Puseste teus pés a deslizar sobre as areias brancas
Das dunas desprotegidas que bordam o mar
Puseste teu frágil coração a pulsar
Buscando no horizonte, quem sabe, um olhar
Em meio a santas lembranças, tantas!
Andaste minutos, horas, um dia inteiro
Pelo trajeto desconhecido que teu coração escolheu
Andaste sobre pedras que vieram para o caminho teu
Procurando reviver o passado que se escondeu
Mas não consegues reencontrar teu amor verdadeiro.
Para onde podem te levar teus pés bonitos e elegantes?
Para onde podem te guiar os teus sentimentos mais sagrados?
Para onde querem olhar os teus olhos brilhantes?
Ah, para os braços de alguém que a tenha um dia amado...
Para que dois corações voltem a pulsar juntos, como antes...
Euclides Riquetti
30-06-2013
domingo, 30 de junho de 2013
sábado, 29 de junho de 2013
O Protesto do Amílcar e seu Espírito Cívico
Liguei pro Amílcar. Depois que a gente retoma uma amizade antiga, sempre é bom manter contato. Tinha acabado de voltar para Palmas. Disse que fora junto com o "caminnhon" do genro fazer umas entrega de erva-mate em Curitiba, que no inverno o pessoal toma mais chimarron e tem que aproveitá a onda de consumo e vendê muinta erva. E da boa não para nas pratelera...Uma viage por quinzena só pra lá.
Perguntei-lhe o que achava da onda de protestos no Brasil e no mundo e ele: "Óia, Cride, tô abismado! Mais abismado que fedelho quando ganha a primera bicicleta. Quando fumo lá pra Curitiba, no começo da otra semana, despois que deixemo os produto nuns mercado de bairro, estacionemo o furgonzinho no pátio de um posto de gasolina, peguemo a circular e se mandemo pro centro, isso faiz uns 10,11 dia. Lá no terminal das circular, quanta gente, Dio mio! Tudo embanderado e com umas ripa com pedaço de papelão escrito que num queriam a peque trinta e sete, nem pedágio caro e isso nós também concordemo cum eles porque tirom até as tripa da gente nessas estrada do Paraná.
Meio que curioso fumo indo junto e vimo de tudo: tinha os co cabelo grande, os co cabelo que nem do Neymar, tinha muita reclamaçon que num é pra aumentá os preço das passage das circular. Non sei se é barato o caro o que pagum lá, mas se reclamum é porque alguma razon eles devem de tê...E fumo que nem que numa procisson da tal de boca maldita, que deve de se uma boca bem maledeta porque tinha gente que falava muita bobage. Mais tinha muitos rapaiz e moça bonita também, que dava gosto só de vê. Fomo pará numa praça bem bonita que tinha uns casaron velho, mais coisa bonita de se apreciá.
Num fiquemos muito tempo lá porque uns loco começarum a quebra os vidro de um casarão muito grande com as bandera na frente, julguei que fosse uma prefeitura ou algum órgon do governo. Como so da paz non quis ficá, nem eu nem o genro, e voltemo pro terminal. Graças a Deus que a confuson foi pro outro lado e pudemos pegá uma circular pro Pinheirnho. Toquemos o caminhon até a Lapa pra dormi lá, e na terça, bem cedo, voltamo pra Palmas, que é a melhor terra do mundo, depois de Porto Union, é claro!.
Parabenizei o Amílcar por ele ter participado daquele momento cívico na Capital Paranaense, que é importante para o País que as coisas mudem, que o povo está protestando porque está descontente, que aqui em Joaçaba já participei de duas passeatas grandes e que até ajudei a carregar uma faixa com a inscrição: "Cadê a Udesc?", que é uma universidade que os políticos prometeram para Joaçaba mas tudo ficou só na conversa. Mas fiquei muito contente em ver que 90 % dos que estavam lá eram jovens de 15 a 20 anos, que esses sabem o que querem e sabem que o futuro depende de que se acabe com a corrupção no Brasil e que se tenha melhor Saúde, Educação e Segurança.
Depois perguntei-lhe se em Palmas tiveram alguma coisa e ele disse que sim, que teve manifestação, mas que poucas pessoas foram para a rua, também levavam cartazes e cantavam o Hino Nacional. mas que parecia que as pessoas lá eram meio envergonhadas, coisa de cidade conservadora: "Aqui só um grupeto de piazada, mais muito barulhento, acho que tudo estudante. Vamo ver o que acontece nos próximos dia, porque precisemo que as pessoa se manifeste porque o diesel tá caro e o custo do transporte da erva fica alto. E você sabe, Riquetto, que atrais do preço da gasolina vem tudo o resto!"
Dei razão a ele, disse-lhe que estava contente em conversar pelo fone mas que aguardo sua visita. Parabenizei-o por ter participado da passeata em Curitiba e ele me veio com essa: "Óia, Riquetto, nossa participaçon não era pra ser bem assim. Na verdade nóis queria ir comprar uma coisa nas Americana e depois jogá uns esnuque ali no centro e come uns pastel daqueles chinês ali, mas já que tudo tava diferente, fazê o quê, fumo junto".
E eu que pensei que o Amílcar estava embuído de um alto espírito cívico...
Euclides Riquetti
29-06-2013
Perguntei-lhe o que achava da onda de protestos no Brasil e no mundo e ele: "Óia, Cride, tô abismado! Mais abismado que fedelho quando ganha a primera bicicleta. Quando fumo lá pra Curitiba, no começo da otra semana, despois que deixemo os produto nuns mercado de bairro, estacionemo o furgonzinho no pátio de um posto de gasolina, peguemo a circular e se mandemo pro centro, isso faiz uns 10,11 dia. Lá no terminal das circular, quanta gente, Dio mio! Tudo embanderado e com umas ripa com pedaço de papelão escrito que num queriam a peque trinta e sete, nem pedágio caro e isso nós também concordemo cum eles porque tirom até as tripa da gente nessas estrada do Paraná.
Meio que curioso fumo indo junto e vimo de tudo: tinha os co cabelo grande, os co cabelo que nem do Neymar, tinha muita reclamaçon que num é pra aumentá os preço das passage das circular. Non sei se é barato o caro o que pagum lá, mas se reclamum é porque alguma razon eles devem de tê...E fumo que nem que numa procisson da tal de boca maldita, que deve de se uma boca bem maledeta porque tinha gente que falava muita bobage. Mais tinha muitos rapaiz e moça bonita também, que dava gosto só de vê. Fomo pará numa praça bem bonita que tinha uns casaron velho, mais coisa bonita de se apreciá.
Num fiquemos muito tempo lá porque uns loco começarum a quebra os vidro de um casarão muito grande com as bandera na frente, julguei que fosse uma prefeitura ou algum órgon do governo. Como so da paz non quis ficá, nem eu nem o genro, e voltemo pro terminal. Graças a Deus que a confuson foi pro outro lado e pudemos pegá uma circular pro Pinheirnho. Toquemos o caminhon até a Lapa pra dormi lá, e na terça, bem cedo, voltamo pra Palmas, que é a melhor terra do mundo, depois de Porto Union, é claro!.
Parabenizei o Amílcar por ele ter participado daquele momento cívico na Capital Paranaense, que é importante para o País que as coisas mudem, que o povo está protestando porque está descontente, que aqui em Joaçaba já participei de duas passeatas grandes e que até ajudei a carregar uma faixa com a inscrição: "Cadê a Udesc?", que é uma universidade que os políticos prometeram para Joaçaba mas tudo ficou só na conversa. Mas fiquei muito contente em ver que 90 % dos que estavam lá eram jovens de 15 a 20 anos, que esses sabem o que querem e sabem que o futuro depende de que se acabe com a corrupção no Brasil e que se tenha melhor Saúde, Educação e Segurança.
Depois perguntei-lhe se em Palmas tiveram alguma coisa e ele disse que sim, que teve manifestação, mas que poucas pessoas foram para a rua, também levavam cartazes e cantavam o Hino Nacional. mas que parecia que as pessoas lá eram meio envergonhadas, coisa de cidade conservadora: "Aqui só um grupeto de piazada, mais muito barulhento, acho que tudo estudante. Vamo ver o que acontece nos próximos dia, porque precisemo que as pessoa se manifeste porque o diesel tá caro e o custo do transporte da erva fica alto. E você sabe, Riquetto, que atrais do preço da gasolina vem tudo o resto!"
Dei razão a ele, disse-lhe que estava contente em conversar pelo fone mas que aguardo sua visita. Parabenizei-o por ter participado da passeata em Curitiba e ele me veio com essa: "Óia, Riquetto, nossa participaçon não era pra ser bem assim. Na verdade nóis queria ir comprar uma coisa nas Americana e depois jogá uns esnuque ali no centro e come uns pastel daqueles chinês ali, mas já que tudo tava diferente, fazê o quê, fumo junto".
E eu que pensei que o Amílcar estava embuído de um alto espírito cívico...
Euclides Riquetti
29-06-2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Começam as mudanças
A ação das pessoas descontentes com os rumos de nosso Brasil, e incluam-se nisso todos os entes federados, parece que ajudou (e obrigou), muitas pessoas e instituições a verem nossos brasileiros com melhores olhos do que os habituais. Elefantes enormes, estáticos, pesados para carregar, ou se moverem, como nosso Congresso Nacional, parece que resolveram tirar seu traseiro do macio monte de feno.
As manifestações que começaram com o Movimento Passe Livre para buscar justiça nos valores tarifários, pagos para o uso dos ônibus a fim de irem para as escolas e universidades, acabou tomando uma envergadura bem maior do que as autoridades esperavam. E, acora, o gigante que dormiu por muito tempo em berço esplêndido, mesmo que lhe tivessem pisado fortemente em seus próprios pés, restou acordado e furioso.
O Congresso Nacional nunca se mexeu tanto. Rejeitaram a Proposta de Emenda Constitucional PEC 37 por esmagadora maioria. Tomaram as decisões conforme a pressão popular nas ruas, embora que a grande maioria dos que pediam por isso, mesmo muitos acadêmicos de Direito, não sabiam o seu conteúdo e o que ela realmente mudaria em termos contitucionais. Nossa Presidente da República (eu me recuso, terminantemente a mudar a nomenclatura do cargo), tentou, depressa, anunciar medidas para acalmar os manifestantes, como a questão de utilização de todo o volume de arrecadação dos royalties do petróleo para a Educação.
O Congresso aprovou 75% para a Educação e 25% para a Saúde. Já fui gestor desses dois setores na administração pública e sei o drama que é, para as cidades brasileiras, ter que atender a população com recursos limitados. E falam que a questão é de gerenciamento e não de dinheiro. Balela, a questão é de gerenciamento e de dinheiro, mas o peso deste é fundamental na gestão da saúde. E os royalties são uma possibilidade a médio prazo, não imediata. E os brasileiros querem soluções já. Vergonhosamnte, somente metade dos brasileiros que cursam o Ensino Fundamental vai para o Ensino Médio. Isso é muito preocupante, há muito ainda que se fazer para rfesolver isso. E nos faltam, ainda, muitos cursos técnicos "Padrão Senai", para que esses tenham seus empregos e possam produzir com qualidade e rentabilidade após formarem-se.
E toda a classe política pode notar o quanto é rejeitada pela população. Niguém mais tolera as práticas atuais, que, com a redemocratização do país, ficaram bem piores do que antes. O Congresso Nacional, em resposta aos clamores, aprovou Lei que torna crime heriondo o da corrupção. O Presidente da Cãmara, Renan Calheiros, aquele mesmo que foi para isso eleito no mais vergonhoso conchavo do novo milênio, saiu bradando aos quatro ventos que estava apresentando projetos para a apreciação, já,de temas que ficaram anos na geladeira, de uma forma tão arcaica e demagógica que nos fez termos vergonha de sermos eleitores.
A Reforma Política, tão necessária para corrigir todas as mazelas dos processos viciados, entrou na pauta por todos os lados: Executivo, Legislativo e Judiciário. Só que vão demorar para se entender de que modo e de que forma vão fazer isso. Mas a sociedade brasileira está de olho. Quer ações. No ano que vem teremos eleições. Todos estão de olho em todos. Não acredito que ainda votem em quem faz campanha à custa de dinheiro. O cidadão comum, aquele que anda de ônibus, que fica na fila do SUS, que é mal atendido nas repartições públicas, que acha uma barbaridades o que se gasta com propaganda inútil nos meios de comunicação, para as três esferas de governo, vai cobrar não apenas de quem compra, mas também de quem vende o seu voto.
O comportamento dos brasileiros, sempre muito tolerante, está mudando. E vai levá-los, certamente, a conquistas históricas.
Euclides Riquetti
28-06-2013
As manifestações que começaram com o Movimento Passe Livre para buscar justiça nos valores tarifários, pagos para o uso dos ônibus a fim de irem para as escolas e universidades, acabou tomando uma envergadura bem maior do que as autoridades esperavam. E, acora, o gigante que dormiu por muito tempo em berço esplêndido, mesmo que lhe tivessem pisado fortemente em seus próprios pés, restou acordado e furioso.
O Congresso Nacional nunca se mexeu tanto. Rejeitaram a Proposta de Emenda Constitucional PEC 37 por esmagadora maioria. Tomaram as decisões conforme a pressão popular nas ruas, embora que a grande maioria dos que pediam por isso, mesmo muitos acadêmicos de Direito, não sabiam o seu conteúdo e o que ela realmente mudaria em termos contitucionais. Nossa Presidente da República (eu me recuso, terminantemente a mudar a nomenclatura do cargo), tentou, depressa, anunciar medidas para acalmar os manifestantes, como a questão de utilização de todo o volume de arrecadação dos royalties do petróleo para a Educação.
O Congresso aprovou 75% para a Educação e 25% para a Saúde. Já fui gestor desses dois setores na administração pública e sei o drama que é, para as cidades brasileiras, ter que atender a população com recursos limitados. E falam que a questão é de gerenciamento e não de dinheiro. Balela, a questão é de gerenciamento e de dinheiro, mas o peso deste é fundamental na gestão da saúde. E os royalties são uma possibilidade a médio prazo, não imediata. E os brasileiros querem soluções já. Vergonhosamnte, somente metade dos brasileiros que cursam o Ensino Fundamental vai para o Ensino Médio. Isso é muito preocupante, há muito ainda que se fazer para rfesolver isso. E nos faltam, ainda, muitos cursos técnicos "Padrão Senai", para que esses tenham seus empregos e possam produzir com qualidade e rentabilidade após formarem-se.
E toda a classe política pode notar o quanto é rejeitada pela população. Niguém mais tolera as práticas atuais, que, com a redemocratização do país, ficaram bem piores do que antes. O Congresso Nacional, em resposta aos clamores, aprovou Lei que torna crime heriondo o da corrupção. O Presidente da Cãmara, Renan Calheiros, aquele mesmo que foi para isso eleito no mais vergonhoso conchavo do novo milênio, saiu bradando aos quatro ventos que estava apresentando projetos para a apreciação, já,de temas que ficaram anos na geladeira, de uma forma tão arcaica e demagógica que nos fez termos vergonha de sermos eleitores.
A Reforma Política, tão necessária para corrigir todas as mazelas dos processos viciados, entrou na pauta por todos os lados: Executivo, Legislativo e Judiciário. Só que vão demorar para se entender de que modo e de que forma vão fazer isso. Mas a sociedade brasileira está de olho. Quer ações. No ano que vem teremos eleições. Todos estão de olho em todos. Não acredito que ainda votem em quem faz campanha à custa de dinheiro. O cidadão comum, aquele que anda de ônibus, que fica na fila do SUS, que é mal atendido nas repartições públicas, que acha uma barbaridades o que se gasta com propaganda inútil nos meios de comunicação, para as três esferas de governo, vai cobrar não apenas de quem compra, mas também de quem vende o seu voto.
O comportamento dos brasileiros, sempre muito tolerante, está mudando. E vai levá-los, certamente, a conquistas históricas.
Euclides Riquetti
28-06-2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Fique junto de mim...
Você, inspiradora musa de meus versos e de minhas canções
Que diz ter andado no infinito azul e que quer voltar
Que trilhou o firmamento sobre as nuvens e os trovões
Viu as estrelas que eu conheci apenas no meu sonhar.
Você, que aceitou navegar na minha imaginação
Que embebeu-se de minhas palavras sutis e carinhosas
Que tentou buscar o amor muito além da escuridão
Tournou-se o antecanto das poesias mais ardorosas.
Você, que na manhã chuvosa refugiou-se, perdidamente
Que migrou seu pensamento para andar no céu sem fim
Que desejou voltar, e quer isso firmente, defiinitivamente
Voe, venha cair em meus braços, fique junto de mim.
Fique junto de mim...
Euclides Riquetti
27-06-2013
Que diz ter andado no infinito azul e que quer voltar
Que trilhou o firmamento sobre as nuvens e os trovões
Viu as estrelas que eu conheci apenas no meu sonhar.
Você, que aceitou navegar na minha imaginação
Que embebeu-se de minhas palavras sutis e carinhosas
Que tentou buscar o amor muito além da escuridão
Tournou-se o antecanto das poesias mais ardorosas.
Você, que na manhã chuvosa refugiou-se, perdidamente
Que migrou seu pensamento para andar no céu sem fim
Que desejou voltar, e quer isso firmente, defiinitivamente
Voe, venha cair em meus braços, fique junto de mim.
Fique junto de mim...
Euclides Riquetti
27-06-2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Segure-se no céu azul
Segure-se no céu azul, agarre-se no firmamento
Deixe-se levar pelo pensamento
Deixe seu corpo levar-se, transportar-se
Pelas ondas do ar, pelas asas do vento...
Jogue um pedaço dessa imensidão azul para colorir o mar
Jogue os raios do sol para azular a água
Jogue a morenice de sua pele para colorir a areia
Use o calor de minhas mãos para enxugar suas lágrimas...
Escute a música que vem de meu coração
Sinta o sabor dos beijos que eu lhe dei um dia
Transforme meus versos numa bela canção
Seja os acordes de minha melodia.
E então, pouse como a gaivota sobre a areia quente
Mergulhe seus pés nas vagas turbulentas
E ouça o poema que eu lhe disse num repente
Inspirado em almas brancas, mas vorazes e sedentas.
Euclides Riquetti
26-06-2013
Deixe-se levar pelo pensamento
Deixe seu corpo levar-se, transportar-se
Pelas ondas do ar, pelas asas do vento...
Jogue um pedaço dessa imensidão azul para colorir o mar
Jogue os raios do sol para azular a água
Jogue a morenice de sua pele para colorir a areia
Use o calor de minhas mãos para enxugar suas lágrimas...
Escute a música que vem de meu coração
Sinta o sabor dos beijos que eu lhe dei um dia
Transforme meus versos numa bela canção
Seja os acordes de minha melodia.
E então, pouse como a gaivota sobre a areia quente
Mergulhe seus pés nas vagas turbulentas
E ouça o poema que eu lhe disse num repente
Inspirado em almas brancas, mas vorazes e sedentas.
Euclides Riquetti
26-06-2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
A Exorbitância dos Valores dos Pedágios
Uma forma "legal" de se retirar muito dinheiro do cidadão brasileiro é a cobrança de pedágios. Vergonhosamente, o transportador brasileiro tem o custo de seu trabalho altamente onerado pela cobrança de pedágios. Isso faz com que os custos dos fretes fiquem altos e os produtos cheguem a preço muito alto para o comnsumidor. O produtor é mal remunerado, o consumidor paga alto valor pelos bens que consome, e é difícil divisar-se o que compõe o custo final dos produtos mas, sabemos, o podágio é um componente perverso.
No início do milênio fiz uma viagem pela serra gaúcha, saí pelas bandas de Lages, visitei Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Bento Gonçalves, voltando por Passo Fundo. Na época, acostumado a não gastar com pedágios em Santa catarina, senti um grande desconforto. Diziam que estradas pedagiadas eram ótimas, tudo muito perfeito. Minha constatação: nem tanto assim. Como dizem por aí: menos!!!...
Com o tempo, passei a pagar pedágio no Estado do Paraná, nas idas a Curitiba, valores razoáveis para quem os utiliza apenas uma ou duas vezes por ano, mas salgados para quem os utiliza diariamente, até por várias vezes. Com a instalação das praças de pedágio na Rodovia BR 101, em Santa Catarina, algumas vezes que me dirigi às praias da região de Palhoça, paguei R$ 1,50 em cada passagem, e achei o preço justo. Justo para mim, não para os moradores dali que precisavam pagar várias vezes ao dia para utilizar aquela praça. Se se deslocassem de ônibus, gastavam muito e demovam para chegar ao destino. De carro, o custo dos pedágios. Agora, depois de forte pressão dos prefeitos da região e de alguns parlamentares junto ao DNIT, a praça de cobrança foi fechada no dia 22 último, devendo ficar fechada por um ano, ou até o momento que uma nova unidade possa ser inaugurada, no Km 245 da BR 101, mais ao Sul, quando então passará a ter o custo de R$ 1,70. A Prefeitura de Palhoça vinha tirando R$ 30.000,00 por mês para evitar que seus moradores tivessem que pagar pedágio a toda hora, quando se deslocavam de um para outro lugar, mesmo dentro do próprio território municipal. Anteriormente os moradores é que vinham pagando.
Porém, susto grande levei ao utilizar a BR 277, entre Ponta Grossa e Curitiba, há um ano. Desumano. Gastei em pedágio o mesmo que gastei em combustível, dirigindo um carro 1.6, no padrão "idoso na estrada", sem por o pé no fundo do acelerador, dirigindo com critérios de segurança e economia. Há lugares no Paraná que o valor para um automóvel chega a R$ 13,90, dizem. Custa-me acrditar...
E, conversando com motoristas de caminhão, fico abismado com o que me contam sobre as exorbitâncias dos valores que precisam pagar. Tenho amigos que viajam para o Nordeste, cortando vários estados e me dizem que têm que levar uma dinheirama só para os pedágios, e que as estradas não têm o padrão compatível com o que pagam. Não sabem o que fazer.
Não há justificativa para cobranças de valores tão absurdos como os que são cobrados. Falo pelo que conheço, então já escrevi algumas vezes em comentários de sites de notícias sobre isso. Quando os caminhoneiros protestam, acabam enrolados. Dizem que os valores altos são decorrentes de contratos antigos, celebrados há mais de 20 anos.
Então, agora, brasileiros: É HORA DE PROPOR A REVISÃO DESSES VERGONHOSOS CONTRATOS DE PEDÁGIO. O governador de São Paulo disse que não vai autorizar o aumento dos valores em 1º de julho. Não está fazendo mais do que a obrigação. Quando as concessões aconteceram, não havia a previsão de que tantos veículos fossem colocados em circulação no país. Isso significa que estão faturando, no mínimo, o dobro do que previam. Estão levando uma grana "federal"!
Esta é mais uma realidade para a qual precisamos acordar. Além de não reajustar, fazer com que haja a redução dos valores a serem pagos. Ver quanto cada concessionária está faturando e adequar os valores cobrados a uma planilha real, não fabricada. Até porque o pedágio é uma forma de dupla tributação, uma vez que o veículos já pagam o IPVA. Incluamos isso no rol das reivindicações quando dos protestos. Agora é a hora de passarmos tudo isso a limpo.
Euclides Riquetti
24-06-2013
No início do milênio fiz uma viagem pela serra gaúcha, saí pelas bandas de Lages, visitei Caxias do Sul, Nova Petrópolis, Gramado, Bento Gonçalves, voltando por Passo Fundo. Na época, acostumado a não gastar com pedágios em Santa catarina, senti um grande desconforto. Diziam que estradas pedagiadas eram ótimas, tudo muito perfeito. Minha constatação: nem tanto assim. Como dizem por aí: menos!!!...
Com o tempo, passei a pagar pedágio no Estado do Paraná, nas idas a Curitiba, valores razoáveis para quem os utiliza apenas uma ou duas vezes por ano, mas salgados para quem os utiliza diariamente, até por várias vezes. Com a instalação das praças de pedágio na Rodovia BR 101, em Santa Catarina, algumas vezes que me dirigi às praias da região de Palhoça, paguei R$ 1,50 em cada passagem, e achei o preço justo. Justo para mim, não para os moradores dali que precisavam pagar várias vezes ao dia para utilizar aquela praça. Se se deslocassem de ônibus, gastavam muito e demovam para chegar ao destino. De carro, o custo dos pedágios. Agora, depois de forte pressão dos prefeitos da região e de alguns parlamentares junto ao DNIT, a praça de cobrança foi fechada no dia 22 último, devendo ficar fechada por um ano, ou até o momento que uma nova unidade possa ser inaugurada, no Km 245 da BR 101, mais ao Sul, quando então passará a ter o custo de R$ 1,70. A Prefeitura de Palhoça vinha tirando R$ 30.000,00 por mês para evitar que seus moradores tivessem que pagar pedágio a toda hora, quando se deslocavam de um para outro lugar, mesmo dentro do próprio território municipal. Anteriormente os moradores é que vinham pagando.
Porém, susto grande levei ao utilizar a BR 277, entre Ponta Grossa e Curitiba, há um ano. Desumano. Gastei em pedágio o mesmo que gastei em combustível, dirigindo um carro 1.6, no padrão "idoso na estrada", sem por o pé no fundo do acelerador, dirigindo com critérios de segurança e economia. Há lugares no Paraná que o valor para um automóvel chega a R$ 13,90, dizem. Custa-me acrditar...
E, conversando com motoristas de caminhão, fico abismado com o que me contam sobre as exorbitâncias dos valores que precisam pagar. Tenho amigos que viajam para o Nordeste, cortando vários estados e me dizem que têm que levar uma dinheirama só para os pedágios, e que as estradas não têm o padrão compatível com o que pagam. Não sabem o que fazer.
Não há justificativa para cobranças de valores tão absurdos como os que são cobrados. Falo pelo que conheço, então já escrevi algumas vezes em comentários de sites de notícias sobre isso. Quando os caminhoneiros protestam, acabam enrolados. Dizem que os valores altos são decorrentes de contratos antigos, celebrados há mais de 20 anos.
Então, agora, brasileiros: É HORA DE PROPOR A REVISÃO DESSES VERGONHOSOS CONTRATOS DE PEDÁGIO. O governador de São Paulo disse que não vai autorizar o aumento dos valores em 1º de julho. Não está fazendo mais do que a obrigação. Quando as concessões aconteceram, não havia a previsão de que tantos veículos fossem colocados em circulação no país. Isso significa que estão faturando, no mínimo, o dobro do que previam. Estão levando uma grana "federal"!
Esta é mais uma realidade para a qual precisamos acordar. Além de não reajustar, fazer com que haja a redução dos valores a serem pagos. Ver quanto cada concessionária está faturando e adequar os valores cobrados a uma planilha real, não fabricada. Até porque o pedágio é uma forma de dupla tributação, uma vez que o veículos já pagam o IPVA. Incluamos isso no rol das reivindicações quando dos protestos. Agora é a hora de passarmos tudo isso a limpo.
Euclides Riquetti
24-06-2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Feche os olhos...
Feche seus belos olhos e navegue
Viaje pelos mares da ilusão
Feche seus olhos distantes e imagine
Estar trilhando os caminhos da paixão.
Feche seus olhos e pense, pense
Busque voltar para seus tempos de criança
Traga tudo do passado até o presente
E veja se eu estou em suas lembranças.
Se você notou-me um dia, estarei entre os demais
Resgatado de um passado bem remoto
Então, valeu-me esperar, eu e meus ais
Ou não me passei de um pobre moço, assim ignoto?
E agora, poeta e sempre sonhador
Resta-me eternizar você em meus pobres versos
Viver as ilusões, propagar cantos de amor
Espalhar os meus poemas pro universo.
Euclides Riquetti
24-06-2013
Viaje pelos mares da ilusão
Feche seus olhos distantes e imagine
Estar trilhando os caminhos da paixão.
Feche seus olhos e pense, pense
Busque voltar para seus tempos de criança
Traga tudo do passado até o presente
E veja se eu estou em suas lembranças.
Se você notou-me um dia, estarei entre os demais
Resgatado de um passado bem remoto
Então, valeu-me esperar, eu e meus ais
Ou não me passei de um pobre moço, assim ignoto?
E agora, poeta e sempre sonhador
Resta-me eternizar você em meus pobres versos
Viver as ilusões, propagar cantos de amor
Espalhar os meus poemas pro universo.
Euclides Riquetti
24-06-2013
domingo, 23 de junho de 2013
Os Mistérios do Hotel Paraná
As amizades que a gente faz têm um incomensurável valor. Às vezes fomos próximos de pessoas que nunca nos notaram e nem nós as notamos, não por orgulho, mas por que, ironicamente, podemos ter trilhado o caminho paralelo, mas não o mesmo. Podemos ter vivido no mesmo bairro, na mesma cidade, mas interesses distintos nos conduziram por distintos caminhos. Hoje, com a disponibilização das redes sociais, consegue-se fazer novas amizades e redescobrir algumas que se guardaram, adormecidas, por longos anos. Tenho buscado percorrer os caminhos por onde andei na minha juventude e, felizmente, tenho rencontrado muitas pessoas que também andaram por eles. E, no mesmo trajeto, acabei formando outros novos amigos. A amizade é algo sensacional. Quando madura, bem cosntruída, torna-se sólida e nos traz muita safisfação e alegria.
Numa dessas incursões pelo facebook, conheci uma pessoa que me me suscitou ternas lembranças, devo ter passado milhares de vezes pelos caminhos em que ela passou. Agora, quatro décadas depois, descubro respostas para perguntas que nunca obtive.
Já mencionei, nas crônicas anteriores, meu modo de vida de meus tempos de faculdade, quando eu morei em Porto União da Vitória. São duas cidades, separadas parte pelos trilhos da estrada de ferro, parte pelo Rio Iguaçu. Duas cidades e dois estados: Porto União, em Santa Catarina, a cidade onde se situava o 5º Batalhão de Engenharia de Combate. União da Vitória, no Paraná, onde se situava o Estádio Enés Muniz de Queiroz, onde vibrei em muitas tardes de domingo, quando ia lá torcer pela A.A. Iguaçu, e na qual jogava meu conterrâneo e amigo Roque Manfredini, um dos melhores goleiros que Capinzal já produziu.
Morei quatro de meus cinco anos ali, bem no centro de União da Vitória, na Rua Professora Amazília e, por último, na Avenida Manoel Ribas. Andava muito, a pé, na cidade plana, vivi ali o mlhores anos de minha juventude.
Dentre as lembranças que atraem meu pensamento, está o trajeto que fazia do "Esquadrão da Vida", a nossa república de estudantes, até a FAFI, onde eu estudava. Apenas quatro minutos a pé. Uma dobra de esquina, duas ruas, e a Praça Coronel Amazonas, onde três prédios nos chamavam a atenção: a Catedral, a Fafi e o Hotel Paraná. A Catedral, uma edificação que dispensa comentários, uma obra de suntuosa arquitetura. A Fafi, uma edificação funcional e sem atrativos arquitetônicos. Mas tinha seu valor pela sua história e pelo nível de formação de seus acadêmicos. Na não menos histórica Praça Coronel Amazonas, a qual eu atravessava para chegar à aula. Ali, um lugar muito seguro à época, era o lugar em que as mães levavam as crianças para brincar num parquinho. Árvores centenárias marcavam aquela paisagem, eram o seu maior atrativo. E, dirigindo meu olhar de lá para a dirreita, o casarão do misterioso Hotel Paraná. Dezenas, quiçá centenas de histórias rondavam aqule sobradão imponente, belo, aristocrático, mas ao mesmo tempo assustador...
O Hotel Paraná, já na década de 1940, abrigava a elite de viajores que passavam pelo Passo do Iguaçu. A cidade era ponto final de linhas de ônibus que vinham de Curitiba, Canoinhas, Mafra, Joaçaba, Palmas, Pato Branco, Concórdia, Chapecó. E dos trens que vinham de Curitiba/Ponta Grossa, São Francisco do Sul e Marcelino Ramos. Então, para seguir viagem no dia seguinte, pernoitavam em Porto União da Vitória. Cerca de uma dezena de hotéis na cidade, mas o mais categorizado, com o melhor serviço e as melhores acomodações, mais luxo em seu interior era, certamente, o Hotel Paraná.
Depois de reinar absoluto por muitas décadas, com o falecimento do proprietário que sucedeu os fundadores, o hotel foi arrendado, quando sucederam-se, em seu interior, fatos que marcaram muito a história da cidade, e que ensejaram todas as especulações em torno do mesmo. Eu perguntava, em 1972, aos colegas, por que um prédio tão bonito e bem arquitetado, numa paisagem urbana bastante singular, estava ali abandonado, fechado. E me diziam que era um lugar mal-assombrado, que ocorreram dois assassinatos ali e que, depois disso, nunca mais fora o mesmo. E me explicavam as coisas que eu nunca entendi direito. Mas olhar para tudo aquilo, principalmente à saída da Faculdade, não me causava medo, mas sim admiração, sentimento de perda... Não entendia o porquê de o Poder Público, a Prefeitura, o Estado, não adquirirem aquele exuberante imóvel para ali instalar o Museu da Cidade, uma Casa da Cultura. E nunca obtive respostas.
Nos cinco anos que morei na cidade ele permaneceu ali, aumentando seu mistério e suas histórias. (O tempo faz com que se perca a verdade e os fatos se deturpem...) Mas, nos últimos dias, através de uma das herdeiras do imóvel, fiquei conhecendo um pouco da sua história. O avô desta o adquiriu nos áureos tempos de União da Vitória, na época em que as serrarias eram abundantes e o beneficiamento das madeiras movimentava, fortemente, a conomia da região. O Hotel Paraná era o principal destino de empresários e autoridades que chegavam à cidade. Fora construído, não se tem data precisa disso, possivelmente por autoridades de Governo, justamente para abrigar as muitas autoridades que se dirigiam para a região, a qual era integrante do território contestado. Quando o avô faleceu, a família alugou-o para terceiros, tendo acontecido o assassinato de suas pessoas em seu interior. Então, a mãe da herdeira, com um filho e duas filhas, todos menores, tentou levar o emprendimento adiante mas, com o falecimento muito prematuro desta, os filhos fecharam o estabelecimento e foram embora. Havia o sonho de se transformar o prédio numa casa de cultura, mas isso não aconteceu. E, adiante, houve a um incêncêndio que comprometeu a estrutura de alvenaria, resultando na ocupação do terreno para construção de prédios de apartamentos. Ao revisitar a cidade, deparei-me, psteriormente, com aqueles prédios que ali estão agora...
Parte da história daquele sobradão que me encantou na juventude, pude ter resgatada pelas informações de uma amiga recente que, na época, entre dezessete e dezoito anos, tendo sido criada no interior daquele hotel, ali viveu os grandes momentos de sua infância e adolescência. Aqueles tempos em que se faz a amizade na escola, na rua, nas festinhas de aniversário. Fiquei imaginando como deve ter sido a vida daquele rapaz e de suas duas irmãs, todos menores, que pisaram, pouco antes de mim, as mesmas calçadas que eu também pisei. E que brincaram naquela praça, sentiram o frio nevoento do inverno e o sol causticante do verão. E que tinham seus sonhos, sua família, mas acabaram sós. E que foram construir seus sonhos em outra cidade, deixando ali todas as belas lembranças de sua infância... Mas a vida é assim mesmo. De repente, fatos que acontecem mudam tudo na vida das pessoas...
Obrigado, Consuelo, por me ajudar a conhecer, um pouco, a história dos mistérios do formoso Hotel Paraná, uma imagem que tenho gravada em minha memória saudosista!
Euclides Riquetti
23-06-2013
Numa dessas incursões pelo facebook, conheci uma pessoa que me me suscitou ternas lembranças, devo ter passado milhares de vezes pelos caminhos em que ela passou. Agora, quatro décadas depois, descubro respostas para perguntas que nunca obtive.
Já mencionei, nas crônicas anteriores, meu modo de vida de meus tempos de faculdade, quando eu morei em Porto União da Vitória. São duas cidades, separadas parte pelos trilhos da estrada de ferro, parte pelo Rio Iguaçu. Duas cidades e dois estados: Porto União, em Santa Catarina, a cidade onde se situava o 5º Batalhão de Engenharia de Combate. União da Vitória, no Paraná, onde se situava o Estádio Enés Muniz de Queiroz, onde vibrei em muitas tardes de domingo, quando ia lá torcer pela A.A. Iguaçu, e na qual jogava meu conterrâneo e amigo Roque Manfredini, um dos melhores goleiros que Capinzal já produziu.
Morei quatro de meus cinco anos ali, bem no centro de União da Vitória, na Rua Professora Amazília e, por último, na Avenida Manoel Ribas. Andava muito, a pé, na cidade plana, vivi ali o mlhores anos de minha juventude.
Dentre as lembranças que atraem meu pensamento, está o trajeto que fazia do "Esquadrão da Vida", a nossa república de estudantes, até a FAFI, onde eu estudava. Apenas quatro minutos a pé. Uma dobra de esquina, duas ruas, e a Praça Coronel Amazonas, onde três prédios nos chamavam a atenção: a Catedral, a Fafi e o Hotel Paraná. A Catedral, uma edificação que dispensa comentários, uma obra de suntuosa arquitetura. A Fafi, uma edificação funcional e sem atrativos arquitetônicos. Mas tinha seu valor pela sua história e pelo nível de formação de seus acadêmicos. Na não menos histórica Praça Coronel Amazonas, a qual eu atravessava para chegar à aula. Ali, um lugar muito seguro à época, era o lugar em que as mães levavam as crianças para brincar num parquinho. Árvores centenárias marcavam aquela paisagem, eram o seu maior atrativo. E, dirigindo meu olhar de lá para a dirreita, o casarão do misterioso Hotel Paraná. Dezenas, quiçá centenas de histórias rondavam aqule sobradão imponente, belo, aristocrático, mas ao mesmo tempo assustador...
O Hotel Paraná, já na década de 1940, abrigava a elite de viajores que passavam pelo Passo do Iguaçu. A cidade era ponto final de linhas de ônibus que vinham de Curitiba, Canoinhas, Mafra, Joaçaba, Palmas, Pato Branco, Concórdia, Chapecó. E dos trens que vinham de Curitiba/Ponta Grossa, São Francisco do Sul e Marcelino Ramos. Então, para seguir viagem no dia seguinte, pernoitavam em Porto União da Vitória. Cerca de uma dezena de hotéis na cidade, mas o mais categorizado, com o melhor serviço e as melhores acomodações, mais luxo em seu interior era, certamente, o Hotel Paraná.
Depois de reinar absoluto por muitas décadas, com o falecimento do proprietário que sucedeu os fundadores, o hotel foi arrendado, quando sucederam-se, em seu interior, fatos que marcaram muito a história da cidade, e que ensejaram todas as especulações em torno do mesmo. Eu perguntava, em 1972, aos colegas, por que um prédio tão bonito e bem arquitetado, numa paisagem urbana bastante singular, estava ali abandonado, fechado. E me diziam que era um lugar mal-assombrado, que ocorreram dois assassinatos ali e que, depois disso, nunca mais fora o mesmo. E me explicavam as coisas que eu nunca entendi direito. Mas olhar para tudo aquilo, principalmente à saída da Faculdade, não me causava medo, mas sim admiração, sentimento de perda... Não entendia o porquê de o Poder Público, a Prefeitura, o Estado, não adquirirem aquele exuberante imóvel para ali instalar o Museu da Cidade, uma Casa da Cultura. E nunca obtive respostas.
Nos cinco anos que morei na cidade ele permaneceu ali, aumentando seu mistério e suas histórias. (O tempo faz com que se perca a verdade e os fatos se deturpem...) Mas, nos últimos dias, através de uma das herdeiras do imóvel, fiquei conhecendo um pouco da sua história. O avô desta o adquiriu nos áureos tempos de União da Vitória, na época em que as serrarias eram abundantes e o beneficiamento das madeiras movimentava, fortemente, a conomia da região. O Hotel Paraná era o principal destino de empresários e autoridades que chegavam à cidade. Fora construído, não se tem data precisa disso, possivelmente por autoridades de Governo, justamente para abrigar as muitas autoridades que se dirigiam para a região, a qual era integrante do território contestado. Quando o avô faleceu, a família alugou-o para terceiros, tendo acontecido o assassinato de suas pessoas em seu interior. Então, a mãe da herdeira, com um filho e duas filhas, todos menores, tentou levar o emprendimento adiante mas, com o falecimento muito prematuro desta, os filhos fecharam o estabelecimento e foram embora. Havia o sonho de se transformar o prédio numa casa de cultura, mas isso não aconteceu. E, adiante, houve a um incêncêndio que comprometeu a estrutura de alvenaria, resultando na ocupação do terreno para construção de prédios de apartamentos. Ao revisitar a cidade, deparei-me, psteriormente, com aqueles prédios que ali estão agora...
Parte da história daquele sobradão que me encantou na juventude, pude ter resgatada pelas informações de uma amiga recente que, na época, entre dezessete e dezoito anos, tendo sido criada no interior daquele hotel, ali viveu os grandes momentos de sua infância e adolescência. Aqueles tempos em que se faz a amizade na escola, na rua, nas festinhas de aniversário. Fiquei imaginando como deve ter sido a vida daquele rapaz e de suas duas irmãs, todos menores, que pisaram, pouco antes de mim, as mesmas calçadas que eu também pisei. E que brincaram naquela praça, sentiram o frio nevoento do inverno e o sol causticante do verão. E que tinham seus sonhos, sua família, mas acabaram sós. E que foram construir seus sonhos em outra cidade, deixando ali todas as belas lembranças de sua infância... Mas a vida é assim mesmo. De repente, fatos que acontecem mudam tudo na vida das pessoas...
Obrigado, Consuelo, por me ajudar a conhecer, um pouco, a história dos mistérios do formoso Hotel Paraná, uma imagem que tenho gravada em minha memória saudosista!
Euclides Riquetti
23-06-2013
sábado, 22 de junho de 2013
Cuide do meu coração
Bela senhora dos olhos encantadores
Do sorriso envolvente
Do corpo atraente
Dos lábios rosados e desejados
De deliciosos beijos e sabores...
Bela senhora angelical
Que desperta meus desejos
Que acalma meus medos
Que afaga meu rosto amedrontado
E me atiça com seu jeito sensual...
Bela senhora que povoa meus sonhos de inverno
Que, elegante e divina agita minha mente
Com seus olhos que me fitam docemente
Cuide de meu coração, não o deixe maltratado
Que em troca eu lhe darei o amor eterno...
Euclides Riquetti
22-06-2013
Do sorriso envolvente
Do corpo atraente
Dos lábios rosados e desejados
De deliciosos beijos e sabores...
Bela senhora angelical
Que desperta meus desejos
Que acalma meus medos
Que afaga meu rosto amedrontado
E me atiça com seu jeito sensual...
Bela senhora que povoa meus sonhos de inverno
Que, elegante e divina agita minha mente
Com seus olhos que me fitam docemente
Cuide de meu coração, não o deixe maltratado
Que em troca eu lhe darei o amor eterno...
Euclides Riquetti
22-06-2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Se você não que que apareça...
Anos de 1970 e 1971. Brasil Tricampeão Mundial de Futebol no México. Vivíamos o início do "Milagre Brasileiro", tão contestado bem adiante. As pessoas tinham medo de ver seu nome exposto nos meios de comunicação e se cuidavam muito para manter uma razoável linha de conduta. Em Capinzal e Ouro, a Rádio Clube, sucessora da Rádio Sulina Ltda, que se localizava alii na Felip Schmidt, andar superior ao da Tipografia Capinzal. A "Rádio do Bonissoni", como a chamavam, utilizando uma aparelhagem simples e bem básica, prestava um grande serviço de utilidade pública.
Lembro bem da equipe que foi-se formando e se revezando na apresentação de seus noticiários: Chaves, Vilmar Pedro Maté, Márcio Rodrigues (Pimba), Dorneles Lago, Válter Bazzo, Joe Luiz Bertola, Aderbal Gaspar Meyer (Barzinho). Estes também atuavam nos programas musicais. Mas, exclusivamente nos musicais, que chamavam de "caipiras", o Tertulino Silva, conhecido como Terto, e sua equipe. Os musicais ao vivo, com gaiteiros, violeiros e violonistas. Na locução, ainda, Alda Roseli Meyer. Egídio Balduíno Bazzo, o Titi, com uma programa musical e de variedades. Seguidamente, uns comentários do advogado e diretor ~Enio Gregório Bonissoni. Na administração e atendimento, Mariza Calza.
Pois nessa época gloriosa, numa cidade geminada e provinciana, todo mundo conhecia todo mundo. E, na hora do almoço, junto ao Jornal do Meio Dia, vinha a temida, mas muito esperada, "Ronda Policial", apresentada pelo Sargento Altair, da PM, e normalmente pelo Vilmar Maté.
Era mais ou menos assim:
a- Boa tarde, ouvintes! Estamos iniciando, neste momeeeento...
b- Rooooonda policial.
a - Os fatos como acontecem, aqui nos microfones de sua Clube!
b - Apresentação do Sargento Altair......
a - E de Vilmar Pedro Matté.
b- ... e os inimigos do alheio andaram visitando a casa do Sr............. , lá na Entrada do Campo!
a- Mas os olhos da Dona Justina já estão de olho nos larápios. E, se alguém , amigo ouvinte, lhe oferecer um rádio de pilha marca Motorádio, por favor, denuncie diretamente na Delegacia de Polícia, diretamente ao o Sargento Altair, para que ele possa deter o meliante!
b- Mas um fato muito grave aconteceu na noite de ontem na Zona do Baixo Meretrício, nossa ZBM, mais conhecida como Frestão, quando o Sr. ........, armado de faca, investiu contra seu amigo, o Sr............., causando-lhe uma perfuração no abdômen. Dizem que a causa foi o desentendimento porque ambos queriam os serviços da mesma mulher!
a- Algumas senhoras que atendem no estabelecimento, fazendo uso de um táxi Opala que se encontrava no local, promoveram o transporte da vítima para o Hoispital São José, onde foi operado pelo Dr. Celso e já se encontra fora de perigo...
b- Lembre-se: Os olhos da Lei estão sermpre sobre você! Não faça nada de errado. E, se não quer que apareça... Não deixe que aconteça!!!
Era assim nossa Ronda Policial. Dona Justina era a Justiça, a Dona Justa, a Polícia. E era temida, mesmo. Nos bailecos, tínhamos que nos comportar porque, na segunda-feira, se bancássemos bobeira, nossos nomes poderiam estar na Ronda...As pessoas se cuidavam por dois motivos: tinham medo de que seu nome fosse exposto na Ronda, ou mesmo porque tinham medo de Deus, do Padre, da Freira, porque fazer "coisa errada! era pecado...
Hoje você, leitor, pode achar isso uma barbaridade. E é, pois não se pode expor o nome das pessoas ao ridículo. Mas, que as pessoas se cuidavam mais, ah como se cuidavam...
Euclides Riquetti
20-06-2013
Lembro bem da equipe que foi-se formando e se revezando na apresentação de seus noticiários: Chaves, Vilmar Pedro Maté, Márcio Rodrigues (Pimba), Dorneles Lago, Válter Bazzo, Joe Luiz Bertola, Aderbal Gaspar Meyer (Barzinho). Estes também atuavam nos programas musicais. Mas, exclusivamente nos musicais, que chamavam de "caipiras", o Tertulino Silva, conhecido como Terto, e sua equipe. Os musicais ao vivo, com gaiteiros, violeiros e violonistas. Na locução, ainda, Alda Roseli Meyer. Egídio Balduíno Bazzo, o Titi, com uma programa musical e de variedades. Seguidamente, uns comentários do advogado e diretor ~Enio Gregório Bonissoni. Na administração e atendimento, Mariza Calza.
Pois nessa época gloriosa, numa cidade geminada e provinciana, todo mundo conhecia todo mundo. E, na hora do almoço, junto ao Jornal do Meio Dia, vinha a temida, mas muito esperada, "Ronda Policial", apresentada pelo Sargento Altair, da PM, e normalmente pelo Vilmar Maté.
Era mais ou menos assim:
a- Boa tarde, ouvintes! Estamos iniciando, neste momeeeento...
b- Rooooonda policial.
a - Os fatos como acontecem, aqui nos microfones de sua Clube!
b - Apresentação do Sargento Altair......
a - E de Vilmar Pedro Matté.
b- ... e os inimigos do alheio andaram visitando a casa do Sr............. , lá na Entrada do Campo!
a- Mas os olhos da Dona Justina já estão de olho nos larápios. E, se alguém , amigo ouvinte, lhe oferecer um rádio de pilha marca Motorádio, por favor, denuncie diretamente na Delegacia de Polícia, diretamente ao o Sargento Altair, para que ele possa deter o meliante!
b- Mas um fato muito grave aconteceu na noite de ontem na Zona do Baixo Meretrício, nossa ZBM, mais conhecida como Frestão, quando o Sr. ........, armado de faca, investiu contra seu amigo, o Sr............., causando-lhe uma perfuração no abdômen. Dizem que a causa foi o desentendimento porque ambos queriam os serviços da mesma mulher!
a- Algumas senhoras que atendem no estabelecimento, fazendo uso de um táxi Opala que se encontrava no local, promoveram o transporte da vítima para o Hoispital São José, onde foi operado pelo Dr. Celso e já se encontra fora de perigo...
b- Lembre-se: Os olhos da Lei estão sermpre sobre você! Não faça nada de errado. E, se não quer que apareça... Não deixe que aconteça!!!
Era assim nossa Ronda Policial. Dona Justina era a Justiça, a Dona Justa, a Polícia. E era temida, mesmo. Nos bailecos, tínhamos que nos comportar porque, na segunda-feira, se bancássemos bobeira, nossos nomes poderiam estar na Ronda...As pessoas se cuidavam por dois motivos: tinham medo de que seu nome fosse exposto na Ronda, ou mesmo porque tinham medo de Deus, do Padre, da Freira, porque fazer "coisa errada! era pecado...
Hoje você, leitor, pode achar isso uma barbaridade. E é, pois não se pode expor o nome das pessoas ao ridículo. Mas, que as pessoas se cuidavam mais, ah como se cuidavam...
Euclides Riquetti
20-06-2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
O que querem os manifestantes populares
Neste início de ano escrevi um texto falando da Vergonha que representavam os gastos com a reforma do Maracanã, quando o Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, já estava há alguns meses fechado porque não tinha funcionários em razão da falta de dinheiro para contratação. É o único hospital daquele estado que realiza transplantes renais e outros procedimentos em crianças.
Mais recentemente, mencionei a vergonha que estava representada pelo Estádio Engenhão, naquele mesmo Estado, que foi inaugurado em 2007, e que vai ficar 18 meses fechado porque a estrutura de sua cobertura está cmprometida, oferecendo risco aos torcedores. E falei dos péssimos investimentos que são feitos no Brasil em detrimento do essencial, principalmente da Saúde Pública. E hoje pergunto a você, caro leitor, se Manaus vai conseguir, com a renda de seus jogos, cobrir os altos custos de seu estádio novo.
Agora, vemos a população manifestando-se nas ruas, numa ação programada pelo Movimento Passe Livre. E, autoridades e uma grande rede de televisão fazendo de conta que o foco das reclamações, no país sejam os preços das tarifas pagas pelos usuários de ônibus. Não foi isso que vimos escrito nos cartazes cujas fotos, de todas as cidades brasileiras onde ocorreram manifestações, trazem estampado: o povo não aguenta mais a classe política, a impunidade, a corrupção, a falta de saúde, educação e segurança pública. Manifestam-se também com relação a algumas votações que ocorrerão no Congresso Nacional.
Aqui em Joaçaba participei, na terça-feira, da manifestação local, muito bem organizada, ordeira e pacífica. Muitos jovens, pais e avôs com filhos e netos. Num dado momento, em razão de estar resfriado, afastei-me do grupo e fui buscar abrigo sob uma marquise de um prédio. Uma senhora, distinta, estava procurando o rumo da manifestação e pediu-me para que lado iriam. Expliquei que estavam subindo já no alto da Avenida Getúlio Vargas, em direção à UNOESC. Perguntei-lhe se ia enturmar-se e disse que não, que apenas fugira de seu trabalho e viera dar uma olhadinha, que seus dois filhos, jovens, tinham ido. E que lhe disseram que era para ela chamá-los de volta porque havia uma manifestação perigosa, que tinha um monte de baderneiros no protesto. Tranquilizei-a, disse-lhe que não havia perigo, que o pessoal era respeitoso, que havia policiamento, tudo em plena ordem. E ela agradeceu-me e voltou para o trabalho. Disse que apoiava o movimento e que só não estava lá porque tinha que ir trabalhar. Era contra a corrupção e a favor da saúde. O mesmo me disseram alguns balconistas de casas de comércio que estendem o seu atendimento para depois das 18 horas. Seu desejo era o de estarem lá, não podiam, mas apoiavam o movimento.
Depois, vi um aposentado deixar quase todo o seu salário numa farmácia, para comprar seus remédios. Isso me doeu...
Desde que iniciei minha atividade como colunista do Jornal Cidadela, convidado pelo proprietário, jornalista Mario Serafim, tenho conversado muito com as pessoas na rua e em todos os lugares onde ando. Uso as falas delas para embasar minha opinião nos textos que escrevo em minha coluna "Do Alto da Cidade". E é aqui, do alto da cidade de Joaçaba, que tenho visto, através de todas as mídias que me chegam, que o movimento, inédito no país, é bem mais do que uma simples reivindicação de não reajuste nas tarifas de ônibus. As pessoas querem, sobretudo, uma classe política atuando seriamente, sem corrupção. Querem agilidade, seriedade e menos demagogia. Tenho a certeza de que você também pensa assim. E tudo poderá ficar bem se a sociedade fizer pressão suficiente para que ocorra a tão esperada reforma política. É sabido que, se depender de nosso Congresso, apenas remendinhos e puxadinhos... Nada de sério!
Euclides Riquetti
20-06-2013
Mais recentemente, mencionei a vergonha que estava representada pelo Estádio Engenhão, naquele mesmo Estado, que foi inaugurado em 2007, e que vai ficar 18 meses fechado porque a estrutura de sua cobertura está cmprometida, oferecendo risco aos torcedores. E falei dos péssimos investimentos que são feitos no Brasil em detrimento do essencial, principalmente da Saúde Pública. E hoje pergunto a você, caro leitor, se Manaus vai conseguir, com a renda de seus jogos, cobrir os altos custos de seu estádio novo.
Agora, vemos a população manifestando-se nas ruas, numa ação programada pelo Movimento Passe Livre. E, autoridades e uma grande rede de televisão fazendo de conta que o foco das reclamações, no país sejam os preços das tarifas pagas pelos usuários de ônibus. Não foi isso que vimos escrito nos cartazes cujas fotos, de todas as cidades brasileiras onde ocorreram manifestações, trazem estampado: o povo não aguenta mais a classe política, a impunidade, a corrupção, a falta de saúde, educação e segurança pública. Manifestam-se também com relação a algumas votações que ocorrerão no Congresso Nacional.
Aqui em Joaçaba participei, na terça-feira, da manifestação local, muito bem organizada, ordeira e pacífica. Muitos jovens, pais e avôs com filhos e netos. Num dado momento, em razão de estar resfriado, afastei-me do grupo e fui buscar abrigo sob uma marquise de um prédio. Uma senhora, distinta, estava procurando o rumo da manifestação e pediu-me para que lado iriam. Expliquei que estavam subindo já no alto da Avenida Getúlio Vargas, em direção à UNOESC. Perguntei-lhe se ia enturmar-se e disse que não, que apenas fugira de seu trabalho e viera dar uma olhadinha, que seus dois filhos, jovens, tinham ido. E que lhe disseram que era para ela chamá-los de volta porque havia uma manifestação perigosa, que tinha um monte de baderneiros no protesto. Tranquilizei-a, disse-lhe que não havia perigo, que o pessoal era respeitoso, que havia policiamento, tudo em plena ordem. E ela agradeceu-me e voltou para o trabalho. Disse que apoiava o movimento e que só não estava lá porque tinha que ir trabalhar. Era contra a corrupção e a favor da saúde. O mesmo me disseram alguns balconistas de casas de comércio que estendem o seu atendimento para depois das 18 horas. Seu desejo era o de estarem lá, não podiam, mas apoiavam o movimento.
Depois, vi um aposentado deixar quase todo o seu salário numa farmácia, para comprar seus remédios. Isso me doeu...
Desde que iniciei minha atividade como colunista do Jornal Cidadela, convidado pelo proprietário, jornalista Mario Serafim, tenho conversado muito com as pessoas na rua e em todos os lugares onde ando. Uso as falas delas para embasar minha opinião nos textos que escrevo em minha coluna "Do Alto da Cidade". E é aqui, do alto da cidade de Joaçaba, que tenho visto, através de todas as mídias que me chegam, que o movimento, inédito no país, é bem mais do que uma simples reivindicação de não reajuste nas tarifas de ônibus. As pessoas querem, sobretudo, uma classe política atuando seriamente, sem corrupção. Querem agilidade, seriedade e menos demagogia. Tenho a certeza de que você também pensa assim. E tudo poderá ficar bem se a sociedade fizer pressão suficiente para que ocorra a tão esperada reforma política. É sabido que, se depender de nosso Congresso, apenas remendinhos e puxadinhos... Nada de sério!
Euclides Riquetti
20-06-2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
36 anos sem meu pai...
Hoje é uma data em que fico com minha sensibilidade aguçada. Voltam-me as lembranças de um sábado, 18 de junho de 1977. Morávamos em Duas Pontes, hoje Zortea. Cedo, tomei o ônibus para Capinzal. Fui à casa de meus pais, no Ouro, para ver como estavam as condições da debilitada saúde de meu pai. Um abraço em minha mãe, a busca pelo meu querido pai no quarto deles. Lá, ele enrolado nas cobertas, em sua cama, magro. Tínhamos o mesmo tamanho, mesma altura, mesmo peso. Porém, naquele dia, ele tinha chegado ao fundo do poço. Estava magro, acabado, o olhar muito fundo, e profundo. Frágil. Somente conseguia ingerir líquidos. O CA de estômago, esôfago e duodeno tinha acabado com ele.
Fiquei lá umas duas horas, conversamos. Poucas vezes tínhamos parado para conversar em 5 anos. Eu saíra para estudar e nas vezes que nos vimos falávamos de meus estudos, ele me contava sobre seu tempo de Seminário no São Camilo, em São Paulo, onde chegou a cursar Filosofia. Era uma pessoa muito culta, lia muito. Descrevia-me lugares em que nunca tinha estado como se tivesse morado lá por muitos anos. Falava de Veneza, de Roma, do Rio de Janeiro. Conhecia cada detalhe das cidades, dos países. Falava dos rios, das areias das dunas. Nas viagens, trazia-nos areia branca dentro de garrafinhas de refrigerantes, e pedaços de minerais e pedras em vidros de conservas. Para nós e para seus alunos. Falava das guerras, das revoluções, de Napoleão Bonaparte, Marco Polo, de Sócrates, Platão e Aristóteles. De Churchill, de Benito Mussolini. Mas, naquele sábado, apenas relatou-me sobre a situação de nosso sobrado, onde já morava, mas que faltava colocar concreto na laje da garagem, averbar a casa no INPS da época. Parece que estava a me passar recados e recomendações. Mesmo sabendo de sua condição difícil, ele fazia de conta que estava bem, poupava-nos de sofrer. E nós fazíamos o mesmo, para que ele não sofresse.
Despedi-me dele, disse-lhe que voltaria no sábado seguinte. Eu ainda não tinha carro, dependia de ônibus. Um abraço em minha mãe e começamos a descer as escadas lá detrás de casa para ganhar a rua. Escutei gritos de desespero, minha mãe chamava-me para voltar. Corri, assustado, meu pai estava com uma forte hemorragia. Chamei o Altevir Zampieri, que era nosso inquilino e tinha um táxi, um fusca branco. Peguei meu pai no colo, carreguei-o, um homem de 80 quilos estava com 35. Estava acabado, indefeso, como se a dizer: "Salve-me!"
Fomos ao Hospital Nossa Senhora das Dores, foi colocado num leito, não falou mais, apenas agonizou . O Dr. Acioli Viecelli, amigo da família, foi colega de colégio de meu irmão Ironi, autorizou a aplicação de soro e chamou-nos para o lado. Perguntei-lhe sobre as chances de meu velho e ele me disse: "Está difícil, ele não escapa". Perguntei-lhe se devia chamar minha irmã, Iradi, de União da Vitória. Disse-me que sim. Fui ao Mercado Lorenzoni e o Sr. Nelson fez a ligação para um telefone de uma vizinha de minha irmã. Pedi-lhe que viesse e assim ela o fez. Veio de ônibus, o Hiroito foi buscá-la em Joaçaba. Chegou aproximadamente às 21 horas. Quando ela pegou na mão dele, disse-lhe que tinha vindo vê-lo, ele apertou a dela e começou a partir... Pouco depois, nós o perdemos. Os irmãos Vilmar e Edimar não entendiam direito o que estava se passando. Minha mãe, desesperada. Tivemos que nos manter fortes para confortá-la.
Por um instante, agora mesmo, senti-me como se fosse aquele sábado, mas é apenas terça-feira. Revivi cada momento daquele dia. Não há como eu não chorar...
Euclides Riquetti
18-06-2013
Fiquei lá umas duas horas, conversamos. Poucas vezes tínhamos parado para conversar em 5 anos. Eu saíra para estudar e nas vezes que nos vimos falávamos de meus estudos, ele me contava sobre seu tempo de Seminário no São Camilo, em São Paulo, onde chegou a cursar Filosofia. Era uma pessoa muito culta, lia muito. Descrevia-me lugares em que nunca tinha estado como se tivesse morado lá por muitos anos. Falava de Veneza, de Roma, do Rio de Janeiro. Conhecia cada detalhe das cidades, dos países. Falava dos rios, das areias das dunas. Nas viagens, trazia-nos areia branca dentro de garrafinhas de refrigerantes, e pedaços de minerais e pedras em vidros de conservas. Para nós e para seus alunos. Falava das guerras, das revoluções, de Napoleão Bonaparte, Marco Polo, de Sócrates, Platão e Aristóteles. De Churchill, de Benito Mussolini. Mas, naquele sábado, apenas relatou-me sobre a situação de nosso sobrado, onde já morava, mas que faltava colocar concreto na laje da garagem, averbar a casa no INPS da época. Parece que estava a me passar recados e recomendações. Mesmo sabendo de sua condição difícil, ele fazia de conta que estava bem, poupava-nos de sofrer. E nós fazíamos o mesmo, para que ele não sofresse.
Despedi-me dele, disse-lhe que voltaria no sábado seguinte. Eu ainda não tinha carro, dependia de ônibus. Um abraço em minha mãe e começamos a descer as escadas lá detrás de casa para ganhar a rua. Escutei gritos de desespero, minha mãe chamava-me para voltar. Corri, assustado, meu pai estava com uma forte hemorragia. Chamei o Altevir Zampieri, que era nosso inquilino e tinha um táxi, um fusca branco. Peguei meu pai no colo, carreguei-o, um homem de 80 quilos estava com 35. Estava acabado, indefeso, como se a dizer: "Salve-me!"
Fomos ao Hospital Nossa Senhora das Dores, foi colocado num leito, não falou mais, apenas agonizou . O Dr. Acioli Viecelli, amigo da família, foi colega de colégio de meu irmão Ironi, autorizou a aplicação de soro e chamou-nos para o lado. Perguntei-lhe sobre as chances de meu velho e ele me disse: "Está difícil, ele não escapa". Perguntei-lhe se devia chamar minha irmã, Iradi, de União da Vitória. Disse-me que sim. Fui ao Mercado Lorenzoni e o Sr. Nelson fez a ligação para um telefone de uma vizinha de minha irmã. Pedi-lhe que viesse e assim ela o fez. Veio de ônibus, o Hiroito foi buscá-la em Joaçaba. Chegou aproximadamente às 21 horas. Quando ela pegou na mão dele, disse-lhe que tinha vindo vê-lo, ele apertou a dela e começou a partir... Pouco depois, nós o perdemos. Os irmãos Vilmar e Edimar não entendiam direito o que estava se passando. Minha mãe, desesperada. Tivemos que nos manter fortes para confortá-la.
Por um instante, agora mesmo, senti-me como se fosse aquele sábado, mas é apenas terça-feira. Revivi cada momento daquele dia. Não há como eu não chorar...
Euclides Riquetti
18-06-2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Lágrimas de cristal
Misturam-se as lágrimas de cristal
Aos pingos de chuva que caem
Que rolam pelo seu rosto ao natural
Que excitam o seu corpo escultural
E vão buscar o mar...
Perdem-se na imensidão das águas colossais
Perdem-se nos dias, nos meses, nas tardes outonais!
Levam consigo significados benditos
Dúvidas e certezas que se esvaem
Levam dores, sentimenos e conflitos
Brotados de corações sôfregos e aflitos
Que buscam sua alma para se abrandar...
Tornam-se grãos de areia a acariciar meus pés
Tornam-se diamantes que flutuam nas marés.
Assim são as lágrimas derramadas por amor
Que não se evaporam, eternizam-se simplesmente
E podem compor um mundo de alegria, ou mesmo de dor
Levemente, delicadamente, docemente...
Apenas lágrimas de cristal
Que caíram de seus olhos de mar!
Euclides Riquetti
18-06-2013
Aos pingos de chuva que caem
Que rolam pelo seu rosto ao natural
Que excitam o seu corpo escultural
E vão buscar o mar...
Perdem-se na imensidão das águas colossais
Perdem-se nos dias, nos meses, nas tardes outonais!
Levam consigo significados benditos
Dúvidas e certezas que se esvaem
Levam dores, sentimenos e conflitos
Brotados de corações sôfregos e aflitos
Que buscam sua alma para se abrandar...
Tornam-se grãos de areia a acariciar meus pés
Tornam-se diamantes que flutuam nas marés.
Assim são as lágrimas derramadas por amor
Que não se evaporam, eternizam-se simplesmente
E podem compor um mundo de alegria, ou mesmo de dor
Levemente, delicadamente, docemente...
Apenas lágrimas de cristal
Que caíram de seus olhos de mar!
Euclides Riquetti
18-06-2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Os Jogos Estudantis de Capinzal e Ouro (JECOs)
No primeiro ano da década de 1980 voltei a morar em Ouro. Tinha passado os últimos 8 fora, 5 em Porto União da Vitória e 3 no interiorzão de Campos Novos, Distrito de Duas Pontes, que mais tarde veio a emancipar-se, tornando-se o Município de Zortea. Em Ouro adquiri um lote na área urbana, onde fiz minha casa.
Uma das melhores lembranças que tenho desta cidade, é uma competição esportiva escolar que era realizada anualmente, acontecendo no Ginásio Municipal de Esportes, que mais tarde veio a chamar-se "André Colombo". Ali o esporte acontecia. De segunda a sexta-feira, todos os horários disponíveis das 19 às 23 horas estavam outorgados. Durante o dia, a Escola Básica Prefeito Sílvio Santos o utilizava para as aulas de Educação Física. Nos sábados à tarde destinava-se à EF dos alunos do CNEC e, após estas, aos professores de nossa APROC. Nos domingos pela manhã, escolinhas de futsal. Era movimentadíssimo nosso Ginásio.
No segundo semestre do ano, quando as escolas já tinham trabalhado as modalidades esportivas mais praticadas pelos estudantes, voleibol, handebol e basquetebol, aconteciam os JECOs - Jogos Estudantis de Capinzal e Ouro, que envolviam as escolas Sílvio Santos, Mater Dolorum, Cenec e Belisário Pena. CNEC e Mater levavam vantagem na categoria Juvenil, pois seus alunos eram egressos do Sílvio Santros e de Belisário e, consequentemente, tinham uma idade média maior, mais anos de treinamento. O Sílvio Santos, por ter também ensino noturno, conseguia atletas de porte razoável. Mas estes não tinham o mesmo tempo de treinamento que os do diurno.
No ano em que cheguei, lecionando o Sílvio Santos, deram-me a incumbência de ser Chefe da Torcida, juntamente com a saudosa professora e futura comadre, Ivonete Bazzo. A escola fora bicampeã em torcida e tínhamos a meta de torná-la tri. Tarefa muito difícil, mas aceita como um desafio. Incentivamos os alunos a irem ao Ginásio com roupa verde, cor da escola, criamos gritos de guerra, frases de efeito, adereços, e toda a sorte possível de acessórios. E sabíamos que era uma tarefa muito difícil conquistar o Tri, pois nosso maior rival, o Mater Dolorum estava com os alunos que haviam feito o Primeiro Grau no SS, jogavam muito bem e, na quadra, eram fortíssimos. Fora ali mesmo, naquele ginásio, que aprenderam a jogar, conheciam cada centímetro da mesma.
Soube que os idealizadores dos JECOs teriam sido os próprios alunos da CNEC e outros desportistas da cidade, os quais não eram professores com formação na área. Mas conseguiram implantar um evento que era o mais esperado pelos estudantes durante o ano. Era uma grande motivação a espera pelos JECOs.
Naquele ano, lembro bem que os professores Jerônimo Santanaa/Eluiza Andrioni(Sílvio Santos), Neivo Ceigol (Mater Dolorum e CNEC) e Antônio Carlos Ruiz (Belisário Pena), dirigiam as equipes das escolas. A professora Denize Sartori, na época Bibliotecária era da base de apoio da competição. Os JECOs nasceram pela ideia de professores e alunos da CNEC. Mário Fávero, Amarildo Boff e Renato Caldart foram também alguns dos idealizadores. A rivalidade era grande, grande a disputa na quadra, mas, ao final, distribuída a premiação, com os troféus e medalhas, a comemoração era geral, havia o respeito, as pessoas se conheciam e os abraços selavam a amizade. Mais adiante, vieram também a Escola Frei Crespin, O São Cristóvão, o Alto Alegre e até os alunos do Joaquim D ´Agostini, de Lacerdópolis.
Gastamos a voz e a alma de tanto torcer. Por diversas vezes, eu puxava o nome do jurado, bem alto, como por exemplo: "Alô Ruites Andrioooooni!!!... e os alunos faziam coro, gritando: "Aquele abraaaaaço!!!", como aquela música de sucesso. Depois, eu ia trocando o nome dos jurados e eles secundando. Não deixávamos de torce um único momento, mesmo quando os resultados estavam adversos. Ao final da competição, o sonhado troféu de melhor torcida, nosso Tri. Objetivo da escola alcançado!
Lembro com muita alegria daqueles tempos. À frente, com a mudança de professores e com a mudança de conceitos em relação à Educação Física, os JECOs foram extintos. Dizem que estava aumentando a rivalidade e por isso acabaram com a competição. Uma pena, pois reuniam toda a classe estudantil das duas cidades. Depois disso, tímidos eventos isolados, uma separação que não leva a nada, e as arquibancadas quase vazias...Cidades pequenas fazendo competições isoladas. O próprio Sete de Setembro, comemorado em conjunto, feneceu. Resta-nos lembrar também disso. Mais um elemento a compor nosso acervo saudosista. Que pena!
Euclides Riquetti
17-06-2013
Uma das melhores lembranças que tenho desta cidade, é uma competição esportiva escolar que era realizada anualmente, acontecendo no Ginásio Municipal de Esportes, que mais tarde veio a chamar-se "André Colombo". Ali o esporte acontecia. De segunda a sexta-feira, todos os horários disponíveis das 19 às 23 horas estavam outorgados. Durante o dia, a Escola Básica Prefeito Sílvio Santos o utilizava para as aulas de Educação Física. Nos sábados à tarde destinava-se à EF dos alunos do CNEC e, após estas, aos professores de nossa APROC. Nos domingos pela manhã, escolinhas de futsal. Era movimentadíssimo nosso Ginásio.
No segundo semestre do ano, quando as escolas já tinham trabalhado as modalidades esportivas mais praticadas pelos estudantes, voleibol, handebol e basquetebol, aconteciam os JECOs - Jogos Estudantis de Capinzal e Ouro, que envolviam as escolas Sílvio Santos, Mater Dolorum, Cenec e Belisário Pena. CNEC e Mater levavam vantagem na categoria Juvenil, pois seus alunos eram egressos do Sílvio Santros e de Belisário e, consequentemente, tinham uma idade média maior, mais anos de treinamento. O Sílvio Santos, por ter também ensino noturno, conseguia atletas de porte razoável. Mas estes não tinham o mesmo tempo de treinamento que os do diurno.
No ano em que cheguei, lecionando o Sílvio Santos, deram-me a incumbência de ser Chefe da Torcida, juntamente com a saudosa professora e futura comadre, Ivonete Bazzo. A escola fora bicampeã em torcida e tínhamos a meta de torná-la tri. Tarefa muito difícil, mas aceita como um desafio. Incentivamos os alunos a irem ao Ginásio com roupa verde, cor da escola, criamos gritos de guerra, frases de efeito, adereços, e toda a sorte possível de acessórios. E sabíamos que era uma tarefa muito difícil conquistar o Tri, pois nosso maior rival, o Mater Dolorum estava com os alunos que haviam feito o Primeiro Grau no SS, jogavam muito bem e, na quadra, eram fortíssimos. Fora ali mesmo, naquele ginásio, que aprenderam a jogar, conheciam cada centímetro da mesma.
Soube que os idealizadores dos JECOs teriam sido os próprios alunos da CNEC e outros desportistas da cidade, os quais não eram professores com formação na área. Mas conseguiram implantar um evento que era o mais esperado pelos estudantes durante o ano. Era uma grande motivação a espera pelos JECOs.
Naquele ano, lembro bem que os professores Jerônimo Santanaa/Eluiza Andrioni(Sílvio Santos), Neivo Ceigol (Mater Dolorum e CNEC) e Antônio Carlos Ruiz (Belisário Pena), dirigiam as equipes das escolas. A professora Denize Sartori, na época Bibliotecária era da base de apoio da competição. Os JECOs nasceram pela ideia de professores e alunos da CNEC. Mário Fávero, Amarildo Boff e Renato Caldart foram também alguns dos idealizadores. A rivalidade era grande, grande a disputa na quadra, mas, ao final, distribuída a premiação, com os troféus e medalhas, a comemoração era geral, havia o respeito, as pessoas se conheciam e os abraços selavam a amizade. Mais adiante, vieram também a Escola Frei Crespin, O São Cristóvão, o Alto Alegre e até os alunos do Joaquim D ´Agostini, de Lacerdópolis.
Gastamos a voz e a alma de tanto torcer. Por diversas vezes, eu puxava o nome do jurado, bem alto, como por exemplo: "Alô Ruites Andrioooooni!!!... e os alunos faziam coro, gritando: "Aquele abraaaaaço!!!", como aquela música de sucesso. Depois, eu ia trocando o nome dos jurados e eles secundando. Não deixávamos de torce um único momento, mesmo quando os resultados estavam adversos. Ao final da competição, o sonhado troféu de melhor torcida, nosso Tri. Objetivo da escola alcançado!
Lembro com muita alegria daqueles tempos. À frente, com a mudança de professores e com a mudança de conceitos em relação à Educação Física, os JECOs foram extintos. Dizem que estava aumentando a rivalidade e por isso acabaram com a competição. Uma pena, pois reuniam toda a classe estudantil das duas cidades. Depois disso, tímidos eventos isolados, uma separação que não leva a nada, e as arquibancadas quase vazias...Cidades pequenas fazendo competições isoladas. O próprio Sete de Setembro, comemorado em conjunto, feneceu. Resta-nos lembrar também disso. Mais um elemento a compor nosso acervo saudosista. Que pena!
Euclides Riquetti
17-06-2013
domingo, 16 de junho de 2013
Sonhos prateados
Quando você estiver desolada, sentindo-se diminuída de vez
Quando você estiver injuriada porque não lhe deram o devido valor
Recusaram seu coração, rejeitaram seu infinito amor
Pense que há, em algum lugar, quem ainda esteja rezando por você.
Quando você estiver sem entender o porquê de algumas coisas acontecerem
Quando você estiver desesperançada porque seus projetos pessoais foram frustrados
Olhe para trás e veja que em muitos deles você teve bons resultados
Veja que nem tudo é ouro, mas você pode ainda ter seus sonhos realizados.
Quando você julgar que não tem mais um ombro para se amparar
Quando você estiver com o ânimo abalado, porque julga que tudo está perdido
Imagine quão grande é o mundo e que alguém ainda espera por seu sorriso
E que moveria montanhas apenas para seus lábios beijar.
Então, cuide bem de seus sonhos prateados
Eles ainda a levarão a algum lugar
E você poderá ver, com seus olhos encantados
Que valeu-lhe a pena me esperar!
Euclides Riquetti
15-06-2013
Quando você estiver injuriada porque não lhe deram o devido valor
Recusaram seu coração, rejeitaram seu infinito amor
Pense que há, em algum lugar, quem ainda esteja rezando por você.
Quando você estiver sem entender o porquê de algumas coisas acontecerem
Quando você estiver desesperançada porque seus projetos pessoais foram frustrados
Olhe para trás e veja que em muitos deles você teve bons resultados
Veja que nem tudo é ouro, mas você pode ainda ter seus sonhos realizados.
Quando você julgar que não tem mais um ombro para se amparar
Quando você estiver com o ânimo abalado, porque julga que tudo está perdido
Imagine quão grande é o mundo e que alguém ainda espera por seu sorriso
E que moveria montanhas apenas para seus lábios beijar.
Então, cuide bem de seus sonhos prateados
Eles ainda a levarão a algum lugar
E você poderá ver, com seus olhos encantados
Que valeu-lhe a pena me esperar!
Euclides Riquetti
15-06-2013
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