quinta-feira, 28 de maio de 2020

Oração às crianças

 

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Crianças nos fazem felizes porque são crianças
Crianças nos dizem coisas que nos encantam
Crianças filhas de mães dignas, dóceis e santas
Crianças que nós amamos, lindas crianças!

A criança  torna o mundo muito mais feliz
Porque em cada olhar desperta ternura
Porque em cada rosto há carinho e doçura
Há amor em seus gestos e em tudo o que diz.

Deus, abençoe as crianças que cantam,  faceiras
E também as que buscam o pão pra comer
E aquelas sem pais e sem lar pra viver.

Proteja as que passam frio nas noites de inverno
E as que rezam, esperançosas, pelo Pai Eterno.
Abençoe, Meu Deus,  as crianças brasileiras!

Euclides Riquetti

O Filho do Almiro e da Gessi - um reencontro emocionante!



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          Há coisas que acontecem na vida das pessoas que só podem ser sinais da presença de Deus. Coisas que não têm uma explicação lógica: acho que acontecem porque têm que acontecer.
         
          Pois,  no último sábado, 24, de manhãzinha,  esperamos a vinda de um técnico que viria para instalar um aparelho de ar-condicionado em nossa casa. Tudo preparado, antes das nove horas chegou uma caminhonete com dois rapazes. Cumprimentamo-nos. Um deles, o Rafael,  já havia vindo para realizar um trabalho semelhante. Minha esposa lhes ofereceu café, que foi aceito por ambos. Já haviam tomado água, Nós os tratamos como gente da família. E, nessas ocasiões, falantes que somos, (mais eu do que a esposa...), fomos trocando ideias.

            Detalhista, costumo pedir sobre  o trabalho, a família, se esudam, o que fazem, o que gostam de fazer. Incentivo para que todos estudem, leiam, escrevam, progridam. Gosto de falar sobre música, política, letras, futebol, enfim, de tudo um pouco...

            Mas o sábado se conduzia para tornar-se um dia muito especial. Perguntei ao mais velho dos dois se era natural daqui mesmo, disse que morava em Herval d ´Oeste, que era irmão do Jaime Ditzel,  que é conhecido como o "Jaime do Mercado". Falei-lhe que já tinha ouvido falar do Jaime, que sabia que ele tinha um automóvel "Tigra" vermelho, muito bonito, que já fora meu sonho de consumo. Imaginava, há uns dez anos, que compraríamos um para o filho quando terminasse a Faculdade. Em poucos minutos, parecíamos velhos amigos..
          Não sei  como, mas ele acabou me dizendo que era da região de Capinzal, que nascera por lá...

ABRINDO PARÊNTESIS:
          Bem, muitos fatos que marcaram minha vida estão bem claros em minha mente. Durante muitos anos me perguntei onde estaria o Jakson, um menino que nascera no verão de 1979, quando morávamos no Distito de Zortéa, então pertencente a Campos Novos. Uns três meses antes de minhas filhas, gêmeas Michele e Caroline nascerem. Algumas vezes que encontrei parentes dele perguntei onde estava o menino. Diziam-me que estaria em Joaçaba...
         
         Naquele janeiro eu estava organizando o almoxarifado da Zortea Brancher, aproveitando minhas férias escolares. Num  determinado dia, um alvoroço ali perto de onde eu estava e a notícia: a Gessi Hack, esposa do Almiro Meloto, havia morrido no parto, num hospital em Capinzal. A Gessi era irmã do Omar Hack, cunhada da Dona Fanny, tia do Adalberto, Aimar e da Ledi. Morara com eles e, nesse tempo, casou-se com o Almiro Meloto. Toda a comunidade ficou chocada. Ela tinha vinte e poucos anos, uma loira de olhos claros, muito bonita, cheia de saúde...

          O Almiro era meu amigo. Antes de ir estudar em União da Vitória, eu o conhecera. Viera do "Rio Grande", fora morar com o tio, Zulmiro Meloto, em Capinzal. Sua irmã, a jovem Irone, estudava no Mater Dolorum, era namorada do Jaime Baratto, o fotógrafo. Nos domingos, vinha com uma Kombi azul claro até o Ouro, onde tinha um amigo que morava de pensão na casa de minha tia, Maria Lucietti, esposa do tio Victório Richetti, o Elvides Roque Zulianello da Silva, gaiteiro, gaúcho de Vacaria. Éramos companheiros de bailes,  de festas  e de serestas. Cinco anos depois, ao voltar, depois de formado, fui morar em Zortea e reencntrei o Almiro: bigode e cabelão. Foi uma alegria reencontrá-lo!

           Dezenove de janeiro de 1979. Este é o dia do nascimento do menino Jakson. Não conheceu a mãe. No dia da fatalidade, o Almiro estava viajando com o caminhão do Omar pelo Rio Grande do Sul. O Hermes Susin, zorteense,  meu amigo que agora mora em Joaçaba, contou-me, domingo, que nesse dia escutara pela Rádio Gaúcha,  que apelavam a quem pudesse avisar o Almiro sobre o triste acontecimento. A Polícia Rodoviára estava tentando localizá-lo.

          No dia seguinte, à tarde, celebramos a Missa de Corpo presente da Gessi, na Capela de Santa Catarina, em Zortéa. Fizemos uma celebração à altura do merecimento daquela jovem mãe, cristã, que perdera a vida ao dar seu filho, tão esperado, tão desejado, à luz do sol.  Todos estavam inconformados e incrédulos com o que havia acontecido... O Almiro chegou a tempo de acompanhar a esposa até sua última morada...

RETORNANDO À REALIDADE PRESENTE:

          Tão logo me falou que era "daquelas bandas", perguntei de que família era. Disse-me o nome: Jakson Hack Gomes Meloto. Bastou isso. Olhei para ele e percebi logo: era a cara do Almiro, só podia ser o filho dele. Falei: "Sua mãe era muito bonita. Gostava de usar vestido azul, tinha olhos azuis. Fiz o comentário da missa no dia em que ela foi sepultada"! Emocionei-me e percebi que ele também ficara mexido. Falou que até ficara cuirioso em saber sobre a mãe dele, que não chegou a conhecer.

          Foi um dia muito marcante para mim e minha esposa. Grávidas à mesma época, Gessi morava, antes de casar-se, na casa da  Dona Fanny era costureira e sua  cunhada. Costumava passar seus dias ali enquanto o marido viajava pelas estradas.  Muitas vezes se encontraram na casa dela e nas missas e cultos. Falavam da gravidez e das expectativas. Não se utilizavam ultrassom nas pequenas cidades, ainda não havia. Imaginavam de seria memino ou menina. E, naquele dia, veio-nos a triste notícia. A Mirian, grávida de nossas filhas, foi retirada do velório, pois as colegas professoras e a comadre Vitória achavam que ela não deveria ficar lá, que seria um abalo muito grande. Mas participou da missa.

          O Almiro estava abaladíssimo e nos dias que se seguiram veio a decisão: o menino, que ainda estava no hospital, ficaria com os tios Darci e Ladi Ditzel. O Darci trabalhava conosco na Zortéa Brancher, era representante comercial. O Jaime, trabalhava conosco na Administração.

          Agora, 35 anos depois, o Jakson aparece na nossa casa. Quando aceitou o café, disse a minha esposa, Miriam, que já a conhecvia, que uma vez viera aqui fazer a entrega de um móvel que ela comprara. Eu olhava para aquele rapaz e um hiato de 35 anos nos dividiu. Eu sabia muito e também nada sabia sobre ele. Deus o mandou até nós. Senti a alegria dele em saber que a mãe dele era uma mulher bonita e que o esperava carinhosamente. Quanto ao Almiro, uns tempos depois, morreu vitimado por um acidente com seu caminhão. Rezo por ambos, Almiro e Gessi, ele meu amigo e ela amiga de minha esposa. Que Deus os tenha! E que possamos, muityas vezes, reencontrar o Jakson, moço dócil, educado. Herdou a maneira de ser dos pais...

Euclides Riquetti
29-05-2014
Jackson, personagem real da história, esteve em nossa casa há dois meses, instalando outro aparelho de ar-condicionado.
05-01-2019

Nossa Senhora Aparecida

 

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Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os brasileiros
Mãe dos pobres sem dinheiro
Mãe das senhoras e das meninas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe dos fracos e oprimidos
Mãe dos doentes e desassistidos
Mãe das crianças desaparecidas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os pescadores
Mãe das mães, dos pais pecadores
Mãe das mulheres frágeis e sofridas.

Nossa Senhora Aparecida
Mãe protetora, negra, morena
Mãe divina, angelical, mãe serena
Mãe tua, mãe minha, mãe querida!

Euclides Riquetti

Se te derem um poema

 



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Se te derem um poema de mim roubado
Nascido de minha singular inspiração
Peço-te que o leias com todo o cuidado
E venhas a mim através da imaginação...

Sobrevoa a vasta floresta do Atlântico
Os riachos azuis vai deixando pra trás
Vem pra este vale verde e romântico
Deixa que os rios corram para o mar!

Busca encontrar-me onde me imaginares
Talvez caminhando numa longa estrada
Distante das areias quentes e dos mares
Quem sabe em rancho velho ou pousada.

Estarei te esperando de braços abertos
Alma sem dono, com as mãos estendidas
Meus olhos te procuram livres, despertos
Pra que tu venhas recompor minha vida!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 27 de maio de 2020

A deusa, a sereia, a musa...

 






Desenha a natureza o verde dos coqueirais
Desenha o céu o azul nas manhãs ensolaradas
Desenham o mar os recifes e os negros corais
Desenham o dia as brancas nuvens alvejadas.

O sol do ouro alaranjado doura a  morena pele
E o caminhante beija  o vento na manhã divina
A onda espumante que banha acaricia, não fere
O corpo que desafia minha  imaginação felina...

Desenha-se, no mar,  o mais perfeito dos cenários
A imensidão oceânica que colore e perfuma
E se transforma no mais sagrado dos sacrários.

Louva-se, no mar, a brisa que enternece a alma
Louva-se, no mar, a deusa, a sereia, a musa
Louva-se, no mar, o seu sorriso que seduz e acalma...

Euclides Riquetti

Love stories (minha índole romântica)

 






     Histórias de amor, quem não gosta de ouvi-las? Histórias de todas as eras, buscadas nos livros os vistas nos filmes, sempre me encantaram e, acredito firmemente, até o mais rude ( e fingido) dos mortais, tem o seu lado romântico. Por conveniência, (ou por machismo), alguns o escondem, disfarçam, mas isso sempre acaba vindo à percepção das pessoas.

          Ah, quantos livros tu leste, leitor (a), em tua juventude, em que o foco romântico estava presente, em primeiro plano? Quantas revistas compraste ou trocaste, como as "Capricho", "Ilusão", ou "Sétimo Céu"? Depois, adiante, quantas garotas não leram "Sabrina"? E, quantos de nós, não lemos os livros de Camilo Castelo Branco, José de Alencar, ou os apimentados romances de Jorge Amado? Tu vais, certamente, lembrar de dezenas, centenas de outros autores...


          Mas, as histórias que vimos nos filmes, em nossa juventude, jamais esqueceremos. Além daqueles  românticos musicais, normalmente estrelados por jovens atores/cantores italianos, tu lembrarás de outros dois grandes sucessos do cinema: Romeo and Juliet (1968) e Love Story (1970), que viste no Cine Glória, de Capinzal, no Odeon ou no Ópera, de Porto União, no Avenida ou no Vitória, de Joaçaba, ou ainda no Marrocos, de Lages, nas salas de cinema de Curitiba ou Florianópolis.  Que belas histórias de amor esses cinemas nos ofereceram! Esses e outros, que em sua maioria viraram templos, lojas, supermercados ou até hotéis...

          Hoje, porém, quero  indicar-te  um filme muito bonito, para ti que gostas de romance, de paixões arrebatadoras, ou mesmo de tenros  contos românticos: Assisti, há instantes, ao filme do diretor franco-americano Iann Samuell, uma das revelações do gênero, a "My Sassy Girl", que tem tradução em Português como "Ironias do Amor", mas que poderia  ser mais ou menos assim: "minha garota doidinha".

           "Ironias do Amor", de 2008, é mais uma daquelas produções que os americanos fazem para encantar o mundo. Conta a história de Jordan (Elisha Cuthbert - 30-11-1982, canadense), e Charlie (Jesse Bradford - 28-05-1979, norteamericano). Charlie salva Jordan de morrer, atropelada por um  trem de metrô, fazem uma amizade de 33 dias e, depois, pactuam afastar-se por um ano... Depois de um ano e um dia, encontram-se, e vem uma grande surpresa.  Apesar de muito jovens, a bela Elisha e o tímido Jesse, têm uma filmografia que inclui mais de 20 trabalhos cada um entre cinena e TV.

          Entretanto, a história romântica vivida pelos dois, não vou tirar o prazer de que a descubras, tu mesmo (a), no google ou nas locadoras. É de mexer com os corações mais duros,  e de roubar lágrimas de todas as que ao filme  assistirem.

         É, os tempos passam para todos nós. Mas as  coisas bonitas ficam. Alguém, numa poesia que escrever, num romance que editar, num filme que produzir, vai remeter-te ao sensível e profundo mundo do amor, do sentimento, da percepção romântica. Eu, estou nessa há muito, muito tempo...

Euclides Riquetti
02-07-201

Vem, abre tuas asas



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Vem, abre tuas asas, voa, vem
Sobrevoa as nuvens, banha-te ao sol, vem
Traze teu corpo, teu charme, tua elegância
Vem me acariciar, vem me fazer sonhar!

Vem, com tua magnitude e exuberância
Vem pra me seduzir
Vem pra e fazer sentir
Vem pra me querer, vem pra me amar!

Vem, supera os obstáculos, as montanhas, as florestas
Sobrevoa as planícies e os desertos
Vem pra escutar a voz das ondas, o ruído do mar
Vem pousar nas areias brancas a te esperar!

Deita-te na maciez da areia clara
Morena-te sob os raios dourados
Curte a singeleza desta paisagem rara
E deixa-me admirar teu corpo bronzeado!

Vem...


Euclides Riquetti

terça-feira, 26 de maio de 2020

Quando os sonhos se esfarelam

 








Quando nossos  sonhos se esfarelam
É como se o mundo tivesse desabado
É como quando as estrelas se quebram
É como se tudo tenha dado errado...

Quando os nossos sonhos se esfarelam
Porque nossos planos não deram certo
Parece que os infortúnios que se sublevam
Nos fazem nadar num  inóspito deserto...

Quando nossos sonhos se esfarelam
E tudo parece ter ruído e ido ao chão
Então aparecem mãos que nos elevam
Que reconfortam o carente  coração...

O mundo é assim: há o hoje e o amanhã
O ontem turbulento que queremos apagar:
Mas podemos reencontrar uma vida sã
Se soubermos a quem deveremos amar...

Reconstruir sonhos,  transpor as paredes
Erigir fortalezas onde nos blindarmos
Aplacar os desânimos e nossas sedes
Então viver, sorrir, voltar a sonharmos!

Jamais chorar!

Euclides Riquetti

O doce amargo do mate

 


 
O doce amargo do mate
Brota de teus lábios de luz
Vem de teu beijo escarlate
Que me excita e me seduz.

O doce amargo do mate
Que me acaricia e envolve
É sensação que me invade
Me anima e me absorve.

O doce  amargo do mate
Me abranda no chegar do dia
Quando espero que me abraces
Com muito amor e alegria.

O doce amargo do chimarrão
Que tomo no alvorecer
Vem pra alegrar meu coração
Me delicia e me dá prazer.

O doce  amargo do chimarrão
Tem o sabor do açúcar mascavo
É tão doce quanto a ilusão
Gostoso como o vinho rosado.

Ah,  doce amargo do chimarrão
Ah, amargo doce de charrua
Tem o sabor da divina paixão
Tem a graça da mulher nua!

Euclides Riquetti

segunda-feira, 25 de maio de 2020

O que seria das rosas, se todos gostassem de girassóis?

 



 


 
         O Sr. Girassol estava resplandecente no mês de maio. Olhava, alegre, para todos os passantes, de todas as idades, credos...  Reinava, garboso e absoluto em seu reduto, um verdadeiro "dono do pedaço". O veranico o deixara forte, saudável, belo e formoso. Energia trazida pelas raízes que sugavam a água e os fertilizantes da terra. Energia oferecida pelos intensos raios solares em tempos de outono quente. Ninguém ousaria desafiar sua Majestade. Majestoso, sim, orgulhoso por demais, respeitado pelas flores e pelos fiores.

          Dona Rosa, tímida, acanhada, tivera abalos constantes desde abril. Ora o calor da atmosfera abafada, ora o frio ameaçador, as turbulências outonais. A inconstância climática, ameaçadora. O maio prazenteiro, festivo, dócil, não fora suficiente para atribuir-se a sensação de ânimo de que tanto precisava. Dona Rosa,  que já se travestiu de amarela, branca, lilás, azul, champanhe, rosa, pink, bordô, decidiu que seria vermelha. Vermelha escarlate, vermelha como lábios de morango, como faces de cereja. Vermelha!

          Girassol, sempre soberbo e acostumado a ser o centro das atenções, estava preocupado. Junho lhe seria perverso, certamente. Sem espinhos para defendê-lo,  não adaptado ao frio sulino, corria sérios riscos. E seu ciclo, curto, não lhe garantia sobrevida. Foi aconselhar-se com algumas florinhas pouco significantes que se avizinhavam. Havia beijos, dentre elas. Bonitas, mas frágeis. Sua insignificância contava pelo pouco poder de resistência, não por lhes faltarem charme e beleza. Tentavam consolá-lo com palavras animadoras e otimistas: "Olha, amigo, você  esteve ali, majestoso e poderoso ( e mais todos os outros "osos" que existem), enquanto que a Comadre Rosa aguentava, mesmo frágil, todas as ações das intempéries". Você não tem nada a fazer. Deixe que o colham e que as sementes que caírem por aí se transformem numa nova planta...

          E veio o junho dos namorados, de Santo Antônio, de São João, de São Pedro, dos folguedos juninos, das muitas calorias e dos  poucos exercícios. Ficou para trás o maio das noivas e das mães. Dona Rosa, reenergizada, veio com  tudo. Encantou, deslumbrou, sorriu, Viu-se, novamente, princesa. Uma princesa que também nos deixará energizados, encantados,  felizes e sorridentes, enquanto o amigo feneceu e boa parte de suas sementes misturaram-se à terra. Ficarão em dormência, esperando por uma boa temporada para que se transformem, novamente, em belíssimos girassóis. Muitos deles...

E penso: O que seria das rosas se todos gostassem dos girassóis?


Euclides Riquetti

Pra dizer que eu te amo

 





Pra dizer que eu te amo moverei o mundo
Dar-te-ei as flores de todas as estações
Mostrar-te-ei meu amor sincero e  profundo
Colocarei peito a peito os nossos corações.

Pra dizer que eu te amo farei mil loucuras
Dar-te-ei os versos de minhas canções
Mostrar-te-ei com beijos de infinita doçura
Viverei contigo as mais fortes emoções.

E, se tu me amas, dize-me com franqueza
Entrega-me teu corpo em desmedida paixão
Mostra-me com teus olhos de candura e beleza...

Se me amas de verdade, vem me acariciar
Vem trazer alento para o meu coração
Traze-me tua alma que eu a quero afagar....

Euclides Riquetti

Meias brancas, de algodão

 

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Você, com meias brancas de algodão
Meias de cano curto, com elastano
Delicadeza nos pés que tocam o chão
Que atiçam meu imaginário profano!

Você, com seus pés bem protegidos
Pisando na calçada fresca e limpa
Tênis brancos para os pés esculpidos
Ressaltando a pele de bronze retinta!

Você, com seu ar jovial, provocante
Desfila na passarela dos meus sonhos
Me encanta com seu jeito elegante
Anima-me nos dias mais enfadonhos!

Você, com suas meias acolchoadas
Com os pés devidamente acomodados
Com sua beleza de mulher idealizada
Que atrai meu pensamento provocado.

Você, apenas você e mais ninguém
Inspiração de meus versos e escritos
Ser singular a quem quero tanto bem
Corpo perfeito, olhar doce e bonito!

Euclides Riquetti

domingo, 24 de maio de 2020

Caminhar na manhã fria..



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Caminhar na manhã fria
Ir de encontro ao vento
Ao encontro do pensamento
Com ousadia!

Caminhar buscando inspiração
Andar pelas ruas
Reencontrar lembranças suas
Luvas de lã nas mãos...

Andar por caminhos sinuosos
Ir contemplando as flores
Amenizando todas as dores
E os sentimentos pecaminosos.

Andar apenas por andar
Andar como se estivesse flutuando
Ou andar como se estivesse caminhando
Com você perto do mar.

Pensando em você!

Euclides Riquetti

Bom dia, "amore mio"! - utopia...





Bom dia, amore mio!
Domingo de sol, céu azul, dia claro
Nada de calor, nada de frio
Espetáculo ímpar e raro!

Bom dia, bela de amor e de coração!!
Que venham todas as horas
Que esperarei com paixão:
Quero que fique, não vá embora!

Bom dia, razão de meus conflitos!
Você mexe comigo, muito me atiça
Coloca minha alma em atrito
Me faz andar em areia movediça...

Bom dia, doce-baby amor
Entregue-me seu corpo elegante
E eu lhe darei esta flor
E lhe cantarei "Amada Amante"!

Euclides Riquetti

Nas turvas tardes de domingo





Nas inglórias e turvas tardes de domingo
Vem sol, vem chuva, e vem o sol de novo
E, enquanto o céu, de novo,  vai se abrindo
Minha alma arde em chamas, arde em fogo...

Nas turvas tardes de domingo, tão confusas
Corações estão sôfregos e despedaçados
Mesmo as mentes limpas ou aquelas sujas
Vão redesenhando as dores do passado...

E, enquanto as dores ferem a dor de morte
As mentes dóceis loucas  se embaralham
Mas os ânimos reacendem minha sorte
E as lenhas se repartem e se enfornalham...

Para queimar minha alma trôpega e carente
Para abrandar a ira de quem não compreende
Para dizer que minha alma sofre e sente
Porque você não me escuta nem me entende!

Euclides Riquetti