É hora de não fazer nada
De dar trela pro ócio e mais nada
É hora de jogar as pernas pro ar
Deixar os braços por conta, na rede deitar.
Hoje é dia de não fazer nada
De ser um dia de apenas lembrar
E quem sabe lavar a calçada
E no seu rosto pensar e pensar.
Pisar na grama, molhada, molhada
Olhar pro céu na manhã deste agosto
Jogar água nos pés, e na escada
Deixar o resto e ficar absorto.
Agora é hora de escrever poesia
Ficar lembrando da vida passada
Lembrando de boleros que dão nostalgia
Quem sabe lembrando de antiga jornada...
É apenas hora de não fazer nada
De curtir a lembrança da amada
De escrever poesia e sentir alegria
De sentir alegria e escrever poesia..
(E mais nada!.
Euclides Riquetti
18-08-2012
sábado, 18 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Loba mulher
Loba mulher dos sonhos cor-de-rosa
Loba mulher dos pensamentos que anuem
Dos lábios que me retribuem
Dos pecados que os meus diluem.
Loba mulher dos cabelos molhados
Desalinhados
Perfumados...
Loba mulher de cabelos e olhos encastanhados
Delicados
Encantados...
Loba mulher
Dos sonhos e encantos
Que provocam meus prantos
(Prantos nada santos...)
Loba mulher fervilhosa
Deliciosa
Dos sonhos azuis, dos sonhos cor-de-rosa:
Loba mulher!
Euclides Riquetti
11-08-2012
Loba mulher dos pensamentos que anuem
Dos lábios que me retribuem
Dos pecados que os meus diluem.
Loba mulher dos cabelos molhados
Desalinhados
Perfumados...
Loba mulher de cabelos e olhos encastanhados
Delicados
Encantados...
Loba mulher
Dos sonhos e encantos
Que provocam meus prantos
(Prantos nada santos...)
Loba mulher fervilhosa
Deliciosa
Dos sonhos azuis, dos sonhos cor-de-rosa:
Loba mulher!
Euclides Riquetti
11-08-2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O primeiro sol
Nos dias em que perdi minha inspiração
Perdi o rumo, meu norte foi pro sul...
Havia sumido o costumeiro céu azul
E minha estrada ficou sem direção.
A semana me trouxe o primeiro sol de agosto.
Foi-se embora a chuva que molhou os meus dias acanhados
Foi-se embora a chuva que pintou meus dias tão nublados.
Voltou tua mão a acariciar meu rosto.
A semana me devolveu o ânimo que estava escondido
E procurei meus sonhos nos hiatos da imaginação
Reencontrei-os nas lembranças da tenra paixão
Que mexe com minha alma e me devolve os sentidos.
Ah, meu primeiro sol, prenúncio de uma nova era
O aguardo do setembro das flores coloridas
O reencontro das palavras que ficaram escondidas
Permitem-me saudar a nova primavera.
Euclides Riquetti
08-08-2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Nado sincronizado - A maravilha das Olimpíadas
O Brasil obteve, hoje, o seu segundo Ouro nas Olimpíadas de Londres. Arthur Zanetti conseguiu o Ouro Olímpico nas argolas. É a primeira vez que conquistamos um Ouro em Ginástica. Tentamos chegar, na anteriormente, com Diego Hipólito e com Daiane dos Santos, a pequena gaúcha, mas não logramos o resultado esperado. Lesões os atrapalharam já por deiversas vezes. Agora, sim, foi nossa vez. Ficamos orgulhosos com nosso representante e haveremos de ter outros resultados positivos, em outras modalidades na competição, embora o quadro não se configure muito animador. Para um país que se dispôs a sediar a próxima edição, é muito pouco. Pecamos em algumas modalidades que tínhamos quase certeza de que conquistaríamos medalhas. Mas não vamos lamentar as perdas. Vamos, sim enaltecer as conquistas. E torcer para que a Chana Masson, de nossa cidade, conquiste uma medalha para nós. Ela, que está nos representando muito bem, e que já mostrou ao mundo sua habilidade, talento e garra. Já nos orgulhamos em 1984, quando, em Los Angeles, o Gilmar Rinaldi, que nasceu em Mariano Moro, ali perto de Erechin, (e viveu muitos de seus dias de adolescência ali em Ouro), conquistou, para nosso orgulho, a medalha de prata no futebol, tendo defendido duas penalidades máximas na semifinal. Eu costumava vender-lhe "dois cruzeiros em doces" , no Armazém do Arlindo Baretta, em 1969. E jogávamos bola no campinho ali abaixo da "ponte nova", que depois foi aterrado para a construção do Posto de Combustíveis Dambrós. Ele já era goleiro, tinha camisa amarela, igual à do Raul Plasmann, goleiro do Cruzeiro de Minas. E não é que, anos depois, ele foi suceder ao Raul no Flamengo? Viram, realizar sonhos é possível, basta dedicação e seriedade naquilo que se faz. Pessoas com talento podem estar escondidas em qualquer cidade, pequena ou grande, em cada escola, pública ou particular.
Mas, o que mais tem me encantado na maior competição esportiva do planeta, além da ginástica, é o nado sincronizado. Deliciei-me ao final da tarde de domingo, com as apresentações do Nado Sincronizado na TV. Que maravilha, que encantamento. Os corpos se jogam na água verde/azul da piscina e movem-se, harmonicamente, como se estivessem sendo acionados por um computador. E pensar que os patrocinadores e o público se encantam muito mais com uns brutamontes que ficam se esmurrando diante de câmaras de TV, numa onda de pancadaria que tem ocupado preciosos espaços na Televisão Brasileira!!!
Encantei-me, sim, com as russas Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina; com Marie-Pier Bordreau e Elise Marcotte, do Canadá; com as chinesas Huang Tuechen e Liu Ou, mas, sobretudo, com a elevada performance das espanholas Ona Carbonell Ballestero e Andrea Fuentes Fache. Pode ter certeza, leitor (a), que se não ocorrerem acidentes de percurso, as espanholas estarão no pódio. Quanta beleza! Quanta perfeição! Elas fazem com que o mundo seja mais bonito...
Euclides Riquetti
06-08-2012
Mas, o que mais tem me encantado na maior competição esportiva do planeta, além da ginástica, é o nado sincronizado. Deliciei-me ao final da tarde de domingo, com as apresentações do Nado Sincronizado na TV. Que maravilha, que encantamento. Os corpos se jogam na água verde/azul da piscina e movem-se, harmonicamente, como se estivessem sendo acionados por um computador. E pensar que os patrocinadores e o público se encantam muito mais com uns brutamontes que ficam se esmurrando diante de câmaras de TV, numa onda de pancadaria que tem ocupado preciosos espaços na Televisão Brasileira!!!
Encantei-me, sim, com as russas Natalia Ishchenko e Svetlana Romashina; com Marie-Pier Bordreau e Elise Marcotte, do Canadá; com as chinesas Huang Tuechen e Liu Ou, mas, sobretudo, com a elevada performance das espanholas Ona Carbonell Ballestero e Andrea Fuentes Fache. Pode ter certeza, leitor (a), que se não ocorrerem acidentes de percurso, as espanholas estarão no pódio. Quanta beleza! Quanta perfeição! Elas fazem com que o mundo seja mais bonito...
Euclides Riquetti
06-08-2012
domingo, 5 de agosto de 2012
Guerra do Contestado - o que temos a ver com ela?
O tema "Guerra do Contestado", pelas características da mesma e pela data de seu início, cujo centenário se aproxima, vai trazer-nos de volta muitas informações que um dia ouvimos, mas que nem sempre demos muita bola para o assunto. Sempre tive muita paixão por isso, é um assunto que me atrai profundamente.
A data fatídica é 22 de outubro de 1912, quando ocorreu a Batalha do Irani e, tanto o jovem Coronel Gualberto quanto o líder dos revoltosos, Monge José Maria, foram mortos. Brevemente, dedicarei um escrito exclusivamente para o que ocorreu nos dias que antecederam e sucederam esta importante data para nós, catarinenses, principalmente moradores das áreas que serviram de palco para a Guerra. Tenho informações exclusivas que obtive na Fazenda Nossa Senhora de Belém, com o Sr. Alceu Saporite, no interiorzão de Água Doce, num final de ano em que acampamos, com nossa família, uns 50 metros abaixo de uma Cachoeira existente na propriedade, e que ali ocorreu um fato que ajudou a mudar a história da Grande Batalha entre os liderados por José Maria e os soldados do jovem Coronel Gualberto.
Mas, hoje, vou-me dedicar a repassar algumas informações que obtive em minha vida, e outras que li em "O Oeste Catarinense - Memórias de um Pioneiro", escrito pelo saudoso José Valdomiro Silva, (tio da Leda Sílva Kerber, Soprano de nosso Teatro Alfredo Sigwalt, de Joaçaba, e dos seus manos Cláudio e João, meus amigos). Valdomiro construiu uma biografia irretocável, nascido em 21 de junho de 1902, na Fazenda Umbu, interior, na época, de Campos Novos, próximo de Duas Pontes, hoje Zortéa, e que viveu sua adolescência em lidas com seu pai, durante a construção da Estrada-de-Ferro São Paulo/Rio Grande.
Em 1914, quando a Guerra do contestado estava no ápice, 500 soldados da Força Federal estiveram acampados, por muitos meses, próximo à Estação Férrea de Capínzal, com a finalidade de guarnecer a cidade e impedir que os classificados como "fanáticos jagunços", tomassem o rumo do Sul.
Nossa cidade armou-se antes antes de os soldados chegarem, conforme descreve José Valdomiro Silva, na página 18 de sua obra: "À vista de tal situação, o farmacêutico Cavalcanti, que era solteiro, resolveu organizar uma guarda-civil, para o que convidou diversos homens e rapazes, entre os quais eu também fui incluído, na qualidade de seu empregado. Não houve problema para armar o pessoal, pois, na época havia muita Winchester e revólver Smith & Wesson que apareceram no comércio logo após a passagem da estrada de ferro. Até eu com meus doze anos, também mereci uma Winchester 44 que mantinha na farmácia, para enfrentar os jagunços. E como a dita guarda foi organizada em caráter amador, não havendo recursos para sua alientação, requisitavam porcos e galinhas das casas abandonadas pelas família fugitivas".
Pela descrição, você, leitor (a), pode ter noção de o quanto a situação estava complicada. E o adolescente José Valdomiro Silva, que a meu ver merecia ter sua vida retratada em documentário cinematográfico, é figura marcante em nossa história. Há muitos fatos interessantes em sua publicação, de 1987, e que você pode encontrar nas bibliotecas da região e sebos de Florianópolis.
Felizmente, hoje vivemos outros tempos, enfrentamos outros tipos de problemas, frutos da organização social atual. Mas, naquela época, a realidade era bastante cruel com os moradores de Rio Capinzal, localizado à margem esquerda do rio do Peixe, e o "Distrito de Abelardo Luz", à margem direita. Naquela época, desde 20 de outubro de 1906, com esse nome, pertencíamos à Colônia de Palmas, do Estado do Paraná. e era comum, em minha infância e juventude, colegas de Capinzal "inticarem" comigo, dizendo que nós, os abobreiros, do Ouro, éramos argentinos, e que eles, de Capinzal, os porungueiros, eram os brasileiros.
Intrigas e rivalidades à parte, a realidade é que Ouro pertenceu a Capinzal apenas por 14 anos, de 1948 a 1963. E que, se buscarmos profundamente a nossa verdadeira história, vamos descobrir muitas coisas interessantes, inclusive que tivemos ativa participação na Guerra do Contestado, pela nossa localização e pelas disputas de Paraná e Santa Catarina pela região Contestada.
Euclides Riquetti
05-08-2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
A greve dos caminhoneiros
"Sem caminhão o Brasil para", era a frase usada há alguns anos pelos caminhoneiros para chamar a atenção das autoridades sobre as dificuldades que a classe encontra para sobreviver nas estradas. E, convenhamos, as estradas brasileiras, apinhadas de veículos e a maioria de seus trechos não duplicados (duplicação é raridade) não tendo sequer a terceira faixa nos aclives, apresentam-se assustadoramente perigosas.
. É uma aventura para ti e para mim, leitor (a), andar em nossas estradas. Isso sem contar a precariedade de muitas delas, com buracos nas pistas de rolamento, acostamentos precários ou inexistentes, sinalização horizontal e vertical deixando muito a desejar. Ah, e ainda há os condutores malucos nas rodovias, , principalmente aqueles que realizam perigosas ultrapassagens em dupla faixa amarela, sinal impeditivo para que vocês desloquem o veículo para a outra faixa. E os que dirigem desatentos. E os que dirigem após ingestão de álcool...
Mas, o que chamou a atenção dos brasileiros e do mundo, nos últimos dias, foi a greve dos caminhoneiros. A greve é inevitável. É um recurso legal que permite que os brasileiros recusem-se a fazer aquilo que não desejam quando se sentem prejudicados. Falo de uma maneira simplista, deixo as conotações jurídicas para quem tem conhecimento e desejar fazê-lo. Fui grevista também, tendo liderado, na condição de presidente da APROC - Associação dos Professores de Ouro e Capinzal, a greve de 1987, quando paramos por 58 dias todas as escolas de Ouro, Capinzal, Lacerdópolis, Zortéa, Piratuba e Ipira. Apenas uma professora voltou ao trabalho depois de duas semanas, os demais continuaram firmes. Lutamos e, apesar de não termos obtido muitas conquistas, nossa classe mostrou-se unida e conseguimos mostrar para a sociedade o quanto éramos desvalorizados.
Agora, no presente episódio, em que houve paralisação dos caminhões em grande número de estados brasileiros, principalmente nas regiões onde se situam as agroindústrias, vimos o quanto têm de importância para a economia brasileira. Aqui em Catanduvas, a 25 Km de minha casa, concentrou-se uma manifestação na BR 282, rodovia pela qual é escoada a produção do Grande Oeste Catarinense. E isso também serviu para mostrar para as autoridades o quanto é importante o asfaltamento da Rodovia Ouro-Jaborá como estrada alternativa para o transporte de mercadorias em casos emergenciais.
Os caminhoneiros estão cansados de pagar a conta. Pagam um valor elevado pelo óleo diesel, realizam pesados investimentos para adquirir ou substituir seus caminhões, estão sejeitos a todo o tipo de risco com relação a sua segurança nas estradas, e ainda têm que se submeter a leis que os que as elaboram desconhecem a lida do motorista, quer seja patrão, quer seja empregado.
E, ainda, há os pedágios para lhes infernizar a vida ( e o bolso...). Em Santa Catarina, acredito que se limitam à Rodovia BR 101 e têm custo razoávelmente pequeno. Mas, no Paraná e outros estados, estão tirando o couro dos caminhoneiros e mesmo condutores de veículos de passeio. Na Rodovia entre Curitiba e Ponta Grossa, por exemplo, um carro popular bem conduzido gasta mais em pedágio do que com combustível. Para quem utiliza eventualmente, tudo bem, é possível suportar. E, para aqueles que precisam da estrada para seu trabalho diário, como é que fica?
O que as autoridades deixaram de considerar é que as concessões foram efetuadas tendo-se em conta uma quantidade x de veículos trafegando diariamente, mas com os incentivos oficiais o número de carros emplacados anualmente cresceu acima do que estava programado. E não se vê nenhum idicativo de que isso esteja por mudar. E muita gente está ganhando muito dinheiro com essa insensatez.
A questão das 8 horas de trabalho diárias, e o intervalo de meia hora para descanso para os caminhoneiros, foi a tônica do movimento e da pauta reivindicatória. Os condutores vão parar ao lado da rodovia, vão ser multados, assaltados e, se não fizerem isso, os proprietários vão receber pesadas multas. Isso é risível. Fazem leis para não serem cumpridas, mesmo. Criam um monte de leis que atrapalham a vida dos cidadãos e não preveem as condições de aplicabilidade.
Hoje, durante todo o dia, foi possível ver os caminhões nas estradas, em fileiras indianas, tentando recuperar o tempo perdido... E isso poderia ter sido evitado se as autoridades não tivessem substimado a força dos caminhoneiros. É, sim, "sem caminhão o Brasil para". Não podemos, nunca, querer pagar para ver. É tiro no pé (das autoridades brasileiras).
Euclides Riquetti
01-08-2012
. É uma aventura para ti e para mim, leitor (a), andar em nossas estradas. Isso sem contar a precariedade de muitas delas, com buracos nas pistas de rolamento, acostamentos precários ou inexistentes, sinalização horizontal e vertical deixando muito a desejar. Ah, e ainda há os condutores malucos nas rodovias, , principalmente aqueles que realizam perigosas ultrapassagens em dupla faixa amarela, sinal impeditivo para que vocês desloquem o veículo para a outra faixa. E os que dirigem desatentos. E os que dirigem após ingestão de álcool...
Mas, o que chamou a atenção dos brasileiros e do mundo, nos últimos dias, foi a greve dos caminhoneiros. A greve é inevitável. É um recurso legal que permite que os brasileiros recusem-se a fazer aquilo que não desejam quando se sentem prejudicados. Falo de uma maneira simplista, deixo as conotações jurídicas para quem tem conhecimento e desejar fazê-lo. Fui grevista também, tendo liderado, na condição de presidente da APROC - Associação dos Professores de Ouro e Capinzal, a greve de 1987, quando paramos por 58 dias todas as escolas de Ouro, Capinzal, Lacerdópolis, Zortéa, Piratuba e Ipira. Apenas uma professora voltou ao trabalho depois de duas semanas, os demais continuaram firmes. Lutamos e, apesar de não termos obtido muitas conquistas, nossa classe mostrou-se unida e conseguimos mostrar para a sociedade o quanto éramos desvalorizados.
Agora, no presente episódio, em que houve paralisação dos caminhões em grande número de estados brasileiros, principalmente nas regiões onde se situam as agroindústrias, vimos o quanto têm de importância para a economia brasileira. Aqui em Catanduvas, a 25 Km de minha casa, concentrou-se uma manifestação na BR 282, rodovia pela qual é escoada a produção do Grande Oeste Catarinense. E isso também serviu para mostrar para as autoridades o quanto é importante o asfaltamento da Rodovia Ouro-Jaborá como estrada alternativa para o transporte de mercadorias em casos emergenciais.
Os caminhoneiros estão cansados de pagar a conta. Pagam um valor elevado pelo óleo diesel, realizam pesados investimentos para adquirir ou substituir seus caminhões, estão sejeitos a todo o tipo de risco com relação a sua segurança nas estradas, e ainda têm que se submeter a leis que os que as elaboram desconhecem a lida do motorista, quer seja patrão, quer seja empregado.
E, ainda, há os pedágios para lhes infernizar a vida ( e o bolso...). Em Santa Catarina, acredito que se limitam à Rodovia BR 101 e têm custo razoávelmente pequeno. Mas, no Paraná e outros estados, estão tirando o couro dos caminhoneiros e mesmo condutores de veículos de passeio. Na Rodovia entre Curitiba e Ponta Grossa, por exemplo, um carro popular bem conduzido gasta mais em pedágio do que com combustível. Para quem utiliza eventualmente, tudo bem, é possível suportar. E, para aqueles que precisam da estrada para seu trabalho diário, como é que fica?
O que as autoridades deixaram de considerar é que as concessões foram efetuadas tendo-se em conta uma quantidade x de veículos trafegando diariamente, mas com os incentivos oficiais o número de carros emplacados anualmente cresceu acima do que estava programado. E não se vê nenhum idicativo de que isso esteja por mudar. E muita gente está ganhando muito dinheiro com essa insensatez.
A questão das 8 horas de trabalho diárias, e o intervalo de meia hora para descanso para os caminhoneiros, foi a tônica do movimento e da pauta reivindicatória. Os condutores vão parar ao lado da rodovia, vão ser multados, assaltados e, se não fizerem isso, os proprietários vão receber pesadas multas. Isso é risível. Fazem leis para não serem cumpridas, mesmo. Criam um monte de leis que atrapalham a vida dos cidadãos e não preveem as condições de aplicabilidade.
Hoje, durante todo o dia, foi possível ver os caminhões nas estradas, em fileiras indianas, tentando recuperar o tempo perdido... E isso poderia ter sido evitado se as autoridades não tivessem substimado a força dos caminhoneiros. É, sim, "sem caminhão o Brasil para". Não podemos, nunca, querer pagar para ver. É tiro no pé (das autoridades brasileiras).
Euclides Riquetti
01-08-2012
domingo, 29 de julho de 2012
O jantar dos torcedores do Internacional em Joaçaba
Na última sexta-feira, 27, participei, a convite do amigo Denir Zulian, Engenheiro da AMMOC, de um jantar promovido pela Associação dos Torcedores do Internacional em Joaçaba e Herval D ´Oeste, que tem como presidente o Manuel Traverso, professor da Unoesc e irmão da amiga Luciana Traverso, que atua a Universidade Federal do Paraná em Silveira Martins, RS. O pai deles, o João, Veterinário da Cidasc, estava lá com uma camisa do Inter daquelas mais antigas, branca, com uma faixa diagonal vermelha. Lá revi muitos amigos de Ouro e Capinzal: O Vander Rech, o Maikel e o Fábio Bebber, o Jorge Soldi, o Janecir, dentre outros. Aproximadamente 1.000 torcedores estiveram no jantar e dezenas deles não puderam adentrar ao Pavilhão Frei Bruno, por falta de lugar, voltando para frustrados. Ninguém estava ali para comer, apenas para abraçar seus antigos ídolos.
Na oportunidade, fui com minha camisa do Vasco, aquela com a faixa vertical dourada e a cruz de malta bem no peito. Conheci o Caçapava, o Cludiomiro e o Fabiano (este de geração mais recente). Conversei com o simpático Caçapava, disse-lhe que estava ali representando a "grande nação vascaína", ele sorriu, deu-me boas vindas, um abraço. Lembro-me de quando ele participava daquela "máquina colorada", que meu compadre Anibal Bess Formighieri e meu saudoso vizinho Leopoldo Minks tanto enalteciam quando morávamos no Zortéa, e da qual faziam parte o goleiro Manga, Falcão, Figueiroa, Valdomiro, Flávio (Peito de Aço), Lula, e outros craques que foram bicampeões brasileiros em 1975 e 1976. Na década de 70 o Inter reinou absoluto no Sul do Brasil e foi a sensação dos campeonatos de nível nacional. Foi muito bom ter podido participar.
Jantamos com o Dante D ´Agostini, filho do Osvaldoni e da Tere, pai do João, amiguinho da Júlia, minha neta. Também nos enturmamos com o Betinho Wesoloski e sua simpática esposa, o André Dalsenter, o Ruaro (irmão do Roberto) e o papo sobre boas lembranças correu solto. Revi o Roni Fabro, que falou-me sobre seu pai, advogado conceituado de Joaçaba, que está com dificuldades de movimentos. Contei para o Dante sobre o tempo em que eu estudava com o Osvaldino, no Juçá Barbosa Callado e fizemos o Ginásio Normal. Tínhamos como colegas o Chascove, os irmãos Andrioni (Nelci, Terezinha e José Carlos), o Valdir Caresia, o Júlio Rodrigues, qu veio de fora trabalhar no Banco do Brasil, o Ivan Ramos, que trabalhava no Posto do João Flâmia, o Celito Baretta, a Erondina Moro, a Nelcinda Savi. O Osvaldino Vinha com uma Kombi e dava carona para nós, meninos. O Júlio tinha um fusquinha bordô e todos os outros iam para a escola a pé, com exceção dos saudosos professores Valdemar Barea, (que tinha uma aero-willys, e o João Bronze, que tinha uma fusca). Relembrar daqueles difíceis mas muito bons tempos é uma das minhas predileções...(De vez em quando aparecia o Frei Adelino frigo, com a Rural dos padres, ou o Dioni Maestri, .com aquela aero-willys bordô, modelo arredondado, do Benjamim Barison.
Ocasiões assim permitem nossa interação com a comunidade, o reencontro com amigos antigos e atuais, o bom papo, a zoação, a flauta, tudo no maior respeito. E havia os candidatos às eleições, quase todos com a camisa do Inter. (Entendemos, né??)
Parabéns, Manuel e sua turma. Vocês conseguiram motivar, muito, os torcedores do colorado gaúcho.
Euclides Riquetti
29-07-2012
Na oportunidade, fui com minha camisa do Vasco, aquela com a faixa vertical dourada e a cruz de malta bem no peito. Conheci o Caçapava, o Cludiomiro e o Fabiano (este de geração mais recente). Conversei com o simpático Caçapava, disse-lhe que estava ali representando a "grande nação vascaína", ele sorriu, deu-me boas vindas, um abraço. Lembro-me de quando ele participava daquela "máquina colorada", que meu compadre Anibal Bess Formighieri e meu saudoso vizinho Leopoldo Minks tanto enalteciam quando morávamos no Zortéa, e da qual faziam parte o goleiro Manga, Falcão, Figueiroa, Valdomiro, Flávio (Peito de Aço), Lula, e outros craques que foram bicampeões brasileiros em 1975 e 1976. Na década de 70 o Inter reinou absoluto no Sul do Brasil e foi a sensação dos campeonatos de nível nacional. Foi muito bom ter podido participar.
Jantamos com o Dante D ´Agostini, filho do Osvaldoni e da Tere, pai do João, amiguinho da Júlia, minha neta. Também nos enturmamos com o Betinho Wesoloski e sua simpática esposa, o André Dalsenter, o Ruaro (irmão do Roberto) e o papo sobre boas lembranças correu solto. Revi o Roni Fabro, que falou-me sobre seu pai, advogado conceituado de Joaçaba, que está com dificuldades de movimentos. Contei para o Dante sobre o tempo em que eu estudava com o Osvaldino, no Juçá Barbosa Callado e fizemos o Ginásio Normal. Tínhamos como colegas o Chascove, os irmãos Andrioni (Nelci, Terezinha e José Carlos), o Valdir Caresia, o Júlio Rodrigues, qu veio de fora trabalhar no Banco do Brasil, o Ivan Ramos, que trabalhava no Posto do João Flâmia, o Celito Baretta, a Erondina Moro, a Nelcinda Savi. O Osvaldino Vinha com uma Kombi e dava carona para nós, meninos. O Júlio tinha um fusquinha bordô e todos os outros iam para a escola a pé, com exceção dos saudosos professores Valdemar Barea, (que tinha uma aero-willys, e o João Bronze, que tinha uma fusca). Relembrar daqueles difíceis mas muito bons tempos é uma das minhas predileções...(De vez em quando aparecia o Frei Adelino frigo, com a Rural dos padres, ou o Dioni Maestri, .com aquela aero-willys bordô, modelo arredondado, do Benjamim Barison.
Ocasiões assim permitem nossa interação com a comunidade, o reencontro com amigos antigos e atuais, o bom papo, a zoação, a flauta, tudo no maior respeito. E havia os candidatos às eleições, quase todos com a camisa do Inter. (Entendemos, né??)
Parabéns, Manuel e sua turma. Vocês conseguiram motivar, muito, os torcedores do colorado gaúcho.
Euclides Riquetti
29-07-2012
sábado, 28 de julho de 2012
Outros medos, muito bregas
Medo paranóico: de ficar sem créditos no celular
Medo politifágico: de perder eleição considerada ganha
Medo ex-tanque: de ficar com o abdomem volumoso, protuberante
Medo gástrico: de ficar sem (gas) olina no meio do trânsito
Medo moleque: de comer muito pé-de-moleque e ficar com dor de barriga
Medo diabólico: de comer muita paçoquinha e ficar diabético
Medo vulg(ar): de respirar para não acordar o outro quando dorme e ronca
Medo leviano: de sonhar que está flutuando, leve, indo para o céu antes da hora.
Medo infernal: de imaginar que está condenado a arder em chamas na boate do Lúcifer
Medo gelado: de pensar que ficou preso dentro de uma câmara fria
Medo do escuro: de ser atropelado por um fuscão preto
Medo de mensagem auditiva: de mandarem um carro de mensagem na frente de sua casa, no dia do aniversário, com um texto musicado, bem meloso
Medo de saia: de estar dando entrevista e começarem a fazer perguntas indiscrtetas, deixando-o em saia justa.
Medo de correr: de achar que o Rubens Barrichello vai podar seu golzinho na reta do Motel Eros e você precisa chegar antes que ele
Medo de criança: de errar a letra do Parabéns a Você na festinha de aniversário dos netos
Medo de ficar velho: de chegar na fila da lotérica e indicarem pra você a fila "exclusiva para gestantes e idosos"
Medo de ter vergonha: de virar um sem-vergonha, convencido, metido a besta, com o nome no Serasa, cartão de crédito vencido e ainda ter de dar explicações em casa por ter chegado tarde e com perfume estranho impregnado na roupa
"O medo de não ter assunto para escrever me deixou com muito medo, daí escrevi umas bobagenzinhas, só para descontrair e tomar um pouco de seu tempo ocioso, (precioso???), neste sábado, em que não deixaram você ir para o trabalho e por isso ficou muito zangado, revoltado..."
Abraços a todos, neste sábado de céu emburrado.
Euclides Riquetti
28-07-2012
Medo politifágico: de perder eleição considerada ganha
Medo ex-tanque: de ficar com o abdomem volumoso, protuberante
Medo gástrico: de ficar sem (gas) olina no meio do trânsito
Medo moleque: de comer muito pé-de-moleque e ficar com dor de barriga
Medo diabólico: de comer muita paçoquinha e ficar diabético
Medo vulg(ar): de respirar para não acordar o outro quando dorme e ronca
Medo leviano: de sonhar que está flutuando, leve, indo para o céu antes da hora.
Medo infernal: de imaginar que está condenado a arder em chamas na boate do Lúcifer
Medo gelado: de pensar que ficou preso dentro de uma câmara fria
Medo do escuro: de ser atropelado por um fuscão preto
Medo de mensagem auditiva: de mandarem um carro de mensagem na frente de sua casa, no dia do aniversário, com um texto musicado, bem meloso
Medo de saia: de estar dando entrevista e começarem a fazer perguntas indiscrtetas, deixando-o em saia justa.
Medo de correr: de achar que o Rubens Barrichello vai podar seu golzinho na reta do Motel Eros e você precisa chegar antes que ele
Medo de criança: de errar a letra do Parabéns a Você na festinha de aniversário dos netos
Medo de ficar velho: de chegar na fila da lotérica e indicarem pra você a fila "exclusiva para gestantes e idosos"
Medo de ter vergonha: de virar um sem-vergonha, convencido, metido a besta, com o nome no Serasa, cartão de crédito vencido e ainda ter de dar explicações em casa por ter chegado tarde e com perfume estranho impregnado na roupa
"O medo de não ter assunto para escrever me deixou com muito medo, daí escrevi umas bobagenzinhas, só para descontrair e tomar um pouco de seu tempo ocioso, (precioso???), neste sábado, em que não deixaram você ir para o trabalho e por isso ficou muito zangado, revoltado..."
Abraços a todos, neste sábado de céu emburrado.
Euclides Riquetti
28-07-2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Meus oito medos
Meu primeiro medo: Medo de te perder.
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.
Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...
Euclides Riquetti
26-07-2012
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.
Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...
Euclides Riquetti
26-07-2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Homenagem ao amigo que se foi
Ontem, ao ouvir o sino da Matriz de Capinzal, liguei para a Casa Paroquial para ver do que se tratava. Informaram-me que era a celebração do Alcir José Spielmann. Fiquei chocado. Foi meu colega do curso de Contabilidade no Padre Ancheita. Meu antigo vizinho, em Ouro. Meu colega de futebol no tempo do Palmeirinhas. Trabalhou no Organização Contábil Luther King, hoje sucedido pela Êxito Contadores, capitaneada pelo Osvaldo Federle, o Machadinho. Fomos, os três, da turma de Técnicos em Contabilidade de 1971. Afastou-se do trabalho por motivos de saúde, há duas décadas.
Tenho muitas boas lembranças do Alcir. Tinha um jeito calmo e simples de falar. Como a mãe, Doralice (falecida) e o pai, o Alcides "Barbeiro" Spielmann, que tinha barbearia na área central de Ouro e que faleceu num belo domingo, depois de ir à missa na Festa de São Paulo Apóstolo.
Quando era criança ele morava ali na Rua Santo Antônio, aquela que sobe ao lado da casa do Aquilino Baretta. Depois, vieram morar próximo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Fui colega de Mater Dolorum de seus irmãos Dalvir e Almir (Frei). Trabalho como Geraldo, seu irmão. Sou amigo do Eugênio, que trabalha no Banco do Brasil, e da Ana Lúcia, que casou com o Itamar Homem do Amaral, o Mineirinho do Banco do Brasil, que também foi nosso colega no CNEC. Tenho boas recordações de todos eles.
Nos últimos anos, permaneceu recluso em sua casa, morando com o Geraldo. Era um flamenguista convicto e fervoroso. O rubro-negro era a sua primeira paixão. Ensinou o Prefeito Miqueloto a jogar xadrez quando ele ia entregar leite na sua casa. Falava pouco, mas pensava muito. Quando jogava bola, movimentava-se com elegância e habilidade, sabia tocar a bola com perfeição, não reclamava. Mas parou muito cedo.
Lembro de quando, em 1971, desfilamos pela CNEC no Sete de Setembro, com calça preta, de tergal, e camisa de algodão, vermelha. Foi ideia do Dr. Maliska, nosso Diretor: "Se nossa escola nunca desfilou, então vamos desfilar a primeira vez com camisa vermelha, que é para aparecer, mesmo!" E desfilamos. O Alcir se sentia mais rubro-negro ainda. Eu, vascaíno, achava a camisa apenas bonita...
Lá na Igreja, de seus colegas de turma, estávamos eu e o Machadinho. Ele comentou: "Foi-se nosso colega! Tomei a liberdade der publicar uma nota em nome da nossa turma". Fiquei agradecido ao amigo Osvaldo, achei uma atitude muito louvável a dele. Os freis Danilo e Valdir, mais seu irmão Frei Almir fizeram a celebração.
E ele foi morar com o pai e a mãe. Pessoas boas como eles têm um merecido lugar ao lado do Senhor, no Paraíso. O mundo precisa de pessoas sensíveis e bondosas como ele e seus familiares. Viva feliz na Glória Eterna, Alcir!
Euclides Riquetti
25-07-2012
Tenho muitas boas lembranças do Alcir. Tinha um jeito calmo e simples de falar. Como a mãe, Doralice (falecida) e o pai, o Alcides "Barbeiro" Spielmann, que tinha barbearia na área central de Ouro e que faleceu num belo domingo, depois de ir à missa na Festa de São Paulo Apóstolo.
Quando era criança ele morava ali na Rua Santo Antônio, aquela que sobe ao lado da casa do Aquilino Baretta. Depois, vieram morar próximo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Fui colega de Mater Dolorum de seus irmãos Dalvir e Almir (Frei). Trabalho como Geraldo, seu irmão. Sou amigo do Eugênio, que trabalha no Banco do Brasil, e da Ana Lúcia, que casou com o Itamar Homem do Amaral, o Mineirinho do Banco do Brasil, que também foi nosso colega no CNEC. Tenho boas recordações de todos eles.
Nos últimos anos, permaneceu recluso em sua casa, morando com o Geraldo. Era um flamenguista convicto e fervoroso. O rubro-negro era a sua primeira paixão. Ensinou o Prefeito Miqueloto a jogar xadrez quando ele ia entregar leite na sua casa. Falava pouco, mas pensava muito. Quando jogava bola, movimentava-se com elegância e habilidade, sabia tocar a bola com perfeição, não reclamava. Mas parou muito cedo.
Lembro de quando, em 1971, desfilamos pela CNEC no Sete de Setembro, com calça preta, de tergal, e camisa de algodão, vermelha. Foi ideia do Dr. Maliska, nosso Diretor: "Se nossa escola nunca desfilou, então vamos desfilar a primeira vez com camisa vermelha, que é para aparecer, mesmo!" E desfilamos. O Alcir se sentia mais rubro-negro ainda. Eu, vascaíno, achava a camisa apenas bonita...
Lá na Igreja, de seus colegas de turma, estávamos eu e o Machadinho. Ele comentou: "Foi-se nosso colega! Tomei a liberdade der publicar uma nota em nome da nossa turma". Fiquei agradecido ao amigo Osvaldo, achei uma atitude muito louvável a dele. Os freis Danilo e Valdir, mais seu irmão Frei Almir fizeram a celebração.
E ele foi morar com o pai e a mãe. Pessoas boas como eles têm um merecido lugar ao lado do Senhor, no Paraíso. O mundo precisa de pessoas sensíveis e bondosas como ele e seus familiares. Viva feliz na Glória Eterna, Alcir!
Euclides Riquetti
25-07-2012
domingo, 22 de julho de 2012
Festa Italiana de Capinzal
Participamos, neste sábado, 21, da XXVIII Noite Italiana de Capinzal. É a oportunidade que temos de rever amigos, alguns que a gente não vê há muito tempo.
A Noite Italiana de Capinzal, que também chamam de "Festa", foi criada na gestão municipal do saudoso e muito competente Prefeito Celso Farina. Dona Zélia, a Primeira Dama, Marlene Zanchet, que respondia pela Educação e Cultura em Capinzal, mais a Marília Dambrós, Diretora da APAE, foram as pessoas que iniciaram a festa cultural que tem como principal característica servir boa comida e vinho. Ao longo dos anos foi sendo repaginada. Os altos investimentos em contratação de bandas de alto custo e decoração foram dando lugar a outros moldes, sem cair o padrão de qualidade. Como o objetivo é angariar recursos para a escola especial Vanda Meyer, não podia ser de outro jeito: a sofisticação dando lugar à praticidade e os objetivos atingidos.
A festa é apoiada pela comunidade e, desde os primeiros tempos, foi teve como grande parceira a Perdigão, hoj BRF. O Sr. Altair Zanchet deu o pontapé inicial de apoios, com o respaldo da família de Saul Brandalize. O formato atual, com simplicidade, música de alta qualidade e diversidade (Banda Essência), bons vinhos coloniais (uvas americanas) e também de altitude (uvas de origem europeia, viníferas). Há uma década o vinho disponibilizado era gratuito, mas havia esbanjamento, muitos bebiam além da conta, faziam fiascos. Agora, ao meu ver, foi atingido o padrão ideal para o público que a frequenta. E os preços cobrados pelo vinho está abaixo dos praticados em restaurantes com médio requinte.
Bem, como o bom da festa é rever amigos, a noite nos foi muito auspiciosa. Os locais, a gente revê com regular frequência, mas mesmo assim é bom coversar com eles. E costumamos ficar analisando as mudanças nas pessoas: a amabilidade é sempre a mesma, até melhora, pois os anos que pesam nas costas de cada um as tornam mais dóceis. Mas nossos cabelos... quanta diferença!!! O orgulho que muitos tinham quando jovens é substituído pela maturidade. Os cabelos da maioria dos homens tornam-se prateados, alguns os perdem, como o meu caso. No princípio, tenta-se identificar algumas pessoas que " a gente viu em algum lugar, algum dia". E sai de lá sem saber quem era, pois não dá pra sair perguntando pra todo mundo: "Quem é você?"
Na chegada, revi o Hilarinho Zortéa, a Vera, de nosso saudoso Caio, a Jane Serena. Depois a Márcia Dambrós Peixer, com o marido, a Dona Iolanda, o Sérgio Riquetti, meu simpático primo e que o Remi Mattos, que agora mora no Mato Grosso do Sul, chamava de "Van Johnson". A simpatia da Márcia e do marido é muito grande, sabemos muito bem o quanto ela recebeu de bons exemplos de sua mãe. Depois fui abordar o Tio Dero, (como o Caio e a Vera o chamavam), e a Ana Rosália. Conheci-a num churrasco na fazenda dos Zortea, em 1968, quando o seu pai, Hilário, foi nosso paraninfo de formatura do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado. Era tímida, agora parece mais alegre, madura. O Deroci sempre foi muito atencioso e competente, nos poucos contatos que tive com ele, desde os tempos em que eu trabalhava na Zortea Brancher, me ajudou em ocasiões que precisei de suas orientações. É um cidadão que se aliou a uma família de pessoas boas, por isso está aí, de bem com a família e a vida. Depois o Maurício Brancher, filho da Dona Holga e do amigão Sadi, a quem já me referi em outras ocasiões. O Rubens Bazzo, que estava com a esposa, está com a cara do pai dele, o amigo Plínio, simpático cidadão que foi morar na Capital. Também revi o Bogoni, pai da Fernanda, que vinha na minha casa quando tinha uns seis anos de idade, era coleguinha de minhas filhas. Sabe, amigo (a) leitor (a), há pessoas como Tio Plínio, que nunca deveriam envelhecer, deveriam ficar esbanjando simpatia mundo afora, ajudando a vida de todos a ser melhor...
E tinha lá um monte de outras pessoas que eu ficava tentando saber quem eram. E a tribo local, numerosa, mas que a gente sempre acaba reencontrando: A comadre Alias dançando com o Onair (Ticão), a Elba com o Adelir, sempre esperando que a banda execute um tango para que possam curtir suas habilidades.
Ah, foi muito bom estar lá, em meio a tantos e tantas, volvendo o pensamento para o passado, lembrando de quantas vezes "arrastamos o pé" no Centro Educacional.
Euclides Riquetti
22-07-2012
A Noite Italiana de Capinzal, que também chamam de "Festa", foi criada na gestão municipal do saudoso e muito competente Prefeito Celso Farina. Dona Zélia, a Primeira Dama, Marlene Zanchet, que respondia pela Educação e Cultura em Capinzal, mais a Marília Dambrós, Diretora da APAE, foram as pessoas que iniciaram a festa cultural que tem como principal característica servir boa comida e vinho. Ao longo dos anos foi sendo repaginada. Os altos investimentos em contratação de bandas de alto custo e decoração foram dando lugar a outros moldes, sem cair o padrão de qualidade. Como o objetivo é angariar recursos para a escola especial Vanda Meyer, não podia ser de outro jeito: a sofisticação dando lugar à praticidade e os objetivos atingidos.
A festa é apoiada pela comunidade e, desde os primeiros tempos, foi teve como grande parceira a Perdigão, hoj BRF. O Sr. Altair Zanchet deu o pontapé inicial de apoios, com o respaldo da família de Saul Brandalize. O formato atual, com simplicidade, música de alta qualidade e diversidade (Banda Essência), bons vinhos coloniais (uvas americanas) e também de altitude (uvas de origem europeia, viníferas). Há uma década o vinho disponibilizado era gratuito, mas havia esbanjamento, muitos bebiam além da conta, faziam fiascos. Agora, ao meu ver, foi atingido o padrão ideal para o público que a frequenta. E os preços cobrados pelo vinho está abaixo dos praticados em restaurantes com médio requinte.
Bem, como o bom da festa é rever amigos, a noite nos foi muito auspiciosa. Os locais, a gente revê com regular frequência, mas mesmo assim é bom coversar com eles. E costumamos ficar analisando as mudanças nas pessoas: a amabilidade é sempre a mesma, até melhora, pois os anos que pesam nas costas de cada um as tornam mais dóceis. Mas nossos cabelos... quanta diferença!!! O orgulho que muitos tinham quando jovens é substituído pela maturidade. Os cabelos da maioria dos homens tornam-se prateados, alguns os perdem, como o meu caso. No princípio, tenta-se identificar algumas pessoas que " a gente viu em algum lugar, algum dia". E sai de lá sem saber quem era, pois não dá pra sair perguntando pra todo mundo: "Quem é você?"
Na chegada, revi o Hilarinho Zortéa, a Vera, de nosso saudoso Caio, a Jane Serena. Depois a Márcia Dambrós Peixer, com o marido, a Dona Iolanda, o Sérgio Riquetti, meu simpático primo e que o Remi Mattos, que agora mora no Mato Grosso do Sul, chamava de "Van Johnson". A simpatia da Márcia e do marido é muito grande, sabemos muito bem o quanto ela recebeu de bons exemplos de sua mãe. Depois fui abordar o Tio Dero, (como o Caio e a Vera o chamavam), e a Ana Rosália. Conheci-a num churrasco na fazenda dos Zortea, em 1968, quando o seu pai, Hilário, foi nosso paraninfo de formatura do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado. Era tímida, agora parece mais alegre, madura. O Deroci sempre foi muito atencioso e competente, nos poucos contatos que tive com ele, desde os tempos em que eu trabalhava na Zortea Brancher, me ajudou em ocasiões que precisei de suas orientações. É um cidadão que se aliou a uma família de pessoas boas, por isso está aí, de bem com a família e a vida. Depois o Maurício Brancher, filho da Dona Holga e do amigão Sadi, a quem já me referi em outras ocasiões. O Rubens Bazzo, que estava com a esposa, está com a cara do pai dele, o amigo Plínio, simpático cidadão que foi morar na Capital. Também revi o Bogoni, pai da Fernanda, que vinha na minha casa quando tinha uns seis anos de idade, era coleguinha de minhas filhas. Sabe, amigo (a) leitor (a), há pessoas como Tio Plínio, que nunca deveriam envelhecer, deveriam ficar esbanjando simpatia mundo afora, ajudando a vida de todos a ser melhor...
E tinha lá um monte de outras pessoas que eu ficava tentando saber quem eram. E a tribo local, numerosa, mas que a gente sempre acaba reencontrando: A comadre Alias dançando com o Onair (Ticão), a Elba com o Adelir, sempre esperando que a banda execute um tango para que possam curtir suas habilidades.
Ah, foi muito bom estar lá, em meio a tantos e tantas, volvendo o pensamento para o passado, lembrando de quantas vezes "arrastamos o pé" no Centro Educacional.
Euclides Riquetti
22-07-2012
sábado, 21 de julho de 2012
31ª Festa do Colono - Ouro - SC
A Festa do Colono é o evento público que mais reúne pessoas em Ouro. Acontece sempre num sábado, o mais próximo do dia 25 de julho, geralmente antecedendo-o. Neste ano aconteceu hoje, 21, no Centro de Eventos de Nossa Senhora do Caravággio. que se localiza às margens das Rodovias SC 135 e 467, em Ouro, na comunidade que chamam de Posto Caravággio. A programação vem acontecendo desde o dia 29 de junho, quando aconteceu a abertura, no Clube Esportivo Floresta, quando sde realizou o IV Encontro de Violeiros e o cerimonial oficial de lançamento da festa.
Na terça, 17, foi realizado o Fórum de Desenvolvimento Rural Sustentável, no Ginásio de Esportes de Linha Vitória, quando especialistas em preservação do solo e em inovações em máquinas e implementos agrícolas estiveram repassando parte de seus conhecimentos aos agricultores. Já ontem à noite, 20, no Clube Esportivo Floresta, aconteceu o tradicional Café Colonial, organizado pela equipe da Prefeitura e Epagri. Mais de 30 produtos de nossa agroindústria local e de nossa produção gastronômica estavam disponibilizados aos participantes, além de café, leite e chás. Nosso Café Colonial é bem prestigiado por pessoas do Baixo Vale do Rio do Peixe, assim como o é o que acontece anualmente na Barra do Leão, distrito que pertence ao Município de Capos Novos, distante 8 Km de Capinzal.
A Festa do Colono costuma reunir políticos catarinenses, vereadores, prefeitos, vices e deputados. E muitas pessoas que ali vão para reencontrar amigos. As rádios barriga Verde AM e Cidade FM transmitiram o evento ao vivo, que teve pela manhã a celebração de Santa missa, com o estimado Frei Dudu, figura religiosa que vem despontando na Paróquia de São Paulo Apóstolo, pois, além de muito carismático, é talentoso cantor e execução de músicas ao violão.
Mais de uma centenas de empresas e empreendedores participaram da exposição que é organizada no pátio da Capela de Nossa Senhora do Caravággio, com tratores, plantadeiras, aradeiras, provedores de internet, animais de raça. Ainda, muitos brinquedos para as crianças, sem precisarem pagar para se divertir.
Churrasco de bovinos e suínos são disponibilizados, carinhosamente preparados, com aquele gostinho de "churrasco de festa de colônia".
Uns atrativos de que não abro mãe é tomar um chimarrão na barraca da Ervateira Charrua, do amigo Chico Marca. A Dona Lucélia, esposa, e a filha Luana, nossas amigas, estavam lá bem cedinho ofertando seu precioso chimarrão. A Barraca do Pingo, da Ouro Diversões, com suas cocadas, maçãs-do-amor e pés-de-moleques nos encanta e atrai. A feirinha de produtos dos associados da Copernostra também bomba bem. Aliás, comprei compotas de laranja e doce de figo produzidas pela família Prando, de Lacerdópolis, um tabletão de marmelada, coisa que eu não via há anos, muitos doces e vinho. Havia os produtos das artesãs do município de Ouro que fazem parte do CEATUR, os queijos Casagrande e Campo Dourado para degustação, salames, e muitas outras delícias. Se você não pode participar, não sabe o que perdeu!
Presentes na feirinha da Festa do Colono, o pessoal da Vinicampos estava lá com seus vinhos de altitude, produzidos em Campos Novos, e que eu já conhecia de um jantar na casa de meu genro Daniel Tesser, trazidos pelo seu primo Túlio Dassi, agrônomo da Epagri. A Vinicampos produz vinhos de alta qualidade, cultivados em parreirais de Campos Novos e arredores, em altitudes acima de 900 metros. Uvas viníferas europeias, muito bem adaptadas ao nosso clima, proporcionando Cabernet Saivignon, Merlot, Moscato Gialo, Lorena e Sauvingnon Blanc, esta a variedade das uvas considerada, seguindo me disse um dia o Maurício Grando, da Villagio Grando, de Água Doce, a mãe das uvas do mundo. Aliás, neste novo milênio, os vinhos catarinenses e gaúchos crescerem muito em termos de qualidade. E, os da safra 2012, quando estiveram no mercado, serão de altíssima qualidade, pois o clima de final de 2011 e início de 2012 favoreceu muito para a qualidade da uva.
Na parte da tarde, show musical com Nando e Terezina (Nando Show), Paulo e Marcelo, e, à noite baile com Portal do Sul.
A festa do Colono do Município de Ouro termina no próximo final de semana, com as provas de Veloterra que serão realizadas ali mesmo, em Posto Caravággio, ao lado da SC 135.
Euclides Riquetti
21-07-2012
Na terça, 17, foi realizado o Fórum de Desenvolvimento Rural Sustentável, no Ginásio de Esportes de Linha Vitória, quando especialistas em preservação do solo e em inovações em máquinas e implementos agrícolas estiveram repassando parte de seus conhecimentos aos agricultores. Já ontem à noite, 20, no Clube Esportivo Floresta, aconteceu o tradicional Café Colonial, organizado pela equipe da Prefeitura e Epagri. Mais de 30 produtos de nossa agroindústria local e de nossa produção gastronômica estavam disponibilizados aos participantes, além de café, leite e chás. Nosso Café Colonial é bem prestigiado por pessoas do Baixo Vale do Rio do Peixe, assim como o é o que acontece anualmente na Barra do Leão, distrito que pertence ao Município de Capos Novos, distante 8 Km de Capinzal.
A Festa do Colono costuma reunir políticos catarinenses, vereadores, prefeitos, vices e deputados. E muitas pessoas que ali vão para reencontrar amigos. As rádios barriga Verde AM e Cidade FM transmitiram o evento ao vivo, que teve pela manhã a celebração de Santa missa, com o estimado Frei Dudu, figura religiosa que vem despontando na Paróquia de São Paulo Apóstolo, pois, além de muito carismático, é talentoso cantor e execução de músicas ao violão.
Mais de uma centenas de empresas e empreendedores participaram da exposição que é organizada no pátio da Capela de Nossa Senhora do Caravággio, com tratores, plantadeiras, aradeiras, provedores de internet, animais de raça. Ainda, muitos brinquedos para as crianças, sem precisarem pagar para se divertir.
Churrasco de bovinos e suínos são disponibilizados, carinhosamente preparados, com aquele gostinho de "churrasco de festa de colônia".
Uns atrativos de que não abro mãe é tomar um chimarrão na barraca da Ervateira Charrua, do amigo Chico Marca. A Dona Lucélia, esposa, e a filha Luana, nossas amigas, estavam lá bem cedinho ofertando seu precioso chimarrão. A Barraca do Pingo, da Ouro Diversões, com suas cocadas, maçãs-do-amor e pés-de-moleques nos encanta e atrai. A feirinha de produtos dos associados da Copernostra também bomba bem. Aliás, comprei compotas de laranja e doce de figo produzidas pela família Prando, de Lacerdópolis, um tabletão de marmelada, coisa que eu não via há anos, muitos doces e vinho. Havia os produtos das artesãs do município de Ouro que fazem parte do CEATUR, os queijos Casagrande e Campo Dourado para degustação, salames, e muitas outras delícias. Se você não pode participar, não sabe o que perdeu!
Presentes na feirinha da Festa do Colono, o pessoal da Vinicampos estava lá com seus vinhos de altitude, produzidos em Campos Novos, e que eu já conhecia de um jantar na casa de meu genro Daniel Tesser, trazidos pelo seu primo Túlio Dassi, agrônomo da Epagri. A Vinicampos produz vinhos de alta qualidade, cultivados em parreirais de Campos Novos e arredores, em altitudes acima de 900 metros. Uvas viníferas europeias, muito bem adaptadas ao nosso clima, proporcionando Cabernet Saivignon, Merlot, Moscato Gialo, Lorena e Sauvingnon Blanc, esta a variedade das uvas considerada, seguindo me disse um dia o Maurício Grando, da Villagio Grando, de Água Doce, a mãe das uvas do mundo. Aliás, neste novo milênio, os vinhos catarinenses e gaúchos crescerem muito em termos de qualidade. E, os da safra 2012, quando estiveram no mercado, serão de altíssima qualidade, pois o clima de final de 2011 e início de 2012 favoreceu muito para a qualidade da uva.
Na parte da tarde, show musical com Nando e Terezina (Nando Show), Paulo e Marcelo, e, à noite baile com Portal do Sul.
A festa do Colono do Município de Ouro termina no próximo final de semana, com as provas de Veloterra que serão realizadas ali mesmo, em Posto Caravággio, ao lado da SC 135.
Euclides Riquetti
21-07-2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A Neve em 1975
O dia 17 de julho de 1975 foi muito marcante para mim. Estava no último ano do curso de Letras/Inglês na FAFI, em União da Vitória-Paraná, morava num casarão histórico do centro de Porto União, na Rua Prudente de Morais (daqueles mal assombrados, mas bem antigo, mesmo!!!), Cursava Inglês no Yázigy, na Avenida Manoel Ribas e gerenciava a filial da Mercedes-Benz, localizada na mesma.
A noite fora muito fria e o ar estava úmido. Flocos de neve começaram a cair e cobrir o asfalto da Avenida. Os Chevettes, os Aero-willys, as Sincas Chambord, os Jipes, as Pick-ups, as Brasílias, os Dodge Dart, Charger e Polara que a Grande Rio dos Scaramella vendiam, os Galaxies, os Opalas, os Karmann Ghia, as Variants, os TLs, os Corcéis, os Fuscas, as Veraneios, os Ônibus, os Caminhões, o Trem, e até o Mercedes azul do Jorge Mallon estavam cobertos de uma espessa camada de neve, parecendo todos da mesma cor. Os telhados de todas aquelas casas de descendentes de ucranianos, poloneses, russos, jordanianos, sírios, libaneses, árabes, portugueses, e até de italianos, ficaram, também, recobertos de branco. Da mesma cor alva restaram os cobertos das dragas dos Irmãos Hobi e da Extração de Areia Santa Terezinha, aportados nas margens do rio Iguaçu, que meu patrono, o poeta Ivonnish Furlani eternizou em "Eu Sou o Verso".
Logo após o meio-dia , passei defronte às antigas Casas Buri, a maior loja da cidade, concorrente das Casas Pernambucanas. Havia uma dúzia de funcionários e nenhum, mas nenhum cliente, mesmo! E, todos, comissionados precisando vender para ganhar um dinheirinho. Um amigo, o Nei Carlos Bohn, era um deles. O Japonês era o gerente. Geladeiras "Clímax 300 L" e de outras marcas se enfileiravam à espera de compradores. Havia as azuis, as amarelas, as vermelhas (as brancas estavam fora de moda...). Havia fogões a gás nas mesmas cores. Sofás estampados da linha floreal, do tempo em que os tecidos eram produzidos no Brasil e não na China, como hoje. Havia as TVs Philco, Philips, Colorado RQ e até algumas Sharp. As funcionárias vestiam blusas de tricô em lã e meias três/quartos da mesma cor e do mesmo fio. Era a moda da época. Os homens, vestiam suas jaquetas por sobre as camisas sociais de azul-claro e as gravatas discretas, algumas em crochê ou tricô. Os seus bigodes eram cuidadosamente emparelhados e os seus cabelos tinham um bom corte padrão, feito ali no Salão dos Estudantes ( foi onde fui raspar a cabeça quando me passaram o trote fora de época pela passagem no vestibular).
Entrei, todos olharam para mim. Fui ao encontro do Nei que, respeitosamente, como é de seu feitio, veio cumprimentar-me. (Hoje é meu cunhado e compadre...) Lasquei: "Quanto vocês me dão de desconto se eu comprar essa geladeira azul "Clímax 300 L " que vai combinar com o fogão Geral (azul) que comprei na Willy Reich?" A resposta veio rápida: "5%" e dá para segurar o cheque até o dia 5 de agosto! Repliquei: "Preciso de 15%, pois hoje vocês não vão vender nada mesmo, com esse frio e essa neve!"
Ele olhou para o chefe Japonês e a resposta veio como um raio: "Pode dar 15% de desconto para ele!!!. Fiz um grande negócio e eles, com seu Lojão Buri, não ficaram sapateiros naquele dia...
Tem outras histórias de negócios que fiz naquele dia na empresa onde trabalhava, mas isso é história para outra ocasião.
A Neve de 1975 atingiu todos os municípios do Sudoeste do Paraná, principalmente Palmas, Guarapuava e Pato Branco. Chegou a Cascavel. Em Curitiba, falei com o amigo Ângelo Caron, por telefone, houve muita alegria nas ruas nevadas naquele dia. Depois soube que os três estados do Sul tiveram cidades que puderam deliciar-se com o espetáculo da neve.
Atualmente, São Joaquim, Urubici e outras cidades catarinenses daquelas paragens, praticamente veem neve em todos os anos. E recebem muitos turistas, mesmo que com uma estrutura não muito favorável.
Bem, se você for para Gramado, no RS, vai ver neve em dezembro, no desfile natalino, das luzes. Mas aquela é neve artificial, não vale tanto quanto a nossa.
Euclides Riquetti
19-07-2012
A noite fora muito fria e o ar estava úmido. Flocos de neve começaram a cair e cobrir o asfalto da Avenida. Os Chevettes, os Aero-willys, as Sincas Chambord, os Jipes, as Pick-ups, as Brasílias, os Dodge Dart, Charger e Polara que a Grande Rio dos Scaramella vendiam, os Galaxies, os Opalas, os Karmann Ghia, as Variants, os TLs, os Corcéis, os Fuscas, as Veraneios, os Ônibus, os Caminhões, o Trem, e até o Mercedes azul do Jorge Mallon estavam cobertos de uma espessa camada de neve, parecendo todos da mesma cor. Os telhados de todas aquelas casas de descendentes de ucranianos, poloneses, russos, jordanianos, sírios, libaneses, árabes, portugueses, e até de italianos, ficaram, também, recobertos de branco. Da mesma cor alva restaram os cobertos das dragas dos Irmãos Hobi e da Extração de Areia Santa Terezinha, aportados nas margens do rio Iguaçu, que meu patrono, o poeta Ivonnish Furlani eternizou em "Eu Sou o Verso".
Logo após o meio-dia , passei defronte às antigas Casas Buri, a maior loja da cidade, concorrente das Casas Pernambucanas. Havia uma dúzia de funcionários e nenhum, mas nenhum cliente, mesmo! E, todos, comissionados precisando vender para ganhar um dinheirinho. Um amigo, o Nei Carlos Bohn, era um deles. O Japonês era o gerente. Geladeiras "Clímax 300 L" e de outras marcas se enfileiravam à espera de compradores. Havia as azuis, as amarelas, as vermelhas (as brancas estavam fora de moda...). Havia fogões a gás nas mesmas cores. Sofás estampados da linha floreal, do tempo em que os tecidos eram produzidos no Brasil e não na China, como hoje. Havia as TVs Philco, Philips, Colorado RQ e até algumas Sharp. As funcionárias vestiam blusas de tricô em lã e meias três/quartos da mesma cor e do mesmo fio. Era a moda da época. Os homens, vestiam suas jaquetas por sobre as camisas sociais de azul-claro e as gravatas discretas, algumas em crochê ou tricô. Os seus bigodes eram cuidadosamente emparelhados e os seus cabelos tinham um bom corte padrão, feito ali no Salão dos Estudantes ( foi onde fui raspar a cabeça quando me passaram o trote fora de época pela passagem no vestibular).
Entrei, todos olharam para mim. Fui ao encontro do Nei que, respeitosamente, como é de seu feitio, veio cumprimentar-me. (Hoje é meu cunhado e compadre...) Lasquei: "Quanto vocês me dão de desconto se eu comprar essa geladeira azul "Clímax 300 L " que vai combinar com o fogão Geral (azul) que comprei na Willy Reich?" A resposta veio rápida: "5%" e dá para segurar o cheque até o dia 5 de agosto! Repliquei: "Preciso de 15%, pois hoje vocês não vão vender nada mesmo, com esse frio e essa neve!"
Ele olhou para o chefe Japonês e a resposta veio como um raio: "Pode dar 15% de desconto para ele!!!. Fiz um grande negócio e eles, com seu Lojão Buri, não ficaram sapateiros naquele dia...
Tem outras histórias de negócios que fiz naquele dia na empresa onde trabalhava, mas isso é história para outra ocasião.
A Neve de 1975 atingiu todos os municípios do Sudoeste do Paraná, principalmente Palmas, Guarapuava e Pato Branco. Chegou a Cascavel. Em Curitiba, falei com o amigo Ângelo Caron, por telefone, houve muita alegria nas ruas nevadas naquele dia. Depois soube que os três estados do Sul tiveram cidades que puderam deliciar-se com o espetáculo da neve.
Atualmente, São Joaquim, Urubici e outras cidades catarinenses daquelas paragens, praticamente veem neve em todos os anos. E recebem muitos turistas, mesmo que com uma estrutura não muito favorável.
Bem, se você for para Gramado, no RS, vai ver neve em dezembro, no desfile natalino, das luzes. Mas aquela é neve artificial, não vale tanto quanto a nossa.
Euclides Riquetti
19-07-2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Enquanto chove...
Chove no asfalto
Onde o verde e o cinza
Compõem o retrato:
A natureza é a tinta
O pincel que pinta
As pedras, o rio, o mato.
Chove uma chuva fina e teimosa
Fria e silenciosa (delituosa)...
Banha os animais que se aconchegam
Por debaixo das caneleiras frondosas
(As imbúias e os cedros o homem levou...)
Das árvores santas, restantes, bondosas
E chove!
Chove serena minha alma
Chora sereno meu pensamento
E a chuva lava ( e leva )
A preocupação do momento.
Chove na manhã do dia que corre
E nas valas a água desliza mansa, mole
Enquanto chove.
E some...
Apenas não somem as lembranças
Que vão e voltam, que fazem pecar
Que transpõem os montes
Enquanto transbordam as águas ( e as mágoas)
Das fontes
E se perdem nos rochedos
Buscando ressonância
No tempo e na distância
Até chegar ao mar!
Ressonam nos corações benditos
Nos pensamentos infinitos
Nos pensamentos teus
Nos sonhos meus
Que vagam no ar.
Só não leva para ti os meus poemas
E meus dilemas
Que transformo numa única oração:
Apenas uma oração para ti
Enquanto chove!!!
Euclides Riquetti
17-07-2012
Onde o verde e o cinza
Compõem o retrato:
A natureza é a tinta
O pincel que pinta
As pedras, o rio, o mato.
Chove uma chuva fina e teimosa
Fria e silenciosa (delituosa)...
Banha os animais que se aconchegam
Por debaixo das caneleiras frondosas
(As imbúias e os cedros o homem levou...)
Das árvores santas, restantes, bondosas
E chove!
Chove serena minha alma
Chora sereno meu pensamento
E a chuva lava ( e leva )
A preocupação do momento.
Chove na manhã do dia que corre
E nas valas a água desliza mansa, mole
Enquanto chove.
E some...
Apenas não somem as lembranças
Que vão e voltam, que fazem pecar
Que transpõem os montes
Enquanto transbordam as águas ( e as mágoas)
Das fontes
E se perdem nos rochedos
Buscando ressonância
No tempo e na distância
Até chegar ao mar!
Ressonam nos corações benditos
Nos pensamentos infinitos
Nos pensamentos teus
Nos sonhos meus
Que vagam no ar.
Só não leva para ti os meus poemas
E meus dilemas
Que transformo numa única oração:
Apenas uma oração para ti
Enquanto chove!!!
Euclides Riquetti
17-07-2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Mãos
Mãos que tiram a roupa
Mãos que afagam o peito
São mãos que estendem a colcha
São mãos que preparam o leito.
Mãos que alisam o rosto
Mãos que abanam pra mim
São mãos que beijo com gosto
São mãos que arrumam o jardim.
Mãos que se estendem de pronto
Mãos que seguram a flor
São mãos que preparam o encontro
São mãos que se prendem no amor.
Mãos que seguram as mãos
Mãos que recebem presentes
São mãos que ajudam irmãos
São mãos que se movem contentes.
Mãos elegantes e ágeis
Mãos atraentes e belas
São mãos que parecem tão frágeis
São mãos tão macias e singelas.
Me ligo nas mãos carinhosas
Me ligo nas mãos da senhora
Que cuidam dos cravos e rosas
Que cuidam do filho que chora.
(Mãos são elementos especiais,
Ferramentas naturais,
Insubstituíveis,
Que nos permitem ver, sentir, agir
Falar, acenar, comunicar
Mãos são as mãos
Que falam pela alma,
Que falam pelo coração)
Composta em 17-05-1995
Mãos que afagam o peito
São mãos que estendem a colcha
São mãos que preparam o leito.
Mãos que alisam o rosto
Mãos que abanam pra mim
São mãos que beijo com gosto
São mãos que arrumam o jardim.
Mãos que se estendem de pronto
Mãos que seguram a flor
São mãos que preparam o encontro
São mãos que se prendem no amor.
Mãos que seguram as mãos
Mãos que recebem presentes
São mãos que ajudam irmãos
São mãos que se movem contentes.
Mãos elegantes e ágeis
Mãos atraentes e belas
São mãos que parecem tão frágeis
São mãos tão macias e singelas.
Me ligo nas mãos carinhosas
Me ligo nas mãos da senhora
Que cuidam dos cravos e rosas
Que cuidam do filho que chora.
(Mãos são elementos especiais,
Ferramentas naturais,
Insubstituíveis,
Que nos permitem ver, sentir, agir
Falar, acenar, comunicar
Mãos são as mãos
Que falam pela alma,
Que falam pelo coração)
Composta em 17-05-1995
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