quinta-feira, 2 de julho de 2015

Devaneios

Devaneios I e II
            I
A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!
             II
E, quando o ciclo de tuas mãos se cumprir
Voltando à  maciez depois da  aspereza
E meu coração estiver de novo te a pedir
Para que volte e me traga  a tua beleza
Rezarei para que venhas com teu suave sorrir
Pois a centelha de minha paixão continuará acesa.
E, se meus pensamentos se confundirem
Ou minha voz cansada cessar de cantar
Ou meus olhos tristes já não mais se abrirem
Quererei apenas teu rosto acariciar
Para fazerem nossos corações sentirem
Que eu fiquei sempre aqui a te esperar...

Euclides Riquetti

Aprovada Redução da Maioridade Penal na Câmara Federal em Primeiro Turno

        Na madrugada desta quinta-feira, 02, a Câmara dos Deputados, em Brasília, aprovou, em votação, a proposta de Emenda Constitucional, em seu formato original, para redução da maioridade penal. A proposta visa a que menores de 18 anos, a partir dos 16, passem a ser imputáveis se praticarem crimes.  Foram 323 votos a favor e 155 contra e duas abstenções.  Menores que cometerem homicídios, lesão grave seguida de morte, e crimes hediondos serão condenados na mesma forma que os adultos, porém em prisões próprias para eles Na terça, a votação fora de 303 a 184, não obtendo o mínimo de 60% dos votos necessários para a alteração da constituição Brasileira.

           Agora o projeto deverá ser votado em segundo turno, após o recesso parlamentar de julho e,  se aprovado novamente,  tramitará no Senado Federal, sendo, necessariamente, submetido a duas votações ali também. Os debates na Câmara foram acalorados e deverão ter ampla discussão também naquela Casa de Leis.

          O Governo, através  de seu Ministro da Justiça, defendeu que a PEC fosse rejeitada. A sociedade, por sua vez, vinha se manifestando favorável à redução. A votação refletiu a vontade da maioria dos brasileiros. Pessoalmente,  respeito a posição dos que são contra. Mas não podem as pessoas ficarem reféns de infratores que zombam da própria Polícia. Alguma coisa precisava acontecer. Os que defendiam teses em contrário, no Poder, pouco ou nada fizeram para que a violência praticada por alguns menores fosse coibida. Os jovens de bem, aqueles que só se preocupam em estudar e trabalhar, não temem o rigor da Lei

          Eduardo Cunha, Presidente da Câmara, tem sido muito arrojado e habilidoso na condução das votações na Câmara. O projeto aprovado estava "na gaveta" do Congresso desde 1993.


Euclides Riquetti

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Maioridade Penal aos 16 - Proposta Rejeitada


          A Câmara dos Deputados, em Brasília, rejeitou ontem a PEC - Proposta de Emenda Constitucional que propunha a redução da idade penal para que crimes pudessem ser imputados a menores de 18 anos, a partir dos 16. Embora tenham sido divulgadas pesquisas, por renomados institutos nacionais, onde se verifica que pelo menos 80% da população brasileira quer a aprovação do projeto, ele foi rejeitado porque, para que fosse aprovado, precisava de 308 votos, ou seja, 3/5 (ou 60%) dos Deputados Federais. A votação atingiu 305, com o registro de 3 abstenções.

          Algumas entidades brasileiras, em especial a UNE, fizeram muita pressão para que assim acontecesse. O próprio Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, manifestou-se contra a redução. O Ministro da Justiça, por diversas vezes, em nome do Governo Federal, usou o poder de fogo das comunicações, privilégio que só os governantes têm, para defender a posição de Dilma e de seus companheiros.

         O projeto inicial previa a redução para todas as circunstâncias, mas, por sugestão do próprio Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e outros, foram alteradas algumas disposições, de forma que apenas os que cometessem crimes hediondos devessem ser penalizados. O Deputado Federal Esperidião Amin, de Santa Catarina, foi um dos que assim pensavam.

         No Congresso, no âmbito da Câmara dos Deputados, tudo tem sido politizado. A demagogia, infelizmente, e os interesses e oportunismos, têm pautado as posições dos votantes, infelizmente. Em vez de se agir com responsabilidade, têm-se tomado posições de forma a se ficar bem com determinadas faixas de eleitores.

         A PEC, no entanto, deverá ser votada novamente, em segundo turno. Isso pode acontecer ainda na próxima semana, ou após o recesso parlamentar. Minha opinião pessoal é a de que as pessoas, menores ou não, que cometem crimes hediondos, não podem ficar impunes. Penso que o projeto, com as alterações apresentadas pela relatoria, é bom para a sociedade brasileira. "Quem não deve, não teme!" O ditado bem que poderia ser analisado com profundidade...

         Enquanto isso, vamos aguardar para ver o que acontece. De minha parte, defenderei meu direito de ser favorável à redução da maioridade penal para os casos de c rimes hediondos. Os demais, que sejam tratados ( e enquadrados) da mesma forma que são hoje, utilizando o instituto da ressocialização através da Educação. Não aceito que o Governo ache que o custo para implantar casas de detenção para os menores apenados (dos 16 aos 18), por ser relevante, não possa ser assumido. Afinal, muito nosso dinheiro é usado para propaganda oficial, para investimentos duvidosos ou, ainda, comido pelos vorazes aproveitadores e corruptos.

Sou a favor da redução da maioridade penal a partir dos 16 anos para os que praticam crimes hediondos!

Euclides Riquetti
01-07-2015

O frio chegou...


O frio chegou
Quando a tarde começou
Chuvosa.

O frio veio lentamente
Anunciando-se sutilmente
Porque estava com saudades!

Queria apenas reencontrar
O seu velho lugar
Na minha mente saudosa.

Ele veio e pra ficar
E no inverno respirar
Nossos perfumes e nossos ares.

Quer apenas acariciar
E seu rosto beijar
Na tarde chuvosa
De lembranças, de saudades
Das saudades mais saudosas...
Das nossas saudosas saudades
Dos tempos eternos
Dos outros invernos.

Veio, como vieram outros tantos
De todos os nortes e de todos os cantos:

Ele veio de mansinho
Quietinho
Devagarinho
E quer apenas ficar!

Euclides Riquetti

terça-feira, 30 de junho de 2015

Hugo Bazzo: O Capitão do Arabutã partiu....

          Imagine um torcedor doente, mas doente mesmo! Nenhuma enfermidade, apenas o fanatismo pelo time de futebol. Não é assim mesmo? As pessoas não brigam pelo seu time preferido? Fazem coisas, né?!

          Pois hoje vou falar do Hugo Bazzo, que estava prestes a completar 84 anos, mas que faleceu hoje pela manhã.  Foi o titular da camisa de número 3 do Arabutã nas décadas de 1950 a 1970,  em Capinzal e Ouro. Quanto "bico" no campo de futebol localizado no centro da cidade, onde hoje se situa a Praça Pedro Lélis da Rocha! Hugo Cristóvan Bazzo, muito conhecido como Tio Hugo, filho da Dona Lúcia, era alto e muito determinado em campo. Cortava os corners de cabeça, afastando a bola da área. Eventualmente, ia cabecear na área adversária, mas ele era mesmo um forte defensor. Batia os tiros de meta "de bico", era uma de suas características de que lembro bem.

          A camisa do Arabutã, que ele defendeu por quase duas décadas, alvi-rubra, foi muito honrada por ele. Além de atleta, era ardoroso torcedor do nosso Arabutã Futebol Clube. Atuou nos 3 a 1 que o time aplicou no meu Vasco, de Capinzal, possivelmente em 1967, um jogo memorável em que, no campo, tudo correu normalmente, mas na galera duas professoras minhas, do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado de defrontaram... Depois disso, apenas algumas atuações na Baixada Rubra e muitas partidas de futsal pelo "Snakes", do Ouro, aquele do uniforme preto e amarelo, e na CME daquela cidade, quando inauguraram o Abobrão.

          A Família Bazzo, naquele tempo, tinha um campinho atrás do casarão do Sr. Ivo e da Dona Iracema, na verdade a casa da Dona Lúcia, a matriarca. Jogavam ali muitas pessoas, de todas as idades. A grande maioria, além de torcerem pelo Arabutã, torciam pelo CR do Flamengo, do rio de Janeiro. Nem dava para discutir com eles... Pois bem! Falei em fanatismo de torcedor e isso estava na alma do Hugo. Senão vejamos:

          No final da década de 1970  o Hugo construiu sua casa, na Rua Júlio de Castilhos, ao lado esquerdo da rua, na subida para a Escola Prefeito Sílvio Santos. Na mesma época, construí a minha, na Felip Schmidt. Copiei uma ideia dele: Fazer a aba da casa com madeira de costaneiras retiradas de roletes de madeira que sobravam na laminação para a fabricação de com pensados. Era só requadrar a parte mais fina para que ficasse consistente. Achei interessante e econômico o jeito de fazer o serviço...

         Pouco tempo depois ele pintou a casa dele de uma cor parecida com o ocre, que estava na moda. E, pasmem, pintou, intercaladamente, cada uma das tabuinhas de vermelho e preto, as corres de seu Flamengo. E eu, vascaíno, passava por lá todos os dias para ir dar minhas aulas e tinha que aguentar aquilo...
            Hugo deixa a esposa Dires Maestri Bazzo, os filhos Huguinho, Milton e Ica e os seus familiares. E muitas boas lembranças. Minhas condolências aos familiares e amigos!

Fique com Deus!

Euclides Riquetti
30-06-2015

Lucas & Willian no Esquenta da TV Globo

         Conheço os irmãos Lucas e Willian Savaris  há pelo menos uns 8 anos. São filhos de amigos meus e cresceram em Ouro, SC, na propriedade da família, na comunidade de São Cristóvão, que faz parte do Distrito de Santa Lúcia. O pai, Diversino, é filho de meu amigo Juventino Savaris, e a mãe, Elizete, filha do Carmelino Morosini, e foi minha aluna na Escola Prefeito Sílvio Santos, em Ouro. Aliás, uma ótima aluna, que escrevia bem e gostava de praticar esportes (tinha boa estatura e habilidade). Elizete, além de uma boa filha, tornou-se uma excelente mãe.

          O Lucas e o Willian eram meninos de pouca conversa. Gostavam de cantar e mostravam-se sempre muito reservados na época de suas primeiras aparições em público. Estavam ainda cursando o Ensino fundamental e costumavam apresentar-se na Escola Frei Crespin, onde estudavam. Falaram-me deles e nós os convidamos para se apresentarem em alguns eventos culturais no Ouro. Apresentaram-se nas festividades natalinas e no aniversário do Município.

          O que chamava a atenção é que um deles era canhoto. Isso, além da boa afinação e ainda a crescente aprendizagem na execução dos instrumentos. O pai(tirocínio), junto com a mãe, os acompanhava sempre. O Diversino, inclusive, os trazia a Joaçaba para receberem aulas. O amigo e locutor Jaime Telles indicara um professor de música para dar a eles o necessário suporte. O Telles passou a mostrá-los, sistematicamente, nos seus "Encontros de Violeiros" aqui na região.

          Pessoalmente, eu via grandes possibilidades de sucesso na dupla. Indiquei ao Savaris um empresário, um conterrâneo radicado em Joaçaba,  mas este estava com outros projetos e não teria mais disposição a agenciar cantores, pois estava ocupado com outras atividades que lhe tomavam todo o tempo. A família tinha alguns entendimentos com os quais concordávamos plenamente: Tinham que estudar, buscar a Universidade, aprender a execução instrumental e, ainda, residir em Joaçaba, onde as oportunidades ficariam mais próximas. E ainda havia a dificuldade de deslocamentos a partir da comunidade deles. Era intenção do pai comprar um imóvel por aqui.

          Há cerca de um ano, encontrei  Willian aqui perto de seu local de trabalho, ele me chamou, eu nem o reconheci na hora, pois aquele menino magrelo já se tornara um rapagão. Falou-me que estudava na UNOESC e que ele e o Lucas vinham se apresentando em bares e em alguns eventos, mas que estavam fazendo a parte deles, principalmente estudando, trabalhando e melhorando seu conhecimento para a música. Falei que eles estavam certos e que o caminho era este mesmo.

        E, a partir de ontem, a notícia em diversos portais: "Lucas & Willian - os meninos de Ouro", gravariam, nesta terça-feira no Rio de Janeiro, uma participação para o programa "Esquenta", da TV Globo. Foram levados pelo publicitário Alex Morais, da Agência Nativa Comunicação, (N ´Ativa), que também produziu um clipe com eles, gravado na Point Bier, em Herval D ´Oeste, com a participação de Elizângela Antunes, uma das rainhas do Carnaval de Joaçaba deste ano. O vídeo, que circula na internet, foi gravado em abril de 2014 e interpretam, nele, a canção de sua própria autoria, "Esta Mulher e uma Loira Gelada".

          Lucas & Willian é uma dupla de jovens muito séria, dedicada e talentosa. Gente que não se descuida dos estudos, nem do trabalho. Educados e cordiais, devem ter as portas abertas para o êxito na música. Conhecimento e habilidade têm e estão sempre aperfeiçoando. Vou torcer muito por eles, que até se apresentaram uma vez numa oportunidade em que declamei alguns de meus poemas na Biblioteca Prefeito Ivo Luiz Bazzo, em Ouro.

          Parabéns a eles e às famílias Morosini e Savaris. Os meninos merecem nosso mais sincero e cordial aplauso.

Euclides Riquetti
30-06-2015





       

A chuva que cai...


A chuva que cai
Transparente
Levemente
Molha corações e almas
Peles morenas e peles alvas.

A chuva que cai
Na relva verde, sensível
Que lembra seus olhos brilhantes
Fascinantes...
Traz-me a lembrança indizível!

A chuva  cai
E você me inspira
Como os acordes na lira
E embala meu pensamento
Que se perde no vento
Que se vai no tempo...

A chuva que cai
E rola na calçada
Leva  embora o presente
E meu coração traz à mente
As ternas lembranças passadas.

A chuva que cai
Molha você, molha a terra
Molha o sonho da espera
Pois logo vem a primavera
Mas a chuva cai!

( E eu penso em você...)
Euclides Riquetti

Um poeta sem versos... (Bem assim...)

Sinto-me como algo perdido em meio à escuridão
Da noite em que o luar se ausentou
Nada a chamar tua atenção
Apenas um pontinho de prata na imensidão.

Sinto-me como um grãozinho de areia nos desertos
Ou uma andorinha que o frio da noite dizimou
Como um andante sem rumo certo
Um poeta que não consegue articular seus versos.

Sinto-me como um comandante que perdeu seu  navio
Que a tempestade violenta arrebentou
Que deixou dentro dele um grande vazio
Indo à deriva pelo oceano violento e bravio.

Algo perdido  na escuridão
Um grãozinho de areia no deserto
Um comandante sem navio
Uma dor de paixão
Um poeta sem versos
Um coração vazio...

Bem assim!

Euclides Riquetti
29-06-2015









segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mesmo se nada der certo... o filme

         Sabe quando você começa a ver um filme e ele o atrai desde as primeiras cenas? Pois isso me aconteceu quando vi "Se nada der certo", uma produção norte-americana de John Carney. Enredo simples, tudo muito fácil de se compreender,  mas cativante do começo ao fim. Adoro romance, adoro filmes românticos.  Gosto de histórias com final feliz!

        "Se nada der certo" traz a história de uma jovem bela e elegante, Gretta, interpretada pela atriz britânica  Keira Knightly, (26-03-1985) tendo como cenário Nova York. Lá ela tem um namorado que a abandona para seguir a carreira de cantor de Rock, (James Carden) indo para o exterior sozinho. Ela era sua grande incentivadora, até compunha e dava composições dela para ele cantar. Era uma arranjadora perfeita. Mas sua ambição e vaidade o levaram a distanciar-se dela. Desiludida, acaba indo cantar num bar, onde é vista por um produtor de discos fracassado, Dan (Mark Ruffalo), que, com muita determinação e criatividade, acaba produzindo uma mídia demo para ela, tornando-a uma cantora de sucesso. Para isso, arrebanha talentos que encontra na rua, bem como sua filha, Violet, guitarrista, que teve com sua ex-esposa,  Miriam.

          Keira Knightley é uma atriz de muito sucesso. Sua participação entre o cinema e a TV resulta em mais de 30 trabalhos, já. Participou de séries televisivas como Screenone, Starwars, Oliver Twist e Princess of the Thieves. Trabalhou em três películas de "Pirates os the Caribbean" e muitas outras, como Anna Karenina, Last Night (Apenas uma noite), Never Let me Go (Não me abandone mais), London Boulevard (O  Último Guarda-Costas), A Dangerous Method (Um Método Perigoso), Atonement (Desejo a Reparação), e outros.

         Mark Ruffalo, (22-11-1967)  o parceiro no filme, também conta com uma filmografia vasta, incluindo cerca de 40 produções, dentre elas: Cavalgando com o Diabo, Conte Comigo, Colateral, E se fosse verdade, Ilha do medo, O Homem de Ferro 3, e Truque de Mestre.

          Dois excelentes atores, Knightley e Ruffalo dão muito de si no filme, há uma química bem especial entre suas personagens, Gretta e Dan.

Vale a pena conferir o talento dos atores e a emoção romântica no romance-drama musical "Mesmo se nada der certo", que eu recomendo.

Euclides Riquetti
29-06-2015

Luíza Brunet: "A Bela Belíssima" (mesmo sem maquiagem...)

         Pessoas bonitas não precisam se preocupar com a idade. Luíza Brunet, 53 anos, escritora, empresária, modelo... A sul-mato-grossense foi com os pais para o Rio ainda adolescente, tendo começado a trabalhar com 12 anos como babá, depois empregada doméstica, empacotadora e vendedora (trabalhar não tira pedaços, nem a beleza natural de quem a tem...). Hoje convive com  Lírio Parrisotto, natural do Rio Grande do Sul. Parisotto, 61, ex-seminarista, médico, empresário arrojado é mesmo muito fera! As pessoas que gostam de Economia e negócios sabem de sua história empresarial. Muito talento e visão para os negócios.

          Quem não lembra de quando via filmes em videocassete e ao final aparecia: "Legendas Videolar"?! Pois bem, Parisotto aliou-se à  Sonny, a poderosa japonesa e criou a maior fabricante de CDs e DVDs das Américas, em Manaus. Parisotto fez uma revolução na Celesc, a grande distribuidora de energia elétrica em Santa Catarina. Parisotto é controlador acionário da Usiminas. Segundo suplente de Senador pelo Amazonas. Parisotto é um dos homens mais ricos do Brasil.

          Parisotto é LB formam um belo par. Divorciado, é namorado da eterna modelo brasileira, mãe da Yasmin, também modelo e ainda Antônio.  Luíza Brunet esteve participando do Festival folclórico de Parintis, no Amazonas, no final de semana. Encantou-se com o que viu lá. Considerou o mesmo de um nível tão alto (até mais bonito...) do que o Carnaval do Rio de Janeiro. A gentil dama esbanja carisma e simpatia por onde passa. Foi assim quando esteve aqui em Jaborá, 35 Km de minha casa,  há dois anos, participando da festa da Família Parisotto.

          A Família Parisotto é numerosa por aqui: Jaborá, Concórdia, Presidente Castello Branco, Ouro, Capinzal, Joaçaba... Parentes do poderoso empresário, sentem muito orgulho disso. E podem, sim, tê-lo. Ele representa muito bem o nome da família, não apenas pela sua condição empresarial, mas porque é um investidor muito sério e que cobra resultados nas empresas de que participa como acionista. Mas, voltando à Luíza Brunet, é dito por aqui que, quando esteve em Jaborá, esbanjou simpatia, sendo muito amável com todos.

          Em Parintins, apareceu na festa de uma maneira tão simples quando o companheiro, que trajava calça preta e camisa azul. "La Brunet" estava de calça branca, camisa azul turquesa, sandálias pretas, com um anel e uma pulseira no braço esquerdo, uma pequena jóia numa corrente leve ao pescoço. O que chamou a atenção da crônica local é que "estava sem maquiagem" e mesmo assim irradiando beleza.

          Pessoas bonitas, que sabem se cuidar ( e têm como fazer isso...), podem continuar belas mesmo na velhice. Brunet, certamente, vai chegar à velhice como uma a Sophia Loren, a Claúdia Cardinale, a Elisabeth Taylor e outras divas do cinema mundial. E conta com um aditivo muito forte em si: "é tão bonita por dentro quanto por fora".

          Sou fã da LB faz tempo. Realmente, é uma Bela Belíssima!

Euclides Riquetti
29-06-2015

         

Oração ao Monge São João Maria



Nas plagas de Taquaruçu
Nas grutas do Vale do Peixe
Nos morros e planaltos do Sul
E onde que a memória deixe
Ou nas raízes do Iguaçu
Neste chão catarinense
Os revoltosos exclusos
Mexeram com as almas das gentes.

Cruzes espalhadas nos morros
As fontes benzidas das águas
Gemidos pedindo socorro
Corações cheios de mágoas
O velho do cajado e do gorro
Pés descalços e mãos calejadas
São João Maria do bom povo
Abençoe minhas simples palavras.

O manto de trapo que cobre
Um corpo esguio e indefeso
Esconde as origens de um nobre
Que tem por justiça o desejo
São João Maria a esses  pobres
Dá tua bênção, teu conselho
Abençoa os caminhos em que corre
O rejeitado sertanejo.

Monge João Maria da oração
Olha pro céu anilado
Que tomou-me a casa e o pão
Que fez de mim um coitado
Dá alimento ao meu coração
Que anda nos caminhos jogado.

E, entre anjos e arcanjos
Nas imensidões de um além
Perdoa até mesmo os tiranos
Paz para eles também
São João Maria, Homem Santo
Homem que lutou pelo bem
Que reine a harmonia em todo o canto
E que Deus nos diga amém!


Euclides Riquetti
 
 
 

 

domingo, 28 de junho de 2015

O vírus da perna esquerda do Éverton Ribeiro

         O Brasil está fora da Copa América. Já estamos nos acostumando com vexames. ´Na Copa do Mundo, aquela mesma em que levamos dez  gols e fizemos apenas um nos dois últimos jogos, com o vexatório 7 a 1 diante da Alemanha, estávamos vivendo uma época de protestos por causa dos altos investimentos nos estádios. Vieram as eleições e, após estas, todas as denúncias de corrupção que estão tomando conta dos noticiários. (Sobre assuntos de política,  escrevo no Jornal Cidadela, que você pode ler nas sextas-feiras aqui em Joaçaba...) E ainda nem chegaram a ver como foram os investimentos nos estádios...

         O futebol é nossa grande paixão. Já escrevi sobre ele e publiquei aqui mesmo no blog. Considero um de meus melhores poemas, pois procurei em "O Futebol", dar um caráter romântico ao nosso esporte bretão. Foi lido no lançamento da pedra fundamental da Arena de Joinville. O Dunga ouviu, foi o padrinho do evento, já faz tempo. Mas o futebol, que tantas alegrias já deu aos brasileiros, está mesmo é dando raiva e decepção, principalmente quando nos referimos à nossa Seleção. Cada vez nos decepcionando mais...

          Mas, o que aconteceu no Chile, no sábado, foi ridículo. Não tão decepcionante quanto o resultado do jogo contra a Alemanha, no ano passado, quando os germânicos bailaram sobre nossos atletas... Nos jogos da primeira fase, duas vitórias magras e uma derrota. Isso já prenunciava que dias piores viriam. Acho que, aproveitando o ditado de que  "há males que vêm para o bem",  podemos dizer que nos livramos de um possível vexame contra a Argentina, nas semifinais, caso tivéssemos passado de fase. Os Hermanos nos iriam triturar... E imagine você, leitor, leitora, a zoação, a humilhação...

         Mas, tão logo a derrota se consumou, fiquei imaginando que desculpa iriam arrumar para mais um fiasco. E, no domingo cedo, já estava lá na internet: "Dunga diz que 15 jogadores contraíram uma virose antes do jogo com o Paraguai". Nem me interessei em ver a matéria!
 
          Mas, ao meu ver, virose mesmo foi o que aconteceu com a perna esquerda do Éverton Ribeiro, que entrou ao final do jogo em lugar de Robinho, um jogador experiente do qual nenhum treinador deveria abrir mão diante da iminência de uma disputa por pênaltis. A perna de Everton devia estar, realmente, cheia de vírus para entortar tanto e bater uma penalidade fora quando o goleiro já havia se jogado em direção á baliza contrária. Imaginei um Romário, lá. Duvido que perdesse um pênalti assim. Duvido mesmo.... Pior que isso, só a mão "bem boba" do zagueiro Tiago Silva, pondo a mão na bola desnecessariamente, dentro da área. Olha, se eu fizesse isso lá no Arabutã,  tenho  certeza de que o Valdomiro Corrêa me substituía na hora!

Euclides Riquetti
28-06-2015
         

Melancolia

Melancolia, aqui estou de volta
Venho apenas para te ver de novo
Eu e meu coração bobo
Sem rancor, nem revolta...

Melancolia, por que me persegues
Sou apenas um poeta
Que pede em letra discreta
Se tu ainda me queres...

Melancolia, afasta-te de mim
Vai te alojar em outro ser
Deixa-me apenas viver
Um amor que não tenha fim...

Melancolia, permite-me chorar
Deixa que me apene em  mim mesmo
Caminhar sem rumo e a esmo
Viver e acordado sonhar...

Melancolia, vai embora pra outro lugar
Vai procurar outro abrigo
Não quero nada contigo
Deixa apenas que eu viva a cantar.

Euclides Riquetti
28-06-2015




Cassius Clay Bortoli - um verdadeiro artista

           O Cassius Clay Bortoli foi meu aluno na Escola Sílvio Santos, em Ouro, no início da década de 1980. ´Tenho ótimas lembranças dele. Li, ontem, no clicrbs que ele está se aposentando, depois de 29 anos trabalhando na Polícia Civil de Santa Catarina. Nosso Estado tem uma das polícias mais eficientes e bem qualificada do Brasil. Tanto a Civil quanto a Gloriosa Polícia Militar fazem um ótimo trabalho de campo. Fazem a parte deles com muita competência.

          Uma vez passei um recado para o Cassius pelo facebook. Lembrei-o de que era o único aluno que usava relógio de pulso na sua turma. Acho que o que chamava a atenção era a elegante pulseira preta no pulso esquerdo. Mas, o que nos chamava muito a atenção eram os desenhos que fazia durante a aula. Vascaíno, uma vez desenhou o professor  Nolberto Zulian de uma forma razoavelmente caricata. Pôs uma bola na barriga do Zuzão. E uma banana de dinamite na mão dele. Uma homenagem ao vascaíno. Tive outros alunos que eram bons na arte: Luiz Carlos Minks,Edson Andrade (o Beré), Tércius Almeida (neto do Borin), e meu afilhado capoeirista Wellington.

          O Cassius foi um aluno diferenciado. Conversávamos muito entre nós. Era sobrinho do Valmor Bortoli, meu amigão, que foi vereador e ganhador de um prêmio de loteria em Porto União na época em que eu lá residia. No início da década de 1970, como Diretor da Associação Atlética Iguaçu, era listado como um dos Sete Heróis da cidade. Assim era tratado pela imprensa local. Mas, sobretudo, era filho do Alceu Bortoli e sua mãe era filha do Gigi ( Ângelo) Gramázzio, de Capinzal. O Alceu, em 1980, foi nosso companheiro de Diretoria da APP da Escola Sílvio Santos, na época em que trouxemos a equipe de juniores do Internacional, de Porto Alegre, então tricampeão brasileira de juniores,  para jogar contra o Arabutã, na baixada rubra, em Ouro, numa promoção que fizemos para angariar fundos.

         O Alceu foi um grande jogador do Vasco, em Capinzal, nos anos 60. Participou da excursão que o clube fez para participar de um torneio de futebol internacional em Posadas, na Argentina. Era lateral direito, um craque. Adiante, deixou de ser serralheiro e entrou para a Polícia, sendo, inclusive, Delegado em Zortéa, onde está sepultado juntamente com a esposa. Há, em Zortéa, uma rua com seu nome. Uma merecida homenagem.

         O Cassius fez cerca de 5.000 retratos falados para a policia catarinense. Ficou muito conhecido quando identificou, através das imagens de TV, o Engenheiro Miguel Orofino, que estava com Meire Ouriques vendo um jogo da seleção brasileira de vôlei em Barcelona. Um observador detalhista, que consegue passar ao papel ou tela não apenas aquilo que vê, mas também o que os outros veem. Uma estupenda habilidade!

         Se você, leitor, leitora, buscar pelo google "Encantos da Ilha de Cassius Clay Bortoli", em que mostra temas ligados a nossa Ilha da Magia, Florianópolis, e muitos de seus personagens característicos. Conhecerá parte de seu acervo artístico. E, para nós, um orgulho em ver que fez sucesso como retratista. Também tenho a certeza de que, com mais tempo disponível, vai maravilhar muito mais nossas artes catarinenses.

Grande abraço e ótima aposentadoria, Cassius!

Euclides Riquetti

28-06-2015
        

Mãos

Mãos que tiram a roupa
Mãos que afagam o peito
São mãos que estendem a colcha
São mãos que preparam o leito.

Mãos que alisam o rosto
Mãos que abanam pra mim
São mãos que eu beijo com gosto
São mãos que arrumam o jardim.

Mãos que se estendem de pronto
Mãos que seguram a flor
São mãos que preparam o encontro
São mãos que se prendem no amor.

Mãos que seguram as mãos
Mãos que recebem presentes
São mãos que ajudam irmãos
São mãos que se movem contentes.

Mãos elegantes e ágeis
Mãos atraentes e belas
São mãos que parecem tão frágeis
São mãos tão macias e singelas.

Me ligo nas mãos carinhosas
Me ligo nas mãos da senhora
Que cuidam dos cravos e rosas
Que cuidam do filho que chora.
Euclides Riquetti