sábado, 2 de março de 2019

Um poema romântico





Desejo compor pra você um poema romântico, sem igual
E nele colocar rosas de todas as cores
Algo fantástico, divino,  fenomenal
Depois, apenas ver o que acontece
Mandar-lhe, também, um buquê de flores
Pois você merece!

Um poema com palavras bonitas, com sabor de café quente
Perfumado com as mais finas essências
Um poema para calar na alma da gente
Que denote muito carinho e paixão
Eivado de amor,  a maior das evidências
Para ser guardado em seu coração!

Eu queria desenhar meu poema no seu corpo fogoso
Iniciando pelo seu ombro esquerdo e sensual
Escrevê-lo, também,  em seu dorso formoso
Como se os versos fossem guardados num altar
Uma mensagem lírica de teor universal
Onde somente eu, ninguém mais que eu, possa chegar!

Euclides Riquetti

Perde-se de mim...


  





  
Dócil e envolvente
Despida de pudor, a roupa ausente
Com ímpetos de amor e de vontade
Silhueta  de perfeita divindade.

Mulher,  alegre, sorridente
Corpo espelhado na luz:  reluzente.
Charme e olhar provocador
Lábios que desejo com amor.

Vai assim, depressa como veio
Nega-me  o abraço, o lábio, o seio
E desaparece num repente, num instante...

Perde-se na noite chuvosa e escura
Perde-se com seus afagos e sua ternura
Perde-se de mim, mas acha-se  adiante!

Euclides Riquetti

Nos lábios seus







E, se eu roubasse um beijo seu
Assim, furtivamente
Deliciosamente
Será que eu me perderia
Definitivamente?

E, se você recusasse
Porque não me quisesse
E me dissesse
Que não me quereria
Será que eu ficaria
Bem triste, tristemente?

E, se nós dois concordássemos
Que a reciprocidade
O beijo dado e o recebido
Caloroso, ardente ou bandido
De feliz  felicidade
É tudo o que queremos?

Então, me deixe experimentar
Me deixe me embalar
Nos sonhos seus
Nos lábios seus!

Euclides Riquetti
04-11-2016

sexta-feira, 1 de março de 2019

E, se a rosa bordô...





E, se a rosa bordô
Não me sorrisse
E me tratasse com indiferença
Apenas para me maltratar?

E, se a rosa champanhe
Não me ouvisse
E se portasse com indecência
Apenas para me provocar?

Pois eu as mandaria pensar:
Vejam que isso pouco me importa
Pois tenho quem me conforta
Tenho a quem amar...

Tenho, sim...
Bem assim!

Euclides Riquetti
04-11-2016

Quando os espinhos machucam




Quando os espinhos machucam
Nos ferem de dor extremada
Deixam a alma dilacerada
Deixam o corpo cansado...

Quando os espinhos machucam
Deixam a gente frustrada
Nossa vida conturbada
Nosso ânimo muito abalado...

Sim, eles nos machucam severamente
Com seu poder avassalador
Eles nos fazem sentir ódio e dor
Porque nos tratam dolorosamente.


Mas haverá o tempo para reagir
A defesa contra o maltrato e o insano
A energia que nos faz ressurgir
Pois isso é próprio do ser humano!

Euclides Riquetti
05-11-2016

No show da vida




No show da vida não tem replay
Mas certamente que tem stop and go
Existem as coisas pelas quais optei
Venho de um lugar e sei aonde vou.

A vida é um show, sou um dos artistas
Onde tento me animar e também entreter
Se acumulo reveses,  há as conquistas
As vitórias que vêm do desejo de vencer.

Eu, você, todos, fazemos as escolhas
Se escolhemos mal, isso pode ser fatal
Como nas plantas crescem flores e folhas
Lutar pelo que se quer é muito natural.

Lutar sempre, buscar o que se quer
Lutar com garra e com todo o afinco
Estar preparado para tudo o que vier
Colocar em meu poema tudo o que sinto!

Euclides Riquetti
05-11-2016

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

As flores do Geraldo Vandré e a bola do Lico


    
 Não posso deixar de homenagear o amigo Lico, com quem convivemos longo tempo lá no estádio do Arabutã - FC, em Ouro, com quem joguei no Master do mesmo. E meu ídolo Geraldo Vandré...
 Lico, nos áureos tempos do CR Flamengo, início dos anos 80.


Flamengo, Campeão Mundial em 1981. O Lico é o último na fileira dos agachados, depois de seu colega e compadre Zico.

 Lico com sua bela família: Ele, as filhas e a esposa. A Mônica (foi colega de minhas filhas Michele e Caroline, no Mater Dolorum, em Capinzal - SC,) a Mariana e a Marina. A esposa, Simone, me substituiu em minha licença na Escola Prefeito Sílvio Santos em Ouro, como professora de Inglês, quando me arrebentei jogando futebol.




           O Doutor Geraldo Pedroso de Araújo Dias  é advogado e nasceu na Capital da Paraíba, João Pessoa, em 12 de setembro de 1935, tempos de Getúlio Vargas. Agora mora em São Paulo e costuma visitar Imbituba, em Santa Catarina. Em Imbituba tenho um amigo, o Antônio Nunes, que fez o seu Ensino Médio em Capinzal, minha terra natal. Ele recebeu seu Certificado de Conclusão da amiga Noemia Banamigo Pizzamiglio, esposa do Shirlon. Educadora por muitos anos e advogada. Atualmente é Diretora do Campus na UNOESC em Capinzal. Joguei bola com ele nos Veteranos do Arabutã. Era extremamente habilidoso. Também foi treinador de nosso time principal, sagrando-se Campeão Estadual de Futebol Amador. É muito respeitado em Capinzal e Ouro.

          Em 1961 o Geraldo, filho do José Vandregísilo e da Dona Marta foi para o Rio de Janeiro, onde cursou direito na UFRJ. Militou politicamene na época, fazendo parte da UNE. Em 1968 cantou no III Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho,  ficando em segundo lugar. Em primeiro, Cynara e Cybele, interpretando a composição de  Chico Buarque e Tom Jobim, com sua canção "Sabiá".

          O Antônio Nunes, nessa época, iniciava-se no futebol. Tornou-se jogador profissional, jogou no Grêmio de Porto Alegre, Figueirense e Avaí de Florianópolis,  e Joinville. Jogou no Flamengo, no maior time da história daquele clube, junto com Zico, seu compadre, ainda Adílio, Andrade, Tita, Raul, Leandro, Mozer, Marinho, Júnior,  Nunes, todos  renomados futebolistas. Seu apelido:  Lico! Dizem que na história do rubronegro houve trës jogadores muito habilidosos: Dida, Zico e Lico! Aos 31 anos, depois de sagrar-se Campeão Mundial pelo Flamengo, arrebentou os ligamentos do joelho e teve que parar. Já havia sido comunicado que ia ser convocado para a Selecäo Brasileira. Cirurgia nos Estados Unidos e depois no Brasil. Aqui, fizeram barbeiragens com o joelho dele e teve que parar. O sonho da seleção acabou...

          O Geraldo pegou parte do nome do Seu pai, Vandregísilo, e tranformou-se em Geraldo Vandré
Sua canção, "Pra não dizer que não falei das flores", ficou em segundo no Festival de 68, e teve parte de sua letra censurada pelo regime militar. Exilou-se em 1968 no Chile e depois na Alemanha e na França, só retornando ao Brasil em 1973. Estamos comemorando os 40 anos de sua volta...


          Em 2010, numa entrevista que concedeu, falou que os danos que vêm sendo praticados contra a cultura brasileira são maiores do que os causados pela ditadura militar .Concordo com ele. O Dr. Geraldo, que preferiu advogar do que continuar cantando, não foi um daqueles artistas com limitado talento e que são produzidos pela mídia eletrônica. Sua canção permanece, 45 anos depois, firme na mente, na alma e no coração dos brasileiros. A letra e a suavidade de sua canção se harmonizam com os  dribles que o Lico dava em seus marcadores no Maracanã, quando a bola era regida pelos seus  pés mágicos.

          Fico emocionado ao lembrar-me dos grandes festivais brasileiros, que resistiram à época o endurecimento e sucumbiram na da democracia. Deus salve e abençõe o maestro da canção e o maestro da bola. Dois brasileiros humildes a quem quero render minha homenagem: Geraldo Pedroso de Araújo Dias  e Antônio Nunes, pelo muito que fizeram por nós, cada um em seu campo de atuação...

Dois ídolos. Não dois fantoches produzidos pela mídia. Dois homens que fizeram sua parte pelo seu talento, seu esforço. Duas pessoas honestas. Pessoas a quem quero reverenciar...

"Caminhando, cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas,campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção...

Vem, vamos embora, que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer."

Euclides Riquetti
18-07-2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Como se o tempo não tivesse passado

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É como se meu tempo não tivesse passado
E é como se tudo fosse um sonho eterno
Algo fascinante, algo encantador e terno
Que calou em mim; ficou aqui gravado..

É como se a vida fosse só o que foi vivido
É como se não houvesse um futuro adiante
Nada de novo, apenas o passado já distante
Apenas um livro diário já escrito,  antigo...

É como se tudo fosse estático, permanente
Apenas dias nublados, chuvas, tempestades
Ventos que sopram os fogos das vaidades
Como se tudo fora o passado sem presente...

É tudo muito confuso, escuro, sem clareza
É o céu na noite em que somem as estrelas
Em que se olha e não se pode percebê-las
É o futuro incerto e o presente sem certeza!

Euclides Riquetti
28-02-2019






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Nas turvas tardes de domingo






Nas inglórias e turvas tardes de domingo
Vem sol, vem chuva, e vem o sol de novo
E, enquanto o céu, de novo,  vai se abrindo
Minha alma arde em chamas, arde em fogo...

Nas turvas tardes de domingo, tão confusas
Corações estão sôfregos e despedaçados
Mesmo as mentes limpas ou aquelas sujas
Vão redesenhando as dores do passado...

E, enquanto as dores ferem a dor de morte
As mentes dóceis loucas  se embaralham
Mas os ânimos reacendem minha sorte
E as lenhas se repartem e se enfornalham...

Para queimar minha alma trôpega e carente
Para abrandar a ira de quem não compreende
Para dizer que minha alma sofre e sente
Porque você não me escuta nem me entende!

Euclides Riquetti

Pensa em mim!




Pensa em mim, que eu pensarei em ti
Escuta minha voz, que escutarei a tua
Reza por mim, que eu rezarei por ti
E te ouvirei ao sol e te ouvirei à lua...

Pensa em mim, vê os versos que te escrevo
Sente  meus poemas como eu sinto os teus
Quando penso em ti, me empolgo e me atrevo
A querer te levar todos os beijos meus.

Pensa em mim, com toda a força do teu sentimento
Abre teu coração em toda a tua singeleza
Que eu penso em ti, com a força de meu pensamento.

Pensa em mim, com toda a tua energia
E eu te direi, com todo o carinho e sutileza
Que eu te amo em todas as horas de meu dia.

Euclides Riquetti

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Um poema universal




Emolduram-se no amanhecer as flores do pessegueiro
E as brancas das laranjeiras exalam seus olores
Perfumam meu dia, tornam-no claro e  prazenteiro
Infundem, em todo o meu ser, o encantamento das cores.

Celebram o dia bonito as orquídeas matizadas
Ilustram as horas as singelas flores do campo
Cinzem os jardins as rosas vermelhas e as rosadas
O sol abençoa a terra azul com seu dourado manto.

Expande-se,  pelo universo, a força de teu pensamento
Vai navegar por entre estrelas, meteoros e cometas
Vai para me encontrar em algum lugar do firmamento.

Coaduna-se, no cosmos, toda a energia sideral
Que vai sensibilizar os seres em todos os planetas
E que me inspira a te escrever um poema universal!

Euclides Riquetti

Vai, Capita! (Homenagem ao Craque Carlos Alberto Torres)

Vai, Capita! (Homenagem ao Craque Carlos Alberto Torres)









Vai, Capita!
Vai articular o time celestial
Vai ensinar os anjos a jogarem futebol
Nas manhãs nevoentas
Nas tardes de sol.

Vai, Capita!
Vai reencontrar seu irmão gêmeo
O contralateral Everaldo
O goleiro Félix e o xerife Fontana
O Marco Antônio habilidoso
Também de nós muito saudoso.
Vai, lateral do bom gênio
Da alma que a bondade emana!

Vai, voa  pelo céu aberto
Trilhando a jogada no caminho certo
Vai, Grande Capita
Grande Carlos Alberto!

Rezam por ti o Jairzinho
O Brito, o Piazza e o Clodoaldo
Por ti e pelo Everaldo
Como o faz o Tostão
E Pelé, o brilhante negão
Os que jogavam o futebol mais fino
Como o Paulo César, o Edu
O Gérson e o Rivelino.

Rezam por ti os brasileiros
Aqueles que admiravam o futebol arte
Nada de correria, muita habilidade
Futebol que nos deixou saudades
E que era jogado em todas as partes.

Vai, Grande Capita!

Os brasileiros
Torcedores verdadeiros
Que não se iludem com a publicidade
Com as chuteiras coloridas
Nem com as tatuagens
Que admiram os que jogavam com afinco
Sem se preocupar com correntes ou brincos
Dos ídolos como o Capita
Sempre sentirão saudades!

Vai, Capita!

Euclides Riquetti
26-10-2016

Depois da chuva




Desarme seu coração, abra-o com doçura
Deixe-o receber o carinho que lhe proponho
Permita-lhe receber, com amor e com ternura
Um cesto de belas flores, um turbilhão de sonhos.

Desarme seu coração, dê-lhe asas para voar
Deixe-o navegar pelas vagas da calmaria
Permita-lhe conquistar o direito de sonhar
Viver sonhos de vida, de amor e de alegria.

A vida é imperfeita e os seres também o são
Temos nossos erros, guardamos muitas virtudes
Vivemos a realidade, mas também nossa ilusão.

Porém, depois da chuva, volta-nos o sol bonito
Volta com sua beleza, energia e magnitude
Para  animar nossa vida e dourar o azul do infinito.

Euclides Riquetti

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

De sapateiros e de sapatos (Homenagem aos sapateiros de Rio Capinzal)



Tomei conhecimento, hoje,  do falecimento de Guido Betinardi, no domingo, em  Capinzal. Então, estou reeditando o texto em que homenageei, há seis anos, os sapateiros artesanais daquela cidade.



         






          Sapateiros estiveram presentes na vida das pessoas desde que inventaram as sandálias, os primeiros calçados disponíveis ao homem. O objetivo, primordialmente, era o de proteger as solas dos pés, não o de adorno. Isso há mais de 10.000 anos. Depois vieram as botas, os botinões, as botinas, os coturnos,  os sapatos. A proteção aos pés, nas marchas para as guerras, era um fator de sobrevivência. Quem tinha os pés mais protegidos, conseguia encurtar as distâncias. Nos desertos, as sandálias,  nas montanhas nevadas, os mocassins. Em minha adolescência, todo o cara "bacana" tinha um sapato "Passo Doble", da Vulcabrás.

          Naquela época  eu gostava de frequentar alfaiatarias e sapatarias. Tinha parentes alfaiates e amigos sapateiros. Aliás, quando eu morava no Leãozinho, na época que tinha  anos, um filho de meu padrinho, o Aristides, era sapateiro. E eu ficava entretido em ver que as pessoas traziam seus sapatos gastos para por uma meia-sola. Em Capinzal, os mais tradicionais, de que me lembro, eram o Betinardi e os Zuanazzi. Adiante, na sapataria do Oneide Andrioni, em Capinzal, ele, os irmãos Severino e Antoninho, mais seu cunhado Valdir Souza, o Coquiarinha, tinham uma sapataria muito forte. Os fazendeiros e os colonos traziam suas botas velhas para fazer um remonte. Agora, o Tata Dambrós, ali ao lado da Praça Pio XII é meu "shoe assistant".

          O  remonte, numa bota, consistia em substituir todo "sapato" da mesma, aproveitando-se apenas o cano do par velho. E, com uma boa pintura, daquela tinta a pincel que só o sapateiro tinha, ficava novinha. Meu sonho era ter uma bota, nem que fosse de remonte. Acho que nunca tive um par delas, só botinas.

          O Riciere Caldart, conhecido como "Seu Nini", era uma fera na área, ali no Ouro. Assim como os Surdi, em Capinzal, os Andrioni, na Linha São Paulo, os Tonini, em Novo Porto Alegre, os Frank, na Linha Sete, o Valduga, na Barra do Leão, e outros. Todas as cidades e vilas tinham que ter uma boa sapataria, pelo menos, e em algumas comunidades rurais. Na verdade, nestas, além de lidar com calçados cuidavam dos arreiames dos cavalos, das selas e dos selins. E as mulheres levavam seus sapatos para trocar o salto, conforme a moda exigia. "Quero cortar meu salto e por um médio!"  "Quero que tire esse salto grosso e coloque um mais alto, que tenho que ir a um casamento no sábado!"
         
          Era tão bonito ver as mulheres com os cabelos bem arrumados, roupas elegantes, alçadas sobre belos sapatos de salto.

          E os sapatos foram ganhando importância tamanha na vida das pessoas que hoje existem de todos os tipos, de todos os materiais e para todos os  gostos. Pode-se dizer que, para a mulher, as bolsas, igualmente, situam-se não mais como acessórios, mas sim como componente básico da vida diária. E a combinação sapato-bolsa-cinto, quando bem articulada, lhes atribui um elevadíssimo grau de charme e elegância. É encantador  ver uma mulher que sabe vestir-se e harmonizar suas vestes com os seus acessórios.

          E nós, homens, também fomos aprendendo com elas. Aprendemos a combinar as cores das cintas com a dos sapatos. Às vezes, até com a carteira. Eu, particularmente, não dispenso isso. Mas o grande consumo em termos de calçados, hoje, é o tênis, que na minha infância  chamavam de "sneakers". As primeiras marcas mundiais foram, sucessivamente, Reebok, Puma/Adidas e Nike. Estão há quase 100 anos protegendo e dando conforto aos pés dos atletas.

          Em termos de sapatos femininos, várias atrizes, a exemplo de Sofia Loren, cultivaram belas coleções de sapatos. Mas, o que mais chamou a atenção do mundo, nesse quesito, foi o que aconteceu com a esposa do Presidente Ferdinando Marcos, hoje viúva,  ditador das Filipinas, que chegou a possuir 3.000 pares de luxuosos exemplares, enquanto que os compatriotas filipinos passavam fome.

          Ainda,  bem recentemente, o investidor financeiro norteamericano Daniel Shak teve uma baita querela na Justiça de seu país em razão de ter descoberto que sua belíssima ex-esposa, Beth Shak,  armazenava, num apartamento, uma coleção de luxuosos1.200 pares de sapatos, avaliada em mais de sete mil e quinhentos dólares, comprada com dinheiro dele. A gata, jogadora profissional de poker, possui até um blog sobre sapatos.

          E você, já teve muitos pares? Então, convido  a lembrar dos primeiros calçados que lhe deram quando criança. Vale contar também aqueles com número bem maior, para que não lhe escapassem e pudesse usar durante pelo menos dois anos. E das congas que usou para ir ao seu Colégio. E das bambas. E dos kichutes.

          E, hoje, quando você passar pela vitrine de uma  loja e embasbacar-se com os tênis de marca,  mocassins, sandálias, peep toes e scarpins, ou quando olhar para aquele Valentino, Louis Vitton, Chanel, Prada, Christian Loubatin, Charlotte Olympia, Dior, Arezzo e tantos outros, e você puder comprar pelo menos um, lembre-se daqueles senhores que um dia, no seu anonimato, ajudaram seus pés a fazer sucesso no bailinho ou na festinha de aniversário.

Euclides Riquetti
03-02-2013

A maciez de tuas mãos





Quando toco a maciez de tuas mãos
E enlaço teus dedos longos e finos
Respiro fundo, são momentos divinos
Em que minha alma chega ao teu coração.

Quando  as sinto me fazendo carícias
Me mantendo vivo, firme e atento
Me deliciando em cada movimento
Me perco em devaneios e delícias.

Se  me tocas com tua leveza e magia
Ou se me acenas de longe a me sorrir
Teu gesto me anima e me contagia
Me entusiasma pelo novo que há de vir.

É bem assim: mãos de real divindade
Realeza que me encanta e motiva
Energia forte e altamente positiva
Minha luz e norte, minha felicidade.

Euclides Riquetti