quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Como um beija-flor

 






Qual beija-flor, vou planando por aí
De planta em planta, de flor em flor
Qual beija-flor, preciso e quero sentir
Da rosa e do cravo o delicioso sabor.

Qual beija-flor, busco seus lábios
E trago-lhe os néctares mais divinos
Busco-me inspirar em velhos adágios
Para lhe compor versos bambinos.

Qual beija-flor, degusto suas plantas
Todas elas, das cravilhas  às roseiras
Ouço a canção que você ouve e canta
Pois quero amá-la pela vida inteira.

E, quando andar, animada nas ruas
Sinta que sou um beija-flor presente
Alimentado pelas lembranças suas
Uma avezinha solta, feliz e contente!

Euclides Riquetti

As rosas amarelas...






As rosas amarelas


O primeiro frio do ano intimidou as roseiras

As rosas vermelhas, as brancas, todas elas

Também amedrontou as rosas amarelas

Que se ocultaram por detrás das laranjeiras...


O outono não foi, digamos, avassalador

Tampouco desanimou os meus hibiscos

Que, florescidos desde os tempos priscos

Vingaram,  soberanos, nos meses de calor...


O primeiro frio, que veio no pré-inverno

Nos dias em que se finda o mês de abril

Me transportou pelo céu retinto de azul anil

E  me fez chegar ao seu aconchego terno...


E, em seus braços finos, longos e elegantes

Me entreguei com a volúpia do enamorado

Em seu corpo esbelto, sutilmente mergulhado

Deliciei-me como nunca houvera antes!


Euclides Riquetti

Transcendendo

 




 

 
 
Transcendo
Saio do conforto daqui
Liberto-me de meu céu imaginário
Navego no mundo, solitário
E vou pra perto de ti., de ti, de ti...

Transcendo
Busco as respostas que ainda não tenho
Volto no tenro  passado
Projeto-me o  futuro desejado
Viajo, vou e venho...

Transcendo
Porque acomodar-me é covardia
Porque omitir-me  é vergonhoso
Não combina com meu ser impetuoso
Há a desafiar-me, sempre, a ousadia.

Transcendo
É a maneira que tenho para estar contigo
De tocar tuas mãos e beijar teus lábios
De dizer-te os versos mais raros
De chorar em teu ombro amigo.

Transcendo
Para exercitar minha rebeldia
Para dizer-te de meu encantamento
Para, com todo o arrebatamento
Abrir-te minha  alma, guria...

Transcendo...

Euclides Riquetti

O voo da gaivota






Plana a gaivota sobre o mar azulado
Quebrando o vento nas lufadas de outono
Na manhã  de abril do sábado morno
Na ilha da magia de meu Sul amado.

Vai a gaivota cortando o infinito
Imerge na nau  de meu pensamento
Busca se esbaldar por todo o firmamento
Em seu lento planar pelo céu bonito.

Voa a gaivota de branco e de princesa
Soberana,  charmosa, doce e elegante
Voa a gaivota vestida de deusa.

E meus olhos a contemplam com carinho
Em sua viagem pela trilha provocante
Enquanto volta ao seio de seu ninho.

Euclides Riquetti

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

 

Minha Bicicleta Mascot - raridade que me satisfaz!

 





       Tenho uma bicicleta Mascot importada, fabricada nos Estados Unidos. Pedal com freio torpedo, aro 28, modelo das mais clássicas do mundo. Comprei há alguns anos e não a utilizo. Na verdade, comprei apenas porque gosto do seu formato e foi para compensar uma perda de minha adolescência. gosto de olhar para ela, admirar, dar uma voltinha esporadicamente perto de casa. 

       Na minha adolescência, primeiros anos da década de1960, aprendi a andar com uma bicicleta de meu pai, uma Monark Marathon, de fabricação sueca. Mal aprendi e, numa noite, foi levada de minha casa. Durante anos eu ficava olhando todas as bikes que encontrava na rua para ver se era a nossa. Foi uma frustração muito grande a sua perda. Igual à nossa, há em Capinzal uma unidade que pertence à família do Sr. Orlindo Rech,que nos deixou recentemente.

       Muito busquei no Mercado Livre encontrar uma igualzinha à de meu pai. Não sendo bem sucedido, comprei a da foto acima, raríssima, que tem os aros, os raios, os pedais, o guidão, a garoupeira e até a campainha cromados. Muito linda!

       A ideia é personalizá-la, e como é preta, azul e com faixas prateadas, além dos cromados, pode ser tornar uma "Bicicleta do Grêmio", clube gaúcho que tem muitos torcedores em todo o Brasil. 


Euclides Riquetti

A canção da tarde







Quando a canção da tarde de sol  chegou até mim
Trazendo-me  os acordes das ondas espumantes
E o verde  das águas turbulentas  fundiu-se no anil
Divaguei em sonhos de amor, em desejos extasiantes
Que saíram para se perder  sobre o mar sem fim.

Quando as crianças sorriram seus sorrisos florais
E, sentadas na areia, construíram seus castelos
Com suas mãos delicadas e movimentos magistrais
Me contagiando com seus olhinhos ternos e singelos
Eu vi você presente em seus rostos angelicais.

Quando o balanço das  marés replainou as areias
Também apagou os versos que nelas eu houvera escrito
E meu poema foi espalhar estrofes para as belas sereias
Que se refugiam nas águas do largo  oceano infinito
Que na noite se ilumina com a luz das tímidas candeias.

Euclides Riquetti

Nunca digas nunca, jamais!

 



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Nunca digas nunca, jamais
Que desta água tu não beberás
Pois nos conflitos pessoais
Muitas voltas o mundo dá!

Nunca digas nunca, certo?
Pois o futuro a Deus pertence
O amanhã é sempre tão  incerto
E tudo pode mudar de repente!

Nunca  digas nunca, amor
Pois os caminhos são diversos
Se num verão há muito calor
No inverno te escrevo versos!

Não, não digas nunca, então
E procura nadar na calmaria
Reserva-me o lugar no coração
Para onde voltarei um dia!

Euclides Riquetti

Uma luz que me atrai

 


 


 



Há uma luz que brilha  na escuridão
Não é sol, nem estrela, nem  luar
Mas  é algo que me vem de seu olhar

E que eu guardo, com carinho,  na imaginação.

Há uma luz que me atrai, que nunca se apaga
Não vem do fogo e nem vem de lanternas

Vem de você, de suas palavras  ternas

É uma luz que me embala e me embriaga.

Luzes brilham onde quer que seja
Luzes que nos fazem viver e sonhar

Brilham apenas para o coração que deseja....

Ah, luzes, com seu brilho sutil e  encantador
Luzes da alma, dos lábios e de um  olhar

Luzes que vêm de você, que me  trazem o  amor!

Euclides Riquetti

Se eu soubesse pintar...

 




 



Se eu soubesse pintar
Começaria pelo teu rosto contente
Pincelaria teu corpo envolvente
Poria vermelho nas unhas de  teus pés...

Se eu pudesse pintar
Pintar-te-ia com roupas pretas
Que te tornam bonita, atraente
Que te deixam morena fascinante...

Se eu soubesse pintar
Pintar-te-ia como és:
Com toda a tua exuberância
Com tua beleza e elegância.

Se eu pudesse pintar
Pintaria teu rosto com tinta clara
Cor da primavera que chegara
E o próprio verão cobrir-te-ia com verniz...

Mas,  todo o teu corpo
Idealizado, desejado
Eu jamais conseguiria concretizar!
Não eu, nem outro:
Ninguém conceberia o ideal de tua perfeição...

Mas teu beijo
Sensual, gostoso, (ardoroso?)
Eu levaria!
Tuas palavras
Doces, amáveis, (adoráveis?)
Eu também as levaria!

E teus olhos fugidios teriam que fitar os meus e dizer:
"Eu te amo!"

Euclides Riquetti

Um jeito especial de sentir saudades






Tenho um jeito muito especial de sentir saudades:
Saudade com paixão
Saudade com emoção
Saudade apenas de saudade...

Eu, como você, sou movido a sentimentos
Que se alimentam com estímulos
Alegrias de verdade
Encantamentos...

Tenho um jeito muito especial de sentir saudades:
Saudade dos ausentes
Saudade dos presentes
Saudade de bons papos e de amenidades!

Eu, como tantos e tantas
Eu, meus pensamentos e sentimentos
Eu, nossos memoráveis doces momentos
Eu e você, e nossas boas lembranças
Temos recordações que nos fazem
Sentir saudades...


Tenho, sim, sei que tenho
Um jeito muito original
Que seguro e mantenho
De um modo tão especial
Que é retratar em versos
Nos poemas diversos
Que tenho saudades de você...

Apenas isso...
Bem assim!

Euclides Riquetti

Soneto da Madrugada

 







Soneto da Madrugada

No inerte vaso, amarelos cravos em macetos
Cujo perfume em nenhum lugar do mundo há
Meus versos se emparelham  em dóceis sonetos
Nos lanços de palavras que se embalam no ar.

Na madrugada, vagam pensamentos desconexos
A mente voa, vai campear em algum lugar
Buscar espelhos planos, côncavos, convexos
Em mil faces, mil sorrisos se espelhar.

E eu me ambalo nesses sonhos encantados
E neles abraço o teu corpo desejado
Enquanto beijo os teus lábios delicados.

E nas manhãs de sol, vento ou calmaria
Em todos os momentos, noite tarde,  ou mesmo dia
Espero-te: vem juntar-te aos meus pecados.


Euclides Riquetti

Jeito de pecado...

 

  Jeito de pecado
Foi de madrugada
Que pensei em você:
Senti algo no peito
Foi assim, do meu jeito
De gostar, de beijar, de querer.

Desejei o seu corpo
Elegante, maroto.
Beijei os seus lábios quentes
Acariciei seu cabelo envolvente
Amei você, perdidamente!

Fui atrevido, incontido bastante
Encantei-me com seu jeito elegante
E, entre pensamentos profanos
Meu coração cigano
Ficou transportado
Para o mundo desejado!

Desejei, ousei...
Pequei. Quis.
Quis ser feliz!...
E foi muito, muito bom!
Bom, mas com jeito de pecado!...

Euclides Riquetti

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Eu quero ser sua canção

 



 

Não sei por que caminhos lisos  andou meu pensamento
Se se perdeu nas pedras soltas, ou se foi nas correntezas
Mas penso que seguiu a rota azul no imenso firmamento
Que  preferiu navegar,  solitário, nos mar das sutilezas...

Eu  fiz  muitas perguntas simples e todas sem respostas
E em todas as que eu lhe fiz, você mostrou-se indecisa
Propus amor, felicidade, mas não ouviu minhas propostas
Me deu somente dúvidas, respondeu-me com evasivas...

Não sei andar sem chão, sem base, apenas flutuando
Não sei mover-me sobre as nuvens, sem rumo definido
Não sei viver sem versos, nem quero ver você chorando...

Você é a melodia que me falta para animar meu coração
Você é  parte de mim, você  é meu ser, meu maior  sentido
Você é o tema de meus versos e eu quero ser sua canção.

Euclides Riquetti

Pensametos vãos (Reação)

 





Pensamentos vãos
Povoam mentes insanas
Mancham almas mundanas
Pensamentos vãos.

Argumentos vãos
Defendem causas perdidas
Ladeiam-se com forças vencidas
Argumentos vãos.

Pensamentos e argumentos
Calcados em causas perdidas
Aliados  às forças vencidas
Restam-se  inúteis ordenamentos.

Porém,  mesmo os  frágeis elementos
Com a  soma  dos  infortúnios  da vida
Podem reagir e tornar-se,  em momentos
Medalhistas  na empreitada aguerrida.


Euclides Riquetti

Em um dia de verão

 


 



Uma noite fria, após dias de calor intenso

Alegria, alegria! Para o corpo, calmaria!

Para a alma, tranquilidade e muito alento.


Depois de tanto desconforto, volta o prazer 

O ar fresco invade as casas, volta a euforia

Volta-nos a normalidade, a vontade de viver.


Esperar por um amanhã suave, doce, terno

Pelo cantar do passaredo com sua harmonia

Em um dia de verão, sentir o frio do inverno.


Euclides Riquetti