terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Nossa Senhora Aparecida - mãe de todos os brasileiros - poema

 


 




Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os brasileiros
Mãe dos pobres sem dinheiro
Mãe das senhoras e das meninas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe dos fracos e oprimidos
Mãe dos doentes e desassistidos
Mãe das crianças desaparecidas...

Nossa Senhora Aparecida
Mãe de todos os pescadores
Mãe das mães, dos pais pecadores
Mãe das mulheres frágeis e sofridas.

Nossa Senhora Aparecida
Mãe protetora, negra, morena
Mãe divina, angelical, mãe serena
Mãe tua, mãe minha, mãe querida!

Euclides Riquetti

Sucesso ou fracasso? - Tente de novo!

 


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Eu mesmo, incentivando jovens a crescerem!



          O que é o sucesso para você? Que tipo de pessoa você considera "bem sucedida"? Há alguma fórmula para o sucesso? Quem faz sucesso, afinal?

          Durante toda a minha vida procurei observar as pessoas e ver como elas conduziam as suas.  Meus amigos, já mencionei, ganhavam brinquedos bem melhores do que os meus. Em se tratando de revólveres, ganhavam aqueles com cilindro de  rolinhos de espoletas. Eu, no máximo, daqueles que era preciso colocar uma espoleta de cada vez. O que quer dizer que, nas brincadeiras de cowboy, eu era sempre vencido e meus colegas vencedores, porque as arminhas deles eram mais automáticas, tinham melhor resolutividade, davam mais tiros, matavam mais gente nas brincadeiras.

          Em contrapartida, os que não ganhavam essas engenhocas que a indústria já oferecia na época, tinham que inventar seus próprios brinquedos. Os mais favorecidos, ganhavam brinquedos da Estrela e da Troll. Os pais compravam na Livraria Central, do Alfredo Casagrande.  E até biciletas Monark que  compravam na Eletron Lar, do Válter Correa da Silva, na XV de Novembro, em Capinzal. Nós, os proletários, fazíamos nossos carrinhos de madeira e, com sorte, conseguíamos dar-lhes rodinhas de rolimãs, que encontrávamos nas lixeiras das oficinas mecânicas dos Dambrós ou dos Baretta. Fazíamos bolas de meias com que jogávamos na "serragem"  da Pinheiro Machado. Outros, ganhavam as bolas "de capão". Os outros faziam muito sucesso e nós éramos os expectadores externos do êxito deles.

          Na compreensão que tínhamos para a época, aquelas famílias que tinham casas de alvenaria, que dizíamos ser de material, eram melhores do que as nossas e, se tivessem carro no porão, então, eram de "super-sucesso", muito ricas.

           Meu pai me dizia que,  se ele vendesse a terra lá da Linha Bonita, ele poderia, também, comprar um jipe, novo, como os outros faziam. E que dava para fazer uma "frente de material" para nossa casa e ficaríamos iguais aos outros. Dizia que era mais barato pagar um táxi do que ter um carro. E que, antes de comprar um carro, a gente tinha que fazer um curso de mecânico, porque, naquele tempo, as horas dos mecânicos já custavam bem mais do que as que eram pagas para os professores. E ele era professor.

          Fui fazer minha vida e ia tentando compreender o modo que as pessoas usavam para fazer seu sucesso. Eu achava que o caminho mais curto, para os pobres, era estudar. O estudo nos iguala, o conhecimento nos faz superar barreiras com facilidade.

          Outra constatação que tive tão logo consegui frequentar umas praias: lá naquele espaço bem democrático não eram os ricos e ricas que se destacavam. Nem os pobres e os remediados. Aqueles que tinham atributos físicos se sobressaiam, principalmente as mulheres. E, já naquela época, barrigudos faziam pouco sucesso. Lá na Igreja, quem mais se sobressaíam, eram aqueles que cantavam melhor os cantos sacros ou faziam melhor as leituras.  No futebol, os meninos mais habilidosos, independente do tom  de sua pele ou do dinheiro do pai.

          Cresci em meio a todo um  mundão de diferenças, num tempo  em que as diferenças eram muito ressaltadas. Alías, veja os lugares onde construíam as Apaes: sempre em lugares isolados. Dava a impressão que aquelas crianças precisavam ficar "escondidas". Criança de Apae jamais faria sucesso. Hoje, graças a Deus, pessoas com limitações fazem sucesso. Tenho dois exemplos: a Marielda Morés, filha do Aquiles, lá do Pinheiro Alto, é exímia bailarina. Fez sucesso num Festival. Foi, com seus colegas, destaque na abertura da Noite Italiana de Capinzal. Ela é minha amiga há mais de 20 anos. É uma amiga de sucesso.

          No dia 1º de janeiro, a Aline Santos Rocha, que  é minha amiga de facebook, bem como seu treinador/namorado Fernando Orso, ganhou a Medalha de Ouro na categoria Cadeirante Feminina na Corrida de São Silvestre, em São Paulo. Ela é um exemplo de sucesso pela sua determinação e persistência. Superou as limitações de suas pernas desenvolvendo e aproveitando o potencial de seus braços e mãos. Ela, como a Marielda, são pessoas, de sucesso. Como são pessoas de sucesso todos os amigos de ambas, que lutam para superar suas limitações. Estarem lá treinando, ou ensaiando, é indício de sucesso!

        Lembro-me do sucesso editorial do livro "O Sucesso Não Ocorre Por Acaso", do médico neurolinguista Lair Ribeiro, em 1992. Vendeu caminhões de livros mundo afora. E ganhou milhões dando palestras e cursos para pessoas que querem fazer sucesso. Vou falar dele em outra ocasião.

          Sir Winston Churchil, o Poderoso Oficial Militar e Político Inglês, detentor de um Premio Nobel de Literatura, duas vezes Primeiro-Ministro do Rino Unido e considerado o "maior britânico de todos os tempos",  disse: "Success is the ability to go from one failure to another with no loss of enthusiasm", que pode ser vertida  como "O sucesso é ir de um fracasso a outro sem perder o entusiasmo".´Tem uma grande gama de verdade  o que ele diz, mesmo que muitos não concordem com isso.  As pessoas que perseguem o sucesso nos negócios podem fracassar uma, duas, nove vezes. Mas, se na décima tiverem sido bem sucedidos, já valeu a pena.

          Tentar outra vez, outras vezes, pode não ser a fórmula, mas é uma atitude que pode levar você ao sucesso. Um  dos muitos alunos meus, o Gilian, um dia, me disse: "Meus colegas querem ser Veterinários, Agrônomos, Engenheiros, Advogados. Eu vou estudar Administração. Vou ter minhas empresas e vou contratá-los para que trabalhem para mim". É um menino determinado, que sabe o que quer. Vamos dar-lhe o necessário e devido tempo. Depois poderemos saber quantas tentativas e quanto tempo levou para ter seu sucesso. Conheço centenas de pessoas que tiveram a coragem e a determinação de mudar. A maioria, pelo seu perfil empreendedor, empreendedores de sucesso.

          Então, se em algum momento de sua vida você tentou fazer algo e não conseguiu, ainda há tempo. Recomece. Tente outra vez. Mesmo que a  vida dê errado algumas vezes, ela pode chegar ao certo sem que percebamos isso. Quando vemos, atingimos coisas que não eram nossos objetivos mas que nos  compensam ou até superam as  nossas expectativas. O que não se pode fazer é desistir. Desistir, não tentar de novo, pode abortar sua possibilidade de sucesso. Tente de novo!

Euclides Riquetti
10-01-2013

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Jeito de pecado...



   Jeito de pecado

Foi de madrugada
Que pensei em você:
Senti algo no peito
Foi assim, do meu jeito
De gostar, de beijar, de querer.

Desejei o seu corpo
Elegante, maroto.
Beijei os seus lábios quentes
Acariciei seu cabelo envolvente
Amei você, perdidamente!

Fui atrevido, incontido bastante
Encantei-me com seu jeito elegante
E, entre pensamentos profanos
Meu coração cigano
Ficou transportado
Para o mundo desejado!

Desejei, ousei...
Pequei. Quis.
Quis ser feliz!...
E foi muito, muito bom!
Bom, mas com jeito de pecado!...

Euclides Riquetti

Pra ti, esta rosa branca

 


Deixo agora pra ti esta rosa branca

Eu a cultivei com muito carinho

A alvura cândida e seus espinhos

Uma flor simples que me encanta.


Com seu perfume suave, discreto

Florida dentre as outras do jardim

Com ela, presenteio a ti e a mim

Leva meu carinho, o amor e o afeto.


Guarda pra ti a branca rosa de verão

Coloca-a entre as outras que ofereci

Coloca-a no acervo de teu coração...


Guarda-a para ti como mimo precioso

Considera uma gentileza minha para ti

Eivada de meu sutil  abraço carinhoso!


Euclides Riquetti

23-01-2023

Compu-lo agorinha...





A mais inspiradora tarde de sol

 


 



A mais inspiradora tarde de sol - ensolarada

O céu mais azul de uma bela tarde inspiradora

A poesia nascendo, como a árvore plantada

A esperança de dias melhores, confortadora!


O sol brilhou e enfeitou a tarde do meu verão

Até nossas plantas ficaram mais enverdecidas

Foi como se despertasse aquela antiga paixão

E as melhores horas nunca fossem esquecidas!


Dias de sol dourado nos estimulam e animam

Movem-nos para a busca das mais férteis fontes

Até parecendo que novos sinos em nós repicam!


Então, que a noite nos seja auspiciosa e tentadora

Que sonhos nos acalantem nos longes horizontes

Que o despertar nos devolva a manhã encantadora!


Euclides Riquetti

Enquanto tu afagas meu peito

 


 


Enquanto tu afagas meu peito


 Está silente a madrugada desta noite estrelada

Achego-me, e a ti e entrego meu ser e meu corpo

Pele com pele, volúpia voraz, mente incendiada

Enquanto tu afagas meu peito, acaricias meu rosto.


Dormem os anjos, repousa a natureza colossal 

Prostra-se a esperar pelo sol de um novo dia

Um dia pré-primaveril, uma vida simples e real

Nada de sonhos impossíveis, nada de utopia.


O trotar dos cavalos da noite vem e me acorda

Preciso me manter dentro das linhas da realidade

E minha consciência me chama, ou me aborda.


É tempo de sorrir, ensejar alegria, dar motivação

Dizer ao mundo que há vida nas ruas da cidade

Que o medo vai-se embora pelo rio da escuridão!


Euclides Riquetti

Um coração num papel de seda

 



Desenhei um coração num papel de seda
E nele escrevi versos de amor e paixão
E quero agora  apenas  que você os leia
E que retribua com um de sua própria mão.

Quero que guarde meu coração-poema
E que me entregue o  que você escreveu
Pra ter certeza de que com este sistema
Terei o seu e você terá o poema meu.

Um poema simples, curto, mas sincero
Com palavras escolhidas  com todo o cuidado
Um poema assim  é apenas o que eu quero.

Quero que ele  me seduza e  contagie por inteiro
E que me deixe ainda muito mais enamorado
Pra viver um sentimento puro e verdadeiro!

Euclides Riquetti

Mulher sulista

 





Lá, no Sul, onde sopra o vento minuano
Onde vicejam os vastos e verdes gramados
Onde nasce o sol mais garboso e soberano
E ali capeiam rostos bonitos e abençoados
Nascem as mais belas mulheres!

Lá, no Sul, onde se estendem as campinas
E as manhãs azuladas são alvissareiras
E as prendas se revelam desde meninas
Instruídas nas singelas artes campeiras
Nascem as mais belas mulheres!

Mulher sulista, gaúcha de alma e coração
Beleza de rainha, simpatia de realeza
Mulher sulista, mulher do fogo e da paixão
Beleza de senhora, corpo de princesa
Nascida para amar e ser amada!

Mulher sulista, que guarda bons sentimentos
Divina inspiradora de meus versos
Mulher com que divido os meus momentos
Divina inspiradora de meus versos
Nascida para amar e ser amada!

Euclides Riquetti

Sou versos, sou estrofes, sou poesia

 



Sou versos, sou estrofes, sou flores, sou poesia

Sou a canção cantada, perfeita ou desafinada

Sou a letra provisória, discretamente rabiscada

Sou aquele vinho tinto que outrora bebias.


Sou o ruído do passaredo que  a manhã enfeita

Sou o ladrilho da calçada onde tu pisas

Sou a pele clara que tanto alisas

Sou a inspiração antiga que teima em voltar perfeita.


Sou eu mesmo, em toda a  minhas clara limitação

Sou o desejo não satisfeito, as marcas do tempo ido

Sou o caminho longo que deseja ser percorrido

Sou a alma que te quer, o corpo que quer atenção.


Euclides Riquetti

23-01-2023




Preciso que me faças sorrrir

 





Preciso que tu me faças sorrir
Preciso que tu me faças cantar
Preciso que me faças ouvir
A doce canção de ninar. 

Preciso, sim, que me faças sonhar
Pois sonhar é algo que eu posso
Um sonho assim, singular
Que devolva os momentos só nossos.

Mas os  anos passam  ligeiro
Mudam destinos e trocam caminhos
O tempo fugaz é passageiro
Não me imagino ficar sozinho.

Preciso que tu me faças sorrir
Preciso que tu me faças viver
Quero dar  meu amor só pra ti
Quero que sejas meu bem-querer!

Te amo!

Euclides Riquetti

Flores com sabor de vinho, de mel...

 










Se te mandarem flores com sabor de vinho
Com cores alegres, sutis e envolventes
Recebe-as com afeto, amor e carinho
Guarda-as em  vasos de vidro,  transparentes.

Se te mandarem flores com sabor de mel
Com as cores mais doces, gentis e puras
Coloca-as a adornar santos num capitel
E reza pelas almas negras, cinzas, escuras.

Se te mandarem lírios brancos ou amarelos
Lembra-te de que eles são frágeis à luz solar
Embora sejam divinos, perfumosos e singelos
Guarda-os à sombra pra que possam durar.

Se te mandarem rosas simples da estação
Ou sempre-vivas, flores do campo,  margaridas
Girâneos e  mesmo cravos de máscula paixão
Absorve-os como tudo o que há de bom pra vida.

Flores com sabor de vinho, mel e com perfumes
Flores de ternura e encanto sem medida
Flores transcendem eras, lugares e costumes
Flores, o que há de melhor em nossa vida!

Euclides Riquetti

domingo, 22 de janeiro de 2023

Apenas uma palavra de amor

 

 


Apenas uma palavra de amor

Quero que digas apenas uma palavra:
Um palavra de amor
Que venha de tua lavra
De teus poemas,  a fina flor...

Uma palavra que não esteja no dicionário
Talvez um pequeno sussurro
Que não esteja no glossário
Que não tenha sentido obscuro...

Preciso ouvir uma palavra carinhosa
Muito mais que um não ou um talvez
Que venha de tua voz melodiosa...

Quem sabe uma palavrinha inventada
Com a lógica da alma e da sensatez
Pelos teus lábios pronunciada!

Euclides Riquetti

Anda, poeta da noite...

 





Anda, poeta da noite, cantor de boemia
Procura a forma de dizer a poesia...

Anda... Procura a dona desta noite: a prostituta
Não te preocupes com moral ou com conduta!

Afinal...
A noite é o dia, a noite é o claro do cantor
E a viola, é a glória do incansável tocador!

Anda...Anda, menestrel de nosso tempo moderno
Dize aos ouvintes que teu canto é eterno!

Que o amor é a rima, a rima do teu verso
E que no mundo, só o poeta escreve o certo...

Afinal...
O poeta, pra ser rei, só se for rei pobre
Pois se o rei é poeta, esse rei é nobre!

Anda, tocador de viola, em seu bom repente
Nas praças e palcos faze-te presente
Leva a alegria ao coração partido...
E não ter aborreças com o amor perdido!

Pois, se hoje és tu e amanhã não és
Pode vir um louco e beijar teus pés...

Vai, Anda...Cavaleiro andante das estradas
Cantando em bares, clubes e pousadas.
Sê mais guerreiro do que foi o romano
E não te intimides com o soberano!

Afinal...
De que vale o ouro, esse vil metal
Se a vida rica é sempre tão banal?

Anda, soldado bravo, anda pelo mundo!
Cabelos longos, barba espessa, olhar profundo.
Grita pra todos que esta vida é uma grande festa
E que não há outra cidade como esta!

Afinal...
Onde se encontram os tesouros que procuras?
Aquelas almas sem pecados, brancas, puras?
Busca teu caminho entre os bons e o bem...
Busca teu caminho sem o mal!
Euclides Riquetti

Vandalismo e crime, não “terrorismo”!

 




       A “grande imprensa” brasileira tem-se referido aos atos ocorridos em Brasília, no dia 08 de janeiro, um domingo, como atos de terrorismo, golpismo, vandalismo ou atos criminosos. Vou escolher o termo “criminosos”, pois quem invade e agride  com violência pessoas ou patrimônio, seja este público ou privado, está cometendo um crime. Mas está muito longe da classificação de terrorismo. Este termo é falácia, é construção de narrativa política. Muita gente presa, alguns usados pelos da direita, bem como a esquerda fez lá atrás. Como dizia uma gentil senhora: “A companhia faz a folia!” E, claro, quando há gente mal intencionada manipulando e direcionando a mente de alguns, as consequências são imprevisíveis. No caso de Brasília, era bem sabido pelas autoridades do novo Governo, que um grande protesto estava sendo organizado e as pessoas sendo convidadas a participar, originárias de vários pontos do país. Mas elas não imaginavam que a situação ficasse tão grave. Descuidaram-se nas medidas de proteção. Tivessem programado um aparato material e humano como o da posse de Lula, ter-se-iam defendido com mais segurança. Há quem diga que o descuido foi proposital.

       Tem sido divulgado que neste início de ano já foram presas mais pessoas, em razão de manifestações populares com cunho político,  do que em todo o tempo de exceção, de 1964 a 1980. A realidade é que se há de avaliar bem o nível de comprometimento de quem estava lá e foi detido. A Polícia Federal é o órgão mais indicado para fazer a investigação. As postagens nas redes sociais têm sido as provas para justificar a manutenção de pessoas presas. Mas é preciso verificar o que é bravatismo e o que é verdadeiro. E o verdadeiro pode ser facilmente comprovado pelas filmagens que estão disponíveis nas casas invadidas e mesmo pelas postadas pelos que foram lá para protestar, mas que invadiram Congresso, Planalto e STF. E, quem depredou, quem causou quebradeiras nas instalações, destruiu documentos e danificou obras de arte e outras peças de importância histórica e cultural, esses sim devem ser considerados criminosos e severamente punidos.

      Terrorismo nós tivemos no passado remoto e no recente em todo o mundo. Ainda há poucos dias, houve atos em que foram mortas quase 50 pessoas no Peru e nem a imprensa de lá, nem a brasileira, ficaram propagando isso como terrorismo. Sempre que se distorcem e se politizam fatos graves, tudo passa a ser mentalizado no campo político, quando deveriam ser encarados como crimes e os criminosos sujeitos à punição pela infração às leis. Que os incautos sejam enquadrados segundo o que praticaram e os criminosos devidamente punidos, de acordo com a gravidade. Com relação à omissão das forças de segurança, do Governador do Distrito Federal  (afastado)e do Secretário de Segurança de Brasília (em férias?? E agora preso), há o campo jurídico e o político a ser acompanhado. Com relação ao Ministro da Justiça, o campo político.  Aguardemos e veremos!

       O Censo do IBGE – as contestações dos resultados e a falta de projetos de desenvolvimento industrial e programas básicos de habitações populares –

       Fui agente censitário do IBGE em setembro de 1980 na cidade de Ouro. Lecionava pela manhã e em quatro noites. Utilizei as tardes, a noite livre e  os sábados para visitar os domicílios. Visitei todos os da área urbana, composta pela área central e dois bairros então pequenos. Na noite do primeiro dia, marquei plantão na Cadeia Pública e num dormitório. Entrevistei uma pessoa que havia sido presa uma hora antes da meia-noite. No dormitório, não houve movimentação, apenas meia dúzia de “não moradores presentes”. Nosso coordenador para Ouro e Capinzal, Rogério Baretta, passou a noite no Hotel Beviláqua, em Capinzal, com um recenseador, cadastrando os hóspedes. Recebeu todo o apoio de Euclides Beviláqua, um dos proprietários, que se dispôs a ajudar. Em Ouro, tive o total apoio de Ivo Luiz Bazzo, então prefeito. Em Capinzal, Dileto Bertaiolli também apoiou todo o pessoal contratado pelo IBGE. Havia um extremo interesse de que todos fossem recenseados. Os filhos dos moradores que estudavam em outras cidades eram cadastrados como “moradores ausentes”. Era tudo no formulário de papel, preenchido com caneta. Alguma informação que ainda precisava ser checada, era provisoriamente marca a lápis. Uma jovem que poderia ser moradora de Capinzal estava na casa da irmã dela, em Ouro, onde trabalhava em cuidar de uma criança. Como não fora cadastrada  em Capinzal, fizemos os ajustes e ela ficou cadastrada em Ouro, onde dormia e trabalhava. No resultado final, houve uma mulher a mais que um homem na contagem. Justamente esta.

       O IBGE estabelece normas e tem métodos para calcular crescimento por estimativas. Se num período de dez anos há um determinado crescimento populacional, e no subsequente uma pequena desaceleração, os números registrados no censo que estiver sendo contabilizado será menor do que o estimado. Em Joaçaba houve crescimento, porém num ritmo menor. É natural a chiadeira, pois vamos perder arrecadação. Maas vejamos e consideremos que não houve uma expansão industrial, nem a construção de moradias populares. Treze Tílias e Capinzal cresceram em razão de incremento industrial. Zortéa em razão de ser próximo da BRF de Capinzal e as pessoas construindo ali, onde os terrenos são mais baratos e planos. E as prefeituras das duas cidades criaram programas de habitações populares bem acima da média.

Euclides Riquetti – Escritor – www.blogdoriquetti.blogspot.com

 

Amigos verdadeiros... Você os tem...?

 


 



          Amigos, todos temos. Uns alguns, outros muitos. Houve quem quisesse ter "um milhão de amigos"... E você, leitor, leitora, quantos tem? E, se tem muitos, quantos são sus amigos verdadeiros, confiáveis?

          Não vou mencionar nomes. Eu seria injusto com aqueles que eu deixasse fora de minha lista. Fiz amigos em todos os lugares onde morei, nas escolas onde estuei, nos locais em que trabalhei. E, ainda, vou somar muitos outros em todas as circunstâncias de minha vida. Mas quero amigos reais, não circunstanciais. Os reais, são aqueles com os quais nos afinamos, com quem nos acostumamos, a quem nos adaptamos e que, quando ausentes, nos fazem falta.

          Mas temos os amigos ocasionais. Estes, surgem em nossa vida ficam um tempo e depois se vão. Não nos procuram, nós não os procuramos. Talvez a amizade tenha sido apenas fruto de interesse comum. Na verdade, apenas uma boa relação de entendimento, uma convivência harmônica, porém desprovida de conflitos de interesses.

          Meu pensamento e  minha alma são muito saudosistas. De vez em quando, me vejo a relembrar de meus amigos da infância. De alguns, restam-me os seus sorrisos, os seus olhos brilhantes, os seus gestos afáveis. De outros, ficam-me na memória passagens interessantes, engraçadas, aventuras vividas mutuamente, segredos compartilhados e guardados...

          Então, hoje, Dia do Amigo, quero que se sintam homenageados todos os meus amigas e amigas, os que, de uma ou outra maneira, um dia estenderam-me a mão, me deram palavras de incentivo, me respeitaram, e eu também pude fazer isso por eles, em reciprocidade justa e verdadeira. Um abração a todos os meus amigos verdadeiros, tão certo como o sol virá depois da chuva, o luar brilhará para os enamorados, o vento continuará balançando os galhos das árvores, as folhas cairão no sobre a relva no outono. Grande e fraterno abraço, amigos!

Euclides Riquetti