sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Obrigado por me amar

 



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Obrigado por me amar, por dizer que me quer
Obrigado por me deixar feliz, ser um sonhador
Obrigado por dizer que também quer meu amor
Que estará comigo quando nossa velhice vier!

Obrigado por me escrever palavras sedutoras
Obrigado por olhar o céu nas noites estreladas
Obrigado por tornar as manhãs encantadoras
E fazer com que as tardes sejam abençoadas!

Obrigado por me amar, me desejar, me querer
Obrigado por tudo o que você ainda me fizer
Obrigado por me inspirar a criar e a escrever.

Agradeço a Deus pelo amor que você me deu
Agradeço por seus beijos e afagos  de mulher
Agradeço por eu ter você e eu poder ser seu!

Euclides Riquetti

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Escrevi meus versos na areia branca

 



 



Escrevi meus versos na areia branca

Daquela praia onde você molhou seus pés

Depois copiei-os numa folha de papel

E quando os leio minha dor se espanta...


Escrevi meus versos inspirado em recordações

Dos bons momentos em que juntos nós vivemos

E as boas lembranças é o que de melhor nós temos

Dos afagos, dos carinhos e das muitas  emoções...


Escrevi meus versos pra poder eternizar

Pra que os leia e guarde sempre na memória

E, através deles, meu carinho registrar .


Eles são a prova de um amor que existe

E fazem parte de nossa bela história

Quanto mais o tempo passa, mais ele resiste!


Euclides Riquetti

Voltei pra ti

 


 





Voltei pra ti...estou aqui!
Vim pra rever nossas rosas
Ali no jardim, orgulhosas
Esperando por mim e por ti!

Rosas vermelhas encorpadas
Todas elas sorrindo
Rosas pink, rosa, rosadas
Compondo um cenário lindo!

Rosas, apenas elas e nada mais!
Com seu charme que atrai
Pra não se esquecer delas jamais
Perfume que vem e que vai...

Voltei pra ti... estou aqui!
Voltei pra te abraçar
Voltei apenas porque senti
Que aqui contigo é meu lugar!

Euclides Riquetti

Aniversário de 60 anos da Câmara Municipal de Ouro.

 


       As Câmaras Municipais de Vereadores representam um dos Poderes constituídos no Brasil. Cada cidade tem a sua, e o número de seus componentes obedece a um critério de representatividade conforme o número de habitantes de uma cidade. Em Ouro, atualmente, é composta por nove vereadores. Mas, em seus primórdios, era composta por apenas com sete.

      A de nosso Município foi eleita em seis de outubro de 1963 e sua primeira sessão aconteceu em 17 de outubro do mesmo ano, e o mandato dos vereadores se estendeu até o início de 1969. Integraram o Legislativo Municipal os vereadores eleitos Antônio Maliska Sobrinho, Dioni Maestri, Edgar Lancini, Nilo Bassotto, Osvaldo D´Agostini, Severino Matiollo e Zitro Brum.

       Dez dias depois, em 27 de outubro,  Luiz Gonzaga Bonissoni foi empossado como Prefeito Municipal eleito, uma vez que de sete de abril até esse dia o prefeito Nelson de Souza Infeld, advogado, exerceu o cargo por nomeação do Governador do Estado. A partir das posses, uma nova História passou a ser contada e registrada.

       As atas da Câmara Municipal são o documento mais legítimo de registro da História da Câmara, pois em sua redação trazem as decisões dos edis na votação das Leis propostas pelo Executivo e outros registros importantes, como moções, cumprimentos, homenagens, elogios e até o descontentamento dos vereadores com situações que dizem respeito ao andamento de uma administração municipal, bem como sobre atos  e fatos dos governos Estadual e Federal.

       A primeira sessão foi realizada nas dependências da Prefeitura, no prédio histórico localizado ao lado do atual Paço Municipal, que fora adquirido pouco  tempo antes pelo Município de Capinzal, mas que, por localizar-se à margem direita do Rio do Peixe, naquela cidade, no então Distrito de Ouro, tornou-se sede deste. O cidadão Edgar Lancini, por ser o vereador eleito com mais idade, foi quem presidiu a primeira reunião, tendo solicitado que Antônio Maliska Sobrinho a secretariasse.

       Cumpridos os ritos legais e formais, houve eleição da Mesa Diretora, tendo sido eleito Osvaldo D´Agostini para Presidente, Nilo Bassoto para Vice; Antônio Maliska Sobrinho para Secretário; e Zitro Brum para Segundo Secretário. Os quatro receberam votos favoráveis de 4 vereadores, eles mesmos. Os outros três, opositores, votaram em branco. Aliás, a maioria dos  primeiros projetos de origem do próprio Legislativo,  foram aprovados por 4 vereadores e não apoiados pelos outros 3, que votavam em branco. Mas logo essa situação mudou e os projetos passaram a ser aprovados por unanimidade.  

            A segunda sessão da Câmara de Vereadores de Ouro, ocorrida em 21 de outubro, quatro dias depois da primeira, já  teve uma pauta bastante robusta: O Vereador Antônio Maliska Sobrinho apresentou proposição de votos de pezar, pelo falecimento dos cidadãos Albino Cervelin e Luiz Durigon. O Vereador Edgar Lancini propôs que fosse oficiado o casal Sílvio Vanzin e esposa, parabenizando-os pelo dia festivo de  comemoração de suas Bodas de Ouro. O Vereador Edgar Lancini propôs, em discurso, que fossem encaminhados ofícios solicitando aumento de verbas para financiamentos, pelo Banco do Brasil, agência de Joaçaba, em favor dos agricultores do novo Município, endereçados aos deputados catarinenses e ao Presidente da República. Lancini foi apoiado pelo Vereador Antônio Maliska Sobrinho. E o primeiro Projeto de Resolução, que recebeu o número 01/63, no sentido de utilizar-se o Regimento Interno da Câmara de Capinzal, a título precário, até que se tivesse o regimento próprio. Todas as proposições foram aprovadas por unanimidade.  E, assim, também foram eleitas as Comissões Permanentes da Casa. Todas por unanimidade.

      

       A terceira sessão ocorreu em 27 de outubro de 1963, quando foi empossado o Prefeito Municipal, eleito, Luiz Gonzaga Bonissoni. Foi um evento memorável, com a presença de pessoas muito ilustres. Presenças de Sílvio Santos, Prefeito do município-mãe, Capinzal; de  Nelson de Souza Infeld, Prefeito provisório de Ouro; Lauro Pereira de Oliveira, juiz de direito da Comarca de Capinzal; Ênio Gregório Bosnissoni, Presidente da Câmara de Capinzal;  e os Padres Frei Lourenço, Vigário da Paróquia, e Frei Gilberto, diretor do Ginásio Padre Anchieta.

       É importante lembrar que a sede administrativa, a Prefeitura Municipal de Capinzal, bem como a Câmara de Vereadores daquele Município, era localizada na margem direita do Rio do Peixe, ou seja, no Distrito de Ouro, e não no lado de lá, onde hoje se situa Capinzal. As instalações ocupavam a edificação antiga, ao lado do atual Paço Municipal, onde encontram-se instalados o Correio, a Secretaria Municipal de Agricultura e a da Educação. Antes, porém, a prefeitura de Capinzal ocupava um andar do prédio da empresa Santos Almeida, na esquina da Rua XV de Novembro com a Carmelo Zóccoli, no lado de Capinzal, que hoje pertence aos sucessores de Saul Parisotto.

       A instalação da Prefeitura no lado do Ouro, ocorreu num momento anterior, quatro anos antes, em que muitas personagens tiveram importância, como os udenistas Ivo Luiz Bazzo, Antônio Maliska Sobrinho e Marcos Fortunato Penso. O prédio pertencia à família Sartori, que seriam pessedistas. Marcos Fortunato Penso, empresário udenista,  o adquiriu como se fosse para si, e repassou-o ao município de Capinzal. Com a emancipação de Ouro, Capinzal locou uma sala que pertencia à Empresa Santos Almeida, ao lado do Cine Odete, e lá instalou sua prefeitura. E o novo município de Ouro passou a ser o detentor, legítimo proprietário do imóvel.

       Em 1980, inaugurado o novo prédio da Municipalidade, construído na Gestão Ivo Luiz Bazzo e Sérgio Riquetti, a Câmara Municipal passou a ter uma sala para seu funcionamento, aquela em que hoje está instalado o Gabinete do Prefeito. O Gabinete, na época, era instalado onde hoje se situa o Setor de Licitações, no andar térreo.

       Em 1997, a Câmara voltou  a ocupar o andar térreo do prédio antigo, que havia sido restaurado com recursos do Ministério da Cultura, do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, o IPHAN, com a finalidade de abrigar o Museu Professor Guerino Riquetti. No ano de 2012, foi inaugurado o prédio atual, que foi construído nas gestões dos vereadores Ivonei Dambrós e Fernando Zaleski (2009)2012) com recursos economizados pelos vereadores.

       Mas, voltando aos nossos primórdios históricos, ressalte-se que naquele ano de 1963, de 17 de outubro a 31 de dezembro, foram realizadas 11 (onze) sessões da nova Câmara, com muito trabalho na análise de projetos que foram transformados nas necessárias leis, para que o município passasse andar com as próprias pernas já no ano seguinte, em 1964. Registre-se a urbanidade e a ética que se fazia presente no trato elegante e educado entre os edis que compunham nossa Egrégia Casa.

       Podemos destacar, entre as importantes proposições votadas ainda em 1963, a aprovação para uso, a título precário, do Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Capinzal, até que a de Ouro tivesse elaborado e aprovado o seu próprio regimento. E, os de maior repercussão, os projetos dando emancipação aos municípios de Lacerdópolis e Dois Irmãos, com atuação importante do Vereador Edgar Lancini, do PSD, e de Antônio Maliska Sobrinho, da UDN.

       Na sessão de número quatro, em 28 de outubro de 1963, apenas 11 dias depois de instalada a Câmara, o Vereador Zitro Brum solicitou uma licença de 30 dias, sendo empossado em seu lugar o suplente Ângelo Bernardino Perim, que já se encontrava na sala de sessões legislativas.

       É também importante ressaltar o árduo trabalho dos vereadores nos dias 28, 29 e 30 de outubro, quando três sessões foram realizadas, uma em cada dia, para ser aprovada a emancipação dos Distritos de Lacerdópolis e Dois Irmãos (hoje Presidente Castello Branco), cumprindo-se todas as formalidades legais, com os requerimentos assinados pelos vereadores e acompanhados de abaixo-assinados de mais de 300 eleitores de cada um desses. Assim, foi possível encaminhar-se, em tempo recorde, a documentação para que a Assembleia Legislativa Estadual aprovasse a criação dos dois novos municípios. Lá, o Deputado Nelson Pedrini, do PSD, e o Deputado Mário Orestes Brusa, da UDN, foram os grandes responsáveis para que tudo fosse concretizado. Nelson Pedrini era de Joaçaba e Mário Brusa de Ouro, tendo vindo de Getúlio Vargas e construído sua carreira política aqui.

       Nas sessões que se seguiram , naquele ano, toda a estruturação do município no tocante à arrecadação, orçamentos de receita e despesas, organização de departamentos e tomada de empréstimos bancários para aquisição de um jipe e máquinas de escrever para o setor de Contabilidade e tesouraria foram aprovados, bem como o Projeto de Lei apresentado pelo vereador Nilo Bassotto, que propôs alterar o nome da Rua do Comércio para Rua Presidente Kennedy. Todos os projetos foram aprovados e o município ficou com a configuração territorial que tem hoje, desmembrando-se e sendo instalados, em 11 de novembro de 1963, os dois novos municípios de Lacerdópolis e Dois Irmãos, hoje Presidente Castello Branco.

 

Euclides Riquetti

 Texto produzido para o evento comemorativo, utilizado pelo cerimonialista Marlo Matiello, 

da Rádio Capinzal e Jornal A Semana. Em 30 de outubro de 2023

 

Para ser feliz

 




Para ser feliz


Na vida, não há um futuro a se prever
Nem sempre nos contentamos com o que temos
Não queira nada além do que pode ter
O que é pra ser nosso, nós nunca perderemos...

Sermos felizes, vivermos contentes
Poder dar e receber muito amor
Contar com os que estão aqui presentes
Darmos à vida muita cor e sabor...

Para ser feliz, cuidar das coisas simplesmente
Dar valor a quem nos quer e a quem queremos
Oferecer carinho, segurar a mão fortemente
Presente e futuro risonhos é o que teremos.

A felicidade precisa da  busca incessante
Da harmonia tênue, do entendimento
De termos um coração alegre e cantante
Aplausos pra vida sem dor ou sofrimento!

Euclides Riquetti

Devaneios


 



               I
A maciez de tua mão
O ímpeto de meu abraço
Meu peito em teu coração
Em desejo por ti me faço
É uma centelha de paixão
Somos dois no mesmo espaço.

Navegando em pensamentos
Por ti componho um canto  terno
E aglutinando elementos
Havendo verão, havendo  inverno
Exaltarei meus sentimentos
Descreverei  meu sonho eterno!
             II
E, quando o ciclo de tuas mãos se cumprir
Voltando à  maciez depois da  aspereza
E meu coração estiver de novo te a pedir
Para que volte e me traga  a tua beleza
Rezarei para que venhas com teu suave sorrir
Pois a centelha de minha paixão continuará acesa.
E, se meus pensamentos se confundirem
Ou minha voz cansada cessar de cantar
Ou meus olhos tristes já não mais se abrirem
Quererei apenas teu rosto acariciar
Para fazerem nossos corações sentirem
Que eu fiquei sempre aqui a te esperar...

Euclides Riquetti

Dois olhos tristes

 


 

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Dois olhos tristes


Escondem-se, dois olhos tristes, atrás de uma cortina
Divinamente tristes, sóbrios,  muito encantadores
Beleza de mulher: de senhora, de moça e de menina
Olhos que me atraem, sempre  meigos e sedutores.

Dois olhos tristes, calmos, tímidos e fugidios
Que se perdem nas profundezas do pensamento
Dois olhos tristes, ternos, porém arredios
Que fitam, intensamente, o azulado firmamento.

Os olhos que se escondem e que querem atenção
Que permitem vislumbrar mais do que as paisagens
Que enxergam muito além da alma e da imaginação
Que nos transportam pela vida e as suas passagens.

Olhos, singelo par dos tão importantes elementos
Olhos, o permitir conhecer,  o perceber e o sonhar
Olhos alegria de definir-se o caminho sem tormentos
Olhos, o prazer de poder ver, sentir, admirar, amar!

Euclides Riquetti

Alvorecer

 

 



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Levanta-se, no céu, emerge de atrás dos montes
A luz da foguenta, quente, e avermelhada esfera
Vem tingir, com suas cores, a superfície da terra
Vem  por réstia nas águas dos lagos  e das fontes.

Como um grande bastidor que se suspende no ar
Obra-prima das mãos perfeitas do nosso Criador
Vem  para inspirar-me os versos para te compor
Um poema-oração para que nós possamos  rezar.

É um  alvorecer perfeito, a beleza que se exprime
Na paisagem divinal da bem-aventurada natureza
É o encantamento a revelar o sentimento sublime.

É neste universo amplo, incompreensível e sedutor
Que me entrego a ti, com toda a doçura e a sutileza
Que navego nas nuvens de nosso mundo de amor.

Euclides Riquetti

Corpos e almas que se esculpem e se queimam


 


Corpos que se esculpem e se queimam
Imersos nas brasas da paixão
Corpos que se jogam nas areias
Corpos que se estendem pelo chão...

Almas que se julgam e se penam
Imersas nos pecados, na ilusão
Almas que insurgidas se condenam
Almas enegrecidas de carvão...

Corpos que se vestem de vaidade
Belos, formosos, sedutores
Com almas que se esquivam da verdade
Belos, charmosos, pecadores...

Corpos que se deitam em falso chão
Almas que se atormentam na  razão
Vidas que navegam em  incertezas...
São corpos que envelhecem cedo,  cedo
São almas que levitam,  sem sossego
São vidas que flutuam nas correntezas.

(E se vão embora!...)

Euclides Riquetti

Tu precisas sorrir

 


Tu precisas, deveras, sorrir

Pois a melancolia não combina

Com teu rosto de menina

Nem com com teu jeito de sentir

As belezas da vida!


Tu precisas, realmente, cantar

Com a força de tua alma cor-de-rosa

Com tua voz macia e dengosa

Ou, então, apenas  me recitar

Uma poesia romântica e gostosa. 


Tu precisas, sutilmente, me afagar

Com tuas mãos bem cuidadas

E dar-me um beijo de mulher amada

E fazer-me, deliciosamente, sonhar

Com teu corpo de musa idealizada.


Euclides Riquetti

02-11-2023









Sobre te amar...

 





 Praia, Nuvens, Casal, Escuro, Vestido, Menina, Luz


Sobre te amar, te amo
Sobre te querer, te quero
Sobre te esperar, te espero...

Sobre chorar, não choro
Sobre sofrer, não sofro
Sobre morrer, não morro...

Sobre sorrir, sorrio:
Sorrio com espontaneidade
Sorrio feliz, de verdade!

Sei viver a noite e o dia
Sei viver com muita alegria
Sei viver no claro, sem lama!

Sei viver sem dramas
Sem nenhuma tristeza
Te amar com a sutileza...

Te amar com energia
Te amar com vitalidade
Te amar e sentir saudades...

Te amar com nostalgia
Com toda a sinceridade
Te amar com amor...e lealdade!

Euclides Riquetti

Madrugada


 




Madrugada... amanhecer...
Pensamento que vai e volta
Pela mesma estrada.

Vai livre e volta
Sem nenhuma escolta
Vai pela estrada bucólica
Uma estrada imaginária
Estrada apenas simbólica
Que não leva a nada.

Madrugada do sono perdido
Do sonho não esquecido
Das saudosas lembranças.

Pensamento em turbulência
Busca respostas
Busca suas suficiências
Para suprir a ausência
Da pessoa amada
Que se foi pela estrada torta.

De uma noite mal dormida
Madrugada como tantas
Apenas mais uma
A ser esquecida!

Euclides Riquett

Na noite em que choveu


 




Na noite em que choveu, perdi o luar
Perdi as estrelas, perdi a estrada
Só não perdi a madrugada
Que ficou para me afagar...

Afagaram-me o miados da gata
Os latidos da fêmea desconsolada
Os  relinchos da zaina domada
Na noite chuvosa e... ingrata!

Afagou-me a mulher sem nome
Que me desejou bons sonhos
Leves, coloridos, rionhos
Que falou-me ao telefone

Mas, sobretudo, afagou-me quem me acariciou
Me abraçou, beijou, amou
E me fez feliz!


Euclides Riquetti

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Primeiro Dia de Finados de Hebe Camargo no Céu

 


 

 

Lembram? pois aqui está o replay...

 domingo, 4 de novembro de 2012


Primeiro Dia de Finados de Hebe Camargo no Céu

         Passou-se pouco mais de um mês desde que Hebe Camargo subiu ao Céu. Viveu momentos encantados ao reencontrar amigos e, em especial, seu esposo Nélio, único homem que diz realmente ter amado em sua vida. Deram-se uns amassos discretos, uma beijoca  (que é a instância entre o selinho e o beijo apaixonado). Nada que pudesse ser interpretado como mau exemplo, pois o Nélio, lá em cima, está ainda mais maduro e discreto. Discretíssimo... Ambos consideram que são uma casal-referência e não podem influenciar a comunidade celestial a tomar muitas liberdades por lá!

          Na sala reservada para ela (privilegiada, como nos tempos de SBT...), Hebe assistiu às comemorações do Dia de Finados através da Globo Intercelestial, único canal brasileiro que detinha direitos de transmissão ao vivo para o Céu. (Depois da bobeada em que a Globo perdeu a concorrência para a Record para transmitir as Olimpíadas de Londres, os Marinho não se descuidam mais e estão investindo em novos mercados potenciais. E, a constatação é de que, depois da Terceira Idade, da China e da Índia, o mercado mais promissor é o Celestial). Os outros canais, só umas inserçõezinhas nos jornais.

          A Globo Celestial tinha vários repórteres espalhados (espiritualmente) pelos principais cemnitérios do Brasil. Destaques para  o Costa Manso, que se foi há 37 anos,  e o  Tim Lopes, que foi morto no Rio de Janeiro, e outros. E pode ver a sensacional cobertura dada ao evento que mais desperta audiência no céu, que é quando todos os moradores de lá ficam esperando para ver o que a mídia noticia sobre eles no Brasil.

           Hebe viu que os túmulos de Leonel Brisola e Getúlio Vargas não têm mais aquela significativa visitação que costumavam ter.  Agora,  há outros que são mais atrativos: O do Ayrton Senna, do Leandro, irmão do Leonardo; o do João Paulo, parceiro do Daniel; o do Roberto Marinho, considerado o Todo-poderoso; o do Chico Anísio, que é visitado pelos filhos de todos os seus casamentos; o do Paulo Autran, porque sempre foi muito simpático e atencioso com os colegas e fãs. O do cantor Paulo Sérgio ainda recebe alguns fãs que vão lá para entoar "A ùltima Canção": (Esta é, a última canção, que faço pra você...Já cansei, de viver iludido...) Até o da Clara Nunes ainda recebe visita de fãs. E o da Hebe Camargo também foi muito visitado. Colocavam-lhe flores, umas gracinhas. Ficou contente, pois considera isso uma demonstração inequívoca de que os brasileiros, em especial paulistas e paulistanos,  a admiravam muito.

          Hebe considerou que passar um Dia de Finados em condição irreversível de finada não é tão ruim assim. Principalmente porque passou bons momentos junto com o seu Nélio, vendo a telona LED da Globo...

Euclides Riquetti
04-11-2012

Dia de Finados

 


       
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          Neste dia consagrado aos mortos, quero, respeitosamente, congratular-me com todos os meus leitores que já perderam familiares, pessoas próximas e amigos queridos. O ser humano, sensível, sofre quando perde entes que muito ama.

          Hoje, rezei pelos meus amados e saudosos pais, Guerino (falecido em 1977), e Dorvalina Adélia Baretta  (falecida em 2000). E pelo meu irmão Ironi Vítor, que partiu, aos 51 anos, em 1998. Sempre sonho com todos eles, parece-me, então,  reviver a realidade como se ainda estivessem conosco. Também por meus cunhados Anílton (Kiko) e Círio Carmignan, o primeiro descansando em Pato Branco e este em Araucária. Ainda, para meus ex-colegas de trabalho e ex-alunos que partiram antes de nós, para as pessoas que fui conhecendo, ao longo da vida, nas cidades onde morei: Capinzal, Ouro, Porto União, União da Vitória, Zortéa e, agora, Joaçaba.

          Costumo dizer que precisamos viver bem e com dignidade  aqui na Terra,  fazer o bem, querer que todos estejam bem e que fiquem bem. procuro fazer a minha parte, oriento as pessoas de quem me aproximo para que tenham a vida saudável e que estimulem a alegria, rejeitando a melancolia, que uma forma de dar saúde física e mental a nós mesmos.

         Que Deus dê muita paz aos que se foram e saúde e longevidade aos que aqui estão!

Euclides Riquetti