terça-feira, 3 de setembro de 2019

Símbolos Nacionais Brasileiros e Independência do Brasil

     

Resultado de imagem para imagem independência do Brasil Pedro Américo

Pintura em óleo sobre tela - de Américo - em 1988, retratando o que aconteceu em 7 de setembro de 1822. 


Os Símbolos Nacionais do Brasil foram instituídos através da Lei 5.700 de 1º de setembro de 1971.

Esta lei, além de estabelecer quais são os símbolos nacionais, também determina como estes símbolos devem ser usados, padrões e formatos, significados, entre outros.

Estes símbolos são de extrema importância para nossa nação, pois representam o Brasil dentro e fora do território nacional. Sendo assim, devem ser respeitados por todos os cidadãos brasileiros. Os Símbolos Nacionais são: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional. Em 18 de setembro, comemora-se o Dia dos Símbolos Nacionais.

Bandeira Nacional



A Bandeira Nacional  foi instituída no dia 19 de novembro de 1889, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro, onde o escudo Imperial português dentro do losango amarelo foi substituído por um círculo azul com estrelas na cor branca. A esfera azul de nossa bandeira  representa nosso céu estrelado, ao centro com a frase "Ordem e Progresso". São 27 estrelas, representando os 26 estados e o Distrito Federal. O losango amarelo ao centro representa o ouro e o retângulo verde, representa nossas matas e florestas.

No dia 19 de novembro comemora-se o dia da bandeira.

Armas Nacionais



As Armas Nacionais ou  Brasão Nacional representam a glória, a honra e a nobreza do Brasil e foram criadas na mesma data que a Bandeira Nacional. No centro há um escudo circular sobre uma estrela verde e amarela de cinco pontas. O cruzeiro do sul está ao centro, sobre uma espada. Um ramo de café está na parte direita e um de fumo a esquerda. Uma faixa sobre a parte do punho da espada apresenta a inscrição "República Federativa do Brasil". Em  outra faixa, abaixo, apresenta-se "15 de novembro" (direita) e "de 1889" (esquerda).
É obrigatório o uso das armas nos edifícios dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) dos governos federal, estaduais e municipais, e também  nos quartéis militares e policiais e em todos os papéis oficiais de nível federal (publicações, convites entre outros).

Selo Nacional


Selo Nacional

O Selo Nacional é utilizado para  autenticar documentos oficiais e atos do governo. É usado também para autenticar diplomas e certificados emitidos por unidades de ensino reconhecidas. É constituído por uma esfera com as estrelas (semelhante a da bandeira brasileira), apresentando a inscrição República Federativa do Brasil.

Hino Nacional


Hino Nacional

O Hino Nacional  foi composto por  Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Existem várias  regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino, entre elas o respeito à Bandeira Nacional e ao presidente da República. É executado junto com o hasteamento da Bandeira Nacional em determinadas situações,  entre elas: solenidades e eventos oficiais do governo, eventos esportivos e culturais e nas escolas.

Hino Nacional Brasileiro
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Glossário do Hino:

  • Margens plácidas - "Plácida" significa serena. Calma.
  • Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência.
  • Brado retumbante - Grito forte que provoca eco.
  • Penhor - Usado de maneira metafórica(figurada). "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade.
  • Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul que resplandece (brilha) no céu.
  • Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranquilo, calmo.
  • Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos" (os brasileiros) como qualquer mãe.
  • Fulguras - fulgurante (reluzente, brilhante).
  • Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América.
  • Garrida - Enfeitada. Que chama a atenção pela beleza.
  • Lábaro - Sinônimo de bandeira. "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos.
  • Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.






       A Semana da Pátria vem sendo comemorada na maioria das cidades brasileiras. Ouro e Capinzal realizaram atos cívicos já no início da semana em curso. Aqui estou colando matéria oficial sobre nossos Símbolos Nacionais, que precisam ser respeitados. Incluamos o Ser Humano e sua capacidade moral, física e intelectual como nossos símbolos também. São nosso grande capital como é a nossa Mãe Natureza, que também precisa ser respeitada. 


       Os Símbolos Nacionais do Brasil foram instituídos através da Lei 5.700 de 1º de setembro de 1971.

Esta lei, além de estabelecer quais são os símbolos nacionais, também determina como estes símbolos devem ser usados, padrões e formatos, significados, entre outros.

Estes símbolos são de extrema importância para nossa nação, pois representam o Brasil dentro e fora do território nacional. Sendo assim, devem ser respeitados por todos os cidadãos brasileiros. Os Símbolos Nacionais são: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional. Em 18 de setembro, comemora-se o Dia dos Símbolos Nacionais.

Bandeira Nacional



A Bandeira Nacional  foi instituída no dia 19 de novembro de 1889, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro, onde o escudo Imperial português dentro do losango amarelo foi substituído por um círculo azul com estrelas na cor branca. A esfera azul de nossa bandeira  representa nosso céu estrelado, ao centro com a frase "Ordem e Progresso". São 27 estrelas, representando os 26 estados e o Distrito Federal. O losango amarelo ao centro representa o ouro e o retângulo verde, representa nossas matas e florestas.

No dia 19 de novembro comemora-se o dia da bandeira.

Armas Nacionais



As Armas Nacionais ou  Brasão Nacional representam a glória, a honra e a nobreza do Brasil e foram criadas na mesma data que a Bandeira Nacional. No centro há um escudo circular sobre uma estrela verde e amarela de cinco pontas. O cruzeiro do sul está ao centro, sobre uma espada. Um ramo de café está na parte direita e um de fumo a esquerda. Uma faixa sobre a parte do punho da espada apresenta a inscrição "República Federativa do Brasil". Em  outra faixa, abaixo, apresenta-se "15 de novembro" (direita) e "de 1889" (esquerda).
É obrigatório o uso das armas nos edifícios dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) dos governos federal, estaduais e municipais, e também  nos quartéis militares e policiais e em todos os papéis oficiais de nível federal (publicações, convites entre outros).

Selo Nacional


Selo Nacional

O Selo Nacional é utilizado para  autenticar documentos oficiais e atos do governo. É usado também para autenticar diplomas e certificados emitidos por unidades de ensino reconhecidas. É constituído por uma esfera com as estrelas (semelhante a da bandeira brasileira), apresentando a inscrição República Federativa do Brasil.

Hino Nacional


Hino Nacional

O Hino Nacional  foi composto por  Joaquim Osório Duque Estrada (1870 – 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Existem várias  regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino, entre elas o respeito à Bandeira Nacional e ao presidente da República. É executado junto com o hasteamento da Bandeira Nacional em determinadas situações,  entre elas: solenidades e eventos oficiais do governo, eventos esportivos e culturais e nas escolas.

Hino Nacional Brasileiro
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo
És mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Glossário do Hino:

  • Margens plácidas - "Plácida" significa serena. Calma.
  • Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência.
  • Brado retumbante - Grito forte que provoca eco.
  • Penhor - Usado de maneira metafórica(figurada). "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade.
  • Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul que resplandece (brilha) no céu.
  • Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranquilo, calmo.
  • Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos" (os brasileiros) como qualquer mãe.
  • Fulguras - fulgurante (reluzente, brilhante).
  • Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América.
  • Garrida - Enfeitada. Que chama a atenção pela beleza.
  • Lábaro - Sinônimo de bandeira. "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos.
  • Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.


Rio Capinzal (Capinzal) - Abelardo Luz (Ouro) - Nossa História em algumas fotos!


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Estação Ferroviária - Getúlio Vargas - outubro de 1930

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Neve de 1965 - Ponte Pênsil Padre Mathias Michelizza


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Desfile comemorativo da vinda das Irmãs Servas de Maria Reparadoras - SMR-50





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Desfile na Rua XV de Novembro - Capinzal - SC - Década de 1960 (Foto Jornal O Tempo)

Voltando no tempo 3.jpgFanfarra SMR-50 - 1971 - Desfile Comemorativo dos 50 anos da vinda das Irmãs Servas de Maria Reparadoras a Capinzal - SC



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Enchente do Rio do Peixe de 07 de julho de 1983 - Rua XV de Novembro - Capinzal - SC ]
(Foto Rádio Capinzal/ Semana)
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Rio do Peixe - Enchente de 1983 - Ponte Pênsil - Área Central e Bairro N S dos Navegantes - em Ouro - SC - (Foto Rádio Capinzal/A Semana)


Euclides Riquetti

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Lembranças dos desfiles de Sete de Setembro



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          Meu imaginário saudosista me leva de volta à infância em Capinzal. Anos: 1961 a 1964 - Os ensaios de marcha lá no Mater Dolorum, pela Rua Carmelo Zóccoli, em direção ao Sul, para os lados da Pagnoncelli & Hachmann, até as imediações da Fundição. Muitos ensaios, não havia professores de Educação Física ainda. As professoras nos orientavam e as freiras comandavam. E havia o José Carlos Souza que não pisava com o pé esquerdo na batida do Bumbo. A Irmã Terezinha ia à loucura, a professora Marilene Lando tentava insistir para que ele aprendesse. Acho que ele fazia de propósito para zoar com elas...

          Desfile pela Rua Felip Schmidt, no Distrito de Ouro, saindo do Posto de Gasolina que se localizava no meio da Rua da Praia, que depois virou Governador Jorge Lacerda. Indo em direção à Ponte Nova. Havia calçamento apenas até defronte à casa do Amélio Dalsasso. Depois, marchávamos no pó (ou no barro): Soldado que se prezava e amava  o Brasil era corajoso, valente,  e com muito garbo e peito firme marchava, sem olhar para os lados, sem piscar os olhos: "A fronte erguida, o olhar brilhante..." - como no Hino a Capinzal!

          Passávamos pela ponte, dobrávamos à direita defronte ao Cine Glória e íamos até o Campo de Futebol. Ali, um palco especialmente feito com tábuas cedidas pelos Hachmann, os alunos ouvindo os discuros. Uma menina magrela, cabelos escuros, saia azul e camisa social branca com uma logomarca à esquerda, na posição do bolso: BP, de Beliário Pena! A jovem Inelvis, filha do Joanin Serena, lia um texto enaltecendo nossa Pátria, pela qual deveríamos morrer se necessário fosse... E, garbosamente, cantávamos o Hino Nacional.

          Os alunos do Belisário Pena com seu uniforme azul e branco. Num daqueles anos fizeram-lhes umas camisas de brim Santista, azul marinho, com aquelas "golas de padres". O Rosito Masson, o Ademar Miqueloto, O Irenito, o Olino Neis, todos  com aquelas camisas bonitas. Nós, do Mater, também no azul e branco. Mas as Normalistas, ah, essas, sim, com aquelas saias bordô e as camisas marfim/beje, encantadoras. Meu pai, único homem em meio a elas, calça social preta e camisa branca... Mas, muito bonito, era o uniforme do Ginásio Padre Anchieta, com calça social preta ou azul marinho (bem escuro), e aquele uniforme paramilitar, com uns babados na frentes, umas franjas, e  quepe igualmente em azul-marinho. Simplesmente espetacular!

          Todos os estudantes eram obrigados a marchar. Nos anos anteriores ao Governo Militar e também durante. O espírito cívico era algo sagrado que havia em nós. Claro que isso não era unanimidade. Mas havia o respeito pela Pátria em cada um de nós. Podíamos não concordar com os governos, mas queríamos o melhor para nosso país... E querer o melhor para o Brasil era querer o melhor para nós mesmos, nossas famílias.

          E os alunos do Ginásio Normal Juçá Barbosa Callado: Calça de Tergal verde e camisa branca. A maioria pessoas já adultas, que viram no ginásio noturno a oportunidade de estudar. Ah, para todos os uniformes, de todos os colégios, sapatos pretos. Em algumas situações, congas brancas, para algumas alas, especificamente.

          Minhas últimas lembranças de desfiles como estudante me remetem ao ano de 1971, quando concluí meu Técnico em Contabilidade pela então Escola Técnica de Comércio Capinzal: calças pretas e camisa social manga longa vermelho royal. A escola não costumava desfilar, mas convidada que foi, não queria recusar e a sugestão do Diretor Professor Antônio Maliska foi aceita: "Se é para aparecer, então vamos aparecer". E fomos com aquela roupa bem chamativa. Orgulhosos!

          E as fanfarras, muito bem ensaiadas, com os bumbos, caixas, taróis, pratos e cornetas. Lembro, com muita saudade. E, quando vejo fotos antigas daqueles tempos, sinto uma inefável saudade... não sei se dos sentimentos cívicos ou... da força de nossa juventude!

Euclides Riquetti

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Não alegues falta de tempo



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Não alegues tua alta de tempo
Para cuidar de razões do coração
Não deixes que voem ao vento
As oportunidades vêm à tua mão.

Tempo é questão de preferência
É o que dizem tantas pessoas
E eu quero dar minha anuência
Sem discursos e sem tecer  loas.

Nossa vida tem suas prioridades
Para tudo há uma razão de ser
Às paixões dá a tua lealdade
Priorizando viver, amar, viver!


Euclides Riquetti

Ame!


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Ame!
Perca-se, perdidamente
Entregue-se totalmente...

Derrube normas, regras e conceitos
Mostre suas virtudes e defeitos
Suas inquietudes, suas atitudes
E ame!

Dispa-se vivamente
Desnude-se completamente
Esqueça os que se importam com seus jeitos
E aplauda quem rejeita preconceitos:
Ame!

Jamais esconda seu olhar apaixonado
Não disfarce os seus  sentimentos
Em nenhuns  momentos
Apenas cuide daquele amor
Que a procura esperançado...

Quebre comportamentos
Rompa o silêncio
Mergulhe nos prazeres que lhe fazem bem
Ame, com suas forças, limites ou cansaços
Com seus lábios, com sua alma e seus abraços
Mas ame!

Ame nos dias de sol e nas noites estreladas
Naquelas que exaltei em prosa e verso
Nos dias de chuva e nas tardes acaloradas
Ame tudo o que existe no Universo:

Ame!

Euclides Riquetti

O que pode haver por detrás da fumaceira?



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Catedral de Notre Dame em Chamas: Não conseguem cuidar de seu canteiro e querem cuidar do quintal dos outros..

          Nos últimos dias, temos visto e ouvido muitas notícias sobre os focos de incêndio que estão ocorrendo na Amazônia, compreendendo alguns estados brasileiros localizados mais ao Norte. No entanto, se observarmos atentamente, veremos que eles têm ocorrido aqui próximo de nós. Presenciei um há poucos dias na região de Campos Novos e outro aqui no Bairro onde resido em Joaçaba, de pequena dimensão. Em Capinzal, ocorreu um num loteamento bem próximo da área central. Incêndios em prédios que ocupam empresas ou residências unifamiliares também têm acontecido. O entendimento é bem simples: Houve muitas geadas, as pastagens estão secas, não tem chovido e está muito fácil de o fogo se alastrar. Tocos de cigarros dispensados em margens de rodovias são suficientes para causarem incêndios de todas as proporções.

       A ocorrência de focos de incêndio na Amazônia já é antiga. No passado, até a década de 1970, sulistas eram incentivados a ocuparem áreas da Amazônia e, para se tornarem proprietários delas, bastava que lá fossem, derrubassem árvores, fizessem queimadas e lançassem sementes de pastos, alojassem algumas cabeças de gado e lhes era assegurada a posse das terras. Ainda, como forma de desenvolver o Norte, as empresas estavam autorizadas a trazer madeiras nobres de lá aqui para o Sul. Bastava que as toras derrubadas fossem serradas e as madeiras viessem em forma de pranchas ou blocos de filet. Assim, eram trazidas de lá para serem transformadas em lâminas torneadas ou faqueadas, ou mesmo para aplicação na indústria moveleira, como madeira maciça. Entendia-se que a serragem das toras lá, geravam empregos e desenvolvimento. Mas o seu beneficiamento se dava aqui no Sul. Foi assim que foram trazidas cerejeiras, mognos, muiracatiaras, angelins, sucupiras e outras madeiras nobres. Todas as ações geraram costumes, tornando-se cultura empreendedores de fora realizarem desmatamentos por lá. Porém, também muitas áreas foram reflorestadas no Pará, por exemplo, por empresários sulinos que são detentores de grandes florestas replantadas.

       Agora, incêndios criminosos, planejados e organizados por grileiros e outros aproveitadores, no período que antecede ao das chuvas, que estão espalhando o terror na Amazônia, com motoqueiros ateando fogo em capins nas margens de rodovias, para que os ventos conduzam as clamas para o interior das florestas e cheguem a áreas já desmatadas. Por outro lado, trocas de farpas entre o Presidente da França, Emmanuel Macron, e o brasileiro Jair Bolsonaro, acabaram gerando uma crise internacional, que tem a dimensão que a imprensa quiser lhe dar. Não podemos nos esquecer que outros países nossos vizinhos também estão com o mesmo problema, como a Bolívia, onde a coisa está muito séria. Para dizer o que eu penso da Europa, coloco aqui uma mensagem que está circulando pela internet, de autor desconhecido, e que muito nos diz:


“Europa sua linda, inocente, desinteressada e bondosa!

Você dividiu povos e nações, criou fronteiras artificiais que colocaram povos amigos em guerras. Escravizou milhões de africanos, dizimou milhões de indígenas, assassinou milhões de judeus, ciganos e gays. Viveu os últimos 2 milênios em guerras, produzindo inclusive duas guerras mundiais. De quebra nos brindou com o comunismo, o nazismo e o fascismo. A super civilizada Europa que matou, estuprou, explorou e roubou ouro, café, açúcar, madeira, minerais e vidas agora anda preocupada. Devastou continentes e civilizações inteiras. Extinguiu milhares de espécies animais. Agora essa mesma Europa que transformou suas próprias florestas em carvão, essa tão boazinha e inocente Europa, agora está preocupada com a Amazônia e quer dar sermão no país que mais protegeu as suas florestas no mundo. Ah Europa, sua colonialista genocida linda!”.

       Entendido, né? Os europeus ainda pensam que somos colônia sua. Estão com medo da concorrência do Brasil, estão indo pra trás, todos eles juntos estão mais fracos do que os Estados Unidos e se acham os tais. Deviam pensar em todo o mal que já causaram à Humanidade. Os trocados que querem nos dar são esmolas de que não precisaremos. E é melhor que os verdadeiros brasileiros passem a torcer pelo nosso País e não contra nós.

Euclides Riquetti – Autor de “Crônicas do Vale do Rio do Peixe e outros lugares”



domingo, 1 de setembro de 2019

Inseparáveis

Resultado de imagem para imagem mulher tomando água em garrafa


Juntos, nós dois, sempre inseparáveis
Nas ruas asfaltadas ou nas barrentas
Companheiros verdadeiros, adoráveis
Em dias de sol ou manhãs cinzentas.

Andamos por todas as partes da cidade
Subindo morros ou descendo ladeiras
É um amor que se funde com amizade
Você é, de fato, uma leal companheira!

Traz-me o ânimo nas horas de cansaço
E a alegria nos momentos de solidão
Afago-a com minhas mãos e meu abraço.

Bebo de seu ser, você mata minha sede
Repõe minha força, me dá motivação
Co´s  lábios a sorvo e repouso na rede!

Euclides Riquetti
01-09-2019


Anoiteceu...

Resultado de imagem para imagem homem à noite na praia


Anoiteceu...
E nada do sonho meu!
Nada de canção romântica
Nem de caminhada na orla atlântica
Pois o sol já se escondeu!

Aguardar o que há de vir
Porque as almas já foram dormir.
Esperar por um novo dia claro
Com muito apoio, muito amparo
Buscar teu olhar e teu sorrir!

Sentir bons sentimentos
Ir ao léu, ir ao encontro do vento
Que soprou no meu rosto
Um frescor suave e bem gostoso
Num imperdível momento!

Euclides Riquetti
01-09-2019










De Madame Mim e de Pato Donald


Resultado de imagem para fotos Pato Donald com Madame MimResultado de imagem para fotos pato donald          Acordei numa manhã com muito sol adentrando minha janela. Vinha do Mar de Canasvieiras. Na rua,  passando pessoas que conversavam. Uruguaios, argentinos, chilenos. mas, sobretudo, muitos uruguaios, milhares deles. Invadiram as praias de Santa Catarina por ocasião da Semana do Turismo no Uruguai. Os uruguaios são muito educados e simpáticos. Há muita gente bonita. Trazem junto os filhos pequenos e isso me faz voltar à infância, quando costumávamos levar nossas crianças para as férias nessa praia. E, como novidades, africanos do Senegal, alguns com  cabelos jamaicanos, vendendo bojouterias. Mas tem gente de todo o tipo.


          E então  lembrei-me de meu sonho da noite: Sonhei com a "Madame Mim", a simpática bruxa velhinha que vivia incomodada com os Irmãos Metralha e o Mancha Negra.  Isso mesmo, ela mesma, quase  que uma concorrente da "Maga Patalógica", a feiticeira personagem do Walt Disney. E, por conseguinte, comecei a lembrar-me do Pato Donaldo, dos sobrinhos dele,  Huguinho, Zezinho e Luisinho.

         Fazia muito tempo que não lembrava deles, mas foram figuras marcantes na minha, tua, nossa infância. Lembrei-me que meu pai pegava os nossos gibis emprestados para ler. Uma vez ia prestar concurso para Diretor de Grupo Escolar, a prova era em Florianópolis. Disse-me que queria todos os gibis que tivesse,  pois eram para ele estudar para o concurso. Imaginei: "O velho tá doido!" Estudar nos gibis, ora essa!

          O fato é que ele tinha muito conhecimento, lia muito, estudava muito. Aprendeu muito no Seminário São Camilo, em São Paulo, onde chegou ao curso de Filosofia. Passou no concurso, efetivando-se como Diretor no Grupo escolar André Rebouças, da Barra do Leão.

          Só mais adiante entendi da importância de as pessoas que têm uma base de conhecimento  apenas descansarem a cuca antes das provas dos concursos. Tem aquele ditado: "Marmelada na hora da morte, mata". Então a preparação precisa ser prévia.

         E, lembrando de minhas queridas personagens, do Mickey, do Pateta, dos Irmãos Metralha, do Gastão, primo sortudo do Pato Donald, fui para uma livraria, ali na Rua Madre Villac.

          Encontrei uns almanaques do Tio Patinhos, do Mickey, do Pato Donald. Comprei dois e fui para casa ler. Era uma história daquelas padrão: O Tio Patinhas mergulhando no seu rico dinheirinho, perdendo-o, todo ele, diante das armadilhas do rival Patacôncio e recuperando tudo três páginas adiante. E o Donald sempre sonhando, querendo ter a sorte do Gastão.

          Ri muito. E já decidi, vou começar a frequentar os sebos para comprar aqueles almanaques que têm muitas histórias que nos reconfortam e animam. Curtas e sempre com um final feliz, com o bem triunfando sobre o mal. Viva as personagens maravilhosas que o Disney nos deixou!

          Viva o Donald. Viva o Pato mais legal do mundo!

Euclides Riquetti
03-03-2013

Infinito como o céu

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Distância?
Saudade...
Lembrança?
Eternidade...

Quando me atiro em pensamentos conturbados
E em sonhos atormentados
Que me afundam em seu corpo tão  desejado
Amado...
E, quando me perco em sentimentos proibidos
E vejo-me abandonado e esquecido...

Eu passo a não mais articular as palavras ditas
A não combinar as frases escritas.

Então me esforço para trazer a mim o seu olhar
Reconquistar!

Queria tanto os seus lábios provocar
Beijar...
Ver seu rosto sorrindo
Lindo
E bonito! E beijar...

Repito:
Quero apenas lhe tocar:
Para amenizar
Minha saudade
Nossas saudades (Ou você nega?....)

E nos meus versos
Diversos - apenas em meus versos
Poder me expressar:

Meu amor é, sim, muito bonito
Bonito porque é... infinito:
Tão grande como o céu!!!

Euclides Riquetti

Quadrinhas lá da roça...


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Lá na roça tinha muito
Tinha muito do serviço
Mas dava cebola e batatinha
Tinha até porco-ouriço!

Lá na roça também tinha
Tinha melão e melancia
E altos pinheiros com pinhas
Onde fazíamos estrepolia!

Lá na roça tinha boi
Tinha vaca, tinha ovelha
Naquele tempo que já  foi
Tinha até caixa de abelha!

Tinha casa lá na roça
Coberta de tábua ou telha
Até chiqueiro com fossa
Uma porcada bem parelha!

Bem pertinho de uma taipa
Tinha em belo de um paiol
Um cavalo muito baita
Que não tinha medo do sol.

Tinha uma horta bem plantada
Com alface, tomate e almeirão
E era muito bem cercada
Pra não entrar a criação.

Dá saudade do leite morno
Tirado do ubre das vacas
Do pão de trigo no forno
Quentinho nas formas de lata.

Ah, sim, me dá muita saudade
Dos amigos da vizinhança
De criança e da mocidade
Trago as melhores lembranças.

Os anos passaram  ligeiro
Mas de nada eu esqueci
Foi-se o tempo prazenteiro
Da  roça onde eu vivi.

Deus abençõe o roceiro
Que teimou em lá ficar
Dê forças pra que trabalhe faceiro
Para a família sustentar.

Agora, já bem madurinho
Divido com você minha história
Daquele belo tempinho
Com muita alegria na memória!

Euclides Riquetti