sábado, 19 de setembro de 2015

Quando vi o mar

Quando vi o  sol a brilhar
Vi sua silhueta se confundindo
Com um visual muito lindo...
Com o escuro dos montes e das ilhas
De suas pedras andarilhas
Que querem rolar pro mar...

Quando busquei a inspiração fatal
Para lhe fazer um poema que a encantasse
Algo que, profundamente, a marcasse
Imaginei-me a sussurrar em seu ouvido
Flechado pelas setas do cupido
Enquanto me embevecia com o vento matinal...

Meu ser alado voou sobre as areias clareadas
Depois sobre a água furta-cor
Então embrenhou-se nas nuvens algodoadas
E foi abraçar meu grande amor!

Euclides Riquetti
18-09-2015








sexta-feira, 18 de setembro de 2015

No mar...

Eu quero te dar este poema
Que, mesmo com rimas pobres
Enseja sentimentos nobres
Por isso te faço  este poema...

No mar, o barqueiro rema
(Ou será o canoeiro?)
E eu articulo palavras e versos
Procuro ordenar pensamentos incertos
Enquanto o barqueiro rema...
(Ou será o canoeiro?...)

Fiz para ti um desenho na areia
De sóis, de estrelas, de musas
Foram apenas imagens confusas
Mas fiz para ti um desenho na areia...

E, no a(noite)cer, apenas o murmúrio do mar
Harmoniado no embalo da triste canção
Escura é  a paisagem na imensidão
Mas agora, no a(noite)cer, apenas o murmúrio do mar...

E lá, mais lá, como cá, sopra o vento...
Move as folhas verde-escuro tingidas de noite
A maré lança às pedras  o seu doce açoite...
E lá, como cá, sopra o vento!

E eu penso em ti...

Euclides Riquetti
Praia de Itapema- SC.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Perde-se de mim...

   
Dócil e envolvente
Despida de pudor, a roupa ausente
Com ímpetos de amor e de vontade
Silhueta  de perfeita divindade.

Mulher,  alegre, sorridente
Corpo espelhado na luz:  reluzente.
Charme e olhar provocador
Lábios que desejo com amor.

Vai assim, depressa como veio
Nega-me  o abraço, o lábio, o seio
E desaparece num repente, num instante...

Perde-se na noite chuvosa e escura
Perde-se com seus afagos e sua ternura
Perde-se de mim, mas acha-se  adiante!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Décima Nona Crônica do Antigamente


Para relembrar...

          Em 1970  muitas transformações ocorreram em minha vida. E muitos acontecimentos marcaram-me profundamente. Era uma época em que eu vivia as incertezas sobre meu futuro e tinha qua trabalhar, arduamente,  durante todo o dia, inclusive aos sábados. E, descanso, apenas dois domingos por mês. Isso já faz tanto tempo...  A notável Sarah Michelle Gellar ainda nem havia chegado. Somente sete anos depois  é que Nova York iria conhecer uma bebezinha prodígio que, quatro anos depois iria começar a maravilhar  os americanos por suas atuações no meio artístico. E, hoje, com seus olhos belíssimos, também nos encanta nas telas dos cinemas. São dois formosos diamantes tinturados por azul, verde e cinza que nos brindam com uma nova cor: Não é cor de céu, não é cor de mar. É apenas a cor dos olhos de Sarah Michelle. Só ela os tem e só ela pode nos presentear  com seu olhar  encantador. As Michelles e Micheles, todas, têm olhos bonitos, inclusive uma que mora em meu coração...

          Como eu dizia, 1970 foi um ano marcante. O Brasil, que há 12 anos não conquistava uma Copa, conquistou, definitivamente, a Taça Julles Rimet, no México. Guadalajara, Guadalajara!!!...

          Nesta semana, um dos ícones desta conquista, integrante do grupo mais unido e que mais  se notabilizou no futebol brasileiro, nos deixou, foi morar no céu, aos 74 nos. Sim, porque o céu existe,  e pessoas como o Goleiro Félix, que, além de desportista correto, dedicado, defendeu a classe dos atletas, e deu muito de si pelos amigos e companheiros, merecem ter compensações na morada eterna.

          Aquela geração de Ouro do futebol brasileiro, que nas elimionatórias, em 1969, sob a batuta de João Saldanha, e 1970, na Copa, sob o comando de Zagalo, o "velho lobo", merece nosso reconhecimento. Do grupo, composto por Félix, Ado, Leão, Brito, Piazza, Carlos Alberto, Baldochi, Fontana, Everaldo, Joel Camargo, Zé Maria, Clodoaldo, Gerson, Rivelino, Paulo César Caju, Jairzinho, Tostão, Pelé, Roberto Miranda, Edu, e Dario (Dadá Maravilha), perdemos o Everaldo, lateral que pertencia ao Grêmio de Porto Alegre, ainda jovem. Fontana nos deixou logo depois. O Joel, vi atuar pelo Santos, mas dois ficaram muito bem fixados em minha memória: Paulo César Caju e Edu. O primeiro pertencia ao Botafogo, mas atuou também pelo Grêmio, Vasco, Fluminense, Flamengo, Paris San German e outros clubes. Edu fez sua carreira praticamente no Santos, onde  está até hoje, é cartola, dirige segmentos da base santista. Eles tinham 18 anos quando disputaram as eliminatórias e atuaram com muito bom desempenho.

          Em 1987, já tendo interrompido sua carreira profissional, vieram jogar contra um combinado do Arabutã e do Penharol, na Baixada Rubra, em Ouro. Vieram pela Seleção Paulista de Masters, em ônibus leito. Reunimos meia dúzia de carros e viemos apanhá-los em Joaçaba, na Rodoviária. Coube-me transportar o Paulo César, o Edu e o Chicão, da Portuguesa de Desportos. Além de ser uma honra muito grande para mim, foi a oportunidade de conhecer um pouco sobre a personalidade daquelas personalidades. O Edu, quieto, no banco traseiro, era monossilábico. O Chicão estava "na dele". E o Caju, no Banco da frente, contava-nos muitas belas histórias, inclusive de sua vida pessoal. Tinha aquela fama de boçal, que alguns setores da imprensa brasileira lhe rotulara, mas percebi que ele era outra pessoa, simples, educado, atencioso. estava com um agasalho Adidas bem surradinho, azul com listras brancas, e um  "boné Milton Nascimento". Queria saber como eram as pessoas, o que faziam, onde trabalhavam, se gostavam muito de futebol. E eu ia contando algumas históriasd, algumas piadas. Em Lacerdópolis, parei em frente a um bar, na  esquina, para ele cumprimentar os "italianos",queria saber como era seu sotaque, sua maneira de falar. Depois,  contou-nos que estava namorando a Leonora, irmã do Jaime, zagueiro do Flamengo, daquela famosa defesa: Raul,  Leandro, Jaime, Mozer e Júnior.  Na descida da serrinha para Santa Bárbara, tivemos que parar porque havia um cachorrinho mancando e ele quis dar um afago nele, ver se era caso grave ou não. Ao chegar no Arabutã, mostrei-lhe o Orlando Santiago, um de nossos goleiros do Veteranos do Arabutã, e ele achou que o Orlando deveria jogar, que o jogo deveria ser para "velhos" e não contra os jovens do Arabutã e Penharol.

          Mostrou-me, realmente, que a imagem que a imprensa nos passava sobre ele era falsa, era mentira que ele trocava várias vezes o calção ao dia, para mostrar-se na praia de Ipanema. Bem, quem sabe isso foi apenas coisa de quando tinha 16 anos e já era titular no Botafogo. E o Edu, com 16, titular no Santos. Agora, já estavam com 37 para 38 anos, eram "velhos", maduros. E gostavam de jogar por prazer, viajar de ônibus, andar em carros de pessoas diferentes, conversar com as pessoas, almoçar embaixo de árvores, comer churrasco na Churrascaria do Pedro Beviláqua e dormir em seu Hotel...

          É, tenho muito orgulho em dizer que  conheci, de maneira diferente do que os meios de comunicação nos passavam na época, essas personagens da história do futebol brasileiro. Gente que jogava muito, que deu muita alegria aos seus fãs, que não eram movidos pelo marketing atual, que não recebiam "direitos de imagem", apenas jogavam futebol, e muito. O resultado do jogo: 1 a 0 para o time da casa, formado por atletas de 18 a 32 anos, jogando contra senhores acima de 36.

          Boas lembranças dos anos 70, que guardo comigo e que quero dividir com você, leitor.

Euclides Riquetti
26-08-2012

Um poema romântico

Desejo compor pra você um poema romântico, sem igual
E nele colocar rosas de todas as cores
Algo fantástico, divino,  fenomenal
Depois, apenas ver o que acontece
Mandar-lhe, também, um buquê de flores
Pois você merece!

Um poema com palavras bonitas, com sabor de café quente
Perfumado com as mais finas essências
Um poema para calar na alma da gente
Que denote muito carinho e paixão
Eivado de amor,  a maior das evidências
Para ser guardado em seu coração!

Eu queria desenhar meu poema no seu corpo fogoso
Iniciando pelo seu ombro esquerdo e sensual
Escrevê-lo, também,  em seu dorso formoso
Como se os versos fossem guardados num altar
Uma mensagem lírica de teor universal
Onde somente eu, ninguém mais que eu, possa chegar!

Euclides Riquetti
16-09-2015










Outros medos, muito bregas

 
Medo paranóico: de ficar sem créditos no celular
Medo politifágico: de perder eleição considerada ganha
Medo ex-tanque: de ficar com o abdomem volumoso, protuberante
Medo gástrico: de ficar sem (gas) olina no meio do trânsito
Medo moleque: de comer muito pé-de-moleque e ficar com dor de barriga
Medo diabólico: de comer muita paçoquinha e ficar diabético
Medo vulg(ar): de respirar para não acordar o outro quando dorme e ronca
Medo leviano: de sonhar que está flutuando, leve, indo para o céu antes da hora.
Medo infernal: de imaginar que está condenado  a arder em chamas na boate do Lúcifer
Medo gelado: de pensar que ficou preso dentro de uma câmara fria
Medo do escuro:  de ser atropelado por um fuscão preto
Medo de mensagem auditiva: de mandarem um carro de mensagem  na frente de sua casa, no dia do aniversário, com um texto musicado, bem meloso
Medo de saia: de estar dando entrevista e começarem a fazer perguntas indiscrtetas, deixando-o em saia justa.
Medo de correr: de achar que o Rubens Barrichello vai podar seu golzinho na reta do Motel Eros e você precisa chegar antes que ele
Medo de criança:  de errar a letra do Parabéns a Você na festinha de aniversário dos netos
Medo de ficar velho: de chegar na fila da lotérica e indicarem pra você a fila "exclusiva para gestantes e idosos"
Medo de ter vergonha:  de virar um sem-vergonha, convencido, metido a besta, com o nome no Serasa, cartão de crédito  vencido e ainda ter de dar explicações em casa por ter chegado  tarde e com perfume estranho impregnado na roupa

"O medo de não ter assunto para escrever me deixou com muito medo, daí escrevi  umas bobagenzinhas, só para descontrair e tomar um pouco de seu tempo ocioso, (precioso???), neste sábado, em que não deixaram você ir para o trabalho e por isso ficou muito zangado, revoltado..."

Abraços a todos, neste sábado de céu emburrado.

Euclides Riquetti
28-07-2012

Ame, perca-se, perdidamente...

Ame!
Perca-se, perdidamente
Entregue-se totalmente...

Derrube normas, regras e conceitos
Mostre suas virtudes e defeitos
Suas inquietudes, suas atitudes
E ame!

Dispa-se vivamente
Desnude-se completamente
Esqueça os que se importam com seus jeitos
E aplauda quem rejeita preconceitos:
Ame!

Jamais esconda seu olhar apaixonado
Não disfarce os seus  sentimentos
Em nenhuns  momentos
Apenas cuide daquele amor
Que a procura esperançado...

Quebre comportamentos
Rompa o silêncio
Mergulhe nos prazeres que lhe fazem bem
Ame, com suas forças, limites ou cansaços
Com seus lábios, com sua alma e seus abraços
Mas ame!

Ame nos dias de sol e nas noites estreladas
Naquelas que exaltei em prosa e verso
Nos dias de chuva e nas tardes acaloradas
Ame tudo o que existe no Universo:

Ame!

Euclides Riquetti

Meus oito medos

  
Meu primeiro medo: Medo de te perder.
Meu segundo medo: Medo de me perder.
Meu terceiro medo: Medo de não te perder.
Meu quarto medo: Medo de não me perder.
Meu quinto medo: Medo de te perder e não te encontrar.
Meu sexto medo: Medo de me perder e não me encontrar.
Meu sétimo medo: Medo de que nos percamos e não nos encontremos mais.
Meu último medo: Medo de perder o medo.

Não quero que te percas de mim
Não quero me perder de ti
Jamais!...

Euclides Riquetti
 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Nunca é tarde...

Quando corações parecem perder o chão
E um sentimento de vazio se aloja neles
Quando surgem  asas frágeis à emoção
E se quer dar um norte seguro àqueles...

Quando os devaneios do mundo banal
Superam a lógica da vivência humana
Quando o virtual  se sobrepõe ao real
E se mergulha no mar do rumo insano...

Quando a inquietação atormenta o ser
E como que abala sua força emocional
Quando parece que algo foge das mãos
E se precisa da compensação natural...

Então se precisa de um anjo a nos guiar
Alguém que nos proteja, que nos guarde
Alguém em quem possamos confiar
Pois, pra sermos felizes, nunca é tarde!

Euclides Riquetti
17-09-2015







Quando lavavam roupas nos rios

Quando lavavam roupas nos rios...  minha crônica que escrevi em abril/2013, agora publicada no livro "Capinzal - Cidade do meu coração", lançado nesta segunda-feira, 14, em Capinzal - SC. Está às páginas 104 e 105:
          Quando de minha infância, ainda não havia rede de distribuição e fornecimento de águas em Rio Capinzal. Destarte, as senhoras tinham que buscar locais onde huvesse água em abundância para fazer o serviço de lavar roupas. Poucas famílias possuíam máquinas de lavar para esse serviço. E, as máquinas existentes, a maioria de madeira, umas espécies de tinas, não deram dotadas de dispositivos que lhe permitissem o enxágue, a centrifugação ou pré-secagem da roupa, antes de que fosse estendida no varal. E poucas pessoas conheciam sabão em pó, o famoso "Rinso".

         Lembro que as donas de casa buscavam a beira dos rios para o serviço. Tinham uns "lavadores" de madeira, uma espécie de "rampa" que era colocada na margem, escorados em pedras, com uma base para o ajoelhar-se e um detalhe  retangular onde era depositada a pedra de sabão para que não deslizasse e fosse perder-se nas águas.  Muitas vezes, quando o sabão escapava das mãos das lavadeiras, eram o filhotes que buscavam recuperá-lo nas águas. Crianças pequenas, de sete ou oito anos, nadavam bem e tinham domínio das águas. Eu mesmo recuperei muitos para as senhoras. Em alguns lugares, onde havia pedras, as lavadeiras gostavam de bater e esfregar as roupas sobre elas, o que ajudava muito para que ficassem bem limpas.

          O Rio do Peixe era muito frequentado, havia alguns lugares próprios, onde o barranco era menor, áreas preparadas pelas pessoas para que as senhoras pudessem colocar seus lavadores e ainda para a ancoragem de botes, que ficavam amarrados em angicos ou mesmo em sarandis. Quando o rio ficava sujo por causa das chuvas, fazer o que? Fácil. Sempre tinham um tonel que recebia a água das calhas e tinha água armazenada, da chuva. E ainda grande parte das casas tinham cisternas, onde armazenavam grande estoque de água. Quem não as tinha, guardava água em tonéis.

          Mas, pelo menos cinco  destinos eram, principalmente, os mais utilizados para lavarem roupas: O valo da Usina Hidrelétrica da Família Zortéa; os rios  Capinzal e Coxilha Seca, afluentes do Peixe;  e as duas margens deste, tanto na Sede Municipal quanto no Distrito de Ouro, nas localizações abaixo da barragem de pedras.

          No Rio Capinzal, desde a foz junto ao do Peixe, até onde ele adentrava o perímetro urbano, no Loteamento Santa Terezinha, havia muitos pontos onde as roupas pudessem ser lavadas. As águas eram limpas, havia lambaris, jundiás, joanas e carás habitando-as. E, ali, logo abaixo do Grupo escolar Belisário Pena, havia um grande pomar de caquis, de propridade da família  Soccol, onde a margem facilitava muito o trabalho das senhoras. Havia diversos pontos utilizados em todo o curso do rio.

          Na margem direita do Peixe, logo após a entrada ao "Valo da Usina" , havia outro ponto bastante utilizado. Lembro que minha mãe, Dorvalina Baretta (Riquetti), a Dona Aurora Stopassola, a Dona Iracema Surdi, minhas Tia Elza Baretta e Maria Lucietti Richetti, e outras tantas, tinham seus lavadores,colocados  imediatamente acima de uma comporta para brecar o excesso de água a alimentar a usina, que depois transformou-se numa fábrica de pasta mecânica, para a produção de papel e  papelão.

          E, no Rio do Peixe, logo abaixo da barragem, nas duas margens, dezenas de locais próprios para serem colocados os lavadores, até o limite Sul da cidade. centenas de senhoras se alinhavam, com seus cestos de roupas e lavadores, próximo do rio. Depois, já em casa, com baldes de água bem limpa retirada dos poços, com anil adicionado, enxaguavam as peças brancas para que tomassem uma cor mais alva. Nessa época também começaram a utilizar "Q Boa", a única água sanitária então conhecida.

          Com o tempo, felizmente, veio o serviço de captação, tratamento e distribuição de águas  pelo Simae, no início da década de 1970, quando eram prefeitos, respectivamente, Apolônio Spadini e Adauto Colombo, em Capinzal e em Ouro. Mas, infelizmente, as águas de nosso Rio do Peixe deixaram de ser as mesmas. Houve o cresimento das cidades à montante e,  com isso,  a implantação de muitas indústrias, desde Caçador. E as lavouras da bacia hidrográfica passaram a utilizar defensivos agrícolas. Também se perdeu muito do respeito que se tinha pelas águas. E nossos rios ficaram  poluídos, sobraram poucos peixes. Também, com a danificação da barragem, menos água passou a ficar retida ali. E a paisagem perdeu muito de sua beleza.

          Gosto de lembrar e registrar essas atividades, pois refletem, além da história, as dificuldades que as pessoas tinham para algumas atividades que hoje são muito facilitadas pelas tecnologias. Bem melhor acionar o botão do automático da máquina de lavar do que ficar, algumas tardes por semana, ajoelhadas, com o corpo arcado sobre o lavador...

Euclides Riquetti
13/04/2013

Lançado o livro "Capinzal - Cidade do meu coração"

          Participamos, nesta segunda à noite, 14, no Centro Educacional Celso Farina, em Capinzal, do lançamento do livro de cunho didático e histórico "Capinzal - cidade do meu coração".  Foi uma oportunidade ímpar de rever muitos amigos, tanto na área política quanto na educacional, em especial meus antigos alunos.  Pouco mais de uma centena de pessoas presentes no evento, quando os colaboradores do livro foram homenageados com o recebimento de um exemplar. Fico agradecido à Diretora  Educacional Izolete dos Santos Riquetti  pelo convite. A Izolete consta no livro como a responsável pela Coordenação e Pesquisa da obra.

          A satisfação de ver escritos meus no contexto do livro me deixou muito contente. Oportunamente, após leitura minuciosa de todo o volume,  estarei me manifestando mais detalhadamente. Por ora, posso dizer que foi um trabalho muito bem elaborado pela Secretaria Municipal de Educação, uma obra de excelente qualidade gráfica e diagramação, conteúdo bem diversificado e que vai contemplar, especialmente, os alunos que frequentam o quarto  ano das escolas da rede municipal e estadual de ensino de Capinzal.

         Da área política, presentes o Prefeito Andevir Isganzela, o Vice Vilson Farias, os vereadores Cimara Baú, Ênio Paggi, Adriano Zóccoli (os três foram meus alunos...),  o Coordenador Administrativo Francisco Dirceu Araújo, o Secretário da Educação Israel Boniek Gonçalves e outros. A Tractebel Energia e o Consórcio da Usina Hidrelétrica de Machadinho, parceiros na produção do livro, foi representada pelo seu gerente Roberto Luiz Deboni.  O cerimonial foi conduzido pela professora Izolete e na abertura foi executado o Hino a Capinzal em DVD gravado pela cantora e maestrina Carmen Baseggi, o com sua excelente voz e capacidade de interpretação incontestável. A maioria dos colaboradores para a produção do livro esteve presente e, após o cerimonial, um delicioso coquetel foi oferecido. Sobre a obra em si, e os colaboradores, estarei me referindo em breve aqui neste blog.

Parabéns, Capinzal, pelo registro histórico e geográfico de sua terra,  de sua gente e dos seus costumes!

Euclides Riquetti
15-09-2015

A canção que vem de tua alma

A canção sutil que vem de tua alma
Me traz em seus versos toda a poesia
Vem  flutuando sobre a nuvem alva
Vem pra apagar a minha nostalgia. 

Quando minha alma se abre para a tua
Como um sacrário para o pão e o vinho
Espera-te grácil, bela, totalmente nua
Espera que venhas te abrigar no ninho.

É formidável a canção que tu cantas
Que se embala nos acordes sonantes
Como a música que tu sempre danças.

É santificada a luz que tu irradias
A luz de teus olhos meigos  e brilhantes
Que se mistura às belas melodias...

Euclides Riquetti
15-09-2015


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Dona Bruna Calza - nossa mais sincera homenagem

          Capinzal perdeu,  na semana passada, Dona Bruna Calza.  Dona Bruna, nossa amiga, fez historia em nossa cidade, tendo sido, por muitos anos, professora de Arte Culinária na antiga Escola Profissional Feminina Madre Fabiana de Fabiani. Lembro-me muito bem de que, nas tradicionais exposições que a chamada "escolinha" realizava, ao final de cada ano, dos trabalhos das alunas, muitas de suas delícias também eram expostas. Era a arte de cozer e de mostrar, em belíssimo visual decorativo, os diversos pratos doces e salgados que ela ensinava a fazer.

           Na minha adolescência, minha mãe, Dorvalina, e minha tia Elza Dambrós Baretta foram alunas dela na chamada "escolinha profissional". Dia de aula de culinária, era só festa nas casas das famílias das alunas: bolos, tortas, pão surpresa, doces e salgados de todos os tipos... A criançada ficava esperando as mães voltarem com as delícias que produziam sob a supervisão e orientação da professora Bruna.

          Além de toda a atividade como professora, também foi nossa companheira das ações na nossa APROC - Associação dos Professores de Ouro e Capinzal, tendo feito parte de sua diretoria. Colaboradora incondicional, no tempo em que mantínhamos uma equipe litúrgica com atuação na Matriz São Paulo Apóstolo, estava sempre presente, ajudando-nos com cantos sacros e nas leituras. Na sua simplicidade, estava sempre prestes a nos ajudar. Fez, por muitas décadas, parte do grupo de senhoras do Apostolado da Oração de Capinzal. Ela um bom exemplo a ser seguido pela sua seriedade e padrão de dignidade.

         Uma boa esposa, mãe, avó e bisavó, deixou os filhos Marília, Marisa, Maria Odete, Marilda e Juca. Há algumas décadas perdeu um filho jovem num acidente, o César. O fato teve grande repercussão na época. A família sofreu muito, mas buscaram forças na fé para superar tão doloroso acontecimento.

          Dona Bruna foi uma cidadã muito honrada, que deixou descendentes tão dignos quanto ela. A comunidade capinzalense perdeu uma grande referência histórica e uma portentosa reserva moral. Aos familiares, com quem sempre mantivemos uma ótima relação de amizade, (com as filhas, genros, filho e netos), desejamos dizer que foi uma grande alegria termos sido amigos de Dona Bruna. Que a simpática e bondosa senhora viva para a eternidade junto aos anjos do céu!

Carinhoso abraço nos familiares e amigos!

Euclides Riquetti
14-09-2015



        

Será que é mesmo?!

Mais um dia de expectativas
Acordar cedo e tomar chimarrão
Procurar as notícias mais positivas
Mas... Ah, quanta decepção!

Nos noticiários e nas redes sociais
Muito valor pra quem é perdulário
Além das sacanagens colossais
Há muito lixo nos comentários!

Frio intenso na manhã nublada
Depois, o nevoeiro se dissipando
Céu azul na tarde ensolarada
E eu aqui... apenas digitando!

Não tenho milho e nem tenho pombos
Nem tem praça perto de minha casa
Mas tem buracos, já caí um tombo
Tem promessa de..., mas  que nada!

Enquanto isso, faço a minha parte
Escrevo poemas e publico no blog
Dizem que isso é obra de arte
Será que é mesmo?! Oh, my God!

Euclides Riquetti
14-09-2015








Love Stories (Minha Índole Romântica)

Another replay...
   
     Histórias de amor, quem não gosta de ouvi-las? Histórias de todas as eras, buscadas nos livros os vistas nos filmes, sempre me encataram e, acredito firmemente, até o mais rude ( e fingido) dos mortais, tem o seu lado romântico. Por conveniência, (ou por machismo), alguns o escondem, disfarçam, mas isso sempre acaba vindo à percepção das pessoas.

          Ah, quantos livros tu leste, leitor (a), em tua juventude, em que o foco romântico estava presente, em primeiro plano? Quantas revistas compraste ou trocaste, como as "Capricho", "Ilusão", ou "Sétimo Céu"? Depois, adiante, quantas garotas não leram "Sabrina"? E, quantos de nós, não lemos os livros de Camilo Castelo Branco, José de Alencar, ou os apimentados romances de Jorge Amado? Tu vais, certamente, lembrar de dezenas, centenas de outros autores...


          Mas, as histórias que vimos nos filmes, em nossa juventude, jamais esqueceremos. Além daqueles  românticos musicais, normalmente estrelados por jovens atores/cantores italianos, tu lembrarás de outros dois grandes sucessos do cinema: Romeo and Juliet (1968) e Love Story (1970), que viste no Cine Glória, de Capinzal, no Odeon ou no Ópera, de Porto União, no Avenida ou no Vitória, de Joaçaba, ou ainda no Marrocos, de Lages, nas salas de cinema de Curitiba ou Florianópolis.  Que belas histórias de amor esses cinemas nos ofereceram! Esses e outros, que em sua maioria viraram templos, lojas, supermercados ou até hotéis...

          Hoje, porém, quero  indicar-te  um filme muito bonito, para ti que gostas de romance, de paixões arrebatadoras, ou mesmo de tenros  contos românticos: Assisti, há instantes, ao filme do diretor franco-americano Iann Samuell, uma das revelações do gênero, a "My Sassy Girl", que tem tradução em Português como "Ironias do Amor", mas que poderia  ser mais ou menos assim: "minha garota doidinha".

           "Ironias do Amor", de 2008, é mais uma daquelas produções que os americanos fazem para encantar o mundo. Conta a história de Jordan (Elisha Cuthbert - 30-11-1982, canadense), e Charlie (Jesse Bradford - 28-05-1979, norteamericano). Charlie salva Jordan de morrer, atropelada por um  trem de metrô, fazem uma amizade de 33 dias e, depois, pactuam afastar-se por um ano... Depois de um ano e um dia, encontram-se, e vem uma grande surpresa.  Apesar de muito jovens, a bela Elisha e o tímido Jesse, têm uma filmografia que inclui mais de 20 trabalhos cada um entre cinena e TV.

          Entretanto, a história romântica vivida pelos dois, não vou tirar o prazer de que a descubras, tu mesmo (a), no google ou nas locadoras. É de mexer com os corações mais duros,  e de roubar lágrimas de todas as que ao filme  assistirem.

         É, os tempos passam para todos nós. Mas as  coisas bonitas ficam. Alguém, numa poesia que escrever, num romance que editar, num filme que produzir, vai remeter-te ao sensível e profundo mundo do amor, do sentimento, da percepção romântica. Eu, estou nessa há muito, muito tempo...

Euclides Riquetti