sexta-feira, 21 de julho de 2017

O amor que faz sofrer...

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É difícil entender
Quem parece não me querer
Mas, de repente, diz que me quer.
Ah, mulher!...

É difícil perceber
Se ela finge não saber
Se sabe e não quer dizer
Ou se é coisa de mulher...

Mas há algo que me mexe
É uma coisa que me desce
Pelo corpo todo, todo
E me deixa tão feliz...

É algo que transpira
É algo que me inspira
Que me alenta e dá consolo
Como a bela Flor-de-Liz.

Pelos caminhos da vida
De chegada e despedida
Em cada lágrima caída
Só quero entender você.

Pelas verdades e mentiras
Pelas almas ressentidas
Nos aclives  desta vida
Sou como o sol que  lhe vê.

Como a águia vou voando
Enquanto os anos vão passando
Mais uma primavera chegando
Logo, logo, vamos ter outro verão.

E você a me provocar
Fazendo de novo balançar
Minha alma profanar
E maltratar meu coração.

Pois o amor  nunca passa
É o sentimento que vem e laça
É a flecha  que me fere e mata
Que me faz feliz, mas me faz morrer

Por querer
Por sofrer
Sofrer por você!

Euclides Riquetti
(Num outono do passado).

Quero ganhar um beijo teu, quero muito...quero!



Quero dar-te um abraço terno
Um abraço simples, mas que seja eterno
Não mais descolar-me de ti
Um eterno e terno abraço,  em ti
Eterno, eterno abraço terno!

Quero levar-te o abraço do encantamento
O abraço que se perde no firmamento
E que se encontra, depois, ali depois do raio de sol
O abraço que se esconde... sob o branco lençol!
E que te percas em mim por um mágico momento...

Quero que aceites meu abraço dado
Quero que me apertes  no abraço apertado
O abraço na manhã que te surpreende
O abraço no teu corpo que me acende
E que busca o teu beijo sagrado...

Enfim, não te surpreendas, não
Com as reações de teu coração!
E não te assustes com minha ousadia
Nem  te incomodes com tanta rebeldia
Pois quero apenas tua atenção.

Quero dar-te um abraço terno
Quero ganhar teu beijo, quero muito, quero!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Um poema de amor

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Não há manhã sem sol que não seja agradável
Não há noite de luar que não o seja também
Não há tarde de chuva que seja interminável
Que não  se possa parar pra  pensar em alguém.

Não haverá mais amor numa carta chorosa
Não haverá  mais amor que em minha poesia
Não há, mas espero você, carinhosa
No canto que eu canto e que lhe leva a magia.

Não há nenhum dia em que eu não componha um poema
Não há um só momento que eu não pense em lhe ver
Não há uma semana em  que eu não escreva
Um poema de amor, só de amor por você!

Euclides Riquetti

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Eu tenho dentro de mim um lado bem Paraná


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Eu tenho dentro de mim um lado bem Paraná
E sei bem quando angariei, sei bem como aconteceu
Foi algo que não morreu, de quando morei por lá
E ficou dentro de mim esse meu lado Paraná!

Ficou dentro de minha alma, gravou-se  na minha  memória
Misturou-se com meu sangue o vinho que fui tomar
Não me esqueço dos bons tempos ali em União da Vitória
E dos amigos que fiz, quando ali  fui estudar.

Pesquei no Rio Iguaçu, nadei em suas águas brandas
Li poemas do Furlani e os romances do Zé  Cleto
Tive aulas com Nelson Sicuro, professor naquelas bandas
E com o Geraldo Feltrin aprendi um  Inglês esperto.

Agora,  depois de décadas,  ali volto em meu pensamento
Pras dragas retirando areia e no fundo a verde paisagen
Lembranças da ponte do arco que resta  através do tempo
Do Cristo no alto do morro, protegendo a bela cidade.

Dos poetas herdei a veia que me tornou compositor
Com os colegas da Fafi eu aprendi a me portar
Nas danças dos domingos à tarde eu fui encontrar o amor
E tornei-me um verdadeiro Bicho do Paraná!

Euclides Riquetti

Nego Joe (Antonio Carlos Andrioni Souza) conterrâneo em Novela da Globo


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Nego Joe - à direita, com amigos e o craque

Neymar Jr, em Meia-Praia (Itapema - SC)


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Nego Joe

          Quando, no dia 11 de março de 2013,   às 18 horas, a TV Globo brindar o público brasileiro com a novela "Flor do Caribe", dirigida pelo Jaime Monjardim, e você, durante a trama ouvir a canção que diz "Quando o primeiro raio de sol/Encontrar o teu sorriso/Vai perceber que os seus olhos são/As janelas do paraíso!",  capinzalenses e ourenses terão muito a comemorar. É que a canção "Primeiro Raio de Sol",  interpretada pela banda catarinense  Nego Joe, liderada pelo vocalista e compositor Antônio Carlos Andrioni de Souza - o Nego, foi incluída na trilha daquela novela.

           Antônio Carlos,  o Nego como é chamado pelos amigos e familiares, filho do Dario "Nilson Dias" Pereira de Souza, e da Beth Andrioni, nasceu em Capinzal e passou sua infância em Ouro. Seu pai tocava em "Os Invencíveis" e, como diz o professor Sérgio Durigon, "o Nego Dario segura a barra de qualquer banda". A Beth costumava acompanhar o marido nos bailes em que tocava e,  desde pequeno,  o Nego acompanhou o pai. Nego ganhou prêmios em Lacerdópolis e Ouro, depois passou a ter conquistas regularmente nos festivais do meio Oeste Catarinense. Na época era aluno de nossa Escola Estadual Prefeito Sílvio Santos. Era aplicado, estudioso. As meninas achavam ele bonitinho, uma gracinha!

         Gostava muito de jogar futebol, treinando nas bases do Arabutã  Futebol Clube e no Ginásio André Colombo. Acompanhava o pai nos treinos e jogos, especialmente nas tardes de sábado. Formávamos com o Dario a dupla do lado direito, ele na ponta e eu na lateral dos veteranos.  Agora é mais chique dizer "master".  Foi apelidado de Nilson Dias porque era muito parecido com o atacante do Botafogo do Rio que tinha esse nome.E tinha o cabelo "black-power" igualzinho a este. E, na nossa cidade, apelido pegava mesmo, eu que o diga. Uma vez fomos jogar na terra dele, Água Doce. Não sei se jogamos bem, mas compramos maçãs num depósito que havia ao lado do campo a "preço módico". E a torcida pegava no pé dele porque estava lá jogando contra sua cidade. Ele apenas sorria. Como ele não reclamava de nada, quando o time ia mal o treinador descontava em cima dele. Sabia que o rapaz era educado e ficava quietinho. Pai e filho foram meus alunos.
          Talentoso, o Nego não apenas herdou do pai o gosto e o conhecimento refinado sobre a música. Herdou dos pais a sua maneira dócil e educada de ser.

          Radicado em Balneário Camboriú, fundou sua banda em 2004 e veio crescendo sistematicamente. Fez várias aberturas para shows de renomadas bandas brasileiras, inclusive em edições do Planeta Atlântida, o maior evento musical do verão  em SC e no RS. Em 2006, com  sua "Canção da Paz", venceu o FEMIC catarinense. Na época nós os trouxemos para a cidade para um show. Esbanjou simpatia e animação. Em 2012 teve participação na novelinha Malhação, da Globo,  com "Give me Love".

          Agora, a Banda que faz sucesso nas redes sociais e em eventos do Sul do Brasil, amplia grandemente seu raio de atuação. E nós vamos ficar torcendo para que o Nego e seus companheiros faça muito sucesso. De música eles conhecem muito. São bastante responsáveis e profissionais, o que lhes dá credibilidade e abertura de espaços. A letra da canção é formidável. Muito apropriada para tematizar um par romântico. Parabéns, Nilson Dias e Bete, pelo filho que vocês têm!

          Abraços e Boa Sorte, Nego!

Euclides Riquetti

De alma e de corpo


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Passam os dias
Passam outros e outros
Vem nova semana
Vem outra, outra ainda
Longa, morosa, infinda:
Só tu não vens!

E chega um novo mês
Para animar
Meu coração já insano
Enquanto fico a  esperar
Que comece um novo ano
Que venham outros, muitos talvez, outra vez.

Passa o tempo, inclemente
Num repente!
Só não passa a dor no coração
De  quem  perdeu  algo precioso
Forte, imedível, inimaginável...
Passa simplesmente.



A vida corre  e o tempo passa
Enquanto sento na praça
Na espera da sorte
Que deveria vir do norte
Mas não vem...
Nem do Sul, nem de lá, nem de cá!

Todo o meu conforto
É imaginar-te em mim pensando
Acreditar que não me esqueceste
Que não te arrependeste
De ter sido minha de alma...
E de corpo!

Euclides Riquetti
12-06-1998
(Dia dos namorados)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Palavras bonitas...


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Não vou poder te dizer palavras bonitas
Não vou poder atiçar a tua imaginação
Não vou entender as palavras já ditas
Não vou alimentar uma doce ilusão.

Não vou poder dizer dos teus olhos bonitos
Não vou poder elogiar dos cabelos a cor
Não vou rimar co´s  teus doces conflitos
E nem te dizer mil palavras de amor.

Não vou entender o que se passa comigo
E nem o que vai em teu pensamento
Não quero mudar o caminho que sigo...
Só quero teus beijos, teu corpo moreno
Nem que seja por um breve, curto momento
Quero sentir os teus lábios que tanto desejo...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Uma janela entreaberta


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Uma janela entreaberta
Uma porta fechada...
Haverá uma  hora certa
De sair para a calçada?

Um coração aberto
Uma alma delicada!
Qual será o seu pecado
Morena da pele bronzeada?

Uma lágrima sentida
Um olhar muito distante.
Por que assim, desiludida
Se a vida é tão importante?

Um pensamento guardado
Uma voz suave e bonita.
O seio me incita ao pecado...
Haverá uma palavra não dita?

Uma atitude que falta
O temor a uma paixão...
Por que não tirar a alça
Que prende o seu coração?

Uma manhã de sol quente
Uma tarde de verão.
Por que não ficam noite sempre
Noite de amor e paixão?

Um jardim com poucas plantas
Poucas flores, poucas rosas...
Por que não cultivá-las, tantas
Iguais a você, tão formosa???


Euclides Riquetti
Composta em 14-03-1995, no
Dia da Poesia.

domingo, 16 de julho de 2017

Um dia você chorou...


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Um dia você chorou, vibrou, vibrou, chorou
Seus belos olhos encheram-se de gotinhas de cristal
Você que calou, sofreu, sofreu, calou
Seu grito de alegria fez explodir, afinal.

Você esteve lá, elegante, glamourosa
De seu rosto moreno brotou um sorriso sensual
De seus lábios saíram as palavras mais carinhosas
Você vibrou com a conquista colossal!

Na madrugada silenciosa me veio seu doce sorriso
As palavras mágicas se embalaram no meu ser
E seu rosto comovido, bonito,  me encantou...

Então, meu coração bateu mais forte, mais preciso
E, no papel, pus este soneto pra dizer:
Você é o algo belo com que Deus nos presenteou!

Euclides Riquetti

A Universidade do Crime






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(Minha coluna no Jornal Cidadela, de Joaçaba-SC
em 14-07-2017)

       Ainda há quem diga que tem o diploma da “universidade da vida”, para justificar a falta de um diploma universitário.  Concordo com eles e discordo deles também. Nossa vida é um grande cenário em que há milhões, bilhões de atores em todos os continentes do mundo. E cada um deles tem sua própria maneira de pensar e de agir. Nesse contexto, há os que mandam e os que obedecem, os que oprimem e os que são oprimidos, os que fazem os outros sofrer e os que sofrem. Aqui no Brasil, além disso, podemos dizer que temos os que roubam e os que são roubados. Bonito, né?  Nem tanto...
       Na conversa das ruas, nos noticiários televisivos, nas rádios, na internet, na mídia impressa, na comunicação digital, enfim, somos contemplados com toda a sorte de notícias, a maioria muito ruins, péssimos exemplos que nos são apresentados. São modelos que se propagam facilmente e rapidamente, influenciando grandemente as pessoas. E, modelos ruins, geram produtos ruins. Modelos bons gerariam pessoas boas, comportamentos aceitáveis, produziriam “gente do bem”. Mas o que temos visto é a degradação social resultante da degradação moral. Tudo muito assustador.
       Vemos, constantemente, que criminosos comandam suas gangues de dentro dos presídios. Autoridades comandam suas gangues de dentro dos gabinetes. Pessoas mal intencionadas conseguem propagar o mal de dentro de suas casas, através dos recursos de comunicação de que dispõem. E, nas ruas, principalmente das grandes metrópoles, os estágios mais avançados da criminalidade. De uma forma geral, uma grande crise moral e ética que nos atemoriza e amedronta.
      Nesta semana, temos visto práticas políticas nefastas e que nos envergonham. Em nome da democracia, o Governo Temer fazendo substituições na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, com o fito de ver rejeitado o relatório de Sérgio Zveiter, que propõe que a Casa admita a denúncia e proceda o encaminhamento ao STF para que o Presidente da República seja ali julgado, podendo perder seu mandato.  E, de dentro da cadeia, no Rio de Janeiro, um torcedor do Flamengo dando ordens para que seus companheiros de torcida cometam atrocidades contra as torcidas adversárias. Também  tem contrabando sendo interceptado na região, gente sendo mal atendida nos serviços de saúde, assaltos,  e bandidagem de toda a sorte  em todo o território nacional.
       A vida nos tem sido apresentada como bandida. Poucos mocinhos e muitos bandidos. A vida tem sido uma verdadeira universidade. Uma “universidade do crime”!
       Cabe às pessoas de bem irem se manifestando e tentando fazer valer seu pensamento e opinião. Ocupar espaços na mídia e influenciar positivamente o comportamento da sociedade. As gerações que nos sucederão precisam de bons exemplos e ter renovadas as esperanças de um mundo melhor.

Euclides Riquetti – Escritor
Membro da ALB/SC

Com aquele olhar envolvente


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Não gosto de ver você chateada
Prefiro vê-la calma e serena
Com um ar de mulher suprema
Com a alegria no rosto estampada.

Você calada fica misteriosa
Escondendo muitas verdades
Se se ausenta, me dá saudades
Prefiro-a sorridente e formosa.

Quero você sempre contente
Exalando seu perfume natural
Com seu sorriso habitual
Com aquele olhar envolvente!

Euclides Riquetti
16-07-2017






sábado, 15 de julho de 2017

Amor radical

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Eu queria que tu arrancasses meu coração
E o colocasses dentro do teu.

E eu ficaria sem vida,
Sem sensibilidade,
Sem sentir saudade...

E tu terias para sempre o meu coração.

No céu, eu viraria um anjo alado
Que ficaria sobrevoando-te
Onde quer que estivesses
Para onde quer que fosses...

Assim, eu sempre estaria por perto
Protegendo-te
Guiando-te...

E continuaria a compor meus versos
Que virariam sonetos românticos.

E continuaria a rezar
A  pedir perdão
A declarar ao mundo que tu és meu grande amor.

E, no dia em que precisasses de minha presença
Apenas me acenaria
E eu viria
Com todo aquele amor que tenho em mim
Que guardo em mim.

E nós continuaríamos  felizes
Tu e eu.

Te amo demais!!!

Quadrinhas lá da roça...

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Lá na roça tinha muito
Tinha muito do serviço
Mas dava cebola e batatinha
Tinha até porco-ouriço!

Lá na roça também tinha
Tinha melão e melancia
E altos pinheiros com pinhas
Onde fazíamos estrepolia!

Lá na roça tinha boi
Tinha vaca, tinha ovelha
Naquele tempo que já  foi
Tinha até caixa de abelha!

Tinha casa lá na roça
Coberta de tábua ou telha
Até chiqueiro com fossa
Uma porcada bem parelha!

Bem pertinho de uma taipa
Tinha em belo de um paiol
Um cavalo muito baita
Que não tinha medo do sol.

Tinha uma horta bem plantada
Com alface, tomate e almeirão
E era muito bem cercada
Pra não entrar a criação.

Dá saudade do leite morno
Tirado do ubre das vacas
Do pão de trigo no forno
Quentinho nas formas de lata.

Ah, sim, me dá muita saudade
Dos amigos da vizinhança
De criança e da mocidade
Trago as melhores lembranças.

Os anos passaram  ligeiro
Mas de nada eu esqueci
Foi-se o tempo prazenteiro
Da  roça onde eu vivi.

Deus abençõe o roceiro
Que teimou em lá ficar
Dê forças pra que trabalhe faceiro
Para a família sustentar.

Agora, já bem madurinho
Divido com você minha história
Daquele belo tempinho
Com muita alegria na memória!

Euclides Riquetti

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quando lavavam roupas nos rios


Anos 70 - Códigos de barras e outros avanços


          Quando de minha infância, ainda não havia rede de distribuição e fornecimento de águas em Rio Capinzal. Destarte, as senhoras tinham que buscar locais onde huvesse água em abundância para fazer o serviço de lavar roupas. Poucas famílias possuíam máquinas de lavar para esse serviço. E, as máquinas existentes, a maioria de madeira, umas espécies de tinas, não deram ditadas de dispositivos que lhe permitissem o enxágue, a centrifugação ou pré-secagem da roupa, antes de que fosse estendida no varal. E poucas pessoas conheciam sabão em pó, o famoso "Rinso".

         Lembro que as donas de casa buscavam a beira dos rios para o serviço. Tinham uns "lavadores" de madeira, uma espécie de "rampa" que era colocada na margem, escorados em pedras, com uma base para o ajoelhar-se e um detalhe  retangular onde era depositada a pedra de sabão para que não deslizasse e fosse perder-se nas águas.  Muitas vezes, quando o sabão escapava das mãos das lavadeiras, eram o filhotes que buscavam recuperá-lo nas águas. Crianças pequenas, de sete ou oito anos, nadavam bem e tinham domínio das águas. Eu mesmo recuperei muitos para as senhoras. Em alguns lugares, onde havia pedras, as lavadeiras gostavam de bater e esfregar as roupas sobre elas, o que ajudava muito para que ficassem bem limpas.

          O Rio do Peixe era muito frequentado, havia alguns lugares próprios, onde o barranco era menor, áreas preparadas pelas pessoas para que as senhoras pudessem colocar seus lavadores e ainda para a ancoragem de botes, que ficavam amarrados em angicos ou mesmo em sarandis. Quando o rio ficava sujo por causa das chuvas, fazer o que? Fácil. Sempre tinham um tonel que recebia a água das calhas e tinha água armazenada, da chuva. E ainda grande parte das casas tinham cisternas, onde armazenavam grande estoque de água. Quem não as tinha, guardava água em tonéis.

          Mas, pelo menos cinco  destinos eram, principalmente, os mais utilizados para lavarem roupas: O valo da Usina Hidrelétrica da Família Zortéa; os rios  Capinzal e Coxilha Seca, afluentes do Peixe;  e as duas margens deste, tanto na Sede Municipal quanto no Distrito de Ouro, nas localizações abaixo da barragem de pedras.

          No Rio Capinzal, desde a foz junto ao do Peixe, até onde ele adentrava o perímetro urbano, no Loteamento Santa Terezinha, havia muitos pontos onde as roupas pudessem ser lavadas. As águas eram limpas, havia lambaris, jundiás, joanas e carás habitando-as. E, ali, logo abaixo do Grupo escolar Belisário Pena, havia um grande pomar de caquis, de propridade da família  Soccol, onde a margem facilitava muito o trabalho das senhoras. Havia diversos pontos utilizados em todo o curso do rio.

          Na margem direita do Peixe, logo após a entrada ao "Valo da Usina" , havia outro ponto bastante utilizado. Lembro que minha mãe, a Dona Aurora Stopassola, a Dona Iracema Surdi, minhas Tia Elza Baretta e Maria Lucietti Richetti, e outras tantas, tinham seus lavadores,colocados  imediatamente acima de uma comporta para brecar o excesso de água a alimentar a usina, que depois transformou-se numa fábrica de pasta mecânica, para a produção de papel e  papelão.

          E, no Rio do Peixe, logo abaixo da barragem, nas duas margens, dezenas de locais próprios para serem colocados os lavadores, até o limite Sul da cidade. centenas de senhoras se alinhavam, com seus cestos de roupas e lavadores, próximo do rio. Depois, já em casa, com baldes de água bem limpa retirada dos poços, com anil adicionado, enxaguavam as peças brancas para que tomassem uma cor mais alva. Nessa época também começaram a utilizar "Q Boa", a única água sanitária então conhecida.

          Com o tempo, felizmente, veio o serviço de captação, tratamento e distribuição de águas  pelo Simae, no início da década de 1970, quando eram prefeitos, respectivamente, Apolônio Spadini e Adauto Colombo, em Capinzal e em Ouro. Mas, infelizmente, as águas de nosso Rio do Peixe deixaram de ser as mesmas. Houve o cresimento das cidades à montante e,  com isso,  a implantação de muitas indústrias, desde Caçador. E as lavouras da bacia hidrográfica passaram a utilizar defensivos agrícolas. Também se perdeu muito do respeito que se tinha pelas águas. E nossos rios ficaram  poluídos, sobraram poucos peixes. Também, com a danificação da barragem, menos água passou a ficar retida ali. E a paisagem perdeu muito de sua beleza.

          Gosto de lembrar e registrar essas atividades, pois refletem, além da história, as dificuldades que as pessoas tinham para algumas atividades que hoje são muito facilitadas pelas tecnologias. Bem melhor acionar o botão do automático da máquina de lavar do que ficar, algumas tardes por semana, ajoelhadas, com o corpo arcado sobre o lavador...

Euclides Riquetti
13/04/2013

Infinito como o céu


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Distância?
Saudade...
Lembrança?
Eternidade...

Quando me atiro em pensamentos conturbados
E em sonhos atormentados
Que me afundam em seu corpo tão  desejado
Amado...
E, quando me perco em sentimentos proibidos
E vejo-me abandonado e esquecido...

Eu passo a não mais articular as palavras ditas
A não combinar as frases escritas.

Então me esforço para trazer a mim o seu olhar
Reconquistar!

Queria tanto os seus lábios provocar
Beijar...
Ver seu rosto sorrindo
Lindo
E bonito. E beijar...

Repito:
Quero apenas lhe tocar:
Para amenizar
Minha saudade
Nossas saudades (Ou você nega?....)

E nos meus versos
Diversos - apenas em meus versos
Poder me expressar:

Meu amor é, sim, muito bonito
Bonito porque é... infinito:
Tão grande como o céu!!!

Euclides Riquetti