O Brasil perdeu, nesta tarde, a Primeira Dama da Televisão Brasileira. Hebe Camargo, a Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, primeira mulher a trabalhar como apresentadora de TV no Brasil, atuou na área artística como atriz, cantora e apresentadora durante mais de 60 anos. Na juventude, os cabelos deram lugar aos loiros, marca com a qual ficou identificada junto aos telespectadores brasileiros.
Ao final da década de 1960 e início da de 1970, Hebe dividia a liderança da audiência dentre o apresentadores de TV no Brasil com Jota Silvestre e Flávio Cavalcanti, através da TV Tupi. Jota Silvestre apresentava "O Céu é o Limite" e usava o bordão "absolutamente certo!" Isso quando as respostas dos interrogados em busca de prêmios se configuravam como certas. Já Flávio Cavalcanti, que costumava quebrar discos durante seus programas, de generos musicais de que não gostava e considerava bregas, dentre os quais o do cantor Valdick Soriano e do Teixirinha, foi o criador da expressão "fora de série", até hoje utilizada para designar coisas que se diferem das demais.
Nós costumávamos vê-los através da TV Piratini, de Porto Alegre, que retransmitia, com a tecnologia disponível da época, em preto e branco, para Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sabíamos que na TV Globo um apresentador chamado Sílvio Santos, cujo nome verdadeiro era Senor Abravanel, fazia sucesso em seus programas de auditório, mas só sabíamos disso porque líamos nas revistas de fotonovelas "Contigo", "Ilusão", "Capricho" e, mais adiante, na colorida "Sétimo Céu".
Mas, nos sábados à noite, era a Hebe Camargo que adentrava os lares brasileiros, com seu sorriso bonito, seus cabelos bem tratados, sempre elegantemente vestida em suas roupas e em seus modos. Os adereços e adornos também eram cuidadosamente escolhidos, sendo sempre uma apresentadora impecável. Sua linguagem, simples, de fácil compreensão pelos brasileiros, ajudava a atrair grande audiência.
Os primeiros contatos que tive com a imagem da Hebe na TV foram no Bar do Canhoto e no Bar do Arlindo Henrique, em Capinzal, quando íamos, eu e amigos, tomar um cafezinho e jogar um dominó, mais com o intuito de ver televisão, algo que não tínhamos em nossas casas. Meu colega, Altivir Souza, dizia que a Hebe tinha o jeito e a voz da Dona Valdomira Zortéa, nossa professora. Tinham o mesmo timbre de voz, o mesmo jeito amável de tratar as pessoas.
Milhares e milhares de artistas brasileiros passaram a ser conhecidos do público através do "sofá da Hebe", onde os deixava muito à vontade e costumava incitá-los a abrir sua intimidade, dividirem-se com o o público que os via. Passava muita confiança nos entrevistados, tinha muita habilidade em conduzir as entrevistas, em promover a interatividade entre os presentes em seus programas. Ainda, costumava colocar suas posições políticas de maneira clara, pouco se importando se estava contra ou a favor das tendências em dados momentos.
Hebe, que trabalhou na Tupi, na Bandeirantes e no SBT durante a maior parte de sua carreira, lutou contra um câncer nos últimos três anos. Deixou-nos hoje, aos 83 anos.
O Brasil reverencia, hoje, a memória da Diva de nossa Televisão Brasileira.
Euclides Riquetti
29-09-2012
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Ídolos - Ted Boy Marino
Em nossa adolescência temos um predileção por colecionar ídolos. Há os do futebol, do automobilismo, do cinema, da política, da música. Em minha juventude, também tive alguns em especial. Primeiro foi o Pelé, que era quase que a unanimidade de minha geração. Admirei John F. Kennedy pela maneira com que apresentava ao mundo sua condição de estadista democrático. No automobilismo, Emerson Fittipaldi, nas letras Jorge Amado, influenciado pelo Gilberto D ´Agostini, o "Mora", que me sugeriu ler o "Capitães D´Areia". No cinema, havia muitos, e muitas (Kirk Douglas, Giuliano Gemma, Gina Lolobrígida, Brigitte Bardot, Claudia Cardinalle...). Na música, Paulinho Nogueira, instrumentista, e Ronie Von, cantor, além de Caetano Veloso, com sua "Alegria, Alegria", caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento...
Mas, na TV, no final da década de 1960, meu ídolo era um lutador de Telecatch, da TV Excelsior e apresentado também na Rede Tupi, através da TV Piratini, de Porto Alegre, que nos trazia os espetáculos no sábado à noite. Ted Boy Marino, o Mário Marino, que nasceu na Calábria, ao Sul da Itália, e que viveu sua juventude na Argentina, encenava lutas num bando de "bons e maus", até malvados lutadores do catch. E nós vibrávamos com eles. Discutíamos com os mais velhos, com o Tio Arlindo Baretta e o Olávio Dambrós, que diziam que aquilo tudo era fingimento, marmelada para enganar nós, trouxas. E nós, teenagers na época, revidávamos, diziamos que eles tinham inveja, não sabiam nada de luta nem de TV.
Quanta inocência e ingenuidade a nossa! Mas que boa a nossa inocente e pura ingenuidade, que nos enche de saudades...
Depois, na maturidade, vamos descobrindo todas as enganações que podem ocorrer no mundo da recreação, onde a suprarrealidade está mais presente do que a realidade. E que as brigas protagonizadas na TV pelo Verdugo, Jóia - o psicodélico, Fonatomas, Aquiles, Rasputim Barba Vermelha e La Múmia eram apenas números artísticos impecavelmente ensaiados, que ninguém apanhava, ninguém levada pontapés e socos de verdade. Alguns dedos nos olhos também eram pura enganação, afinal tinha tanto chuvisco na tela que nem com bombril amarrado na antena se podia ver direito.
Mas, que o Ted Boy Marino nos emocionou muito, ah, tenho absoluta certeza, emocionou. Pelo menos a mim, ao Altivir Souza, ao Ademir Mantovanello, ao Moacir Richetti.
Ted Boy Marino, que além de lutador foi apresentador de TV e integrante de "Os Trapalhões", deixou-nos ontem, dia 27-09-2012, após parada cardiorrespiratória em uma intervenção cirúrgica. Vai com Deus, meu ídolo de juventude!
Euclides Riquetti
28-09-2012
Mas, na TV, no final da década de 1960, meu ídolo era um lutador de Telecatch, da TV Excelsior e apresentado também na Rede Tupi, através da TV Piratini, de Porto Alegre, que nos trazia os espetáculos no sábado à noite. Ted Boy Marino, o Mário Marino, que nasceu na Calábria, ao Sul da Itália, e que viveu sua juventude na Argentina, encenava lutas num bando de "bons e maus", até malvados lutadores do catch. E nós vibrávamos com eles. Discutíamos com os mais velhos, com o Tio Arlindo Baretta e o Olávio Dambrós, que diziam que aquilo tudo era fingimento, marmelada para enganar nós, trouxas. E nós, teenagers na época, revidávamos, diziamos que eles tinham inveja, não sabiam nada de luta nem de TV.
Quanta inocência e ingenuidade a nossa! Mas que boa a nossa inocente e pura ingenuidade, que nos enche de saudades...
Depois, na maturidade, vamos descobrindo todas as enganações que podem ocorrer no mundo da recreação, onde a suprarrealidade está mais presente do que a realidade. E que as brigas protagonizadas na TV pelo Verdugo, Jóia - o psicodélico, Fonatomas, Aquiles, Rasputim Barba Vermelha e La Múmia eram apenas números artísticos impecavelmente ensaiados, que ninguém apanhava, ninguém levada pontapés e socos de verdade. Alguns dedos nos olhos também eram pura enganação, afinal tinha tanto chuvisco na tela que nem com bombril amarrado na antena se podia ver direito.
Mas, que o Ted Boy Marino nos emocionou muito, ah, tenho absoluta certeza, emocionou. Pelo menos a mim, ao Altivir Souza, ao Ademir Mantovanello, ao Moacir Richetti.
Ted Boy Marino, que além de lutador foi apresentador de TV e integrante de "Os Trapalhões", deixou-nos ontem, dia 27-09-2012, após parada cardiorrespiratória em uma intervenção cirúrgica. Vai com Deus, meu ídolo de juventude!
Euclides Riquetti
28-09-2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Preciso
Eu preciso do vento que vem do mar
Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti nas tardes e manhãs
E no sonho tenro que a noite me traz.
Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...
Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os siametricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!
Mas preciso de ti para formatá-los
E só para ti lê-los decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...
Euclides Riquetti
24-09-2012
Preciso da lembrança para me embalar
Preciso do sol nas tardes e manhãs
Preciso de ti nas tardes e manhãs
E no sonho tenro que a noite me traz.
Preciso afirmar minhas convicções
Rever conceitos que me vêm e apago
Conter meus impulsos e frear emoções
Preciso do alento de teus afagos...
Sou como a mão que alinha tijolos
Dispondo-os siametricamente
Como o profeta que prediz os sonhos
Sonhadamente
Como poeta que empilha versos
Livremente, harmoniosamente!
Mas preciso de ti para formatá-los
E só para ti lê-los decerto
E só tu os ouças por certo.
Preciso...
Euclides Riquetti
24-09-2012
Poemar
Fui poemar
Fui rabiscar umas letras
Na beira do mar
Fui poemar.
Poemei versos rimados
Poemei poemas e poemetos
Compus poemas em tercetos
Tentei alexandrinos compassados...
Compus o que a alma me pediu
Compus o que meu coração permitiu
Mas compus!
Fui poemar
Numa manhã com sol.
Encontrei nuvens chuvosas
Ondas volumosas
Gaivotas que voavam, ruidosas
Pranchas que surfavam, silenciosas.
Fui poemar
Lembrei, poemei, amei
Amei, lembrei, poemei
Poemei olhando pro mar
E encontrei você
No meu imaginar
Lá no mar...
Euclides Riquetti
24-09-2012
Fui rabiscar umas letras
Na beira do mar
Fui poemar.
Poemei versos rimados
Poemei poemas e poemetos
Compus poemas em tercetos
Tentei alexandrinos compassados...
Compus o que a alma me pediu
Compus o que meu coração permitiu
Mas compus!
Fui poemar
Numa manhã com sol.
Encontrei nuvens chuvosas
Ondas volumosas
Gaivotas que voavam, ruidosas
Pranchas que surfavam, silenciosas.
Fui poemar
Lembrei, poemei, amei
Amei, lembrei, poemei
Poemei olhando pro mar
E encontrei você
No meu imaginar
Lá no mar...
Euclides Riquetti
24-09-2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Vigésima Segunda Crônica do Antigamente
Buscar conhecimentos em cidades maiores sempre foi uma aspiração das pessoas das pequenas cidades. Na década de 1960, quando passei a entender o porquê disso, já muitas pessoas de minha cidade natal, Capinzal, buscavam cursar o antigo Colegial, hoje Ensino Médio, em cidades como Porto Alegre, Passo Fundo, Curitiba, Florianópolis, Ponta Grossa e Porto União. Para esta última cidade sei que foram, bem antes ainda, por exemplo, os saudosos Irineu Maestri e Élea Panis, esposa do Valdomiro. Ali havia bons colégios, como o Santos Anjos e o São José, o primeiro administrado por freiras, o segundo por freis.
Bem jovem, o Dr. Vítor Almeida foi para Florianópolis, os Macarini para Curitiba. Em Curitiba, Eulésia e Euclair Brambilla, capinzalenses, davam guarida aos conterrâneos, oportunizando-lhes empregos e incentivando-os aos estudos. Já na década de 1970, anualmente, dezenas de jovens saíram para o Colégio Agrícola de Ponta Grossa, dentre eles o Alcebides Baretta, meu Primo, que lá está até hoje, sendo galgado, inclusive, à condição de Diretor. Mas as grandes levas sucederam-se para Curitiba, primeiro, e depois Florianópolis, onde passaram a frequentar o antigo "Científico", realizaram os exames vestibulares e ingressaram nas Universidades, principalmente na Federal, por ser pública, gratuita, e com excelência nos cursos oferecidos. Engenharia Civil, Medicina e Direito eram os cursos mais procurados. No período de exceção, reduziu-se a procura pela Direito, retomada ao final da década de 1980.
Meu sonho de jovem também era buscar uma formação profissional em nível universitário, sonhava com duas alternativas possíveis: tendo cursado o Técnico em Contabilidade, em Capinzal, buscaria estudar Economia, possivelmentre em Lages, que era a cidade mais próxima onde esse curso era oferecido, ou iria para uma Capital estudar Inglês por 2 anos e depois iria para os Estados Unidos onde ficaria entre seis meses e um ano, praticando a Língua Universal. E, após isso, iria trabalhar em empresas de exportação e importação, ou mesmo na área do Turismo, esta ainda incipiente no Brasil, pois vendiamos uma imagem de miséria e desolação para o exterior, mostrando nos nossos noticiários apenas cenários das favelas das grandes cidades ou os flagelos nordestinos.
Como eu costumava dividir os sonhos com amigos e com meu pai, Guerino, este deu-me um rumo: Vá cursar uma faculdade para ser professor, que você não vai ganhar muito dinheiro com isso, mas vai ter emprego sempre. Depois, conforme tudo for acontecendo, você escolhe que caminho trilhar. Meu pai e eu éramos amigos do Teófilo Proner, um ex-seminarista, natural de Lacerdópolis, que veio lecionar em Capinzal e Ouro, no Mater Dolorum, no Nossa Senhora dos Navegantes (hoje Sílvio Santos) e no Juçá Barbosa Callado, em anexo ao Belisário Pena. O Teófilo aconselhou-me a ir para Porto União da Vitória, onde havia o curso de Letras/Inglês, e eu poderia estudar aquilo que pretendia e depois voltar para a cidade natal, ou redirigir meus rumos. Achei a ideia interessante, iria para o Porto, arranjaria alguma forma de trabalhar durante o dia e estudar à noite, faria meu curso superior.
Dei um jeito de comprar uma calça Lee, "importada", peça indispensável para qualquer estudante universitário naquela época. Comprar uma "Lee" custava os olhos da cara, mas eu consegui convencer um amigo, o Adelir Paulo Lucietti, a vender-me a dele. Paguei uma nota preta, soltei a barra, alarguei-a, tornando-a uma autêntica "boca-de-sino", que era a onda dos anos 70. Cabelos compridos, calça desbotada, boca de sino, camisa xadrez ou uma camiseta "University of Chicago ou University os Caliphornia". Depois, era conseguir uma jaqueta "US Army", ou "Marinner". Resolvi isso com umas jaquetas que o cabo Leoclides Fraron conseguiu para mim no 5º BE, o Batalhão de Porto União, comandado pelo Coronel Ricardo Gianordoli, e que eram dos lotes descartáveis. As jaquetas tinham seus botões oficiais do Exército retirados e podiam ser usadas por nós. Era para tingi-las de preto, mas a onda verde-oliva era muito forte e gostávamos de usar nessa cor. Mandei uma para meu pai, que recusou-se a tingi-la e, com orgulho, a usava para ir lecionar no Grupo Escolar Nossa Senhora dos Navegantes, onde tornou-se Diretor.
E fui como Teófilo para Porto União, hospedei-me no Hotel Central, inscrevi-me no Vestibular, fui aprovado "na gataria", matriculei-me e transferi-me para aquela cidade, esutando na Fafi, em União da Vitória.
Cheguei a uma cidade histórica, importante por ser um entroncamento ferroviário, um dos palcos da Guerra do Contestado. E, poucos dias antes, o Ministro dos Transportes, Mário David Andreazza havia inaugurado a Rodovia que ligava-nos a Curitiba, passando por São mateus do Sul e Lapa. Fiz grandes amizades e ali vivi por cinco anos. Brevemente, vou referir-me a minha "República Esquadrão da Vida", a meus estudos na Fafi e ao meu trabalho na Mercedes-Benz, do Jorge Ricardo Mallon.
Euclides Riquetti
12-09-2012
Bem jovem, o Dr. Vítor Almeida foi para Florianópolis, os Macarini para Curitiba. Em Curitiba, Eulésia e Euclair Brambilla, capinzalenses, davam guarida aos conterrâneos, oportunizando-lhes empregos e incentivando-os aos estudos. Já na década de 1970, anualmente, dezenas de jovens saíram para o Colégio Agrícola de Ponta Grossa, dentre eles o Alcebides Baretta, meu Primo, que lá está até hoje, sendo galgado, inclusive, à condição de Diretor. Mas as grandes levas sucederam-se para Curitiba, primeiro, e depois Florianópolis, onde passaram a frequentar o antigo "Científico", realizaram os exames vestibulares e ingressaram nas Universidades, principalmente na Federal, por ser pública, gratuita, e com excelência nos cursos oferecidos. Engenharia Civil, Medicina e Direito eram os cursos mais procurados. No período de exceção, reduziu-se a procura pela Direito, retomada ao final da década de 1980.
Meu sonho de jovem também era buscar uma formação profissional em nível universitário, sonhava com duas alternativas possíveis: tendo cursado o Técnico em Contabilidade, em Capinzal, buscaria estudar Economia, possivelmentre em Lages, que era a cidade mais próxima onde esse curso era oferecido, ou iria para uma Capital estudar Inglês por 2 anos e depois iria para os Estados Unidos onde ficaria entre seis meses e um ano, praticando a Língua Universal. E, após isso, iria trabalhar em empresas de exportação e importação, ou mesmo na área do Turismo, esta ainda incipiente no Brasil, pois vendiamos uma imagem de miséria e desolação para o exterior, mostrando nos nossos noticiários apenas cenários das favelas das grandes cidades ou os flagelos nordestinos.
Como eu costumava dividir os sonhos com amigos e com meu pai, Guerino, este deu-me um rumo: Vá cursar uma faculdade para ser professor, que você não vai ganhar muito dinheiro com isso, mas vai ter emprego sempre. Depois, conforme tudo for acontecendo, você escolhe que caminho trilhar. Meu pai e eu éramos amigos do Teófilo Proner, um ex-seminarista, natural de Lacerdópolis, que veio lecionar em Capinzal e Ouro, no Mater Dolorum, no Nossa Senhora dos Navegantes (hoje Sílvio Santos) e no Juçá Barbosa Callado, em anexo ao Belisário Pena. O Teófilo aconselhou-me a ir para Porto União da Vitória, onde havia o curso de Letras/Inglês, e eu poderia estudar aquilo que pretendia e depois voltar para a cidade natal, ou redirigir meus rumos. Achei a ideia interessante, iria para o Porto, arranjaria alguma forma de trabalhar durante o dia e estudar à noite, faria meu curso superior.
Dei um jeito de comprar uma calça Lee, "importada", peça indispensável para qualquer estudante universitário naquela época. Comprar uma "Lee" custava os olhos da cara, mas eu consegui convencer um amigo, o Adelir Paulo Lucietti, a vender-me a dele. Paguei uma nota preta, soltei a barra, alarguei-a, tornando-a uma autêntica "boca-de-sino", que era a onda dos anos 70. Cabelos compridos, calça desbotada, boca de sino, camisa xadrez ou uma camiseta "University of Chicago ou University os Caliphornia". Depois, era conseguir uma jaqueta "US Army", ou "Marinner". Resolvi isso com umas jaquetas que o cabo Leoclides Fraron conseguiu para mim no 5º BE, o Batalhão de Porto União, comandado pelo Coronel Ricardo Gianordoli, e que eram dos lotes descartáveis. As jaquetas tinham seus botões oficiais do Exército retirados e podiam ser usadas por nós. Era para tingi-las de preto, mas a onda verde-oliva era muito forte e gostávamos de usar nessa cor. Mandei uma para meu pai, que recusou-se a tingi-la e, com orgulho, a usava para ir lecionar no Grupo Escolar Nossa Senhora dos Navegantes, onde tornou-se Diretor.
E fui como Teófilo para Porto União, hospedei-me no Hotel Central, inscrevi-me no Vestibular, fui aprovado "na gataria", matriculei-me e transferi-me para aquela cidade, esutando na Fafi, em União da Vitória.
Cheguei a uma cidade histórica, importante por ser um entroncamento ferroviário, um dos palcos da Guerra do Contestado. E, poucos dias antes, o Ministro dos Transportes, Mário David Andreazza havia inaugurado a Rodovia que ligava-nos a Curitiba, passando por São mateus do Sul e Lapa. Fiz grandes amizades e ali vivi por cinco anos. Brevemente, vou referir-me a minha "República Esquadrão da Vida", a meus estudos na Fafi e ao meu trabalho na Mercedes-Benz, do Jorge Ricardo Mallon.
Euclides Riquetti
12-09-2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Vigésima Primeira Crônica do Antigamente
No início da década de 1980, o futsal e o futebol de campo estavam efervescentes em Capinzal e Ouro. Na anterior, havia sido inaugurado o Ginásio Municipal de Esportes na área central da cidade de Ouro. Foi construído pelo Prefeito Adauto Colombo. Mais adiante, no início dos anos 90, batizamos de Ginásio André Colombo, numa homenagem ao pai do Adauto, uma pessoa respeitada na sociedade ourense, pela sua biografia. Apelidaram o Ginásio de Abobrão, porque nós, moradores do Ouro, éramos os "abobreiros", enquanto os capinzalenses, que costumavam chamar-nos de argentinos, éramos os proungueiros. Até mesmo por isso, tinha a cor de uma amarelo abóbora. Éramos abobreiros assumidos e identificados.
Em 1982, após alguns anos de muito trabalho, conseguiram concluir do Ginásio de Esportes de Capinzal, maior, com mais metros e lances de arquibancadas. Foram muitos jogos, muita festa. Alguns apelidaram o mesmo de "Lesmão", porque houve demora na construção. Outros o chamam de Diletão, aumentativo de Dileto, o Prefeito que o idealizou e construiu. Devemos reconhecer e aplaudir o ato do amigo Dileto, pois tinha uma visão de futuro diferenciada, construindo uma obra compatível com o volume de praticantes de esportes em Capinzal e de adeptos dos jogos de quadra. Nós, do Ouro, demos um troco a eles: Apelidamos o seu ginásio de "Porungão", pois como eles nos chamavam de abobreiros, nós lhe devolvíamos de "porungueiros", então o ginásio deles era o Porungão.
Nas festividades de inauguração, houve um jogo entre a CME de Ouro e a de Capinzal, em que nós, do Ouro, aceitamos jogar com os de Capinzal mesmo sabendo que iríamos levar de goleada, pois eles treinavam há muito tempo. Ah, eu "jogava" na condição de Diretor Esportivo da CME, já que minha bola não tinha tamanho suficiente para estar no meio das feras. Acabamos vencendo o jogo com o Celito Andrioni de goleiro, o Matté, o Adônis, o Zanini, o Mídio, o Amantino Garcia, o Irenito Miqueloto de treinador. Time improvisado, ganhar foi motivo de grande comemoração.
Mas, algum tempo depois, a Perdigão, de Videira, tinha um timaço de futsal. Era a base da Seleção Brasileira, e esta, diversas vezes campeã mundial de futsal. Somente alguns anos depois é que outros países, como a Espanha, conseguiram "encostar" no Brasil. Os astros maiores eram Jackson e Douglas, que recebiam salários altíssimos e eram as verdadeiras feras, os "top" do futsal brasileiro e mundial. Equivaliam ao atual Falcão, ou ao já aposentado Manoel Tobias. E, por uma gentileza do Altair Zanchet e dos Brandalise, Capinzal recebeu o time da Perdigão. Lembro-me que o Maurício Dambrós "fez chover" na quadra e o resultado acabou sendo 3 a 2, não sei pra quem.
Mas, o acontecimento da noite, não foi o jogo memorável, com a presença daqueles astros de fama internacional no "Porungão". O grande espetáculo, aconteceu no intervalo do jogo. As pessoas que compravam ingresso, guardavam-no e houve um sorteio em que algumas pessoas, sorteadas, iriam tentar fazer a "cesta de ouro", arremessando uma bola do círculo central da quadra, para atingir a cesta do basquetebol. Quem conseguisse o feito, ganharia uma Bicicleta. Ou seria uma TV? Ah, mas isso pouco importa, importa-me, sim, a sequência dos fatos, a vibração que um deles provocou nas mais de duas mil pessoas que se encontravam naquela praça esportiva.
Foi quando adentrou na quadra um menino de baixa estatura, óculos fundão de garrafa, boné de lã na cabeça, sapato de couro (ou seria botina), jaqueta, enfim, um sujeito todo enrolado na roupa, chamado Tuto. Sim, ele mesmo, o Fábio Carelli, irmão da Édila, filho do Tito Carelli e da Ires Gavazzoni. Pois não é que o Tuto, sob o olhar tenso da galera, posicionou-se bem no centro da quadra, deus três quiques com a bola ao chão e "JUMP"!!!... , a bola passou o arinho circular, afundou-se na redinha lateral e foi quicar novamente no piso da quadra, sem mesmo bater na tabela, sem mesmo raspar no aro de ferro. Ah, a galera foi à loucura. Os locutores da Rádio Capinzal, dentre eles o Álvaro de Oliveira, ficaram embasbacados. Não sabiam o que dizer... Os jogadores, que estavam voltando para a segunda etapa, imaginaram que os apupos eram para eles, sorriam... Que nada! Nosso herói era o Tuto, o Fábio Luiz Carelli, que jogava basquete e volei nos JECOs pelo Mater Dolorum, treinado pelo Professor Neivo Ceigol... Ah, que noite memorável foi aquela. Foi o assunto do dia seguinte, da semana seguinte. Na rua, no mercado, nas rodas de amigos, só se falava no grande feito do Tuto!!!
Já contei essa história para o Olir e o Diovan, lá da GIDUR, setor da Caixa em Chapecó, chefes do Tuto. Acho que isso até deveria render uma promoçãozinha para o amigo, mas sei que as promoções ele conquista pela sua competência e que, na Caixa, não tem isso de dar promoção porque o funcionário um dia foi um craque do basquete. Mas, que ele merece, ah, sim, merece. De qualquer forma, ele teve seus 15 minutos e seus 15 dias de fama. Pelo menos em Ouro e Capinzal!...
Euclides Riquetti
07-09-2012
Em 1982, após alguns anos de muito trabalho, conseguiram concluir do Ginásio de Esportes de Capinzal, maior, com mais metros e lances de arquibancadas. Foram muitos jogos, muita festa. Alguns apelidaram o mesmo de "Lesmão", porque houve demora na construção. Outros o chamam de Diletão, aumentativo de Dileto, o Prefeito que o idealizou e construiu. Devemos reconhecer e aplaudir o ato do amigo Dileto, pois tinha uma visão de futuro diferenciada, construindo uma obra compatível com o volume de praticantes de esportes em Capinzal e de adeptos dos jogos de quadra. Nós, do Ouro, demos um troco a eles: Apelidamos o seu ginásio de "Porungão", pois como eles nos chamavam de abobreiros, nós lhe devolvíamos de "porungueiros", então o ginásio deles era o Porungão.
Nas festividades de inauguração, houve um jogo entre a CME de Ouro e a de Capinzal, em que nós, do Ouro, aceitamos jogar com os de Capinzal mesmo sabendo que iríamos levar de goleada, pois eles treinavam há muito tempo. Ah, eu "jogava" na condição de Diretor Esportivo da CME, já que minha bola não tinha tamanho suficiente para estar no meio das feras. Acabamos vencendo o jogo com o Celito Andrioni de goleiro, o Matté, o Adônis, o Zanini, o Mídio, o Amantino Garcia, o Irenito Miqueloto de treinador. Time improvisado, ganhar foi motivo de grande comemoração.
Mas, algum tempo depois, a Perdigão, de Videira, tinha um timaço de futsal. Era a base da Seleção Brasileira, e esta, diversas vezes campeã mundial de futsal. Somente alguns anos depois é que outros países, como a Espanha, conseguiram "encostar" no Brasil. Os astros maiores eram Jackson e Douglas, que recebiam salários altíssimos e eram as verdadeiras feras, os "top" do futsal brasileiro e mundial. Equivaliam ao atual Falcão, ou ao já aposentado Manoel Tobias. E, por uma gentileza do Altair Zanchet e dos Brandalise, Capinzal recebeu o time da Perdigão. Lembro-me que o Maurício Dambrós "fez chover" na quadra e o resultado acabou sendo 3 a 2, não sei pra quem.
Mas, o acontecimento da noite, não foi o jogo memorável, com a presença daqueles astros de fama internacional no "Porungão". O grande espetáculo, aconteceu no intervalo do jogo. As pessoas que compravam ingresso, guardavam-no e houve um sorteio em que algumas pessoas, sorteadas, iriam tentar fazer a "cesta de ouro", arremessando uma bola do círculo central da quadra, para atingir a cesta do basquetebol. Quem conseguisse o feito, ganharia uma Bicicleta. Ou seria uma TV? Ah, mas isso pouco importa, importa-me, sim, a sequência dos fatos, a vibração que um deles provocou nas mais de duas mil pessoas que se encontravam naquela praça esportiva.
Foi quando adentrou na quadra um menino de baixa estatura, óculos fundão de garrafa, boné de lã na cabeça, sapato de couro (ou seria botina), jaqueta, enfim, um sujeito todo enrolado na roupa, chamado Tuto. Sim, ele mesmo, o Fábio Carelli, irmão da Édila, filho do Tito Carelli e da Ires Gavazzoni. Pois não é que o Tuto, sob o olhar tenso da galera, posicionou-se bem no centro da quadra, deus três quiques com a bola ao chão e "JUMP"!!!... , a bola passou o arinho circular, afundou-se na redinha lateral e foi quicar novamente no piso da quadra, sem mesmo bater na tabela, sem mesmo raspar no aro de ferro. Ah, a galera foi à loucura. Os locutores da Rádio Capinzal, dentre eles o Álvaro de Oliveira, ficaram embasbacados. Não sabiam o que dizer... Os jogadores, que estavam voltando para a segunda etapa, imaginaram que os apupos eram para eles, sorriam... Que nada! Nosso herói era o Tuto, o Fábio Luiz Carelli, que jogava basquete e volei nos JECOs pelo Mater Dolorum, treinado pelo Professor Neivo Ceigol... Ah, que noite memorável foi aquela. Foi o assunto do dia seguinte, da semana seguinte. Na rua, no mercado, nas rodas de amigos, só se falava no grande feito do Tuto!!!
Já contei essa história para o Olir e o Diovan, lá da GIDUR, setor da Caixa em Chapecó, chefes do Tuto. Acho que isso até deveria render uma promoçãozinha para o amigo, mas sei que as promoções ele conquista pela sua competência e que, na Caixa, não tem isso de dar promoção porque o funcionário um dia foi um craque do basquete. Mas, que ele merece, ah, sim, merece. De qualquer forma, ele teve seus 15 minutos e seus 15 dias de fama. Pelo menos em Ouro e Capinzal!...
Euclides Riquetti
07-09-2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O Outro Sol
Há um outro sol em nossos dias, pois...
É aquele que na tarde vai embora
Que no inverno vai antes da hora
E, no verão, um pouco depois...
Termina o dia amarelado
(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado, ado... ado...)
Quando o céu deixa de ser azul (ado...ado...)
E se torna acinzentado
No leste e no sul.
Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente
E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!
Vem do Leste
Vai para o Oeste
(Eu digo que é para o Sudoeste).
Como acredito em ti
No google e no dicionário
E nas doutrinas de Astronomia que já li
Nada posso dizer... em contrário!
Nosso Astro é um Rei
É uma divindade de escol
Cumpre, no universo, sua natural Lei:
Apenas ser um imponente astro-rei:
Nosso Rei Sol!
Sol da meia/noite lá,
Sol do meio/dia cá...
Euclides Riquetti
07-09-2012
É aquele que na tarde vai embora
Que no inverno vai antes da hora
E, no verão, um pouco depois...
Termina o dia amarelado
(Embora tenha nascido avermelhado, alaranjado, ado... ado...)
Quando o céu deixa de ser azul (ado...ado...)
E se torna acinzentado
No leste e no sul.
Ah, dizem que é o mesmo que veio do Oriente
E que cumpre sua rotina de ir para o Ocidente!
Vem do Leste
Vai para o Oeste
(Eu digo que é para o Sudoeste).
Como acredito em ti
No google e no dicionário
E nas doutrinas de Astronomia que já li
Nada posso dizer... em contrário!
Nosso Astro é um Rei
É uma divindade de escol
Cumpre, no universo, sua natural Lei:
Apenas ser um imponente astro-rei:
Nosso Rei Sol!
Sol da meia/noite lá,
Sol do meio/dia cá...
Euclides Riquetti
07-09-2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O Sol Oriente
O Sol nasce vermelho no meu horizonte azulado
É a pintura divinal pelas mãos supremas concebida
É um sol que rebenta atrás do verde que o sustenta
E se pendura no céu da manhã que é vinda.
O sol nasce para todos
Pra mim, pra ti, pra nós.
Difunde seus raios de fogo ao alvorecer
Recolhe-os, cansados, no meu entardecer.
E, em nossa noite, vai inundar as ásias
E, em nossa madrugada, clarear as europas
Para, pouco depois, alçando as douradas asas
Dizer-nos Bom Dia e colorir as américas.
O sol nasce para todos
Para nós, para elas, para eles
Lírica, plana, ou ondulada etérea
A natureza viva espera por ele.
Esse mesmo sol que bronzeia peles morenas
Fere as peles alvas
Mas é nosso Sol
Com seus raios que nos abençõam, ou nos maltratam.
Nosso Rei Sol que vem do Oriente
É o mesmo que enseja as premonições dos profetas
E que atiça a inspiração e as emoções dos poetas
É o Leste Sol que fortalece a gente.
E, na sua imobilidade
Conduz nossa mão delicada
Para, com leveza e suavidade
Desenhar sílabas, escrever palavras.
O sol que inspira meus poemas
Que apenas dita meus versos
Assim, sem nenhum estratagema
Far-me reunir os fragmentos dispersos.
E eu vou compondo meus escritos
Frases, versos, poemetos
Inspirado em seus raios benditos
Comporei, sim, eu te prometo...
Prometo pra ti...
Apenas para ti!
Euclides Riquetti
05-09-2012
É a pintura divinal pelas mãos supremas concebida
É um sol que rebenta atrás do verde que o sustenta
E se pendura no céu da manhã que é vinda.
O sol nasce para todos
Pra mim, pra ti, pra nós.
Difunde seus raios de fogo ao alvorecer
Recolhe-os, cansados, no meu entardecer.
E, em nossa noite, vai inundar as ásias
E, em nossa madrugada, clarear as europas
Para, pouco depois, alçando as douradas asas
Dizer-nos Bom Dia e colorir as américas.
O sol nasce para todos
Para nós, para elas, para eles
Lírica, plana, ou ondulada etérea
A natureza viva espera por ele.
Esse mesmo sol que bronzeia peles morenas
Fere as peles alvas
Mas é nosso Sol
Com seus raios que nos abençõam, ou nos maltratam.
Nosso Rei Sol que vem do Oriente
É o mesmo que enseja as premonições dos profetas
E que atiça a inspiração e as emoções dos poetas
É o Leste Sol que fortalece a gente.
E, na sua imobilidade
Conduz nossa mão delicada
Para, com leveza e suavidade
Desenhar sílabas, escrever palavras.
O sol que inspira meus poemas
Que apenas dita meus versos
Assim, sem nenhum estratagema
Far-me reunir os fragmentos dispersos.
E eu vou compondo meus escritos
Frases, versos, poemetos
Inspirado em seus raios benditos
Comporei, sim, eu te prometo...
Prometo pra ti...
Apenas para ti!
Euclides Riquetti
05-09-2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Vigésima Crônica do Antigamente
O ano da Copa de 1970 foi muito vibrante. No dia da Grande Conquista, em 21 de junho de 1970, reunimo-nos no Bar do Valmir Pelizzaro, junto ao então Cine Glória, que antes fora dos irmãos Santini. Ali trabalhava o José Carlos Côas, o Zeca, irmão do Lourenço (Lolo), e do Carlinhos, que mora em Curitiba. o Zeca, agora, mora em União da Vitória. (Convivi com ele a partir 1972). O Bar do Cinema, como era conhecido, comportava umas mesinhas de pebolin e de mini-snooker, on de nós, menores, jogávamos com medo da Polícia e do Juiz de Menores, o José Dambrós. No sábado à noite os jovens ficavam esperando um lugar para jogar, tão concorridas eram as vagas às mesas.
Quando o Brasil sagrou-se tricampeão, poucas famílias tinham aparelho de TV em sua casa. Cerca de quatro anos antes, o Sr. Leonardo Goelzer empenhou-se em trazer o sinal de TV para nossa cidade. Nas eliminatórias da Copa, em 1969, já TV no Bar do Arlindo Henrique, no Bar do Canhoto, no Clube Floresta. Lembro-me bem no dia em que, em 20 de jlho de 1969, ia passando defronte à loja do Saul Parisotto, em Ouro, na sala comercial de seus sogros, Abel e Serafina, e olhando pela primeira porta vi o Neil Armstrong, comandante da nave Apollo 11, descendo na Lua... Armostrong nos deixou na semana que terminou, aos 82 anos. (Hoje, ali, funciona a loja RZ Parisotto).
Só as famílias "que mais podiam" é que tinham TV em casa. Na nossa, não havia TV, nem sofá, nem geladeira... Então, a gente se acotovelava em alguns lugar, principalmente nos bares, onde pedia um cafezinho, jogava dominó e assistia TV: Telecatch Montila, ondce torcíamos pelo Ted Boy Marino e tínhamos raiva de "Jóia, o psicodélico", que era muito malvado. Ah, havia também o Verdugo, o Fatomas, e outros. E havia as noites em que a Hebe Camargo fazia seu programa de entrevistas. Meu colega, Altivir Souza, um dos "coquiarinhas", o mais jovem filho da Dona Aurélia e Seu Viriato Almeida de Souza, era meu companheiro de dominó e outros jogos, inclusive dos de azar. E ele dizia que a Hebe falava igualzinho à nossa professora, Dona Valdomira Zortéa, amável e simpática, de quem tenho as melhores lembranças. Achávamos interesante como ela pronunciava as palavras suavemente. Uma delas era "labirinto", lembro bem, em nossas aulas de Geografia...Hoje, o Altivir é tradicionalista, tens uns cavalos e uns boizinhos, aqui não muito longe de minha casa, é exímio laçador, e pratica o tiro de laço, no CTG.
Bem, mas, como eu me reportava, para comemorar a conquista do tri, saímos em passeata (hoje fazem carreata), desde o Bar do Cinema, fomos para a Rua Ernesto Hachmann e a XV de Novembro, depois fomos para o Ouro. O Domingos Boff (Mingo), carregava uma bandeira do Brasil. Cantamos o Hino Nacional na rua e os "Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração"... E era só alegria! Então, os brados cívicos ecoaram por todo o Brasil e vivíamos o "Milagre Brasileiro". O gremista Presidente Médici recebeu nossos tricampeões na Capital Federal e nós, brasileiros, continuamos a trabalhar para sobreviver, estudar para vencer.
Tenho as melhores lembranças do ano de 1970, quando eu lavava carros no Posto Dambrós, ali em Ouro, e estava cursando Contabilidade na CNEC. E os jogadores de futebol ainda não estavam acostumados a se reunir em rodas de pagode, nem em bailes funk, nem apareciam na TV ao lado do Michel Teló e outros. Apenas jogavam futebol. e muito bem, dando-nos muitas alegrias, honrando-nos e orgulhando-nos perante o mundo. Naquele tempo, Deus já era brasileiro!!!
Euclides Riquetti
02-09-2012
sábado, 1 de setembro de 2012
Rosas de setembro
E setembro chegou...
O arvoredo ficou bem tinturado de verde natural
Os ipês amarelos coloriram a primeira tarde da pré-primavera
O roxos contrastaram com o alaranjado das corticeiras
O outono esqueceu-se de derrubar algumas folhas que já feneceram
E o perfume das flores das pereiras, laranjeiras e pessegueiros colore cada quintal:
Setembro chegou!
E, com ele, as roseiras abriram seus brotos e nos contemplaram com as rosas
Seus espinhos desapareceram, ficaram ocultos atrás de pétalas e folhas
Rosas champanhe, vermelhas, rosadas e majentas
Cravos vinhos, brancos, rosa-branco, matizados
Azaleias rosa-vivas, brancas e beijos multicores
Cravilhas e calanchuês esperam, ansiosos, pelas margaridas!
Já vieram as florinhas amarelas do campo, as sempre-vivas
As orquídeas se grudaram nos troncos apodrecidos
Os copos-de-leite se avolumaram junto aos agriões do riacho...
Calêndulas e crisântemos enfeitam jardins e girâneos as floreiras das sacadas
Mas eu espero os girassóis, os girassóis são meus sóis...
É setembro
É tempo de alegria, vibração
É tempo de agitar o coração
Setembro, é apenas setembro
O meu setembro, o teu setembro, o nosso setembro...
Euclides Riquetti
01-09-2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Noites de agosto
Agradáveis noites de agosto
Escondem corpos alados
Que abrigam corações almados
Amados, no mês de agosto...
Agradáveis noites estreladas
Dos amantes e dos apaixonados
Dos namorados e namoradas
Dos sonhos acalentados.
Agradáveis noites das nuvens que flutuam
De Alpha e de Centauro, e do Cruzeiro do Sul
Do sol escondido que prateia a lua
Da negritude que sombreia o universo azul.
Agradáveis noites dos sonhos relembrados
Dos nossos, (dos meus, dos teus...)
De nossos sonhos e pecados
Dos sonhos das Julietas e Romeus...
Euclides Riquetti
26-08-2012
Escondem corpos alados
Que abrigam corações almados
Amados, no mês de agosto...
Agradáveis noites estreladas
Dos amantes e dos apaixonados
Dos namorados e namoradas
Dos sonhos acalentados.
Agradáveis noites das nuvens que flutuam
De Alpha e de Centauro, e do Cruzeiro do Sul
Do sol escondido que prateia a lua
Da negritude que sombreia o universo azul.
Agradáveis noites dos sonhos relembrados
Dos nossos, (dos meus, dos teus...)
De nossos sonhos e pecados
Dos sonhos das Julietas e Romeus...
Euclides Riquetti
26-08-2012
Décima Nona Crônica do Antigamente
Em 1970 muitas transformações ocorreram em minha vida. E muitos acontecimentos marcaram-me profundamente. Era uma época em que eu vivia as incertezas sobre meu futuro e tinha qua trabalhar, arduamente, durante todo o dia, inclusive aos sábados. E, descanso, apenas dois domingos por mês. Isso já faz tanto tempo... A notável Sarah Michelle Gellar ainda nem havia chegado. Somente sete anos depois é que Nova York iria conhecer uma bebezinha prodígio que, quatro anos depois iria começar a maravilhar os americanos por suas atuações no meio artístico. E, hoje, com seus olhos belíssimos, também nos encanta nas telas dos cinemas. São dois formosos diamantes tinturados por azul, verde e cinza que nos brindam com uma nova cor: Não é cor de céu, não é cor de mar. É apenas a cor dos olhos de Sarah Michelle. Só ela os tem e só ela pode nos presentear com seu olhar encantador. As Michelles e Micheles, todas, têm olhos bonitos, inclusive uma que mora em meu coração...
Como eu dizia, 1970 foi um ano marcante. O Brasil, que há 12 anos não conquistava uma Copa, conquistou, definitivamente, a Taça Julles Rimet, no México. Guadalajara, Guadalajara!!!...
Nesta semana, um dos ícones desta conquista, integrante do grupo mais unido e que mais se notabilizou no futebol brasileiro, nos deixou, foi morar no céu, aos 74 nos. Sim, porque o céu existe, e pessoas como o Goleiro Félix, que, além de desportista correto, dedicado, defendeu a classe dos atletas, e deu muito de si pelos amigos e companheiros, merecem ter compensações na morada eterna.
Aquela geração de Ouro do futebol brasileiro, que nas elimionatórias, em 1969, sob a batuta de João Saldanha, e 1970, na Copa, sob o comando de Zagalo, o "velho lobo", merece nosso reconhecimento. Do grupo, composto por Félix, Ado, Leão, Brito, Piazza, Carlos Alberto, Baldochi, Fontana, Everaldo, Joel Camargo, Zé Maria, Clodoaldo, Gerson, Rivelino, Paulo César Caju, Jairzinho, Tostão, Pelé, Roberto Miranda, Edu, e Dario (Dadá Maravilha), perdemos o Everaldo, lateral que pertencia ao Grêmio de Porto Alegre, ainda jovem. Fontana nos deixou logo depois. O Joel, vi atuar pelo Santos, mas dois ficaram muito bem fixados em minha memória: Paulo César Caju e Edu. O primeiro pertencia ao Botafogo, mas atuou também pelo Grêmio, Vasco, Fluminense, Flamengo, Paris San German e outros clubes. Edu fez sua carreira praticamente no Santos, onde está até hoje, é cartola, dirige segmentos da base santista. Eles tinham 18 anos quando disputaram as eliminatórias e atuaram com muito bom desempenho.
Em 1987, já tendo interrompido sua carreira profissional, vieram jogar contra um combinado do Arabutã e do Penharol, na Baixada Rubra, em Ouro. Vieram pela Seleção Paulista de Masters, em ônibus leito. Reunimos meia dúzia de carros e viemos apanhá-los em Joaçaba, na Rodoviária. Coube-me transportar o Paulo César, o Edu e o Chicão, da Portuguesa de Desportos. Além de ser uma honra muito grande para mim, foi a oportunidade de conhecer um pouco sobre a personalidade daquelas personalidades. O Edu, quieto, no banco traseiro, era monossilábico. O Chicão estava "na dele". E o Caju, no Banco da frente, contava-nos muitas belas histórias, inclusive de sua vida pessoal. Tinha aquela fama de boçal, que alguns setores da imprensa brasileira lhe rotulara, mas percebi que ele era outra pessoa, simples, educado, atencioso. estava com um agasalho Adidas bem surradinho, azul com listras brancas, e um "boné Milton Nascimento". Queria saber como eram as pessoas, o que faziam, onde trabalhavam, se gostavam muito de futebol. E eu ia contando algumas históriasd, algumas piadas. Em Lacerdópolis, parei em frente a um bar, na esquina, para ele cumprimentar os "italianos",queria saber como era seu sotaque, sua maneira de falar. Depois, contou-nos que estava namorando a Leonora, irmã do Jaime, zagueiro do Flamengo, daquela famosa defesa: Raul, Leandro, Jaime, Mozer e Júnior. Na descida da serrinha para Santa Bárbara, tivemos que parar porque havia um cachorrinho mancando e ele quis dar um afago nele, ver se era caso grave ou não. Ao chegar no Arabutã, mostrei-lhe o Orlando Santiago, um de nossos goleiros do Veteranos do Arabutã, e ele achou que o Orlando deveria jogar, que o jogo deveria ser para "velhos" e não contra os jovens do Arabutã e Penharol.
Mostrou-me, realmente, que a imagem que a imprensa nos passava sobre ele era falsa, era mentira que ele trocava várias vezes o calção ao dia, para mostrar-se na praia de Ipanema. Bem, quem sabe isso foi apenas coisa de quando tinha 16 anos e já era titular no Botafogo. E o Edu, com 16, titular no Santos. Agora, já estavam com 37 para 38 anos, eram "velhos", maduros. E gostavam de jogar por prazer, viajar de ônibus, andar em carros de pessoas diferentes, conversar com as pessoas, almoçar embaixo de árvores, comer churrasco na Churrascaria do Pedro Beviláqua e dormir em seu Hotel...
É, tenho muito orgulho em dizer que conheci, de maneira diferente do que os meios de comunicação nos passavam na época, essas personagens da história do futebol brasileiro. Gente que jogava muito, que deu muita alegria aos seus fãs, que não eram movidos pelo marketing atual, que não recebiam "direitos de imagem", apenas jogavam futebol, e muito. O resultado do jogo: 1 a 0 para o time da casa, formado por atletas de 18 a 32 anos, jogando contra senhores acima de 36.
Boas lembranças dos anos 70, que guardo comigo e que quero dividir com você, leitor.
Euclides Riquetti
26-08-2012
Como eu dizia, 1970 foi um ano marcante. O Brasil, que há 12 anos não conquistava uma Copa, conquistou, definitivamente, a Taça Julles Rimet, no México. Guadalajara, Guadalajara!!!...
Nesta semana, um dos ícones desta conquista, integrante do grupo mais unido e que mais se notabilizou no futebol brasileiro, nos deixou, foi morar no céu, aos 74 nos. Sim, porque o céu existe, e pessoas como o Goleiro Félix, que, além de desportista correto, dedicado, defendeu a classe dos atletas, e deu muito de si pelos amigos e companheiros, merecem ter compensações na morada eterna.
Aquela geração de Ouro do futebol brasileiro, que nas elimionatórias, em 1969, sob a batuta de João Saldanha, e 1970, na Copa, sob o comando de Zagalo, o "velho lobo", merece nosso reconhecimento. Do grupo, composto por Félix, Ado, Leão, Brito, Piazza, Carlos Alberto, Baldochi, Fontana, Everaldo, Joel Camargo, Zé Maria, Clodoaldo, Gerson, Rivelino, Paulo César Caju, Jairzinho, Tostão, Pelé, Roberto Miranda, Edu, e Dario (Dadá Maravilha), perdemos o Everaldo, lateral que pertencia ao Grêmio de Porto Alegre, ainda jovem. Fontana nos deixou logo depois. O Joel, vi atuar pelo Santos, mas dois ficaram muito bem fixados em minha memória: Paulo César Caju e Edu. O primeiro pertencia ao Botafogo, mas atuou também pelo Grêmio, Vasco, Fluminense, Flamengo, Paris San German e outros clubes. Edu fez sua carreira praticamente no Santos, onde está até hoje, é cartola, dirige segmentos da base santista. Eles tinham 18 anos quando disputaram as eliminatórias e atuaram com muito bom desempenho.
Em 1987, já tendo interrompido sua carreira profissional, vieram jogar contra um combinado do Arabutã e do Penharol, na Baixada Rubra, em Ouro. Vieram pela Seleção Paulista de Masters, em ônibus leito. Reunimos meia dúzia de carros e viemos apanhá-los em Joaçaba, na Rodoviária. Coube-me transportar o Paulo César, o Edu e o Chicão, da Portuguesa de Desportos. Além de ser uma honra muito grande para mim, foi a oportunidade de conhecer um pouco sobre a personalidade daquelas personalidades. O Edu, quieto, no banco traseiro, era monossilábico. O Chicão estava "na dele". E o Caju, no Banco da frente, contava-nos muitas belas histórias, inclusive de sua vida pessoal. Tinha aquela fama de boçal, que alguns setores da imprensa brasileira lhe rotulara, mas percebi que ele era outra pessoa, simples, educado, atencioso. estava com um agasalho Adidas bem surradinho, azul com listras brancas, e um "boné Milton Nascimento". Queria saber como eram as pessoas, o que faziam, onde trabalhavam, se gostavam muito de futebol. E eu ia contando algumas históriasd, algumas piadas. Em Lacerdópolis, parei em frente a um bar, na esquina, para ele cumprimentar os "italianos",queria saber como era seu sotaque, sua maneira de falar. Depois, contou-nos que estava namorando a Leonora, irmã do Jaime, zagueiro do Flamengo, daquela famosa defesa: Raul, Leandro, Jaime, Mozer e Júnior. Na descida da serrinha para Santa Bárbara, tivemos que parar porque havia um cachorrinho mancando e ele quis dar um afago nele, ver se era caso grave ou não. Ao chegar no Arabutã, mostrei-lhe o Orlando Santiago, um de nossos goleiros do Veteranos do Arabutã, e ele achou que o Orlando deveria jogar, que o jogo deveria ser para "velhos" e não contra os jovens do Arabutã e Penharol.
Mostrou-me, realmente, que a imagem que a imprensa nos passava sobre ele era falsa, era mentira que ele trocava várias vezes o calção ao dia, para mostrar-se na praia de Ipanema. Bem, quem sabe isso foi apenas coisa de quando tinha 16 anos e já era titular no Botafogo. E o Edu, com 16, titular no Santos. Agora, já estavam com 37 para 38 anos, eram "velhos", maduros. E gostavam de jogar por prazer, viajar de ônibus, andar em carros de pessoas diferentes, conversar com as pessoas, almoçar embaixo de árvores, comer churrasco na Churrascaria do Pedro Beviláqua e dormir em seu Hotel...
É, tenho muito orgulho em dizer que conheci, de maneira diferente do que os meios de comunicação nos passavam na época, essas personagens da história do futebol brasileiro. Gente que jogava muito, que deu muita alegria aos seus fãs, que não eram movidos pelo marketing atual, que não recebiam "direitos de imagem", apenas jogavam futebol, e muito. O resultado do jogo: 1 a 0 para o time da casa, formado por atletas de 18 a 32 anos, jogando contra senhores acima de 36.
Boas lembranças dos anos 70, que guardo comigo e que quero dividir com você, leitor.
Euclides Riquetti
26-08-2012
domingo, 19 de agosto de 2012
O Árbitro
Arbitar, em qualquer circunstância, é um ato que exige isenção, habilidade e muita competência. Mas, o que vi no filme "O Árbitro", hoje, às 6,00 da manhã, é algo muito inusitado e hilário. Nele, o papel (muito informal) de árbitro, é composto pelo ator Denis Leary que, justamente ontem, completou 55 anos. É norteamericano do Massachusetts, com 17 filmes, dentre os quais as sequências de "A a do Gelo", e dezenas de participações na TV.
Em "O Árbitro", de 1994, ele é Gus, um assaltante que rouba jóias numa joalheria de uma pequena cidade americana, na noite de Natal. Como a cidade tem todas as saídas controladas por forte aparato policial, acaba rendendo um casal briguento, em vias de divorciar-se, e os obriga a levá-lo, em seu carro, para a casa deles. O casal, formado por Caroline Chasseur (Judy Davis), e Lloyd (Kevin Spacey), tem um filho, jovem pra lá de maluquinho, além de rebelde e revoltado. E ainda esperam a mãe de Loyd, e outro casal, cunhados, com seus filhos, para a ceia de Natal. E acabam todos na mesma casa, para onde vai também um Papai Noel Bêbado, e, ao final muitos policiais, alguns aloprados. É uma verdadeira terapia ver os fatos que se sucedem na fita. O casal é tão briguento que acaba envolvendo completamete o assaltante, que passa a mediar os conflitos entre o marido, a esposa, o filho, a sogra (agiota), a cunhada, o cunhado. Ninguém fica de fora da "dança". E o bandido é apresentado aos parentes como Dr. Wong, um terapeuta de casais, loiro, que nada tem de "Wong".
Spacey 53 anos, de New Jersey, ator e diretor do cinema americano premiadíssimo, dezenas de filmes e participações na TV, faz de Lloyd uma figuraça. Judy Davis, que faz "Caroline", no alto de seus 57 anos, 32 filmes e 17 trabalhos para a TV em 35 anos de carreira, tendo vivido um papel como "Nancy Reagan", é uma mulher que se considera pouco valorizada pelo marido, quer o divórcio, mas ele não lhe quer concedê-lo. A trama é extraordinária e mostra, mais uma vez, a competência e a criatividade americana em produzir filmes. Judy Davis, a bela Caroline, é mesmo fenomenal.
Imagine um grupo que se forma com um casal, evolui para mais de uma dezena de pessoas, todos dando muito trabalho para o assaltante, que vira árbitro na situação conflituosa.
Num fim de semana em que eu me propunha "não fazer nada", dentre muitas coisas boas que fiz, foi ver "O Árbitro", que recomendo para uma dia em que você estiver dispoto a "vivere un dolce far niente" Vale a pena assistir.
Euclides Riquetti
19-08-2012
Em "O Árbitro", de 1994, ele é Gus, um assaltante que rouba jóias numa joalheria de uma pequena cidade americana, na noite de Natal. Como a cidade tem todas as saídas controladas por forte aparato policial, acaba rendendo um casal briguento, em vias de divorciar-se, e os obriga a levá-lo, em seu carro, para a casa deles. O casal, formado por Caroline Chasseur (Judy Davis), e Lloyd (Kevin Spacey), tem um filho, jovem pra lá de maluquinho, além de rebelde e revoltado. E ainda esperam a mãe de Loyd, e outro casal, cunhados, com seus filhos, para a ceia de Natal. E acabam todos na mesma casa, para onde vai também um Papai Noel Bêbado, e, ao final muitos policiais, alguns aloprados. É uma verdadeira terapia ver os fatos que se sucedem na fita. O casal é tão briguento que acaba envolvendo completamete o assaltante, que passa a mediar os conflitos entre o marido, a esposa, o filho, a sogra (agiota), a cunhada, o cunhado. Ninguém fica de fora da "dança". E o bandido é apresentado aos parentes como Dr. Wong, um terapeuta de casais, loiro, que nada tem de "Wong".
Spacey 53 anos, de New Jersey, ator e diretor do cinema americano premiadíssimo, dezenas de filmes e participações na TV, faz de Lloyd uma figuraça. Judy Davis, que faz "Caroline", no alto de seus 57 anos, 32 filmes e 17 trabalhos para a TV em 35 anos de carreira, tendo vivido um papel como "Nancy Reagan", é uma mulher que se considera pouco valorizada pelo marido, quer o divórcio, mas ele não lhe quer concedê-lo. A trama é extraordinária e mostra, mais uma vez, a competência e a criatividade americana em produzir filmes. Judy Davis, a bela Caroline, é mesmo fenomenal.
Imagine um grupo que se forma com um casal, evolui para mais de uma dezena de pessoas, todos dando muito trabalho para o assaltante, que vira árbitro na situação conflituosa.
Num fim de semana em que eu me propunha "não fazer nada", dentre muitas coisas boas que fiz, foi ver "O Árbitro", que recomendo para uma dia em que você estiver dispoto a "vivere un dolce far niente" Vale a pena assistir.
Euclides Riquetti
19-08-2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Hora de não fazer nada
É hora de não fazer nada
De dar trela pro ócio e mais nada
É hora de jogar as pernas pro ar
Deixar os braços por conta, na rede deitar.
Hoje é dia de não fazer nada
De ser um dia de apenas lembrar
E quem sabe lavar a calçada
E no seu rosto pensar e pensar.
Pisar na grama, molhada, molhada
Olhar pro céu na manhã deste agosto
Jogar água nos pés, e na escada
Deixar o resto e ficar absorto.
Agora é hora de escrever poesia
Ficar lembrando da vida passada
Lembrando de boleros que dão nostalgia
Quem sabe lembrando de antiga jornada...
É apenas hora de não fazer nada
De curtir a lembrança da amada
De escrever poesia e sentir alegria
De sentir alegria e escrever poesia..
(E mais nada!.
Euclides Riquetti
18-08-2012
De dar trela pro ócio e mais nada
É hora de jogar as pernas pro ar
Deixar os braços por conta, na rede deitar.
Hoje é dia de não fazer nada
De ser um dia de apenas lembrar
E quem sabe lavar a calçada
E no seu rosto pensar e pensar.
Pisar na grama, molhada, molhada
Olhar pro céu na manhã deste agosto
Jogar água nos pés, e na escada
Deixar o resto e ficar absorto.
Agora é hora de escrever poesia
Ficar lembrando da vida passada
Lembrando de boleros que dão nostalgia
Quem sabe lembrando de antiga jornada...
É apenas hora de não fazer nada
De curtir a lembrança da amada
De escrever poesia e sentir alegria
De sentir alegria e escrever poesia..
(E mais nada!.
Euclides Riquetti
18-08-2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Loba mulher
Loba mulher dos sonhos cor-de-rosa
Loba mulher dos pensamentos que anuem
Dos lábios que me retribuem
Dos pecados que os meus diluem.
Loba mulher dos cabelos molhados
Desalinhados
Perfumados...
Loba mulher de cabelos e olhos encastanhados
Delicados
Encantados...
Loba mulher
Dos sonhos e encantos
Que provocam meus prantos
(Prantos nada santos...)
Loba mulher fervilhosa
Deliciosa
Dos sonhos azuis, dos sonhos cor-de-rosa:
Loba mulher!
Euclides Riquetti
11-08-2012
Loba mulher dos pensamentos que anuem
Dos lábios que me retribuem
Dos pecados que os meus diluem.
Loba mulher dos cabelos molhados
Desalinhados
Perfumados...
Loba mulher de cabelos e olhos encastanhados
Delicados
Encantados...
Loba mulher
Dos sonhos e encantos
Que provocam meus prantos
(Prantos nada santos...)
Loba mulher fervilhosa
Deliciosa
Dos sonhos azuis, dos sonhos cor-de-rosa:
Loba mulher!
Euclides Riquetti
11-08-2012
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