quinta-feira, 2 de maio de 2019

Liberta-te das angústias que te afligem



Liberta-te das angústias que te afligem
Que te incomodam, que te atormentam
Afasta-te de todos os que te agridem
Que o teu ânimo abalam e violentam.

Liberta-te de tudo o que te entristece
Agarra-te a aquilo que te traz o bem
Não é saudável aquilo que te aborrece
Não há o que receber de quem nada tem.

Busca, nas pessoas meigas ter o bom dia
O bom ânimo, o otimismo, a motivação
Alia-te a quem possa te dar toda a alegria.

Busca, procura encontrar toda a felicidade
A palavra de conforto, de apoio e atenção
Em quem lhe devota amor, luz e lealdade!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Canção para Eduarda




Ilha do Mel - litoral paranaense - um lugar de encantos e próprio para cantos...


Ao cantar esta canção
Me lembro, com emoção
Da praaaaia!...

Foi lá que eu te conheci
Me encantei quando te vi
Na praaaaia!...

Encontrei-te junto ao mar
Com a  areia a te queimar
Da praaaaia!...

/Hoje eu canto esta canção/Que me traz tanta emoção/
Ao lembrar o som do mar/Ao lembrar o som do mar... do mar!/
(duas vezes)

Foi amor, foi alegria
Foi amor naquele dia
Na praaaaia!...

Eu me lembro bem feliz
Do ceú claro, azul aniz
Da praaaaia!...

Na verdade eu nunca tinha
Visto algo tão bonito
Na praaaaia!...

/Hoje eu canto esta canção/Que me traz tanta emoção/
Ao lembrar o som do mar/Ao lembrar o som do mar... do mar!/
(duas vezes)

Foi  minha vez primeira
A pisar naquela areia
Da praaaaia!...

Não me deste o telefone
Mas escreveste teu nome
Na areeeeia!...

Até hoje te procuro
Seja claro, seja escuro
Na areeeeia!...

/E hoje eu canto esta canção/Que me traz tanta emoção/
Ao lembrar o som do mar/Ao lembrar o som do mar... do mar!/
(duas vezes)

Nota:

Canção poética composta especialmente para a filha da prima
Vero Richetti, Eduarda, de Cascavel-PR. Decendente de meu Tio
Marcelino Richetti.
Euclides Riquetti

Ayrton Senna do Brasil - 25 anos depois



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          Num domingo pela manhã, 1º de maio de 1994, Dia do Trabalhador, o determinado piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva, à época convivendo com a bela modelo Adriane Galisteu, fazia, como era de costume, mais uma corrida com bela performance. O Autódromo de Ímola, na Itália, onde se realizava o Grande Prêmio de San Marino de Fórmula 1,  tinha os olhos do mundo, através das maiores redes de Televisão. Mas havia um peça defeituosa em seu bólido e, logo adiante, a curva do Tamburelo Quando voava a 300 Km por hora, chocou-se contra um muro desprotegido. Ali, em 1987, acidentou-se outro brasileiro, Nelson Piquet. E, dois anos depois, Gerhart Berger, que só foi salvo de morrer queimado pela rápida ação dos fiscais de pista. .

          O narrador Galvão Bueno, da TV Globo, um apaixonado por corridas de automóveis e fã ardoroso do nosso Piloto "Ayrton Senna do Brasil", emudeceu de repente, perplexo. Parecia não conseguir dizer mais as palavras, que ficavam presas na sua garganta, de onde não fluía sua portentosa voz.  O Brasil parou diante da Televisão no momento daquela sétima fatídica volta. Algo de muito trágico poderia ter acontecido.  E começamos a chorar.

          De nada adiantou a rápida intervenção dos apoiadores, bombeiros, médicos e paramédicos. O capacete do Banco Nacional estava curvado sobre o volante. Dentro dele, o cérebro acostumado a se articular e a levar a decisões que, por décimos ou centésimos ou até milésimos de segundo, poderiam dar-lhes vitórias nas competições, parado. O corpo, imóvel, estático, fragilizado, jazia sem vida.

          Pouco tempo depois a condução até um hospital, e a notícia: "O Piloto Brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna da Silva acaba de falecer!

          Aí, sim, começamos a chorar. Choramos o domingo, a segunda, a terça. Vimos todos os canais de TV ficarem repetindo, por dias, semanas, meses, aquelas imagens tristes. As revistas e jornais trazendo aquela imagem do piloto no carro, sem vida. E esta é a imagem que ficou gravada em nossa mente e coração, é a imagem que nos volta em cada Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador.

          Na segunda-feira, eu lecionava  na Escola Sílvio Santos, em Ouro, e não havia como conter os alunos. Queriam ver televisão. Choravam. Escoravam-se uns aos outros e se abraçavam como se tivessem perdido alguém que muito amassem, de sua própria família.

          Perdemos, todos, com a morte de nosso piloto. Perdemos um cidadão exemplar, que tinha uma postura cidadã e cristã. Perdemos um piloto que, em 25 anos, não conseguimos substituir. mas ficou-nos a lembrança de um cidadão que merce nomear ruas, autódromos, escolas e o quer que seja. Não um herói produzido por programas de televisão. Apenas um ser que, mais do que um piloto determinado, foi um cidadão que nos deixou memoráveis lembranças e os melhores exemplos.

          "Primeio de maio de 2019- 25 anos sem o Ayrton Senna do Brasil!"

Euclides Riquetti
01-05-2019 

Dia do Trabalho - escrevi há dois anos!

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"O Pior Dia do Trabalhador do Milênio"?? - 




Será que mudou alguma coisa? Escrevi, faz dois anos. Será que daqui a dois anos a situação estará igual, ainda?

       Dia do Trabalhador com comemorações tímidas, muita frustração e resignação...  Assim vi o Primeiro de Maio deste ano. E não é para menos!
       Os brasileiros amargam mais de 13 milhões de pessoas, trabalhadores em idade legal e repletos de energia para trabalhar, sem emprego e com pouquíssimas possibilidades de as nuvens negras dissiparem-se.  Pois bem nesse dia, o Instituto de Pesquisas Datafolha divulgou uma pesquisa sobre o que os brasileiros pensam da reforma previdenciária pretendida pelo governo.  71% dos entrevistados são contra a Reforma da Previdência. As mulheres rejeitam a reforma em 73%, sendo que são 74% entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos; 76% entre os jovens de 25 a 34 anos, e o mesmo percentual dentre as pessoas com curso superior.
      É possível que o Governo consiga o número suficiente de parlamentares para a aprovação da sua proposta, mas a tarefa não vai ser fácil. Fora os propagandistas, os economistas do capitalismo selvagem e os comentaristas vendidos, que fogem de seu compromisso profissional para defenderem posições à custa de dinheiro ou por algum interesse pessoal, poucos são os que defendem a dita reforma.
       Sou aposentado como professor estadual, trabalhei 31 anos em sala de aula, somei 41 anos de tempo de serviço quando consegui a aposentadoria, aos 55 anos de idade. Meu braço direito dói todos os dias de tanto que escrevi em quadro de giz. Nunca tirei atestado em razão disso. Hoje fico pensando em como será a vida profissional de pessoas que terão trabalhado tanto quanto eu, estiverem com limitações físicas, idosos, e mesmo com sua condição psicológica abalada por estresse. Continuo reafirmando que o financiamento da Previdência Social deva acontecer em função das riquezas que o trabalhador gera e não apenas encima do lombo do trabalhador e seu salário.
       Entendemos que o sistema previdenciário precisa ser reformulado, sim. Os brasileiros pagam imposto de renda, pagam muitos outros impostos e, parte deles, deveria ser canalizada diretamente para a conta do INSS. E todos aqueles compromissos assumidos pela Seguridade Social deveriam ser separados, de forma que o que não for aposentadoria conquistada por tempo de serviço prestado e contribuição, sejam pagos com dinheiro do Tesouro Nacional. Se houve irresponsabilidade dos governos em concessões facilitadas nos últimos 50 anos, não é o trabalhador que deve pagar a conta. A reforma não foi discutida amplamente com os setores de produção e do trabalho, apenas é negociada entre políticos corruptos e que estão sendo investigados por roubos de dinheiro público. Por isso nada houve para comemorar, mas muito para lamentar. O brasileiro vem sendo domesticado e condicionado a resignar-se pelo bombardeio dos meios de comunicação, infelizmente!
Euclides Riquetti – Escritor Membro da ALB/SC

terça-feira, 30 de abril de 2019

João Libório - o vendedor de bananas

 



          Pessoas podem ocupar generosos espaços em nosso imaginário. E, mesmo que esse espaço seja compactado e armazenado lá no fundo da nossa consciência, é possível que,  de um momento para outro,  ele nos volte à memória, como se as personagens, os ambientes, os fatos, esteivessem, de novo, desfilando em nossa frente. E, para determinados seres, não importa se a fortuna os contemplou, se seus nomes ocuparam os noticiários ou as páginas dos jornais ou livros de história. Importa, mesmo, é que essas personagens nos tenham deixado boas lembranças e que, quando elas nos voltam, a realidade parece refazer-se e nos trazer a alegria de uma saudosa e maravilhosa lembrança.

          É possível viver dignamente, estar bem, ficar bem, continuar bem, ter o carinho dos familiares, amigos e vizinhos, quando se tem a bondade na alma, a simpatia se estampando no semblante, a elegância nos gestos. É possível, sim, marcar a presença na cidade,  mesmo sendo um quase que anônimo cidadão, ter a admiração das pessoas, construir uma biografia simples mas recheada de méritos. E o mérito principal ser o de ter vivido e deixado os outros viverem.

          Na minha infância, em muitas de minhas tardes e manhãs, eu presenciava a passagem de um cidadão de altura mediana, magro, rosto fino, pele morena (como diria o Dr. Vítor Almeida, cor de cuia!)  que, alçando alternadamente nos braços  uma cesta de vime, oferecia no comércio, nas casas, ou mesmo para os que andavam despretenciosamente nas ruas, pequenas pencas de bananas,  João Libório. Belas e saudosas lembranças de sua fala calma e macia, de seus gestos delicados, da singeleza de seus modos.
(Não, não é preciso ser "poderoso" para cativar ou influenciar os outros. É preciso ter, em si, algo que nos caracterize, que nos dê uma marca, que nos identifique, que faça com que os outros nos percebam...)

          Pois o Seu João Libório, com seu nome inteiro, assim, não apenas João, nem apenas Libório, vendia-nos bananas, em pencas com oito, nove, dez, onze bananas, dependendo do tamanho de cada uma delas. Mas pencas que dificilmente tinham seu peso distanciado de 1 Kg. Ora, tinha ele tanto conhecimento de seu afazer, que apenas pelo olhar ou por segurar nas mãos uma das pencas, sabia dizer exatamente o seu peso, nem prcisava usar de uma balança para verificar isso. Ninguém duvidava dele. E vendia uma cestinha de bananas pela manhã e outra à tarde. Apanhava-as em dois pontos de abastecimento: o Depósito de Bananas do Augusto Hoch ou a Bodega do tio Adelino Casara, em Capinzal. Saía à rua e já tinha os fregueses certos. E, ainda, havia os colonos que estavam a visitar a cidade nas bandas do Ouro ou do Capinzal, e que compravam uma, até duas pencas, para levar para casa. Não era uma fruta rara, mas na época tudo era difícil, não havia os supermercados, os sacolões, como há hoje, onde pudesse ser comprada.

          E, nesta manhã, ao acordar bem cedo, não sei se para sugerir-me o escrever de uma crônica, não sei realmente por qual  motivo, mas algo me trouxe à tona a imagem do João Libório. De origem simples e humilde, um homem honesto, um pai zeloso, um cidadão exemplar, nunca teve telefone, provavelmente não teve aparelho de tevê em casa, jamais imaginou que pudesse ter um carro... Mas nunca  perdeu sua credibilide, jamais deixamos de confiar na decência e seriedade com que nossa personagem levava a vida e nos deixava bons exemplos, dentre eles o de como tratar bem as pessoas com quem convivemos ou com que nos relacionamos!

Minha homenagem ao João Libório, de cujos descendentes não tenho nenhuma notícia, mas que devem estar por aí vivendo honrosamente como ele viveu.

Euclides Riquetti
04-10-2013

As flores que você plantou




Não sei onde se encontram agora
As flores que você plantou
Se apenas sumiram por ora
E por causa delas você chora
Depois que a tormenta passou...

Não sei onde estão as rosas e as margaridas
Que você regou com seu pranto
Mas que deixaram suas manhãs floridas
E ajudaram a curar suas feridas
Que desapareceram como que por encanto...

Mas sei onde se encontram os versos
Que você me inspirou a compor:
Vagam pelas ondas dos mares mais  incertos
Nos lugares mais diversos
Num universo de paz e de amor......

Euclides Riquetti

Dia de poesia...




Todo o dia é dia
De fazer poesia
De escrever lembranças saudosas
De dizer palavras carinhosas.

Todo o dia é dia
De fazer poesia
De falar de sonhos vividos
De falar de amores sentidos.

Todo o dia é dia
De fazer poesia
De pensar nas breves ilusões
Que flecham os corações.

Todo o dia é dia
De lembrar com nostalgia
Dos momentos de nossos sonhos
De seus olhos morenos, risonhos.
Todo o dia...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Alimentar os pássaros...



Alimentar os pássaros eufóricos
Nas madrugadas melancólicas
Com seu canto de alento...

Alimentar as crianças indefesas
Colocar comida na mesa
Prover-lhes o sustento...

Mas, sobretudo, alimentar a alma
Com a meditação que acalma
Que ameniza o sofrimento...

E dar amor desmedido
A quem tenha sempre mantido
E preservado o sentimento...

Dar à vida o valor mais sagrado
Tê-la com todo o cuidado
Viver cada momento...

Enfim, amar quem nos  ama
Quem  mantém acesa a chama
Quem vive em nosso pensamento!

Euclides Riquetti

domingo, 28 de abril de 2019

Entre mim e ti há o luar


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Entre mim e ti há o luar
Uma distância física que nos separa
E isso é um bom motivo para sonhar.

Entre mim e ti há o tempo
Ele que corre e que nunca para
Enquanto em meu rosto sopra o vento.

Entre mim e ti há o espaço
E algumas pequenas diferenças
Mas há sempre o calor de nosso abraço.

Entre mim e ti há muito afeto
Há as afinidades e as bem-querenças
O amor ousado e... o namoro discreto!

Euclides Riquetti
28-04-2019







Deixe que os raios risquem os céus


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Deixe que os raios risquem e rabisquem os céus
E que os relâmpagos iluminem o som dos trovões
Deixe que se apaixonem, fortemente, os corações
E que as nuvens de amanhã se alvejem como véus!

Deixe que tudo aconteça assim, tudo naturalmente
Que os desígnios divinos se cumpram como traçados
Que os sonhos se realizem como foram planejados
E que os corpos flutuem nas marés, incansavelmente!

Deixe que o poeta lhe relate os infortúnios e dilemas
Que a emoldure num quadro com as bordas brancas
E que ali a admirem muitas vezes, milhares, tantas...

Deixe que eu a abrace enquanto a noite nossa voa
Deixe que os anjos cantem a canção que abençoa
Enquanto eu lhe escrevo, com paixão, este poema!

Com amor...eu!

Euclides Riquetti
28-04-2019





Aquele horizonte infinito


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Como os galhos secos que se penduram ao tronco
Vou enfileirando minhas antíteses e as metáforas
Desafiando a tese lógica do sonho mais que louco
Imergindo em teorias sólidas e concepções inatas.

Como o raio que dissipa o escuro na noite chuvosa
Como a águia que corta as montanhas calma e lenta
Busco a força que combate a infâmia vil e ardilosa
Sobrevoando a planície inóspita em terra turbulenta.

Como a alma que se agita na cama confusa, reticente
Em seu sono perdido ou em seus sonhos frustrados
Eu choro meus lamentos, em mim há a dor presente
Bailam sentimentos ocultos e desejos tão sonhados.

Como um ser andante em trevas nas vielas tortuosas
Procuro encontrar a luz prateada que me energizará
Encontrar um novo dia e uma vida muito prazerosa
Que sabe aquele horizonte infinito na beira do mar!

Euclides Riquetti
28-02-2019




Um cheiro de chuva no ar


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Há um cheiro de chuva no ar
Um perfume agradavelmente natural
Um desejo de sorrir e de cantar
Na alvissareira manhã outonal...

É um cheiro de chuva que encanta
Um odor suave e inebriante
Na manhã de nossa vida santa
Algo que nos motiva a ir adiante...

Há, na chuva, um sentimento vago
Flutuando entre seu coração e o meu
O encontro entre meu rosto e o seu afago
O calor de meu corpo colado ao seu!

É algo impossível de descrever
Como o que há entre nós é indescritível
É a vontade de querer, amar, querer
É um amor que flutua, doce, verossímil!

Euclides Riquetti
28-04-2019




Um doce pecado...





Um doce pecado
Que brota de algo gostoso
De algo muito desejoso
Um pequeno pecado...

Veio junto com as goiabas
Com o mamão cristalizado
Veio com seu aroma nas estradas
Para ser por mim consumado.

Um doce pecado
Que veio na manhã de chuva
Nas ondas dos figos e da uva
Um pequeno pecado...

Veio junto com as flores
Com as gérberas e as roseiras
Nas suas belíssimas cores
Da Holambra brasileira.

Um doce pecado
Das delícias da confeitaria
Um sonho que me delicia
Um pequeno pecado...

Veio num contágio especial
Pra me trazer contentamento
Pois, em meu poema universal
Vou levar-te meu pensamento.

Sim, porque, para o poeta sonhador
Doces, sonhos, frutas ou chás
Tudo vira verso de amor
Até os morangos, kiwis ou ananás!

Euclides Riquetti