segunda-feira, 3 de março de 2025

Tu és meu melhor poema

 


 


 



Preciso e quero te asseverar

Que tu és meu melhor poema

Tão certo como um teorema

Uma fração inteira a partilhar

Em sílabas ou em morfemas. 


Para eu poder te conquistar 

Poemas em sonetos versados

Sejam concretos ou abstratos

Escritos ali bem perto do mar

Escritos e no blog publicados.


Poemas em versos reveladores

Subtraídos de minha mente sana

Da minha exacerbação mundana 

De minha timidez e dos pudores

E até de minha alma profana. 


Mas o melhor dos meus frutos

O  poema mais simples e casual

Aquele ousado,  de atração fatal

É aquele que em ti eu busco

A minha inspiração natural!


Euclides Riquetti 

domingo, 2 de março de 2025

O Sonho que se tornou realidade - Homenageando o conterrâneo Roque Manfredini

 


 


O Roque Manfredini é o primeiro dos goleiros, está atrás do agachado Lourival, o Moço de Rio Azul. O outro goleiro é o Paulo Hanrique, está atrás do agachado massagista e ex-jogador Casquinha. Associação Atlética Iguaçu - Estádio Enéas Muniz de Queirós - 1972 - certamente que eu estava no meio da multidão, na arquibancada. 

          Na adolescência e na juventude, somos verdadeiros sonhadores. Alguns querem ser motoristas de caminhão, preferencialmente carreteiros, seguindo a profissão do pai. Outros médicos, advogados, dentistas, engenheiros, na mesma linha. Alguns pelas circunstâncias, tonam-se professores. Outros, pedreiros, carpinteiros, vendedores, comerciantes, mecânicos, lavoureiros. Mas há um sonho que muitos filhos buscam realizar e que os remetem para conquistar algo que poucos pais conseguiram: o de tornar-se jogador de futebol profissional. 


          Na minha geração,  isso já era o sonho de muitos colegas. Mas reconhecíamos que não tínhamos as habilidades para isso, então buscávamos nossa realização profissional em outras ocupações, que também nos permitissem sustentar uma família, ter casa, automóvel, poder dar boa educação aos filhos nossos. E, um dos jovens meus contemporâneos, o Roque Manfredini, também alimentava, embora que silenciosamente, este sonho. Na juventude, fora aluno de meu pai no Grupo Escolar Belisário Pena, em Capinzal, no final da década de 1970. Tinha avantajado porte físico. Não era levado muito a sério pelos colegas, pois não demonstrava muita vontade de estudar. Justamente meu pai lhe deu forças  e motivação, dando-lhe tarefas especiais, uma espécie de ajudante do  professor"." Adolescente, jogou no "Botafoguinho"e no Juvenil do Arabutã FC.

          Antes de completar seus 18 anos, na inauguração do Estádio do Arabutã, atuou pela primeira vez como titular deste, num confronto com a poderosa equipe da Perdigão, de Videira, Campeã Estadual de Futebol em 1965. Tinham um timão e por isso mesmo foram convidados a atuar numa  pré-inauguração. Nos primeiros 45 minutos enfrentaram o Arabutã,  e no segundo tempo o Grêmio Esportivo São José. Levou gols, mas não se abalou. Pouco tempo depois, foi cumprir com suas obrigações militares no "Quinto BE", o Exército Brasileiro, no quartel de Porto União.

          Cumpriu seu Serviço Militar por um ano e voltou a Capinzal, onde começou a trabalhar como
vendedor de máquinas agrícolas. Trabalhava com uma caminhonete de cor laranja, visitava as propriedades rurais do Baixo Vale do Rio do Peixe.  E voltou a jogar no Arabutã, embora estivesse com um peso um pouco acima do normal para quem jogasse futebol.
 
         Nesse tempo, o Arabutã tinha bons goleiros, o Coquiara era um deles. E eu saí para estudar na Faculdade, a FAFI, em União da Vitória. E, numa de minhas viagens de volta a minha cidade para visitar os familiares, no início de 1972,  encontrei-o ali o lado do Posto Ipiranga, em Capinzal. Havia voltado de Porto União há dois anos, mas fizera o nome lá quando estivera no Exército, jogara no "União". E gostaria muito de voltar para lá, fazer testes na Associação Atlética Iguaçu, havia pessoas na cidade que conheciam seu futebol. Sinceramente, achei que ele só estava contando vantagens, mas compometi-me de falar com o Leoclides Fraron, que era Cabo no BE, que conhecia os dirigentes do Iguaçu.

         Quando falei com meus colegas da República Esquadrão da Vida,  fiquei muito surpreso: O Roque tinha muita popularidade na cidade, fora um grande goleiro, um dos melhores que o União já tivera. Mandei-lhe uma carta pelo correio dizendo-lhe que o Fraron falara com o Capitão Dal'Acqua e que este disse que ele podia vir para os testes.

         Ele me mandou recado dizendo que estava fazendo exercícios físicos para perder peso com o Joe Luiz Bertola, que foi meu colega de aula no Contabilidade. Pois, em poucos dias,  o Joe operou um verdadeiro milagre: O Roque caiu da casa dos 100 Kg para 82 Kg.

          Esperei-o no dia marcado: Um final de dia, chegou de trem, com uma sacola de boleiro branca, e as inscrições em vermelho: Arabutã FC. Sapatos esporte sem meias, uma calça Lee bem desbotada, uma camisa estampada com base branca e estampas de um vermelho rosado, que eram "muito da moda"na época. Levei-o a um hotel perto da Estação Ferroviária e marcamos que eu chegaria na manhã seguinte, às 7 horas, para pegarmos a lotação até o Batalhão. Cheguei antes da hora, mas  ele já havia ido. Fora cedo. Sempre fora assim, determinado.

          Tomei um ônibus e cheguei às 8 horas no campo do Batalhão. Estava lá, treinando, pegando tudo. Lembro que o lateral esquerdo Santos, que tnha um chute portentoso, batia forte e ele defendia. Pegava firma, seguro, nem sequer espalmava, Dois dias de treinos e ele estava aprovado. Mas não levara os  documentos para seu registo na Federação. Bem do jeito dele... Pegou o trem na quarta-feira e voltou a Capinzal buscar os documentos. Um dia de viagem para ida e outro para volta. Na sexta-feira o registro em Curitiba e, no domingo , a estreia, no estádio do Ferroviário, em casa, contra a Mourãoense, de Campo Mourão. Vitória  do Iguaçu por 2 a 0. E o Roque escolhido como o melhor jogador em campo, enaltecido pelos locutores das rádios Colmeia e União. E muito aplaudido pelos torcedores. E eu vibrava na arquibancada, junto com mus colegas Osvaldo, Odacir, Fraron, Tortato, e outros.

          Nossa amizade ficou muito fortalecida a partir de 1972. Encontrávamo-nos na Praça Coronel Amazonas. Ele estudava Contabilidade à  noite no Colégio David Carneiro. E eu Letras, na Fafi. Eu o incentivava a estudar, da mesma forma que meu pai o fez, alguns anos antes...

          Valeu a pena ter incentivado o Roque a realizar seu sonho. Um sonho que realizou em razão de sua extrema determinação e força de vontade. Só pessoas com nível de determinação e objetividade tão elevados conseguem realizar sonhos que parecem impossíveis!

          Ele teve uma carreira vitoriosa. Em 1975 foi escolhido como o melhor jogador do Campeonato Paranaense pelos clubes do interior. Chegou a ser contratado pelo Coritiba Futebol Clube.
Voltou para União da Vitória onde tornou-se empresário. 

         Mas sua história não termina aí. Oportunamente, vou falar mais sobre ele. Muitas vezes, quando vejo jovens que falam em ser jogadores de futebol profissional e vejo que têm algum talento, não os desencorajo. Mas faço algumas indagações, dentre elas pergunto se sabem que é mais fácil tornar-se médico do que jogador de futebol. Eles não entendem, mas a matemática é simples: "Quantos de seus conhecidos se tornaram médicos?  - Quantos de seus conhecidos conseguiram tornar-se jogadores de futebol?"  Certamente que mais de 50 pessoas que conheci tornaram-se médicos. E, menos do que a quantia de dedos de uma de minhas mãos tornaram-se jogadores profissionais. É uma realidade. O sonho nem sempre pode ser realizado pelo caminho que nos parece mais fácil.

Euclides Riquetti
22-04-2014

O sol da noite escura

 


 



O sol da noite brilhou de repente
Intensamente
Depois  foi embora
Suavemente
Com seus raios transparentes.

Ele veio apenas para clarear os espaços
Pavimentar a avenida do amor e da paixão...

Foi o amor-sol que brilhou
E que me aliciou
Dentro de seu coração
E que me guiou até  seus braços.

O sol da noite escura  se fez sol de prata
E, no encanto da serenata
Brilhou!
Brilhou na noite como brilha no dia
Por pura magia...

O sol da noite
Forte, magnânimo
Reenergizou o meu ânimo
E fez rebrotar em mim plantinhas que estavam amedrontadas.

Agora, pedir que nossas almas sejam reconfortadas
Iluminadas pelo sol da noite
E por Deus abençoadas!
Euclides Riquetti

No porto do sol

 




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No Porto do Sol
No porto do sol, pisando nas areias brancas
Olhando para o mar das ondas espumantes
Imaginando os prazeres mais eletrizantes
Componho poemas para as almas santas.

No porto dos desejos, dos sonhos projetados
Vejo,  nas sombras, a sua silhueta desenhada
Enquanto, nas estrelas,  na noite enluarada
Navega, pelo infinito, a paixão exacerbada.

Despem-se os pensamentos que se embalam
Na manhã azul, da inspiração derradeira
Em que as palavras brotam e se propagam.

E que,  em cada porto, em cada ancoradouro
Eu lá possa encontrar minha  musa verdadeira
Com seu sorriso bonito, divino, e duradouro.

Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com

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O homem que matutava e os ombros da Letícia Sabatella




          O Apolinário matutava. Não era jeca, não era analfabeto. Tinha até pós-alguma coisa, acho que graduação, mas matutava. De vez em quando matutava e falava, baixinho, que era para que ninguém percebesse e não o achasse louco. Louco não era. Era normal como todos os outros meio anormais que estão por aí, matutando. Pensava no seu time que andava perdendo muitas. Não havia treinador que desse certo. O caso era de pouco sebo nas canelas. E a gurizada não quer mais saber de por o sangue nos olhos. Todo mundo quer sombra e água fresca, mesmo que seja à noite.
 
          Matutava o Apolinário. Não que matutar fosse sua predileção. matutava por matutar. E, enquanto matutava, contava. Não era o "contar causo", era o contar de fazer contas, contas "de mais" como a professora ensinou muito bem na primeira série. Na segunda, já as contas eram bem maiores, com mais algarismos. Algarismos são aqueles pequenos desenhos que hoje chamam de dígitos. E, matuta vai, matuta vem, e nada de respostas para suas indagações. Pensava na novela do horário das sete, "Sangue Bom". E constatava em sua matutice que pouco havia de bom no sangue daquela tropinha chamada elenco. Não nas pessoas deles, mas de suas personagens. Ah, que vontade de dar uma surra na Damáris. Podia ser na Gládis, aquela desavergonhada da irmã dela que está tentando o Lucindo...Não! Esses três fazem a parte boa, a engraçada da novela. Não merecem nehum castigo. Seria um sortilégio fazer isso, Santo Deus!

          Estava o Apolinário a matutar. Não havia outra coisa a fazer enquanto caminhava. As moçoilas e os rapazotes passavam, iam pra frente, pra trás. Certamente que não matutavam, não precisavam disso, nem tinham tempo para isso, tinham que falar ao telefone celular: " E aí, mano?! Vamos fazê umas quabrada na náite?! O Apôli não entendeu nada. Nem queria entender aquela falação sem graça. As "mâna", então, grudadas no seu Infinity-pré, também de nhém nhem:  "Oooooiiiii, lindaaaaa! Como cê tá massa!  - e o Apolinário, definitivamemente, nem queria ficar perto de gente assim. Continuava a pensar na novela: Quanta gente aquela Maiara/Amora, Amora/Maiara enganou antes de descobrirem todas as sacanagens que aprontou na novela! Pior que ela, só a mãe dela, a Bárbara Hellen. Elas são duas tranqueiras, bem que se merecem. Bonitinhas, mas ordinárias, como diria o Nélson Rodrigues... Mas tem o Bento que é gente boa. Tem sangue bom!

         Tendo matutato já um tantão,  o Apolinário pensou em virar o pensamento para outro lado. Uma psicóloga, uma vez, dissera para sua namorada que,  quando ela tivesse um pensamento runho,  era pra tentar pensar num pensamento bom, algo que deleitasse, que desse prazer. Então, ele começou a pensar nas personagens boas da novela e fixou-se na Verônica. A verônica, pra quem não sabe, é a mesma Palmira Valente que deixa seus afazeres de publicitária para exercitar seu hobby, cantar no Cantaí. E como ela canta! Com certeza seu vídeo vai bombar na internet. Mas a parte melhor, mesmo, a que mais toca o coração desapegado do amigo fica por conta dos ombros da Letícia Sabatella. Ah, que ombros! Você já reparou? Não? Então veja a novela e depois você vai ver se o Apolinário não tem razão. É um navio de areia para o seu caminhãozinho. Ah, se é! Como são belos os ombros da Letícia Sabatella.

Euclides Riquetti
20-10-2013

Até as plantas choram

 


 


 


Até as plantas choram

Porque

Os tempos estão muito difíceis

Há incertezas

Perdas

Desolação...


Os sorrisos estão escondidos

Apagados

Ocultos

Decepção...


Vidas são perdidas

Ficam as saudades

Sonhos são destruídos

Há a impotência para a reação..


Só a fragilidade

Uma falta de perspectivas

Muitos Enganos

Difícil realidade...


Bem assim!


Euclides Riquetti

Que eu gosto de você...


 

 


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Deixe-me ser
Seu perfume floral e amadeirado
Ou a chuva que cai em gotas orvalhadas
O ser desejável que quer ser desejado
O sonho das vitórias conquistadas
Deixe-me ser!

Deixe que eu seja
A canção que você canta e que me encanta
O sorriso na manhã prazenteira
A folha da árvore que balança...
A personagem autêntica e verdadeira!

Dei-me ser
O desejo que leva ao perder-se
O sentimento do fazer e do envolver-se
A canção nova e a canção velha que diz
Que é preciso viver para ser feliz...

Deixe que eu seja:
Que eu seja eu mesmo, como você é você
Que eu seja o amor que vive e que faz viver
Que eu seja o eu
Que eu seja seu
E que eu possa dizer
Que gosto de você!

Euclides Riquetti

O inefável silêncio do amor

 



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O amor é inefavelmente silencioso
Difícil de ser descrito ou definido
É um sentimento que se fortalece
Que vem pequeno e depois cresce
Vai tomando uns rumos incontidos
E vai se tornando grande e formoso!

O amor é sentimento que encoraja
É capaz de tornar um fraco valente
E acalmar o mais intrépido humano
Torna humilde o poderoso soberano
Ou alegra o ser triste e descontente
Desafia um acomodado pra que aja!

O amor pode agir com leve sutileza
Ou nas atitudes muito barulhentas
Navegar em mares de total calmaria.
Para agir não escolhe hora nem dia
Nem manhãs azuis e tardes cinzentas
Na tenda da plebeia ou da princesa.

Euclides Riquetti

Champanhe

 


 


Para as tradicionais fotos do brinde cruzado, a Noiva deve ...



Comemore, vibre, entusiasme-se intensamente
Beba uma taça de vinho, uma bebida, champanhe
Eu farei a minha parte,  farei feliz, alegremente
Quero que me abrace, me queira, me acompanhe.

Busque realizar seus sonhos, mas  comigo presente
Torne-me parte integrante de seus projetos pessoais
Agarre-me com seus braços, com força, fortemente
Dividamos nosso coração, nossos laços sentimentais.

Entendamos que o mundo nos impõe muitos desafios
E que é preciso, de nossa parte, muita determinação
Ter coragem para enfrentar todos os mares bravios
E acalmar dentro de nós as inquietudes do coração!

Euclides Riquetti

Brilho para teus olhos

 


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Peço a Deus que o sol te aqueça nas manhãs de inverno
E que o vento fresco venha te afagar nas tardes de verão
Assim como peço que as estrelas, num movimento eterno
Te abençoem nas noites longas e protejam o teu coração...

Peço que as andorinhas te tragam os melhores recados
Ao sobrevoarem o telhado de tua casa, trazendo alegria
E que,  nas horas em que teu coração se sentir desolado
Tu te lembres de meus versos, de todas as nossas poesias.

Peço que as chuvas lavem os caminhos onde que tu pisas
Que o belo colorido das flores nas plantas sempre te anime
E Deus te dê tudo o que for bom e do que tanto precisas:
Brilho  para teus belos olhos, força contra o que te deprime.

Euclides Riquetti

Escreva-me

 




Escreva-me uma carta ou bilhete

Nem que seja um recadinho apenas

Pode ser com letra de menina

Ou com aquela caligrafia de mulher

Com um pensamento qualquer

Pode ser uma poesia pequenina

Desde que sejam pra mim

As suas palavras serenas.


Pode ser num papel branco

Ou num pequeno guardanapo

Pode ser com letra de forma

Ou uma cursiva tradicional

Escreva bem ou escreva mal

Mas que seja um recado franco

Em papel ou virtual.  


Escreva-me algo que me anime

Que me traga motivação

Que me acorde de meus sonhos

Que eu não fique só na ilusão

Nem que a verdade doa

Pois a dúvida me magoa

Mas que seja da alma sua.


Vai, veja que o tempo passa

Que os dias voltam diferentes

Que cada manhã é um presente

Os aqueles não voltam mais

Porque a água que desceu corrente

Ela não volta jamais.


Escreva-me!


Euclides Riquetti

www.blogdoriquetti.blogspot.com 

02-03-2025



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Diz aí!

 



 



Diz aí

De que tipo de poema tu mais gostas

Fala aí

Mostra pra mim, espero por tua resposta!


Diz pra mim

Que meus versos estão pra teu paladar

Fala pra mim

Ajuda-me a te servir, a te agradar!


Diz-me agora

Pra me mostrar quais as melhores rimas

Fala-me agora

O que mais satisfaz a tua estima!


Mas, se não quiseres dizer nada

Respeitarei o teu silêncio 

Mulher discreta, bonita e reservada

Ficar calada é teu indiscutível direito!


E eu te aplaudo!


Euclides Riquetti

Marcas do tempo

 


 


 


Marcas do tempo

O tempo que passou
Deixou rastros, deixou marcas.
Rastros nos caminhos, nas estradas
Marcas nos corações e nas almas.

O tempo que passou deixou-me lições:
O tempo que passou mostrou-me que as ilusões
São vãs e fugazes.
Mostrou-me que há  o bem, ou o mal
Em todos os lugares.
Mostrou-me que há as certezas
Mas também as incertezas
O ganhar e o perder
Os reais e os imaginários
Mas, todos, muito necessários.

Muitas vezes perdi, outras ganhei
Mas nunca desanimei.
Levantei-me em cada tropeço
E, por isso, meu Deus a quem tanto louvei
Eu vos agradeço.

A quem amei com paixão
A reafirmação
A quem me estendeu a mão
Minha eterna gratidão
E a quem me quis tanto bem
Agradeço também.

E, nas marcas que ficaram
Nas ilusões que se apagaram
Nos ânimos e desânimos
A constatação:
Viver é amar
É ser amado
No desejar
Também ser desejado!

É pedir a bênção de Deus...
E ser por Ele abençoado!

Euclides Riquetti

Quando doerem em nossos braços

 



 





Quando doerem em nossos  braços
As dores dos anos que passaram
Tomados de fadiga e de cansaço
Por tudo aquilo que já suportaram...

Quando doer nossa alma nevoenta
Que perdeu o branco por pecados
A beleza da manhã estiver cinzenta
E sonhos forem marcas do passado...

Quando o horizonte se encurtar
E se alongar a história já vivida
E não tivermos por quem esperar
Porque já foi passado a nossa vida...

Quando os olhos não verem beleza
Nas paisagens antes coloridas
E o frio só nos trazer a tristeza
Nas madrugadas antes divertidas...

Precisaremos relembrar dos anos
Em que vivemos tudo intensamente
Dos momentos sacros e profanos
Que fizeram nossa alma tão contente.

Precisamos ver que valeu a pena
E que a vida nos fez muito bem
Que vivemos glórias e dilemas
E que me fez feliz  como ninguém!

Euclides Riquetti

 

Manhã de domingo


 



 


Nesta manhã de domingo

Quero que venha um dia perfeito,  lindo

Virá o sol, virá ainda a chuva

E, para você que madruga

Um amanhecer fresco no verão.


Ontem choveu legal

E os gaúchos ficaram contentes

Assim como os catarinenses

Et... cetera e tal!


A noite me foi tão sonhosa

Com um claro sonho  de romance 

E eu tive uma bela chance

De dizer que você é lindosa

Com sua beleza natural.


Então , a inspiração procurada

Durante dias em vão buscada

Veio bater em minha porta:

Ah!, Como isso me conforta!


Então, desse jeito estrambótico

Com olho na tela e dedo no teclado

Quis, (com s),  compor um poema irado

E mesmo que eu pareça um idiótico

Sou um poeta apaixonado.


Não ria, eu quero sentir seu sabor:

Apenas entenda minha doideira

E sinta-se minha adorável companheira

Me dê devolva o seu sorriso, por favor!


Euclides Riquetti


www.blogdoriquetti.blogspot.com