quinta-feira, 7 de abril de 2022

A despedida de Antônio Thomé Lunelli

 



                                                     Thomé e sua qeurida esposa "Morena"

       Faleceu ontem, no Hospital Universitário Santa Terezinha, o HUST, aqui em Joaçaba, Antônio Thomé Lunelli, aposentado e morador de Joaçaba. Com importante atuação na aniga Perdigão Agroindustrial, de Capinzal, onde fou Supervisor Geral, conheci-o quando ele morava por lá e casou-se com a "Morena", Hilda Hassmann, enfermeira e depois funcionária da Farmácia São Pedro. Ela trabalhara em hospital  e foi contratada para cuidar do amigo Gomercindo Andrioni, que sofrera um acidente em Ouro, na década de 1980. Pelos bons serviços, acabou continuando seu trabalho na "Farmácia do Gomercindo!. O casal teve os filhos Antônio Thomé Júnior, Ana Cristina e Ana Cláudia. 

       O Thomé, como era conhecido, tinha função de relevância na planta industrial e no fomento da Perdigão. Uma pessoa simples e reservada, conquistou uma legião de amigos em Capinzal, Ouro, e depois em Joaçaba. Meus  primeiros contatos com ele aconteceram quando fui Secretário da Administração em Ouro e organizávamos a Festa do Colono. Posteriormente, esteve em minha casa para solicitar minha colaboração com a empresa, no sentido de traduzir um material produzido pela Universidade de Oxford, versando sobre "The Pale Bird Syndrome" (in chicks).

       Fiz a tradução, trabalhosa,com uma linguagem altamente técnica e fora do padrão convencional. A Síndrome das Aves Pálidas era uma doença que acometia os frangos criados em aviários, não se tinha ao certo o que a causava. Estudos da Oxford indicavam que algumas experiências deram resultado positivo para resolver o problema. Lembro que uma das providências foi a utilização de camas de aviário desprovidas de resinas, ou seja, maravalha branca, obtida a partir da madeira do pinheiro araucária ou mesmo do pinus eliótis. Nos Estados Unidos, utilizaram palha de de trigo triturada. Além disso, escolha de alimentação baseada em rações a partir de milho. Solicitou-me que fizesse preço e eu disse que não queria nada, pois havia dois fatores a contar: a amizade com ele a proximidade com diretores e proprietárioos da Perdigão. 

       Na manhã de hoje, estive na Funerária frei Bruno para a derradeira despedida, pois seria sepultado após às 11 horas no Hospital Frei Edgar, em Jopaçaba. Lá manifestei minha solidariedade à esposa, conheci os familiares dele e reencontrei cunhados e sobrinhos. Algumas pessoas com quem tive relações de amizade e de trabalho no magistério e amigos meus que foram colegas de trabalho dele. 

        Pela sua maneira de ser, deixou um legado importante, muitos amigos, irmãos, bons exemplos a serem seguidos. Bom marido e pai, vai deixar muitas boas lembranças a todos os que o conheceram, em especial a seus queridos familiares. Recentemente, perdeu seu sobrinho Sérgio Scarton, em Capinzal, quando esteve lá pela última vez. Vi-o pouco antes da pandemia, na rua, aqui em Joaçaba, quando conversamos pela última vez. 

       Todos fomos tomados de surpresa com sua partida, pois nem sabiam que ele estivesse passando por alguma enfermidade. Informaram-me os familiares que ele foi para Porto Alegre para os procedimentos de uma cirurgia e que, após realizada com êxito, foi acometido de infecção que lhe tirou a vida. 

       A todos os amigos e familiares, um fraterno abraço. O Thomé, certamente, ganhou um belo lugar no Paraíso, lugar para onde vão as pessoas de bem. 


Euclides Riquetti e Família. 

07-04-2022


 

Ouro do sol e dos trigais ...Comemorando seus 59 anos!

 


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Ouro do sol e dos trigais... Comemorando hoje seus 59 anos!

          Ouro do sol e dos trigais/Ouro dos nossos laranjais... Os dois versos que iniciam o Hino do Município de Ouro bem refletem o que ele sempre representou em termos de cultura,  força de trabalho e grande celeiro agropecuário do Vale do Rio do Peixe, onde se localiza,  em território catarinense.
          Já no início do Século XX, começou a receber corajosas famílias de descendentes de italianos que vinham  da Serra Gaúcha, grande parte deles de Caxias do Sul e Farroupilha, e foi-se constituindo num lugar próspero que muito os atraía, em razão das características topográficas  semelhantes  às de seus lugares de origem, tanto na Itália como no Rio Grande do Sul.  Era uma paisagem que lhes trazia sempre as mais  saudosas lembranças.
          A vila que originou a cidade foi fundada em 20 de outubro de 1906, mas a ocupação das terras deu-se ainda antes, existindo aqui muitas famílias de caboclos, que eram chamados de “brasileiros”, sendo que alguns deles chegaram a possuir grandes áreas de cultivo. Depois  vieram os colonos, que desbravaram seu território montanhoso.
          Hoje, a cidade com pouco mais de sete mil habitantes e que está comemorando seu cinqüentenário,  tem sua economia assentada na produção de frangos, suínos,  bovinos, milho, leite e erva-mate. Pequenas manufaturas e agroindústrias, em sistemas associativos, tornaram Ouro a Capital Catarinense do Associativismo. O Turismo é uma atividade  com crescente importância no contexto local. Um balneário com águas termais e a belíssima e verdejante paisagem rural são fortes atrativos.
          Com bons índices em Educação e Saúde, sua população é alegre e acolhedora, uma  gente que trabalha com afinco e que busca sempre o melhor. A religiosidade, com predominância católica, é representada pela  Padroeira, Nossa Senhora dos Navegantes..
          Vale a pena conhecer Ouro, uma cidade que tem grande importância no contexto histórico, social e econômico do Meio-oeste Catarinense.

 Euclides Celito Riquetti
Prefeito Municipal em Ouro - SC
1989 - 1992
(Teve como vice Nadir Zanini)

Liberta-te das angústias que te afligem


 



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Liberta-te das angústias que te afligem
Que te incomodam, que te atormentam
Afasta-te de todos os que te agridem
Que o teu ânimo abalam e violentam.

Liberta-te de tudo o que te entristece
Agarra-te a aquilo que te traz o bem
Não é saudável aquilo que te aborrece
Não há o que receber de quem nada tem.

Busca, nas pessoas meigas ter o bom dia
O bom ânimo, o otimismo, a motivação
Alia-te a quem possa te dar toda a alegria.

Busca, procura encontrar toda a felicidade
A palavra de conforto, de apoio e atenção
Em quem lhe devota amor, luz e lealdade!

Euclides Riquetti

Mais do que um sonho... uma agradável lembrança!

 


 



          Uma das coisas boas de minha vida é sonhar! Fechar os olhos, imaginar, navegar, sonhar... Passar por sobre fronteiras sem passaporte, sem documento: apenas com sorte! A sorte de encontrar seres que estão com a gente, que estarão, ou que já estiveram perto de nós, junto de nós...
  
          Sonhar é meu, seu, nosso direito! Sonhar de dia, de noite, de pé, deitado, de qualquer jeito! Mas sonhar... E ensejar para que nossos sonhos se tornem realidade. Os sonhos, por si, nos possibilitam a vivência de realidades possíveis e impossíveis... Dentre estas, a de ter junto conosco pessoas que nos foram muito queridas e nos deixaram. Na noite de domingo, revivi momentos com meu querido pai. Deixou-nos num sábado, 18 de junho de 1977. Tinha 55 anos. Nascera  Guerino Richetti, virou Riquetti. Guerino de "guerreiro"!

          Posso asseverar que sou muito parecido com ele. Uma cópia, um clone. Meu jeito de me movimentar, de mover minhas mãos, de olhar para as pessoas, de ficar com o pensamento visivelmente distante. Os mesmos hábitos: Ler, ler muito, informar-me. Herdei isso dele. Quando nasci, lá no Leãozinho, então comunidade de Rio Capinzal, ele estava lendo "Os Sertões", de Euclides da Cunha. Quando escrevia, desenhava as palavras. Letra firme, uma verdadeira caligrafia. Estudou Latim , Filosofia, Francês, Italiano, aprendeu a tocar piano. Conhecia muito de História, de Geografia, de Matemática. Notas altas nos tempos de Seminário, o São Camilo, da Vila Pompeia, em São Paulo. Notas altas no "Normal", para habilitar-se ao magistério, no Mater Dolorum, em Capinzal, onde concluiu seu curso em 1963. Estava com 40 anos...

          No domingo, mais um belo e agradável sonho. Sonhei que eu estava com uma amiga,  ajudando-a  a fazer a decoração para um ambiente de um evento cultural. Amarrávamos panos brancos entre colunas, provavelmente para mais  uma daquelas "Noite do Canto, Arte e Poesia", que costumávamos organizar com os amigos poetas da APECOZ (Associação dos Poetas de Capinzal, Ouro e Zortea). Saudades disso também... Meu pai chegou, parecia mais alto do que era, embora tivéssemos a mesma altura: 1,83 metros. Estava com calças e camisa de manga longa, uma cor escura, uma combinação de preto ônix com preto dark. Sapatos pretos, bem lustros, como era de seu costume. Boina.  Mas as maiores e melhores lembranças dele tenho-as com ele usando camisa branca e calça preta ou marinho.

          A aproximação dele veio natural, parecia que estava verdadeiramente ali. Elegante, inteligente, culto, charmoso. Assim eu o via e é assim que eu o vejo e quero ver nos meus sonhos. Ele veio e disse que estava com um pouco de pressa, precisava dar aulas de Matemática... E saiu... Fique muito contente em vê-lo. Estava bem. Acordei-me sobressaltado, mas feliz. Eu o vi mais uma vez. Ele não era professor dessa disciplina, mas ensinou-me a fazer contas de medidas agrárias e volumes. Área de quadrados, retângulos, triângulos. Para este, dizia: "base vezes altura, dividido por dois".  E fazia desenhos em papéis para eu entender. Para madeiras em toros: "raio ao quadrado vezes o PI (3,1416),  vezes altura..."  Aprendi isso antes de me ensinarem na escola. E, com 10 anos, eu fazia cálculos das roçadas e carpidas que os familiares do saudoso Sebastião Feliz da Rosa, o "Velho Borges", e seus filhos João e Dário empreitavam. Vinham lá em casa para que meu pai calculasse. E ele me punha na a fazer as contas: alqueires, quartas de terra...

          Ora, misturo sonhos, lembranças e saudades. Saudades, porque isso é inerente à condição humana: quem não as sentir, não tem história, não tem passado, não tem sensibilidade. Lembranças, porque elas nos trazem alegrias. E se confundem com as saudades.  E sonhos! Ah, esses sim! Sonhos  que   me permitem revivenciar realidades impossíveis. Como a de ter, perto de mim, pessoas que só podem vir com o sonho...

Euclides Riquetti

Palavras mágicas de amor

 



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Três palavras mágicas:

Querer
Beijar
Amar

Uma frase mágica:

Eu te amo!

Euclides Riquetti

Buscar-te na noite, embalado ao vento...

 


 



O vento que move as folhas das aroeiras arredias
É o mesmo que me acaricia com seu dileto açoite
Que me traz as estrelas e o frescor da noite
Após as chuvas ditosas do final do dia...

O vento que beija teus lábios de vermelho maçã
É o que me inspira na noite sedutora
Que me acalma com sua aragem redentora
E alenta meu corpo e minha alma sã.

Ah, noite de verão que meus medos esconde
No aguardo do outono que derruba a folha
Noite para pensar em quem está longe.

Pensar, sim, viajar pelo ignoto  firmamento
Que essa seja a nossa melhor escolha
Buscar-te  na noite, embalado ao vento...

Euclides Riquetti

Coloque sua alma dentro de meu coração

 






Coloque sua alma dentro do meu coração
Levemente
Suavemente
Sutilmente...

Feche seus olhos e apenas me abrace
Gentilmente
Carinhosamente
Firmemente...

Traga seus lábios vermelhos para junto dos meus
E me beije
Deliciosamente
Perdidamente
Amadamente...

Apenas porque
O lugar de sua alma é estar em mim
O lugar de meus lábios é estarem em você
Juntos de novo... sempre...bem assim!


Euclides Riquetti

Sentir o teu perfume

 


 



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Na manhã,  depois da tempestade
Volta o vento calmo do Sul
E lembro-me,  com muita saudade
De teu rosto de divindade
De teu  olhar verde-azul...

Na manhã, depois da tormenta
Volta-me toda a alegria
Meu coração já não  lamenta
E minha alma deseja, sedenta
Navegar nesta calmaria...

Na manhã do dia que chega
O canto dos pássaros a me alegrar
Para mandar embora a tristeza
E, no despertar da natureza
Sentir teu perfume no ar...

Euclides Riquetti

Bem cedo, antes de o sol nascer

 




Bem cedo, antes de o sol nascer

Lembrei-me de você!

Foi uma lembrança agradável

Um momento afável

Em que eu pensei em você!


Na manhã, antes de o calor chegar

Vou, de novo, me lembrar!

Porque depois

Quando o sol já se foi

A noite vai voltar!


Mas você

Talvez não me deixe merecer

Sua leitura e sua atenção

Nada de alimentar minha ilusão

E eu não sei por quê!


Euclides

Riquetti

07-04-2022



A música da noite

 





A música da noite
Veio embalando a brisa suave
Entrou em meu quarto
E pousou junto de mim.

Foi algo assim
Indescritível
Incrível
A música da noite...

A música da noite
Trouxe-me uma mensagem de amor
Uma mensagem de paz
Uma mensagem muito singela
Que veio pela janela
E me deu uma flor.

A música da noite
Trouxe-me a doce lembrança
De minha infância
E de  um rosto com traços suaves.

Ah, quantas saudades
Dessa mulher criança!

Trouxe-me o céu estrelado
A lembrança do passado
Dos anos dourados e dos sonhos sonhados
Mas não realizados.

A música da noite me trouxe você!
E eu me apaixonei...

Euclides Riquetti

Eu vim pra te fazer feliz!

 


 



Em termos de sentimentos
Já não sou nenhum aprendiz:
Aprendi  a sentir os ventos
A evitar os tormentos
A lembrar sempre de ti!

Em termos de emoções
Aprendi a lidar com elas:
Há, na vida, decepções
Há também desilusões
Quando menos se espera!

Em termos de felicidade
Digo sem nenhum receio:
Com toda a sinceridade
Amo-te bem de verdade
E jamais eu titubeio!

Eu vim pra te dar amor
Dar-te o melhor de mim:
Ofereço-te a vermelha flor
Ofereço meu mundo de cor
Eu vim pra te fazer feliz!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 6 de abril de 2022

No campo dos girassóis (eu te encontrei)

 


 



Procurei-te nas manhãs azuis de meu imaginário
Nas manhãs de ontem, de hoje e de amanhã
Procurei-te nas granas deliciosas da romã
Que têm o terno gosto de teus lábios...

Procurei-te por debaixo de teus tenros lençóis
Nos gramados, bosques e colinas
Procurei-te em todas as praças e avenidas
Mas só te encontrei no campo dos girassóis...

Procurei-te,  mulher do sorriso contagiante
Que alimenta meus sonhos e pecados
E te encontrei moça, mulher, amada e amante...

Encontrei-te, fonte de meus sonhos e desejos
Encontrei-te,  musa de meus versos declamados
Encontramo-nos, eu, os girassóis e nossos beijos.

Euclides Riquetti

Rosas de todos os ventos

 



Rosas de todos os ventos

De todos os tempos

De todos os confins...


Embelezam cabelos arrumados

Das mulheres de lábios pintados

E colorem os nossoss jardins...


Rosas enfeitam as mesas

Perfumam o olhar da princesa

Decoram a sua morada...


Atiçam a mente dos amantes

Provocam instintos delirantes

Romantizam as namoradas...


Rosas de todas as cores

São mais do que simples flores

São a minha motivação...


Tem entrego as chapanhe primeiro

Depois os teus lábios eu beijo

E te dou meu coração!


Euclides Riquetti 

06-04-2022



 


Jogo de sedução

 




Não quero que me vejas como um fútil galanteador
Nem  quero despertar em ti uma faísca de paixão
Quero apenas que sinta em mim um poeta sonhador
Não como alguém vulgar que faz o jogo da sedução...

Não imagino que possamos dar luz a uma realidade
Apenas que possamos surfar nas ondas de uma ilusão
Em cada verso far-te-ei  uma jura de lealdade
Em cada um de meus poemas um recado ao teu coração...

Quero, sim, que penses em mim, como quero pensar em ti
Quero, sim, que tu me queiras, como eu quero te querer
Quero, sim,  que escrevas na noite, como quero escrever aqui...

Quero, sim, te seduzir, com palavras de amor e paixão
Quero, sim, que tu te percas, como quero me perder
Quero, sim, que guardes pra mim, a tua alma e teu coração...

Euclides Riquetti

Depois do vento vem a chuva fina

 



Depois do vento vem a chuva fina

E depois desta volta o sol dourado

E meu dia começa a ficar clareado

Então escolho meus versos e rimas.


Depois disso me vem uma calmaria

Logo pego caneta,  papel e escrevo

Falo sobre meus anseios e os medos

Faço romance em forma de poesia!


Depois dos versos nascem as estrofes

E com todas elas faço meus poemas

Que buscam a forma de ter holofotes.


Então eu posto aqui pra que os leias

Em tardes quentes ou manhãs serenas

E propago todo o amor que tu semeias. 


Euclides Riquetti

06-04-2022