista. Outro, assinado por uma mulher, dizia mais ou menos assim: "Acho ela uma feia e não venham dizer que eu so uma recalcada". Então, cara sonhora, tu não deves ser recalcada. Deves ser invejosa!
A Senhora Pitt, com toda a elegância e beleza "não barbie"que Deus lhe deu, cobia-se com um vestido escuro, um preto ônix ou um marinho muito forte, opaco, à altura dos joelhos. Estava lá, na foto, dirigindo homens de terno cinza, em meio a filmagens. Só de ver uma mulher dirigindo filmes já dá uma baita inveja, né!!!??? Quantas não gostariam de ser como ela! (Pensem num Brad Pitt...)
Bem, democracia é assim mesmo. As pessoas têm o direito de dizer o que querem, até as bobagens que querem. E, lê, apenas quem quer. Mas têm coisas que a gente lê porque há algo nelas que nos atraem... Mais democrática que a redenet, só a praia! Na rede, é só escrever e postar. E os interleitores podem replicar, treplicar... Mas, na praia, ali sim a justiça social é exercitada.
Vejam, amigas leitoras e leitores: um corpo bem moldado e bronzeado, uns dentes bem cuidados, um cabelo solto e molhado, uma roupinha simples, biquini, maiô ou shortinho e camiseta e o suceso está garantido! Não precisa de muito salão de beleza, cremes, cabelão, óculos de griffe, nada! Não importa se comeu uma baita porção de camarão no Boka 's ou apenas uma espiga de milho de quatro reais. E, se a gatinha ou gatinho de sunga ou bermudão estiverem com um livro na mão, nem que seja uma "Sabrina", estão inserido no admirável mundo dos leitores.
Na semana, vi que uma senhora, provavelmente de minha idade, postava no face: "não leio, não gosto de ler, só gosto de jogar no computador". Ah, que decepção! Bem pior do que aquela que acha a Agelina Jolie uma mulher feia. Opinião é opinião. Aceita e lê quem quer!
Euclides Riquetti
Manhãzinha de sexta-feira
22/11/2013, véspera de completar 61 belos anos!
Bem, os comentários eram diversos. Captei dois: um dizia que a imprensa deveria noticiar as coisas boas que a família Pitt faz em favor dos excluídos. Concoro plenamente com o comentarista. Outro, assinado por uma mulher, dizia mais ou menos assim: "Acho ela uma feia e não venham dizer que eu so uma recalcada". Então, cara sonhora, tu não deves ser recalcada. Deves ser invejosa!
A Senhora Pitt, com toda a elegância e beleza "não barbie"que Deus lhe deu, cobia-se com um vestido escuro, um preto ônix ou um marinho muito forte, opaco, à altura dos joelhos. Estava lá, na foto, dirigindo homens de terno cinza, em meio a filmagens. Só de ver uma mulher dirigindo filmes já dá uma baita inveja, né!!!??? Quantas não gostariam de ser como ela! (Pensem num Brad Pitt...)
Bem, democracia é assim mesmo. As pessoas têm o direito de dizer o que querem, até as bobagens que querem. E, lê, apenas quem quer. Mas têm coisas que a gente lê porque há algo nelas que nos atraem... Mais democrática que a redenet, só a praia! Na rede, é só escrever e postar. E os interleitores podem replicar, treplicar... Mas, na praia, ali sim a justiça social é exercitada.
Vejam, amigas leitoras e leitores: um corpo bem moldado e bronzeado, uns dentes bem cuidados, um cabelo solto e molhado, uma roupinha simples, biquini, maiô ou shortinho e camiseta e o suceso está garantido! Não precisa de muito salão de beleza, cremes, cabelão, óculos de griffe, nada! Não importa se comeu uma baita porção de camarão no Boka 's ou apenas uma espiga de milho de quatro reais. E, se a gatinha ou gatinho de sunga ou bermudão estiverem com um livro na mão, nem que seja uma "Sabrina", estão inserido no admirável mundo dos leitores.
Na semana, vi que uma senhora, provavelmente de minha idade, postava no face: "não leio, não gosto de ler, só gosto de jogar no computador". Ah, que decepção! Bem pior do que aquela que acha a Agelina Jolie uma mulher feia. Opinião é opinião. Aceita e lê quem quer!
Euclides Riquetti
Manhãzinha de sexta-feira
22/11/2013, véspera de completar 61 belos anos!
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Enquanto chove
A chuva fina que cai
Refresca sua pele morena
Leva embora seus dilemas
E pelas valas se vai
A chuva fina que cai...
A chuva que molha seus cabelos
É a mesma que rega a planta
Enquanto que você canta
E atiça os meus desejos
Enquanto molha seus cabelos.
E enquanto chove
Olhe bem nos meus olhos
Pois há, ali, um recado pra você:
Olhe bem nos meus olhos
Enquanto chove.
Olhe bem e procure entender
Há uma mensagem sem igual
Guarde com carinho, meu bem
É pra você, meu bem-querer
É algo muito especial.
Então, enquanto chove
E a chuva refresca sua pele morena
E alisa suas franjas e melenas
Diga-me que também me deseja
Enquanto chove...
Euclides Riquetti
22-11-2013
Refresca sua pele morena
Leva embora seus dilemas
E pelas valas se vai
A chuva fina que cai...
A chuva que molha seus cabelos
É a mesma que rega a planta
Enquanto que você canta
E atiça os meus desejos
Enquanto molha seus cabelos.
E enquanto chove
Olhe bem nos meus olhos
Pois há, ali, um recado pra você:
Olhe bem nos meus olhos
Enquanto chove.
Olhe bem e procure entender
Há uma mensagem sem igual
Guarde com carinho, meu bem
É pra você, meu bem-querer
É algo muito especial.
Então, enquanto chove
E a chuva refresca sua pele morena
E alisa suas franjas e melenas
Diga-me que também me deseja
Enquanto chove...
Euclides Riquetti
22-11-2013
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O Tchule, o Urco, o Mário Ferro
No dia em que os brasileiros comemoram o Dia Nacional da Consciência Negra, minha mente se voltou para alguns amigos com quem convivi e que, ao partirem, me deixaram com muitas saudades. São pessoas que marcaram época em Capínzal e Ouro pela sua maneira de ser e posso até arriscar a classificá-los como figuras folclóricas: O José dos Anjos, conhecido como Tchule; Vivaldino dos Santos, o Urco; e Mário Borges da Rosa, o Ferro.
De comum com eles, em alguma época de minha vida vesti a camisa do nosso glorioso Arabutã FC. Os dois primeiros como jogadores e o último como um aficcionado pelo Rubro da Baixada.
Conheci o Tchule ainda na infância, tinha um irmão, o Jânio, que chamávamos de "Chefo". O pai deles chegou a aposentar-se como funcionário da Prefeitura de Ouro. O Tchule era uma figuraça. Quando ria, seus dentes brancos eram bem realçados em sua tez morena. Muito simpático, inteligente, habilidoso com os pés, no futebol, e com as mãos e braços no repicar das baquetas em sua bateria no tempo de "Os Fraudsom". Gostava muito de samba, era muito fera. Trabalhei com ele no Posto Texaco, ali no Ouro, da Família Dambrós. Éramos lavadores e lubrificadores de carros e caminhões. Trabalhávamos muito.
Jogava no Arabutã, era zagueiro central habilidoso, mas sabia jogar nas outras posições. Quando voltei de União da Vitória e fui morar em Zortéa ele apareceu por lá, no tempo em que estive fora havia jogado no Grêmio Lírio. Na mesma época, a notícia de que foi acometido por uma hepatite que, mal curada, levou-o para o mundo dos mortos. Até hoje guardo seu sorriso bonito e sua maneira educada de resolver as coisas. Uma vez emprestei-lhe minha jaqueta branca e ele me emprestou um de cor gelo, ainda quando lavávamos carros. Era a maneira que tínhamos para ir aos bailinhos...
Com o Urco, jogamos bola nos veteranos do Arabutã. Além de lateral esquerdo vigoroso, era um bom marcador. Às vezes atuava na zaga. Era também árbitro da Liga e trabalhava no Serviço de Inspeção Federal na Perdigão, junto com o Bisteca, o Cheiroso e o Kojak. Levou azar o amigo, pois foi acometido de Leucemia. Fez transplante de medula óssea em Santa Maria, RS, mas com o tempo a mesma voltou e ceifou-lhe a vida, deixando os filhos, que foram meus alunos na Escola Sílvio Santos.
O Mário Ferro foi uma das figuras mais folclóricas que conheci. Só usava camisa de vermnelho encarnado, do Arabutã. Na falta de uma, podia ser do Internacional. Trabalhou na conservação do Estádio do Arabutã, era muito caprichoso. Mesmo depois de sair de lá, defendia o clube e o patriomônio como se dele fossem. Aos domingos, ia a pé pela rua de asfalto, meio cambaleando, e chegava ao campo, ficava torcendo de pé, junto ao alambrado. Mesmo não estando perfeitamente sóbrio, sabia tudo o que se passava no gramado. Reclamava do juiz, lamentava as derrotas e invadia o campo após as vitórias.
Muitas vezes, no frio do inverno, de madrugada, batia lá em casa. Não queria nada, não entrava, só queria me comprimentar. E perguntava: "Ondé que tão as geminha? Tão durmindo? E a zoinho preto?" Eu ficava um bom tempo lá com ele e ele pegava seu chapéu de aba larga e ia embora. A vizinhança gostava dele, as crianças gostavam dele. De vez em quando filava uma prato de comida na Dona Ézide Miqueloto e depois de brincar com as crianças, a Caroline, a Michele, o Fabrício, o Maxuel, o Felipe, o Júnior, a Evelyn, a Aquidauana e o Thiago, se mandava. na rua, ia abanando pra todo mundo, conhecia todos e todos o conheciam. Gostava de ir ao sítio do Nízio Dal Pivo, no Pinheiro do Meio, onde era bem tratado e até ajudava a fazer cachaça no alambique. Viveu a maior parte de sua vida sozinho e, quando foi a Joinville ver uma filha, ficou por lá e morreu. Acho que perdeu seu habitat natural...
Três pessoas boas, simples, que muito marcaram a vida de muita gente. Que angariaram a simpatia nossa e das pessoas que os conheceram. Então, no Dia Nacional da Consciência Negra, quero homenageá-los, bem como a todos nossos irmãos afrodescendentes. Estejam com Deus, Tchule, Urco e Ferro!
Euclides Riquetti
21-11-2013
De comum com eles, em alguma época de minha vida vesti a camisa do nosso glorioso Arabutã FC. Os dois primeiros como jogadores e o último como um aficcionado pelo Rubro da Baixada.
Conheci o Tchule ainda na infância, tinha um irmão, o Jânio, que chamávamos de "Chefo". O pai deles chegou a aposentar-se como funcionário da Prefeitura de Ouro. O Tchule era uma figuraça. Quando ria, seus dentes brancos eram bem realçados em sua tez morena. Muito simpático, inteligente, habilidoso com os pés, no futebol, e com as mãos e braços no repicar das baquetas em sua bateria no tempo de "Os Fraudsom". Gostava muito de samba, era muito fera. Trabalhei com ele no Posto Texaco, ali no Ouro, da Família Dambrós. Éramos lavadores e lubrificadores de carros e caminhões. Trabalhávamos muito.
Jogava no Arabutã, era zagueiro central habilidoso, mas sabia jogar nas outras posições. Quando voltei de União da Vitória e fui morar em Zortéa ele apareceu por lá, no tempo em que estive fora havia jogado no Grêmio Lírio. Na mesma época, a notícia de que foi acometido por uma hepatite que, mal curada, levou-o para o mundo dos mortos. Até hoje guardo seu sorriso bonito e sua maneira educada de resolver as coisas. Uma vez emprestei-lhe minha jaqueta branca e ele me emprestou um de cor gelo, ainda quando lavávamos carros. Era a maneira que tínhamos para ir aos bailinhos...
Com o Urco, jogamos bola nos veteranos do Arabutã. Além de lateral esquerdo vigoroso, era um bom marcador. Às vezes atuava na zaga. Era também árbitro da Liga e trabalhava no Serviço de Inspeção Federal na Perdigão, junto com o Bisteca, o Cheiroso e o Kojak. Levou azar o amigo, pois foi acometido de Leucemia. Fez transplante de medula óssea em Santa Maria, RS, mas com o tempo a mesma voltou e ceifou-lhe a vida, deixando os filhos, que foram meus alunos na Escola Sílvio Santos.
O Mário Ferro foi uma das figuras mais folclóricas que conheci. Só usava camisa de vermnelho encarnado, do Arabutã. Na falta de uma, podia ser do Internacional. Trabalhou na conservação do Estádio do Arabutã, era muito caprichoso. Mesmo depois de sair de lá, defendia o clube e o patriomônio como se dele fossem. Aos domingos, ia a pé pela rua de asfalto, meio cambaleando, e chegava ao campo, ficava torcendo de pé, junto ao alambrado. Mesmo não estando perfeitamente sóbrio, sabia tudo o que se passava no gramado. Reclamava do juiz, lamentava as derrotas e invadia o campo após as vitórias.
Muitas vezes, no frio do inverno, de madrugada, batia lá em casa. Não queria nada, não entrava, só queria me comprimentar. E perguntava: "Ondé que tão as geminha? Tão durmindo? E a zoinho preto?" Eu ficava um bom tempo lá com ele e ele pegava seu chapéu de aba larga e ia embora. A vizinhança gostava dele, as crianças gostavam dele. De vez em quando filava uma prato de comida na Dona Ézide Miqueloto e depois de brincar com as crianças, a Caroline, a Michele, o Fabrício, o Maxuel, o Felipe, o Júnior, a Evelyn, a Aquidauana e o Thiago, se mandava. na rua, ia abanando pra todo mundo, conhecia todos e todos o conheciam. Gostava de ir ao sítio do Nízio Dal Pivo, no Pinheiro do Meio, onde era bem tratado e até ajudava a fazer cachaça no alambique. Viveu a maior parte de sua vida sozinho e, quando foi a Joinville ver uma filha, ficou por lá e morreu. Acho que perdeu seu habitat natural...
Três pessoas boas, simples, que muito marcaram a vida de muita gente. Que angariaram a simpatia nossa e das pessoas que os conheceram. Então, no Dia Nacional da Consciência Negra, quero homenageá-los, bem como a todos nossos irmãos afrodescendentes. Estejam com Deus, Tchule, Urco e Ferro!
Euclides Riquetti
21-11-2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Quanto vale a experiência?
Sempre tive em mim que a experiência é um fator fundamental em tudo. Quando era jovem ia jogar futebol e, sendo magro e alto, corria muito. Chegava à bola antes que os adversários. Mas, de posse dela, queria me livrar, pois tinha receio de que ma roubassem. Então dava chutões para a frente.
Nos tempos do Grêmio Lírio, em Zortéa, comecei a jogar futsal junto com os colegas do GEMCRA (Grêmio Esportivo Major Cipriano Rodrigues Almeida), de nossa escola. Dois professores, eu e o Izaías Bonato. E alguns jovens, nem todos eram nossos alunos. Lembro do "Baxo" (Leonildo de Andrade) e o irmão dele, Preto; havia o Tarugo (Ulisses Gonçalves) o Nene, irmão dele. Eu tinha 24 anos e me achava velho. Era reserva. Um dia entrei ao final e dei dois passes perfeitos: foram dois gols e viramos para 2 a 1. Passei a ter confiança e a jogar bem. Mas, no futebol de campo, ainda era de me livrar da bola.
Melhorei isso quando o Sady Brancher virou treinador do Grêmio Lírio. Ele foi um grande jogador do Arabutã FC em Capinzal, nos tempos do Campo Municipal, ali no centro da cidade. Viu-me no futsal e me convidou a treinar no campo. Eu era firme na marcação e desarme. Colocou-me na lateral direita. Joguel na posição por mais de 20 anos. Aprendi a dar os passes certos, a reter a bola e a bater escanteio na ponta esquerda, em curva. Eu resistia mais no gramado com 40 anos do que quando tinha 18, pois aprendi a dosar a energia e a distribuir melhor o jogo. Passei a valer-me da experiência!
Na semana passada, fui a uma borracharia para ver o que vinha acontecendo com um pneu do carro de minha filha. Estava anoitecendo e indicaram-me uma que atende depois da hora, ali na entrada da Vila Cordazo, em Joaçaba. Cheguei lá e havia um senhor moreno, de pequena estatura (do tamanho do Pedro Lima, nosso boiadeiro de Ouro e Capinzal), cabeleira cheia e se agrisalhando. Aparentava mais de 60 anos, o que vi confirmado adiante. Descobri que era irmão do Alduíno Silva Amora. Enquanto ele e o filho iam concluído o serviço já iniciado em pneus de duas motos, fui conversando e tentando descobrir fatos sobre a família deles. O Amora foi um dos pioneiros do Bairro São Cristóvão, em Capinzal. Adquiriu uma área onde era uma casa do pomar do saudoso Ermindo Viecelli e estabeleceu-se com sua "Recauchutadora Amora". De origem humilde, trabalhou como borracheiro em Joaçaba e teve a visão empreendedora de estabelecer-se em capinzal, bem no local que mais cresceu nos últimos 30 anos, próximo à antiga Perdigão, agora BRF.
Fiquei muito amigo dele quando eu era Presidente do Conselho da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em Capinzal. Se precisássemos, nos trazia 20, 30 homens de confiança para prepararem o churrasco. Foi uma das mais fortes lideranças da história de Capinzal, embora não tenha vivido muitos anos. Numa das enchentes do Rio do Peixe, possívelmente em 1989, o Amora foi visitar uma filha em Lacerdópolis. Ao voltar, na ponte sobre o Rio lajeado dos Porcos, ali na propriedade dos Tessaro, na divisa entre Ouro e Lacerdópolis, a água havia passado sobre a ponte. Deixou a caminhonete no lado de Lacerdópolis e atravessou o pela água. Adiante, um Km mais ou menos, a então Rodovia SC 303 tem uma baixada onde sai uma estrada de chão para o Ramal Lovatel. O asfalto estava com mais de um metro de água e com correnteza. Três dias depois de dada sua falta, quando o rio baixou seu nível, foi encontrado lá, na sarjeta da rodovia, sem vida. vestia blusa de lã tricotada e botas de couro. No barranco, as marcas dos dedos das mãos tentando subir, salvar-se, mas não foi possivel... Algum tempo depois, nova desgraça: Um incêncio destruiu a Recapadora Amora. (Isso motivou as lideranças a lutarem para a implantação do Corpo de Bombeiros de Capinzal e Ouro).
Relembramos, saudosamente, com o Sr. Lauri, da família do "Amora". Disse-me que, há três anos, a viúva também faleceu. E que outro irmão também perdeu a vida por afogamento.
E o pneu? Bem - o pneu - quando percebi, ele já estava afundando-o no tanque de água e mostrando-me que havia um furo por onde o ar saía. Perguntei-lhe por que os outros borracheiros diziam que o pneu estava bem, enchiam-no, mas em uma semana ficava vazio, e ele respondeu-me: "É que a piazada nova coloca trinta libras e põe pra ver onde está vazando. Eu coloco sessenta libras. Se o pneu resiste, é seguro e aparece o furo. Depois que arrumo, coloco um "macarrão", baixo para trinta libras e o serviço fica garantido.
Agora, lembro-me do primeiro dia de meu estágio no Colégio Estadual Túlio de França, em União da Vitória: Saí escrevendo no meio do quadro, não utilizei bem o espaço e coube uma observação do professor Breyer ( o do mel), secundada pelo professor Geraldo Feltrin: "Cuide da distribuição da matéria no quadro!".
Trinta e um anos escrevendo no quadro negro e quadro-verde, mas sempre aproveitando bem o espaço. A experiência, no futebol, no trabalho, e nas emergências, conta muito! Por isso mesmo, não desprezar as pessoas que têm muitos anos de estrada... Ouvir o conselho dos mais velhos e observar como eles fazem as coisas. Até o sermão do padre fica melhor com os anos!
Euclides Riquetti
20-11-2013
Nos tempos do Grêmio Lírio, em Zortéa, comecei a jogar futsal junto com os colegas do GEMCRA (Grêmio Esportivo Major Cipriano Rodrigues Almeida), de nossa escola. Dois professores, eu e o Izaías Bonato. E alguns jovens, nem todos eram nossos alunos. Lembro do "Baxo" (Leonildo de Andrade) e o irmão dele, Preto; havia o Tarugo (Ulisses Gonçalves) o Nene, irmão dele. Eu tinha 24 anos e me achava velho. Era reserva. Um dia entrei ao final e dei dois passes perfeitos: foram dois gols e viramos para 2 a 1. Passei a ter confiança e a jogar bem. Mas, no futebol de campo, ainda era de me livrar da bola.
Melhorei isso quando o Sady Brancher virou treinador do Grêmio Lírio. Ele foi um grande jogador do Arabutã FC em Capinzal, nos tempos do Campo Municipal, ali no centro da cidade. Viu-me no futsal e me convidou a treinar no campo. Eu era firme na marcação e desarme. Colocou-me na lateral direita. Joguel na posição por mais de 20 anos. Aprendi a dar os passes certos, a reter a bola e a bater escanteio na ponta esquerda, em curva. Eu resistia mais no gramado com 40 anos do que quando tinha 18, pois aprendi a dosar a energia e a distribuir melhor o jogo. Passei a valer-me da experiência!
Na semana passada, fui a uma borracharia para ver o que vinha acontecendo com um pneu do carro de minha filha. Estava anoitecendo e indicaram-me uma que atende depois da hora, ali na entrada da Vila Cordazo, em Joaçaba. Cheguei lá e havia um senhor moreno, de pequena estatura (do tamanho do Pedro Lima, nosso boiadeiro de Ouro e Capinzal), cabeleira cheia e se agrisalhando. Aparentava mais de 60 anos, o que vi confirmado adiante. Descobri que era irmão do Alduíno Silva Amora. Enquanto ele e o filho iam concluído o serviço já iniciado em pneus de duas motos, fui conversando e tentando descobrir fatos sobre a família deles. O Amora foi um dos pioneiros do Bairro São Cristóvão, em Capinzal. Adquiriu uma área onde era uma casa do pomar do saudoso Ermindo Viecelli e estabeleceu-se com sua "Recauchutadora Amora". De origem humilde, trabalhou como borracheiro em Joaçaba e teve a visão empreendedora de estabelecer-se em capinzal, bem no local que mais cresceu nos últimos 30 anos, próximo à antiga Perdigão, agora BRF.
Fiquei muito amigo dele quando eu era Presidente do Conselho da Paróquia de São Paulo Apóstolo, em Capinzal. Se precisássemos, nos trazia 20, 30 homens de confiança para prepararem o churrasco. Foi uma das mais fortes lideranças da história de Capinzal, embora não tenha vivido muitos anos. Numa das enchentes do Rio do Peixe, possívelmente em 1989, o Amora foi visitar uma filha em Lacerdópolis. Ao voltar, na ponte sobre o Rio lajeado dos Porcos, ali na propriedade dos Tessaro, na divisa entre Ouro e Lacerdópolis, a água havia passado sobre a ponte. Deixou a caminhonete no lado de Lacerdópolis e atravessou o pela água. Adiante, um Km mais ou menos, a então Rodovia SC 303 tem uma baixada onde sai uma estrada de chão para o Ramal Lovatel. O asfalto estava com mais de um metro de água e com correnteza. Três dias depois de dada sua falta, quando o rio baixou seu nível, foi encontrado lá, na sarjeta da rodovia, sem vida. vestia blusa de lã tricotada e botas de couro. No barranco, as marcas dos dedos das mãos tentando subir, salvar-se, mas não foi possivel... Algum tempo depois, nova desgraça: Um incêncio destruiu a Recapadora Amora. (Isso motivou as lideranças a lutarem para a implantação do Corpo de Bombeiros de Capinzal e Ouro).
Relembramos, saudosamente, com o Sr. Lauri, da família do "Amora". Disse-me que, há três anos, a viúva também faleceu. E que outro irmão também perdeu a vida por afogamento.
E o pneu? Bem - o pneu - quando percebi, ele já estava afundando-o no tanque de água e mostrando-me que havia um furo por onde o ar saía. Perguntei-lhe por que os outros borracheiros diziam que o pneu estava bem, enchiam-no, mas em uma semana ficava vazio, e ele respondeu-me: "É que a piazada nova coloca trinta libras e põe pra ver onde está vazando. Eu coloco sessenta libras. Se o pneu resiste, é seguro e aparece o furo. Depois que arrumo, coloco um "macarrão", baixo para trinta libras e o serviço fica garantido.
Agora, lembro-me do primeiro dia de meu estágio no Colégio Estadual Túlio de França, em União da Vitória: Saí escrevendo no meio do quadro, não utilizei bem o espaço e coube uma observação do professor Breyer ( o do mel), secundada pelo professor Geraldo Feltrin: "Cuide da distribuição da matéria no quadro!".
Trinta e um anos escrevendo no quadro negro e quadro-verde, mas sempre aproveitando bem o espaço. A experiência, no futebol, no trabalho, e nas emergências, conta muito! Por isso mesmo, não desprezar as pessoas que têm muitos anos de estrada... Ouvir o conselho dos mais velhos e observar como eles fazem as coisas. Até o sermão do padre fica melhor com os anos!
Euclides Riquetti
20-11-2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Por que sinto saudades?
Sinto saudades porque minha vida teve bons momentos
Sinto saudades porque eu a sinto, simplesmente
Porque tenho um passado
Porque tenho um presente.
Sinto saudades porque sou um ser humano
E, por isso mesmo, tenho sentimentos
Sinto saudades porque, na longa caminhada
Para chegar a este instante e a este lugar
Tive muita estrada a percorrer, muitos lugares por quais tive que passar.
Sinto saudades porque já sonhei demais
E porque, sonhando, realizei aquilo que almejei, que desejei
Porque, lutando, tudo o que eu queria eu conquistei
E, se houvesse sido frustrado, isso não me motivaria a sentir saudades.
Sinto saudades porque pessoas bonitas passaram em minha vida
Algumas se foram e me deixaram marcas e registros
E cada uma delas me deixou algo que me faz delas lembrar.
Sinto saudades porque tive uma infância bem vivida
Alegre, difícil, mas divertida!
Sinto saudades porque a distância existe
Uma distância abismal ou temporal, mas existe
E, se houver distância sem haver saudades
É porque faltou-nos algo na composição de nosso ser.
Sinto saudades porque eu a sinto, simplesmente...
Sinto saudades
Muitas saudades... de você!
Euclides Riquetti
18-11-2013
Sinto saudades porque eu a sinto, simplesmente
Porque tenho um passado
Porque tenho um presente.
Sinto saudades porque sou um ser humano
E, por isso mesmo, tenho sentimentos
Sinto saudades porque, na longa caminhada
Para chegar a este instante e a este lugar
Tive muita estrada a percorrer, muitos lugares por quais tive que passar.
Sinto saudades porque já sonhei demais
E porque, sonhando, realizei aquilo que almejei, que desejei
Porque, lutando, tudo o que eu queria eu conquistei
E, se houvesse sido frustrado, isso não me motivaria a sentir saudades.
Sinto saudades porque pessoas bonitas passaram em minha vida
Algumas se foram e me deixaram marcas e registros
E cada uma delas me deixou algo que me faz delas lembrar.
Sinto saudades porque tive uma infância bem vivida
Alegre, difícil, mas divertida!
Sinto saudades porque a distância existe
Uma distância abismal ou temporal, mas existe
E, se houver distância sem haver saudades
É porque faltou-nos algo na composição de nosso ser.
Sinto saudades porque eu a sinto, simplesmente...
Sinto saudades
Muitas saudades... de você!
Euclides Riquetti
18-11-2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Na lentidão dos sonhos
Na lentidão de meus sonhos, na noite desvalida
Os anjos tocam seus clarinetes, harmoniosamente
Querem acordar-me, suavemente
Querem apenas dar-me de presente
Uma noite já protegida.
Meu sonhos se portam bravamente!
Não é uma bravura com espadas
Nem com revólveres e coronhadas.
Não é um agredir minha agressora
Nem um reagir diante de uma mulher... sedutora!
É apenas um deixar-me levar por ela... mansamente!
Enquanto os cavalos da noite trotam seus galopes
Flechas encupidadas singram os ares embebidas
Para estraçalhar corações de mulheres ofendidas!
Ah, como sofrem aquelas que amam
E não são correspondidas!
E enquanto os sonhos vagam entre medos e coragens
Vão-se fortalecendo as almas que pedem passagem
Que querem se encontrar.
Para singelos e delicados afagos
Trocarem beijos delicados
E apenas ... querer, desejar.... amar!!
Apenas isso...
Euclides Riquetti
18-11-2013
Os anjos tocam seus clarinetes, harmoniosamente
Querem acordar-me, suavemente
Querem apenas dar-me de presente
Uma noite já protegida.
Meu sonhos se portam bravamente!
Não é uma bravura com espadas
Nem com revólveres e coronhadas.
Não é um agredir minha agressora
Nem um reagir diante de uma mulher... sedutora!
É apenas um deixar-me levar por ela... mansamente!
Enquanto os cavalos da noite trotam seus galopes
Flechas encupidadas singram os ares embebidas
Para estraçalhar corações de mulheres ofendidas!
Ah, como sofrem aquelas que amam
E não são correspondidas!
E enquanto os sonhos vagam entre medos e coragens
Vão-se fortalecendo as almas que pedem passagem
Que querem se encontrar.
Para singelos e delicados afagos
Trocarem beijos delicados
E apenas ... querer, desejar.... amar!!
Apenas isso...
Euclides Riquetti
18-11-2013
domingo, 17 de novembro de 2013
O Segundo Encontro da Família Richetti em Cascavel
Estivemos em Cascavel neste sábado. Não poderíamos, jamais, deixar de participar do Segundo Encontro da Família Richetti, que é organizado pelos primos filhos dos meus tios Marcelino e César, irmãos de meu pai, Guerino. Estavam lá muitos dos Richetti, Ricchetti e Riquetti. Do Sul, do Centro-oeste e do Paraguai. Em Cascavel e região, reside a maioria dos filhos dos tios Marcelino e César, irmãos de meu pai.
Os do Tio Marcelino eram originários de Rio Pardo, interior de Campos Novos e para lá se dirigiram há uns 50 anos. São pioneiros no bairro Nova Cidade, onde ajudaram a fundar e erigir a Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Iniciaram-se nas atividades de marcenaria, passaram a produzir carrocerias de caminhões e, com o passar dos anos, a descendência numerosa foi diversificando auas atividades e ocupações, mas mantendo-se unidos enquanto família. Os filhos do Tio César e da Tia Rosina (Baretta), no bairro São Paulo, desenvolveram serviços em oficina mecânica e fornecimento de peças de reposição para veículos automotores. Nossos primos criaram sólidas raízes na cidade.
No sábado, fui um dos primeiros a chegar, antes das sete horas, sendo recebido pelo primo Alceu. Logo depois chegou a Cristiane, veio toda arrumada, já havia, como ela mesmo disse, ido ao salão arrumar o cabelo e fazer maquiagem, queria estar bem na foto. Postei-me à entrada e fui cumprimentando os que chegavam. O Primo Jaime, uma liderança familiar e cultural incontestável, a Rosane, com seus filhos, o José Luiz, de Campo Grande, MS, dos Richetti de Paraí, o casal Nestor e Iracema, de Porto Alegre. Depois a Neiva Scalsavara com seu marido italiano Alessando, e o menino Lorenzo. A Vero com a Eduarda, o Luciano e o Claudinei; o Celso, liderando a turma de Paraí. E fui reconhecendo alguns como o Giovane (marido da Cris) e a menina Brendha; a Marinês e o Guisti, que no ano passado nos brindaram com suas danças; o primo Nilvo, o Juvelino, a Dilma e todos os outros, impossível enumerar. O Orlando Surdi com a prima Deonilda e os filhos também muito simpáticos e solícitos.
Depois do café, a belíssima celebração da Santa Missa, com a participação do Tio Victório, a esposa e a Tânia, e os primos Sérgio, Nilson Maicon, de Ouro e Capinzal. Revi a Monalysa com o Samir e a Valentina, mais a prima Adiles, que vieram de Florianópolis. Foram muitos abraços, belas lembranças que ficarão em minha mente para sempre. Na missa, comentada pela Rosane, os jovens tocando e entoando belas canções. Emoção em ouvir "Nossa Senhora", aquela canção do Roberto Carlos. A entrada apoteótica, com três meninas, a Eduarda e as duas meninas Dartora, numa bela coreografia, seguidas de uma família de imigrantes italianos, depois um grupo de parentes vestindo a camiseta do evento, na cor branca e com mangas curtas em vermelho e verde, as cores da Itália. E o Medalhão símbolo, confeccionado em couro, tudo muito harmônico. Cerca de 50 pessoas no cortejo coreografado, uma árvore com os nomes dos Richettis já falecidos. Tudo muito emocionante e bem organizado, as letras das canções em dois telões.
Ao meio-dia o almoço, com um delicioso costelão no cardápio e, à tarde, a programação cultural, esta simplesmente espetacular. Uma encenação intercalada com diversas performances de dois grupos elegantemente trajados, em suas vestimentas com características da imigração italiana, apresentando danças muito bem coreografadas. Na abertura, o Jonathan, filho do primo Jânio, surpreendeu a todos ao chamar a manorada Amanda, entregando-lhe uma flor e pedindo-a em casamento. Pedido feito, pedido aceito. Isso emocionou muito os presentes, pois foi um gesto muito romântico de parte dele, uma forte demonstração de seu amor por ela.
Na sequência, após as apresentações, um show musical com o Jurandi e um companheiro dele, de Lacerdópolis e o Rodriguez, casado com uma da família, professor em Curitiba, que manda bem numa acordeona e nas canções nativistas. Uma programação bem organizada, tudo perfeito, bonito. alegre. Uma confraternização muito autêntica, singela, belíssima, contagiante. Agora, já escolhido o local do próximo encontro: Paraí, RS. Estaremos lá, certamente!
A hospitalidade desse pessoal de Cascavel é extraordinária. A dedicação deles em organizar tudo direitinho merece nosso aplauso e agradecimento. Alías, quero agradecer ao primo Juvelino pos nos ter conduzido à Rodoviária para a volta.
Um grande abraço em todos e que venha o Terceiro Encontro dos Richetti, Ricchetti, Riquetti e agragados, em Paraí!
Euclides Riquetti
17-11-2013
Os do Tio Marcelino eram originários de Rio Pardo, interior de Campos Novos e para lá se dirigiram há uns 50 anos. São pioneiros no bairro Nova Cidade, onde ajudaram a fundar e erigir a Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Iniciaram-se nas atividades de marcenaria, passaram a produzir carrocerias de caminhões e, com o passar dos anos, a descendência numerosa foi diversificando auas atividades e ocupações, mas mantendo-se unidos enquanto família. Os filhos do Tio César e da Tia Rosina (Baretta), no bairro São Paulo, desenvolveram serviços em oficina mecânica e fornecimento de peças de reposição para veículos automotores. Nossos primos criaram sólidas raízes na cidade.
No sábado, fui um dos primeiros a chegar, antes das sete horas, sendo recebido pelo primo Alceu. Logo depois chegou a Cristiane, veio toda arrumada, já havia, como ela mesmo disse, ido ao salão arrumar o cabelo e fazer maquiagem, queria estar bem na foto. Postei-me à entrada e fui cumprimentando os que chegavam. O Primo Jaime, uma liderança familiar e cultural incontestável, a Rosane, com seus filhos, o José Luiz, de Campo Grande, MS, dos Richetti de Paraí, o casal Nestor e Iracema, de Porto Alegre. Depois a Neiva Scalsavara com seu marido italiano Alessando, e o menino Lorenzo. A Vero com a Eduarda, o Luciano e o Claudinei; o Celso, liderando a turma de Paraí. E fui reconhecendo alguns como o Giovane (marido da Cris) e a menina Brendha; a Marinês e o Guisti, que no ano passado nos brindaram com suas danças; o primo Nilvo, o Juvelino, a Dilma e todos os outros, impossível enumerar. O Orlando Surdi com a prima Deonilda e os filhos também muito simpáticos e solícitos.
Depois do café, a belíssima celebração da Santa Missa, com a participação do Tio Victório, a esposa e a Tânia, e os primos Sérgio, Nilson Maicon, de Ouro e Capinzal. Revi a Monalysa com o Samir e a Valentina, mais a prima Adiles, que vieram de Florianópolis. Foram muitos abraços, belas lembranças que ficarão em minha mente para sempre. Na missa, comentada pela Rosane, os jovens tocando e entoando belas canções. Emoção em ouvir "Nossa Senhora", aquela canção do Roberto Carlos. A entrada apoteótica, com três meninas, a Eduarda e as duas meninas Dartora, numa bela coreografia, seguidas de uma família de imigrantes italianos, depois um grupo de parentes vestindo a camiseta do evento, na cor branca e com mangas curtas em vermelho e verde, as cores da Itália. E o Medalhão símbolo, confeccionado em couro, tudo muito harmônico. Cerca de 50 pessoas no cortejo coreografado, uma árvore com os nomes dos Richettis já falecidos. Tudo muito emocionante e bem organizado, as letras das canções em dois telões.
Ao meio-dia o almoço, com um delicioso costelão no cardápio e, à tarde, a programação cultural, esta simplesmente espetacular. Uma encenação intercalada com diversas performances de dois grupos elegantemente trajados, em suas vestimentas com características da imigração italiana, apresentando danças muito bem coreografadas. Na abertura, o Jonathan, filho do primo Jânio, surpreendeu a todos ao chamar a manorada Amanda, entregando-lhe uma flor e pedindo-a em casamento. Pedido feito, pedido aceito. Isso emocionou muito os presentes, pois foi um gesto muito romântico de parte dele, uma forte demonstração de seu amor por ela.
Na sequência, após as apresentações, um show musical com o Jurandi e um companheiro dele, de Lacerdópolis e o Rodriguez, casado com uma da família, professor em Curitiba, que manda bem numa acordeona e nas canções nativistas. Uma programação bem organizada, tudo perfeito, bonito. alegre. Uma confraternização muito autêntica, singela, belíssima, contagiante. Agora, já escolhido o local do próximo encontro: Paraí, RS. Estaremos lá, certamente!
A hospitalidade desse pessoal de Cascavel é extraordinária. A dedicação deles em organizar tudo direitinho merece nosso aplauso e agradecimento. Alías, quero agradecer ao primo Juvelino pos nos ter conduzido à Rodoviária para a volta.
Um grande abraço em todos e que venha o Terceiro Encontro dos Richetti, Ricchetti, Riquetti e agragados, em Paraí!
Euclides Riquetti
17-11-2013
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